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Mansão Denvers - Londres

Mansão Denvers - Londres

MensagemInglaterra [#136898] por Aaron Denvers » 29 Jul 2014, 15:04

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Aaron Denvers
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Re: Mansão Denvers - Londres

MensagemHolanda [#136899] por Jade Rooijakkers » 29 Jul 2014, 15:10

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      Pessoas velhas morrem... O tempo todo! É a lei da vida. O problema não é elas morrerem, é fazer os que ficam aceitar isso. Há tempos meu bisavô estava doente, todos sabíamos, ainda assim não está sendo fácil aceitar que ele se foi. Ele foi assassinado, não morreu de causas naturais, isso é um fato. Mas, covenhamos, na idade e estado de saúde dele isso acabaria ocorrendo mais cedo, ou mais tarde. O problema é que desde que tive a notícia do ocorrido, não fazia a menor ideia de como agir, já havia chorado por alguns dias seguidos, agora só sentia esse ódio se espalhar por minhas veias. Queria matar quem me tirou a única pessoa que me ofereceu uma noção do que era a palavra família. Fechava os olhos e via pessoas encapuzadas sem rostos tentando atingir meu bisavô, Aaron e por último Maisha. As lágrimas queimavam meus olhos ameaçando cair a cada segundo, mas já não havia espaço para fraquezas em mim. Apenas raiva e ansiedade por vingança.

      - ****... – gritei exasperada deferindo alguns murros contra a velha parede de meu mais novo quarto. O sangue começava a escorrer entre meus dedos, mas a dor não me atingia com intensidade o suficiente para que me importasse. Um... Dois... Perdi as contas de quantos murros deferi contra a pobre parede, em minha mente apenas as imagens sem rostos se faziam presente. As lágrimas caiam do meu rosto, mas também não as sentia, apenas continuava executando os movimentos com rapidez e determinação.– POR QUÊ? – gritei em um momento de desespero completo, agora utilizando minhas pernas para atingir Merlin sabe o que, já que só conseguia pensar naqueles que ousaram machucar minha família.

      - Eu sei que nunca fui exemplo nenhum, mas eu juro como vou fazê-los pagar. – falei derrotada lançando-me em um canto qualquer do pequeno quarto com as vestes completamente ensanguentadas e o rosto banhado pelas lágrimas. Inspirei o máximo de ar que meus pulmões podiam aguentar enquanto me forçava a levantar. Encarei meu reflexo refletido no espelho com nojo de minha própria fraqueza. Nunca levei a sério a filosofia familiar da supremacia do poder mágico, mas naquele momento, mais do que nunca, via quão diferente era deles: Eles eram fortes, todos os meus primos e até mesmo tios já haviam seguido adiante, haviam superado o luto, enquanto eu estava ali naquele estado deplorável. E essa era a última vez que isso ocorreria. Essa era uma promessa que estava mais do que disposta a cumprir.

      Dei uma última olhada naquela coisa patética que era meu próprio reflexo antes de deferir um murro contra o espelho a minha frente. O sangue já presente em minha mão foi intensificado pelo contato com os cascos de vidro cortante. Mais uma vez não me importei com isso. Peguei um dos pedaços que haviam ficado pregados a superfície e usei-o como navalha para me desfazer de algo que odiava há tempos: meus cabelos. Cerrei o pedaço de vidro diversas vezes, sem me importar muito com a coerência, a intenção era deixá-los acima de meus ombros.

      Voltei a encarar minha própria imagem, agora no pequeno pedaço de vidro. Estava um nojo, cheio de manchas vermelhas de meu próprio sangue, mas pelo menos o tamanho estava exatamente como queria. E foi justamente nesse momento que tive uma ideia, talvez não das mais inteligentes, mas ainda sim estava disposta a arriscar.
      – Ok, senhor Denvers, onde esconde o seu ouro? –perguntei para mim mesma antes de dar alguns passos na direção da porta. Aaron havia saído horas atrás para resolver alguns assuntos referentes à minha custódia provavelmente não voltaria até a hora do jantar. Conferi a hora em meu relógio de pulso antes de caminhar pelos corredores extensos da mansão. Não poderia ter certeza, já que ele nunca havia me levado até seu laboratório, mas sabia que deveria ter um e possuía uma boa ideia de onde o mesmo ficava.

