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Ancor Vantian - Dargavs, Russia

Re: Ancor Vantian - Dargavs, Russia

MensagemRussia [#190346] por Stasha Preobrazhenskaya » 15 Abr 2019, 14:34

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Viajando para o Castelo do Drácula a Batcaverna



Nem podia negar que ficar do lado da irmã do Vallerion era um tanto estranho. Sabia que a outra tinha optado por sair de casa com os problemas que haviam acontecido com a nova esposa do irmão deles. Foi então que eu me toquei que talvez estivesse no meio de uma treta tretosa, quem sabe ainda mais intensa que os Vingadores Ultimato! Meus olhos piscaram diante da possibilidade de ver gigantes gladiando e precisei voltar a me concentrar na conversa com os dois antes que ideias de combate voltasse. Ri divertida da forma como o outro falou, parecendo mesmo empolgado com a possibilidade de falar um idioma comum entre todos. Coloquei a mão no bolso, achando que meu celular tinha tocado ou algo similar mas como talvez esse lugar fosse igual a todos os outros mágicos que eu teria de salvar bateria para que quando eu chegasse em casa não desse problema.

- Durmstrang - A maneira de pronunciar em russo e sorri para o rapaz de cabelo engraçado - Sabia que você parece o Homem Aranha? Ele é muito igual ao Tom Holland! Imagina se o rapaz visse isso... seria demais. - Virei para Vallerion, antes de responder a pergunta do outro que parecia bem empolgaod em saber exatamente o que eu gostava de fazer por ai. - Eu gosto muito de combate, o que pode parecer para muitos um tanto diferente. Mas esportes são legais. A Phill odeia, mas né, a gente aceita que o Motoqueiro Fantasma esse ano nos deixou usar alguns vudus novos para fazer com que as bolas do quadribol voassem de maneira fantasmagórica. - Sorri, erguendo as sobrancelhas quando ele disse que preferia o Capitão América e ainda mais o Strange. Dois grandes heróis que tinham propósitos diferentes mas que de verdade, era muito divertido de saber que pessoas gostavam do Strange. Concordei com o Vallerion - Eu trouxe mais! Sei que você vai adorar conhecer o Arqueiro! Sério, as séries estão sensacionais. E pode me me chamar de você, sem problema algum! - Pisquei divertida, como eu fazia para alguns dos alunos mais novos quando eu fui monitora nos últimos dois anos.

O rapaz fazia mais perguntas que a Oh Ha Na, ou quem sabe o Yev e ri da pergunta mais engraçada do dia - Frio? Eu rio da cara do frio... ops... do perigo. - O jargão de Timão e Pumba jamais seria entendido, mas achei bacana ainda mais com tantas coisas que eu gostava de falar por aí. - Nem está frio, Matteo. Frio mesmo é Durmstrang no inverno com menos 45 e ainda ter que correr porque né, faz parte do processo de se exercitar todo dia. E você? Não curte o inverno? Como seria Hogwarts no inverno? Tão fácil assim? Me lembro mais do Tribruxo, mas não estava muito frio. - Tentei ser bacana com ele, pois ele parecia um tanto nervoso comigo por perto. Pouco consegui perguntar mais ao rapaz de Hogwarts quando Vallerion mostrou o que parecia ser um povoado bem bonitinho e cheio de casinhas bem típicas da antiga Rússia e logo um enorme... enorme... castelo.

- Caraca, Vallerion! Você não tinha me contado que morava na Caverna do Batman! - Expressei sem filtro, encarando a janela da carruagem com extremo cuidado ao perceber que havia tantas torres e diversas janelinhas que nem sequer era possivel saber o que havia dentro. - Caramba, eu ate achei que era o castelo do drácula, mas ai a Phill seria ofendida com esse meu statement. Com certeza é do Batman. Tem uma batcaverna com seus carros e lugar de esconderijo? - A empolgação tomara o meu corpo, enquanto imaginava um ser de capa preta com a máscara observando o lugar como um protetor do vilarejo que eu nao lembro o nome at all. O problema em achar o banheiro me parecia bem consciente ja que eu nem sequer sabia aonde ficava a entrada e estaria lá somente por uma semana! É muita coisa que talvez até mesmo o Stark teria que achar uma forma de otimizar aquele espaço - Tem fantasmas que indicam o caminho? Alguns que arrastam correntes por aí e guardam o arsenal de armas? - Deixei que ele me ajudasse a descer as escadas da carruagem, afundando no jardim de gelo e me acostumando com o solo que estava sob meus pés.

