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Na Zonko's não citamos nenhum dos personagens dos livros ou filmes. Vivemos no mundo mágico, mas nem Harry Potter, Voldemort, Dumbledore, Comensais da Morte e etc. existiram em nosso mundo, com isso você não pode usar nenhum sobrenome dos personagens dos filmes ou livros. O fórum encontra-se nos dias atuais, no ano de 2013 d.c. e as condições climáticas variam de dia para dia e de tópico para tópico, conforme você poderá observar. O nosso período letivo dura oito meses contando com as férias. Nossos adultos recebem por dia de presença e seus tópicos em ON lhe renderão pontos e goldens (nossa moeda). Você nunca poderá interpretar a ação de outro personagem (salvo com autorização), mas poderá interpretar livremente o seu personagem (seja sempre coerente), lembrando que toda ação possui uma reação. A capital do Mundo mágico está localizada em Vaduz, Liechtenstein.

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Quarto 401 - Liesel Alexis Hesselgren

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Quarto 401 - Liesel Alexis Hesselgren

MensagemPolonia [#191049] por Henry Hale » 11 Mai 2019, 12:39

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Nome do paciente: Liesel Alexis Hesselgren
Situação do paciente: Alergia de Doxys;
Responsáveis pelo tratamento: Henry Hale (Enfermeiro); Nikolai Weylin (Medibruxo);
Ordem de postagem: Paciente - Enfermeiro - Medibruxo - Paciente (se quiser);
Prazo de postagem: 7 dias após a última postagem.
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Henry Hale
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Re: Quarto 401 - Liesel Alexis Hesselgren

MensagemFinlandia [#191087] por Liesel Alexis Hesselgren » 12 Mai 2019, 13:24

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I wish I could be part of, part of something bigger
rather than pursue this self-obsessive plan


                A trilha de tentáculos venenosos contrastava com a fina camada translúcida produzida sob a temperatura gélida. Aquela era uma manhã particularmente fria para o verão da Finlândia, explícita sob a forma como o céu foi tomado por uma névoa expressa e o sopro do vento carregava uma intolerância gélida. Mesmo ali, em ambiente tão nortenho, seus habitantes aguardavam pela época que trazia sol, calor, harmonia - decepcionavam-se, portanto, nos dias de exceção, em que a mente era tomada por lembranças do inverno, e do frio inexpressivo e indiferente. Para mortais feito Alexis, não havia nada mais desconfortável que caminhar despreparada sobre a grama do jardim, mas nada podia fazer sobre isso; estava na metade do caminho quando a névoa tomou forma, e sua determinação não seria abalada por meras circunstâncias do tempo.

                As sobrancelhas mantinham-se um tanto juntas, e o modo como juntara os lábios mostravam uma face de concentração. Sabia muito bem o caminho que necessitava tomar, e as interrupções para colocar tentáculos sobre o chão - que faziam a mão ganhar tonalidades cada vez mais vermelhas, logo roxas - não a levariam a correr para o conforto. Sua atitude em nada comparava-se àquela menina mimada que um dia viajou para uma escola tão frígida quanto seu ambiente. Não carregava as marcas de juventude como outrora fizera tão bem - adquiriu, desde então, tantos centímetros a ponto de ser considerada alta, e perdeu a gordura extra na face. Mais importante, já não se punha a reclamar das coisas com tanta vivacidade, ainda que mantivesse o gosto por tudo que era bom e de qualidade. Compreendida a necessidade de agir, ao invés de ficar parada esperando que outros fizessem determinadas coisas por si, e sabia que suas lamúrias resultavam em pouco além de olhares críticos.

