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Na Zonko's não citamos nenhum dos personagens dos livros ou filmes. Vivemos no mundo mágico, mas nem Harry Potter, Voldemort, Dumbledore, Comensais da Morte e etc. existiram em nosso mundo, com isso você não pode usar nenhum sobrenome dos personagens dos filmes ou livros. O fórum encontra-se nos dias atuais, no ano de 2013 d.c. e as condições climáticas variam de dia para dia e de tópico para tópico, conforme você poderá observar. O nosso período letivo dura oito meses contando com as férias. Nossos adultos recebem por dia de presença e seus tópicos em ON lhe renderão pontos e goldens (nossa moeda). Você nunca poderá interpretar a ação de outro personagem (salvo com autorização), mas poderá interpretar livremente o seu personagem (seja sempre coerente), lembrando que toda ação possui uma reação. A capital do Mundo mágico está localizada em Vaduz, Liechtenstein.

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Mansão Kaufmann [Liechtenstein - Vaduz]

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MensagemReino Unido [#139979] por Barbra Langston » 14 Out 2014, 20:44

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Barbra Langston
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Re: Mansão Kaufmann [Liechtenstein - Vaduz]

MensagemReino Unido [#139987] por Barbra Langston » 14 Out 2014, 22:41

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      Boa noite, Magdalena. – Ofereceu um sorriso à idosa, seguido de um beijo afastado nas duas bochechas frouxas e cheias de ruga exibidas naquela face de poucos amigos da outra. – Espero te encontrar em ótimas condições, sim?

      A pergunta era irônica, claro, uma vez que a velha mal conseguia manter-se de pé se não fosse sua bengala de madeira pintada de preto para combinar com o vestido longo verde-musgo, nada lisonjeador e digno da elite bruxa, ponderou a morena, mas ainda assim exibia um sorriso delicado nos lábios róseos e brilhosos, de forma a convidar qualquer um para um mergulho delicioso e aveludado. Afastou-se e acenou brevemente com a cabeça para mais um conhecido ao longe, este que ela não relembrava o nome, mas certamente não esqueceria a face rosada por causa das bebedeiras em sua residência, numa daquelas reuniões cansativas que Donald gostava de fazer para falar de quadribol até tarde da noite – e ela se retirar, usando a desculpa do horário e da exaustão adquirida com o trabalho árduo que tinha para manter o jornal.

      Ah, claro, minha querida. – Respondeu a pergunta da outra, voltando os olhos reluzentes para a anciã murcha. – É claro que Albbie dá certo trabalho, agora que trabalha no ministério e tem tantas mulheres aos seus pés, mas é para isso que somos mães, não é? Para libertarmos nossos pássaros ao mundo, tal como a adorável Siena, espero.

      Mas antes mesmo que a mulher pudesse prosseguir seu monólogo sobre a filha retardada que tinha, um espírito abençoado a interrompeu para uma saudação demorada, naquilo que Barbra entendeu como uma deixa para sumir dali antes que fosse tarde demais. Ao seu lado, porém, existia Donald, o grisalho com quem era casada há anos e que a fazia afastar a ideia do arrependimento por aquela decisão, mesmo que ela soubesse que seu belo rosto e corpo fossem desperdício. Voltou cruzar o braço com o homem, seguindo pelo salão bem iluminado e livre de decorações festivas, afinal a real festa se daria do lado de fora, em um jardim belíssimo, cujo centro das atenções era uma fonte grandiosa de água cristalina e aromatizada para parecer água de rosas.

      Os passos eram longos e breves, pausando uma ou outra vez para cumprimentar algum empresário conhecido e próximo de Don. Barbra, como sempre, fazia um ótimo papel de matriarca dos Langstons, gastando segundos a prosear sobre as esposas desprezáveis que possuíam. Era simpática, ainda que seus pensamentos fossem os piores possíveis, sorrindo, dando risadinhas, passando a mão ligeiramente em seus braços flácidos para comentar de seus músculos inexistentes, e tramando a respeito de um casamento futuro com essa e aquela herdeira de um e outro. Claro que ela nunca gastaria um mísero de tempo discutindo isso com o filho, o primogênito e querido, por quem ela arriscava absolutamente tudo – incluindo a vida digna que ela com certeza merecia.

      Lá está a fonte, querido... – Disse em um tom meigo, calmo e delicado, após a conclusão da conversa do marido com um homem corpulento e rosado. – Deveríamos permanecer ali, do contrário toda a festa se voltará para o hall por causa de sua simpatia e do senhor Whiteville, não é mesmo?

      E com a insistência ligeira da morena, o casal partiu para o pátio arejado.

      Era uma extensa, de chão composto por pedras de mármore lixado, com uma ponte que ligava a mansão suntuosa que alugaram para aquele evento, bem como peitoris de metal enfeitados com alguns arranjos de flores e plantas. Mais ao centro, ao redor da fonte, existiam bancos alongados ao redor para observar o show de luzes que mais tarde aconteceria. Mesas quadradas e pequenas eram dispostas pelo jardim, próximo de canteiros de flores, e essas eram servidas por garçons belíssimos – que ela contratou apenas para observar as reações alheias – que andavam de um lado para outro, recepcionando os convidados com simpatia e graciosidade. Estava contente com o resultado, por fim, justamente porque ela mesma fizera tudo aquilo sozinha, organizando o cardápio, os funcionários, o local, e todo o resto. Era um evento que prometia trazer novidades consigo.

      O motivo de todo esse arranjo era simples: para promover o jornal, Donald, auxiliado por sua adorável esposa, arranjou um jantar beneficente que arrecadaria fundos para o hospital Theophrastus von Hohenheim, para que pudessem realizar uma melhoria nas pesquisas a respeito da gripe de hipogrifo modificada, muito ocorrente em países nórdicos por causa das criaturas mágicas portadoras do vírus modificado. Dessa forma as nações mágicas de todo o mundo veriam aquele ato como algo benevolente, atraindo, assim, leitores cultos e interessados no que ocorre em Liechtestein. Para participar, Barbra organizou uma forma dos ricos e milionários do mundo mágico doarem goldens, dinheiro de qualquer nacionalidade e bens, posteriormente leiloados no fim do evento. Tudo isso para o bem estar coletivo, uma vez que qualquer bruxo poderia apanhar aquela doença. Quando a mulher percebeu que a movimentação tinha se crescido, aproximou-se da fonte, utilizando seu anel de ouro e diamantes, fruto de seu noivado, contra a superfície de cristal da taça de champagne.

      Senhoras e senhores... – Sua fala veio depois de perceber que as vozes tinham sumido, de forma a ganhar toda a atenção para si (mais do que seu vestido de cristais, cosido em ouro e prata poderia chamar). – Sejam bem vindos ao nosso leilão beneficente! – Sorriu, recebendo os aplausos com gratidão. – Eu daria o ar da graça para meu marido, mas ele disse que eu deveria, uma vez que organizei esse jantar para todos vocês, portanto peço desculpas por isso. – Passou a mão solta nos fios enegrecidos que caíam aos seus ombros, ligeiramente presos com uma presilha de brilhantes. – Bem, o núcleo não é promover o Jornal Lummus, mas trazer-lhes à tona a importância que tem em fazermos o bem. Existem aqui alguns representantes do hospital Theophrastus von Hohenheim e eles, encarecidamente, nos ajudarão com o leilão dos itens doados por aqueles que se compadeceram com a causa.

      Em um canto da sala alguns medibruxos e executivos do hospital acenavam brevemente com a cabeça, e Barbra, ainda que não aprovasse tanto a ideia de deixar que a atenção fosse para outra pessoa em seu jantar, permitiu que assim acontecesse, esperando pacientemente para que o silêncio se restaurasse após um pigarro delicado. Deixou que os olhos passassem pelas cabeças presentes, percebendo os cabelos reconhecíveis do filho por ali. Sorriu em sua direção, deixando, logo em seguida, que seu rosto focasse nos presentes novamente.

