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Na Zonko's não citamos nenhum dos personagens dos livros ou filmes. Vivemos no mundo mágico, mas nem Harry Potter, Voldemort, Dumbledore, Comensais da Morte e etc. existiram em nosso mundo, com isso você não pode usar nenhum sobrenome dos personagens dos filmes ou livros. O fórum encontra-se nos dias atuais, no ano de 2013 d.c. e as condições climáticas variam de dia para dia e de tópico para tópico, conforme você poderá observar. O nosso período letivo dura oito meses contando com as férias. Nossos adultos recebem por dia de presença e seus tópicos em ON lhe renderão pontos e goldens (nossa moeda). Você nunca poderá interpretar a ação de outro personagem (salvo com autorização), mas poderá interpretar livremente o seu personagem (seja sempre coerente), lembrando que toda ação possui uma reação. A capital do Mundo mágico está localizada em Vaduz, Liechtenstein.

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Friedrich's Palace - Grão-Ducado do Luxemburgo

Re: Mansion L. Schneider - Luxemburgo.

MensagemAlemanha [#147243] por Katherina Ayesha Friedrich » 20 Abr 2015, 22:30

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Katherina Ayesha Friedrich
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Re: Friedrich's Palace - Grão-Ducado do Luxemburgo

MensagemAlemanha [#147787] por Katherina Ayesha Friedrich » 09 Mai 2015, 02:52

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i nearly left the real me on the shelf. don't lose who you are, in the blur of the stars
SEEING IS DECEIVING, DREAMING IS BELIEVING




                O sol se punha de forma bela no horizonte, o jardim visto sob aquela luz, fazia com que a jovem que observava de sua janela esse sublime evento da natureza, desejasse esquecer de seu compromisso para perder-se nas tintas guardadas em seu closet, para tentar guardar aquele cenário em uma tela para sempre. Entretanto a movimentação de pessoas trajadas com suas melhores roupas de gala fazia com que a menina suspirasse pesadamente, sentindo o nervosismo voltar, assim como o peso que sentia em seu peito.

                Afastando-se da janela, Ayesha observou o seu quarto, mas especificamente o vestido no manequim no meio do local. Era lindo, digno de uma princesa, mas para a jovem parecia ser uma sentença de um crime que ela nem ao menos lembrava ter cometido. Contudo, um barulho chamou-lhe a atenção, uma batida leve na porta, mas antes mesmo que pudesse responder qualquer coisa, a porta se abriu revelando um jovem, o que fez a alemã sorri.
– Al, você realmente veio... – disse praticamente se jogando em cima do irmão, este que se já não estivesse acostumado com tal coisa da morena teria a deixado cair. – É seu aniversario, não posso perder isso, a velha não vai transformar seu dia num dos eventos loucos dela, não se eu estiver aqui.

                Friedrich sorriu nervosamente, desde que Al completara 17 anos, ele começou a viajar o mundo, decidiu terminar seus estudos com instrutores pelo caminho, algo realmente maravilhoso e que seu irmão merecia. Entretanto, por estar longe por um tempo acabou perdendo as últimas propostas da velha ao parlamento. – Sabe que ela sempre arranja um jeito de estragar algo, começando pelos convidados. – disse delicadamente vendo o sorriso de seu irmão murchar, obviamente ele teria visto a lista, ou ao menos tinha conversado com alguém que sabia. – Mas... Ela não contava com um ardiloso plano por minha parte...

                Uma risada irônica veio de Alphonse. A mais nova conhecia bem aquela risada, tão bem que com ela, seu sorriso se ampliou. Tinha tantas coisas acontecendo, tantas para explica-lo, mas nada daquilo importava enquanto encarava a face do irmão, e via aqueles olhos esverdeados, que a lembravam da fotografia, escondida em um de seus livros de poções, que achara de sua mãe. Ayesha podia se parecida com sua progenitora fisicamente, entretanto seus olhos eram idênticos ao de Adrian, mas tanto Alexis quanto Al possuíam o tom de relva que ela tanto desejava se lembrar na face da mulher que nunca conheceu, ou ao menos não se lembrava. – O que a adorável e ardilosa princesa vai aprontar desta vez? – perguntou como se estivesse questionando as horas, ou se iria chover, algo que a menina adorava. – Apenas fiz esse baile se tornar mais interessante, e mais a minha cara.

(...)



                O coração palpitava de forma dolorosa, as mãos, escondidas pelas luvas negras, suavam. O nervosismo era aparente na face da alemã, algo que não tinha qualquer lógica na mente da pequena, afinal já havia participado daquelas festas milhões de vezes, desde que era pequena. Desde o falecimento de sua mãe. A garota afastou aquilo de sua mente, voltando a se preocupar com o que tinha que enfrentar dali a alguns minutos, no medo, na ansiedade que lhe corroíam por dentro. Tudo, ela supunha que era por causa da expectativa de encontrar alguns de seus antigos amigos, e os novos, de ver Ryan, seu primo, que para todos era desconhecido seu parentesco. Na verdade, a perspectiva de ser vista daquele jeito, não a menina que vivia presa ao um livro de poções pelos corredores de Durmstrang, mas ao seu maldito título.

                Ayesha às vezes começava uma caminhada nervosa pela “sala”, outras vezes tentava ver algo pela fechadura que levava até a escadaria e por fim ao salão de baile. Vendo apenas alguns vestidos, e roupas de gala em geral enquanto as pessoas andavam para perto de seus conhecidos.
– Não parece uma princesa, não com esses modos. Não lhe ensinei nada Katherina? – a voz de sua avó fez com que a menina se virasse para encarar os olhos frios da mais velha. – Apenas estava querendo olhar as pessoas que vou ter que enfrentar. Não quero ser jogada aos seus cães sem saber o que aguarda. – comentou ironicamente, mas logo se arrependeu daquelas palavras ao ver a expressão de fúria da matriarca. – Não se atreva, Katherina, a estragar tudo que planejei para esta noite, não como tem feito desde o último ano. Suas notas diminuíram, repetiu o quarto ano, saiu da monitoria, tudo o que tem me dado são falhas... Tudo por culpa daqueles impertinentes, desordeiros e mau caráter dos jovens Burikovs. – disse sem alterar nem um pouco o tom de voz – Seu futuro...

                Friedrich estava acostumada ao ouvir tudo aquilo, engolir tudo aquilo, mas a jovem não deixaria ninguém, nem mesmo quem fosse do seu sangue, manchar a memória de Kishan ou Alexander. – Pode falar tudo de mim, Grã Duquesa, mas não se atreva, nem por um segundo falar deste modo sobre eles. – disse expressando toda sua raiva. – Posso não ser o que você deseja, farei tudo para te dar o que quer, mas jamais os mencione... – estava quase sem fôlego, e desta vez não se arrependeu, mas o medo começou a toma-la quando viu a avó retirar a varinha do esconderijo que ela nem mesmo sabia onde era, na ponta pequenas faíscas esverdeadas saiam. – Não se dirija a mim desta maneira, não passa de uma tola, assim como sua mãe...

                Foi nesse momento que a porta se entreabriu, e por esta entraram dois mordomos, sendo acompanhados por Alexis, que parecia uma boneca com aquele vestido azul celeste, Alphonse com seu belo terno, seu cabelo penteado para trás, algo que a quase fez rir se não fosse o medo que sentia, assim como seu suposto pai, tão arrumado quanto seu irmão. Entretanto quando seus olhos voltaram para Adrika, à varinha que ela segurava havia sumido, e um sorriso se abria em seus lábios com a rapidez. – Não se preocupe, vai dar tudo certo, apenas comporte-se como treinamos. – disse, logo indo em direção a porta com delicadeza, o vestido espalhando-se enquanto andava, a menina apenas se virou quando sentiu a mão de seu irmão em seu ombro. – Aye... Está tudo bem? – perguntou, mesmo com matriarca chamando ele e Alexis. – Sim, apenas estou nervosa... Vá antes que ela reclame...

                A morena viu seu irmão hesitar por alguns segundos antes de ser chamado novamente, mas desta vez por Alexis, logo se afastando para perto da loirinha. Ayesha estava tremendo, ainda sentia o medo em suas veias ao ver a expressão de sua avó, desta empunhando a varinha como se fosse ataca-la. – Cavalheiros, Damas, apresento-lhes Grã Duquesa, Adrika Harriet Reichert Linsenbröder Lademacher Schneider Friedrich. – a menina pode ouvir os aplausos educados, talvez algumas mesuras foram dadas, o que a enojou, como podiam adora-la? Como podiam aceita-la? Tantas mentiras que ela conta, apenas para que continuasse com o poder em suas mãos. – Apresento-lhes o Lord August Christopher Kiselev Haus Hüfner. – outro mentiroso, que mantinha-se com o dinheiro sujo de sangue e da dor daqueles que supostamente eram seus filhos, apenas mentiras. – Seus filhos, com a honorável Princesa Katherina, esta que descanse em paz. – comentou o homem com certo pesar na voz, seria outra mentira? Onde estavam eles quando sua mãe sofreu? – O Príncipe Alphonse Derek Kiselev Hüfner Von Habsburg Lademacher Schneider Friedrich, e a Princesa Liesel Alexis Kiselev Hüfner Von Habsburg Lademacher Schneider Friedrich.

                A Romanov podia imaginar, ambos sorrindo, tentando ao máximo parecer felizes, provavelmente Alexis reclamaria com o irmão, assim que a atenção saíssem deles, de como o vestido lhe incomodava, e Alphonse faria alguma piada a respeito. – Agora, Senhores, Senhoras, a pessoa mais importante desta noite, perdoe-me Vossa Majestade, mas sabemos que para Senhora ela também o é... – aquilo fez com que a alemã sentisse vontade de vomitar, de fugir e nunca mais voltar, mas lembrou-se que Ryan estaria ali, talvez, seus amigos, isso fez com que um sorriso surgisse em seus lábios. – Apresento-lhes a Princesa Katherina Ayesha Kiselev Hüfner Von Habsburg Lademacher Schneider Friedrich.

