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Il Balcone di Giulietta - Verona - Itália

Il Balcone di Giulietta - Verona - Itália

MensagemIrlanda [#188630] por Rachel D'Alterre Florenzza » 06 Jan 2019, 13:45

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Uma das mais famosas histórias de amor de todos os tempos, o romance Romeu e Julieta, escrito por William Shakespeare em meados de 1.500, tem um lugar especial em Verona, na Itália, cidade onde se passa a trama do casal. A chamada Casa di Giulietta, ou Casa de Julieta em Verona, virou atração turística, trazendo à toda uma verdadeira lenda urbana.Com roteiros inspirados na história, Verona investiu em turismo por meio das incertezas que permeiam o romance, já que ninguém sabe se foi verdade ou não. Localizada na Via Capello 23, a casa, com entrada a 6 euro, remonta uma das cenas mais famosas do livro, na qual Julieta está na sacada declamando seu amor por Romeu.E os turistas podem aproveitar para ir até esse mesmo lugar, além de explorar os outros cômodos da casa. Além disso, há uma superstição de que os que tocarem o seio da estátua de Julieta, localizada no pátio, terão felicidade no casamento. As paredes da entrada também carregam consigo inúmeros bilhetes amorosos de pessoas que por ali passaram. A Itália e suas lendas…tão fascinantes quanto as antigas histórias de amor. Verona ainda tem outra lenda ao redor da história. O antigo Convento de San Francisco al Corso reserva, em seu subterrâneo, a Tomba di Giulietta, suposto túmulo onde Julieta foi enterrada. O local abriga ainda um jardim lapidar, uma galeria de arte e uma igreja construída em 1230. Entrada: 4,50 euro.


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Re: Il Balcone di Giulietta - Verona - Itália

MensagemIrlanda [#188636] por Rachel D'Alterre Florenzza » 06 Jan 2019, 16:08

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Verona era um lugar charmoso ao qual sempre tentava visitar em tempos desesperados. E aqueles, de fato, eram os mais inoportunos e tortuosos de toda a sua vida. Gostava da atmosfera da cidade porque, de todos os cantos do planeta, tinha um charme sem igual que chamava a atenção, não só dela, mas de pessoas de diversas culturas e nacionalidades. Verona se tornou, desde Shakespeare, a capital do amor, dos sonhos impossíveis, das tragédias românticas, dos ápices sexuais. Quem não iria querer tudo isso? Não à toa, aquele bando de desesperados a estava empurrando para pagar o ingresso e ir de encontro ao desconhecido mais famoso do mundo: O balcão de Julieta Capuleto.

Era uma mansão velha e decrépita que continha uma das maiores histórias dolorosas que já havia lido entre duas pessoas. Rachel estava apaixonada, não por um homem, mas pela arquitetura antiga da Itália, tão mais rebuscada e gentil que a irlandesa. Eles eram feitos para ser bárbaros beberrões que nunca se cansavam da vida mansa e de boa comida. Os italianos também, é claro, só que com uma pitada sexual que a faltava em seu país natal e que adorava. Não sabia muito bem o que fazer, então, apenas comprou uma entrada e adentrou os grandes jardins do casarão. Tudo ali cheirava a história e a ruiva queria mergulhar nas cinzas dos livros velhos, das antigas cartas de amor, das batalhas infinitas e corações partidos.

Pegando papel e caneta do cesto que era oferecido, sentou-se perto de uma fonte, ao lado da grandiosa estatueta da primeiríssima dona da casa. Uma brisa fresca passava entre as árvores, trazendo o cheiro das rosas que lhe eram tão adoradas. Um aroma doce, como o de seus cabelos cor de fogo, como as sardas que adornavam o rosto, como a pele leitosa e os olhos verdes tais quais duas pedras preciosas. A jovem Florenzza sempre fora beleza indomável, livre correndo pelos campos de Cashel, abarrotada de fantasias e verdades que apenas faziam sentido para ela. A caneta desenhou a primeira letra, sua caligrafia fina ficava bem melhor numa pena, todavia, tinha que trabalhar com o que lhe era disposto, afinal.

Ouviu a aproximação de algumas pessoas distraídas, admiradas por coisas aleatórias. Seus passos e risadas incomodavam um pouco, porém, nada a impedia de finalizar a primeira frase de sua carte: “Eu nunca serei amada”. Era isso? Isso era o que tinha para dizer à grande Julieta, a mãe de todos os amores? Uma merda de uma frase triste de novela mexicana? C’mon, Rachel! Você pode mais do que isso. Com raiva, a garota amassou o papel e jogou ao chão, fazendo com que rolasse para longe. Tentaria começar uma nova ou negaria os malditos seis euros que gastou para entrar ali.


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We Meet Again

MensagemItalia [#188644] por Eric Mythology » 06 Jan 2019, 22:40

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                “- Há algo sobre Verona que não existe nas outras cidades, meu pequeno" , era o que Sophie costumava dizer para o filho todas as vezes em que eles visitavam a comuna italiana. Desde que havia chegado em Verona, há três dias, Eric costumava lembrar com frequência do quanto sua mãe amava visitar a famosa “cidade dos namorados”. As lembranças deste passado anuviam parte da beleza do local, enquanto o jovem italiano passeava ainda meio que sem rumo pelas ruas antigas e ensolaradas da cidade. Embora houvesse ao menos uns três anos desde que estivera ali pela última vez, o sol continuava tão quente quanto ele se lembrava, um bom lembrete de como o verão mediterrâneo gosta de castigar aqueles que ousam enfrentá-lo. Era por volta do meio da tarde quando Eric resolveu recostar em uma pequena sombra para descansar um pouco do calor que fazia sob sol.