      Na mosca. Após levantar uma velha alavanca escondida em uma das esculturas dos corredores pude vislumbrar um organizado e muito bem equipado laboratório. Certo! Agora só precisava encontrar a poção que desejava. Dei alguns passos na direção de um pequeno arquivo, com apenas uma olhada consegui encontrar o que desejava. Peguei o pequeno frasco com cuidado antes de regressar pelo mesmo caminho que havia chegado até lá. Por sorte o esconderijo não ficava tão longe de meu quarto, de modo que as poucas gotas de sangue que haviam ficado no caminho davam para ser facilmente justificadas. Suspirei aliviada quando finalmente cheguei à segurança de meu quarto.


      - Ta, vamos lá –falei para mim mesma antes de derramar o conteúdo viscoso de cheiro estranho em meu próprio cabelo, ou pelo menos o que restou dele. O odor desagradável impregnava minhas narinas enquanto esperava o tempo de reação.– Por Merlin os bruxos não podiam inventar uma forma menos fedida de fazer isso? –inquiri a mim mesma quando o tempo de reação finalmente foi atingido. Corri para o banheiro lançando-me nas águas da exagerada banheira que adornava o local. Sério! Mais parecia uma piscina de tão grande, dava até para nadar ali.

      Senti meu corpo inteiro arder de dor.
      – p*** merda! – não deveria ter esmurrado tantas coisas, agora a cada vez que me movimentava no interior da banheira parecia que diversas agulhas eram deferidas contra minha pele em velocidades que iam do nível um ao dez dependendo do local em que a água batia. Segurei as lágrimas e gritos de dor antes de finalmente mergulhar toda a minha cabeça nas águas mornas. Ao meu redor o vermelho da poção que havia acabo de utilizar se misturava ao meu próprio sangue em uma dança tão homogênea que já não sabia qual era qual.

      Levei minhas mãos aos meus – poucos – cabelos restantes balançando-os como se faz com os pêlos de um cachorro. Meu corpo estava recheado com vários cortes e machucados advindos não sei exatamente de onde, mas todos envolvidos em meu acesso de raiva anterior. Isso não voltaria a ocorrer. A verdade é que meu ódio estava completamente mal direcionado, não adiantaria de nada continuar esmurrando paredes e chorando com os cortes que ela deferia contra minha pele. A partir daquele momento não seria apenas minha aparência que mudaria, não seria mais a menininha fraca e rebelde que desconta tudo em qualquer coisa que vê pela frente.


      - Não sei quem você é, mas se prepare porque irei lhe alcançar –falei para mim mesma encarando o outro espelho, o que ainda não havia sido danificado. Meus cabelos se encontravam acima de meu ombro completamente repicados em algo que alguns poderiam chamar de moderno e na cor vermelho rubro, a mesma cor do sangue que antes o adornava.

      - Lunna – a voz grave de Aaron ecoou em meus ouvidos pouco antes de ouvir um ronco alto e incisivo. Lembrei que havia passado o dia inteiro sem tomar nem um copo de água, parecia que alguém tinha me dado um tiro de bazuca bem no estômago. – Merda – falei olhando a bagunça que se encontrava meu quarto. O sangue ainda se encontrava nas paredes e moveis, minhas roupas estavam espalhadas de qualquer forma por todo o seu interior. Havia dormido logo depois de ‘mudar o visual’ e esquecido completamente que quando Aaron chegasse provavelmente iria gostar de saber o que aconteceu ali.

      Pulei da cama deixando a bagunça atrás de mim enquanto rezava à Merlin que conseguisse convencer Aaron a não visitar meu quarto naquele dia, pelo menos eu tinha uma desculpa muito plausível: A fome. Apressei o passo na direção da sala, onde acreditava que ele estivesse. O problema de se ter um tutor é que nunca sabia como me referir a ele: pai, tio, Aaron... Sei lá, qualquer termo não me parecia adequado, de modo que desde que me mudei me referia a ele como Ei. Acho que ele também não sabia muito bem o que fazer comigo, então sempre respondia, de modo que tínhamos um acordo.


