Dados Básicos do Fórum:

Na Zonko's não citamos nenhum dos personagens dos livros ou filmes. Vivemos no mundo mágico, mas nem Harry Potter, Voldemort, Dumbledore, Comensais da Morte e etc. existiram em nosso mundo, com isso você não pode usar nenhum sobrenome dos personagens dos filmes ou livros. O fórum encontra-se nos dias atuais, no ano de 2013 d.c. e as condições climáticas variam de dia para dia e de tópico para tópico, conforme você poderá observar. O nosso período letivo dura oito meses contando com as férias. Nossos adultos recebem por dia de presença e seus tópicos em ON lhe renderão pontos e goldens (nossa moeda). Você nunca poderá interpretar a ação de outro personagem (salvo com autorização), mas poderá interpretar livremente o seu personagem (seja sempre coerente), lembrando que toda ação possui uma reação. A capital do Mundo mágico está localizada em Vaduz, Liechtenstein.

Últimas publicações do Livro Vermelho:

Título Autor Visitas Data
É LUFA - LUFA!! Venus F. Rossa 105 08/09/2018 às 21:24:13
Indo para Hogwarts! Venus F. Rossa 56 08/09/2018 às 21:20:17
A súcubo do Apocalipse Lilith Ambrew 56 08/09/2018 às 12:11:11
Fênix de Odin Lilith Ambrew 114 28/08/2018 às 01:09:34
INTRODUÇÃO Lilith Ambrew 79 28/08/2018 às 01:06:15

Central de Ajuda Zonko's:



Entre em contato por: [email protected]

Taverne ein'augen manticore [Taverna]

Re: Taverne ein'augen manticore [Taverna]

MensagemIrlanda [#174290] por Petter Alix Mecklemburgo » 03 Fev 2017, 11:08

  • 17 Pts.
  • 8 Pts.
  • 135 Pts.
    - Não! Socorro! Socorro!– Os gritos irritantes ecoavam pelos lábios da carne.– Monstro!– Olhava para trás reparando na quantidade de homens que se aglomeravam. Respirava ofegante com as lufadas de ar saindo pelas presas ensanguentadas. – Peguem ele!– As carnes se aproximaram. O chão ergueu-se, levantei-me sobre duas patas deixando claro que não seria intimidado por eles. Eles não recuaram... Voltei o corpo e preparei um salto mortal. Algumas coisas tentavam cutucar meu pelo. Vociferei contra as mãos armadas arrancando-lhe pedaços de carne... Lua... Tão bela Lua... Deixe-me presentear-me com minha oferenda. O uivo atravessava minhas presas e cantavam para a lua.

    - Está bem rapaz... – A voz cortara o terror. Meu corpo estava erguido, suado, cansado e a única coisa que podia ver ao redor era meu pai na cama me contendo... Mais uma vez. – Desculpa. – Respirei profundo e levei minhas mãos à testa retirando o suor e ajeitando o cabelo bagunçado para trás. “Foi apenas um pesadelo, só um pesadelo”. Pensava comigo mesmo enquanto Mitchell dava um tapa no meu ombro.– Você não é mais isso, usa a poção, se cuida... Jamais olhe pra trás Petter. Não devemos permitir que o passado nos assombre, nos destrua. Jamais para trás, sempre para frente... Lembre-se disso.– Dera um enorme sorriso maroto. Eles eram pacientes comigo, eram calmos e não me temiam pelo fato de habitar um monstro em mim. Tentava à todo instante esquecer o que fizera no começo, mas o perdão que merecia, parecia mais impossível de ganhar do que tudo no mundo... Eu quem deveria me perdoar. Portanto, esse perdão jamais chegaria.

    Na manhã seguinte, pela quinta vez cruzei as lareiras do ministério atrás do quarto andar, os conselhos de fazer o registro de lobisomem não paravam e a única pessoa que não se importava com isso, era meu pai. Os demais estavam sendo um pé no saco e, se Richards soubesse, ele certamente teria calma comigo também. A cada passo que dava dentro daquela espelunca sentia meus instintos aflorarem como se estivesse em um lugar completamente hostil. Podia sentir que todo o trabalho que tive com Shiran estava quase sendo jogado fora. “Que merda você se meteu?”. Meu interior novamente hesitava em estar naquele lugar. Observei ao redor cada barulho de sapato no chão, cada lufada de ar que que as pessoas respiravam ali. Chegava a ser estranho aquele padrão de vestimentas e formalidade. Adentrei no elevador. – Quarto andar por favor. – Apenas tinha uma mulher dentre vários homens. Abri um largo sorriso cortês e acomodei ao seu lado.– Licença.– O elevador fechou e seguiu seu caminho.

    Por alguns segundos, o perfume feminino acertava minhas narinas de forma apetitosa. Cocei a garganta baixinho eliminando o cheiro e minha mente. Não era a primeira vez que sentia aquele perfume por perto, das diversas vezes que o notava, acabava no terceiro andar... Mantive-me quieto até ver a garota sair em seu terceiro andar. O elevador fechou, subiu e logo abriu suas portas chegando ao meu destino. Atravessei sua entrada e atentei-me ao redor. As salas, os gabinetes... Os registros... – Er...– Minha língua travou. Embolou dentro da minha boca de forma que percebia as bochechas coradas. Cocei minha nuca com a mão esquerda. Era a quinta vez tentando entrar no nível quatro. Na primeira vez, mal cheguei no térreo e recuei. Na segunda, cheguei a me informar quanto as regras e todas as frescuras, mas fui embora. Na terceira, não passei do elevador. Na quarta, uma funcionária me viu e praticamente fugi. E... Agora, tentava dizer para a moça que estava ali atrás de fazer o registro. Respirei profundo. – Você está bem?– A voz feminina trouxera-me para o presente ignorando meu estado intrapessoal perceptivo. – Desculpa, andar errado...– Recuei alguns passos com um sorriso sem graça e saí dali.

    p*** que me pariu! Apressei os passos para fora daquela toca sombria que me fazia ter os sentidos aranhas pulsarem que nem louco.– Idiota!– Sentia-me irado por não conseguir ir adiante. Um guerreiro espirituoso com medo de fazer registros. Com medo de ser pau mandado de um Ministério, de ter sua vida registrada ali, de ser testado pelos funcionários e no meio do teste perder o controle – como se não existisse acônito -, sair matando todo mundo, ser preso e condenado. Pânico. Definitivamente não conseguia entrar no quarto andar sozinho. Segui ruas à baixo até entrar na taberna. Retirei o terno, segui o cheiro do perfume anterior e me aproximei por instinto, sentei-me à cadeira. – Cerveja amanteigada, por favor.– Pedi ao balconista e rapidamente entornei um gole rápido da caneca umedecendo minha garganta. Respirei profundo soltando o terno entre meu colo e fiquei observando o líquido amarelado da caneca transparente entre minhas mãos no balcão.

