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Sala de Registros - Sammuel Wolters

Descrição: Atualização & Registro Infantil || Nikolai Weylin || Lobisomem

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Sala de Registros - Sammuel Wolters

MensagemEstados Unidos [#180085] por Sammuel Wolters » 25 Set 2017, 17:09

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Re: Sala de Registros - Sammuel Wolters

MensagemEstados Unidos [#180086] por Sammuel Wolters » 25 Set 2017, 17:15

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Atualização de Registro

Criatura: Nikolai Weylin
Oficial: Sammuel Wolters
Status: Iniciado


Regras para Lobisomens http://www.zonkos.com.br/magia/viewtopi ... =37&t=5424
Registro Antigo: http://www.zonkos.com.br/magia/viewtopi ... 68#p159271 para consulta.


Por ser um atendimento peculiar, segue-se abaixo a ordem de postagem:

- Post do Nik até a entrada da sala de Registros
- Post do Oficial: Atualiação de Registro
- Post do Nik: Respondendo Perguntas da Atualização.
- Post do Oficial: Registro Infantil de Lobisomens

- Post das Crianças e Nik: Respondendo Perguntas do Registro.
- Post do Oficial: Finalizando e Organizando os devidos Registros.
- Caso desejem, ao final, todos podem fazer um post final.

Não é obrigatório que o Cônjuge poste, porém lhe será permitido que participe caso deseje.
Editado pela última vez por Sammuel Wolters em 12 Fev 2018, 14:54, em um total de 2 vezes.
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Re: Sala de Registros - Sammuel Wolters

MensagemRomenia [#180665] por Nikolai Weylin » 12 Out 2017, 15:41

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“Um, dois... três...” Contar havia se tornado um hábito, tanto quanto acordar de noite diante do choro de Wanessa, ou mesmo verificar se toda a comida do prato havia sido comida, inclusive os vegetais. Um, dois, três... contar era um meio de manter a calma também, respirar fundo e colocar as ideias em ordem, ter certeza que as coisas não fugiriam ainda mais do controle. Um, dois, três... Eram passos de segurança, observar, buscar, prosseguir. Nesse atual instante não ser seguido era minha maior proteção. Nesse atual instante a exposição que fazia era o que me garantia a segurança. A partir do momento que os tivesse registrados, estes três garotos teriam proteção ministerial.

Se qualquer um deles sumissem, o Mestre seria colocado em risco. Pode soar tolo, mas na realidade não era. Crianças como eu, como eles, sumíamos diariamente. Dados como mortos ou mesmo vendidos por nossos próprios pais a qualquer um que tivesse interesse de nos manter como parte de sua coleção privada e o mestre não era diferente. Virei a cabeça levemente, contando de novo, verificando se o terceiro dos garotos continuava segurando a mão de seu irmão. “Um, dois, três...” Parecia toc aquilo e, de fato, era. Uma necessidade extrema de tê-los o tempo todo no meu campo de visão.

-Hum?– Indaguei, interrompendo meus pensamentos ante a pergunta, em voz baixa, feita por um dos garotos. –Ah, bem... estamos no Ministério da Magia.– Expliquei, puxando-os levemente para o elevador, -É aqui que toda a força do país se reúne para... resolver problemas.– Falava em tom baixo, abaixando-me levemente entre os meninos, ajeitando qualquer coisa no casaco de Gavril antes de me erguer novamente. Fazia questão de vesti-los de modo diferente para facilitar a identificação, afinal de contas ainda não os conhecia bem o suficiente para saber diferencia-los apenas pelo jeito de ser, muito embora – pelo o que tinha visto – tudo nessas crianças era deveras artificial e, ouso dizer, robótico.

- Nós viemos atualizar o meu registro e fazer o de vocês.– Respondia a outra pergunta, uma vez que me encontrava no quarto andar da instituição, - Assim o Ministério vai saber quem vocês são e, se algo acontecer e um de vocês sumir, por exemplo, eles vão ter documentos pra ajudar a encontrar o desaparecido mais rapidamente.– Continuei, - Então é algo bom... Significa que... – Abaixei a voz, olhando para eles com um ar levemente cúmplice, -Que o Mestre não vai poder levar vocês de volta.– Sussurrei, abrindo um meio sorriso antes de suspirar e entrar no departamento de registros, caminhando em direção a ‘recepção’ para informar a minha chegada.