      - Ei, ta com fome? To morrendo de fome acabei dormindo demais e nem comi nada –falei sentindo meu estomago dar uma nova volta assim que a palavra comida passou por minha mente. No mesmo momento que as palavras deixaram minha boca o barulho de ronco advindo dele denunciou meu estado de desespero. Encarei Aaron esperando que ele expressasse alguma reação, dizem que homens tem pouca percepção para a aparência, mas ele havia deixado uma menina loira de cabelos compridos em casa e na volta estava encontrando uma com os cabelos extremamente curtos e repicados e ainda por cima vermelhos cor de sangue, não havia como ele não reparar que algo estava diferente. Ainda assim decidi esperar até que ele comentasse para poder começar a me explicar.

Off: ta aí, e
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Re: Mansão Denvers - Londres

MensagemInglaterra [#137606] por Aaron Denvers » 06 Ago 2014, 15:51

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– Caminhando por uma rua deserta, Aaron Denvers seguia apressado. Ele queria voltar para a mansão o quanto antes e contar a novidade para Lunna. Após meio dia em reunião com os ministeriais, ele finalmente conseguiu resolver os problemas envolvendo a guarda da garota.

Lunna? – Chamou assim que adentrou o hall. Enquanto ela não aparecia, ele aproveitou para guardar a capa e o cachecol. – O que você fez no cabelo? – Elevou uma sobrancelha ao encara-la. Quando saiu de casa, ela estava loira e com o cabelo longo. Agora ele estava curto e com as pontas vermelhas, que rebeldia era aquela? Aaron aguardou a resposta, mas Lunna anunciou estar com fome. O loiro a encarou alguns segundos, ainda desconfiado. Ele a conhecia de Hogwarts, mas da ultima vez, Lunna era uma garota mais controlada. – Eu não entendo muito de cozinha, então vamos ter que inventar alguma coisa... Pensei que você soubesse preparar sua própria comida. – Ao passar por ela, Aaron sentiu o cheiro forte vindo do cabelo de Lunna e fora ai que ele desvendou o mistério.


Optou por não falar nada, não naquele momento, a morte de Astaroth ainda surtia efeito em Lunna, Aaron sabia disso, tudo o que ela menos precisava naquele momento era de alguém pegando no pé dela, ao menos era isso o que ele achava. – Se eu soubesse, teria trazido alguma coisa para você comer. – Disse enquanto revirava no armário da cozinha em busca de alguma coisa que ele pudesse preparar para ela. Por um breve momento, sentiu saudades do seu fiel amigo Marvin, o elfo. Contudo, tratou de afastar tais pensamentos ou iria ficar triste e aquela não era a hora para isso, Aaron agora tinha que cuidar de uma criança, sendo que ele mal sabe cuidar de si mesmo.

Cara, eu não sei o que preparar, me da uma luz ai, rebelde. – Olhou para ela com um sorriso divertido no rosto. Lunna por sua vez sugeriu um bolo, o que não facilitou em nada a vida do rapaz. – Beleza, eu acho que tem algum livro de receitas aqui. – Começou a mexer nas gavetas, porem tudo o que localizou fora um avental. Aaron retirou a camisa (como estava sozinho com Lunna, não viu problema nenhum nisso) e vestiu o avental, em seguida, começou a preparar a massa, tentando lembrar das vezes em que Marvin tentou ensina-lo a preparar sua própria comida.

Após alguns minutos, tudo o que Aaron conseguiu fora sujar a si mesmo e a cozinha. Lunna por sua vez ria do fracasso de seu tutor. – Ei, não é tão fácil assim, ok? – Ergueu o que parecia ser uma massa, porem totalmente quebradiça. Enquanto Aaron sofria na cozinha, alguém tocou a campainha. Lunna rapidamente saltou do balcão e correu para atender.

Aaron estava tão distraído em sua criação, que não percebeu a presença de Miriam atrás dele. – Quem... Miriam! – Deu um salto ao girar e encarar a ex-colega de Hogwarts. O clima na cozinha pareceu esquentar gradativamente. O loiro, ao perceber que estava usando apenas um avental na parte de cima, ficou um pouco sem graça diante da bela mulher, ainda mais estando tão sujo de farinha. – Desculpa, Mi... É que estou tentando preparar um bolo para a Lunna, mas como você pode ver, estou falhando miseravelmente. – Levou a mão até a nuca, esquecendo completamente que estava cheia de massa, sujando ainda mais o cabelo.


