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Na Zonko's não citamos nenhum dos personagens dos livros ou filmes. Vivemos no mundo mágico, mas nem Harry Potter, Voldemort, Dumbledore, Comensais da Morte e etc. existiram em nosso mundo, com isso você não pode usar nenhum sobrenome dos personagens dos filmes ou livros. O fórum encontra-se nos dias atuais, no ano de 2013 d.c. e as condições climáticas variam de dia para dia e de tópico para tópico, conforme você poderá observar. O nosso período letivo dura oito meses contando com as férias. Nossos adultos recebem por dia de presença e seus tópicos em ON lhe renderão pontos e goldens (nossa moeda). Você nunca poderá interpretar a ação de outro personagem (salvo com autorização), mas poderá interpretar livremente o seu personagem (seja sempre coerente), lembrando que toda ação possui uma reação. A capital do Mundo mágico está localizada em Vaduz, Liechtenstein.

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Monte Fuji - Japão

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MensagemJapao [#212778] por Ren Tsukimi » 25 Mar 2021, 23:56

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Re: Monte Fuji - Japão

MensagemJapao [#212779] por Ren Tsukimi » 25 Mar 2021, 23:57

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Há muitas formas perdidas por aí para se tirar a própria vida. Ren conhecia cada uma delas como a palma de sua mão. Das mais dolorosas até as mais indolores. Ele não tinha interesse no segundo grupo. Também não tinha interesse real em acabar com a própria vida. O interesse vinha do "quase". Aquele momento em que você se vê tão próximo da morte que poderia facilmente apertar a mão dela. Mas, por motivos variados, consegue se livrar de suas garras e contar a história para alguém com um largo sorriso logo depois. Era por isso que vivia se pondo em perigo. Era por isso que andava por aí como se fosse uma bomba relógio prestes a estourar nas mãos do primeiro que ousasse lhe segurar. Ele se divertia com os batimentos do coração na garganta. Ele se divertia com a respiração travada no peito. Mas ele não se divertia nem um pouco quando as correntes que lhe prendiam começavam a ser transmutadas de literais para figurativas.

Kawaii sonna... Meneou a cabeça sem de fato sentir pena do homem a sua frente. Ele chorava como se fosse engasgar nos próprios soluços. E talvez se engasgasse mesmo. Se acabasse se engasgando até a morte talvez o quadro lhe fosse mais interessante, mas tudo que lhe invadia naquele momento era o tédio. Puro e simples. O tédio de ter de se livrar de alguém que começava a querer controlá-lo após alguns meses saindo juntos. O tédio de ter de lidar com o inconformismo que estampava a face do jiji chorão. — Bem... Esse tipo de coisa não estava no contrato, certo? E se exigências vão ser feitas acredito que nosso acordo tenha de encontrar seu fim... — Olhou para o relógio de pulso com indiferença e sorriu ao perceber que horas eram. — ...olha só! Agora mesmo. — Pendeu a cabeça para o lado em um gesto fofo e doce, provocando a raiva do homem que até então implorava para que não fosse deixado. — Olha... Nossa conversa está até interessante, mas a verdade é que tenho um compromisso em alguns minutos e não quero me atrasar para ele... Então... Jaa, matta! E não era mentira. Havia marcado com uma amiga de ser imbecil e imprudente e iriam cumprir o acordo no Monte Fuji. Estava realmente ansioso para que o horário chegasse. Virou-se para começar a se retirar, mas seu atual ex inconformado segurou seu pulso em um gesto mais abrupto do que era esperado em público.

Oya oya... Ojii-san Está mais empolgado do que eu imaginava? — O sorrisinho era despreocupado. Seu coração não acelerava como teria sido meses atrás. Aquele brinquedinho havia perdido a graça. Nee... Se dá amor às suas bolas é bom que me solte... — Ameaças em tom casual eram sua especialidade. E não era do tipo que ameaçava sem cumprir. O homem pareceu entender o recado e o soltou com relutância. Seu sorriso aumentou. — Bom garoto. — Colocou ambas as mãos no bolso do casaco grande — bem maior do que ele era na verdade — e saiu cantarolando alguma música infantil enquanto o homem atrás de si gritava coisas sobre "não ser aquele o final" e "não poder fazer algo assim com alguém como ele". Coisas que Ren sequer se importava em ouvir de verdade. Era um trouxa que sabia que Ren conseguia fazer alguns "truques". Um brutamontes velho que soubera como jogar por um tempo, mas depois pareceu não querer continuar a brincadeira nos termos de Ren. E, naquele joguinho, era ele quem dava as cartas. Quando saiu do shopping onde dera a notícia do "término" ao seu "daddy", tomou a direção de um beco com a leveza de uma bailarina treinada executando um passo muito bem ensaiado. Rodopiou até sair das vistas de todos e então desaparatou dali para o Monte Fuji, já no local marcado. O frio acertava sua pele como se fossem mil navalhas. Ele tremeu. Ele gostou. Ainda tinha as mãos enterradas nos bolsos do casaco quando avistou sua amiga.

