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Residência Miyamoto-Karisawa [Osaka/Japão]

Residência Miyamoto-Karisawa [Osaka/Japão]

MensagemJapao [#193291] por Mika Miyamoto » 19 Jul 2019, 22:56

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Re: Residência Miyamoto-Karisawa [Osaka/Japão]

MensagemJapao [#193382] por Aya Miyamoto » 24 Jul 2019, 16:00

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“Um domingo qualquer antes do ano letivo atual...”


    Ela era a mais velha e, portanto, devia ser a mais responsável. Sempre foi assim e seria para o restante de sua vida. Ela tinha, ainda, que ser mais forte, mais fria e mais cruel. Por quê? Por ser a mais velha e representar sua família, ou seja, suas mães e irmãos. Havia uma hierarquia, é claro. Gostasse ou não, Aya nasceu uma Miyamoto. Por conta disso, existiam certas responsabilidades além de cuidar de seus três irmãos. Não era, também, como se suas mães não o fizessem, mas muitas vezes elas estavam ocupadas demais com os problemas que possuíam para lidar com eles. Não era fácil criar quatro filhos naquele clã. Se tornava pior quando ela possuía dois irmãos gêmeos, sendo um deles “quebrado” e a outra, mais nova, apenas uma criança. Tudo ficou em suas costas e na de Yuu, o gêmeo do meio. Mas ela não reclamava. Não, Aya NUNCA reclamava. Não podia porque reclamar significava desistir e a japonesa não conhecia aquela palavra.

    Naquele dia, teria um raro momento de descanso. Não havia missões, atividades, treinos, tarefas. Nada. Portanto, resolveu fazer o que mais gostava: atirar. Uma pessoa normal descansaria dormindo, lendo, comendo, conversando, saindo, dentre outras coisas. Aya treinava. Contudo, aquele treino era diferente porque não havia uma pessoa lhe pressionando para que acertasse o centro do alvo – como ocorria com sua mãe. Não, ali ela podia se dar ao luxo de errar. Mas, sabia que aquilo não aconteceria. Colocou o arco no ombro, agarrando a alça de sua aljava. As flechas eram feitas e lapidadas por ela mesma. Todas eram afiadas manualmente, depois lixadas e pintadas. A menina fazia questão de usar luvas sempre que atirava, tanto para que suas digitais não ficassem em nenhum objeto, como para prevenir certos calos que ela não teria como explicar em momentos distintos. Além disso, a luva era importante para cobrir sua marca de nascença, que estava em seu pulso direito, uma meia lua. Havia missões em que ser um Miyamoto era muito mais arriscado do que simplesmente executar a tarefa. Se fosse descoberta, talvez não estivesse ali para aquele treino.

    Entretanto, se esses eram os problemas que uma adolescente de apenas 16 anos carregava, eles se tornavam ainda piores quando se convivia com uma segunda personalidade. Aya sabia distingui-las. Ela própria possuía o sangue frio para não se deixar abater por certos sentimentalismos, mas ainda conseguia sorrir ou conversar animadamente, além de brincar com seus irmãos sempre que tinha a oportunidade. Era contida, mas amorosa. Séria, contudo, simpática – em certas doses. Era inteligente e centrada, sem deixar que suas habilidades lhe tornassem alguém cheio de si e prepotente demais. E, no entanto, havia dentro de si um lado que assustava até a si mesma. Este lado surgia sempre que precisava executar. Sendo mais direto: matar. Aya não saberia se ela própria teria coragem o suficiente para tirar a vida de alguém, mas aquela outra faceta sabia muito bem o que fazer, como fazer e de que forma. Inclusive, ela afirmava ter um nome. Um nome diferente do seu. Aki.

    Odeio quando fala de mim quando estou presente. – Apesar de Aki estar presa em sua mente e só tomar conta de seu corpo em certas ocasiões, ela conseguia verbalizar usando suas próprias cordas vocais.