      A gripe do hipogrifo, uma doença conhecida no mundo mágico, não é tão rara, uma vez que nossos filhos a adquirem em treinos de quadribol pelas escolas mágicas, mas a atenção da sociedade bruxa deve se voltar para o vírus modificado encontrado em alguns casos pelos nossos companheiros nórdicos. É algo sério que levaria a fatalidade. Sabendo disso o jornal, agora com nova direção, resolveu que nossos medibruxos precisam se preparar para lidar com ela. Por isso o leilão. Todo o resultado que adquirirmos aqui será repassado para o TvH para a criação de uma ala específica. – Esperou os aplausos que vieram sem demoras. – Aqueles que não doaram e gostariam de doar, por favor, se dirijam até o hall e à direita encontrarão uma bancada com nossa equipe. E aqueles que já doaram, o mundo mágico agradece. – Sorriu resplandecentemente. – Agora, sem delongas, aproveitem o jantar. O leilão acontecerá logo depois.

      Aplaudiu e se afastou da fonte, seguindo de encontro ao filho para um abraço caloroso e um beijo em sua face. Sentia saudades do menino-homem, principalmente agora que estava tão próxima do ministério da magia em Liechtenstein. Agora era aguardar que a equipe de jornalistas fosse localizada por ali, bem como aguardar que os pobres matassem sua fome com o jantar delicioso que preparou. A ação aconteceria logo depois.



      INFORMAÇÕES
      Tags: Donald Langston, Magdalena Fontaine (NPC), Siena Fontaine (NPC), Tatus Whiteville (NPC), Albert Langston.
      Interação: Jornalistas e Mundo Mágico.
      Extras: Barbra veste isso, claro. Esse coquetel terá atualização há um mês. Bons posts!
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Barbra Langston
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Re: Mansão Kaufmann [Liechtenstein - Vaduz]

MensagemFranca [#141127] por Désirée Hedbrandh » 05 Nov 2014, 15:27

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A mulher de face morena podia sentir o vento acariciar calmamente seu rosto, enquanto formava palavras desconexas e inaudíveis, mas existentes. O cabelo estava preso num coque bem-feito, contudo alguns fios escapavam e formavam uma confusão da mesma cor frente à face da mulher cansada ‒ talvez exausta, simbolicamente falando, fosse uma palavra melhor a ser usada. Debruçada na janela, passava os dedos pela base sólida, não notando com os olhos fechados a poeira que se formava sob a ponta das unhas, consequente da falta de limpeza. Não que ela fosse porca, ou não limpasse sua casa, mas nunca teria coragem de se aproximar demais daquela janela com produtos e objetos de limpeza: Mais do que varrer a sujeira, seria como varrer as memórias. Não acreditava que objetos tinham alma, contudo ainda se lembrava das noites que passara sentada no parapeito, observando os diferentes céus de cada noite, lembrando-se dos grandes acontecimentos que demarcaram uma vida vívida e sofrida. Limpar a janela também seria uma forma de representar sua desistência da memória, como se estivesse a se render, arrependida pelos erros cometidos no passado. Seus erros levaram a frutos e, por isso, nunca se arrependeria de suas escolhas, mesmo que tivessem sido as piores a ser tomadas.

Quando tomou coragem para abrir seus olhos, direcionou-os ao horizonte. Podia observar o sol se pondo, numa mistura de cores e brilhos que nunca conseguiria deixar de admirar. Uma grande confusão que, ao invés de ser repudiada, era admirada por todos. Talvez por isso se sentisse tão atraída ‒ dificilmente conseguiria o luxo de ser admirada ou tomada por heroína numa história em que muitos a consideravam a verdadeira vilã, mesmo que ninguém conhecesse por completo a real história. Para completar a paisagem, o mar se deslocava até um ponto onde não podia mais enxergar. O mar era como uma lembrança constante de como tudo começara, de quando tinha uma vida perfeita e de repente teve de aprender a viver numa vida demarcada por sentimentos ruins. Era a calmaria, mas também a tempestade. A maré que por horas descia e por horas subia. Em constante movimento, sempre deixando as coisas para trás, mas nunca se livrando por completo daquilo ou daqueles que se aventurassem. Era forte, pois sempre se manteria ali. Infinito, pois os olhos nunca conseguiram enxerga-lo por completo. Tempestuoso, pois nunca era igual a amanhã e perfeito se comparado a ontem. E, o mais importante, sempre guardaria consigo sua essência.

E o tempo. O tempo estaria em qualquer paisagem. O tempo sempre corria, sempre mutável, diferente, inconsequente, livre. O tempo continuava a correr sem pausas, mesmo quando se desejava da forma mais intensa a parada dele. O tempo era rápido e voava, mas às vezes lento e infinito. O tempo havia feito com que Anne acordasse de manhã, se arrumasse, fosse trabalhar e recebesse uma notícia. Não poderia chegar em casa e jogar-se na cama, exausta após lidar com os corridos e grandiosos assuntos do hospital. Na verdade, não era para estar ali, sentada, numa calmaria de quem acredita que o tempo pode pausar. Movida por aquele pensamento gritante de que não poderia parar, levantou-se e, silenciosa, fechou a janela. Com um leve movimento da varinha, trouxe para si as vestes que deveria usar para uma ocasião formal: Um leilão. Não se sentia tentada a ficar em casa pelo fato de ser obrigada a representar o hospital, mas sim porque fazia tempo demais que lidava com tanta gente num ambiente fechado. Quando estava trabalhando, contentava-se com o fato de ajudar pessoas e lidar com crianças ansiosas e amedrontadas. Dessa vez todo seu carisma seria posto a prova.

***


Observava as diversas pessoas no salão, sem formar alguma opinião. Para Anne eram rostos desconhecidos que perdurariam na memória por uma noite e nada mais, como fantasmas que existiam para si e alguns outros, apenas. Sabia que Anne também era considerada uma fantasma e seu rosto marcante não faria efeito no meio de tantos outros, saindo da mente da maioria assim que deixasse o local. Quem olhasse mais a fundo poderia notar as marcas quase invisíveis aos olhos, contudo duvidava que alguém fosse se aventurar por eles mais do que o necessário. Por enquanto se preocuparia em achar o pessoal do hospital, pessoas as quais estava acostumada e quase gostava da presença, não fosse os olhares que judiavam seu modo calado e misterioso de ser e agir. Sorte sua que tinha chegado cedo, já que a maioria dos bruxos pareciam não estar preocupados com atrasos desnecessários, então pôde localizar com certa facilidade as outras pessoas que vieram representar o hospital. Não tardou em caminhar até eles, com as mãos desnudas de qualquer objeto. Não pôde sorrir, pois não havia motivos para isso, mas mantinha uma expressão amigável e receptiva, curvando os lábios para cima e suavizando o olhar.

‒ Desculpem-me por ter vindo de mãos vazias. Não consegui encontrar nenhum objeto que pudesse ser leiloado a tempo. ‒ Mantendo a postura ereta, curvou o rosto num gesto de desculpas, rápido o suficiente para não pensarem que estava sendo rebaixada. Não tinha bens de valor, mesmo que tivesse conseguido sair da pobreza há muitos anos. Apenas não era o tipo de mulher que se afeiçoava a objetos caros e requintados, preferindo por vezes a simplicidade e utilidade, como aprendera durante o longo tempo costurando peças de roupas a mão, sabendo que alguém daria valor e utilizaria, mesmo que por um preço baixo. Mesmo assim, não pode deixar de dar um rápido sorriso ao escutar a resposta de Aimée Fontaine, chefe de medibruxos. Era quase cômico o modo como todos se tratavam de forma muito formal mesmo longe do hospital, ou talvez fosse apenas a tensão da “festa” agindo sobre si. ‒ Isso serve de consolo. Espero que consigamos arrecadar o máximo possível para ajudar em tudo que for preciso quanto a “Gripe do Hipogrifo”. ‒ Acariciou o cabelo, tendo soltado os fios alguns minutos antes de ir a festa, passando apenas um pouco de escova para deixa-lo arrumado.