Era a primeira vez que a via pessoalmente, mas não era difícil discerni-la. Vira fotos demais dela pelas redes sociais e era uma estrangeira inconfundível em meio àqueles tantos rostos asiáticos. — Annika? — Chamou por seu nome apenas para confirmar, caminhando em sua direção como se flutuasse, retirando uma das mãos do bolso do casaco para brincar com a contente que pendia do choker preto que atava seu pescoço. — Já está preparada ou quer esperar mais um pouquinho? Tô realmente ansioso pra começar... — Não fazia questão nenhuma de esconder a excitação em sua voz. Era como se o recente encontro nem tivesse ocorrido e ele tivesse vindo direto de sua casa para ali, pronto para embarcar em mais uma de suas mil e uma experiências de quase morte.


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Re: Monte Fuji - Japão

MensagemFranca [#212808] por Annika Aingremont » 28 Mar 2021, 10:39

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Honestamente, haviam muitas questões atordoando minha mente nos últimos dias, mas nenhuma era capaz de atenuar mais as feridas que ele. Seria mais racional enfim me mudar, ir embora da Irlanda para nunca mais pisar naquele lugar e reduzir significativamente as chances de esbarrar com ele outra vez. Seus cabelos loiros que em silêncio clamavam meus dedos, o seu perfume irritante que era o único cheiro que eu queria todas as noites, os seus olhos profundos e delicados capazes de ver algo em mim que eu sequer tenho ciência. O seu sorriso torto de triunfo quando me convencia que nem tudo era água ou fogo, o timbre da sua voz fazendo planos de um futuro que nunca se realizariam ao meu ouvido. A sua barba por fazer nos dias mais cansativos, o calor de seus dedos entrelaçando aos meus e o compasso de seu coração quando me aninhava em seu peito. Balancei feroz a minha cabeça para tentar esquecer a agonia que era não ser competente o suficiente para deixa-lo para trás, para arrancá-lo do meu peito. E eu precisava fazer isso. Eu tinha que fazer isso. Não havia alternativas senão me mudar de lá, só que simplesmente não conseguia. Assim como não tinha tido coragem de dizer aos meus pais que havíamos terminado e precisava mentir sempre que me ligavam perguntando como nós estávamos.

Sorvi o ar com força até meus pulmões esquentarem de dor e a breve vertigem me obrigar a expirar. As imagens se dissiparam da minha tela mental como acontece com a nuvem em dia de ventos intensos. Pude sentir a força correr em minhas veias, eriçando meus pelos e fazendo o coração voltar a bater. Um sorriso estranho surgiu em meus lábios agora entreabertos. A vida seguiria seu curso e meus objetivos seriam alcançados cedo ou tarde. Com ajuda da tecnologia, tecia uma nova rede e selecionava a dedo pessoas dignas para meu processo seletivo particular. Dentre algumas estava Ren Tsukimi, meu próximo encontro de negócios. Ele sequer tinha ideia do que o aguardava, sabia que seria perfeito e que suas características nos seriam extremamente úteis. Calcei meu Brian Atwood branco, com salto 15, recém adquirido após meses de flerte e joguei minha jaqueta de pelos por cima dos ombros preparada para encontra-lo há muitas milhas daqui.


O meu visual off white se destacava em meio ao cor de rosa das flores locais e era exatamente como eu me sentia bem: atraindo todos os olhares. O clima estava mais ameno que imaginava e logo retirei o agasalho, pendurando-o em meu antebraço enquanto mexia no smartphone a espera de algum sinal de Ren. A brisa que alcançava minha nuca recém exposta pelo novo corte de cabelo, um elegante chanel de bico, provocava um leve arrepio. Virei o pulso e olhei por cima dos óculos escuros a hora. Com uma pontualidade ímpar, ouvi uma voz pronunciar meu nome. Aliás, era algo que eu agradecia muito a minha mãe pela escolha. Pisquei os olhos e relaxei por completo a fim de mudar a minha expressão facial e ensaiei um sorriso para ele. Se por um lado precisei controlar o instinto de torcer o nariz ao ver aquelas roupas, por outro precisava admitir que a autenticidade era uma das qualidades que mais prezava.

