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La Maison Imaginaire - Casa dos Perrault - Conques - França

La Maison Imaginaire - Casa dos Perrault - Conques - França

MensagemFranca [#188631] por Cody Jacques D. Perrault » 06 Jan 2019, 13:59

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Charles Perrault (1628-1703) foi um escritor e poeta francês do século XVII que se dedicou ao folclore e ao paganismo, no intuito de renovar a produção cultural francesa. Os herdeiros de sua família habitam a antiga - e agora decrépta - mansão desde os séculos passados. Infelizmente, a falência da família impediu a conservação da estrutura, porém, ainda parece um antigo castelo que rouba suspiros de viajantes desavisados.
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Re: La Maison Imaginaire - Casa dos Perrault - Conques - Fra

MensagemFranca [#188665] por Nicolas Rimbaud » 08 Jan 2019, 20:14

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joyeux Noël - Partie I


Os olhos azuis de Arthur passeavam entendiados de um lado para o outro enquanto Nicolas jogava algumas roupas em cima da cama completamente confuso sobre o que deveria usar. Nico estava nervoso. Não que fosse a primeira vez que iria passar o natal com algum amigo de escola, mas... Era a primeira vez que iria a um povoado bruxo. A primeira vez que passaria o natal com Cody. E Arthur ali, grudado como cola, não estava o ajudando em nada na empreitada.— O que acha dessa camisa aqui? —Tentou dar alguma utilidade ao caçula pegando uma camisa azul escura de botões e mangas curtas ainda no cabide e cobrindo o tronco com ela, como se a vestisse de fato. Arthur moveu a cabeça em negação fazendo os cachinhos louros que herdara de Isabele desarrumarem-se o que ele tratou de fazer voltar para o lugar com o polegar. Ele preferia a preta. E ele tinha razão. O estilo, o corte e o tecido eram o mesmo da azul que ele tinha pego, mas o preto combinava melhor com a calça jeans escura que tinha escolhido. Seu irmão tinha bom gosto afinal. Preferia que Jean estivesse o ajudando, mas ele estava preocupado demais sendo ranzinza em algum canto da casa, reclamando por ter de passar o natal com "aberrações" e não com os amigos dele. Seu pai, Oliver, também não parecia o mais animado dos seres para aquela empreitada, mas corrigia seu filho mais velho a cada comentário babaca que ele fazia, dizendo que precisava demonstrar cordialidade. Sempre. Isabele estava eufórica. Preparara um bolo de chocolate incrível para levar para os futuros novos amigos, bem como um frango ao vinho que fazia o estômago de Nicolas reclamar só de sentir o cheiro. Um pavê também. Às vezes se perguntava até que ponto iria o limite da animação da mãe. Mas ponderar sobre aquelas coisas só fazia chegar a conclusão de que não havia limites e que aquilo ainda iria os colocar em alguma enrascada algum dia. Todos se dirigiram ao carro na hora combinada. Nicolas e Arthur tiveram que se espremer com Isabele e a montanha de presentes que ela comprara no banco de trás, pois o bagageiro do carro já estava lotado com as comidas e a mãe preferia ir junto com os presentes. Jean insistira em viajar no banco da frente, ao lado do pai. Nicolas sabia o motivo sem ele precisar dizer, mas o mais velho dos Bernard Rimbaud não fazia a menor questão de esconder, de qualquer forma. Ele não queria sentar com ele. Era isso. Nicolas suspirou. Não era como se ele ligasse, de toda a forma. Tentava não ligar, ao menos. Aquela era uma parte muito pequena de sua vida agora. E ele iria ver Cody. Só de pensar no amigo, na saudade que sentia, tudo já mudava de figura em sua cabeça.

— Imagine só! Descendentes do próprio Charles Perrault! —A matriarca exclamou animada ao lado de Nicolas que apenas meneou a cabeça temendo que ela cometesse alguma gafe quando chegassem. A louca por literatura clássica. A louca que distribuíra o nome de seu poeta favorito entre os três filhos que tivera.

— Lá vai ter criança pra eu brincar? — O caçula ergueu o olhar para o do meio ignorando a empolgação de Isabele.

— Tem o Cody. Você pode brincar com a gente. —Era incrível como Arthur parecia um daqueles anjinhos de porcelana que se comprava para usar grudados à geladeira ou na decoração de uma árvore de natal. Principalmente quando estava ansioso com aqueles olhos enormes como duas bolas de vidro azul. Oliver e Jean permaneciam em silêncio. O primogênito dos irmãos em protesto e o patriarca talvez por não ter o que dizer. Nunca tinha. Era calado demais para um professor de sociologia. Aquilo sempre incomodara Nicolas e só piorara desde que despertara para os caminhos da magia. Ninguém estava lidando com aquilo de um jeito positivo. Nem mesmo Isabele. Ela se forçava a parecer natural, mas tudo indicava o óbvio: estava sendo forçado demais. Talvez o único que não estivesse ligando mesmo era Arthur que não entendia nada a sua volta ainda. Pequeno demais. Não tiveram problemas para encontrar a casa dos Perrault no vilarejo de Conques. Oliver seguira a risca as coordenadas que Nicolas recebera de Cody. Em poucos segundos, os cinco membros da família Rimbaud estavam parados na porta, Oliver tocando a campainha. Isabele, Nicolas e o pequeno Arthur, cada um segurando uma vasilha enorme contendo os preparos culinários de Isabele. Quando Cody abriu a porta, sentiu que tudo a sua volta havia adquirido uma tonalidade diferente. Ele estava ali. Ele podia sentir seu cheiro, admirar seu rosto. O sorriso em seus lábios foi involuntário e provavelmente rasgaria seus músculos, tão grande o era. Não sabia lidar com a alegria que se formava nele quando na presença do pequeno Perrault. Seu melhor amigo. O dono daqueles olhos azuis pendidos para seu lilás favorito.

— Você deve ser o Cody, não é mesmo? —A mulher, alta, dos cachos loiros e olhos verde escuros lançou um sorriso doce ao menino entrando quando ele dissera que o podia fazer, sendo seguida pelo resto da família, incluindo Nico que só sabia sorrir feito um idiota.— Não vai nos apresentar ao seu amigo, filho?

— Ah, sim! Desculpe! Cody... Essa é minha mãe, Isabele... Esse é meu pai, Oliver... E esses são meus irmãos, Arthur e Jean... — Com um esforço pesado que quase destruiu seu sorriso, observou todos cumprimentaram o amigo, menos seu irmão mais velho, cada vez mais carrancudo.

— Onde estão seus pais, meu anjinho? — Isabele se referiu a Cody tentando cortar o clima chato que Jean instaurara. — Trouxemos algumas coisas que precisam algumas ser postas na geladeira outras no forno...