                Só após beber o primeiro gole da água que havia acabado de comprar de um vendedor trouxa que o italiano foi se dar conta de onde realmente estava. À sua frente, erguia-se, em dois belos andares, a Casa di Giulietta, famosa como cenário onde o casal que Shakespeare imortalizou em sua tragédia se conheceu e trocou juras de amor para viver uma das mais belas e tristes histórias de todos os tempos. Embora fosse parte da cultura trouxa, a história de Romeu e Julieta também era aclamada entre os bruxos e, mais de uma vez, o pequeno italiano viu algum feiticeiro romântico escrevendo seus anseios de amor nas paredes da mansão. Embora Eric nunca houvesse considerando aquele um dos pontos mais bonitos de Verona, era indiscutível que a Casa de Julieta possuía o charme trágico, romântico, misterioso e melancólico que os outros monumentos não conseguem igualar, de modo que ele não ficou surpreso quando viu a quantidade de pessoas que se amontavam para comprar seus ingressos para acessar o lugar. O que realmente o surpreendeu foi perceber que, minutos após admirar a casa, ele mesmo estava atravessando o dossel da porta para visitá-la também.

                A arquitetura e a decoração à moda do século XV ajudavam a construir o cenário perfeito para que os corações mais apaixonados recriassem naquele corredores e cômodos cada um dos atos da história trágica da personagem que dava nome ao lugar. Eric não se lembrava da última vez que havia entrado ali, pois haviam sido poucas as visitas à Casa enquanto estava na cidade com seus pais, mas tinha alguma memória vívida do imenso muro recheado de cartões românticos de formas e tamanhos variados. A estátua de Julieta ficava em um canto do pátio, e ele encarou de longe o semblante triste da escultura, enquanto se apoiava na parede e erguia os olhos para o famoso balcão onde Romeu declarou que abandonaria sua família e seu nome pelo amor que havia acabado de lhe tomar o coração. “Bruxos ou trouxas, nós sempre nos apaixonamos pelas mentiras que queremos tomar como verdade, não é mesmo?”, o italiano pensou consigo mesmo e sorriu enquanto via um casal se beijar naquela mesma sacada.

                Uma coisa bateu no pé de Eric e o forçou a sair do pequeno transe. Uma bolinha de papel amassado havia atingido o pé do garoto após rolar pelo chão e ele levantou os olhos para saber de onde teria vindo. O fluxo de pessoas naquele momento já estava menor e a coincidência (ou teria sido o destino) daquilo fez os olhos de Eric sorrirem. Do outro lado do pátio, a apenas alguns metros dele, ele conseguiu vê-la. Ela estava usando algum daqueles vestidos leves que sempre realçavam as curvas delicadas dela, e os cabelos vermelhos caíam sobre os ombros nus e contrastavam com a pele clara levemente enrubescida pelo sol italiano. Desde que se afastaram por alguma bobagem adolescente alguns anos antes de sair de Hogwarts, Eric e Rachel Florenzza não haviam trocado uma única palavra, mas ele sabia que os deuses não teriam feito seus passos o levarem até ali naquele por acaso. E ele caminhou até ela.

                Ela aparentemente estava tentando pensar em algo para escrever, pois mantinha os olhos fechados tentando se concentrar nas ideias enquanto o papel em suas mãos permanecia em branco. Ele não precisava que ela abrisse os olhos para poder se lembrar de como o brilho verde deles se encaixavam perfeitamente no rosto delicado dela, no contraste perfeito entre o branco da pele e o rubor dos cabelos. “Em teus olhos há maior perigo do que em vinte punhais de teus parentes”, Eric se lembrou da frase de Romeu para sua Julieta, pensando em como se encaixavam perfeitamente à irlandesa que ele acabara de reencontrar e que ainda não havia percebido sua presença ali. Ele se aproximou o suficiente dela e deixou as palavras saírem em um tom baixo de voz: - Por aqui, dizem que, se você fizer o pedido certo, ele se torna realidade antes de você ir embora.


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Re: Il Balcone di Giulietta - Verona - Itália

MensagemIrlanda [#188667] por Rachel D'Alterre Florenzza » 08 Jan 2019, 21:56

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Existe karma e existe o próprio Deus descendo dos céus com o punho cerrado, prestes a bater na sua cara na velocidade da luz e explodir o que restar do seu crânio depois. Estar em Verona já era arriscado, afinal, todos conhecem a fama dos italianos: verdadeiros mestres no romance e na arte de engabelar jovens mulheres. Agora, pisar em solo tão perigoso e ainda tomar a liberdade de sentar-se à sombra do lugar mais romântico e propício à corações apaixonados de todo o país, ah, isso era uma burrice sem tamanho, principalmente quando não se estava procurando aquele tipo de interação melosa. Todavia, mesmo sabendo de tudo isso, foi com grande surpresa que Rachel recebeu aquela aproximação repentina. De início, a voz soou pouco familiar, como uma música que se ouve na infância e toca novamente muitos anos depois. Você até reconhece a melodia, mas demora para assimilar de onde vem o sentimento.

Por tudo isso e mais um pouco, o coraçãozinho de mármore parou no ato entre uma batida e outra, quando as orbes verdes pousaram sobre o rosto esculpido e perfeito de Eric Mythology. Quanto tempo fazia desde a última vez? Anos? Mas, quantos? Dois, três? Eles já não se falavam por uns dois anos durante o fim de seus estudos em Hogwarts, então, se somar esse período aos meses e mais meses e mais meses desde que saíram do castelo para sempre, parecia uma eternidade. A ruiva tentou sorrir, mas seus lábios estavam entreabertos, até demais, numa expressão de surpresa boba e até mesmo infantil. Havia um misto de nostalgia, alegria pelo reencontro e muita raiva acumulada, somada a tristeza reprimida, tudo girando em seu interior. Não dava para saber o que viria primeiro, mas, a jovem Florenzza calculou que seria a última.

