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- Loft Osamu - [Londres/Inglaterra]

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MensagemJapao [#153414] por Hideki Osamu » 17 Dez 2015, 13:28

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Pequeno Loft localizado no centro de Londres.


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Re: - Loft Osamu - [Londres/Inglaterra]

MensagemJapao [#153421] por Hideki Osamu » 17 Dez 2015, 17:32

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    - Reencontro -
    ( Parte I )



    Sem dúvida essa época do ano era uma das melhores, aliais qualquer dia mais frio era bom, porém com a aproximação do fim do ano os dias de frio eram contínuos junto com o inverno que aos poucos percebia-se que de fato havia chegado. Bastava observar as casas de lareiras acesas, e as poucas luzes natalinas que já enfeitavam uma ou outra sacada pelas ruas e se não fosse a necessidade de aparatar um pouco distante da rua de minha casa até o sereno seria bem apreciado sem que eu precisasse andar alguns bons quarteirões tomando sereno depois de deixar o trabalho.

    Observei as gotas escorrerem nos vidros das janelas enormes da sala. Apenas observava a gota sem nenhum pensamento em mente, e aquele era o melhor momento do dia, até por fim despertar pela luz piscante que vinha da janela de um apartamento do prédio no outro lado da rua. Hora verde, vermelha, azul e verde novamente. Mirei o cartão cheio de purpurina sobre a mesa de centro, agora pensava se deveria aceitar o convite de Ren para passar Natal com eles, mas não tinha certeza nem se teria folga no trabalho por causa das comemorações. E convenhamos que a alguns anos esses cartões parecem mais um “lembrei de você” já que era a única data do ano em que recebia notícias do irmão ao qual um dia havia sido tão apegado.

    Levei o copo de uísque tomando o último gole, e antes mesmo de terminar de apreciar o calor causado pela bebida tive um breve momento de susto ao escutar a campainha. Olhei o relógio e já beirava quase 1 da manhã e nunca tocavam a minha campainha, pelo menos não a algum tempo desde que havia parado de fazer programas. E nunca havia dado este endereço novo a nenhum antigo cliente, não seria possível que algum teria me encontrado ali.
    Deixei o copo sobre o balcão da cozinha que dividia a sala e antes do segundo toque da campainha já abri a porta.
    – Pois não? Quem é..?-

    Senti meu corpo congelar como se estivesse no vento da rua. E sem dizer mais uma única palavra fiquei ali parado encarando aquela figura de cabelos loiros, encharcado, sujo e pálido em pé no corredor. Minha mente cobrava uma atitude minha, fechar a porta, ou acolhê-lo para dentro mais não conseguia compreender muito bem o que estava acontecendo, se de fato aquilo estava acontecendo e nem o porquê. Talvez meu choque não fosse apenas de ver quem estava a minha porta, mais as condições em que o jovem se encontrava todo machucado. Franzi o cenho abaixando um pouco a cabeça encarando o chão enquanto dava um passo para trás abrindo passagem para que o jovem entrasse e saísse do frio que estava invadindo os corredores do prédio. Aquele era o único gesto que podia fazer já que palavra nenhuma conseguia sair de minha boca.
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Re: - Loft Osamu - [Londres/Inglaterra]

MensagemRomenia [#153426] por Nikolai Weylin » 17 Dez 2015, 21:22

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Talk to me softly,
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Parte I


Eu havia me prometido jamais me permitir apaixonar por ninguém. Era como se fosse minha regra em meio a carnificina que encerrava muitas de minhas noites. Era minha única proibição. Podia dormir por ai, convidar a minha cama quem eu quisesse, pois isso não importava e jamais iria... Bem, até eu conhecer o desgraçado daquele japonês. Me vi caindo cada vez mais em seus encantos, me prendendo como algum inseto inútil naquela forte teia, especialmente tramada para capturar pessoas de índole fraca e mente mais ainda, assim como eu. Nikolai Weylin, o caçador era agora a vítima de um jogo muito maior do que eu imaginara e o pior é que não havia apenas dois jogadores. Não... Nada que me envolve é assim tão simples. A noite regada a álcool e que acabou em caricias e uma bela dor todos sabemos onde na manhã seguinte foi o suficiente para acender um sinal de alerta, sinal esse que ficou mais claro e, por dizer, desesperado a medida que o tempo passava, até seu ápice uma semana atrás.

Eu, com meus vinte anos de idade finalmente decidia me rebelar contra aquele que me ensinou tudo o que eu sabia. Todos os vis mecanismos usados para tirar, por algumas moedas de ouro, a vida de vários. Nunca me senti ameaçado quanto o que fazia, quanto aquilo que podia me acontecer porque simplesmente não tinha nada a perder, mas a partir do momento que aquele filho da mãe entrou na minha vida tudo, absolutamente tudo aquilo que eu havia construído ao me redor. Minhas muralhas caíram por terra e eu fui exposto. Foi assim que, uma semana atrás, eu me recusei a trabalhar. Pedi minha saída para o Mestre e a tive fortemente negada, Hideki fora ameaçado de morte e eu, como parte de uma lição a ser dada, apanhei como um condenado a tal ponto que só recobri os meus sentidos na manhã seguinte, largado em meio a neve a mercê da própria sorte. A partir dai começou uma corrida desesperada atrás do homem e uma semana, uma longa e interminável semana, fora gasta até que eu finalmente achasse o apartamento do Japonês.