Tsukimi — respondi de imediato estendendo a mão para cumprimenta-lo oficialmente. Já faziam alguns dias que trocávamos mensagens e estava satisfeita com a ideia de inserir um pouco de adrenalina em minha vida monótona. Quanto tempo não sentia uma excitação desta forma, o repuxar no interior pela ansiedade do desconhecido, o coração palpitar de medo e vontade? Recordava-me dos Voranovs e do único lugar que conseguia chamar de lar, ainda que nunca mais fosse ter a oportunidade de regressar. — Estou sempre pronta para as ocasiões — olhava para ele sem encará-lo, mas analisando todos os seus traços e trejeitos. — Agradecida pelo convite. É curioso que minha última experiência de ansiedade por algo grandioso tenha sido na escola. Tal quanto lembrar desse tempo. As coisas mudam relativamente rápido. — Não esperava que acompanhasse meus devaneios pessoais, os coloquei para fora apenas por hábito.

Gostaria de ouvir novamente sobre suas experiências em busca de adrenalina, se não se importar, Ren. — Caminhava ao seu lado enquanto nos guiávamos para o local de embarque. — Você despertou certo fascínio em mim com esse estilo de vida. — Era verdade. Elizabeth, Robert e Fearadhach jamais me perdoariam se tivessem ciência do meu destino nos próximos minutos. Não eram adeptos a experiências de quase morte, tampouco de qualquer outra que pudesse testar meus limites e me colocar em perigo. Era exatamente por isso que eu deveria me afastar deles. Sentia a chama dentro de mim queimar sem arder, consumir e renovar cada célula minha em busca do grandioso destino que sempre me esperou. A existência terrena deve ser aproveitada ao máximo para que a eternidade exista. Eu nasci para fazer história. Meu queixo se ergueu involuntariamente, tal como o sorriso novamente surgiu sem que eu pudesse perceber. Era como se agora meu corpo também falasse por si e desse sinais quando eu tomava decisões de acordo com o melhor caminho.



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      • Citados: Ren, Fearadhach, Elizabeth e Robert. •
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Re: Monte Fuji - Japão

MensagemJapao [#212840] por Ren Tsukimi » 29 Mar 2021, 20:11

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Annika. A-nni-ka. Annika. Ele poderia ter chamado ela pelo sobrenome, não é? Seria o correto, na verdade. Era polido e formal. O esperado entre duas pessoas que se viam pela primeira vez. Ela havia lhe chamado de “Tsukimi” ao invés de “Ren”. Mas... O caso era que “Annika” era um nome que possuía uma pronuncia tão boa e fácil... E era tão difícil encontrar estrangeiros que possuíssem um nome que lhe fosse assim que o garoto simplesmente não resistiu. E seguiria não resistindo a não ser que ela lhe desse uma cortada. O que não aconteceu, então... Era Annika mesmo. Seu sorriso cresceu quando ela começou a formular uma resposta. Estava vestida muito bem, ele tinha de admitir. Talvez usando branco demais para um local como o Fuji-san, mas... Ren também não estava vestido de forma “apropriada” para um local como aquele, tinha de admitir.

— Mas você não parece ter se formado tem tanto tempo assim... Essas lembranças devem estar frescas na sua mente. — Constatou após ouvi-la dizer que sua última experiência do tipo havia sido na escola. Era algo esquisito de se dizer. Como alguém comparava um quase suicídio a dois com algo que possa ter acontecido na escola? Em seus dezessete anos de vida, sendo um recém formado por Mahoutokoro, Ren não conseguia entender bem como aquilo funcionava. — Por curiosidade... Em que escola estudou? — Porque ele simplesmente não podia deixar de perguntar.

Esticou a perna, colocando o pé em um banquinho próximo, amarrando os cadarços de seu coturno longo com firmeza. — Posso te contar absolutamente tudo que quiser saber, mas enquanto caminhamos. Não podemos pular daqui. Visível demais. — Explicou após terminar de atar os calçados de forma satisfatória. Se pôs novamente em uma posição ereta e olhou em volta. Viu o caminho que procurava sem muita dificuldade. Sa... Ikimasu yo... Fez um sinal com a cabeça indicando para que ela o seguisse e começou a caminhar na direção que precisavam seguir.