A família de Nicolas era bastante maleável quanto a muitos assuntos. Por serem majoritariamente ateus, não se prendiam a dogmas religiosos, o que os faziam estar com a mente muito mais abertos para certos assuntos. Logo, quando a garota vestida de forma masculina desceu as escadas, não houve nenhuma interjeição de desagrado ou surpresa, nem mesmo da parte de Jean. Jean era intolerante sim, mas não quanto a identidade de gênero ou orientação sexual das pessoas. Era intolerante com pessoas que podiam colocar fogo nas cortinas de sua mãe apenas com um olhar.— Marie... —Nicolas repetiu, o nome soando estranho aos seus ouvidos.— É um prazer conhecer. —Ele a cumprimentou com um menear de cabeça e percebeu Isabele se aproximando da jovem.

— Muito prazer, sou Isabele Rimbaud. Como se chama? —Sua mãe era delicada. E sabia como se aproximar das pessoas, fosse qual fosse a situação. A deixa em sua frase deixava claro que não a trataria no feminino se ela não se sentisse bem assim. Logo, se tivesse algum nome social, o "Marie" seria varrido para debaixo do tapete sem que ninguém nunca tivesse o ouvido. Nico sentia orgulho de sua mãe. Claro, quando ela não estava agindo feito louca por causa de literatura clássica francesa. Tinha vontade de apresentar Alex, o amigo sextanista e também morrigano, à ela. Tinha certeza que que ela o adoraria. Logo os pais do amigo e suas outras desceram se unindo ao grupo no primeiro piso e Nicolas teve a certeza de que beleza era sim uma parte do código genético dos Perrault.

Cody era absurdamente educado e cordial com os membros de sua família. Num geral. Mesmo com Jean agindo feito um idiota daquela forma. O irmão mais velho dos Bernard Rimbaud estava apoiado perto de uma janela um tanto mais afastado do grupo que confraternizava. Isabele conversava animada com a mãe de Cody, que Nico notara ser absurdamente linda, diga-se de passagem, enquanto Oliver e o patriarca dos Perrault também trocavam algumas palavras. Talvez aquele fosse o máximo de interação social que via o pai realizar em anos. Ele queria que Jean também se divertisse. Será que era pedir demais? Em outros tempos ele seria o primeiro a começar assuntos enérgicos e sugerir brincadeiras idiotas se tornando a alma da festa. Agora era o chato que ficava emburrado tentando chamar a atenção de todos para o fato de não estar curtindo o momento. Respirou fundo. Não tinha muito o que fazer. Voltou seu olhar para Cody prestando atenção no que ele falava. A voz do amigo sendo muitíssimo mais agradável do que pensar no irmão, tão distante mesmo estando no mesmo cômodo.— Do Arthur? Realmente. Ele é um fofo, né? —Comentou perante a conjectura do amigo olhando para o caçula loirinho e agitado que seguia Isabele para todos os lados, mesmo quando ela e a mãe de Cody seguiam para a cozinha. Não pensara nem um por um segundo que poderia se tratar de Jean. Quem simpatizaria com o Senhor Antipático que fizera da janela seu novo lar?

Jean? Como assim? Como alguém teria prestado atenção no seu irmão problemático com ele agindo de forma tão babaca? Tá, isso não mudava o fato de seu irmão ser bonito. Atraente aos olhos de uma garota, essas coisas... Mas não conseguia entender como aquele rosto de anjo decaído poderia ter se sobreposto a sua personalidade tão... Mudada.— Jean está passando por uma fase complicada. Por minha causa. —Foi o que se limitou a responder, mas logo depois surgiu um novo comentário sobre Jean e a irmã de Cody, Hope. Jean poderia ensinar algo para ela? Bem... Talvez. Jean havia ensinado muita coisa para Nico. E eles poderiam.... O rosto do Rimbaud do meio deu uma leve corada. Desviou o olhar para o lado fixando seus olhos azuis como céu de meio dia no chão. Havia um sorriso involuntário em seus lábios que se formou sem que o pequeno francês sequer percebesse.— Eu também acho que seria bom passarmos um tempo sozinho. Eu... — Ergueu seu rosto, agora certo de que queria e poderia encará-lo nos olhos. Mesmo que seu coração estivesse um tantinho acelerado.— ... Senti sua falta mais do que tudo nesse tempo que ficamos longe.

— C-c-cody! Acho que isso não é uma... —Ele agitou as mãos e tentou impedir que o amigo fosse na direção de Jean que mais estava parecendo um porco espinho naquela noite. Naquela noite nada! Desde muito tempo! Mas não foi rápido o suficiente. Quando deu por si Cody já tinha chegado no primogênito dos Rimbaud e começado a falar com ele. Nicolas ficou esperando a explosão. O olhar de repulsa. A desaprovação. Qualquer coisa. Mas nada daquilo veio. Tá, Jean olhara para Cody de uma forma altiva e não parecia exatamente interessado no que do garoto parecia lhe transmitir, mas não foi grosseiro. Apenas dirigiu um olhar a Hope e acenou para ela com um sinal de cabeça discreto enquanto Cody voltava para o lado de Nico. Jean ficava especialmente bonito quando acenava a cabeça daquela forma e já ouvira do irmão diversas vezes que aquele era seu melhor ângulo. Estaria ele... Flertando com a irmã de Cody? Nico franziu o cenho. Um avanço no meio daquilo tudo? Ficou foi bem surpreso que ele não gritou no meio de todo mundo que não se misturava com aberrações iguais ao monstrinho piromaníaco que tinha em casa e era obrigado a chamar de irmão. Talvez essa coisa de hormônios fosse mais forte do que qualquer preconceito que pudesse vir a ter. Adolescentes eram engraçados. Nico abriu um sorriso para Cody e o seguiu de pronto quando ele segurou firme em seu pulso e o levou para os fundos da casa.— Eu vou com você para onde você quiser... — E era verdade. Por mais que soltar aquela frase o deixasse um tanto vermelho. Confiava no amigo. Admirava o amigo. Se ele o arrastasse direto para o inferno ele iria de bom grado.


