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Na Zonko's não citamos nenhum dos personagens dos livros ou filmes. Vivemos no mundo mágico, mas nem Harry Potter, Voldemort, Dumbledore, Comensais da Morte e etc. existiram em nosso mundo, com isso você não pode usar nenhum sobrenome dos personagens dos filmes ou livros. O fórum encontra-se nos dias atuais, no ano de 2013 d.c. e as condições climáticas variam de dia para dia e de tópico para tópico, conforme você poderá observar. O nosso período letivo dura oito meses contando com as férias. Nossos adultos recebem por dia de presença e seus tópicos em ON lhe renderão pontos e goldens (nossa moeda). Você nunca poderá interpretar a ação de outro personagem (salvo com autorização), mas poderá interpretar livremente o seu personagem (seja sempre coerente), lembrando que toda ação possui uma reação. A capital do Mundo mágico está localizada em Vaduz, Liechtenstein.

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A fúria do dragão (Trama Ministerial)

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A fúria do dragão (Trama Ministerial)

MensagemAfrica do Sul [#151443] por Blood Mother » 04 Ago 2015, 20:38

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Sábado, 9:30 da manhã.




    O que são animais? Bestas sem pensamentos ou desprovidas de intelecto básico? Trágico o pensamento mortal que desconsideram a supremacia da natureza e toda sua equidade universal. Na natureza não existe bem ou mau, certo ou errado tudo gira em torno da mandala totêmica que resguarda a chama da vida em seus seres. Vislumbre o céu e sinta o frescor da brisa em sua pele seca, rogue aos deuses do mundo para que nada faça com que a balança do equilíbrio natural se desalinhe. Mas tolo pode ser o ser humano, frágil e ganancioso, mesquinho e sempre superficial.

    O longe o sol brilha entre as nuvens brancas de um céu de verão, os jovens ingleses já caminham por entre as ruas tão pequenas da velha Hogsmeade. A beira do poço um casal troca suas juras de amor enquanto um grupo de alunos já se anima para entrar na “Dedos de mel”. Despreocupados e desatentos os adolescentes não imaginam o perigo que os aguarda naquela manhã de sábado, contudo, é chegada a hora de uma dívida ser cobrada não sobrará filhos de Eva para este anoitecer, não enquanto o maior dos tesouros não aparecer.

    Poderoso e amedrontador. Suas asas gigantes cortam o céu enquanto a fera voa velozmente para encontrar o que sempre fora seu por direito. Vingança e raiva alinham-se diante de um destino mortal pronto para destruir tudo e todos. Sua sombra cobre os vales e o poder de seu corpo derruba os empecilhos a sua frente. De onde vem um ser tão furioso, o que deseja um alto senhor da Hungria, o mais perigoso entre seus irmãos. O que o motiva a ter tanta raiva, ou melhor, o que o trás aos confins da Grã-Bretanha? De nada sabemos.

    Algo no céu parece chamar a atenção de um menino que estupefato deixa seu sorvete cair. A sombra gigantesca voa rápido na direção do pequeno vilarejo, sem duvida não é um pássaro e é colossal demais para um único dementador. O que seria aquela criatura alada? Logo, outros juntaram-se abismados e curiosos para descobrir o que se aproximava. Por alguns instantes apenas o som do vento pode ser ouvido. – DRAAAAAGÃO!!!!!! – Gritou um dos moradores cortado o silêncio e instaurando o caos na outrora pacata Hogsmead. Pessoas corriam em busca de abrigos, bruxos desaparatavam deixando tudo para trás e levando apenas a certeza de suas vidas.

    Seu rugido estremeceu as montanhas e os corações do lugar, o fogo em seu interior acendeu e logo as chamas queimaram os telhados no primeiro sobrevoo. A velocidade do dragão era alta e ele já dava meia volta mirando uma segunda baforada, contudo, desta vez não seriam as casas que receberiam o ódio da fera, o alvo era menor e mais rápido e ainda mais frágil que um pedaço de madeira. Seria aquele o fim ou caos estaria apenas começando?

    IMPORTANTE: Créditos do vídeo a Blizzard (Editado por Carlos Oliveira).


    PRAZO: 13/08/2015


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    OFF
    - Esse é um dragão nada comum, ele é duas vezes maior que um Rabo-Córneo Húngaro normal e possui uma espécie de armadura que recobre os pontos vitais da fera. Em seu peito é possível ver uma gema do tamanho de um punho que brilha intensamente. O mais estranho de tudo é que a criatura parece ser dotada de algum intelecto e tudo indica que ele sabe exatamente o que está fazendo.

    O DRAGÃO

    - PV: 600
    - Imunidade a feitiços e habilidades de efeito direto
    - Imunidade a danos físicos
    - Ataques
    Mordida (Dano = DADO 3 +10)
    Possibilidade de defesa: Esquiva (DADO 3 x2 / Numero alvo = Dado 3 do Dragão
    - Labaredas de fogo (DADO 3 x2)
    Possibilidade de defesa: Acumulo de contenções (Dado 3 de todos os envolvidos na contenção da chama / Numero alvo = Valor total do dano do dragão).
    - A cada rodada ele atacará duas pessoa, essas pessoas serão definidas pelos MAIORES valores no dado 3 da rodada anterior, caso haja empate será visto o valor do DADO 2 e se o empate se mantiver o DADO 1 será levado em consideração.


    INFORMAÇÕES ADICIONAIS:

    - A presença do dragão causou distúrbios nos efeitos mágicos da área. O vilarejo de Hogsmead está totalmente descoberto e pode ser visto por qualquer trouxa. As lareiras pararam de funcionar e desaparatação não está sendo possível, ou seja, pode entrar, mas não pode sair. Outros meios de transportes ainda podem ser usados, tais como vassouras, criaturas e demais veículos mágicos.

    - Boa parte do vilarejo já está em chamas, existem civis em perigo dentro das casas. A cada rodada o Dado 1 /3(+) definirá o numero de vitimas. A dificuldade para apagar o fogo das casas é igual a 100 e deverá ser alcançado pelo valor do DADO 3 (Acumulados em rodadas ou através de cooperação).

    - 5 pessoas estão jogadas no chão gravemente feridas por queimaduras e morrerão no final da próxima rodada caso não sejam socorridas.

    - Pv's usados serão iguais a Nível x10.

    - Personagens que cheguem a 0 pontos de vida, serão levados ao TvH para devida recuperação.


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Re: A fúria do dragão (Trama Ministerial)

MensagemRussia [#151591] por Anton Pozharsky » 11 Ago 2015, 11:59

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Era uma linda manhã de sábado. Eu, como de costume, estava em meu castelo em Liechtenstein, dedicando-me aos afazeres femininos a fim de manter minha juventude ainda mais intacta, aliada, é claro, à magia que dançava por cada centímetro quadrado de minhas veias há várias décadas. Via-me rodeada de meus fieis servos, os elfos-domésticos que sem pestanejar estavam ávidos em me ajudar naquela tarefa e até se divertiam. Um se dedicava em esmaltar minhas unhas de vermelho, outros em arrumar meus cabelos como eu gostava, resgatando a beleza pin-up e da década de 50 e outra já preparava o ofurô com sais e flores colhidas ainda naquela manhã para que eu pudesse regozijar por longas horas um delicioso banho relaxante na água quente. Não era difícil exercer meu papel de princesa nestas horas e muito menos de Chefe do Departamento de Criaturas Mágicas, uma vez que eu, nem em meus mais inóspitos pesadelos, me imaginava trabalhando num sábado de manhã, tarefa esta que eu havia delegado a alguma das minhas subalternas. Na verdade, você poderia estar se perguntando o que eu, alguém que nem de longe precisaria de trabalho para ter dinheiro, estava gastando meu precioso tempo naquele ambiente tão parco de vida como o Ministério da Magia. Mas, eis que eu vos respondo: carregando nas costas mais de um século de vida, algumas atividades reais e até mágicas carregam em sua rotina certo tédio. E isto é algo que não quero nem de longe sentir em minha pele. Portanto, não pestanejei quando me convidaram a chefiar tal departamento, vendo neste cargo mais um dos desafios que venci na vida; uma forma de agitar mais o meu tempo que começava a cair na morosidade.

Mas, não me avisaram, embora isto viesse embutido em cargos de chefia ministerial, que catástrofes, criaturas mágicas, vilões ou qualquer sorte de seres não escolhiam dias nem hora para atacarem os reles mortais.
- Minha senhora, alguém lhe chama na lareira. Parece ser urgente. É do Ministério da Magia. - disse minha elfa-doméstica, carregando na voz uma tempestuosidade aflitiva que poderia ter sido pega por osmose de quem me convocava próxima à lareira. Tive que me livrar da deliciosa massagem que meu elfo fazia em meus pés e, devo dizer, caro leitores, que não tem coisa melhor do que uma passagem naquela área do corpo que ostenta diariamente todo o nosso peso (meu IMC está ótimo, por sinal), aflições e a corrida diária neste mundo que parece correr a mil por hora. Levantei-me e devo dizer um pouco nervosa, esperando que realmente fosse uma calamidade homérica para me desprover de todo aquele tratamento vip mais do que merecido naquela manhã de sábado.

- Diga, senhorita Valliére. O que lhe aflige? - minha voz era carregada de presunção, impaciência e sarcasmo perceptíveis, embora com brio real. Meus olhos quedaram por um átimo de segundo e em seguida vislumbraram a face da jovem em meio ao fogo da lareira. Com certa urgência, a mulher me dizia que Hogsmeade estava sendo atacada por um dragão. Um DRAGÃO! - então chame o departamento de criaturas mágicas. Não somos babás de dragões. - e quando ameacei afastar-me da lareira, ela continuou a falar dizendo que a proteção da tradicional vila bruxa da Grã-Bretanha estava desfeita. E que não só a vila como também o ataque estava sob a iminência de olhares trouxas. Agora sim era algo pertinente ao meu departamento. Imaginar um alarde na imprensa trouxa de que um dragão, uma criatura até então mitológica, existente apenas em contos literários, estava à solta atacando lugares até então inexistentes não seria de bom grado. Seria catastrófico para não dizer outra coisa.