Quando o senhor de idade se aproximou, meu corpo entrou em modo soldado, cumprimentando o senhor com respeito. Era parte de nossa etiqueta russa respeitar os idosos e ouvi o que ele tinha a dizer sobre o cachorro de alguém e virei para o Vallerion tentando entender como ele não me disse de cachorrinhos por aí. - Obrigada pela hospitalidade, Sr. Balthazar. Espero que possa me mostrar em breve os aposentos. - Minha mãe me mataria se eu não fosse capaz de ser educada com as pessoas que tinham uma certa idade. Quando tudo parecia ter se resolvido, a proposta de Vallerion me era tentadora a tal ponto que o sorriso surgisse e eu somente acenasse as pessoas com uma breve cortesia e meus pés voassem pelas ruas limpas de neve. - COMO EU VOU PODER TE PASSAR SE EU NÃO SEI AONDE EU ESTOU INDO?

O grito em russo e a minha risada eram bem óbvios: as passadas minhas eram mais rápidas e em menos de segundos eu o alcançaria, - Me guie antes que eu vire para o lado errado, Stark! IRON MAN IS COMMING!

(...)


A área de treinamento faria meu pai querer que eu fosse treinada aqui por alguns dias antes de nossas competições! Caminhava com cuidado pelos lugares, tocando de leve em algumas espadas e até mesmo em escudos enquanto sorria divertida para cada uma das áreas que existiam ali. Era muita coisa e podia entender porque o Matt ficaria perdido por ali, era quase como se fosse necessário ter um GPS para andar por aí. A conversa era divertida e até mesmo senti vontade de começar a treinar, porém nem sabia se eu podia mesmo. - Sim, o meu escudo é do Capitão América. Eu te mostro amanhã e... - O mordomo surgiu de novo informando que o jantar estava para ser servido e foi que percebi que eu ainda estava vestida como quando cheguei. - Não seria melhor a gente se trocar não? Sei la, a Mulher Maravilha jamais deixaria a gente entrar assim no castelo... ALIÁS - Virei para Vallerion empolgada para contar outra coisa - Eu vi o camarão esse ano. Ele devia voltar. Sinto falta das aulas dele. Pelo menos ele entendia a Kamehamehá

Logo o tópico foi para o quadribol e saltei ao lado do meu amigo apertando os gominhos para ter certeza de que eram reais mesmo. Sorri, ao ver que ele estava mesmo definindo o corpo - Nem é tanta coisa assim, mas caramba! Nada com seis meses de treino constante, heim? Olha só! - Retirei a camiseta, revelando o top preto e o corpo mais definido do que ele tinha visto da última vez. A nossa amizade era tão tranquila que eu nem sequer me toquei que eu estava literalmente tirando a roupa na frente dele. O pessoal de Durmstrang já tinha feito coisa estranha aos meus olhos. Rolei os olhos para ele e logo ergui a sobrancelha quase de forma infantil. - Matt, é claro que ele iria tentar uma competição, quando eu ganho! Olha meus bíceps! Não da para carregar o escudo e as garras sem isso... - Estavamos perto da sala de jantar quando coloquei de volta a camiseta e encarei o local com uma criança e uma senhora ao lado da janela. Aquela, desconhecida, parecia carregar algo no coração muito triste mas eu não poderia dizer nada ali – ou quem sabe nunca, né nao?

- Obrigada - Respondi em russo, mantendo as tradições das casas e escolas manterem a etiqueta que eu tinha aprendido algum dia na minha vida. Por um momento, precisei me lembrar qualquer coisa do livro de mil regras da casa dos Vladislav, mas não tinha certeza se não iria misturar alguma coisa. A comida talvez demorasse a surgir e a minha curiosidade com a história dos treinos somente subia - Vallerion. Como serão os treinos? Você sabe como eles funcionam com vocês aqui? Eu sei que arranjamos tudo, mas não lembro se combinamos algo para o Ballet. – A resposta sobre o horário me fez enrugar a testa com a ideia de acordar depois das quatro da manhã, o que era uma perda de pelo menos uma hora e meia. Sorri com cautela sobre a informação da permissão dos treinos – Podemos ver nossos schedules, não quero que o Matt se sinta sozinho pois eu passo mais tempo praticando do que realmente fazendo outras coisas. E o que gosta de fazer quando está em casa, Matt?


