Dados Básicos do Fórum:

Na Zonko's não citamos nenhum dos personagens dos livros ou filmes. Vivemos no mundo mágico, mas nem Harry Potter, Voldemort, Dumbledore, Comensais da Morte e etc. existiram em nosso mundo, com isso você não pode usar nenhum sobrenome dos personagens dos filmes ou livros. O fórum encontra-se nos dias atuais, no ano de 2013 d.c. e as condições climáticas variam de dia para dia e de tópico para tópico, conforme você poderá observar. O nosso período letivo dura oito meses contando com as férias. Nossos adultos recebem por dia de presença e seus tópicos em ON lhe renderão pontos e goldens (nossa moeda). Você nunca poderá interpretar a ação de outro personagem (salvo com autorização), mas poderá interpretar livremente o seu personagem (seja sempre coerente), lembrando que toda ação possui uma reação. A capital do Mundo mágico está localizada em Vaduz, Liechtenstein.

Últimas publicações do Livro Vermelho:

Título Autor Visitas Data
Diário do Josh - Últimos dias antes da escola. Joshua P. A. Nolan 3278 17/01/2019 às 11:12:01
Chegada à Durmstrang Mihail Weylin 2747 22/11/2018 às 18:19:24
É LUFA - LUFA!! Oh Ha Na 3836 08/09/2018 às 18:24:13
Indo para Hogwarts! Oh Ha Na 2941 08/09/2018 às 18:20:17
A súcubo do Apocalipse Lilith Ambrew 2870 08/09/2018 às 09:11:11

Central de Ajuda Zonko's:



Entre em contato por: [email protected]

Chimes Gaststatte & Pub Blau

Chimes Gaststatte & Pub Blau

MensagemRussia [#964] por Dama de Ouros » 20 Nov 2008, 16:31

Imagem

Após circular por Moscou e se deparar com gigantescas construções, talvez seja um alivio chegar ao Chimes Restaurant. Encontrado em uma estreita alameda, o Chimes Restaurant atrai aqueles que procuram um pouco de conforto e aconchego. Sua fachada com tons de ocre e creme não exatamente o que chama atenção, mas sim os detalhes que formam o prédio. Portas pequenas, escadinhas vermelhas e janelas projetadas para fora captura o tesão de qualquer romântico em noite de luar.
Fazendo porta com o Chimes Restaurant está o Blue Pub. Não tão popular quanto este primeiro, o pub é para aqueles que queiram experimentar uma atendente mau humorada e um café amargo. No entanto é o preferido dos bruxos. Sua cor azul atrai gente como nós e comenta-se que o proprietário é um agouro, que sente calafrios ao ver um ser mágico entrando e esconde-se atrás do balcão.
Dama de Ouros
Mundo Mágico
Avatar do usuário
 
Reg.: 23 de Oct de 2013
Últ.: 04 de Apr de 2015
  • Mensagens: 10
  • Nível:
  • Raça: Outros
  • Sexo: Macho

Rolagem dos Dados:

Postado Por: Ministério da Magia.


Re: Chimes Gaststatte & Pub Blau

MensagemRussia [#76742] por Joseph Blandert » 10 Abr 2011, 05:28

  • 7 Pts.
Narração
- Pensamento
-Falas


]Já fazia muito tempo em que Blandert não via sua velha amiga Josephine Mcphee, mas ainda assim não espantou-se ao receber uma coruja da mulher o convidando para o jantar. Joseph tinha dois anos a mais que a docente, mas ainda sim foram grandes amigos nos tempos de infância. Havia rumores que havia um romance entre ambos, porém os dois eram categóricos em dizer com firmeza que era apenas uma bela amizade. No decorrer dos anos inúmeras foram as vezes que se encontraram, seja para um jantar ou almoço. Porém já fazia um longo tempo em que não se encontrava, na verdade, a mulher havia o visitado no hospital quando ele ainda estava em coma, detalhe que o medibruxo apenas descobriu quando uma das enfermeiras lhe contou. Sabe como é? Vantagens de ser o patrão. Se o encontro não era surpresa, o lugar sim era. Blandert não compreendeu o porquê da amiga marca um jantar na Rússia, apesar desta ser a pátria do mesmo. Normalmente o casal de amigos jantava em Paris, o que era mais viável para ambos, uma vez que donzela lecionou algum tempo em Beauxbattons.

Claro que o homem não recusaria um convite de uma amiga e por isso não se preocupou em responder a coruja de Mcphee, afinal à mulher conhecia bem o amigo e sabia que ele estaria na hora marcada no famoso restaurante russo. Depois de muitos anos o moreno voltaria à Rússia, terra onde jamais pisou após ter assassinado seu pai. Não sabia como reagiria ao chegar ao país, mas não tinha medo. Para ser mais sincero, o homem estava empolgado, pois assim poderia ver a partida de quadribol entre Rurikovich e Romanov, já que segundo a carta de Villadesko ele era o artilheiro da casa azul. Aquilo orgulhava o homem, pois se sentia que estava cumprindo a missão que havia recebido de seu amigo com excelência. Vito estava no caminho da família e seguia com destreza os caminhos traçados por seu pai. Joseph escolheu sua melhor roupa, claro que estes estavam com um feitiço de aquecimento, Blandert não queria morrer congelado. Eram sete horas da noite quando o bruxo deu partida em sua moto enfeitiçada, o destino? Uma noite mágica ao lado da mais bela dama que o homem havia conhecido.