    Não entendia o porquê que todas as vezes que entrava no Ministério me sentia mal. Abaixei um pouco meu corpo sobre o balcão a inclinei suavemente o rosto para o lado em que a dona do perfume estava. Era de certa forma, tranquilizante.

Desculpe, não revisado e ainda me adaptando

Imagem
Petter Alix Mecklemburgo
Special Mundo Mágico
Avatar do usuário
Andre Hamann
 
Reg.: 31 de Jan de 2017
Últ.: 08 de Sep de 2018
  • Mensagens: 30
  • Nível:
  • Raça: Lobisomen
  • Sexo: Macho

Rolagem dos Dados:
  • 17 Pts.
  • 8 Pts.
  • 135 Pts.

Postado Por: Nannnnnnn.


Re: Taverne ein'augen manticore [Taverna]

MensagemInglaterra [#174293] por Paige Dempsey » 03 Fev 2017, 13:09

  • 5 Pts.
  • 16 Pts.
  • 140 Pts.
I don’t know why I feel bad Who You?
Who? – Parte I


O estágio no ministério me revelou duas coisas. Começar a ver o mundo real, a reparar no quanto as pessoas são infelizes, podres, sem consideração, sem gratidão, sem pensar no próximo me fez estranhamente calma e feliz. Feliz por perceber que eu não sou a única que perdeu a fé na humanidade, que não acredita em um mundo rosa e cheio de gliter como a senhorita La Valliére Obliviadora. Percebi que sou mais normal e comum do que imaginava. Que a vida de adolescente normal é que é estranha e diferente. Que eu já deveria ter saído da escola, mas que os muros que rodeiam o castelo tanto me prende como me protege e conforta. Eu que tanto temia sair, terminar, que me sentia fraca e incapaz de viver sozinha ou pior de ter que voltar a viver com uma família imprestável e doente. Sentia o rumo de minha vida quebrado, o leme de meu barco preso a uma única direção, ao fundo do poço. Mas bom. Ver como a realidade é me trouxe a primeira revelação. Eu não sou tão estranha e diferente do resto do mundo assim como pensei.

A segunda revelação foi algo mais incrível e inacreditável. Eu era exatamente como qualquer adolescente idiota, bom isso eu já sabia que era idiota e suscetível a sentimentos chulos de seres humanos, mas os sentir de fato foi uma grande surpresa. Eu por algum motivo obscuro, me sentia curiosa sobre alguém. Talvez a expressão de medo que ele emanava no elevador fosse o suficiente para expressar o quanto seu interior parecia ser confuso e sombrio, ou talvez eu apenas buscasse em um novo alguém traços de um passado complicado como o meu. Suspirei quando a porta abriu em meu andar e sem olhar para trás sai.

O barulho de meus sapatos pela pedra do corredor produzia um ritmo constante que embalava meus pensamentos. Naquele dia em especial eu não faria mais nada no departamento, aliás minhas horas de estágio já tinham sido cumpridas naquela semana, Voltei ali, apenas para entregar meu relatório semanal, não me demorando mais que cinco minutos por ali. Voltei ao elevador e meus olhos instintivamente buscaram um rosto em especifico. Eu podia jurar que ele estava me seguindo, me stalkeando ou seria muita coincidência as quatro semanas em que eu comecei a estagiar, ele sempre estar no elevador na hora em que eu estava. Mas não, era só minha impressão. Suspirei. – Leon nessas horas não parece existir...

Sai do prédio com essa segunda revelação martelando minha mente. Leon não mais é presente em minha mente. Era um pouco assustador e libertador. Mas, o que isso de fato significava? Sacodi a cabeça forte espantando meus devaneios e decidi aproveitar o restinho de liberdade fora da escola. Outra vantagem de se fazer estágio, era poder sair uma vez por semana do castelo e passear pelas ruas e... Entrei sem perceber na barulhenta taverna, sem conhecer ninguém e estando sozinha fui direto a um canto livre no balcão. Sentei-me e nada pedi apenas observei os líquidos coloridos e fumegantes dos copos alheios. Algum tempo depois em minha frente um copo baixo e quadrado com um liquido âmbar e duas pedras de gelo. – Praskoveyskoe? – O homem que permanecia a minha frente sorriu. – Você não é jovem demais para já reconhecer o gosto apenas com um pequeno gole? – Olhei indiferente a ele ponderando se valia a pena responder ou não. Por fim suspirei, tinha prometido não mais ser anti social, mas interagir com estranhos era realmente difícil. – Não quando seu irmão gêmeo é viciado nesse whisky.- O homem sorriu mais largamente e foi atender um novo pedido. Eu por outro lado me concentrei na pessoa ao meu lado.

De longe poderiam jurar que éramos amigos saindo do trabalho, eu trajava minhas saias de pregas negras, e blusa social branca, componentes do uniforme escolar, mas para não ser identificada como aluna, tirei a gravata azul e o broche de águia que normalmente pendurava em meu bolso. Mantinha as mangas compridas abotoadas mas por um puro ato de rebeldíssimos o primeiro botão de minha gola estava solto. Ele está me olhando? Prestava atenção no gelo flutuando em meu copo enquanto observava-o com minha visão periférica. Senti um leve nervosismo, não sabia o que fazer. Por que ele estava me olhando? Respirei fundo e sorvi mais um gole da bebida. Ele me conhece? Como eu não o conheço? Que sensação irritante e agoniante é ter alguém te observando. Mas por que eu ainda não o confrontei? Por que eu ainda não o olhei feio e impus meu muro de solidão como normalmente faço. Bebi um terceiro gole e estranhamente esse e apenas esse, desceu queimando garganta abaixo. Movi lentamente os olhos em sua direção, sem virar o rosto mas não era o suficiente para vê-lo por completo. Respirei normalmente antes de finalmente abrir a boca. – Por que você está me seguindo? – Bebi outro gole e esse também queimou minha garganta. O que me surpreendeu, olhei ao liquido e empurrei o copo, eu nunca fui de beber como Aaron. Respirei fundo e só então me mexi, sentando-me de lado no banco ficando de frente a ele. Quem era ele? Que estava me seguindo, que fazia eu ficar assim? Com um misto de desconforto e inquietação? – Quem é você?
Imagem


Spoiler: Mostrar
Quando eu olhei, você estava ali...
Imagem
...e quando sorriu para mim, um raio de sol brilhou!
Paige Dempsey
7° Ano Romanov
Avatar do usuário
Talvez os pessimistas estejam certos, desiludidos donos da razão!
 
Reg.: 23 de Feb de 2012
Últ.: 03 de Aug de 2018
  • Mensagens: 322
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 5 Pts.
  • 16 Pts.
  • 140 Pts.

Postado Por: Yanna.