Foram necessárias ainda algumas muitas horas para que a coragem finalmente encontrasse meu corpo novamente e eu respirei fundo, sendo vencido pelo cansaço, frio, fome e o desespero. Deixei que meus pés me guiassem até o andar certo e toquei a campainha, resistindo a tentação de correr e fugir dali, mas a porta fora aberta antes que eu pudesse dar aos meus pés qualquer comando. Quando a porta se abriu, senti o chão ceder sobre meus pés antes de me recuperar, estudando o rapaz a minha frente e deixando com que o ar escapasse de meus pulmões de maneira lenta. Ele estava bem, estava a salvo. Nada havia acontecido com ele.

O passo dado para trás trouxe à tona um sentimento curiosamente frustrante de minha parte e, embora eu tivesse plena consciência de que eu que era o responsável pela perda de contato, ainda sentia à vontade de bater nele por simplesmente não dizer nada. Um passo a diante, a fim de entrar no apartamento e me joguei de encontro ao peito dele, simplesmente o abraçando com força e deixando com que os soluços me escapassem em um súbito ataque de choro. –M-me perdoa... p-por favor... – Minha voz falhava, deixando as palavras sussurradas quase inaudíveis enquanto agarrava as costas da camiseta do rapaz, segurando parte do tecido dentro das mãos cerradas em punho, como se o mero movimento de me afastar fosse o suficiente para que eu deixasse de existir.

Ter os braços dele ao meu redor apenas fizeram com que o chorar se intensificasse e, naquele instante, eu simplesmente me odiava por demonstrar tamanha fraqueza na frente do outro. Não porque não o achasse digno disso, mas porque não conseguia aceitar que eu merecesse ter alguém que se importasse comigo. Em meio a passos trôpegos, deixei que me guiasse até o sofá, tentando controlar o choro com o beijo na testa. Assentindo de maneira razoavelmente infantil, abaixei o rosto na tentativa de secar as lagrimas na roupa molhada e só agora parece que tomei consciência das horas de chuva que eu havia tomado, esperando do lado de fora parado feito uma estátua e tentando ser tão frio quanto uma, mas era impossível. Não quando eu estava assim tão preso nas tramas daquele sentimento que, admito agora, eu tinha tanto medo de conhecer.

Uma hora depois, devidamente limpo e com o estomago cheio (enquanto me sentia um esquimó no meio de tantos cobertores), tudo o que me incomodava, além da minha óbvia cara de pau, era a dor que acometia meu corpo e alma. Eu não podia continuar fazendo aquilo com aquele. Não quando o rapaz havia, tão genuinamente, me contado todos seus podres. Ele era garoto de programa, agora ex, e eu sabia porque ele me contou enquanto que, para ele, eu ainda era William. Não, eu não podia viver daquele jeito. Amar era uma relação de confiança que eu, até então, neguei veementemente. – Hideki...– Minha voz falhou. Tinha plena noção que a madrugada avançava, mas aquele era um assunto urgente. – Eu preciso conversar com você. – Admitia que estava morrendo de medo, temia fortemente que nunca mais voltasse a vê-lo, que tudo se acabasse com o pronunciar daquelas palavras. Mas eu prometia agora dizer a verdade, somente a verdade e nada mais do que a verdade.


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Re: - Loft Osamu - [Londres/Inglaterra]

MensagemJapao [#153431] por Hideki Osamu » 18 Dez 2015, 09:57

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    - Reencontro -
    (parte II)




    Podia ter a idade que fosse e todo maturidade do mundo que ainda assim não conseguiria manter-me firme e indiferente, não enquanto houvesse sentimentos por aquele rapaz, e francamente no fundo eu nunca havia feito nada para esquecê-lo talvez porque realmente não quisesse fazer isto. Aquele abraço repentino fez reacender algo dentro de mim a ponto de literalmente me deixar com o estômago embrulhando e um nó na garganta como se tivesse entalado. No íntimo havia desejado que uma hora o loiro aparecesse novamente, se explicasse e desse satisfação do porque havia sumido, mas não havia realmente me preparado para aquilo, nem para aquele pedido de desculpas em meio a soluços tão frágeis que por um momento fez com que me sentisse um monstro por tentar ser indiferente.

