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Sala de Registro - Sammuel Wolters

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Re: Sala de Registro - Sammuel Wolters

MensagemIrlanda [#177409] por Shia McLoughlin » 05 Jul 2017, 16:47

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Cheguei em fim ao gran finale. Onde minhas habilidades vampíricas, humanas e, como criatura mágica seriam testadas. Sabia quão árduos eram estes testes, sempre querendo fazer-nos cair em nossos instintos mais vis, possivelmente para nos jogar no quinto dos infernos, lugar este onde supostamente a gente merecia ficar. Fui encaminhado para uma porta, acompanhado do chefe daquele departamento. Tomei a poção, sem qualquer resistência. Afinal, o meu intuito ali, como dito anteriormente, era acelerar aquela bagaça para poder sair daquele clausura ministerial. Não imaginava como pessoas conseguiam ficar dentro daquelas paredes por tanto tempo; talvez, com a mesma facilidade que gostava de ficar dentro de um octógono: há gostos para tudo.

A poção que me foi dada tinha duração de seis horas. Além daquela porta decrépita, minha capacidade de me controlar e não revelar minha identidade seriam testadas tanto diante de trouxas como de bruxos. Mesmas regras; diferente mundo, posto lá se tratar de algo criado por magia; talvez algo que os trouxas chamem de outra dimensão, um mundo paralelo ou, simplesmente, um filme de terror ou novela dramática mexicana. Por mais redundante que isto possa soar.
- Sim, estou pronto. - disse, tendo deixado minha jaqueta posta na cadeira onde outrora sentava, entrando pela porta com apenas roupas básicas: calça jeans, camiseta branca, sapatos, meus dentes vampíricos e uma fome insaciável que viria paulatinamente. Ouvi o baque surdo atrás de mim, sinalizando que a prova já havia começado. Eu estava sozinho. E não sabia quão bom ou ruim era aquilo.

O lugar? Uma desgraça. Um prédio em ruínas. Pessoas gritando de dor, súplicas por ajuda em meio a uma cortina de fumaça densa, que, se eu não fosse vampiro, provavelmente me faria entrar num estado de inconsciência, pela inalação daquele cheiro tóxico para os pulmões. Contudo, sem necessidade de respirar, sem um coração batendo dentro de meu peito, com uma pele ligeiramente fria, pouco pálida, todavia encoberta pelas tatuagens que me emprestavam um pouco de sua cor.

Aparentemente, estava num "Estados Unidos" da vida, possivelmente, um ataque terrorista seja por estrangeiros ou pelos próprios nativos do país. Eles adoram se destruir; com a mesma facilidade que destroem nações diferentes. E em um mundo tão violento, em que os humanos são tão frios com seus iguais, ser vampiro poderia ser tornar algo romântico, onde nós pudéssemos ser os mocinhos de toda aquela desgraça. Ali, eu deveria ser. Deveria ser aquele que não se deixava levar pela mísera fome, que salvaria inocentes e rechaçados, que os levariam a sã e salvo para além da porta. Certo? Afinal, era isto que os bruxos esperavam de nós? Meras bestas domesticáveis?

Embora não necessitasse de toda aquela troca gasosa de CO2 e O2 tão tradicional, corriqueira e clichê de uma respiração humana para me manter vivo, eu tinha, em contrapartida, o meu olfato apurado. Conseguia sentir toda aquela podridão da po**a daquele lugar imaginário criado para me testar. Meu intuito, num primeiro momento, fora única e exclusivamente encontrar a porta de saída a qual me levaria ao fim do teste. Todavia, sabia dos intempéries os quais enfrentaria neste trajeto. O cheiro....

“Aquele” cheiro ganhava intensidade: cheiro férrico, forte, de um líquido viscoso que fazia minhas células tremerem; odor o qual nunca sequer em meus trinta e três anos como bruxo soubera existir, que me consumiria por dentro, me foderia como uma vadia no cio, me tornaria seu escravo; que me faria vasculhar o planeta inteiro por ele, imaginando sempre um novo sabor diferente, numa nova textura, uma nova fragrância, uma nova vítima. Confesso que não me importava em salvar as pessoas que estavam ao meu redor. Pelo contrário. E por dois motivos: elas não existiam na realidade, (sempre me dizia aquilo) e, segundo, dizem que vampiros não sentem, não se importam. E ali estava eu para provar esta máxima. Ou não?

