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Na Zonko's não citamos nenhum dos personagens dos livros ou filmes. Vivemos no mundo mágico, mas nem Harry Potter, Voldemort, Dumbledore, Comensais da Morte e etc. existiram em nosso mundo, com isso você não pode usar nenhum sobrenome dos personagens dos filmes ou livros. O fórum encontra-se nos dias atuais, no ano de 2013 d.c. e as condições climáticas variam de dia para dia e de tópico para tópico, conforme você poderá observar. O nosso período letivo dura oito meses contando com as férias. Nossos adultos recebem por dia de presença e seus tópicos em ON lhe renderão pontos e goldens (nossa moeda). Você nunca poderá interpretar a ação de outro personagem (salvo com autorização), mas poderá interpretar livremente o seu personagem (seja sempre coerente), lembrando que toda ação possui uma reação. A capital do Mundo mágico está localizada em Vaduz, Liechtenstein.

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Sala de Eden Phoenix I

Descrição: Registro de Eillen Hastings || Meio-Veela

Moderadores: Conselho Internacional, Special Confederação Internacional dos Bruxos, Confederação Internacional dos Bruxos

Sala de Eden Phoenix I

MensagemSiria [#169786] por Haz Tahir » 22 Nov 2016, 20:39

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"Por favor não derrame suco no carpete, sim?"
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Re: Sala de Eden Phoenix I

MensagemSiria [#169789] por Haz Tahir » 22 Nov 2016, 21:17

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Registro de Meio-veela

Meio-Veela: Eillen Hastings
Oficial: Eden Phoenix
Status: Iniciado


Lembrando que:

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MEIO-VEELAS


Pré-Requisito


- Conhecimento, Habilidades, Qualidades e Fraquezas
Será necessário uma das seguintes características:
SEDUÇÃO
VOZ-ENCANTADORA

Tendo os pré-requisitos acima será possível então solicitar o registro que eu sugiro ser composto de:


- Três posts de cada um em um arco no MM (Meio-Veela x Oficial)
Bem simples... Realmente não tem muito o que se pedir no caso de Meio-Veelas.

- Relatório
O mesmo será a conclusão do arco e deverá ser postado como fim do mesmo. O mesmo deverá possuir informações que ajudem a identificar as meio-veelas, assim como deve constar informações sobre a personalidade do indivíduo e o modo com que o mesmo se porta diante da autoridade.


Ou seja, 3 posts de cada.
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Re: Sala de Eden Phoenix I

MensagemSiria [#169790] por Haz Tahir » 22 Nov 2016, 21:20

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Era difícil de engolir que alguém tão importante quanto o chefe do departamento havia simplesmente desaparecido. Era, no entanto, aquele o motivo que me trouxera de volta de uma missão na Romênia que resultou na apreensão de pelo menos meia dúzia de ovos de Occami das mãos de traficantes. Enfim, isso não vem ao caso, o que vem é que era quase ridículo querer manter eu, a minha nobríssima pessoa, presa e forçada a permanecer um dia inteiro trancafiado em um escritório tomando conta dos registros marcados para Blaike. A minha mente, no entanto, estava em qualquer lugar menos na burocracia. Havia a minha frente um mistério pedindo para ser resolvido e, além disso, o alemão era meu amigo e ele tinha uma família preocupada com seu desaparecimento. – Onde você se enfiou, hein meu caro? – Perguntei para o nada, vasculhando a sala do mesmo em vão pela décima vez, permitindo que meu corpo caísse, frustrado, na poltrona.

Era como estar de volta ao meu trabalho junto da polícia trouxa, com a pequena diferença que dessa vez era uma pessoa conhecida que sumira, e que eu não fazia ideia do que poderia ter levado a esse sumiço de fato. Abri uma das gavetas, a de cima a procura da agenda que sabia que iria encontrar ali, folheando a mesma a procura do último dado concluído, um simples registro depois do almoço e então ‘poof’. Ninguém viu mais. “Está ai o lado ruim da magia. Se eles conseguiram aparatar daqui, seria simplesmente impossível descobrir para onde foram. ” Permiti-me levantar, lançando ao quadro na parede um longo olhar. Até mesmo ele encontrava-se estranhamente vazio. –Bem que alguém aí dentro poderia me dizer o aconteceu, não é? – Pedi, em tom baixo, mas – como acontecera das outras vinte vezes – nenhum som veio em minha resposta. Talvez ele mesmo estivesse deprimido demais por perder seu dono para me dizer qualquer coisa.