A viagem foi um pouco maior do que de costume, afinal a Rússia não estava tão perto da França como Liechtenstein, mas ainda assim o russo chegou no horário. Blandert procurou o melhor lugar para pousar, não queria chamar a atenção dos trouxas, ainda mais em tempos de guerra. Após um pouso discreto o medibruxo desfilou com sua moto pelas ruas de sua terra natal. Era tantas lembranças, cada uma de uma maneira diferente. Tinha as boas, e claro, como tudo na vida as ruins. Josh preferiu ficar com as boas. Por cada lugar que passou o bruxo tinha uma historia - estas que se juntadas formavam a infância e uma boa parte da juventude dele. - Mas não estou aqui para falar de lembranças ou do passado, mas sim contar sobre o encontro de Joseph e Josephine.

O relógio apontava nove horas da noite quando o bruxo entrou no restaurante, sendo logo recebido por uma jovem moça, esta que o conduziu para uma mesa. Chimes era um dos melhores lugares para se comer da Rússia. Aliás, fazia tempo que Josh não se deliciava com os pratos de sua pátria. Como sua companhia ainda não havia chegado o medibruxo tratou de pedir a melhor garrafa de vodka do lugar, afinal o que seria uma visita a Rússia quando não se deliciou com sua bebida típica? Porém o moreno não teve que esperar por muito tempo, logo a mulher adentrou o lugar e como sempre estava belíssima. Sorriu levantando-se para que a amiga o avistasse e assim que ela se aproximou a recebeu com um abraço caloroso. –
Que saudade! Você esta linda. – Disse após um demorado beijo na bochecha rosada da mulher. Joseph puxou a cadeira – como um verdadeiro cavaleiro – para que Josephine sentasse e em seguida retomou o seu lugar. Joseph não conseguia esconder a alegria de rever sua amiga, ainda mais depois do atentado sofrido. Enquanto estava no chão, Josh não sabia o porquê, mas apenas a mulher lhe vinha na cabeça. – Então, porque a Rússia? O que me conta de bom? – Perguntou com um sorriso contagiante estampado em sua face. De todas as frases do mundo, Blandert jamais imaginou ouvir da amiga que estava lecionando em Durmstrang. – Durmstrang? Nossa que legal. Meu afilhado cursa o terceiro ano em Durmstrang... Vito Villadesko conhece? – Falou entusiasmado para a mulher enquanto olhava o garçom servir vinho para a Josephine. – Eu? Nada demais... Apenas voltei como diretor do Theophrastus.


Off: Tety, desculpa o post sem revisão e fraco.
Imagem
Joseph Blandert
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Há 3 coisas que não voltam atrás; a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida.
 
Reg.: 13 de Mar de 2009
Últ.: 19 de Apr de 2016
  • Mensagens: 267
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 7 Pts.

Postado Por: Beto.


Re: Chimes Gaststatte & Pub Blau

MensagemFranca [#76767] por Josephine Mcphee » 10 Abr 2011, 14:42

  • 16 Pts.
Apesar dos anos irem se passando, Josephine fazia questão de manter amizade com seus antigos colegas do Instituto de Magia de Beauxbattons. Não todos, claro, já que isso seria uma missão muito acima da sua capacidade,sendo que a maioria segue rumos muito distintos para continuarem em contato. Porem a professora fazia o que podia. Um de seus amigos atuais mais queridos seria o Joseph Blandert, o qual ela fazia questão de manter contato.

A última vez que o vira ele estava numa cama de hospital, e a visão de seu sempre forte e altivo amigo parecendo tão frágil quase partiu seu coração. Esperou um tempo para ele se recuperar, e então resolveu entrar em contato. Josephine passou um ano como docente na escola francesa que se formara, lecionando vôo, mas a distancia de seus amigos e família a fez pedir demissão, mesmo sendo na época chefe dos professores, e voltar para sua cidade tão querida. Ficou sabendo de uma vaga no colégio russo e acabou conquistando a vaga de professora de magia em Durmstrang, alcançando seu objetivo e se estabelecendo.

Por fim, resolveu entrar em contato com Joseph, que já deveria estar completamente recuperado do acidente. Mandou-lhe uma coruja, marcando um jantar num popular restaurante da região, e separou o dia na sua agenda, de forma que nenhum compromisso atrapalhasse o encontro dos velhos amigos. Arrumou-se durante algumas horas, tentando ajeitar o cabelo e até colocou um vestido, para quem jurou que Jose não possuía nenhum em seu armário.

Não estava exageradamente bem vestida – afinal, nem saberia o que fazer para ficar assim – porem, estava bem o bastante para não ser reconhecida por sua habitual comodidade com as peças de vestuário que costumava usar. Entrou no restaurante poucos minutos depois do horário combinado, e seu velho amigo já a estava esperando. Sorriu, aconchegando-se no abraço que este lhe dera.
– Joseph! Sempre um cavalheiro... comentou, enquanto sentava-se na cadeira que este havia lhe puxado. Ordenou que o garçom lhe trouxesse um pouco de vinho, na tentativa de se aquecer um pouco, e voltou sua atenção para o colega, que agora lhe questionava o porquê do encontro ser na Rússia e não na França, como era de costume.

- Humm, a grande novidade é que me mudei. Estou definitivamente aqui. Consegui um emprego como professora de Magia em Durmstrang. contou ela, deliciada. Estava feliz por estar com alguém que lhe conhecia tão bem e há tanto tempo. Blandert sempre lhe fizera rir e a fazia sentir uma incrível proteção quando estava perto dele. Como se finalmente estivesse em casa depois de uma temporada longe. Esperou o garçom lhe servir uma taça e bebericou um gole, antes de responder a pergunta se conhecia o afilhado de Joseph: Vito Villadesko. – Conheço sim, é um dos meus alunos.

