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Taverne ein'augen manticore [Taverna]

Re: Taverne ein'augen manticore [Taverna]

MensagemRepublica Checa [#180475] por Amelia Marcovici » 05 Out 2017, 19:39

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A conversa era bastante tediosa, aquilo era realmente necessário? Sem contar que a pronúncia de meu nome sempre era feita de maneira incorreta, mas eu estava sendo obrigada a sustentar aquele falso sorriso cordial, principalmente nos momentos que o homem me encarava. Fazer a simpática não era meu forte, porém se fazia necessário. Ingeria a bebida com goles comedidos, como manda a educação, mas meus olhos estavam focados em outro plano, sempre observando o fantasma de Evangeline, escutando a conversa muito de longe. O que ela faz aqui? Por que está mais insistente nos últimos dias? Nada mudou em minha vida, não existe alguma necessidade para assombrar cada vez mais. - Pois não? - Questiono quando, novamente, Dragos pronuncia “Amêliê no lugar de “Amília”. - Pois bem, estudei em Durmstrung por todo meu período escolar, por ser uma tradição da minha família adotiva. - Sorrio e tomo outro gole da bebida logo em seguida.

Eis que uma voz, um pouco trepidante, sussurra por perto. Não é algo do nosso plano, disso estou convicta. Olhando com um pouco mais de atenção para o ministerial, quase posso ver uma forma por perto. Por um momento me ocorre que o local está infestado, mas não podia sentir mais nada. Talvez o álcool já estivesse fazendo um efeito inibidor. Talvez seja melhor ignorar, não estou aqui para incomodar as entidades. - Não senhor, não tenho pretensão alguma ou vi alguma coisa, nem mesmo ouvi. - Era uma verdade, os espíritos estavam calados quando àquele caso. - Me candidatei pelo simples desejo de poder cumprir o meu dever cívico, Senhor Dragos e nada além disso. - O que também era verdade. Fazer as coisas com segundas intenções ou “a trabalho” estava me saturando.

A curiosidade porém, me pega novamente. De quem era aquela voz? Eu reconheceria se fosse de Evangeline, mas não teria motivo para ela falar com Dragos, alertá-lo que alguém poderia ouví-lo? Ouvir seus pensamentos? Talvez alguém do bar, até mesmo a mulher conosco fosse telepata, mas isso não é minha competência no momento. A conversa continuava a se arrastar, quando o garçom vem até nós novamente e acaba deixando as bebidas caírem sobre nós. Com as mão sobre as pernas, cerro os punhos e rolo os olhos, ciente de que estava sendo observada, então respiro fundo e projeto o último fio de simpatia que me restava. - Tudo bem, não foi nada. Se me dão licença, vou ao toalete. - Digo e levanto, carregando a bolsa comigo até o local mencionado.

O vestido estava molhado, mas o estrago não era grande, não mancharia ou algo assim. Poderia usar magia para minimizar ainda mais o problema, mas me ocorre que talvez não seja muito prudente, tendo em vista a situação que estamos, então retiro as luvas e com algumas folhas de papel, me coloco a secar o vestido, ou ao menos tirar um pouco do excesso. Aproveito o espelho e retoco a maquiagem. Torno a pegar as luvas e saio do banheiro calçando-as, terminando de enfiar a segunda e última já na mesa.


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Re: Taverne ein'augen manticore [Taverna]

MensagemReino Unido [#180675] por Zoey Bloom » 13 Out 2017, 07:17

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- O Ministério faz com que todos se conheçam, mas, quando algo importante acontece, percebemos que ele também as separa. - Respondi educadamente, me ajeitando na cadeira e então olhando para as bebidas dispostas sobre a mesa, o que me fez querer gargalhar. Aquilo era um teste ou realmente não sabiam sobre minha vida fora do Ministério? Pensei por alguns segundos em qual seria a intenção do homem, controlando meu querido dom e, então, recusando o álcool oferecido. Existiam alguns motivos para minha negação e não apenas porque sabia que a bebida alcoólica poderia alterar minha performance, mas também porque possuía dois filhos pequenos, que ainda amamentavam, de modo que, vamos evitar problemas. Se aquilo fosse, de alguma maneira, um teste, Dragos precisaria mudar de estratégia bem rapidamente, porque não daria certo. Nota mental: agradecer a Leon pela discrição e também resolução de alguns problemas menores.