Muita gente pra explicar os apelidos. Quem quiser saber, me chama. A pregs me dominou e a Stasha não tava mto a fim de explicar tudo isso ahahahah
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Re: Ancor Vantian - Dargavs, Russia

MensagemFranca [#190553] por Edmund Vladislav » 22 Abr 2019, 12:54

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– Algumas horas se passaram desde que Edmund atravessou o portão lunar para seguir rumo ao território dos gigantes que ficava relativamente perto do povoado bruxo e do castelo que pertencia aos Vladislavs. Como o loiro já esperava, as negociações foram bem difíceis, conversar com aquela raça não era algo fácil de se fazer mesmo ele sabendo o idioma dos gigantes (seu pai o ensinou quando ainda tinha treze anos e ele pretendia fazer o mesmo com Hope), o líder era o mais forte de todos e o mais alto, se destacava dos demais facilmente e tinha uma aparência intimidadora além de um mal cheiro muito forte, mesmo assim Lord Edmund não vacilou, ele não temia os gigantes, temia o que poderiam fazer com aqueles que ele amava e se as criaturas não recuassem, ele não mostraria misericórdia, sabia ser cruel quando necessário, apenas torcia que não chegasse a esse estremo. Felizmente tudo acabou com um acordo pacifico e o bruxo retornou ao povoado, passando primeiro na taverna para tomar uma bebida quente e conversar com alguns moradores. – Por tanto não se preocupem, logo iniciaremos as atividades nas minas, estejam preparados depois de amanhã certo? – Anunciou para os que estavam ali, recebendo uma salva de palmas e alguns apertos de mãos. – Agora se me permitem, tenho que voltar para Ancor, minha família me aguarda para o jantar, mas na próxima vez eu apareço para bebermos vodka juntos novamente. – E sorriu ainda recebendo tapinhas nas costas, mas tratou de seguir em direção a porta, sempre acompanhado pelo capitão dos cavaleiros.

Ao entrar na carruagem ele esfregou os olhos cansado, quando Bastian sentou de frente para ele e deu a ordem para o cocheiro, Edmund respirou profundamente. – Precisamos de um plano B, hoje vamos para a sala de reuniões, chame os tenentes. – E olhou pela janela, a expressão despreocupada que outrora demonstrava diante dos moradores agora deu lugar a um olhar preocupado. – Os temos foram abusivos, eu não entendo por que estão agindo dessa forma, seu pai garantiu a paz entre Dargavs e os gigantes e desde então somos bons vizinhos, por vezes ajudando-os a sobreviver. – Ele cruzou os braços, parecia tão preocupado quanto o Lord, ambos sabiam do peso que carregavam sobre as costas e precisavam mentir quando era necessário para evitar um clima de tensão na região. – Nosso arsenal esta bem abastecido, mas amanhã vá até la e inspecione tudo para termos certeza.... Eu preciso de um tempo com a minha família. – E encerrou o assunto, ficando em silencio com seus pensamentos, pensando em Hope, como a pequena estava mais feliz desde que Elizabeth veio morar em Ancor. – O que será que ela esta fazendo agora? – E então se pegou pensando no “acidente” que tiveram a dois meses quando a esposa saiu do banho e Hope correu até ela, caindo e fazendo a toalha da mulher escorregar, deixando-a despida diante de seus olhos pela primeira e única vez. – Meu Lord teve alguma ideia? Esse sorriso poderia ser o indicio de um bom plano? – Edmund então voltou a si e apenas fez um sinal negativo com a cabeça, tratando de afastar a lembrança da mente uma vez que sua irmã estava no castelo e não queria ela acessando tais pensamentos.

