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Sala do Diretor do TvH

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Sala do Diretor do TvH

MensagemNoruega [#179877] por Haakon Glücksburg » 22 Set 2017, 16:54

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Re: Sala do Diretor do TvH

MensagemNoruega [#179878] por Haakon Glücksburg » 22 Set 2017, 17:25

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    - É inadmissível esse tipo de atitude à vocês dois! Vocês serão o futuro da nossa nação e como podem levar os ensinos de maneira tão indisciplinada assim?– Repreendia Sverre e Ingrid. No ano em que nosso segundo filho ingressara na escola bruxa militar russa, acreditávamos que ele iria ter um bom desempenho e nos orgulhar, sobretudo, acabou reprovando de ano e se já não bastasse isso no ano anterior, Ingrid também cometera o mesmo erro. O jovem não estava tão encrencado assim por ter finalmente passado, mas servia já de advertência para o próximo ano letivo.– Sverre... – Respirei profundo lembrando das duras palavras que sempre recebera e sabia que aquele tratamento não o levaria à lugar algum. Relaxei os ombros e apoiei-os sobre a mesa procurando não ser tão cruel para com uma criança.– Estou contente que agora conseguira, mas não me decepcione mais. Fui claro?– Ergui a sobrancelha encarando-o profundamente.

    O jovem era mais rígido e tenso do que quando era criança, de alguma maneira lembrava o meu passado e algumas vezes o via em seus olhos; ao esperar um abraço de um pai e não o comando de um rei. Não preciso ser tão ríspido, porém, preciso deixar claro que desejo ver o seu melhor para trazer-lhe felicidade. – Depois conversamos, agora deixe-nos à sós. –Encarei Ingrid. Ela era a culpada por fazer meus cabelos brancos começarem a aparecer. Uma princesa com conduta duvidosa completamente diferente de mim e de Hild, que por falar nela, já não sabia o que aplicar de castigo em sua filha... Ela que tanto gabava-se pela inteligência e delinquência, entregou-se ao segundo lado esquecendo dos valores de nossa família. – Sua mãe está muito desapontada com você. –Iniciara o discurso enquanto observava Sverre sair da sala. Cruzei os braços e fiquei frente à frente à loira.– O que você pensa que quer da vida? Quer a melhor escola trouxa? Lhe colocamos. Queria um cachorro, você ganhou. Queria o dom da liberdade, você abusou e a única coisa que pedimos fora ter disciplina e avançar de ano... O que você faz? Uma nota! Uma mísera nota ao menos! –Bravejava sem aumentar o tom de voz.– Você é nossa primogênita, deveria ter a responsabili... –E sua língua gritara interrompendo-me.

    - Será que deve ficar de castigo por ter tamanha má educação? – Crescera diante da loira. Nervoso, aproximara mais de Ingrid. – Eu não tolero isso vindo de você! Isso não são modos! E ou você, mocinha, crie modos ou irá ter o tratamento que você faz por merecer. – Mais respostas. Ela parecia aquele leão selvagem e indomável várias vezes. Não fosse meu autocontrole e o novo século, certamente Ingrid conheceria um pouco da psicologia infantil dos meus avós. – Se é assim que você quer viver, pois bem. –Arfava de ódio.– A partir de hoje você estará expulsa do castelo, terá de cuidar do próprio nariz, comer da própria comida e... Ainda sobreviver. – Caíra na ideia tola de ‘liberdade’ da adolescente. Se ela realmente queria isso, Hild que me desculpe, mas ela iria sofrer cada gota de suor derramado por suas próprias mãos. – E ao final das férias, irá para a sua maldita escola! –E tenho dito! Ingrid saíra porta à fora deixando os fios de cabelo branco da minha cabeça aumentar.