— Já andei por ruas perigosas algumas vezes. Ruas trouxas. Podia dar o azar de encontrar com algum bandidinho bruxo que me daria um pouco mais de trabalho se resolvesse me atacar? Podia. Mas nesse caso seria sorte mesmo. — Retirou do bolso um isqueiro e deu de ombros antes de dar uma leve risada. — Geralmente as pessoas são covardes demais e nunca me deram trabalho nenhum. A sensação do perigo, no entanto... É uma delicia. As possibilidades que se passam na minha cabeça... As coisas que a mente vai conjecturando enquanto a gente caminha... Nossa! — Um arrepio passou por seu corpo ao se lembrar das ditas ocasiões. Um arrepio delicioso. — Mas também já pulei de lugares altos como vamos fazer hoje... Já me envolvi em lutas com pessoas maiores e mais poderosas... Frequento lugares cheios de gente perigosa... — Ele ia enumerando como se contasse nos dedos as situações absurdas em que se enfiava. — Mas... Meu favorito... — Ele pausou a caminhada e se virou para a companheira com a graça de uma fada bailarina. O corpo miúdo perfeitamente equilibrado, o sorriso doce e satisfeito preenchendo seus lábios cheios. — É me envolver com as pessoas perigosas que encontro. Quanto mais doido e perigoso for o sexo, mais interesse eu tenho... — Não havia nenhuma ressalva em seu tom de voz. Era como se ele falasse sobre o clima ou qualquer uma dessas coisas mais triviais. — Enfim... Acho que aqui está bom.

Parecia um felino experiente enquanto caminhava pelas pedras em saltos curtos, chegando até a beira exata do monte. Uma área bastante difícil de se acessar caso não soubesse como se mover do jeito certo. Olhou para baixo conferindo a altura. Perfeita. Mas teriam de ter cuidado com a noção de tempo para ativar o feitiço. — Em queda livre nosso corpo aumenta muito de peso e a velocidade pode atingir um ponto crítico muito rápido. Se a gente não ativar o feitiço no momento exato vamos morrer com o choque ainda em queda. — Seus olhos brilhavam com a possibilidade durante sua explicação. O coração começava a bater rápido no peito naquela sensação conhecida. Aquela sensação absurdamente bem vinda. — Que feitiço quer usar? Se fizermos ao mesmo tempo... Vai dar tudo certo. E, bem... Tem que ser até três segundos depois que passarmos daquela pedra ali. — Apontou para uma rocha com um formato diferente que se encontrava um pouco abaixo da metade da queda. — Tá de boa pra você? — Perguntou visivelmente empolgado, o rosto até mais corado e radiante.


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Re: Monte Fuji - Japão

MensagemFranca [#212880] por Annika Aingremont » 30 Mar 2021, 21:15

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Projetei um sorriso com um puxar suave nos lábios ao ouvir suas palavras gentis. — Está certo em suas observações — pausei por breves instantes, ainda observando seus trejeitos. — Não faz muito tempo. Fazem dois anos. Formei-me em Durmstrang, aos dezenove. É que o cotidiano ficou tão monótono após sair de lá que parece que já faz uma década —concluí. Eu sentia muita falta de Durmstrang e isso não era novidade para ninguém. Toda minha família era de Hogwarts e eu sou nascida e criada em Marselha, o que significava que tinha vaga tanto no instituto britânico, quanto no francês. Ainda sim, desde muito nova eu tinha fascínio pelas metodologias russas.

Estendi a mão à minha frente, indicando que ele tomasse a dianteira. Ainda que esse gesto fosse muito mais habitual aos homens, Ren era meu anfitrião e eu seguiria o caminho por ele determinado. Caminhávamos sem pressa e o toque-toque do meu salto alto pouco me incomodava. Era, inclusive, mais confortável estar acima de uma plataforma do que sapatilhas, e minha postura ficava significativamente mais elegante desta forma. Ouvia o rapaz atentamente e me questionei acerca do que pautou brevemente em conversas anteriores sobre atender sob a ótica dos dois gêneros, o que explicava não apenas suas vestes em muitas fotos, como também a sensação de perigo andando na rua. Rapazes tinham certo privilégio quanto a não serem facilmente abordados em locais desertos.

Ah, sim, são covardes — repeti baixo. Mesmo com a mente oscilando a despeito dos encorajamentos acerca da escolha da minha profissão, podendo ser pela disciplina dos meus pais, a sensação de poder absoluta e as possibilidades de fama, era a chance de capturar covardes que mais me impelia a traçar esses caminhos. Seu tom de voz mudou com a última enumeração e eu hesitei o passo assim que ele graciosamente girou o corpo e ficou de frente para mim. Seus olhos faiscaram uma excitação que eu não sabia ao certo se conhecia e meus músculos enrijeceram no instante que entendi que estava falando de sexo. Precisei lembrar de piscar para que meus olhos deixassem de ficar vidrados e a minha mente parasse de me sabotar com flashes insuportáveis de todas as vezes que fui rejeitada por Fred em sua insuportável doutrina de me manter virgem.

