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Taverne ein'augen manticore [Taverna]

Re: Taverne ein'augen manticore [Taverna]

MensagemRepublica Checa [#180475] por Amelia Marcovici » 05 Out 2017, 19:39

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A conversa era bastante tediosa, aquilo era realmente necessário? Sem contar que a pronúncia de meu nome sempre era feita de maneira incorreta, mas eu estava sendo obrigada a sustentar aquele falso sorriso cordial, principalmente nos momentos que o homem me encarava. Fazer a simpática não era meu forte, porém se fazia necessário. Ingeria a bebida com goles comedidos, como manda a educação, mas meus olhos estavam focados em outro plano, sempre observando o fantasma de Evangeline, escutando a conversa muito de longe. O que ela faz aqui? Por que está mais insistente nos últimos dias? Nada mudou em minha vida, não existe alguma necessidade para assombrar cada vez mais. - Pois não? - Questiono quando, novamente, Dragos pronuncia “Amêliê no lugar de “Amília”. - Pois bem, estudei em Durmstrung por todo meu período escolar, por ser uma tradição da minha família adotiva. - Sorrio e tomo outro gole da bebida logo em seguida.

Eis que uma voz, um pouco trepidante, sussurra por perto. Não é algo do nosso plano, disso estou convicta. Olhando com um pouco mais de atenção para o ministerial, quase posso ver uma forma por perto. Por um momento me ocorre que o local está infestado, mas não podia sentir mais nada. Talvez o álcool já estivesse fazendo um efeito inibidor. Talvez seja melhor ignorar, não estou aqui para incomodar as entidades. - Não senhor, não tenho pretensão alguma ou vi alguma coisa, nem mesmo ouvi. - Era uma verdade, os espíritos estavam calados quando àquele caso. - Me candidatei pelo simples desejo de poder cumprir o meu dever cívico, Senhor Dragos e nada além disso. - O que também era verdade. Fazer as coisas com segundas intenções ou “a trabalho” estava me saturando.

A curiosidade porém, me pega novamente. De quem era aquela voz? Eu reconheceria se fosse de Evangeline, mas não teria motivo para ela falar com Dragos, alertá-lo que alguém poderia ouví-lo? Ouvir seus pensamentos? Talvez alguém do bar, até mesmo a mulher conosco fosse telepata, mas isso não é minha competência no momento. A conversa continuava a se arrastar, quando o garçom vem até nós novamente e acaba deixando as bebidas caírem sobre nós. Com as mão sobre as pernas, cerro os punhos e rolo os olhos, ciente de que estava sendo observada, então respiro fundo e projeto o último fio de simpatia que me restava. - Tudo bem, não foi nada. Se me dão licença, vou ao toalete. - Digo e levanto, carregando a bolsa comigo até o local mencionado.

O vestido estava molhado, mas o estrago não era grande, não mancharia ou algo assim. Poderia usar magia para minimizar ainda mais o problema, mas me ocorre que talvez não seja muito prudente, tendo em vista a situação que estamos, então retiro as luvas e com algumas folhas de papel, me coloco a secar o vestido, ou ao menos tirar um pouco do excesso. Aproveito o espelho e retoco a maquiagem. Torno a pegar as luvas e saio do banheiro calçando-as, terminando de enfiar a segunda e última já na mesa.


Off: || Tagged: Evangeline Söderlund | With: Dragos Nicolae VI; Zoey Bloom | Wearing: Click me! | Music: The Other Side – Woodkid | Note: - ||
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Amelia Marcovici
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Re: Taverne ein'augen manticore [Taverna]

MensagemReino Unido [#180675] por Zoey Bloom » 13 Out 2017, 07:17

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- O Ministério faz com que todos se conheçam, mas, quando algo importante acontece, percebemos que ele também as separa. - Respondi educadamente, me ajeitando na cadeira e então olhando para as bebidas dispostas sobre a mesa, o que me fez querer gargalhar. Aquilo era um teste ou realmente não sabiam sobre minha vida fora do Ministério? Pensei por alguns segundos em qual seria a intenção do homem, controlando meu querido dom e, então, recusando o álcool oferecido. Existiam alguns motivos para minha negação e não apenas porque sabia que a bebida alcoólica poderia alterar minha performance, mas também porque possuía dois filhos pequenos, que ainda amamentavam, de modo que, vamos evitar problemas. Se aquilo fosse, de alguma maneira, um teste, Dragos precisaria mudar de estratégia bem rapidamente, porque não daria certo. Nota mental: agradecer a Leon pela discrição e também resolução de alguns problemas menores.

Ao que parecia, não seria uma conversa reservada com o responsável por selecionar os membros que participariam do júri, já que outra mulher apareceu um pouco após minha chegada, fazendo com que uma sobrancelha se levantasse. Marcovici. O nome não era familiar, então possivelmente não era alguém importante ou de uma família principal, de modo que não havia motivos para perder meu tempo com ela. Quem sabe, se essa mulher se mostrasse interessante, pudesse até me divertir um pouco mais, porém, enquanto isso, era melhor manter meu foco com quem realmente importava. Eu apenas estendi a mão para a ultima a chegar, abrindo um dos meus melhores sorrisos, trazendo o calor que não existia em meus olhos cinzentos. Aquilo seria algo bem divertido, ao que parecia, principalmente porque a mulher parecia querer adivinhar as coisas. Péssima ideia, colega.