Caminhava. E a medida que eu fazia isto, o número de pessoas ao meu redor aumentava e, com isto, seus ferimentos, suas dores.
- Socorro... Me ajude - dizia uma mulher em meio aos escombros com sua voz aguda, latente, seu sangue pungente. Seu sangue. A menção daquele cheiro em meu cérebro, fez meu corpo literalmente cair. Bati com meus joelhos ao chão, sem dor pela queda. Minha cabeça parecia não haver nada a não ser a menção auditiva e olfativa daquela mulher, daquele homem atrás de mim, de outros a minha direita, a minha esquerda, a minha frente.

Sentia-me um louco. E um estranho pensamento me ocorreu: de que a luz do inferno deveria ser tão brilhante quanto a luz do sol e que seria a única luz que eu veria para sempre; a luz daquele inferno que me dominava diariamente e contra a qual eu tentava lutar. Ser vampiro não é algo bonito; não é romântico como se parece ser nos livros de contos. Ser vampiro é uma luta diária numa floresta profunda e escura e sem fim da qual você jamais escapará. É estar numa selva fria, sem conforto; ser um lobo faminto, um rato voraz, um verme que se rasteja, uma vítima que grita; uma vítima que se alimenta de outra. É não ter ninguém que o compreende, que o acolhe em seus braços. É um pesadelo sem fim; uma ausência de paz inexplicável. É se sentir diariamente fudido no rabo, contra a sua própria vontade.

Respirei fundo. Ou pelo menos fingi fazer isto. Fechei meus olhos, embora sentisse a minha presa ali, pontiaguda, querendo uma pele para furar, um sangue para beber. Sentia minhas veias intumescerem. Uma raiva crescente em meu corpo, meus dedos amortalhados, apertados contra uma terra escura e fria, um cimento poroso, ferros entrecortando-os.
– Arrrrrrrrhhhhhg – gritei. Gritei o mais fundo que meus pulmões mortos permitiram. Senti a mesma impulsividade que me guiava a lutar, a meter um jeb-direto-cruzado no filho da p*** que queria me roubar a glória dentro do ringue. Pois, minha vontade ali, era de simplesmente f**** todos aqueles corpos. Tirar-lhes até a última e mísera quantidade de sangue.

Ainda de olhos fechados, levantei-me, como um viciado cercado pela sua droga. Num ambiente escuro, sendo visto por todos que queriam destruí-lo, deixa-lo ainda mais à mercê da sociedade, no lugar decrépito que lhe era por merecido como também a todos os seus iguais. Era subumano o que nós tínhamos que ser submetidos a cada década. Ser postos em jaulas de laboratórios, sendo testados como animais para podermos ter uma liberdade, mesmo que indigna e falseada.

Não era me concentrar em algo bom que me tiraria dali. Desviar meus pensamentos para um mundo o qual eu sabia não existir. Ao contrário. Sairia dali, de consciência da merda a qual fui posto contra a minha vontade. Não era uma escolha minha ter sido vampiro. Todavia, era uma escolha minha saber lidar com aquela maldição multifacetada. Alimentar-me não de pensamentos bons, de que existia um mundo o qual não podia ser maculado pela presença de minha besta, de animal insaciável. Era me alimentar daquele ódio que a cada segundo, minuto, horas, dias, anos, décadas nutria pela raça que tentava me domesticar, me testar, dizer-me quem eu era.

Ali, tinha a convicção de que sabia ser um vampiro. Sabia que aquele cheiro, aquela vontade do cão me dominaria para sempre. Era semelhante aquilo que eu vivi há décadas atrás. E também, ali tive a convicção de que odiava os bruxos, odiava toda aquela raça maldita que me tratava como animal. As pessoas podem parar de crer em Deus ou na bondade do ser humano. Mas, continuam a acreditar no diabo. O mal sempre é mais possível. E a bondade, eternamente difícil.
- Filhos da p***! vocês não vão me vencer!
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Re: Sala de Registro - Sammuel Wolters

MensagemIrlanda [#178005] por Shia McLoughlin » 24 Jul 2017, 16:29

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Ouvi sons metálicos sendo disparados; sendo ricocheteados pelos obstáculos que eles enfrentavam pelo caminho. Em seguida, gritos. Gritos de desespero, de dor, de súplica. Vozes que me eram ininteligíveis, um diferente idioma, uma diferente língua. Comecei a andar, com sofreguidão, sentindo todo o peso sobre meus ombros. De nada adiantava desviar o olhar. Com vampiros a máxima “o que os olhos não veem, o coração não sente” é uma pura falácia. Pois, eu sentia. Sentia aquele cheiro. O cheiro da morte que me era tão íntimo.