Ela baixou as pálpebras, mirando o chão próximo aos sapatos dele. Desde que se lembrava, as roupas, cabelos, acessórios, pele, adereços, tudo sobre o pequeno lorde era perfeito, inquestionável. Por isso, fazia sentido que, aos quinze anos, tivesse caído no conto do vigário, confiado sua amizade a ele e, posteriormente, os crescentes sentimentos em seu coração, para levar uma facada. Certo, o moreno não sabia de seu interesse, todavia, eles eram amigos, muito amigos, tinham ficado próximos depois daquela atividade que dividiram e o baile que compareceram como par... Ela não tinha deixado claro o suficiente quando se perdia o encarando? Ou quando contava suas pintas sem que ele percebesse, ou quando o abraçava e cheirava o cabelo castanho apenas para guardar para si o perfume dele pra sempre? Isso não era óbvio o bastante? Precisava colocar em palavras?

E outra coisa: Não foi ele quem, quando criança, havia tentado lhe roubar um beijo e acabou com um belo soco no rosto? Obra de Sean, claro... O Sean... E por onde andaria o gêmeo do mal, o único amigo que ela teve durante a infância em Hogwarts? Sean... Dean... Vincent... Max... Lionel... Eram nomes que brotavam aqui e acolá, pessoas que não sabia onde estavam, mas rogava que estivessem bem, vivas... Afinal, todos já tinham morrido em sua vida, existindo apenas nas lembranças.
– Dentre todas as pessoas... Dentre todos os lugares... Você e aqui? – As mechas cor de sangue caíram sobre o rosto enquanto Rachel fazia um esforço quase desnecessário para levantar da fonte. Eric não cresceu muito desde a ultima vez, mas, certamente encorpou bastante. Sempre preocupado com as aparências, fazia todo sentido que estivesse tão ou mais bonito do que antes.

Determinada como era, espalmou o papel em branco sobre o peito do rapaz e a caneta também, com a outra mão.
– O que você pediria, Mythology? – Então, aconteceu, aquele encontro característico onde o verde se misturava ao castanho lentamente enquanto se encaravam de perto, um contraste que ela amava e não sabia se tinha aprendido a odiar também. Ainda conseguia, no entanto, lembrar de como aquelas mesmas orbes que agora desciam sobre ela, se fechavam nas pálpebras para beijar outra garota quando ele sabia – porque a irlandesa tinha certeza de que ele sabia – que ela só estava esperando uma atitude dele. No peito, o coração batia e trepidava no ritmo de mil tambores nativos.



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We Meet Again - Part Two

MensagemItalia [#188691] por Eric Mythology » 10 Jan 2019, 15:14

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Part Two


                Passaram-se anos desde que os olhares dos dois haviam se cruzado pela última vez, mas o tempo pareceu significar quase nada quando Eric se viu invadido mais uma vez pela mesma onda de sensações que a irlandesa provocava nele desde a primeira vez em que se cruzaram naquele desastroso primeiro encontro no Corujal, em seu primeiro ano em Hogwarts. Depois de tanto tempo, o italiano havia imaginado que a paixão adolescente e aquele velho frio na barriga que sempre sentia ao encontrá-la o haviam abandonado, mas encarar novamente o brilho esmeralda daqueles olhos o fizeram perceber que aqueles sentimentos só estavam esquecidos em cima de algum armário de lembranças, esperando pelo momento certo para despencarem novamente sobre sua cabeça para confundi-lo novamente.

                Nos lábios, ela mantinha aquele quase sorriso de espanto, e o jovem bruxo havia perdido a conta de quantas vezes havia encarado aqueles lábios entreabertos, desejando que os seus próprios pudessem se juntar aos delas para sorrirem juntos, apaixonados pela respiração um do outro. Ele sentia estas memórias voltarem à sua mente e seus pensamentos se perderem tentando entender o que havia sobre ela, além, é claro, do fato de ser linda e apaixonante, que o provocava e intimidava tanto. Quando as primeiras palavras dela escaparam por aqueles mesmos lábios, não foram no tom doce e encantador que ele esperava, mas, ainda sim, ele não conseguiu deixar de segurar o sorriso ao notar o pequeno tom irritado naquela voz. – Você não pode esperar visitar um ninho sem ver alguns filhotes, não é?! Faz tanto tempo assim que você nem se lembra mais que a Itália é minha casa?, a voz dele soou descontraída enquanto ele a encarava de volta, embora torcesse para que soasse um pouco mais sério, e que o brilho dos olhos dele não revelassem o quanto ele estava feliz por encontrá-la ali.

                Quando frequentaram Hogwarts juntos, por alguns anos eles compartilharam uma amizade, andando sempre juntos pelos corredores, sussurrando e trocando segredos e confissões um com o outro. Não por acaso, alguns pensavam que eles formavam um casal. E o corvino sempre desejou que eles realmente conseguissem atingir esse status de relacionamento. E demorou muito até aquele reunisse coragem o suficiente para convidá-la ao Baile de Inverno, em seu quinto ano, quando planejava arriscar toda a sua amizade para admitir seus sentimentos, na esperança de que ela o enxergasse como os outros garotos da escola de quem ela costumava falar. Na festa, ao lado dela, nenhum outro garoto compartilhava de tamanha felicidade quanto a daquele pequeno Páris ao lado de sua Helena. Mas sua felicidade lhe escapou pelos dedos tão rápida e traiçoeira quanto o grande cavalo que atravessou os portões de Tróia.