O tempo em que passei ali, na presença dos mais velhos, me fizeram perceber alguns detalhes importantes, por começar, que a mulher que também era testada, não passava de uma mestiça. Argh! Por que esse povo ainda faz questão de misturar as coisas? Ela poderia ser uma mulher extraordinária ou possuir as melhores qualidades mágicas, mas sempre seria uma mestiça! Quando finalmente falei sobre minha vida, deixei de lado alguns detalhes importantes, como meus filhos ou meu envolvimento passado. Uma coisa que aprendi e muito bem com meu pai: foque no que importa, detalhes desnecessários só a fazem perder o foco. Naquele instante, meu foco era tentar ler o entrevistador, não utilizando meu dom (que era segredo de todos ali e também do Ministério da Magia), mas por pequenas brechas que o homem dava, como por exemplo, não ser tão assertivo quando ingere bebida alcoólica. Grave erro, meu caro.

Ouvia atentamente as perguntas direcionadas para a mulher e sorria de forma tímida, percebendo que existia coisas além das que aconteciam ali. Mantive minha telepatia controlada, de modo que ninguém pudesse me 'ler' e acabei ficando surpresa quando Dragos informou que a mulher era Clarividente. Aquele povo ali não sabia as consequências de falar abertamente sobre pontos tão importantes e delicados? Girei os olhos, tomando o cuidado para que ninguém notasse e me sentei ereta, segundos antes de ter virado o ponto de atenção do único homem daquela mesa. Em meus lábios, um sorriso malicioso existia, de modo que com o contraste de meus olhos, tornava uma pessoa perigosa. - Estou no Ministério há pelo menos, quatro anos... Passei por muitos cargos e depois, por motivos pessoais, me afastei. - Respondi a primeira pergunta, passando a língua por meus lábios, e jogando o cabelo para trás. Esperava por uma pergunta quando aquela sobre os trouxas, principalmente por conta do ultimo problema que tivemos com a Espanha. - Se eles não nos colocarem em exposição e não tentarem nos manter como 'brinquedinhos', não há com o que se preocupar. - Sabia que minhas palavras eram fortes, assim como isso poderia soar um pouco mais ofensivo na presença de uma mestiça, mas não me importava. Minha posição era algo único e ninguém poderia mudar, independente do que acontecesse.

- Muitos cargos importantes no mundo trouxa são de bruxos, o que facilita em momentos de crise ou atentados, porém, entendo que são... do mesmo patamar, para conter algo mais grave. Desde que os trouxas entendam e fiquem em seus determinados lugares, é possível trabalhar facilmente. - Apontei para Marcovici e depois cruzeis os braços sobre o peito. - A posição do Ministério é algo que abrange muito mais do que a opinião de seus embaixadores, afinal de contas, representamos os interesses dos países e pessoas que controlam (ou deveriam) populações. Desde que todos os lados trabalhem corretamente, para o bem maior, nada seria impossível. - Sim, eu falei muito e basicamente, segurei minha real opinião sobre os trouxas. Naquele tipo de situação, quem soubesse trabalhar melhor as palavras, se sairia bem e, como ficou claro, eu sabia bem o que fazer e falar. Por mais que minha vontade fosse de ler os pensamentos de Dragos, não o fiz, pois sentia alguma energia diferente ali, o que me deixava mais atenta.

Nos segundos que se seguiram, nada demais aconteceu, porém, quando o garçom retornou com as bebidas, sua mente gritava o que aconteceria. Meus olhos foram rapidamente de Nicolae para o homem, enquanto sacava minha varinha e via todo o teatro acontecer bem na minha frente. Um, dois copos e lá estava o terceiro começando a cair na direção das duas mulheres que realmente estavam sendo testadas. Estava pronta para retardar o copo caindo, mas percebi que seria um erro, o que fez minha ideia mudar. Deixei que o liquido caísse em cima de minhas vestes, encharcando um pedaço do vestido enquanto segurava a gargalhada que se formava. Claro que o medo do garçom era real, afinal de contas, ele poderia perder seu emprego, porém, o que despertou minha curiosidade, foi a reação de Dragos. - Compreendo que servir três pessoas tão importantes possa lhe trazer insegurança, mas não há motivos para tal. Somos pessoas normais, conversando tranquilamente e aproveitando algumas bebidas. Faça apenas o seu melhor. - Minhas palavras soram altas e confiantes, de modo que mantive meus olhos presos no garçom, que se desculpava pela centésima vez, enquanto tentava limpar a bagunça causada. Amelia pareceu não entender que tudo aquilo fora criado propositalmente e, antes de qualquer coisa, se levantou, indo até o banheiro.

- Limpar! - Conjurei a magia, apontando minha varinha na direção do vestido e vendo com que a mancha que se formava, começava a sumir. - Traga um suco de morango com maracujá pra mim, e esquecemos que tudo isso aconteceu, okay? - Pedi para o garçom, cruzando as pernas e guardando a varinha novamente, olhando para Dragos com um sorriso confiante e bem irritante nos lábios. - O que mais precisamos conversar? Agora que Amelia saiu, sei que há bem mais do que apenas essas perguntas... Vamos, não tenho o que esconder.. - Afinal de contas, você sequer conseguiu esconder seu plano. Completei mentalmente, levantando uma sobrancelha.
Feitiço: Limpar[dificuldade: 1];
Descrição: Limpa a sujeira.

Itens Utilizados:

  • Varinha de Ameixeira, 24cm, Corda de Coração de Dragão, Rígida

    Usou um Varinha de Ameixeira, 24cm, Corda de Coração de Dragão, Rígida.

