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Zentralen Platz

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Re: Zentralen Platz

MensagemArgentina [#185830] por Alice Gutiérrez » 16 Ago 2018, 10:37

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Droga. Por que russo tinha que ser tão difícil assim? As letras pareciam se misturar e acabavam confundindo toda a minha cabeça, deixando-me mais confusa do que deveria. Não teria jeito, eu precisaria de aulas durante as férias, porque sempre ficava confuso quando ficava longe do idioma e ficava só no espanhol. Será que August também sofria com isso? Bom, depois perguntaria para ele. Eu precisava, naquele momento, focar minhas atenção para os livros junto de Stasha. - Pera, pera! - Falei tentando fazer a menina ir um pouco mais devagar, antes que eu pirasse e pegasse os livros que surgissem na minha frente. Bem que eles podiam usar os computadores para comprarmos tudo online, né? Facilitaria tanto a minha vida, porque aí, eu poderia pedir tudo pela internet e depois só vir buscar e pagar. Seria meu sonho de princesa essa ideia, e não teria tantos problemas assim.

- A pronúncia eu consigo me virar, mas é só entender mesmo o que está escrito. - Respondi a menina, enquanto fazia um risquinho nos livros que eu teria de diferente da russa. - Aham... Acho que me dou melhor com o Gandalf do que com a Phill... Sem contar, que é legal e divertido. - Comentei animada, lembrando que também precisava de alguns objetos para as aulas. - Mas também vou ter aulas de combate a criaturas mágicas. Não sei exatamente como vão funcionar, mas acho que até você poderia participar. - Disse para minha amiga, fazendo mais um risquinho no lado do livro que reconheci pelo nome de animais. Ao que parecia, não estava sofrendo muito, só precisava voltar a prática. Ou era o que eu falava comigo mesma, para não ficar doidinha igual a Clover, quando ia atrás de um garoto. Só precisava manter a calma, que tudo daria certo em algum momento.

- Eu sei, Stasha, mas não quero fazer nada errado, sabe? É a primeira vez que ela me deixou fazer tudo sozinha... - Dei de ombros, virando a página e vendo que a parte dos livros estava pronta. Ao menos o primeiro trabalho de hércules estava feito, podíamos seguir para o próximo.- Tudo bem... Vamos. Eu realmente estou precisando de umas coisas para as aulas mesmo. - Concordei com a monitora, tentando segurar o riso com o item que não fazia sentido algum. - Olha, eu não sei... mas realmente prefiro nem tentar entender. Além disso, preciso levar algumas coisas estranhas. Por que preciso de crina de kelpie? Não entendo pra que serve mais da metade dessas coisas.. Mas vamos.. se sobrar dinheiro, podemos até tomar um sorvete, o que acha? - Sugeri, já imaginando os sabores que poderia degustar, torcendo para que o dinheiro fosse o suficiente. Ao que parecia, mamãe foi bem certeira em me dar um valor, talvez imaginando que eu pudesse comprar mais coisas do que realmente fosse precisar. Droga. - Talvez eu fale com meu irmão, se ele tiver algumas coisas extras, posso economizar. Só preciso encontrar aquele doido daqui uns trinta minutos. Quem sabe ele não aparece perdido por aí?
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Alice Gutiérrez
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Re: Zentralen Platz

MensagemRussia [#185950] por Stasha Preobrazhenskaya » 19 Ago 2018, 00:35

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- Quem me dera tivesse tempo para ficar com ele o tempo todo. Mas os treinos vêm em primeiro lugar ou eu... - Fiz um sinal na garganta de que estaria morta casa isso não acontecesse. Era comum que todos entendessem isso e não era difícil de perceber quando conheciam os meus pais que deixavam claro que eu não poderia deixar nada interferir nos planos futuros. E isso incluía a magia, que mesmo que eu a amasse de todo o coração e quisesse ser quase como a Feiticeira Escarlate, não era essa a heroína que deveria ser. - Criaturas? Eu me inscrevi nelas, mas estou muito interessada em Psicologia das Guerras esse ano. A Chapeleira Maluca está com um plano bacana de estudar o adversário e sem contar que será também divertido as aulas com a Hannah esse ano. - Percebi que logo ela havia escrito mais algumas palavras e logo marcando que havia reconhecido alguns pontos importantes. Sorri para ela, incentivando que pudesse continuar a ver e tentar reconhecer as palavras - Já já elas ficarão fáceis, pelo menos comunicar não é mais um problema. Seria pior se não entendêssemos o que o Motoqueiro Fantasma fala, ai sim seria tenso.