- Por favor... me ajude – gritava em meio ao choro um homem cuja perna estava a distância de seu corpo. Ignorei-o. Em partes, na verdade. Literalmente, por assim dizer. Afinal, já não bastasse o que eu sentia ali, não estava em clima de compadecimento em ajudar alguém. Ninguém ali me ajudaria. Não voluntariamente, pelo menos. Eu estava sozinho. Todavia, peguei a sua perna no chão, dando uma pequena limpadinha para tirar pedaços de destroços do prédio nada apetitosos e comecei a andar novamente. Comecei a andar, com aquele espeto humano de carne suculenta em minhas mãos. O amontoado de escombros dificultavam o trajeto, mas, também conferia algumas janelas de penumbra dentre as quais usei para saciar a minha sede, comendo aquela perna com uma vontade louca, como se fosse um miserável faminto diante de um banquete.

O sangue existente nas veias se misturava nas fibras musculares, embevecia a carne. Meus dentes puxavam com êxtase cada pedaço. Às vezes, uma pequena linha de tensão era gerada nos músculos rompidos. A carne crua poderia soar “borrachuda” aos olhos dos “eu prefiro carne bem passada”. Mas, ali, cara, eu nem me preocupada com isto. Ademais, como vampiro, carne “berrando” é bem mais apetitosa. Minhas mãos estavam banhadas de sangue, assim como minha barba, meus lábios, meus dentes. Estava tão faminto, tão necessitado que considerei aquele de todos os banquetes o mais ditoso nos últimos anos.

Com minha boca enlameada por aquele líquido viscoso, eu passava a língua nos lábios, copiosamente. Não queria perder sequer uma grama daquela perna. O antebraço funcionava como adjunto àquela necessidade de se aproveitar até a última gota, resgatando dentre minha barba os últimos vestígios do meu único alimento. Aquela única fonte que saciaria a minha fome... por toda a eternidade. Era vergonhoso a forma como me portava, como me sentia após ter me saciado, mesmo que por um átimo de segundo, pois a fome ainda estava lá, às vezes até maior antes daquele vil alimento.

Sentia batidas de coração próximos a mim, respirações abafadas, luzes de vida no fim do túnel e comecei a cavoucar, ali próximo de onde eu estava, por qualquer outro vestígio de ser humano vivo para eu me alimentar. Mas, nada. Quando me levantei, a fim de continuar o meu percurso, parecia mais uma vítima de toda aquela catástrofe, alguém outrora incólume e vivo Roupas sujas, tingidas de uma mistura cinzenta-avermelhada, rosto cansado, árduo, como se sentisse dor, passadas lentas... os filhos da p*** estavam me vencendo. O carinha de outrora estaria me vendo atrás de uma parede secreta a minha derrota.

Mais tiros vinham, mais gritos, mais vozes compreensíveis num inglês abafado e em outra aquém do meu conhecimento linguístico. Ouvi pedras se moverem não muito distante de mim e fui até elas. Onde havia barulho. Havia corpos. Havia dor. Havia sangue. Havia alimento. Mas, também havia trouxas. Havia bruxos. Havia uma cláusula condenatória que me impediria de transitar pelo Mundo Mágico livremente num futuro nada distante. Algo que me impediria de exercer minhas lutas, de lutar pela minha sobrevivência como me era de costume; de meter o soco na cara de qualquer infeliz que cruzasse comigo; por puro deleite e ainda ganhar uma grana em troca. Havia também celas que me prenderiam, mesmo que de forma abstrata, a um mundo o qual eu fazia de tudo para me esconder, atrás de minha sede.

Dizem que ser vampiro é possuir uma imortalidade irresistível, embora não ache graça em viver eternamente. Dizem que somos uma beleza incandescente da qual nunca um humano apalparia, mas, ali, eu estava longe de ser bonito. Dizem que somos uma cintilante sedução, que anda em meio a um jogo de sombras e penumbras. Podemos fascinar as nossas vítimas. Isto é fato. E, baseado nisto, muitos vampiros mostram uma verdade enevoada, por detrás de um monte de eufemismos ao pressupor que damos a redenção para nossas vítimas. Afastamos estas pessoas de seu sofrimento. Levamos as suas almas, como um ceifador, para serem beijadas pela morte. Uma morte única que poderia lhe arrancar suspiros de agradecimento, e, quando olham para nós, são capazes de sentir o fio da energia vital esvair para o interior de nossas presas, a sua sobrevivência chegando ao fim junto com a sua humanidade.

