Dados Básicos do Fórum:

Na Zonko's não citamos nenhum dos personagens dos livros ou filmes. Vivemos no mundo mágico, mas nem Harry Potter, Voldemort, Dumbledore, Comensais da Morte e etc. existiram em nosso mundo, com isso você não pode usar nenhum sobrenome dos personagens dos filmes ou livros. O fórum encontra-se nos dias atuais, no ano de 2013 d.c. e as condições climáticas variam de dia para dia e de tópico para tópico, conforme você poderá observar. O nosso período letivo dura oito meses contando com as férias. Nossos adultos recebem por dia de presença e seus tópicos em ON lhe renderão pontos e goldens (nossa moeda). Você nunca poderá interpretar a ação de outro personagem (salvo com autorização), mas poderá interpretar livremente o seu personagem (seja sempre coerente), lembrando que toda ação possui uma reação. A capital do Mundo mágico está localizada em Vaduz, Liechtenstein.

Últimas publicações do Livro Vermelho:

Título Autor Visitas Data
Diário do Josh - Últimos dias antes da escola. Joshua P. A. Nolan 3666 17/01/2019 às 11:12:01
Chegada à Durmstrang Mihail Weylin 3126 22/11/2018 às 18:19:24
É LUFA - LUFA!! Oh Ha Na 4225 08/09/2018 às 18:24:13
Indo para Hogwarts! Oh Ha Na 3313 08/09/2018 às 18:20:17
A súcubo do Apocalipse Lilith Ambrew 3250 08/09/2018 às 09:11:11

Central de Ajuda Zonko's:



Entre em contato por: [email protected]

Residência Miyamoto-Karisawa [Osaka/Japão]

Residência Miyamoto-Karisawa [Osaka/Japão]

MensagemJapao [#193291] por Mika Miyamoto » 19 Jul 2019, 22:56

  • 6 Pts.
  • 10 Pts.
  • 91 Pts.
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem

Residentes:

- Yuuki Miyamoto
- Akane Karisawa Miyamoto
- Aya Miyamoto
- Yuichirou Miyamoto
- Mikaela Miyamoto
- Erika Miyamoto
Mika Miyamoto
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Lee Taeyong
 
Reg.: 22 de Jun de 2019
Últ.: 17 de Jan de 2020
  • Mensagens: 20
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 6 Pts.
  • 10 Pts.
  • 91 Pts.

Postado Por: Mrs Halloween.


Re: Residência Miyamoto-Karisawa [Osaka/Japão]

MensagemJapao [#193382] por Aya Miyamoto » 24 Jul 2019, 16:00

  • 8 Pts.
  • 14 Pts.
  • 122 Pts.
“Um domingo qualquer antes do ano letivo atual...”


    Ela era a mais velha e, portanto, devia ser a mais responsável. Sempre foi assim e seria para o restante de sua vida. Ela tinha, ainda, que ser mais forte, mais fria e mais cruel. Por quê? Por ser a mais velha e representar sua família, ou seja, suas mães e irmãos. Havia uma hierarquia, é claro. Gostasse ou não, Aya nasceu uma Miyamoto. Por conta disso, existiam certas responsabilidades além de cuidar de seus três irmãos. Não era, também, como se suas mães não o fizessem, mas muitas vezes elas estavam ocupadas demais com os problemas que possuíam para lidar com eles. Não era fácil criar quatro filhos naquele clã. Se tornava pior quando ela possuía dois irmãos gêmeos, sendo um deles “quebrado” e a outra, mais nova, apenas uma criança. Tudo ficou em suas costas e na de Yuu, o gêmeo do meio. Mas ela não reclamava. Não, Aya NUNCA reclamava. Não podia porque reclamar significava desistir e a japonesa não conhecia aquela palavra.

    Naquele dia, teria um raro momento de descanso. Não havia missões, atividades, treinos, tarefas. Nada. Portanto, resolveu fazer o que mais gostava: atirar. Uma pessoa normal descansaria dormindo, lendo, comendo, conversando, saindo, dentre outras coisas. Aya treinava. Contudo, aquele treino era diferente porque não havia uma pessoa lhe pressionando para que acertasse o centro do alvo – como ocorria com sua mãe. Não, ali ela podia se dar ao luxo de errar. Mas, sabia que aquilo não aconteceria. Colocou o arco no ombro, agarrando a alça de sua aljava. As flechas eram feitas e lapidadas por ela mesma. Todas eram afiadas manualmente, depois lixadas e pintadas. A menina fazia questão de usar luvas sempre que atirava, tanto para que suas digitais não ficassem em nenhum objeto, como para prevenir certos calos que ela não teria como explicar em momentos distintos. Além disso, a luva era importante para cobrir sua marca de nascença, que estava em seu pulso direito, uma meia lua. Havia missões em que ser um Miyamoto era muito mais arriscado do que simplesmente executar a tarefa. Se fosse descoberta, talvez não estivesse ali para aquele treino.

    Entretanto, se esses eram os problemas que uma adolescente de apenas 16 anos carregava, eles se tornavam ainda piores quando se convivia com uma segunda personalidade. Aya sabia distingui-las. Ela própria possuía o sangue frio para não se deixar abater por certos sentimentalismos, mas ainda conseguia sorrir ou conversar animadamente, além de brincar com seus irmãos sempre que tinha a oportunidade. Era contida, mas amorosa. Séria, contudo, simpática – em certas doses. Era inteligente e centrada, sem deixar que suas habilidades lhe tornassem alguém cheio de si e prepotente demais. E, no entanto, havia dentro de si um lado que assustava até a si mesma. Este lado surgia sempre que precisava executar. Sendo mais direto: matar. Aya não saberia se ela própria teria coragem o suficiente para tirar a vida de alguém, mas aquela outra faceta sabia muito bem o que fazer, como fazer e de que forma. Inclusive, ela afirmava ter um nome. Um nome diferente do seu. Aki.

    Odeio quando fala de mim quando estou presente. – Apesar de Aki estar presa em sua mente e só tomar conta de seu corpo em certas ocasiões, ela conseguia verbalizar usando suas próprias cordas vocais.

    E você sabe que odeio quando me domina sem minha permissão.

    Se fosse esperar sua permissão, cara Aya, nunca estaria presente. Você sabe que depende de mim tanto quanto eu dependo de você.

    Aya concordava. Era uma pessoa forte e decidida, mas a parte cruel ficava a cargo de Aki. Ela amava de todo o coração sua família, porque eles eram tudo para si, mas sabia que Aki já não nutria todo aquele amor por ninguém e nunca deixou que se revelasse para algum parente mais próximo. Não de uma forma que pudesse ser notada, é claro. Ela sabia que, em certos momentos, sua outra personalidade arrumava formas de apagar acontecimentos de sua mente e isso a preocupava. Havia um certo receio no fundo de âmago de um dia aquele ser tomar conta de seu corpo de uma vez por toda, matando sua própria essência e a prendendo de alguma forma. Não se recordava de aquilo ter ocorrido em nenhum momento, mas sabia que era algo a lhe assombrar – além das várias coisas que já tinha para se preocupar. Respirou fundo, não gostava de focar naqueles pensamentos. Eram formas de enfraquecer seu intelecto e de desacreditar em si mesma. Já era louca o suficiente para que ela própria se sabotasse. Conseguiu chegar aos jardins sem esbarrar em ninguém. Talvez seus irmãos estivessem ocupados demais dando atenção um ao outro e Erika aprontasse algo no próprio quarto. Era melhor assim. Precisava de concentração.