Não costumava falar demais, mas estava se esforçando para ser sociável. Não poderia se tornar reclusa pelo resto da vida, ainda mais num trabalho conquistado recentemente que envolvia grande envolvimento, fosse com os poucos pacientes, fosse com os estagiários que tinha de lidar. Além do mais, antes dos caminhos da vida começarem a mostrar grandes obstáculos, considerava-se uma pessoa fácil de fazer amizade e conversar, então porque não salvar as qualidades que continuavam consigo, mesmo que em menor quantidade? Não conhecia por completo aqueles no redor ‒ num sentido literal ‒, mas talvez a vida escondesse de si um grande amigo ou amiga. Quem poderia responder?‒ E você deve ser a senhora Fontaine, certo? Soube que toma conta dos medibruxos. Deve ser uma tarefa realmente difícil e trabalhosa. ‒ As palavras continham um fundo de verdade, mas talvez porque nunca fora boa para lidar com outros adultos. Dessa vez se dirigia a umas das únicas que tinha respondido sua fala da primeira vez, curiosa para saber quem era aquela mulher. Os outros não fascinaram Anne por se mostraram receptivos demais ou de menos. Gostava de incógnitas de Aimée, lembrava-se que tinha como passatempo tentar desvendar as pessoas quando era criança.

‒ Desculpe. “Senhora” já é um hábito. Aos quase quarenta anos, não posso me dar mais o luxo de ser chamada de senhorita, então devo ter me acostumado. ‒ Suspirou, notando que não eram apenas as marcas do passado que lhe faziam uma mulher experiente de vida. ‒ Também gosto de arcar com os pacientes, mas receio que passe mais tempo monitorando as crianças. Fico feliz por ter conseguido esse emprego. É fascinante como algumas pessoas entendem o que querem fazer antes mesmo de entenderem sobre a vida, não acha? ‒ Muitos pensavam que ela falava pouco, com um ar de suspense entre si, e isso não podia negar. Mas quando estava em companhia de pessoas que gostavam ou que lhe intrigavam, pouco se importava com sua conduta. Sabia que seria julgada desde o momento que entrara para participar do leilão, que mal faria aumentar aquilo mais um pouco? ‒ Gostaria de ter tido tanta certeza quanto eles na época de minha juventude. Ah, espere. Parece que a organizadora do leilão está prestes a entrar com o discurso. ‒ Voltou atenção para a mulher que se apresentava, parecendo atrair a atenção de todos. E que um banquete fosse finalmente apresentado ‒ como se lembrava um pouco do que acontecia naquele tipo de evento.


Spoiler: Mostrar
O final foi bem corrido, mas eu amei esse post o/ Principalmente os dois primeiros parágrafos. Enfim, Gi, povo do tvh, Teka, ta aí -q
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Postado Por: Maria Fernanda Rodrigues.


Re: Mansão Kaufmann [Liechtenstein - Vaduz]

MensagemEscocia [#141208] por Eithan Bute Florenzza » 06 Nov 2014, 20:39

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{ You were from a perfect world, a world that threw me away today.
COMA WHITE! }


O que o fogo não consome por inteiro, é o vento que leva para longe. Se você não conseguiu pôr os olhos na massa incendiária enquanto ardia, pouco seria capaz de enxergar as cinzas enquanto fogem na brisa. Um bailar lindo, eu supunha. Difícil de acompanhar, mas valia o esforço. Aquela era a sensação de se estar frente à lareira quente, tão próximo que o suor butucava em gotículas insistentes na testa. Frio, conhecia seus males mais do que qualquer outro. Se não o gélido vilão em forma de neve e geadas, ainda existia o outro que cerrava por dentro e doía o pior dos torpores: A frigidez da alma. Assim eram os meus fantasmas: poeira e névoa gelada. Somente os capazes em vida de conhecê-los podiam discernir o quanto era difícil levantar-me daquela posição para qualquer coisa, principalmente se tratando de um evento social, pior ainda, um leilão com os “colegas” do hospital. – Bastardos. – Cuspi, a saliva evaporou ao entrar em contato com a lenha fervente e já enegrecida. Não, eu não queria ir àquela nojeira de apertos de mão e sorrisos nojentos que escorriam peçonha de todos os lados. Se não fosse por Yanna, jamais teria me metido naquele leito fétido e agora, o que tinha? Meu pai cancelou o casamento, desfez os acordos com o ministro irlandês e eu, filho do primeiro ministro da escócia, ficara sem uma noiva e aturando a vergonha na casa Bute. Como se já não fosse suficiente.

Se ao menos Emma estivesse aqui...

Apertei a barriga com força, a ardência havia ficado mais frequente desde que, para salvar a vida daquela moribunda, abusei dos dons da fênix. Tinha certeza agora, ela estava acordando e logo me consumiria. Talvez tivesse algo bom nisso, afinal, o que o fogo toca, destrói, mas o que é deixado pelas chamas, nunca é esquecido. A queimadura sara, as marcas fecham, mas a cicatriz nunca o deixa. Um lembrete eterno aos espectadores de que o brilho incandescente de sua existência jamais seria apagado. Ergui os olhos relutante, um semblante abstrato na lareira me encarava com preocupação e ternura. Não tinha materialidade, era quase imperceptível, todavia, eu iria reconhecer as orbes dela e seu sorriso pascoal em qualquer lugar. Emmalline não era só minha falecida irmã, a falta de sua existência tinha sucumbido a mim como um mártir, meu eterno pecado. Eu não devia estar vivo, não... O merecedor das chamas do inferno era eu, não ela.

Tentei acenar sorridente para a miragem, mas, como era de se esperar, a mesma desvanecia como pó bem diante de meus olhos. Agora não só a quentura do suor incomodava, as lágrimas se fizeram presentes também, encharcando a face de mármore, tão dura quanto devido a dor. Desesperado, gritei por seu nome, um ato que reuniu todo o esforço contido num globo de ar preso entre as paredes da garganta que saiu de uma vez só. O descontrole era pior do que a morte, mal havia deixado o corpo tombar no tapete e já fui beijado pelo clamor flamejante. O ardor formou uma careta em meu nariz retorcido e fino. De certo, aquela tinha sido apenas uma pequena fração da falta de controle. A fênix me dominaria. Ela já estava acordada.

...

“Gripe do Hipogrifo”, estava escrito num pedaço de pergaminho que devia ter sido o que restou de um cartaz pisoteado. Besteira. As doenças deviam ser tratadas dentro do hospital e não num salão cheio de gente pomposa e inútil. E quem diabos se preocupava com variações? Se um vírus se transforma, que façamos o mesmo com as poções, não era tão difícil assim de pensar, vamos lá! Bom, não podia culpá-los, jornalistas sanguessugas pecavam em sua capacidade mental logo assim que escolhiam – e com isso afirmo que por vontade própria – gastar uma vida a falar da vida dos outros. Oh, well; Oh, well, eu teria que aguardar ansiosamente – ou nem tanto – pelo desfecho daquele inusitado evento de pseudo nobres e plebe em ascensão. Os passos eram largos, porém firmes. Até que a escolha de lugar não fora lá de toda ruim. Tinham muitos cantos onde poderia encostar e esperar a noite passar, ótimo, já estava mais do que satisfatório. Para encurtar, me dirigi ao hall de entrada onde alguns funcionários que provavelmente pertenciam ao Lummus jaziam sentados atrás de uma mesa comprida e assinei a lista, depositando em seguida um cheque em nome da Escócia no valor de algumas mil libras esterlinas. Não me lembrava, afinal, fora o velho ministro quem o mandou como contribuição à comunidade bruxa da qual ele estava tão distante.