Estiquei o pescoço com sutileza, desobstruindo as vias aéreas ao erguer um pouco o queixo e deixei a saliva descer amarga em meu esôfago. Meus dedos tamborilaram no ar enviando uma mensagem ao meu sistema nervoso de que não havia necessidade em atingir picos de estresse. Estávamos conversando despretensiosamente, não tinha motivo para responder ríspida ou cortar o assunto. E então eu sorri maliciosamente como quem entendesse seu recado. Eu tinha desejos latentes, por tantas vezes imaginei Fearadhach rasgando minha roupa e me levando a ápices de prazer. No entanto, não passavam de fantasias que, hoje, eu queria esquecer.

Observei seus movimentos com cautela e achei prudente ficar descalça. Eu andava bem sobre os saltos e meu objetivo era me jogar do monte, mas não parecendo uma fruta podre despencando dos galhos. Fui até onde Ren estava usando as habilidades adquiridas em Durmstrang e cada vez mais aquilo me lembrava os Voranovs. Inclinei meu corpo para frente para olhar a qual altura estávamos e a adrenalina que correu nas minhas veias fez com que meu estômago gelasse. Sorri com a sensação. — Quanto tempo teremos? — Três segundos após a pedra. — Não há como estar mais perfeito. Talvez quando alcançarmos o chão. — Coloquei novamente meus saltos e vesti o casaco, fechando o zíper a fim de não perder nem a elegância e nem a peça. — Podemos usar o quidam... Não tenho experiência nisso, mas receio que o impedimenta não seja tão eficiente.



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Re: Monte Fuji - Japão

MensagemJapao [#212884] por Ren Tsukimi » 30 Mar 2021, 22:24

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Oya, oya! Uma excelente escolha! — Seus olhos brilharam como duas ônix recém lapidadas com a sugestão de feitiço feita pela garota mais velha. Realmente o impedimenta só retardava o alvo por alguns segundos e eles precisavam de... — Na verdade... — Levou a destra ao queixo como se ponderasse, equilibrando-se em uma pedra fina que estava perigosamente perto da beirada. — Precisamos de algo para “desacelerar” e depois algo para “amortecer”. Acho que pode ser uma boa ideia usarmos o impedimenta para diminuir a velocidade quando passarmos daquela pedra e depois, quando estivermos quase batendo de cara no chão, executar o quidan para amortecer.

Ren coçava o queixo ainda pensando sobre o que havia acabado de falar. Talvez não tivessem tempo. Os segundos passavam de modo assustadoramente rápido quando se estava em queda livre. — Somos dois. Eu posso retardar com o impedimenta e você amortecer com o quidan. Deal? — Estendeu a mão na direção dela, tanto para que firmassem o “contrato” de quase morte quanto para ajudá-la a ir para a mesma pedra que ele. Não que achasse que ela precisasse de qualquer ajuda. Estava indo absolutamente bem no trajeto entre as pedras. Os saltos em sua mão só voltaram aos seus pés quando ela já estava satisfatoriamente na beira.

— Durmstrang, é? — Resgatou o assunto sentindo o vento bagunçar seus cabelos negros, ali parado a espera da queda. A sensação era tão boa que ele sequer saberia descrevê-la. — Dois anos não é muito tempo. Me pergunto se vou sentir essa mesma falta de Mahoutokoro. Me formei tem meses. — Mas ele duvidava bastante. Nunca teve muito interesse nas coisas lícitas que a escola promovia. Eram todos puritanos demais. Gostava, todavia, dos grupos secretos de estudo das artes ocultas. Gostava do círculo de amigos que fizera freqüentando aquelas rodas. Gostava das confusões em que se metia às vezes conscientemente, às vezes não, pelos corredores da instituição japonesa... Fora isso... O que ele fazia por lá que não poderia fazer agora que estava livre da escola? Demo... Sei como é um inferno o sentimento de monotonia... Podemos resolver isso criando memórias novas! Não precisará se prender às memórias da época da escola se estiver construindo memórias ainda melhores aqui do lado de fora dos muros... Particularmente gosto de pensar no fim da escola como o fim de um ciclo. E o início de um novo ainda melhor que o anterior. Mite... Apontou para a paisagem, se voltando para além do chão que tanto almejavam. As árvores cobertas de gelo davam uma beleza ímpar àquilo que já era tão belo. Os pássaros voavam livres e era exatamente aquela liberdade que era tão cara para Ren. — É lindo, não é? E é tudo nosso... Só basta a gente... Pular...