                Por isso saiu para fazer aquela tarefa: a de proteger uma recente ninhada de Doxys. Aquelas não eram criaturas com as quais bruxos devessem brincar, por seu aspecto e hábitos traiçoeiros. Eram, na verdade, consideradas pestes, dentre as classificações de criaturas, mas nem por isso Alexis considerava-as indignas de proteção; não nos limites do castelo que considerava como seu - seu lar, sua casa, seu espaço. Ali, não admitiria violência contra seres que postavam-se em locais tão exatos. Não recebiam uma reclamação de ataque há quase uma década, pois elas saíam da proteção daquela morada para agirem da forma como criaturas fazem; havia, não a muitos quilômetros dali, um mercado conhecido por vender ovos de doxys. Com isso Alexis não mexeria. Mas com o fato de que caçadores dentro do castelo dispuseram-se a caçar tais ovos? Isso era um assunto distinto, do qual ela não vinha alternativa a não ser agir - ou seja, descobrir uma forma de manter tais caçadores longe.

                Para isso, utilizava-se dos mencionados tentáculos. Conhecidos por atrair a atenção dessas criaturas, esperava ter criado uma espécie de caminho para que as ‘fadas’ se mantivessem ocupadas. Então, seguiria em direção aonde sabia que os ovos estavam enterrados - em razão de seu próprio farejador, treinado para encontrá-las e nada mais -, pronta para tirar do bolso uma mistura por ela criada e testada. Era uma essência tomada por um encantamento similar ao de feitiços para confundir; não afetaria doxys, mas tornaria quaisquer outras criaturas, como crupes e seres-humanos, incapazes de identificar o odor característico daquelas pestes. Durava apenas três semanas, o suficiente para a ninhada se desenvolver e a missão de encontrá-la ser dada como encerrada; assim, também evitava que mais Doxys ali se reunissem em razão da proteção mágica. Seu intento findaria junto ao escudo temporária, portanto tomava-se por satisfeita; tudo que precisava era encontrar o local onde os ovos estavam enterrados e borrifar tal essência.

                Minutos depois, tinha um sorriso preso aos lábios quando percebeu seu sucesso. Os ovos mantinham-se intocados, e o trabalho de cobrí-los outra vez deu-se bastante rápido. Ambas as mãos apresentavam aquela coloração avermelhada, mas havia trocado a direita pela esquerda, de forma a descansá-la, e agora o frio já não machucava. Precisava apenas voltar: reencontrar o caminho de volta, numa distância segura em relação às doxys, contudo suficiente para que ainda percebesse os tentáculos; caso não se apoderassem de todos, precisava saber onde e quais para dali retirá-los. Seu plano era, de um ponto de vista estratégico, perfeito: disposto de forma efetiva, sem riscos desnecessários. Por conta do frio, ninguém se aventuraria para além dos jardins, e quaisquer criaturas irracionais, como cachorros e gatos, prefeririam o conforto do lar. Mesmo cavalos alados voariam para outra direção, onde o vento soprava com menor intensidade. O coração se encheu com um tantinho maior de felicidade ao pensar em sua égua alada, que estaria esperando por um passeio mais do que merecido assim que se esquentasse.

                Esse minuto de pensamentos irrelevantes ao contexto configuraram-se com um erro. Um quase fatal, perceberia, ao acordar minutos depois numa maca de hospital. Não percebeu quando uma forma viva se fez presente muitos metros adiantes, nem quando ela começou a correr em sua direção - era felpuda, tomada por pelos branquíssimos, agora cobertos por uma espécie de manto esverdeado. Misturava-se facilmente ao gramado, e por isso a princesa não percebeu sua presença, muito menos o fato de que corria em direção aos tentáculos. Quando deu por si… era tarde. “NÃO!” O grito escapou da garganta, tão alto que deveria ter chamado a atenção de qualquer guarda na proximidade, e sua varinha já estava em mãos. Era uma adulta agora, podia praticar feitiços, podia- avistou o cachorro outra vez… era um cachorro, de certo… assim como as fadas. As mesmas fadas que agora olhavam para si e para ele com uma expressão quase sedenta. Com isso, cerrou os lábios: protegeria o animalzinho, nem que para isso levasse uma dentada.