Off: ta ó.. una buesta, mas eu paguei e.e
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Re: Mansão Denvers - Londres

MensagemChina [#137646] por Miriam Wu » 07 Ago 2014, 02:40

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it's hard to find a new direction in your fragile life
DON'T THROW YOUR LIFE AWAY BY CHEATING TIME. NOW I WANT THE WATER TO WASH AWAY ALL MY SINS.


                Sofrimentos existem dos mais diversos, algumas pessoas quase não os possuem na vida, o máximo que conseguem eram quando perdia algum familiar, Miriam já experimentara muitos, e mal completara dezenove anos, algo que chegava a ser cruel, mas tratando-se de seu histórico não era uma surpresa. A dor muda às pessoas de uma forma que talvez não exista volta, pelo menos era isso que aprendera. Entretanto o que vira na mansão dos Burikovs mexeu com ela de uma maneira que ela não esperara, na verdade não imaginava ser possível.

                Observar a prima de Ryan sofrendo daquela maneira, ver o quanto ela perdeu a fez se lembrar de si própria, que mesmo possuindo pouco chorou quando perdeu o que tinha, e quando se viu com algo novo a sua frente o medo de seguir e tudo se repetirem a fez estancar para que não sofresse mais, algo que não mudou muito desde que fora adotada, o medo de perder o que conquistara estava sempre a espreita, e também veio com o bônus de não conseguir procurar por mais. Perdendo oportunidades que lhe surgia, e que provavelmente nunca mais apareceriam.

                Foi nesse momento que percebera que não poderia mais perder tempo, ou esperar o destino lhe dar mais uma chance e decidir perde-la por medo, talvez finalmente percebesse que era isso que lhe faltava para seguir em frente, simplesmente mover-se naquilo que mais temia, criar laços que tinha medo que se apagassem e ela sofresse por isso, como acontecera quando era criança, ao ver isso, notou que de certo modo sentia inveja da pequena Ayesha que com sua pouca idade amara de uma forma que ela apenas permaneceu escondido, por medo pelo que a garota estava sentindo: O sofrimento. Mas de certo modo acabara por perceber que era isso que a faria viver, a dor era para ser sentida e respeitada. Ela não queria mais perder tempo, talvez aquele que ela amasse seguisse em frente e ela não dissera nada, ou mesmo se ela morresse em trabalho, algo que era possível, sua vida se findaria sem que as palavras de seu coração fossem ditas.

                Um suspiro escapou dos lábios da chinesa ao olhar mais uma vez a porta que separava de seus objetivo, afinal seu plano era finalmente dizer tudo o que sentia para Aaron, sendo auror não fora difícil descobrir onde o rapaz morava, por um momento a morena pensou num termo que ouvira de uma menina trouxa conversando com uma amiga, quando comprava coisas para sua casa, estava se tornando uma stalker? Não, a verdade isso era diferente, no momento que dissesse tudo que tinha a dizer iria embora. Nunca mais apareceria ali, a não ser que... Bem ela não queria criar esperanças, mas sim coragem para terminar com aquilo de uma vez, tocando a campainha enquanto esperava ser atendida, pois já conseguia ouvir vozes do outro lado da porta.

                Fora uma surpresa para a chinesa quando uma menina de cabelos ruivos abrira a porta, fazendo com que a jovem ergue-se uma das sobrancelhas e olhasse para o lugar novamente, pensando se não viera para a casa errada. Entretanto a morena tinha certeza que aquele era o lugar, por fim voltando-se para olhar novamente para a menina sorrindo-lhe delicadamente, tentando suavizar a expressão séria que sempre mantinha em sua face. A garota por si só a observava como se a analisa-se, desconfiada, pelo menos eram o que parecia aos olhos da auror que pensou que talvez tivesse sido melhor em ter trocado a roupa que usava para seu trabalho por uma mais simples.
– Desculpe incomodar, mas aqui é a residência de Aaron Denvers? – perguntou sua voz soando calma e baixa como sempre, a menina a respondeu parecendo um pouco confusa, o que fez a oriental olha-la com delicadeza, afinal por Miriam ainda estar com suas roupas de trabalho a jovem poderia pensar que se tratava de algum problema. – Sou amiga dele, estudei em Hogwarts. – comentou levianamente observando a menina – Posso entrar?