- Ok. - disse mais séria desta vez, respirando fundo, desolada. Afinal, a situação exigia um comportamento diferente. - Chame os outros com o auxílio do anel que dei a vocês e parta imediatamente para Hogsmeade. Vou direto para lá. - Tirava os bobs de meus cabelos enquanto falava - Deixarei um elfo meu em prontidão no nosso Departamento para avisar aos demais o lugar para onde devem ir. Seja rápida! - dei as orientações possíveis e já dei as costas para a senhorita Valliére a fim de me apressar para Hogsmeade. Já meus elfos não sabiam o que fazer, se continuavam no tratamento de beleza ou se paravam. Tive que afastá-los indelicadamente para poder organizar meus pensamentos. Não existe coisa mais desagradável do que você tentando pensar em algo, agir e ter gente ao seu redor esperando uma atitude e ordem sua, te cercando como se você fosse um prato apetitoso e eles quisessem arrancar o máximo de sua pessoa o mais rapidamente possível. É irritante! Muito irritante!

- Argg... Sai... - empurrei um que tentava tirar o último bobs de meus cabelos. Pelo menos um havia pensado e, me conhecendo melhor do que todos ali, já estava com um vestido a postos em sua mãozinha enrugada junto com um par de sapatos auxiliando-me a vestir. Senti, por um instante, igual a aquelas personagens trouxas da Disney com um monte de passarinhos, que no meu caso eram elfos-domésticos, cada um fazendo alguma coisa, para que eu estivesse pronta o mais breve possível. Não tive tempo nem de me maquiar, para tanto, tive que me prover de um óculos escuros. Meus olhos nunca ficarem sem um delineador. Senti-me nua sem minha maquiagem. Foi horrível. Traumático para dizer a verdade.


......


Aparatei para a região de Hogsmeade. Fazia tanto tempo que não pisava ali que nem poderia compará-la a minha época com a atual. Apesar de que a destruição na qual ela estava envolta faria tal comparação no mínimo tola de minha parte. Chamas lambiam tanto as pequenas casinhas como estabelecimentos comerciais. Bruxos corriam para todos os lados tentando achar uma saída; alguns tentavam inutilmente desaparatar e ali percebi que não era possível sair daquela calamidade. Não daquele jeito. Havia gritos, choros, crianças aparentemente abandonadas, chorando enquanto elas seguravam em seus bracinhos alguma parte de sua infância que paulatinamente lhe era roubada. Outros ministeriais aparatavam ali na medida em que o tempo se alastrava. Não pude contar, mas alguns corpos estavam estirados ao chão, gementes, outros mergulhados no silêncio, sendo lambidos pelo prenúncio da morte que naquele teatro estaria fazendo a festa, carregando quanto podia os corpos para seu mundo sombrio do qual eu nunca faria parte. Tudo isto se passou diante de meus olhos num átimo de segundo. Não pensem que fiquei lá, parecendo uma estátua idiota vislumbrando tudo aquilo por longo tempo sem fazer nada. Precisava ter uma dimensão do que estava acontecendo para assim poder agir. Mas, foi tudo rápido e tão rápido quanto minha varinha já estava em riste para fazer o que me era pertinente.

A primeira coisa a se fazer era proteger Hogsmeade dos olhares trouxas que já poderiam dirigir-se para aquela cena dramática, digna de filmes épicos. Eles poderiam inclusive pensar que ali estava sendo gravada uma cena de filme. Seria uma boa deixa, embora tudo parecesse vívido demais.
"É a tecnologia e os atores que são bons"(oi?) Ri por dentro com aquela desculpa infame. Mas, o foco era cortar a cena catastrófica para que somente nosso Mundo Mágico fosse mergulhado no terror. Seria trágico em enésima potência ter que lidar com dois problemas tão colossais ao mesmo tempo. Salvar os feridos e protegê-los do dragão que circundava no alto e vomitava lavas incessantes de fogo seria posto, pelo menos por enquanto, para segundo plano.

Falando em dragão... Nunca vi um tão grande em minha vida. Senti medo naquele instante de ver meu corpo vitimado pela aquela fúria, tão destemida e incontrolável. Inclusive, tive que me desviar dele em algum momento para não virar um churrasquinho real. Mas,eu corri, o máximo que meus sapatos deixaram para o mais longe do ataque a fim de estabelecer a proteção devida à Hogsmeade.
- Repellum Trouxatum - apontei minha varinha para à frente com o intuito de estabelecer a proteção devida para que nós bruxos pudéssemos cuidar de nossos problemas. E não demorou para o resto de meu departamento se por em meu encalço alguns com o mesmo objetivo que eu e outros já se preparando para proteger e salvar os civis.

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Re: A fúria do dragão (Trama Ministerial)

MensagemFranca [#151598] por Louise Françoise La Valliére » 11 Ago 2015, 22:00

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Qui êtes-vous Dragon? Bonbons d'un bébé! - Parte I

Algumas cortinas de renda branca, com laços enormes em um tom meigo de azul bebê para mantê-las presas. Essa era a visão que os olhos azuis de Louise fitava já fazia algum tempo. Em suas mãos uma grossa revista de decoração estava aberta na página onde um armário todo trabalhando de madeira de sequóia. A mais jovem das irmãs Le Baume le Blanc de La Valliére travava uma guerra mortal em seu cérebro na tentativa de lembrar-se com exatidão de seu local preferido da infância, o escritório de sua mãe, localizado em uma das torres do palacete francês onde da janela se viam as colinas gramadas perderem de vista e ainda sim pertenciam nos limites da propriedade. Não tinha muito o que fazer ali, no ministério tão cedo em um dia como aquele. Era seu primeiro plantão e por ser fim de semana, e ela novata na função, pouco tinha a fazer se não decorar seu novo escritório. Afinal se tivesse que passar horas ali dentro preenchendo relatórios pós atividade em campo, aquela sala deveria ser no mínimo afrancesada.

A mesa já tinha sido substituída, a poltrona perto da janela também, a confortável cadeira que acompanhava a mesa agora era de um lindo tom azul bebê. Alias muitos dos acessórios possuía esse tom, devido a preferência por parte da matriarca da família La Valliére. Louise divertiu-se rindo sozinha ao lembrar da cara de sua mãe, quando chegou em casa após o primeiro ano escolar em Beauxbatons e tinha as vestes negras e roxas, digna de uma filha de Morrigan. Os olhos da Loira revirou ao ver que a filha mais nova não tinha ido para a casa azul em que quase toda a família seguiu. Não, como a filha do meio, a rebelde Claudia, Louise tinha bandeado, palavras da mãe, para a casa da guerra e discórdia.

Seriam lembranças doces e divertidas, mas as risadas morreram no ar e o peito da jovem se apertou ao lembrar da loira irmã. Fechou lentamente a boca, sentindo já os olhos marejarem e os detalhes da renda branca perder a definição. Só não caiu em prantos, por que seus pensamentos fora interrompidos por batidas rápidas em sua porta. Assustada pulou da poltrona azul bebê e alcançou a maçaneta bem em tempo de um rapaz com cara de estagiário passar apressado o aviso urgente.

Inconsciente de que borraria sua maquiagem, passou o braço pelos olhos na tentativa de enxuga-los antes de enfiar sua cabeça nas chamas da lareira já magicamente alteradas para contatar sua superior. Esperou a elfa serviçal chamar Georgine e quando esta se aproximou com um tom que irritou profundamente nossa pequena, ela simplesmente ignorou ressentida e desatou a falar. - UM DRAGÃO! surgiu um dragão em Hogs... Foi interrompida pela chefe de departamento e enquanto mordiscava o lábio inferior para conter a euforia e raiva, recomeçou - A barreira foi desfeita. A vila encontra-se sem a proteção mágica e os trouxas da região já perceberam haver algo errado, os clarões chamam atenção e carros curiosos já estão a caminho. Ouviu o tom de seriedade de sua chefe e só então simpatizou com a morena. Louise sabia ser orgulha de mais para ser subordinada a alguém, mas ainda sim não era burra para desacatar as ordens direta. Saiu da lareira e pressionou a brilhante pedra rosa do entalhe de seu anel no dedo anelar da mão direita. Personalizado para ela com exclusividade, o anel possuía um discreto símbolo do departamento e a pedra composta por quartzo rosa (a escolha da pequena) era na verdade um botão de emergência que se comunicaria aos anéis dos demais integrantes do departamento avisando-os da convocação.

Não demorou mais que dois segundos para ativar a convocação, e enquanto aguardava o elfo da família d'Aviano retocou a mascara de cílios e o corretivo. Por que não sairia borrada mesmo que Merlin estivesse correndo perigo. A criaturinha pouco demorou e ao avista-la Louise sentiu as batidas no coração triplicar de velocidade, o estômago embrulhar-se e a característica sensação de redemoinho puxando-a pelo umbigo atingir seu corpo ao sumir em um estalo.

Apareceu no meio da rua principal do vilarejo e mal o reconheceu, não fazia muito tempo que tivera por ali passeando e ver as casinhas aconchegantes destelhadas, destruídas e em chamas doeu seu coração. Localizou não muito longe dali a morena que instantes antes tinha visto na lareira e correu em sua direção, com o sapato de salto de boneca afundando em meio as cinzas e destroços.

Em meio caminho a chefe correu na direção oposta, sem muito entender como, imaginou o motivo. Tudo que conseguiu pensar foi jogar-se ao chão quando o voo rasante da criatura mítica descabelou seus fios rosa. Rolou no chão, estragando um perfeito vestido Channel, mas o rolamento deu-lhe uma visão clara da criatura. Incrivelmente maior que os outros dragões e com uma perícia de alvos e trajetória precisas, fez com que o corpo magrelo da pequena tremesse violentamente. Ela já tinha visto ao vivo dragões, mas nenhuma criatura já vista ou estudada, tinha tamanho poder de intimidação, quanto aquela. Ergueu-se trêmula, mas não faria feio em seu primeiro trabalho oficial. Respirou fundo, analisou os companheiros de departamento e com um grito firme executou o feitiço em auxilio de Georgine : - Repellum Trouxatum!