                Ao ser anunciada, as portas que a separava dos convidados, da festa, de todas as mentiras se abriram, e com aplausos fingidos, cochichos sobre sua beleza, sobre o vestido, apenas mentiras de um mundo que odiava, um mundo que sempre sugou tudo dela, mas não por muito tempo. Quando chegou ao centro do Salão, onde estavam os tronos, a menina fez uma mesura ao público, como Adrika desejava, como ela planejara. – Boa Noite a todos. – disse delicadamente, ela desejava tanto gritar, despejar as mentiras, mas não ali, não naquele momento, precisava encontrar seu pai, contar a verdade aos seus irmãos. Não queria que eles sofressem pela raiva que ela sentia. – Agradeço a presença de todos, sei que alguns vieram de longe, apenas para homenagear-me neste dia. Não sou muito boa com as palavras como minha honorável avó, mas digo-lhes que se divirtam esta noite, esqueçamos por alguns poucos momentos dos nossos deveres, apenas por uma noite sejam apenas convidados neste baile, e eu serei a melhor anfitriã que tiveram em suas vidas. – comentou, sem deixar um pequeno sorriso escapar, não por aquelas pessoas, mas pelas pessoas especiais que começava a notar dentre a multidão. – Sejam Bem vindos. – disse por fim fazendo mais uma mesura, sendo aplaudida novamente, mas antes que as conversas se espalhassem, ou mesmo que a Grã Duquesa se erguesse de seu trono, Ayesha se “misturou” com a multidão, procurando aqueles que ela realmente desejava ver.


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Re: Friedrich's Palace - Grão-Ducado do Luxemburgo

MensagemEscocia [#147823] por Ryan Suliver » 10 Mai 2015, 14:31

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“Gunter gleiben glauchen globen
All right
I got somethin' to say
Yeah, it's better to burn out
Yeah, than fade away
All right
Ow gonna start a fire
C'mon!”

[“Rock of Ages” – Def Leppard]


– Então, como estou? – Perguntou, divertido. Um sorriso iluminava as feições do escocês enquanto ajeitava a gravata. – Como um perfeito idiota, se você quer saber. – Lucy franzia o cenho, escondendo sua preocupação atrás de um sorriso tão sarcástico quanto o do irmão mais velho. A escocesa deixou um suspiro ruidoso abandonar suas narinas antes de voltar seu olhar para a figura de Ryan. – Olha só, você não tem que fazer isso. Deixa isso pra lá, deixa a velha pra lá. Você não tem que mexer com ela. – Em sua voz, a preocupação óbvia de quem já havia testemunhado do que a Grã-Duquesa era capaz. O auror, no entanto, não se comoveu com as palavras da irmã. Afagou-lhe os cabelos avermelhados e então encarou seus olhos azuis, a única característica física que compartilhavam. – Você sabe que eu tenho que fazer isso. Ayesha precisa de nós. E ela precisa de mim naquela festa. – Lucy deu as costas ao irmão e pegou a espada cerimonial no armário. Por mais que soubesse que o mais velho não resistiria a uma oportunidade de tirar sangue da velha, sabia também que, junto com a capa na qual a arma estava envolta, era um item meramente decorativo, uma frivolidade quase esquecida. No entanto, sentiu-se no dever de alertá-lo. – Por favor, só toma cuidado com essa coisa. Eu sei que você quer a cabeça da velha numa bandeja de prata, mas lembre-se de que as nossas cores são azul e dourado, não azul, dourado e vermelho. – Enquanto prendia a espada na cintura, sentiu-se na obrigação de um último gracejo. – Ouço e obedeço, Lorde Suliver. – A mesura foi respondida com um sorriso da mais nova, que o acompanhou para fora do quarto, entregando-lhe as chaves de seu Audi. Desde o dia em que tivera de se disfarçar como uma das serviçais de Adrika, Lucy havia ficado mais quieta e, excluindo-se o avô, era a única Suliver que sabia da verdade sobre Ayesha. “No que foi que eu te meti...?”

Meneou a cabeça, jogando a espada e a capa cerimonial no banco do passageiro de seu carro e conferindo, pela última vez, a varinha no bolso de seu terno. Despediu-se de Lucy com um breve aceno de cabeça e, enquanto manobrava o veículo para fora da garagem, a irmã desaparatava de lá direto para Aberdeen. Planejava negar o envolvimento nas atividades do mais velho e, para tanto, deveria estar o mais longe possível deste.

Ajeitou os objetos dentro do superesportivo antes de partir em busca de sua acompanhante que, dado o horário, já estava à sua espera fazia um bom tempo. Ryan encontrou-se com Miriam na frente do Ministério da Magia, perdendo alguns segundos para admirar os trajes da oriental. Acenou de dentro do veículo, lembrando-se rapidamente do ocorrido a Sao.
“Pelo menos, a velha vai ter que pensar umas mil vezes antes de nos atacar”, pensou enquanto a chinesa entrava no carro. – Espero não ser excessivamente arrogante nem indiscreto com a minha escolha de meio de transporte mas, por mais que a tradição pese para a Grã-Duquesa Friedrich, cavalos voadores e testrálios não se comparam a uma boa dose de engenharia alemã e um V10 berrando nas suas costas. – Sorriram ambos, enquanto Miriam apontava o quão inadequada era a escolha de Ryan e o quanto o R8 era impróprio para um evento daquela magnitude. Mas o escocês não se importava: fazia o máximo de questão que Adrika soubesse que estavam lá e que ele estava disposto a fazer guerra se necessário. Não deixaria mais que aquela desgraçada continuasse a ferir sua prima. Fechou a porta do carona e então voltou ao veículo, acelerando por uma rua deserta e então desaparecendo de Vaduz para, enfim, reaparecer em Luxemburgo, sede daquela que se tornara uma inimiga jurada de sua Casa e de seu país enquanto ainda houvessem Sulivers vivos. Deu de ombros, feliz apenas com a perspectiva de arruinar o dia de uma criatura tão odiosa e, ao mesmo tempo, de fazer Ayesha feliz. Sorriu, alinhando o veículo na fila que se formava na entrada do palácio. Por mais que houvesse um predomínio de carruagens puxadas por cavalos alados, testrálios, grifos e outras criaturas fantásticas, Ryan pôde perceber que muitos bruxos optavam por veículos trouxas, avistando aqui e ali um Maybach ou um Rolls-Royce, e olhares enojados de bruxos mais puristas, torcendo seus narizes para a tecnologia trouxa. – Acho que estamos todos na lista negra da velha. – Observava atenciosamente aos serviçais da monarca luxemburguesa, notando que estes faziam pequenas marcações cada vez que tinham de atender a um bruxo que optara por um carro. – Especialmente aquele cara do Bentley ali. – Apontou um sujeito que resolvera por estacionar sobre um canteiro de plantas do palácio. Lançou um olhar breve a Miriam e então parou o carro no local indicado pelo serviçal.

Desceram ambos os aurores do carro, recusando a ajuda oferecida – ainda que de má-vontade – dos serviçais. Ryan prendeu a espada à cintura e a capa no ombro direito, ajustando o broche no formato da estrela da Ordem de cavalaria da qual era membro. Sorriu para a chinesa, murmurando um “frivolidade européia desnecessária” frente ao olhar inquisidor de sua acompanhante. Embora fosse obrigado, pela ocasião, a portar seu título, Ryan estava lá apenas por um pedido de Ayesha. Uma das poucas compensações que via, no entanto, era a irresistível oportunidade de pirraçar a velha. Deu de ombros e, junto de Miriam, adentrou o palácio bem a tempo de ver sua prima ser apresentada. Sorriu, seu olhar passando da figura de Ayesha para a megera Adrika, e então finalmente pousando nos irmãos mais novos de sua prima. Será que eles já sabiam que o homem que posava como pai era, na realidade, um impostor? Será que também já sabiam a trágica verdade sobre o verdadeiro pai? E, acima de tudo, saberiam os três a verdade sobre Katherina? E, se soubessem, como estariam se sentindo naquele momento?
Lançou um último olhar para Ayesha, sentindo um misto de pena e de raiva por tê-la naquela situação. Perguntava-se que tipo de monstro privava crianças do contato com sua mãe, e os tratava como animais amestrados apenas para exibição em situações frívolas. O que Alphonse, Ayesha e Alexis fizeram de tão ruim para merecer tal destino?
– Senhor, seu nome, por gentileza. – Foi arrancado de seu devaneio pelas palavras do mordomo baixinho que carregava uma lista em mãos e o encarava com certa desconfiança. Os olhos de rato do homem arregalaram-se ao tamanho de duas mexericas assim que Ryan mencionou seu nome, e então o escocês e sua acompanhante caminharam para a entrada do salão, onde seriam anunciados. “É agora...” Respirou profundamente enquanto sentia Miriam tocando seu braço, mantendo uma expressão serena em seu rosto. Aquela era a primeira provocação da noite.