Enquanto Lice falava de suas preocupações, toquei em seu ombro dando suporte. Meus pais não gostavam muito de visitar o vilarejo bruxo já que isso significava que íamos ter de lidar com coisas que lhes era desconhecido. Por isso, sempre me deixavam ir sozinha ou com a ajuda de outro aluno da escola - Eu sei que vai dar tudo certo, Lice. Você vai conseguir. Estamos andando por ai sozinha a anos e agora podemos finalmente ser meio adultas em algum lugar. - Sorri, sentindo-me ainda mais uma heroína do que antes, sabendo que minha melhor amiga estava confiando em mim para ajudar ela nesta tarefa que não parecia difícil, mas era. Às vezes, grandes heróis demoravam para ver que as melhores missões estavam em possibilitar a cada pessoa a chance de realizar pequenas e muito importantes coisas sozinhos. - O que tá faltando aqui que não entendeu e eu posso te ajudar? - Mais uma vez perguntei, sentindo-me uma das pessoas mais legais do muito vestindo minhas roupas de ballet e pronta para o que eu poderia fazer por Lice. - Crina de Kelpie é muito útil em poções, não? Ainda mais para aquelas com antídotos. Tenho certeza que termos alguns deles será útil para a nossa vida dentro da escola.

Comecei a empurrar ela para dentro da loja antes que ficássemos conversando por cada detalhe dos livros - Com certeza. Se não sobrar, em sorvete lá em casa... aliás, falando em casa. - Comentei antes de entrarmos dentro da loja. Era algo que eu havia pensado há algum tempo e depois de ter vencido alguns campeonatos e competições, meus pais autorizaram com relutância, mas autorizaram. - O que acha de ir lá para casa? Conversei com meus pais e acho que seria legal se você pudesse viajar e ficar lá em casa por uns dias, se quiser. Seu irmão também, é claro. A rotina é meio puxada, mas... - Ajeitei a blusa e logo sorri - Pelo menos podemos ver alguns filmes.
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Re: Zentralen Platz

MensagemUcrania [#194139] por Yevhen Kirdyapkin » 23 Ago 2019, 16:37

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- Ela até hoje não respondeu, tio. – dizia o garoto enquanto andavam pela praça. com o celular na mão. Já havia se passado mais de dois meses desde a última mensagem enviada pelo garoto e sequer o texto havia sido lido. Isto o angustiava e também o enraivecia. Todavia, sua voz era quase como clemência a Viktor para que ele fizesse alguma coisa. O homem, compadecido da angustia do garoto o abraçou enquanto andavam.

- Relaxa. Deve ter acontecido alguma coisa... – dizia o homem sem se preocupar de fato com o assunto, tentar ao menos elaborar algumas suposições para a ausência de palavras.

- Você podia ver o que aconteceu quando for para casa este fim de semana. – pedia o garoto. – não sei aonde ela estuda, mas, deve ser na escola do raion. Não deve ser longe. Ela mora com o pai, senão me engano. Pelo menos acho q é. Nunca vi a mãe dela. – dizia, tentando puxar na memória algo que o satisfaria. – ela é nova no bairro. – justificou a falta de informação. – e não é legal ficar enchendo a garota de perguntas ne? – soltava um sorriso amarelo, enquanto andavam. Chutava algumas bolotas de neve que via pela frente sem qualquer interesse por elas. Ao longe, olhava pequenos gatos pingados surgindo e indo; cada qual com suas preocupações e singularidades.