Quando chegou no castelo, fora recebido por Baltazhar e antes que o mesmo começasse a reclamar de algo, apenas fez um sinal com a mão e passou pelo mais velho, indo em direção a sala de jantar. – Boa noite a todos, me perdoem pelo atraso. – Disse assim que chegou no cômodo, sorrindo amistosamente para todos ali presente. Hope, que estava no colo de Alleria, saltou e correu até os braços do pai que a recebeu com um abraço apertado. – Eu espero que você esteja comendo os legumes, meu anjo. – A pegou nos braços, ela estava crescendo rápido, já não era tão leve como a três anos atrás, mesmo assim Edmund adorava ficar perto da filha. – Que bom que começaram sem mim, eu lamento o atraso, tive que passar na taverna para conversar com os moradores, tudo está resolvido. – Caminhava pela lateral da mesa, passando por trás da irmã que o olhava desconfiada, era Alleria, ela o conhecia perfeitamente bem e nem precisava entrar na mente do irmão mais velho para saber que algo não estava totalmente certo. Mas Edmund parou quando viu Elizabeth de pé perto da janela, ela o olhava, o contato visual entre marido e esposa iniciou um silencio de alguns segundos a qual o Lord apenas se aproximou e lhe deu um beijo na testa. – Obrigado por me esperar. – Falou para que apenas ela o escutasse e em seguida ambos foram para seus lugares, Hope voltou para o colo da tia, Edmund sabia o quanto a pequena sentia saudades dos tios, primeiro Vallerion por causa da escola e agora Alleria que decidiu morar sozinha na Inglaterra.

Olhou para todos na mesa e lembrou da presença da convidada, então aquela era Stasha Preobrazhenskaya, a bruxa nascida trouxa que o irmão mais novo de Edmund havia criado um laço forte de amizade em Durmstrang. – Não vai me apresentar a sua amiga, Vallerion? – Disse enquanto servia a si mesmo. O pequeno Lord havia se distraído conversando com a garota, ela realmente o distraia juntamente com o italiano (que estava devorando o jantar com fervor, uma cena que Edmund decidiu ignorar). – O prazer é todo meu, espero que aproveite os dias por aqui, conversei com seu pai a respeito dos treinamentos, ele me explicou sobre os horários e sua rotina. – Fez uma pausa enquanto fazia sinal para o prato de purê que flutuou ate ele. – A nossa área de treinamento esta a sua disposição, mas assim como eu expliquei ao Sr. Romanzzini, existem áreas restritas nesse castelo, Baltazhar pode explicar melhor depois, confesso que estou faminto. – E encerrou para começar a se alimentar, deixando que todos ali conversassem entre si, exceto Elizabeth que como sempre, permanecia quieta. – Teremos uma reunião de planejamento depois das dez. – Falou mentalmente para a irmã, sem olhar diretamente para ela, mas sendo bem claro que não iria lhe falar mais nada além daquela frase, não naquele momento, ele realmente queria apreciar a refeição. –
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Re: Ancor Vantian - Dargavs, Russia

MensagemBelgica [#190632] por Elizabeth Vladislav » 25 Abr 2019, 21:39

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.:: O medo é tão profundo quanto a mente permite. ::.

O reflexo no espelho reluzia alguém desconhecido aos olhos da belga. O cabelo castanho não tinha mais vida, parecia ainda mais escuro que o normal, os olhos, outrora de um intenso azul agora estavam opacos, sem vida. A pele tenaz, substituída por uma delicada película alguns tons mais branco que o de nascença. A visão daquele reflexo era de alguém que já havia desistido de viver e apenas existia, a imagem de uma kyonshī porém sem a mesma disposição para se alimentar do qi alheio. Alguma hora - pensava - poderia ser confundida com um fantasma a rondar a fortaleza, era o efeito da falta de exposição ao sol.

Por outro lado, sentada sobre a cama do casal, uma Hope falava animadamente e de forma tão rápida que Elizabeth mal podia compreender todas as informações, apenas entendeu que a pequenina estava ansiosa para ir ao jantar, ver a família e, com alguma sorte, o pai. Edmund estava atrasado, o sol terminava de se despedir ao horizonte da janela do quarto, a mulher esperava que o esposo chegasse antes do crepúsculo, no entanto, nem uma notícia sequer.