– Apresento-lhes o Duque de Manchester e Cavaleiro Comandante da Mais Antiga e Venerável Ordem do Cardo-selvagem, Sir Ryan Blackwood Saxe-Coburg Gotha-Windsor Suliver e sua acompanhante, Lady Miriam Wu. – Assim que o serviçal finalizou a apresentação, aplausos cautelosos ressoaram pelo salão, enquanto muitos dos convidados entreolhavam-se confusos, como se não soubessem exatamente o que aquele homem fazia ali. Ryan prestou uma breve mesura, sentindo dois olhares convergirem sobre si: Ayesha e Adrika. Ao primeiro, o escocês respondeu com um sorriso e mais uma mesura; ao segundo, o auror devolveu seu próprio olhar desafiador, encarando a figura murcha da Grã Duquesa por um período de tempo que parecia infinito. Ele enfim havia se revelado à velha, e sua mera presença era uma declaração silenciosa de guerra. Nemo me impune lacessit, desgraçada.”
_______________________________________________________________________________


[OFF:
1 – Nemo me impune lacessit = “Ninguém me provoca impunemente”, mote da Ordem do Cardo-selvagem.
2 – "Beca" do Ryan (sem a espada e as frescuras mencionadas no post): http://img.spokeo.com/public/900-600/samuel_witwer_2012_11_30.jpg
3 – É HORA DA TRETA FESTA! xD]

Itens Utilizados:

  • Katana

    Usou um Katana.

Editado pela última vez por Ryan Suliver em 12 Jun 2015, 01:29, em um total de 1 vez.
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There is no emotion, there is peace.
There is no ignorance, there is knowledge.
There is no passion, there is serenity.
There is no chaos, there is harmony.
There is no death, there is
the Force.
Ryan Suliver
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Postado Por: Rafael (a.k.a. Ryuu, Sully, etc...).


Re: Friedrich's Palace - Grão-Ducado do Luxemburgo

MensagemRussia [#147932] por Ivan Shuisky » 14 Mai 2015, 17:38

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Eu adivinhei que havia alguma coisa estranha no ar assim que, depois de ter ido visitar Hart no canil da propriedade, meti os pés dentro da mansão Shuisky e me deparei com o Pridurok, um dos elfos que acompanhavam a mim e Tanya desde que éramos pivetes, me esperando. Senti meus olhos repousarem sobre a criatura que apenas pediu para que eu o seguisse, carregando aquela educação que eu tanto mandava o filho da p*ta descartar, mas que ele não descartava. Dei de ombros e segui o orelhudo, imaginando que m*rda Dawid queria comigo daquela vez, afinal, eu não tinha feito nenhuma nada que fosse passível dele saber, nem faltado com p*rra nenhuma do que tinha prometido para aquele grandessíssimo imbecil. Assim, tão logo cheguei na sala de estar, foi com surpresa que ali se encontrava não apenas aquele homem, que por azar da vida era meu pai, como também a vaca indiferente da minha mãe e a manequim contagiante, também conhecida como Tanys. Encarei os três sem entender b*ceta nenhuma e tendo a impressão que, se meu avô e avó não estivessem viajando, eles também estariam naquela super empolgante reunião familiar que, eu sentia, tinha apenas o objetivo de me f*der.

“Ivan, o que é isso?”
– e foi com um quê de surpresa que vi aquele babaca levantar um envelope elegante. O convite que Ayesha me entregara no dia em que havíamos nos encontrado no Kremmilin e que, naquela tarde, eu havia encarado por longos minutos, imaginando como c*ralho eu sairia da Rússia para ir até Luxemburgo, onde se daria a festa da princesa – agora posso dizer sem quaisquer dúvidas – gostosa. Provavelmente eu havia esquecido aquela bagaça em cima da cama e algum dos elfos enxeridos, suspeitando da elegância daquele item, repassaram para o ‘superior’. Bando de desocupados do c*ralho, p*ta que me pariu.

“Um envelope.”
– repliquei sem nem pensar, notando o olhar estreito de Dawid – “Que me pertence, aliás.” – acrescentei, internamente me divertindo com a cara de azedo daquele idiota – “O vovô e a vovó não ensinaram ao senhor que é feio mexer nas coisas dos outros, Sr. Shuisky?” – questionei com um sorriso sarcástico, antes mesmo que pudesse me conter. O loiro se aproximou com os olhos em chama e mesmo imaginando o que viria pela frente, permaneci, encarando-o e sem medo, pois não daria esse gosto àquele putango. Para minha surpresa, variando um pouco os ataques, não foi a varinha que ele levantou, mas a mão. Mais especificamente a que continha, no anelar, um anel com o emblema de nossa família e que, ao entrar em contato com meu rosto junto da mão pesada daquele idiota, fez o gosto de sangue surgir junto do corte que se abria em meu lábio inferior.

“Quando acho que você tem salvação e aprendeu a ter o mínimo de decoro, você sempre vem e me mostra o contrário.”
– entoou naquele tom monótono enquanto eu apenas me limitava a olhá-lo em desafio mudo, quase perguntando se aquilo era o melhor que ele podia fazer – “De onde saiu esse envelope, Ivan?” – questionou com firmeza e eu realmente me perguntava se aquele babaca achava que eu ia responder, ainda mais depois da gentileza dele – “Terei de ser mais enfático para receber as respostas que quero?” – e pude notar os olhos dele voltarem para outro canto da sala. Outro alvo o qual eu sabia muito bem qual era. Covarde de m*rda.

“Um convite para o aniversário de uma colega de Durmstrang.”
– repliquei com um dar de ombros, limpando o sangue do lábio recém machucado. Notei o olhar descrente, talvez por conta do ‘selo’ que ali havia e revirei os olhos. Aquele p*to realmente conseguia me tirar do sério. Se f*der, viu – “Na boa, Dawid, quer continuar nesse showzinho de m*rda para mostrar o quanto você é o f*dão do pedaço? Vá em frente, continue.” – afirmei em desafio e pouco me f*dendo com as consequências ou com a vermelhidão perigosa que o rosto do Shuisky ganhava – “Ou você pode ter um segundo de sensatez, ler esse inferno logo e ver que eu não estou escondendo p*rra nenhuma, já que ia ter que avisar vocês de qualquer modo.” – aleguei com firmeza, ainda que fosse uma mentira descarada pra c*ralho, já que, apesar de ali existir um convite que se estendia para minha família, originalmente eu não pretendia avisar ninguém, afinal, já não bastava aguentar aquele povo em casa.

As íris cinzentas de Dawid me encaravam e eu quase podia sentir a dúvida de deixar passar aquela afronta de minha parte e não fazer o que eu dizia ou fazer o que eu dizia e poupar de ficar ouvindo minha voz e ver minha cara por mais tempo. Ganhou o segundo, para gratidão do meu físico bonitão, e com um movimento vi o russo começar a ler o convite, fazendo-me me deliciar com o franzir de cenho e a surpresa estampada naquela face de m*rda. Por quê? Ora, porque o grande senhor Dawid Vladislav Shuisky não imaginava que o filhinho inútil dele pudesse ter algum contato com a realeza. Não que o filhinho inútil dele, também conhecido como ‘eu’, tivesse ideia disso quando começou a investir em um certo rabo de saia, mas... Isso era um detalhe que ninguém precisava saber.

“Como...?”
– e o olhar do babaca voltou do pergaminho para mim, por um momento perdendo a compostura magnânima. Apenas o fitei com minha melhor face séria, tal como se dissesse ‘eu falei, idiota’ e o vi girar nos calcanhares, entregando o convite para a esposa antes de prosseguir até a lareira – “Muito bem.” – disse, e se aquilo era direcionado para mim, não pareceu – “Informe a Princesa Katherina que ficamos honrados com o convite e compareceremos para prestigiá-la.” – alegou, fazendo-me revirar os olhos, querendo rir alto. Como se eu não soubesse que aquele babaca e minha fútil mãe não perderiam aquela oportunidade de se misturar com a nobreza europeia – “Providenciarei o meio para irmos até Luxemburgo. E vocês...” – entoou com um olhar que, para minha surpresa, abrangia não apenas a mim como também a Tanya, a qual então lia o convite vindo de Aye – “Não me envergonhem. Esta será uma ótima chance para vocês mostrarem algum valor.” – ordenou, fazendo-me ter sincera vontade de retribuir o conselho e mandá-lo conter aquele temperamento de m*rda.

“E vá falar com algum elfo para que ele cuide desse seu rosto, Ivan.”
– acrescentou sem nem mesmo olhar para trás. Sorri de canto de lábio – o que doeu pra c*cete, aliás – e apesar de ter uma lista de piadinhas para usar contra Dawid, optei por virar as costas e sair logo daquele lugar. A m*rda já estava feita, no fim das contas. Parte boa: agora eu tinha como ir para a festa da ‘Princesa Friedrich’. Parte ruim: eu não ia sozinho. Não que isso fosse me impedir de alguma coisa, afinal, continuava sendo uma festa e sabia muito bem que Dawid não ia perder o precioso tempo dele para ficar de olho no que o real convidado, no caso eu, ficaria fazendo ou não para entreter nossa ilustre aniversariante.


___________________________________________


Grande.

C*ralho, que grande.

Não, antes de mais nada não tinha nenhum c*ralho grande a vista, exceto o me... enfim, só força de expressão para mostrar o quão surpreso fiquei pelo tamanho do ‘lugarzinho’ em que Ayesha vivia e que, olhando do alto da carruagem alada na qual eu e minha família estávamos, dava para ver muito bem. Sério. Um lugar enorme, suntuoso e no qual eu não conseguia imaginar minha colega delícia e meio nerd. Tudo bem que ela tinha toda uma postura e etc, mas as princesas que eu já havia visto eram sempre tão... Sei lá, chatas. Ok, não era como se eu tivesse um longo histórico com princesas, exceto uma ou outra perdida dos remanescentes da família Romanov – coisa de linhagem e blá-blá-blá que não vou ficar trazendo à tona só porque estamos falando de realeza.