Agindo um pouco mais rapidamente, Mcphee resolveu mudar de assunto. Afinal, lembrava-se bem de sua aula em que Vito estava presente, e o terceiranista não só havia matado um dos elfos do castelo, como também quase mutilou a própria perna no processo. É, Josephine realmente preferia não falar do assunto. – Mas me conte, o que anda fazendo? Sorriu por ter sido bem sucedida na mudança sutil, e logo bebericou mais uma vez o vinho. – Uau, diretor do Theophrastus? Está bem de vida, em meu amigo?! Não poderia estar mais feliz por você! exclamou, se debruçando um pouco na mesa e dando um pequeno aperto na mão do rapaz. – E então, qual os seus próximos objetivos, já que conquistou o topo da carreira tão cedo? Pegou o cardápio e passou a folheá-lo, prestando atenção tanto ao amigo quanto as suas opções de jantar.
Imagem
Josephine Mcphee
Funcionário do Ministério
Avatar do usuário
 
Reg.: 16 de Oct de 2008
Últ.: 26 de Jun de 2017
  • Mensagens: 14
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 16 Pts.

Postado Por: Tety.


Re: Chimes Gaststatte & Pub Blau

MensagemRussia [#77056] por Joseph Blandert » 12 Abr 2011, 22:27

  • 5 Pts.
Narração
- Pensamento
-Falas


Blandert sorriu com a alegria da amiga quando soube da promoção do mesmo, com um olhar gentil sentiu quando a morena tocou sua mão e em um gesto rápido beijou a mesma como agradecimento. – Sempre soube que poderia contar com seu apoio. Disse ele em um tom sereno e doce ao mesmo tempo. Josephine era uma mulher muito bonita, diferente, mas deslumbrante. Blandert adorava o jeito que a morena vivia sua vida, ainda mais pelo fato de ela chutar a moda como um jogador de futebol que chuta uma bola. Se isso fazia dela menos mulher? Nada disso, Mcphee não precisava de jóias ou cremes, ela era magnífica com seu jeito natural de ser e isto atraia o medibruxo. – Então amor, objetivo mesmo não tenho... Mas ainda me falta uma família. Nas férias tenho a companhia do Vito, uma vez que o pai dele me deixou como tutor em seu testamento... Mas ainda sonho com uma esposa e filhos. – Disse ele, mas desta vez de um modo melancólico. Josh não queria estragar as noites com sua frustração, por isso tratou de mudar o assunto depois de beber mais uma dose de sua querida vodka. – Mas me conta, Vito é bom aluno em sua matéria? Ele esta se comportando? Fale-me um pouco do meu afilhado, há muito que não o vejo. – Falou com os olhos brilhando apenas de lembrar do italiano. Vito não era seu filho, mas a verdade era que o garoto era a cópia do russo em relação a personalidade.

Escutou atentamente as palavras de sua amiga enquanto folheava o cardápio do lugar, havia ficado tanto tempo longe de sua terra natal que se quer sabia o que comer. Olhava a moça com um carinho de amigo – pelo menos era o que imaginava -, Joseph jamais tivera qualquer malicia com a morena e muito menos sentiu algo da parte dela, mas se tivesse? Ele não notaria, era muito aéreo com estas coisas de sentimentos. –
Já ia me esquecendo, comprei um presente para você. – Disse novamente, porém agora retirava uma caixa de veludo azul do bolso de seu terno. – Sei que não gosta muito destas coisas, mas quando vi estes brincos na vitrine da joalheria no caminho para cá, não tive duvidas, são a sua cara. – Disse com um sorriso na face enquanto olhava a Mcphee abrir o presente. Joseph não sabia o porquê daquela atitude, mas sabia que Josephine era a única que poderia ser a dona daquele belo par de brincos de ouro.

Já fazia cerca de meia hora desde que os dois amigos havia chegando ao restaurante, neste meio tempo muitas bebidas foram apreciadas, o que já era o suficiente para deixá-los meio altinhos. Porém, a festa ainda estava começando e se aquilo era um belo jantar, nada melhor do que jantarem. –
Já decidiu o que vai pedir? Eu não consigo escolher, faz tanto tempo que não venho à Rússia. – Disse ao mesmo tempo que folheava o cardápio. Muitos daqueles pratos lembravam sua infância, o fazia voltar naquele tempo onde sua mãe ainda era viva e o seu pai também. – Este lugar lembra meu pai... Claro que antes de ele virar um bêbado e eu ter que matá-lo. – Deixou escapar, porém mesmo ao perceber o erro cometido não deu importância, Blandert confiava em Mcphee e tinha certeza que a professora era capaz de guardar qualquer que fosse o segredo do amigo. – Você esta muito linda hoje... Me fez relembrar dos tempos de escola. – Tentou disfarçar, mas certamente era tarde, Josephine era uma mulher sábia e certamente havia entendido perfeitamente a confissão do moreno. Bastava agora saber como a mesma reagiria. E então, o que acham que aconteceu?
Imagem
Joseph Blandert
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Há 3 coisas que não voltam atrás; a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida.
 
Reg.: 13 de Mar de 2009
Últ.: 19 de Apr de 2016
  • Mensagens: 267
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 5 Pts.