                “Se os deuses fossem piedosos, as flechas de Eros matariam todos os humanos, e esse seria um destino mais feliz que o de se apaixonar”, Eric refletiria essas passagens mais tarde naquela noite, após ver sua companheira rir feliz ao lado da última pessoa que ele gostaria de encontrar ali: Sean von Vöwell. Por algum tempo na escola, os dois garotos haviam sido pequenos rivais, até jogarem como batedores no mesmo time de quadribol e conseguirem manter um relacionamento quase amigável. Mas, para maior desgosto do Mythology, o outro corvino tinha algo que ele jamais teria, o amor daquela garota. Ela podia afirmar que ele era apenas uma “paixão de criança”, mas, como Eric bem sabia algumas dessas paixões nunca nos deixam de fato. Sa havia algo da lenda grega na sua história, ele seria apenas o traído Menelau, e a ruiva já havia escolhido seu próprio troiano.

                Apesar deste evento ter partido o coração do pequeno corvino, separar-se dela ainda lhe doía demais, e elas permaneceriam amigos ainda por muito tempo. Ele decidira, porém, que era hora de seguir em frente e se dedicar a conhecer mais das outras garotas da escola que ele havia ignorado até ali em nome de sua devoção à outra. Se ela queria um amigo, era isso que ela teria, mas seu amor precisaria ser dedicado a alguém que realmente prezasse por ele. Ele não saberia precisar, porém, em que momento essa separação se tornou inevitável. Talvez, tenha sido antes de Eric começar a sair com outras garotas, talvez tenha sido quando a própria Rachel se afastou e começou a namorar um lufano, despertando no corvino o maior dos seus ciúmes. Fato é que, aos poucos, os momentos juntos e as conversas foram se tornando curtas, breves, raras, até desaparecem completamente e ambos se tornarem meros desconhecidos. Em algum momento, era como se uma imensa muralha havia sido construída entre eles, e os dois bruxos ainda fossem pequenos demais para escalá-la até o outro lado.

                “Sacrifícios frios não aquecem um altar”, o garoto pensou no velho ditado da família após relembrar a história dos dois. Ele já era um homem, não mais um menino de 15 anos esperando migalhas da atenção de uma paixão adolescente, e havia amadurecido o suficiente para deixar tudo isso no passado e desfrutar, naquele momento, do prazer de reencontrá-la. Quando ela lhe lançou um último olhar desafiador perguntando seu pedido, ele percebeu que talvez ainda houvesse algo a ser resolvido, mas isso não o intimidou, e ele lançou mão do seu melhor sorriso ao dizer: - Agora, eu pediria pela sua companhia para bebermos algo. O que me diz?


TAG: Rachel Florenzza | Sean von Vöwell
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Re: Il Balcone di Giulietta - Verona - Itália

MensagemIrlanda [#188739] por Rachel D'Alterre Florenzza » 12 Jan 2019, 20:41

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“Não chore nas despedidas, pois elas constituem formalidades obrigatórias para que se possa viver uma das mais singulares emoções da vida: O reencontro”. A frase não foi dita por Rachel, mas por Bach, há muito, muito tempo. Ainda assim, o conteúdo da mesma não poderia ter sido mais como uma flecha que lhe atingia o peito assim que parou para pensar. Doía, tanto quanto a fez entorpecer no quinto ano, ao ver o moreno trocando beijos apaixonados com sua mais nova namoradinha popular. A sonserina também era uma pessoa conhecida, querida. Tinha amigos, afinal. Ela não ficou sozinha, não quando Vincent existia por perto para protege-la de todo mal. Era um amigo amável, logo após, virou um namorado incrível, coisa que jamais poderia reclamar ou se arrepender. Então, foi embora com a família e a herdeira dos Florenzza jamais o reencontrou.

Ter dado de cara com Eric Mythology não passava de um lembrete tosco do cosmos para que a menina jamais pensasse que as coisas lhe seriam fáceis. Quando mergulhou naquele abismo infinito e castanho, tal qual um rio espesso de chocolate liquido, Rachel não conseguiu pensar em algo que não estivesse ligado ao passado. Suas memórias a traíam, brincavam com a libido, o controle, as sensações... Sentia-se tão pequena perto do italiano, como se ainda tivesse onze anos e ele a cercasse com seu corpo mais alto dentro do corujal de Hogwarts, prestes a lhe roubar um beijo apaixonado.
– Eu pensei que este pássaro tivesse voado para longe de mim há muito tempo... – Alegou, quando o jovem comparou um país inteiro a seu ninho. Era bem o estilo dele dramatizar, engrandecer as coisas, algo que sempre chamou a atenção da ruiva.

Um convite fora feito, mas, não estava com vontade de beber. Era irlandesa e tudo o que fazia na vida, desde bem nova, estava relacionado a encher as veias com álcool e nunca mais parar. Não naquela manhã gloriosa. Mesmo assim, achou que não se devia brincar com as peças que o destino lhe pregava. Se tinha que conviver por aqueles momentos com o antigo amigo e amor do passado, que o fizesse por mais de vinte minutos corridos num lugar turístico. E, também... Havia tanto que desconhecia sobre o lugar. Quem sabe poderiam ver juntos e até falar alguma coisa sem a eventual troca de farpas?
– A bebida pode esperar... – Tinha um tom de voz suave, quase aveludado. Desceu a mão que estava sobre o peito dele novamente para perto do vestido branco. – Ainda há muito do Balcão de Julieta para conhecer.