    Os fios de cabelo branco foram tratados à noite por Hild enquanto a mesma hesitava e temia o que tínhamos acordado, principalmente porque não tinha seu consentimento. Ingrid desejava tal liberdade, ela teria e à essa hora da noite, já estaria preparando suas malas para ir ao mundo. Obviamente prometera manter seguranças escondidos atrás de nossa filha, mesmo que ela fosse tão impulsiva, jamais a abandonaria. Os dias se passaram e Ingrid já estava fora do castelo, Sverre como sempre nos orgulhara e a movimentação no hospital estava indo bem. Como programado, ao final da campanha de vacinação nas férias, iria reunir o quadro de funcionários para uma reunião geral para discutir algumas mudanças e condutas.

    A campanha foi encerrada e a reunião fora um sucesso, sobretudo, dera o luxo de analisar uma suposta pesquisa que uma menor de idade estava fazendo pelo TvH. De princípio, parecia interessante, mas precisava de uma análise apurada e de total certeza, visto que por se tratar de uma criança e questões éticas humanas, isso poderia dar um enorme problema para a sociedade bruxa fazendo com que se torne mal vista. Como meio de conhecer tal pesquisa estando disposto a ajudar – caso agrade – ou a cancelar – caso desagrade -, a chamara. Naquela manhã de início da última semana de férias, convocara a criança em minha sala.

    - Pode entrar. – Autorizara a entrada da senhorita Blanch à sala. Soltei o pouco dos materiais já pesquisados sobre a mesa observando-a entrar. – Sim. – Esbocei um enorme sorriso galante confirmando que estava convocando-a naquele dia. – Sente-se, por favor. – Ofereci a cadeira adiante da mesa enquanto juntava os dedos das mãos cruzando-as sobre a papelada. – Está gostando do TvH? – Não iria totalmente ao assunto, era mal educado e indelicado para alguém que hoje possuía tal postura. Diretismo, ataques e ostensividades ficavam apenas para políticos da Corte e não para crianças.


com mafeh, oficializando aí o que falei no whats. É o começo.
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Re: Sala do Diretor do TvH

MensagemFranca [#180193] por Dahlia Pettersson » 29 Set 2017, 16:42

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“Ok, é só um encontro, vai dar tudo certo.” Era isso que Isabelly repetia em sua mente toda vez que pensava na espécie de reunião marcada com o novo diretor do hospital. Honestamente, a Blanch não tinha uma ideia exata do que ele desejava falar com ela, a não ser o fato de que nem todos os residentes e estagiários foram convidados para qualquer tipo de conversa em particular. Como uma menina curiosa, telepata e também, sem muita modéstia, de QI elevado, fato era que chegou à conclusão de que tinha alguma coisa a ver com seu trabalho no TvH: suas pesquisas, aquela que deu início desde o início do ano, não eram muito comum entre os residentes, e Blanch imaginou que um novo diretor gostaria de passar isso a limpo. Como chegou à essa conclusão? Fácil, não era segredo para quase ninguém que pesquisava sobre alguma coisa, ainda que apenas o diretor de residentes antigos e o novo soubessem o que com detalhes.

Ainda assim, não dava para confirmar que era exatamente aquilo. E se tivesse feito algo errado? E se seu trabalho fosse pior em comparação aos outros? Ou, e se esqueceu das coisas que precisava fazer porque concentrou-se demais no que pesquisava? E se fosse exatamente aquilo, e ele não quisesse que ela pesquisasse mais? Isso seria horrível! Tinha que concluir o que pesquisava! Mesmo que demorasse anos! Por enquanto, as únicas instalações que conseguiria usar eram aquelas no TvH, e caso perdesse essa chance… seriam dois anos até conseguir uma própria! “Ah, não.” Lamentou-se, afundando os ombros em tristeza. Aquela não deveria ser uma possibilidade. “Droga.” Pensou, esperando não ter vocalizado os pensamentos, antes de se levantar.