Postado Por: Beto.


Re: Chimes Gaststatte & Pub Blau

MensagemFranca [#77495] por Josephine Mcphee » 17 Abr 2011, 15:24

  • 14 Pts.
Família. Era isso que estava faltando para Joseph, e assim que ele se pronunciou, Mcphee se pegou pensando que também era o que carecia para si mesma. Não que fosse tão bem sucedida quanto o amigo, mas estava satisfeita com suas conquistas. Tinha o emprego que queria, e amava lidar com crianças e adolescentes – fazia seu espírito se sentir jovem e com o resto da vida para aproveitar. Mas de fato, as vezes se sentia solitária. Mesmo rodeada de amigos e família, a alegre Josephine não tinha para quem contar seu dia – suas mães não tinham tanta paciência assim, uma carta por semana era o máximo que agüentavam ler – e não tinha com quem se aconchegar a noite.

Queria uma família sim. Queria ter alguém que pudesse amar incondicionalmente e que retornasse esse sentimento. Desejava filhos. Muitos deles. Sempre que parava para sonhar com o futuro, se imaginava cercada de crianças e risadas. Com o dia-a-dia às vezes você esquece esses sonhos, e os vai adiando e adiando. Mas até quando? Até quando ministrar aulas a satisfaria por completo?

Voltou-se a atenção para o velho amigo quando este voltou ao assunto ‘Vito’. Jose teve que reter a vontade de falar um palavrão e sorriu, pensando em como mascarar a verdade sem precisar mentir ou ser muito sincera. Limpou a garganta e comentou.
– Ah, aquele é um rapaz esperto! Ele é ótimo com magia... lança os feitiços perfeitamente e tem uma mente muito... sagaz. Costumava ser bastante... enérgico com suas opiniões e ações, mas agora esta sendo domado. sorriu satisfeita, e continuou sabendo que faria fofoca, mas não se importando nem um pouco. – Você já sabe que ele anda tendo um romance com uma de suas colegas de classe? Emma Carter se não me engano... ela esta fazendo um bem danado pra ele. ¹ expressou, rindo levemente da surpresa nas feições de Joseph.

Terminou a taça de vinho em um gole, e sinalizou para o garçom re-encher a taça. Aquela bebida era uma das melhores que já provara, e deixava no paladar um doce sabor de quero mais – aquela era sua terceira taça? Ou quarta? Blandert lhe chamou novamente a atenção, indicando que havia trago um presente. Josephine corou, afinal tinha vindo de mãos vazias. A etiqueta dizia que ela tinha que dar um presente de ‘fique melhor’? Mas ele já estava melhor... Resolvendo que capricharia no presente de aniversario do amigo, a mulher resolver relaxar e aproveitar o momento. Pegou delicadamente a caixinha de veludo que lhe era estendida e abriu com uma delicadeza que não possuía, mas que aprendera a ter principalmente quando se tratava de caixas de veludo.

Dentro dela descansava os brincos mais lindos que Mcphee já vira. Não precisaria colocar entre os dentes pra ter certeza que eram de ouro e devia ter custado o valor referente a três salários seu... ou mais. Quis chorar. Afinal, quando usaria uma jóia de tamanho valor como aquela? Certamente ficaria guardada na sua gaveta de calcinhas, até que alguém lhe chamasse pra um baile extremamente chique. Talvez até usasse em seu casamento... era algo a se pensar.
– Uau. sentenciou eloquentemente. Depois de balbuciar mais um pouco, a professora se obrigou a formar uma frase inteligível – São lindos, Jay. Muito mais do que eu mereço. Obrigada! Nem sei o que fiz pra ganhar tamanho presente. sussurrou ela, ainda encarando a jóia.

Bebeu a próxima taça inteira em um gole só, tentando disfarçar o nervoso que aquele presente lhe dera. Afinal ser dona de uma jóia tão cara era algo extremamente perigoso, e também tinha o fato de que a mulher ainda tentava descobrir o que, exatamente, o presente significava. Guardou a caixinha cuidadosamente em sua bolsa, imaginando se teria como fazer um seguro para os brincos, e logo se voltou para o cardápio, resolvendo pedir um Kotleti². Riu quando Joseph comentou que tinha saudades da culinária russa
– Eu lembro que eu costumava fazer apostas com minhas mães de quem comia mais Blinchiki². Teve uma vez que eu tive que sair do restaurante carregada, porque não conseguia andar. riu ela.

Quando Joseph confessou que se lembrava do pai, antes de ter que matá-lo, a mulher suspirou, dando um leve aperto na mão do colega como apoio. Não conhecia a história da morte do pai de Blandert, mas achava que o ‘antes deu matá-lo’ tinha sido alguma expressão de linguagem. Esperava que essa conversa surgisse em outro momento, em que eles não estivessem bebendo nem em um lugar publico e sucessível a conversa vazar para alguém, quem sabe assim o amigo não lhe contaria tudo. Terminou mais uma taça de vinho, e se inclinou na cadeira, sorrindo ao receber um elogio.
– Você também está ótimo, Jay. O tempo lhe favoreceu. Transformou o moleque que vivia aprontando para um apetitoso e bem sucedido homem. Deve ter uma lista de mulheres atrás de você.
comentou sorrindo, sem perceber que acabara de chamar seu amigo de longa data de ‘gostoso’.

