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Alemanha || Berlim

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MensagemReino Unido [#126447] por Tormento, O Dementador » 03 Out 2013, 01:11

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TRAMA DO SEQUESTRO DA ZOEY
Dia 14/08/13
ON
Tormento, O Dementador
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Re: Alemanha || Berlim

MensagemReino Unido [#126562] por Tormento, O Dementador » 08 Out 2013, 01:09

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Seis anos, dois meses, oito dias, quatro horas e dezoito minutos.


Dimitrid ainda estava longe de nosso alcance. Persegui o bastardo por todo esse tempo, sem nunca conseguir alcançá-lo. Cheguei perto muitas vezes. Mas nunca fui capaz de matá-lo. Dimitrid sempre escapou. Até agora. Alguns meses atrás, estive observando, ele resolveu se envolver com uma garota. Zoey Wolfred Bloom, filha de Ezio Bloom, atual Ministro da Magia da Itália. Afrontar tal homem seria perigoso, mesmo para um homem poderoso como os Kham. E o maldito vampiro tem amigos poderosos, pelo que pude ver. Joseph Blandert, para começar. O homem trabalha para os Villadesko, e mais razão para eu não querer me meter. Mesmo assim, o Blandert parece estar meio "enrolado" agora,e o momento me parece propício...


Seis anos, dois meses, oito dias, quatro horas e dezoito minutos.


Eu contei o tempo enquanto afiava minha estaca. Não iria matá-lo, apenas retardá-lo o suficiente para que eu possa desferir o golpe fatal. A garota, Zoey, também se envolveu com alguém grande antes de se entregar ao maldito. Um escocês pelo nome de Ryan Blackwood Suliver. Não que o rapaz seja de muita valia em si, mas os Suliver...esses sim podem ser aliados de peso. Li - em algum lugar - que essa família já caçou vampiros num passado distante. Ainda não entendo por que diabos eles pararam, mas sei que, em algum lugar, existe alguém doido para retomar os "negócios" da família. E Ryan é a pessoa perfeita para o serviço. Zoey havia trocado o imbecil por Dimitrid mas, em algum ponto da história, ele foi capaz de se apaixonar pela vagabunda. Parece perigoso, isso de mexer com o Suliver mas, se as coisas saírem direito, ele vai pensar que isso é uma retaliação do maldito vampiro. E eu consigo, além da cabeça dele, aliados para fazê-lo. E meus planos não costumam falhar. Essa noite, tudo mudaria. Dimitrid viria até mim ou o rapaz Suliver o traria arrastado, se necessário. Muitos de meu sangue estão prontos para isso, e agora eu teria a chance de limpar o nome de minha família.


Seis anos, dois meses, oito dias, quatro horas e dezoito minutos.


O tempo parecia ter passado voando. Perdi parte de minha juventude treinando, planejando e pensando...Dimitrid iria pagar. E ia ser agora. Seis dos nossos já estavam prontos. Nosso alvo era a garota. Ela traria o auror para o nosso lado e atrairia o maldito vampiro para nossa emboscada de uma única vez. Era o plano perfeito, e nenhum de nós iria falhar. – Onde ela está? – Perguntei, olhando nos olhos vermelhos de meu contato. Evangeline Cardin era telepata também. E se não fosse por sua serventia, eu já teria lhe dado um fim. Mas eu não me permitiria perder uma aliada tão valiosa. Não por enquanto. – Sexto andar, quarto 603. Acompanhada pelo auror. – A voz era suave, mas trazia um imenso desprezo, porém abriu um sorriso malicioso. Teria algum interesse no Suliver? – Sugiro que esperem o rapaz sair. Ele não será um oponente fácil e, se tentarem atacá-lo, a garota vai fugir. - Assenti com a cabeça. Evangeline estava certa. Ela foi à frente, usando seus dons para ver se algo acontecia e, para minha surpresa, Ryan saiu do quarto com uma expressão cansada. "Estiverem brigando" a bruxa disse em minha mente. Seria isso um empecilho para meu plano? Decidi que não. Ordenei que Evangeline saísse do hotel e então foi a nossa vez de agir. Estávamos perto...


Seis anos, dois meses, oito dias, quatro horas e dezoito minutos.


Eu não conseguia parar de pensar nisso. Abrimos a porta do quarto, Zoey estava sem sua varinha e aos prantos. Quem sabe o que tinha discutido como escocês? Não importava. Ela tinha de vir conosco. Sacamos as nossas varinhas e a garota percebeu o que estava para acontecer. Tarde demais. Quando sua boca se abriu para murmurar qualquer coisa, os raios vermelhos já se projetavam de nossas varinhas. E ela jazia, estuporada, no chão do quarto. Essa era a parte fácil. Com um cuidado quase materno, ergui a ruiva em meus braços. A garota era leve. Deixamos um bilhete e então desaparatamos para longe dali. Já não aguentava mais esse país maldito e seu clima infernal. Por alguma razão, o clima frio da Rússia me fez sorrir.

"Suliver,
Se você esta lendo esse bilhete, então significa que você deu fim a vida de Evangeline. Muito bem!
A senhorita Bloom nos acompanhou até nossa residência porém não há razão para que ela sobreviva.
Infelizmente para continuar minha diversão, preciso esperar anoitecer, mas até que não levará tanto tempo.

Boa caçada!
K."


Seis anos, dois meses, oito dias, quatro horas e dezoito minutos.


Tão perto que mal podia conter minha satisfação. Era o plano perfeito. E, quando o Suliver recebesse nosso bilhete, ele nos traria o bastardo arrastado pela garganta. Nada poderia dar errado. – Mandem logo o maldito bilhete e arrumem roupas quentes para a garota. Rápido! Ela não é de nenhuma serventia morta! – Bradei, enquanto dois de meus homens se apressavam para cumprir a ordem dada. No meio tempo, um dos nossos resolveu despí-la e deixei meus olhos passearem pelo corpo de Zoey. Era bela, sem sombra de dúvidas, e não podia negar o bom-gosto do vampiro por mulheres. Pelo menos isso ele sabia escolher. Acariciei seus cabelos, cor de fogo, considerando a hipótese de abusar de seu corpo enquanto ela se encontrava naquele estado. Não. Fora de questão. A vagabunda estava suja, imaculada pelas mãos do vampiro, portanto não serveria para o meu prazer.

Em poucos instantes, os dois já traziam roupas quentes: calça, camiseta, um suéter de lã e um grosso casaco de pele de urso. Mesmo que meu escritório estivesse em uma temperatura agradável por conta da lareira, o “quarto” onde nossa hóspede ficaria não era provido de tantos confortos. Sorri, imaginando se aquela seria a primeira vez que a filha de Ezio Bloom dormiria num colchão duro. Provavelmente sim. Todas as providências foram tomadas: sua varinha estava trancada, em segurança, dentro de um baú e toda a choupana era protegida por um feitiço que a impedisse de usar sua telepatia. Gritar também não ia adiantar de nada: além dos tradicionais feitiços para evitar que a cabana fosse detectada, tive o cuidado de conjurar um feitiço que abafasse o som. Ela não seria encontrada a menos que quiséssemos. Sentei-me em minha escrivaninha e ordenei que Zoey fosse levada a suas “acomodações”. Redigi os bilhetes de resgate: um para Dimitrid e outro para Ryan. Se recebesse a missiva, o vampiro logo saberia onde nos encontrar. O escocês, por outro lado, teria de “investigar”. E, conforme o plano, essas “investigações” o levariam direto a Dimitrid, e ele nos traria sua cabeça para libertar a mãe de seu bastardo. Quase um épico.
– Enviem isso o mais rápido possível. Um para o auror, outro para Dimitrid. – Provavelmente o rapaz já devia ter se encontrado com nossa “aliada”. Era apenas uma questão de tempo até que ele soubesse do destino de Zoey.


Seis anos, dois meses, oito dias, quatro horas e dezoito minutos...


xxx


"Prezado senhor Kham,

É com imenso prazer que informo estar em posse da sua belissima noiva.
A senhorita Bloom é nosso hóspede e assim continuará sendo até que você compareça em nosso 'endereço'.
Caso não acredite em minhas palavras, esta junto desse convite uma foto da sua ruiva. Estamos em seu aguardo.