    Você está muito aérea, Aya. Acabará errando... Vou rir muito se isso ocorrer.

    Ah, cale um pouco a boca. Já tenho pensamentos demais na mente para ter que me preocupar ainda com os seus.

    Talvez aquele treino não tivesse sido uma ideia muito boa.



益益益益益益益益益益益益益益益益益益益益益益益益益益益益

Citados: parentes
Interações: Aki [outra Aya]
Notas: só para conhecer a personagem. De feliz.
Imagem
Aya Miyamoto
Special Mundo Mágico
Avatar do usuário
 
Reg.: 12 de Jul de 2019
Últ.: 11 de Sep de 2019
  • Mensagens: 3
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 8 Pts.
  • 14 Pts.
  • 122 Pts.

Postado Por: Niza.


Re: Residência Miyamoto-Karisawa [Osaka/Japão]

MensagemJapao [#193884] por Yuu Miyamoto » 10 Ago 2019, 20:27

  • 13 Pts.
  • 15 Pts.
  • 102 Pts.
Imagem


怒りの召使い


Yuu odiava voltar para casa com as roupas sujas. Mas era um trabalho sujo, não era? Uma pessoa não conseguia trabalhar em uma peixaria e não chegar em casa fedendo a peixe. Uma pessoa não poderia ser um assassino sem chegar em casa com sangue por todas as partes, poderia? Às vezes Yuu conseguia. Ele era muito bom no que fazia. Não tinha a menor necessidade fazer falsa modéstia. Era o mais requisitado quando o clã precisava de auxílio rápido e preciso. E, por causa disso, ele nunca tinha férias. Mesmo quando as outras pessoas de sua escola estavam descansando, Yuu estava trabalhando.

Matt tinha problemas para entender isso. Claro, ele havia nascido em berço de ouro e, mesmo Yuu nunca tendo feito questão de esconder seu trabalho do novo namorado, ele era chato. Ele queria atenção exclusiva. Ele ficava lidando para aquele maldito celular em seu bolso a cada cinco segundos e aquilo estava o deixando tão p*to que sentia ímpetos de quebrar o aparelho na parede. Mas não poderia, poderia? — Alô? — Atendeu ao objeto infernal enquanto adentrava seu quarto pela janela, vendo-a aberta e o interior vazio. Retirou a camisa suja apoiando o celular com a bochecha e o ombro quando necessário. Matt lhe perguntou por que tinha demorado tanto. — Eu estava trabalhando. — Ele era seco e a resposta óbvia.

Mais cedo, quando Kaa-san lhe dissera que teria uma missão arriscada, haviam discutido. Ele e a mãe. Tinha um encontro marcado com Matt e teria de desmarcar. Pela terceira vez. Na primeira Mika havia passado mal. Na segunda foi o maldito baile e agora... Outra missão. Yuu tentou argumentar com a mãe, mas ela estava irredutível. E ele sabia que ela estava certa. Ele tinha deveres a cumprir com o clã. Ele tinha de cuidar para que não cobrassem de Mika mais do que ele poderia dar. Mika nascera doente. Um problema no coração sério que poderia levá-lo a uma parada cardíaca e, por consequência, a morte. Yuu não saberia existir em um mundo onde seu irmão não respirasse o mesmo ar que ele. Não, ele não queria nem ter de pensar naquela possibilidade. Parou de discutir com a mãe na mesma hora. Mas ela não se deu por satisfeita.

Yuuki Miyamoto era uma japonesa tradicional e, mesmo sendo casada com outra mulher, não suportava a ideia de um de seus filhos em um relacionamento com um gaijin. Estava empenhada em fazê-lo desistir da ideia de continuar com Matt e aquilo irritou Yuu. Não que ele morresse de amores pelo novo namorado, mas não gostava que se metessem em sua vida particular. Mesmo sua mãe. Já tinha gente demais vigiando sua vida. Suas decisões. Seus passos. Ele era apenas o hitokiri dos Miyamoto. Agora até mesmo em suas escolhas para relacionamentos eles queriam mandar? Que fossem todos à m*rda! Ainda estava brigado com a mãe e não gostava nem um pouco disso. Mas também era teimoso demais para dar o braço a torcer. Iria continuar com Matt, quer Yuuki gostasse quer não. Akane também não parecia a mais satisfeita do mundo com a situação e isso fazia com que Yuu se sentisse sozinho. Completamente sozinho. Claro, se não fosse por Mika. Enquanto ele tivesse Mika ele estaria bem.

Jogou a camisa no cesto de roupas sujas que ficava no canto inferior do quarto enquanto Matt tagarelava algo para o qual Yuu não dava a mínima. De verdade. Revirou os olhos e murmurou um “uhum” sem emoção quando ouviu o tom dele se modificar para uma pergunta. Esticou a perna e a colocou sobre a cama, apenas para desatar o laço dos cadarços de seu coturno preto. Manchado de vermelho forte. Sangue seco. — É claro que estou te ouvindo, Mathew, cheguei em casa agora. — Ele não tinha paciência. Ele não tinha paciência nenhuma para os draminhas do namorado. Já estava procurando um motivo para desligar quando ouviu a porta do quarto se abrir e a sombra de seu irmão se formar contra sua prórpia figura. Um sorriso instantâneo se formando em seus lábios. — Otouto! — Exclamou limpando o rosto sujo em uma toalhinha. Parecia que Matt ao telefone havia sido engolido pela Terra. E, de certa forma, havia o sido. Mika era todo o seu mundo agora.


Interação com: Mikaela Miyamoto e Matt Sem Sobrenome (NPC meu)
Imagem


Spoiler: Mostrar
Imagem


Spoiler: Mostrar
Imagem
Yuu Miyamoto
Special Mundo Mágico
Avatar do usuário
Lee Taeyong [2]
 
Reg.: 22 de Jun de 2019
Últ.: 19 de Jan de 2020
  • Mensagens: 38
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 13 Pts.
  • 15 Pts.
  • 102 Pts.

Postado Por: Nick/Pinscher.


