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Casa da família Holtreman || Nápoles/Italia

Casa da família Holtreman || Nápoles/Italia

MensagemItalia [#191106] por Lúcifer Holtreman » 13 Mai 2019, 12:02

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Família Holtreman


Descendência italiana. Parte materna ligada diretamente aos costumes católicos. Parte paterna dividida entre agnósticos e ateus.
Uma casa grande ao estilo antigo italiano, com quartos grandes e espaçosos, assim como o restante dos locais.
Possui uma pequena capela no fundo da casa, rodeada por um jardim bem cuidado e colorido.
Uma pequena horta faz parte da casa, assim como o pequeno vinhedo da família.



Moradores:
Enrico Holtreman (pai) NPC
Italiano, 42 anos
PPR: Michael Fassbender


Alessandra Maria Ricci Holtreman (mãe) NPC
PPR: Elle Macpherson
Italiana, 39 anos


Mazikeen Abadon Holtreman (filho primogênito) NPC
PPR: Tiago Ramos
Italiano, 17 anos


Lúcifer Phenex Holtreman (segunda filha) Player: Niica
PPR: Anna von Klinski
Italiana, 16 anos


Edgar Ricci (avô materno) NPC
PPR: Charles Dance
Italiano, 65 anos


Lúcia Francisca Ricci (avó materna) NPC
PPR: Susan Sarandon
Francesa, 63 anos


Empregados:
Em construção
(cozinheiro)
(cozinheira)
(trabalhador do vinhedo)
(empregada doméstica)
(mordomo)
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Lúcifer Holtreman
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Re: Casa da família Holtreman || Nápoles/Italia

MensagemItalia [#191108] por Lúcifer Holtreman » 13 Mai 2019, 13:42

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- Você precisa, antes de tudo, parar de se importar tanto com o que esse velho fala sobre você, Luci! - As palavras de meu irmão ecoaram pelos ouvidos e demorei alguns instantes para realmente processá-las corretamente. Bem no fundo eu sabia que ele estava certo, porém, não era tão fácil assim aceitá-las, afinal de contas, vivi a minha vida toda de forma diferente. - Essa não é você e está começando a te afetar nas coisas boas. Quando foi a última vez que você compôs uma música? E, mesmo você escondendo, está escrito nos seus olhos que você não aguenta mais. - Tinha vezes que era ótimo ter um irmão mais velho tão preocupado e atencioso quanto Maze, mesmo que eu não gostasse de quando ele me lia tão bem como aquela vez. - Você mudou e essa ideia de trocar de mansão, só prova que estou certo. Vai, Luci, me conta tudo o que aconteceu, estou aqui para te ajudar. - Travei. Nem nos meus melhores sonhos imaginaria que o italiano realmente chegaria nesse assunto, nesse ponto em específico. Bem, não teria muito o que fazer, certo?

Fechando os olhos por alguns instantes, sentei-me ao lado do loiro, organizando mentalmente as frases que lhe enviaria.
- Tudo bem, vou contar, mas antes de qualquer coisa, me escute até o final, certo? - Meus olhos agora estavam nas duas bolotas azuis que eram os olhos de meu irmão mais velho. Assim que esse concordou com um leve balançar de cabeça, joguei meus braços para trás das costas, ficando apoiada neles. - Já faz alguns meses que venho perdendo o interesse em continuar com a religião e cada vez mais, as coisas que o papai fala, faz mais sentido. Entendo que existem forças poderosas, o que também explica a magia que existe dentro de nós, porém, e se não há nenhum Deus ou anjos? - Comecei a falar tranquilamente para o menino, que ouvia com atenção, sem me interromper, como acordado. - Estive sempre dentro dessa disputa entre o céu e o inferno, mas parece que todos os meus esforços em ser a garotinha perfeita foram em vão. Não quero mais ter que deixar de curtir a minha vida, de fazer as coisas que eu realmente quero, por medo de não ir para o céu. Se existe alguém que nos julga, a interpretação dessa pessoa ou entidade, pode ser diferente de nossos pensamentos, então... do que vale toda essa preocupação? - Havia perdido horas, dias, semanas e meses pensando em tudo isso, para ter a certeza de que não me arrependeria no final.