Re: Taverne ein'augen manticore [Taverna]

MensagemIrlanda [#174294] por Petter Alix Mecklemburgo » 03 Fev 2017, 13:46

  • 19 Pts.
  • 11 Pts.
  • 102 Pts.
    A bebida umedecia cada célula do interior do meu corpo. Antigamente não notava a intensidade das coisas, mas depois quando você “aprimora” seus instintos, passa a perceber melhor tudo ao seu redor. Com a transformação, jurava que conseguia enxergar o mundo através dos sons, era incrível como aquilo funcionava. Eu via com os olhos e com os sentidos. Funcionava mais como um radar de um navio supersônico. Cada passo, cada respiração, se formavam imagens precisas do que elas significavam. Claro que isso acontecia mais quando estava com os olhos fechados e por isso, sentia que nada podia me pegar de surpresa.

    O cheiro inebriante terminara de acalmar minha fera interior fazendo com que não pensasse no peso de ter o sangue de inocentes em minhas mãos. Através do olfato, notei que estava em uma espécie de parque, altamente florido, com uma mulher ruiva ouvindo uma música em seu tormento de melancolia e dramatismo, enquanto estava deitado entre suas pernas. Não como homem, mas como fera, como uma fera calma e serena... Girei o copo sobre o balcão vendo o líquido amanteigado agitar-se levemente e logo parar. Era como estava. Uma hora estava agitado, outrora, calmo.

    Richards se orgulharia de ver-me “manso” igualmente quando sua esposa e seus filhos resolviam ajudar com meus instintos e carências. A filha de Richards era mais nova que eu e tínhamos nos afeiçoados. Jamais fui impedido de tocar em sua filha, mas ambos estávamos cientes de nossos sentimentos e intensões. Por isso me sentia bem com seu clã. Eles me acolheram e tiveram paciência. Isto lembrava-me os tempos de Hogwarts em que fizera parte do trote dos gatinhos e de poder ajudar alguns calouros.

    Ao longe a voz feminina dizia algo que hesitava em abrir os olhos. Será que estava falando comigo? O som de seu corpo movimento e de sua respiração criaram a imagem de uma mulher ao meu lado falando comigo. Em um breve suspiro abri os olhos e lentamente a encarei sem me afastar. – Oi?– Ergui a sobrancelha sem acreditar naquilo. A dona do cheiro tranquilizador estava falando comigo? Sua expressão finalmente me fizera cair na real quando notara sua postura nada simpática. Ergui minha cabeça e inclinei o corpo para o lado oposto.– Eu te seguindo? – Lancei uma pequena lufada voltando a bebericar o gole da cerveja. Desde quando perseguia donzelas loucas? Balancei a cabeça negativamente e voltei o copo sobre o balcão ainda a ouvindo.– Está louca é garota? Pra quê iria querer te seguir?– Indaguei perdendo completamente a postura de cãozinho dengoso.

    Ela era ruiva, tinha traços ingleses. Os ingleses são fáceis de identificar pelo seu temperamento e pelos seus traços rígidos. Definitivamente, ela não era a garota melancólica e dramática dos meus sonhos! – Acho que é você quem está me seguindo..– Pirragueei imediatamente lembrando que era ela a garota que encontrava no elevador e no Ministério. Estremeci. Ela era do ministério? O que diabos estava fazendo ali? Ela tinha me visto fugir? Será que sabiam do que tinha feito no passado? Estão querendo me prender? p*** que me pariu!

    Entornei um pouco mais da cerveja amanteigada. – Mais por favor.– Pedi ao atendente. Apoiei meus braços sobre o balcão enquanto minha bebida estava sendo preparada, inclinei o corpo para frente e em diagonal, próximo da garota e a encarei profundamente.– Quem é você?– Soltei em tom mais baixo para que apenas ela ouvisse o modo mais intimidador que estava lhe interrogando.



    ...Acho q eles se parecem em algo...
    Então,ele tem vida própria. Gostou, mas não conhece, -q. deixa rolar.
Imagem
Petter Alix Mecklemburgo
Special Mundo Mágico
Avatar do usuário
Andre Hamann
 
Reg.: 31 de Jan de 2017
Últ.: 08 de Sep de 2018
  • Mensagens: 30
  • Nível:
  • Raça: Lobisomen
  • Sexo: Macho

Rolagem dos Dados:
  • 19 Pts.
  • 11 Pts.
  • 102 Pts.

Postado Por: Nannnnnnn.


Re: Taverne ein'augen manticore [Taverna]

MensagemInglaterra [#174457] por Paige Dempsey » 09 Fev 2017, 11:21

  • 19 Pts.
  • 11 Pts.
  • 39 Pts.
I don’t know why I feel bad Who You?
Who? – Parte II


O jeito que ele me olhou indiferente, erguendo uma sobrancelha gritando em suas expressões o quanto incompreensível era aquela situação para ele em que era questionada por uma completa estranha. Foi ai que eu parei de falar. Me calei diante daquele total e completo absurdo. Que atitude bosta é essa? Por que diabos esse inepto está falando assim comigo? Respirei fundo e pausadamente. Olhei para seu rosto por um bom tempo diante da pergunta. Por que ele iria querer me seguir? Era exatamente isso que eu queria saber. Ele está sendo dissimulado agora? Esse estúpido me segue e se faz de vítima? Causando uma grande comoção como se eu fosse um monstro? Por favor. Bufei fazendo os fios vermelhos que caiam por meu rosto voar. Ia retrucar, queria retrucar, dar-lhe um tapa, azarar essa cara dura que me colocava em uma situação embaraçosa queria gritar com ele, mas ele pediu uma nova bebida como se eu não estivesse aqui? Concentrava-me para permanecer com o rosto calmo quando, claramente, esse ser irrisório e desnecessário fazia de tudo para me tirar do sério. – Olha aqui... –Parei por um segundo quando os olhos verdes dele fuzilaram os meus com tamanha intensidade que me deixou paralisada.

...

Eu que sempre tive o raciocínio rápido perdi completamente a linha, minha mente se esvaziou e tudo que eu consegui foi encarar de volta seu rosto que estava próximo o suficiente para eu o tocar sem precisar esticar o braço. Senti algo completamente novo em todos os meus dezoito anos de existência. Eu não conseguia pensar em nada. Um pânico crescente invadiu meu interior como a força de um balaço na boca do estômago. Sua voz saiu como um segundo golpe em cheio na nuca, pronto para me atordoar, derrubar da vassoura e me tirar de campo. Pisquei, completamente imóvel. Pisquei de novo como se o único movimento que eu conseguisse fazer fosse piscar forte para tentar reagir a agressão. Uma pequena dor de cabeça começou, talvez pela bebida forte ou pelo fato de eu tentar com todas as minhas forças racionalizar aquela situação e não conseguir. MAS QUE DIABOS!

