Página 1 de 1

Casa de Breanna Savage Neveu || Paris - França

MensagemEnviado: 21 Nov 2020, 18:48
por Valérie Neveu
Imagem

Re: Casa de Breanna Savage Neveu || Paris - França

MensagemEnviado: 28 Nov 2020, 11:29
por Valérie Neveu
“Alguma data próxima ao natal de 2021…”



    Valérie Neveu sempre gostou do natal. Era uma época mágica em todos os sentidos. Recordava-se das festas que participava em Salem, das luzes que enfeitavam as janelas, das árvores gigantescas no grande salão de jantar, além das músicas que costumavam tocar que remetiam sua infância. Era uma época feliz, pelo menos quando era criança, e, talvez, até o início de sua adolescência. Porém, tudo mudou quando sua mãe foi embora. Nos anos que se seguiram, os natais se tornaram mórbidos, desanimados e irritantes. Provavelmente, tudo piorava porque a própria Valérie transitava entre as fases de pré-adolescente e o adolescente propriamente dito e, para piorar ainda mais a situação, Thérèse nunca estava por perto. Ou seja, no final das contas, naquele período, passou a odiar o natal.

    No entanto, aquela época também ficou para trás, pois a moça que caminhava ao lado da irmã naquela tarde fria de inverno não era mais uma adolescente problemática e cheia de energia acumulada. Dezembro era o mês da transição. Era a época onde as pessoas pensavam no que fizeram de bom, ou ruim, o ano todo e ponderavam se deviam ou não melhorar no ano novo que logo chegaria. A jovem Neveu acreditava que, se fosse comparar a Valérie de meses atrás para aquela que estava ali, teria total certeza que havia melhorado 90% se comparada a sua versão anterior – quando ainda era filha de Morrigan. Aquela Valérie não guardava mais mágoas de Carol Jacobs, apesar de também não ter se aproximado da menina totalmente. Sua personalidade aflorou mais do que nunca após ter sido abraçada por Brigit, dando-lhe a oportunidade de questionar suas ações e ponderar sobre seu comportamento, fazendo com que se focasse no que sabia fazer e gostava. Por conta daquilo, percebeu que suas habilidades de pintura tinham melhorado exponencialmente.

    Além disso, em seu 6º ano escolar, estava mais dedicada, participava muito mais das atividades e, por consequência, fazia com que sua gêmea também estivesse presente, mesmo que ela não quisesse tanto. Aquele ano, inclusive, foi importante para que seu relacionamento com Thérèse ganhasse um outro nível. Diziam, é claro, que gêmeos tinham aquele velho dom de sentir o que o outro sentia, ou de entender ações e reações com um simples olhar. Ela acreditava naquilo, mas não totalmente, Se não houvesse um bom relacionamento de ambas as partes, aquela corrente seria quebrada. Felizmente, aquele não era o caso.

    Eu sei que você abraça Mélusine com todo seu coração, cara irmã, mas todo esse mistério está me deixando bastante curiosa e desconfiada. Não vai realmente me dizer para onde estamos indo?

    Naquele dia, diferentemente do que esperava, Valérie não ia para a casa de seu pai em Massachusetts. Na verdade, pelas placas nas ruas, nos transportes ao redor e nas fachadas das casas, tinha certeza que ainda estava na França. Foi então que a irmã confirmou suas suposições, citando que, realmente, não estavam nos Estados Unidos e que, muito provavelmente, não passariam o natal lá. A brigitiana parou seu caminhar, segurando o braço da irmã, chamando a atenção para si.

    Mas, Thé, se não iremos para a casa de papai… Para onde estamos indo? – A resposta não lhe assombrou. Na verdade, detinha suspeitas de que aquilo era possível, só não sabia se estava exatamente preparada para ter aquele encontro. – Veremos a mamãe, então…?

    Aquela não era exatamente uma pergunta, mas mais uma afirmação para si mesma. Suspirou, percebendo que a irmã não reiniciou a caminhada, mas permanecia parada, fitando algo. Os olhos claros de Valérie acompanharam os de sua gêmea, encontrando, portanto, uma casa. A mesma se encontrava do outro lado da pintura e, naquelas circunstâncias, se não fosse um momento tão delicado, a loira citaria que era uma imagem para uma ótima pintura. O Sol de fim de tarde batia na madeira clara tanto da parte frontal da casa, quanto da sobreposta. A cerca, coberta por um belo arranjo de folhas também trazia seu brilho especial, contrastando com o amarelado dos raios solares.

    É ali? – Observou a mais velha concordar com um aceno de cabeça. – Está pronta? Porque se estiver, estarei também.

    Não sabia exatamente o que faziam ali, bem como não tinha ideia de como seriam recebidas por Breanna, mas Valérie tinha a certeza de que, se Thérèse precisasse de si, não sairia de seu lado em momento algum.



Notas: Arco fechado
Interação: Thérèse Neveu
Citados: Alain e Breanna Neveu, Carol Jacobs.