                Não se importava com o veneno, ou com a dor, caso sofresse com aqueles dentes pequenos. Se aquele cachorro estava correndo perigo, era porque Alexis não contou com sua soltura, e portanto era um erro dela. Mesmo as ordens expressas a seu guarda mais próximo de não permitir quaisquer animais ou pessoas de seguirem naquela direção parece ter dado errado, mas não pensou sobre isso. O coração batia forte demais, a adrenalina fazendo com que tudo se passasse em câmera lenta, e sentiu quando o sangue subiu aos ouvidos, trazendo consigo uma dor de cabeça federal. O braço direito já movimentava a varinha para frente, pronto para criar uma barreira temporária - seria alta, ainda que fina, e as ‘fadas’ não poderiam passar. O talento em transfiguração não a decepcionou: logo os latidos do cachorro se tornaram cada vez mais baixos, interrompidos pela espécie de escudo. E com isso, soube que tomara a atenção dos pequenos seres. Três deles, pois os outros já haviam ido embora. Três, pertos demais, ainda que pudesse usar Flipendo contra um, dois…

                O terceiro chegou muito rápido. A terceira, na verdade, pois reconheceu os sinais característico de uma rainha dentre as doxys. Mesmo ali, quando tentava ao máximo lançar um terceiro flipendo, não pode deixar de mostrar um meio-sorriso; era de uma ironia excelente, como seria bicada pela rainha dentre as criaturas, quando ela mesma carregava o título de princesa. E sabia quais seriam os resultados: cairia no chão, tomada, aos poucos, pelo veneno, enquanto bolhas surgiriam no corpo, e sabe-se lá mais o que, em decorrência de sua alergia. Teria sido burrice fazer tudo aquilo quando ciente da condição alérgica? Talvez. De certo, escutaria isso de seus irmãos, caso sobrevivesse a hora seguinte. Mas não se arrependia. A culpa era sua, afinal.


WEARING • Isso | MUSIC • Stronger – Fyfe | WITH • Kaleva (Alaric's dog) | NOTES • ainda vou pensar no guardinha npc <3
Feitiço: Flipendo[dano: 2]; [dificuldade: 1];
Descrição: Feitiço que empurra o alvo, com uma espécie de corrente de ar para trás, dependendo da forma de ataque, o alvo pode até mesmo ser jogado ao chão.
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Liesel Alexis Hesselgren
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Re: Quarto 401 - Liesel Alexis Hesselgren

MensagemFinlandia [#191162] por Kaarina Thyra Hesselgren » 15 Mai 2019, 13:30

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When they tell my story through
WILL THEY SPEAK OF MY LOVE FOR YOU?


                Não havia som mais suave que aquele de uma flecha atingindo seu alvo. Nada era mais agradável que a consciência da mente e do corpo enquanto observava aquela arma tão especial perfurar um ponto minúsculo, os músculos relaxando após segundos de esforço. Kaarina sempre sentia uma pontada de felicidade quando o arco longo adornava suas costas, assim como as dúzias de flechas de peso tão familiar; ainda assim, a arte de colocá-los em ação era ainda mais especial. Quem a visse de longe, contudo, não saberia de seu orgulho. Sua postura era séria, o olhar concentrado, e os lábios repuxados ligeiramente para trás. Os cabelos castanhos, presos de maneira descuidada, pouco lhe atrapalhavam; mesmo os músculos cansados não pareciam oferecer resistência, apesar de ter passado boa parte das últimas cinco horas dentro daquela sala. Seria um descuido deixar de treinar durante as férias, quando poucos dias de descanso já seriam o bastante para enferrujar qualquer ser-humano. Preferia deixar alguns afazeres de lado, e ouvir as reclamações de seus familiares, a permitir tal desleixo.