-Paige Dempsey! - Com a voz calma, respondi ao seu questionamento. Ele achou que eu ia me intimidar? Não, tolo... mal sabia ele que eu não me intimidaria fácil, que eu já vi todas as faces podres e mesquinhas dos seres humanos, todos os seus lados imundos e cruéis e não seria um tom ríspido que me faria tremer como uma garotinha assustada. Minha cabeça martelava um pouco mais forte agora e mesmo eu querendo fortemente gritar com ele, não seria descortês. Ia reverter essa situação absurda e que me encontrava, da melhor forma possível. – Deixe-me esclarecer... Eu não estava te seguindo, você quem veio até o ministério em todos os meus dias de estágio. Você quem sentou ao meu lado aqui deliberadamente por que está cheio de lugar, poderia ter escolhido outro canto para se sentar. –Cerrei os olhos encarando-o, ignorando o fato da taverna estar completamente lotada. – Não acredito que seja apenas uma coincidência. Eu sinto que você tem me seguido...

Quando mencionei o ministério vi sua pupila reagir e brevemente ele lembrou um cãozinho assustado. Mas foi breve, muito breve, voltando instantaneamente para sua postura feroz. Eu já não estava mais intimidada. Pois muito bem, iria fazer o que faço de melhor, ignorar as pessoas ao meu redor, ele principalmente por que ele era muito suspeito, se não seu interesse não era em mim seria em minha função? Eu ainda não tinha aprendido o obliviate, não sei se seria prudente usar magia fora da escola, mesmo já sendo de maior. Suspirei e mesmo tentando com todas as minhas forças voltar-me ao balcão, pagar e sair eu não conseguia. Algo em seu rosto me prendia ali encarando-o com a expressão dura apenas para não perder a briga. Não iria baixar minha guarda. Maldita curiosidade...
Imagem


Spoiler: Mostrar
Quando eu olhei, você estava ali...
Imagem
...e quando sorriu para mim, um raio de sol brilhou!
Paige Dempsey
7° Ano Romanov
Avatar do usuário
Talvez os pessimistas estejam certos, desiludidos donos da razão!
 
Reg.: 23 de Feb de 2012
Últ.: 03 de Aug de 2018
  • Mensagens: 322
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 19 Pts.
  • 11 Pts.
  • 39 Pts.

Postado Por: Yanna.


Re: Taverne ein'augen manticore [Taverna]

MensagemIrlanda [#174475] por Petter Alix Mecklemburgo » 09 Fev 2017, 17:17

  • 1 Pts.
  • 8 Pts.
  • 70 Pts.
    Minha garganta sentia vontade profunda de ser umedecida mais uma vez, mas é como dizem... Para intimidar, não devemos retirar os olhos fixos do alvo. A ruiva parecia indecisa com algo e de certa parte intimidado. Claro a doida achava que a perseguia. – Oi? – Ergui a sobrancelha com desdém encarando-a. Seu corpo virado para mim apenas fazia sentir melhor o tal cheirinho. De alguma maneira, sentia vontade de rir por aquela situação e de outra, desejava que não passasse de uma criança em momentos coincidentes. Ao ouvi seu nome, virei meu corpo para a garota apoiando um dos cotovelos no balcão e com a outra mão bebericando um gole da cerveja.

    Meu trunfo era ter seu nome e sobrenome! Engoli a bebida gélida e entreabri meus lábios em um enorme sorriso colgate. A graça naquilo tudo era em perceber que a garota tentava se controlar e impor. Um petisco chegou entre nós e peguei algumas batatinhas abocanhando para relaxar um pouco.– Hmm?– Murmurei ouvindo-a. Ela não parecia alguém perigosa ou hostil e seu espírito tinha algo peculiar. Seus olhos emanavam certos desejos que pareciam me provocar. Tensão. Contraí o maxilar engolindo à seco ao ouvir aquele “ministério” da boca da garota. E novamente veio aquela situação de estar te seguindo.

    Franzi o cenho e encarei a cerveja por alguns segundos. Ao vê-la dizer tais palavras, fazia sentido a história de segui-la, porém, não me recordo de tal desejo de ser seu stalker. Suas palavras ecoavam certo incômodo, mas seus olhos não demonstravam isso. Era estranho porque o cheiro de seu perfume não me permitia recuar. Sua última frase caíra por terra... Não estava seguindo-a. Ela era uma louca e suas palavras comprovavam isso, mas... Não nego que tinha certa eloquência em seu tom de voz. Beberiquei mais um gole da cerveja e cocei a nuca com um pequeno sorriso de canto de rosto para me recompor.

    - Uai, eu tenho culpa se você está no meu caminho? – Dei de ombros respirando profundo e fingindo não me importar com seu incômodo. – E até onde sei... Este lugar está lotado e não tinha nome de ninguém escrito no banco.– Defendi-me. Sabia que à esta altura tinha sido levado para aquele bar por conta de seu cheiro, mas não iria lhe dizer descaradamente tal coisa, iria? Merecia? – Ou será que deveria perceber que “nossa! Aquela guria é a mesma do ministério, vou sentar longe dela”!– Estiquei minhas mãos até altura dos ombros, murchei meu lábio inferior em uma pequena careta e postura de desdém (do tipo, “tá né”).

    Por alguns milésimos de segundos pude visualizar em minha mente a mão da ruiva batendo em meu rosto. É. Não seria muito bom chamar atenção aqui.– Não te segui porque quis.– Justifiquei-me em um pequeno murmuro. Virei-me completamente para o balcão. A garota pareceu não compreender com o que dissera. – Não te segui porque quis. – Respondi rapidamente encarando-a de canto de rosto enquanto virava o copo de cerveja amanteigada quase todo em meus lábios sem saber se ela realmente tinha me ouvido ou não. Desde quando eu Petter Alix soltava algo de guarda tão baixa assim?

    Sinto meu lobo se engracinhando para ela.
Imagem
Petter Alix Mecklemburgo
Special Mundo Mágico
Avatar do usuário
Andre Hamann
 
Reg.: 31 de Jan de 2017
Últ.: 08 de Sep de 2018
  • Mensagens: 30
  • Nível:
  • Raça: Lobisomen
  • Sexo: Macho

Rolagem dos Dados:
  • 1 Pts.
  • 8 Pts.
  • 70 Pts.

Postado Por: Nannnnnnn.


Re: Taverne ein'augen manticore [Taverna]

MensagemInglaterra [#174477] por Paige Dempsey » 09 Fev 2017, 18:57

  • 14 Pts.
  • 16 Pts.
  • 37 Pts.
I don’t know why I feel bad Who You?
Who? – Parte III


O que mais me irritava nessa escória que se chama de bruxo era o fato dele beber, sorrir e agir de um modo tão natural diante uma situação completamente inusitada. Parando para pensar em momento nenhum eu deixei meu corpo relaxar. Estava tensa por não conseguir o que queria, mas afinal o que eu queria? Respirei devagar e tamborilei meus dedos em cima do balcão, esperando uma resposta, mas... Não aquela resposta. –Como? – Eu no caminho dele? Parei com a boca entreaberta ouvindo seus argumentos e pensando comigo mesma por que eu ainda estava naquela conversa de malucos? Em breve teria de voltar ao castelo, por que simplesmente não largar esse paspalho ai falando sozinho e ir embora? Não posso nem brigar por que de fato ele tem razão. Com tanta gente deve ter sido sorte conseguir um lugar para sentar e eu quem fiz toda essa confusão? Ainda sim tem algo de estranho nele...