E, sem mais delongas, começou a caminhar, sabendo que ele estaria a seu encalço e ela esperava por isso. Olhou-o por cima do ombro macio, as ondas cor de sangue desciam feito uma cascata pelas costas e sacudiam, quase que em sincronia ao caminhar feminino. Virou um corredor de pedra que dava para um corredor ainda do lado de fora, mas que dividia o prédio antigo, todavia, se escondeu nas sombras, não sabendo muito bem o porquê. Rachel esperou que Eric também contornasse aquela curva e, com o coração pulando no peito, divertidamente, o puxou para assustá-lo. Não deu tempo de rir, pois, distraída como era, pisou em falso num tijolo meio soltou e quase foi ao chão, sendo freada apenas por aqueles braços morenos como as oliveiras de toda a Itália. A garota engoliu em seco quando os corpos se pressionaram para retomar o equilíbrio e as costas dela tocaram a parede atrás de si. Estavam tão perto que podia sentir o aroma fresco de uma floresta inteira de pinhos próxima ao oceano. Eric tinha cheiro de sal e madeira, uma combinação selvagem, mas equilibrada. Por um segundo, era como se pertencesse à ali, àqueles braços.

- Aposto que Romeu e Julieta nunca se sentiram desse jeito... – Num suspiro, se desvencilhou dos braços com um calor estranho queimando um pouco acima do útero. Não poderiam ser borboletas, ou estariam assando lá dentro, mas havia fogo, sim, disso tinha certeza. Não existiam meios de provar que o que aconteceu no passado ficou na traseira de seus diários rabiscados de adolescente. Ah, não... Vivia... Vivia dentro dela e, Rachel podia apostar que dele também. Caminhando mais a frente novamente, respirou fundo, amenizando a queimação e tentando se concentrar na arquitetura. Mythology estava ali, lindo e cheio de energia, um homem feito, nada parecido com o rapaz que a trocou, o que a fez sofrer. Quanto poderia separar de um para o outro? As pessoas realmente mudavam?

Fica aqui o questionamento.



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We Meet Again - Part Three

MensagemItalia [#188807] por Eric Mythology » 16 Jan 2019, 09:19

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We Meet Again:
Part Three


                Quantas vezes ele a havia visto dispensar uma boa dose álcool? Pelo que se lembrava, nenhuma. Desde os tempos de Hogwarts, a sonserina adorava participar dos jogos que envolviam o contrabando de bebidas para dentro da escola, e, embora Eric detestasse tomar parte naquilo, ela sempre tinha seus meios de convencê-lo a ajudar. Na verdade, ele não conseguia recordar nenhum momento em que ele houvesse realmente recusado um pedido dela. Que tola criança apaixonada ele havia sido, afinal. Com o tempo, ele havia aprendido a se impor e a substituir a dependência e carências infantis pela segurança e autoconfiança de um homem adulto, apesar dos seus 19 anos, mas este era um Eric que a garota ainda não conhecia.

                Quando ela se virou e seguiu para o interior da mansão novamente, ele parou observando-a se afastar. Já adulto, Eric notava curvas que talvez lhe tivessem passado despercebidas nos anos anteriores, quando era ainda um adolescente cultivando uma paixão inocente. O balançar suave dela do corpo dela sob o vestido excitava seus pensamentos. Por alguns instantes, ele se perdeu na visão das ondas vermelhas dos cabelos dela correndo sobre campos verdes, enquanto ele a perseguia, um deus apaixonado perseguindo a ninfa de suas paixões. Ela tinha o sangue de uma, afinal, e o italiano sabia que a magia que corria pelo corpo dela compunha parte do jogo de sedução que eles tomavam. Quando ela se virou para trás e o encarou rapidamente, ele conseguiu distinguir naqueles olhos a expectativa de vê-lo seguir atrás dela, de saber que seu encanto sobre ele ainda era vivo, e, embora ele tivesse cogitado deixá-la ir sozinha, não resistiu a provação.“Como as ninfas realmente...”, ele pensou consigo mesmo enquanto voltava ao interior da casa.

                Ela desapareceu em algum corredor de repente, e ele se apressou em procurá-la até ser assaltado pelo corpo dela se desequilibrando e sendo aparado pelos braços dele tão rapidamente que o próprio Eric não havia raciocinado a ação que havia se passado, apenas agindo pela força do reflexo. Ele só se deu conta de tudo que havia acontecido quando percebeu seu corpo pressionando o dela contra a parede, numa ação involuntária, não premeditada, mas que ele poderia ter pensado em fazer só pelo prazer de sentir aquela onda de excitação percorrer cada um de seus músculos. Ela estava ofegante, talvez pelo susto da quase queda, mas o italiano sabia que era mais do que isso, podia sentir pelos lábios entreabertos dela que a vibração e os arrepios não percorriam apenas o corpo dele. Eric sentiu uma pulsação firme em seu baixo ventro enquanto seus dedos percorriam brevemente a pele nua dos braços dela e seus olhos castanhos encaravam o verde dos dela, admirando as sardas que ela tinha delineando seu nariz e parte das suas bochechas. Ele sentiu o desejo queimar dentro dele, o calor do seu corpo aquecendo também o dela, e...

