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Na Zonko's não citamos nenhum dos personagens dos livros ou filmes. Vivemos no mundo mágico, mas nem Harry Potter, Voldemort, Dumbledore, Comensais da Morte e etc. existiram em nosso mundo, com isso você não pode usar nenhum sobrenome dos personagens dos filmes ou livros. O fórum encontra-se nos dias atuais, no ano de 2013 d.c. e as condições climáticas variam de dia para dia e de tópico para tópico, conforme você poderá observar. O nosso período letivo dura oito meses contando com as férias. Nossos adultos recebem por dia de presença e seus tópicos em ON lhe renderão pontos e goldens (nossa moeda). Você nunca poderá interpretar a ação de outro personagem (salvo com autorização), mas poderá interpretar livremente o seu personagem (seja sempre coerente), lembrando que toda ação possui uma reação. A capital do Mundo mágico está localizada em Vaduz, Liechtenstein.

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Polliakov Drogerie

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Polliakov Drogerie

MensagemRussia [#1172] por Mestre de Durmstrang » 22 Nov 2008, 23:14

Olho de cobra, pata de besouro, pó de chifre de buffalos pernetas, crina de kelpie, ovos de serpente albina, saliva de morcego, unha de hipogrifo, penas de faisão. Você pode encontrar praticamente qualquer coisa na botica de Ek-Tagh, desde as livremente comercializáveis, às ilegais e que não deveriam, em hipotese alguma, ser vendidas sem uma autorização e controle do Ministério da Magia. Mas como diz Herr Igor Polliakov, o boticário, ninguém vive só de neve! Quem tem uma família não pode se dar o luxo de andar sempre na linha, é preciso se desviar um pouco do caminho para mantê-la unida e forte.

A botica localiza-se no lado esquerdo da pracinha central, quase completamente escondida pela neve, normalmente apenas o telhado pode ser visto. Em seu interior, além das prateleiras com frascos e tigelas cheias de ingredientes, peles de animais enchem todo o local, penduradas nas vigas do teto. Garras e presas enfiadas em um barbante, formando colares bizarros, nacos de carnes secas, cestos de ovos enormes e brilhantes, dentre outras bizarrices. Estranhamente, depois do PUB, é o local mais bem visitado de Ek-Tagh.


CLIQUE AQUI PARA ENTRAR NA LOJA!
Mestre de Durmstrang
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[?] ~ por Beaumont Choiseul

MensagemButao [#63903] por Beaumont Choiseul » 16 Dez 2010, 15:17

  • 8 Pts.
[?]


Existem certas ocasiões em que um homem tem de revelar metade do seu segredo para manter oculto o resto.
Philip Chesterfield


Forte nevasca se aproximava do vilarejo de Ek-thag, Beaumont Choiseul sentia isso em seus ossos. O vento frio lhe rachava os lábios. O passo era dificultado pelo grosso manto de neve sobre a calçada irregular. O docente, no entanto, se alegrava com isso, e ainda mais lhe impressionava que nem mesmo pelas janelas se enxergava rostos curiosos. Não queria que ninguém o visse, ou melhor, não queria sequer que alguém suspeitasse que estivera ali: nem o seu próprio mordomo, fiel empregado de anos, Antonie, tinha conhecimento de onde estava naquele momento – “Ele compreenderia, é claro, mas nem quero imaginar o que ele pensaria de mim se soubesse...” – e mesmo as suas vestes faziam transparecer tamanha discrição, pois, destoante do seu costumeiro terno cor-de-rosa e plumas multicoloridas, apenas um sobretudo e um chapéu bruxo (para cobrir os seus cabelos brancos) poderiam ser vistos por um ocasional observador – o que se justificava pelo frio que fazia. Sim, tudo fora premeditado!