Interação entre família Rimbaud e família Perrault
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Re: La Maison Imaginaire - Casa dos Perrault - Conques - Fra

MensagemFranca [#188877] por Cody Jacques D. Perrault » 21 Jan 2019, 17:45

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Cody estava ansioso o dia inteiro. Não só porque era véspera de natal e a casa estava uma zona com suas irmãs e pais correndo com enfeites, pratos e ingredientes de um lado para o outro, mas, também, porque o jovem havia convidado seu melhor amigo e a família para passarem a data com eles, ali, na casa velha dos Perrault. No fundo, estava com medo dos comentários das antecessoras e assustado com a possibilidade dos progenitores não se darem bem com os pais de Nicolas, todavia, eram Rimbaulds afinal. Só a menção do nome fez o pai do loiro sorrir de ponta a ponta das orelhas. Como escritor, era grande fã do autor e se animou com a possibilidade de ter seus descendentes em casa. Tudo estava saindo bem até demais. A noite, os enfeites estavam prontos, pendurados pelas já elas, nas portas e paredes, a mesa posta com jogos de jantar temáticos em verde, branco e vermelho, e toda a comida havia sido organizada de forma que, ainda que não fosse um mundo de fartura, houvesse bastante diversidade. Cody tomou um banho demorado, usou o perfume que tinha ganhado no natal passado e raramente sentia a necessidade de fazê-lo. Colocou uma camisa de botões cor de vinho e calças jeans escuras, com os sapatos tão polidos que chegavam a brilhar. Ao sair, topou com Merope, uma das gêmeas, já toda enfeitada em seu vestido de paetês brancos. A loira analisou o irmão dos pés à cabeça e alargou um sorriso idêntico ao dele. - Uau... Parece mesmo que você está ansioso. - Apesar do tom divertido que ela usou, as bochechas do morrigano queimaram. Ele não tinha se arrumado por conta de Nico, tinha? Não, não podia ser isso. Estava grandinho, um homem crescido, já podia se vestir bem sem que ninguém o ajudasse... Não era por causa de Nicolas... Não era. Antes de poder vencer - ou não - a batalha interna que travava contra si, o som da campainha fez todo o ar de seus pulmões escapar de uma vez. Estavam em casa... Os Rimbauld chegaram! Cody desceu correndo as escadas, quase tropeçando nos degraus e bateu contra as costas da porta, respirando pesadamente. Quando se recompôs, girou a maçaneta. Os lábios apertados indicavam seu nervosismo. A primeira coisa que viu, em meio à neve, foram os olhos azuis feito miosótis do amigo, os únicos que, inexplicavelmente, ele amava. O restante da família não era nada como ele imaginava. A mãe, o pai e o irmão do outro pareciam saídos de um livro sobre como ter a família perfeita. Nada como a dele. - Que bom que você veio... - Não era capaz, naquele momento, de esconder o sorriso ou a euforia. - Entrem, por favor. É um prazer conhecê-los, todos vocês!

Cody fez uma reverência perfeita e cordial. De todos os descendentes de Perrault, ele era o único que ainda parecia estar vivendo em outra época. Quando a movimentação da sala foi detectada, Marie, a mais nova, desceu as escadas vestindo um terno masculino de corte moderno, porém, nada condizente com a beleza angelical de seu rosto juvenil. Tinha treze anos e era transsexual , sentia-se menino e queria ser menino. Para Cody, aquilo já não era mais novidade, todavia, tinha medo de ser para os Rimbauld. - Essa é Marie, a mais nova das minhas irmãs mais velhas. - Cordialmente, a garota sorriu, porém, sem mostrar muito interesse, passando direto pelas coisas que elas traziam e buscando carregar as mais pesadas, a fim de demonstrar sua força. O menino fez o mesmo, pedindo que eles se acomodassem nos sofás da pequena sala de madeira, próximo a lareira que crepitava em chamas dóceis e esperassem um pouco. Adeline, a primogênita, saiu da cozinha com uma bandeja repleta de canecas de chocolate quente e cerveja amanteigada. Deixou, como a boa anfitriã que era, que os visitantes escolhessem suas bebidas, para só então depositar o restante delas em cima da mesa, já posta. Então, os pais de Cody desceram com as outras quatro filhas, cada uma estupidamente linda, fazendo o menino se sentir bastante pequeno. Mérope o olhou assustada, abaixando perto dele quando chegou perto e sussurrando: - Ei, pequeno, faça uma apresentação formal. - O loiro deu um pulo, envergonhado por sua deselegância. Pigarreou e, com um passo a frente, deixou que sua voz fluísse quase que melodiosa.- Perraults, esses são os Rimbaulds de quem tanto falei. A família de meu melhor amigo, também morrigano, Nicolas Rimbauld. Espero que tenhamos uma ótima noite. - O Pai sorriu ao perceber que estava diante de uma família literária como a dele e logo iniciou uma conversa com o chefe da outra família. As mães e meninas se entenderam e sobraram apenas os rapazes. Era óbvio que as que tinham idade para tal, principalmente Mayana que era mais atirada, estavam de olho no irmão mais velho do primeiranista. Jean era bem bonito e alto, coisa que elas gostavam. Cody se aproximou do clube do bolinha e sussurrou para Nico. - Parece que a minha irmã gosta do seu irmão. - Mas, não era da morena de grandes olhos azulados de quem ele falava.

Já os de Cody giraram impacientes em seus tons de lilás habituais. Nico era tão certinho e não entendia nada, nunca.
- Estava falando do Jean... Hope na tira o olhos dele. - Era curioso... A corvina tinha fama de séria e rabugenta, mas, mantinha um sorriso alvo no rosto sardento. Nunca tinha visto a irmã assim. Geralmente, ela era a vítima encarnada, agora, mais parecia uma predadora. - Talvez o seu irmão tenha algo a ensinar a ela. Hope nunca aproveitou muito da vida, talvez ele possa ajudar... - O morrigano olhou para o lado, percebendo se alguem observava e deixou um sorriso tímido acompanhar sua próxima frase. - E seria bom passar um tempo sozinho com você. - O morrigano corou levemente. - Complicada? Hope não tem nada de complicada, pode ser um calmante pra ele. - E piscou, rindo em cumplicidade com o amigo. Daí, virou para Jean e o cutucou, ignorando completamente a expressão arrogante que ele lhe lançou.

- Então, Jean... É Jean, né? - Parecer displicente era sua marca registrada. - Sabe aquela ruiva bonita ali? O nome dela é Hope e ela não para de te olhar. Talvez, devesse ir dizer oi, assim, quem sabe, com boa companhia, essa noite se torne aceitável pra você?! - E, fazendo isso, o jovem Perrault lançou sua bomba e saiu correndo. Puxou Nico para fora, segurando firme em seu pulso e o levou para os fundos da casa, passando pela porta da cozinha que dava para o jardim, totalmente coberto pela neve. Ali, depois do muro de pedra, estava a floresta: sua floresta. - Você quer conhecer um lugar legal antes do jantar?

Aquela afirmativa fez o rosto do francês se iluminar. Desde que planejara o Natal com Nico e sua família, tudo o que pensou foi em apresentar o amigo a sua árvore especial, o espírito do tataravô que o guiava. - Eu quero te mostrar algo que nunca mostrei a ninguém. - Sem soltar o pulso dele, guiou o outro Morrigano pela floresta por poucos minutos. A neve cobria a trilha, mas, havia feito esse caminho tantas vezes que não tinha como se perder. Em instantes, a árvore branca rompeu no horizonte, ainda mais majestosa do que antes. O loiro desacelerou o passo e ficou vidrado pela beleza daquele ser. No centro, as cavidades disformes formavam um rosto parecido com o de Charles Perrault. - Essa é árvore de que te falei. Nico, Charles Perrault. Vovô, esse é o meu melhor amigo.