Re: Residência Miyamoto-Karisawa [Osaka/Japão]

MensagemJapao [#194053] por Mika Miyamoto » 19 Ago 2019, 16:45

  • 17 Pts.
  • 13 Pts.
  • 95 Pts.
Imagem
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
I THINK YOU'RE SHADY I KNOW THAT YOU'VE BEEN CALLING MY GUY ARE YOU CRAZY NOW I'M GONNA
take you outside and show you crazy oh i got your crazy call my man again and imma fuck you up
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------




        Ele estava preocupado. Preocupado e ansioso. Ele estava sempre preocupado e ansioso quando seu precioso aniki saia em uma missão, em nome daquele clã maldito que ele tanto, tanto desprezava. Era culpa deles, do alto escalão dos Miyamoto, que ele estivesse daquele jeito agora, andando de um lado pro outro e quase abrindo um buraco no piso de sua casa, enquanto tentava inutilmente manter a calma. Estaria até mesmo roendo as unhas, se ele não fosse bom demais pra isso.

        Logicamente, ele sabia que o irmão era bom. Sabia que o irmão era excelente, e que dificilmente um alvo seria mais do que ele seria capaz de lidar, mas ainda assim... Ainda assim a lembrança de uma vez – há muito tempo, quando Yuu ainda estava começando naquela vida – em que o irmão voltara todo arrebentado de uma daquelas missões malditas ainda assolava seus pensamentos, e o atormentava toda vez em que o mais velho saia pra alguma delas.

        Ele não suportaria. Simplesmente não suportaria ver o gêmeo machucado daquela forma novamente, mesmo que aquilo nunca mais houvesse acontecido depois da primeira vez. Ainda pior, ele não suportaria... Não suportaria perdê-lo. Ele não suportaria perdê-lo de jeito nenhum, mas especialmente não suportaria perdê-lo por culpa daqueles parentes estúpidos, que se achavam no direito de simplesmente mandarem o nível mais baixo do clã irem limpar sua bagunça, enquanto ficavam sentados confortavelmente em casa apenas esperando noticias de uma missão bem sucedida, e que não poderiam se importar menos se houvesse alguma baixa do lado deles desde que o objetivo fosse concluído primeiro.

        Eles não se importariam se Yuu morresse. Não mais do que se importariam de perder uma arma especialmente eficaz. Não se importariam se ele deixasse Mika. Pra eles, Yuu era substituível. Um assassino muito bom sim, mas que com algum empenho e treinamento, poderia ter seu lugar ocupado por algum outro Miyamoto qualquer. E era justamente por isso – por esse pensamento – que Mika jamais os perdoaria. E especialmente ele jamais os perdoaria se algo acontecesse a sua outra metade. Ele os mataria. Os mataria todos no exato mesmo segundo em que recebesse a noticia de que o irmão não voltaria vivo pra casa.

        Colocaria fogo na mansão principal dos Miyamoto com tantos quanto pudesse colocar lá dentro, e assistiria rindo e comendo pipocas do lado de fora até que nada restasse além de pedaços carbonizados e aí... E aí ele também daria um fim em si mesmo, é claro, porque ele jamais conseguiria simplesmente seguir em frente sem o seu irmão. Sem o dono de todo o seu ser.

        Pensamentos muito macabros pra se estar tendo naquele momento, aliás, e ele sabia – racionalmente – que as palavras tinham poder e ele deveria evitar ficar imaginando o pior, mas era só... Era muito mais forte do que ele.

        Ele bem tentou se distrair e se ocupar com outras coisas, mas nada era efetivo o suficiente, e por fim ele acabou simplesmente desistindo, decidindo que iria até o seu quarto onde tomaria uma poção de sono sem sonhos – ele preparara várias assim que aprendera como fazê-lo corretamente, e deixara todas cuidadosamente guardadas pra que fossem usadas justamente em situações como aquela – e torceria pra que seu irmão já houvesse voltado quando ele acordasse.

        Determinado, ele marchou para o quarto pra fazer exatamente aquilo, mas assim que abriu a porta acabou se deparando com a visão do gêmeo sentado na cama que compartilhavam, sujo de sangue e parecendo muito, muito cansado.

        Imediatamente, ele esqueceu de todo o resto, esqueceu-se até mesmo do próprio nome, e simplesmente se lançou cômodo a dentro, correndo para até onde o mais velho estava e se atirando em seus braços, o apertando com força contra si e pouco se importando se aquilo o sujaria de sangue também. Ele não dava a mínima pra esse detalhe. Simplesmente queria – precisava, de uma forma que parecia quase física – sentir o irmão vivo e bem em seus braços. A salvo e ali com ele, como ele sempre deveria estar. Onde era o seu lugar.

        — Nii-chan! — Praticamente choramingou, as mãos se enterrando em seus cabelos, enquanto escondia o rosto na base de seu pescoço, respirando fundo o cheiro que era – naquele momento – tanto seu aniki quanto sangue, o nariz roçando contra a pele ali por um momento, antes de ele se virar e atacar os lábios do mais velho, com três selinhos rápidos em sucessão. — Você está bem? Não se machucou, não é? Nada desse sangue todo é seu, é?

        A preocupação transparecia em sua voz, o coração batendo de forma acelerada em seu peito, mas o outro logo tratou em tranquilizá-lo dizendo que não, o sangue não era dele e não, ele não havia se machucado além de alguns arranhões – o que fez com que Mika começasse a inspecioná-lo de cima a baixo, em busca de cada um deles, como que para ter certeza de que não eram mesmo nada grave.

        E aí seu aniki o advertiu que ele fosse com calma ou acabaria se sujando também, com o sangue de “gente que não presta” – embora, pra Mika, aquilo fosse debatível já que ele duvidava muito que os Miyamoto mandassem executar apenas gente que “não prestava” e não simplesmente qualquer um que entrasse no caminho de seus planos de grandeza – o que o fez revirar os olhos imediatamente. Estava prestes a lhe dizer que não dava a mínima pra aquilo, quando então, só então, notou o aparelho que o outro ainda segurava em suas mãos, no qual alguém parecia ainda estar falando mesmo que claramente não estivesse sendo ouvido.

        — Ah, sumimasen. — Disse, as bochechas esquentando ligeiramente quando se deu conta de que ele fora com tanta “sede ao pote”, que sequer se preocupara em verificar o que o irmão estava fazendo primeiro. — Eu não vi que você estava ocupado. Estou atrapalhando? Quem é no telefone?

        Ele detestaria que fosse algum figurão do clã querendo que Yuu reportasse sobre a missão, e ele houvesse interrompido e aquilo acabasse colocando o seu nii-san em problemas por sua culpa, mas assim que o irmão respondeu de quem realmente se tratava toda a sua preocupação foi imediatamente substituída pela mais pura raiva.

        Tudo bem que o Matt Maldito fosse o namorado do irmão, mas ainda assim! Como Yuu se atrevia a falar com ele primeiro, dar satisfações de seu estado pra ele primeiro, quando sabia muito bem como Mika ficava até que soubesse que ele estava bem e seguro depois de uma missão?! Ele realmente estava ao telefone com Matt ao invés de tê-lo chamado e ido falar com ele e tranquilizá-lo em primeiro lugar?!