Bateu duas vezes e entrou, sem mais. Um odor sufocante de carne podre pairava no ar, e mesmo a paisagem causaria náuseas a qualquer um não acostumado com este gênero de lojas. Beaumont sofreu todo o impacto ao adentrar na loja, mas se conteve e se dirigiu ao balcão com o inevitável porte aristocrático que havia em seu andar. Por nenhum momento abaixou a guarda: o sobretudo cobria até mesmo boa parte do seu rosto e o chapéu bruxo dificultava ainda mais o seu reconhecimento. As pernas no balcão, sentado numa cadeira velha de madeira, e com a cabeça escorada na parede, o dono da drogaria dormia – certamente ciente de que ninguém deveria visitar a sua loja num dia daqueles:
– Herr Polliakov! – bradou o professor com sua voz naturalmente afetada, repetindo: – Herr Polliakov! É hora de negócios e não de sonecas, chuchu. – ao que o velho homem gordo acordou. Todos sabiam que ele era completamente careca, mas fazia questão de ocultá-lo com um chapéu-coco que, somado ao seus bigode grosso e loiro, dava-lhe um ar de comicidade. Levantou-se num ato brusco e enrusbeceu tão logo reconheceu quem era o seu cliente. Era conhecido por Herr Choiseul naquela região e não havia ninguém naquele vilarejo que não conhecesse e não fosse conhecido por Beaumont Choiseul. O velho se desculpou pela situação em que fora encontrado, alegando que era-lhe inimaginável que algum cliente fosse surgir com tamanha nevasca do lado de fora – e sem permitir delongas, Choiseul levantou a mão com a palma aberta em direção ao homem e a fechou. O homem ficou calado, e então o docente se pôs a falar: – Não se preocupe, Herr Polliakov, para todos os efeitos, eu não estou aqui. Aliás, você apenas tem uma vaga lembrança de mim, ursinho. Quem veio hoje é um completo estranho, excêntrico e introspectivo. E nas próximas vezes em que eu não vier aqui, será sempre o mesmo. O mais importante, na realidade, é que mande os ingredientes que eu escolher por uma coruja à meia-noite. Nem antes, nem depois. Eu o pagarei através dessa mesma coruja, portanto mande uma coruja INTELIGENTE. Já volto, coração. Vou ver ali o que quero. – e com a mesma amabilidade com que dissera essas palavras, agia ao tocar nos ingredientes. Parecia não saber nem ele próprio o que queria, tanto que às vezes fazia cara de nojo ao encostar em algo que demonstrava ser algo que ele não imaginava ser. Tudo o que selecionava, era colocado numa bolsinha de couro de briba. E foi quando ouviu, tal como na sua chegada fez, a porta bater e de repente se abrir. Imediatamente escondeu a bolsinha, fechou ainda mais o sobretudo e baixou mais o chapéu para ocultar o rosto: “Quem...?” – perguntou-se, tendo em vista que algumas estantes e armários impediam a vista de quem acabara de chegar. Ciente de que se esconder seria muito mais suspeito, foi para diante do balcão novamente e se virou para ver quem chegava (que, com sorte, seria algum desconhecido não-pertencente àquela região). A surpresa, no entanto, uma desagradabilíssima surpresa, lhe fez vibrar todo o corpo.


***

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Beaumont Choiseul
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[!] ~ por Constanze Lichnowsky

MensagemAlemanha [#63927] por Franziska Schaumann » 17 Dez 2010, 00:51

  • 2 Pts.
[!]



A tristeza também provoca doenças.
Sófocles


Não havia vacilar em seus movimentos. Ela conhecia cada rua daquele vilarejo e, quem sabe, cada família dele também. Viveu no castelo de Durmstrang por mais de cinqüenta anos, indo regularmente àquele vilarejo e suportando ocasionalmente a hospitalidade de seus moradores. Insuportáveis! Costumava pensar, mas ainda assim aderir à política da boa vizinhança. Infelizmente, toda paciência tem limite e por isto preferiu desvencilhar-se de qualquer apreensão de um daqueles subdesenvolvidos. Encobriu-se com um manto negro, para que, efetivamente, não viesse a ser detida por nenhum curioso que, ainda ao acaso, pusesse a cabeça para fora da janela e se deparasse com a velha Constanze Lichnowsky mancando pelas ruas de Ek-Tagh. O manto não só deturpava a sua verdadeira imagem, como também garantia a personagem mal encarada – que brutamontes daqueles arriscaria aceitar uma maça daquela corcunda? A tosse excessiva entortava-lhe o corpo para frente, fazendo-a apoiar uma de suas mãos trêmulas na barriga que doía e deixava-lhe impaciente.

Mandara Elfa buscar os ingredientes de sua poção, mas a jovem elfa ainda não se adaptara à vida de servidão – não de forma inteligente, cometendo erros todos os dias e sendo punida constantemente. A própria Lichnowsky prometera-lhe bons sopapos assim que se recuperasse da enfermidade que lhe acometera. Logo chegou à praça central e, cautelosamente, encaminhou-se em direção a um casebre. O frio lhe doía a espinha; a nevasca ainda era promessa, mas os sapatos já estavam cobertos de gelo, assim como as paredes da miserável loja. Parou à porta, subiu o único degrau da entrada, e bateu, levemente, duas vezes. Toc toc. O ranger do assoalho denunciou a presença de algum cliente na loja. Àquela hora? Certamente um turista. Sem mais, girou a maçaneta e se fez presente no interior.