Ao que parecia, não seria uma conversa reservada com o responsável por selecionar os membros que participariam do júri, já que outra mulher apareceu um pouco após minha chegada, fazendo com que uma sobrancelha se levantasse. Marcovici. O nome não era familiar, então possivelmente não era alguém importante ou de uma família principal, de modo que não havia motivos para perder meu tempo com ela. Quem sabe, se essa mulher se mostrasse interessante, pudesse até me divertir um pouco mais, porém, enquanto isso, era melhor manter meu foco com quem realmente importava. Eu apenas estendi a mão para a ultima a chegar, abrindo um dos meus melhores sorrisos, trazendo o calor que não existia em meus olhos cinzentos. Aquilo seria algo bem divertido, ao que parecia, principalmente porque a mulher parecia querer adivinhar as coisas. Péssima ideia, colega.

O tempo em que passei ali, na presença dos mais velhos, me fizeram perceber alguns detalhes importantes, por começar, que a mulher que também era testada, não passava de uma mestiça. Argh! Por que esse povo ainda faz questão de misturar as coisas? Ela poderia ser uma mulher extraordinária ou possuir as melhores qualidades mágicas, mas sempre seria uma mestiça! Quando finalmente falei sobre minha vida, deixei de lado alguns detalhes importantes, como meus filhos ou meu envolvimento passado. Uma coisa que aprendi e muito bem com meu pai: foque no que importa, detalhes desnecessários só a fazem perder o foco. Naquele instante, meu foco era tentar ler o entrevistador, não utilizando meu dom (que era segredo de todos ali e também do Ministério da Magia), mas por pequenas brechas que o homem dava, como por exemplo, não ser tão assertivo quando ingere bebida alcoólica. Grave erro, meu caro.

Ouvia atentamente as perguntas direcionadas para a mulher e sorria de forma tímida, percebendo que existia coisas além das que aconteciam ali. Mantive minha telepatia controlada, de modo que ninguém pudesse me 'ler' e acabei ficando surpresa quando Dragos informou que a mulher era Clarividente. Aquele povo ali não sabia as consequências de falar abertamente sobre pontos tão importantes e delicados? Girei os olhos, tomando o cuidado para que ninguém notasse e me sentei ereta, segundos antes de ter virado o ponto de atenção do único homem daquela mesa. Em meus lábios, um sorriso malicioso existia, de modo que com o contraste de meus olhos, tornava uma pessoa perigosa. - Estou no Ministério há pelo menos, quatro anos... Passei por muitos cargos e depois, por motivos pessoais, me afastei. - Respondi a primeira pergunta, passando a língua por meus lábios, e jogando o cabelo para trás. Esperava por uma pergunta quando aquela sobre os trouxas, principalmente por conta do ultimo problema que tivemos com a Espanha. - Se eles não nos colocarem em exposição e não tentarem nos manter como 'brinquedinhos', não há com o que se preocupar. - Sabia que minhas palavras eram fortes, assim como isso poderia soar um pouco mais ofensivo na presença de uma mestiça, mas não me importava. Minha posição era algo único e ninguém poderia mudar, independente do que acontecesse.

- Muitos cargos importantes no mundo trouxa são de bruxos, o que facilita em momentos de crise ou atentados, porém, entendo que são... do mesmo patamar, para conter algo mais grave. Desde que os trouxas entendam e fiquem em seus determinados lugares, é possível trabalhar facilmente. - Apontei para Marcovici e depois cruzeis os braços sobre o peito. - A posição do Ministério é algo que abrange muito mais do que a opinião de seus embaixadores, afinal de contas, representamos os interesses dos países e pessoas que controlam (ou deveriam) populações. Desde que todos os lados trabalhem corretamente, para o bem maior, nada seria impossível. - Sim, eu falei muito e basicamente, segurei minha real opinião sobre os trouxas. Naquele tipo de situação, quem soubesse trabalhar melhor as palavras, se sairia bem e, como ficou claro, eu sabia bem o que fazer e falar. Por mais que minha vontade fosse de ler os pensamentos de Dragos, não o fiz, pois sentia alguma energia diferente ali, o que me deixava mais atenta.