    E você sabe que odeio quando me domina sem minha permissão.

    Se fosse esperar sua permissão, cara Aya, nunca estaria presente. Você sabe que depende de mim tanto quanto eu dependo de você.

    Aya concordava. Era uma pessoa forte e decidida, mas a parte cruel ficava a cargo de Aki. Ela amava de todo o coração sua família, porque eles eram tudo para si, mas sabia que Aki já não nutria todo aquele amor por ninguém e nunca deixou que se revelasse para algum parente mais próximo. Não de uma forma que pudesse ser notada, é claro. Ela sabia que, em certos momentos, sua outra personalidade arrumava formas de apagar acontecimentos de sua mente e isso a preocupava. Havia um certo receio no fundo de âmago de um dia aquele ser tomar conta de seu corpo de uma vez por toda, matando sua própria essência e a prendendo de alguma forma. Não se recordava de aquilo ter ocorrido em nenhum momento, mas sabia que era algo a lhe assombrar – além das várias coisas que já tinha para se preocupar. Respirou fundo, não gostava de focar naqueles pensamentos. Eram formas de enfraquecer seu intelecto e de desacreditar em si mesma. Já era louca o suficiente para que ela própria se sabotasse. Conseguiu chegar aos jardins sem esbarrar em ninguém. Talvez seus irmãos estivessem ocupados demais dando atenção um ao outro e Erika aprontasse algo no próprio quarto. Era melhor assim. Precisava de concentração.

    Você está muito aérea, Aya. Acabará errando... Vou rir muito se isso ocorrer.

    Ah, cale um pouco a boca. Já tenho pensamentos demais na mente para ter que me preocupar ainda com os seus.

    Talvez aquele treino não tivesse sido uma ideia muito boa.



益益益益益益益益益益益益益益益益益益益益益益益益益益益益

Citados: parentes
Interações: Aki [outra Aya]
Notas: só para conhecer a personagem. De feliz.
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Re: Residência Miyamoto-Karisawa [Osaka/Japão]

MensagemJapao [#193884] por Yuu Miyamoto » 10 Ago 2019, 20:27

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怒りの召使い


Yuu odiava voltar para casa com as roupas sujas. Mas era um trabalho sujo, não era? Uma pessoa não conseguia trabalhar em uma peixaria e não chegar em casa fedendo a peixe. Uma pessoa não poderia ser um assassino sem chegar em casa com sangue por todas as partes, poderia? Às vezes Yuu conseguia. Ele era muito bom no que fazia. Não tinha a menor necessidade fazer falsa modéstia. Era o mais requisitado quando o clã precisava de auxílio rápido e preciso. E, por causa disso, ele nunca tinha férias. Mesmo quando as outras pessoas de sua escola estavam descansando, Yuu estava trabalhando.

Matt tinha problemas para entender isso. Claro, ele havia nascido em berço de ouro e, mesmo Yuu nunca tendo feito questão de esconder seu trabalho do novo namorado, ele era chato. Ele queria atenção exclusiva. Ele ficava lidando para aquele maldito celular em seu bolso a cada cinco segundos e aquilo estava o deixando tão p*to que sentia ímpetos de quebrar o aparelho na parede. Mas não poderia, poderia? — Alô? — Atendeu ao objeto infernal enquanto adentrava seu quarto pela janela, vendo-a aberta e o interior vazio. Retirou a camisa suja apoiando o celular com a bochecha e o ombro quando necessário. Matt lhe perguntou por que tinha demorado tanto. — Eu estava trabalhando. — Ele era seco e a resposta óbvia.