Estava sozinha, na verdade, no Auditório destinado a todos os menores de idade que trabalhavam no TvH, feliz por ter encontrado um espaço muito mais tranquilo que a Sala de Descanso. Ali, ela trouxe alguns documentos de suas pesquisas, além do básico, querendo estudá-los antes de seguir para o encontro. Além disso, procurou também sua data de início de trabalho no TvH, finalmente ocupando-se em retornar as lembranças que tinha desde aquele ponto. Podiam ser úteis, dependendo do que ele desejava perguntar.

“Here goes nothing!”

***


– Bom dia, senhor… Diretor? – Aproximou-se do moço assim que lhe foi dada a chance de entrar na sala, perdendo apenas alguns segundos estudando o lugar. De fato, ela havia mudado consideravelmente com a transferência de cargo, mas isso era esperado. Era estranho, pensar que nunca esteve tão nervosa nas últimas vezes que foi parar ali, contudo agora era muito difícil esquecer-se de como se sentia. Mesmo assim, tentava não mostrar muito disso em seus gestos: andava com confiança, todo o porte e postura ensinados em Beauxbatons, além daquilo que adquiriu naturalmente com suas características de veela. Os cabelos, presos para trás, conferiam uma imagem um tanto modesta, recatada talvez, mas também de alguém que perdia menos tempo com aparências e mais tempo com seus objetivos; o que era, em todo caso, bem verdade se tratando da Blanch. – Obrigada. – Agradeceu, naturalmente, ainda que tenha levantado a sobrancelha com sua própria palavra; claro que ignorou, pensando que aquele foi apenas um pequeno deslize, e acomodando-se de vez. Só não podia cometer outros erros.

– Eu… – Tentou, respirando fundo. Por alguns instantes, tudo que pode fazer foi encarar o homem, analisando-o: ele devia estar em seus quarenta anos, mais ou menos, e sua pose lembrava-a de alguém já acostumado com poder. Mesmo assim, pelo menos por enquanto, não tinha uma atitude demasiada arrogante; talvez quisesse lhe dar uma chance? Isso era bom. Então, acionou de vez seu lado racional, esquecendo-se das emoções, desejando levar aquilo até o final da maneira mais médica possível, exatamente como era pedido de sim. – Estou sim, senhor Glücksburg. Sempre gostei, na verdade: esse é meu terceiro aqui aqui. – Comentou, com um sorriso orgulhoso, mas também sincero, antes de continuar. – Provavelmente não é o que você está interessado em ouvir, mas sempre foi um sonho meu trabalhar com medibruxaria, e gosto de pensar que o TvH me ajuda nisso. – Deu de ombros, discretamente, ainda pensativa. Não que sempre tivesse sido, mas desde que chegou a Beauxbatons, e isso fazia um tempo.

– Eu sou uma das residentes, me especializando em psiquiatria geral e psicologia. Contudo, faz um tempo que venho testando, também, outro caminho. – Complementou, consciente de que, àquela altura, ele já deveria saber dos detalhes. Muito por conta dos traumas do passado, Isabelly sempre desejou ajudar outras pessoas que passassem por problemas e questões que as afetaram da forma como tudo que houve em sua vida a afetou; vide, se especializar naquela área. – Imagino que o senhor já tenha lido meu arquivo e saiba disso, correto? Então… Por que fui chamada aqui? – Direto ao ponto, como gostava de ser. Mesmo que seu coração começasse a bater rápido outra vez… só faltava as mãos suarem. Não, não deixaria isso acontecer. Bastava ter foco.


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Nanda, mil desculpas pela demora! Eu super perdi o tranco da coisa/inspiração de um jeito bem aleatório, maaas... aqui está! :D

Btw, mals ter ficado pequena. Não quis te incomodar pedindo resposta D: não sei se você curte
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Re: Sala do Diretor do TvH

MensagemNoruega [#180433] por Haakon Glücksburg » 03 Out 2017, 21:42

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    O hospital estava passando por diversas mudanças e uma delas incluía justamente o apoio na área de desenvolvimento e pesquisas, mas ainda tinha de exigir os requisitos dos conselhos e para isso, precisava manter constante vigilância sobre os jovens que trabalham na instituição. Não permitiria que os problemas da gestão anterior pudessem ser um problema e além de analisar o setor de pesquisa, ainda possuía um agendamento para vistoria no instituto de internação psiquiátrica bruxa, local que demandaria fortes dores de cabeça, pois ao que indicava, parecia estar em sérios problemas. Isabelly Blanch era uma jovem que logo se formaria e que talvez, já seria o ano em que Ingrid poderia estar cursando caso não tivesse brincado na vida.