“Lembrem-se da educação que nós demos.”
– ouvi Dawid dizer, tão logo começamos a descer. Fitei os olhos claros do homem a minha frente, vestido com uma roupa meio ‘oficial’ ou sei lá que m*rda era aquela, tendo sincera vontade de rir ou falar um ‘desculpe, não acho uma boa sair conjurando crucio nos convidados alheios’, só pra ele ficar p*to. Como não estava com saco de aguentar piti, contudo, limitei-me a dar de ombros sem me importar, ajeitando a gravata para poder respirar um pouco. Odiava aquelas m*rdas de roupas sociais, mas era melhor do que a ‘fantasia de garoto decente’ – entenda-se: pinguim – que tinham tentado me fazer usar. Sorte que antes que isso acontecesse tive a brilhante ideia de soltar uma insinuação de que minha amiga princesa ‘ia estranhar pra c*ralho aquilo’ e, assim sendo, pude usar um terno menos almofadinha, mas que ainda assim me deixava ligeiramente menos ‘moleque de rua’, como disse minha simpática mãe ao me ‘elogiar’.

Suspirei, assim que paramos frente à entrada do castelo. Era chegada a hora de brincar de ‘role playing’ e fingir ser um garoto decente, ao menos enquanto os velhos estivessem por perto. Sai primeiro junto de Dawid, fechando o terno enquanto ele ajudava Olga a descer e antes de estender minha mão num gesto quase automático, dando apoio para Tanya e seu longo vestido. Por um instante observei as duas mulheres de minha família e, por mais vadia que fosse minha mãe e mais impassível que fosse minha irmã, tinha de admitir que as duas estavam gatíssimas. Tanys no auge de seus quinze anos então, nem se falava – e se ela fosse um pouco mais simpática, ia ter mil caras atrás dela, certeza. Meneei a cabeça, dobrando o braço para que a boneca se apoiasse, notando nossos olhares se cruzarem por um ínfimo instante. Sorri, sacana, enquanto ela revirou o olhar, provavelmente me achando um idiota por enfiá-la naquela festa. Conhecia ela bem o suficiente para saber o quanto ela odiava eventos sociais.

Dei de ombros, acompanhando meu pai estender o convite, enunciando os próprios nomes e títulos e essas b*stas inúteis. Coisas que não tinham valor algum para o mundo trouxa, mas que no bruxo, que era para onde os Shuisky haviam se retirado, devia valer de algo – ou não, vai saber. Ignorei o anúncio, entrando no palácio onde logo de cara avistei inúmeras pessoas e figurões dos mais variados tipos. Velhos, senhores, senhoras... Franzi o cenho. Aquilo era deprimente e mais parecia uma daquelas reuniões sociais que Dawid promovia em nossa mansão do que a festa de aniversário de uma adolescente – algo que, talvez, explicasse o porquê de Aye ter feito questão de me enfiar naquela bagunça, por mais que eu não fosse lá o ser mais exemplar desse mundo.

“Nunca imaginei que aquela ex-monitora...”
– ouvi Tanys murmurar, fazendo-me fitar à face pétrea de minha irmã.

“Foi mal não ter contado antes.”
– disse, assim que notei que meus pais estavam ocupados demais interagindo com algum casal de velhinhos x. Uma ação da minha parte que pareceu surpreender a loira aguada, visto nossa mútua ‘inexistência’ quando não completamente a sós – “Acontece que não achei que seria legal sair espalhando isso por aí, já que Aye não parece ser muito fã desse status. Algo que, particularmente, entendo, porque p*ta que pariu, ninguém merece comemorar o aniversário desse jeito.” – observei revirando os olhos.

“Maneire no linguajar, Ivs.”
– observou a loira com um leve cutucão em minhas costelas, puxando-me ao ver que nossos pais nos chamavam para apresentar a alguém. Retive minha vontade de fazer uma p*ta careta feia e optei por sorrir com a máximo de minha simpatia natural e cativante. Sabia que Dawid e Olga ficariam p*tos se eu estragasse a noite ‘deles’ e, por isso mesmo, sentia-me realmente impelido àquilo, contudo, também sabia que Ayesha para meter minha família ali devia ter dado seus pulos e, por consideração a ela, por mais imbecil que eu fosse, optei por me comportar. Mesmo porque, como disse minha tia Lana a última vez que a vi, ‘tinha sua graça brincar de ser correto e bonitinho, especialmente quando ou sabem que você não é ou quando há oportunidade de se tirar proveito disso’.

Foi então que, quando eu esbanjava meu charme sobre a velhinha uva passa que era condessa de blá-blá-blá, uma movimentação se fez e o anúncio da nobre e maldita Grã Duquesa se ergueu. Meu olhar se voltou para o ponto de onde ela surgia, não podendo deixar de franzir o cenho, ligeiramente decepcionado. Sério. Eu esperava, sei lá, uma velhota feia, mas a ‘vovó Friedrich’ até que era interona. Devia ter muita poção ali para segurar os anos, claro, mas até dava para pensar em pegar – se eu gostasse de vadias que tornavam a vida das netas gostosas em um inferno particular. Dei de ombros, fingindo bater meia dúzia de palmas, notando então o surgimento de um cara que eu nunca vira mais gordo – ou melhor, mais magro. Quem era aquela figurinha ali? Sei lá. Não lembrava de Aye ter falado dele alguma vez que fosse, mas sabia que não era o pai dela como era anunciado – uma coisa que me fez abrir um sorriso sacana, afinal, pensando então eu sabia muita coisa que uns noventa e nove por cento daquele salão nem imaginava.

Ignorei meus pensamentos, fitando então à entrada dos dois irmãos de Ayesha. Encarei a pequena loirinha e o bonitão mais velho, divertido. Beleza, pelo visto, era algo de família, no fim das contas. A baixinha Alexis estava fora do meu ‘alcance’, mas o tal de Alphonse... pegava tão fácil quanto pegaria Aye, isso era fato. Uma piadinha que teria de compartilhar com minha companheira de casa, sem dúvidas, só para ver que cara ela faria. Aliás, falando nela, logo ouvi o nome completo – e p*ta que pariu, gigante – ser anunciado. Então, meu queixo caiu no momento em que a jovem princesa surgiu. Linda, exuberante, imponente e... parecendo um bolo de glacê escuro. Assim, ‘tava gata pra c*ralho, fato, mas cá entre nós, como ela conseguia andar com aquele vestido?

Enfim, acompanhei a comoção, voltando os olhos para Tanys, que parecia ainda não acreditar que aquela fosse mesmo nossa colega de dinastia, a cara de minha mãe, que parecia maravilhada, e de meu pai, que eu não sabia dizer o que pensava por trás daquele olhar contemplativo e que nunca significava coisa boa. Ignorei-os tão logo ouvi a voz de Aye se erguer e apesar do tom polido, as palavras educadas e até mesmo convincentes, sendo eu um dos poucos que deviam estar cientes de tudo o que se passava de verdade com a família dela, sabia também que aquelas palavras eram todas falsas. Devia ser f*da estar naquela posição – o que até me deixava feliz com a família de b*sta que eu tinha. Sorri de canto, notando que tão logo ela terminara o discurso, procurara sair de perto da velha filha da p***. Lancei um olhar para Tanys e os olhos cinzentos se reviraram, prevendo o que eu faria – um dos motivos de eu gostar daquela boneca de gelo.

Sorri, afastando-me da mais nova para seguir mais ou menos na direção que Ayesha se enfiara. Não que eu fosse a melhor pessoa para achar outras, mas eu tinha um faro para pessoas bonitas – e convenhamos que ali naquela multidão isso estava meio em falta. Assim sendo, somando isso com o fato de que a princesa era, como bem haviam dito, a mais importante daquela noite, não foi difícil encontrá-la em meio a um grupinho de prováveis puxa-sacos. Sorri, arrumando meu cabelo e aprumando minha postura, tal como havia aprendido nas aulas de etiqueta que fora obrigado a frequentar quando pequeno, aproximando-me como se fosse o mais nobre em gostoso dos rapazes que ali se encontravam – e que fique bem claro que a segunda parte bem devia ser verdade. Meti em minha face meu melhor sorriso arrogante, divertindo-me com aquilo tudo enquanto abria caminho, enfiando-me na frente de um velhote, apenas para parar próximo da quintanista. Era hora de pôr a prova minhas habilidades interpretativas que eu havia treinado naquelas férias.

“Princesa Katherina?”
– chamei, vendo os olhos azuis se voltarem para mim, fazendo-me comprovar que, c*ralho, ela estava mais gata do que nunca. Sorri e, ignorando os olhares ao redor, curvei meu tronco ante Ayesha, cumprimentando-a como mandava a etiqueta antes de me endireitar novamente – “Peço perdão se me mostro inoportuno, mas precisava garantir que seria um dos primeiros a parabeniza-la pessoalmente pelo seu dia.” – entoei, tentando ao máximo copiar o modo pomposo de falar que eu tanto ouvia vindo de Dmitriy – “E não nego que fiz bem, pois do contrário demoraria demais para comprovar de perto o quão deslumbrante vossa alteza se encontra nesta noite.” – enunciei, segurando uma sincera vontade de rir daquela m*rda que eu falava. Curvei-me ligeiramente para me aproximar da orelha da morena – “Ainda que, não me leve a mal, mas eu prefiro muito mais o ‘look’ da outra vez. Valoriza melhor os seus dotes, se é que me entende.” – sussurrei com um tom malicioso e divertido, afastando-me com um olhar neutro, tal como se tivesse dito nada de mais – “Aproveitando a ocasião, será que eu poderia roubá-la por alguns instantes?” – questionei, estendendo a mão enquanto lançava um belo olhar de ‘vamos dar um olé nesse bando de interesseiro do c*ralho’, porque, sinceramente, não sabia quanto tempo mais eu ia aguentar manter aquele papel de jovem elegante e educado.