Mais cedo, quando Kaa-san lhe dissera que teria uma missão arriscada, haviam discutido. Ele e a mãe. Tinha um encontro marcado com Matt e teria de desmarcar. Pela terceira vez. Na primeira Mika havia passado mal. Na segunda foi o maldito baile e agora... Outra missão. Yuu tentou argumentar com a mãe, mas ela estava irredutível. E ele sabia que ela estava certa. Ele tinha deveres a cumprir com o clã. Ele tinha de cuidar para que não cobrassem de Mika mais do que ele poderia dar. Mika nascera doente. Um problema no coração sério que poderia levá-lo a uma parada cardíaca e, por consequência, a morte. Yuu não saberia existir em um mundo onde seu irmão não respirasse o mesmo ar que ele. Não, ele não queria nem ter de pensar naquela possibilidade. Parou de discutir com a mãe na mesma hora. Mas ela não se deu por satisfeita.

Yuuki Miyamoto era uma japonesa tradicional e, mesmo sendo casada com outra mulher, não suportava a ideia de um de seus filhos em um relacionamento com um gaijin. Estava empenhada em fazê-lo desistir da ideia de continuar com Matt e aquilo irritou Yuu. Não que ele morresse de amores pelo novo namorado, mas não gostava que se metessem em sua vida particular. Mesmo sua mãe. Já tinha gente demais vigiando sua vida. Suas decisões. Seus passos. Ele era apenas o hitokiri dos Miyamoto. Agora até mesmo em suas escolhas para relacionamentos eles queriam mandar? Que fossem todos à m*rda! Ainda estava brigado com a mãe e não gostava nem um pouco disso. Mas também era teimoso demais para dar o braço a torcer. Iria continuar com Matt, quer Yuuki gostasse quer não. Akane também não parecia a mais satisfeita do mundo com a situação e isso fazia com que Yuu se sentisse sozinho. Completamente sozinho. Claro, se não fosse por Mika. Enquanto ele tivesse Mika ele estaria bem.

Jogou a camisa no cesto de roupas sujas que ficava no canto inferior do quarto enquanto Matt tagarelava algo para o qual Yuu não dava a mínima. De verdade. Revirou os olhos e murmurou um “uhum” sem emoção quando ouviu o tom dele se modificar para uma pergunta. Esticou a perna e a colocou sobre a cama, apenas para desatar o laço dos cadarços de seu coturno preto. Manchado de vermelho forte. Sangue seco. — É claro que estou te ouvindo, Mathew, cheguei em casa agora. — Ele não tinha paciência. Ele não tinha paciência nenhuma para os draminhas do namorado. Já estava procurando um motivo para desligar quando ouviu a porta do quarto se abrir e a sombra de seu irmão se formar contra sua prórpia figura. Um sorriso instantâneo se formando em seus lábios. — Otouto! — Exclamou limpando o rosto sujo em uma toalhinha. Parecia que Matt ao telefone havia sido engolido pela Terra. E, de certa forma, havia o sido. Mika era todo o seu mundo agora.


Interação com: Mikaela Miyamoto e Matt Sem Sobrenome (NPC meu)
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Postado Por: Pinscher.


Re: Residência Miyamoto-Karisawa [Osaka/Japão]

MensagemJapao [#194053] por Mika Miyamoto » 19 Ago 2019, 16:45

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I THINK YOU'RE SHADY I KNOW THAT YOU'VE BEEN CALLING MY GUY ARE YOU CRAZY NOW I'M GONNA
take you outside and show you crazy oh i got your crazy call my man again and imma fuck you up
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        Ele estava preocupado. Preocupado e ansioso. Ele estava sempre preocupado e ansioso quando seu precioso aniki saia em uma missão, em nome daquele clã maldito que ele tanto, tanto desprezava. Era culpa deles, do alto escalão dos Miyamoto, que ele estivesse daquele jeito agora, andando de um lado pro outro e quase abrindo um buraco no piso de sua casa, enquanto tentava inutilmente manter a calma. Estaria até mesmo roendo as unhas, se ele não fosse bom demais pra isso.