- Garotas são uma merda, não é? Se você é legal com elas, elas te chama de boiola ou no máximo te consideram amigos; se você é rude, te chutam para fora. Gostam dos caras mais sem noção... – dizia pesaroso lembrando-se do pouco que conviveu na escola trouxa e começara a notar estas singularidades, pois, em outro momento, a única coisa que chamava a atenção do moleque era coisas pertinentes a crianças de fato: brincadeiras, comida...

- Vou pesquisar por que a menina sumiu do mapa, fechado? – dizia Viktor num tom brincalhão, porém, sem diminuir os sentimentos do garoto. – e olhe o lado bom. Ela não visualizou a mensagem. Sinal que onde ela está possivelmente não tenha sinal também; não deixam ela ter acesso ao celular... por que pelo visto, ela não deve estudar na escola que você estudava. Por que não pergunta para um de seus amigos se ele não sabe de alguma coisa? – questionou-o, tentando ajuda-lo.

- Não... – Yev fez careta, semicerrando os olhos ao fitar o tio devido ao pouco de sol que veio ao seu encontro. – eles vão me encher o saco depois, ficar falando merda. Prefiro guardar estas perguntas pra mim. – sorriu sem graça. – ou com a sua ajuda descobrir alguma coisa.

Viktor parou, pedindo ao pipoqueiro um saquinho de pipocas para Yev e ele comerem enquanto se dirigiam de volta à Durmstrang. – Beleza. Quando for pra casa, vou pesquisar sobre a garota. Quem são os pais dela, o que eles fazem e todas estas coisas, fechado? – Yev assentiu em silêncio, agradecendo. – agora para de se preocupar com isto. – passou os dedos nos cachinhos de Yev, sacudindo-os. – não vai adiantar de nada ficar arrumando justificativas para a ausência da garota. Pelo contrário. Só te deixará ainda pior, mais puto e louco com isto. Vai com calma nestes sentimentos ai, garoto. Sei que você gosta dela. – Yev o fitou sem graça, mas, não o contradisse.

– É assim mesmo. Primeiro amor, primeira paixão a gente fica meio sem o que fazer, sem saber o que pensar, pensando muito de uma vez... mas, desvia o foco. Volta sua atenção para os jogos de guerra da escola – o garoto o fitou irritado, pensando em como Viktor poderia falar aquilo, conhecendo-o como conhecia. – É sério, Yev. Joga esta sua energia nos jogos. Ela tem que ser mandada embora dai de dentro. Isto faz mal. É assim que você vai aprender a lidar com estes sentimentos. Não pensando neles toda hora. A garota não deve ser o foco de suas atenções cem por cento, senão logo ela percebe que você tá caidinha por ela e te chuta a bunda ou se acha a última pica da galáxia. Toca a vida. Vou ver porque a garota não te responde.

Yev silenciou. Não queria dizer que concordava com tudo o que o tio falava, tampouco que entendia, aceitava ou faria. Mas, o silêncio parecia mais fácil do que ficar discutindo sentimentos que ainda lhe eram novos, embora fortes, irritantes, incômodos. Talvez ele tivesse certo. Talvez ele devesse procurar outras coisas para fazer. Mas, não aquelas merdas de jogos de guerra. Pensaria em outra coisa. Mais legal e divertida.
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Re: Zentralen Platz

MensagemArgentina [#203138] por Alice Gutiérrez » 06 Jun 2020, 13:19

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Saudades do meu amor
with
Stepan


Eu não via a hora de poder encontrar meu namorado e, literalmente, pular em cima dele. Estava com tanta saudade, que só de imaginá-lo me dava vontade de chorar. Por que os feriados tinham que ser tão longe um do outro hein? Eles não pensavam nas pessoas que tinham um relacionamento como o meu? Muito errado isso, na real! Mas tudo bem, surtos a parte, finalmente mataria minha saudade, mesmo que fosse por alguns dias e depois tivesse que ficar mais um tempo longe dele. Bem que Stepan podia ter tentado uma vaga para trabalhar lá em Durmstrang, né? Tudo bem, não poderíamos nos pegar e tudo o mais, mas pelo menos poderíamos nos ver e nos falar todos os dias! Isso seria bom, muito bom na verdade.

