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Estados Unidos Kai Mahina [ 6559 ]

Situação Atual: CADASTRO NORMAL E ATIVO

  • Kai Mahina
  • Monitor Mélusine

  • Monitor Mélusine

  • NOME COMPLETO

    Kai Mahina

  • RAÇA

    Humana

  • CLASSE

    Mágica

  • ALTURA

    1,60m

  • PESO

    50kg

  • OLHOS

    Castanho Escuro

  • CABELOS

    Castanho Escuro

  • SEXO

    Feminino

  • OPÇÃO SEXUAL

    Indefinido

  • IDADE

    16 anos

  • DATA DE NASCIMENTO

    27/05/1997

  • SIGNO

    Gêmeos

  • NOME DO PAI

    João Guilherme Alves de Alburqueque

  • NOME DA MÃE

    Desconhecida

  • ORIGEM SANGUÍNEA

    Mestiço

  • LOCALIDADE

    Beauxbatons

  • CIDADE/PAÍS

    Honolulu/Hawaii

  • RELACIONAMENTO

    Em um relacionamento

  • NÍVEL

Raul Seixas, um cantor e escritor brasileiro, uma vez disse que preferia ser uma metamorfose ambulante, durante muito tempo eu achei conhecer o significado dessa expressão, a usava como tema de minha vida, inclusive. Contudo cheguei a conclusão de que até mesmo o mais rebelde dos seres segue uma determinada previsibilidade e se até a rebeldia pode ser constante qual seria a necessidade de viver em uma guerra constante contra seus próprios instintos? Sinceramente? Não faço idéia, talvez por não fazer questão de tal conhecimento, mas prefiro acreditar que por trás de tudo o que sou e faço existe um principio maior do que simplesmente ser mais um, em suma, mesmo sabendo que no fundo todos somos descartáveis prefiro acreditar que sou uma exceção a todas as regras.


 


O choque de partículas de vento com o eixo magnético terrestre é capaz de produzir um dos mais belos espetáculos do nosso mundo, embora não seja restrito a ele. A minha história poderia ser iniciada com um Era uma vez, ou mesmo um casal apaixonado, mas nem mesmo o romance de meus pais foi o que pode se chamar de usual, então, por que eu deveria narrá-lo de tal forma? Alguns anos atrás o grande empresário João Guilherme Alves de Albuquerque deixava seu escritório com nada mais do que uma câmera fotográfica e uma passagem aérea, decidido a viver uma grande aventura. Alguns dias depois ele acabou dividindo uma pequena barraca de acampamento polar com uma surfista havaiana e acabava por lhe entregar seu coração.


 


Através da beleza da aurora boreal o senhor empresário percebeu o significado das coisas que não poderiam ser compradas por seu dinheiro, ou influência. E a partir daquele momento passaria a ser chamado de Kauê e viveria para as ondas e o amor chegando a ser premiado em diversas competições de surfe. Infelizmente sua carreira decaiu tão rapidamente quanto ascendeu e cerca de dois anos depois de sua primeira premiação acabou por sofrer um acidente que o incapacitaria pelo resto da vida. E é exatamente nesse momento da história do 'falecido' senhor João Guilherme de Alves Albuquerque que eu entro. Um mês depois de receber o diagnóstico final sobre sua fratura ele recebe uma pequena cesta com uma bebê de poucos meses de vida: eu.


 


Meu nome é Kai Mahina e embora meu nome sugira uma descendência inteiramente havaiana a verdade é que não faço idéia de quão verdadeira ela seja. João Guilherme, ou Kauê, como prefere ser chamado, é o meu pai e ele é brasileiro, agora quem é minha mãe é meio difícil saber. Meu progenitor não era exatamente um santo em seus tempos áureos, ainda não o é, caso me perguntem, a verdade é que ele dormiu com tantas mulheres que fica complicado saber qual delas seria minha mãe. De qualquer modo prefiro pensar nela como uma ferramenta para vir ao mundo, já que a única figura familiar que tive em minha vida foi àquela em cuja porta fui deixada.


 


Kai, na ilha onde morei parte de minha vida, significa mar, enquanto o Mahina é a luz do céu, ou das estrelas. Meu pai escolheu esse nome em homenagem a grande mudança que a aurora boreal representou em sua vida, segundo ele, independente de quem seja minha progenitora eu sou um presente do mar para colocá-lo de volta nos trilhos. E, de fato, nossas vidas sempre foram abençoadas e produtivas, assim que nasci nós vivíamos do dinheiro acumulado por ele durante a vida, infelizmente com o tempo ele foi acabando e acabamos precisando improvisar um pouco. E de grande empresário e surfista meu pai se tornou guia turístico, sendo fluente em mais de cinco idiomas diferentes a função acabou se tornando parte de nossas vidas e com o tempo passei a ajudá-lo.


 


Que me perdoem os mares de outros lugares, mas no Havaí as águas são mais azuis e as ondas mais intensas. Sair da escola, passando pela praia para pegar a prancha e esquecer do mundo sempre me pareceu a melhor forma que alguém poderia ter para viver. Parecia, até receber a notícia de que era uma bruxa e possuía uma vaga em uma escola francesa. A coisa inteira foi inesperada para dizer o mínimo, já passava da meia noite quando um senhor de aparência distinta apareceu em nossa casa anunciando o fato. Inicialmente não pude acreditar, mas a verdade é que nunca soube nada sobre minha mãe e segundo aquele homem ela era a responsável por essa parte de minha linhagem, segundo ele, eu poderia realizar coisas só de pensar. Mas eu não acreditava nele, ou pelo menos não desejava fazê-lo.