Se existiam estágios para a felicidade, Cody atingira o mais alto deles naquela noite. Estar em sua floresta, diante da árvore do tataravô, na presença de Nico que era a pessoa mais importante em sua vida atualmente, podia ser simplificado como o momento de maior ápice da vidinha pacata e sem luxos do Perrault. - Eu sei que ele não responde, mas posso dizer que está feliz com você aqui. Ele não conheceu Rimbauld, está honrado em conhecê-lo. - O Francês sorria feito bobo, sua mão sem soltar a de Nico como se fizesse o mais naturalmente possível. Ele a apertou levemente para certificar que não era um sonho e ele estava ali mesmo. - Quer apostar corrida na volta? Você é do clube de esportes, não é? - Uma risada alta ecoou entre as árvores. - Já devem estar nos esperando para a ceia.

Quando Nico perguntou se ele tinha fome, o francês riu novamente. - Muita fome... - Brincou. Não percebia como essa frase poderia parecer dualista em alguns anos, mas, como tinha apenas onze, sabia que o amigo entenderia o que quis dizer. Preparando-se pra correr, contou até três e disparou ao lado de Nico. A sincronia era tamanha que os rapazinhos não saiam um ao lado do outro, equiparando-se. Tudo bem, Cody tinha a vantagem de conhecer a Floresta, mas, ele facilitaria se o moreno parecesse cansado. Faria qualquer coisa por ele. - Sente só esse cheiro! - Era o aroma da torta de amoras da mãe, sua preferida. Quando chegaram ao muro do jardim, Cody parou para tomar fôlego, compartilhando de um sorriso maroto com o morrigano, um gesto que dançou por seus lábios carnudos. - Vamos entrar! Devem estar esperando por nós! - Assim que atravessaram a porta, todos os olhares se voltaram aos dois. Marie era a única que tinha um brilho malicioso em sua face, como se visse algo que mais ninguém percebia. O que poderia ser? Cody se perguntava, mas, na ausência de retóricas do cérebro, apenas sentou à mesa com Nico, observando a mãe servir a todos com gentileza e precisão. - Estava brincando na árvore de novo? - A mulher ruiva perguntou. Suas grandes orbes azuis pairavam sobre o cocoruto loiro do filho, mas não havia maldade em sua voz. - Sim, mamãe. Eu queria mostrar ao Nico o meu esconderijo.


Interagindo com: Nico e o povaréu todo <3
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Cody Jacques D. Perrault
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Re: La Maison Imaginaire - Casa dos Perrault - Conques - Fra

MensagemFranca [#189027] por Nicolas Rimbaud » 29 Jan 2019, 19:49

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Joyeux Noël - Partie II


Quando o garoto o guiou porta afora segurando-o pelo pulso, Nico teve certa dificuldade em acompanhar seus passos. Era lindo. Tudo muito lindo apesar da escuridão noturna. Não estava um breu tão pesado a ponto de não conseguir discernir as coisas ao seu redor e, à luz da lua, tudo parecia absurdo de tão impressionante. Sentia como se estivesse dentro de um globo de neve daqueles que se comprava quando visitava lugares no inverno. Olhou para o céu se perguntando se encontraria algum olho curioso os vigiando correr, mas só viu as estrelas do céu limpo que pairava acima de suas cabeças. O aperto de Cody em seu braço era quente e acabava por deixar seu corpo aquecido no meio de todo aquele gelo. De todo aquele frio. De todo aquele azul quase branco. Cody era assim. Tinha a habilidade de transformar o mais incômodo dos cinzas em seu roxo favorito. Agora estavam entre as árvores e a ideia de estar em um globo ficou ainda mais forte. Não era assustador se imaginar numa bola de vidro como ele pensava que seria se imaginasse isso a um tempo atrás. Estava com Cody afinal! O caminho lhe parecia bastante propício a possíveis perdas, mas ele confiava no amigo. Ele morava ali a vida toda, não? Quantas vezes já havia feito aquele caminho? Era o lugar preferido dele! E... Bem... Ia apresentar Nico ao seu avô. Em outras épocas Nicolas riria da situação, cético que era, mas... agora? A única coisa que passava em sua cabeça era se estava bem vestido o suficiente e se o avô de Cody gostaria dele. Não queria causar uma impressão errada. Quando chegaram ao destino, Nico pode observar uma árvore branca enorme e majestosa, se impondo em meio às demais. Seu coração deu um salto no peito. Ele conseguia ver os rastros de magia. Os floquinhos quase invisíveis que ficavam no ar quando a magia passava. Era como estar em um bosque abençoado. E, no centro da árvore, ali onde apenas deveria haver galhos distorcidos e sem nenhuma conexão com objetos reais, desenhava-se um rosto. Um rosto que ele já havia visto inúmeras vezes nas capas dos livros que Isabele lia para ele dormir quando pequeno. O avô de Cody.— É... É um prazer conhecer o senhor. —Ele estava sem jeito. Queria causar uma boa impressão, no fim das contas. Fez uma pequena reverência com um aceno de cabeça. Os olhos azuis como um céu de meio dia pregados na figura desenhada na árvore.— E... Bem... Seus trabalhos são incríveis!

Ele não estava esperando uma resposta, no fim das contas. Mas tinha algo. Algo que o fazia sentir que estava sendo ouvido. Algo além das palavras de Cody. Aquilo fazia seu coração ficar aquecido juntamente ao resto do corpo. As mãos entrelaçadas a do amigo morrigano o davam força e fé, coisa que outrora jamais pensara adquirir na vida. Era um fracote cético. Agora, sentia que poderia enfrentar o mundo de espíritos perturbados. Simplesmente se tivesse Cody ao seu lado. Já bastaria. — Ah... Sim... Tenho certeza que se minha mãe tivesse a oportunidade de falar com ele, ele saberia muito mais sobre o Rimbaud poeta que o próprio Rimbaud.— Brincou enquanto uma risadinha infantil e discreta escapava de seus lábios. Eram tempos tranquilos, sem dúvida. Até mesmo Jean parecia ter se entendido com Hope, embora estivesse tão carrancudo quanto sempre.— É... Acho que é uma boa voltarmos... —Concordou com Cody, embora sua vontade fosse se jogar no chão e passar o restante da noite ali, com o amigo deitado ao seu lado, conversando sobre nada e sobre tudo ao mesmo tempo, com as estrelas como seu teto particular.— Culpado! — Ergueu a mão que não estava segurando a dele em sinal de rendição com relação ao fato de estar no clube de esportes— Nem faz muito sentido, né? Já que tenho essa constituição de bosta... Mas... Podemos sim apostar uma corrida até dentro de casa! — Estava animado, mesmo sabendo que Cody venceria. Talvez topasse até mesmo enfiar a cabeça no forno se o garoto pedisse com jeitinho.— Você já está com fome?