Seu pedido chegou, e ela resolveu mudar a bebida. Afinal, se estavam num restaurante russo seria um pecado não beber da vodka. Experimentou uma garfada e não conteve um gemido de prazer.
– Eu tinha esquecido como isso era delicioso. Limpou a boca num guardanapo, e bebeu um gole do forte drink, fazendo uma careta quando o liquido desceu rasgando sua garganta. Certamente não iria poder aparatar para o castelo aquela noite, ou iria esquecer metade de si no restaurante. Ou até pior, iria parar em algum lugar absurdo. O governo vivia fazendo propagandas de ‘se beber não aparate’, e não seria ela a dar um péssimo exemplo aos seus alunos. Dois amigos de infância bebendo até cair. Será que isso iria prestar?


¹. Alto propaganda, HAHAHA. Euri.
². Sim, eu pesquisei no Google .-.
Imagem
Josephine Mcphee
Funcionário do Ministério
Avatar do usuário
 
Reg.: 16 de Oct de 2008
Últ.: 26 de Jun de 2017
  • Mensagens: 14
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 14 Pts.

Postado Por: Tety.


Re: Chimes Gaststatte & Pub Blau

MensagemRussia [#78119] por Joseph Blandert » 26 Abr 2011, 15:48

  • 12 Pts.
Narração
- Pensamento
-Falas


Saber um pouco da vida de Vito era ótimo para Joseph, o homem não estava sendo um bom “pai substituto” para o garoto, era ausente e se quer conseguia escrever cartas no decorrer do ano. As palavras da mulher entraram como músicas no ouvido do russo, o garoto estava crescendo e não apenas aumentava suas habilidades em magia, como também começava a apreciar as mulheres. – Já sabia que era bom em magia, Vito aprendeu a usar a maldição Cruciatus comigo... Quanto às opiniões, estas não são segredos que são compartilhadas por todos os Villadeskos que passaram na terra, mas infelizmente ele é o último. – Disse enquanto apreciava a amiga com seus olhos cinzas e bebericava mais um gole de sua preciosa vodka. Porém, sempre existe algo que nos surpreende e naquele dia, o que surpreendeu Blandert foi descobrir o nome da verdadeira “namorada” de Villadesko, claro que ele já sentia que o garoto tinha uma queda pela tal menina, afinal as palavras do jovem eram de grande admiração, mas um romance era algo que o medibruxo desconhecia. – Emma Carter? Não sabia que era ela a namorada do meu garoto... Scarlet, madrinha dele, havia me comentado algo sobre uma menina, mas não me havia dito que era a promissora Carter... Ela é mais velha que ele, faz estagio em meu hospital... Muito talentosa. Disse, desta vez com um olhar de admiração estampado em sua face.

Melhor noite que aquela não poderia existir estar ao lado de Josephine era tudo o que o bruxo precisava, a mulher era carinhosa, inteligente e o melhor, sempre fora uma amiga fiel. Durante os vários anos de amizade, inúmera foram às vezes em que Mcphee mostrou ser amiga do russo, afinal, ela fora a única a visitá-lo quando o mesmo estava em coma. A francesa mostrou ser mais conhecedora da culinária russa do que o próprio Joseph que foi criado no país nórdico. –
Que vergonha! Minha amiga francesa conhece mais pratos russos do que eu... – Disse em tom de brincadeira, embora fosse uma enorme verdade. Blandert decidiu por apreciar o mesmo prato que fora escolhido pela professora, afinal não queria perder tempo pensando no que comer. Sorriu ao ver que a mulher optara por trocar a bebida, deixaria o suave vinho pela feroz vodka. – Acho que terei que ti levar para Durmstrang em minha moto... Se aparatar... Vai parar em Beauxbattons. – Provocou com um olhar maroto enquanto continuava apreciar a famosa comida russa.

O jantar aproximava-se de seu fim, o casal de amigos já haviam terminado a sobremesa, esta que também foi escolhida por Josephine. Entregaram-se então a vodka, foram uma, duas e por fim três garrafas da bebida. Joseph dirigir? Alguém confia num bêbado? Claro que não, pois o homem não tinha capacidade, agora, diga isso a ele. O relógio apontava duas horas da manhã quando a moça avisou que precisava ir para casa. –
Mas já? Está tão cedo. – Reclamou o moreno, era incrível como a hora passava rápido quando estava perto de Mcphee. Porém, o dia seguinte trazia consigo muitas obrigações. Joseph tinha seu hospital, este que precisava muito de sua presença, já a professora tinha seus alunos, certamente muitas provas para corrigir, afinal o ano letivo se aproximava. Sem argumentos para segurar a moça no restaurante, o russo pediu a conta e depois de paga-la seguiu em direção ao estacionamento com amiga ao lado. – Não faça esta cara, vou te levar em Durmstrang. – Falou após a mulher afirmar que tinha condições de aparatar na escola russa, porém desta vez fora Joseph que a convenceu, porém com uma certa condição. – Tudo bem, vamos para um hotel... O que posso fazer se você tem medo de seu patrão achar que tem um caso comigo? – Brincou após acomodarem na moto mágica do russo. Logo os dois amigos cortavam o céu russo em direção a Ek-Tagh – vilarejo próximo ao castelo de Durmstrang – Blandert conhecia um bom hotel naquela região, sem falar que ficaria mais fácil para Mcphee no dia seguinte. A viagem não foi demorada, logo estavam no hall de entrada de um luxuoso hotel bruxo, porém também aparecia o maior problema da noite. Os dois desejavam dois quartos, afinal eram apenas amigos, porém a recepcionista entendeu que se tratava de um casal e reservou um único quarto para ambos. O medibruxo tentou desfazer a confusão, mas já não havia mais vagas, o jeito? Seria os dois dormirem no mesmo quarto. Como se dividir o mesmo aposento fosse pouco, apenas existia uma cama de casal e, diga-se de passagem, que cama. Envergonhado, o homem disse para a amiga que dormiria no sofá, mas esta se recusou a permitir e acabou que os dois ficaram com a mesma cama e lá conversaram até que adormeceram, ou não, vai saber o que aconteceu.
Imagem
Joseph Blandert
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Há 3 coisas que não voltam atrás; a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida.
 