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Postado Por: Niica.


Re: Taverne ein'augen manticore [Taverna]

MensagemEstados Unidos [#180898] por Eden Phoenix » 22 Out 2017, 17:16

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Beber, cair...
_________________________________

LEVANTAR!
Parte II


Abri um sorriso lento, travesso, daqueles que carregam consigo a esperteza e diversão de qualquer garoto. Era quase como um charme infantil, que encantava a maior parte das mulheres e, bem, eu sabia daquilo. –É claro... – Afinal de contas, que melhor remédio para ressaca do que continuar bêbado? –Quem sabe se não vou? Às vezes eu posso usar essa fato a meu favor, usar ele em algum momento mais propício...– A chantagem, afinal de contas, era uma boa arma, senão uma das melhores. “Inclusive estou preso a uma dessas...” Refleti, sacudindo brevemente a cabeça antes de focar os olhos na morena, permitindo que meus olhos se deliciassem na tonalidade daquela pele, em especial na região do decote com o movimento da garota de Barbados ao colocar o óculos ali.

Era realmente a cor do pecado, não é mesmo? Do desejo... Por vezes me via imaginando o gosto da garota em meus lábios, de como seria a maciez de sua pele ou o cheiro de seus cabelos contra as minhas narinas. – Hum...– Me perdi brevemente, em meio a palavras e toques. As provocações, as vezes, levavam o melhor de mim, mesmo com toda a minha experiência... porque, como já diziam as músicas, garotos não resistem aos teus mistérios, garotos nunca dizem não... no final das contas, perto de Robyn, eu não me sentia mais do que um adolescente comandado por hormônios. As mulheres tinham esses efeitos em nós, nos cativavam com cada movimento, cada olhar enigmático.

- Talvez eu possa...– Comentei, lentamente desviando meus olhos da mão pousada em meu joelho para a garota, absorvendo cada centímetro de pele a mostra, deliciando-me com a visão. –Lhe conceder esse desejo. – Conclui a breve frase, abrindo outro de meus sorrisos ante a pergunta. – Talvez eu tenha, quem sabe o que tenho nos bolsos, não é mesmo? – Falava de maneira leviana, embora deveras interessado no assunto. – Muito embora um cinto faça maravilhas... – Provoquei, sentindo no peito o coração bater com força em resposta as provocações. Estava arrepiado e, ouso dizer, desejava que a mão continuasse seu trajeto. “Não aqui, não agora...” Lembrei-me, voltando a relaxar uma vez que a garota se afastara, com um suspiro breve.

Bebericava a bebida lentamente, seguindo-a naquele movimento, muito embora minha vontade fosse de ter virado o shot de uma vez. Algo em todo seu mistério me incitava a curiosidade, assim como as olhadelas que a garota dava em direção ao relógio. Virei por fim o copo, erguendo as sobrancelhas na direção da moça. –Uma pessoa? – Questionei, franzindo a testa. – Você não me disse que tinha chamado alguém... – Na voz a curiosidade se tornava explicita, tanto quanto a surpresa presente em meus olhos e, quem sabe, um que de dúvida. Estaria ela brincando de Cupido com a minha pessoa? Não seria a primeira vez que algo do gênero acontecia, pra falar a verdade.

-E quem você chamou?– Indaguei, olhando ao redor como se procurando alguém que estivesse, também, buscando alguém em meio à multidão. Meu movimento, no entanto, fora em vão, já que o rapaz logo se aproximava da enfermeira, beijando-lhe o pescoço. Admito ter sentindo uma pontada de ciúmes, muito embora aquilo não me fosse um sentimento ruim, nem mesmo de possessividade. Era mais como alguma espécie de inveja, como se me sentisse excluído e quisesse participar. Permiti-me avaliar o garoto por um instante, por olhos estreitos e basicamente fendidos, como os de um gato. Por vezes não controlava a pantera em meu interior, tinha nuances dela, particularidades do felino que vinham à tona em momentos curiosos.

-Prazer, James.– Cumprimentei com uma cordialidade ameaçadora, eu o estudava tal como o mesmo fazia comigo. Avaliava meu oponente, decidindo se era de fato um inimigo ou aliado. Estiquei a mão, apertando a do rapaz, quase me desequilibrando ante o abraço repentino. Senti meu coração acelerando, os pelos na nuca se eriçando em um arrepio que me atacara o corpo diante da respiração do moreno junto de meu pescoço. O afastar de corpos viera com um frio desnecessário, como se meu corpo ansiasse por mais alguns instantes de proximidade. Assenti, levantando-me direito do banco alto. – É uma boa ideia... – A distração agora tomava conta de meu ser, enquanto eu tentava descobrir que gama de sentimentos deveria sentir agora.

-Robyn?– Ofereci a mão a ela para que descesse da cadeira, internamente me engajando em um jogo com James. Era inevitável, eu gostava de jogos, de me provar o tempo todo, de fazer com que os outros se esforçassem para fazer melhor. Aquilo me divertia, acabava com a mesmice entre outras coisas. – Ali tem um bom lugar. – Indiquei, acompanhando a ambos em direção à uma mesas destas colocadas no centro de um círculo formado por um banco coletivo acolchoado. Tão logo me sentava, chamava o garçom novamente a nosso encontro. – Traga a garrafa de Tequila, por favor... whisky com gelo e coca-cola e uma porção de batata-frita. Robyn? – Deixei que ela pedisse o que desejasse, virando-me para o rapaz enquanto ela fazia o pedido.