                Como se um balde de água fria caísse de repente sobre ele, ela escapou de seus braços. Por alguns segundos, ele se sentiu de novo como a criança estúpida abandonado às corujas enquanto a garotinha ruiva fugia assustado do estranho que quase a beijara. Uma leve frustração passou pelos olhos dele, o desejo intenso substituído pela raiva e desapontamento repentinos. Ele se virou de costas para ela, respirando fundo e rearrumando os shorts e tentando recuperar um pouco da postura. Ela falou algo sobre Romeu e Julieta e ele se virou para respondê-la, procurando as palavras certas: - Mil Julietas não deixariam um Romeu tão louco quanto uma de você, Florenzza!. Embora a irritação já houvesse se dissipado um pouco, ele não esperaria por uma resposta dela. - Você ainda tem muito daqui para conhecer, não é mesmo? - ele disse enquanto passava o braço ao redor da cintura dela e a conduzia pelos cômodos no interior da casa. “Vamos jogar o seu jogo, então”

                Valendo-se de sua memória e dos conhecimentos que guardava, Eric repetia para a irlandesa boa parte do que havia ouvido naquele mesmo dia sobre a arquitetura e decoração do lugar, acrescentando alguns detalhes que achava convenientes sobre Verona, a Itália e também sobre os protagonistas da história que dava nome ao pequeno museu. E foi assim que passaram algum tempo até chegarem ao famoso Balcão de Julieta, após atravessarem o simples, porém elegante quarto da Capuleto. Àquela hora, o local já estava vazio e deviam faltar apenas alguns minutos até o horário em que fechariam e eles seriam obrigados a sair. Mas, até lá, o espaço era inteiramente deles e eles poderiam ainda aproveitar melhor a solidão do lugar. Quando saíram para a sacada, ele permaneceu em silêncio, recostado à beira da porta, enquanto ela se debruçou sobre a alambrada, falando sobre a vista, admirando, talvez, as poucas pessoas que ainda visitavam a estátua de Julieta no jardim lá em baixo, ou o céu que se desfazia aos poucos com a aproximação do pôr do sol, Eric não saberia dizer ao certo. Ele estava parado, observando-a de costas por um tempo, contando as pequenas pintas que desciam pelo pescoço nu dela enquanto os cabelos se derramavam em ondas de fogo para o outro lado. Ele registrava cada detalhe daquela cena em sua memória, extasiado pela beleza da cena, pela figura que ela era e pelos sentimentos que ele viu reacendidos ainda naquela tarde

                - Duvido que Romeu tenha sido mais sortudo que eu enquanto admirava sua Julieta sobre este mesmo balcão - as palavras escaparam pela boca dele sem que ele mesmo se desse conta. Ela se virou, e, no mesmo momento, ele deu alguns passos à frente. No pequeno espaço da sacada, eles se encontraram frente a frente mais uma vez, mas, agora, ele não a deixaria escapar novamente. Enquanto seus olhos se cruzaram na confusão de verde e castanho, ele passou o braço pela cintura dela, desta vez puxando os corpos de encontro um ao outro, enquanto levava a outra mão pelos cabelos ruivos, acariciando levemente a nuca dele com a ponta dos dedos. Ele encarou o brilho verde daqueles olhos mais uma vez, antes de descer o seu próprio olhar sobre os lábios delicados e entreabertos. Será que os lábios dela também ansiavam pelos dele da mesma forma? Será que ele poderia ter interpretado tudo até ali de maneira errada? Algumas dúvidas percorreram seus pensamentos, mas ele não coordenava mais suas ações. Naquele momento, tudo era sobre a eletricidade que explodia por cada centímetro de seu corpo fazendo seu coração disparar, e ela não poderia mais ser detida. E, assim, os lábios dele encontraram os dela...


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Re: Il Balcone di Giulietta - Verona - Itália

MensagemIrlanda [#188825] por Rachel D'Alterre Florenzza » 17 Jan 2019, 14:09

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Quando os deuses anunciaram que aquele seria um dia curioso, Rachel tinha pensado que encontraria uma criatura mágica em seu caminho ou que conheceria alguma localização nova e inusitada. Nem por um segundo achou que Eric Mythology fosse a tal surpresa que ela aguardava, principalmente não daquele jeito. Comecemos do princípio: A irlandesa e o italiano possuiam uma história longa, repleta de altos e baixos, com mais drama que todas as tragédias gregas reunidas. Nem por isso, estar naquele momento com ele, deixava de ser único, como se tivessem acabado de se conhecer e experimentassem um universo completamente novo. A ruiva suspirou enquanto se debruçava para aquela vista estonteante. Ainda que soubesse que seria muito difícil o conto de Romeu e Julieta ter sido verídico, sentia-se parte daquela narrativa épica e conseguia, pelo canto dos olhos, observar o jovem Montecchio, escalando a sacada pela hera, declamando versos de amor à lua e sua amada. Todavia, o que as orbes verdes encontravam era uma versão mais moderna e muito sensual, além do que podia comparar.

Sabem porque Romeu e Julieta são ícones do amor? São falados e lembrados, atravessaram os séculos incólumes no tempo, se instalando no mundo de hoje como casal modelo de amor eterno? Porque morreram e não tiveram tempo de passar pelas adversidades que os relacionamentos estão sujeitos pela vida afora. Senão provavelmente Romeu estaria hoje com a Manoela e Julieta com o Ricardão. Rachel Florenzza, não teve tempo de concluir os pensamentos, pois no meio de uma fala e outra, o corpo moreno sombreou o dela, escurecendo a pele de porcelana como uma grande muralha, impenetrável e segura, um porto para que ancorasse. Nos primeiros instantes, o coração parou de bater, como se o tempo também congelasse entre eles, mesmo as pessoas lá em baixo ficaram estáticas, duras feito pedra enquanto as mãos de Eric subiam pela nuca dela. Nunca, em todos os anos de convivência, tinham estado assim próximos.