Reg.: 13 de Mar de 2009
Últ.: 19 de Apr de 2016
  • Mensagens: 267
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 12 Pts.

Postado Por: Beto.


Re: Chimes Gaststatte & Pub Blau

MensagemFranca [#79806] por Josephine Mcphee » 12 Mai 2011, 22:49

  • 3 Pts.
Era impressionante o que o efeito do álcool poderia fazer com uma pessoa. Já fazia uns dez minutos que Josephine ria alto e sem parar, de forma que seu estomago estava começando a doer. E isso porque ela nem se lembrava o que tinha sido tão engraçado assim. Suas bochechas estavam coradas e ela começava a perder o pouco controle que possuía sobre a sua boca, falando tudo que lhe vinha a cabeça sem o menor escrúpulo. Sua sorte estava no fato de que Joseph também não estava sóbrio, e provavelmente não se lembraria de nada que conversavam na manhã seguinte.

Usando a pouca consciência que lhe restava, Mcphee olhou o relógio, sem realmente enxergar a hora.
– É melhor eu ir, Jay. Esta ficando tarde. A verdade é que ela finalmente percebeu os olhares de reprovação que os garçons e poucos clientes lhe enviavam, lhe deixando um pouco mais sóbria e controlada. Levantou, cambaleando levemente e percebeu que não sentia os pés. É... aquilo talvez fosse um problema. Mas conseguiria disfarçar.

– Eu posso aparatar sem problemas. Mentiu, sorrindo, enquanto colocava a bolsa no ombro. Mas seu colega não a levou a serio e insistiu em te dar carona de moto. Josephine podia ser um pouco maluca, mas não queria perder o emprego. Acabou rindo. – Jay, por favor, o que vão pensar de me ver chegando com você, em plena madrugada, e ainda bêbada? Riu um pouco mais do absurdo, e aceitou o casaco que um dos empregados lhe estendia. Acabou concordando em irem para um hotel, seria até melhor e daria tempo da professora se recompor antes de voltar ao castelo.

Montou na moto e agarrou a cintura do melhor amigo, sorrindo como uma criança no natal. Assim que alçaram vôo, a jovem gritou em animação, pensando que estava numa montanha russa, e logo em seguida gargalhou. Aquela vodka realmente era das boas. Infelizmente a viajem não foi longa, e eles logo estavam num majestoso hotel. Acabou seguindo o colega até o balcão e riu quando descobriu que teriam que dividir um quarto. Típico do destino mesmo.

Apesar dos pesares, a professora de feitiços se recusou a deixar o diretor do hospital dormir num sofá. Eles eram adultos e podiam muito bem dividir uma cama sem grandes emoções... certo? Caminhou até a pequena geladeira do hotel e pegou uma bebida de dentro dela.
– Vamos comemorar, Jay? A esse encontro de velhos amigos... ao seu sucesso... à vida! filosofou, rindo em seguida e dividindo a bebida com o colega.

...


Na manhã seguinte, Josephine abriu um dos olhos, sentindo a boca seca e sua cabeça latejando. Passou um tempo buscando na memória o que tinha feito para acabar em tamanho estágio, e assim que se lembrou do restaurante, virou a cabeça bruscamente pro lado, dando de cara com Joseph dormindo sonoramente ao seu lado, e com o braço lhe segurando pela cintura. Acabou corando. Em seguida, um pensamento lhe passou a mente e ela levantou um pouco o lençol que lhe cobria, encarando o próprio corpo.

Merda. O que será que tinha acontecido na noite passada? Será que Josephine tinha dormido com seu amigo de infância? E a pergunta que não quer calar: será que foi bom?


Arco Finalizado
Imagem
Josephine Mcphee
Funcionário do Ministério
Avatar do usuário
 
Reg.: 16 de Oct de 2008
Últ.: 26 de Jun de 2017
  • Mensagens: 14
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 3 Pts.

Postado Por: Tety.


Re: Chimes Gaststatte & Pub Blau

MensagemRussia [#113345] por Mikhail Molotov » 16 Dez 2012, 21:35

  • 12 Pts.
  • 9 Pts.
  • 52 Pts.
Passei mais uma página do livro, lendo enfim o que acontecia com Josefina, a personagem principal daquele conto. Ainda estava no começo da leitura, mas já dava para perceber que seria uma história cheia de aventuras e com uma literatura mais intensa, cheia de personalidades obscuras, o que com certeza me interessou. Talvez aquilo fosse me ajudar a me distrair, afinal, nenhum dos livros que possuía estava conseguindo fazê-lo, era como se minha impaciência de chegar até o fim logo fizesse com que eu saísse pulando parte, alegando que já sabia tudo o que iria acontecer. Estava prestes a virar mais uma folha, quando a voz do dono do local chamou minha atenção, perguntando se eu iria comprar o livro. Não o culpo por sua indelicadeza, já tinha chegado ali há alguns minutos e desde então estava lendo a mesma história. – Perdão senhor, vou levar sim. Só estava aproveitando esse tempo em que estou esperando para adiantar a leitura. – Por falar em espera, estava tão compenetrado que havia esquecido de ficar checando as horas, e agora que finalmente o fiz, pude constatar que há estava quase atrasado. Rapidamente caminhei até o balcão, já separando algumas moedas de ouro para pagar o homem. – Se o senhor puder por em uma embalagem, eu agradeço. – Compra feita, estava na hora de partir para o Pub Blau, que ficava há algumas quadras de distância daquela livraria.