Sem mais,
K."


xxx


"Senhor Chefe dos Aurores,

Conforme o bilhete deixado em vossa cama, estamos em posse da Senhorita Bloom.
Ouví-la gritar e implorar pela vida é uma coisa extraordinária e me deixa um tanto quanto excitado.
Devo dizer que ela é maravilhosa, com ou sem roupa.
Aguardo anciosamente nosso encontro.

Sem mais,
K."


Spoiler: Mostrar
Zoey foi raptada por um sequestrador e apenas o Ryan e Dimitrid receberam cartas, estas que lacradas com o sangue de Zoey.
Conforme o tempo for passando, outras cartas serão enviadas, fazendo com que outros departamentos e pessoas ligadas a Zoey possam participar.
Os dois que receberam cartas podem chamar qualquer outra pessoa, sendo eles parentes, amigos, companheiros de serviço ou quem mais desejar, porém deve possuir um contexto para a aparição da pessoa.
O objetivo da trama é tentar libertar a Zoey, descobrir quem é o sequestrador e torturar dela, como também descobrir quem é o responsável pelo sequestro.
Para conseguir uma dica, usaremos o dado 1, sendo que:

Pista Falsa: 1-9
Pista sem muita ajuda: 10-15
Pista Verdadeira: 16-20

Sempre que alguém postar, irá receber uma MP com a seguinte pista, porém, só poderá postar após a aparição do mestre.
Cada rodada terá o prazo de 10 dias.
Duvidas enviem MP.
Prazo: 18/10/13
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Re: Alemanha || Berlim

MensagemAlemanha [#126666] por Dimitrid Campbell Kham » 10 Out 2013, 23:52

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Fala
Narração

O RESGATE – CAP.1


A noite já havia caído e junto com ela um aperto dentro do meu peito. Era como se algo de ruim estivesse preste a acontecer. Mas o que? Aquela sensação me deixava confuso e me fazia perceber o quanto era angustiante ficar em casa, sentia falta do tempo em que tinha minhas noites corridas, lutando para salvar a vida de pessoas enfermas. Mas, por outro lado, sabia que essa sensação sumiria no instante em que minha ruiva chegasse em casa. Zoey sabia como me fazer sentir melhor e sempre que a família estava reunida, tudo ficava ainda mais perfeito. Era apenas uma sensação, fruto de imaginação. Pelo menos era o que pensava.

Enquanto eu resolvia alguns assuntos em meu escritório, Rebekah e Belly brincavam na sala. Era difícil dizer quem era a mais criança das duas, embora, eu tivesse quase certeza que minha filha era mais responsável do que minha irmã. Preocupante? Muito, afinal, quem cuidará da casa em minha ausência. Enquanto me envolvia em meu trabalho, o qual me conseguia muito tempo, tinha a mente voltada naquela maldita preocupação. Não sabia bem o que estava acontecendo e aquilo me enlouquecia.

Parei por um longo tempo observando as reações da planta que usava em meu experimento. Estava tentando buscar um novo meio de prevenir resfriados, mas não andava tendo bons resultados com minhas pesquisas. Já era a quarta vez que havia mudado o rumo de meus estudos e o resultado ainda não era o que eu esperava. Já estava prestes a largar minhas anotações quando me recordei que naquele dia não adiantaria esperar por minha noiva. Zoey estava em uma missão no Brasil, junto com o chefe dos aurores, o que não me agradava em nada. Aliás, até acho que brigamos por isso na noite antes dela viajar. Aquilo havia me tirado do sério.

Se já estava preocupado, minha situação ficaria ainda pior. Havia acabado de deixar o escritório para pedir para empregada servir o jantar quando notei a presença de uma coruja. Estranhei o fato de aquela ave estar ali, em minha janela, afinal, não era uma das minhas. Porém, assim que a criatura entrou em meu apartamento, logo entendi que era um recado de minha família. O aperto em meu coração que há muito não batia aumentou e senti o medo tomar conta de mim. Sabia que o melhor a se fazer era chamar minha irmã, mas não queria preocupá-la. Razão que me levou a se trancar novamente em meu escritório.

Se eu fosse vivo, poderia dizer que meu rosto ficou tão vermelho quanto um pimentão quando li o bilhete que meus queridos primos haviam me enviado. Estava possesso de raiva e sentia a fúria crescer dentro de mim. Atirei um copo com violência contra a parede, fazendo um forte estrondo ecoar por toda a casa, chamando a atenção de minha filha e irmã.
– Não é nada Rebekah. Foi apenas um copo que caiu. Volte para a sala e cuida de sua sobrinha. – Respondi quando minha irmã bateu na porta, perguntando se estava tudo bem. Não queria envolver a minha pequena naquela situação, mas sabia que era hora de fazer uma nova visita ao lugar que possui as minhas raízes.

Meus primos haviam passado do limite. Chegaram ao mais baixo dos níveis. Jamais acreditei que eles poderiam fazer algo de tão grave e aquilo apenas servia para aumentar a minha ira. Levar minha ruiva havia sido o mais grave dos erros deles. Não perdoaria tal ousadia e não pouparia a vida de nenhum. Porém, não demorou a entender que eu estava agindo da forma que eles queriam. Não era minha amada que desejavam, mas sim a mim. Por isso, deveria partir naquele mesmo momento para Berlim, para o castelo dos Kham. A questão era, seria eu capaz de domar a fera dentro de mim?

Mas, não era tão tolo, não como eles imaginavam. Tinha os meus trunfos e não hesitaria em usá-los mediante aquela situação. Procurei pelo pó de flu que minha noiva guardava em uma de nossas gavetas e tentei aumentar as chamas que ardiam na lareira de meu escritório. Sabia exatamente onde encontraria as pessoas certas e por isso não temi em buscar ajuda nas chamas mágicas.
– Lana... Joseph! – Falei com clareza, buscando pelos meus dois melhores amigos. Se havia alguém que poderia me ajudar em uma situação tão complicada, essa era a diretora de Durmstrang e meu grande amigo, Joseph Blandert, o qual ninguém poderia afirmar o que estava fazendo por esse tempo. – Não tenho muito tempo, por isso me escutem. Por favor! – Minha voz continha angustia medo, por isso, não estranhei quando meus dois amigos pediram que eu prosseguisse, mas com calma. – Meus primos estão mantendo minha noiva como refém. Preciso salvá-la. Estou partindo agora mesmo para Berlim, para o castelo dos Kham. Ainda não sei se ela está lá, mas acredito que ali estará a pista que me levará até minha Zoey. Conto com a ajuda de vocês. Tanto para achar minha amada, como para manter minha irmã e minha filha em segurança. – Fui direto ao ponto, afinal, não queria perder tempo. Por sorte, meus amigos sempre foram fieis e não me negaram ajuda. Meus primos teria uma noite agitada, mas se fosse preciso, entregaria minha vida para salvar minha ruiva.

Assim que terminei a conferência com meus dois amigos, partir em direção ao quarto, onde busquei colocar uma roupa completamente preta, queria me ocultar na noite e elas me ajudariam. Da janela do apartamento pude ver quando homens de Joseph chegaram, criando uma defesa completamente impenetrável em torno do meu apartamento. Minha irmã e minha filha estavam seguras, isso eu podia confiar. Segui para o quarto onde as duas estavam e recomendei algumas coisas, decidi por não mentir para minha filha, afinal, nessa família a verdade é o que prevaleci. Abracei as duas bem forte, dando um beijo em suas faces.
– Não saiam de casa... – Recomendei uma última vez, partindo depois para a batalha que me esperava.

Aparatei em Berlim alguns segundos depois, em torre próxima ao castelo da minha família. Rebekah e eu sempre costumávamos brincar naquele lugar, mesmo contra vontade de nossa mãe. De lá eu conseguia ter toda visão do castelo, encontrar cada ponto fraco, ainda mais com os superpoderes que o vampirismo me trouxe. Por sorte, era uma noite muito escura e de onde eu estava não poderia ser detectado, claro, se essa não fosse minha vontade. Mantive meus olhos fixos no castelo por um longo tempo, mesmo que aquilo me fizesse um grande mal. Estava com medo, preocupado com minha garota. Ainda não estava preparado para perdê-la, como também não queria. Estava disposto a lutar até a minha última gota de forças para levá-la em segurança para casa.

