REDE RADIOFÔNICA DOS BRUXOS
Orlando, 14 de Julho de 2017.


- Bem, a próxima pergunta é para a bela batedora Cacá Porter, peça fundamental de importantes vitórias das Harpias. O time das Harpias tem uma grande admiração do público. Não somente por ser um time repleto de gatas como, é claro, pelo desempenho de vocês no último campeonato. O que quero saber é de você: como você lida com a situação? Assédios, fãs e o fanatismo em geral chegam a ser um problema? É difícil de andar por aí sem ser reconhecida? Aproveitando a chance: o público quer saber o coração de Cacá Porter anda livre?

Ruídos baixos. Microfonia.

- Principalmente pelo nosso desempenho espero, afinal estamos falando de quadribol, né?

Risadas da batedora das Harpias.

- Livre sou eu, o coração por sua vez tem bastante gente e sempre espaço pra mais! É sempre bom a gente se policiar pra não se fechar, né? Quanto a parte da privacidade é um pouco complicado. É estranho pra mim que as pessoas me reconheçam nos lugares. Quando estou em campo é um momento meu, um momento meu com as minhas amigas, que por acaso tem gente assistindo. Então eu não entendo quando alguém me pede pra autografar um álbum das Harpias, ou uma bandeira da Grifinória, por exemplo, embora eu o faça com o maior prazer. Até me enrolo nas bandeiras da Grifinória hahahaha Só não gosto quando há desrespeito. Quando entrei em trabalho de parto na Floreans Fortescue, por exemplo. Eu estava lá me concentrado pra não entrar em pânico, afinal os gêmeos adiantaram três meses, e vieram fazer uma selfie...aí já foi demais. Graças aos céus, Will estava comigo e nos aparatou pro TvH. Enfim, na maior parte do tempo apelo pra feitiços transfiguratórios.

Mais risadas.

- Então consigo passar numa boa pelas coisas cotidianas.

Passos leves, acelerados em direção ao microfone.

– Cacá, como foi pra você passar de jogadora de time escolar para uma profissional no Harpias? Existem aspectos relacionados a pressão, a parte de se acostumar e mesmo ao grupo que você percebe como bastante diferente do que era antes? E, com ou sem eles, a experiência está sendo positiva, neutra...?

Cacá ri suavemente.

- Ah...Olá... Cara, adorei sua pergunta. Então, eu sou do tipo muito família, sabe? E daquelas que veste a camisa pra sempre. Eu joguei pela Fúria Escarlate por quase toda a minha vida escolar e amo...simplesmente amo, a família que ela representa. A transição da Fúria Escarlate para o Appleby Arrows foi bem estranha pra mim. Eu queria muito ser jogadora profissional e foram tempos de descobertas e aprendizados maravilhosos, Ethan estava lá e hoje brilha pelo Monstrose. A posição que escolhi, ou que me escolheu, sempre representou proteger meus amigos. Eu estava em campo unicamente para protege-los no início e só depois encontrei a diversão que o jogo proporciona. Então estar num time novo, com pessoas só conhecidas pela admiração que você tem por elas, sem significativos vínculos pré-existentes, é difícil. A motivação tem que ser outra. Eu a encontrei no meu desejo de que todos, independentemente de minha relação com elas, estejam bem. Eu demorei dois anos pra voltar aos campos depois de comprar meu passe. Achei nesse período que os caminhos a minha frente iam pra sentidos opostos e eu deveria escolher qual deles trilhar: o quadribol ou o hospital, mas felizmente pra mim, esses caminhos podem ser paralelos. E Holyhead Harpies me proporcionou isso. Estar lá com essas garotas me faz sentir em casa de novo. Claro que ter Mel lá me ajuda bastante e reproduzirmos as jogadas que fazíamos nos tempos de Hogwarts é totalmente demais, mas é isso: somos uma família de novo. Desculpe, eu devia talvez me focar nas diferenças, né? A diferença, além das cores, é que aqui só tem garotas! Mel e eu costumávamos a ser as únicas do time. Ah! E o grito de guerra, é claro. WHO RUN THE WORLD?

Risadas da plateia, seguida do grito ‘GIRLS’ em resposta à Cacá Porter.