-Então... James, não é? – Relaxei o corpo contra o sofá, novamente estudando o rapaz. Ele era mais jovem que eu, por alguns anos, e mais alto também. Percebi isso enquanto caminhava ao lado deles, a diferença não era grande, poucos centímetros, mas – mesmo assim – estava presente. – Conhece Robyn a muito tempo? – Não era ciúmes, eu juro, era só um meio de arrumar uma conversa, um assunto em familiar, e o que melhor do que a menina cor de jambo em nossa presença? –Ela te enfeitiçou também, é?– Provoquei, neste momento encarando os olhos da mulher com certa diversão. –Ela tem essa capacidade com qualquer um...– Assim como a capacidade de infligir o desejo a qualquer mente despreparada.

Voltei a atenção ao rapaz, focando as orbes nas do mesmo, como se o desafiasse e de fato o fazia. – Sendo amigo de Rob, tenho impressão de que não é uma pessoa com mente fechada... – É claro que eu compartilhava dos pensamentos de Robyn, assim como – muito provavelmente – os do rapaz também. Não iria dormir tão cedo naquela noite, disso tinha certeza. – Você é bonito...– Não tinha motivos para firulas, jogos de palavras. Com garotos sempre era possível agir de um modo mais direto, - Tem quantos anos? – Era uma parte importante para traçar o resto da noite. Eu era correto demais para desvirtuar qualquer ‘criança’, entenda-se aí como qualquer alma com menos de 19 anos. Sim, eu não contava sequer a galera do 18.


O que ele vê, -O que os outros dizem-, -O que ele diz- e o que ele "pensa".
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Re: Taverne ein'augen manticore [Taverna]

MensagemBarbados [#181512] por Robyn Allen Dreschler » 27 Nov 2017, 11:30

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    Percorria os olhos entre ambos analisando cada gesto, tom de voz, olhares trocados entre eles nos poucos minutos de conversa, estreitando os olhos na direção dos rapazes ali e mordiscando levemente os lábios com um sorriso travesso no rosto contente com o ‘acerto’. No fundo adorava analisar minuciosamente as pessoas fazendo disso um jogo próprio, mas era justamente desta forma que costumava conhecer e separar as pessoas em meu circulo de amizades que em resumo era composto na maioria por pessoas que seguissem o mesmo ritmo de vida que o meu ou caso contrário bem capaz de acabar não sendo nada duradouro.

    Por fim virei todo conteúdo restante do copo que bebericava, agora livre para realmente começar a festinha, ou pelo menos esperava que terminasse em uma. Estendendo a mão para aceitar a que me fora oferecida por Eden, encarando-o e praticamente dando um “pulinho” do banco para segurar em seguida a mão de James e literalmente desfilar puxando ambos para uma mesa ao fundo do bar e confesso que em meu interior sentia-me poderosíssima naquela cena a cada olhar de surpresa que voltava-se em nossa direção, literalmente ostentando meus troféis. Não que James ou Eden merecessem ser tratados como algum tipo de objeto, mas convenhamos quem não gostaria de ter aqueles dois para sí ainda mais juntos? Pois é, este eram meus planos e não ficaria feliz se não acabasse daquela forma.

    Fiz questão de indicar o assento ao cavalheiro que me estendera a mão antes que o mesmo tomasse tal liberdade, unicamente na intenção de que Ed fosse o primeiro a sentar para poder escolher bem o lado oposto ao que James sentaria, deixando Ed no meio. – Vou continuar apenas na tequila.- Bastava as lembranças da noite anterior para recordar vividamente o exagero de misturar bebidas. E assim que a conversa entre os rapazes voltara ao foco, debrucei levemente o corpo contra o de Ed apoiando ambas as mãos sobre um dos ombros deste, encarando-o com um sorrisinho e desviando os olhos para James que parecia mais bem penteado do que todas as vezes que o vira antes. – Já tem tudo isso?- Pisquei algumas vezes contando mentalmente o tempo que havia conhecido o rapaz, antes de voltar os olhos para Eden sustentando um sorriso travesso no rosto.

    – Qualquer um não, meu querido. Não é qualquer homem que satisfaz minhas exigências, só coleciono os melhores.- Inflei o peito antes de responder gesticulando com a mão antes de lançar uma piscadela para ambos ali e delicadamente me aproximar ainda mais de Eden praticamente forçando o rapaz ir para o lado, repetindo o ato algumas vezes até que quase espremesse o mesmo contra James.“Mente fechada”. Ergui de forma curiosa as sobrancelhas voltando-me a James esperando pela resposta do mesmo diante da pergunta e elogio nada discretos, aliais pra que discrição se ninguém mais nos ouvia? E mesmo que ouvissem, fod*-se, éramos adultos e livres.