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    Usou um Varinha de Espinheiro, 27cm, Cabelo de Vella, Flexível.

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Re: A fúria do dragão (Trama Ministerial)

MensagemItalia [#151619] por Steffano Di Facchini » 13 Ago 2015, 00:01

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      O inglês estava sentado por detrás de uma grande pilha de ficha de pacientes, analisava uma circulando o que lhe chamava a atenção. Pelo que dizia a ficha, o paciente se recusava a tomar seus medicamentos, assim impossibilitando a recuperação da cirurgia que o próprio Harry fizera. O médico cirurgião balançou a cabeça e suspirou profundamente, precisava ir ter uma conversinha com aquele senhor. Elevou os olhos e soltou um sorriso ao ver as horas – seu turno tinha acabado fazia dois minutos. Tinha passado a noite inteira no Hospital em Vaduz e estava mais do que cansado e daria de tudo para ver sua cama de perto, mas primeiro precisava avisar um enfermeiro para colocar o remédio via intravenosa no paciente em questão. Levantou-se da poltrona e bateu a pilha de fichas sobre a mesa de madeira de um modo que ficassem totalmente alinhadas. Ajeitou o óculos no rosto e empurrou a poltrona para perto da mesa. – Finalmente. – Colocou os dedos por entre os cabelos e os empurrou para trás, bagunçando os fios acastanhados mesclados com alguns brancos.

      Fechava a porta atrás de si quando uma voz chamou seu nome, fazendo-o retornar para dentro do consultório surpreso. Vasculhou as gavetas em busca do espelho de dois sentidos
      – Tem um dragão atacando Hogsmeade. Dezenas de feridos. Precisamos de sua ajuda. – O médico arregalou os olhos, sentindo o coração acelerar-se. Como consequência de seu repentino nervosismo a disfemia piorou. – O-os outros já... já sabem? – O ministerial do outro lado do espelho balançou a cabeça em confirmação e logo Harry visualizava a si mesmo. O homem havia sumido. Hart guardou o espelho de volta na gaveta e tirou o jaleco branco e dobrou-o, colocando em cima da poltrona, não havia tempo de ir até o vestuário e guardá-lo no lugar certo. Pegou uma mochila de lado com alguns remédios e ataduras – não sabia o que encontraria em seu destino final. Tirou a varinha do bolso da calça jeans e aparatou em direção ao vilarejo bruxo. “Que Merlin nos ajude.”

      Assim que seus olhos abriram-se – nunca se acostumava com a sensação de enjoo que a aparatação concedia – uma pontada profunda transpassou seu coração. O grisalho lembrava-se de Hogsmeade apenas por causa de seus passeios nos dias permitidos por Hogwarts, não visitara o pequeno vilarejo depois de formado. Quantos anos haviam se passado? Vinte e três anos... Ainda assim nunca imaginara que veria o lugar da maneira em que se encontrava: quase todo destruído por chamas, gritos por todos os lados, cena digna da Trilogia Senhor dos Anéis – havia visto os filmes na companhia de Greg em um cinema trouxa qualquer. – Levantou os olhos para os céus, rapidamente visualizando o inimigo cruel e imbatível. O dragão. Arregalou os olhos e correu para longe do campo aberto, procurando se proteger enquanto buscava feridos.

      - Me-meu Deus! – Uma mulher estava caída no chão alguns metros além. Harry abaixou a cabeça enquanto corria até ela, a mão esquerda apertando a varinha firmemente. – E-eu sou médi... Eu s-sou médico. Você vai f-ficar bem. – O grisalho engoliu em seco, praguejando em pensamento por não conseguir controlar a disfemia. Analisou os ferimentos da mulher com uma sensação de aperto no coração: a bruxa apresentava queimaduras no pescoço, em boa parte do rosto e nos braços e peitoral. Não era aquela queimadura leve. Era de terceiro, provavelmente quarto grau. O inglês comprimiu os lábios, pedindo em seu íntimo alguma direção de como tratar aqueles ferimentos. Não era especialista naquele tipo de lesões e temia que se tentasse fazer algo a mais, levaria a mulher ao óbito. Como uma resposta para suas preces silenciosas lembrou-se que sempre mantinha alguns frascos de Essência de Ditamno na mochila que trazia pendurada no ombro. Colocou-a no chão ao lado da gravemente ferida e abriu o zíper, vasculhando seu interior em busca do frasco. – Achei! – Exclamou ao sentir o gélido toque de seus dedos em um frasco comprido de vidro. Tirou-o da mochila e destampou-o. – V-vai ficar tudo bem. Eu prometo. – Falou gentilmente para a mulher enquanto despejava o líquido curativo em sua garganta. – Engula. Tem u-um... T-tem um gosto ruim, mas te curará.

Interagindo com uma das cinco pessoas gravemente feridas.

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  • Essência de Ditamno

    Usou no ambiente um Essência de Ditamno.

  • Varinha de Salgueiro, 31cm, Pelo de Pégasus, Lisa

    Usou um Varinha de Salgueiro, 31cm, Pelo de Pégasus, Lisa.

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Re: A fúria do dragão (Trama Ministerial)

MensagemMonaco [#151621] por Helena Burnier » 13 Ago 2015, 02:03

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"Você simplesmente esquece quem é quando as verdades vistas em um espelho tornam-se turvas, escuras. As noites são frias e as manhãs pouco claras, as lembranças são férreas e a dor tão longa quanto um ultimo trago, contudo, nos basta o sabor amargo de uma dose de whisky para que todo o mundo volte a girar, mesmo que fora de seu eixo."



    O cômico do passado e quando nossos fantasmas voltam a nos assombrar e tudo o que podemos fazer e aproveitar o sublime desejo aflorar-se cada vez mais. – Preocupada com algo? Você parece tensa. – Disse ele com sua voz tão firme. – Talvez o silêncio e esse lugar vazio estejam me deixando desconfortável.– Disse-lhe enquanto descansava delicadamente o talher usado no jantar, ele por sua vez e com toda a elegância apontou a varinha na direção do piano fazendo-o tocar. A música escolhida mais parecia um misto sexy de algo trouxa, calma e envolvente. – Me assusta o quanto você é precavido.– Falei logo após um longo gole do champanhe e não pude resistir ao comentário do alemão. – Diga-me Doutor... – Pausei a frase deixando que minha perna encostasse á sua por debaixo da mesa. – Sei que mesmo depois de tanto tempo distantes seu talento como medibruxo não se modificou... – Beberiquei mais um gole, dessa vez deixando que algumas gotas tornassem o vestido branco quase transparente. – Perdão! Acho que o copo está quebrado. – Levantei-me exibindo o busto destacado e caminhei rumo ao piano. O som do salto fino ecoava pela sala e tubinho branco destacava minhas curvas maduras. – Como eu dizia, e seus outros talentos? – Assustei-me com sua resposta já bem próxima de meus ouvidos, meus pelos se eriçaram com o calor de seu hálito e meu intimo inundou-se. – Você não teria coragem. – Eu sabia que ele não teria pudores e obviamente não me enganei.

    Senti suas mãos virarem-me com a pujança máscula que sempre lhe fora clássica, sua boca tocou a minha em incansáveis e apaixonantes beijos de amantes. A fúria rasgou o vestido molhado e apressei-me em atirar seu blazer para longe, imediatamente desabotoando sua camisa carmesim. Com força ele pôs-me sobre o piano deixando meu corpo a mercê de seus desejos mais sombrios, sua boca descia por meu abdômen e suas mãos grossas acariciavam minha pele nua. Minhas unhas arranhavam sua costa em um misto de estase e apelação, aquela seria uma noite para relembrar os velhos tempos e marcar uma nova pagina em nosso passado.

    O sol atravessou à persiana e o raio incomodou-me direto no rosto. Levantei-me do chão forrado com o que havia sobrado da roupa de noite de meu velho amigo. O restaurante do hotel permanecia fechado e a julgar pela quantidade de garrafas e utensílios quebrados imaginei que o alemão teria de desembolsar mais algumas moedas para calar os donos do lugar. Revirei a bagunça até encontrar a bolsa com utensílios básicos e parti em direção ao lavabo, arrumei o cabelo em um rabo de cavalo e preparei a maquiagem necessária para cobrir as olheiras. Subi a meia e prendi a cinta-liga pouco a cima da coxa e só então pude nota-lo analítico comendo sua pêra. – Você não devia espiar uma dama se arrumar.– Não que eu fosse uma, mas era divertido mexer com certos costumes masculinos.

    Helena, Helena! – Uma voz vinda de minha bolsa chamava-me com seu timbre preocupado, retirei o espelho apenas para confirmar a face de Oliver. – Temos uma emergência em Hogsmead, um dragão está atacando o vilarejo. – A voz e o semblante de meu ex pupilo eram de nítida preocupação. – Tudo bem, eu irei. Quantos médicos temos? – O homem coçou a cabeça e olhou em seus formulários. – Não muitos e o Vaughn já está para lá. – Respirei fundo trocando olhares com o amante. – Hoje é dia de estagio certo? Envie quantos estagiários e residentes você puder, eu me responsabilizo pela segurança deles. Deixe os poucos médicos que temos de prontidão para receber os feridos. Só arrume alguém para leva-los. – Oliver falou com alguém e logo retornou o foco. – Mandarei Imitiela e Kalea levarem eles e darem o suporte que você precisar. Você tem como chegar até lá? – Sorri cinicamente. – Tenho meus modos de conseguir que alguém me leve. – Mordi os lábios e pisquei para Sartori pouco antes de devolver o espelho para as profundezas da bolsa. – Me acompanha em mais essa dança? – Ironizei ao vê-lo chamar seu elfo.