- Mas o que você quer fazer? Sabe que há muito mais em jogo do que apenas perder o 'carinho' de nosso avô... - As palavras de Maze foram precisas e eu já esperava por algo parecido, afinal de contas, o garoto honrava com o maior prazer seu nome de demônio. Um sorriso debochado surgiu nos lábios do mais velho, quando pendi a cabeça para o lado. De alguma forma, tínhamos uma conexão que não dava simplesmente para explicar e pisquei algumas vezes antes de soltar meu cabelo, que estava preso num rabo de cavalo. - Me desprender de tudo o que me deixa fraca e com medo. Por começar... - E puxei de uma só vez a corrente que pendia em meu pescoço, com uma pequena cruz dourada. Segurei-a em frente ao meu rosto e fiquei a observando por alguns instantes. - A religião. Se existe realmente um Deus que nos deu livre arbítrio, então vou utilizá-lo da melhor maneira possível. - Não contive um sorriso sincero em meus lábios, principalmente porque sentia-me livre. Era como se correntes tivessem sido retiradas de cima de meus ombros e eu pudesse realmente ser quem eu queria. - Quero aproveitar a minha vida, ao melhor estilo Lúcifer. Maze, você me apresenta a esse novo mundo? - Questionei para o italiano, que apenas gargalhou em resposta, deixando-me realmente feliz. Aquela mudança seria radical e, diferentemente de antes, eu não ia me importar com o que pensassem de mim, afinal de contas, eu era a versão mulher do diabo, certo?



With: Mazekeen
Apenas para situar o início da mudança da Luci
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Re: Casa da família Holtreman || Nápoles/Italia

MensagemEspanha [#196307] por Raynor Cruz » 29 Jan 2020, 16:52

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– O período de férias no natal era apenas uma parada para o meu sofrimento constante das férias escolares, eu odiava ir para casa, meu pai não era muito fácil de lidar e me deixava toda a responsabilidade de cuidar da casa. Naquela noite não fora diferente, era só mais um dos incansáveis dias em que meu velho saia para beber até tarde. Fazia frio e eu me sentia cansado depois de limpar toda a garagem, modéstia a parte ficou tudo muito organizado, quem nenhum colega de quarto meu descubra como eu cuido da casa onde moro ou vão reclamar a respeito da bagunça que faço no dormitório da Brigit. – Caramba isso aqui estava uma bagunça.... E por Brigit, até aqui achei garrafa vazia. – Olhei para a sacola que estava cheia de lixo, naquele momento desejei com todas as minhas forças poder usar magia uma vez que a sacola estava bem pesada e obviamente caberia a mim carrega-la até o lado de fora da casa. Como não dava para enrolar, respirei fundo e limpei o suor da testa, em seguida curvei o corpo para puxar a sacola até o lado de fora.

Quando retornei para dentro da garagem e já estava pronto para fecha-la, avistei o carro do meu pai descer do céu, mais uma vez ele havia esquecido de ativar o dispositivo de invisibilidade, felizmente como morávamos em uma rua deserta e estava tarde, aparentemente ninguém viu o carro voador descer. – O senhor deveria tomar mais cuidado, esta abusando da sorte, vai que algum trouxa acaba olhando pela janela e ve esse carro voando? – Falei enquanto o ajudava a sair do carro, como era de esperar do Sr. Sergio Hernandez, ele estava bastante bêbado. O cheiro de bebida barata ainda me incomodava, mesmo assim coloquei seu braço sobre meu ombro e o auxiliei a caminhar para dento de casa. – Calma ai pai, cuidado com o meu pé. – Reclamei após ele pisar duas vezes seguidas no meu pé direito, o homem era corpulento diferente de mim, tínhamos a mesma altura, contudo o velhote tinha braços e ombros largos, as vezes lembrava um gorila de tão corpulento que era.

Como de costume, não o levei ate o quarto uma vez que ficava no primeiro andar, em vez disso o deixei no sofá do escritório onde ele quase sempre adormecia após as bebedeiras. Feito isso fui apanhar um cobertor no quarto para ele. – O senhor não toma jeito mesmo. – Comentei baixinho, pois ele já dormia e roncava alto. Olhei para o relógio, era quase meia noite e apesar de tantos afazeres domésticos, não senti sono. Olhei ao redor entediado, talvez fosse um bom momento para reler a carta que Luci me enviou no dia anterior. – Sera se algum dia eu consigo convence-la a me enviar uma foto pelada junto com a carta? – Um sorrisinho malicioso surgiu em meu rosto ao lembrar do encontro que tivemos na praia. Caminhei lendo o pergaminho, segui ate a garagem para fecha-la antes de subir para a cama, porem reparei que o motor do carro estava ligado, já estava para desliga-lo quando uma ideia maluca surgiu em meus pensamentos.

