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Passado? Parte 1

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por Steffano Di Facchini » 09/07/2016 às 20:28:44
Título: Passado? Parte 1
Steffano Di Facchini
 

    Era óbvio que se sentia curioso pela maneira como havia entrado naquela busca pelo seu passado, com aquele pergaminho vindo praticamente do além. Assim que vira ele sendo jogado através de sua porta, correra para abrira, mas não encontrara absolutamente ninguém do outro lado, mesmo no calar da noite não escutara passos no farfalhar das árvores ou uivar dos lobisomens da Floresta Proibída, nem mesmo uma risadinha se fosse qualquer brincadeira sem graça de algum aluno de Hogwarts. Quem quer que fosse o benfeitor daquela jornada que Theodor estava percorrendo, quais eram suas intenções ao longo prazo? Quem era ele? Uma buzina tornou os devaneios do eslovaco nulos e este levantou as mãos em pedido de desculpa, olhando para o motorista do veículo apertando os passos com o intuito de atravessar a avenida mais rapidamente.

    A história que seus pais adotivos contavam sobre seus pais biológicos não condiziam com o que o homem adulto sentia em seu interior e aquela raiva queimava perigosamente desde criança por saber que mentiam para ele tão descaradamente. Talvez fosse para protegê-lo, talvez fosse apenas por terem medo de perdê-lo. Ele não se importava, será que não pensavam no que ele sentia? O guarda-caça de Hogwarts aproximou-se do prédio decadente e a cada passo o seu coração se mexia de maneira a lhe dar mini-infartos. Parecia que toda a sua vida, aquela vida que lhe fora roubada, se encontrava atrás da porta de vidro corrediço. Dentro do prédio não havia muitas pessoas e aquilo era encorajador o suficiente para Theodor encostar na porta e a puxar, notificando o segurança de sua presença e adentrando no lugar onde fora deixado quando apenas bebê.


    - Posso te ajudar? – O segurança branquelo deu um sorriso duro e cruzou os braços esperando a chegada do homem de barba por fazer. Estava pensando que talvez fosse mais um pai em busca de um filho para adotar. Theodor caminhou lentamente até o outro homem sentado em um banquinho perto da parede branca, sentindo o ambiente de cores frias, como se aquele lugar não fosse um lugar muito bom para crianças ficarem. Algo dentro de si lhe ordenou que mentisse. – Quero adotar uma criança.

    Aquela repentina dor de cabeça que deu em Theodor lhe fez fechar os olhos, mas ao invés da escuridão o tomar, ele ainda enxergava o segurança eslovaco, mesmo com as pálpebras fechadas. Uma mulher aproximou-se de seu campo de visão e abriu uma porta. Repentinamente a dor de cabeça passou e seus olhos se abriram. O homem sentia-se um pouco confuso com o que havia acabado de acontecer e seu estômago revirou-se quando a mesma mulher apareceu no canto dos olhos, abrindo aquela porta, como um erro na matrix, uma expressão que veio em sua mente, mas que não conhecia totalmente sua origem.

    - O senhor tem horário marcado? – A voz meio irritante do guarda branco demais não interessava mais ao eslovaco. Sentia como se algo estivesse o puxando para aquela porta. – Onde fica o banheiro? – Interrompeu o outro homem sem se importar de ser grosso e caminhou na direção apontada, com um meio sorriso ao ver que era ao lado da porta que o seu objeto de interesse se encontrava. Adentrou ao W.C e lavou o rosto, olhando-se para o espelho e descobrindo um garotinho translúcido olhando de volta, exatamente ao seu lado na pia do banheiro. Com uma calma de quem já estava acostumado com visitantes desse estilo virou-se para o menino, passando as mãos na boca, tirando as gotas de água da barba por fazer. – 2. 4. 7. 1. – O garotinho deu uma risadinha e desapareceu.

    Theodor começou a murmurar aquele número sem parar enquanto secava suas mãos nos papéis parecendo lixas e caminhou para fora do lugar, ainda murmurando. O seu coração apertava. Aquele menininho havia morrido ali. O orfanato era um lugar maculado pela morte. Ele era maldito. Olhou rapidamente para o guarda e aproveitando que este conversava com alguém se dirigiu para a porta logo do outro lado do corredor, agradecendo ao seu Deus por agora a parede o proteger do olhar do segurança. Com surpresa notou que a porta só abria com uma senha, que seria digitada ao lado dela, no pequeno monitor com números. Theodor sorriu tardiamente para o garotinho, digitando 2, 4, 7, 1. Algo o fazia seguir para aquela sala, o seu passado se encontrava ali.

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