        Normalmente, Mikaela tentava não antagonizar o rapaz de forma muito explicita na frente de seu irmão – ele precisava fingir, precisava se manter no seu papel de bom rapaz – mas daquela vez... Daquela vez ele estava tão exausto de toda a tensão que sentira durante aquele tempo todo em que o irmão estivera fora, mais a raiva com a falta de consideração deste para consigo, que ele simplesmente deixou escapar em um tom de voz que era absurdamente seco e cheio de uma insatisfação indisfarçada.

        — Ah, o gaijin. Tudo bem então, me desculpe mesmo por ter atrapalhado sua conversa com esse seu... Seu namoradinho aí. O que é que eu estava pensando não é mesmo, vindo pro meu próprio quarto e tentando me certificar de que o meu irmão estava bem depois de ter passado esse tempo todo mal me aguentando de preocupação. É claro que você falaria com ele primeiro. — E aqui ele sequer tentou esconder o profundo desgosto e mágoa em sua voz. — Afinal, ele é seu namorado e eu sou só o seu irmão. Tudo bem, vou dar licença então – apesar de, como eu já ter pontuado, esse quarto também ser meu – e deixar vocês dois conversarem mais à vontade.

        E, com isto, se levantou e se afastou do mais velho, se encaminhando com passos irritados até a porta, tendo toda a pretensão de batê-la com toda a sua força quando passasse.



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
- Interaction With: Yuichirou Miyamoto;
- Tags: Miyamotos em geral; Matt Maldito [npc Nick];
- Word Count: 1.331 Words;
- Music: Crazy Possessive - Kaci Battaglia;
- Notes: *insira aquele gif*
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Mika Miyamoto
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Lee Taeyong
 
Reg.: 22 de Jun de 2019
Últ.: 17 de Jan de 2020
  • Mensagens: 20
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 17 Pts.
  • 13 Pts.
  • 95 Pts.

Postado Por: Mrs Halloween.


Re: Residência Miyamoto-Karisawa [Osaka/Japão]

MensagemJapao [#194662] por Yuu Miyamoto » 29 Set 2019, 19:51

  • 19 Pts.
  • 10 Pts.
  • 31 Pts.
Imagem


怒りの召使い


Havia tanta coisa para compartilhar com seu irmão que a fala às vezes lhe parecia fugir. Era possível que uma pessoa se esquecesse de como se usava o aparelho fonador para emitir sons eloquentes e coerentes? Se sim, a única pessoa na face da terra que lhe causava tal esquecimento era seu otouto e ele estava assim agora. Apenas havia conseguido pronunciar seu tratamento carinhoso antes de o abrigar em seus braços. Yuu se sentia uma montanha forte quando o fazia. Ele adorava sentir que podia proteger Mika. Talvez aquela fosse a única real motivação para se sentir tão bem enquanto participava de missões cada vez mais perigosas. Mika.

Se ele era capaz de cortar todas aquelas pessoas com tanta eficiência, com certeza seria capaz de fazer com que absolutamente nada acontecesse ao seu bem mais precioso. Inalou o perfume de seus cabelos com vontade e o apertou contra si. Era sublime sentir aquele aroma depois de tanto cheiro de morte. Mika cheirava a vida. Seu mundo particular tinha um cheiro particularmente delicioso. E ele poderia ficar ali apenas naquela posição por dias e dias. Seu único segundo de paz. Mas Mika estava preocupado. Muito preocupado. Obviamente estaria preocupado. Ele sempre estava preocupado quando Yuu saía em missão. Lhe dei três selinhos consecutivos após segurar seus cabelos.

Yuu sentia como se seu irmão precisasse a todo custo sentir que ele era real e não apenas uma miragem em pé ali no quarto. — Eu estou bem. Mas com certeza estou melhor agora do que a segundos atrás. —Ele sorriu sem jeito para sua outra metade. — O que você acha, hum? —Ele olhou com uma das sobrancelhas erguidas para o gêmeo de cabelos rosados. — Sou o melhor no que faço. Nenhuma gota minha derramada. —Lhe disse com convicção embora tivesse sim alguns poucos arranhões aqui e ali, mas sabia que seu otouto se preocuparia desnecessariamente com ele caso falasse isso em voz alta. — Você precisa ter mais confiança em seu aniki... Só vá com um pouco mais de calma... Não há a necessidade que se suje também com sangue de gente que não presta...

Mika se afastou levemente, as bochechas adquirindo um tom rosado que combinava perfeitamente com as madeixas que adornavam sua cabeça. A cada novo segundo na companhia de Mikaela ele se perguntava como raios conseguia existir no mundo uma pessoa tão perfeitamente delicada e formosa aos olhos quanto seu irmão mais novo. Não era estranho? Eles eram gêmeos. Gêmeos idênticos. E, ao mesmo tempo, eram tão diferentes! Yuu não se achava assim tão fisicamente perfeito quando Mika. Mika parecia um anjo. Um boneco de cera. Cera não, porcelana. Algo suave e sensível ao toque. Algo que clamava por proteção. Algo que ele gostaria de tocar e proteger na mesma intensidade.

— Hã? —Ele franziu o cenho um tanto confuso com as falas do mais novo. Ocupado? Se desculpando? Do que raios ele estava... Ah! Yuu havia se esquecido completamente do telefone pendurado em sua mão esquerda, onde Matthew parecia gritar por atenção de forma cada vez mais efusiva. — Você não está atrapalhando... —A resposta para o irmão foi doce, mas o olhar para o telefone celular foi ácido. Ele clicou imediatamente no botão “desliga” sem nem sequer dar uma satisfação ou uma despedida. Por que o faria? Matt lhe dava nos nervos. — Ninguém importante. Era só o Matt. —Desligou o visor do aparelho e jogou no colchão de sua cama.

Nesse meio tempo sentiu a atmosfera no local mudar. Ele não estava preparado para aquilo. Havia passado por diversas discussões ao longo do dia. Muitas mesmo. A pior de todas com sua mãe. A que mais lhe incomodava era a com a sua mãe. Pelo menos até aquele momento. Porque agora ele estava com a sua muralha de proteção, a sua razão de existência. A única pessoa em quem confiava para deitar sua cabeça no colo e descansar dos problemas que se multiplicavam a sua frente. Mas o seu sol amarelo vibrante estava sendo escondido por nuvens negras que precediam um temporal perigoso. Ele poderia ser acertado com um raio. Ele morreria com o ataque, mas talvez doesse menos do que aguentar as farpas de Mika.

