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Tailandia Malai J. YaoYun [ 17262 ]

Situação Atual: CADASTRO NORMAL E ATIVO

  • Malai J. YaoYun
  • Mundo Mágico
  • Mundo Mágico

  • NOME COMPLETO

    Malai J. Yaoyun

  • RAÇA

    Lobisomen

  • CLASSE

    Mágica

  • ALTURA

    1,63m

  • PESO

    55kg

  • OLHOS

    Cor de Mel Intenso

  • CABELOS

    Castanho Opaco

  • SEXO

    Fêmea

  • OPÇÃO SEXUAL

    Heterossexual

  • IDADE

    21 anos

  • DATA DE NASCIMENTO

    16/09/1995

  • SIGNO

    Virgem

  • NOME DO PAI

    Sunan Sittichai Jittatad

  • NOME DA MÃE

    Arthit J. Yaoyun

  • ORIGEM SANGUÍNEA

    Mestiço

  • LOCALIDADE

    Mundo Mágico

  • CIDADE/PAÍS

    Kanchanaburi/Tailandia

  • RELACIONAMENTO

    Solteiro

  • NÍVEL

Ela se lembrava da última vez que vira sua mãe. Da discussão que tiveram, do quanto seu ímpeto adolescente a cegara a ponto dela não se importar com que a mulher que a criara por dezessete anos tinha a dizer. Em seus momentos em que as drogas não estavam em seu organismo, o que era raro, ou não sendo f*** por aqueles porcos canalhas, Malai pensava na mãe, pensava em como fora tola e imprudente em não dar ouvidos a ela. Ah, fora aquele desejo de conhecer o pai, de questionar porque as deixara, tentar compreender aquilo que a levou fugir da mãe, das pessoas como ela, ele mesmo sendo de um grupo a parte. Um erro do qual se arrependia amargamente todos os dias desde então. Mesmo agora que estava livre, mesmo agora que as marcas das correntes começavam a sumir de seus pulsos, tornozelo e pescoço, as marcas que mostravam que ela foi tratada como algum animal em cativeiro, a jovem tailandesa pensava em como as coisas poderiam ter sido diferentes se ela apenas tivesse ouvido a mãe.

Mesmo agora, a jovem se surpreendia ao pensar em como tivera sorte de escapar, diferente de muitas garotas como ela, e alguns garotos diga-se de passagem. Sentada próxima a janela do quarto alugado para aquela noite por David, um quarto alugado que, por se parecer bastante com o que vivera meses atrás com o “seu antigo dono”, a fez revisitar aquelas memórias que ela sempre tentava ignorar, principalmente porque a fazia se lembrar do que restara daquela vida nessa que possuía agora. A asiática se lembrava com exatidão o cheiro daquele bar fedorento, dos sons altos de conversas e músicas numa língua que ela conhecia pouco, pelo menos o suficiente para que quando o homem mandasse ela fosse até o bar buscar mais bebidas para ele e seus amigos. Ninguém ligava para o barulho baixo de suas correntes, presa aos seus tornozelos. Não, ninguém se importava com a jovem ali, era apenas uma das muitas que já passaram por aquele lugar, com as mesmas prisões e marcas.

Todo mundo parecia ignorar. Menos um. A jovem o havia notado a algum tempo, mas ignorou, nem ao menos comentou isso com os homens. No entanto, o olhar do outro era insistente, mas não nela, pelo menos o tempo todo, mas nos homens sentados jogando cartas, bebendo e fumando, as vezes o “seu dono” a puxando para sentar em seu colo, onde apesar da expressão de desagrado dela, ela não podia dizer nada ou fazer nada, não se quisesse mais cicatrizes, mais marcas roxas ou de agulhas em seu corpo, essas ultimas a incomodavam, porém ao mesmo tempo já se acostumara. Viciada. Drogada. Vadia. Ah, palavras que ela ouvia sempre e sem surpresa. Contudo, todas as vezes que ela se via sentada no colo, sendo tocada de forma inapropriada, o vestido que já mostrava muito de sua pele por ser curto, decotado e transparente sendo erguido sem pudor algum pelo homem. Isso parecia irritar ainda mais aquele observador, que no momento que pode, ela o abordou.