Era engraçado correr com Cody em meio aquelas árvores todas e àquela neve que não estava tão funda a ponto de engolir seus pés a cada nova passada. Era uma sensação de liberdade da qual ainda não havia provado. Era como se todo seu corpo estivesse envolto por cores vibrantes e quaisquer resquícios de um cinza indesejado estivessem sendo apagados de sua mente por uma grande borracha. Uma borracha lilás que deixava laranja e vermelho em seu rastro. Cody. Em meio a muitas gargalhadas, olhou para o rosto do amigo ao seu lado. Ele era absurdo de tão lindo. Já havia observado aquilo muitas e muitas vezes. Mas agora era um ângulo diferente. O vento jogando seus cabelos para trás, a risada recente ainda cravada em seus lábios... Ele poderia hipnotizá-lo se continuasse olhando por muito tempo. Virou o rosto de volta ao trajeto bem a tempo de desviar do tronco de uma árvore na qual quase batera em cheio. Talvez quebrasse o nariz se continuasse se distraindo daquela forma. Tsc... Como Cody conseguia ser tão deslumbrante? Era alguma espécie de arma secreta dele? Que pensamento estúpido! Nico sentiu vontade de rir mais uma vez. Quando chegaram estavam ofegantes. Não tinha sido um trajeto assustadoramente longo, mas estavam exaustos. Precisavam de fôlego. E precisavam entrar. A pele branca como a de um boneco de porcelana de Nicolas estava vermelha como seus sentimentos, devido ao esforço recente. Alguns flocos de neve erguidos pelo atrito de seus pés com o solo sujavam sua calça jeans escura tão bem escolhida para a ocasião. Era a imagem de uma criança levada. Uma criança que correra e se divertira demais ao lado de seu melhor amigo do mundo inteiro.— Vamos... —Murmurou ainda meio ofegante quando Cody sugeriu que entrassem de uma vez. O cheirinho de comida realmente estava maravilhoso e ele não queria perder nenhum prato que fosse servido. Isabele lhe lançou um olhar fulminante quando entrou pela porta. Era óbvio que ela tinha ficado preocupada. Ela sempre ficava preocupada. Nico sentiu vontade de revirar os olhos. Jean parecia o olhar de uma forma ainda mais esquisita que a mãe, mas ele já estava ficando acostumado até demais com os olhares esquisitos de Jean. Arthur reclamava que queria comida e Isabele o repreendeu pelo que pareceu a Nico ser a décima vez consecutiva, dizendo que estavam na casa dos outros e ele tinha de demonstrar educação. Oliver, seu pai, estava sentado ao lado do patriarca dos Perrault e não parecia muito envolto em nada em específico. A mãe de Cody foi a primeira a falar e Nico assentiu exatamente no momento em que o amigo morrigano começou a dizer que queria o levar para conhecer seu esconderijo. Jean deixou uma risadinha baixa escapar e Nico não entendeu paçocas. Do que raios ele estava achando graça? Isabele lançou um olhar sério para que o mais velho de seus filhos se comportasse ao que ele obedeceu de pronto.— Esse lugar... Ele não é perigoso, é? — A mãe de Nico perguntou, alternando o olhar de Cody para sua mãe e de sua mãe para Cody.— Não, mamãe... — Nico quem respondeu.— Na verdade é bem perto daqui até. Mas... Vamos comer? Acho que Arthie vai acabar comendo a mesa se a gente não se apressar... —Levou seu olhar ao caçula de seus irmãos que já começava a mastigar o pano de prato.

A família de Cody era grande. Muito maior do que ele imaginava. Sabia os números de cabeça, o amigo já havia lhe dito inúmeras vezes. Seis e irmãs, um pai e uma mãe. Mas ver com seus próprios olhos dava uma dimensão real ao imaginário que se formava em sua mente. O pequeno garoto dos olhos de céu de meio dia estava encantado com aquela movimentação. Não podia de notar isso enquanto se sentava. Era como uma colmeia em que todas as abelhas tinham uma função bem definida e um lugar certo a ocupar. Principalmente quando somado aos cinco membros da família Rimbaud que também se sentavam a mesa de forma organizada, mais uma vez dando a Nico a ideia de insetos em uma colônia. Estava se perguntando se a rainha iria brotar no meio da mesa ou algo do tipo quando Cody lhe fez a pergunta sobre o bolo de carne. É claro que ele gostava de bolo de carne! Ele adorava bolo de carne! Antes que ele pudesse pôr isso em palavras o amigo morriganos já colocava a iguaria em seu prato para que ele pudesse provar. — Você precisa comer a torta de frango da minha mãe também! É a melhor de todas! — Se inclinou para diminuir o tom de voz para que só Cody escutasse, enquanto esperava o garfo no pedaço que havia cortado do bolo de carne que estava em seu prato.— Só não conte pra ela que eu disse isso ou ela vai ficar toda se achando. — A última frase foi ainda mais baixa e ele se inclinou até a torta que a mãe trouxera, cortando um pedaço com a espátula, perfeitamente quadrado e simétrico, depositando-o no prato de Cody exatamente como ele tinha feito com Nico. Era engraçado como o mundo adquiria um botão de desliga quando estava na presença do caçula dos Perrault. Não tinha nem ao menos notado que estavam atraindo tantos olhares até que Cody o alertou para o fato. Ele mordeu o lábio inferior sentido as bochechas esquentarem como que em brasas. Odiava ser encarado. Será que tinha alguma sujeira na sua bochecha? Ou estava com neve no cabelo? Ainda? Isabele mais uma vez foi a que quebrou o silêncio esquisito que estava começando a se instaurar. Ela perguntou algo sobre a receita do bolo de carne comentando a respeito do quão deliciosa a comida estava. Jean meneou a cabeça e voltou a dar atenção a Hope, coisa que Nico não imaginava que fosse acontecer. Seu irmão e a irmã de Cody estavam realmente se dando bem? Será que Jean não tinha percebido que ela também era uma bruxa? Bem... Talvez o ódio do mais velho dos filhos de Isabele e Oliver tivesse um ódio seletivo voltado unicamente a Nicolas. "Monstrinho piromaníaco". Nico sentiu que reviraria os olhos pela milésima vez seguida. Jean o trazia mágoas, mas também o dava sono. — Acho que a sua irmã não gostou muito de mim... —Voltou a murmurar quase inaudível para Cody ao perceber a forma como a mais velha os olhava.— Eu fiz algo de errado?