[ Interaction: Dawid V. Shuisky; Tanya Matveyev; Ayesha K. Friedrich ]
[ Clothes: Ivan; Tanya; e fiquei com preguiça de pegar a roupa do Dawid e da Olga. -q ]
[ Off: Ivan aprendeu a ser zuero assim com a tia, só pode. -q ]


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Ivan Shuisky
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Re: Friedrich's Palace - Grão-Ducado do Luxemburgo

MensagemChina [#147959] por Miriam Wu » 15 Mai 2015, 21:38

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ain't nothin' that i’d rather do. going down, party time.
I'M ON THE HIGHWAY TO HELL.




                Um suspiro resignado escapou dos lábios da chinesa, esta que mantinha-se sentada na cama observando sua irmã adotiva "correndo" pelo seu quarto como uma louca desvairada enquanto perguntava o que a mais nova tinha na cabeça por não ter nenhuma maquiagem, ou qualquer acessório para lhe embelezar. - Talvez porque eu não use esse tipo de coisa no meu dia a dia, Li. - comentou quase deixando um sorriso escapar. A jovem sentia falta daquele jeito espivitado da irmã mais velha. Foram treinadas juntas, mas nem ela, nem Eiji se transformaram do modo que ela havia feito. - Pelos deuses, Miriam, eu tenho que fazer tudo por você? Nem um vestido, nem quiminos que ganhou na sua formatura? Onde eles estão?

                Uma respiração profunda, um revirar de olhos, e a morena se ergueu da cama como se fosse para a forca, enquanto andava até o closet e o abria, e de dentro de uma baú cheio de armas dos mais variados tipos, retirou uma caixa um pouco amassada. - Esse foi o único vestido que eu trouxe de casa, como uma lembrança. - comentou delicadamente enquanto abria a caixa revelando o vestido, o sorriso que Ling abriu fez com que Miriam sentisse um arrepio percorrer todo seu corpo. - Agora sim, você está falando a minha língua.


(...)



                Wu sentia-se desconfortável, era a verdade, não estava acostumada aquelas roupas, não daquele tipo para ser exato. Quando usava algo mais formal, eram quimonos, mas nada tão elaborado como aquilo. Sua sorte era que Li, havia concordado com ela sobre as armas, estas escondidas, afinal agora Miriam era a líder da família, e estava numa "missão" a qual existia riscos com uma inimiga poderosa como a Grã Duquesa. Um suspiro escapou dos lábios da menina, seus olhos verdes analisando cada centímetro da rua, ela e Ryan haviam planejado de se encontrar em frente ao ministério.

                Um sorriso se abriu nos lábios da chinesa ao ver a aproximação de um carro, e logo vendo Ryan acenar de dentro do veículo. Com movimentos delicados, não por causa do vestido, mas por causa das armas que carregava consigo, além de queria ter certeza que não iria cair.
- Acho que exagerou um pouco, a esse carro é completamente impróprio para um baile desta magnitude, tendo em vista a anfitriã pertencer a realeza. - disse, mas não pode deixar de corresponder ao sorriso do escocês. Desde a viagem à seu país natal, dele conhecer sua história e ele a dele, a chinesa sentia-se próxima ao homem. O que a levou a aceitar seu convite, não apenas por querer conhecer sua maior suspeita do assassinato de Sao.

                Um certo nervosimo começou a se instaurar quando a imagem de um imenso castelo tomou suas retinas. O coração da chinesa estava acelerado, entretando a mais nova tentou se ater as palavras que Ryan dizia, o que a fez ficar um pouco mais calma com tudo aquilo.
- Espero que vossa majestade não gostasse daquelas flores. - comentou ao observar o Betley estacionado no lugar errado que seu acompanhante citara, seus olhos se viraram, percebendo que o escocês a olhava como se fosse dizer algo, mas não o fez saindo do carro, sendo seguido por Miriam.

                Enquanto Suliver terminava de por a capa, a jovem auror ficou analisando o amigo, ele parecia bem naquelas, frivolidades, como ele mesmo acabara de dizer, não parecia nem um pouco com o homem que vestia jaquetas de couro, tomava cerveja em bares e se metia em brigas nesse já citado lugar. A chinesa tinha que admitir, Ryan Suliver era lindo, além de possuir uma aura que ela já imaginara ele possuir, mas agora estava estampado enquanto os dois caminhavam para o Castelo.

                Miriam analisava as pessoas delicadamente, mas seus olhos foram atraídos para a menina de vestido negro, Ayesha assim como o primo ostentava uma aura de imponência, suas palavras delicada, educadas, atraiam a chinesa a crer no que ela dizia, era algo surreal.
- Senhor qual é seu nome? - perguntou um dos mordomos em frente as portas de entrada, Wu apenas retornou seu olhar para o amigo quando esta pergunta fora feita, sua mão indo para o braço dele o segurando, como era de praxe naqueles eventos.

                Uma música surgiu na mente da chinesa quando seus nomes foram anunciados, e vários pares de olhos se dirigiram para eles, principalmente da Grã Duquesa de Luxemburgo.
- Acho que devemos cumprimentar a Vossa Alteza. - comentou um sorriso sarcastico surgindo em sua face normalmente impassível, sendo retribuido pelo homem ao seu lado. Ela pode notar que Adrika saia de seu trono caminhando para o Salão com altivez, ela também tinha presença, mas não era uma que inspirava as pessoas como a de Ryan e de Ayesha, mas uma que amendrontava. Uma aura cruel.

                Quando ficaram próximos um do outro, podia ver que Friedrich a analisava, mas logo foi ignorada quando os olhos da mulher encararam Ryan. Contudo, Wu não seria jogada de lado tão facilmente.
- É um prazer imensurável, Vossa Alteza. - disse, com uma ironia que se não fosse óbvia para alguns, para a mulher a sua frente seria, sorrindo vendo que ela voltou a encara-la, se estava na estrada para o inferno, tinha que ao menos mostrar sua presença ao demônio, e se fosse possível mostrar que não seria derrotada tão fácil. Algo que ela sabia, que o seu companheiro pensava o mesmo. Miriam Wu não seria intimidada por uma mulher daquelas, do mesmo modo que Ryan Suliver começava uma guerra silenciosa, bastava receberem a resposta da Grã Duquesa.


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Miriam Wu
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Re: Friedrich's Palace - Grão-Ducado do Luxemburgo

MensagemEstados Unidos [#148032] por Dayana Fountcher » 16 Mai 2015, 23:49

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O vestido estava alinhado em cima da cama e a maquiagem a sua espera. Por mais que o convite tenha sido feito e gostasse demais da aniversariante, Dayana já havia decidido que não iria.

Semanas atrás, Darian tinha trago uns convites em suas mãos, que pediam a presença do casal em uma festa de aniversário. A convocação veio de Ayesha Friedrich, uma amiga de Durmstrang. Fountcher, quando recebeu aquele sinal de vida da ex companheira de escola, ficou animada, não só pela consideração de Aye, mas por saber que poderia encontrá-la de novo. Entretanto, com o passar do tempo, começou a refletir sobre os empecilhos que viriam ao ter que sair de casa por uma noite.

Preocupava-se principalmente com o seu bebê e pelo fato de que teria de ficar longe dele. Desde que Bernard nasceu, Fountcher em nenhum momento se separou do filho. No máximo esteve em um cômodo diferente, mas nunca cogitou atravessar a cidade e muito menos o país longe de Benny. Além do mais, não o levaria. Bernard estava completando três meses de vida e, mesmo que uma pontinha de si ainda quisesse ver a figura de Ayesha, em nenhuma circunstância ia levar o pequeno consigo… Isso se ela fosse mesmo para aquela festa junto do noivo.

Havia a possibilidade de ir e deixar o bebê em casa. Eileen, a irmã da menina, prontamente se ofereceu para ficar com ele, mas, naquele momento, Dayana não tinha se convencido completamente se deveria ir. A sua indecisão se refletia no vestido esticado em cima da cama lhe esperando e ela ali, olhando para ele ainda enrolada em uma toalha... A favor, possuía a companhia da irmã que insistia que a americana tinha que voltar a sair um pouco e que, provavelmente, o fato de se dedicar inteiramente ao Bernard estava deixando a morena estressada. Contra, possuía o fato de que a menina acreditava que ficar em casa era mais do que sua obrigação de mãe, pois, se algo acontecesse com o pequeno, se culparia para sempre por conta de sua ausência.
- Eileen, esquece! Eu gostaria muito de ir, mas eu não posso, entende? Talvez quando Benny estiver maior e puder ir comigo… Mas hoje não. - Por mais que Dayana rebatasse, a ruiva retrucava com uma nova sugestão, insistindo para que ao menos levasse o menino, mas isso sim estava totalmente fora de cogitação.

Determinada, Fountcher ignorou o vestido em cima da cama e se dirigiu para o armário em busca de alguma roupa mais confortável. Enquanto separava um short jeans curto e uma blusa vermelha, Dayana ouviu dois toques na porta, anunciando a entrada de Darian. Ele já estava pronto. Day reparou nos cabelos negros e penteados, na pele branca que fazia contraste com os olhos claros. Usava um terno preto que o deixava ainda mais bonito, charmoso e encantador.

Fountcher não foi a única que reparou em Nagaen, ouvindo um sonoro ''UAU'' vir de Roosevelt. Além disso, o visual alinhado do oriental foi o motivo para que a mulher continuasse com os seus argumentos: ''… Tem certeza que você não vai…''. Fountcher respirou longamente até ser convencida.