    - Terceiro ano? –Ergui a sobrancelha evidenciando pouca surpresa com aquilo. As falas da garota eram objetivas e isso parecia ser de bom grado. Murchei os lábios e acenei levemente com a cabeça concordando com tal premissa. – Sim, fiquei sabendo de seu interesse na área das artes mentais, mas também sua pesquisa mostrou outra vertente. –Concordara. – Bom... –Apoiara os cotovelos sobre a mesa deixando o queixo repousar sobre os dedos das mãos cruzadas. Estava diante de uma adolescente e não poderia dar uma postura tão formal ou pelo menos tão ‘imatura’. – Não adianta ler um material sem antes a gente ouvir claramente sobre. –Iniciara.– E visto sua pesquisa, creio que não esteja fazendo isso sozinha. –Umedecera os lábios dando uma pequena pausa para controlar o sotaque norueguês.– Como vira na reunião que fizera, tenho o interesse em permanecer financiando as pesquisas na instituição e também de deixa-la mais séria. Mesmo que, ao meu ver, a pesquisa não pareça dar uma ‘visibilidade’ ao hospital, creio que poderia dar uma chance. – Explicara claramente que se ele não fosse de interesse da instituição, ele não poderia ser continuado.

    - Então, como pesquisadora e estudante, gostaria de saber claramente qual é o objetivo da pesquisa. –Ordenara mentalmente as informações que precisava. – Quais os riscos humanos, visto que temos um código de ética para pesquisas em humanos e até mesmo criaturas. Quais os ganhos que o hospital teria com isso e quais as percas. – Não seria um homem bonzinho que daria tudo de mãos beijadas.– Quais são os métodos de pesquisa e um pouco das análises obtidas até então. – Respirara profundo sabendo que poderia puxar para uma criança, mas teria de ser rigoroso para não ter problemas maiores com os conselhos e muito menos ter de ser obrigado a impedir que a pesquisa continue. Se ela for até de um ponto de vista, interessante para o bem do Hospital, até que poderia manter, caso contrário, não existe necessidade para suportar tais procedimentos.

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Taí. -q
Aquilo que combinamos, ele vai encher ela de perguntas e vai testar o quanto ela conhece da própria pesquisa.
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Re: Sala do Diretor do TvH

MensagemNoruega [#186838] por Haakon Glücksburg » 09 Set 2018, 14:26

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    O hospital em que era diretor, sobrevivia aos apoios e patrocínios de figuras e famílias importantes que investiam no hospital-escola. O governo estava sempre apoiando as pesquisas e ajudando a isentar alguns impostos obrigatórios. Até mesmo o Banco Gringots e algumas celebridades davam suas contribuições. Os conselhos de medicina, enfermagem, dentre outras especialidades estavam em constante contato com o nosso hospital devido as mudanças repentinas do quadro de funcionários e por sermos os mais próximos do Ministério de Liesch. Falando em sermos próximos de um Ministério, os maiores acionistas insistiam em levar o corpo médico para a confederação bruxa na Suíça, sendo um dos hospitais modelos e mais revolucionários no mundo bruxo. De fato, era tentador, mas como os demais funcionários lidariam com isso?