Admirava o que mostrava com os olhos fervendo de um desejo e uma juventude que provavelmente ficariam ali mesmo depois de estar muito mais velho. — Pois bem... Chega de falar sobre tudo e sobre nada ao mesmo tempo. Vou começar a contagem regressiva. Quando chegar a zero a gente se joga junto. — Segurou a mão dela para que a queda fosse realmente em conjunto e não houvesse nenhuma chance de um acabar se adiantando e outro ficar parado com cara de bocó lá em cima. — Quando chegar em zero... Dez... — Seus olhos faiscantes se prenderam em seu rosto. — Nove... — Voltou-se para o trajeto que percorreriam novamente. — Oito... — Respirou fundo e fechou os olhos para aproveitar o misto de sensações que lhe invadia. — Sete... Seis... Cinco... Quatro... — Abriu os olhos. Podia sentir suas pupilas contraindo pelo contato com a luz. Em breve estariam dilatadas novamente. — Três... Dois... Um... — O coração parou por um breve segundo. — Zero.


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Re: Monte Fuji - Japão

MensagemFranca [#213133] por Annika Aingremont » 04 Abr 2021, 00:47

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Atentei-me as suas explicações e arrisquei olhar outra vez para o fim do abismo numa mistura de sadismo e ponderação. Era inevitável pensar na morte quando se está à beira dela, desafiando as leis universais e cometendo a tolice de se colocar em risco em busca de um pouco de emoção. Não era uma brincadeira, não teriam chaves de portal, chance de aparatação ou uma arena de treinamento. Se eu hesitasse, seria meu fim. Tornei a voltar as atenções ao Ren e não precisamos trocar palavras para entender que haviam brechas demais naquele comentário dele. — Concordo que é mais prudente, se é que o uso desta palavra cabe em uma situação como a que nos encontramos, nos dividir. — Sorri apenas por educação para ele e uni nossas mãos com firmeza selando aquele contrato. Uma onda de temor percorreu meu corpo e eriçou meus pelos como um alerta de perigo. Era minha responsabilidade dali para frente.

Ele estava certo sobre dois anos ser apenas um período curto de tempo sob uma perspectiva do cotidiano, sem vínculos emocionais e quando percebe o passar das horas. Só que para quem sentia que um lugar era quase um lar, qualquer ausência parecia a eternidade, como no meu caso. — Não conheço essa escola, mas já estive em Hogwarts e Beauxbatons durante intercâmbios e Tribruxos e lhe garanto que não há como Durmstrang. A intensidade é imensurável em terras russas, foge completamente da superficialidade das demais. É isso que me faz falta no dia a dia, sentir esse limite — admiti ainda observando o que nos esperava em instantes. — A faculdade me permite algumas experiências novas muito interessantes, que nas escolas, até mesmo em Durmstrang, ainda são tabus, mas ainda sim é insuficiente.

Gostaria que fosse tão fácil apenas criar novas memórias, no entanto, não consigo me desapegar facilmente de certos fantasmas do passado. Inclusive, estar aqui hoje é uma afronta a memória deles e eu não sei até que ponto faço por mim ou por esse desejo latente de romper as necessidades quase patológicas de quem tenta cuidar de mim como um bibelô — mais uma vez eu apenas deixei as palavras saírem sem muita preocupação do que viria pela frente. Ren parecia ser o tipo de pessoa que se pode falar qualquer coisa que não sairia dali. Ainda que saísse, quem me conheceria?

Assenti com a cabeça e entrelaçamos nossos dedos. Pude sentir quase uma corrente elétrica nos unir, seria a adrenalina? O tesão em fazer algo sem saber se seria a última vez? As palavras tinham um ritmo muito específico de contagem, mas os segundos duraram uma eternidade em interior. Minha tela mental projetava uma série de imagens que provocavam espasmos em minhas extremidades, fazendo com que vez ou outra eu apertasse mais a mão de Ren. Provavelmente ele deduziria que era medo de minha parte ou qualquer onda de hesitação, mas eu realmente queria fazer aquilo. Mesmo que eu virasse notícia nas capas de jornal. O que eu tinha a perder a final agora que já não morava com meus pais, que havia rompido um relacionamento que deveria ser para sempre, que estava sozinha no mundo? Saquei a varinha com a outra mão e me joguei sem pestanejar quando o dez saiu de seus lábios.

[...]