Como prometido, permaneci num canto do salão enquanto as pessoas se cumprimentavam e arrumavam os próprios lugares. A atadura mal feita lambia minha palma, tendo sido amarrada porcamente nas costas da mão. Em virtude à mulher morena que subia em qualquer lugar e falava com todos sobre o grande propósito da ocasião, permiti a mim, descansar a cabeça numa pilastra de pedra e cruzar os braços em relaxamento. Era fácil agora analisar todos os pontos fortes da situação: eu conhecia cada um ali pelo nome, poucos, talvez, me fossem completos estranhos, mas, ainda assim, seria fácil descobrir. Todavia, ficava lá, estatelado como um idiota. Velho, Eithan. Velho, louco Eithan.

Então um rodamoinho invade os pensamentos conturbados e me vejo no passado. As mãozinhas finas de Emma apertando com força as minhas enquanto caminhávamos pelos jardins da casa Bute. Mesmo apavorada, ela pouco ou nada demonstrava quando tinha a mim do lado. Quem diria que viria a ser eu o responsável por mandar a pobre alma para o sofrimento eterno... Aqueles anos estavam perdidos. Tinha mais certeza cada vez que tentava me pôr contra eles e estes sumiam bem diante de mim. UM eu que se perdeu num mar de lava sem fim e inalcançável. Ainda tinha que aturar as silhuetas errantes que pertenciam às lembranças tórridas dela, as que eu roubei. Um rosto, um nome, uma vida. Estão me observando com expressões de medo, pois me vêem como o monstro que todos acham que sou. Eu quero culpá-los, quero que saibam o quanto estão errados, entretanto, não posso, pois não estão. Emmalline se foi e pelas minhas mãos.

Agora havia tanto fogo nela quanto em mim. Enquanto as minhas ardiam em destruição e medo, as que nela se incutiam apenas partiam do mais puro frio. Chamas de gelo, de morte. Um brilho ameno que emoldurava a face eternamente infantil, torpor de meus dias sem sol. Minha única e rarefeita luz. Eu quero ser a vida, quero ser o fogo que arde nos olhos sem vida dela, quero trazer de volta seu corpo alvo e fazer com que dance no crepitar da lareira. Eu estava estudando, estava chegando lá. Mais um pouco e encontraria uma passagem decente ao etéreo, um meio de romper com a barreira entre o que está aqui e o que já se foi. Fracasso não está previsto.

Eu sou Eithan Bute Florenzza, eu sou o fogo!


Listening To: Marilyn Mason- Coma White. // Talking To: - Pessoas, pessoas. // NOTES: Pronto.
Editado pela última vez por Eithan Bute Florenzza em 07 Nov 2014, 06:15, em um total de 1 vez.
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Postado Por: Kikyo/Letty.


Re: Mansão Kaufmann [Liechtenstein - Vaduz]

MensagemAlemanha [#141216] por Hanz von Kroussi » 06 Nov 2014, 23:09

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We're burning with the stars,
We shine so bright,
Like Jupiter and Mars.

Capítulo Um


Qual era o propósito daquele Leilão Beneficente? Todos sabiam que não era realmente para o TvH. As sanguessugas do Lummus queriam alavancar a fama, as tiragens dos exemplares, a visibilidade do Jornal. Que merda de Gripe do Hipogrifo modificado o que... Eu conhecia o herdeiro dos Langston perfeitamente e sabia como a família era. Não era aquele ditado: Tal pai, tal filho? Eu fora escolhido para ser um dos representantes do hospital no Leilão, e estava odiando tudo aquilo. Eu era pago para salvar vidas e não sorrir e apertar mãos de pessoas que eu não dava à mínima e tinha nojo. A maioria daqueles que ali estavam, estavam pelas aparências. Perguntem para eles e tenha uma boa ideia dos quão crápulas são. Pergunte se alguém ligava para os que morriam diariamente no TvH por causa de falta de galeões que pudessem financiar a sua cirurgia? Pergunte se alguém disponibilizaria seu dinheiro? Era óbvio que não. E metade da verba que conseguiriam para a “Gripe do Hipogrifo” desapareceria assim que o Jantar fosse terminado. Qual era o sentido de tudo?

Eu tinha meus pensamentos em alvoroço e visão turva. A minha confusão mental era acentuada a cada gole de Whisky de Fogo. Na verdade eu entendia bem como funcionava esses Leilões e Jantares. Eu já havia sido Editor-Chefe do Lummus na época em que Wylliam Finnick comandara, e eu mesmo havia organizado alguns. O problema era que a mistura entre a rivalidade que eu tinha com Langston Filho no quadribol e o álcool não me faziam bem algum. Em meus aposentos eu procurava um traje que se adequasse á aquela babaquice de Jantar. Pop deu-me um terno preto com corte italiano que havia comprado em minhas ultimas compras. Vesti-o e penteei meus cabelos para trás, os meus cabelos grisalhos caindo fartos sobre as minhas orelhas e nuca. Ajeitei-os de modo que ficassem completamente em ordem, apesar de crescidos e finalizando joguei o pente sobre minha cama e aproximei-me de minha cômoda, pegando novamente o copo pousado sobre a superfície, cheio com a bebida, e engolindo todo o conteúdo goela abaixo. Já havia bebido mais do que o suficiente para uma pessoa que seria representante de sua empresa em uma festa de gala, mas não ligava muito. Bebia há tanto tempo que conseguia disfarçar muito bem minha ebriedade contornando-a com muita petulância, pesporrência e soberba. Escutei a voz irritante de meu criado, pedindo o copo. Olhei para ele com fúria e arrogante cuspi as palavras.
– Não preciso de você me dando ordens, sou eu o seu patrão e não o contrário. Desapareça da minha frente. – Tantas vezes aquele velho me aguentara e naquele dia não fora diferente. Não era a primeira vez que eu me embebedava. Com a cabeça baixa observei o homem sair de meu quarto e então me olhei no espelho, dando uma ultima checada no visual.

Excetuando algumas veias inoportunas estouradas em meus olhos, nada demonstrava o meu estado de espírito, e treinando meu sorriso teatral com meu reflexo achei que estava pronto para enfrentar o Leilão. Apesar de minha visão turva e um pouco duplicada, talvez eu passasse despercebido e não causaria problemas para ninguém. Era obrigado a comparecer na festa, e ficaria apenas por meia hora, e então estaria livre para vir embora. Coloquei o meu cantil no bolso do terno e passei pela porta aberta onde era a sacada. Pulei a proteção e dei um mergulho do quarto andar de meu Castelo, em vez de me estatelar no chão flutuei. Comecei a voar em direção á festa.

Assim que meus pés tocaram o chão defronte a Mansão, tropecei em minhas próprias pernas quase indo direto de face com a grama molhada. Graças a um convidado não tive essa gafe, pois me segurou a tempo, e recomposto ajeitando o terno o agradeci.
– Hans Von Kroussi. – Secamente apresentei-me aos seguranças e assim que viram meu nome na lista permitiram a minha passagem. O lugar já estava cheio e eu agradecia intimamente por isso. Quanto mais pessoas melhor, me manteria afastado do casal Langston. Notei a presença de alguns conhecidos e dirigi-me até eles. Companheiros de trabalho eram sempre bem vindos em qualquer lugar. Cumprimentei Charles com o olhar e encarei Aimée Fontaine. A medibruxa estava bela em seu traje de gala, conversando com D’Alterre. Uma vertigem surpresa fez-me quase cair sobre a mulher, e livrei-me segurando na parede que se encontrava perto, graças ao bom Pai, mas apesar disso esbarrei de leve na francesa, denunciando assim a minha presença. – Merda. – Murmurei quando ela virou-se para mim. Esperava que Fontaine não sentisse meu bafo. – Desculpe por esbarrar em você, Fontaine. – Percebia minha fala um pouco arrastada, e para mascarar dei um sorriso sarcástico. Falaria o menos possível. Salvo pelo gongo, a sra. Langston começou a falar. Olhei em sua direção, enquanto lutava para me manter de pé.