    – Own, quase um bebê não é?- Levei a mão ao rosto de James apertando-lhe a bochecha antes de voltar a me recostar contra o ombro de Ed deslizando a mão de forma discreta entorno da cintura do rapaz, acariciando de leve o tecido até conseguir levantar a peça deixando propositalmente a pele exposta e cravando levemente as unhas ali me deliciando em provocar James que apenas acompanhava tal cena. Rindo em seguida diante da reclamação de Eden. - Exagerado, isso não incomoda tanto assim. Já fiz pior e você nunca reclamou.- Havia um leve tom de afronta em minha voz e um sorriso malicioso em meus lábios enquanto mantinha firme as órbes verdes fixas em Ed. Tomando em mãos o copo que era servido pelo garçom no exato instante, bebericando um gole novamente. Porém é óbvio que se tivesse reclamado como o fazia naquele momento ignoraria completamente ou se quer absorveria tal coisa e na certa voltaria a pentelhar o rapaz.- James também não reclama tanto.- Dei de ombros virando o restante do conteúdo do copo em um gole, por fim deixando os dois no vácuo com aquelas informações para servir mais um pouco da garrafa que havia sido deixada sobre a mesa.
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Postado Por: Jack.


Re: Taverne ein'augen manticore [Taverna]

MensagemInglaterra [#182986] por Aaron Denvers » 18 Fev 2018, 15:02

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– O Outro o observava com vivo interesse, mas Aaron notou que algo não estava normal nele, suas ações, o modo como olhava até mesmo para Maya... Era diferente, algo que não amenizava o terror crescente no interior de Denvers. – Está tudo bem, poderia me entregar aquele frasco que esta na minha mesa? – Apontou para uma poção pequena, invenção de seu pai para ajudar a conter aquela maldição, uma defesa que a muito tempo mostrou-se forte, mas que o auror sabia não ser totalmente eficaz, ele precisava recuperar o anel, apenas não sabia nem por onde começar a procurar pelos ladrões. – Obrigado. – Apanhou o pequeno frasco e depois retirou a rolha, bebendo tudo de uma vez, o gosto era ruim, porem com os anos, ele já estava mais do que acostumado. O efeito for imediato, sentiu um pouco de vertigem, a visão embaçando e depois um alivio interno. – Esse soro me ajuda a conte-lo, meu pai o inventou para me ajudar... Mas não se preocupe, já estou melhor... Já estou enxergando melhor. – Sorriu e depois apanhou a jaqueta, ainda estava faminto e tinha que comer algo.

Quando deixaram a sala para trás, Aaron certificou-se de tranca-la bem com feitiços de proteção e depois seguiram em direção ao elevador. – Eu to ferrado, Maya. – Comentou assim que a parceira apertou o botão que dava para o pátio onde ficavam as lareiras. – Estou evitando ficar em casa desde que me roubaram o anel dos Vladislav, essa é a única forma que encontrei para proteger minha família. – Suspirou triste, mas forçando um sorriso. Quando chegaram ao pátio, perceberam que o expediente já havia acabado, poucos estavam por ali fazendo algum trabalho extra. – Estou tentando encontrar alguma saída para isso, porem confesso que investigação não é meu forte, procurei pistas, conversei com comerciantes de artefatos das trevas, andei disfarçado pela travessa do tranco e também em outros pontos de venda do comercio negro... Ninguém sabe de nada. – Aquele sem duvidas era o pior momento de sua vida desde Azkaban, ele jamais pensou que entraria em uma situação a qual estivesse de mãos atadas novamente e era o que estava sentindo nos últimos meses.

Após alguns minutos de caminhada, decidiram ir até a Taverne ein’augen Manticore, local onde ambos costumavam ir para beber ou comer algo juntos, mas já tinha um certo tempo desde a ultima vez que foram ao estabelecimento. – Um cozido de carne, por favor. – Pediu após seguirem para uma mesa mais ao fundo, onde a iluminação proporcionava uma penumbra agradável, evitando que chamassem muita atenção.

Aaron retirou a jaqueta e observou ao redor e como sempre, a taverna estava bem movimentada naquele horário. – Eu andei pesquisando sobre algumas poções bem antigas que tinham propriedades bem poderosas, mas veja, existem ingredientes que não existem mais. – Fez uma pausa quando um garçom veio e trouxe o pedido dos dois. Aaron aguardou até que o mesmo se afastasse e depois curvou um pouco o corpo sobre a mesa, baixando o tom de voz para que apenas Maya o escutasse. – Muitos animais mágicos já foram extintos, criaturas poderosas que viviam na terra desde os primórdios... Porem com as caçadas, acabaram desaparecendo... Mas veja bem, eu ouvi falar de um homem na asia que possui uma coleção de ingredientes antigos, que hoje não se encontra nem mesmo no mercado negro. – Sorriu animado, retirando do bolso da calça um papel desses que os trouxas utilizam para fazer anotações. – Acho que posso retirar a maldição permanentemente, Maya... Anotei aqui algumas formulas, ainda não cheguei nem na metade, mas sei que precisarei de dois ingredientes que provem de animais mágicos que foram extintos e talvez... Repito, talvez esse homem tenha em seu poder o que preciso. – E voltou a posição normal na cadeira, apanhando uma colher para servir a si mesmo daquele cozido que estava cheirando muito bem. –
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Re: Taverne ein'augen manticore [Taverna]

MensagemEstados Unidos [#189964] por Kelsey Hayes » 04 Abr 2019, 19:23

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Ophélie??
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— Eu só sei que meus pais se conheceram na França e foram morar nos Estados Unidos e que, claro, a vida deles foi complicada porque ela era Veela e não bruxa como o exigido pela MACUSA… — Explico para Dragos enquanto andamos o mais rápido que nossas pernas podem aguentar.