    Suspirei pesadamente com um misto de dor e alívio por toda saudade que havia sentido e por ter o loiro ali novamente, e sem mais lutar contra minha própria vontade envolvi o jovem retribuindo aquele abraço, apertando-o e acariciando seus cabelos molhados. Havia tanto desejado poder fazer aquilo novamente que no momento valia a pena esquecer o fato de ter sido abandonado sem aviso prévio e parar de remoer aquilo.
    – Você está gelado.- Puxei o jovem para dentro enquanto batia a porta atrás de nós. Arrastei o outro vagarosamente até o sofá afim de deixá-lo mais próximo ao aquecedor, e ainda o abraçando apertado e afagando seu rosto enxugando algumas lágrimas sentindo cada uma delas aumentar o peso em minhas costas me fazendo de aluma forma agora me sentir culpado, afinal talvez o jovem não tivesse precisado fugir de um relacionamento estranho se eu não tivesse insistido em colocá-lo nisso. – Esta tudo bem, deixa eu cuidar de você.- Sussurrei calmamente com um leve sorriso e depositei um beijo suave na testa úmida do outro.

    Com um pouco de dificuldade de me soltar ou soltá-lo do abraço, levantei e alcancei uma coberta que estava no outro sofá onde eu estava aconchegado mais cedo. Joguei sobre o loiro e segui para o quarto deixando-o se esquentar um pouco sozinho enquanto eu mesmo tentava por meus pensamentos em ordem de forma coerente. Preparei um bom banho quente, roupas secas e enquanto o jovem banhava lhe fiz uma sopa quente para que tomasse.
    Após alguns minutos ali estávamos nós dois, ele sentado no sofá enrolado em 4 ou 5 cobertas, talvez estivesse com calor, mais no meio do desespero em esquentar o garoto pode ser que eu tenha exagerado um pouco. Observava-o ali sentado sem falar nada, eu igualmente mudo ainda apensando por onde começaríamos aquela conversa que sem sombra de dúvidas seria bem longa. Até o silêncio ser cortado pelo loiro sumido.


    - Eu sei que precisamos, mais não precisa ser agora. Você esta cansado... e machucado.- Dei um leve tapa em minha testa lembrando de que tinha um kit de primeiros socorros sobre o armário da cozinha. Sem esperar resposta do jovem segui até a cozinha, não que isso fosse evitar o que o outro tinha a dizer afinal sala e cozinha era praticamente a mesma coisa. Trouxe comigo até o sofá a pequena maleta, peguei algodão e unguento e sem permissão já fui puxado o rosto do loiro em minha direção enquanto limpava um ou outro arranhão do seu rosto que parecia já terem sido feitos a alguns dias. – Parece que sempre que nos reencontramos de alguma forma acabo te fazendo curativos.-Ri tentando descontrair o clima, lembrando do passado sentindo uma certo déjà-vu. – Escute...Atropelei as palavras do loiro ao vê-lo abrir a boca para falar novamente. – Eu que peço desculpas. Eu insisti para sairmos sabendo a vida que eu levava, eu te envolvi naquilo e não te culpo por ter desejado sair fora.- Larguei o algodão sobre a maletinha, voltando a atenção ao jovem. Segurei seu rosto com ambas as mãos tomando cuidado com os machucados, encarei aquele par de olhos castanhos profundamente.– Fico feliz em te ver e saber que voltou, isso que me importa... Bom se é que realmente voltou pelos motivos que eu acho, mais mesmo que não seja fico feliz em te ver novamente.- Suavemente lhe beijei a bochecha, em seguida sem resistir tomei-lhe nos braços beijando-o a boca com volúpia. Não era minha culpa se meu eu era sempre levado pelos desejos de momento, mesmo que quisesse ouvir todas as explicações que o loiro sem sombra de dúvidas me devia, matar aquele desejo de beijá-lo e abraçá-lo no momento parecia muito mais necessário de ser saciado antes que ele resolvesse me escapar novamente.
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Re: - Loft Osamu - [Londres/Inglaterra]

MensagemRomenia [#153503] por Nikolai Weylin » 21 Dez 2015, 20:26

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Talk to me softly,
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Parte II


- Não, Hide espera um pouco... não precisa... – E lá estava o japonês saindo do alcance da minha voz, indo pegar qualquer coisa para tratar dos meus ferimentos negligenciados. Fechei de leve os olhos, respirando fundo enquanto permitia que ele, de novo, tomasse conta de mim. “E foi exatamente assim que me apaixonei, não foi?” Aquela primeira noite, havia tanto que ele poderia ter feito, mas não. Tudo o que o rapaz fez foi cuidar de mim e então sumir até que eu o encontrasse de novo. “É a prova de que há pessoas boas nesse mundo, não é?” E a prova de que eu deveria mudar. Eu tinha que dar um jeito em mim mesmo. – Parece que sim... – Esbocei um sorriso, cansado como eu mesmo estava. – Hide eu realmente...– E de novo era interrompido pelas palavras do moreno. Sacudi a cabeça um pouco, em vão tentando fazer com que o outro me escutasse.