De todas as pessoas que caminhavam sob a face da terra ele esperava que pelo menos seu irmão mais novo fosse lhe apoiar. Pelo menos não o julgar. Caramba, a melhor amiga dele era uma gaijin, não? Por que Matt lhe era um problema? Por que ele chamava Matt de gaijin maldito exatamente como sua mãe fizera mais cedo? Yuu não queria brigar. Não com Mika. Mas estava tão... Tão... Tão cansado daquilo tudo. De ser julgado por absolutamente tudo o que fazia. — Eu já desliguei o telefone. Não se preocupe. Vou poupar você da minha companhia se isso está te incomodando tanto. — Ele estava irritado e isso se fez presente em seu tom enquanto segurava o pulso do gêmeo mais novo e o impedia de sair. Seus olhos estavam marejados, mas nem por isso ele estava chorando. — Você andou conversando com a Okaa-sama, foi? — Ele esperou que Mika dissesse algo, mas dois segundos depois de ter lhe dado essa brecha ele já tinha se arrependido e tomava a fala para si novamente. — Quer saber? Esquece! O errado sou eu. Sou sempre eu. E sabe qual é o meu erro? Achar que você, em meio a todas as p*rras dessas pessoas desse mundo, seria a única pessoa a me entender!

As lágrimas rolavam de seu olho, embora ele não estivesse efetivamente chorando. Mas seu tom de voz aumentava alguns decibéis a cada nova sílaba proferida, até que nas palavras finais estivesse gritando de verdade. Era a primeira vez que gritava com Mika, não era? Aquilo doía. Ele não sabia o que doía mais. Não ter o apoio dele ou estar brigando com ele daquele jeito. Mas... Yuu estava tão cansado. — Vou dormir fora hoje. Não me espere acordado. — Estava com um tom um pouco mais baixo, embora sua expressão ainda fosse de pura irritação. Ele precisava esfriar a cabeça. Soltou o pulso do irmão e deu meia volta na direção da porta. Não tinha ideia de para onde ia. Só sabia que precisava sair dali. E precisava muito.


Interação com: Mikaela Miyamoto e Matt Sem Sobrenome (NPC meu)
Imagem


Spoiler: Mostrar
Imagem


Spoiler: Mostrar
Imagem
Yuu Miyamoto
Special Mundo Mágico
Avatar do usuário
Lee Taeyong [2]
 
Reg.: 22 de Jun de 2019
Últ.: 19 de Jan de 2020
  • Mensagens: 38
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 19 Pts.
  • 10 Pts.
  • 31 Pts.

Postado Por: Nick/Pinscher.


Re: Residência Miyamoto-Karisawa [Osaka/Japão]

MensagemJapao [#194694] por Mika Miyamoto » 01 Out 2019, 14:07

  • 14 Pts.
  • 16 Pts.
  • 152 Pts.
Imagem
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
I THINK YOU'RE SHADY I KNOW THAT YOU'VE BEEN CALLING MY GUY ARE YOU CRAZY NOW I'M GONNA
take you outside and show you crazy oh i got your crazy call my man again and imma fuck you up
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------




        Devido a sua doença e ao modo como era tratado pelo restante do clã, desde pequeno sua família imediata parecia haver decidido compensar isso lhe dando absolutamente tudo o que ele queria, de modo que Mikaela Miyamoto havia crescido sendo extremamente mimado. Ele era mimado pelas mães, ele era mimado pelos irmãos e especialmente por seu gêmeo, ele tinha quase tudo o que queria, no exato momento em que ele queria. Enquanto Yuu e Aya treinavam para servir ao clã, ele ficava em seu quarto confortavelmente deitado assistindo animes na televisão. Se lhe pedissem algo que ele não estava disposto a fazer, bastava simular uma recaída, uma dor no peito, e logo ele estava livre de obrigações.

        Devido a tudo isso, Mikaela havia crescido um verdadeiro filho da p*ta. Um filho da p*ta manipular do c*ralho, que não poupava esforços para que todos dançassem conforme a música que ele quisesse tocar. Ele não tinha escrúpulos. Quase nenhum mesmo. Usava e abusava de seus teatros, de suas simulações, de sua doença, e com isso ia vivendo dezesseis anos em que poderia contar nos dedos quantas vezes as coisas não haviam saído conforme ele gostaria.

        E aí havia Matt. Matthew Maldito. Uma das coisas que fugira aos seus planos, uma das coisas que ele não podia controlar, e lhe enfurecia completamente. Yuu já tivera outros namorados antes, e casos de uma noite só, que também lhe davam nos nervos, mas ele sempre havia conseguido se livrar deles com relativa facilidade. Normalmente, se o próprio Yuu não enjoasse deles depois de algumas semanas, bastava que o antagonismo do gêmeo ficasse claro pra que ele os dispensasse. Mas daquela vez... Daquela vez Mika estava tendo que se esforçar de verdade, e ainda assim o mais velho parecia determinado a continuar com aquilo. Talvez porque as mães o desaprovassem tão veementemente, e ele só quisesse provar pra elas que poderia fazer o que quisesse com a própria vida, ou talvez...

        Ou talvez porque, dessa vez, Yuu estivesse apaixonado de verdade. Talvez ele realmente gostasse daquele cara. Talvez até o amasse. Uma possibilidade na qual o mais novo não poderia sequer começar a pensar, se não quisesse acabar cometendo um assassinato a sangue frio. Algo que já estava ficando muito difícil de não fazer como as coisas já estavam.

        Mas então sim, ele estava acostumado a ter as coisas ocorrendo do seu jeito, e era exatamente assim que ele gostava delas, de modo que quando a raiva o dominou por completo naquele momento e ele permitiu que ela aparecesse, ele esperava que as coisas se encaminhassem do mesmo modo como sempre haviam se encaminhado até hoje. Ele faria uma cena, ele se retiraria do quarto, o irmão se sentiria culpado, iria atrás dele, lhe pediria desculpas e tentaria acalmá-lo. Ele faria um charminho, apenas pra não dar o braço a torcer muito facilmente, mas no fim eles fariam as pazes e tudo ficaria bem.

        Mas como já dito anteriormente, quando Matthew estava envolvido, as coisas tendiam a seguir um rumo completamente diferente e que ele não poderia prever, e dessa vez não seria diferente. Quando a mão do irmão se fechou em seu pulso pra impedi-lo de deixar o quarto, apesar de toda a raiva que estava sentindo naquele momento ele quase sorriu. Quase. E estava pronto pra fazer a sua melhor simulação quando, ao invés das desculpas que ele esperava, o mais velho se dirigiu a ele em um tom igualmente irritado, dizendo coisas sem sentido como poupá-lo da presença dele e o acusando de estar em conluio com a mãe dos dois.

        Ele piscou. Uma, duas, três vezes, e estava tão atônito com a mudança brusca do comportamento anteriormente sempre previsível do gêmeo diante de suas irritações, que ele simplesmente não conseguiu dizer nada. Não que o mais velho houvesse ao menos lhe dado tempo pra isso, logo prosseguindo com suas acusações, em uma voz que aumentava mais e mais a cada segundo até que ele estivesse efetivamente gritando.

        Yuu. Gritando. Com ele.

        — Você está gritando comigo? — Questionou o óbvio de modo imbecil, mas ele só... Ele estava chocado. Completamente embasbacado mesmo. E piscou mais algumas vezes como se ao fazê-lo fosse acordar de um sonho particularmente perturbador, enquanto encarava o irmão com uma incredulidade que não poderia ser nomeada. — Kami-sama, você está gritando comigo!