    Aparatamos na calamitosa vila de Hogsmead, o céu manchava-se com o negro da fumaça das casas em chamas, enquanto os cidadãos corriam em desespero, o elfo assustado tentava desaparatar inutilmente. O caos ditava os rumos da situação, mas eu precisava achar um modo de reverter à situação. Rasguei o vestido branco deixando-o a cima do joelho para facilitar a movimentação. Fechei os olhos buscando unir-me ao lugar e sentir a vida pulsante ali, era preciso achar os feridos e descartar os mortos. – Precisamos delimitar uma área segura para trazer os feridos. – O homem logo avistou um ponto por entre algumas casas de estrutura mais rígida, o lugar perfeito. – Protego Totalum! – Vociferei apontando a varinha na direção da área para que pudéssemos trabalhar com tranquilidade. – Você sabe o que fazer. – Olhei para o médico que assentiu. Um estourou anunciou a chegada da ambunave do TvH, o piloto teria de manobrar e pousar o mais rápido possível. Sai da proteção e apontei a varinha para o céu deixando com que faíscas vermelhas saíssem da ponta do objeto, aquele era o sinal para que soubessem onde descer.

    A fera avançou na direção do veiculo acertando-o a lateral com o peso de sua cauda, contudo, o pouso – mesmo que forçado – não causou dano à tripulação. –ATENÇÃO RESIDENTES E ESTAGIARIOS! – Gritei enquanto eles saiam do veiculo. – Vocês serão o resgate, médicos e enfermeiros irão proteger vocês das chamas. Nossa prioridade são os feridos das ruas, temos cinco. Dividam-se em duplas e vão! – Ordenei já vendo cada um dos adultos se posicionarem próximo de uma dupla. Nada podia dar errado e não seria aquele o dia em que um de meus alunos ou funcionários iria morrer. –Ninguém morre no meu plantão!
Feitiço: Protego Totalum[dificuldade: 20]; [protego: 3];
Descrição: Protego Totalum é o encantamento para o feitiço defensivo de proteção de pequenas áreas. Forma uma "bolha" protetora em torno do alvo lançado, devendo ser renovado com periodicidade de 3 rodadas. Repele qualquer feitiço (exceto as maldições imperdoáveis). Adiciona +40 na defesa do executor.

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Re: A fúria do dragão (Trama Ministerial)

MensagemInglaterra [#151623] por Sibyl Elizabeth Salisbury » 13 Ago 2015, 08:53

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Sibyl aguardava com ansiedade a viagem de fim de semana a Hogsmeade, mas uma coisa a preocupava. Dernach ainda não enviara uma resposta à sua carta e aquele era o último dia, segundo a promessa da pequena condessa, antes de enviar uma revoada de corujas para a ex capitã, requisitando sua atenção. Sabia que ela poderia não gostar, caso recorresse a esse artificio, mas o que poderia fazer? Não iria ignorar sua mãe doente, sabendo que a garota poderia ajuda-la.

- Não acho de todo ruim 20 corujas, ok, talvez 15, mas não vou reduzir nenhuma a mais, Leonard. – eles haviam acabado de passar pelos javalis alados que ladeavam a entrada da escola e a garota estava reticente quanto a quantidade de corujas que enviaria. O colega de casa somente a ouvia, parecendo pesar se lhe cedia algum conselho ou não. Emily permanecia em silencio, sabendo que no fim, a pequena enviaria 30 ou mais, dependeria de como estaria seu ânimo quando retornasse para o castelo. – Ela deve estar realmente atarefada para não responder durante todo esse tempo, por Merlim! Emily, você olhou no Corujal e procurou por Artie? – a criada a olhou com submissão e assentiu pela segunda vez naquela dia àquela pergunta.

- Você já disse essa possibilidade, Leonard. – refutou Sibyl, quando o colega mencionara que Kamille poderia estar ocupada e ela já havia ponderado demais aquela possibilidade para dar ouvidos a ele. – E em nada ela me tranquiliza. Quanto antes ela souber que minha mãe está no hospital, antes ela poderá se esforçar para ajudá-la. – para falar a verdade, a corvina se pegou pensando se a antiga colega de casa seria capaz de fazer algo pela sua mãe. Aquela última semana se resumiu naquela novela dramática onde aguardava ansiosamente a resposta vinda por Artie no café da manhã ou o almoço ou durante o café da tarde ou ainda durante o jantar. Esperou que algum dos funcionários da escola lhe retirassem de alguma aula, principalmente as de História da Magia, contudo seus desejos não foram ouvidos e nada aconteceu. E se a resposta da carta fosse negativa? E se Kamille olhasse a situação de sua mãe e notasse que nada poderia ser feito? Sibyl meneou a cabeça não aceitando aquela possibilidade e afastando aqueles pensamentos funestos de sua mente. Tudo daria certo, ela sabia. Kamille era competente demais para dar uma resposta negativa a alguém, ao menos esperava que aquilo fosse verdade.

~~*~~

O vilarejo de Hogsmeade estava apinhado de estudantes como já era esperado, contudo não agradava a pequena condessa, grandes multidões a irritavam profundamente por dois motivos: geralmente lugares cheios tendiam a não tratar com excelência sua clientela e quando muitos jovens se juntavam em um mesmo lugar, bom...ele fedia. Não sabia a razão, mas talvez fosse a quantidade de hormônios juntas e a falta de cuidado com a pele e cabelos, o que sabia era que o odor a enojava e fora por essa razão que puxou Leonard não para o Três Vassouras, destino da maioria dos alunos, mas para a Madame Puddiffoot, uma casa de chás mais reservada que o pub frequentado por adolescente fedidos.

O lugar era pequeno, mas bastante confortável com vapores cheirosos que subiam e deliciavam o olfato de qualquer um com várias fragrâncias de chás. A decoração era sutil, mas caprichosa, aos olhos de Sibyl. Não era a primeira vez que entrava ali, mas sempre gostava de respirar profundamente, quando adentrava o local, afinal, bons ares eram raros na escola que vivia.

Escolheu um lugar próximo da janela e se sentou, só então notou que Leonard continuava parado próximo a entrada da confortável loja de chás. Ela esperou alguns segundos e então se ergueu, indo até ele e o trazendo até o lugar que havia escolhido, ela compreendia a sensação que ele estava tendo, pois ficara atônita com um local tão belo em um local tão...rústico.


- Eu sei. – respondeu à pergunta muda do corvino. – É atordoante o quão lindo esse lugar é, não é? Inacreditável existir algo assim aqui, eu sei. Fiquei tão atônita quanto você da primeira vez que vim aqui, é inebriante.

- O que irão querer, queridos? – uma mulher gorda e atarracada com uma prancheta em uma das mãos e uma pena na outra se aproximou com um sorriso gentil nos lábios.

- Um chá de Mirtilo, por favor. – pediu Sibyl sem olhar para o cardápio, não era necessário, pois estava ansiosa para tomar aquele chá há algum tempo.

- Eu quero uma água, por favor. – Emily continuou de pé, mas ao notar o olhar frio de sua dona, sentou-se em um banquinho livre próximo ao balcão, dando privacidade aos dois.

- E o sr? – a mulher perguntou docilmente, contudo não obteve resposta. Sibyl olhou para Leonard por alguns instantes, mas notou que ele não sairia daquele transe tão cedo. Ele parecia ocupado demais olhando os babadinhos e as frésias que enfeitavam o lugar.

- Ele vai querer um chá de Mirtilo, também. Sei que vai adorá-lo. – se apressou a dizer Sibyl, no que a mulher se afastou, deixando-os a sós. – Eu irei deixar que absorva tudo com calma. – ela riu baixinho. – Cada detalhe aqui é imperdível. Aliás, o chá de Mirtilo é uma especialidade deles. Você vai amar.

No intervalo que levou para os chás chegarem, Sibyl notou dois casais se agarrando abertamente. Pigarreou duas vezes, mas então desistiu, eles estavam ocupados e surdos demais para ouvir qualquer coisa, fora seus impulsos animais. Evitou olhar aquela cena e anotou mentalmente para que antes de deixar o local, reclamar para o gerente devido àquele inconveniente.

Ao receberem os chás Sibyl começou um monólogo de sua própria vida e sobre a carência que a Inglaterra tinha de lugares sofisticados como aquele, ressaltando a presença indesejada de alguns clientes que não sabiam como se portar ante alguns lugares requintados. Leonard limitou-se a ficar em silencio, parecendo absorto nas palavras que ela dizia. Para Sibyl aquilo era perfeito: conversar com Emily não era tão prazeroso quanto conversar com alguém de sua idade, até porque eventualmente ela gostava de opinar e a interrompia, nesse caso, Leonard era um ouvinte perfeito, pois já faziam 30 minutos que ela falava e ele não expressou sequer uma vez a tentativa de interrompe-la, o que empolgava Sibyl a falar e falar até não parar mais.

Foi na segunda xícara de chá de Mirtilos e um pequeno prato de bolachas açucaradas que tudo aconteceu. Sibyl estava tão envolvida ao contar sua aventura na França, quando conheceu um estilista famoso que a havia elogiado e oferecido para patentear uma marca só sua, que fora incapaz de ouvir os gritos do lado de fora da casa de chás, mas Leonard não.


- ...ele disse que o meu chapéu era divino, assim como meus olhos e que tudo combinava perfeitamente. Claro que eu havia pego a primeira roupa que vi naquele dia. Papai tinha que ir há uma reunião de negócios em Paris e estávamos atrasados, não tive tempo de escolher uma roupa decente! Imagine se eu tivesse tempo para me vestir adequadamente? Provavelmente estaria em um daqueles “talk show’s” trouxas, dando alguma entrevista, fal... o que disse?