- Sr. Phoenix? – Respirei fundo, virando-me na direção da porta. –Sim? – Indaguei, deslizando as mãos para os bolsos do colete, erguendo uma sobrancelha na direção do rapaz de cabelos loiros e talvez um pouco longos demais. –A Srta. Hastings já se encontra aqui para o registro, quer que eu mande ela pra cá ou...?– Sacudi a cabeça em uma negativa. –Não precisa fazer mais nada, tranque essa sala por favor, Daniel. Obrigado por avisar.– Agradeci, saindo da mesma e indo em direção a recepção, pouco me importando se aquele era um procedimento correto ou não. Eu tinha mais o que fazer além de registros, o que queria dizer que gastar tempo com os mesmos roubava preciosos minutos de pensamentos em relação a minha investigação particular.

- Srta. Hastings? – Chamei, deixando meus olhos recaírem na garota loira que se erguia a menção do nome. Abri então um breve sorriso, esticando a mão na direção da mesma. –Prazer, eu sou Eden Phoenix. Primeiramente gostaria de pedir perdão em nome do Ministério da Magia, mas infelizmente o Oficial Blaike não está presente hoje para realizar o seu registro. – Expliquei brevemente, apertando a mão da menina levemente, -Mas como a senhorita já se encontra aqui e se programou para isso, decidimos que eu estarei responsável então não se preocupe. – Assegurei, por fim me afastando e indicando o corredor com uma das mãos, deslizando a outra confortavelmente para dentro do bolso da calça.

-Queira me seguir, por favor. – Pedi, andando na frente. –Então você vai fazer o registro para meio-veela, certo? É uma raça bastante curiosa, se permite dizer. Tive o prazer de encontrar algumas veelas em outras ocasiões, são seres de fato fascinantes.– Refleti, abrindo um meio sorriso ao empurrar a porta e deixar que a loira entrasse na sala. –Por favor, fique à vontade para sentar onde quiser. Você gostaria de algo para beber? Um chá, quem sabe? – Ofereci, resistindo a tentação de pegar uma xícara de café para meu agrado, mas conhecia bem o efeito da cafeína em mim. Ainda mais se fosse considerar que aquela seria a décima xícara naquele dia. Não precisava de mãos trêmulas para escrever um documento, isso era fato.

Sentei-me junto da mesa no centro da sala, tirando da gaveta um lápis e um bloco de notas. –Bem, vejamos... Qual seu nome completo?– Comecei, anotando cuidadosamente o nome na letra mais legível que consegui forçar o garrancho a sair, -Perfeito, e quantos anos você tem? Poderia me dizer em que lugar, dia e mês você nasceu?
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Re: Sala de Eden Phoenix I

MensagemInglaterra [#169940] por Eillen Hastings » 25 Nov 2016, 10:47

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Enquanto seguia em direção ao ministério para fazer meu registro de meio veela, que até o momento não entendo o por que precisar fazer isso já que só as veelas puras conseguiam se transformar quando ficavam bravas e podem atacar alguém e as meio veelas apenas possuíam a beleza e o poder de sedução não somos como os lobisomens ou vampiros“Então por que tudo isso” Pensava enquanto continuava meu caminho “Quanta besteira ter que vir aqui para fazer um registro, vão me castrar também? ” Toda essa ideia me lembra um tipo de controle e eu não gosto que me controlem.

Finalmente cheguei no ministério e não sabia onde ficava o Departamento de Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas, até o nome passa a ideia de controle e isso só fazia minha desconfiança e infelicidade aumentar cada vez mais, segui em direção a uma bancada que parecia uma bancada de informação - Olá, tudo bem? Preciso ir ao Departamento de Criaturas Mágicas – A bruxa que estava ali olhou em minha direção – Só pegar o elevador e ir até o nível 4 – Falou apontando em direção ao local dos elevadores, acenei a cabeça agradecendo e segui em direção ao desconhecido e isso não me deixa feliz.