A voz de Sebastian volta ao primeiro plano.


- Harvey, você é uma jogadora um tanto quanto singular e não digo isso apenas pelo seu visual que, diga-se de passagem, é demais. Porém, você vem de uma família real, cheia de títulos e pompas, estou certo? Em algum momento eles foram contra a sua escolha de seguir a vida dos esportes e se afastar da coroa? E é claro, é difícil conciliar as duas vidas? E como curiosidade: podemos esperar que um dia você convença algum de seus tantos irmãos a jogar quadribol também?

Duas batidas leves sobre a mesa de mediação.

─ Meu cabelo agradece, moço! ─ Tudo certinho. Então... Não saio por aí falando sobre isso, mas eu meio que sempre fui a rebelde da família, então o pessoal do castelo já estava acostumado comigo fazendo tudo 'errado' ou diferente do que se espera de uma princesa, pelo menos. Meus pais não foram exatamente contra, mas também não a favor. Tive que ralar bastante pra conseguir equipamentos, vassouras, melhores no esporte, isso durante os anos em Beauxbatons, pra estar preparada a participar de um time como o Bats. Olha, conciliar tudo só não é complicado porque o pessoal do meu time é muito gente boa. Também não participo da maioria dos eventos reais, poucos são os necessários, e isso facilita bastante. Imagino que seria mil vezes mais difícil caso eu estivesse numa posição de maior importância, como meus irmãos, por exemplo. Falando neles, juro que não tenho a menor ideia... mas posso tentar fazer um esforço pra convencê-los.

Uma voz vinda da plateia surge.

- Como qualquer jogadora você deve ter muitos fãs... Você tem né? Você já ganhou algum presente de fã? Digo, por você ser da realeza e tals, será que isso impede das pessoas demonstrar algum afeto? Obrigado.

A jogadora do time irlandês tosse ligeiramente.

─ Oi, oi! ─ Então, eu entrei há pouquíssimo tempo num time profissional, por isso não sei direito como tá minha situação em relação a fãs. Só espero mesmo que minha competência como artilheira seja o bastante pra atrair os olhares certos, ou seja, positivos. Tudo que eu quero mesmo é jogar bem o suficiente pra não me chutarem fora e de quebra ganhar uns prêmios pro time, enfim, ajudar de alguma forma. Não acho que uma coisa tenha a ver com a outra, sinceramente. Não posso falar pelas outras pessoas da realeza, mas como eu sou meio afastada acabo não me portando nos modelos formais direto. Quanto a presentes, imagino que eu seja bastante acessível, mas aí já não é comigo diretamente e sim com quem controla essa parte das coisas dentre o grupo no time.

O mediador da noite volta ao microfone principal.

- Sempre cabe mais um em seu coração, Cacá? Nos bastidores me procure, gata. Obrigado Cacá e Harvey, vocês foram excelentes como sempre! Vamos dar continuidade à nossa sabatina de perguntas.

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24/11/2016 às 16:09:58



REDE RADIOFÔNICA DOS BRUXOS
Orlando, 14 de Julho de 2017.


Uma música suave preenche os alto-falantes da estação e uma voz feminina começa a se pronunciar.

Boa noite senhoras e senhores ouvintes! Bem-vindos à mais uma transmissão da Rede Radiofônica dos Bruxos – RRB: Sempre com você. A próxima meia hora de transmissão será livre de pausas comerciais e é trazida a você, caro ouvinte, pela Polliakov Drogerie, em Ek-Tagh.

“Olho de cobra, pata de besouro, pó de chifre de búfalo perneta. Tudo que você precisa para a poção perfeita. Polissuco, Amortentia, Morto-vivo e para rir. Tudo isso e mais um pouco, na Polliakov Drogerie”.


O mundo mágico está em euforia com as férias escolares, e muitos dos membros da comunidade europeia atravessaram o Atlântico para aproveitar o verão nos Estados Unidos. Nesse momento, reunidos em Orlando, Flórida, estão grandes nomes do quadribol britânico, em um painel organizado pelo Lummus Journal. Nossa transmissão ao vivo do evento está nas mãos do muito carismático e habilidoso Zhao Yeong-Gi, que trará todas as novidades da noite. Boa noite, Zhao.

