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Estados Unidos Seth Myles [ 16508 ]

Situação Atual: CADASTRO NORMAL E ATIVO

  • Seth Myles
  • 4° Ano Rurikovich
  • 4° Ano Rurikovich

  • NOME COMPLETO

    Seth Anderson Myles

  • RAÇA

    Humana

  • CLASSE

    Mágica

  • ALTURA

    1,42m

  • PESO

    38kg

  • OLHOS

    Azul Claro

  • CABELOS

    Branco Claro

  • SEXO

    Masculino

  • OPÇÃO SEXUAL

    Indefinido

  • IDADE

    14 anos

  • DATA DE NASCIMENTO

    31/08/1999

  • SIGNO

    Virgem

  • NOME DO PAI

    Harold Myles

  • NOME DA MÃE

    Shirley Myles

  • ORIGEM SANGUÍNEA

    Sangue Trouxa

  • LOCALIDADE

    Durmstrang

  • CIDADE/PAÍS

    Jackson/Estados Unidos

  • NÍVEL

Creio eu que toda criança imagina pra si uma vida perfeita, que gostariam de ter. Com pais amorosos que lhe dessem todos os presentes que pedissem, com um verão longo e quente balanceado com um curto inverno com bastante neve. Uma mesa sempre farta de sobremesas, pijamas limpos sem fim no guarda-roupa, um cãozinho ou um gatinho para lhe fazer companhia debaixo das cobertas nas noites de tormenta e todo aquele mundo de fantasia restrito aos sonhos, no entanto essa realidade nunca está completa para todas as crianças. Temos aquelas que moram em lugares exclusivamente quentes ou gelados, que tem pais que brigam, ou pais que não ligam, e ainda aqueles que ligam demais. Temos também aquelas crianças que não tem muitas sobremesas, que tem que comer muitos verdes, aquelas que não tem bichinho algum porque tem irmãozinhos alérgicos, ou mesmo aquelas que tem que andar sempre engomadinhas com aqueles casacos de lã e roupas que pinicam.

E, claro, tem crianças que poderiam ter tudo, mas não tem nada. Esse, senhoras e senhores, é o caso de nosso pequeno Seth. Nascido na madrugada de 31 de Agosto a onze anos atrás, o pequeno bebê de cabelos brancos era um dos muitos nascidos para pessoas que não os queriam. Os pais de Seth eram, como o de muitas outras pessoas, dois pés rapados desocupados. Seu pai era um trapaceiro de marca maior, ganhava seu dinheiro de modo sujo, contando as quartas de Black Jack, jogando com dados viciados e extorquindo pobres bêbados durante a noite. De dia não era diferente, trabalhava na venda de carros velhos, remendando os mesmos com cola e outras coisas para vende-los por bem mais do que valiam para pobres jovens que nada entendiam e ansiavam por um primeiro carro. Harold, como era chamado, também não era melhor em termos de personalidade. Era um homem mesquinho e ganancioso, que vivia apenas para juntar dinheiro para sabe-se lá o que. A mãe de Seth não era muito diferente.

Shirley era o nome dela, uma típica suburbana americana do estilo que frequenta os salões de beleza para tingir os cabelos em um tom de loiro sintético, assim como para fazer unhas em tons ridículos e fazer parte de uma intensa roda de fofocas restrita a assuntos fúteis que basicamente consistiam em dizer como alguém estava gorda, como outra estava sendo chifrada, e como os enfeites de jardim de outra casa eram mais bonitos do que dessa e de outra pessoa. Era uma compradora compulsiva de objetos inúteis, bregas e ridículos dessas vendas pela televisão no estilo ‘Ligue e compre’. No fim era mulher detestável, do tipo que falava mal nas costas de uma pessoa e logo depois a tratava como melhor amiga. Uma mulher traiçoeira, certamente, e burra. Uma dessas que acreditava em tudo que via nos comerciais, inclusive em comida congelada.

Para completar essa bela família, Seth ainda tinha um irmão. Billy, era o nome dele. Um garoto gordo metido a valentão que seguia o pai, sonhando em ser um patife tão bom quanto o mesmo. Vivia de besteiras, assim como o resto da família, e seu QI parecia seguir a genética dos mesmos. Era realmente o filho perfeito para eles. Shirley e Harold haviam se casado novos, não cursaram faculdade alguma e há quem diga que apenas se casaram por conta da primeira gravidez, no entanto era mais do que óbvio que aqueles dois se mereciam. Formavam uma bela família de babacas, compradores compulsivos, consumidores e amantes do capitalismo... até o nascimento de Seth.