Era evidente que Sibyl não gostara de ser interrompida, mas notou algo realmente estranho. Ao emergir à vida real e sair de sua própria história de princesa, notou que o clima estava ligeiramente pesado – os casais que até então estavam embrenhados um no outro, pareciam tentar olhar alguma coisa fora da loja, assim como Leonard que passava o braço pelo vidro, limpando o vapor e tentando obter alguma visão dali.

- Mas...que barulho é esse? – e tão logo ela notou que eram gritos. Quando um dos alunos abriu a porta da casa de chás para sair do estabelecimento as vozes ficaram mais altas.

- DRAGÃÃÃÃO!

- O que? Que tipo de brincadeira é essa? – indagou a pequena condessa, repousando o chá na mesa e se levantando da mesa. – Leonard, o que está acontecendo? Consegue ver algo daí?

Tão logo quanto fez a pergunta, o garoto se ergueu com uma agilidade invejável e se jogou contra ela, fazendo ambos caírem no chão. No segundo seguinte ouviu o estilhaçar de vidros, gritos e um assobio longínquo que a alertava que ela poderia perder a consciência a qualquer instante. O que estava acontecendo? Ela estava perdida e presa sob o corpo do corvino e só ao ouvir o que ele lhe pediu para fazer que o obedeceu, ela não pretendia ir para nenhum lugar, mesmo.

Há alguns metros dali, Emily estava caída. O que parecia ser a cauda do dragão atingiu a loja, fazendo toda sua fachada esfarelar como se fosse de isopor. Não conseguiu enxergar o que houve com o garoto que havia aberto a porta, mas ela estava presa entre duas mesas e um banco, quando fora lançada para dentro do recinto. Tentou procurar por Sibyl, mas precisava lutar para se soltar, antes de qualquer coisa.


Cacs escreveu:Interaction: Leonard Spencer.
Off: Meriuzita, fiz diferente, acho que você fica mais à vontade assim. Preciso me acostumar com esse estilo "novo", eu me esqueci como fazer, então...deve ter ficado bem ruinzinho. D:
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Re: A fúria do dragão (Trama Ministerial)

MensagemEstados Unidos [#151627] por Anthony Thompson Hearst I » 13 Ago 2015, 14:09

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{Fire and caos - Trama ministerial}



Aquele dia transcorria normalmente, como tantos outros. Sem muitas novidades, sem muitos contratempos, apenas a burocracia de sempre. Entretido com uma pilha de documentos a serem revisados e, posteriormente, assinados, me desliguei de tudo ao redor. A caneta de ouro em minha mão começava a pesar, talvez graças ao esforço repetitivo das últimas horas. Repousando-a sobre a mesa, tirei os óculos e forcei o corpo para trás, apoiando-o no grande encosto da cadeira executiva. Fechei os olhos e levei os dedos até as pálpebras, massageando-as com vigor. A visão já doía devido a leitura compulsiva e uma suave dor de cabeça despontava em minhas têmporas. Não conseguia concentrar-me completamente em meus afazeres na Hearst Corporation. Minha cabeça, incessantemente, insistia em rever os afazeres ministeriais e todo o trabalho que teria em restituir a imagem do novo Alto Inquisidor: Niklaus Vanderhoff.

Tony, chegou sua edição daquele jornalzinho esquisito com fotos animas a voz de Pepper, entrando em meu escritório com a edição do Lummus em mãos, me tirou do estado de transe. Assustado, olhei para ela ainda com o olhar atônito. Fora o suficiente para que Potts percebesse minha agitação. O que houve, Tony? Algo errado? observei a linda expressão da ruiva mudar, gradativamente, para um misto de preocupação e afeto. Sorrindo, agitei a cabeça para os lados, afastando os pensamentos ruins. Estou pensando nos assuntos do Ministério da Magia, querida. Não se preocupe. gentilmente, apanhei o jornal das mãos de minha secretária e, como se costume, procurei por qualquer manchete de interesse político. Depois de ter assumido o cargo e, após um breve resumo dos acontecimentos fornecido por Ambrew, eu estava paranoico, achando que, a qualquer momento, alguma notícia bombástica poderia pôr fim em cheque a liderança ministerial. Aliás, aquela jornalista da BBC mandou uma prévia da sua biografia. Comentários bem positivos por sinal. acrescentou Potts, dando as costas e caminhando até a porta.

Foi quando a ideia salvadora iluminou minha mente. Potts, eu já disse que você é genial? exclamei, dando um pulo da cadeira e correndo em direção à ruiva, parando bem em sua frente. Numa explosão de alegria, envolvi a mulher nos braços e beijei seu rosto demoradamente. O que seria de mim sem você heim? observava a expressão confusa dela. Obviamente para Potts nada estava claro e, possivelmente, ela me achava maluco. Ligue para a Srta. Rockenbach e agende uma reunião com ela no Três Vassouras em Hogsmead. ordenei soltando, a contragosto, a ruiva de meus braços. Hogs o que?? ri daquela pergunta. Apesar de Pepper saber sobre minha dupla identidade, obviamente, não estava acostumada aos lugares mágicos tal como eu. Hogsmead. Só dê esse recado a ela. Garanto que ela entenderá. Diga que a esperarei sábado às 8:30 no Três Vassouras. Tudo bem? Potts assentiu com um gesto da cabeça e retirou-se. A imagem da jornalista formou-se em minha cabeça juntamente com o hino dos anjos. Aquela era a solução perfeita.

{...}


No sábado daquela mesma semana, ao contrário do que normalmente fazia, eu acordei excessivamente cedo. Após um bom banho, para me livrar de toda a preguiça matutina, vesti um de meus melhores ternos. Sapatos perfeitamente engraxados, a gravata com o nó italiano impecável. Conferi o horário no relógio de pulso e, aliviado, sorri ao ver os ponteiros marcarem 7:35. Estava bem adiantado. Dessa vez eu não estava falando apenas por mim, representava o gabinete do ministro da magia e, consequentemente, a imagem do alto inquisidor. Não podia me dar ao luxo de atrasos. A intenção era engrandecer a imagem, melhorar a reputação e não dar asas a cobra. O Lummus, definitivamente, era uma arma perigosa em nossa pequena sociedade mágica. Dei uma última ajeitada no espelho antes de sair do quarto, passando a mão pela lateral dos cabelos, ajeitando-os.

No hall de entrada, me esperando conforme o combinado, estava Gronky o elfo doméstico que me auxiliava no Ministério. A pequena criatura, nem de longe, era tão eficaz quanto a minha secretária trouxa. Entretanto, não podia negar sua utilidade. Ter um elfo ao seu lado podia ser, realmente, essencial caso precisasse enviar alguma mensagem urgente. Será que eu estava pressentindo o que aconteceria horas mais tarde naquele dia? Talvez. Ao me ver, Gronky fez uma reverência exagerada, quase encostando seu longo nariz pontudo no chão. Senhor, Gronky já fez tudo que o senhor pediu. Uma mesa discreta no Três Vassouras, o dono do estabelecimento já estava avisado. Gronky também trouxe o seu café, Sr. Hearst. e, na última frase, esticou o braço magrelo entregando-me um copo grande copo descartável de minha bebida preferida. Perfeito, Gronky. Pronto para irmos? Quero que fique ao meu lado o tempo inteiro, caso eu precise de algo. Está com os documentos que pedi? de dentro das vestes rasgadas, Gronky fez aparecer a ponta de uma pasta amarelada, indicando que tinha feito tudo conforme o ordenado. Sorri em sinal de aprovação e, após esperar que a criatura segurasse em minha perna, aparatei.

As ruas de Hogsmead eram particularmente frias aquela manhã e, por sorte, o grosso tecido do paletó me protegia contra o vento cortante que dobrava as esquinas do pequeno vilarejo bruxo. A quanto tempo não vinha àquele lugar? Desde a escola talvez? O cheiro doce vindo da Dedos de Mel me trouxe lembranças que, até então, eu julgava estarem esquecidas. As visitas a vila, tão esperadas pelos primeiranistas como eu. Os namoricos dos alunos mais velhos que, longe dos olhos dos professores, desfrutavam dos prazeres do amor. As fofocas das meninas. Os comentários maliciosos dos rapazes. Sem perceber, sorri diante daquele misto de lembranças. Só fui trazido de volta à realidade quando, finalmente, parei na entrada do tão conhecido bar de Hogsmead. Gronky, querendo mostrar-se útil, apressou o passo e abriu a porta permitindo minha passagem. Obrigado, Gronky. Muito gentil sinceramente, sempre fui contra o uso de elfos domésticos e, por essa razão, fazia questão de trata-los com a dignidade e respeito que eles mereciam. Infelizmente, eu era um dos poucos bruxos que pensavam assim.

Após cumprimentar, educadamente, alguns presentes, caminhei em direção a mesa que o pequeno elfo me indicou. Você fez um ótimo trabalho, Gronky. ao dizer aquelas palavras, dei uma batidinha camarada no ombro ossudo do elfo que, completamente orgulhoso de si, abaixou a cabeça e esboçou o que parecia ser um largo sorriso. Sentei em meu lugar e esperei, dando uma última conferida no relógio de pulso que marcava oito horas em ponto. Sorri, tão satisfeito quanto meu pequeno ajudante. Quem diria? Anthony Hearst sendo tão pontual em um compromisso? Danielle, em nosso último encontro, mostrara-se tão pontual quanto os britânicos, embora eu sequer soubesse sua nacionalidade. Por essa razão, deduzi que não esperaria por muito tempo.