A taverna não é exatamente o melhor lugar para falar com a titia sobre, você sabe, minha ascendência veela. É um lugar sujo, feio, e cheio de gente estranha, mas é a nossa opção mais rápida porque, segundo Ashleigh, essa treta pode demorar, e olha, concordo com ela. Eu e minha sombra - Dragos, eu não ligo se você não gostou do seu apelido temporário - entramos então na tal taverna e Tia Sarah já está lá, o que é surpreende já que ela nunca chega na hora nos próprios compromissos, mas talvez eu tenha soado um pouco desesperada demais.

A cumprimentamos e sentamos na mesma mesa, pedindo fritas, hambúrguer e coca cola, já que é hora do almoço e nós estamos famintos demais para ficar de dieta. — Obrigada por vir rápido, tia. Você já conhece o Drag, enfim… Hoje eu fui ao ministério fazer a atualização de meio vela e… — Começo a contar tudo nos mínimos detalhes, incluindo o surto da Ashleigh que quase me matou. A cara da tia Sarah é de bastante atenção e surpresa algumas vezes, mas não interrompe em momento algum. — Pelo amor de deus me ajuda tia. Eu nem sei por onde começar, mal sei a história dos meus pais… — Suspiro e Dragos segura minha mão. É estranho ter ele comigo num momento assim, quer dizer, somos amigos, mas somos mais da zoeira e essa situação é séria…

Titia diz que não sabe muito sobre a parte da minha mãe, mas que vai contar tudo o que sabe da história dos dois, quem sabe assim eu consiga alguma coisa. Concordo e tiro um gravador, um bloquinho de papel e uma caneta da bolsa, hábito da escola trouxa de jornalismo. Quando pronta, indico que ela pode começar. — Sua mãe nasceu em Borgonha uma região francesa controlada pelas veelas que usavam a produção vinícula como uma forma de se sustentarem. Até onde sei, veelas não adotam sobrenomes oficiais, apenas para passear por aí sem ser reconhecidas. Sua família portanto era Desrosiers, pelo o que Ophélie me contou, por causa das rosas que floreciam sozinhas na fazenda da família. — Ophélie?? Interrompo tia Sah e pergunto quem é e ela responde que é o nome verdadeiro da minha mãe. Ok, primeiro choque da minha história. Vamos continuar…

— Ophi e Josh se conheceram lá, alguns anos depois dele se formar em Ilvermorny. Meu irmão, assim como você, sonhava em ser escritor e tinha bastante talento, mas estava em busca da sua fonte de inspiração. Viajou o mundo procurando, até encontrar sua musa inspiradora. Ele queria escrever algo que tocasse as pessoas, histórias vistas ou imaginadas e boas de se contar, mas não esperava viver algo assim. — Uau! Quer dizer então que puxei ao papai? Isso é tão incrível! Como eu nunca me interessei em saber mais sobre os dois, mesmo quando estavam vivos? Eu sou uma vergonha de filha… — Como nos livros, a realidade deles não era fácil. Nunca é. Como esperado, ambos se apaixonaram, mas a família da sua mãe era bastante… Purista. Principalmente naquela época, as veelas vinham se mantendo puras por gerações e poucos anos antes uma tia de Ophi se desviou e casou com um bruxo, um certo Jones que nasceu em Tours. Joshua nunca entrou em detalhes sobre isso, apenas sei que numa noite eles fugiram para Tours onde essa tia de Ophi estava de visita e os ajudou. Agora se chamando Madison Jones e com documentos falsos, eles viajaram até Roscoff e pegaram um navio para os Estados Unidos. —

Cada palavra me deixa ainda mais extasiada, escrevo todos os pontos bem rápido para não perder nenhuma informação. Eles eram exatamente como Romeu e Julieta, embora a fuga tenha funcionado. Passei tanto tempo procurando por uma boa história para escrever e nunca soube que já tinha uma pronta: A minha! Me empolgo, mas tento não perder o foco. — Você sabe que as leis bruxas são bastante rígidas nos Estados Unidos, mas naquele tempo era um pouco mais fácil viver refugiado, então eles se instalaram no Oregon pela proximidade do Canadá, poderiam fugir pra lá caso algo acontecesse. Não muito tempo depois sua mãe engravidou então eu me mudei para o Oregon também, talvez pudesse ajudar em caso de emergência. Lá conheci o Mike, mas esse não é o foco. Seus pais nunca te registraram como meio veela e sabiam o risco que corriam com isso, mas Madison me fez prometer que te registraria caso eles morressem antes de você completar 18 anos. Até parecia que ela sabia… — Titia suspira e eu sinto um aperto no coração, rapidamente me lembrando daquela noite horrível. Meu corpo se estremece e sinto Dragos se aproximar mais. Ele sabe ser um bom amigo quando necessário.

— Bom, quando você acordou do coma, fomos para o ministério e tive que contar toda a história deles, claro, ocultado tudo que podia sobre o Mike. Não precisávamos de mais um fator complexo na história. Conseguimos ficar na América o suficiente até você acabar os estudos em Ilvermorny e, como você lembra, eu e seu tio fomos para a Inglaterra, eu já estava fazendo sucesso com a marca então não foi difícil construir uma vida lá. O resto você sabe… atualizações todos os anos na MACUSA e agora aqui. — Completou tentando sorrir ao final. Deixo a caneta repousar sobre o bloco de notas, ainda assimilando todas as informações e surpresa com a Ash ter ficado quieta por todo o tempo. "Eu estava prestando atenção, isso também me interessa.". Eu sei, Ash. Pergunto se titia poderia me ajudar a linhagem. — Bom, eu posso fazer sobre a minha família, mas a de Ophélie eu infelizmente não tenho como ajudar. Talvez você precise ir a França para descobrir. —

França, uma viagem totalmente fora do esquema só pra me quebrar um pouco financeiramente. Quer dizer, sei que ela vai pagar, como sempre, mas ainda vou precisar comer e me locomover por meios trouxas… Tudo bem, eu tenho um registro pra fazer e uma história para descobrir. DRAG! PARA A REDAÇÃO!