Era isso então. A legalização de minha condição ‘ilegal’, por assim dizer, era o que me deixaria a salvo. Essa situação colocaria um holofote sobre a minha cabeça, tornaria público o fato de eu trabalhar no hospital e que minhas crianças estavam comigo. Faria com os homens do Mestre fossem capazes de me encontrar facilmente, assim como impedia os mesmos de agir. Deixei que as três crianças se sentassem, ficando eu mesmo em pé ao lado dos bancos enquanto aguardava ser chamado. – Meninos... – Chamei a atenção deles para mim, apoiando-me na parede e me abaixando novamente, de modo a não precisar elevar minha voz demais para falar com os três.

-Eu preciso que vocês falem a verdade e respondam direito o oficial quando entrarem na sala, entenderam? – Avisei, mudando o olhar de um garoto para o outro, - Então vocês vão dizer a ele que estavam em um lugar ruim e vão ser sinceros. Não precisam ter medo de contar nada, tudo bem?– Eu sabia o que a verdade poderia significar, sabia que poderia colocar meus planos por água abaixo, mas agora não era só com a minha vida que eu tinha que me preocupar, nem só a de Hideki. Tínhamos crianças em nossas mãos e isso mudava toda a situação, aliás, eu ouso dizer que isso mudava tudo. A vingança já não era algo que eu almejava cegamente, não era uma necessidade.

Minhas ações não eram movidas de modo a planejar cada segundo de tortura excruciante contra o alemão. Não. Minha vida, agora, era regida pelo medo. De que me encontrassem, que levassem o japonês, sua filha ou os meus filhotes e eu não poderia deixar que aquilo acontecesse. Eram a minha matilha e eu tinha de defende-los. –Só... sejam bons meninos, tudo bem? Ninguém aqui vai machucar de vocês, eu prometo. – Promessas... faze-las tinha se tornado algo comum, prometer que não iria doer, que tudo iria dar certo, que eles iam melhorar, que nós estávamos ali para ajudar.

Promessas vazias que eu tentava aplicar algum significado mais nobre. Me ergui ao ouvir meu nome, esticando as mãos para os garotos. – Bem... Vamos lá...– Murmurei, caminhando na direção da sala indicada, soltando a mão de Mihail a tempo de senti-lo segurar a ponta da minha camiseta. Inalei profundamente, sentindo no peito aquele aperto da responsabilidade e, finalmente, bati na porta.
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Re: Sala de Registros - Sammuel Wolters

MensagemEstados Unidos [#181430] por Sammuel Wolters » 21 Nov 2017, 01:54

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- Hoje teremos crianças no recinto. Amém, depois daquele bando de vampiros, até pensei como eu estava sete palmos do chão, sem realmente morrer. - O tom divertido e desesperado do Chefe de Departamento era visível. Estava bem-humorado, ainda mais depois de acordar com uma bela donzela em sua cama, e não ter com ela nada que merecesse algo além. Preferia assim, já que facilitaria a sua vida em ter que lidar com os problemas que os irmãos lidam. Vejam bem, de seis crias que os velhos Wolters haviam criado, três estavam amarrados e três acreditavam piamente que a vida precisava ser mais vivida. E era ali que Sam estava. Andando com Heidi pelos corredores, terminando de reler e ver os relatórios sobre um grupo de amassos que havia sido encontrado na Grécia. Sozinhos, estavam começando a sentir fome e a atazanar uma cidade - Okay. Encaminhe-os para o recanto que temos contato aqui em Vaduz. Mas, se eles começarem a sentir a diferença de temperatura, podemos encaminhá-los de volta para a Grécia, em um local seguro.

Quando se separaram, pegou os registros do jovem Nikolai Weylin. Lobisomen, trabalha no TvH e, parecia ter um relacionamento estável com um parceiro. Tudo indicava que seria uma atualização normal, se não fosse o fato de também um registro de crianças nascidas com genes de lobisomens. É claro que o americano havia decidido trabalhar ambas as situações juntas, facilitando uma única ida a família, ao mesmo tempo para as crianças, que entenderiam como seria as atualizações nos próximos anos. Adentrou, no local onde seria a entrevista, verificando os feitiços que permitiriam o sigilo de todos, como também proteções físicas contra qualquer tipo de descontrole. Fizera questão de que estivessem cuidados, já que entendia os problemas e dificuldades que lobisomens enfrentavam na sociedade. Não estava ali para julgá-los, mas também orientar, se fosse extremamente necessário. Quando teve certeza absoluta de que estava tudo nos conformes, o som de batidinhas na porta surgiram, fazendo com que Sam deixasse a pena de escrita rápida e o pergaminho prontos, antes de seguir para recepcionar o grupo.