Como tinha previsto, em pouco menos de 10 minutos, a jornalista apareceu na porta do estabelecimento. Igualmente bem vestida e, como sempre, chamando a atenção por onde passava. Um comentário vulgar passou por meus pensamentos transpondo-se em um sorriso malicioso nos lábios. Quando ela se aproximou, levantei, fechando o botão do paletó. Estiquei a mão na direção da dela e, educadamente, beijei a sua palma. Novamente, em nome do Ministro da Magia e do Alto Inquisidor, agradeço ter se disposto a essa conversa, Srta. Rockenbach indicando o assento vago à minha frente, pedi que se sentasse. Meu faro me dizia que a mulher, curiosa como era, estava se roendo para saber o assunto daquela misteriosa reunião. Tal percepção me fez adiantar a conversa. Bom, vamos direto ao ponto. Acho que o Lummus tem dado pouco enfoque a política ministerial e, se me permite a humilde opinião, é responsabilidade do jornal garantir que a comunidade mágica saiba exatamente quem, atualmente, é responsável por assegurar que nossas Leis sejam cumpridas com rigor e precisão. Concorda? dei certo tempo para que Danielle pudesse responder e, então, continuei. Por essa razão, marquei nossa conversinha. Falo, não com o Anthony que a senhorita conheceu a algumas semanas naquele restaurante francês, mas sim em nome de vossa excelência o alto inquisidor Niklaus Vanderhoff, como sei que deve bem conhecer e, ao que me contam alguns passasinhos, a senhorita estava ansiosa por marcar uma entrevista, não é? sorri com aquele ar triunfante diante da expressão confusa da morena. Que espécie de subsecretário eu seria se não me mantivesse bem informado de tudo que diz respeito ao Gabinete, não é?

Estiquei o braço para o lado e Gronky entendeu na mesma hora o que eu queria. Tirando a pasta amarela de dentro das vestes, entregou-a a mim com urgência, como se a sua própria vida dependesse daquele gesto. Obrigado, Gronky! agradeci. Coloquei a pasta sobre a mesa e deslizei-a para frente, deixando-a ao alcance de Danielle. Aqui estão algumas das extensas qualificações do Inquisidor. Seus diversos cursos e formações. Como pode ver, estamos nas mãos de um homem instruído e, acima de tudo, muito poderoso. deixei que as últimas palavras fizessem o efeito desejado e, sem mais delongas, prossegui. Além disso trouxe, também, alguns gráficos da popularidade de Niklaus que, como a senhorita pode notar, anda um pouco em baixa. E quero muito acreditar que isso se deve à falta da boa propaganda. Afinal, nem todos sabem da recente mudança de gestão no Ministério da Magia, não é? Niklaus assumiu recente, após uma série de eventos traumáticos. Esse é mais um motivo para que eu a procurasse. É crucial que a população saiba quais as pretensões de Niklaus. obviamente, todos aqueles dados foram conseguidos com o próprio Inquisidor que, ao meu ver, concordava com aquela pela divulgação em sua totalidade. Caso queira fazer alguma pergunta, sinta-se à vontade finalizei, recostando na cadeira e esperando pelo turbilhão de perguntar da jornalista. E, calmamente, a conversa se seguiu. Até que...

{...}


Tudo transcorria normalmente até ouvirmos gritos vindo de lá de fora. E não foram somente os gritos que chamaram a atenção. Um urro ensurdecedor, capaz de amedrontar o mais corajoso dos homens. Senti um arrepio percorrer a coluna. Uma suspeita a martelar em minha cabeça. Por Merlin! Não pode ser! levantei assustado, tão depressa que a cadeira foi lançada para trás, num baque surdo abafado pelos sons lá fora. Esquecendo completamente da donzela em minha frente, sai em disparada para o exterior do Três Vassouras e, ao olhar para todo o caos instalado no vilarejo, meu queixo caiu em assombro. Somado ao meu estado estático um único grito confirmou minha temida hipótese. DRAAAAAGÃO!!!!!! porém, não era apenas parecia um dragão qualquer. Ele era colossal, com uma envergadura capaz de cobrir uma cidade toda. Levei alguns minutos para voltar a mim.

Uma vozinha em meu âmago gritada por alguma atitude. Como eu poderia ficar apenas parado, olhando para o alto, completamente petrificado? Suspirei profundamente e olhei em volta procurando Gronky. A criatura, completamente aterrorizada, escondia-se entre minhas pernas. Ajoelhei ao seu lado e o sacudi fortemente. Gronky! GRONKY! gritei com o elfo, desesperado. Seu olhar aflito encontrou o meu e, falando calmamente, tentei acalmá-lo. Gronky, me escute porque o que vou lhe dar é uma tarefa imprescindível, tudo bem? ele apenas agitou a cabeça positivamente. Não conseguia expressar uma palavra sequer. Pobre criatura. Vá até o Ministério. Acione o departamento dos obliviadores, não sei quanto tempo a barreira anti-trouxa pode aguentar. Precisamos garantir que não haja testemunhas. O Departamento de criaturas também deve ser alertado com urgência. Não esqueça de procurar o Thomes, Gronky, chefe dos aurores! Avise, também, ao departamento de ministérios, acho que eles devem ficar cientes do que está acontecendo aqui. Esse ataque não é algo trivial. E peça que alguém envie um chamado Theophrastus von Hohenheim. Acho que precisaremos de toda a ajuda possível. engoli em seco e dei um tapinha rosto do elfo, amigavelmente, vendo-o desparecer em minha frente. Esperava que o elfo não esquecesse nenhum recado. Foi quando lembrei de um detalhe que me escapara: Danielle!

Virei na direção da entrada do bar, afoito. Que péssimo momento para se estar em Hogsmead. Parada, tão assustada quanto os demais, estava a morena contemplando o céu estarrecida. Tal qual tinha feito ao elfo, sacudi o braço da jovem, chamando-a de volta a realidade. Danielle! Danielle!! quando nossos olhos se cruzaram, coloquei as duas mãos em seu rosto, obrigando-a a focar-se completamente em mim. Vai ficar tudo bem, ok? Só precisa manter a calma. A ajuda está a caminho. Que tal ajudar as crianças a acharem algum lugar seguro para se esconder? sugeri, apontando para alguns estudantes que estavam ali em visita. Depositei um beijo em sua testa, com um estranho instinto protetor me invadindo. Tome cuidado, ok? Se você morrer como poderemos marcar outro jantar? pisquei para ela, tentando descontraí-la em um momento tão tenso como aqueles e dei as costas. Tirando a varinha do bolso interno do paletó apontei para o alto, bradando o feitiço com firmeza. Protego Totalum sabia que o feitiço não seria forte o bastante para repelir tantos ataques, ainda mais sendo conjurado por um único bruxo, mas precisava fazer minha parte. Olhei para as casas em chamas com o coração apertado, sentindo minha infância ser destruída. Corri em outra direção na tentativa de ajudar os bruxos recém-chegados a lidar com o fogo. Tinha muito a ser feito.


Interagindo Danielle Rockenbach
Clothes Tony veste isso
Lucida CalligraphyOFF: Ficou longo! hahaha sorry ><
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Descrição: Protego Totalum é o encantamento para o feitiço defensivo de proteção de pequenas áreas. Forma uma "bolha" protetora em torno do alvo lançado, devendo ser renovado com periodicidade de 3 rodadas. Repele qualquer feitiço (exceto as maldições imperdoáveis). Adiciona +40 na defesa do executor.

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Re: A fúria do dragão (Trama Ministerial)

MensagemEstados Unidos [#151628] por Eden Phoenix » 13 Ago 2015, 15:22

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- Quer saber mais? Quero mais é que todos se exploram e morram queimados, que eu não tenho m**** nenhuma a ver com isso. Alias, chamem os responsáveis do pais de origem ora lidarem com isso, porque aquela besta não é inglesa.- O loiro só me observava enquanto discursava tudo aquilo que gostaria de dizer, mas me faltava a coragem. Minha fiel bolsa estava lotada de munição e a fiel Colt estava já presa ao cinto. - Só digo uma coisa, Daniel. Se me for dada a chance eu mato aquele desgraçado, assim como todos os retardados que deixaram ele chegar naquele maldito lugar. - O motivo da ira? Raz estava em Hogwarts, quem sabe não estava em Hogsmead também? - Adoraria uma cabeça de dragão na sala e não, mão estou brincando. Nenhuma virgula de brincadeira para falar a verdade.- Varinha a mãos e Natasha estava segura em casa. 

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Peguei carona em alguém que aparatou para o lugar em questão, estreitando os olhos para a cena que via. "Por Merlin, mas o que esses asnos acham que estão fazendo?!" Que deixasse queimar até não sobrar nada! - Saiam daqui! Alguém tire esses malditos civis da cidade! - Nada faziam além de atrapalhar, se machucar e virar churrasco. Se bem que, antes eles do que eu. Não foi dificil encontrar o dragão, bastava seguir os gritos, pânico e cheiro de queimado.- P*** m**** - Deixei escapar, encarando a besta enorme. O que fazer contra aquela coisa? "Asas." A força do dragão estava nas asas. Joga-lo ao chão o deixaria desnorteado, ainda mais se não fosse possivel para ele voltar ao céus. A ideia era danifica-las, rasga-las, quebra-las quem sabe? Se fosse possivel... Segunda coisa, a boca. Bastava fecha-lá e ele estaria subjugado. Uma criatura dessas concentrava a força em fechar a boca e não abri-la.

"Mas até lá..." Precisavam colocar o plano em pratica e como? Não tinha lá muito tempo de pensar, aliás não precisava. Abriria mão do meu ser racional, me entregando de corpo e alma ao instinto e o meu, assim como o do cão, se importava apenas com o bem próprio e o da matilha, da qual o dragão certamente não fazia parte. "O que fazer?" Ah, sim. A matilha! Tirei da bolsa algumas balas, cinco ,para ser exato, e as lancei no chã. - E que isso dê certo... - Era uma ideia bem tola, mas no desespero tentamos qualquer coisa. - Draconifors. - Não, não pretendia usar miniaturas contra a fera, tomei fôlego, me concentrando na tarefa. Usaria fogo contra fogo.