Off: || With: Dragos e Tia Sarah (NPC) | Tagged: Mãe (NPC), Pai (NPC); Tio Mike (NPC); | Wearing: Click Me! | Music: Hollaback Girl – Gwen Stefani | Note: Parte 2 do registro, descobrindo sobre a família ||
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Re: Taverne ein'augen manticore [Taverna]

MensagemCanada [#190335] por Isaac Gauterrier » 14 Abr 2019, 23:11

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Isaac jamais chegou a imaginar que o trabalho em uma revista de moda pudesse ser tão exaustivo. Passando horas redigindo matérias e organizando o conteúdo para a próxima edição do mês, todos os dias ele saia da empresa tarde da noite. Muito atarefado, a agenda pessoal andava sempre cheia; entrevista com celebridades na segunda, ensaios fotográficos para serem produzidos na terça, encontro com informantes responsáveis pelas notícias bombásticas na coluna de fofocas às quintas. Mal sobrava tempo para respirar. Quando o era permitido ter o luxo de um ou dois minutos de descanso, ele aproveitava para tirar um merecido cochilo. Mas, apesar de todo o esforço e de tanto sacrifício, Isaac, porém, aprendeu a amar o seu emprego.

Naquela noite fria de abril, durante o fim de semana que antecede o feriado de ação de graças europeu, Isaac consegue terminar com antecedência algumas incumbências de seu superior e sai um pouco mais cedo do trabalho. Faz muito tempo que não dou um passeio por aí, pensa, tentando lembrar a última vez em que havia comido algo que não houvesse sido tirado de um pote ou de uma embalagem encontrada em uma prateleira de supermercado. Talvez um pouco de comida caseira e uma bebida gelada me faça bem, concorda ao que diz a si mesmo, resolvendo passar na taverna onde combinara de ir com alguns amigos qualquer dia desses, mas que não fora possível pela falta de tempo.

Desde sua chegada do Canadá, há alguns meses atrás, sequer deixou o conforto do quartinho mal cuidado na estalagem onde se hospedara. Liechtenstein, o distrito mágico onde agora residia, possuía muitos pontos de referência para visitantes e turistas e a taverna ein’augen manticore era uma delas, conhecidíssima por suas bebidas artesanais as quais Isaac gostaria de experimentar. Sentou em frente ao balcão e aguardou o pedido enquanto dava uma boa olhada a sua volta, analisando o ambiente. O lugar não parecia com nada que já tivesse visto antes - um tanto rústica, a aparência se assimilava a de um barzinho de época de filme trouxa. Ouvia-se burburinhos de todos os cantos; gargalhadas, discussões, e uma cantoria alegre advinda de bêbados numa mesa ao fundo. Não deveria ser mais que oito da noite, e o lugar estava lotado.


Merci, essas bolotas de dragão parrrecem deliciosas! — Agradeceu a garçonete que o servia os aperitivos para acompanhar a caneca de cerveja amanteigada, retribuindo seu sorrisinho maroto. Isaac acabou se acostumando a aquele olhar de fascínio, não que gostasse, é claro. Graças a sua mãe veela, herdara seus genes capazes de atrair a atenção dos desavisados com sua beleza natural, e pensando no assunto, em algumas semanas compareceria ao ministério para regulamentar seu registro mágico. Sendo meio bruxo e meio criatura, as leis de catalogação das proles de relacionamentos interraciais eram vigoradas rigorosamente. Que Brigit o protegesse caso fosse pego com o registro vencido. Estremecia só de imaginar. — Às vezes tudo o que eu gostarrria errra poder voltar no tempo, quando eu errra apenas um jovem em Beauxbatons e não tinha tantos problemas parrra resolver.

À medida que ia entornando goles generosos da bebida de sabor doce, Isaac parecia mais relaxado. Mesmo ainda desejando tirar férias e ficar um pouco longe de suas obrigações para poder espairecer as ideias e colocar a cabeça no lugar, o álcool cumpria muito bem esse papel temporariamente. — Pode me trazer outro desse, por favor? — Final de semana, sozinho, e estando ali de qualquer forma, por que não extravasar? Riu baixinho com tal linha de raciocínio, voltando a atenção para as pessoas ao redor afim de encontrar um rosto para admirar. Embora fosse apreciador do arquétipo masculino, uma bonita moça prendeu seu interesse; loira, alta, esbelta e tão elegante quanto suas amigas de longa data da academia de magia francesa onde estudara. Como não reparara nela antes?

Bonjour, que lindos cabelos você tem, se me permite dizer. — Tomando a liberdade de iniciar uma conversa com aquela beldade, Isaac nem se importou em verificar se a moça estaria desacompanhada. Incapaz de ser discreto, espacialmente diante de pessoas bonitas, se havia alguém que não se importava em elogiar as características físicas dos outros por mais constrangidos que eles pudessem ficar, era ele. — Já pensou em ser modelo, oui? Estamos procurrrando perfis como o seu. Você tem um rosto que certamente estamparrria as capas da nossa revista. — Costurou um sorriso cordial nos lábios fartos, transmitindo sinceridade. — Me chamo Isaac, prazer. — Apresentando-se, informal, ergueu a mão centímetros acima da cintura a fim de selar um cumprimento amigável.