 


A princípio a aceitação foi impossível, especialmente porque já possuía certa ciência da sacanagem feita por minha mãe. Meu pai sempre foi um verdadeiro cavalheiro, evitou o quanto pode explicar-me o motivo de não ter uma 'mamãe', mas no fim acabei por descobrir tudo de todo jeito e obviamente passei a desprezar aquele ser. Após a revelação bombástica do homem, revisitei algumas lembranças que preferia evitar, como o dia em que quebrei uma das pranchas de meu antigo professor ao meio quando o mesmo disse que não poderia participar da aula, ou a vez que me afirmaram que o dia não teria ondas, mas assim que cheguei no mar ele pareceu disposto a dar-me o que quisesse, ou como as vezes acordava em lugares que não lembrava de estar.


 


Os eventos que poderiam justificar minha mágica eram inúmeros e não importava o quanto insistisse em olhar para o espelho e dizer que não queria fazer parte daquilo, o novo mundo que se apresentava era fascinante e desafiador, ou seja, eu o adorava, ainda que não o conhecesse. A medida que fui crescendo as semelhanças com o meu pai se tornaram mais e mais evidentes e foi justamente esse o argumento que ele utilizou para dar a 'cartada final' na minha decisão de embarcar na aventura de mudar de escola e país. "Quem sabe esse lugar não será a sua aurora boreal?", foi a pergunta feita de forma discreta, mas extremamente objetiva. E foi assim que eu acabei deixando meu pai pela primeira vez desde que havia sido deixada em sua porta.


 


Se me arrependo de minha decisão? Gostaria de poder dizer que sim, afinal meu pai é a melhor parte de minha vida, mas a verdade é que nunca cresci tanto quanto naqueles meses que passei na escola. O primeiro ano foi um borrão confuso de vários picos de alegrias e tristezas. A escola era maravilhosa, um dos poucos lugares que eu poderia dizer se equiparar ao meu amado Havaí, mas tudo nela me lembrava a pessoa responsável por estar ali. Segundo o homem que havia me dito sobre a vaga em meu nome, minha mãe era uma bruxa e havia estudado naquela mesma escola. Tal certeza me desequilibrava de maneiras indescritíveis, enquanto as aulas alimentavam minha curiosidade, as paredes do castelo destruíam meu mundo.


 


Resultado: Passei a maior parte dos meus primeiros anos escolares procurando uma forma de apagar de minhas veias a influência que aquele ser sem rosto, ou nome parecia possuir em minha vida. Cada dia era uma tortura prazerosa que começava a me fazer questionar minha sanidade. Meu humor variava com tanta frequência que havia me tornado uma verdadeira incógnita para meus colegas de casa, esses já não se esforçavam para tentar puxar conversa, ou estabelecer qualquer tipo de contato. A verdade é que eu havia me tornado uma pessoa extremamente indesejada entre meus pares e nada fazia para mudar essa idéia deles. Gosto de pensar que existia um motivo racional por trás de minha recusa, mas a verdade é que simplesmente os associava a minha progenitora e descontava neles o desprezo que possuía por ela.


 


O meu terceiro ano na escola de bruxaria francesa estava prestes a terminar e, embora tivesse aprendido muito sobre magia, não havia feito nenhum progresso emocional. A maior parte do tempo eu passava nos arredores da escola longe do mundo tocando canções de minha terra no violão. Basicamente sentindo pena de mim mesma, ou simplesmente me revoltando com a situação a qual estava inserida. E foi justamente em um desses momentos de imersão total que percebi quão estúpida eu estava sendo e pior o quanto estava desonrando o legado de meu pai. Ele havia deixado uma carreira de muito sucesso para trás simplesmente por sonhar e de seus sonhos ele construiu um novo mundo. Mundo este que lhe foi arrancado fazendo-o se reinventar mais uma vez e assim ele o fez.


 


 


Logo eu que tanto me orgulhava de minhas semelhanças com meu pai estava deixando algo tolo me consumir por dentro dessa forma. Logo eu que sempre me orgulhei de não baixar a cabeça para nada, nem ninguém, estava ali acanhada, submissa, a mercê de alguém que desconhecia. Isso não era apenas patético, era inadmissível, e foi justamente com esse pensamento que decidi mudar o meu próprio rumo. Não estava disposta a passar o resto dos meus anos escolares dividida entre algo que gostava e a desilusão de minha própria vida. Se eu não conseguia me desligar completamente das lembranças invisíveis, então precisava torná-las reais e ir atrás daquela que me colocou no mundo para colocar todos os pingos nos i's. A missão se apresentara, agora só me faltava a coragem. 


[Ojesed] - Maior Sonho: Ser campeã de surf
[Bicho Papão] - Maior Medo: Perder seu pai
[Dementador] - Memória: Cair de sua prancha em meio a uma competição e ser soterrada por ondas
[Testrálios] - Viu a Morte?: Não
[Tattoo] - Marcas corporais: Não, mas pretende.

Este perfil já foi visualizado 2.386 vezes. Atualizado pela ultima vez em: 13/12/2016 às 00:24:11