                Seus pés eram de um toque leve sobre o chão, como se deslizasse, enquanto caminhava para retirar as flechas. Havia aprendido a melhor maneira de andar e portar-se, e sabia não abandonar tais conhecimentos - talvez, se estivesse em seus aposentos, não precisaria se preocupar com terceiros entrando, mas era diferente ali, numa sala relativamente pública dentre a imensidão do palácio. Precisou de dois minutos para deixar tudo ajeitado, antes de retirar outra vez o arco das costas; permitiu que os dedos puxassem as cordas, deixando-a na posição correta de suporte, e fez trabalhar os músculos dos ombros e costas. Podia sentir cada pedacinho daquela região se juntar, como se forçados, mas o movimento já não lhe parecia artificial. Pelo contrário, era tão banal quanto o respirar, agora controlado. Fazia os pulmões trabalharem com cuidado, acompanhando o movimento do atirar. Então, largou a corda - os braços imóveis, os dedos mal tremiam, mas sentiu o impacto. Sorriu.

                O sorriso durou menos de dois segundos, o tempo para começar a encaixar outra flecha, e deu-se uma sucessão de tiros. Não podia ser rápida demais, nem muito lento. Simulava, em sua cabeça, uma situação própria das épocas mais medievais - guerreiros lhe perseguindo, com suas armaduras, enquanto procurava por pontos fracos, desprotegidos. Pouca sutileza resultaria em erros de mira e destreza, mas gentileza em demasia ao manusear o arco tornaria tudo muito lento. Não importava que atirasse quatro tiros perfeitos, se o quinto nunca saísse e um inimigo a alcançasse. Da mesma forma, cinco tiros malfeitos permitiriam um ataque de outrem; que por mais machucado, de certo seria movido pela raiva e encontraria algum sucesso. Sabia bem como manejar adagas, para o caso de uma situação infeliz, mas não ousaria permitir que tal contexto se concretizasse. O treino era, afinal, sua melhor arma de ataque: o impedimento da surpresa, o minimizar de riscos. Cinco tiros perfeitos, com alvos que se movimentavam, num espaço de tempo pouco alongado - estava satisfeita consigo, afinal.

                Repetiu o processo, então, pronta para seguir adiante com outros tipos de flecha. Havia preparado uma parte da sala para que fogo não se espalhasse, e gostaria de tentar armas incendiadas; causaria um estrago em quase qualquer campo, caso pudesse se aproveitar de fraquezas inflamáveis. Era, na verdade, uma ideia- “Vossa alteza!” Parou no segundo que ouviu aquela voz. Sem fôlego, fraquejante e com uma dose de hesitação; percebeu isso tudo, como percebeu o próprio coração afundar no peito porque era…. era….. não. Não podia pensar nisso, não agora. “Vossa alteza, a senhorita precisa- precisa me acompanhar, agora.” Quis gritar com ele. No segundo que Elliot apareceu, suado e com uma face e desespero, quis esfregar em sua cara todos os motivos pelos quais não precisava; como o fato de estar acima dele, e de estar cansada, e simplesmente por poder fazê-lo. Mas não podia. Não quando ele parecia tão perdido, não... não com a habitual determinação, quando tentava convencê-la de alguma coisa. “A senhorita-” Ele pausou, pressentindo que Kaarina falaria alguma coisa, e retirou a espécie de mini-tablet do bolso.

                Alexis. Ali estava, o nome dela, enviado pelo guarda que tomava conta de sua irmã. Pelo menos naquela manhã, porque não teve coragem de pedir que Elliot o fizesse - não depois do que acontecera na noite anterior e… era melhor não pensar sobre isso. “Respira, Elliot. O que aconteceu?” Perguntou, mesmo que fosse contagiada com aquela loucura e preocupação. Não teve resposta. Simplesmente teve seu braço puxado - ainda que um cuidado exemplar, para alguém que a apressava - e se puseram a correr. Se pelo menos sua irmã não estivesse no meio, ela teria feito alguma coisa. Chutado-o? Ou gritado consigo e ordenado que fosse embora? Era possível. Mas o coração batia forte com preocupação, perguntando-se o que teria acontecido, e ignorou todos os olhares curiosos, todos os detalhes que faziam o castelo tão bonito, mesmo a vontade de atirar. Precisava chegar até a loirinha porque se algo de ruim se pôs sobre ela, então tinha de ajudar, tinha de…