“Filho da p**@. Cada palavra que você diz...” Deixava cada vez mais difícil de dizer tudo aquilo que eu tinha preso dentro de mim. Sentia o desespero crescendo de forma assustadora e aquele toque, doce e gentil, em minha bochecha fez com que as lagrimas voltassem a verter. Fechei os olhos com força então, tentando de algum modo diminuir um pouco o fluxo de gotas salinas que deslizavam bochechas a baixo em meio ao beijo que eu, indo contra todo o meu ser, cedi de maneira obediente, sentindo em meio ao gosto salgado do meu chorar, o sabor forte de Whisky que denunciava que o outro estivera bebendo antes de eu chegar.

Virando o rosto, foi com uma força sobre-humana que me forcei a me afastar do beijo, soluçando a esse ponto. Só então me permiti retribuir o abraço, me segurando a ele com força enquanto tentava controlar aquela avalanche de sentimentos. Precisei de uns bons cinco minutos para conseguir respirar sem os espasmos do diafragma e só então me endireitei, colocando um braço no ombro do oriental para mantê-lo afastado de mim por um instante. – E-eu não... Por favor, deixa... deixa eu falar, tudo bem? Eu tenho que te contar um monte de coisas... tenho mesmo... E-e vai ser melhor se eu falar tudo de uma vez porque não vou ter coragem depois... – Pausei por um instante, tomando o folego e tentando reencontrar a coragem que, aparentemente, fugiu de mim diante de tanto carinho.

- Você... você não me deve desculpas. Nenhuma. Eu aceitei entrar nessa situação, eu só não achei que as coisas fossem ficar tão... sérias. – De novo eu respirava fundo. Levantei, começando a andar um pouco de um lado para o outro. Ficar parado me era impossível, encara-lo então... Não conseguia. – Você me contou tanto sobre você e eu... eu menti. Eu venho mentindo pra você desde o começo e eu não posso mais fazer isso. – Me forçava a encarar aqueles olhos de cor escura dele. – Eu me prometi que não ia me apaixonar por ninguém. Eu não posso trazer pessoas pra minha vida, mas você.... Seu... Idiota. Por que você tinha que me tratar bem? – Sentia as lagrimas voltando.

- Eu não me chamo William, Hideki. N-não.... Meu nome é Nikolai. Nikolai Weylin. Eu sou irmão gêmeo do William e eu... e-eu tenho uma missão. Eu tenho de levar ele até o meu Mestre e você... você o conhecia. No começo eu só queria descobrir onde ele estava, mas... eu fui me apaixonando e você não facilitou nada pra mim... –Um riso meio sem jeito me escapou, evidenciando o óbvio nervosismo. – E tem mais... muito mais... Pra começo de conversa eu sou um mercenário, assassino de aluguel. Eu te usei descaradamente esse tempo inteiro, eu não sou sequer um ser humano normal! Eu sou lobisomem... Tenho um medo absurdo de eu perder a cabeça perto de você... E você... você não merece alguém assim. – Meu peito pesava com cada uma das palavras.

Por fim abaixei a cabeça, vencido, e encarei meus pés envoltos nas meias, tentando inutilmente secar parte das lagrimas nas mangas compridas. – Eu vou entender... se... se você me colocar pra fora e não quiser me ver nunca mais... Eu vou mesmo... – E agora me peguei mentalmente agradecendo o beijo quase forçado de antes. Pelo menos um ultimo beijo, não é? – Pelo menos agora eu te contei quase tudo... O suficiente. Não quero te afundar ainda mais nessa bagunça... - Perdão? Não tinha coragem de pedir. Não mesmo. Não mais.


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Re: - Loft Osamu - [Londres/Inglaterra]

MensagemJapao [#153515] por Hideki Osamu » 22 Dez 2015, 11:00

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- Reencontro -
( Parte III )


    Talvez se desabasse todo aquele prédio encima da minha cabeça seria mais suportável e menos pesado e dolorido do que todas aquelas palavras que eram jogadas em minha direção como um bombardeio, cada frase fazendo um estrago indescritível no meu ser e toda a raiva que poderia estar sentindo parecia apenas se virar contra mim afinal eu havia me metido naquilo, insistido naquele rapaz baseado em um paixonite ridícula que mais tarde deixei virar algo maior.

    Desejava poder levantar daquele sofá, socar a cara do loiro, colocá-lo porta afora ou matá-lo ali mesmo. Mentalmente já me imaginava fazendo o caminho escada acima para pegar a varinha sobre o criado mudo ao lado da cama, mais não faria e o pior de tudo era saber que realmente não conseguiria. Não havia ao menos forças para gritar com ‘seja lá quem fosse aquela pessoa’ ali na minha frente. Sentia como se minha cabeça fosse explodir, podia ouvir o pulsar de veias em meus ouvidos enquanto buscava respirar fundo como se meus pulmões mesmo cheios não fosse suficiente.