    Ao entrar, garantida creche para os filhos dos funcionários e outras regalias que foram conquistadas ao longo dos meses, sobretudo, não fora possível o aumento do salário tal como muitos desejavam. As propostas apresentadas pela Suíça não eram tão ruins, mas não mereciam ainda serem passadas para Helena, a vice-diretora que possivelmente poderia estar sabendo de tais negociações, mas por questões de moralidade, resolvera não lhe contar de início. Gostaria de apresentar-lhe a proposta na íntegra e já pronta para não ter problemas até porque Helena era vista como um cargo de diretoria que era muito bem aceita no hospital, diferente de alguns comentários sobre mim. Não que me importasse com o que diziam sobre o quanto era rígido e exigente, mas respeitava a posição de todos.

    A proposta final fora condizente com aquilo que poderia ser viável aos medibruxos e demais funcionários. Os salários estariam mantidos, mas teríamos apoios internacionais de saúde, seguros, creches e melhores condições trabalhistas. O espaço do hospital estava bem colocado sua arquitetura estava estratégica. Pontos que não teriam como serem questionadas e este era o momento certo para falar com Helena, portanto, naquela tarde atribulada, pós almoço, já estava na sala encarando Helena diante de mim com seu mau humor. – Avalie isso, acredito que será satisfatório para seu gosto e os demais.– Mostrava a estruturação, a proposta da Suíça, dentre outras coisas. A primeira reclamação fora o fato da mudança de quadro de funcionários, seguido por localização e outros pontos que sequer merecem atenção.

    – Bom, você sabe tão bem quanto eu que se formos olhar por outro lado, teremos uma expansão enorme do Hospital e maior estrutura para agregar todos. – Era franco e sério. Helena parecia desconfiada com aquilo, mas conseguira tirar um pouco de sua ironia e sorriso sobre o fato de ter-lhe feito mistério sobre aquilo tudo.– Acredito que você ainda duvida da minha capacidade de chefiar algo, mas não estaria se não merecesse. Às vezes o que precisamos é quebrar um pouco a libertinagem e gerar mais disciplina. –Soltava francamente. Fazia dois meses que meu irmão estava preso em uma catástrofe, acusado de ter sido o agressor de seus funcionários e também ter-se envolvido no CAOS. Nesses dois meses, preferira não comentar sobre o assunto com ninguém, muito menos com minha Rainha. Preferia ficar recluso e exigir que respeitassem tal momento. Não vira lasse e não vira mais ninguém. Não poderia fraquejar e sabia muito bem o que estava em jogo em nosso País.

    A porta da sala batera escancaradamente, - Senhor, eu tentei impedir ela...– Apenas seus lábios moviam-se sem som algum e os olhares de Helena estavam tão surpresos quanto o meu, creio! – Mas o que... – Balbuciara observando a vice-diretora armar-se toda contra a figura jovem que já esbravejava contra mim. Sinalizara com a mão esquerda para a loira não reagir contra a menina nova. – Depois continuamos. Por favor, ajude a secretária enquanto ensino bons modos. – Dissera para Helena sem sequer tirar os olhos de Freyja... Alguém que não deveria ter aparecido. Helena saíra, fizera a gentileza de fechar a porta com a cara mais lavada do mundo sinalizando que eu estava fudido e finalmente pude levantar da cadeira e seguir para frente da mesa ficando cara-à-cara com Freyja.

    - O que você pensa estar fazendo ao invadir dessa forma uma reunião? – Dissera firme sem tremor na voz. Freyja nada mais era o símbolo do meu maior erro como homem, pai e até mesmo como Realeza. Tê-la não fora o erro, mas não assumir sua existência é que se tornara o maior peso. Hild jamais poderia imaginar tal situação. Meus filhos com Hild jamais sabiam de Freyja e... Acreditava que a mesma estava longe, mas... Ela estava tão crescida e tão bonita... Parecia sua mãe. Apesar de sua indisciplina, era nítido a quão cheia de vida estava e o quão influenciada pelo meu irmão fora. Freyja realmente era o que Lasse me passava.– Não mocinha, você precisa ter modos para agir, ou acha que não vi minha secretária ficando muda por detrás da porta? –

