Daily Lummus

Educação » Hogwarts x Beauxbatons




JORNAL LUMMUS

BEAUXBATONS, Dezembro de 2021

Hogwarts x Beauxbatons
Uma visão de intercambista.

[ img ]


[justificar]Saindo do expresso de Hogwarts, os alunos se depararam com enormes carruagens capazes de abrigar anos inteiros de alunos guiadas por majestosos cavalos alados. Os alunos vestidos como que saídos de algum catálogo de moda francesa, com seus uniformes de aparência cara, cheios de vestidos de seda e blazers sofisticados. Os intercambistas, o assunto do momento, chegando com seus uniformes pretos com detalhes nas cores das suas casas mais primárias pareciam se destacar em meio àquele mar de azul claro, roxo e salmão.

O jantar de seleção, no belíssimo templo dedicado às Deusas que cuidam da escola, Morrigan, Brigit e Melusine, não têm um chapéu seletor. As Deusas escolhem seus protegidos, sussurrando em seus ouvidos enquanto uma faísca da cor principal da casa lhe tinge a veste. É peculiar como cada escola pode ser diferente na forma de selecionar, a autora que vos escreve pensava que todas tinham um chapéu seletor. No jantar havia talheres demais e os alunos veteranos pareciam plenamente aptos a usá-los. Mas o banquete era saboroso, diferente do inglês, mas ainda assim, muito bom.

As diferenças não paravam na entrada, isso era só para mostrar que estávamos adentrando num mundo completamente novo que não entendíamos nada. Logo na primeira semana, clubes foram apresentados aos alunos em uma feira incrível, a escola inglesa nunca tivera nada extracurricular desse nível. Eram clubes que podiam ou te preparar para uma profissão - no caso de medibruxaria, culinária e hipismo -, ou então te divertir, como jogos de tabuleiro e performances musicais. Ainda tinha duelos, quer melhor preparo para a vida que esse?

As aulas também eram diferentes, a única que não deixava dúvidas do que se tratava era Esportes Mágicos. Mas eles tinham aulas como Artes e Etiqueta, que não tinha em Hogwarts. Estas combinavam com o ar refinado da escola francesa, para falar a verdade, mas Etiqueta soava como uma perda de tempo para alguns alunos (e não apenas os intercambistas). Magia Complexa, Magia Natural, Magizoologia, Ervas e Decocção, Historial e Mitológico, tantas matérias que deixavam o calendário cheio com aulas de segunda a sábado. Hogwarts não parece assim tão puxado!

As Deusas estão muito presentes no dia a dia escolar. É bonita a devoção a elas, que estão sempre por aqui. Mas às vezes podem ser um pouco más com alguns alunos que as desrespeitam. Não é recomendado desrespeitar elas ou seus locais sagrados.

Beauxbatons é um local diferente de tudo que já vimos e vamos aprendendo a conviver mais a cada dia. Sem fantasmas, com Deusas, clubes e aulas diferentes, eu me despeço como meus novos amigos: Au revoir.

Escrito por: Gweneth Hughes-Cunningham

86 Visualizações
25/02/2021 às 19:35:14




Educação » Durmstrang recebe hóspedes!




JORNAL LUMMUS

DURMSTRANG, Novembro de 2021

Durmstrang recebe hóspedes
Como foi a recepção da escola russa aos alunos da instituição britânica

[ img ]


Talvez os leitores deste jornal, assim como de tantos outros espalhados pelo Mundo Mágico à fora, já estejam completamente abarrotados de informações acerca da não abertura de uma das maiores escolas de magia e bruxaria do mundo: Hogwarts. Por tal motivo este artigo não há de tratar exatamente sobre a escola que, sem magia, se viu obrigada a fechar as portas. Não. Aqui trataremos dos impactos dessa não abertura em uma outra escola também muito conhecida e prestigiada que acabou por abrigar parte dos alunos da instituição de ensino fechada junto à Beauxbatons: Durmstrang.