    Sim, estava tendo um ataque de pânico, e quem não teria? E depois de tantos anos me via fazendo algo que nunca havia me permitido, chorar. Abaixei o rosto escondendo-o entre as mãos e com um leve suspiro veio um soluço. Observava inerte as gotas que rolavam e caindo do meu rosto molhando o carpete aos meus pés. Mentalmente estava longe dali revivendo tudo que havia feito antes de conhecer Nikolai e se realmente não merecia aquilo como o outro havia dito. Pelo menos eu havia sido sincero mesmo com todos meus erros, até mesmo depois de ter sido abandonado havia tentado melhorar como tinha prometido somente pelo fato de ter prometido.
    – Porque?... Porque você voltou?-E agora quem estava desmoronando frágil desfazendo todas as muralhas que havia construído por anos sozinho era eu, tudo porque havia deixado alguém entrar em minha vida pessoa novamente.

    Num momento, reunindo todas as forças que podia, toda a raiva e vontade de bater em mim, em Nikolai. Levantei agarrando a garrafa de Whisky pelo gargalo e arremessando-a rumo a cozinha sem nem ao menos ver a direção. A garrafa acertou a porta da geladeira estourando com um baque abafado pelo líquido. Voltei a encarar o loiro ali ainda parado, tentava sentir algo vendo todas aquelas lágrimas naquele rosto pálido mais não conseguia me comover. Tinha amado aquele homem, ou ainda amava, vai saber. Mais não era ele, também não era William. Na verdade quem amava nem se quer existia realmente. Mais tudo aquilo fazia muito sentido, porque muitas vezes havia observava o ex companheiro de time agir de uma forma e logo depois me encontrava com ele agindo de outra forma, era Nikolai.

    Ainda com a cabeça girando em torpor, caminhei até a janela observando a rua sem qualquer real interesse no movimento lá embaixo. Enxuguei as poucas gotas de lágrimas que ainda escorriam dos meus olhos, recostei a testa no vidro gelado da janela olhando para Nikolai pelo reflexo do vidro.
    – No fundo eu sabia... de alguma forma eu sabia.- Sentia que as lágrimas fossem voltar, mais se tinha algo que havia aprendido em todos aqueles anos fosse engolir os próprios sentimentos. Respirei fundo engolindo o choro, coisa que não iria se repetir ou pelo menos tinha isso em mente. Virei-me sério para o loiro encarando-o friamente.– Então, porque voltou Wi..Nikolai? Se me enganou todo esse tempo qual a necessidade de voltar e me contar tudo isso? Você foi embora!- Não queria ter dito aquilo, não teria dito se não fosse a raiva naquele momento. Nunca teria jogado aquilo na cara do outro e não me reconhecia fazendo aquilo num tom de desprezo tão óbvio, aquele não era eu. Já havia magoado muita gente e destruído alguns casamentos para não ter tanta moral assim. – Eu não te expulsei antes, não conseguiria fazer isso agora... Eu não posso.- Será que eu gostava de sofrer? Não podia, tinha sentimentos por aquela pessoa, mesmo que fosse tudo baseado em mentiras para ele, pra mim não havia sido.[/narração] - Te botar porta afora não desfaz tudo que foi dito e feito. Se você ficar não sei o que fazer sinceramente, mais se você quiser ir de novo só me faz um favor... Não volte mais. Por favor não peça para eu decidir.

    Sofreria encarando tudo aquilo com o rapaz ali, ou botando-o para fora. A diferença é que se o deixasse sair talvez nunca mais ele voltasse. E era nesse fato dele ter voltado em que eu me apegava, mesmo que tivesse descoberto tanta mentira. Precisava de um motivo para ainda tentar amá-lo, tentar insistir no sentimento que aparentemente era a única coisa verdadeira que existia ali, ou não. Não suportaria a ideia de ter abandonado meus sentimentos. E agora estava nas mãos do loiro fazer.
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Re: - Loft Osamu - [Londres/Inglaterra]

MensagemRomenia [#153699] por Nikolai Weylin » 27 Dez 2015, 15:38

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Parte III


Por que? A pergunta me atordoou feito um tapa e eu o encarei, sustentando aquele olhar, tentando encontrar alguma parte do calor que eu estava tão acostumado, mas nada. Não via nada ali. Com o coração acelerado pela visão de uma garrafa sendo arremessada, dei um pulo no lugar, me envolvendo em um abraço apertando e tentando controlar o fluxo de lagrimas, estrangulando alguns soluços o que me dava a aparência de estar tendo mini espasmos o tempo inteiro. Sacudi a cabeça apenas, não sabia porque tinha procurado ele. Porque tinha 'voltado'. O mais racional a fazer teria sido deixa-lo de vez, para a segurança dele e da minha, mas não. Voltei feito um cãozinho ensinado para a porta do dono, guiado meramente por aquele instinto, aquela necessidade de estar perto dele.