Podia sentir a gravidade. A vida se esvair neste movimento contrário e irresponsável. O coração bater a uma velocidade nunca alcançada antes. Notar as cores e ao mesmo tempo não perceber mais nada além de mim mesma. O grito saia dos meus pulmões a plenos vocais e eu sequer era capaz de me ouvir.

Qual era o sentido da vida? Estávamos em queda livre sem ter o menor remorso de atentar contra a única certeza que temos: a nossa experiência carnal. Não ligávamos por quem choraria por nós – e alguém faria isso? Nossos empregos, os tempos da escola, o sexo, a alta gastronomia, os melhores eventos privados, o mergulho no mar, nada fazia mais sentido agora. O vazio existencial me trazia um alívio singular, tal como o vento em meu rosto.

A liberdade que jamais havia encontrado em nenhuma das ações em todos esses anos. Nem mesmo a maior das montanhas russas que eu havia ido com Fearadhach tinha me proporcionado tamanha sensação de impotência e desespero. Foi recordar seu nome que me fez ter um lampejo de consciência e entender que a vida era mais que uma queda livre. Reuni forças o suficiente para não terminar de vez a nossa história ali. Não era mais só sobre meus caprichos, a vida de Ren dependia das minhas ações e vice versa.

[...]


Agarrei-me com força em sua mão e na outra praticamente estrangulava minha varinha. Compreendi o seu sinal e assim que alcançamos a altura da pedra usei a adrenalina para conjurar o feitiço que encerraria aquela experiência. — Quidam — Anunciei com destreza.



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      • Citados: Ren, Fearadhach. •
      • Considerações: Uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuui. Caraca que frio na espinha! ANNIKA SUA MALUCA!!!!!!!!!!!!!! Lookzinho mara da minha exigente. •
Feitiço: Quidam[dificuldade: 13];
Descrição: Feitiço Amortecedor. É também usado em pessoas como efeito de amortecimento de quedas.
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Re: Monte Fuji - Japão

MensagemJapao [#213136] por Ren Tsukimi » 04 Abr 2021, 09:48

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人柱

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— Pelos deuses, Ren! O que diabos você está fazendo? Quer matar seu pai do coração? — Não, ele não tinha tanta sorte. — O que os outros vão pensar de nossa família se te virem assim? — Ele queria mais era que o nome dos Tsukimi fosse para o inferno e toda a fachada que envolvia sua família fosse para o chão juntamente com ele. Odiava ter de viver como um boneco desde a infância para satisfazer o capricho de pessoas as quais ele não ligava a mínima sequer para a existência. Era estranho que sempre que atentava contra a própria vida daquela forma recebesse uma bronca mental de sua mãe. Sua falecida e obediente mãezinha que tanto temia que a desgraça recaísse sobre o nome de seu marido que nunca tinha tempo para a família ou para ela.

Mas o coração batia tão rápido que, aos poucos, as únicas coisas que ouvia eram seus batimentos insanos. Sua mente se calou por um tempo para que ele apreciasse o calor do momento. Todas as suas terminações nervosas mandando um sinal agudo de alerta aos seus sentidos mais básicos, provocando um calor excessivo em várias partes de seu corpo. Uma das mãos segurava firme a mão de Annika e o aperto era devolvido com igual força. Medo. Ele sentia aquele medo sim. Era uma resposta natural do corpo, assim como o choro era uma resposta natural à dor. Não importava quantas vezes ele já havia feito algo como aquilo, não importava quantas vezes já provara para si mesmo que sua vida era menos importante para si que a sensação de quase perdê-la... Ele sempre seria invadido pelo desespero que fechava sua garganta.

O chão se aproximava de modo tão rápido que imagens bem pesadas começaram a se formar em sua mente, acima do barulho de seu coração que, se Annika hesitasse por um segundo e perdesse o momento de execução do feitiço, poderia estar batendo rápido daquele jeito pela última vez. As imagens de seus corpos mutilados e transformados em patê devido ao atrito contra as pedras lá embaixo. Agora conseguia ver com ainda mais clareza o quanto eram pontiagudas! Poderiam ser empalados... Aquela pontinha perfurando sua barriga e atravessando o meio de suas costas! E não pararia por aí uma vez que a queda apenas o forçaria mais e mais contra o chão, sem se importar com o mineral que o feria. Até que a morte o acertasse. Se é que não o acertaria de uma vez...

Impedimenta! — Foi rápido em girar a varinha que estava firmemente empunhada na mão que não segurava a de Annika assim que passaram pelo ponto de referência que tinham. O vento parecia ferir seus tímpanos e ele sequer ouviu o som de sua própria voz, mas o feitiço saiu. Esperou para ver se Annika iria cumprir com sua parte e ela não demorou muito para o fazer. O feitiço logo amorteceu a queda de ambos e, com pernas falhas e trêmulas, pousaram no chão como se tivessem apenas dado um pequeno salto e não pulado de um penhasco como haviam feito.