                “LEXIS!” Correu, o grito escapando de sua garganta assim que viu a irmã caída. Só percebeu que chegaram na parte de fora do castelo pelo frio súbito e mudança de cenário, mas não havia se importado e continuou correndo como em um ato mecânico. Os olhos entraram em foco, entretanto, quando viu a imagem da irmã caída, o rosto vermelho, com bolhas se formando e- o peito mal subia para cima. Teve a impressão de que suas veias não estavam tão verdes. “Ah meu Deus, o que fizeram, o que-?” Olhou para cima, sentindo as pálpebras serem tomadas por lágrimas em formação. Era confuso. A irmã respirava, com dificuldade, mas precisavam levá-la ao hospital. Ao menos, essas palavras se formaram na cabeça enquanto observava Eli, que parecia saber tanto quanto ela. O outro guarda contava, tentava contar, na verdade, que Lexis saíra por alguma razão e não pudera impedí-la e-.... doxys. Ela foi fazer alguma coisa com doxys. Prendeu a respiração, quando sentiu alguma coisa em seu ombro; estava perto de gritar com Elliot para deixá-la em paz e ajudar a irmã, quando percebeu a lambida. Kaleva... a cachorrinha de Alaric, deixava ali enquanto ele viajava. Thyra só pode pensar que ela estava próxima de se machucar, e Alexis ajudou de alguma forma.

                Menina estúpida.

                Era isso que vovó sempre dizia quando fazia alguma coisa tola. Quanto arriscava a vida, aparentemente, por alguma razão de que certo era ‘heróica’. O peito apertou ainda mais, e ela própria teve dificuldade em respirar; não havia nada de heróico em arriscar-se quando o risco de morte era latente e, pior ainda, não houvesse quem pudesse ajudá-la. Uma só pessoa não seria suficiente. “Vamos para o hospital. Têm uma entrada, por ali, dá diretamente à lareira e- vovó não pode saber.” Já dizia enquanto ela e o guarda - não o que ficou com Alexis, o outro, o seu - a levantavam. Tentava ser cuidadosa, mesmo com a adrenalina impulsionando seus movimentos, fazendo com que tudo parecesse tão acelerado e lento ao mesmo tempo. “Ela vai ficar bem, e vovó nunca vai saber porque… isso vai acontecer. Vai ser assim. Eu sei.” Mordeu os lábios, enquanto corriam na direção apontada. Não podia deixar a irmã cair, nem machucá-la mais. Não sentia nojo, na verdade, só o coração apertar porque corriam contra o tempo, mesmo que nenhum relógio apontasse os segundos restantes.
(....)

                Foram três minutos do mais completo terror. A ‘sorte’ parecia ter sorrido para eles por não haver ninguém na sala, mas duvidava muito na existência atual daquela palavra. Mesmo que os enfermeiros corressem para pegar uma maca, e já seguissem os procedimentos comuns a uma emergência, Thyra não se sentiu menos inquieta, muito pelo contrário. Percebeu quando um deles se aproximou, fazendo perguntas e- a cabeça doía. Muito. Foi falando, sobre como sua irmã tinha uma alergia séria a doxys, e que segundo um observador ela havia sido mordida uma vez mas… era difícil. Mesmo assim, fora treinada para isso, e agradeceu em silêncio por Elliot não tê-la parado, nem tentado ajudar. Uma parte de si queria culpá-lo por não ter estado lá, mas sabia muito bem a razão para isso: porque ela mandou. Por culpa sua, não tinha ali alguém que sabia da alergia da princesa, e que não se atreveria a respeitá-la quando o caso era muito mais sério que uma jovem adulta enfrentando essas pestes. “Menos de três minutos, ela não- na hora que aconteceu, nós corremos para trazê-la para cá. Não sei quantas doxys ela esteve em contato, mas imagino que poucas. Não têm muitas por lá.” Ficava cada vez mais difícil falar, mas forçou as palavras para fora. Com algum sucesso.