Chegando no nível do departamento segui em direção à recepção que possuía ali, que se encontrava um rapaz de cabelos loiros “Estou entediada, vou brincar um pouco” Pensei enquanto um sorriso de canto de boca surgia, andei lentamente até o balcão e me escorei nele – Oi rapaz, qual seu nome? – Falei com uma voz encantadora e quando ele olhou em minha direção mordi o lábio inferior – Oi, meu nome é Daniel – Disse ligeiramente sem graça – Oi Daniel, bonito nome, eu sou Eillen Hastings estou aqui por que tenho hora marcada com o Sr. Blaike para um registro, ele já se encontra? – Ele me encarava com a boca aberta – Pode se sentar, vou chamar o oficial – Dei um sorriso – Obrigada Daniel, você é muito simpático – E o fiquei encarando com um sorriso por alguns segundos e me virei para sentar na cadeira que ele havia me indicado e consegui ver Daniel sumindo enquanto seguia pelo corredor “Isso já não tem mais a mesma graça de antes, mas já que com o Oficial não posso fazer isso, posso tentar me divertir antes” Suspirei enquanto aguardava.

Para minha surpresa não era o Daniel que vinha pelo corredor, mas um homem alto de cabelos castanhos“Esse é o Blaike? Mais bonito que eu imaginava” Tinha ouvido falar que ele era russo ou algo do tipo e aquela não era a imagem que eu tenho de um russo, ouvi o homem chamar meu nome e me levantei “Não tem o sotaque que eu imaginei” Ele se aproximou e esticou a mão em resposta estiquei a minha o cumprimentado com um sorriso, ele se apresentou e pediu desculpas pelo outro oficial não estar “Só quero terminar isso logo” Pensei enquanto acenava a cabeça concordando com tudo que ele falava.

O segui pelo corredor conforme ele pediu– Concordo, algumas pessoas não sabem o que somos e nem sobre o que podemos fazer e se sabem não usam o adjetivo fascinante – Disse me lembrando das vezes que me acusaram de usar o meu dom para conseguir algo e isso acontecia mesmo quando não o utilizava. Chegamos na sala dele e entrei assim que ele abriu a porta – Não, obrigada – Recusei o pedido de algo para beber, ajeitei a roupa e me sentei na cadeira próxima da mesa dele o observei sentando e pegando bloco de nota e lápis, senti curiosidade e vontade de tentar ler a mente dele, mas mudei de ideia no momento que iria tentar me concentrar “Melhor não, agora não, posso me colocar numa situação complicada” Querendo ou não ele era um oficial e gostando ou não precisava fazer o registro e ser aceita.

– Meu nome é Eillen Aurore Baudelaire Hastings, uma mistura de nacionalidades – Disse dando um sorriso – Tenho 20 anos, nasci na Inglaterra mais precisamente Londres no dia 10 de outubro de 1994 – Respondi as perguntas feitas e o observei fazendo suas anotações e aguardei novas perguntas.


Vestindo
PS: Ainda estou me acostumando a usar uma meio veela, então pode não ter ficado bom a parte que ela tenta usar o poder (?)
Editado pela última vez por Eillen Hastings em 06 Dez 2016, 20:05, em um total de 1 vez.
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Re: Sala de Eden Phoenix I

MensagemSiria [#170561] por Haz Tahir » 06 Dez 2016, 19:41

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-Eillen...– Repeti, de maneira calma à medida que verificava os dados já anotados na entrevista previa, feita com o requerimento de registro. – Muito bem...– Pensei durante alguns instantes, afastando-me um pouco com a cadeira a fim de cruzar as pernas e apoiar nelas a prancheta em uma posição que, embora fosse visualmente mais desconfortável, funcionava melhor para mim. – A senhorita se encontra empregada em algum lugar atualmente? – Indaguei, erguendo brevemente os olhos para loira, assentindo com a resposta e a anotando ali, - E seu local de residência atual? A senhorita tem namorado, noivo, ou algum parceiro ou parceira? E essa pessoa sabe de sua peculiaridade? Sei que são muitas perguntas, mas são necessárias para a avaliação, então peço que seja o mais sincera possível.– Relembrei.