As ruas estavam cheias de neve e o vento gélido chocava-se contra meu rosto, deixando minha musculatura rígida, minha pele rubra e provocando uma leve sensação de ardência. Enfim passando pela porta do pub, dei um longo suspiro, era bom enfim ter um abrigo do frio. Folgando um pouco meu cachecol, sentei em uma mesa com apenas duas cadeiras mais ao canto do estabelecimento. Não tardou muito para que uma mulher com a cara fechada viesse me atender, perguntando de forma um pouco grossa o que eu iria beber.
– Um chocolate quente, por favor. – Naquele clima não consegui pensar em nada que fosse melhor. E ao colocar minhas mãos sobre a caneca quentinha assim que meu pedido chegou me fez agradecer mentalmente por aquilo. Dei apenas um gole, que desceu praticamente queimando pela minha garganta e deixei a bebida de lado, não seria muito educado tomar tudo antes que minha companhia chegasse.

Batendo os dedos da mão sobre a mesa, dei mais uma olhada no relógio, alguns minutos já tinham se passado desde o horário estipulado. Será que minha carta não tinha chegado à Beauxbattons afinal? Não me surpreenderia se aquilo por acaso tivesse acontecido, ainda mais com aquele tempo ruim, mas eu confiava em Fjordor, a coruja que meus pais tinham me dado assim que entrei em Durmstrang, então só me restava continuar esperando ali. Não resistindo, tomei mais um gole do meu chocolate – não mais tão – quente, e foi justamente quando o fazia que avistei Vlad entrando no local, provocando estranheza em alguns e pavor no caso do dono do local. Flutuando em minha direção, o fantasma se posicionou onde estava a outra cadeira, explicando o motivo de seu atraso.
– Oi Vlad. Sem problemas quanto a isso. – Encarei meu bisavô, tentando pensar em uma maneira de fazer-lhe todas as perguntas que tinha em mente. – Sei que deve estar se perguntando o motivo de eu ter te chamado aqui. Então, sem enrolações… Eu queria saber algumas coisas, que não estão em nenhum livro que já tenha lido. Por exemplo, por ser um fantasma você consegue falar com outras pessoas que já morreram? – Não estava com clima para ficar com papo furado, pelo menos não enquanto não soubesse aquelas respostas.
Imagem
Mikhail Molotov
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Grant Gustin
 
Reg.: 10 de Aug de 2010
Últ.: 19 de Nov de 2019
  • Mensagens: 284
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 12 Pts.
  • 9 Pts.
  • 52 Pts.

Postado Por: Mary.


Re: Chimes Gaststatte & Pub Blau

MensagemInglaterra [#113492] por Mary Kate Williams » 17 Dez 2012, 19:55

  • 8 Pts.
  • 17 Pts.
  • 41 Pts.
family reunion
~001




                Havia sim um fantasma flutuando por Moscou em uma noite fria e escura. A figura transparente arrastava os trapos da roupa de sua morte por aquela alameda estreita e mal iluminada, onde havia vários estabelecimentos. Um deles era uma construção baixa, que não chamava tanta a atenção, de cor azulada. "É aqui?" pensou o fantasma Vladmir, lembrando-se da descrição do lugar marcado na carta do bisneto. Eles iriam se encontrar depois de muito tempo, Mikhail já tinha treze anos. "Adoro encontros de família, na verdade adoro a comida dos encontros de família, tomara que venda alguma coisa gostosa nessa espelunca" era o que passava por sua cabeça quando adentrou o Pub Blau, próximo ao Chimes Gaststatte. "Mikhail é um bom rapaz, tomara que não se importe com meu atraso. Por outro lado é um garoto inteligente, não aceitaria qualquer desculpa esfarrapada. Vou precisar ser inteligente..."

                A figura cinza-transparente adentrou aquela espécie de bar sendo fuzilado por olhares de reprovação. Era comum toda aquela cena, Vlad nem deu importância. Avistou seu objetivo sentado em um canto mais afastado, com alguma bebida nas mãos. Era o bisneto, neto de seu filho do meio Dimitri, era quem ele não via quando fazia as visitas na casa dos Molotov por este cursar Durmstrang. Aproximou-se do garoto e sentou-se de frente para ele. — Mikhail! Quanto tempo, meu querido... desculpe a demora, realmente, estava vindo de Beauxbatons, sabe que me tornei inspetor lá, não é? Enfim, peguei uma rajada de vento muito forte quando vinha para cá, e ela me carregou para longe, eu peso pouco, sabe? Fui parar em um cemitério rodeado de dementadores, tive que derrotar um por um, não houve outra solução, depois até chegar aqui demorei mais um pouco. Isso não é uma desculpa, eu nunca enganaria alguém com você, mas sabe, é difícil ser fantasma, rajadas de vento podem te levar para longe... — ele tinha certeza que o bisneto não cairia naquilo, ninguém cairia naquilo, aquela conversa soava ridícula, parecia uma piada. Vlad era um homem inteligente, mas sempre se metia em coisas erradas na hora errada, era obrigado a improvisar. O pequeno Mikhail deixara bem claro que não se importava com o atraso. "Ou ele é extremamente cordial, ou o que tem para falar é muito importante."