Enquanto olhava para o castelo de minha família, veio em minha cabeça às palavras de minha irmã na noite que ela havia chegado. Senti uma grande culpa com aquelas lembranças. Bekah havia me alertado do perigo, mas minha arrogância não havia me permitido ver as coisas com clareza. Havia sido descuidado com as pessoas que eu amava e aquilo poderia me custar um preço alto, o qual não estava disposto a pagar.
– Eu vou te salvar meu amor... Vou te levar para nossa casa, para junto de nossa família. – Era uma promessa e nada me impediria de cumpri-la.

A espera estava me deixando maluco, não conseguia ver o que precisava dentro do castelo, assim como meu reforço ainda não havia chegado. Temi ter sido ignorado por meus amigos, mas meus temores não duraram por muito tempo. Quando olhei na direção norte, percebi que uma mulher se aproximava. Essa era Lana, diretora de Durmstrang, minha melhor amiga. Não tardou, vindo de outra direção, pude ver outra amiga, esta enviada por Joseph. Tratava-se de Marichiella Blandert, uma bruxa tão poderosa quanto seu irmão. Sabia que meu amigo não me decepcionaria. Juntei-me as duas, recebendo-as com um caloroso abraço. Em seguida dei algumas instruções sobre o castelo. Nunca fora fácil invadir a fortaleza dos Kham, acredito que não seria agora que tudo facilitaria. Mas, por alguma razão o lado leste sempre fora mais frágil, talvez por ser o meu favorito. Seria um convite de meus primos? Esse eu não recusaria.
– Vamos! Já perdemos tempo demais.
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Dimitrid Campbell Kham
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Re: Alemanha || Berlim

MensagemEscocia [#126674] por Ryan Suliver » 11 Out 2013, 03:52

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“Love is a razor and I walked the line on that silver blade
Slept in the dust with his daughter, her eyes red with
The slaughter of innocence
And I will pray for her.
I will call her name out loud.
I would bleed for her.
If I could only see her now.”

[“The Evil That Men Do” – Iron Maiden]



[Manaus, Brasil. 20h05, horário local]


Ryan decidiu deixar seu passado para trás. Enquanto caminhava pelas ruas de Manaus, não conseguia deixar de lado todos os pensamentos na garota. Ter de deixá-la em seu passado era a coisa mais difícil que teve de fazer até então.
“Foi necessário”, pensou ressentido. Em sua mente, a imagem de Zoey aos prantos causava-lhe uma dor maior do que aquela que podia suportar. Decidiu afastar os pensamentos da mente enquanto caminhava. Tinha de focar em sua missão atual: encontrar Evangeline Cardin.

Segundo relatos, a vampira atacava apenas bruxos de sangue puro, o que tornava a busca um pouco mais fácil. Pelo menos, não teria de se embrenhar em aldeias de pescadores e outros lugares mais próximos da mata onde, tinha certeza absoluta, seria mais difícil encontrá-la. Mas também havia algo nessa história que não encaixava direito. Se Evangeline era realmente uma vampira, por que as autoridades mágicas brasileiras já não deram um jeito nela? O que havia de tão perigoso nela que justificasse a ida de oficiais do Ministério da Magia Internacional para efetuar sua prisão? Sentou-se num banco qualquer, tentando organizar as ideias mas, por mais que tentasse afastar os pensamentos de Zoey,sua mente continuava voltando para o final ingrato da discussão de momentos antes. Levou as mãos ao rosto e curvou-se para baixo, resistindo o máximo possível para não afundar em seu próprio desespero. Por mais que dissesse a si mesmo que o que tinha feito a escolha certa, que era necessário, uma parte sua ainda clamava pela ruiva.
– Quando é que eu vou te esquecer, principessa? – A voz ecoou pelo parque, não atingindo nenhum ouvido em particular, já que tinha falado em inglês. Sentiu alguns olhos em sua direção, mas logo eles se afastavam, deixando o “gringo” com seus pensamentos. Então uma figura solitária sentou-se no banco ao lado do escocês. Apesar do calor, a moça vestia calças e jaqueta de couro, e seus cabelos curtos caíam em uma franja pelo rosto. Mas o que chamou a atenção do auror foram os olhos vermelhos da moça.

– Evangeline Cardin! – Levantou-se do banco com uma agilidade que não acreditava ser sua, seus olhos azuis faiscando de raiva. A garota retribuiu o olhar, não aparentando, em momento algum, ser uma criatura centenária. Sorriu, jogando algumas imagens na mente de Ryan. Entre elas, um grupo de figuras encapuzadas estuporando Zoey e levando a ruiva sabe-se lá para onde. O auror sacou a varinha, pronto para estuporar Evangeline, mas tinha algo errado ali... “O que é você?” Acompanhava os movimentos da “vampira” mas, quando ela se moveu para atacá-lo, Ryan percebeu toda a farsa. Enfurecido, subjugou a garota com sua telecinese, suas presas falsas quebradas pela metade. – QUEM DIABOS É VOCÊ E O QUE FEZ COM ZOEY? – Nada. A garota apenas sorria um sorriso débil. Ryan repetiu a pergunta, mas o máximo que conseguiu foi uma cusparada de sangue na cara. Limpou o rosto, sentindo a raiva ferver dentro de si. Tinham levado Zoey, atrasando meses de investigação ministerial, e Evangeline apenas sorria. Ryan apontou a varinha no queixo da “vampira”, sem demonstrar medo por um segundo. Murmurou o estupefaça com o canto da boca e então a garota desmaiou. Se ela não era o que aparentava ser, então...havia algo errado ali.

Aparatou-se de volta para o hotel, arrombando a porta com sua telecinese e vasculhando o quarto revirado. Nada de Zoey. Ryan viu um singelo bilhete na cômoda. Depois de ler o conteúdo da missiva, esmurrou o tampo da mesa e estilhaçou a janela do quarto com seus poderes. Amassou o papel e o enfiou de qualquer jeito no bolso da calça, aparatando-se em seguida, para sua própria sala no Ministério da Magia. Estava pouco se lixando para a diferença de fuso horário.

[Vaduz, Liechtenstein. 02h05, horário local]


Foi ao armário em sua sala e trocou de roupa, escolhendo seu “atípico” sobretudo preto de gola alta. Em seguida, emitiu um comunicado emergencial para algumas pessoas de confiança. Exceto para Thomas: havia prometido ao alemão uma folga no final de semana, e não era justo tirar isso do “chefe”. Respirou fundo, sentando-se em sua cadeira. Rezava para que seus convocados não demorassem muito.


Spoiler: Mostrar
[OFF:
1 - Ryan tá vestindo esse sobretudo: http://1.bp.blogspot.com/-sMXCk405v28/UCpqTu118xI/AAAAAAAAA0w/nXUoFFXxSV0/s1600/Vergil_Illustration.jpg
2 - Pessoas que o Ryan convocou: Miriam Wu (Dandy), Ravn M. Stephensson (Gabriel) e Scarlett Adams (Mary). Mandei MP pra todo mundo -.-']
Editado pela última vez por Ryan Suliver em 21 Out 2013, 00:39, em um total de 1 vez.
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There is no emotion, there is peace.
There is no ignorance, there is knowledge.
There is no passion, there is serenity.
There is no chaos, there is harmony.
There is no death, there is
the Force.
Ryan Suliver
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Re: Alemanha || Berlim

MensagemRussia [#126871] por Marichiella Blandert » 15 Out 2013, 21:52

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Falas
Falas dos outros


Desde a nossa chegada - minha e de Romã - aquela mansão não era mais a mesma. A mais nova mal parava em casa, pelo visto ela era bem responsável com seu trabalho ao contrário de mim, que ficava em casa a maior parte do tempo. Atualmente eu dividia a casa com meu irmão, por mais que eu nunca o visse direito eu sabia que ele estava perambulando pela mansão e qualquer coisa que eu fizesse de errado, ele saberia. Joseph mal podia sair de casa sem que os malditos aurores o seguissem, não que eu me importasse, é claro, mas vê-lo preocupado me dava nos nervos, muita das vezes ele passava ao meu lado pisando duro e fingia não me ver BAH. Ele costumava levar esse tipo de coisa mais de boa, afinal, por algum lápso de memória ele deve ter esquecido da regra básica: Nós éramos os BLANDERT's.