                A oriental sorriu docemente quando a ruiva disse que ela poderia entrar, e – indicando onde o rapaz se encontrava, fazendo com que ela seguisse para lá. – Não vim aqui leva-la. – disse entrando na cozinha vendo-a atrás de Aaron. Parecia prestes a chorar e por um momento a jovem sentiu-se um pouco culpada pela situação. – É apenas uma visita informal, lhe garanto. Uma visita de uma amiga, apenas isso. – sorriu delicadamente, finalmente se virando para encarar o ex-capitão da Lufa. Os olhos da morena se arregalaram em surpresa, algo que estava parecendo normal naquele dia, ao encontrar o loiro com um avental – estando sem camisa por baixo deste – numa cozinha completamente bagunçada e suja. O silêncio após o rapaz virar-se e encontra-la foi desconcertante para a morena que não sabia por onde começar, nem ao menos sabia se seu rosto estava vermelho com vergonha com a visão que estava tendo, mas o engraçado nisso foi perceber que até mesmo o amigo parecia estar do mesmo modo. – Não se desculpe, eu deveria ter avisado que viria. – comentou olhando a cozinha como distração. – E acho que não tenho muita certeza sobre você está tentando preparar um bolo, parece mais que decidiu fazer uma “reforma” na cozinha de forma errada.

                Wu sorriu delicadamente para o rapaz tentando quebrar o clima tenso que se instaurara no local, o que não seria tão fácil, mas era melhor do que continuar daquela forma. – Vamos dar uma limpada e então eu assumirei o turno na cozinha. – comentou puxando a varinha do coldre que mantinha na coxa ouvindo as palavras que Aaron lhe falava. – Não é problema algum, não posso deixar você “envenenar” essa menina com uma tentativa falha de bolo. – riu de suas palavras enquanto olhava para o rapaz, esperando que ele discordasse de algo, mas que ela obviamente ignoraria. Limpar. – disse delicadamente vendo logo o feitiço fazer seu trabalho, limpando toda a bagunça que ali se encontrava. Com tudo pronto, Miriam se aproximou de onde Denvers estava apontando para o cabelo do rapaz. – Acho que sujou. – disse, suspirando logo depois, seus olhos se desviando por um momento. - Um bolo você disse.

                Miriam se afastou reparando os ingredientes que o rapaz antes usava em sua tentativa falha, mas a verdade é que estava nervosa, sentia seu coração completamente acelerado, estava usando o trabalho que arranjara como desculpa para tentar manter a calma que sempre lhe escapava quando estava no mesmo lugar que Aaron. Algo que ela sabia que nunca iria parar, não enquanto seus sentimentos continuassem os mesmos, e agora como ela falaria com o rapaz sobre o assunto? Ela não sabia.


WEARING • Use a imaginação .q| MUSIC • Dance of Fate – Epica
TAGGED • Ryan Suliver; Ayesha Friedrich; | WITH • Aaron Denvers; Lunna Ingelbert Erhardt; | NOTES • .q
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Re: Mansão Denvers - Londres

MensagemHolanda [#137996] por Jade Rooijakkers » 15 Ago 2014, 02:50

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      O ardor mesclava-se ao nervosismo disparando fortes cargas de adrenalina por meu corpo enquanto meu coração acelerava desordenadamente a cada passo que dava na direção de Aaron. O loiro encarou-me confuso, o que era meio obvio, afinal ele havia deixado em casa uma menina loirinha de cabelos compridos, e agora encarava uma ruiva de cabelos revoltos acima dos ombros. A pergunta veio tão certa quanto uma flecha a acertar um coelho em temporada de caça. – Mudanças são legais, não acha? –comentei forçando um sorriso em minha face pálida. Senti meu estomago dar uma nova reviravolta quando ele comentou algo sobre trazer comida. “Comida...” essa era uma ótima ideia, logo minha mente vagava entre bolos, carnes, macarrões, comidas chinesas, japonesas... Por Merlin eu precisava ingerir qualquer coisa, até madeira me parecia ótimo naquele momento.