Deixei que a jovem respondesse a cada uma das perguntas calmamente, repetindo se assim fosse necessário enquanto anotava as respostas em um garrancho que muito provavelmente eu teria de fazer esforço extra para decifrar – como acontecia todas as vezes – mas é a vida. Assenti brevemente aos relatos, enchendo uma xícara com chá de camomila e adoçando-o com mel enquanto me preparava para a próxima pergunta. – Então, Srta. Hastings, você sempre soube que era meio-veela? Digo, é bem comum nós recebermos aqui crianças da pré-adolescência em diante que não conhecem de fato a sua origem. A grande maioria delas acaba sendo órfã ou criada apenas pelo pai ou outro familiar que desconhece da raça da mãe.

-Sempre temos aquelas pessoas que precisam de alguma ajuda a mais de qualquer jeito. – Expliquei, -Então... qual o seu caso? – Deixei que ela me respondesse então, mantendo-me em silêncio enquanto ela pensava sobre as questões levantadas e se organizava para responder. Tomei então um gole do chá, agora levemente mais frio depois dos instantes deixado de lado. “Muito bem, de qualquer jeito ela não me parecesse exatamente uma pessoa assustada, então...” Meu palpite para aquela ocasião em especial era que a jovem mestiça em minha frente tivesse consciência de suas origens, afinal de contas a mesma demonstrava até mesmo certo orgulho sobre sua condição, se considerar a breve conversa que tivemos nos poucos metros da recepção até a sala.

O perfeito autocontrole que ela demonstrava, simplesmente não me encantando era algo a se considerar, também, como um ponto positivo da jovem inglesa, pontos estes que fiz questão de ressaltar no espaço destinado ao exame psicológico que deveria ser realizado no final da entrevista. –E como que a sua família lida então com esse sangue antigo em suas veias? – Perguntei, tomando outro gole de chá e relaxando mais o corpo contra a poltrona de couro. –E quanto a você, já... pensou em utilizar seus dons para conseguir alguma vantagem em alguma situação? Desculpa ter de entrar nesse assunto, mas é de suma importância que eu saiba.– Me inclinei um pouco para frente, na direção da garota, -Então me diga, mesmo que tenha usado seus dons para algo simples como conseguir ser atendida mais rápido numa farmácia. Preciso que me conte tudo.
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Re: Sala de Eden Phoenix I

MensagemInglaterra [#170581] por Eillen Hastings » 06 Dez 2016, 21:46

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A ideia de passar por esse registro não me deixava nada feliz, mas já que estava ali irei participar e ser sincera já que não havia o por que mentir – Atualmente não trabalho em nenhum lugar, mas já andei vendo algumas vagas de emprego, ainda moro na Inglaterra, mas tenho planos de mudar – Respondi a primeira pergunta, havia tomado o cuidado de não aceitar nenhuma vaga enquanto o registro não estivesse encaminhado.

Achou estranho na próxima pergunta o oficial ter usado a palavra peculiaridade para se referir ao meu dom como eu prefiro descrever – Não estou em relacionamento algum, ainda não achei ninguém que me convencesse, mas quando me aproximo de alguém já deixo claro o que corre em minhas veias e talvez isso assuste os outros – Disse balançando os ombros por indiferença, realmente nunca havia encontrado ninguém que me fizesse sentir paixão e muitos pretendentes quando descobriam meu dom simplesmente despareciam mesmo sendo bruxos que conhecem esse mundo.

“Quantas perguntas, será que falta muito?” Pensei sem esboçar reação para o oficial não perceber meu pensamento, até que estava me divertindo, nunca parei para conversar sobre minha vida com alguém mesmo sendo um completo estranho era interessante a ideia de compartilhar minha vida mesmo para cunho oficial.

– Tudo bem, eu entendo perfeitamente essa pergunta, já que conheci muitos iguais a mim que cresceram sozinhos e não sabem se comportar em sociedade ajudando muito nesse preconceito que muitos carregam sobre nós – Parei para pensar em como contar a minha história de maneira clara e não muito longa – Acho que posso dizer com certa certeza que tive muita sorte nesse quesito, meus pais desde cedo me contaram sobre a minha condição por assim dizer, me ensinando a como lidar e controlar, e isso me ajudou para conseguir usar essa parte de mim quando quero sem perder o controle – Me lembrei de vários casos de meio-veelas que saiam seduzindo as pessoas sem controle e até chegando a fazer coisas horríveis com elas que eu nunca teria coragem.