Fechei os olhos ponderando se dava uma de orgulhosa, coisa que eu não era, e sustentava meus fracos argumentos ou se simplesmente deixava para lá. Ou ainda se não o acompanhava nos petiscos que soltavam um cheirinho delicioso de fritura. E ai fui pega de surpresa mais uma vez. Sua voz saiu em um sussurro apressado e foi tão inacreditável quanto prazeroso e assustador ouvir. – Oi? –Ele repetiu, bebeu e me olhou tão rapidamente que eu podia jurar que ele fez tudo ao mesmo tempo. Senti a mesma surpresa em ver o quanto verdadeiro ele soou, achei tão inacreditável ele ter repetido e confirmado que, mesmo sem querer tinha me seguido o que me levou ao prazer em estar certa e medo do motivo que o levou a me seguir. Fiquei sem reação de novo mas dessa vez minha mente fervilhava motivos aleatórios um mais macabro e pessimista que o outro mas mesmo assim... Sorri!

Eu ainda era nova nessa história de interagir, rir e fazer piadinhas mas meu instinto competidor estava louco para gritar um AHA! E esfregar na cara dele que eu sabia que ele estava me seguindo e ele tinha acabado de admitir, mas eu não era tão vitimista assim para ficar batendo na mesma tecla o tempo inteiro. – Mas você acabou de admitir... – Ri um pouquinho mais e relaxei os ombros, finalmente consegui voltar meu corpo para o balcão e peguei uma das batatas mordiscando sua pontinha. – Mas tudo bem já me cansei dessa conversa sem pé nem cabeça que não nos levará a lugar algum... –Dei de ombros, apesar de usar meu tom entediado de sempre meu rosto deixava transparecer que eu me divertia com toda aquela confusão e quando percebi que ainda sorria, fiquei envergonhada e fechei a cara apenas por força do habito. Segurei o copo de whisky a minha frente e o virei sem soltar a respiração.

...


Senti a bebida bater na garganta e queimar e ponderei se estava bêbada ou não. Não poderia ficar bêbada tinha que voltar para Hogwarts. Ponderei por que eu estava me divertindo com uma situação que sempre me deu medo. Interações com um alguém desconhecido. Um completo desconhecido que eu nada sabia a não ser o fato dele visitar o ministério e ter belos olhos. Olhei-o mais uma vez. Tem um belo rosto também. Senti meu rosto corar e fechei mais ainda a cara. Dei tapinhas em minhas bochechas para ver se eu acordava para a realidade. EU não era como essas meninas bobas que achava qualquer rapaz gato e ficava derretendo de amores. Eu compreendia que o amor era uma ilusão tola criada por românticos incorrigíveis que gostavam de sofrer e ter um motivo para se lamuriar. Eu sabia que o ser humano era um animal desprezível que culpava a um sentimento que nada mais é do que reações químicas, o fato de agir como tolos. E principalmente... EU... sabendo de tudo isso... não conseguia ainda sim parar de olhar para seu rosto. Qual seria a textura do rosto dele por causa da barba? Tentava permanecer racional mas algo me dizia que eu não estava em meu juízo perfeito.- O que te instigou?

Quando percebi já estava com a ponta do meu dedo indicador direito tocando de leve em seu rosto e com toda a calma de uma jogadora de Poker (Michaella aprova)percebi a merda que estava fazendo. Mesmo que meu interior estivesse completamente um caos, sem graça e com vontade de me enfiar em um buraco. Meu rosto apenas permanecia neutro quando eu devagarzinho encolhi o dedo e abaixei a mão, depois o rosto no balcão e decidi ali mesmo que mesmo de Aaron implorasse, jamais beberia de novo.







Paige é fraca para bebida e fica "impulsiva" e carente quando bebe ^^' Cenas raras vista apenas uma vez no jantar de encerramento de dois anos atrás que terminou com a bolsa da Lara em um péssimo estado (tadinho do vic rsrs)
Imagem


Spoiler: Mostrar
Quando eu olhei, você estava ali...
Imagem
...e quando sorriu para mim, um raio de sol brilhou!
Paige Dempsey
7° Ano Romanov
Avatar do usuário
Talvez os pessimistas estejam certos, desiludidos donos da razão!
 
Reg.: 23 de Feb de 2012
Últ.: 03 de Aug de 2018
  • Mensagens: 322
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 14 Pts.
  • 16 Pts.
  • 37 Pts.

Postado Por: Yanna.


Re: Taverne ein'augen manticore [Taverna]

MensagemIrlanda [#174480] por Petter Alix Mecklemburgo » 09 Fev 2017, 20:35

  • 4 Pts.
  • 16 Pts.
  • 140 Pts.
    Encarei as batatinhas e as incrementei com um pouco de molho babarcue. Engraçado como alguns costumes trouxas estavam pegando no mundo bruxo... Pelo menos era mais gostoso que as comidas de abóboras ou de groselhas com babas de gnomo! Paige insistiu quanto aquela coisa de segui-la com suas palavras, porém seu tom de voz estava mais tranquilo. Era fácil de perceber a diferença do tom das palavras ou das pessoas. Pelo menos aquelas coisas eram mais fáceis que tentar saber o que se passavam em suas mentes. Dei de ombros sem respostas e fiquei em pé pedindo mais um pouco da cerveja amanteigada. – Também cansei.– Esbocei um pequeno sorriso mais descontraído. Se minha irmã estivesse me vendo, certamente diria que conquistei-a pelo cansaço. E a verdade é que ali não estava buscando conquista ou qualquer coisa do tipo.

    A cerveja chegou e mais uma vez a provei. Seria provavelmente meu último copo, minha última dose daquela noite que pelo visto Paige também precisava parar. Mordisquei mais alguns pedaços do petisco molhando-os no babercue e voltei minha atenção para a ruiva. Era engraçado. Realmente ela era uma doidinha. Onde já se viu estapear suas próprias bochechas? Franzi o cenho contendo o riso entre os dentes. Cocei a ponta do nariz dando uma volta no local com o olhar. Certamente se começasse a rir ali seria algo muito estranho. Mas ela era doidinha, vamos ‘convenhar’!

    - Eu?– Umedeci meus lábios ainda me esforçando para não rir. – Bom...– Como explicar a situação sem dizer ‘olá sou um lobisomen’? – Gesticulei próximo as batatinhas procurando algumas palavras, mas capturei apenas a batata entre meus dedos.– Digamos que tenho alguns sentidos mais intensos e um deles me atraiu... Creio...– Tentava fazer uma autoanálise dos dias anteriores. – Acho que foi isso...– Sentia-me confuso e abocanhava a batatinha.– Sinto os cheiros das coisas mais intensamente que as demais pessoas, e aí senti o seu perfume. Ele parava sempre no terceiro andar e... – Estremeci.