Finalmente. Barbra finalizou seu discurso e pude sentar-me a na mesa que era destinada especialmente para os funcionários do TvH. Adivinha quem se sentou ao meu lado? Exatamente. Aimée Fontaine. Aquela festa seria longa. Sorri para a médica D’Alterre que se sentava ao lado da chefe.
– Você é Anne Marie D’Alterre, não é? Não nos apresentamos adequadamente. Sou Hans Von Kroussi, ao seu dispor. – Conhecia seu marido da festa do Conclave. Mordi meus lábios, sentindo gosto da bebida. Passei a mão direita por meus cabelos enquanto esperava sua resposta. Havia controlado o meu tom de voz, dessa vez. E quase parecia normal. Pop estava certo, eu deveria ter esperado para beber depois da festa.


____________________



With: Barbra Langston, Don Langston, Albert Langston, Aimée Fontaine, Anne Marie D'Alterre, Pop.
Notes: Gente, esse Hans está loucão. o:
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Re: Mansão Kaufmann [Liechtenstein - Vaduz]

MensagemFranca [#141477] por Aimée Fontaine » 14 Nov 2014, 02:12

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Obrigações.
Capítulo um.


- Você devia ser mais organizada, assim acharia suas coisas mais facilmente. - Aimée ouviu sua mãe dizer enquanto a observava. Ela estava procurando um vestido apropriado para aquele leilão que, sinceramente, não tinha a mínima vontade de comparecer. Mas parecia que quando se tinha determinado cargo no hospital, era obrigado a ir a eventos sociais, ainda mais que aquele era para conseguir fundos para alguma doença que ela não se importava tanto qual era, preferia muito mais estar no hospital cuidando dos pacientes, tinha tanto para fazer lá. -Vê se dá um jeito nessas olheiras, estragam seu lindo rosto. - Revirou os olhos com o comentário da mãe, não queria ela ali, nem sabia como ela a tinha encontrado, mas ela estava ocupando seu tempo há pelo menos três horas sem ter muito de útil a acrescentar no seu dia. Agradecia ao menos que seu pai não tivesse vindo junto. Claro que amava os dois, eles foram ótimos pais e tudo mais, mas era horrível ver a felicidade deles, aquela que foi esfregada na sua cara tanto a ponto de ela pensar que um dia poderia achar alguém que a fizesse feliz tanto quanto eles o são e as coisas não deram muito certo, na verdade não deram nada certo. Claro que agora ela não era mais tonta o bastante para acreditar que encontraria o que muitos chamam de amor. - Então mãe... Você veio aqui por que mesmo? - Perguntou, parando de andar para encará-la. - Sou sua mãe, uma visita as vezes não faz mal. E seria no mínimo educado de sua parte se você parasse de desejar que eu fosse embora. - Viu ela se levantar e ir até o armário dela. - Ah, e se eu fosse você, usaria esse vestido aqui. - Ela disse, colocando um vestido verde longo sobre sua cama. Aimée o encarou por um momento em silêncio. - Acho que pode servir. - Era evidente o bom gosto de Nicole Dupont, ela sempre sabia o que ficaria melhor.

Começou a arrumar-se começando pelo cabelo. Penteou as longas madeixas ruivas e se olhou no espelho, para variar sua mãe tinha razão, aquelas olheiras estavam horríveis, ia precisar de muita maquiagem para dar um jeito naquilo. - Deixe-me cuidar de você hoje, Aimée. Vou deixar seu cabelo lindo e seu rosto ainda mais bonito. - Nicole disse aproximando-se da filha. Aimée olhou para o reflexo de sua mãe no espelho e suspirou um pouco. - Tudo bem. - Tinha concordado assim rápido, porque conhecia a mãe bem o suficiente para saber que ela não aceitaria um "não" como resposta. Sentou-se numa cadeira que ficava em frente a sua penteadeira antiga, uma herança de família deixada para ela por sua avó, e olhou para sua mãe. - Vá em frente. - disse e deixou que ela trabalhasse em seu cabelo e seu rosto. Infelizmente estava de costas pro espelho e não conseguia ver o que ela fazia ou o que estava resultando. - Acho que você devia usar aquele sapato branco alto com detalhe em prateado. - Ela disse depois de um tempo. - Não. - Aimée disse na mesma hora, sabia bem qual era o sapato que ela mencionou, mas só tinha usado ele uma vez para cometer o maior erro de sua vida e não estava com vontade de usá-lo novamente. - Mas vai ficar ótimo com aquele vestido, então você vai usar. Aquilo já foi há muito tempo, pare de agir como se fosse uma garotinha de coração partido, você é uma mulher adulta e tem de aprender a superar. - Calou-se diante do que ela disse, sabia que qualquer tipo de discussão estava perdida, então nem adiantava tentar.

***


Lá estava Aimée num lugar onde ela não queria estar. Tirando as pessoas do hospital com quem convivia apenas por causa do trabalho, não conhecia mais ninguém ali e talvez isso a deixasse um tanto desconfortável, por isso procurou se aproximar das pessoas das pessoas do hospital, precisava ter um ponto de referência naquele lugar hostil e desconhecido cheio de gente "importante" e com muito dinheiro. Pensava que sua mãe gostaria de um evento assim, mas ela não era parecida com a mãe, uma pena. Cumprimentou rapidamente os médicos ali presentes de modo educado, não parando para conversar com ninguém. Ficou apenas por perto, observando as pessoas naquele lugar. Tanta gente em roupas caras e elegantes, dava para dizer o poder aquisitivo deles olhando apenas para o que vestiam e os acessórios que acompanhavam. A jovem médica tinha a aparencia de pentercer a aquele lugar e não só pelo vestido elegante, mas também pela pulseira delicada de diamantes que estava em seu pulso direito, esta dada pela sua mãe pouco antes dela sair, porque julgou que combinaria bem com aquele visual. Sentia-se um tanto aliviada por não conseguir ver os sapatos, que estavam cobertos pelo vestido, porque esses usou apenas uma vez, em seu casamento fracassado, nem entendia porque não tinha se livrado deles. Mas no fundo sabia, não tinha superado, tanto que guardou o anel de noivado numa caixinha delicada dentro de seu armário. Tratou de afastar esses pensamentos ou ia ficar chateada e no momento o que menos precisava era ter algum tipo de crise de choro.

Olhou para um médica que chegou por ali, a reconhecendo imediatamente. Não que já tivesse chegado a conversar com ela nem nada, mas tinha tentado conhecer ao menos um pouco cada um que trabalhava lá dando uma pequena olhada em alguns papéis que tinha acesso. - Não se preocupe doutora D'Alterre. Tenho certeza que o leilão já está bem abastecido.- Disse em tom agradável diante da preocupação da mulher de ter vindo de mãos vazias ao leilão. Ela mesma não iria contribuir com nada, na verdade só estava ali por obrigação. Preferia chamar as pessoas pelo sobrenome, porque assim como era respeitoso, também conferia certa distância. Se ela a chamasse de Anne Marie por exemplo pensava que lhe conferiria um proximidade que não existia ali. Sorriu um pouco apenas e acenou com a cabeça quando a mesma comentou sobre esperar que arrecadassem muito dinheiro. Ficou a olhar nos olhos da mulher enquanto ela falava. - Senhorita.- A corrigiu quando ela a chamou de "senhora". Já foi casada, já foi uma senhora, mas não queria ser mais chamada assim, ela não era mais casada e ainda era jovem. - Coordenar as atividades deles é um tanto trabalhoso, mas lido muito bem. - Isso é claro com exceção de um certo médico metido idiota que estava em sua equipe, mas não falaria sobre isso porque Anne Marie não tinha nenhuma relação com, além do que ela não falava das pessoas. - Apesar de tudo gosto mais de cuidar dos pacientes. - E era por eles que passava grande parte do seu tempo no hospital, muitas vezes fazendo plantões além do que seria realmente saudável. Era bom ver que ela compartilhava desse sentimento de querer ajudar os pacientes, era bom ver que os médicos eram realmente dedicados e não trabalhavam ali por prestígio ou dinheiro apenas. Notou que ela ficou meio sem graça por ela tê-la corrigido. - Não se preocupe em desculpar-se. Foi só uma observação - Disse - É sim. Aqueles estagiários são bem novos, mas são bem espertos. - Apenas esperava que fosse realmente isso que eles forem querer da vida ao final daquele estágio, se é que não sairiam antes.