Eu poderia saciar a minha sede em meio aquele banquete insólito e resgatar as vítimas ao meu modo. De uma forma egoísta, aplacaria a minha sede e, de quebra, ajudá-los-ia. Claro... estava pouco me fudendo para eles, no fundo. Todavia, era legal enganar a mente. Até mesmo a nossa. Dizer que era algo por um bem maior. Este lance de “bem maior” consegue ajudar muitos a fazerem o “mal” através das vias do “bem”. Assim, se eu estava na merda, que me lambuzasse dela. Como disse em outras ocasiões, não gostava de ser quem eu era, sentia saudades de minha bruxidade, mas, aprendia a conviver com aquela morte diariamente; a tentar tirar alguma benesse dela. De tudo se pode tirar algum proveito, até mesmo quando se está morto.

Assim, comecei a andar. Levando em meus ombros uma foice imaginária, figurativa, carregadas de simbolismos. Parecia mais confiante ou pelo menos banhado naquela falácia a qual eu havia mergulhado deliberadamente. Procurava vítimas, as mais fudidas por assim dizer. Meu corpo doía, não pelo cansaço, mas, pela necessidade de sobrevivência. Pela necessidade de apartar aquele sofrimento no qual estava inserido. Por querer sangue, de modo claro e direto. Olhava para todos os cantos, meus ouvidos estavam atentos como se eu fosse um animal, o que não deixava de ser verdade.

A medida que avançava, começava a ouvir as batidas, inicialmente frenéticas, e paulatinamente perdendo o ritmo, num acorde desafinado. Mas, lá estava eu para ser o mestre de uma nova sinfonia. E, pela primeira vez sorri. Meus dentes vermelhos, ainda carregando fiapos da carne humana outrora dilacerada pelas minhas presas. Mulheres, crianças, idosos e até mesmo homens, todos eram alvos de meus olhares. Minha mente buscava cada um naqueles escombros. Aos fundos, tiros, gritos, pedras de concreto caindo, poeira engolindo corpos, engolindo vidas e eu resgatando-as com o meu beijo da morte.

Agachava sobre os corpos, fitava minhas vítimas, as quais, num primeiro instante tentavam se mover, mas, minhas mãos fortes, firmes, meus dedos calejados de luta envolviam seus pescoços, seus corpos, invadia suas mentes, criava ilusões, controlava suas emoções
Fascínio Para que fingir ser algo que não era? Para que ficar tentando fugir de coisas as quais nunca mais poderia correr? Para quê ficar criando um ser em minha mente, carregado de benevolência, clemência, que se compadece do sofrimento alheio, que poderia muito bem ajudar quem estava ali, tentando lutar contra a morte para viver? Que graça tinha a vida se não fosse a perspectiva de morte? De que um dia todos nós iremos morrer e que devemos assim viver intensamente nossos momentos, nossas emoções? E era isto que eu lhes entregava; com um sorriso no rosto. Um rosto marcado pela violência e pelo desejo. - Sorria! Pois, estou te dando a escolha que nunca tive. - dizia a cada investida em minhas vítimas.
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Re: Sala de Registro - Sammuel Wolters

MensagemIrlanda [#178513] por Shia McLoughlin » 11 Ago 2017, 15:55

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Jogava um duelo perigoso, em que eu era meu arqui-inimigo. Sabia que tinha que sair dali o quanto antes. Encontrar a saída, mas, me perdia no meio de minha fraqueza, entregando-me a ela deliberadamente e, ainda, trabalhando em artimanhas para me armar. Parecia um viciado. Seja lá o que haviam feito comigo naquele dia, surtia efeitos. E eu parecia fraco demais para domá-los.

Trágico, por assim dizer. Será que há gradações de perversidade? Em qual nível eu ali me encontrava? Será o mal um imenso e perigoso poço onde se cai ao primeiro pecado, mergulhando até ao fundo? Quão profundo eu já estaria mergulhado? Como se cai na graça da malevolência? E como sair? Se há um Deus, seria eu punido por tudo já que fizera de mal? Se não há um, por que temer?

Eu sou um homem de profundidade. Minhas ações, principalmente após minha fuga da mansão Rotshchild, eram para uma reação de resposta ou ataque. Poderia ser considerado um homem impulsivo, instintivo, imediatista. Por viver por muitos anos na zona limítrofe da sobrevivência, pensar muito a frente nem sempre era/é uma boa saída. Se eu era bom com as palavras quando mais novo, se enganava as pessoas facilmente para um propósito mais elaborado, hoje a resposta para este jogo deveria emergir tão logo quanto minhas ações precipitassem. Vivia no ringue. Vivia para o ringue.