A gravidez fora, como na primeira, algo inesperado e não exatamente desejado. No entanto, a reputação, por mais podre que fosse, devia ser mantida. Por essa razão, nove meses depois vinha ao mundo aquele que seria considerado a ovelha negra da família. Era pequeno demais, branco demais, chorava demais quando bebê e em nada parecia com os pais ou qualquer um daquele circulo de idiotas. Diziam as pessoas no bairro que Seth era um fruto de pula-cerca, e assim seus pais o tratavam. Era como aquele produto que parecia tão legal na TV, e então não era nem perto disso. Era tratado como algo falsificado e sem valor. Além disso se tratava de uma criança difícil, raramente dormia, chorava muito, não comia direito... e era branco demais. Aos poucos a desaprovação dos habitantes do bairro foram sendo transformadas em negligencia por parte dos pais. Pararam de levar o garoto para onde iam e, quando o faziam, geralmente Seth era largado em algum desses parquinhos, onde alguém sempre tinha que ligar para os pais do menino para que viesse busca-lo.

A vidinha do garoto assim, de mal a pior. Depois de um tempo passaram a esconde-lo até da própria família. O prendiam no armário, isolado de tudo, sozinho no escuro por horas a fio por motivos que não entendia, deveria ter uns quatro ou cinco anos na época. A verdade é que Seth era um garotinho muito especial. Não via o mundo como os outros viam, enxergava e ouvia coisas que não estavam ali e muitas vezes não sabia o que era o que. Os pais se assustavam, repreendiam essa suposta imaginação fértil do infante, no entanto aquilo não era meramente imaginação.

O tempo passava, Seth era cada vez mais esquecido em seu confinamento. Sua mente nunca parando de trabalhar. Não entendia porque essas coisas aconteciam com ele, porque o pais não o amavam como amavam a seu irmão, ou porque não davam a ele comida gostosa também. Vivia de sobras, a barriga sempre dolorida e roncando. Assim fora até seus oito anos, quando se mudaram para o Reino Unido por conta de algo relacionado a uma herança de algum tio rico ou algo assim. Nessa altura do campeonato Seth era uma criança sub-nutrida e mais branca ainda do que seria considerado para ele. Era uma casa nova, um lugar novo, mas o tratamento que recebia era exatamente o mesmo, se não pior. Como os vizinhos não sabiam que o casal tinha dois filhos, o Sr. e Sra. Myles sempre apresentavam apenas um. Ele era um nada ali, algo como aquele velho móvel de família que não se pode jogar fora porque, bem, é de família.

Passava o tempo e consumido por sua curiosidade o garoto finalmente decidira sair de seu confinamento. Entendia o que aquilo implicava, conhecia muito bem o cinto do pai, mas precisava sair. Precisava ver o mundo! A casa se encontrava vazia naquela ocasião, quando Seth tinha seus nove-para-dez anos. Aquele era o momento perfeito para passear por ali. Aquilo era basicamente como um novo mundo para o pequeno, tantos objetos estranhos e desconhecidos... e comida. Tinha um Peru inteiro em cima da mesa. Para que? Em seu isolamento Seth não conhecia os feriados, tão pouco as tradições. Sabia ler, escrever e alguma matemática ou história por observar as aulas particulares do irmão, e no fim das contas todos os livros acabavam em seu confinamento uma hora ou outra, e ele os lia. Passava o tempo assim, lendo, aprendendo, e no entanto sabia tão pouco... O peru. O garoto voltara a atenção para o mesmo, sem saber o motivo de estar ali. A barriga roncava e a fome fora mais forte que sua mente e ele logo arrancava uma das coxas, saboreando de maneira alegre o gosto que nunca sentira antes. Era tão bom... e era dele. Aquele pedaço ali certamente era dele, se não era antes, bem, agora era.