Observei o oficial fazendo suas anotações “O que será que você está pensando sobre mim? Como queria saber” Novamente segurei meu impulso de ler a mente dele e fiquei surpresa por não sentir vontade de seduzi-lo para ser aprovada rapidamente, talvez por que sabia a situação que me encontrava ali e um passo em falso poderia levar tudo por água abaixo.

Ouvi a pergunta sobre minha família e novamente tive que parar um pouco para pensar já que esse era um assunto um pouco complicado – A família da minha mãe é formada por veelas puras somente ela quebrou essa tradição, que considero imbecil, e se casou com um bruxo que também sempre soube da condição dela e mesmo assim continuou ao seu lado, acho que isso que chamam de amor não é mesmo? Resumindo nunca tive contato com minha família materna já que me consideram uma aberração, já a família do meu pai sempre aceitou a relação dos dois.

Não gostava muito de tocar nesse assunto, mas novamente não tinha o por que mentir, me ajeitei na cadeira quando veio a próxima pergunta, me lembrei do ocorrido mais cedo com o Daniel e um por um momento senti um frio na barriga “Será que isso vai complicar meu registro? “ Respirei fundo antes de responder – Quando mais jovem e mais rebelde, os utilizava com certa frequência sempre que queria algo para poder conseguir mais facilmente, arranjei muitas brigas por causa disso e foi quando meus pais conversaram comigo e me alertaram sobre o que estava fazendo e percebi que estava errada, mas hoje em dia ainda uso para tentar convencer as pessoas de algo ou quando quero chamar a atenção de alguém, mas quando estou frustrada ou entediada acabo usando como fiz mais cedo o menino da recepção, porém não pense que não sei me controlar – Pela primeira vez olhei nos olhos do oficial sem desviar, para demonstrar confiança no que estava dizendo – Acredite eu sei – Falei desviando o olhar para ajeitar os cabelos.
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Re: Sala de Eden Phoenix I

MensagemSiria [#170624] por Haz Tahir » 07 Dez 2016, 20:38

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Era interessante descobrir que mesmo as raças mais comuns acabavam sofrendo algum tipo de preconceito e, ainda mais interessante que isso, era o fato de sofrerem o mesmo dentro das próprias espécies. Sinceramente falando eu, de certo modo, compreendia a apreensão que sentiam os humanos em relação a vampiros, lobisomens e meio-gigantes, mas a relação com as meio-veelas era extremamente diferente. Era como se o mundo inteiro visse em cada uma dessas pessoas um predador em potencial, mas em um sentido inteiramente diferente do normalmente aplicado a criaturas mágicas. Entendia, por assim dizer, aquele sentimento de impotência que meros bruxos como eu sentiam quando se viam na ilustre presença de um ser que precisava de apenas um olhar para seduzir e ter em sua cama o homem ou mulher que bem desejasse.

Era, no entanto, interessante saber que determinadas comunidades preferiam manter-se puras, tal como parecia ser o exemplo da garota sentada a minha frente. De certo modo esse tipo de perseguição lembrava-me do próprio mundo bruxos em suas recorrentes crises de meia idade, onde sempre aparecia alguém com ideais dignos do Reich querendo eliminar da face da terra todas aquelas pessoas de linhagem não pura. “Então não somos só nós que sofremos com isso.” Assenti brevemente, como em sinal de entendimento para a história que a garota contava. –Entendo. – Um comentário breve e sem muita necessidade, mas que eu via como um meio de me mostrar simpático ao que a moça me dizia.

-Esse é sempre um relato constante dos jovens, não se preocupe.– Assegurei, esboçando um meio sorriso antes de franzir a testa e suspirar brevemente, então ela tinha encantado o Daniel... Bem, isso realmente explicava o modo evasivo e desconfortável do jovem quando viera me avisar que a garota chegara. –Você usou isso no Daniel? – Repeti, depois conversaria com o pobre rapaz. Imagino que deveria estar até agora traumatizado, considerando o meu conhecimento acerca das preferências do jovem, tinha certeza que se aproximar minimamente assim de uma mulher seria capaz de deixa-lo bem que uma semana deprimido pensando nos ex-namorados. Boa parte dos quais eu havia acompanhado.