Olhou para o Hans Von Kroussi, vítima de seu desgosto, quando o mesmo esbarrou nela. Quando o mesmo proferiu a palavra "merda" pôde sentir o odor característico do álcool em seu hálito, o que só fez cair o conceito que tinha dele (Esse que já era bem ruim). Virou-se para encará-lo, mas não pôde deixar de notar sua aparência. O médico estava mesmo bem vestido o que lhe deixava ainda mais bonito, não que a francesa fosse algum dia admitir a quem quer que fosse que sentia certa atração física por aquele homem, ele era alguém com quem ela dividiria a cama por um noite sem problema algum, se não o odiasse, é claro. - Acho que você deveria ter mais cuidado, doutor Von Kroussi. - Disse, com um sorriso irônico estampando-lhe a face. Olhou para a anfitriã quando a mesma começou seu discurso. Viu alguns dos medibruxos ali acenarem com a cabeça quando ela falou deles, mas Aimée preferiu não fazer isso, não queria ter atenção para si.

Passado todo aquele discurso, Aimée seguiu com a médica mais velha para sentar-se em algum lugar na mesa de jantar. Tinha gostado dela de qualquer modo. Ao sentar-se ali notou que aquele homem estava ali e teria de aguentar aquele bafo de álcool pelos próximos longos minutos exaustivos. Quanto tempo demoraria aquele evento? Será que conseguiria dar uma escapadinha no meio do leilão? Acreditava fielmente que não, ainda mais levando em conta que seu cargo no hospital não era o de uma simples medibruxa. Observou Hans cumprimentar Anne Marie por um momento. Ficou apenas em silêncio ali, esperando que aquilo acabasse logo.


Tagged: Michael Fontaine (NPC); demais médicos presentes
Interacting with: Nicole Dupont (NPC); Anne Marie D'Alterre; Hans Von Kroussi
Notes: Saiu enfim (: Espero que gostem Mah e Miih ^^
Aimée veste
Não revisado.
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Aimée Fontaine
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Re: Mansão Kaufmann [Liechtenstein - Vaduz]

MensagemEstados Unidos [#141511] por Morgan P. Niklaus » 16 Nov 2014, 11:25

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                    Respirei profundo e observei o reflexo que aparecia no espelho. Estranho quando passamos mais tempo caminhando sobre quatro patas do que com duas. Já não lembrava mais quem era fisionomicamente e muito menos parecia ser meu self. – Como você envelheceu...– Entreabri meus lábios em um enorme sorriso enquanto ajeitava o nó da gravata perfeitamente. Tudo deveria estar limpo, liso e muito bem colocado dos pés à cabeça.

                    - Pronto. Agora sim Monsenhorrr Morgan, pode ir para um evento. – Ergui a sobrancelha deixando cair o leve sotaque americano em minha voz para controlar meu lado selvagem. Peguei a primeira rede de transporte para o evento beneficente e imediatamente cheguei à Mansão Kaufmann em Vaduz.

                    Caminhei largos passos pela mansão de forma discreta e sem levantar muitas suspeitas, apenas como um enorme curiosos e assim que cheguei ao salão onde encontrava-se o evento, peguei uma taça de vinho e beberiquei um gole. Estava um pouco atrasado, porém tinha chegado ao tempo certo para ouvir o discurso de uma bela senhora. Algo como gripe do hipogrifo estava se espalhando e o hospital precisava de doação. Soltei um leve sorriso ao ouvir tamanho insulto, pois o Tvh na época em que era médico legista ou psiquiatra, jamais havia precisado disto, pelo contrário, tinha tanta grana que fazia era doar. – Que humilhante. – Sussurrei enquanto ouvia tal discurso e observei os demais convidados, alguns médicos e outros doadores, jornalistas ou simplesmente cidadãos da comunidade que queriam encher suas barrigas à custos de uma festa beneficente.

                    Ergui a sobrancelha provando mais um gole do vinho enquanto encarava ao longe um velho conhecido e um velho irmão. Provavelmente ainda não me vira e parecia mais concentrado na festa que qualquer outra coisa... Ou pelo menos concentrado o suficiente no nada a ponto de esbarrar nas damas no rapaz. – Humpf! – Respirei profundo. Não poderia agir naquele lugar por conter muitos repórteres e ali nada mais era que um Monsenhor famoso de New Orleans.

                    Ignorei por alguns segundos o senhor Kroussi e segui para o local de doações. – Qual o maior valor que já doaram até agora? – indaguei para o funcionário. – Preencha, por favor, três vezes mais o maior valor doado até agora para vocês somando com o total que possuem até agora.– Ordenei. Entreguei meu cheque para o funcionário. O mesmo entreabriu seus lábios, arregalou seus olhos e abobalhado pegou uma pena e foi calcular os valores para anotar a minha oferta. – O... o... Obrigado... Sem... Senhor... Niklaus. – Gaguejou. Abri um largo sorriso empático e carismático para o mesmo e voltei para a grande concentração da festa...
    Eles sequer tinham ideia do que estou tramando para o Hospital...


    Adivinha quem está retornando?
    Tio HADES Chegou!
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Re: Mansão Kaufmann [Liechtenstein - Vaduz]

MensagemRussia [#141654] por Albert Langston » 21 Nov 2014, 22:53

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A Travessa do Carpinteiro era uma das ruas mais movimentadas de Vaduz durante todo o horário matutino. Milhares de trouxas trafegavam por aquele lugar indo em todas as direções. Eram executivos portando aparelhos eletrônicos que pareciam ganhar vida junto ao ouvido, mulheres de cabelos mais espalhafatosos que o outro e adolescentes rebeldes que sentiam um particular prazer ao desobedecer as regras da sociedade não-bruxa. Mas a noite a Travessa do Carpinteiro era uma rua no meio do nada.

Albert não precisou aparatar num lugar discreto, por mais que sua mãe houvesse lhe prevenido contra os olhos alheios. Apareceu no meio da rua, quase embaixo de uma zona iluminada por um poste de luz amarelada. O estalido que produziu poderia ser facilmente confundido com um pneu furando, exceto para ouvidos treinados para reconhecer magia.

- Você está atrasado. – Albert se virou para contemplar a loira que emergia das sombras de uma pequena viela quase em frente da avenida principal. O Langston sorriu galantemente e ajeitou os cabelos que lhe caíam úmidos na testa. Enquanto caminhava em direção a mulher a analisava minuciosamente.