- Senhor Weylin? É um prazer conhece-lo - Ofereceu a mão para um breve cumprimento, abrindo espaço para que os três pudessem adentrar a sala. Observou os dois pequeninos jovens e acenou, tendo a certeza de que pelo menos tinham almas vivas dentro da sala, e não um bando de morto falando de sua vida mortuária - Por favor, neste sofá. - Apontou para eles - Desejam algo para beber, ou comer? Este prato de metal da cornuália, foi criado para trazer o que desejam. Infelizmente não tudo - Sorriu para as crianças, esperando quebrar o gelo - Precisam ter pelo menos algo saudável. - Rindo, lembrando-se imediatamente de Maddie naquela idade, não pode deixar de sentir nostalgia com o passado que agora era só uma mera história - Sou Sammuel Wolters, e podem me chamar de Sam. Sou o Chefe do Departamento do Controle e Regulamentação de Criaturas Mágicas. Minha maior responsabilidade é garantir que famílias, ou indivíduos que sejam criaturas tenham a chance de serem rastreados caso precisem de ajuda ou cuidados. Sob o registro, poderão exigir direitos, ter emprego e, também, criação de famílias. - Era bom explicar a todos o propósito da reunião.

- Espero que sejam honestos hoje. O que tenha acontecido a vocês no último ano ou em suas vidas poderá ajudar outros jovens, como também a saber como poderemos protege-los, se preciso. - Esse era Sam. Um homem que devotava sua vida a cuidar das criaturas mágicas e morreria por elas, se fosse preciso - A sala está protegida para que nada saia daqui e esta pena e pergaminho escreverão tudo para manter um registro do que foi falado e, se precisarem de uma cópia, lhe será oferecida. Podemos começar com o Senhor, Nikolai? - Deixou sua pasta sobre a mesa de centro que os dividiam - Gostaria de seu nome completo, idade atual, trabalho e como anda seu relacionamento com seu atual parceiro. Como tem sido o último ano, em especial com a poção Acônito e se houve necessidade de modificar a dosagem. As questões sobre as crianças ficarão para após esta breve atualização sua. Mas se quiser começar a explicar como se deu a situação de status de solteiro para pai de família, facilitaria muito para entrevistar as crianças.
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Re: Sala de Registros - Sammuel Wolters

MensagemRomenia [#182511] por Nikolai Weylin » 09 Jan 2018, 16:28

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-Isso mesmo... – Afirmei antes a breve pergunta, soltando a mão direita para que pudesse retribuir ao aperto de mão do oficial. – Prazer.– Devolvi o cumprimento, guiando as crianças para o sofá que nos fora indicado. –Vamos, podem se sentar. – Falava em um tom calmo, como de costume, exatamente para tentar diminuir a ansiedade que eu sabia existir entre as crianças, afinal de contas tudo aquilo era novo para elas. Era um mundo em si inteiramente novo, cheio de magia e sonhos que agora lhe eram alcançáveis, assim como burocracias irritantes. Sentei-me, observando os garotos se ajeitarem antes de suspirar por um instante, apenas voltando a atenção para oficial quando o assunto registro em si viera à tona.

“Criaturas...” A palavra tinha gosto amargo em meus pensamentos, fazendo com que meus olhos se estreitassem levemente toda vez que eu a escutava. O que diferenciava criaturas de bestas, se não uma leve camada de cordialidade para não deixar tão explicito o significado da palavra? Ouso dizer que, por um lado, eu abominava aquele tratamento especial que o Ministério tinha, tanto quanto o adorava. Imagino que meu ódio atual se devia a presença das crianças, exatamente porque tinha consciência de que elas não mereciam passar por aquilo. Elas não deviam sequer existir, não é mesmo? –Sim senhor...– Concordei em tom baixo, novamente olhando na direção das crianças e erguendo as sobrancelhas, como que para frisar a necessidade de dizerem a verdade, a qual eu também desconhecia.