- Não penso que não saiba, longe disso. – Informei, anotando algumas palavras a mais no rascunho. – Estamos basicamente no final do registro... – Me ajeitei na poltrona, tomando mais alguns goles do chá, agora já resfriado. –Só preciso de uma última resposta e terminamos. Eu preciso que a senhorita me diga uma coisa, ainda contando com toda a sinceridade possível. Vamos supor que você veja em uma loja um item de que você gostou muito, no entanto não tem dinheiro para conseguir compra-lo. Você acha que seria capaz de usar de seus dons para conseguir esse item?– Indaguei, buscando os olhos da jovem como se ali procurasse qualquer sinal de hesitação no momento de responder a pergunta.

Havia milhares de respostas para aquela pergunta e, ouso dizer, não existia de fato uma que fosse a certa. Sabia muito bem que uma parcela da população diria que nada faria, que apenas se conformariam e continuariam com suas vidas. Haveria também algumas pessoas que pediriam dinheiro emprestado e outras que usariam de seus dons para conseguir aquele item. Como? Talvez aliciando alguém para rouba-lo, ou encantando algum pobre trabalhador da loja e então, depois destes, ainda teríamos aqueles que pensariam em um nível mais alto ainda, desejando roubar um banco, mas nada disso era o problema. O problema era ser enxergado ai todo uma gama de potencial vil, e meu trabalho era exatamente tentar interpretar as ações de quem se sentava do outro lado da mesa. Um trabalho deveras difícil de fato, e chato a maior parte das vezes, mas tinha nele seu certo charme oculto.

Afinal de contas se isso tudo não era trabalho para um detetive, eu não sei o que era.
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Re: Sala de Eden Phoenix I

MensagemInglaterra [#170666] por Eillen Hastings » 08 Dez 2016, 10:45

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Ao decorrer das minhas respostas não vi nenhuma reação do oficial que me passasse alguma ideia de como estava indo naquele registro, isso me angustiava, cada vez que ele fazia anotações desejava sabe como ler os movimentos das mãos para ter uma ideia das palavras que estavam ali, gostava de ler as pessoas para estar preparada para o que viesse delas, mas dele não conseguia extrair dele, então decidi não tentar mais e ser apenas eu ali.

Quando ele falou que já estava acabando deixei um suspiro escapar, não via a hora de voltar para casa e fazer minhas coisas, faltava apenas uma pergunta para responder e não sabia o que esperar dela "Pergunta interessante e de muitas respostas" Pensei ao ouvir a pergunta do oficial, realmente era algo complicado de se responder e pensando nas diversas vezes que já havia me ocorrido antes e de como reagi de diversas maneiras dependendo do meu estado de espirito.

– Sinceramente oficial essa é uma excelente pergunta – Dei um sorriso, irei responder com sinceridade já estava sendo sincera em toda entrevista não havia o por que mentir agora mesmo que me complicasse – Não sou apenas capaz de usar os meus dons como já utilizei, não posso negar que isso já ocorreu algumas vezes comigo, acho que é uma situação comum para as maioria das pessoas, reagi de diferentes maneiras então irei te falar quais foram minhas ações, já teve situações que procurei algum gerente ou lojista do lugar e joguei meu charme para conseguir o que queria em outras situações apenas fui embora, depende muito do meu estado de espírito daquele dia, mas jamais cheguei ao ponto de pegar o que queria e sair pela porta da frente ou machucar alguém e tem também um caso que acho que faz parte da situação proposta, em vezes que precisei pegar fila e estava com muita pressa já cheguei a encantar as pessoas da fila para conseguir passar na frente.

Fui sincera com ele, agora só restava saber como ele interpretaria tais ações, que eu não via diferença alguma dos bruxos que usavam da magia para conseguir vantagens, mas preferi não dividir essa opinião que poderia complicar a situação.
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Re: Sala de Eden Phoenix I

MensagemSiria [#171584] por Haz Tahir » 24 Dez 2016, 18:13

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Um suspiro cansado me escapou antes que eu pudesse sequer pensar em detê-lo. Refleti durante alguns instantes quanto as palavras da mulher a minha frente, meneando a cabeça diante das palavras que abandonavam a boca da garota que, como havia acontecido até então, pareciam ser ditas todas em um fôlego só. “Me pergunto como alguém é capaz de falar tanto, sem parar para respirar uma vez sequer.” Mas, também, ela era uma mulher. O que eu quero dizer com isso? Bem, é simples. Elas eram quase que biologicamente construídas para serem maquinas de falar e, como marca de eficiência, isso incluía falar sem pausar. – Bem, creio que não tenha mais o que perguntar.– Refleti, de maneira breve e levemente despreocupada com um dar de ombros quase imperceptível.