    O toque de Paige sobre meu rosto fez meu corpo congelar por um instante. Sério que ela estava pegando em minha barba? O que ela tem? – P...– Ergui a sobrancelha encarando-a de canto de rosto e virando lentamente para a ruiva. Seu corpo estava perto e não podia negar que sentira o calor subir e todas as reações de um corpo masculino ‘’acordarem’’. Respirei profundo erguendo uma das mãos para interrompê-la, porém a ruiva fora mais rápido e recuou.– Paige... – Indaguei mais suave enquanto me aproximava da garota encarando-a profundamente. – Está bom né doidinha?– Soltei carinhoso pegando o copo de bebida da garota e colocando do outro lado para ficar mais seguro. Estávamos tão perto que podiam jurar que éramos um casal ou que estávamos juntos. Então, estava certo nas minhas ações.

    A sentia mais próxima e qualquer um daquele bar que tivesse uma mulher tão perto assim se aproveitaria da situação. Ela não parecia estar tão bêbada, mas também não estava perfeitinha e lúcida. Se fosse um filho da p*** ou um canalha do c******, já a levaria para um motel. Desviei o olhar para o balconista mantendo-me mais sério e negando com a cabeça pedindo para não repor a bebida. Voltei a encarar as orbes da ruiva e ajeitei uma de suas madeixas para trás do ombro esquerdo. Até aquele momento não tinha percebido o quão familiar era o uniforme de Hogwarts. – Não é perigoso uma aluna tocar a barba de um homem que nem sabe o seu nome e nem suas procedências, senhorita? – Inquiri em um tom mais baixo, porém suave. Era divertido sentir o prazer em seus lábios e o cheiro de seu corpo mais de perto.


nome do molho é assim mesmo -q
Imagem
Petter Alix Mecklemburgo
Special Mundo Mágico
Avatar do usuário
Andre Hamann
 
Reg.: 31 de Jan de 2017
Últ.: 08 de Sep de 2018
  • Mensagens: 30
  • Nível:
  • Raça: Lobisomen
  • Sexo: Macho

Rolagem dos Dados:
  • 4 Pts.
  • 16 Pts.
  • 140 Pts.

Postado Por: Nannnnnnn.


Re: Taverne ein'augen manticore [Taverna]

MensagemInglaterra [#174487] por Paige Dempsey » 10 Fev 2017, 00:06

  • 15 Pts.
  • 9 Pts.
  • 117 Pts.
I don’t know why I feel bad Who You?
Who? – Parte IV


-Paige? – Sua voz foi suficiente para me fazer desencostar a testa do balcão e encara-lo novamente. Sabe quando você tem plena consciência de tudo que está acontecendo, mas já não está plenamente no controle de suas ações e acaba reagindo antes de pensar? Então era assim que eu estava. Ele está segurando o riso? Está rindo de mim? Sua fala cheia de rodeios e seus gestos com a mão estavam começando a me deixar tonta, ou seria o líquido âmbar que eu instantes antes tinha jurado nunca mais beber, mas que estava bebericando novamente só por não ter o que fazer. Meu perfume? A voz dele ainda ecoava em meus ouvidos e eu entrei em uma crise existencial. Eu sempre achei as mulheres vaidosas demais e que isso era apenas reflexo de sua baixa estima que tinham que se esconder atrás de truques de beleza. Mulheres fúteis sem conteúdo e fadadas ao ridículo por serem fracas. Michaella e Lara entraram em minha vida para mudar esse conceito no qual encarava o mundo dos cosméticos. Em meio a tanta insistência, comprei uns poucos produtos dentre eles um perfume suave com cheirinho de banho, quase imperceptível mas ao mesmo tempo se próximo o suficiente, se fazia notar. Algo que, não sei o motivo, combinou muito comigo, eu me sentia bem usando, só não imaginava que o olfato do ... Ainda não sabia seu nome... Fosse captar....

Meus pensamentos rápidos foram interrompidos quando fui chamada de doidinha e meu copo afastado. Balancei a cabeça concordando com a atitude sensata de não mais oferecer bebida a uma garota que claramente não sabe beber, só me incomodava um pouco naquele cenário que a tal garota fosse eu. Como boa tola humana hipócrita que sou, que tanto critica as atitudes patéticas, também as uso como conforto mental. Foi o que pensei da bebida, culpando-a por não me fazer reagir rápido e evitar a crescente aproximação do tal homem. Ao contrário. Por um momentinho aquela distância tão ínfima fez com que eu gostasse da situação.

Prendi a respiração quando ele mexeu em meus cabelos. Idiota eu estava tão vuneravel e sabia disso. Procurei minha varinha mentalmente, era bom saber onde eu tinha enfiado ela. Mas o que me veio na mente foi o casal se agarrando na sala de aula do ano passado e minha reação boba ao contar sobre eles a Leon. E fiquei chocada com o quanto não culpada me sentia, ao contrário, por gostar da proximidade de outro homem que não Leon. Era como se Croker tivesse desaparecido a séculos e estar ao seu lado fosse coisa de outra vida...– Qual o seu nome senhor estranho? – Mantive o tom dele e não pude evitar sorrir, obviamente que mais tarde também atribuiria aos efeitos do álcool eu sorrir assim fácil para um estranho. – Eu sei me defender bem... – Me prendi por alguns segundos em seu olhar mas sem perder o raciocínio. – ...caso seja necessário. – E era verdade.

– É... eu sou apenas uma aluna... devo voltar agora. - Ele tinha me lembrado que eu tinha de voltar ao ministério, a chave de portal que levava os estagiários a suas respectivas escolas estava quase na hora de surgir. E mesmo sabendo disso eu não tinha a mínima vontade de me mover um centímetro. Isso foi outro fato surpreendente. Busquei minha gravata dentro da bolsa e a coloquei no balcão, busquei meu distintivo da casa, não era tão legal quanto os dos monitores, mas só por ser de metal já fazia reluzir a águia de forma imponente. Me movimentava com calma e cuidado já que ao menor movimento nossos corpos se tocariam e eu não conseguia compreender o porquê, mas sentia que iria levar um choque caso o tocasse novamente. Não entendia os indícios que meu próprio corpo passava, como os batimentos acelerados, ou essa tênue tensão existente no ar. De verdade nunca tinha entendido o que se passava. Minhas únicas experiências agradáveis tão perto de um homem assim eram os abraços de meu gêmeo Aaron ou as brincadeiras tranquilas com Leon e nenhuma das duas experiências se parecia com aquilo. Eu sei eu sei, vou mais uma vez culpar a bebida por minha ignorância em compreender o que significava sentir atração por um alguém desconhecido.