        Era a primeira vez que o irmão gritava com ele. A primeira vez em toda a sua vida. E ele só... Ele simplesmente não podia acreditar que ele estava fazendo isso por causa de um cara. De todos os motivos que Yuu já tivera pra gritar com ele ao longo da vida, ele escolhera agora, escolhera Matt, como o motivo. Ele estava gritando com ele, e ainda mais, estava dizendo que não queria mais nem dormir ao lado dele, e isso tudo por causa de um maldito gaijin que já deveria estar a sete palmos da terra.

        A dor o acertou como um rompante, com a força de um caminhão desgovernado, tão repentinamente que os joelhos dele se dobraram e ele caiu ao chão, as lágrimas tomando seus olhos como uma avalanche enquanto ele apertava o próprio peito e tentava desesperadamente respirar.

        Ele estava tonto, tão tonto, o quarto inteiro rodava, e Yuu estava saindo, estava fugindo dele, provavelmente diretamente pros braços daquele namoradinho infeliz, talvez eles até já tivessem combinado isso mais cedo quando estavam no telefone e não teria importado se ele havia feito uma cena ou não. E ele só... Ele só...

        Nunca estivera com tanta raiva em toda a sua vida.

        — Isso não tem nada a ver... Não tem nada a ver com não entender você! Não tem nada a ver com o que as mães acham, não tem nada a ver com nada disso! Mas se você quer saber, se você quer mesmo saber, eu não te entendo mais mesmo! Não entendo como você pode preferir esse gaijin do que eu! Não entendo como você pode chegar de uma missão sabendo que eu estava preocupado e falar com ele primeiro, antes de falar comigo! Não entendo como você pode gritar comigo por causa dele! — E agora era ele quem estava gritando, gritando e tremendo inteiro, as lágrimas escorrendo livremente pela face, a mão ainda apertando o peito com força, ainda tentando colocar ar suficiente em seus pulmões enquanto se erguia fracamente, encarando o mais velho de um jeito que ele nunca encarara antes, como se nem o reconhecesse mais. E de fato, não reconhecia. — Você ama tanto esse cara, ama tanto que ele é mais importante pra você do que eu?! ENTÃO VAI!

        E sua voz estava tão alta agora que a casa inteira deveria estar o escutando, mas ele só, ele não ligava, ele não ligava pra mais nada. Não ligava pra quem o ouvisse, não ligava pra quem perceberia alguma coisa, não ligava pra absolutamente nada, enquanto caminhava até a cama e pegava os travesseiros que estavam sobre ela, os atirando com toda a pouca força que possuía na direção do irmão, as lágrimas borrando sua visão.

        — VAI, VAI EMBORA! VAI PRA CASA DELE, DORMIR AO LADO DELE QUE É MELHOR DO QUE DORMIR AO MEU, PORQUE AGORA EU TAMBÉM NÃO QUERO MAIS VOCÊ AQUI!

        E ele tremia ainda mais, e as lágrimas pareciam não ter fim, e ele as enxugou como pode, enquanto se virava para olhar os irmãos profundamente nos olhos, dando seu sorriso mais angelical e puro.

        — Não se preocupe, Yuichirou. Você não vai mais ter que se preocupar com o que eu acho do seu gaijin. Não vai mais ter que se preocupar comigo não entendendo você. Não vai mais ter que se preocupar com a minha falta de apoio. Não vai mais ter que se preocupar com nada disso. E se eu como seu irmão, como seu gêmeo, posso te pedir uma última coisa, por favor, se restrinja de dar amassos com o seu namorado amado no meu funeral. Certamente você pode esperar até mais tarde, não pode?

        E, com isso, sacou a varinha de onde estava em suas vestes, sempre sorrindo da mesma maneira doce, enquanto a apontava na direção do próprio peito. Ele já estava doendo o suficiente, não estava? E ele sempre soube que morreria por culpa dele de qualquer modo...

        — Sectumsempra!



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
- Interaction With: Yuichirou Miyamoto;
- Tags: Miyamotos em geral; Matt Maldito [npc Nick]; Akane Miyamoto [npc]; Yuuki Miyamoto [npc Nick]; Aya Miyamoto. Erika Miyamoto [npc Nick];
- Word Count: 1.379 Words;
- Music: Crazy Possessive - Kaci Battaglia;
- Notes: ENTÃO NÉ, ENTÃO. KKKKKKK *Rindo muito de nervoso*
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Feitiço: Sectumsempra[dano: -30/Rodada]; [dificuldade: 25]; [contra-ataque: +15];
Descrição: Feitiço avançado, quem o executa produz no alvo cortes profundos que o fazem sangrar abundantemente. Se o contrafeitiço Vulnera Sanentur não for executado rapidamente, a vitima morrera dentro de alguns minutos.
Mika Miyamoto
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Lee Taeyong
 
Reg.: 22 de Jun de 2019
Últ.: 17 de Jan de 2020
  • Mensagens: 20
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 14 Pts.
  • 16 Pts.
  • 152 Pts.

Postado Por: Mrs Halloween.


Re: Residência Miyamoto-Karisawa [Osaka/Japão]

MensagemJapao [#195197] por Yuu Miyamoto » 25 Nov 2019, 11:57

  • 19 Pts.
  • 8 Pts.
  • 40 Pts.
Imagem


怒りの召使い


Mas nem sempre as pessoas conseguiam o que precisavam, certo? Ele não se considerava a pessoa mais sortuda do mundo, não que também pudesse se denominar azarado. Era só que... Nunca tinha o que precisava quando precisava. Ele moldara por anos sua alma na lenta e torturante arte da paciência. Mas a paciência não era uma coisa ilimitada e havia atingido o seu limite naquele momento. Não conseguiu sequer colocar a mão na maçaneta sem que Mika o impedisse. E ele não precisou nem ao menos tocá-lo para que Yuichirou se pusesse parado como uma estátua, ainda que de costas para o irmão. Mika estava fora de si. Completamente fora de si. O coração de Yuu estava apertado e o hitokiri dos Miyamoto sentia que o corpo iria se incendiar de tão quente que se mostrava. Ele precisava respirar, certo? Respirar e contar até dez. Mas ele não conseguia mover um músculo. Mika estava irritado. Yuu havia gritado com Mika pela primeira vez em toda a sua vida e aquilo tinha um peso absurdo. E Yuu tinha total ciência disso. Mas... O que ele poderia fazer para apagar o ocorrido? Apesar de sua exaltação não se considerava errado. Ele queria o apoio do irmão. Ele precisava do apoio do irmão. Ele não estava recebendo nem um terço do apoio da pessoa mais importante que existia em toda a sua vida. Aquilo doía. Doía mais do que qualquer grito que pudesse ser dado em sua direção.