De início, a velocidade dos pensamentos, ricocheteando nas paredes do cérebro, impulsionou-a a dar um passo atrás, porém os pés não se moveram, como se o corpo quisesse dizer que não tinha do que ter medo, que tudo estava bem. A antiga sonserina se encaixou às curvas do homem enquanto ele a pressionava contra si e fechou os olhos, esperando o impacto elétrico que a tirou do chão. Nos primeiros momentos, um arrepio estranho percorreu as veias da menina, fazendo com que a boca dela se abrisse em resposta aos estímulos. Eric tinha lábios macios para um rapaz, tanto que ela não sabia que homens poderiam ter peles assim, tão gostosas. O aroma de madeira e sal a inebriava, tão de perto, o que fez os bracinhos enlaçarem aquele pescoço robusto num único movimento, puxando-o para mais perto.

Não houve fogos de artifício ou estrelas caindo, apenas a calmaria extrema, transpassando os dois jovens como uma corrente que os mantinha unidos. Seu nariz roçou de leve o dele ao se afastar para buscar ar, encarando aqueles duas rochas castanhas com as verdes dela, sem conseguir desviar o olhar. Estava tonta, confusa, e estranhamente feliz. O silêncio reinou por alguns instantes antes dela finalmente reivindicar a boca dele novamente, acariciando os fios escuros enquanto deixava que as línguas se encontrassem e misturassem uma a outra. O corpo esquentou em resposta, ainda mais com o sol que se punha no horizonte. Eles nao tinham muito tempo, tal qual Romeu e Julieta também não. Mas, aproveitaria aqueles segundos, dissipando a vontade guardada em todos aqueles anos enquanto provava da magia que corria nas veias de Eric Mythology.


- Você está um pouco atrasado. - Disse, afastando o rosto do dele apenas o suficiente para conseguir falar, mantendo aqueles olhos fechados, completamente perdida no cheiro e no sabor dele. - Devia ter me dado esse beijo há alguns anos, no baile.



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We Meet Again - Part Four

MensagemItalia [#188907] por Eric Mythology » 24 Jan 2019, 13:17

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                Segundos antes, os pensamentos do garoto se confundiam em uma trama de ansiedade e incertezas sobre tudo que havia acontecido com eles até aquele exato momento. Quando, porém, seus lábios se entrelaçaram em um beijo, foi como se todas as suas confusões fossem lavadas para longe. Se lá fora a Itália esfriava com o crepúsculo, dentro de Eric, era como se o dia acabasse de amanhecer após uma noite escura e tempestuosa, com o calor do sol aquecendo cada centímetro de seu corpo. Os lábios dela eram tão macios e doces que ele se perdeu no tempo daquele beijo, como se o mundo à sua volta tivesse congelado apenas para vê-los se entregarem à boca um do outro pela primeira vez. Uma nova enxurrada de emoções caía sobre o crescido Eric, reascendendo todas as fogueiras de uma paixão que havia estado adormecida por quase cinco anos. Quando se separaram, por um breve momento, ambos recuperaram o fôlego apenas para voltarem um ao outro novamente, desta vez, mais intensos, como se com fome um do outro. Os braços dele a envolviam, prendendo-a em um abraço firme, mas suas mãos deslizavam pelas costas dela e ele sentia o seu corpo inteiro se arrepiar, a barriga gelada, as contrações no baixo ventre, tudo dele pedindo por mais dela.

                Quando se separaram novamente, o rosto moreno se afundou no vermelho dos cabelos dela, inspirando depois de tanto tempo o perfume deles. Desde que se aproximaram mais e a criança corvina pode senti-lo pela primeira vez em um abraço, Eric havia guardado aquela fragrância na mente. Era como o aroma da primavera, das flores que renascem e das primeiras flores que abrem após o longo inverno. Ele nunca havia contado a ela, mas, quando aprendeu a fazer a poção do amor, ainda no 6º ano, foi este que sentiu ao inalar a fumaça que subia do caldeirão: flores, terra molhada e neve. Todos cheiros que lhe lembravam ela. Agora, depois de tantos anos, sentir aquela fragrância mais uma vez reaviva ainda mais os sentimentos do adolescente que finalmente realizava o sonho de abraçá-la como mais que apenas um amigo.

                Eric se viu invadido por uma nova corrente de confusões quando as palavras de Rachel chegaram até ele. Naquele baile, ela havia escolhido estar com o Sean, então qual era o sentido da fala dela agora. “O que ela esperava que eu fizesse? Que obrigasse o corvino a deixá-la quando ela tão apaixonadamente falava dele sempre?”, ele pensou consigo mesmo, confuso. Afastando-se um pouco e olhando nos olhos dela, ele falou – Mas e você e... o Sean? Eu pensei que... – ela interrompeu as palavras dele com um beijo e se afastou novamente. Quando ela começou a falar, tudo que dizia chegava até ele como uma enxurrada de revelações inconvenientes que, ao mesmo tempo que lhe aliviavam, também o feriam pelo ressentimento do tempo que haviam perdido até ali. Àquela altura, os castanhos olhos dele brilhavam tristes – Eu jamais imaginaria. Eu... Me desculpe. – o olhar dele estava baixo, envergonhado pelo tempo que aqueles dois passaram apaixonados um pelo outro e guardando segredos que poderiam ter mudado completamente sua história até ali. Os lábios dela encontraram os dele novamente e ele só conseguia pensar no quanto eles deveriam formar um triste retrato apaixonado se beijando àquela altura do pôr do sal, na sacada daquela mansão. Talvez, eles tivessem mais de Romeu e Julieta do que haviam imaginado a princípio, fadados ao desencontro, em ciclo de paixões que o jovem italiano pretendia encerrar ali.