- Engorgio. - Manter a concentração para não transforma-los em balões foi complicado, principalmente pelo medo de virar lanche, mas valeu a pena. Em pouco tempo tinha cinco dragões esguios do tamanho de pequenos cavalos. - Oppugno .- Seguindo a ordem os cinco alçaram vôo. Minhas balas da sorte, aquelas que, seguindo a natureza dos objetos de origem, seguiram como se fossem disparadas em direção ao alvo. Agora planejar uma estratégia melhor. Se o ataque dos meus furiosos bichinhos não funcionasse pelo menos serviriam como distração. Imagine só, era como ser um búfalo atacado por um bando de chacais. Obviamente a batalha é do búfalo, mas os pequenos em numero tão grande irritam bastante.


Ação: Atacar o dragão com cinco dragões nem tão pequenos assim. Note que tem o tamanho de cavalos pequenos, não pôneis então eles continuam grandes.

Spoiler: Mostrar
Primeiramente, post de iPad. Devem ter palavras bizarras e erros mais ainda ai no meio,
Segundamente o 3 o de acordo com a descrição do feitiço oferecida eu posso sim controlar o tamanho dos animais sem infla-los, foi isso que fiz.
Terceiramente... Ta horrível, mas sempre é.
Feitiço: Draconifors[dificuldade: 4];
Descrição: Transfigura objetos em miniaturas de dragões, capazes de soltar chamas pelas narinas
Feitiço: Engorgio[dano: -10]; [dificuldade: 10]; [contra-ataque: +8];
Descrição: Feitiço usado para aumentar o tamanho de um objeto ou animal. Porém, se utilizado em pessoas, o alvo pode inflar como um balão, dificultando suas ações.
Feitiço: Oppugno[dano: -3]; [dificuldade: 2];
Descrição: Feitiço que controla pequenos animais já conjurados, forçando-os a atacar um alvo.

Itens Utilizados:

  • Varinha de Olmo, 29cm, Corda de Coração de Dragão, Porosa

    Usou um Varinha de Olmo, 29cm, Corda de Coração de Dragão, Porosa.

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Re: A fúria do dragão (Trama Ministerial)

MensagemNoruega [#151629] por Astrid Maud Glücksburg » 13 Ago 2015, 15:57

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{Trama ministerial}



Imitiela, com seu habitual sorriso estampado nos lábios, caminhava pelos corredores do hospital com passadas firmes e obstinadas. Abraçava contra o corpo os prontuários dos pacientes que precisava visitar naquela manhã. Ao se aproximar de um dos quartos na ala de internação, puxou a primeira ficha da pequena pilha que trazia consigo. Correu os olhos por toda ela, buscando as informações cruciais necessárias ao atendimento. Bom dia, Sra. Bouvier. Já lhe trouxeram o café da manhã? perguntou, com grande tranquilidade na voz, ao entrar no cômodo, deixando as pastas sobre o aparador ao lado da porta. Prostrou-se ao lado do leito e começou os procedimentos cabíveis, após vestir as luvas. A velha senhora de 60 e tantos anos falava pelos cotovelos. Imitiela não ligava. Adorava seu trabalho. Na verdade, se disporia a ficar horas ouvindo as lamúrias da velhinha se isso a fizesse sentir-se melhor.

Colocou as luvas descartáveis de látex e retirou do bolso uma pequena ampola com um líquido dourado. Abriu uma das gavetas do criado mudo ao lado da cama, onde encontrou a seringa que estava procurando. Tirou-a do invólucro estéril e apertou o embolo, tirando todo o ar. Encaixou a agulha e a enfiou na tampa maleável da ampola. Puxou o embolo lentamente, até que o líquido cor de ouro chegar na marca desejada. Por fim, com grande destreza, procurou o acesso nas veias da enfermiça senhora e injetou o medicamento, apertando o embolo até que ficasse vazio novamente. Está confortável? Prefere um pouco menos de claridade? ao ver a cabeça da mulher movimentar-se para cima e para baixo, positivamente, Imitiela tirou a varinha do bolso do jaleco e apontou para a janela. Magicamente a persiana se fechou e a luminosidade do quarto diminuiu até tornar-se uma calma penumbra.

Imitiela já se preparava para sair do quarto quando foi surpreendida por um dos estagiários, esbaforido. Sra. Enkelis! Sra. Enkelis! a enfermeira olhou por sobre o ombro, verificando se a paciente tinha se alarmado com o modo urgente com quem o estágio entrara no local. Fale mais baixo! Vem, vamos conversar lá fora. apesar do tom de voz da finlandesa ser calmo, em seu âmago estava apreensiva. Não esperava uma boa notícia. Hogsmead foi atacada por um dragão! Milhões de feridos. Tudo está um caos! o menino gesticulava com as mãos, realmente assustado. O Sr. Sartori mandou chama-la com urgência! o rosto da loira, até então sereno, contraiu-se em uma expressão aterrorizada. Por mais que soubesse o quão exagerado o garoto estava sendo, – o vilarejo não era capaz de abrigar milhões de pessoas – Imitiela imediatamente pensara nos quatro filhos em Hogwarts. Um dragão em Hogsmead, além de toda problemática local, significaria um risco a vida de seus preciosos bebês.

Me faça um favor? Procure o Nikolai, sabe quem é? esperou a confirmação do menino antes de prosseguir. Peça que ele fique no hospital e mantenha-se em alerta. Não sei como está a situação em Hogsmead ou o que Oliver irá querer fazer. Mas não podemos deixar o hospital sem nenhum enfermeiro, os pacientes que estão aqui também precisam de cuidados. Pegue aqueles prontuários e entregue nas mãos do Nikolai. Obrigada! dera as costas e saíra apressada rumo a sala do diretor. Já adorara para si que iria à Hogsmead de qualquer forma. Precisava garantir com seus próprios olhos a segurança dos filhos e se algum deles estivesse no local? Afinal de contas, visitas aos finais de semana eram permitidas e ela própria tinha assinado as autorizações. Por um segundo sentiu o arrependimento assolar seus pensamentos.

Ao chegar no escritório de Oliver, o homem já aguardava por ela ao lado de outra jovem. Reconheceu Kalea, a chefe dos estagiários. Apressadamente, o chefe do hospital passou todas as informações e instruções cabíveis a situação. Elas deveriam levar os residentes e estagiários, Helena as aguardaria já em Hogsmead, onde receberiam novas ordens. Nada podia dar errado, deveriam salvar o máximo de pessoas possíveis no local e tentar enviar ao hospital aqueles que realmente não pudessem ser tratados lá. Aparatar com alguém a beira da morte era, decididamente, muito perigoso. Essa deveria ser a última opção. Saíram juntas da sala, Kalea e Imitiela, buscando todos os estágios e residentes que eram possíveis. Quando, por fim, se reuniram no saguão do hospital, fomos para o lado externo do prédio onde um veículo aguardava por nós.

A chegada ao local fora traumática. Com uma rabada violenta, o imenso animal acertara o meio de locomoção dos funcionários do hospital, jogando-os contra o chão. Recompondo-se do susto, Imitiela olhou para os outros conferindo se alguém tinha se ferido. Estão todos bem? gritou para ser ouvida e, ao ouvir respostas positivas, respirou mais aliviada. Ao sair do veículo, o coração da finlandesa encheu-se de tristeza ao ver a Casa dos Gritos, ao longe, em chamas. Todas as marcas de seu doce passado seriam devastadas pelo fogo. Mas, não tinha tempo de pensar em tudo aquilo. Olhou ao redor, analisando criticamente a situação. Muito a ser feito. Por onde começar? O fogo era impiedoso, espalhando-se com auxílio do vento, destruindo os telhados e queimando alguns moradores da vila. Para seu alívio avistou Hans e Helena. Oliver tinha dito que apenas a loira estaria no local, porém toda a ajuda era bem-vinda. Era bom saber que outro medibruxo também estava por perto.

As ordens de Helena eram claras: cuidar dos feridos. Porém, um clarão abateu-se sobre a cabeça agitada de Imitiela. O fogo. Se ninguém controlasse aquelas chamas, elas continuaram a se espalhar e a fazer mais feridos. Não podiam, simplesmente, dar as costas a esse fato. Helena, vou cuidar do fogo até a chegada dos ministeriais! gritou para a loira. Não tinham muitos funcionários do ministério no local, achava que, assim como os do hospital, eles também demorariam um tempo para chegar. Será que Miguel, seu marido, também apareceria por lá? Com a varinha em punhos, andou em direção a uma das lojas tomadas pelo fogo. Apontou a varinha com firmeza e respirou fundo. Não tinha lançado aquele feitiço em muitas ocasiões, mas sabia exatamente como executá-lo. Redigere Aestu Só esperava que fosse bem sucedida e que o fogo cedesse.


Tags Helena Burnier, Oliver Sartori, Kalea Bertrand, Miguel Enkelis, Hans Von Kroussi
Clothes: Imitiela veste isso
Feitiço: Redigere Aestu[dificuldade: 14];
Descrição: Feitiço para Congelar Chamas. Muda as propriedades do fogo de forma que o calor vire nada mais que uma cocegazinha suave e prazerosa.
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Re: A fúria do dragão (Trama Ministerial)

MensagemFranca [#151634] por Désirée Hedbrandh » 13 Ago 2015, 18:40

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─ E é por isso que eu não recomendo esse tipo de atitude em situações arriscadas. ─ Quinze anos atrás, se alguém dissesse à Kalea que de auror ela terminaria como diretora acadêmica do hospital bruxo, provavelmente acabaria arrancando risos da, na época, jovem. Mas agora, com trinta e cinco anos, uma filha que apenas via de longe e um passado perigoso nas costas, parecia mais do que sensato o cargo que ocupava. E ainda que cuidar dos estagiários não fosse 1/10 de emocionante como seu antigo emprego, também significava algumas portas se abrindo. Tinha esperança que dali algum tempo conseguisse arranjar coragem para conhecer sua filha, estar frente a frente com ela, pois os bruxos que a perseguiam há muito já tinham parado de tentar e agora o perigo e riscos eram mínimos, tanto para uma quanto para outra. ─ Obrigada, senhor...? Ah, sim. Obrigada, senhor Griffiths. ─ Observou quando o jovem estagiário caminhou até um dos puffs, tendo ele se voluntariado durante a palestra para servir de exemplo aos que assistiam. Kalea estava naquele emprego havia poucas semanas e por isso ainda não se acostumara com as palestras, aulas, não sabia direito o nome dos residentes e estava tendo alguns problemas entendendo tudo que precisava fazer, mas até que se saía bem. Bem o suficiente para não ter problemas durante aquele dia. Ou quase.