        Logicamente, ele sabia que o irmão era bom. Sabia que o irmão era excelente, e que dificilmente um alvo seria mais do que ele seria capaz de lidar, mas ainda assim... Ainda assim a lembrança de uma vez – há muito tempo, quando Yuu ainda estava começando naquela vida – em que o irmão voltara todo arrebentado de uma daquelas missões malditas ainda assolava seus pensamentos, e o atormentava toda vez em que o mais velho saia pra alguma delas.

        Ele não suportaria. Simplesmente não suportaria ver o gêmeo machucado daquela forma novamente, mesmo que aquilo nunca mais houvesse acontecido depois da primeira vez. Ainda pior, ele não suportaria... Não suportaria perdê-lo. Ele não suportaria perdê-lo de jeito nenhum, mas especialmente não suportaria perdê-lo por culpa daqueles parentes estúpidos, que se achavam no direito de simplesmente mandarem o nível mais baixo do clã irem limpar sua bagunça, enquanto ficavam sentados confortavelmente em casa apenas esperando noticias de uma missão bem sucedida, e que não poderiam se importar menos se houvesse alguma baixa do lado deles desde que o objetivo fosse concluído primeiro.

        Eles não se importariam se Yuu morresse. Não mais do que se importariam de perder uma arma especialmente eficaz. Não se importariam se ele deixasse Mika. Pra eles, Yuu era substituível. Um assassino muito bom sim, mas que com algum empenho e treinamento, poderia ter seu lugar ocupado por algum outro Miyamoto qualquer. E era justamente por isso – por esse pensamento – que Mika jamais os perdoaria. E especialmente ele jamais os perdoaria se algo acontecesse a sua outra metade. Ele os mataria. Os mataria todos no exato mesmo segundo em que recebesse a noticia de que o irmão não voltaria vivo pra casa.

        Colocaria fogo na mansão principal dos Miyamoto com tantos quanto pudesse colocar lá dentro, e assistiria rindo e comendo pipocas do lado de fora até que nada restasse além de pedaços carbonizados e aí... E aí ele também daria um fim em si mesmo, é claro, porque ele jamais conseguiria simplesmente seguir em frente sem o seu irmão. Sem o dono de todo o seu ser.

        Pensamentos muito macabros pra se estar tendo naquele momento, aliás, e ele sabia – racionalmente – que as palavras tinham poder e ele deveria evitar ficar imaginando o pior, mas era só... Era muito mais forte do que ele.

        Ele bem tentou se distrair e se ocupar com outras coisas, mas nada era efetivo o suficiente, e por fim ele acabou simplesmente desistindo, decidindo que iria até o seu quarto onde tomaria uma poção de sono sem sonhos – ele preparara várias assim que aprendera como fazê-lo corretamente, e deixara todas cuidadosamente guardadas pra que fossem usadas justamente em situações como aquela – e torceria pra que seu irmão já houvesse voltado quando ele acordasse.

        Determinado, ele marchou para o quarto pra fazer exatamente aquilo, mas assim que abriu a porta acabou se deparando com a visão do gêmeo sentado na cama que compartilhavam, sujo de sangue e parecendo muito, muito cansado.

        Imediatamente, ele esqueceu de todo o resto, esqueceu-se até mesmo do próprio nome, e simplesmente se lançou cômodo a dentro, correndo para até onde o mais velho estava e se atirando em seus braços, o apertando com força contra si e pouco se importando se aquilo o sujaria de sangue também. Ele não dava a mínima pra esse detalhe. Simplesmente queria – precisava, de uma forma que parecia quase física – sentir o irmão vivo e bem em seus braços. A salvo e ali com ele, como ele sempre deveria estar. Onde era o seu lugar.

        — Nii-chan! — Praticamente choramingou, as mãos se enterrando em seus cabelos, enquanto escondia o rosto na base de seu pescoço, respirando fundo o cheiro que era – naquele momento – tanto seu aniki quanto sangue, o nariz roçando contra a pele ali por um momento, antes de ele se virar e atacar os lábios do mais velho, com três selinhos rápidos em sucessão. — Você está bem? Não se machucou, não é? Nada desse sangue todo é seu, é?