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Re: La Maison Imaginaire - Casa dos Perrault - Conques - Fra

MensagemFranca [#189306] por Cody Jacques D. Perrault » 11 Fev 2019, 14:09

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Nunca na vida o rapazinho havia se sentido tão feliz. Os cabelos loiros bagunçados, as bochechas coradas, tudo era uma evidência da diversão passada. Todos riram do pobre Arthie ao ver a expressão de dó e fome em seu rostinho. De fato, a ceia estava atrasada. É que os Perrault nunca tinham cozinhado pra tanta gente. Quando tudo já estava arrumado, inclusive as coisas trazidas pelos convidados, as duas família sentaram-se na grande mesa. Estranhamente, Hope havia mudado de lugar, ficando do lado do irmão mais velho de Nico, o Jean, o que fez Cody sorrir mais ainda, porque isso abria espaço pra ele sentar ao lado do amigo. - Você gosta de torta de carne? Mamãe faz uma ótima! - Disse, servindo um pedaço ao garoto e depois pra si mesmo antes mesmo de ouvir uma resposta. As gêmeas, Merope e Valery tinham um olhar engraçado para a cena, Adeline, a mais velha, parecia seria e preocupada, já Marie, a mais nova depois de Cody, mantinha o sorriso bobo, como se aprovasse aquela situação. Mayana estava ocupada demais comendo e Hope não tirava os olhos azuis do convidado, então, estava mais do que cagando para o caçula. - Porque estão todos olhando pra nós? - Sussurrou Cody, metendo um pedaço da torta para dentro.

Adelaine sempre fora uma incógnita para Cody. Quando nasceu, ela já era uma adolescente praticamente. Por isso, nunca se sentiu realmente próximo da irmã. Ela não tinha mais paciência para tantos bebês e ele era o menor, o mais carente e espirituoso dos cinco. Não podia culpá-la, mesmo assim, não entendia porque a ruiva o estava julgando tão abertamente na frente de todos. Não era pra ele gostar de Nico? Era errado ter um amigo menino para dividir as coisas quando seu universo inteiro parecia cercado de garotas?
- Ela deve estar com ciúmes... - Balbuciou enquanto enfriava uma garfada da torta de frango na boca e gemia de prazer. Cody amava comer boa comida, o que era raro em sua vida de pobreza. - Isso está incrível! Sua mãe devia dar aulas de torta de frango. - Foi só depois que a frase saiu que Cody percebera o quão sonoro foi é exagerado e sem sentido. Todos na mesa fizeram um minuto de silêncio pra depois explodirem em risadas. Mesmo a mãe do menino, por detrás dos cachos ruivos, sacudia a cabeça negativamente. - Você é um primor, meu filho. - Disse, deixando um sorriso pálido iluminar os lábios de rosa.

Nico comia como um sobrevivente da guerra e aquilo divertia o outro francês como nunca. Olhar para ele e para o pequeno Arthur era como observar um espelho. Gostava de ver o amigo assim, tão a vontade, principalmente na casa dele. Enquanto comia aquela maravilha de torta de frango, Cody viu Adeline levantar para buscar mais vinho. Era a oportunidade perfeita para confrontá-la sobre sua atitude estranha à mesa. O garoto pediu licença e foi até a cozinha, isolada nos fundos da casa. Estava frio, sempre fazia frio ali. A primogênita abria uma garrafa de malbec seco, seu preferido e depositava mais liquido do que necessário em sua taça: estava incomodada, dava pra sentir.
- Algum problema, Addie? - Os olhos azuis da moça voltaram-se para ele lentamente, o estudando da cabeça aos pés enquanto sorvia do vinho. Ela balançou a cabeça negativamente, mas a expressão em seu rosto estava séria. - Você sabe que eles não vão aprovar, não sabe? - De inicio, Cody deve ter feito uma expressão bastante confusa, porque, Adeline riu e indicou Nico e a família dele com a cabeça. Ela não se deu ao trabalho de explicar, tampouco disse qualquer outra coisa quando pegou a garrafa e retornou à mesa. O caçula permaneceu ali, estatelado, no meio da cozinha, sem saber pinóias do que estava acontecendo. O que seus pais não iriam aprovar?

Cody estava quase virando os calcanhares para retornar à mesa de jantar quando ouviu os passos de alguém se aproximando. Pensando ser Adeline outra vez, pigarreou e colocou seu melhor olhar sarcástico no rosto. Não deixaria que ela pensasse que o havia intimidado. Todavia, assim que a voz de Nico ecoou, a tesão nos ombros dele deu uma pequena aliviada. Como era bom ter o outro francês por perto. Como sempre, o amigo fez comentários aleatórios que o fizeram rir e aqueceram seu coração de pedra que pouco tinha se sentido amado nessa vida. Ele balançou a cabeça negativamente, agradecido mais uma vez por ter feito aquele convite para o natal. Avançando, sem pensar sequer um segundo, ficou diante do garoto, os olhos lilases se misturando aos poucos com os azuis dele a medida que o menino Perrault se aproximava de seu rosto, até estar próximo o suficiente para dar um beijo em sua bochecha pálida pelo frio. Foi rápido, mas tinha ficado com a temperatura gélida da pele dele grudada em seus lábios quando se afastou. Nico tinha cheiro de avelãs recém colhidas e pinheiros, muitos pinheiros, talvez pela corrida na floresta.
- Você é o meu melhor amigo, Nico. Obrigado por ter vindo. - Disse, simplesmente, acenando com a cabeça para que voltassem ao jantar. Seu sorriso maroto estava estampado na boca, bem largo, assim, Adeline poderia se morder à vontade. Ele não dava a minima.

Presentes! Cody adorava presentes, principalmente porque tinha comprado uma coisa especial para seu amiguinho precioso, mas não estava na árvore, bem, não naquela da sala. Ele havia preparado uma surpresa grande para quando acabasse a ceia e não estava disposto a abrir mão dela. Rapidamente, levantou-se com os outros. Havia dois presentes na árvore para cada pessoa ali presente, um da família Perrault e um da família Rimbaud. Como era engraçado ver aquelas duas gerações literárias confraternizando numa casa velha em pleno inverno. Recolheu as caixas que tinham seu nome e as abriu, numa havia um suéter feito a mão pela mãe em lã fina, delicada e preta, sua favorita. Olhou para ela com os olhos repletos de agradecimento. Mesmo com 11 anos de idade, o morrigano precisava as coisas simples que sua família fazia por ele. O outro presente era da família Rimbaud e, ao abrir, de parou-se com uma edição raríssima da obra Le dormeur du val, do próprio Arthur Rimbaud. O coração do pequeno francês parou e até Hope, viciada em literatura, foi para seu lado e aplaudiu o presente, já pedindo emprestado quando ele terminasse de ler.
- Jean devia trazer mais livros para você, assim se verão mais. - Brincou, fazendo a garota ficar vermelha instantaneamente, mas, ao invés de sair correndo como ele achou que faria, o loiro encarou a ruiva sorrindo para o visitante, um sorriso pretensioso até demais. - Pode abrir os seus, Nico. E muito obrigado pelo livro, eu adorei. Ah... Uma coisa... - Os lábios de Cody chegaram bem perto do ouvido do menino, deixando aquela fumaça de inverno escapar da boca quando as palavras saíram. - Esse não é o meu presente. Mais tarde... Eu te mostro.