A pele muito branca, ainda sobressalente dentre a escuridão, estava envolta de um vestido sutil amarelo-perolado, sem qualquer adereço ou ornamento que desviasse a atenção da mais bela atração. Seu rosto angelical estava perfeitamente visível, com os cabelos presos atrás da nuca num elegante e impecável coque. Um par de brincos, que Albert conhecia muito bem, adornavam cada orelha da bruxa, traçando uma linha tênue através de seu maxilar marcado. Cassie Sauthier Zech estava absolutamente linda, mas Albert não conteve seu cinismo ao se aproximar e sussurrar no ouvido da mulher:

- Gosto mais de você com o uniforme das Holyhead Harpies. – Disse, antes de lhe dar um beijo no canto dos lábios e deixar-se ser abraçado. Sua fragrância encheu-lhe o olfato imediatamente.
- Pensei que você gostasse mais quando eu estava sem roupa. – O comentário foi exatamente o que Albert esperaria de Cassie, mas a resposta previsível não deixou de ser interessante. O apanhador encarou a mulher nos olhos antes de vislumbrar os dois pontos de entrada da rua. Nenhum pé de gente. Albert sorriu e conduziu Cassie para além do beco onde ela se encontrava, encostou-a numa parede, aparentemente os fundos de um restaurante – A julgar pela quantidade de gatos que remexiam numa lixeira próxima – e, por fim, beijou-a.

O único som além do estalido dos lábios de ambos era o da respiração entrecortada, que foi ficando mais forte a cada momento. Albert deslizou seus lábios pelo pescoço da mulher e deixou suas mãos serem particularmente mais criativas. Cassie mordiscou-lhe a pontinha da orelha. Quando as mãos grandes, mas macias, do inominável desvendaram o que o tecido leve do vestido escondia, os dois ouviram um barulho no fim da viela.

- É só um gato.– Disse Albert, depois de ouvir o miado duplo que só podia significar que ele e Cassie não eram os únicos se divertindo naquele momento. A secretária sorriu aliviada, depois baixou sua mão direita para o ventre de seu par. Foi a vez do Langston sorrir. –E essa é a minha varinha, senhorita Zech. A de madeira.
- Eu sei, querido. – Ela falou, antes de meter a mão por dentro do cos da roupa do homem e puxar o instrumento para fora. Suas mãos foram tão ágeis que Albert não pôde esconder a admiração. Cassie contemplou a varinha do apanhador com um olhar vigoroso, o mesmo olhar que ele já havia visto em campo. Por fim ela baixou o vestido e se esgueirou para fora dos braços do Langston, enquanto sorria e brincava com sua varinha. – Está na hora de encontrarmos um lugar mais... Privado. Não acha?

Albert a olhou como um predador. Levou os cabelos mais uma vez para o cocuruto e arqueou o zíper da calça, que nem mesmo ele lembrava de tê-lo abaixado. Antes de dar os primeiros passos em direção a Cassie deu de ombros. Por ele poderiam ficar ali mesmo. Mas gostava de deixar a loira achar que era ela que ditava as regras de seus joguinhos. Isso a deixava mais desinibida, e quanto mais desinibida, melhor.

- Como você quiser.

Quando Albert e sua acompanhante adentraram na Mansão Kaufmann, sua mãe estava finalizando o seu discurso. Vislumbrou seu pai junto a meia dúzia de homens que não conhecia, mas a julgar pelas vestes exuberantes eram aqueles os principais contribuintes para aquele circo. Alb acenou de longe quando notou que havia sido localizado por Donald, mas não viu qualquer sinal de retribuição além de um olhar severo e penetrante, que rumou dele para Cassie, que aplaudia Barbra sem perceber o que se sucedia. Albert ergueu as mãos e a acompanhou.

- Você estava absolutamente incrível, mamãe! – Disse o inominável quando Barbra se aproximou para um abraço. A mulher agradeceu, cumprimentou Cassie cordialmente e voltou-se novamente para o filho. Seus olhos não pareciam tão contentes quanto seus lábios e talvez a secretária houvesse percebido isso, tanto que, segundos depois, disse que iria ao toalete. Os olhos astutos da mãe seguiram o coque dourado de Cassie até ela desaparecer por trás de um número considerável de bruxos, e quando ela voltou-se para Albert novamente ele já estava preparado. –Não vamos começar com isso agora, por favor.
- Concordo com você, querido. – Ela disse, erguendo a mão direita e acalentando a face do filho. – Mesmo por que você sabe que seu pai odeia que você assedie nossas funcionárias, não sabe? Tenho certeza que você não faria isso bem debaixo do nosso nariz, e ainda mais publicamente.
- Claro que... Não. – Disse Albert sorrindo. – Jamais faria algo para irritar o papai. Principalmente num dia tão especial para ele... Para vocês...
- Para nós, Albbie. – Completou Barbra. – Para nós.
- Sim, para nós.

Barbra deu-lhe mais um beijo na face e deslizou como um lince para junto de um amontado de convidados. Albert inspirou fundo, como se nem ao menos estivesse respirando pelos últimos minutos, e voltou-se mais uma vez para onde o pai encontrava-se, mas ele já não estava mais lá. Arqueou o braço direito e vislumbrou o relógio só para se certificar de que aquela seria uma noite particularmente longa. Gostaria de ter ficado mais tempo com Cassie em privacidade, mas na falta disso um drink cairia bem. Ou vários.
Editado pela última vez por Albert Langston em 17 Jan 2015, 19:10, em um total de 2 vezes.
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Re: Mansão Kaufmann [Liechtenstein - Vaduz]

MensagemInglaterra [#141679] por Oliver Sartori » 22 Nov 2014, 14:32

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Desembrulhou um envelope que estava sobre seu gabinete, arqueando a sobrancelha ao reconhecer o selo que estava fixado no papel. Porém, suas suspeitas não foram confirmadas – para o seu alivio. -, que esperava algo negativo vindo de uma empresa jornalística. Eles nunca descansam enquanto não encontram algo para falar mal. Oliver era o responsável, dentre outras funções, pelo contato com a imprensa e ter que responder sobre as mais diversas questões representando o hospital não era uma tarefa tão fácil assim. Mas ele estava se saindo bem. O assunto abordado na correspondência convidava os colaboradores do Hospital Theophrastus von Hohenheim para a participação de um leilão beneficente organizado pela própria Lummus Journal.

Analisou a proposta alguns segundos, imaginando a real possibilidade de se deslocar para a dita localização. Sabia que o estudo da gripe do hipogrifo era uma doença que deveria ter uma atenção maior, mas não sabia se realmente seria acessível para o hospital. Alguns minutos foram o suficiente para que o vice-diretor tomasse uma decisão concreta sobe o assunto.– Senhorita Duhom? Preciso que divulgue uma reunião com os representantes de cada setor e os chefes de departamentos daqui a vinte minutos, na sala de reuniões. Obrigado! – Repousou o telefone no local em que estava, organizando alguns papeis em uma prancheta, para então seguir para o recinto em que comunicaria o motivo da dita reunião. Sartori iria verificar a opinião dos mesmos e possível possibilidade de participação no evento, sabia, no entanto, que conseguia ser bem persuasivo quando queria.

(...)


Suas vestes para aquele noite era as sociais que tão bem se adequavam ao seu corpo, parecia que não conseguiria usar outro tipo de roupa senão aquela. Havia recebido a intimação de uma das medibruxas do hospital que dirigia, para lhe fazer companhia, já que o mesmo havia insistido tanto que os representantes de cada especialidade se deslocassem de suas casas – alguns recebendo despensa de sua jornada de trabalho -, para estar ali naquela belíssima mansão. Seria o local onde ocorreria o dito leilão no qual havia sido convidado a participar e também a interagir mediante os resultados. Já que havia confirmado a proposta, como também a possível possibilidade de implantação na estrutura do Hospital Theophrastus.