                Quando o olhar entrou em foco outra vez, pode discernir os detalhes do rosto daquele homem. Talvez fosse a leve familiaridade, porque ele se parecia com alguns que conhecera no Palácio, que a fez impelir o corpo para frente, as mãos segurando seu braço direito. “Ela vai ficar bem, não vai? Eu posso vê-la… não, devo vê-la. Alexis não pode ficar sozinha. Não quando acordar, ela vai chiar e- é melhor que eu esteja lá. Por favor, deixe-me estar lá.” Prendeu a respiração, o desespero parecendo morrer com a voz. Não crescia, mas não se estabilizou. Só iria embora quando Alexis estivesse bem. Quando pudesse tirar todo aquele medo de dentro de si. Quando estivessem seguras, em casa.

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Re: Quarto 401 - Liesel Alexis Hesselgren

MensagemPolonia [#191173] por Henry Hale » 15 Mai 2019, 20:30

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Henry observava o vapor da xícara do café aspirando a imensidão azul. Era uma manhã graciosa. Apesar do Sol emitir seu calor sobre a Terra, a intensidade não era tão acentuada como em outras partes do país. A movimentação na entrada do hospital era, estranhamente, baixa, como se as pessoas, naquele lindo dia, estivessem aproveitando a vida de um modo seguro. Esboçou um ligeiro sorriso ao perceber o quão longe seus pensamentos iam quando possuía algum tempo ócio. Voltou a libar o deleitoso café que tinha comprado com um dos vendedores na rua. No momento em que terminou de serenar todas as pertubações que envolviam a vida, o enfermeiro pôs-se a retornar ao trabalho. Observou a equipe de funcionários que se postava na recepção e acenou para todos, ofertando um ótimo dia. O polonês supunha que aquele dia seria igual a todos os outros, calmo e moroso. Mas se enganou quando percebeu a entrada principal se romper com brutalidade. Quando virou os calcanhares na direção do local, fixou os olhos castanhos na paciente que estava vermelha e cheia de bolhas, ao passo que a acompanhante transmitia um total desespero com a situação.

— Precisamos de uma maca aqui. Urgente! — A voz saia um pouco mais grossa do que o usual. Tinha que adotar um postura profissional nestes momentos, pois qualquer falha ocorrida poderia custar uma vida. E Henry não precisava de mais sangue em suas mãos. Caminhou, rapidamente, em direção da moça que acompanhada a pessoa ferida e tentou acalmá-la e realizar, ao mesmo tempo, um pequeno questionário do que tinha acontecido. — Com licença, senhorita! Você poderia me contar o que aconteceu com a paciente para assim realizarmos o procedimento correto e rápido? — O enfermeiro mantinha um tom baixo e calmo, tentando transmitir alguma confiança para com a mulher a frente. Sabia o quão difícil era enfrentar uma situação como essa com calma, porém a agitação também não ajudaria em nada. Ouvia atentamente o caso da paciente. Sabia o quão perigosas poderiam ser aquelas criaturas. A moça ferida já tinha alergia contra Doxys e, por cima, esses pequenos animais já possuíam venenos nas mandíbulas. Então a situação era bem grave.

— Desculpe-me, mas não posso permitir seu acompanhamento na sala. Primeiro precisamos averiguar todo o caso e depois vou atualizando a senhora caso haja um melhora ou... qualquer outra variante. — Sentiu o desespero da garota através do toque, já tinha sentido aquela sensação antes. Tentou afastar aqueles pensamentos do passado horripilante que tivera e focar no trabalho que tinha pela frente. O enfermeiro pediu para alguém oferecer um copo d'água pra a moça e tentar acalmá-la enquanto o mesmo realizava seu trabalho. — Levem-na para o setor de danos causado por criaturas mágicas, quarto andar. E além disso, procure um medibruxo disponível que saiba tratar com esse tipo de ferimento! — Andavam apressadamente para qualquer sala vazia e realizar os exames necessários para tentar amenizar todo aquele cenário.