        A preocupação transparecia em sua voz, o coração batendo de forma acelerada em seu peito, mas o outro logo tratou em tranquilizá-lo dizendo que não, o sangue não era dele e não, ele não havia se machucado além de alguns arranhões – o que fez com que Mika começasse a inspecioná-lo de cima a baixo, em busca de cada um deles, como que para ter certeza de que não eram mesmo nada grave.

        E aí seu aniki o advertiu que ele fosse com calma ou acabaria se sujando também, com o sangue de “gente que não presta” – embora, pra Mika, aquilo fosse debatível já que ele duvidava muito que os Miyamoto mandassem executar apenas gente que “não prestava” e não simplesmente qualquer um que entrasse no caminho de seus planos de grandeza – o que o fez revirar os olhos imediatamente. Estava prestes a lhe dizer que não dava a mínima pra aquilo, quando então, só então, notou o aparelho que o outro ainda segurava em suas mãos, no qual alguém parecia ainda estar falando mesmo que claramente não estivesse sendo ouvido.

        — Ah, sumimasen. — Disse, as bochechas esquentando ligeiramente quando se deu conta de que ele fora com tanta “sede ao pote”, que sequer se preocupara em verificar o que o irmão estava fazendo primeiro. — Eu não vi que você estava ocupado. Estou atrapalhando? Quem é no telefone?

        Ele detestaria que fosse algum figurão do clã querendo que Yuu reportasse sobre a missão, e ele houvesse interrompido e aquilo acabasse colocando o seu nii-san em problemas por sua culpa, mas assim que o irmão respondeu de quem realmente se tratava toda a sua preocupação foi imediatamente substituída pela mais pura raiva.

        Tudo bem que o Matt Maldito fosse o namorado do irmão, mas ainda assim! Como Yuu se atrevia a falar com ele primeiro, dar satisfações de seu estado pra ele primeiro, quando sabia muito bem como Mika ficava até que soubesse que ele estava bem e seguro depois de uma missão?! Ele realmente estava ao telefone com Matt ao invés de tê-lo chamado e ido falar com ele e tranquilizá-lo em primeiro lugar?!

        Normalmente, Mikaela tentava não antagonizar o rapaz de forma muito explicita na frente de seu irmão – ele precisava fingir, precisava se manter no seu papel de bom rapaz – mas daquela vez... Daquela vez ele estava tão exausto de toda a tensão que sentira durante aquele tempo todo em que o irmão estivera fora, mais a raiva com a falta de consideração deste para consigo, que ele simplesmente deixou escapar em um tom de voz que era absurdamente seco e cheio de uma insatisfação indisfarçada.

        — Ah, o gaijin. Tudo bem então, me desculpe mesmo por ter atrapalhado sua conversa com esse seu... Seu namoradinho aí. O que é que eu estava pensando não é mesmo, vindo pro meu próprio quarto e tentando me certificar de que o meu irmão estava bem depois de ter passado esse tempo todo mal me aguentando de preocupação. É claro que você falaria com ele primeiro. — E aqui ele sequer tentou esconder o profundo desgosto e mágoa em sua voz. — Afinal, ele é seu namorado e eu sou só o seu irmão. Tudo bem, vou dar licença então – apesar de, como eu já ter pontuado, esse quarto também ser meu – e deixar vocês dois conversarem mais à vontade.

        E, com isto, se levantou e se afastou do mais velho, se encaminhando com passos irritados até a porta, tendo toda a pretensão de batê-la com toda a sua força quando passasse.



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- Interaction With: Yuichirou Miyamoto;
- Tags: Miyamotos em geral; Matt Maldito [npc Nick];
- Word Count: 1.331 Words;
- Music: Crazy Possessive - Kaci Battaglia;
- Notes: *insira aquele gif*
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