Tão inocente minha pequena tadinha ela não tem experiencia em flertar kkkk
Imagem


Spoiler: Mostrar
Quando eu olhei, você estava ali...
Imagem
...e quando sorriu para mim, um raio de sol brilhou!
Paige Dempsey
7° Ano Romanov
Avatar do usuário
Talvez os pessimistas estejam certos, desiludidos donos da razão!
 
Reg.: 23 de Feb de 2012
Últ.: 03 de Aug de 2018
  • Mensagens: 322
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 15 Pts.
  • 9 Pts.
  • 117 Pts.

Postado Por: Yanna.


Re: Taverne ein'augen manticore [Taverna]

MensagemIrlanda [#174489] por Petter Alix Mecklemburgo » 10 Fev 2017, 10:35

  • 20 Pts.
  • 11 Pts.
  • 146 Pts.
    Se todas as vezes que fosse ao ministério existisse uma garota assim, certamente deixaria o ambiente menos hostil. Paige abaixou completamente sua guarda. Era engraçado vê-la se movimentar de maneira que tentasse evitar algum contato maior e isso só me deixava mais instigado em pressioná-la um pouco mais. Realmente queria me divertir com a ruiva e quem sabe terminar a noite relaxado? – Eu? – Soltei um pequeno sorriso encarando seus lábios e deixando meus dedos lentamente dedilharem o ombro da garota. Se fosse um homem bonzinho responderia imediatamente e ainda lhe roubaria um beijo, mas para que intensificar algo? Mil vezes melhor deixar a tentação e o gostinho de ‘quero mais’ no ar. Se Paige soubesse se defender muito bem, certamente estaria em maus lençóis visto que a tinha tomado completamente para mim naquele momento. Ela estava totalmente submissa a mim ao ponto de poder roubar sua varinha sem nem ao menos perceber quando lhe roubara algo.

    Sutilmente encarei seu pescoço deixando meus dedos se aproximarem enquanto sentia tal cheiro próximo. Iria dizer que ela estava fraca e vulnerável diante de uma fera? Never!– Urhum... – Concordei teatralmente permitindo tal luxo de sentí-la perto e de até mesmo imaginar a cena de nós dois em meu quarto. Imaginar o tamanho de suas curvas ou a quentura de sua pele... E quando meu dedo indicador tocou de leve o pescoço de Paige, recuei maliciosamente a mão deixando-a livre. – Petter Alix. – Afaste-me um pouco mais estendendo o braço para trás e pegando o blazer que estava jogado sobre o encosto da cadeira que estava anteriormente.

    Umedeci meus lábios disfarçando o enorme sorriso safado. A gravata corvina e o broche da casa estavam em cima do balcão. Engoli o ultimo gole da cerveja controlando o desejo de tocá-la que estava em meu paladar. – Certamente Corvinerd...– Suspirava profundo evidenciando que não desejava vê-la longe de mim. – A conta...– Pedia e logo enquanto pegava minha carteira e deixava a quantia à mais de goldens para o atendente, pagava os nossos consumos sem sequer consultar a ruiva. Mais uma vez aproximei-me novamente da ruiva podia sentir sua respiração perto do meu rosto e jurar que quase tocaríamos nossos narizes. Ergui a sobrancelha e:– Lhe acompanho até lá Senhorita Paige.– Ofereci o blazer para Paige afastando um passo para trás e deixando o casaco entre nós. Entreabri meus lábios em um pequeno sorriso de canto de rosto, sabia que ela ficaria mais uma vez sem reação.– Tudo bem.– Afastei-me mais uma vez esperando-a. –É estagiária de qual departamento?– Perguntava curioso.

    Não queria voltar para aquele local que me dava arrepios, mas não a deixaria ir levemente bêbada para o ministério. Seria problema para seu superior e para sua reputação. Ao menos comigo, iria disfarçar inconscientemente tal estado. – Quem é o seu chefe? – Perguntara e ao ouvir tal resposta quase dei um pulo para trás sentindo as ‘pestanas arregaladas’. – Acho que você está com o pior cara do mundo. – Lógico que sabia quem era o filho da p***... Só não iria contar detalhes. Contraí meu ombro e respirei profundo controlando todo o meu corpo e apatia para com o Ministério.– Apenas esse lugar causa arrepios.– Expliquei com uma das mãos no bolso. – Preciso fazer uma coisa aqui, mas não tenho tido muito sucesso... – Lamentei. Não diria que iria para o departamento de criaturas mágicas e muito menos que iria fazer registro de lobisomen... O que ela pensaria de mim? Ainda mais um recém transformado?

    - Para estar fazendo estágio aqui, provavelmente deve ser do quinto ano para frente corvinerd. – Não iria chamar de galinha azul como costumava chamar Sean.– Quando estudei lá mais lembrava uma pocilga... Fiz o quarto e o quinto ano. E não tive muito tempo para fazer amizades ali dentro. –Explicava dando um pouco de quem era. Nada mais justo naquela altura do campeonato ceder um pouco.– Me formei em Ilvermorny e depois fui viajar para conhecer alguns animais mágicos pelo mundo.– De fato, era tudo verdade até o ponto em que tentei ser o herói da vez. – Ilver é muito bom... O time de quadribol deles é conhecido por serem selvagens demais para poderem vir para Europa.– Brinquei explicando os métodos nada comuns e éticos que já testemunhara.

    Cruzamos o pátio e subimos os elevadores que mais uma vez estavam lotados. – Terceiro andar por favor. – Pedi para que acionasse o ponto de descida e logo chegamos. Não podia negar que o cheirinho de Paige justificava tudo que tínhamos passados e mais uma vez, parecia que estava lhe seguindo.– Desta vez, estou conscientemente.– Sussurrei em seu ouvido soltando um sorriso safado e brincalhão. Assim que pisamos no terceiro andar um muro gigantesco com cabelos longos estava parado impedindo nossa saída. Rapidamente avancei.– Licença?– Pedi para o homem até o mesmo virar-se. Olhei para trás vendo o elevador seguir e para Paige ao meu lado.

    - SARNENTO! – Foi a única coisa que ouvi antes de encarar o ogro. Cocei a garganta cortando a alegria do homem encarando-o seriamente. Como diabos ele podia ser tão idiota?– O que você está fazendo com minha estagiária? – A voz masculina e grossa fechou-se de maneira intimidadora. Quem não o conhecia achava que era um Yeti malvado e assassino, mas no fundo... Não passava de um pufoso. – Oi Coronel...– Tentei ser mais formal enquanto encarava Paige de canto de rosto. Aquele poderia me dedurar totalmente e a presença de Lasse mais parecia incômoda. – Entregue. – Respondi rapidamente ignorando o colossal loiro antes que caísse em sua armadilha e lhe chamasse de p*** loira arrombada na frente da menina. Virei-me para Paige e toquei sua cintura sentindo-a por uns instantes. Aproximei meu rosto da ruiva e toquei meus lábios em sua bochecha. – Nos vemos em breve. – Suavizei a voz próximo de seu ouvido.Ou você gostaria de ir passar a noite comigo? Prometo que antes do amanhecer você volta pra hogwarts