-E-eu sinto tanto...- A voz me falhava. Imagina que em algum ponto eu me deixei desleixar, tinha plena consciência que eu e William éramos pessoas completamente diferentes. Entendia isso pela confusão do japonês sempre que Will fazia alguma vez. Sinceramente a vontade que eu tinha era de jogar tudo para o alto, largar o Mestre... Mas aquilo não me era permitido, e não era apenas a minha vida que estava em jogo agora. Tinha envolvido o rapaz naquela bagunça que era a minha vida e, por mais que fosse meu desejo deixa-lo ir, eu não conseguia faze-lo. Precisava dele... "Por que você tinha que me tratar tão bem, maldito filho da mãe..." Outro soluço me escapou então.

Aquela situação em que eu me encontrava era, pelo menos, desesperadora.  - E-eu não sei... E-eu só... Eu só tinha que voltar. Eu precisava voltar. - Eu tinha que ter certeza de que nada havia acontecido a ele, eu precisava saber se ele estava realmente são e salvo. - Eu tinha que ver você... Eu tinha que ter certeza que você estava bem... - M***a. Por que tinha que me apaixonar? Um suspiro de alivio me abandonou os pulmões e, pela primeira vez naquela noite, senti como se tivesse finalmente encontrado o chão sob meus pés. Um passo errante após o outro e eu traçava meu caminho até o moreno, de um jeito hesitante me aproximei a fim de envolve-lo em um abraço.

- Se você não mandar eu ir, então eu vou ficar... - Deixei com que minha voz saísse quase como um murmúrio, fechando os olhos com força e tentado abraça-lo com força, mesmo diante do reclamar de meu corpo dolorido e machucado. Queria fazer com que ele relaxasse, tentado dissipar aquela tensão e mentalmente me preparando para uma nova surra, afinal de contas aquela garrafa voadora tinha deixado claro o humor do mais velho e eu, na situação em que me encontrava, acreditava fielmente que eu merecia mesmo uma nova sova. - Me perdoa...- Repetia de novo, a voz ainda falhando mesmo com o choro controlado e basicamente interrompido. - Por favor...

E isso tudo porque, pela primeira vez na minha vida, eu não sabia o que fazer se não o tivesse mais na minha vida. Temia me perder completamente sem aquele maluco. Admito ter um medo absurdo de perder para sempre aquele ser, de nunca mais ter aquelas conversas bêbadas da madrugada e os carinhos que me faziam agir de jeito quase infantil.


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Re: - Loft Osamu - [Londres/Inglaterra]

MensagemJapao [#153734] por Hideki Osamu » 28 Dez 2015, 10:58

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- Reencontro -
( Parte IV)



    Estava claro que nenhum de nós queria realmente sair dessa situação e muito menos deixar o outro e aquela resposta do loiro era o que no fundo esperava ouvir e mesmo sendo abraçado ainda permaneci alguns minutos imóvel esperando uma resposta de mim mesmo sobre o que faria agora e por fim levei os braços envolta da cintura do loiro acolhendo-o, retribuindo o abraço. Não queria que ele continuasse se sentindo mal a ponto de pedir tanto perdão, perdão era uma palavra muito mais forte do que um simples “me desculpa” e no final das contas como não amolecer um coração apaixonado?

    Suspirei aliviado de certa forma, depositando em seguida vários beijo na bochecha do loiro agradecendo mentalmente por este ter escolhido ficar.
    – Escuta.- Levei a mão ao queixo do loiro levantando o rosto deste, encarando-o nos olhos.– Eu te perdoou, certo? Eu quero que você fique aqui está bem? Não queria mesmo que fosse embora.. Nik.- Dei um sorriso de canto ainda estranhando o novo nome, claro que ainda teríamos muito o que conversar futuramente mais por hora bastava o fato de que agora ele estivesse ali e novamente tomei os lábios do outro beijando-o e apertando-o no abraço até ouvir um leve gemido de dor do loiro. – Desculpa!-

    Por algum tempo havia me esquecido como Nikolai estava todo machucado. Imaginava comigo mesmo uma ligação de todos aqueles machucados com todo o fato do loiro ter voltado para saber ter certeza de que eu estava bem. Certamente depois perguntaria sobre aquilo. – Te machuquei? Você precisa dormir, descasar.- Lá estava novamente o tom sereno em minha voz e a preocupação com o outro. Enxuguei o rosto do mais novo de qualquer resquício de lágrimas que ainda haviam ali. E me afastei juntando os cobertores que estavam pelo sofá, dei uma olhadela pela janela conferindo o céu e me lembrando de um fato que quase passa despercebido no meio de tantas coisas ditas ali hoje.– Eu não preciso me preocupar hoje com... sabe.. Lobisomem.- Ri tentando descontrair um pouco o clima esquisito, sabia que não estavam na lua cheia mais não fazia a menor ideia de como era lidar com aquilo mais se está na chuva é pra se melhoras e se tivesse que encarar esse fato assim o faria, mesmo que fosse muita loucura.