Nos segundos que se seguiram, nada demais aconteceu, porém, quando o garçom retornou com as bebidas, sua mente gritava o que aconteceria. Meus olhos foram rapidamente de Nicolae para o homem, enquanto sacava minha varinha e via todo o teatro acontecer bem na minha frente. Um, dois copos e lá estava o terceiro começando a cair na direção das duas mulheres que realmente estavam sendo testadas. Estava pronta para retardar o copo caindo, mas percebi que seria um erro, o que fez minha ideia mudar. Deixei que o liquido caísse em cima de minhas vestes, encharcando um pedaço do vestido enquanto segurava a gargalhada que se formava. Claro que o medo do garçom era real, afinal de contas, ele poderia perder seu emprego, porém, o que despertou minha curiosidade, foi a reação de Dragos. - Compreendo que servir três pessoas tão importantes possa lhe trazer insegurança, mas não há motivos para tal. Somos pessoas normais, conversando tranquilamente e aproveitando algumas bebidas. Faça apenas o seu melhor. - Minhas palavras soram altas e confiantes, de modo que mantive meus olhos presos no garçom, que se desculpava pela centésima vez, enquanto tentava limpar a bagunça causada. Amelia pareceu não entender que tudo aquilo fora criado propositalmente e, antes de qualquer coisa, se levantou, indo até o banheiro.

- Limpar! - Conjurei a magia, apontando minha varinha na direção do vestido e vendo com que a mancha que se formava, começava a sumir. - Traga um suco de morango com maracujá pra mim, e esquecemos que tudo isso aconteceu, okay? - Pedi para o garçom, cruzando as pernas e guardando a varinha novamente, olhando para Dragos com um sorriso confiante e bem irritante nos lábios. - O que mais precisamos conversar? Agora que Amelia saiu, sei que há bem mais do que apenas essas perguntas... Vamos, não tenho o que esconder.. - Afinal de contas, você sequer conseguiu esconder seu plano. Completei mentalmente, levantando uma sobrancelha.
Feitiço: Limpar[dificuldade: 1];
Descrição: Limpa a sujeira.

Itens Utilizados:

  • Varinha de Ameixeira, 24cm, Corda de Coração de Dragão, Rígida

    Usou um Varinha de Ameixeira, 24cm, Corda de Coração de Dragão, Rígida.

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Re: Taverne ein'augen manticore [Taverna]

MensagemEstados Unidos [#180898] por Eden Phoenix » 22 Out 2017, 17:16

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Beber, cair...
_________________________________

LEVANTAR!
Parte II


Abri um sorriso lento, travesso, daqueles que carregam consigo a esperteza e diversão de qualquer garoto. Era quase como um charme infantil, que encantava a maior parte das mulheres e, bem, eu sabia daquilo. –É claro... – Afinal de contas, que melhor remédio para ressaca do que continuar bêbado? –Quem sabe se não vou? Às vezes eu posso usar essa fato a meu favor, usar ele em algum momento mais propício...– A chantagem, afinal de contas, era uma boa arma, senão uma das melhores. “Inclusive estou preso a uma dessas...” Refleti, sacudindo brevemente a cabeça antes de focar os olhos na morena, permitindo que meus olhos se deliciassem na tonalidade daquela pele, em especial na região do decote com o movimento da garota de Barbados ao colocar o óculos ali.

Era realmente a cor do pecado, não é mesmo? Do desejo... Por vezes me via imaginando o gosto da garota em meus lábios, de como seria a maciez de sua pele ou o cheiro de seus cabelos contra as minhas narinas. – Hum...– Me perdi brevemente, em meio a palavras e toques. As provocações, as vezes, levavam o melhor de mim, mesmo com toda a minha experiência... porque, como já diziam as músicas, garotos não resistem aos teus mistérios, garotos nunca dizem não... no final das contas, perto de Robyn, eu não me sentia mais do que um adolescente comandado por hormônios. As mulheres tinham esses efeitos em nós, nos cativavam com cada movimento, cada olhar enigmático.

- Talvez eu possa...– Comentei, lentamente desviando meus olhos da mão pousada em meu joelho para a garota, absorvendo cada centímetro de pele a mostra, deliciando-me com a visão. –Lhe conceder esse desejo. – Conclui a breve frase, abrindo outro de meus sorrisos ante a pergunta. – Talvez eu tenha, quem sabe o que tenho nos bolsos, não é mesmo? – Falava de maneira leviana, embora deveras interessado no assunto. – Muito embora um cinto faça maravilhas... – Provoquei, sentindo no peito o coração bater com força em resposta as provocações. Estava arrepiado e, ouso dizer, desejava que a mão continuasse seu trajeto. “Não aqui, não agora...” Lembrei-me, voltando a relaxar uma vez que a garota se afastara, com um suspiro breve.