Finalmente o jantar acabou e todos estavam se divertindo, bebendo vinho, rindo e cantando canções. As irmãs do Francês dançavam frente à lareira e mesmo Hope, a mais tímida, arriscou alguns giros no estilo pagão de comemorar o Yule. Os Perrault nunca foram católicos, por isso, consideravam o traço pagão de seu antepassado como um marco a seguir, um que pudesse ser o norte da família. Aproveitando a distração, o loiro puxou o amigo pela mão e voltou ao bosque, correndo o mais rápido que podia até o local que o havia levado anteriormente: a árvore do avô. Branca como a neve, sua estrutura brilhava sob a luz das estrelas, criando um clima definitivamente mágico para a ocasião. O menino franzido caminhou até a planta e enfiou a mão na cavidade que parecia uma boca, tirando de lá um pequeno embrulho envolto em papel pardo e com uma fita laranja prendendo tudo num laço fino e masculino. Ele não era muito bom com artesanato, já dizia Pinky. - É pra você. - Dentro havia uma rosa eterna que estava na família a gerações. Como não tinha mais um dono, ela parecia murcha o tempo todo, até que Cody a tocou um dia e resolveu dá-la ao amigo. Ali, a planta floresceu e ficou ainda mais bonita, alva como todo aquele inverno. Ela viveria enquanto fossem amigos, enquanto se amassem incondicionalmente e eles saberiam disso daqui ha anos.


Interagindo com: Nico e o povaréu todo <3
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Re: La Maison Imaginaire - Casa dos Perrault - Conques - Fra

MensagemFranca [#190008] por Nicolas Rimbaud » 07 Abr 2019, 21:39

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Joyeux Noël - Partie III


Cody comentou que talvez fossem ciúmes que faziam sua irmã olhar para eles com uma cara tão... estranha. Fazia sentido. Cody era o mais novo, devia ser seu xodó particular... Ter de dividi-lo com um amigo desconhecido deveria ser difícil. Mas ele não se importava. Ela teria de se acostumar. Não pretendia sair da vida do caçula dos Perrault tão facilmente. Queria passar cada minuto que lhe restava ao seu lado, no fim das contas. Estava com um pedaço do bolo de carne sendo mastigado em sua boca quando Cody cometera a gafe. Que ele nem ao menos julgou como uma gafe, mas todos ficaram em silêncio e riram. Ele adorara a torta de frango de Isabele e isso fazia Nico muito feliz. Mas... Será que a mãe de Cody ficara ofendida? Ela devia fazer tortas de frango muito boas também. Talvez isso de Isabele "dar aulas de torta de frango" acabasse por ser mal interpretado por ela. Não foi o caso. Ela também riu e fez um comentário fofo a respeito de Cody. Isabele agradeceu ao menino e disse que iria sugerir a universidade de literatura de Paris que abrissem uma eletiva sobre preparo de frango para seus alunos. Nicolas engoliu mais um pedaço de bolo de carne e comprimiu os lábios em uma linha fina. Um sorriso satisfeito.— A senhora também é ótima na cozinha, madame Perrault! Esse bolo de carne está incrível! Aliás... Tá tudo muito gostoso! —Voltou a colocar mais um pouco de comida na boca, tomando o cuidado pra não falar de boca cheia ou mastigar de boca aberta.

Era estranho demais receber um olhar reprovativo. Era exatamente como no início com Jean. Mas com Jean ele sabia o motivo e era um motivo do qual ele não teria como cuidar. Como ele poderia fazer para simplesmente não ser bruxo? Agora com a irmã de Cody... Nico não tinha ideia de qual diabos poderia ter sido sua falha que a deixara tão... intrigada? Mordeu o lábio inferior ao vê-la se erguer e Cody indo atrás. Será que ela ralharia com ele por ter trazido um nascido trouxa para casa? Era a única explicação que conseguia pensar. Mas ela não parecia olhar diferente para Jean, Arthur ou Isabele e Oliver. Era com Nicolas o problema. Esperar Cody voltar começava a parecer torturante a cabeça do Rimbaud do meio. Será que ela lhe dera uma bronca tão séria que o deixara lá, paralisado sem saber se deveria voltar ou não? O mundo lilás de Nicolas começava a se tornar um tanto cinza novamente. Um cinza mesclado com o amarelo pálido da ansiedade que o consumiria se demorasse um pouco mais. Minutos depois da volta da irmã mais velha de Cody sem Cody fez com que o menino pequeno e frágil pedisse licença e fosse atrás do amigo. Curiosidade e preocupação se misturando de um jeito esquisito. Logo ele não sabia qual dos dois sentimentos predominava. Só sabia que os sentia e com grande intensidade.— Excuse mou... — Pediu licença enquanto abria a porta. Não teve dificuldade em encontrar o cômodo, uma vez que os seguira com seus olhos quando tomaram seu rumo.— Aqui faz frio, não é? —Murmurou adentrando o lugar e caminhando até Cody. — Sua irmã brigou com você?