    Coçara a testa e deslizara a mão direita pelas madeixas fazendo-a parar na nuca enquanto soltava um enorme suspiro. Já tinha acontecido, não adiantava chorar pelo leite derramado. – E você acha que não estou fazendo nada pelo meu irmão? – Gesticulava as mãos para frente. Ela parecia estar muito agitada e precisava ser acalmada, mas infelizmente, a mesma recuara rejeitando-me. – Você acha que é simples assim? – Cada frase solta parecia doer o peito como se estivesse sedo apunhalado pelo meu primo que tanto desejava minha morte. Não queria que a garota me odiasse daquela proporção, não queria esse sentimento vindo dela... E o que poderia fazer para reverter isso? Será que estava sendo covarde?– Okay, você chega do nada e acha que é capaz de fazer melhor? – Sentira a raiva ecoar pelos lábios.

    Encostara na mesa deixando-a mais solta e distante. – Pois bem mocinha, se você quer fazer algo e acha que não estamos fazendo nada, principalmente eu, para salvar meu irmão e SEU TIO. Então, faça você mesma. –Dissera firme e decidido. Freyja não poderia ser indisciplinada ou uma revoltada má educada, era minha filha acima de tudo e deveria mostrar sua raiz. Se ela estava tão a fim de aparecer, então que lide com as consequências. – Então? – Cruzara os braços com uma das sobrancelhas erguidas encarando-a. Se ela queria me provocar, tinha acabado de conseguir! – E você acha que esses métodos irão garantir a soltura dele? – Questionara-a.– Se quer vencer e fazer tanta justiça assim, minha criança, faça a justiça dentro dos conformes da lei e esfregue para todos a inocência de Lasse. – Aconselhava-a.

    Freyja ou estava muito decidida ou estava caindo em um perigo enorme que logo teria de lhe salvar, mas seu primeiro desejo fora ser capaz de fazer uma única coisa e ao ouvi-la, sabia que teria um preço à ser pago.– Neste mundo, nada é de graça, o que eu ganharia se te ajudasse nesse favor?– Até eu queria isso, desejava ver meu irmão e abraça-lo, talvez dar uns socos em sua cara e corpo por ter sido muito idiota, mas não podia recuar... Algo além de nós estava em jogo e precisava ser o elo forte, precisava abrir mão de todo meu sofrimento para servir à algo maior e isso, pelo visto, aquela criança, nada sabia.– Talvez te odeie menos. – Inevitável fora deixar o marejar dos olhos vacilarem e os lábios ficarem boquiabertos. Estava sensível ou seduzido pela paternidade?

    Desencostara da mesa e caminhara para a cadeira que ficava atrás da mesa e seguira de costas para minha criança, não seria digno ver meu sofrimento ou dor. Fitara a cadeira por alguns segundos e sentara sobre a mesma respirando profundo e folgando os botões da blusa social. – Está ciente desse preço? – Puxava uma gaveta esperando sua confirmação. Ter o perdão de Freyja seria a maior realização como pai e homem, mas não poderia ter como uma moeda de troca e... Infelizmente estava forçando, mas era preciso mostrar à ela que a vida era injusta e cruel. No mínimo para conseguir ver Lasse, teria de falar com meu tio Erikir ou com Lilith. Não importa qual deles poderiam me conceder tal autorização, ambos iriam praticamente pedir a minha alma. – Está bem, deixo com você a responsabilidade de cuidar de Lasse nesse momento. E se falhar, a responsabilidade será sua. –Abrira de fato a gaveta e tirar uma moeda/brasão com símbolo de um martelo, o martelo do Deus Thor em relevo na moeda de prata. – Isso é do Lasse, fique com ele. – Era algo muito maior, mas Freyja não precisava saber o significado daquilo.