Ruídos de centenas de pessoas conversando e caminhando ao fundo. Um homem começa a falar com voz grave e muito animada.

Boa noite, Glenda! Como você ‘tá? Aqui em Orlando ‘tá sendo uma loucura. O painel vai começar em poucos minutos e pelo que foi informado teremos uma apresentação exclusiva da queridíssima Celestina Warbeck antes das perguntas da noite. E ei... Parece que ela vai subir ao palco agora.

Corte de áudio. Música romântica começa a tocar no fundo. “You Stole My Cauldron, But You Can’t Have My Heart”.

Depois de muitos minutos, a voz de Sebastian Whisp, o moderador do painel, toma o primeiro plano.


Pigarro.

- Ethan, queridinho de milhares de adolescentes por todo Reino Unido, você jogou pelo time de Montrose por uma temporada completa até ser subitamente “afastado”, agora que está de volta e sob uma nova liderança sente que o restante do time está mais motivado? E todos estão morrendo para saber, qual foi o verdadeiro motivo da sua saída do Pegas?

Silêncio momentâneo.

Risadas por parte do jogador do Montrose Magpies.


- Olha, Sebs…eu vou te chamar assim, pode ser? Enfim, “motivação” é uma coisa que não falta pra gente, porque nós, do Pegas, não jogamos quadribol por jogar. É uma missão, um dever com os nossos torcedores. É pra eles que a gente joga, e essa dedicação sempre tem retorno, então sim, todos estamos sempre muito motivados a dar 200% em cada jogo, treino ou o c*ralho que for, porque é mais que nossa obrigação; é nossa paixão jogar por uma torcida tão dedicada. Agora, quanto à minha saída, bem, vamos dizer que a diretoria anterior do time não estava exatamente com a mesma filosofia que eu, se é que você me entende. Próxima pergunta?

Passos e um pouco de microfonia. Uma voz na plateia surge.

- Sou Lizzie von Wangüuk, estudo em Durmstrang, tenho dezesseis anos e sou batedora dela, estando em primeiro lugar no ranking do intercolegial em minha posição. Minha primeira pergunta é para Ethan Loon, jogador dos Montrose. Além dos Pegas ser meu time do coração, tenho acompanhado a saga de vocês. Você já possui uma história longa nos Pegas, já até foi capitão e participou com sua irmã em outras temporadas... Vários jogadores já entraram e saíram do Montrose, grandes nomes por sinal, e normalmente ele se mantém com o mesmo time, porém é notável que o time sempre recruta novos jogadores. Vejo que vocês sempre estão de olho em novos talentos, inclusive mostram preferência por jogadores de Hogwarts, como é o caso de Isabelle que jogou por vários anos lá como batedora, sua irmã Angelien, você mesmo e tantos outros. A minha pergunta é simples: você acha que com esses novos talentos, a possibilidade de criar o interesse dos patrocinadores é maior? Novos nomes, inclusive os de estudantes, aumenta o interesse de patrocínio? Porque acredito que essa seja uma boa maneira de trabalhar para abrir o interesse de patrocinadores, uma vez que manter estádio, comprar equipamentos, viagens, alimentação entre outros fatores não são de graça.

Corte de áudio. Retorno vindo de Ethan.

- Bom, Lizzie...é diminutivo de Elizabeth, certo? Enfim, nós no Pegas somos muito claros a respeito de talento: não importa de onde vem, a gente sempre vai apoiar. Porque jogadores de quadribol não mandam currículos ou fazem anúncios nos jornais. Eles estão por aí, esperando algum time descobrir eles. Estão por aí, montados em uma vassoura e mandando super bem num campeonato escolar, sonhando com o dia em que algum time profissional vai chamar eles. É assim que uma estrela nasce. E é essa a responsabilidade que nós assumimos. E esse é um dos maiores motivos pelos quais temos mais títulos que os outros times da Liga Britânica. Mas sim, revelando novos craques e dando nosso melhor na Liga, nós esperamos sim ter mais apoio dos patrocinadores. Não que esse seja nosso único objetivo, mas já ajuda.