Cody moveu a cabeça negativamente respondendo assim a sua pergunta. Nicolas iria comentar algo sobre a situação toda, uma vez que nada acerca do motivo da irmã de Cody estar brava tenha sido dito, mas foi pego de surpresa. Ele se pôs a sua frente, fazendo com que o garoto Rimbaud sentisse todas as cores do universo se embaralhando em sua mente. Ele não se lembrava de como se fazia para falar, logo a frase se perdeu no meio do caminho. Sentiu o sangue subir para a face e fugir das pernas o que o deixou extremamente vermelho e ao mesmo tempo bambo. Cody havia lhe dado um beijo. Um beijo quente em sua bochecha fria. O coração de Nico trabalhou rápido para devolver o sangue aos lugares certos e talvez estivesse audível o quão descompassado ele pululava.— V-v-você é o meu melhor amigo também. — Ele teve de se concentrar muito para formular uma oração completa e coerente.— Eu não consigo imaginar outra forma de passar o natal que não com você. —Deixou que um sorriso largo iluminasse sua face o que poderia disfarçar o tom rubro de suas bochechas. Cody também sorriu e Nico amava tanto o sorriso do garoto que não conseguia pensar em mais nada que não fosse a forma como o canto de seus lábios se cumprimiam para exibir aqueles dentes perfeitos. Nico tinha a sensação de que tudo em Cody era perfeito. Algo dentro dele, um instinto talvez, o fez querer segurar sua mão. Entrelaçar seus dedos enquanto caminhavam de volta a mesa. Mas outra parte dele, e talvez essa fosse a parte mais sensata, gritou de algum lugar para que não o fizesse. Seria estranho. E precisavam ser rápidos. Voltar a comer. Se sentaram como se nada tivesse acontecido e continuaram a comer como se nada tivesse acontecido. Jean fez o favor de dar uma risada estranha quando eles voltaram, mas nada muito alto ou perceptível. Ele estava ocupado demais falando para Hope sobre seus feitos como capitão do time de futebol de sua escola. De capitão do clube de debates. De organizador dos maiores saraus de poesia e dos concertos musicais. Jean era popular, todos sabiam disso. E Jean gostava de falar de si, também era de conhecimento geral. Nicolas geralmente adorava escutar as histórias do irmão mais velho, mas hoje, especificamente hoje, tinha vontade de revirar os olhos. "Exibido." Era só no que pensava. Quando terminaram de comer Isabele pediu a atenção de todos. Tinha trazido alguns presentes e o relógio já batia meia noite. Era a hora de abri-los, não?

Estava excitado. Adorava trocas de presentes. Era a melhor parte do natal, sem dúvida! Enquanto se erguiam e iam até a árvore ele lançou um olhar cúmplice a sua mãe que acenou com um sinal de cabeça. Havia pedido para que ela comprasse o mais legal dos livros que pudesse encontrar, pois queria dar algo memorável ao melhor amigo morriganos naquela noite natalina. Ele próprio não tinha ideia do que Cody encontraria naquele embrulho de presente ornamentado que Isabele preparara. Mais uma vez Nico olhou para Isabele que pediu com um gesto da cabeça que se tranquilizasse. Ok. O suéter que Cody recebera era lindo e Nico se sentiu ainda mais nervoso de que a mãe não tivesse selecionado um presente a altura. Era a hora. O coraçãozinho do pequeno Rimbaud estava na garganta. Cody desatava a embalagem trazendo a tona as bordas de um livro que aos poucos ele reconheceu como sendo... Por que raios ele ainda se surpreendia, hein?! Lançou um novo olhar para Isabele, mas esse era totalmente de reprovação. Ela atacara de novo! Um exemplar de algo que o poeta Rimbaud havia escrito! A cada segundo a mais caminhando sobre a terra ele tinha mais e mais certeza de que a mãe precisava se tratar. Para sua sorte o menino morrigano ao seu lado pareceu adorar o presente e estava lhe agradecendo. Disse que poderia se aproximar e pegar os próprios presentes. Mas... Em uma proximidade maior que acabou deixando o filho do meio de Isabele e Oliver sem ar, o informou que aquele não era o seu presente. Que ele tinha lhe preparado outra coisa. Uma coisa que ele lhe mostraria mais tarde. Nico mordeu o lábio inferior. Ansiedade. Aquele sentimento de um amarelo pálido terrível, mas que agora aquecia seu peito como que feito do mais pleno laranja fogo. Ele queria saber o que quer que Cody havia lhe preparado. Agora queria que o tempo voasse apenas para descobrir o que seu adorado melhor amigo lhe separara como surpresa. Agradeceu o presente da mãe, um novo livro sobre magia, dessa vez de uma coleção sobre Magia Antiga e, em seguida, abriu o presente dos Perrault que era direcionado a ele. Um suéter muito parecido com o que Cody ganhara, só que em tons de lilás e roxo. Olhou para a peça de roupa em sua mão e a abraçou como se tivesse seis anos e ganhasse o mais caro dos brinquedos. Seus olhos brilhando como havia muito que não brilhavam. Voltou seu rosto ao de Cody e com um sorriso maior que seu rosto proferiu a palavra.— Obrigado.


Ele estava admirado. Talvez admirado fosse até uma palavra simplória demais para se referir ao seu estado naquele instante. Pareciam no meio de uma festividade pagã e, claramente, aquilo agradava ainda mais Isabele. Ela também tinha fixação pelas coisas voltadas ao paganismo, mas não como crença de toda a forma... Ou talvez fosse, uma vez que agora ela tinha contato com a magia trazida a família por Nico e tudo parecia mais simples do que realmente era. Sem a necessidade dos questionamentos e respostas racionais habituais. Nico batia palmas junto aos outros quando Cody se aproximou. Seu coração deu alguns pulos quando ele disse anteriormente que tinha um outro presente para lhe dar mas a burra da player esqueceu de narrar porque tem uns problemas mentais sérios. e aparentemente havia chegado a hora. Todos estavam distraídos em seus festejos e o amigo morriganos o puxou pela mão, seguindo na direção da árvore onde estiveram anteriormente. O lugar era lindo e o pequeno Rimbaud não se cansava de pensar no quão certo e no quão mágico ele parecia. Era como um quebra-cabeça com todas as peças juntinhas e formando uma imagem exuberante. Aproximaram-se da cavidade central da árvore onde Cody esticou o braço e retirou um embrulho de dentro. Era obviamente artesanal e o estômago de Nico pareceu inchar e espalhar um frio até sua barriga. Ele adorava aquele tipo de coisa.— M-m-merci... —O agradecimento quase não saiu, tão surpreso ele estava. Abriu um embrulho com o máximo de cuidado que pôde, revelando uma rosa em seu interior. Os filetes de magia que quase ninguém julgava perceptível presentes ao redor de suas pétalas a deixava ainda mais encantadora. Incrível! Ele segurou no cabo com cuidado e retirou de seu recipiente, levando-a até seu nariz inalando aquele perfume tão típico das rosas e depois erguendo-a até a altura dos olhos, suas orbes de céu de meio dia se tornando vesgas enquanto analisava aqueles sutis rastros de magia.— Ela é linda! Incrível! É encantada, não é? —Ele nunca havia visto uma flor com tantas cores juntas e, ao mesmo tempo, tão viva em sua cor real.— Onde a encontrou? —Estava verdadeiramente curioso. — Eu queria ter alguma coisa assim pra te dar também, mas... Eu não pensei em nada... Sou péssimo... Mas... — Inclinou-se e dessa vez ele tomou a liberdade de levar os lábios até sua bochecha, beijando-a com todo o carinho que guardava em seu coração.— Merci. —Murmurou novamente e da forma mais sincera possível. Ele não viu. Ele não percebeu. Mas as cores da rosa pareciam ainda mais intensas em meio ao rastro de magia que a rodava. Definitivamente aquele era o melhor natal que já havia vivido. Não pela data, mas pela companhia.


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Off: Mil anos depois, eis que ressurjo das cinzas \o/

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