Bebericava a bebida lentamente, seguindo-a naquele movimento, muito embora minha vontade fosse de ter virado o shot de uma vez. Algo em todo seu mistério me incitava a curiosidade, assim como as olhadelas que a garota dava em direção ao relógio. Virei por fim o copo, erguendo as sobrancelhas na direção da moça. –Uma pessoa? – Questionei, franzindo a testa. – Você não me disse que tinha chamado alguém... – Na voz a curiosidade se tornava explicita, tanto quanto a surpresa presente em meus olhos e, quem sabe, um que de dúvida. Estaria ela brincando de Cupido com a minha pessoa? Não seria a primeira vez que algo do gênero acontecia, pra falar a verdade.

-E quem você chamou?– Indaguei, olhando ao redor como se procurando alguém que estivesse, também, buscando alguém em meio à multidão. Meu movimento, no entanto, fora em vão, já que o rapaz logo se aproximava da enfermeira, beijando-lhe o pescoço. Admito ter sentindo uma pontada de ciúmes, muito embora aquilo não me fosse um sentimento ruim, nem mesmo de possessividade. Era mais como alguma espécie de inveja, como se me sentisse excluído e quisesse participar. Permiti-me avaliar o garoto por um instante, por olhos estreitos e basicamente fendidos, como os de um gato. Por vezes não controlava a pantera em meu interior, tinha nuances dela, particularidades do felino que vinham à tona em momentos curiosos.

-Prazer, James.– Cumprimentei com uma cordialidade ameaçadora, eu o estudava tal como o mesmo fazia comigo. Avaliava meu oponente, decidindo se era de fato um inimigo ou aliado. Estiquei a mão, apertando a do rapaz, quase me desequilibrando ante o abraço repentino. Senti meu coração acelerando, os pelos na nuca se eriçando em um arrepio que me atacara o corpo diante da respiração do moreno junto de meu pescoço. O afastar de corpos viera com um frio desnecessário, como se meu corpo ansiasse por mais alguns instantes de proximidade. Assenti, levantando-me direito do banco alto. – É uma boa ideia... – A distração agora tomava conta de meu ser, enquanto eu tentava descobrir que gama de sentimentos deveria sentir agora.

-Robyn?– Ofereci a mão a ela para que descesse da cadeira, internamente me engajando em um jogo com James. Era inevitável, eu gostava de jogos, de me provar o tempo todo, de fazer com que os outros se esforçassem para fazer melhor. Aquilo me divertia, acabava com a mesmice entre outras coisas. – Ali tem um bom lugar. – Indiquei, acompanhando a ambos em direção à uma mesas destas colocadas no centro de um círculo formado por um banco coletivo acolchoado. Tão logo me sentava, chamava o garçom novamente a nosso encontro. – Traga a garrafa de Tequila, por favor... whisky com gelo e coca-cola e uma porção de batata-frita. Robyn? – Deixei que ela pedisse o que desejasse, virando-me para o rapaz enquanto ela fazia o pedido.

-Então... James, não é? – Relaxei o corpo contra o sofá, novamente estudando o rapaz. Ele era mais jovem que eu, por alguns anos, e mais alto também. Percebi isso enquanto caminhava ao lado deles, a diferença não era grande, poucos centímetros, mas – mesmo assim – estava presente. – Conhece Robyn a muito tempo? – Não era ciúmes, eu juro, era só um meio de arrumar uma conversa, um assunto em familiar, e o que melhor do que a menina cor de jambo em nossa presença? –Ela te enfeitiçou também, é?– Provoquei, neste momento encarando os olhos da mulher com certa diversão. –Ela tem essa capacidade com qualquer um...– Assim como a capacidade de infligir o desejo a qualquer mente despreparada.

Voltei a atenção ao rapaz, focando as orbes nas do mesmo, como se o desafiasse e de fato o fazia. – Sendo amigo de Rob, tenho impressão de que não é uma pessoa com mente fechada... – É claro que eu compartilhava dos pensamentos de Robyn, assim como – muito provavelmente – os do rapaz também. Não iria dormir tão cedo naquela noite, disso tinha certeza. – Você é bonito...– Não tinha motivos para firulas, jogos de palavras. Com garotos sempre era possível agir de um modo mais direto, - Tem quantos anos? – Era uma parte importante para traçar o resto da noite. Eu era correto demais para desvirtuar qualquer ‘criança’, entenda-se aí como qualquer alma com menos de 19 anos. Sim, eu não contava sequer a galera do 18.