Colocou o vestido justo, longo e trabalhado em uma costura discreta, mas que possuía várias fendas ''descosturadas'' propositalmente por toda sua extensão, tendo por baixo um forro cor de pele para cobrir o corpo e a lingerie da menina. Os cabelos longos lhe caíam penteados em seus ombros e, apesar de seu descontentamento em deixar Bernard para trás, tinha tomado cuidado ao caprichar na maquiagem, fazendo um noivo paciente esperar mais do que ele próprio previu.

Já contando com todos os cuidados e recomendações que Dayana repetiu quatro vezes para a irmã, em um abraço apertado, Darian levou a noiva da ilha de Córsega até o país vizinho, mais precisamente para Luxemburgo. Chegaram atrasados, claro. A música tocava alto em bom som e era possível ouvi-la enquanto ambos foram conduzidos por um elegantíssimo mordomo, que os deixaram em um enorme salão. O local estava cheio. Todos com as suas vestes de gala e extremamente elegantes. A decoração era igualmente impressionante tanto quanto toda a arquitetura daquela construção. Dayana, impressionada, olhou para o alto de modo que pudesse encontrar o semblante de seu noivo. Mesmo com os saltos altos que usava, jamais conseguiria olhar a não ser debaixo para cima quando tinha a companhia de Nagaen.
- UAU! Você sabia que a Ayesha era tão poderosa assim, anjo? Aliás, onde será que ela está?




off Dandy, Day não levou o bebê porque lembrei que nessa data ele estava muito novinho ainda… E estamos falando da Dayana neurótica, sacomé :(.
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Dayana Fountcher
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Re: Friedrich's Palace - Grão-Ducado do Luxemburgo

MensagemJapao [#148327] por Darian Nagaen » 30 Mai 2015, 19:31

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Tudo começara com uma campainha, um abrir de porta e, então um elfo, o qual Darian ainda se recordava de fitar por alguns instantes, devido ao terno elegante que este utilizava. Algo inusitado para um elfo doméstico, sim, mas não tão estranho quanto os dizeres da pequena criatura. Primeiro, os pergaminhos-convites vindos de Ayesha, a qual há tempos o oriental nem mesmo ouvia falar sobre – mais exatamente, desde sua conversa com a irmã mais nova desta, Alexis –, então, o título que era atribuído à jovem romanov. Princesa. Por alguns instantes, devido àquela revelação, o rosto impassível se abrira em surpresa, a ponto de que o mestiço se vira apenas ouvindo os últimos dizeres do elfo, mal tendo chance convidá-lo a entrar ou mesmo agradecer apropriadamente o trabalho de Gwyan antes que este sumisse. Depois daquilo conversara com Dayana, avisando do convite de aniversário feito pela antiga colega e, ante a animação da noiva quanto à festa, não pode deixar de sorrir levemente, satisfeito por ela considerar aquela possibilidade de relaxar – algo que, sabia, a americana não conseguia fazer desde o nascimento do bebê de ambos –, mesmo que tampouco descartasse internamente a possibilidade da morena mudar de ideia até a data.

Assim sendo, chegada a noite da festa em questão, mesmo que Eileen houvesse surgido para cuidar de Benny, como bem havia sido combinado, Darian notou a dúvida estampada na face da noiva e, devido àquilo, optou por pegar suas vestes e se arrumar em outro cômodo, enquanto a cunhada cuidava de tentar convencer Dayana a ir. Não se sentia à vontade com a ideia de ir sozinho à festa de Ayesha, contudo, por consideração à amiga alemã, pelo sim ou pelo não da ida de sua noiva, decidiu que seria melhor comparecer à celebração. Logo, como era típico do Nagaen, com relativa rapidez este se viu arrumado e um tanto quanto estranho naqueles trajes tão formais – requisito indispensável para a festa oferecida pela jovem princesa. Os olhos claros fitaram à própria imagem refletida no espelho, enquanto com uma mão, usando-se do auxílio de uma pomada e um pente, tentava ajeitar os cabelos naturalmente desalinhados, e com a outra mantinha o celular próximo da orelha, atendendo a ligação de Arisha, que também fora convidada para a festa da Friedrich.

“Peça mil perdões para a Aye, por favor!”
– ouviu a russa dizer com uma voz realmente carregada de um lamento sincero – “Eu adoraria ir, mesmo. Contudo, levando em conta minha situação atual de ‘semi-fugitiva’, não seria uma boa aparecer em um evento tão cheio de bruxos potencialmente conhecidos pela minha família. Não que ela seja problema, já que imagino que todos estejam dando graças por eu ter sumido, mas vai que por algum motivo tenham chamado algum parente da Vik. Isso sim seria uma bela dor de cabeça.” – observou com um suspiro e, Darian imaginava, uma careta frustrada, visto que a russa adorava uma boa agitação.

“Não se preocupe, Rishy. Explicarei para Ayesha sua situação atual. Tenho certeza que ela entenderá.”
– acrescentou, por um momento lembrando da romanov que, sem dúvidas, devia ter mudado consideravelmente nos últimos anos.

“Ai, obrigada, Rian! Mande um beijo para ela e diga que assim que possível enviarei uma coruja com um presente adequado e à altura daquele que ela uma vez nos deu.”
– garantiu, readquirindo o tom animado e usual – “Agora vou deixar você terminar de se arrumar que, pelo barulho, é o que você está fazendo. Depois me conte como foi. Até.” – disse, sendo retribuída pelo mestiço antes de desligar. Darian suspirou, guardando o item no bolso, endireitando-se para verificar uma última vez seu visual antes de sair do cômodo, rumo ao andar superior onde, antes de entrar no quarto, deu duas batidas, indicando que entraria.

Observou a noiva, que aparentemente desistira de ir, sentindo sobre si o olhar das duas mulheres que se encontrava no recinto, enquanto imaginava se estava tão estranho quanto ele próprio se sentia – o que, pela exclamação de Eileen, não era exatamente o caso. Franziu o cenho, tal como se estranhasse o fato da morena ainda não ter se arrumado. Assim sendo, para a surpresa e satisfação do mestiço, ante a argumentação de Roosevelt, mais uma vez a morena pareceu mudar de ideia, restando ao Nagaen sair mais uma vez e esperar, aproveitando para passar o tempo com Bernard que, por algum motivo desconhecido, parecia gostar da face inexpressiva do pai e das raras ocasiões que este se arriscava a soltar a voz, usando de seus dons artísticos e não marciais – em geral quando não havia ninguém a vista, nem mesmo Dayana, porque por mais que sua irmã alegasse o contrário, Darian não se achava um bom cantor.

Passado algum tempo, considerável, diga-se de passagem, foi com um leve sorriso admirado que Darian viu Dayana surgir, belamente produzida com um vestido longo que delineava bem a silhueta da americana e a deixava ainda mais linda. Nada disse, limitando-se a esperar que a morena se visse realmente pronta antes de, despedindo-se e agradecendo Eileen por aquele favor, aparatar junto da noiva, rumo a Luxemburgo. Apesar do entendimento que havia adquirido quanto ao status de Ayesha, ainda assim, ao chegar frente ao palácio no qual ela morava, foi impossível para o oriental não se sentir intimamente surpreso. Não tanto, contanto, quanto se sentiu ao, após apresentar devidamente seu convite e enunciar seus nomes, entrar naquela suntuosa residência e no belo salão.

“Não, não fazia a menor ideia.”
– replicou com sinceridade ante à pergunta de Dayana, não conseguindo imaginar nem a romanov e muito menos Alexis em meio a um lugar daquele porte – “E também não sei onde ela está, mas sinto que sendo ela a aniversariante e vendo o porte dos indivíduos aqui presentes, se ficarmos de olhos nas aglomerações, eventualmente a acharemos. Com certeza não faltam pessoas para querer falar com Ayesha e, desconfio, não pelos mesmos motivos que nós.” – afirmou com um leve suspiro, recordando-se das histórias compartilhadas por sua mãe, após conhecer a real origem desta – “Vamos andar, então?” – questionou, tocando a mão da noiva que se apoiava em seu braço, fitando-a para partir em busca não apenas da aniversariante da noite como também de eventuais outros conhecidos

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Re: Friedrich's Palace - Grão-Ducado do Luxemburgo

MensagemLuxemburgo [#148647] por Katherina Friedrich-Suliver » 02 Jun 2015, 20:43

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"You have to live a thounsand lifes just to think beat me in a war. "

(Adrika Harriet Friedrich)



                A música soava por todo o salão, onde os maiores interesseiros do mundo se encontravam. Uma parte da realeza que se perdeu, um grupo seleto daqueles que detinham riquezas, mas não possuíam poder, não como ela. Apenas tolos que pensavam que estavam a frente da Grã duquesa, afinal ela sempre estava na vantagem.

                Adrika batalhou por anos para conseguir todo o poder que possuía naquele momento, onde em seu palácio, nobres dançavam, comiam e bebiam sem saber de seus planos. Estes que pensavam que poderiam usar os netos da mulher para conseguir o que almejavam. Inocentes, ou até mesmo idiotas. Ninguém entrava em seu caminho, sem sofrer consequências drásticas. Ela sabia que não era amada, mas sim temida, até mesmo aqueles que eram tão ferozes quanto ela, tinham a consciência de não atrapalha-la.

                Fora uma surpresa que enquanto observava aquela multidão de bajuladores um nome soasse tão familiar e tão perigoso. Harriet sabia que sua neta tinha algum envolvimento com aquele homem, mas não imaginava que estava a ponto de tamanha ousadia.
- Le Clair... traga-me a lista imediatamente.- disse sem nem ao menos tirar os olhos de Suliver, e ele e sua acompanhante pareciam vê-la. Na verdade estavam desafiando-a. Respirando fundo, a Grã duquesa se ergueu do trono, caminhando por entre os convidados de forma elegante, e altiva.