Era um animal; forte, colérico, arrogante, presunçoso. Uma fera indomável. “Conor”, o lobo. Gosto de incitar um combate direto. Gosto de fazer alguém querer me socar, me bater, me matar. Palavras aqui podem ser convenientes, embora gestos sejam melhores alavancas. Por que eu sei; se ele vier, eu vou destrui-lo. Afinal, no que eu faço, eu sou o melhor. Se outrora tecer os odes das palavras fazia-me ter um jogo mais ardiloso e traiçoeiro, hoje, ações musculares demandam respostas muito mais rápidas do que ficar enchendo linguiça.

Mas, não era isto que acontecia ali.

Á medida que andava por aqueles escombros, tentava encontrar uma nova vítima. Por alguns minutos esquecia-me de meu verdadeiro objetivo: sair dali sem deixar vestígios. E isto era tudo que eu não estava fazendo. Usava de armas que outrora me pareciam meio distantes. Afinal, seria muito mais fácil f**** cada um ali do jeito que queria. Mas, não. Fazia um jogo ardiloso e traiçoeiro. Como eu era quando mais jovem. Entrava na mente das pessoas, brincava com suas emoções, criava novas sensações. Fascinava as minhas vítimas. Colhia seu sangue e elas me ofereciam como uma dádiva. Por algum tempo, não sei o quanto, isto continuava.


- Isto nunca vai parar. – disse, me atentando ao “mero” detalhe daquele fato. Minhas roupas sujas, minhas mãos, minha face. Aquele não era Shia. Não era alguém que lutara para sobreviver no caos. Ficar me alimentando de pessoas que sequer existiam de fato, viver naquele jogo de ilusões criado por aquele bruxo não me traria benefício algum. – tenho que sair desta merda.

Joguei um corpo para o lado, entrando num lugar pouco iluminado para sair do foco daqueles que poderiam ser minhas vítimas potenciais. Os gritos nunca parariam. As falas no idioma estranho, também não. Os sons metálicos, escombros caindo, fumaça prateada emergindo, ferros renascendo continuariam, em redundância. Eu tinha a eternidade para viver, mas, não a queria daquela forma. Era um lutador. Focado na vitória. E não estava vencendo ali. Deveria correr para a minha liberdade.

E nada como fazer isto da forma como eu mais a sentia além de dentro do ringue; travestindo de animal. Sabia dos percalços que isto poderia me gerar. Afinal, segundo Abul, meu maior problema não era em me transformar propriamente dito, mas, me manter racionalmente quando meus instintos estariam ainda mais aguçados. O que, com aquele troço que eles me deram poderia f**** ainda mais as coisas. Isto foi na década de oitenta. Seria eu um vampiro determinado o suficiente para me manter racional quando eu mais precisava?

O escuro, meus olhos amarelados, cor âmbar surgiram. Meu olfato tão mais apurado. Meus ouvidos assentiam de longe existência de vida, embora frágil, ao meu redor. O cheiro fétido da morte. Dei uma passada. Outra. Meu corpo protegido por uma grossa e dupla camada de pelos. Minha língua tremulava para fora. Meus dentes, todos afiados, decepariam qualquer um ali em questão de minutos. Embora como vampiro pudesse sair de um lugar e surgir em outro, como animago, poderia percorrer com velocidade os lugares.

Tão logo sai, o cheiro ficara mais forte. Aquele odor metálico do sangue. Pequenas gotículas de água formavam ao canto de minha boca e com simplicidade caia no concreto já não mais existindo. Meu peito arfava rápido e, por alguns instantes, minha pata dianteira esquerda quis me levar para trás, quis me fazer pular num daqueles corpos. “Você é um animal; mas, não aja como um”. Abul disse no primeiro dia de transformação animaga pós-vampírico, após voltarmos de um teste de resistência no qual eu havia falhado, miseravelmente.

Virei para direita. E tão logo virei, comecei a correr. A saltar. A correr. O cheiro aumentava, trazido por um vento possivelmente gerado apenas com o movimentar de meu corpo. Pedidos de socorro pareciam não existir. Talvez porque achavam impossível um animal como aquele ajuda-los. Antes os despedaçaria. Avançava. Olhar fortuito. Farejava. Estreitava minhas orbes amareladas, movimentava meu focinho. Minha vida já não era ditada por terceiros fazia tempo. Pelo menos era no que eu acreditava. E não seria ali, a exceção. E foi no que acreditei quando vi uma claridade destoante no meio daquele tom acinzentado com salpicados de vermelho.


off: Terminado o Aperfeiçoamento de animagia.
Só faltam duas aceitações.
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