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Re: Taverne ein'augen manticore [Taverna]

MensagemBarbados [#181512] por Robyn Allen Dreschler » 27 Nov 2017, 11:30

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    Percorria os olhos entre ambos analisando cada gesto, tom de voz, olhares trocados entre eles nos poucos minutos de conversa, estreitando os olhos na direção dos rapazes ali e mordiscando levemente os lábios com um sorriso travesso no rosto contente com o ‘acerto’. No fundo adorava analisar minuciosamente as pessoas fazendo disso um jogo próprio, mas era justamente desta forma que costumava conhecer e separar as pessoas em meu circulo de amizades que em resumo era composto na maioria por pessoas que seguissem o mesmo ritmo de vida que o meu ou caso contrário bem capaz de acabar não sendo nada duradouro.

    Por fim virei todo conteúdo restante do copo que bebericava, agora livre para realmente começar a festinha, ou pelo menos esperava que terminasse em uma. Estendendo a mão para aceitar a que me fora oferecida por Eden, encarando-o e praticamente dando um “pulinho” do banco para segurar em seguida a mão de James e literalmente desfilar puxando ambos para uma mesa ao fundo do bar e confesso que em meu interior sentia-me poderosíssima naquela cena a cada olhar de surpresa que voltava-se em nossa direção, literalmente ostentando meus troféis. Não que James ou Eden merecessem ser tratados como algum tipo de objeto, mas convenhamos quem não gostaria de ter aqueles dois para sí ainda mais juntos? Pois é, este eram meus planos e não ficaria feliz se não acabasse daquela forma.

    Fiz questão de indicar o assento ao cavalheiro que me estendera a mão antes que o mesmo tomasse tal liberdade, unicamente na intenção de que Ed fosse o primeiro a sentar para poder escolher bem o lado oposto ao que James sentaria, deixando Ed no meio. – Vou continuar apenas na tequila.- Bastava as lembranças da noite anterior para recordar vividamente o exagero de misturar bebidas. E assim que a conversa entre os rapazes voltara ao foco, debrucei levemente o corpo contra o de Ed apoiando ambas as mãos sobre um dos ombros deste, encarando-o com um sorrisinho e desviando os olhos para James que parecia mais bem penteado do que todas as vezes que o vira antes. – Já tem tudo isso?- Pisquei algumas vezes contando mentalmente o tempo que havia conhecido o rapaz, antes de voltar os olhos para Eden sustentando um sorriso travesso no rosto.

    – Qualquer um não, meu querido. Não é qualquer homem que satisfaz minhas exigências, só coleciono os melhores.- Inflei o peito antes de responder gesticulando com a mão antes de lançar uma piscadela para ambos ali e delicadamente me aproximar ainda mais de Eden praticamente forçando o rapaz ir para o lado, repetindo o ato algumas vezes até que quase espremesse o mesmo contra James.“Mente fechada”. Ergui de forma curiosa as sobrancelhas voltando-me a James esperando pela resposta do mesmo diante da pergunta e elogio nada discretos, aliais pra que discrição se ninguém mais nos ouvia? E mesmo que ouvissem, fod*-se, éramos adultos e livres.

    – Own, quase um bebê não é?- Levei a mão ao rosto de James apertando-lhe a bochecha antes de voltar a me recostar contra o ombro de Ed deslizando a mão de forma discreta entorno da cintura do rapaz, acariciando de leve o tecido até conseguir levantar a peça deixando propositalmente a pele exposta e cravando levemente as unhas ali me deliciando em provocar James que apenas acompanhava tal cena. Rindo em seguida diante da reclamação de Eden. - Exagerado, isso não incomoda tanto assim. Já fiz pior e você nunca reclamou.- Havia um leve tom de afronta em minha voz e um sorriso malicioso em meus lábios enquanto mantinha firme as órbes verdes fixas em Ed. Tomando em mãos o copo que era servido pelo garçom no exato instante, bebericando um gole novamente. Porém é óbvio que se tivesse reclamado como o fazia naquele momento ignoraria completamente ou se quer absorveria tal coisa e na certa voltaria a pentelhar o rapaz.- James também não reclama tanto.- Dei de ombros virando o restante do conteúdo do copo em um gole, por fim deixando os dois no vácuo com aquelas informações para servir mais um pouco da garrafa que havia sido deixada sobre a mesa.
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Re: Taverne ein'augen manticore [Taverna]