Eu andava me divertindo mais do que imaginei, os novos seguranças do meu irmão eram adoraveis e muito simpáticos, pelo menos eles sorriam para mim. Pelo visto nenhum daquela época restara a nao ser Damon, o queridinho de Josh e um dos mais... Digamos... Dedicado a mim. No primeiro dia eu sentei com ele, - longe das vistas de Josh, claro - tomamos um bom vinho lembrando da época de Durmstrang, onde o vi pela primeira vez. Foi uma época turbulenta, mas ao mesmo tempo acolhedora, conheci a mim mesma como uma menina forte e decidida, foi a mulher que me tornei hoje. Damon me fez rir de alguns momentos e me fez sentir um frio na barriga quando lembrou exatamente da primeira vez que nos conhecemos melhor, eu era jovem e estava bêbada, ele poderia ter feito mil e uma coisas comigo enquanto eu me jogava em cima dele, mas pelo contrário, ele me levou de volta e chamou minhas amigas pedindo que cuidassem de mim. Daquele momento em diante eu o via com outros olhos, de outra maneira, ele estava sempre por perto nos protegendo e hoje eu penso, sera que desde aquela época ele servia meu irmão?

Minha rotina tornou-se quase a mesma, eu acordava cedo e todo dia pela manhã eu escrevia uma carta a Holly contando o que me acontecia, afinal... Fazia bem uns meses que eu nao sabia mais dela e eu ja começava a ficar preocupada. A tarde eu me trancava em um salão de treinamentos que havia na mansão com meus diários, minha varinha e me exercitava, desde um leve descanço da mente em uma meditação profunda até uma sequência de flexões e golpes, afinal, não era só porque eu era uma bruxa que eu iria confiar sempre em minha varinha, a defesa pessoal era necessária nos tempos de hoje. Além de colocar em prática tudo que eu havia aprendido por onde passei, que eram muitos feitiços antigos talvez até irreversíveis e poções desconhecidas. Eu fazia tudo isso longe de meu irmão, eu não sabia bem por que mas eu não gostava de falar com ninguém sobre o que eu fazia ali, era como se eu tivesse uma carta na manga, somente minha. Egoísta? Nem um pouco, previnida.

Alguns dias da semana a noite eu saía para algum bar ou alguma festa particular, principalmente de final de semana, só voltava quando amanhecia ou quando Josh cortava meu barato e eu tinha a opção de ficar na piscina. Adorava nadar a noite e apreciar a luz do luar, tornava minha pele mais gostosa e cada dia mais pálida já que eu odiava sol, minha pele era delicada demais para sofrer queimaduras. Joseph odiava aquela minha exposição, mas e eu lá tinha culpa? Não. Naquele dia não fora diferente, dei um mergulho na água morna e deitei na cadeira que ficava na beira da piscina com uma boa taça de vinho ao lado enquanto organizava minhas memórias. Tomei um gole de vinho e senti a presença de alguem.
- Gato, voce está atrapalhando a luz da lua. - Eu disse abrindo os olhos e dando de cara com dos seguranças de meu irmão, ele tinha o rosto corado vacilando no olhar, que as vezes corria pelo meu corpo seminu. - Seu irmão deseja lhe ver imediatamente, senhorita Blandert. - Sua voz era rouca. Eu sorri e me levantei parando bem próximo ao seu corpo coberto por aquelas muitas roupas sociais e engomadinhas, meu corpo ainda estava molhado e algumas gotas escorriam pela minha espinha. Arrumei o nó de sua gravata e olhei em direção a mansão e encontrei meu irmão na sacada, provavelmente do escritório, com uma cara nada amistosa.

Peguei minha toalha e vesti meu robe vermelho correndo para mansão enquanto ria da situação, de uma coisa eu sabia, lá vinha bronca. Eu encontrei meu irmão no escritório, eu o vi pela beirada da porta da porta, ainda estava na sacada. Bati na porta.
- Mandou me chamar? - Eu entrei no local que estava com uma luz baixa, sentei em um sofá de couro negro esperando que ele me dissesse o que estava querendo comigo. Ele virou sério para mim me analisando, sentou na poltrona a minha frente e discorreu o que ele queria comigo, um favor, o vampiro estava com problemas e Josh queria que eu o ajudasse ja que ele não podia sair de casa. Pensei por um tempo na questão e cogitei que seria legal... Minha vida estava precisando de ação, aquela monotomia estava me estressando. - Por mim tudo bem, quando vou? - Eu o encarei e ele sorriu - Agora - Assenti e me levantei indo para a porta. - Vou me preparar.

Não, eu não era tão legal assim, eu só fui mesmo por que eu estava em busca de ação. Se aquilo fosse pelo menos divertido, pelo menos eu sairia no lucro. Me troquei rapidamente por uma roupa confortável, eu não sabia quais surpresas eu teria, eu tinha sempre um estilo bem preparado, talvez ter modificado minhas roupas foi a melhor estratégia para uma boa luta, a varinha sempre presa na perna, onde ninguém a veria e seria fácil para me defender de qualquer coisa. Quando desci para a sala vi meu irmão parado na lareira, em suas mãos, um papel contendo o local onde eu encontraria o vampiro. Eu estava pronta para qualquer coisa que surgisse, a noite prometia.
- Cuidado! - Ele me alertou preocupado e eu sorri descontraída lhe dando um beijo no rosto manchando o local de vermelho, pisquei e aparatei dali mesmo surgindo no local onde um homem estava junto com um outro vulto que não identifiquei quem era, provavelmente eu não conhecia. O vampiro me olhou preocupado, as coisas não estavam boas para o lado dele, porém, nós vamos conseguir, ou eu não me chamo Marichiella Blandert.
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Marichiella Blandert
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Re: Alemanha || Berlim

MensagemChina [#126898] por Miriam Wu » 16 Out 2013, 03:56

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tell me would you kill to save a life?
TELL ME WOULD YOU KILL TO PROVE YOU’RE RIGHT?




                A única parte que Miriam odiava na noite era quando se deitava em sua cama. Algo que sempre teve medo. Por isso a morena passava horas e horas no departamento dos aurores até mesmo quando não era mais necessária. Queria levar seu corpo e sua mente a exaustação, para que quando caísse em sua cama nenhum pesadelo lhe assolasse. Na verdade não eram simples pesadelos, eram lembranças que ficavam a espreita. Por isso ficava no ministério o máximo que podia, trancada em sua sala repassando tudo do dia, investigações em andamento.

                Mas naquele dia não conseguira o tempo suficiente para tal, ficara em casa, as folhas sobre o caso do ministro, ainda não conseguira uma “audiência” com o diretor de Hogwarts. Aquilo a deixava nervosa, não queria falhar com Suliver, não porque estivesse pendurada por ter feito algo errado. Não. Era por simplesmente falhar em algo que lhe confiaram era inaceitável em sua concepção. Era um soldado e não falharia.

                Porém enquanto analisava os arquivos que o chefe dos aurores lhe entregara, seus olhos esverdeados começavam a se fechar contra a sua vontade. Antes mesmo que pudesse lutar contra acabara por render-se ao sono tão perigoso. Seus sonhos começaram a surgir-lhe em sua mente, rápidos e traiçoeiros como cobras peçonhentas. Memorias de sua vida em Xangai misturando-se a sonhos onde corpos se erguiam e a perseguiam, enquanto a sua eu antiga, a assassina segurando-a com força pelo pescoço e Miriam sem poder defender-se, pois seus braços não lhe respondiam mais.


                 “Vamos recomeçar? Está de brincadeira comigo. Achas que pode viver assim sem pagar pelo que fez, achou que podia se esquecer do que somos? Está errada!”

                O grito escapou-lhe, fazendo-a se erguer e olhar em volta suas mãos indo ao seu pescoço, procurando ter certeza que estava intacto. Assim que percebeu a idiotice que fazia – mesmo assim sentiu-se aliviada por ter feito - a morena respirou fundo tentando acalmar-se. Aquilo era extremamente ridículo. Como poderia ficar com medo de si própria? Suspirando a morena se ergueu indo até a cozinha. Odiava sentir-se tão vulnerável daquela forma, sempre fora assim, desde que saíra de Xangai, esses pesadelos vinham, um dia após o outro. E eram cada vez piores. Miriam balançou a cabeça espantando esses pensamentos rapidamente. Tinha que voltar ao trabalho e esquecer que aquilo acontecera. E era isso que estava para fazer quando algo chamou-lhe atenção.