                A pergunta viera quase como uma anedota para o fantasma, mas ele não podia culpar Mikhail. Era sim um garoto inteligente, mas quase ninguém entendia os fantasmas. — Mas é claro que não, filho. HAHAHAHAHAHA. — uma risada alta ecoou por todo o pub russo. — Sou um fantasma, não um pai-de-santo ou um espiritualista. Se algum dia eu conseguir ver algum morto e conversar com ele você também conseguirá, será um fantasma. Mas... quem você procura já está morto? Talvez ele, ou ela, vire um. Quem é? — ele se sentia um pouco indelicado por perguntar isso logo de cara, não tinha tanta intimidade com o bisneto assim, talvez ele não responderia esta última pergunta.
Editado pela última vez por Mary Kate Williams em 28 Dez 2012, 16:43, em um total de 1 vez.
Imagem
Mary Kate Williams
Mundo Mágico
Avatar do usuário
"...the blood froze in our veins..."
 
Reg.: 09 de Nov de 2012
Últ.: 14 de Apr de 2015
  • Mensagens: 56
  • Nível:
  • Raça: Fantasma
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 8 Pts.
  • 17 Pts.
  • 41 Pts.

Postado Por: Renan.


Re: Chimes Gaststatte & Pub Blau

MensagemRussia [#114006] por Mikhail Molotov » 23 Dez 2012, 18:12

  • 12 Pts.
  • 12 Pts.
  • 58 Pts.
A forma como sua risada alta se propagou no ambiente me incomodou um pouco, principalmente quando atraiu alguns olhares para onde estávamos sentados. Desconfortável com a situação, curvei-me um pouco mais sobre a mesa. Já não estava sendo muito legal tratar daquele assunto, e Vlad ainda estava deixando as coisas ainda mais complicadas. Ta certo que eu sabia bem que aquele era o jeito do meu bisavô, então apenas tentei não ligar muito para suas palavras que vieram a seguir. Até cheguei a dar uma risadinha um pouco sem graça, mas meu rosto tornou a se fechar ao escutar suas perguntas. Não tinha falado sobre aquele assunto com muitas pessoas, preferia apenas tentar evitar comentar sobre e sempre afirmar que nada tinha acontecido ou então que estava tudo bem. Mas por alguma razão, estar ali com Vlad me incentivou a falar, afinal, ele podia até rir e fazer alguns comentários desnecessários, porém, ainda era da família e talvez até pudesse me ajudar, afinal, ele devia saber mais ou menos como eu me sentia. – Não sei. Quero dizer, não sei se ela já está morta ou não.

Precisei de alguns segundos para conseguir "lidar" com aquela ideia antes de continuar falando, afinal, dizer tudo aquilo não estava sendo tão simples quanto tinha imaginado. – Por isso fiz a pergunta, precisava saber se tem algum jeito de descobrir. – Abaixei a cabeça, encarando a mesa, tentando impedir que os flashbacks voltassem a me incomodar. Ainda estava vidrado no mesmo ponto da superfície de madeira, quando escutei a voz de Vlad, fazendo com que desviasse meu olhar para esse.– É uma amiga minha. – Respondi a segunda pergunta que ele havia feito antes ao mesmo tempo em que ajeitava meus óculos. – Ela foi meio que sequestrada no halloween e desde então não tenho nenhuma notícia dela. Queria muito saber o que aconteceu com Ash, se ela esta bem, se fizeram algo com ela, ou qualquer coisa. – Tive que fazer mais uma pausa, pra tentar controlar aquele mix de sentimentos que queriam se manifestar de uma vez só.

Estava tentando me acalmar tomando mais um pouco do chocolate quente, quando Vlad decidiu me dizer algumas palavras reconfortantes que até faziam sentido.
– Realmente espero que ela esteja. Não estou preparado pra ter que aceitar sua perda. Nada seria igual sem ela. – Larguei a caneca, tornando a encarar os olhos translúcidos do meu bisavô, que pareciam demonstrar certa compaixão.– Já está sendo difícil com a sua ausência, principalmente porque ela era a pessoa que mais fazia, ou melhor, é a que mais faz parte da minha vida. Mas como você mesmo disse, pode ser que ela esteja viva e isso seja apenas momentâneo. Ela pode inclusive voltar em breve, então acho que realmente não devo perder as esperanças. – De alguma forma, colocar tudo aquilo pra fora até que estava me fazendo sentir melhor, ainda mais depois de escutar Vlad dizendo que ela poderia estar "bem", mesmo que tivesse o feito apenas porque era o que eu queria ouvir. – Sem contar que sempre tem a possibilidade de ela virar um fantasma e voltar pra Durmstrang, certo?


Off: bem pequeno e horrível, mas como eu disse, a situação tava tensa aqui
Imagem
Mikhail Molotov
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Grant Gustin
 
Reg.: 10 de Aug de 2010
Últ.: 19 de Nov de 2019
  • Mensagens: 284
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 12 Pts.
  • 12 Pts.
  • 58 Pts.

Postado Por: Mary.


Próximo

Voltar para Armario de Vassouras

Quem está online

Usuários navegando neste fórum: Nenhum usuário registrado e 2 visitantes