MensagemInglaterra [#182986] por Aaron Denvers » 18 Fev 2018, 15:02

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– O Outro o observava com vivo interesse, mas Aaron notou que algo não estava normal nele, suas ações, o modo como olhava até mesmo para Maya... Era diferente, algo que não amenizava o terror crescente no interior de Denvers. – Está tudo bem, poderia me entregar aquele frasco que esta na minha mesa? – Apontou para uma poção pequena, invenção de seu pai para ajudar a conter aquela maldição, uma defesa que a muito tempo mostrou-se forte, mas que o auror sabia não ser totalmente eficaz, ele precisava recuperar o anel, apenas não sabia nem por onde começar a procurar pelos ladrões. – Obrigado. – Apanhou o pequeno frasco e depois retirou a rolha, bebendo tudo de uma vez, o gosto era ruim, porem com os anos, ele já estava mais do que acostumado. O efeito for imediato, sentiu um pouco de vertigem, a visão embaçando e depois um alivio interno. – Esse soro me ajuda a conte-lo, meu pai o inventou para me ajudar... Mas não se preocupe, já estou melhor... Já estou enxergando melhor. – Sorriu e depois apanhou a jaqueta, ainda estava faminto e tinha que comer algo.

Quando deixaram a sala para trás, Aaron certificou-se de tranca-la bem com feitiços de proteção e depois seguiram em direção ao elevador. – Eu to ferrado, Maya. – Comentou assim que a parceira apertou o botão que dava para o pátio onde ficavam as lareiras. – Estou evitando ficar em casa desde que me roubaram o anel dos Vladislav, essa é a única forma que encontrei para proteger minha família. – Suspirou triste, mas forçando um sorriso. Quando chegaram ao pátio, perceberam que o expediente já havia acabado, poucos estavam por ali fazendo algum trabalho extra. – Estou tentando encontrar alguma saída para isso, porem confesso que investigação não é meu forte, procurei pistas, conversei com comerciantes de artefatos das trevas, andei disfarçado pela travessa do tranco e também em outros pontos de venda do comercio negro... Ninguém sabe de nada. – Aquele sem duvidas era o pior momento de sua vida desde Azkaban, ele jamais pensou que entraria em uma situação a qual estivesse de mãos atadas novamente e era o que estava sentindo nos últimos meses.

Após alguns minutos de caminhada, decidiram ir até a Taverne ein’augen Manticore, local onde ambos costumavam ir para beber ou comer algo juntos, mas já tinha um certo tempo desde a ultima vez que foram ao estabelecimento. – Um cozido de carne, por favor. – Pediu após seguirem para uma mesa mais ao fundo, onde a iluminação proporcionava uma penumbra agradável, evitando que chamassem muita atenção.

Aaron retirou a jaqueta e observou ao redor e como sempre, a taverna estava bem movimentada naquele horário. – Eu andei pesquisando sobre algumas poções bem antigas que tinham propriedades bem poderosas, mas veja, existem ingredientes que não existem mais. – Fez uma pausa quando um garçom veio e trouxe o pedido dos dois. Aaron aguardou até que o mesmo se afastasse e depois curvou um pouco o corpo sobre a mesa, baixando o tom de voz para que apenas Maya o escutasse. – Muitos animais mágicos já foram extintos, criaturas poderosas que viviam na terra desde os primórdios... Porem com as caçadas, acabaram desaparecendo... Mas veja bem, eu ouvi falar de um homem na asia que possui uma coleção de ingredientes antigos, que hoje não se encontra nem mesmo no mercado negro. – Sorriu animado, retirando do bolso da calça um papel desses que os trouxas utilizam para fazer anotações. – Acho que posso retirar a maldição permanentemente, Maya... Anotei aqui algumas formulas, ainda não cheguei nem na metade, mas sei que precisarei de dois ingredientes que provem de animais mágicos que foram extintos e talvez... Repito, talvez esse homem tenha em seu poder o que preciso. – E voltou a posição normal na cadeira, apanhando uma colher para servir a si mesmo daquele cozido que estava cheirando muito bem. –
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