- Está vendo, senhorita Stevens. Creio que não deve lhe trazer nenhum arrependimento ter vindo até aqui. Não? – Citou para a loira, que estava ao seu lado em uma das mesas que organizavam aquele jardim bem decorado. – Obrigado! – Desta vez, sua voz foi direcionada para um garçom que lhe oferecia uma taça de champanhe, pegando duas, para então entregar uma para sua colega de trabalho. Haviam muitas faces conhecidas ali, pelo mesmo haviam algumas vantagens em ser influente no mundo mágico, vez ou outra cumprimentando algum bruxo do ministério ou mesmo algum outro que não tenha visto antes, mas que o conhecia por algum meio. Dentre os motivos para a interação, vinham a de parabenizar o vice-diretor pelo bom regimento do hospital.

Sentiu grande orgulho ao perceber que também haviam outros colaboradores do TvH por ali, cuidando para sua presença não passar despercebida para os mesmos, agradecendo-os e os convidando para dividir a pequena mesa retangular em que estava acomodado. Dentre eles estava a chefe dos medibruxos, Aimée Fontaine, que Oliver estava bastante satisfeito com seu desempenho no novo cargo.

Antes que seus olhos buscassem mais algum amigo/colega de trabalho, foi interrompido por uma mulher que requisitava a atenção de todos. Buscou em sua memória o nome da dita, mas este só veio à tona quando a mesma mencionou ter os créditos da organização do leilão. O que lhe lembrou que Barbra Langston era o nome que estava assinado no fim da carta que recebera a alguns dias. Aguardou que a mesma terminasse seu introdutório, que antes que o finalizasse, direcionou a atenção de todos os expectadores para os representantes do hospital. O que fez com que Oliver se erguesse da cadeira e acenasse para os demais, com um sorriso tímido nos lábios. Pedindo com o olhar que os seus colaboradores fizessem o mesmo. Logo então seria servido o jantar.


Citados: BarbraL; AiméeF; MadissonS; Duhon (NPC) e demais funcionários do Tvh
Off: Nem revisei, mas ta ai =x
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Re: Mansão Kaufmann [Liechtenstein - Vaduz]

MensagemReino Unido [#141731] por Lara Lockwood » 24 Nov 2014, 15:25

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O setor responsável por tratar pacientes com danos causados por criaturas magicas não estava tão movimentado. A medibruxa Isabelle uma das responsáveis por aquele setor despachou a estagiaria para outro setor, não gostava muito da pobre garota. Já a sua assistente, Afrodite com sua voz irritante, estava separando alguns prontuários em uma escrivaninha cantarolando, piorando a dor de cabeça que a ruiva sentia por não se alimentar de forma adequada durante o dia. Mas, para sua felicidade, o expediente estava finalizando e para seu azar a estagiaria voltou à sua sala, mas dessa vez portando um envelope intrigante. Com um ar indiferente, Isabelle o pegou, o abriu e o leu atentamente. Recebeu um convite para participar de um leilão beneficente organizado pelo Jornal Lummus, achou aquilo monótono, chato, tedioso e uma verdadeira dilapidação de tempo, mas como ela sendo uma medibruxa, órgão importante dentro do TvH, achou demasiado necessário fazer um esforço, para no outro dia, dispor sua noite e frequentar esse lugar com uma de suas melhores roupas. O tempo passou, dispensou sua assistente e fora pra sua residência.

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A noite como muitos costumam dizer, é uma criança, mas como Isabella costuma se nomear uma boa sofista, discorda. O dia passou; amanheceu; a tarde chegou e a noite se aproximou majestosamente. Isabelle abandonou sua residência e já se encontra parada, observando a entrada da mansão onde designa o leilão. Mansão Kaufmann. Isabelle usava um longo vestido vermelho tomara que caia com uma abertura lateral. Um salto de bico fino scarpin também vermelho. Uma carteirinha branca e joias negras banhadas ao luar. Com cautelosos passos, Isa/Belle aproximou-se da entrada do local, onde seguranças à barrarão como em qualquer outro evento de elite. Um deles segurava uma prancheta com os nomes dos convidados, entediada e sedenta por alguma bebida alcoólica, a medibruxa decidiu adiantar e apresentar-se para que sua entrada fosse liberada.

– Isabelle de Carmesim. –Falou seu nome com bastante ênfase e o segurança alto e forte todo de preto começou a verificar. – Dra. Alba, Medibruxa do Theophrastus von Hohenheim.– Então depois de voltar à lista novamente, seu nome fora encontrado. – Agradecida. – Educadamente, quando a passagem foi lhe aberta, Isa tentando seduzir seus observadores, começou a caminhar adentro com um meigo sorriso entalhado em seus finos lábios vermelho.

Ao chegar ao centro destinado ao evento beneficente, o tal leilão, Bella usou mais uma vez seu senso de observação e começou a analisar cada detalhe do lugar, não para depois comentar como uma fofoqueira ignorante e desocupada à alguém, mas fez isso apenas para seu próprio prazer e por sua grande admiração por coisas belas e valiosas, não para furtar, não existem necessidades para tal criminalidade que nunca fará parte da constituição ética e moral da ruiva Isabelle de Carmesim. Ao rondar o lugar ainda em pé, reparou a presença de colegas de trabalho... Interessante. Os olhos azuis pararam na fonte que provavelmente era o centro das atenções naquele lugar, fora o dinheiro que estão recebendo com essas contribuições. A fonte jorrava águas cristalinas e seu aroma era agradável e ao mesmo tempo enjoativo. Um garçom segurando uma bandeja passou pela mulher avida por uma bebida alcóolica, a mesma não custou em lhe barrar e pegar uma taça de champanhe e logo em seguida buscou uma mesa vaga para assentar-se.

Já sentada, sozinha em uma pequena mesa um pouco distante da fonte extravagante, Isa acenava para alguns de seus colegas de trabalho que lhe reconhecia, mas que não chegava perto para lhe cumprimentar de forma cortês. Isso não chegava a lhe magoar, mas ela sentia certo alivio, já que não gosta muito de se socializar em eventos. Uma mulher muito elegante, bem vestida e bonita chamou a atenção de todos que logo se calaram e se direcionaram para ela... Um discurso. Deu as boas vindas aos convidados que logo aplaudiram. Isabelle estava ocupada segurando e bebericando sua taça e seu champanhe. Ao anunciar os medibruxos, Isa sentiu seu rosto corar, ela mesma fez uma pequena doação do que podia, ou do quanto ela quis. A mulher elegante, organizadora do evento, concluiu sem discurso falando sobre a gripe do hipogrifo, trata-se de uma criatura adorável, especialidade primaria da Medibruxa Dra. Alba.

– Será que posso lhe fazer companhia? –Um homem de cabelos grisalhos e de aparência jovial e cansada, aproximou-se segurança uma taça de vinho, dirigindo-se à Isabelle que lhe lançou um olhar de censura e desagrado.

– Que gentileza do senhor querer tirar uma inocente mulher de uma angustiante solidão. – Isa falou educadamente e deu o ultimo gole em sua bebida, colocando na mesa a taça vazia. O homem já estava se preparando para sentar-se. – Mas... – Ela lhe interrompeu.– Não aceitei sua proposta. – O homem voltou a ficar de pé e sorriu. – Mas, pode ficar, estou precisando... Ir ao toalete e caminhar um pouco.

Isabelle levantou-se sem ouvir o que o homem dissera e caminhou pelo jardim com um sorriso educado. A mulher pegou mais uma taça de champanhe, aproximou-se de alguns funcionários do Hospital e os cumprimentou educadamente. Deu alguns beijinhos nas bochechas magrelas do Dr. Sartori, Oliver. Atual vice-diretor do TvH. Fez a mesma gesticulação com a Dra. Fontaine, Aimée. Atual Chefe dos Medibruxos. Sem prolongar sua presença, falou um “foi bom lhe vê” para cada um e encaminhou-se ao toalete, apenas para dar retoques em sua maquiagem que não chegou a borrar, mas mulheres sempre dão desculpas para escapar de algo.

Citação: Oliver & Aimée
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Lara Lockwood
Mundo Mágico
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