    Se estivesse em um mundo trouxa, certamente ouviria o gritinho feminino “mas e o seu telefone, me dê o seu telefone... E eu, homem, lhe daria o enorme sorriso e diria: tenho seu numero!”. Soltei a ruiva controlando meus impulsos de agarrá-la ou de impedir que voltasse para Hogwarts. – Tchau p*** loira arrombada!– Disse rapidamente para Lasse em Norueguês, por sorte o elevador chegou quase que cronometrado propositalmente, peguei o mesmo corri para longe do ministério.

sim, safado.
gente! eles se parecem em algumas coisas. -q
Imagem
Petter Alix Mecklemburgo
Special Mundo Mágico
Avatar do usuário
Andre Hamann
 
Reg.: 31 de Jan de 2017
Últ.: 08 de Sep de 2018
  • Mensagens: 30
  • Nível:
  • Raça: Lobisomen
  • Sexo: Macho

Rolagem dos Dados:
  • 20 Pts.
  • 11 Pts.
  • 146 Pts.

Postado Por: Nannnnnnn.


Re: Taverne ein'augen manticore [Taverna]

MensagemInglaterra [#175085] por Kamille Dernach » 04 Mar 2017, 01:06

  • 14 Pts.
  • 13 Pts.
  • 62 Pts.

Um sorriso divertido escapou de meus lábios ao ouvir aquela pequena questão de Ger, algo já antigo e que surgia nas vezes em que eu tentava ajudá-lo, fosse apenas ouvindo, fosse aconselhando-o com o máximo que conseguia, tal como fazia naquele instante, e não pude deixar de rir comigo mesma em concordância ante o comentário não apenas sobre nossas antigas táticas, que haviam rendido muitos títulos à Ravenclaw no que tangia ao quadribol, como sobre Sean, que, por sinal, eu ainda precisava voltar a encontrar e ver como andava se saindo no papel de pai – algo que, imaginava, deveria ser curioso, visto que conhecia o temperamento do von Vöwell o qual, imaginava, não deveria ter mudado em muito neste ponto.

Suspirei, fitando a Ger e acompanhando os olhos claros, cuja reflexão ali impressa, quer quisesse, quer não, sempre me deixava com uma certa preocupação com relação a meu amigo e eterno veterano – mais pelo costume de quase sempre o ver de bom humor e não concernido, do que por outro motivo. Ouvi a voz deste se erguer enquanto eu própria sorvia um gole de minha bebida, e concordei com um sorriso ante a competitividade do moreno e as ponderações que ganhavam voz, assim como acontecia com algum tipo de resolução pessoal por parte do Matthews. Sorri, satisfeita pelo inglês, ao mesmo tempo em que o modo como ele falava o nome de Mel me fez arquear as sobrancelhas em expectativa muda. Não que a vida profissional do ex-corvino não fosse de alta importância, contudo, admitia que sempre ficava mais apreensiva com relação a ele e minha companheira de time – talvez tanto porque era um relacionamento longo demais para ver algo de errado acontecer, quanto porque eu tinha consideração por ambas as partes.

Sorri em compreensão, na tentativa de ocultar meu alívio ao ouvi-lo reconfirmar que estava tudo bem entre eles, assim como as observações que se seguiram. Entendia o ponto de Gerrard, visto que já havia ouvido e visto casos como o que ele citava, de ‘empolgação materna por osmose’, acontecerem, contudo, pelo o que eu via das interações de Cacá e Mel durante os treinos das harpias, duvidava muito que a segunda fosse se deixar levar por enquanto. Não externei esse pensamento, apenas me deixei curvar os lábios ante a brincadeira e a resolução que concordava com meus conselhos de até então e me poupava de passar informações incertas – conhecendo Melany, se ela quisesse ter filho ou não, falaria na lata, sem rodeios.

“Bem...”
– e sorri, sorvendo um gole para ganhar um tempo, a fim de afastar minhas próprias considerações adicionais e focar nas questões de meu amigo – “Continuam pequenos, mas não mais tão pequenos.” – observei, sentindo-me deliciada só de lembrar de meus irmãos – “Aleck fez três anos e está cada vez mais esperto e curioso, não para de perguntar sobre tudo. Minha mãe diz que ele, sem dúvidas, puxou toda a parte corvina da família.” – comentei com um sorriso se formando ao pensar que, de fato, o caçula fazia jus ao nome de nosso falecido tio – “Já Karen...” – disse, parando, sem saber exatamente como definir o estado de minha irmã – “Olha... Ano que vem ela ingressa em Hogwarts, então você pode imaginar como ela está ansiosa.” – observei, divertida.

“Inclusive, outro dia mesmo ela perguntou de você.”
– comentei, pausando por um momento – “O que ela disse...?” – forcei minha memória para puxar o que minha irmã havia dito exatamente, demorando alguns instantes antes de lembrar, o que me fez revirar os olhos por um momento – “Ah sim, ela perguntou quando eu o veria e se, quando eu o visse, não poderia perguntar quando você irá nos visitar, já que com Drew na França, alguém igualmente esperto tem que ensiná-la como e onde aprontar sem sofrer grandes consequências em Hogwarts ou algo assim – culpa do Sr. Spencer por contar os ‘feitos’ de vocês.” – disse, não conseguindo conter um novo revirar de olhos ao reproduzir as palavras aproximadas da espevitada mesticinha. Algo que pareceu divertir meu amigo, tanto quanto trazer uma nova questão.

“Faz algum tempo que não vejo o Drew. Ele anda bem ocupado com o trabalho.”
– afirmei com um suspiro, ponderando internamente se meu ex-vizinho fazia aquilo de fato por demanda do serviço ou para distrair a própria cabeça de pensamentos incômodos – “No entanto, até a última vez que falei com ele, estava bem e envolvido até o pescoço em algum projeto do boticário. Uma pesquisa acerca das propriedades mágicas de algumas plantas encontradas no Amazonas ou algo assim.” – aleguei, pensativa – “Ele até citou que quando viesse para cá de novo, precisaria ‘tomar algumas muitas’.” – observei com diversão – “Quando ele resolver vir, eu te aviso. Vai ser divertido ver vocês dois de novo, causando o terror por aí ou planejando o que aprontar em uma versão adultos formados.” – comentei, lançando um olhar carregado de entrelinhas a Ger, cujo passado eu bem conhecia e o futuro... eu mal esperava para poder ver também.


Imagem
Spoiler: Mostrar
Kamille Dernach
Funcionário do Hospital TvH
Avatar do usuário
Erika Toda
 
Reg.: 02 de Oct de 2009
Últ.: 24 de Sep de 2018
  • Mensagens: 593
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 14 Pts.
  • 13 Pts.
  • 62 Pts.

Postado Por: Meriu.


AnteriorPróximo

Voltar para Liechtenstein

Quem está online

Usuários navegando neste fórum: Nenhum usuário registrado e 2 visitantes