E era nesses momentos em que Ren realmente apreciava a experiência de quase morte. Não era durante o processo... Durante o processo ele apenas sentia tudo aquilo que já fora descrito: medo, ansiedade, desespero. Mas, quando passava... Aquela sensação da adrenalina fluindo por todas as partes enquanto seus pés se firmavam no chão cientes de que ele havia desafiado a Morte e rido em sua cara após vencer o desafio era simplesmente... Incomparável! Com um sorriso enorme e o coração a mil, ele voltou-se para Annika para ver como a garota estava, mas nesse preciso segundo ela se jogou em seus braços em um abraço apertado pegando Ren totalmente de surpresa. Fechou os braços em volta dela correspondendo ao gesto e teria apoiado o queixo no topo de sua cabeça se ela não fosse oito centímetros mais alta que ele. Não disse nada. Achava que, naqueles momentos, qualquer palavra trocada poderia estragar a sensação. Tudo o que fez foi ficar ali, esperando que ela se encontrasse novamente, as palavras ditas por ela antes do pulo ecoando em sua mente como um mantra. “Fantasmas do passado”. Ren não queria que ela seguisse assombrada por nada daquilo. Será que ela aceitaria um percurso de imprudências com o fim de exorcizar aqueles espíritos?


Interação: Annika Aingremont ♥ || Menção: Papai e mamãe || Ouvindo: Obsession – EXO || Vestindo: This ||Notas:DE NOOOOOOOOOOOOOOVO!
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Descrição: Retarda algo em movimento. Azaração que retarda momentaneamente qualquer oponente que esteja atacando.
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Re: Monte Fuji - Japão

MensagemFranca [#213307] por Annika Aingremont » 07 Abr 2021, 22:24

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      Let me see you put your hearts up
      P O S T - 4


Pude sentir meus pés encostarem ao chão como um pequeno pulo de um degrau para o outro mas a sensação de queda não passou, estava vívida em meus braços, pernas, na minha corrente sanguínea e na minha mente. O corpo se tremia com a adrenalina alta, o coração parecia dilacerar no peito e ao ver o sorriso aberto e claramente dominado pelo êxtase de ter dado certo estampado nos lábios de Ren dispararam todos os meus gatilhos. Praticamente tombei em seus braços, sentindo quase desfalecer, e simplesmente desatei a chorar copiosamente.

Minhas mãos agarravam com certa força as roupas de Ren às suas costas, como se com esse gesto eu pudesse verificar que ele é real e, se fosse mesmo, impedir de ir embora e me deixar ali à deriva. Era para eu estar me sentindo bem, viva, ou ao menos era isso que eu esperava após uma experiência de pós morte. Mas ao contrário disso, tudo em mim doía a ponto de me perguntar se o choque com o chão faria menos estragos. Nunca tive a intenção real de causar nenhum dano a mim, apenas tentar me libertar das amarras que eu mesma criei ao longo da vida. Eu sou dona de mim! Tenho direitos de fazer o que bem entender. Então POR QUE eu não me sinto assim?!

Tsukimi adotou uma postura de total discrição, gentileza e cavalheirismo ao se manter em silêncio apenas me amparando pelo tempo que fosse necessário. Sentia que se passasse uma eternidade ali, ainda sim não sairia do meu lado. Isso era um excelente sinal, são qualidades que não encontramos com facilidade pelas ruas e muito menos na internet. Aos poucos fui restabelecendo, voltando a sentir meus neurônios, meu sistema nervoso e, por fim, meus membros, e só então fui capaz de olhar em seus olhos. — Obrigada por me permitir isso. — Foi a única coisa que tive a capacidade de dizer naquelas circunstâncias.

Sabia que cedo ou tarde a conta desse acesso de ansiedade chegaria, esperava que tivéssemos uma espécie de relação mútua de confiança até lá. Meus pais sempre pontuaram o quão problemático era viver em um mundo só meu, pois as decepções com a realidade me assolariam inevitavelmente. O que eles não sabiam é que eu fazia isso justamente por não me encaixar em absolutamente nenhum lugar sem ser Durmstrang, nem mesmo em casa, e agora eu me via sem forças para traçar os novos caminhos.

E por não me deixar morrer.



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      • Citados: Ren, Fearadhach, Elizabeth e Robert. •
      • Considerações: Dois nenéns! Qual nosso próximo arco?! •
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