Havia vestido minha melhor roupa assim como a parte mais importante dela para tentar fazer alguma surpresa para ele, torcendo para que ele gostasse também. Usar saia não era uma coisa que eu estava acostumada, mas depois que comecei a namorar com Stepan, meio que comecei a gostar da ideia, assim como me cuidar mais. Minhas sobrancelhas estavam bem cuidadas e minhas unhas feitas, até mesmo maiores do que o normal. Era bem estranho quando meus amigos me viam daquele jeito, mas não importava, eu só queria ver meu namorado e ficar bem linda para ele.

Queria saber aparatar, porque assim chegaria bem mais rápido no lugar que combinei com o russo, mas já que ainda não sabia, aceitei de forma triste ter que caminhar até lá. Era uma parte da cidadezinha que eu não conhecia, talvez por ter mais bares e coisas parecidas. Porém, confiava totalmente em meu namorado e por isso, mesmo me sentindo estranha enquanto buscava o lugar, não abandonei a ideia e cacei o número que ele havia dito. Na carta, ele havia falado que era uma choupana antiga e que ele conhecia o dono. Mas não explicou direito o que era exatamente que havia ali, mas não me preocupei também. E depois de dez minutos buscando meu alvo, finalmente a encontrei, mais escondidinha, perto de uma floresta, ou o que eu imaginava ser o inicio de uma.

Bati na porta algumas vezes e como não tive resposta, apenas abri com cuidado. - Oi? Tem alguém aqui? - Entrei com cuidado, forçando os olhos para me acostumar com a mudança de luz e também na tentativa de encontrar alguém. Era um lugar escuro e lembrava bastante os filmes que assistia com meu irmão, porém, não era tão estranho assim. Tinha uma mesa que julguei ser de jantar pelo tamanho e parecia que uma cozinha ou parte dela ali… Ali tinha cara de ser um bar mas que não era tão utilizado o que me fez ficar ainda mais confusa. - Sou Alice e estou procurando pelo meu nam… AAAAAH! - Não consegui completar a frase, porque senti algo apertar minha cintura e apenas gritei de susto, para depois ouvir a risada tão bem conhecida de meu namorado.

Era sério? Fazia semanas que não nos víamos e ele aparecia para me matar de susto? Fechei a cara, colocando um bico gigante em meus lábios, enquanto ele continuava a rir de mim, enquanto me puxava para mais perto de si. - Não tem graça alguma, quase morri do coração. E se eu estivesse com a varinha em mãos e te azarasse? Oras! - Claro que não estava brava de verdade, apenas por conta do susto, que era algo que eu detestava, mas fazer o que? Assim que ele fez aquela carinha de pidão, todo o vestígio de raiva foi embora, de modo que apenas o abracei e pulei em cima dele, para poder beijá-lo.

Jamais esqueceria o quão gostoso e viciante eram os lábios dele, assim como seu cheiro. Uma mescla de cigarros com menta e uma pitada de… bem, Stepan. Ele era a minha droga favorita e só quando o senti me apertar, notei o quão viciada estava nele. - Senti tanto sua falta. Você tem tanta coisa para me explicar, mas antes disso, que lugar é esse e por que está tão vazio? - Questionei enquanto prendia minhas pernas em torno da cintura dele, sabendo que ele estava me levando para algum lugar, sem realmente me importar. Conforme ele explicava, as coisas começaram a fazer sentido, até que finalmente ele sentou em algo que parecia ser uma poltrona.

Não estava tão errada assim, já que ali era antigamente uma pousada e, como não estava em época de alta temporada, era fácil ir ali para aproveitar o tempo sozinho. - Então… quer dizer que vamos ficar sozinhos aqui por algumas horas? - Eu havia entendido mesmo o que ele estava dizendo? Aquilo era real? Bem, o sorriso malicioso dele respondeu não apenas aquela pergunta feita, mas outras que eu ia fazer, de modo que mordi meu lábio e brinquei com minhas unhas em sua nuca. - Vamos para um quarto logo, quero matar toda a minha saudade de você, Stepan!
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Re: Zentralen Platz

MensagemDinamarca [#207345] por Alexander Frowber » 16 Set 2020, 21:48

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Eu nunca exatamente havia lidado conscientemente muito bem com a linha de pensamento tradicional ou muito racional. Se havia riscos, como o novo coringa, não havia porque não arrisca-los, afinal, esses, em minha concepção, talvez fosse os que viessem melhor acompanhados de ganhos. Mas talvez daquela vez realmente houvesse arriscado demais, deixando-me ser levado levianamente por meus impulsos, saindo de minha zona de conforto.