Dirigia-se ao balcão, com a lista de ingredientes já em mãos, e uma tosse miserável corroendo-lhe a garganta. Punho cerrado fronte aos lábios, estes emitindo sopros grosseiros; olhos lacrimejando; vista cansada. Tudo, porém, esquecido assim que encarou o cliente que surgira ao balcão, encarando-a espantado. O ar que lhe faltava quase a fizera tombar no chão. – Menino... quero dizer, Professor Choiseul? – sua voz escapuliu miúda, ao mesmo tempo em que irritantemente rouca. Não sabia o que dizer. Deixou o manto escorregar ao chão e retomou a postura ereta do corpo. Encarou-o enigmática e, enfim, disse: - implorei tanto para que alguém me comprasse esta listinha de ingredientes e você me ignorou! Salafrário! Vinha à botica, mas... qual o problema da professora Lichnowsky locomover-se à esta hora até aqui? Qual o problema de termos uma senhora debilitada em nosso castelo, mendigando compaixão? Ela que sofra, ceto?! Você não tem um pingo de sensibilidade! É um homem monstruoso, inescrupuloso e... aliás, o que está fazendo aqui, Choiseul?!



off por MP, Will. Leia! Quero falar contigo acerca.
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Postado Por: João Pedro Botelho.


[!] ~ por Beaumont Choiseul

MensagemButao [#64037] por Beaumont Choiseul » 20 Dez 2010, 08:06

  • 16 Pts.
[!]


Se havia alguém que não esperava encontrar naquele lugar, este alguém era justamente Constanze Lichnowsky. Mais que não esperar, não queria encontrá-la naquela situação. Tinha desde a adolescência a certeza de que ela a odiava e menor não deveria ser tal ódio ao tê-lo como colega de profissão – pelo contrário, Beaumont Choiseul já não estava mais submisso a ela, e não poderia haver para ele nada mais significativo que isso. Não é para menos, portanto, que, seguida a surpresa inicial do encontro, tomou-lhe o corpo e a alma o sentimento de raiva. Sim, raiva, pois ela o chamara de menino, porque ela falava como se ele fosse um garotinho de recados e porque o tom de sermão na voz idosa da mulher jamais lhe saíra das lembranças e bem sabia que aquilo se repetia naquele instante.

– Para início de conversa, professora Lichnowsky, não fale nesse tom comigo! Você já era uma velha senil quando lecionava na época em que eu era estudante, mas se há algo que lhe sobra é vitalidade. Uma vitalidade diabólica, eu diria. Se voltàssemos às velhas detenções com correntes e ferros em brasa, estou certo de que você acordaria vívida como uma criança. A propósito, você é a monstra inescrupulosa aqui! Você é que é a Fera (e eu a Bela, é evidente). E já que insiste em se meter em minha vida, lhe darei o desprazer de informar que não faço nada condenável: vim apenas comprar algumas essências para os meus banhos aromáticas. A beleza é uma dádiva que deve ser cultivada com primor! Bem, é claro que você não sabe disso, bem se vê. – e a fez percer que a olhava dos pés a cabeça, como se confirmasse o que acabara de dizer. Levantou a cabeça e virou os calcanhares. Estava frustrado por não ter conseguido o que queria, uma vez que a presença de sua velha docente comprometia o segredo que a operação exigia, mas ao menos ficava feliz em concluir que soubera dissimular bem. Virou-se então para o velho vendedor:– Passar bem, Herr Poliakov. Já vi o que queria. Mandar-lhe-ei uma coruja quando puder. Quanto a você, professora, deixe de se fazer de reumática e vá planejar as suas torturas coletivas que gosta de chamar de aulas. – e entou se dirigiu à mesma porta pela qual entrara.

***

Se eu não falar contigo pelo MSN, veja as tuas MPs.
Beaumont Choiseul
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Postado Por: Will.


Re: Polliakov Drogerie

MensagemAlemanha [#64741] por Franziska Schaumann » 02 Jan 2011, 10:40

  • 8 Pts.
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Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado.
Clarice Lispector


Como de costume, o velho Choiseul a tratou como sempre quisera tratá-la: como lixo. Sentia o amargor em sua voz; a raiva eloqüente; o ódio desvelado. Os olhos da velha foram tomados por água, entrementes a tosse, ao passo em que tentava entender piamente como e por que era tratada como vilã. Isto mesmo. Sempre acreditou que, um dia, seus alunos perceberiam que a sua postura era com o objetivo único de educar, algo que crianças não apreendem, já velhos como Choiseul... O homem saiu pomposo, ela sentia em suas passadas um tom de vitória. Realmente, Beaumont Choiseul fora vitorioso, já Constanze Lichnowsky perdera.– mas eu bem que tentei, Poliakov. Eu bem que tentei.