-Acho que, provavelmente, não terá problemas com o registro. O mesmo deverá ser entregue em uma semana, entraremos em contato pra saber se a senhorita recebeu o documento, afinal de contas corujas podem se perder no caminho.– Esbocei um breve sorriso, terminando o chá que tinha na xícara e forçando o corpo a se levantar, saindo de sua posição descansada que estivera até então enquanto ainda ponderava as palavras da garota. De certo modo compreendia as palavras ela e, também, agradecia a sinceridade da mesma. Mas aquela era uma das situações em que eu, provavelmente, esperaria que ela mentisse e até torcesse por isso.

Por que? Bem, era bem simples. As pessoas tinham tendência de mentir para parecessem melhores do que o eram, logo esperava-se que alguém, quando questionado daquela maneira, respondesse que jamais faria algo do gênero. Que estariam dispostos a não usar e a defender de toda forma aquele jeito quase puritano de pensar. Isso, simplesmente, porque queria dizer que, no fundo, tinham consciência de que usar de fato os poderes em prol do beneficio próprio poderia ser errado e que tais situações deveriam de fato ser evitadas.

Infelizmente não havia nada que eu pudesse fazer mais, além de procurar nas poucas anotações que tinha feito um local onde pudesse traçar um perfil psicológico. Era necessário avaliar tudo, ir atrás de cada palavra, cada suspiro e cada ação, afinal de contas era aquilo que constava nas minhas anotações. Não só colocava no papel palavras chave para que me lembrasse do que havíamos conversado, mas fazia questão de ali também colocar como o registrando se portava durante toda a entrevista. Se havia algum movimento repetitivo que poderia indicar um hábito de mentir, ou algum ato de nervosismo, tudo era necessário e de suma importância pois cabia a mim, diante desses poucos minutos e palavras corridas regadas a impaciência juvenil, dizer se ela era uma boa pessoa ou não.

Por esses motivos e outros que eu detestava todo o trabalho burocrático e preferia, mil vezes e com toda a minha alma, estar do lado de fora, quem sabe embrenhado no meio de uma floresta acompanhando a movimentação dos centauros ou qualquer coisa do gênero que me afastasse do ser humano. Fiz um movimento, indicando a porta para a loira ainda na sala, fazendo questão de acompanha-la até a mesma e abrir a porta. –Lhe garanto que não ocorreu nada de errado no registro, então você pode ficar calma.– Assegurei, com um sorriso discreto. –Lembre-se de que os registros precisam de um reforço anual. Nós vamos entrar em contato com você quando a época chegar, então não é necessário se preocupar com isso.– Ofereci uma mão, por fim, a fim de cumprimenta-la. –Foi um prazer, Srta. Hastings e, espero eu, não ter atrapalhado demais seu programa diário com esse registro.– Um leve aperto de mãos e deixei que ela saísse da sala, fechando a porta em seguida.

Spoiler: Mostrar
Nome: Eillen Hastings
Idade: 20 Anos
Status: Desempregada na época do registro. (Lummus)
Espécie: Meio-Veela
Histórico: Eillen Hastings é uma garota com o passado levemente conturbado, do qual seria correto dizer que, muito provavelmente, não fora saudável para sua formação devido a um preconceito familiar diante de outras espécies humanoides. A garota em questão parece não partilhar dos mesmos pensamentos e, segundo relatado, leva uma vida razoavelmente normal procurando o departamento conforme é pedido pela lei com intuito de legalizar-se antes de conseguir um emprego.
Perfil Psicológico: Eillen é uma dama com personalidade levemente explosiva, da qual é possível notar que a mesma possui consciência do que é e tende a exibir isso como uma qualidade e não uma fraqueza. Com ares de intenso orgulho e narcisismo, acredito que a mesma não seria um problema para a comunidade bruxa, embora sugira alguma cautela quanto a movimentação da mesma no futuro.
Status de Registro: Aceito.
Att Alexander Eden Phoenix


OFF: Postar ou não uma ultima vez fica a teu encargo. Mas é isso ^^ Finito, acabou .amém
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Haz Tahir
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Postado Por: Todd, Sweeney.



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