Editado pela última vez por Haakon Glücksburg em 09 Set 2018, 19:27, em um total de 1 vez.
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Re: Sala do Diretor do TvH

MensagemNoruega [#186859] por Freyja Glücksburg » 09 Set 2018, 19:17

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Far og datter

Sessenta e um dias se passaram desde que meu tio foi preso em Azkaban. Quinze desde que isso enfim chegou aos meus ouvidos durante meu exílio em Tromso. Não perdi tempo, busquei livros de direito e leis bruxas na pequena biblioteca mágica da cidade. Por quatorze dias eu estudei o máximo que pude, tendo sobre a mesa uma foto minha e de Lasse quando menores. Na primeira noite polar, parti para Liechtenstein, a primeira parada da minha missão de tirá-lo da prisão.

Trajava um enorme casaco branco de pele que praticamente arrastava no chão, a roupa preta por baixo contrastava com ele e minha pele quase clara demais para os padrões humanos. As enormes unhas também estavam pretas, para compor uma imagem um pouco mais ameaçadora talvez. A bota, de saltos altos, anunciava para qualquer um minha chegada no recinto, os fios loiros quase brancos estavam presos numa trança em forma de arco perto da nuca e um chapéu fedora repousava sobre minha cabeça. Por fim, a maquiagem forte nos olhos ressaltava as íris azuis, exatamente como as dele. Brincos e um cordão completavam os adornos que talvez me fizessem parecer um pouco mais velha que meus vinte e três anos.

Passar pela segurança do hospital não foi tão difícil, o simples pronunciar do meu nove fazia portas se abrirem e praticamente um tapete se estender. Carregar o Glücksburg parecia compensar naquela terra estranha, tão diferente da minha Tromso. Cobertura, eu não esperaria menos de Haakon, mas a segurança… Francamente. Não tive dificuldades em encontrar sua sala, com letras garrafais gravadas na porta. Tanto dinheiro, prestígio e um trono… Pra quê trabalhar num lugarzinho medíocre como este hospital?

Já cruzava meu caminho para a porta do diretor quando uma senhora mirrada surgiu em minha frente. Somente então notei a mesa disposta nas proximidades. Rolei os olhos e simplesmente empurrei a velha para o lado, controlando os ânimos para não transformá-la num inseto que eu pudesse pisar. Ainda assim, a mulher permaneceu andando ao meu lado e falando mil coisas que fiz o favor de ignorar. — Cale-se, ou amarro você de cabeça para baixo do lado de fora daquela janela. — Disse, indicando a janela com o olhar. Ela não parou de me seguir, mas ao menos ficou quieta.

Sem bater ou pedir qualquer tipo de permissão, fiz a porta abrir com magia, de forma a bater em alguma coisa, ou na parede, não ligo. A insuportável da secretária começou a dizer alguma coisa — Cala a boca, mandrágora de Hel! — Novamente rolei os olhos e com um gesto simples da mão esquerda, tirei sua voz magicamente, sem me importar muito com a outra pessoa no recinto. Lá estava ele, o mesmo homem de olhos azuis, mas com um a cara um pouco abatida. Vê-lo após tanto tempo era quase um baque, mas me lembrei rapidamente que ele não estava fazendo nada para tirar o próprio irmão da prisão, e nem sequer se deu o trabalho de tentar me encontrar para dar a notícia.

— Por que você não tentou me contar? — Esbravejei cerrando os punhos, sem me incomodar com as unhas que feririam a pele das palmas. O adulto que Odin me obriga a chamar de pai fez com que suas servas se retirassem, dizendo que me ensinaria bons modos. Ele teve tempo para isso, dezenove anos perdidos, para ser exata. Ora, querer me ensinar modos, talvez eu deva ensiná-lo como as coisas funcionam comigo. O som da porta se fechando pareceu o sinal que Haakon esperava para se levantar e me encarar, quase da mesma altura que eu. — O que eu penso…? Por Odin, você realmente não consegue entender nada? O que, eu preciso ser anunciada e reverenciar o futuro rei da Noruega? — De um jeito debochado, faço o gesto de uma reverência antes de bufar. — Aquela sua secretária é patética, eu devia tê-la pendurado do lado de fora, você conseguiria algo melhor. — Finalizei com desdém.