                Os olhos esverdeados encaravam a forma de um leão prateado, fazendo com que ela recolocasse a varinha de volta ao bolso da calça que vestia – e recolocando a faca na pia, que pegara por puro reflexo – a morena reconheceu o patrono de Ryan, chefe do departamento dos Aurores, algo estava errado, principalmente para Suliver mandar um patrono desse modo, afinal pelo que sabia ele havia saído em missão no Brasil. Antes mesmo que o patrono sumisse totalmente, Wu já se movimentava pela casa, mudando de roupa e pegando as coisas que sempre carregava consigo, seguindo rapidamente para a lareira – pegando o pó de flú, afinal ainda sentia-se um pouco abalada pelo sonho e não sabia se conseguiria aparantar – suspirando a morena entrou na lareira.
– Ministério da Magia.

                Miriam odiava aquela sensação quando usava a rede de flú, talvez pelo fato de que quando era jovem se perdera ao errar o nome do local ao ser tomada pelas chamas esmeraldas. Assim que chegou ao ministério, em passos rápidos Wu seguiu para sala de Suliver, encontrando-o sentado em sua cadeira. – Estou aqui, diga-me o que aconteceu. – disse sem pestanejar, a chinesa era direta, porém seu tom fora extremamente calmo e educado, mesmo que não parecesse. Enquanto Ryan explicava, a jovem teve que se controlar muito para não perder a calma que lhe era habitual. – Chamou mais alguém? – perguntou novamente vendo o homem assenti, a auror podia sentir o quanto Ryan estava com raiva e também sentia uma pequena faísca de medo. – Iremos esperar os outros, enquanto isso, diga-me tem alguma ideia onde podem tê-la levado? Sei que, talvez, seja algo pessoal ou não, porém preciso saber para poder ajuda-lo. – comento encarando os olhos azuis do homem a sua frente com seus orbes esmeraldas. Não estava apenas ali por causa do chefe, não conhecia Zoey, mas não iria permitir que uma pessoa inocente fosse ferida, não era de seu feitio permitir isso, e ela acabaria com quem estivesse envolvido nisso ou ela não seria Miriam Wu.


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Re: Alemanha || Berlim

MensagemFinlandia [#126945] por Ravn M. Stephensson » 16 Out 2013, 16:45

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Não dormia mais. E fazia tempo que não comia bem, também. Algo se manifestava naqueles corredores, e dentro de mim em igual intensidade.
Ninguém havia me falado disso. Ninguém havia me avisado que seria tão difícil. Certamente Jewel não tinha esse tipo de preocupação, embora soubesse muito bem disfarçar os seus sentimentos até o último momento, e hoje, mesmo suspeitando que ela tivesse mais segredos na manga do que gostaria de admitir, eu me sentia mais preso ao departamento do que nunca.

Lembrando que eu nunca o almejei; entrar no Ministério foi a decisão lógica uma vez que havia começado uma nova vida longe da Finlândia, mas sempre com o meu objetivo secreto à frente de tudo; descobrir em quantos pedaços desfez-se a minha família, e principalmente, encontrar o paradeiro de Brunna Björn. Agora, porém, isso parecia tomar proporções catastróficas e quase cármicas em meu destino. Quem era Michelle Reyes? Era certo que fora através de Jewel que entrei no Ministério, pois fora por sua indicação que consegui ser tão bem recebido - conterrâneos sempre se ajudam, ainda mais quando são vizinhos nórdicos. Mas aquele nome misterioso parecia estar intrincado com a confusão de minhas fichas; alguém havia trocado meu teste para obliviador e enviado ao departamento errado, e no final das contas, acabei tornando-me um Inominável sem querer.
Mas é claro que agora eu queria, isso é mais do que óbvio, só que aos poucos fui notando que, apesar de suspeitar que esse fosse um método discreto de recrutamento, não era exatamente convencional. Alguém me queria dentro do Ministério, por razões das quais eu jamais fui capaz de entender, mas agora, usava tal cargo secretamente como a minha maior fonte de poder. Eu via tudo, eu ouvia tudo, e sabia até mais do que gostaria. Não bastasse a minha maldição clarividente, agora não só era capaz de espiar através da fenda que apontava para o futuro, mas sim ao meu redor, com grande dificuldade de discernir o que eram segredos, mentiras e conspirações.

Era uma quantidade de informações aterradora. Mais do que nunca me foram tomadas medidas preventivas; os detalhes de quase tudo que eu recebia eram escassos, o que ao mesmo tempo ajudava-me e dificultava a tarefa de investigar tal ocorrência. Ajudava-me porque essa era a maior prova do perigo que todos nós corríamos; caso fôssemos pegos, ainda que vivos, não seríamos capazes de revelar nenhum segredo muito detalhado, simplesmente porque não o conhecíamos a fundo. Mas sem dúvida a parte mais difícil era delegar esquadrões de obliviadores para encerrar as memórias de ex-Inomináveis, garantindo que não seriam uma ameaça à segurança dos segredos do Ministério, mesmo que fora dele.

E de repente eu conseguia entender porque Jewel Hewitt havia desaparecido. Meu Deus... ela sabia desde o começo. Sabia que eu seria obrigado a enviar um esquadrão no seu encalço, e desapareceu sem deixar rastros para que jamais fôssemos obrigados a entrar em um combate.

E o que explicava os outros desaparecimentos? E aquela mulher que havia me procurado para contratar meus serviços particulares, para sair em busca de seus pais, a canadense Adrielle MacMillan? E a senhorita Suzie Sparks, também com o paradeiro agora desconhecido depois do roubo à loja de brinquedos bruxos que pertencia à sua família? Pouco depois, as crianças desaparecidas na Alemanha, o irmão de Jewel e a mesma, respectivamente, e agora, Zoey. Por mais que a magia abrisse portas e permitisse que nossa mente seguisse o mesmíssimo caminho, eu não acreditava em coincidências, e voltava às minhas raízes para confiar no pleno e fatal destino, que interligava todas estas pessoas, e por sua vez, a mim, em um extremo de uma das finas linhas que o mesmo tecia. Do outro, o mistério. Mas porque não conseguia ver o que havia do outro lado? O que quer que estivesse acontecendo, não era claro o suficiente nem mesmo para a minha intuição, tampouco para os meus poderes de clarividência. Nunca consegui controlá-los, mas costumava saber quando eles estavam em sua total força, geralmente atingindo-me em momentos oportunos, ou quando sentia que estava no caminho certo para o meu destino. Novamente, eu não havia sido ensinado a dominar o meu dom de clarividência, mas conseguia sentir quando ele estava perto de acontecer outra vez.

Nada. Por meses, nada aconteceu, e fiquei pela primeira vez com medo que jamais voltasse a se repetir. Se não tivesse sido tão bem treinado por minha própria mente, já haveria de me desesperar com tal pensamento, mas sabia que era apenas o nebuloso destino querendo que eu seguisse meu próprio rumo, sem pistas ou ajuda, sem dicas ou facilidades. Pela primeira vez eu liderava, e não seguia. Pela primeira vez, era a ponta da lança, e não a mão em seu cabo, e ao mesmo tempo que me agradava chefiar o departamento, também afetava-me o medo de ser a única pessoa entre aqueles segredos obscuros e o resto do mundo. O epicentro de cada sombrio mistério agora residia em mim, mas o mais importante eu ainda não sabia.

Mas se quisesse saber, teria de ir atrás de Zoey. Teria de saber onde ela havia sido levada, e por um momento perguntei a mim mesmo: foi para isso que fui chamado, convocado? Até então julgava que tudo aquilo era uma perda de tempo, incluindo toda a minha visita à Europa ocidental, mas começava a suspeitar de que se não estivesse naquele exato lugar e naquele exato momento, perderia a maior das oportunidades de alcançar minha jornada pessoal. Na sala dos segredos, eu permanecia sozinho; a silhueta somente iluminada pela luz prata que reverberava por cada um dos orbes à minha frente, de diferentes tamanhos e pesos – alguns mais leves que o ar –, as sentinelas dos segredos que eu tinha comigo, meus informantes espalhados em territórios que eu já considerava meus.
A informação estava ao meu alcance. E meu papel como Inominável seria jamais usar o que via dentro daquele departamento fora dele.
Esta noite, isso mudaria.