Como alguém como eu e um adolescente de minha idade, sempre havia “brincado” com colegas de sala bonitas ou uma prima bonita qualquer. Nunca fora nada demais. Um dia, uma oportunidade divertida, prazeirosa e proveitosa, mas nada mais que isso. Nada mais do mesmo que eu sabia não ter necessidade de repetir ou vontade - afinal era uma Alma livre e me comprometer realmente era algo impensado, idiota. Ainda mais por saber que o faria cedo ou tarde, com alguém escolhida por minha família. Alguém que odiaria com certeza, como minha mãe odiava meu pai e é isso aí. O belo (só que não) destino de um membro menor da família real, que provavelmente se iniciaria daqui alguns anos, assim que conseguisse formar.

Um destino aparentemente inevitável e que portanto me fazia seguir a regra do “sempre sem compromisso”, evitando se quer considerar sair com alguém mais que três vezes ou mentir para aquela pessoa sobre minhas verdadeiras intenções. Corações partidos eram uma merda e eu preferia não lidar com eles.

E por esse motivo eu agora estava na merda, enfiado na lama até o pescoço. Eu havia caído em uma armadilha e me apaixonado pela minha melhor amiga. E por culpa de Carl com toda sua ladainha e de talvez ter batido a cabeça, eu havia lhe beijado duas vezes e estragado completamente uma amizade que deveria ter continuado como era. E, embora meu irmão estivesse com o braço engessado porque eu havia o atacado após o incidente no corredor, Stasha ainda estava com raiva de mim por culpa dele. Enquanto eu queria ela de volta e voltava a tentar suprimir o frio na barriga, a lembrança da sensação de seus lábios nos meus e como eu realmente não sentia muito pelo beijo em si.

Na verdade, em outras circunstâncias e sendo outra pessoa, não me importaria em repetí-lo todos os dias de minha vida.

Ah. Cala a boca Alec. Repeti para mim mesmo, impedindo aquele meu pensamento e pensando em me tornar racional again enquanto seguia na direção de Stasha na sala de treinamento. Minha barriga se agitava, mas eu a ignorava. Havíamos ficado uma semana nos tratando estranho e sem nos falar e era hora de acabar com isso. Queria minha arqui rival de volta.

Engole o ar, postura, vamos lá… Minha franja estava no meu olho? Ah! Cala a boca! - Stasha - Chamei de repente, tentando mostrar meu melhor sorriso e esperando ela terminar seus passos de dança para olhar para mim. Eu tentava ao Máximo não notar o quanto ela ficava bem com aquilo. -No sábado vai lançar um quadrinho novo, pensei em irmos a cidade olhar e talvez a pista de Ski esteja aberta, podíamos ir aproveitar a neve. Sabe, parece legal aproveitar um tempo fora da escola. - Como amigos, nada de encontros. Completei mentalmente, sorrindo para ela.



E como a ansiedade a me dominar… Quatro dias passaram e a data do encontro que não era encontro mas apenas uma chance de voltarmos a ser amigos chegou, e eu escolhi um de meus melhores casacos de pele. Um que era quase bonito e não totalmente envelhecido ou estragado. Também não cheirava a poeira ou armário. Havia escolhido um ótimo gorro temático do coringa e luvas de couro de yeti se fossemos realmente brincar de esquiar e segundo Carl quase havia acabado com a pasta de dente do banheiro do tanto de vezes que escovei os dentes - o que era mentira já que havia apenas usado a maior parte da pasta para fazer “máscaras de falsa doença”, minha próxima invenção a ser lançada na semana seguinte.