(✿✿✿)

Para Angeline ♥
Demorou mas saiu, Lay. Espero que goste.


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Isaac Gauterrier
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Re: Taverne ein'augen manticore [Taverna]

MensagemFinlandia [#193794] por Angeline Harris » 07 Ago 2019, 00:07

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I don’t wanna feel blue
Parte I


    Ultimamente, minhas noites de sono não têm sido as mais tranquilas. Tenho dormido tarde da noite, sem mencionar o fato de quando durmo, analisando alguns papéis que recebi de um amigo que trabalha no ministério da magia de Londres. Sim, ainda remexo na morte dos meus pais. Preciso entender o que aconteceu naquela noite e enquanto eu não obtiver as respostas que preciso, não vou sossegar. Foi tudo muito de repente. Trabalhar como auror é um trabalho perigoso, eles sabiam o perigo que estavam enfrentando, só que, uma morte que não deixou rastro? Não… não existe crime perfeito e eu vou provar isso.

    Contudo, enquanto não provo nada, nem mesmo peça de roupa em loja, preciso dar um jeito de tentar relaxar minha mente. Não dá para ficar apenas nisso, não quero ser aquela pessoa chata e cismada que não fala de outra coisa a não ser algo que aconteceu há quinze anos atrás. É por isso que estou aqui, na taverna, para poder beber um pouco. Preciso. Trouxe para o trabalho umas roupas à mais para poder decidir o que usar. Acabei escolhendo uma legging preta, uma blusa de manga comprida rosa com um decote que lembrava um tênis com cadarço e coturnos pretos, sem salto. Passei pouca maquiagem também, mas, não deixei de lado o batom vermelho. Meu cabelo está solto com uma mexa jogada para o lado esquerdo, apenas para fingir que o penteei.

    Chamei Chiara para vir comigo, sendo que não me deu certeza de que viria. Uma pena, porque aquela ali sabe como agitar. Mas, acho que consigo dar conta com ela vindo ou não, sei me divertir. O foco é não deixar os pensamentos relacionados ao trabalho e casa tomarem conta da minha mente. Até porque, acho que dá para arrumar amigos aqui, o local está lotado, sem falar que o atendimento é maravilhoso. Então, simplesmente, me permito. Não vou para casa trocando as pernas, pelo amor das deusas. O intuito é divertimento. A música do ambiente ajuda bastante e me faz dançar, apenas movimentando os ombros. Ainda está cedo para me levantar daqui.

    Após beber uma água de riso, peço uma cerveja amanteigada e esta não demorou para chegar. — Obrigada! — Agradeço a atendente que sorri e sai para atender outras pessoas. Como nunca parei para vir aqui antes? Isso aqui é o máximo! — Gimme everything, all your heart can bring. Something good and true. I don’t wanna feel blue anymore (blue) — Me permito cantar um pouco da música, apenas para me distrair. Adoro Marina and the Diamonds! Faço as firulinhas junto com a voz da artista. Sinto vontade de rir de mim mesma e quando olho para a atendente que me trouxera a cerveja, ela está com uma garrafa de hidromel nas mãos, fazendo de microfone, cantando também. A música é contagiante. Não consigo prender o riso e continuo a letra junto com ela até o final.

    Bebo mais da minha cerveja e quando percebo, ela já acabou. A noite está apenas começando. Peço outra bebida da mesma, junto com outra água de riso e dessa vez, a atendente ergue o indicador, dizendo que já viria. Há um dardo um pouco mais à frente e penso em tentar depois. Quanto tempo que não brinco disso. Suspiro profundamente, ainda dançando, sentada mesmo, enquanto recebo outra caneca. — Ah, obrigada! — Não consigo não agradecer de novo. É uma mania minha, agradecer sempre.

    Escuto uma voz com um fortíssimo sotaque francês ser dirigida a mim no momento em que bebo a água de riso. Minha risada saiu alta e não consigo conter outra risada. Outras pessoas estão ao redor e também riem da minha situação, mas, não me incomodo. Foi engraçado mesmo. Estou tão distraída que não notei sua presença. Ele possui traços finos e seus cabelos são loiros como os de um anjo. Antes de dizer se apresentar, o rapaz me diz que possuo belos cabelos e que eles seriam perfeitos para estampar as revistas de onde ele trabalha. Comprimo os lábios um no outro e sorrio.

    — Salut, monsieur! — Digo a ele com meu melhor francês. Obrigada, Annika por não me fazer desistir dos cursos de idiomas. — Agradeço o elogio, é muita gentileza de sua parte. Esses cabelos são traços de minha mãe. — O que é verdade mesmo, sou meio-veela como ela. Pego a caneca e bebo um pouco de seu líquido. — E, muito prazer, me chamo Angeline. — Falo de modo gentil e ergo a mão para apertar a dele amigavelmente. — Olha, eu não sou modelo, mesmo já tendo feito algumas publicidades no país onde nasci. Mas, foi mais por insistência de amigos. Você é fotógrafo? — Pergunto, levando a caneca aos meus lábios mais uma vez.


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With: Isaac Gauterrier
Os anjos dizem amém.
Perdão pela demora, Lippe! Espero que goste.
Música: Marina and The Diamonds - Blue

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