Quando seus pais chegaram em casa boa parte do Peru de ação de Graças já não estava mais lá. Sinceramente o pequeno não se recorda de ter apanhado tanto quanto naquela noite, no entanto valera a pena. Pela primeira vez em sua vidinha ele iria dormir com a barriga cheia. Fora trancado em seu armário, sozinho como sempre, mas feliz. Encolhido em seu canto ouvia enquanto as pessoas se mobilizavam para providenciar outro assado. Logo depois viu visitas chegarem, a mesa ser posta e as pessoas comerem como os porcos gordos que eram. E depois do jantar a mesa fora servida novamente, com bolos coloridos, pudim e biscoitos e, bem, Seth queria pudim. Queria tanto pudim... queria provar aquilo que parecia ser tão bom, queria sim. Queria provar tudo que tinha na mesa... todos os doces e aquelas bebidas coloridas também. Queria saber porque as pessoas colocavam aqueles cubos engraçados dentro delas. Queria tanto, tanto, tanto que a porta se destrancara sozinha com um baixo click. Ninguém ouviu, ninguém percebeu. Ele levantou então, abrindo a porta e devagar foi em direção a mesa.

Assim que o viram se aproximando a expressão geral foi de horror. A mãe levantara gritando com ele, e o pai parecia pronto para castiga-lo de novo. O irmão, o pequeno porquinho na opinião dele, levantara e o empurrara rudemente para trás. Novamente Seth não entendia a maldade, não entedia o porque. Recuou para escapar de um chute. Os visitantes nada entendiam, e entendiam muito menos quando o garoto fora arremessado para trás através de uma janela. A mãe gritava aflita, correndo em direção ao eu precioso filhinho. O pai gritava com raiva, as visitas sumiram de vista. Talvez nunca estivessem ali, muitas coisas nunca estavam. Recuou mais até encostar as costas contra a parede, estava preso. Não tinha como fugir... Viu um chute vindo em sua direção, e então outro... e outro... e outro... até não sentir mais nada e tudo deixar de existir.

Acordara horas depois em um hospital, sem entender nada. Não via nada que conhecia, não via ninguém que conhecia. Um homem se apresentou a ele, disse que ficaria tudo bem. Que resolveriam tudo, que logo tudo entraria nos eixos porque agora estava no lugar certo, no entanto não sabia se podia confiar nele, afinal não sabia exatamente o que era certo, tão pouco o que o mesmo queria dizer.


 


---


 


Naquele mesmo dia em que o pequeno descobrira seu sangue bruxo, ele conhecera a belíssima mulher de cabelos ruivos que, mais tarde, o adotara. Aimée Fontaine, como é chamada, se tonou o mundo do garoto de cabelos brancos. Agora um ano se passara desde sua chegada e, perto de seus doze anos, muito havia acontecido, como a chegada de suas irmãs e a mudança de escola. Seth, mais uma vez, se ve pronto para encarar uma nova realidade.



PS.: Segue abaixo algumas considerações sobre o Seth:


-Ele sofre alucinações o tempo todo, a maior parte do tempo não difere elas da realidade, por conta disso as vezes fala com o nada e ignora quem realmente existe por exatamente não saber quem é quem.


-Ele fica feliz com as coisas mais simples e que as pessoas geralmente acham chatas e desinteressante, como o fato de meias esquentarem os pés e que dá para fazer bonequinhos com elas também.


-Seth não sabe diferenciar muito bem o ruim do bom.


-Inocência o define bem.


-Ele tem uma personalidade muito infantil.


-Seth se assusta facilmente.


-Seth fica muito intrigado facilmente também.


-Não, ele não é esquizofrênico.


-Talvez seja um pouco...


-Ele tem algo como um leve espectro de Asperger associado com quadros de psicose, que no caso dele são alucinações visuais e sonoras.


-Tudo bem. Ele é. Mas chamarei isso de Sindrome de Seth e ponto u.u


[Ojesed] - Maior Sonho: Sinceramente, mostraria tudo o que ele realmente enxerga como a Dora e o Edgar, assim como uma mãe e um pai.
[Bicho Papão] - Maior Medo: Jersey Devil http://33.media.tumblr.com/0b221873e26f144077e7fdad06d5396e/tumblr_nofhnojzGA1r2j4uyo1_250.gif
[Dementador] - Memória: O sentimento de fome é sua pior memória.
[Testrálios] - Viu a Morte?: Sim...
[Tattoo] - Marcas corporais: Marcas de cinto... alguém aqui apanhou muito.

Este perfil já foi visualizado 662 vezes. Atualizado pela ultima vez em: 03/01/2017 às 14:55:45