Havia me adiantado para acordar mais cedo que o normal também e havia chegado no lugar com antecedência de quinze minutos para ser o primeiro na fila de lançamento, enquanto esperava Stasha, sentindo os pequenos flocos de neve tocarem a minha pele. Provavelmente conseguiríamos a edição especial. Pensava ansioso.

With Stasha e curiosos
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Re: Zentralen Platz

MensagemRussia [#208158] por Stasha Preobrazhenskaya » 29 Out 2020, 13:50

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o óbvio encontro da heroina com o vilão


- Eu já te disse o que aconteceu, Lice. - Repeti pela 18218129 vez para a minha amiga enquanto andávamos pelos corredores de Durmstrang o fato de eu ter sido beijada duas vezes por Alec e, ainda por cima ter caído no chão e ouvido um “desculpe” no final. Era como se toda a situação fosse completamente fora da caixinha da vida dela e que talvez eu só estivesse brincando com toda aquela tensão que era cortada por uma espada bem afiada de um samurai. Porque se fosse por um lightsaber provavelmente iria nos matar. Ajeitei a bolsa do lado, carregando minhas coisas de dança que eu havia convidado ela para ir comigo dançar na sala de treinamento. - Ele me beijou duas vezes, me empurrou e eu caí, quase soquei ele na cara e vim te contar. - Eu respirei fundo, como se ainda conseguisse sentir aquele beijo novamente nos lábios, como o braço dele em minha cintura, causando um estranho fio na cintura. Era como se revivesse aquilo mais vezes que em qualquer outra situação passada, sentindo até que meus sonhos eram estranhos depois daquele beijo. Tudo parecia envolver ele.

- Como está o Stepan? - Era a melhor tática que eu tinha para fazer com que Alice falasse e parasse de me questionar do Alec. Eu também sentia falta dele e gostava quando ele fazia as coisas comigo, mas não podia simplesmente deixar pra lá. Era um beijo. Eu nem sabia o que fazer com tudo aquilo que eu não sabia que sentia e que deveria sentir, como ao mesmo lidar e falar com o Alec de novo como se nada tivesse acontecido. Ouvindo as preocupações da Alice eu tinha certeza de que eu não tinha nenhuma certeza do que aconteceria nem mesmo comigo, muito menos se eu achasse que existiria alguma chance de ver o Alec além da escola. - Eu sinto muito. Eu sei que vocês sempre gostaram de se ver bastante. - Abracei a Alice, apertando-a de leve e logo me separei. - Por que não tenta usar o meu espelho? Talvez ele atenda agora, e você fica mais tempo com ele. - Queria ela por perto? Queria. Mas eu sei que ela seria mais feliz assim.

A resposta de Alice cortou o meu coração. - Você sabe que eu não ligo. Até porque você sempre volta com um sorriso lindo! Talvez possamos pensar em algo para o fim de semana no domingo. O que acha de fazermos algo nas férias com ele? - Ajeitei minhas coisas na sala de treinamento, retirando as calças revelando a meia calça e o shorts, como também o colant. - Podemos todos viajar. Talvez ele terá férias. - Eu sabia que isso não deixava ela feliz, mas era infelizmente o que estava acontecendo e eu não sabia o que fazer. - Eu sei... mas olha, vamos encontrar uma forma, tá? Agora vem, vamos dançar enquanto você ainda tem tempo e não tem que estudar. - O treino seria longo e logo Alice precisou ir e eu disse a minha mãe que queria fazer algo diferente, talvez um estilo mais contemporâneo desta vez nos treinos para pegar agilidade. Com Bolshoi e a Academia de Dança de NYC me pedindo alguns estilos mais novos, precisava treinar estas modalidades, esperando que de alguma forma a bolsa de estudos se mantivesse intacta.