Pausa. Sebastian retoma o microfone principal.

- Cate, musa italiana. Primeira pergunta: Charles é muito ciumento? Segunda: Qual o número do seu celular? E terceira pergunta: você jogou durante sete anos na liga italiana profissional, quando chegou inicialmente no campeonato britânico sentiu muita diferença?

Ruídos vindos do auditório.

- Na verdade, Sebastian, Charles é bem ciumento sim. Então perdoe-me, mas não posso responder sua segunda pergunta. Caso interesse, tenho irmãs solteiras! O estilo de jogar dos italianos é mais agressivo, acho que deve ser algo no sangue quente. Sei bem da nossa fama ao redor do mundo. Na liga italiana é normal jogadores serem substituídos durante uma partida devido à um balaço ou até mesmo à uma falta sofrida. São jogos pesados, em geral. Os britânicos pegam mais leve nesse aspecto. São mais técnicos, mais estrategistas. Está sendo uma experiência fantástica jogar pelos Cannons, mesmo diante de nossa última derrota contra os Bats. Jogar na liga britânica tem sido motivador, estar ao lado de nomes marcantes do esporte e times que sempre vi jogar é maravilhoso.

Algumas manifestações de apoio ao fundo. A voz da adolescente volta a preencher o ar.

- Agora para Caterina... Quadribol hoje em dia se tornou algo forte entre as mulheres, como as lindas das Harpias mostraram e tantas outras espalhadas por todos os times existentes. Isso é fato, porém, ainda é possível notar que muitos times contratam mulheres, que alguns julgam bonitas enquanto outras dão em cima de técnicos e capitães, apenas para ganhar visibilidade, mesmo que essas sequer possuem capacidade para jogar. Muitas vezes ocupando lugar de outras jogadoras, que possuem não apenas habilidade mas amam quadribol. Claro que não são todos os times que fazem isso e existem muitas mulheres incríveis por ai, porém alguns 'times menores' para ganhar visibilidade e atenção, até arrisco dizer patrocínio, apelam para esse tipo de coisa sem contar as que fazem esse tipo de coisa para ter os jornais em cima de si. Ficou claro que o Lummus tem um interesse especial nos Cannons e em você, então acredito que isso seja perfeito para você responder... Qual é a sua opinião sobre esse assunto, já que você está disputando o campeonato britânico? Você não acha que quadribol devia ser lugar de pessoas habilidosas e não apenas devido beleza dessas mulheres? Ah sim, apenas uma ultima observação, mulheres podem ser lindas e jogadoras, isso nada impede. Muito obrigada!

Silêncio. Constrangimento notável.

- Lizzie, certo? Sua pergunta é muito interessante, pois reflete um estigma social muito grande. A maioria das mulheres que jogam quadribol e, nisso me incluo, sofrem um grande preconceito de diversas fontes com comentários maldosos tais como: só joga em tal time pois saiu com o técnico, só está lá porque é bonita e gostosa. Acredito que as minhas colegas devem ter ouvidos despautérios desse tipo. Acredito piamente que os times que ganham destaque são aqueles cujo elenco exibe acima de tudo habilidade e a julgar pelo nível da liga, atrevo-me a dizer: MUITA habilidade. Portanto, contratar uma jogadora tão bela quanto habilidosa é apenas parte do processo. Não acredito que a prática que você citou seja algo gritante no atual cenário do esporte. Quanto à sua afirmação sobre as preferências do Lummus, creio não poder responder por eles. Porém, acusar dessa forma seria o mesmo que dizer que o departamento de esportes do ministério tem preferência pelo Bats, por exemplo. Empresas como essas devem manter imparcialidade quanto ao assunto e, ao meu ver, não há nada de errado com o que tem sido feito até agora. Confesso que muito me entristece ver jovens, aparentemente tão inteligentes quanto você, se deixarem cegar tanto por esse padrão supostamente imposto por uma sociedade ainda, em sua maioria, muito machista. Eu tenho plena convicção que as beldades que jogam quadribol só estão em suas posições pois dedicaram anos de suas vidas em treinos, as custas de muitas unhas quebradas e cabelos maltratados pela ação de chuvas e ventos. Questionar que nos times de hoje exista uma espécie de "máfia da moda", ao meu ver, é pôr em dúvida a carreira dessas mulheres que se dedicaram e se sacrificaram muito.