Duas batidas na porta. Um ranger. Um japonês alto e musculoso se colocou entre a porta e a saída. Aquele era Ken Ishikawa, seu protetor, segurança e, secretamente, seu amante. Muito embora o fogo daquela paixão estivesse se esvaindo, sufocando pela falta de oxigênio, enquanto uma diminuta chama nascia em outro canto de seu coração, nutrida por outro. Era hora de sair daquele quarto, encarar as pessoas que mais a repudiavam naquela família. — Lord Vladislav? — Indagou, recebendo um aceno negativo como resposta e um olhar curioso.

Respirou fundo, inalando uma última vez o perfume de Lótus que vinha do incenso aceso instantes antes. — Vamos, querida. — Chamou a enteada, estendendo-lhe a mão, mas esta esticou os braços, indicando que não desejava ir andando. Hope estava crescendo, não era tão leve, mas Elizabeth faria tudo pela criança e a pegou no colo sem pestanejar, deixando aquele gelado quarto, em direção ao salão de jantar. Atrás e em silêncio, o segurança as seguia, cheio dos mais diversos pensamentos sobre aquela mulher.

Alleria à mesa quando chegaram naquele ambiente mais aquecido. Apenas o crepitar da madeira na lareira podia ser escutado, com algum esforço, talvez fosse possível escutar os batimentos do coração da pequena Hope antes dela pular do colo de sua madrasta e correr para os braços da tia. — Boa noite. — Pronunciou de cabeça baixa, mas bloqueando a própria mente. Como filha de um legilimente estava acostumada e não gostava de pessoas invadindo sua privacidade e vasculhando seus pensamentos.

Tendo a criança ido ficar no colo da tia, Eliza tomou seu lugar na ponta mais distante de onde os demais ficariam, ficando próxima da janela. O breu inundava o povoado de Dargavs, um belo manto negro e estrelado, feito com tanto cuidado pelos deuses, mas assombrado pelas mais terríveis criaturas do cosmos segundo as lendas japonesas. A jovem adulta por muitas vezes perguntava a si mesma, observando toda aquela imensidão, quando seria capaz de sair daquele lugar outra vez, ao menos para ver sua madrasta, ou quem sabe sua madrinha. Sentia profundas saudades de Noëlla, porém entendi que ela tinha uma vida cheia, diretora de uma escola de magia, uma grande honra.

Naquele momento, porém, seu desejo não era partir, mas ansiava por uma chegada. Estava tarde, tal demora poderia não indicar bons presságios. Edmund estaria bem? Teria encontrado obstáculos maiores do que o esperado ao lidar com gigantes? Do fundo do coração, esperava que ele estivesse bem.

As crianças chegaram falantes, debatiam sobre um assunto que a belga não fez questão de prestar atenção. Não tardou e a comida fora servida, mas a mulher permaneceu olhando para o lado de fora da janela. Segundo as regras de etiqueta que aprendera, ela deveria esperar pelo marido para cear. Ainda assim, uma das empregadas, uma senhorinha bondosa e que nutria enorme carinho pela lady, se aproximou para perguntar se desejava algo que não estava no cardápio da noite. — É muita bondade sua, Olga, mas não será necessário. Apenas desejo aguardar o meu marido antes de jantar. —

Mais alguns minutos se passaram até que o líder da família irrompeu na sala de jantar, fazendo todos os presentes se levantarem num gesto de respeito. Edmund cumprimentou a cada um, que pouco a pouco foram sentando e retornando aos seus assuntos e comidas, Lisbeth, no entanto, foi a última a permanecer de pé, olhando-o nos olhos. — Estava preocupada. — Comentou baixo após receber o beijo na testa e ouvir as palavras sussurradas. Uma vez tendo a composição da mesa completa, colocou o próprio prato e retornou para o lugar, comendo em silêncio, ouvindo apenas a voz dos próprios pensamentos.

Off: || With: Hope V.; Edmund V., Ken I., Olga e Alleria V. | Tagged: Vallerion V., Stasha P., Noëlla L., Arthur O. e Rosalie W. | Music: Kaede No Hana (Acer blossoms) – Aiko Hasegawa, Kikuko Satoh, Yamato Ensemble | Note: - ||
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