Henry adentrou na sala 402, do quarto andar, e solicitou solenemente para que a equipe colocasse a paciente, cautelosamente, na cama, enquanto o polonês higienizava as mãos e vestia luvas de silicones para que evitasse contagiar com bactérias o estado da enferma. — Temos aqui um caso de alergia e contaminação de veneno de doxys. Preciso que alguém pegue o termômetro, por obséquio, para certificar-me se o corpo está reagindo ao líquido tóxico! — Todos ali sabiam que a febre era um dos sinais do corpo tentando combater os agentes estranhos. Porém, uma alta elevação de temperatura poderia levar a moça em um estado de convulsão, fato que pioraria toda a situação. Por conta disso precisava verificar a que temperatura o corpo da mulher se encontrava.

Apanhou o termômetro e colocou na mulher. Enquanto esperava pelo resultado do objeto medidor, Henry foi verificar o pulso da garota. Pousou os dedo indicador e do meio no pulso da enferma e sentiu levemente sua pulsação. Deu um leve suspiro quando viu que a mesma ainda tinha algum batimento cardíaco. — Farei de tudo para você não morrer hoje! — Sussurrou para si, enquanto verificava as bolhas que se formaram na extensão da pele. Precisava passar uma pomada anestésica local para tentar amenizar a dor e as inflamações daquelas ferida, caso alguma bolha estourasse, seria propenso para ter mais bactérias aglomerando-se no local. — Preciso de uma pomada anestésica e uma toalha um pouco úmida. Vejo que a temperatura corporal da garota está a 38°C! — Avisou para a equipe quando James pegou o objeto medidor e analisou toda a situação. No meio tempo, esperou o medibruxo chegar para realizar uma análise mais profunda do caso.


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Re: Quarto 401 - Liesel Alexis Hesselgren

MensagemRomenia [#191627] por Nikolai Weylin » 24 Mai 2019, 20:26

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Por mais que a saudade me apertasse o peito sempre que pensava nos garotos, tê-los a milhares de quilômetros de distância em Durmstrang era algo que me acalmava o coração de tal maneira que eu até mesmo dormia melhor. Não nego que apesar de todo aquele sentimento angustiante de mandá-los para longe, fazê-lo era a melhor das opções que tínhamos. Não apenas era nossa obrigação educá-los, como – também – mantê-los protegidos dos perigos do mundo e, sinceramente? Eu sabia que não seria capaz de fazer isso se os mantivesse em casa. Eu sentia que nossos anos de paz estavam perto do fim.

A chegada dos três garotos em minha vida era a prova daquilo, de que a calmaria estava perto de encontrar seu fim. Os cinco longos anos que se seguiram depois disto só serviam para rechear meus momentos de alegria com uma pontada de desconfiança. Fechei os olhos, massageando as têmporas lentamente, aplicando força o suficiente para as pontas dos meus dedos ficarem brancas. –Isso é paranoia, Nikolai. – Murmurei, encarando o meu reflexo no espelho, jogando água no rosto e então o secando com algumas tiras de papel. Ajeitei o jaleco nos ombros, deslizando os dedos pela gola para ajeitá-la.

A porta tinha acabado de se fechar as minhas costas, quando um breve arrepio deslizou pela minha coluna e meus dedos se movessem de maneira automática em direção ao bolso das vestes brancas, encontrando em seu interior o pequeno aparato. Respondi com um breve aceno o chamado, antes de dar meio volta no corredor e seguir em direção aos quartos de internamento, beirando uma breve corrida. Assim que alcancei o quarto, me deparei com uma cena um tanto quanto curiosa. Admito que fazia tempo que eu não via alguém... daquele jeito em especial, muito embora não fosse a única coisa me despertasse a atenção.