    Após dobrar as cobertas, voltei atenção ao loiro ali em pé aparentemente ainda um pouco nervoso com toda aquela situação, assim como eu claro, sem saber como seriam as coisas a partir de agora. Iriam começar do zero?!.
    – Vamos?- Ajudei o loiro a subir as escadas até o quarto, ajeitando-o na cama com todo cuidado possível e todas aquelas cobertas exageradas. – Amanhã é outro dia.- Sorri de canto, sentando ao lado do loiro na cama e beijando novamente seus lábios, ficando ali alguns minutos acariciando aquelas madeixas loiras. Por fim levantei, segui até o guarda-roupas pegando ali um travesseiro.– Eu vou estar lá embaixo, se precisar de algo me chame.- E sem falar ou explicar nada deixei o quarto, apagando a luz, deixando o local iluminado apenas pelo abajur sobre a mesinha de cabeceira e deitei no sofá de modo que pudesse para ver o andar de cima do Loft e dali ver Nik deitado, imaginava que deixando o loiro sozinho na cama este poderia descansar melhor o corpo machucado.

    E eu precisava pensar um pouco sozinho, digerir agora tudo com mais calma e se desse tempo dormir um pouco também.
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Postado Por: Jack.


Re: - Loft Osamu - [Londres/Inglaterra]

MensagemRomenia [#153783] por Nikolai Weylin » 29 Dez 2015, 11:38

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Talk to me softly,
There is something in your eyes.
Parte IV


Admito que os beijos me pegaram de surpresa, me fazendo suspirar tremulamente com aquele breve ataque. Permiti que o outro me movesse o rosto, fitando os olhos escuros e procurando aquele calor familiar que tanto gostava de ver. Assenti um pouco, aliviado com as palavras do mais velho, refletindo aquele sorriso meio incerto com o novo nome que me parecia igualmente estranho, mas estava feliz. Não tinha mais aquele ciúmes que sentia antes, de estar sendo eu e, mesmo assim, sempre tendo que tentar ser o Will. Retribui ao beijo com calma, resmungando algo contra a força do aperto que fazia meus músculos reclamarem, doloridos diante daquela judiação não intencionada.

- Estou bem, Hide... – E lá estava aquele tom de voz. Eu tinha meu Hide de volta, sabia disso agora. Ri com o comentário do outro, sacudindo a cabeça de leve. – Não... não precisa se preocupar. Nada de lobo hoje.- O assegurei. Se aquela fosse noite de lua... Ah, não. Seria demais para ele, ainda mais com aquela quantidade absurda de novidades que eu tinha jogado na cara dele daquele jeito tão frio e sem coração. Não. Se fosse lua cheia eu certamente não teria aparecido... Ou teria e tudo iria por água abaixo. O mero pensamento sobre a situação me fez tencionar o corpo, respirando fundo e franzindo o cenho. Talvez fosse melhor voltar para o meu apartamento em noites de lua, só para não correr o risco de fazer qualquer coisa.

Eu sabia bem o peso da maldição que carregava e, certamente, não queria ser o responsável por trazer o moreno nesse mundo de dor tão doloroso. Ainda mais quando, aparentemente, o Mestre vigiava todos os meus passos. Não. Não podia correr o risco de dar ao líder da organização mais uma arma contra mim. Assenti de maneira infantil, aceitando a ajuda mais por manha do que por necessidade mesmo. Me aconcheguei em meio ao colchão macio, deixando o corpo relaxar mais. Fazia algum tempo que não tinha aquele tipo de conforto, então deitar naquela cama, para mim, estava perto de algo parecido com rolar em uma nuvem.

-Espero que sim...- Porque eu, e imagino que ele também, queria mais era esquecer de tudo isso. Desejava com todas as minhas forças que as coisas voltassem a ser como previamente eram entre nós. Queria o amor, aquele carinho meloso e excessivo. Me rendi ao carinho, fechando os olhos e deixando o ar me escapar lentamente. Conseguia sentir o lobo se aninhar debaixo de minha pele, calmo e submisso se rendendo a tudo aquilo, o que me era estranho considerando a ferocidade da besta na maior parte das vezes. Mas ele estava em paz, eu estava em paz e tudo ficaria bem, certo? “Talvez não...” A tensão voltou quando o outro se afastou, me fazendo franzir a testa e suspirar quanto as palavras dele.

-Certo... boa noite, Hide...- Dizia em tom baixo, vencendo minha própria frustação e mentalmente me punindo pelas esperanças tolas de dividir a cama com ele aquela noite. Era óbvio que aquilo não aconteceria assim tão rápido e, principalmente, depois de tanto esclarecimento de minha parte. Observei o outro se afastar e me ajeitei naquele espaço grande e vazio, deixando que o cansaço vencesse e me permitindo fechar os olhos e adormecer ao som das gotas de chuva se lançando contra as janelas do apartamento.