Não que o problema daquele sábado tivesse alguma coisa a ver com sua falta de experiência. Não era culpa dela que um dragão imenso tinha começado a, do nada, atacar Hogsmead, mas claro que ela não sabia sobre isso enquanto calmamente seguia o cronograma daquele dia. Quando o garoto finalmente sentou, ela estava mais do que pronta para liberá-los e mandar que voltassem para seus afazeres, sabendo que apenas alguns dos residentes ─ a maior parte dos mais velhos, por exemplo ─ estavam fora, ajudando em situações médicas mais importantes do que ouvir a falação de Kalea. Uma pena que não foi possível fazê-lo, já que antes que pudesse abrir a boca para falar, a porta foi violentamente aberta por ninguém mais ninguém menos que a secretária de Helena, vice-diretora do hospital. ─ Se importam em ficar aqui por mais cinco minutos? ─ Lançou um olhar cheio de significado pros mais velhos, esperando que estes tomassem conta dos pequenos enquanto a secretária transmitisse sua mensagem. Pelos modos parecia algo urgente, então apressou-se para chegar até a porta. ─ Pode explicar o que está havendo? Com calma, por favor. ─ Não queria que a mulher explicasse num tom alto demais, a ponto de assustar os residentes sentados próximos da porta.

No fim, quem terminou assustada foi a própria Kalea. Na verdade, assustava talvez não fosse a palavra certa. Surpresa se adequava mais. Conseguira captar apenas que havia um dragão em Hogsmead, do tipo muito perigoso, e estava sendo convocada pra ajudar, mas antes precisava passar na sala do senhor Sartori, diretor do hospital, para mais informações. Claro que não podia ir e abandonar todas aquelas crianças ali, por isso girou o corpo e voltou-se a elas, apontando a varinha para si mesma e pronunciando "Sonorus!". ─ Crianças, preciso dar uma saída urgente e estarei de volta dentro de quinze ou vinte minutos. Há um feitiço na porta que me permite saber quem entra e quem sai, por isso não quero que nenhum de vocês vá embora enquanto eu estiver fora. E se eu ficar sabendo de algum feitiço lançado aqui dentro, não serei eu quem terá o que perder. Com licença. ─ Desfez o feitiço, sentindo-se um pouco mal pelo tom que usara, já que não gostava muito de falar daquela forma, parecendo mandona demais para alguém que mal tinha chegado. Pior ainda era não saber se aquilo tudo era realmente necessário. Algumas dúvidas seriam sanadas a partir do senhor Sartori, mas não queria saber que prendeu os residentes ali enquanto eles podiam muito bem estar a desempenhar suas funções.

***


Quinze minutos depois e relativamente feliz por saber que seu esforço com os residentes não tinha sido em vão, caminhava ao lado de Imitiela ─ a chefe dos enfermeiros ─ em direção ao auditório. ─ A maioria está no auditório, por causa de alguma palestra que estava ministrando. Outros, a maior parte mais velhos, estão cuidando de seus próprios afazeres, mas são relativamente poucos e não será sensato sair no hospital em busca deles enquanto temos uma força suficiente de estagiários. Além do mais, como você mesma pontuou, é bom deixar algumas pessoas aqui para os que estão feridos ou podem vir a chegar ao hospital. ─ Deu de ombros, apressando ainda mais os próprios passos, contando mentalmente quanto tempo tinha se passado desde que saíra. Dezoito minutos. ─ Espere aqui. São crianças e não podemos assustá-los, ou receberemos 0 de ajuda. ─ Sussurrou para a médica e avançou rumo ao palanque, ignorando todos os olhares voltados para si. Quando estava frente a frente aos "alunos", voltou a usar o feitiço Sonorus e começou a explicar, esperando que aquilo não levasse muito tempo.

─ Crianças, estamos recebendo relatos de que existe um dragão a solta em Hogsmead, atacando a maioria dos civis. Não quero que se assustem e preciso que mantenham a calma, afinal, estamos longe e há vários bruxos cuidando da situação. No entanto, também precisamos lembrar que deve haver muitos feridos e por isso decidimos convocá-los para ajudar. Independente de vocês estejam aqui por voluntariado ou não, quero que decidam se escolhem ficar no hospital ou ir conosco. Será, sim, uma tarefa perigosa, mas alguns adultos do hospital, como a vice-diretora Helena, a chefe dos enfermeiros, Imitiela, eu, e vários outros estarão ali para cuidar da segurança de vocês. Além do mais, vai ser a chance de pôr todos os seus esforços à prova. ─ Observou os rostos dos pequenos. Alguns estavam apavorados, outros pareciam calmos e notou alguns sorrisos vindos dos que eram mais velhos. A maioria tinha se acalmado quando ela disse que não obrigaria ninguém a ir. E por mais que chamasse-os de "Crianças", não se dirigia eles de forma condizente ao apelido. Estavam ali para aprender a salvar vidas e, como tal, não podiam ser tratados de forma deveras infantil. ─ Aos que decidirem ficar aqui, saiam. Aos que nos acompanharão, por favor, continuem sentados.

***


Minutos depois, estava sendo jogada de um carro voador, vítimas do impacto do rabo do dragão contra o transporte. Mesmo assim, não fora o suficiente para que se ferissem e, levantando-se, procurou algum ferimento, sem sucesso. Escutou a voz de Helena dirigindo-se aos residentes, dando ordens. Deu de ombros, porque ainda estava se acostumando a situação, então era melhor que alguém que entendia o que estava acontecendo tomasse a frente previamente. Os olhos de Kalea, antes presos no fogo e nos perigos, agora tinham perigosamente saltado para o próprio dragão. E foi com um misto de medo e tristeza que ela percebeu a mão instintivamente caminhando para a varinha, pronta para um ataque que ajudaria os que tentavam derrotá-lo. Tinha saído da força de aurores fazia apenas alguns anos e sabia relativamente bem o que deveria fazer naquele tipo de situação. Ansiava pelo perigo, ansiava por fazer alguma coisa diretamente contra a criatura. Mas nada podia fazer quando era responsável por pessoas entra treze e dezessete, talvez dezoito, anos. ─ Todos vocês, mantenham a calma, façam o que a senhora Burnier pediu e localizem os feridos que irão ajudar. Os mais velhos, por favor, tomem conta dos mais novos.

Respirou fundo sabendo que não tinha muito mais a dizer, dessa vez retirando a varinha das vestes para o caso de haver algum ataque. E por mais que quisesse tomar partido como Helena e Imitiela, ajudando a lidar com o fogo ou usando feitiços defensivos, sabia que aquilo não seria possível. Uma vez que começasse, sua atenção seria desviada para o dragão e uma hora ou outra a vontade de atacá-lo seria tão forte que ela ignoraria o cargo no hospital e faria aquilo, mesmo. Por isso, correu em direção a um dos cinco civis feridos e caídos no chão, localizando dois muito próximos um do outro, possivelmente um casal. A mulher estava sendo cuidada por um médico que nunca vira na vida, mas o homem ainda não recebera ajuda. ─ Pode me emprestar um frasco? ─ Tinha dito aquilo após tirar trinta segundos para analisar a situação. A mulher tinha ferimentos gravíssimos, mas o homem parecia pior, como se tivesse tentado protegê-la. No entanto, os locais onde os dois foram feridos eram relativamente parecidos e era provável que a poção funcionasse tanto com ela como também com ele. ─ Obrigada. ─ Não deu atenção para o homem ser gago, erguendo as mãos e pegando um frasco, guardando-o num local onde poderia pegar rapidamente a poção.

Não tinha como conferir o pulso do paciente, ou então acabaria causando mais dor e, possivelmente, uma infecção. Alguns procedimentos eram longos demais e ele provavelmente já tinha perdido boas chances de viver. No fim das contas, o melhor a fazer era dar a poção e encaminhá-lo para bruxos especializados, já que a essência de Ditamno iria aumentar a chance de sobrevivência e o tempo, além de ajudar nos ferimentos, se não o curasse totalmente. Abriu frasco com facilidade e observou-o. ─ Não se preocupe, sim? Estamos cuidando de você e logo você estará bem, de novo. Sua mulher, imagino que ela o seja, já está sendo tratada. ─ Falou enquanto derramava o líquido na boca do homem, esperando que aquilo servisse como distração. Com sorte, a sorte (?) estaria a seu favor e ela conseguiria cuidar daquele caso. Claro que aquela não era a sua única preocupação. Enquanto o fazia, seus olhar se erguia para frente, lados e por cima dos ombros, tomando, silenciosamente, conta dos residentes e do dragão. Para o bem dos que era responsável por e para o seu próprio.


Spoiler: Mostrar
Ação: Ajudar um dos cinco feridos (civis).

Interagindo com dois NPC's (o residente voluntário e a secretária da Helena) + Imitiela (Juh) + Harry (Mih) e citando Helena (Lucas)
Feitiço: Sonorus[dificuldade: 5];
Descrição: Feitiço que aumenta o volume da voz daquele que for enfeitiçado. Seu contra-feitiço é o Silencio, que faz a voz voltar ao seu volume normal.

Itens Utilizados:

  • Essência de Ditamno

    Usou um Essência de Ditamno.

  • Varinha de Jacarandá, 23cm, Espinhos de Manticore, Farfalhante

    Usou um Varinha de Jacarandá, 23cm, Espinhos de Manticore, Farfalhante.

Désirée Hedbrandh
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Postado Por: Maria Fernanda Rodrigues.


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