Os passos eram diferentes, mas misturavam a linha clássica que eu fazia, deixando minha mente esquecer completamente das coisas que insistiam em voltar. Porque eu ainda assim queria matar o Alec? Ele só fez aquilo que fazia com várias garotas. Qual era a diferença entre eu e as outras garotas? Nenhuma. Eu era mais uma e mesmo que soubesse que ele gostava de ter amizade comigo, isso foi estragado até mesmo por minhas perguntas malucas. Respirei fundo, mantendo os giros e os saltos até que a mente simplesmente havia se entregue ao momento, deixando o futuro para trás. Tinha sorrisos, olhares divertidos para o espelho, enquanto os passos se tornavam muito bacanas e pareciam ter um toque parecido comigo. Era realmente um trabalho belo e, mesmo que de longe eu conseguisse ouvir alguém me chamado, de imediato eu não atendi. Terminar era mais importante do que simplesmente pensar no que estava acontecendo ali. A última batida se fez, fazendo com que a finalização acontecesse eu olhasse para o lado e meu coração perdeu duas batidas. Uma pelo susto de ver Alec ali quando eu não disse a ninguém além de Alice aonde eu estava e também por ele simplesmente estar ali como se nada tivesse acontecido.

EU VOU MATAR A ALICE.

- Alec? - A minha voz parecia que eu tinha sido estrangulada e estava fina, me fazendo se arrepender de dizer algo. Antes mesmo que eu pudesse me desculpar, ele me contou sobre o que teria no fim de semana e, por um segundo, eu pensei em ignorar. Simplesmente fingir que ele não merecia nenhum pouco do meu tempo e mas a ideia de ver um quadrinho novo era muito tentador. O ski poderia se deixar passar, mas os quadrinhos... Eu sabia que não poderia parecer animada, era o que as meninas que Alec saia gostavam de fazer. Cruzei os braços erguendo os ombros como se aquilo fosse algo bem okay e nada de mais, quando por dentro uma estranha festa começou a surgir. Eu sou patética. - Tá bem, te encontro lá? Aonde quer ir?

...


Essa ideia de sair com o Alec sozinha mesmo que fosse como amigos não era nada promissora. Primeiro, mentir para a Alice que eu estava indo para a cidade somente para ver se encontrava algumas coisas de dança, bem chato. Segundo, porque eu sabia que alguém nos veria e isso poderia dar um problema e sem contar que eu sentia muito mal que Carl havia quebrado o braço e que não havia sido eu que fez isso. Sem a ajuda de Alice, eu tive que escolher a roupa, sendo uma jardineira rosa de inverno que minha mãe havia me dado e eu nunca havia usado, com um suéter com bottons da Marvel nele no lado esquerdo. Meias térmicas pretas e mágicas para proteger do frio e minhas botas militares faziam todo o look. Sem contar que eu estava usando um pouco de maquiagem, com os cabelos diferentes de coque, amarrados ou só soltos.

- Eu devia era me esconder e se ele perceber que eu fiz isso por causa dele? - Sussurrei para mim mesma, me arrependendo de chegar ao local, vendo a fila enorme, tentando procurar por Alec sem saber aonde ele estava. Meus olhos se assombraram com um cara vestido de casaco de pele que mais parecia ter se tornado um lobisomem ou algo assim. Entretanto, quanto mais me aproximava, tinha certeza que aquele gorro me era conhecido e quando pude ver que era do coringa, tive vontade de ir embora. - Alec! - Sorri, me sentindo idiota de me parecer bonitinha, enquanto ele decidira achar que parecia estava na selva. – Casaco novo? - Eu sabia que os casacos eram importantes, mas como eu usava somente alguns de vez em quando, esta havia sido minha primeira vez vendo algo similar. Era totalmente diferente. - Conseguiu primeiro da fila! Com certeza teremos a edição especial. - Sorri empolgada, sentindo as estrelinhas brilhantes que havia colocado ao redor da lateral dos olhos brilharem um pouco. Eu sou patética. Não era possível!

Eu nem sabia se devia abraçar, dar aquele soco maroto ou até mesmo sair correndo por achar que ele parecia estranhamente vestido como um yeti e iria era me esmagar ali. Fiquei mais perto, abrindo um sorriso, ajeitando os cabelos para trás, esperando que a porta abrisse com um piscar de olhos. - Como soube disso? Eu nem tinha visto nada e... abriu! - Eu realmente era abençoada. Obrigada, Rurik. Força nessas horas, mas não tanto quanto eu mesma peguei a mão dele e o fiz entrar mais rápido que um foguete.


com Alec e curiosos
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