Nem precisei refletir, apenas corri para dentro de casa, tomei um banho rápido e vesti uma calca jeans com uma blusa branca e uma jaqueta presta por cima, desci e conferi mais uma vez se meu pai estava dormindo. – Foi mal velhote, mas hoje quem vai sair sou eu. – Deixei que a euforia tomasse conta e assim corri até o carro, já sabia pilota-lo desde os treze anos, tive que aprender para poder buscar o automóvel, pois diversas vezes o meu pai o esquecia em algum bar estacionado e vinha para casa aparatando ou até mesmo andando. – Ainda bem que ela me falou o endereço para que eu pudesse enviar cartas. – Refleti enquanto retirava duas garrafas vazias de absinto de dentro do carro, ele não estava fedendo a cigarro, bebida ou vomito como geralmente acontecia, para a minha sorte o velhote tinha limpado no dia anterior. – Caramba eu to muito gato. – Observei meu visual no espelho retrovisor do carro assim que sentei no banco do piloto, em seguida engatei a ré, saindo da garagem para rua, depois desci para fechar o portão e em poucos minutos já estava de volta ao veiculo. O primeiro passo foi dirigir até um beco largo que cortava de uma rua para a outra, depois acionei o dispositivo de invisibilidade e posteriormente o de vóo, pisei no acelerador e rapidamente ganhei altitude. – Ai vou eu Principessa, espero que esteja dormindo nua. – O carro ganhou mais velocidade, o caminho até a Itália era um pouco longo, mas o que um homem apaixonado não faz para ver a mulher que ama? Ah as loucuras que faço por amor. -

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Re: Casa da família Holtreman || Nápoles/Italia

MensagemItalia [#196368] por Lúcifer Holtreman » 31 Jan 2020, 14:48

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Festividades natalinas eram uma prática levada muito a sério em minha família, devido a vertente católica que seguíamos, porém, naquele ano a última coisa que eu queria, era ter que seguir algum tipo de tradição. Não estava animada para todo aquele banquete ou missas sem fim, principalmente porque havia decidido tirar ‘férias’ de religião, para que pudesse, então, seguir com minha escolha. Porém, não era o que aconteceria, já que fora obrigada a participar de tudo, uma vez que meu avô paterno ainda mantinha o controle sob minha vida. Era horrível, não negaria, porque depois que percebi a realidade, tudo o que eu sempre havia feito com o maior prazer do mundo, se tornara um tormento e a única coisa que eu desejava era ir para longe dali. Quase não tinha tempo para descanso e depois de ficar horas em pé, indo de um lado para o outro, organizando caixas, pintando cenário e fazendo mais um milhão de coisas dentro da igreja, a única coisa que eu fazia chegando em casa, era tomar banho e dormir. Devido a isso, quase não tinha tempo para falar com Dahlia ou meu namorado Raynor e isso me incomodava demais. Naquele dia não fora diferente, porém, como se tivesse visto o que um tempo de descanso poderia fazer comigo, Maze tomou o meu posto, deixando-me livre para voltar um pouco mais cedo para casa.

Aproveitei essa oportunidade como se minha vida dependesse disso e, depois de um bom banho quente e relaxado, pude me jogar na cama. A sensação prazerosa e o cheiro de sono me dominaram, de modo que me ajeitei bem entre os travesseiros e edredons. Usava meu pijama curto, rosa e lilás, com rendinhas, que deixavam-me ainda mais relaxada. Sentia-me cansada, porém, queria escrever uma carta para Ray, contando como estava com saudade e tudo o que havia acontecido naquela semana. Estava bem no início quando senti meus olhos ficarem pesados e minha visão escurecer. Sabia que não conseguiria continuar a escrever, de modo que apenas empurrei o pedaço de pergaminho com a pena para o canto da cama e deixei meu corpo escorregar pelo edredom macio, enquanto me ajeitava e sorria por poder ter algumas horas a mais de sono. Não levou muito tempo e logo estava na terra dos sonhos, com o corpo relaxado e as energias sendo restauradas aos poucos. Torcia para que fosse uma noite tranquila, sem nenhum sonho, porque sempre acordava cansada quando isso acontecia. O tempo não estava muito frio e a janela de meu quarto estava aberta, de modo que uma brisa prazerosa surgia vez ou outra, de forma a bagunçar meus cabelos soltos. Porém, imagens começaram a surgir e me mexi repetidas vezes na cama, de forma que o edredom cobria somente um pedaço de meu corpo, deixando da cintura para baixo descoberto.