-Claro. Pra mim é até melhor.– Assim poderia dar a elas o tempo necessário para relaxarem, assim como um exemplo de como essa ‘conversa’ funcionaria. – Bem, meu... nome continua o mesmo da ultima vez que eu vim.– Comentei, com ar meio distraído, procurando relaxar a mim mesmo. –Nikolai Weylin, tenho agora vinte e um anos...– Ergui os olhos, buscando pelos do oficial no intuito de ver ali qualquer reação. A matemática era bem simples, não demoraria dois segundos para que os cálculos fossem feitos. As crianças tinham sete anos, o que queria dizer que eu os tinha feito aos quatorze. Afastei estes pensamentos de minha mente, procurando me focar na história que eu tecia para o americano.

-Continuo empregado como médico especializado em substancias mágicas, no hospital Theophrastus von Hohenheim. Meu relacionamento... hum, bem, estamos noivos. – Franzi levemente o cenho. –Admito que as coisas não estiveram muito bem no ano anterior, m-mas nada que não fosse resolvido. Digamos assim que eu virei pai e... ele também. – Escolhia minhas palavras com cuidado, imaginando a pequena Nessie no meio de nosso relacionamento conturbado e, agora, mas três garotos. “Três.” Frisei mentalmente, sentindo um arrepio me descer a espinha. Estendi a mão para o prato, a fim de alcançar um copo de água do qual tomei um gole antes de dá-lo a Mihail assim que o garotinho puxara meu braço para pegar o copo ele mesmo. – A poção... eu realmente não sei se precisei mexer na dose, eu tenho optado por usado o manto que impede a transformação por um todo. Tomo o acônito na dose de sempre para manter a consciência limpa, caso algo dê errado...– O que me lembrava um fato importante.

-A-aliás, hum... Eu tive sim um pequeno problema no ano anterior. Eu não sei se as pessoas do hospital chegaram a comentar. Eu não... feri ninguém, moramos bem afastado das vilas trouxas e bruxas e Hideki conseguiu sair bem a tempo, mas, bem ele teve uma filha. – Comecei por ai, procurando não me embaralhar com os fatos, - É uma garotinha adorável, enfim... Foi difícil me acostumar com a rotina de um bebê em casa e eu ainda não tinha o manto. Sei que acabamos nos deitando pra dormir de tarde e eu acordei... um pouco em cima da hora, a lua já tinha começado a subir e... em suma ele voltou para Vaduz pela noite e eu fiquei sozinho. Acabei entrando em uma armadilha de urso e...– Ergui levemente o tecido que cobria a perna esquerda para mostrar a cicatriz.

- Eu me machuquei na primeira lua. Foi uma semana... sofrida, para se dizer o mínimo. – Deixei-a cair novamente. –Mas eu não machuquei ninguém e constatamos que a armadilha era realmente bem velha. Eu achei algumas outras e uma cabana de caça dentro dos limites dos nossos feitiços de segurança. São coisas tão velhas, devem estar lá desde os anos setenta, por ai. Tem uma bela coleção de carabinas, inclusive uma Winchester que são uma maravilha e...– Pausei, percebendo que havia me destoado completamente do assunto por um instante, -E-enfim... Hum, compramos o manto logo depois desse incidente e eu basicamente não me transformo desde então. Acho que faz pelo menos uns seis ou sete meses que não me transformo. – Terminei por fim aquela parte da conversa, voltando a atenção para o garotinho do meu lado.

-Você quer mais água? Pode só pegar, tudo bem? Não precisam me pedir... – Disse-lhes em tom baixo. Me recostei então contra o sofá, observando os três por um instante antes de voltar a atenção a Sammuel. –Quanto as... crianças, Sr. Wolters... eu não faço ideia de como eu virei pai. Foi literalmente da noite para o dia. – Franzi levemente o nariz, ciente do absurdo que aquilo parecia, -Talvez eles possam te dizer mais do que eu. O que posso adiantar, hum... Sam. É que eu venho de uma família cigana, então... realmente não me surpreenderia se eles nasceram depois de alguma noite de festas em alguma cidadezinha.– Eu sabia que aquilo era uma mentira, mas verdade seja dita? Eu tinha medo. Eu tinha medo do que o Mestre poderia nos fazer se ele soubesse de nossa localização. Eu conhecia pessoas que morreram por muito menos.