— Mika... —Ele respirou fundo tentando recuperar o controle de seu corpo paralisado. — Em que momento eu afirmei que iria para a casa do Matt quando disse que ia dormir fora? Em que momento eu disse que ele me era mais importante do que você? —Sua voz era tranquila e ele falava pausadamente. Quem visse a cena pensaria no quão sereno o jovem Miyamoto se encontrava. Quem o conhecia bem saberia a erupção doentia que Yuichirou segurava dentro de si para que não transbordasse e queimasse a todos a sua volta. Ele tinha de controlar a situação. Não era como se ele não tivesse essa capacidade, certo? Porque ele tinha. Ele sabia contornar os erros que cometiam a sua volta, logo, por que não saberia contornar os próprios erros? Ele queria continuar se explicando, mas, se por dentro Yuu parecia um vulcão prestes a entrar em erupção, por fora Mika lhe parecia uma avalanche nem um pouco preocupada em poupar as árvores e pessoas que encontrasse por seu caminho. Ele derrubaria a todos se tivesse a oportunidade. Falou sobre como Yuu considerava melhor dormir ao lado de Matt do que ao lado dele. O que absolutamente não era verdade. Da boca de Mika não saiam verdades naquele momento. Yuu revirou os olhos. Se virou para ele finalmente conseguindo o controle de suas pernas. Ia abrir a boca para dizer o quão enganado o irmão caçula estava, mas foi parado pela palavra que saiu de sua boca naquele instante. Seu nome. Sim, seu nome. Não era um "nii-chan", um "aniki" ou um simples "Yuu". Mika havia o chamado de “Yuichirou” e aquilo acertou seus ouvidos como uma bala acertaria o peito de alguém em um tiro a queima roupa. Ele mordeu o próprio lábio inferior impedido de proferir qualquer palavra pelo nó que se formou forte em sua garganta.

Mas a atitude posterior do irmão foi a cereja do bolo para que o coração do garoto minutos mais velho se partisse ainda mais do que já estava partido. Ele nunca sequer havia cogitado que a discussão tomaria aquela proporção. Ele queria falar. Queria poder se explicar. Queria pedir desculpas por ter gritado com Mika... Queria conseguir fazer qualquer coisa além de ficar com vontade de chorar e paralisado por um sentimento imbecil o qual nem ao menos sabia como nominar. E ele não tinha mais a opção de permanecer paralisado. Não podia. Não quando viu a mão de seu precioso irmão se erguer segurando forte a própria varinha na direção dele mesmo. Mika era impulsivo. Yuu conhecia bem aquele lado dele. Já havia se enfiado em muitas encrencas e retirado Mika de muitas encrencas por conta daquele lado, mas... Aquilo era demais! Aquilo era muito para que Yuu aguentasse. Reconheceu o movimento que o garoto fez antes mesmo que ele proferisse o comando do feitiço. Não. De jeito nenhum. Ele não. Qualquer um, menos ele. Yuu pegou impulso contra o chão e se atirou no garoto com a destreza de um felino, retirando de suas mãos a varinha, o feixe de luz que dela saiu atingiu um espelho que ficava pendurado na parede ao lado da cama dos dois e o quebrou em mil pedaços. Pedaços que voaram na direção dos meninos. No mesmo segundo Yuu puxou Mika para outro lado com o intuito de retirá-lo da trajetória dos estilhaços, mas recebeu alguns que se cravaram em sua pele e o desequilibraram. O desequilibraram tanto que não conseguiu se manter em pé, caindo para trás, a cabeça acertando a beira pontiaguda da cama com tudo. A dor era forte demais. Mas durou pouco. Segundos, na verdade. Ele não tinha mais ideia do que estava acontecendo. Tudo o que via era o mais profundo breu e a não existência batia na porta como se quisesse tomá-lo para si de uma vez por todas. Seria esse o seu fim? Ele não queria deixar Mika. Ele não podia deixar Mika. Ele lutaria até conseguir reverter aquela situação. Mas... Ele teria forças para isso? Seu coração doía muito mais do que sua cabeça doeu no momento da queda. Aquela dor era algo que não existência nenhuma no mundo poderia apagar. Nunca.


Interação com: Mikaela Miyamoto

Depois de milênios... Eis que o post nasce...

“Você não deveria estar fazendo a monografia, Nick?” Pois é...

Ps: Não revisado.
Imagem


Spoiler: Mostrar
Imagem


Spoiler: Mostrar
Imagem
Yuu Miyamoto
Special Mundo Mágico
Avatar do usuário
Lee Taeyong [2]
 
Reg.: 22 de Jun de 2019
Últ.: 19 de Jan de 2020
  • Mensagens: 38
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 19 Pts.
  • 8 Pts.
  • 40 Pts.

Postado Por: Nick/Pinscher.


Re: Residência Miyamoto-Karisawa [Osaka/Japão]

MensagemJapao [#195314] por Mika Miyamoto » 05 Dez 2019, 12:41

  • 7 Pts.
  • 20 Pts.
  • 53 Pts.
Imagem
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
I THINK YOU'RE SHADY I KNOW THAT YOU'VE BEEN CALLING MY GUY ARE YOU CRAZY NOW I'M GONNA
take you outside and show you crazy oh i got your crazy call my man again and imma fuck you up
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------




        Todo e qualquer movimento por parte de Mikaela Miyamoto era sempre friamente pesado e calculado antes de ser executado. Tudo fazia parte de um plano maior, como uma eterna partida de xadrez onde ele precisasse que até mesmo o mais insignificante dos peões se movesse de forma a levar a vitória do rei. Naquele preciso momento, era exatamente isso o que ele fazia: Calculava. Ele estava executando uma peça de teatro, onde seu irmão era o único expectador, e ele precisava ser o mais dramático possível. Era esse todo o seu objetivo: Drama.

        Ele queria que o gêmeo se sentisse mal. Queria que ele se sentisse culpado. Queria que ele se machucasse tanto quanto o machucara com suas palavras e ações. Queria que ele se assustasse, mesmo que por apenas alguns preciosos segundos... Porque no final de tudo, era pra ser só isso não era? Um susto. Sim, apenas um susto. Porque não havia nenhuma maneira no mundo que aquele feitiço realmente funcionaria, e ele não o pronunciara com a intenção de que funcionasse. Ele só estava no sexto ano, pelo amor de todos os Deuses, era uma maldição imperdoável ou algo parecido, muito acima de seu nível atual, e ele nunca tentara o executar antes em toda a sua vida.

        Então não, a intenção não era de que ele realmente abrisse mil cortes praticamente incuráveis em seu próprio peito, a intenção era apenas que Yuichirou pensasse que ele estava disposto a fazer exatamente isso, e com isso se assustasse o suficiente pra ignorar tudo o que acontecera até então e acabar, inevitavelmente, cedendo e fazendo o que quer que Mikaela quisesse que ele fizesse. Era sempre assim que as coisas aconteciam com eles, não era?