Ao menos daquela vez não era pesadelo, mas um sonho. Raynor. Sim, sonhava com meu namorado que há um bom tempo não via e automaticamente um sorriso brotou em meus lábios. Que saudade eu sentia dele, que vontade eu sentia de abraçá-lo com força. Quando será que nos veríamos?
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Re: Casa da família Holtreman || Nápoles/Italia

MensagemEspanha [#196864] por Raynor Cruz » 14 Fev 2020, 11:29

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– O mustang cortava o céu a toda velocidade, eu tive que fechar a capota para evitar a ventania afinal de contas não queria ver a minha amada com os olhos lacrimejando e o cabelo todo bagunçado não é mesmo? Assoviei um pouco cantarolando uma musica de rock clássico dessas bandas trouxas que o meu pai adora e que por consequência ou costume de ouvir pela casa, acabei gostando também. Após um certo tempo dirigindo pelo céu, já dava para avistar as luzes de Nápoles. – Hora de acionar a invisibilidade de novo. – Estiquei o braço direito e pressionei um botão escuro. O carro deu um pequeno solavanco, eu sabia que ele sempre fazia isso nesse momento, o Mustang era um clássico e assim como todo carro antigo precisava de manutenção constante, algo que o meu pai com certeza deve ter esquecido. – Preciso falar com o Ramirez. – Tio Ramirez era um dos velhos amigos do meu pai, também adorava beber (mas não quase que diariamente igual ao meu velho) e era um excelente mecânico, era o homem responsável pelos cuidados do veiculo da minha família.

Desci aos poucos, sabia o endereço de Luci, contudo não conhecia a cidade muito bem, sendo assim parei de voar por cima das casas e pousei em uma rua deserta, desligando a invisibilidade e me passando por um simples motorista trouxa. – Deixa eu ver onde eu acho uma boate ou bar para perguntar. – Não dei sorte inicialmente, aquele lugar que desci parecia ser um desses bairros familiares que mal cai a noite e já ficam desertos. Suspirei e acelerei um pouco, acabei dando sorte ao encontrar um grupo de homens que estavam fazendo uma manutenção na rua. – Hora de exercitar o meu italiano, ainda bem que a Luci me ensinou um pouco. – Me aproximei devagar uma vez que um deles olhou para mim desconfiado e os demais pararam bruscamente o serviço. Logo de cara deu para perceber que todos ali eram homens de trabalho braçal, a maioria tinha ombros largos e braços grandes, um deles tinha os braços longo e peludos, lembrava um gorila e era o que estava mais distante de todos.

(...)


Depois de quase uma hora e de conversar com mais de duas pessoas, encontrei a rua certa. Dirigi devagar e estiquei o pescoço para fora do carro, olhando os números das moradias e procurando qual dela era a correta. – Achei, finalmente. – Sorri vitorioso, olhei ao redor, procurei por algum sinal de movimento dos vizinhos, depois segui até o fim da rua, fazendo uma curva e estacionando o carro com cuidado, trancando-o e depois saindo ainda olhando a procura de alguma presença viva. Furtivamente segui pela rua, as casas não tinham cercas ou muros nas divisórias, isso não era um bom sinal, dificultava que eu conseguisse entrar no quarto dela pela janela sem chamar a atenção dos vizinhos, contudo eu tinha que tentar e torcer que todos estivessem dormindo afinal de contas já era madrugada. Quando fiquei de frente para a propriedade olhei em direção as janelas, uma delas estava acessa. Refleti por alguns instantes, eu poderia acabar entrando no cômodo errado e não dava simplesmente para bater na porta.