Flashback

O jovem Poliakov era apenas um garoto sentado no canto da boticária de seu pai. Magrinho, fraquinho, todos comentavam que nunca seria suficientemente capaz de dar continuidade aos negócios do pai quando este morresse. O velho, por sua vez, contava, na melhor das hipóteses, com dez anos de vida. Era um homem agradabilíssimo, muito bem visto por toda Ek-Tagh, e talvez por isto, algumas senhoras intrometidas já pesquisavam quem seria o possível suplente do senhor Poliakov quando o seu filho falhasse. Constanze acabara de sair de uma rodinha destas. Detestava Ek-Tagh e seus habitantes fúteis, mas é de se confessar que ela não havia resistido a um bom fuxico. Saíra apenas porque vira outro professor de Durmstrang adentrar a boticária em questão. Ela o seguiu a passos largos, sendo que tinha um importante assunto para tratar com ele e não poderia mais esperar. À porta da boticária, deu duas fortes batidas e entrou.

- É verdade que o senhor, na última aula, dividiu a turma entre meninos e meninas? – perguntou ainda da porta, agora se encaminhando ao balcão da boticária. Não era uma velha doente. Aliás, seus cabelos ainda possuíam fios louros, porém seu semblante fechado denunciava a mesma sobriedade de sempre. Não é difícil de se reconhecer Constanze Lichnowsky com o passar dos anos. Ela ainda tinha o mesmo corte de cabelo, o mesmo corte de roupas, o mesmo número no manequim e, enfim, a única coisa que trazia mudanças era o envelhecimento. O professor, em resposta, acenou positivamente com a cabeça. Ele estava assustado, demonstrando não entender onde Constanze queria chegar. – então é verdade que o senhor permitiu ao Choiseul fazer parte do grupo de garotas?!

O jovem e espirituoso professor de poções a olhou intrigado. Decerto, questionava como esta notícia chegara a ela e ainda mais porque aquilo lhe interessava. A professora de transfiguração manteve a feição impassível, para o desespero do outro professor. Ele respirou fundo e mais uma vez confirmou. – Isto é um absurdo! – bradou ela alto – como é que você quer que ele entenda que meninos é uma coisa; meninas é outra; e cada um tem que agir como tal? O garoto Choiseul precisa se portar como um verdadeiro homem e nós bem sabemos que seus pais são tão ausentes que não conseguirão passar esta lição para o seu filho. O encargo, portanto, é da escola. E o que professores como você fazem? Deixam-no ficar no grupo das meninas! Qual o problema se ele ficar no grupo das meninas? Brincar com as meninas? Se portar como menina? Achar que é uma menina? O problema é que ele é um MENINO!

Interessantemente, um sorriso faceiro brotou nos lábios do professor, para o espanto de Lichnowsky. O mundo trouxa vivia uma “revolução sexual”, mas o mundo mágico nunca se ativera às novidades ou à tecnologia. Ela não permitiria que professores pró-trouxas trouxesse estas idéias para dentro de Durmstrang. No fundo, outro sentimento se escondia no discurso de Constanze, o qual seria porcamente destrinchado pelo professor – Eles não vão voltar. Eles não vão ser substituídos. Seus filhos estão mortos, Lichnowsky! Não há pais ausentes, mas sim uma professora apegada às crianças, quase as implorando para que seja seus filhos e obedeçam as suas regras! Você é louca!

E os olhos da mulher se encheram de lágrimas. A lembrança de seus filhos, mortos em guerras, lhe doía o coração. Respirou fundo e se recompôs. Àquela época seus sentimentos eram mais transparentes, portanto todos notaram que ela ficara abalada com o comentário do homem. - Não estamos falando de meus filhos, professor! Estamos falando de crianças! Estamos falando de educação! – e, da sua capa de inverno, ela retira cuidadosamente um chicote, voltando a encarar o professor nos olhos, possessa de raiva, mas também emocionada. – você pode não querer fazer nada. Você pode insistir neste crime contra a natureza. Eu não. Se não queres educar o Choiseul, se seus pais não querem educar o próprio filho... – estalou o chicote no chão, deixando uma lágrima escorrer – eu mesma educo!