                Um pigarro proposital interrompeu o beijo dos dois. Era um senhor levemente inclinado pelo peso do tempo e de feições bondosas quem vinha para avisar aos jovens que era a hora de fechar o museu e que eles precisariam sair. Não fosse pela simpatia do homem, o Mythology talvez tivesse escolhido azarar o homem com um feitiço de confusão, apenas para aproveitar a noite inteira que poderia ter com ela ali mesmo, na mesma cama em que o casal shakespeariano havia um dia se entregado um ao outro, tão clandestinos quanto o Montecchio havia sido quando fugiu dali ao raiar do dia. Mas, dentro dele, seu espírito era a paz e o conforto do coração que havia reencontrado seu ritmo certo de batida e ele apenas sorriu e agradeceu ao senhor, e puxou a sua companheira para fora do quarto e da casa, enlaçando seus dedos aos dela, e mesmo aquele pequeno toque o fazia sentir uma corrente de excitação pelo corpo. Seu corpo pedia pelo dela, mas a noite ainda estava começando e eles poderiam ter todo o resto do mundo se, diferente do que fizeram outrora, eles soubessem se declarar e entregarem um ao outro verdadeiramente. E ele gostaria de viver cada momento apropriadamente com ela.

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Re: Il Balcone di Giulietta - Verona - Itália

MensagemIrlanda [#188992] por Rachel D'Alterre Florenzza » 27 Jan 2019, 11:35

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Quantas manhãs são precisas para esquecer a beleza da lua? Rachel se apaixonou pela beleza da noite, sua calmaria, as coisas que só uma madrugada pode lhe ensinar. A escuridão a fazia sentir segura sobre si própria. Na penumbra, era mais difícil enxergar as trevas dentro de si mesma, tudo o que o ser humano temia se dissipava entre becos e ruelas. Seu primo lhe disse uma vez que as altas horas são perfeitas para meretrizes e fracassados, que era quando eles emergiam e se sentiam livres de julgamentos. Talvez ela não fosse qualquer um desses dois, ou fosse ambos, não importava, pois, pela primeira vez, naquele par de braços que a envolvia, Rachel desejou ser beijada pelo sol um pouco mais. Eric era a personificação de Apolo em sua mais bela forma, os raios que dele emanavam a aqueciam tentadoramente, fazendo-a sentir feito Ícaro e seu par de asas de cera. O moreno seria a razão de sua queda no futuro? Pensava. Mas, quem conseguia raciocinar tendo lábios tão experientes reclamando os dela com vivacidade?

Tinha de admitir, o susto por terem sido interrompidos se transformou em risada e rubor bastante rápido. A irlandesa sabia que aquele a seu lado tinha talento para sair de confusão como se o fizesse toda a vida. Mesmo sendo baronesa por nascimento, a ruiva era uma alma livre, como sua bela avó. Detestava regras, padrões e aqueles espetáculos sociais grotescos. O italiano a sua frente era o oposto: vivia deles, sorria deles, respirava somente isso. Um lorde em pele de lorde, sem fingir. Quando jovem, Rachel se perguntava se aguentaria tantas normas caso ficasse ao lado de rapaz que amava. Na época, parecia muito distante a possibilidade, mas, agora estavam ali, caminhando juntos, feito namorados, pela cidade mais romântica de todo o país.

Primeiro, decidiram parar num pequeno pub de esquina, tranquilo o bastante para que pudessem beber algo e colocar todo o papo em dia. Rachel o contou que depois da escola, trabalhou para o jornal Lummus e teve que se reclusar uns anos devido a uma condição misteriosa de saúde. Não era hora de falar sobre a maldição e, ela desejava, teriam tempo para isso ainda. Agora, lhe disse, fazia carreira numa revista bruxa de moda, certa de que seria o melhor por hora. Também aprendeu que Eric estava tentando uma vaga no Ministério da Magia, já quase certo de ter conseguido e teria de se mudar por uns tempos à Inglaterra. O que a levou diretamente ao pensamento sobre a casa do rapaz ali na Itália. Lembrava bastante que o amigo contava tramas belíssimas sobre sua moradia e as criaturas mágicas que lá viviam. A curiosidade foi mais forte que o pudor, principalmente quando estava desesperada por recuperar o tempo perdido.


- Nós devíamos ir até lá, sabe? Castello Parnasso. – Sugeriu, bem atrevida, rindo da reação dele. – Um dia, eu quis dizer. – Obviamente, não poderia expressar suas reais vontades. Não queria assustá-lo, de fato. – Se ao menos houvesse um meio... – Um suspiro afetado e estava feito: a perfeita carinha de cachorrinho sem dono que ressaltava aquelas duas esmeraldas que ela tinha no lugar dos olhos. A arma perfeita para derrubar até um titã mitológico. Deslizou a mão ao longo da mesa, segurando a dele e acariciando a pele morena delicadamente com o polegar. Era um contraste lindo, uma vez que a própria parecia uma boneca de porcelana de tão branca. – Eu só não queria que essa noite acabasse tão cedo... Como aquela. – Muito embora era provável que ele não soubesse do que estava falando, a herdeira dos Florenzza se perdia nas lembranças da vez em que estavam perto do Lago Negro, sentados, observando a superfície congelada pelo inverno e falando sobre amenidades. Quando, por fim, o corvino a convidou para o baile. Só de lembrar, o coraçãozinho de alabastro dela retorceu em excitação. – Você ainda me deve uma dança.



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