Dois informantes meus me avisavam da estadia de Ryan no Brasil. Eram tal como Nought, meu informante na Alemanha; competentes, mas não o suficiente para sair de meu controle. Estes, em especial, nunca haviam me visto pessoalmente. Americanos tolos. Mal sabiam exatamente a localização do Ministério da Magia. Minha vigilância montada a partir do Departamento de Mistérios era completamente capaz de detectar qualquer anomalia nos países vizinhos, mas em distantes terras, eu precisava de olhos que não eram os meus. E mais do que isso, olhos que eu pudesse cegar, se fosse necessário.
Pela primeira vez, o auror teria uma visão diferente de mim. Não havia ido ao país na mesma noite de sua chegada, mas antecipei seus movimentos e o vigiei à distância. Naquela reunião, no entanto, os braços pálidos e magros estavam à mostra, os cabelos longos mantiveram-se presos costas abaixo, e minha expressão era mais lívida do que de costume. Golpeei Ryan com o silêncio e a incerteza de minha cooperação em sua jornada, e quando o fiz pela segunda vez, minha voz o fez com sarcasmo ao invés de quietude.

- Espero que tenha um motivo secreto para mobilizar o Departamento de Mistérios além de salvar sua namorada, Suliver. Sabia o que ele iria dizer, e essa era a minha vantagem. Ele argumentaria que Zoey não é sua namorada, e era exatamente o que eu queria que ele dissesse, para realçar o quão ridículo era todo aquele seu esforço. Voltei-me para a possível desconhecida que o seguia, com o mesmo olhar e a falta de humor que dava o tom de crueldade à introdução. - Você deve ser Miriam Wu. Já haviam passado pela minha mesa um ou dois relatórios sobre a oriental, e duas ou três coisas que não estavam em nenhum outro, tal como o destino e paradeiro de sua família biológica. Um sonho que, algum dia, poderia ser uma valiosa moeda de troca. - Pretendem usar a discrição para justificar todo o Ministério indo atrás de apenas uma garota, aurores?


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Re: Alemanha || Berlim

MensagemRussia [#127121] por Lana Shuisky » 18 Out 2013, 16:04

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Férias. Na mente de Lana pensar naquela palavra era como ouvir a mais desagradável ironia, afinal, sendo diretora de Durmstrang, as 'férias' da russa se resumiam a permanecer no gélido castelo a fim de resolver papeladas, transferências e contratações; escrever cartas para pais, conselho e mais uma longa lista de burocracias que só de pensar a desanimava – algo que, antes, ela julgava ser algo impossível de acontecer. Respirou fundo ao, enfim, finalizar a assinatura das cartas que seriam enviadas aos novos alunos que ingressariam naquele ano e, após verificar uma última vez se não esquecera de ninguém, se levantou e se alongou enquanto caminhava por seu escritório, sentindo as costas estalarem após o longo período em que permanecera sentada.

Os olhos claros pousaram quase sem querer sobre o envelope aberto em sua mesa, observando com um sorriso à letra firme que preenchia o pergaminho. Ainda era estranho para a Shuisky pensar que Alexander tivera coragem de subitamente desistir da direção de Hogwarts para se ater e proteger a família que tanto lhe era cara. Sabia que aquilo era custoso ao responsável francês, mas ao mesmo tempo, havia sido a melhor decisão, ainda mais com Margareth à espreita apenas para causar mal aos Neveus. Suspirou, achando divertido a saudade que sentia de seu namorado – palavra com a qual ainda não se acostumara – e da filha mais velha deste, Alexia, com quem acabara pro ter mais contato.

Meneou a cabeça para afastar aquele pensamento, afinal, não era bom imaginar a possível diversão que estava perdendo, sendo que a única coisa mais animadora que havia naquele castelo quase vazio era seu querido 'convidado'. Um sorriso brotou nos lábios rosados diante daquela lembrança e as pratas se estreitaram levemente. Talvez fosse um bom momento para fazer uma visita e, com um pouco de sorte, tentar descobrir mais algumas coisas. Deu de ombros, decidida a dar uma volta por Durmstrang quando, ao voltar para sua mesa e pegar a varinha que ali jazia, ouviu uma voz vinda de sua lareira. Os olhos claros se abriram, surpresos ao encarar em meio às chamas a face de seu velho amigo vampiresco, Dimitrid.

“Opa, vai com calma, gato, que eu não tô entendendo nada.”
– afirmou a russa diante do pedido urgente do loiro cuja expressão era de uma angústia que ela nunca antes vira na face pálida do imortal. Os motivos para tanto, contudo, logo se fizeram claros pela situação na qual ele se encontrava. Os olhos cinzentos se estreitaram ao lembrarem do relato do Kham sobre a família complexa que ele possuía e, em contrapartida, a felicidade estampada ao falar na noiva mortal – “Ok, gato, pode contar comigo. Te encontro lá.” – garantiu a morena, impulsivamente, vendo em poucos instantes o rosto sumir, deixando-a com um sorriso divertido no rosto, a despeito da situação aparentemente preocupante – “Nada como um pouco de ação.” – suspirou, divertida – “Gal!” – exclamou, ouvindo o estalo característico da aparatação – “Partirei para a Alemanha imediatamente para resolver problemas pessoais. Cuide do castelo em minha ausência, por favor. Não quero nenhuma má notícia quando eu voltar, em especial referente ao nosso convidado. Entendido?” – questionou, fitando à pequena criatura que assentiu com os grandes olhos azuis.

“Como desejar, Mestra Shuisky.”
– disse a elfa, fazendo uma reverência antes de sumir. A russa suspirou, direcionando-se para frente de um espelho onde, com um meneio da varinha, trocou o conjunto de roupas elegantes que se acostumara a vestir enquanto em Durmstrang, para um outro mais confortável composto por uma jaqueta de couro, blusa sem manga, calça jeans justa, coturno sem salto, todos em preto ou tons próximos disso, a fim de não chamar atenção. Com um movimento rápido e a ajuda de uma presilha, prendeu os longos cabelos em um coque meio desarrumado e, então, enquanto vestia as luvas em suas mãos, observou seu reflexo lhe piscar aprovando o 'look' que, mais do que tudo, a fazia se sentir a boa e velha Lana.

“Vejamos...”
– disse, girando a varinha na direção de uma prateleira de livros, retirando um dos volumes ali presentes – “Fortaleza dos Kham. Certo.” – observou, enquanto lia a antiga ficha do amigo vampiro que, devido à burocracia típica, fora obrigado a informar a moradia da família – “Bem como eu me lembrava. Melhor aparatar na periferia de Berlim e ir caminhando.” – constatou enquanto movia a varinha de modo displicente para fazer o volume retornar ao seu lugar, sentindo uma empolgação que há tempos não sentia – “Vejo que vai ser uma noite e tanto.” – comentou para si mesma, divertida, repentinamente fazendo uma breve careta – “Só acho que Alex não vai gostar nada de saber que andei me colocando em risco, mas... se nada acontecer, não tem porque ele saber.” – concluiu, dando de ombros antes de prender o bom e velho coldre de varinha à sua cintura, junto de uma pequena bolsa com alguns itens básicos.

Fitou a sala uma última vez, meneando a varinha para apagar as velas ali presentes e, a passos largos, deixou a sala, trancando-a antes de percorrer corredores e escadas, rumo ao exterior do castelo. Parou em frente aos grandes portões de madeira e respirou fundo, sentindo o vento frio lhe tocar o rosto e o cheiro agradável, tão diferente daquele existente em seu escritório, e, então, direcionou-se aos portões que a levariam para fora dos domínios de Durmstrang e de suas barreiras protetoras. Tão logo os pés passaram o pórtico de ferro e o som das grades se fecharam atrás de si, Lana aparatou, sentindo a divertida sensação de se desfazer em um longo caminho até a parte mais visada da Europa.

Não tardou até que os pés tocassem o solo firme e o frio fosse substituído pelo ar quente do verão alemão. Suspirou, verificando se não perdera nada no caminho e com passos rápidos se direcionou para longe da parte central da cidade, rumo ao velho castelo pela qual certa vez passara e muito mais tarde viera a descobrir ser da 'agradável' família de seu amigo. Franziu o cenho ao imaginar a pilha de nervos que Dimitrid deveria estar e instintivamente apertou o passo, seguindo em direção à torre que demarcava o mais próximo ponto da propriedade dos Kham. Aproximou-se do lugar onde, sob a penumbra daquela noite, avistou a figura alta de seu amigo e, não muito distante, uma outra pessoa que a Shuisky desconhecia. Cumprimentou o velho colega em um abraço apertado e silencioso, apresentou-se rapidamente à desconhecida, distanciando-se para se ater aos detalhes passados.