      - Eu tenho dezesseis anos, como saberia preparar minha própria comida? – inquiri-o sentindo minha barriga voltar a se manifestar a simples menção da palavra com ‘c’.– Cara, não acredito que não sabe cozinhar – comentei me lançando sobre uma cadeira qualquer. Quando os juízes finalmente concederam minha guarda ao loiro eles nos alertaram sobre as possíveis dificuldades que teríamos e me perguntaram – mais de uma vez – se não preferia ficar com alguém mais ‘capaz’. Não imaginava que uma das ‘dificuldades’ fosse à falta de comida, mas ainda sim preferia isso à opção. Aaron era um cara bacana, não fazia cobranças exageradas, jamais me obrigada a nada. Em suma, era o oposto dos meus progenitores de quem estava decidida a continuar fugindo como o diabo da cruz.

      - Sei lá, um amigo fazia um bolo mega rápido e parecia bem simples, por que não tenta isso? – perguntei observando-o falar algo sobre um livro de receitas enquanto começava a se caracterizar para a realização da tarefa ‘impossível’. Impossível não me acabar de rir ao ver ele com um avental sem nada por baixo. – Belo visu – exclamei sentindo meus olhos molharem devido às lágrimas que escorriam pelo canto dos mesmo de tanto que sorria. – Ei, deixa te ajudar – falei entre risadas cada vez mais estridentes, aproximando-me lentamente pegando um pouco do que parecia ser a farinha que aparentemente deveria ser jogada na massa, tentei a ação, mas logo meu rosto – já pálido – começava a ser colorido de branco tanto quanto as vestes e rosto de Aaron. Já começava a prever algumas piadas por parte do loiro, quando a campainha ressoou chamando-me.

      - Vou ver quem é – comentei esquivando-me das possíveis piadas que certamente escutaria depois que quem quer que fosse já não estivesse mais entre nós. Aliás, quem estaria fazendo uma visita naquele horário, era uma excelente pergunta, já estava com Aaron há tempo o suficiente para saber que ele não era muito de receber visitas, ainda mais à noite. Tentei disfarçar o estado caótico no qual me encontrava antes de girar a maçaneta para dar de cara com uma japonesa de aparência suspeita. A primeira coisa que se destacou aos meus olhos foi o emblema ministerial preso as suas vestes. Em um segundo minha mente deu uma volta chegando à conclusão mais obvia e temível possível: Eles estavam aqui para me tirar de Aaron.– É sim –respondi seca, mas com o máximo de educação que consegui impor a minha própria voz.

      Voltei a encarar o emblema sentindo meu coração diminuir gradativamente enquanto dava alguns passos para o interior da casa correndo para trás de Aaron.
      – Ei, é uma mulher do ministério, não deixa me levarem – a minha voz saiu tão carregada de emoção que quase não consegui reconhecer, senti algumas lágrimas ameaçarem cair por meu rosto ao mesmo tempo em que a japonesa – do inferno – surgia na sala declarando que não estava ali para me levar e sim para fazer uma visita informal. Encolhi-me ainda mais atrás do loiro observando atentamente cada uma das ações ocorridas. Bom, pelo tom amigável aplicado pelos mais velhos eles realmente não pareciam inimigos, ou algo assim. Em verdade, o loiro parecia mais atrapalhado que o normal, as palavras lhe faltavam e ele mal conseguia decidir-se sobre onde colocar as mãos.

      A conclusão obvia cruzou minha mente nos segundos seguintes: Aaron era apaixonado pela japonesa – que já não considerava mais do inferno. Encarei-os por alguns segundos sorrindo amplamente, ele havia feito tanto por mim nos últimos tempos, não custava nada lhe dar um pouco de privacidade e sumir por aquela noite.
      – Ei, esqueci completamente que tinha marcado de ir pra casa da Mai. Lembra? Você até falou com o Charles – comentei afastando-me um pouco dele para que ele captasse a deixa e se deixasse levar por ela.– Posso comer algo por lá mesmo, se não se importar – continuei tentando chamar a atenção dele para mim, o que não estava sendo muito fácil, já que ele só tinha olhos para a recém-chegada. – Posso ir?
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