Deu as costas e partiu. Ninguém tentou impedi-la, exceto o jovem filho do dono da boticária. Em suas mãos havia um pacote pardo de porte médio, o qual ele entregou para a mulher. Ela o olhou, intrigada, e ele logo explicara que aquelas eram as ervas que ela costumava buscar naquela data. Diante da confusão que teve, o jovem duvidava muito que ela fosse voltar para buscar. Constanze sorriu agradecida e logo dissera: - você será um grande boticário, rapaz!



arco finalizado.
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Re: Polliakov Drogerie

MensagemUcrania [#186445] por Yevhen Kirdyapkin » 30 Ago 2018, 17:00

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Após passarem na Borkin & Burkes para que Viktor não comprasse coisas, mas, vendessem aos donos da loja, eles aparataram para outra região, ligeiramente longe dali, necessitando fazer "escala" no caminho em outra cidade para o risco da aparatação não dar errado. Não tardou muito para que ambos estivessem no território mágico da Rússia, mais precisamente na vila Ek-tagh. Yevhen nunca havia pisado por ali. Mas, já deixara claro que não gostou, queria voltar para casa. O garoto não daria o braço a torcer. Na verdade, devo dizer, estava para nascer uma pessoa tão turrona e cabeça dura que nem nosso ruivinho.

- Este lugar aqui não é um dos meus preferidos, mas, sua tia - referenciava à Victoria a qual havia recentemente falecido - às vezes me pedia para vir até aqui. - dizia com ares nostálgicos e visivelmente abatido. Toda vez que citava o nome da falecida era aquele percalço a ser superado não somente pelo ucraniano, mas, por todos que estavam ao seu redor, às vezes ligeiramente constrangidos pela situação. Viktor parou um pouco à porta da loja, olhou para cima, como se quisesse resgatar na mente algumas lembranças, sendo interrompido pelo moleque.

- Por que estamos aqui, tio? Se vir aqui te faz ficar mal? Precisa mesmo disto? Não gosto de poções. É isto o que é aqui não é? Tipo aquela do beco diagonal? Não precisa se sujeitar a isto somente para me tentar fazer gostar da escola. - falava com sinceridade ao homem, apertando sua mão contra sua com mais força, chamando-o gestualmente para saírem dali. Mas, Viktor se manteve em pé. Disse que precisava superar aquilo, afinal, já haviam se passado mais de seis meses desde a morte da falecida a qual Yevhen não era muito com a cara.

- Aqui tem umas coisinhas legais. Poções interessantes as quais não sei fazer, mas, que podem ser uteis a você em Durmstrang. Já te falei, não já? - dizia, entrando na loja, sendo cumprimentados pelo homem atrás do balcão. Viktor já havia ido ali, inclusive antes de estar com a mulher a fim de comprar utensílios ilegais os quais necessitava. Portanto, era conhecido e teve passe livre pelo dono da loja.

Aproximando-se de Herr Igor Polliakov, Viktor cumprimentou-o.
– Quanto tempo, senhor Zolnerowich. Como tem passado? – disse o homem, não querendo entrar no assunto, embora já fosse conhecedor, da morte da esposa de seu cliente. Viktor disfarçou suas emoções para o cara, tentando ser o mais agradável possível, até porque, o russo sempre conseguia tudo o que o ucraniano precisava. – Vim trazer este moleque aqui para dar uma olhada nas suas coisas, Igor. – dizia num tom amigável; Yevhen forçando um sorriso para o homem e prestando atenção na conversa dos dois adultos, já que tudo que o cercava não lhe chamara a atenção. – Você tem por ai a poção da invisibilidade e o pó escurecedor instantâneo do Peru? – perguntava, enquanto dava uma olhada por cima pela loja, virando até mesmo para apreciar a vizinhança. Igor assentiu, indo até ao fundo para pegar os utensílios que lhe foram requisitados, perguntando se era apenas um de cada que o ucraniano queria.

- hum... pode me dar quatro de cada. Nunca se sabe quando vamos precisar disto, não é? – disse, rindo, tirando sua carteira do bolso para pagar o russo. – e alguma novidade por aqui? Clientes precisando de coisas interessantes para comprar? – perguntava ao homem. Igor vivia direcionando clientes para o loiro que precisava de artefatos mágicos inusitados e raros. – Não esquece de me indicar para aqueles que você achar seguro, hein? – dizia, jovialmente, recebendo uma afirmação do russo.

Não tardou muito para que Yevhen e Viktor saíssem da loja e juntos se dirigissem a algum lugar para lancharem. Viktor viria com aquele papo chato de sempre para com o moleque, mas, acabaria por perceber que o garoto forçava resiliência, que sua armadura contra o Mundo Mágico paulatinamente iria se quebrar e ele, poderia não abraça-lo totalmente como muitos de seus “irmãos” de sangue já haviam feito, mas, pelo menos poderia ser mais complacente e aceitar o que o destino lhe pusera diante de seus olhos.
Yevhen Kirdyapkin
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