                Havia certas coisas em sua vida que nenhum daqueles tolos imaginavam, e que nem suspeitariam, mas se havia uma coisa que todos os presentes sabiam era que ela respondia a altura a qualquer provocação, não importava de quem fosse. Ainda mais se fosse de um Suliver. Pelo jeito, a mulher teria que começar a agir bem antes do que imaginava, afinal dada a ousadia do homem alguma coisa ele planejava, ou até mesmo o avô deste. Seu maior inimigo e o único que quase conseguiu vencê-la, quase.
- Seja Bem Vindo, Duque Suliver. - disse assim que se aproximou do jovem, aqueles olhos azuis que sempre a perseguiu, e que sempre a enfrentou, como os odiava. Mas, logo sua atenção foi chamada para a jovem oriental ao lado do homem. A cor dos olhos da menina fizeram com que a Grã Duquesa se surpreendesse, assim como a face de porcelana que a fez celebrar de uma outra garota muito parecida com ela. - É um enorme prazer... Desculpe não sei seu nome. - disse delicadamente dando um dos seus melhores sorrisos envergonhados, entretanto foi interrompida por um dos seus mordomos. - Perdoem-me, estou tendo muitos penetras hoje, por isso pedi para meu criado trazer-me a lista de convidados. - comentou seus olhos indo da jovem para Suliver, porém logo encarava o pergaminho em suas mãos. - Lady Wu, um sobrenome interessante, devo dizer, suponho que seja chinês, eu tenho uma grande lista de contatos nesse país, mas nunca a vi em nenhum evento que fui.

                - Sim, Vossa Alteza, sou chinesa, e na verdade não moro mais em meu país Natal faz alguns anos. - comentou delicadamente a morena, fazendo com que Adrika estreitasse os olhos. - Sou auror, e trabalho com o senhor Suliver, sou apenas uma acompanhante esta noite. Entretanto se quiser tratar de negócios estarei a sua disposição. - o tom malicioso que a mulher tão bem conhecia, escondido por camadas de delicadezas ou etiqueta, pelo jeito teria que vigiar de perto aquela jovem, assim como o seu amigo. - Entrarei em contato, com certeza... - comentou tentando disfarçar a raiva que sentia. - Mas se me dão licença, tenho convidados importantes para conversar, aproveitem a festa.

                A mulher se afastou dos dois rapidamente, vendo que sua neta havia modificado a lista, o que exigiu muita coragem, mas que acima de tudo era uma tolice. Um sorriso se formou nos lábios da mulher ao avistara menina ao lado de um rapaz, parecia estar querendo escapar, entretanto ela não permitiria isso.
- Katherina, não ira me apresentar seu jovem amigo? - perguntou assim que se viu perto dos dois, vendo os olhos da menina se arregalarem, o medo evidente, o que a fez rir internamente. A jovem princesa sabia que estava encrencada, e isso Adrika tinha certeza, Ayesha pagaria por sua insubordinação. - Qual é seu nome meu jovem? - perguntou delicadamente - Afinal, preciso saber o nome das companhias de minha amada neta, não acha? - disse observando o nervosismo da alemã, de como ela se movimentava, passando a frente do garoto como se quisesse protege-lo. Um erro que ela não cometeria novamente.
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Katherina Friedrich-Suliver
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Re: Friedrich's Palace - Grão-Ducado do Luxemburgo

MensagemAlemanha [#149086] por Katherina Ayesha Friedrich » 09 Jun 2015, 17:11

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i nearly left the real me on the shelf. don't lose who you are, in the blur of the stars
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                A música soava belamente pelo salão, mas para a jovem aniversariante parecia uma tortura. Tinha tentado escapar após seu discurso de agradecimento. Entretanto, não fora isso o que aconteceu, a cada passo que a morena dava um ou outo convidado a parava, e tudo que ela podia fazer era sorrir e cumprimentar, até que se viu cercada por um grupo dos jovens da realeza, garotos principalmente, os quais ela conhecia por causa dos grandes bailes organizados durante o ano por sua avó, ou outras pessoas importantes.

A alemã sorria com graça, conversava, ou ao menos tentava, pois seu maior desejo era sair daquele ambiente, procurar as pessoas que realmente importavam, e acima de tudo, não queria descobrir o que a Grã-Duquesa estava planejando para aquele evento de grande porte que havia criado.
- Perdoe-me, mas estudo em Durmstrang, acho que não seria capaz de visitá-lo na França, mas mesmo assim fico lisonjeada pelo convite. - comentou delicadamente, mas logo suspirando profundamente enquanto ouvia os garotos conversando.

Contudo, uma voz conhecida pela menina fez com que ela se virasse para encarar a face do seu amigo. Uma alegria a tomou por completo, afinal ele tinha conseguido vir. Ayesha teve que segurar a risada diante das palavras extremamente educadas do companheiro de casa, afinal estava acostumada com o jeito do russo, da personalidade espontânea, e sinceramente, da sinceridade estampada em cada frase ditas por ele.

Friedrich sentiu sua face avermelhar-se um pouco com o comentário, que apenas ela pode ouvir, do amigo.
- Bem, Senhor, foi muito lisonjeiro de sua parte. - disse delicadamente, um sorriso genuíno se formando em seus lábios. - E será de grande honra minha acompanha-lo por um tempo. - comentou segurando a mão que o loiro lhe estendeu. - Obrigada, pela boa conversa senhores. - logo que ambos se afastaram do grupo, a romanov suspirou aliviada. - Não sabe o grande favor que acabou de me fazer. - o sorriso que surgiu com a aparição de Matveyev se ampliou enquantos os dois andavam juntos pelo salão, e pela primeira vez a menina não foi parada por ninguém, afinal estava acompanhada. - Estou realmente feliz em vê-lo, Ivan. Veio sozinho? - perguntou, ouvindo logo as palavras do rapaz, Ayesha sentira falta do amigo, o que era engraçado de sua parte, afinal nunca fora uma pessoa de conseguir amizades facilmente. - Talvez, deva me aprensetar a eles... Sabe assim, eles percebam que você é uma ótima pessoa, sou excelente em convencer as pessoas.

Naquele momento tudo parecia agrádavel para a jovem princesa, os dois conversavam, e cumprimentavam todos que surgiam, ora ou outra Ayesha comentava sobre alguns dos convidados presentes, para logo, Ivan fazer algumas de suas piadinhas que fazia a menina rir, porém tudo isso acabou no momento que foram interrompidos por ninguém menos que a Grã-Duquesa em pessoa.

Medo, foi naquele momento, acima de todos os outros, que a alemã percebeu o real significado daquela palavra, mas o estranho daquilo é que mesmo que esse sentimento fossem por si mesma, isso modificou-se assim que os olhos castanhos de sua avó foram para Ivan, o que fez a morena institivamente ficar a frente do amigo. Algo que fez com que um sorriso se abrisse nos lábios da mulher. As palavras ficaram presas na garganta da alemã que não sabia o que fazer naquela situação, apenas pensava que a monarca havia descoberto sobre sua pequena alteração na lista de convidados, e que por mais que fosse um ato bobo e infantil, teria uma consequência que fez com que a menina tremesse apenas por pensar nisso.

Entretanto algo além de Adrika chamou a atenção da menina, seus olhos azuis encarando aquela mesma cor na face de primo, este que se aproximava de ambos. Aquilo fez com que o medo que sentisse por um segundo evaporasse, e sua racionalidade inata surgisse. Ayesha preferia ser o alvo várias vezes a ter que ver a avó se virar contra Ryan, ou Miriam, e mesmo Ivan. Acima de tudo, ela tinha começado uma pequea batalha contra a monarca, então tinha que seguir em frente. Com um simples balançar de cabeça, a jovem negou a aproximação de Suliver, este que apenas parou após a chinesa colocar a mão em seu ombro e dizer algo que a morena não tinha ideia, mas que ao menos foi o suficiente para seu primo não caminhar até eles.
- Perdoe-me Vossa Alteza. - comentou sorrindo delicadamente, tentando ao máximo usar a pouca coragem que lhe pertencia. Se o russo podia encarar toda aquela pompa apenas para fazer um outro favor a uma amiga, ou se Alphonse conseguia aguentar as aulas de etiqueta, se Alexander podia lutar contra os pais para fazer o que desejava e aguentar Phoebe, se Kishan pode aguentar a separação deles quando foi transferido para Hogwarts, pequenas coisas, mas que ela sabia que muito dessas coisas tiveram suas consequencias. - Este é o Senhor Ivan Zolnerowich Matveyev Vladislav Shuisky, um amigo de Durmstrang, o qual pedi que a senhora gentilmente acrescentasse ele e a família na lista de convidados. Estava exatamente lhe falando sobre isso, e obviamente, iria assim que falasse com os outros convidados, conhecer os pais de meu amigo, se me permite, minha avó, preciso conversar com outros convidados, seria falta de educação como anfitriã não o fazê-lo.

Friedrich sorriu delicadamente ao observar a expressão surpresa de sua avó, mas acima de tudo, sabia que isso não duraria para sempre, ela tinha plena consciencia disso, mas não se importou no momento em que a monarca assentiu delicadamente, seus olhos passavam da própria neta para o jovem ao lado desta, entretanto isso não incomodou nenhum um pouco a ambos. - Assim que eu puder irei querer conhecer seus pais, senhor Shuisky. - comentou a mais velha delicadamente, logo se afastando dos dois, o que fez a alemã respirar profundamente. - Esse foi o momento mais aterrador da minha vida... - disse a menina seus olhos indo para Ivan - Acho que me sai bem. - uma pequena risada lhe escapou diante do comentário do amigo, assim como o questionamento deste. - Tenho meus contatos, afinal, como iria deixar uma pessoa sem sangue nobre entrar nesse salão, seria irresponsável de minha parte. - disse imitando com perfeição a voz da avó. - Mas agora, quero que conheça duas pessoas.