Ah, ela se lembrava do olhar do americano enquanto tentava explicar, pedir e implorar, oferecendo até a si mesma, desde que ele matasse aqueles homens, ela não sabia dizer como ou porque, mas sabia que ele não era um homem comum. Acertara. Duas semanas fora o prazo, dentro de duas semanas ela tinha que se afastar do apartamento, após indicar onde ele estaria, afinal estavam sempre mudando de quarto, de hotel. Ela aceitou, não sabendo qual seria o pagamento que ele pediria, não se importando com isso na verdade. Apenas agarrando aquela chance, dada por algum pedido que a mãe deveria ter feito a deus, afinal ela mesma já não acreditava em deus ou deuses, muito menos em sorte, apenas em oportunidades que deveria aproveitar a qualquer custo. Foi isso que fizera naquele dia de neve. Mesmo que não tivesse conseguido fugir antes, mesmo assim, ela não se importou, não quando viu o seu, então, “ex-dono” morto no chão. O barulho de alvoroço no quarto e sua chance urrando em seus ouvidos, rapidamente a jovem havia pego a varinha caída em algum canto, segurando-a firme entre seus dedos, como faziam-se anos que não sentia e sem se importar de olhar, aparatou com correntes e tudo, encontrando o seu salvador em outro prédio, a esperando? Ela nunca soubera dizer, assim como não compreendera a delicadeza e cuidado com que ele a tratava desde aquele dia, ou porque ainda a mantinha por perto, nem o porque a ajudava a se livrar do seu vicio. Talvez ela nunca entenderia.

Apesar de distraída, ela ainda ouviu o erguer de um corpo do sofá do quarto, mas se surpreendeu ao sentir a coberta em seus ombros levemente, fazendo-a erguer o olhar para encarar o homem. Eles estavam viajando juntos agora, trabalhando juntos de certo modo. Mesmo assim, Malai ainda se surpreendia com aquilo tudo. Com a delicadeza, por ele se importar com alguém que ele não conhecia nem a um ano. – Obrigada. – disse no idioma dele, o sotaque em cada silaba, apesar de ter melhorado, ainda era estranho. – Estava revisando o plano para amanhã. – respondeu levemente, indicando os papéis e mapas a sua frente no “pequeno sofá” que ficava acoplado a janela. – Perdi o sono. – foi a sua próxima resposta até o ouvir seguir para o frigobar. – As vezes... – começou ela fazendo o homem a olha-la. – Eu penso que isso é um sonho, que ainda estou com as correntes, mesmo que eu durma na cama, sempre acordo pensando que estou de novo no chão, atada. – ela não se virou com a aproximação do mais velho. – Fazem meses e mesmo assim é difícil esquecer a sensação.

Talvez nunca esquecesse, era o que a jovem pensava levemente, vendo David voltar para o sofá, achando engraçado até o que ele havia dito, sabia que demoraria, como demorara para que ele surgisse para ajuda-la. Suspirando a jovem se ergueu seguindo com a coberta enrolada no corpo e se aproximando do sofá onde ele estava, deitando e apoiando a cabeça em seu colo. – Posso ficar assim? Só para descansar para amanhã. – falou surpreendendo-se um pouco com a aceitação. Dois estranhos convivendo, até meses atrás ter uma vida longe daquela situação que vivia desde os 17 anos parecia um sonho. Estar livre parecia um sonho, mas por algum motivo estando do lado de David, do salvador e amigo que acabara por arranjar, era mais fácil acreditar que não era um sonho e que agora podia pensar em viver.

Pensar num ideal.
Numa vida.
Num propósito.
E aprender a viver com o que lhe fora feito. No que conhecia sobre si mesma, até mesmo aquela parte que herdara do pai e que por sorte tinha alguém para lhe ensinar como fazer e viver com isso.


[Ojesed] - Maior Sonho: Encontrar uma forma de viver a própria vida.
[Bicho Papão] - Maior Medo: Seu ex-dono vindo busca-la com as correntes que um dia a prenderam.
[Dementador] - Memória: Quando o pai a vendeu.
[Testrálios] - Viu a Morte?: Sim.
[Tattoo] - Marcas corporais: Marcas de algemas/correntes nos pulsos, tornozelos e pescoço. Algumas marcas de agulha.

Este perfil já foi visualizado 8 vezes. Atualizado pela ultima vez em: 16/12/2017 às 15:12:56