— Mas não é por isso que vim aqui. Meu tio está preso por dois meses. Dois meses! — Sem querer, soquei o encosto da cadeira em que eu deveria me sentar, o ódio esquentando minhas veias, algo que o sangue não conseguia fazer. O senso de justiça aflorado desde que recebi a triste notícia alimentava minha fome como o gás que fortalece o fogo. — Não, você não está fazendo nem um terço do necessário, largue esta hipocrisia e enxergue corretamente! — Aponto para os seus olhos de forma intensa, sinalizando a minha frase. — Eu sou perfeitamente capaz. — Arqueio a sobrancelha diante de sua petulância ao me chamar de “mocinha”.

Mas algo me desarmou, estava fácil demais. Ele não lutaria, sequer honraria o leão dos Glücksburg? Meu pai não poderia ser aquele fraco de simplesmente ceder para mim após meia dúzia de palavras. Silenciei-me por um tempo, processando aquela situação, mas seu tom desafiador me fizera cruzar os braços e retomar a pose. — Ótimo, eu já tenho tudo pronto para começar. — Apesar de já ser adulta, Haakon me tratava como uma criança que não tem a menor noção de mundo. Talvez seu único acerto na vida fora me colocar para ser criada com Lasse, que me ensinou como ser e agir. Lasse parte do Altar são a minha família e eu vou salvar ele.

Seu discurso de homem responsável, líder da nação me tirava a paciência tanto quando os sóis da meia noite de Tromso e mesmo sem perceber, rolei os olhos entediada com aquilo eu já tinha quase tudo o que queria mas não necessariamente o que precisava, o resto, poderia lutar para conseguir, como sempre foi. — Dos meus métodos, eu cuido. Mas antes eu preciso vê-lo. Preciso que arranje um encontro com ele em Azkaban. — Despejei a bomba em seu colo. Eu não viria de tão longe apenas para bater boca com meu progenitor, não me desgastaria assim. Mas como vivo num mundo de vermes imundos, até ele surgiu querendo uma recompensa. Descruzei os braços e os levei até a cintura. — Talvez eu te odeie menos. —

A culpa estava nítida em seu olhar, não apenas por causa de Lasse, mas de mim. Ali dentro havia um sentimento ruim por me abandonar e ele não era tão bom em esconder a ferida, eu poderia pressioná-la, tornar Hakoon um soldadinho em minha mão sempre que quisesse, talvez usufruir da boa e velha falsidade, que tanto aprendi nos anos em Durmstrung. Fiz uma cara de quem realmente precisa do pai num momento com aquele. Talvez pequena Frey em precisasse, mas ela estava enterrada nos confins da minha alma, sem a menor chance de surgir fora de hora.

Sua pergunta me pegou se surpresa, mas a resposta era tão clara quanto a neve. — Sim. — Preços e consequências. Já sou grande o suficiente para lidar com esses pesos, mas nova o suficiente para conseguir carregá-los sem dificuldade. Ele procurava por algo na gaveta e não demorou a encontrar. A indicação de que aquele objeto era de Lasse fez meu coração disparar. Tomei-o nas mãos como se fosse algo extremamente delicado e analisei a moeda, passando o dedo pelo relevo do martelo de Thor. Imediatamente meus olhos marejaram, mas eu não poderia deixar que Haakon presenciasse meu momento de fraqueza, não ainda. Fechei a mão e apertei a moeda, levando-a para perto do meu coração. — Obrigada. —

Tio, eu vou tirá-lo dessa prisão, irei fazer você sair como o homem incrível e justo que sempre foi e cuidarei de você. Eu juro por Viktoriya.

Haakon, Lasse, Helena, Viktoriya, Secretária
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Freyja Glücksburg
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