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Notas: Não revisado. E acho que é o fim dessa parte? xP
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Re: - Loft Osamu - [Londres/Inglaterra]

MensagemJapao [#154217] por Hideki Osamu » 07 Jan 2016, 11:05

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"Nee kimi wo dakishimete
Atatamerareru naraba
Donna batsu mo tsumi mo ima wa kowakuna."



    --**--**--

    Observava meus próprios pés sendo encobertos pela neve branca e macia no chão conforme mexia com meus dedos, apesar de gelada e eu descalço não sentia que ela queimava, sentia apenas sua maciez. Logo aquele branco era tomado por uma cor vermelha intensa de um líquido quente que sentia escorrer de minha perna direita. De modo estranhamente calmo sem qualquer desespero acompanhei com os olhos o trajeto da mancha vermelha pela minha perna, barriga, ombro e braço direito todo tomado por aquilo que seria sangue. Levei a mão até o ombro direito passando os dedos sobre o rasgado da camisa ensanguentada sentindo a pele lacerada e no fundo sabia que aquilo eram mordidas. Senti uma bufada quente em meu rosto a minha esquerda, nessa hora meu ombro machucado queimou como brasa e ao me virar estava cara a cara com aquela fera peluda.

    --**--**--


    Acordei com um pequeno pulo levando alguns segundos para raciocinar que estava deitado no sofá em minha sala, ainda olhei envolta conferindo tudo envolta sentindo os olhos arderem incomodados pelo feixe de luz que entrava por uma fresta da cortina da sala batendo diretamente em meu rosto. Levantei sentindo o ombro e pescoço doerem com uma fisgada, levei a mão ao ombro lembrando vagamente do sonho, ou melhor, pesadelo. Aparentemente havia dormido de mau jeito no sofá e ficado dolorido. Só depois de espreguiçar e agora realmente acordado pude recordar porque estava dormindo ali, olhei para a cama na parte de cima do Loft que podia ser vista no quarto logo acima. Não podia ver o rapaz deitado, mas a julgar pelo volume embaixo das cobertas quietinho era capaz que Nikolai ainda estivesse dormindo.

    Dobrei a coberta com a qual havia dormido e deixei sobre o sofá mesmo, não iria subir até o quarto para não acordar o outro que dormia. Por sorte havia um banheiro no andar de baixo na cozinha que poderia usar sem problemas e só depois de lavar o rosto realmente havia despertado, ao olhar o relógio na parede próximo a geladeira percebi o quanto ainda era cedo levando em conta a hora que havíamos ido dormir na noite anterior, não passava de 8:30 a.m, e só de lembrar de tudo que havia sido dito naquela madrugada sentia um certo cansaço mental em ter que lidar coma quilo tudo, na verdade ainda não sabia como iriam fazer aquilo, como se aproximar do loiro e simplesmente fingir que nada havia acontecido, não havia conseguido pensar nisso a noite, aliais nem lembrava quando exatamente havia pego no sono apenas que de que havia deitado no sofá e ai provavelmente apagado e a essas alturas agradecia aos céus por aquele ser meu dia de folga do hospital.

    Sem fazer barulho, pisando tão macio quanto um gato, cuidadosamente abria os armários da cozinha pegando copos, talheres e preparando o café da manhã. Aos poucos o pequeno Loft era tomado pelo cheiro de café que vinha da cafeteira automática. Já havia uma bandeja com cereais e leite, torradas, salada de frutas e um copo de suco de laranja e por último servi duas xícaras de café para completar a bandeja. Sem dúvidas aquele café da manhã talvez fosse bem mais agradável para Nik do que um asagohan*. Não que aquilo tudo fosse para agradar o loiro como se este tivesse ganhando um prêmio de recompensa depois de tudo que havia feito, mais não seria de mim agir de outra forma se gostava daquela pessoa, se ironicamente no fundo estava de certa forma feliz.

    Verifiquei novamente a hora no relógio antes de decidir acordar o loiro, havia levado quase uma hora preparando aquele café. Cuidadosamente subi as escadas com a bandeja equilibrando tudo sem derramar, depositei a mesma sobre uma bancada de mármore que havia próximo a cama com um pequeno bonsai sobre esta. Observei Nik dormindo ali com um semblante tão sereno que era quase impossível imaginar que por trás havia uma fera. E com o máximo de cuidado possível sem mexer muito com o loiro, levantei uma beirada do lençol que cobria o cobria e fui me enfiando embaixo das cobertas também, deitando de conchinha atrás dele, tentando acordá-lo com vários beijos na nuca.



"Asagohan*: café tradicional japonês composto por arroz branco, misoshiru, legumes em conservas e peixe grelhado."

--**--**--
Sonho --**--**--
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