Logo no dia do embarque já se podia notar um aumento considerável na quantidade de alunos que ingressariam naquele ano letivo e, de certo, muitos devem ter se perguntado à ocasião como a escola militar russa teria capacidade para abrigar tantas novas e velhas cabeças. O castelo é grande, claro, mas nem toda a grandeza deste seria capaz de suportar tantos convidados somados aos residentes costumeiros e novatos que já pertenciam ao local originalmente. Mas tais dúvidas foram prontamente sanadas assim que o desembarque foi liberado e os alunos adentraram o castelo.

Tudo havia sido ampliado para que não faltasse espaço para que os discentes estivessem confortáveis e até nos dormitórios havia um tanto a mais de camas em um espaço que antes não existia. Milagres proporcionados por nosso extraordinário mundo mágico, certo? Uma construtora imobiliária sentiria inveja de tanta eficiência!

Contudo, os problemas de locação não eram os únicos a serem analisados, certo, caro leitor? Deve estar se perguntando agora enquanto lê minhas palavras como alunos de uma escola de Magia e Bruxaria comum e inglesa sobreviveriam em uma escola de Magia e Bruxaria Militar em solo russo, certo? Pois bem, em entrevista a este jornal, um dos membros do corpo de funcionários da instituição nos confidenciou que vários materiais didáticos foram preparados pela assembleia russa em conjunto com o ministério inglês para o preparo intelectual dos jovens bruxos, contando com livros encantados que puxavam o aluno para seu interior e o liberava apenas quando o conteúdo estivesse apreendido. Segundo relatos do jovem T’Challa Marvil DiCristi, aluno britânico pertencente à Lufa Lufa que foi entrevistado para a elaboração desta matéria, o tempo no interior desses livros se desenrolava de modo diferenciado, sendo possível passar meses dentro dele aprendendo algo e, quando de volta ao mundo real, ter se passado apenas poucas horas. Desta forma o complemento teórico e as noções básicas de russo foram passadas aos alunos de Hogwarts.

Mas, mais uma pergunta deve estar sendo formulada em sua cabeça se este autor não estiver enganado, o que, na verdade, ele raramente está. Seria ela “E quanto ao preparo físico? Como os alunos da escola inglesa estariam preparados para os rígidos treinamentos físicos ofertados pela escola russa?” Essa parte ficou à cargo da professora Henrietta Tudor, responsável pela cátedra de Treinamento Tático de Combate que, após receber os dados pessoais dos alunos recolhidos pela direção, aplicou uma série de testes físicos no intuito de prepará-los para o que estava por vir.

Tendo sido resolvidas as questões prévias, todo o restante acabou por ficar a cargo dos próprios alunos que, muito prontamente e em grande maioria, receberam os hóspedes de braços abertos, trocando experiências e os auxiliando sempre que necessário. Claro, ainda estamos falando de crianças e adolescentes com egos em construção ou construídos até demais, logo, uma ou outra exceção acaba por se fazer presente. Mas, nesse caso em específico, algumas laranjas podres não estragaram a cesta inteira e, a grande maioria dos alunos de Hogwarts entrevistados por este autor afirmaram sentir-se bem confortáveis na escola russa e estão conseguindo acompanhar bem as matérias e atividades propostas pela escola, apesar de ser praticamente unânime a reclamação sobre os horários dos treinos e do toque e recolher. Eles sentem saudades de Hogwarts, claro, mas, apenas quando for realmente seguro retornar às paredes de pedra da escola britânica que poderão, de fato, matar essa saudade toda que habita seus corações. E, bem, quando isso acontecer, provavelmente Durmstrang será quem sentirá saudades de seus visitantes. Ainda que feliz por ter a certeza de que sua instituição irmã, Hogwarts, estará bem novamente e pronta para retomar suas atividades com a segurança necessária a se repassar aos discentes. Mas, enquanto esse momento não chega, sigamos demonstrando nossa hospitalidade e empatia para com nossos hóspedes! Estejam eles em Durmstrang ou em Beauxbatons! O intercâmbio se trata de uma excelente oportunidade de aprendizagem e troca de experiência entre culturas e este autor espera que esteja sento tão enriquecedor para você, meu caro leitor, quanto vem sendo para ele próprio.

Escrito por: Ryan Volkov

83 Visualizações
25/02/2021 às 19:26:05