Um sorriso radiante se abriu nos lábios ao andar até onde estava seu primo e Miriam, afinal, ele tinha ido protege-la, tinha vindo ficar ao seu lado, e ela mostrou que conseguiria seguir em frente, além disso, naquele momento ela não era apenas uma Friedrich, não havia apenas o sangue de sua avó correndo em suas veias, mas também havia o de Ryan, o sangue dos Suliver.- Ivan, quero que conheça Ryan e Miriam, primo e seguidamente amiga. - comentou, vendo a expressão de do mais velho. - Devo dizer que ambos estão lindos, exageradamente devo acrescentar, parece dois bonecos, prefiro as roupas usuais que usam no ministério. - um sorriso se abriu na face da oriental, entretanto o primo continuava com aquela expressão carrancuda, mas os olhos de Ayesha percorriam o salão, notando a chegada de mais duas pessoas especiais. Aquela festa estava realmente se tornando sua.


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Re: Friedrich's Palace - Grão-Ducado do Luxemburgo

MensagemEscocia [#149237] por Ryan Suliver » 12 Jun 2015, 01:23

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Rock this place to the ground
Burn it up, let's go for broke
Watch the night go up in smoke
Rock on! Rock on!
Drive me crazier, no serenade
No fire brigade, just Pyromania (c'mon)”

[“Rock of Ages” – Def Leppard]


Os olhos azuis correram de Adrika de volta para Miriam, sua pele reluzindo sob as luz dos lustres como a mais bela porcelana e sua face, não deixando escapar nenhum sentimento, escondia uma personalidade mais feroz do que a sua própria. Ele sabia de sua perda recente e de que todas as suas suspeitas recaíam sobre a figura da avó de Ayesha. O que ainda não sabia, no entanto, era o que aquela mulher iria querer com um homem como Sao. Deixou a mente divagar, enquanto resistia à quase bestial tentação de desnudar o aço e derramar o sangue da odiosa monarca luxemburguesa e, lembrando-se das palavras finais de sua irmã, fez desaparecer a espada e a capa com um movimento rápido e fluído de sua varinha. Um movimento que mesmo os olhares mais atentos teriam dificuldade em acompanhar. “Sao ficaria orgulhoso de mim”, pensou ao lembrar-se das “aulas” que teve com o ancião. Os olhos azuis voltaram-se para a avó de Ayesha quando um serviçal se aproximava. Analisou brevemente o “lambedor de botas” enquanto ele assentia, como um cão treinado, a quaisquer que tenham sido as ordens da luxemburguesa. A dupla de aurores parecia tomar nota de cada um daqueles rostos, envolvidos numa missão que transcendia quaisquer limites legais de suas profissões.

Não foi uma surpresa quando Adrika foi até eles. A Grã Duquesa tinha uma aura aterradora, capaz de fazer até os mais corajosos debandarem num estalar de dedos, mas aquilo não era o suficiente para intimidá-lo. Os cavaleiros das histórias antigas eram capazes de enfrentar criaturas mais terríveis e monstros mais asquerosos do que aquele que se postava à sua frente, e ele era tão digno de seu título quanto seus antecessores.
– Ah, Vossa Alteza, que prazer único conhecê-la pessoalmente. Ayesha a tem em tão alta estima que eu me senti na obrigação de conhecer uma alma tão nobre. – Há quem diga que a ironia é a mais afiada das lâminas. Essa era uma verdade que Ryan pretendia por à prova. – Admiro seu zelo pela segurança e bem-estar da princesa Ayesha e espero que todos os penetras sejam removidos o mais brevemente possível. – Sorriu delicadamente, tendo ciência da raiva que fervia por dentro da regente. Sabia que a inclusão de seu nome não era algo que, nem mesmo em seus devaneios mais febris, seria cogitado pela velha. Prestou uma nova mesura enquanto a Grã Duquesa dirigia a palavra a Miriam, recapitulando tudo o que havia lido ou escutado a respeito daquela criatura odiosa.

Sabia, por meios que não desejava revelar, que seu próprio avô havia travado algum tipo de embate e que, principalmente por conta da intervenção de Adrian na vida e nos planos daquela mulher, ela jamais desejaria ver outro Suliver vivo. Sabia também que ela faria qualquer coisa em seu alcance para livrar o mundo bruxo daqueles que ela agora considerava como a “escória da sociedade”. Divertiu-se com a ironia da afirmação anterior ao constatar o fato de que nas veias de Ayesha também corria sangue dos Suliver. Devolveu um olhar petulante à Grã Duquesa quando esta pôde observar que seus nomes estavam na lista e que, para infelicidade dela, não poderia fazer nada contra ele ou sua acompanhante. Reprimiu um sorriso, mantendo as feições sérias que a ocasião exigia e então deixou escapar uma última provocação.
– A generosidade de Vossa Alteza é realmente lendária. Sinto-me grato por ter partilhado da hospitalidade e humildemente anseio pela oportunidade de retribuí-la. – Mais uma mesura e assim que a monarca se afastou, Ryan soltou um breve comentário à sua acompanhante, sem mesmo tirar os olhos da luxemburguesa. – Cê acha que ela ficou brava? – Um sorriso zombeteiro desenhou-se em suas feições geralmente carrancudas, e então o escocês conduziu Miriam pelo salão, querendo reunir o máximo possível de informações a respeito daquele local, escutando atentamente à resposta da auror. Embora concordasse que tinha exagerado, sabia também que não havia outro meio de atrair a atenção de Adrika para si. Também sabia que a regente não seria estúpida a ponto de tentar assassiná-los, mas tentou não se permitir nenhum momento de distração. – Você lembra como era aquela frase do Sao a respeito de guerras e afins? – Não aguardou pela resposta da chinesa, no entanto: assim que seus olhos voltaram-se para a figura da aniversariante, Ryan notou que Adrika posicionava-se, de forma intimidadora, entre Ayesha e um rapaz da mesma idade. Praguejou silenciosamente, e então abriu caminho pelo salão o mais delicadamente que pôde, tentando alcançar a prima antes que fosse tarde demais.

“Mas que mer*a!” Condenou-se pelo momento de distração, mas não se deixou perder a compostura que seus títulos demandavam. Miriam vinha logo atrás, movendo-se silenciosamente entre os transeuntes. Bandejas, convidados e serviçais distraídos não pareciam ser capazes de atingi-la ou de registrar sua presença. A chinesa movia-se como um riacho que atravessa um bosque, numa demonstração de suavidade e destreza quase sobre-humana. No entanto, assim que os olhos da prima encontraram-se com os seus, Ryan notou um pedido silencioso. Decidiu ignorá-la mas, antes que pudesse se mexer, sentiu a mão de Miriam em seu ombro e mais das palavras delicadas da chinesa a adentrar-lhe os ouvidos. E, por mais que odiasse admitir, sabia que ela estava certa, ainda que a raiva que sentia pela monarca luxemburguesa o tenha feito torcer as mãos em punhos. O embate entre Ayesha e a avó durou apenas alguns breves minutos, e então ela estava sorrindo e caminhando na direção do casal de aurores. – Queria que o tio Adrian estivesse aqui para ver isso. Ele ficaria orgulhoso. – Deixou um sorriso escapar, amolecendo as costumeiras feições carrancudas, mas sem tirar os olhos da aniversariante. Era algo realmente deplorável, um pai não poder estar presente para celebrar o aniversário da própria filha, e o escocês sentiu retornar o remorso de ainda não ter descoberto uma única pista do paradeiro de Adrian. Abandonou o pensamento por um instante e então voltou-se para Miriam, repentinamente sem jeito e recriminando o fato de que quase não prestara a devida atenção à companheira. – Eu...ah...obrigado, Miriam. Obrigado por ter me impedido de tirar uma com a velha e obrigado por ter aceitado participar disso. – Estendeu o braço, apontando o salão e a festa, falhando em notar a aproximação da prima.

Ergueu uma sobrancelha frente ao comentário de Ayesha, para então deixar um sorriso sarcástico surgir em seus lábios.
– E esse parece aquele vestido que você estava usando quando apareceu na minha casa pela primeira vez. – Mais risadas e um abraço, uma forma nada régia de desejar “feliz aniversário” a uma princesa, e então voltou-se ao acompanhante de sua prima. As feições endureceram-se novamente, uma reação típica do auror frente a pessoas desconhecidas e, ele começava a notar que isso parecia fazer parte de uma manifestação rápida de um “instinto superprotetor” recém-adquirido. Lembrou-se das palavras de Ayesha, sobre não ter muitos amigos, e então tentou um sorriso. Não que tivesse qualquer coisa contra aquele garoto; era apenas seu jeito de lidar com novas presenças. – É um prazer, senhor Ivan. – Estendeu a mão e forçou-se a ser simpático, tentando não agir como se fosse o pai da princesa e resistindo ao impulso de pesquisar o passado e uma eventual ficha criminal daquele rapaz, por mais que soubesse que ele não teria tais tipos de registros.

No entanto, também sabia que era apenas uma questão de tempo antes que decidisse investigar o amigo de Ayesha...
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There is no emotion, there is peace.
There is no ignorance, there is knowledge.
There is no passion, there is serenity.
There is no chaos, there is harmony.
There is no death, there is
the Force.
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