O objetivo ali era resgatar Zoey Bloom, noiva do vampiro, que se encontrava cativa da família de Dimitrid, mais especificamente dos primos deste. O castelo, como era de se esperar, era fortemente guardado – o que significava alguma animação antes de qualquer coisa – e o ponto mais vulnerável, ao menos até onde o loiro tinha ciência, era o lado leste. Diante daquela última breve informação, Lana assentiu, memorizando os detalhes enquanto se alongava, e com um sorriso matreiro, puxou a varinha de seu coldre, tão logo ouviu a indicação do Kham de que era hora da ação.

[ Interaction: Dimitrid Campbell Kham ]
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Re: Alemanha || Berlim

MensagemReino Unido [#127160] por Tormento, O Dementador » 19 Out 2013, 00:59

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Berlim - Alemanha
14/08/13 ás 02:15 em ON


A horas passavam e não encontrava nenhuma notícia do bastardo. Será que ele havia recebido a maldita carta? Sim, ele havia recebido, uma vez que um dos nossos via a coruja invadir a residência do vampiro. Então onde é que ele estava? Será que julgamos o amor do vampiro pela vagabunda? Jamais! Dimitrid era apaixonado pela ruiva e faria qualquer coisa para que pudesse salvá-la. O bastardo deve estar aprontando alguma coisa. Finalizei as outras cartas e logo as despachei com minhas corujas. O jogo estava ficando divertido. - Tragam a vagabunda até aqui. - bradei enquanto olhava as chamas na lareira.

Quando a garota entrou em meu escritório precisei de todo autocontrole para não rir. Talvez essa fosse a primeira vez que a filha de Ezio Bloom estivesse nessas condições. Suas vestes estavam imundas, além de estarem cobertas de sangue. Um sorriso malicioso surgiu em meus lábios e passei a língua por eles.
- Espero que tenha aprendido a lição. Se não me falar o que eu quero, sofrerá ainda mais. - minhas palavras soaram sem emoção e um brilho ameaçador surgiu em meus olhos.

A vagabunda estava sem forças e precisei andar até ela e levantar seu rosto para olhá-la nos olhos.
- Como fazemos para nos livrar daquele bastardo? - gritei para a ruiva que inutilmente tentou se desvencilhar. Ela era corajosa, eu precisava admitir, seria uma mulher perfeita, mas havia transado com aquele bastardo e agora era uma impura. Toda vagabunda abre as pernas para o primeiro que aparece. Dei-lhe um tapa e vi um filete de sangue escorrer até cair no chão.

- Prendo-na. - ordenei. Vi meus homens a prenderem na parede de meu escritório e sua tentativa de escapar. Ela jamais conseguiria realizar essa façanha. Peguei minha varinha e apontei para ela. Em seus olhos estava estampado o medo e aquilo só tornou o jogo mais divertido. - Exurere Maxima! - conjurei o feitiço e ouvi o grito da garota assim que as bolas azul-roxeadas atingiram-na. Esse jogo só estava por começar.


xxx


"Prezado Oficial,

Venho por meio de esta informar que sua Chefa Zoey Wolfred Bloom, está em nossa posse.
Talvez isso não signifique nada para você, porém devo dizer que cada pessoa envolvida com ela sofrerá uma grande perda.
Você faz parte desse jogo, querendo ou não.
Porém as regras, quem dita sou eu.

Boa sorte,
K."


xxx


"Senhor Chefe dos Aurores,

Conforme a carta anterior, ainda estamos em posse da senhorita Bloom.
O jogo esta ficando cada vez melhor, pelo menos para minha pessoa e meus companheiros.
Engraçado como o medo o fez chamar pessoas que talvez não irão te ajudar e só lhe farão de idiota e te farão ser ridículo, essa é sua equipe de resgate? Francamente, estava esperando muito mais do senhor.
Ah sim, eu sei todos os seus passos e devo lhe dizer, há outros também desejando o corpo da ruiva, só fico me perguntando quem será que encontrará primeiro a encontrá-la.
Estou sempre á um passo do senhor e lhe digo: quem cria o jogo dita as regras. E as regras quem dita sou eu e no final, a ruiva morre.

Aguardo ansiosamente nosso encontro.
Sem mais,
K."



Time A: Dimitrid
Spoiler: Mostrar
Será que o vampiro tinha ido para o lugar certo? Zoey estava em posse dos Kham isso era fato, mas será que eles eram tão inocentes que levariam a garota para o primeiro lugar que Dimitrid procuraria? Tudo não passava de apenas um jogo, onde a morte era a única saída. Os Kham matariam alguém, fosse Zoey ou Dimitrid, para eles não importava. Enquanto o vampiro explicava tudo para suas companheiras, ele pôde ouvir o som de gritos de Zoey vindo de algum lugar da fortaleza Alemã. O que será que eles estavam fazendo? Haviam visto a chegada dos 'heróis'? Perguntas e mais perguntas surgiam e as respostas ficavam cada vez mais longe. O que será que Dimitrid faria? Entraria correndo sem pensar e mataria a todos? Colocaria as duas damas que o acompanhavam em perigo para salvar sua Zoey? Então Dimitrid qual será seu próximo passo?
Dado: 20
Dica verdadeira: Zoey está mesmo trancada em algum lugar na fortaleza dos Kham, porém Dimitrid não consegue dizer exatamente onde.


Time B: Ryan
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O desespero pareceu tomar conta do auror e tão rápido convocou uma reunião com aqueles que ele achava ser de confiança. Será que o escocês escolheu as pessoas certas? Enquanto explicava o acontecimento os outros, uma coruja de pelugem escura e bico dourado surgiu pela janela. Carregava uma carta idêntica ao que ele havia recebido antes, selada com sangue de Zoey. O conteúdo da carta não era bom e a raiva começou a dominar o auror. O que fazer agora? Para onde levaram Bloom? Quando os sentimentos passam a ser mais intensos pequenos detalhes passam despercebidos. Pelo menos não a todos. Miriam levantou-se e encarou a ave com fisionomia tão diferente. Uma espécie única e ameaçada de extinção. Essa era a dica. A ave só existia em um lugar do mundo e era para lá que eles precisavam partir. Berlim. E agora Heróis, o que vocês farão?
Dado: 18
Dica verdadeira: A raça da coruja era a dica para conseguir encontrar o lugar onde Zoey esta cativa. Agora só bastava ir para o lugar certo, mas como fazer isso?



Spoiler: Mostrar
Agora outras cartas foram enviadas. Umas delas para os Oficiais do Dpto da Zoey.
Os que receberam as cartas podem chamar qualquer outra pessoa, sendo eles parentes, amigos, companheiros de serviço ou quem mais desejar, porém deve possuir um contexto para a aparição da pessoa.
O objetivo da trama é tentar libertar a Zoey, descobrir quem é o sequestrador e torturar dela, como também descobrir quem é o responsável pelo sequestro.
Para conseguir uma dica, usaremos o dado 1, porém como estão divididos em "times" somarei o dado1 de todos e dividir pela quantidade.

Time A: Dimitrid - Lana - Marichiella
Time B: Ryan - Ravn - Miriam
Time C: Oficiais e/ou outros

Por exemplo: Time A: 15 + 2 + 7 / 3 = 8 (Pista Falsa)

Pista Falsa: 1-9
Pista sem muita ajuda:
10-15 Pista Verdadeira: 16-20

Cada rodada terá o prazo de 10 dias.
Duvidas enviem MP.Prazo: 29/10/13
TODOS OS POSTS DEVEM SER REGISTRADOS COMO OFICIAL
Feitiço: Exurere Maxima[dano: 25]; [dificuldade: 15];
Descrição: Forma básica do fogo maldito. Atira contra o alvo imensas bolas de chamas azul-roxeadas que causam gravíssimos ferimentos. É difícil um iniciante controlar a varinha por causa da potência dessa magia.
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Re: Alemanha || Berlim

MensagemFinlandia [#127324] por Aurora Maerlyn » 21 Out 2013, 18:25

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Lembrava-me do fogo todos os dias.
Não havia um maldito dia em que não acordava com a testa escorrendo pelo suor frio e com o corpo levemente trêmulo, fossem dos pesadelos ou mesmo fossem das memórias que teimavam em entrar em minha mente nas horas mais inconvenientes. Só que não tinha como lutar contra isso, por mais que meu querido avô achasse que algum medibruxo pudesse salvar-me de embrenhar-me cada vez mais dentro de mim mesma. Convenhamos que alguns que carregavam a bonita insígnia no peito e diziam-se salvadores eram os primeiros a correrem para livrar a pele de qualquer chamuscado. Nem todo bruxo entendia o fogo, nem todo mortal havia passado por ele e sobrevivido. Eu sobrevivi, mas não inteira, e essa era uma sina que teria de carregar comigo.