Novamente passos. Mais leves.

- Para Ethan. Exatamente pela longa lista de prêmios e capitais vencidos que hoje seu time é considerado o melhor dentre todos os existentes no quadribol. Gostaria de saber se você acredite em alguma razão pra se manterem nessa posição... Se são os jogadores, estratégias, técnicas, entre outros. Além disso, vocês têm medo de descer no ranking pros times que vem crescendo nos últimos anos?

Tosse rápida e distante do microfone.

- Olha, Isabelly, não é só por isso que a gente acredita que somos e continuaremos sendo os melhores. Claro que tudo isso ajuda, mas só um bom elenco não faz milagres. Nem só um bom técnico ou só boas táticas, nada. Tem que ser o conjunto todo da obra. E é isso o que a gente tem: os melhores jogadores, a melhor equipe técnica, as melhores jogadas, a melhor torcida...tudo. E é por isso que eu acredito que a gente vai continuar no topo. E, se algum dia a gente perder isso, então é porque a gente não foi bom o bastante para seguir no topo. E, se isso acontecer, então é mais um motivo para a gente continuar trabalhando e dando o máximo. E, complementando a resposta, não, a gente não tem medo de perder. Perder faz parte da vida e, na real? Se um jogador tem medo de perder, então é melhor largar o quadribol. Porque um cara que tem medo de perder não serve pra jogar. Não serve pra nada, na realidade.

Risadas abafadas.

- Para Cate gatona do Chudley Cannons. Não é segredo pra nenhum fã de quadribol que já há uns anos o Cannons vem exibindo performances de mal a pior. Mesmo assim, o time também mostra sinais que pode melhorar. Você acredita que essa melhora vai acontecer durante o próximo campeonato? Existe alguma jogada ou estratégia em planejamento pra 'virar o jogo' em comparação aos outros grupos que jogam esse esporte?

Barulho de cadeira arrastando sobre o palco de madeira.

- Olá Isabelly. Sei que nos últimos anos o Cannons tem exigido fé demais de nossos torcedores. Passamos por uma série de mudanças no time e, é claro, tais alterações podem ter consequências nem sempre positivas. Apesar disso, já podemos ver melhoras significativas nos resultados em campo. Apesar da recente derrota que sofremos, fiemos um ótimo jogo. Foi uma partida disputadíssima, onde ambos os goleiros fizeram defesas formidáveis e o placar foi decidido com a captura do pomo. Não tivemos sorte nesse último quesito. Contudo, creio que em breve nossos torcedores poderão voltar a ver os canhões de nosso estádio se erguerem em grande festejo. Quanto às estratégias ou jogadas especiais, peço para que acompanhem nossos próximos jogos. Se eu contar o que nosso capitão está tramando posso sofrer fortíssimas represálias, não é Henry? Gostaria primeiramente de agradecer ao Lummus pela oportunidade que é dada à todos nós jogadores. Estar aqui, interagindo com fãs do esporte, debatendo sobre assuntos polêmicos é de grande valia para o quadribol em si. Gostaria de aproveitar também a chance para dar a bombástica notícia do meu afastamento temporário dos campos. Desde os tempos de colégio, o quadribol trouxe grandes felicidades e conquistas para minha vida. O sonho de jogar na liga profissional, tanto italiana quanto britânica, muitas vezes era a única coisa que me motivava a seguir em frente. Contudo, o quadribol também me trouxe outras coisas: uma delas está sentada bem ali. E a outra, motivo do meu afastamento, é minha gravidez o que, obviamente, me impede de montar numa vassoura pelo próximo ano. Tenho certeza que isso não afetará o bom andamento do time e, é claro, estarei sempre torcendo pelos meus amigos de equipe das arquibancadas. Muito obrigada.

Silêncio prolongado. Sons abafados.

- Obrigado pelas respostas, Ethan e Caterina! Vocês foram fantásticos! Obrigado às senhoritas da plateia também.

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19/11/2016 às 17:05:56

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