Continuei a olhar pela janela pensativo, talvez fosse uma boa ideia ir embora e evitar problemas. – Ou talvez ficar e pensar em algo, não vim de longe para ficar com medo. – Respirei fundo, iria arriscar, contudo vi uma silhueta que eu conhecia muito bem surgir na janela e ajeitar as cortinas. Era minha doce Luci e felizmente não me viu parado ali, olhando para ela como se estivesse hipnotizado e sorrindo abobalhado. Ela não ficou mais do que alguns segundos, logo desapareceu do meu campo visual, porem aquele momento me deu coragem e a confiança de que estava no local certo. Sendo assim esfreguei as mãos e agradeci mentalmente as atividades de escalada que aconteciam em Beauxbatons de vez em quando. – Cachorro miserável. – Reclamei mentalmente, já tinha escalado e estava com a mão no parapeito quando um cachorro na rua começou a latir, aquilo poderia acordar o pessoal da casa ou chamar a atenção de algum vizinho fofoqueiro.

Engoli em seco quando usei os braços para dar impulso e sentar na janela, permanecendo ali. Luci estava deitada de bruços lendo um livro, aquela visão quase me fez cair da janela, ela não usava calças largas de pijama e sim um short curto e confortável. – Ah eu poderia ficar aqui o resto da minha vida. – Comentei sorrindo para surpreende-la, ainda sentado na janela, mas mudei a posição para ficar de uma forma mais descolada, encostando-me e apoiando a perna no parapeito. -

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Re: Casa da família Holtreman || Nápoles/Italia

MensagemItalia [#197039] por Lúcifer Holtreman » 21 Fev 2020, 10:37

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O sonho estava bom, era como se ele estivesse ali do meu lado, tão real quanto na época em que estávamos na escola. Será que tudo aquilo era realmente um sonho? Bom, ao que parecia sim, porque o garoto não estaria ali do meu lado, em minha casa. Estava tão gostoso, era tão incrível tê-lo comigo, que o mundo só podia querer atrapalhar minha pequena e breve felicidade, já que fora arrancada do mundo dos sonhos repentinamente. Num susto, me ergui na cama, ainda sentada, com a respiração acelerada e sentindo o coração quase fugindo do peito. Levei uma mão até meus cabelos, piscando algumas vezes, até que eu me acostumar com tudo ao redor. - Não passou de um sonho. Ai que saudades de você, Ray…- Falei comigo mesma, enquanto repousava a cabeça no travesseiro e fechava os olhos, na intenção de retornar a terra dos sonhos. Claramente aquilo seria impossível e depois de virar para o lado algumas vezes, decidi ler um dos livros que ganhara de Maze.

Não saberia dizer quantas páginas foram lidas até que eu estivesse realmente concentrada na história, que era divertida (uma vez que eu não costumava ler livros de lutas de monstros), mas algo, ou melhor, alguém chamou minha atenção. Uma voz, bem conhecida que não deveria estar ali. Olhei para os lados, imaginando que talvez uma carta ou aparição estivesse ali, porém, nada encontrei. Nesse instante, senti uma brisa me atingir e, rapidamente olhei para a direção da janela. Um, dois, três segundos se passaram até que eu esboçasse alguma reação e meu queixo cair. Era realmente Raynor ali? Fechei o livro e me levantei da cama, ainda receosa, andando até aquele que seria meu namorado. Como aquilo poderia realmente estar acontecendo? Ele não deveria estar em casa? A cada passo mais perguntas surgiam em minha mente e mais certeza eu tinha que era meu namorado bem ali na minha janela.

Um sorriso se formou em meus lábios e novamente meu coração começou a bater rapidamente, diante da minha surpresa e felicidade.
- Não era para você estar na Espanha? Peraí, como você chegou até aqui?
- As palavras não foram contidas e eu só fui até ele e o abracei forte, deixando que seu perfume me invadisse. Se aquilo fosse um sonho, era melhor do que o anterior, sem dúvidas. - Senti tanto a sua falta! Não acredito que você está aqui! - Sentia como se meu peito fosse explodir de alegria, porque era incrível aquilo! Eu queria tanto, desejei tanto que ele estivesse ali comigo, que parecia até difícil de acreditar, mesmo que eu estivesse apertando-o entre meus braços. Senti algo molhado escorrer por meu rosto e percebi que estava chorando, mas era um choro bom, de felicidade. Olhei para meu amado e soltei uma risadinha nervosa. - Eu disse que você me faria chorar… - E quando ia secar meu rosto, lá estava o toque delicado de Raynor, tão gostoso que fechei os olhos para aproveitar ainda mais o momento. Sua voz… ai, era tão calmante que eu podia ouví-lo pelo resto da minha vida. - Vamos entrar, você tem muita coisa para me contar mocinho! E não repara a bagunça, não esperava por visitas, principalmente nessa hora da noite.
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