Mais do que isso, eu havia trabalhado encontrando os espécimes considerados fugitivos. Para falar a verdade, eu saberia exatamente com quem dormir para conseguir as informações que precisava, não me surpreenderia se outro lobo a seu serviço também o soubesse. – O que sei é que um velho conhecido os trouxe até mim uma bela noite e... disse que eram meus.– O que, olhando para cara deles, era impossível de descordar. Além do cheiro, eles tinham o meu cheiro. Um lobo reconhecia outro, assim como a sua prole. –Estavam magros, doentes e famintos. Esperei que estivessem mais fortes para traze-los e, infelizmente, é tudo que sei. – Também não havia me dado o trabalho de perguntar a eles, em toda a minha vida como um mercenário, eu sabia perfeitamente bem que pessoas perseguiam umas as outras atrás de informações e o quanto menos eu soubesse, mais segura seria a vida para eles e para mim.
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Re: Sala de Registros - Sammuel Wolters

MensagemEstados Unidos [#182950] por Sammuel Wolters » 12 Fev 2018, 14:52

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Ouviu com cuidado a historia do jovem lobisomem, que mesmo com suas dificuldades tinha um ótimo emprego, conseguia elaborar suas poções e parecia ter um parceiro adequado. Sam não se surpreendeu com essas partes de sua vida bem elaborada, mas sim com as três crianças que estavam ali. Pelo que tinha lido do registro do homem como também pelo seu discurso, a aquisição paterna era algo recente, e talvez não ainda bem organizada - Entendo - Disse, para que pudesse ouvir a continuação dos acontecimentos, ainda mais quando contou sobre a situação deplorável que aqueles três jovens estiveram antes de encontra-lo. Ao que afirmava, tinha ali uma completa afirmação de ser o pai das crianças e que não tinha conhecimento das mesmas até a dramática situação. O que os tornava possíveis lobisomens, ainda mais pelo fato de talvez também não terem recebido todas as vacinas para controlar e cuidar para que as crianças tenham uma infância adequada.

- Senhor Weylin, creio que este ano realmente fora diferente e cheio de reviravoltas. - Começou, juntando as palavras para a etapa a seguir - Podemos fazer um teste sanguíneo e verificar se possuem seu DNA modificado para lobisomens. Se isso realmente acontecer, poderemos oferecer as devidas vacinas que vocês três precisam. - Olhou diretamente para eles, com um sorriso. Sentia-se comovido com a breve história do adulto, mas isso não queria dizer que iria somente seguir por esse caminho - Se não se importa, gostaria de conversar com eles enquanto os testes vão sendo feitos, assim poderemos cuidar do que for preciso, para que possam voltar para casa com você hoje seguros de que a primeira transformação não aconteça tão cedo. - O tom sério de Sam não indicava que ele não estava preocupado. Muito pelo contrário. Conter 1 lobisomem era uma coisa, agora 3 crianças, isso poderia ser um desafio em tanto, quando si próprio é uma criatura mágica.

- Vamos fazer o seguinte. Vou chamar uma responsável por avaliações de sangue de criaturas e enquanto isso, vocês podem comer algo e quando ela retirar o sangue, senhor Weylin, vou pedir para que o senhor se retire da sala. - Começou a explicar o procedimento, para que todos soubessem o que iria acontecer. Fazia isso com Maddie, e com certeza iria fazer isso com outras crianças: trata-los com a idade que possuem e que deveriam saber tudo do processo - Vamos registrá-los como lobisomens, somente por precaução e com isso poderão receber as vacinas de forma gratuita aqui no Departamento, todos os anos que precisarem renovar o registro. Está bem? - O processo, em si, fora rápido. Chamara uma das oficiais, que trouxe com sigo os utensílios e realizou a retirada do sangue. Sam esperou que eles começassem a chorar, e por isso fechou a porta da sala, para que ninguém ficasse sabendo do que acontecia. Ali era algo privado e, por isso, precisava ser mantido assim.

Quando isso terminara, pediu para que a oficial acompanhasse o pai das crianças e logo depois sentou-se à frente deles - Bom, daqui em diante vocês poderão contar a sua história e ficará entre mim e vocês. Isso ajudará a saber quantos anos tem, de onde vieram e o que estavam fazendo até antes de conhecer o seu pai. Estou aqui para ajudar e, se precisarem de algo, podem pedir. - O tom gentil e elegante mostrava também que estava em busca da confiança deles - E podem ter doces, a não ser que seu pai o permita. Que tal começarmos com o nome de vocês e o que lembram da mãe?
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