"Eu deveria estar fazendo alguma coisa..." Ponderei suavemente enquanto observava meu próprio reflexo no espelho com a ponta quebrada e após uma rápida olhar ao redor e um descer de olhos até um pergaminho com um rebuscado selo foi que lembrei-me daquela nova rotina, pura e simples: deveria estar no trabalho. Convenhamos que ainda não havia acreditado em uma aceitação tão breve por parte de Ravn Stephensson. Alguns dos que conheci no Ministério diziam que ele era sério e respeitável, apenas mais um que caíra de para-quedas em um departamento essencial ao Ministério que, no entanto, estava abraçando o papel de líder e virando-se muito bem, segurando as rédeas de seus Inomináveis e trazendo a tona, fosse por baixo dos panos ou em sua fala mansa, coisas que muitos não ousavam dizer. Era o que tinham dito, todavia quando sai após a entrevista, minha percepção havia sido um pouco diferente. Obviamente que era um homem capacitado, tanto que poucos (em sua frente, pelo menos) ousavam contestar sua posição ou poder, só que não o via como um fiel servo ao Ministério. Algo naquele olhar dava-me a impressão da face, do sorriso ou mesmo dos jeitos gentis por vezes não passarem de uma máscara que escondia um propósito bastante claro. E aquilo me deixava curiosa. E foi quando vi que meus laços com o departamento seriam mais do que mero trabalho.

A parte importante foi que consegui finalmente chegar ao Ministério, a parte ruim sendo que precisei pedir ajuda duas vezes para encontrar a sala correta e já era conhecida como "a estagiária" quando estava abrindo a porta. Ok, as sardas podiam enganar e me tirar alguns anos, mas estagiária? Apesar de um pouco desproporcional meu rosto não era tão infantil, inclusive até diziam que por vezes parecia ter mais idade do que tinha - talvez isso acontecesse quando me perdia em pensamentos e lembranças e sentia cada trinco ou rachadura que tinha no receptáculo de minha alma. É, nem tudo são flores.

Não esperei uma recepção calorosa e quando entrei estava tudo muito vazio e silencioso e uma porta indicava meu nome escrito errado em um pedaço de pergaminho. Limitei-me a entrar e colocar o casaco generoso em tamanho que usava atrás de uma cadeira de uma mesa lisa e sem nada que seria a minha. E só tinha aquilo na sala, portanto olhei-a por um instante. Estava imaculada, sem aparente uso por algum tempo e uma gaveta emperrada demonstrou isso e em seu interior continha uma estranha substância azulada que preferi ignorar e tornar a fechá-la. É, talvez não tão imaculada assim. Passei a mão pelos cabelos e estranhei o término dos fios repentinamente, então lembrei-me que faziam poucas semanas em que tinha os cortado, com uma tesoura qualquer, então estavam mais curtos e um pouco rebeldes, nem um pouco condizente com o que eu era, efetivamente. Afinal de contas, a coisa mais quente que havia em meu corpo era a marca da queimadura que trazia no pulso, que inclusive uma blusa de manga comprida e gola alta cobria. Do bolso traseiro da calça escura retirei o pergaminho dobrado algumas vezes e o desdobrei, esticando sobre a mesa e tentando o deixar menos amassado do que estava. Precisava da assinatura de herra Stephensson no documento e entregar na administração do Ministério, ou assim haviam-me dito, e não poderia passar da data de hoje, ou seja, era um problema.

Decididamente aquele não era um momento em que ninguém gostaria de falar com Ravn M. Stephensson.

Ainda encostada na mesa e tentando ignorar a gaveta que começava a tremer suavemente com o seu conteúdo azul desconhecido conseguia ver claramente outras portas por ali, então resolvi deixar o casaco e a mesa para trás e fechei a porta de minha sala, olhando ao redor. Tinham várias portas, algumas lustrosas e imponentes e outras mais simples, talvez variando com a escolha de seus donos. Olhei para trás e observei a minha. Simples, de madeira. Talvez fosse freixo. E com uma maçaneta igualmente comum. É, ficaria daquela forma. Girei nos calcanhares e encostei-me na parede, sentindo o pergaminho recém-guardado no bolso, mesmo depois das tentativas de demassá-lo; já que haviam me contratado já estavam cientes do que poderia ser, então não perderia meu tempo tentando ser algo que não era.

E uma característica em particular seria colocada a prova naquele exato instante.

Um adorável e fofissimamente roxo aviãozinho de papel, aparentemente subindo dos infernos - pois tenho quase certeza que não o vi se esgueirando pela fresta da porta - apareceu do meu lado e planou suavemente até uma porta que ainda não tinha visto, e apesar de não dizer "Chefe", dizia "Ravn M. Stephensson". Na lateral do aviãozinho estavam em letras curvas "Departamento de Mistérios", então prontamente o segurei entre meus dedos e abri e assim que vi "Caro sr. Stephensson" achei que seria demitida. Passando os olhos pelo conteúdo - afinal de contas, já que ia ser demitida mesmo que pelo menos fosse por fazer um serviço completo - entendi que o Chefe dos Aurores solicitava a urgente presença de meu próprio chefe em algum lugar aleatório para ajudar a salvar não sei quem que havia sido pega por sei lá quem. Muito esclarecedor, quem escreveu estava de parabéns. Mais do que rapidamente tornei a dobrar da forma mais perfeita possível o memorando e bati com os nós dos dedos duas vezes na porta, abrindo-a em seguida e encontrando o destinatário do que tinha em mãos em pé. - Herra Stephensson, isso chegou. Limitei-me a falar, entregando-lhe o avião imperfeito que logo foi desfeito quando Ravn leu a mensagem avidamente. O papel se desfez e o homem saiu apressado da sala, deixando-me para trás.

Assim, pura e simplesmente. Não que ele devesse muitas satisfações para sua recém subordinada, mas oras, matar um pouco minha curiosidade seria quase um gesto de caridade, e quando não fez isso não me deixou escolha. Fiz o que qualquer pessoa em sã consciência e na sua perfeita função das faculdades mentais faria: o segui.

E admito que foi uma tarefa mais leve do que achei que seria. Que feio, Ravn, sendo seguido e nem notando. Ou talvez tivesse notado e duvidasse que pudesse ou teria a ousadia de continuar com aquilo, e acredite, eu iria até o fim. O acompanhei por todos os corredores, caminhos, viés, passagens e sempre fazendo o menor ruído possível. Era um bruxo poderoso, já sabia da minha presença e já que não tinha se virado e me impedido tomei isso como uma permissão para continuar, e por isso permanecia a seguí-lo. E aproveitava para tentar gravar os caminhos por dentro do Ministério, e admiro o modo como Ravn movia-se, evitando muitas pessoas e as próprias pessoas o evitando, com a exceção de mim que queria saber o seu destino, que acabou sendo mais previsível do que imaginei: a sala do Chefe dos Aurores.

Quando entramos ali não estávamos sozinhos e fiz o que pude para instaurar minha melhor cara de paisagem pensando em mil e uma desculpas para justificar caso herra virasse para mim em fúria e decidisse que mudou de ideia e que eu poderia lavar o chão ao invés disso. Não achava realmente isso, só que era difícil deixar um pouco a dramaticidade de lado, culpa do balé e daquela maldita Academia. "Agora é esperar, suponho." Foi a única coisa que passou em minha mente e coloquei ambas as mãos para trás, unindo-as nas costas como se fosse marchar, o queixo um pouco erguido e foi quando me surpreendi pelo fato de que era tão alta quanto meu chefe. E logo eles começaram a falar, e a falar continuariam, portanto só me restava escutar e tentar entender melhor aonde tinha me metido.

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Convidada pelo Ravn
Aurora Maerlyn
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