        Mas aí está o problema com partidas de xadrez... Elas também dependem do outro jogador. E nem mesmo a melhor e mais bem pensada das estratégias tinha cem por cento de garantias de sucesso dependendo de seu oponente e da forma como ele jogasse de volta. E pela segunda vez naquele dia ele foi surpreendido pelo curso dos eventos quando, em primeiro lugar, um feixe saiu de sua varinha ao final de seu comando.

        Como assim?! O feitiço dera certo?! Não, não podia ser. Aquilo não fazia a p*rra do menor sentido! Ele não tinha cacife o suficiente pra executar um Sectumsempra bem-sucedido assim, do nada, em sua primeira tentativa! Exceto que o fato de um feixe haver saído de sua varinha não necessariamente significava um feitiço bem-sucedido, apenas que ele havia conseguido executar alguma coisa, e que coisa seria essa... Bem, só levando o feitiço bem no meio de seu peito pra saber, o que ele não estava com a menor das vontades de fazer...

        Motivo esse pelo qual ele ficou até mesmo razoavelmente feliz quando a varinha foi arrancada de suas mãos e ele foi empurrado pra trás, fugindo daquele feitiço maluco – vá lá saber que efeito um Sectumsempra mal feito teria não é mesmo? – que atingiu o espelho da parede ao invés, o quebrando em mil pedacinhos. E é como dizem, quebrou um espelho, são sete anos de azar... E o seus começariam exatamente naquele instante, a julgar pelos acontecimentos que se seguiram.

        — C*ralho, você viu isso?! — Ele começou a comentar, mas não teve tempo de elaborar de forma melhor, porque logo ele estava sendo puxado mais uma vez, desta pra que escapasse de ser atingido pelos estilhaços, que – com a sua sorte maldita – atingiram seu precioso aniki no lugar. Por culpa única e inteiramente sua.

        — Nii-chan...! — Ele chamou, de forma urgente, mas como desgraça pouca é bobagem e como já falamos ele havia acabado de quebrar um espelho e coisa e tal, Yuu cambaleou pra trás, se desequilibrando e batendo a sua cabeça com uma força perceptível na beirada da cama, desabando inconsciente no chão em seguida, deixando um rastro de sangue fresco pra trás.

        Sangue este que Mikaela encarou de forma perplexa por alguns segundos, antes que seus olhos automaticamente se enchessem de lágrimas mais uma vez. Lágrimas que não adiantariam de absolutamente nada, considerando que agora já era tarde demais, e seu irmão estava machucado e sangrando e desacordado por sua única e inteira culpa. Porque ele era um imbecil, porque ele era um imbecil egoísta e manipulador de uma figa, que não se incomodava em jogar nem mesmo com seu bem mais precioso. Aliás, que jogava com ele mais do que com qualquer outra pessoa.

        — Nii-chan, nii-chan...! — Ele tentou desesperadamente uma, duas, três vezes, o tomando cuidadosamente em seus braços e o sacudindo de leve tentando fazê-lo acordar, mas foi em vão. As lágrimas escorriam de sua face diretamente pra desacordada de seu irmão, e ele tremia tanto que mal conseguia segurá-lo apropriadamente, e aquilo não deveria estar ajudando em absolutamente nada, e era óbvio que seu irmão precisava era de alguém com conhecimento médico naquele momento, de modo que foi com muito esforço que ele conseguiu erguê-lo até a cama e deitá-lo cuidadosamente ali, antes de sair correndo as presas em busca de ajuda.


        ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------



        Algum tempo mais tarde, um medibruxo já estava olhando seu irmão no quarto que ambos dividiam, e ele se encontrava encolhido em uma cama no quarto de hóspedes, tendo se recusado terminantemente a voltar para junto do gêmeo, por mais que ao lado de Yuu fosse o lugar em que ele mais gostaria de estar naquele momento.

        A verdade, a dura verdade que sempre estivera ali, mas ele se recusara a encarar por todo esse tempo até que finalmente não pudesse mais evitá-la, era a de que ele não merecia seu irmão. Nenhuma parte dele merecia sequer um único fio de cabelo da cabeça de seu nii-chan. E não seria bom que ele estivesse perto dele quando o mais velho acordasse.

        As lágrimas haviam deixado um rastro em suas bochechas, mas já não vinham mais. Seu peito doía de forma incomoda, mas ele o ignorava. Suas mãos tremiam, mas ele havia as fechado em punho. Ele não merecia Yuu... Nunca merecera, nunca mereceria...

        Ele era uma pessoa horrível. Uma pessoa toxica, egoísta e manipulativa, e um monte de adjetivos mais. Ele tratava o irmão como se fosse seu brinquedinho, que ele se recusava a dividir com qualquer outra pessoa, mesmo que essa outra pessoa fosse lhe dar um tratamento melhor do que aquele que Mika vinha lhe dando.

        Que espécie de amor era aquele? Aquilo era ao menos amor de verdade, ou apenas um sentimento absurdo de possessão?

        Não importava, no final das contas. Tudo o que importava era que Yuu se machucara por sua causa, e aquilo não deveria tornar a acontecer. Nunca, jamais. E se ele fosse fazer a primeira coisa verdadeiramente boa e livre de egoísmos que já fizera em toda a sua vida pelo irmão gêmeo, seria aquilo: Se afastar dele. Deixar que ele fosse livre e feliz com Matt maldito ou quem quer que ele escolhesse. Sem mais esquemas elaborados para roubá-lo de volta.

        E quanto a Mikaela... Bem, ele nunca poderia ser feliz sem Yuu ao seu lado. Isso era um fato mais do que concreto, mas era também o menos importante. Sua própria felicidade não era nada, absolutamente nada, quando colocada em comparação com a de seu aniki.

        E pela primeira vez em toda a sua vida, era em prol dela que ele agiria.

        De agora em diante, e para todo sempre.



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
- Interaction With: Yuichirou Miyamoto;
- Tags: Matt Maldito [npc Nick]; Medibruxo qualquer aí [npc];
- Word Count: 1.229 Words;
- Music: Crazy Possessive - Kaci Battaglia;
- Notes: Horrível, mas só pra finalizar mesmo.
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Mika Miyamoto
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Lee Taeyong
 
Reg.: 22 de Jun de 2019
Últ.: 17 de Jan de 2020
  • Mensagens: 20
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 7 Pts.
  • 20 Pts.
  • 53 Pts.

Postado Por: Mrs Halloween.


Re: Residência Miyamoto-Karisawa [Osaka/Japão]

MensagemJapao [#195315] por Mika Miyamoto » 05 Dez 2019, 12:42

  • 16 Pts.
  • 8 Pts.
  • 47 Pts.
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
ARCO ENCERRADO
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Mika Miyamoto
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Lee Taeyong
 
Reg.: 22 de Jun de 2019
Últ.: 17 de Jan de 2020
  • Mensagens: 20
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 16 Pts.
  • 8 Pts.
  • 47 Pts.

Postado Por: Mrs Halloween.



Voltar para Ásia

Quem está online

Usuários navegando neste fórum: Nenhum usuário registrado e 1 visitante