A primeira coisa que ouvi o enfermeiro gritar fazia sentido, a febre era uma síndrome fisiológica normal, uma tentativa do corpo de destruir o que lhe fazia mal. O sistema imunológico funcionava assim, melhor com uma temperatura mais alta. Ele produzia mais quando colocado nestas condições, além de agir mais e se movimentar mais. Em suma? Ele literalmente atuava no calor do momento. Deixei que o rapaz vivesse seu momento de glória, fixando no rosto uma máscara descartável, calçando nas mãos um par de luvas de látex e então outro por cima destes.

E foi aí que a segunda coisa me atingiu como um soco no estomago e efetivamente me forçou a sair do meu estado de participação latente. –A primeira pessoa que aparecer aqui com uma toalha, pode se despedir deste emprego. - Eu certamente não era a pessoa mais delicada naquele hospital, talvez por isso imaginava ter sido um tremendo erro me moverem do oculto setor de poções para de fato interagir com os seres viventes. –Daniel, preciso de um frasco de poção Doxyster. – Anunciei, abrindo um dos armários presentes no quarto, tirando a pequena caixa de emergência de seu interior, puxando uma injeção de antidoto básico da mesma.

Obviamente aquilo por si só não resolveria o problema, mas ajudaria enquanto a poção era requisitada do setor de poções. –Enfermeiro Hale, se afaste da paciente, por favor. – Pedi com fria cordialidade, uma ferocidade lupina atravessando as irises castanhas à medida que me aproximava da garota sob a cama. Posicionei o auscultador contra o peito da jovem, concentrando-me brevemente nos sons abafados e razoavelmente crepitantes que emanavam do parênquima naquele momento. Sacudi a cabeça, - Traqueotubo nº __ e laringoscópio, agora. – Pedi, apontando a varinha na direção da garota. – Anapneo. – Agitei brevemente a haste de madeira.

-Sr. Hale, você por acaso auscultou a paciente antes de decidir cobri-la simplesmente com uma toalha úmida?– Indaguei, abaixando a cama e esticando o pescoço da garota, elevando o queixo para que pudesse melhor posicionar a haste férrea do laringoscópio em sua garganta. – Traqueotubo.– O tomei delicadamente, deslizando-o com certa habilidade para dentro da traqueia. –Entrei, reanimador manual. – Pedi, levantando-me em seguida. – Sr. Hale, você acaba de ser promovido ao papel de estagiário. Pode começar a bombear. – Deixei que este assumisse o lugar. Juro que não era a minha intenção deixar que as coisas tomassem aquele rumo, afinal de contas ele era apenas um jovem enfermeiro.

O problema é que ser um jovem enfermeiro pode levar a problemas grandes, ainda mais quando a visão de certas coisas nos assusta um pouco. – Álcool iodado e gaze. – Estiquei a mão, tomando a gaze e em seguida a almotolia, escolhendo um ponto no braço da paciente que tivesse menos pústulas para limpá-lo com certa vivacidade, ali introduzindo a agulha da injeção que guardava no bolso. –Equipo macrogotas, cateter... ringer lactato, infusão lenta. – Pedi em seguida, preparando o braço esquerdo da garota, apertando levemente a tripa de mico como um torniquete, em seguida limpando arduamente o ponto antes de introduzir o mesmo, fixando o cateter na pele com um pedaço de esparadrapo.

-Eu não sei bem qual foi o problema aqui, Sr. Hale. – Comentei, -Se você é novo neste trabalho, ou se o setor de acidentes com animais mágicos te assustou um pouco. – Procurava em meio a caixa de emergência uma poção azulada, enchendo uma nova seringa com esta. Até então, por mais que lhe direcionasse a palavra, não olhava para onde se encontrava. –Mas o que aconteceu aqui nesta sala, enquanto o senhor brincava de médico, poderia ter acabado de um jeito bem desastroso.

Pausei, injetando no fluido uma boa quantidade de essência de Ditamno para ajudar na recuperação da garota. –A próxima vez que um paciente deste jeito chegar nas suas mãos, enfermeiro, faça o favor de ausculta-lo antes de fazer qualquer outra coisa. Estava lutando contra a sua maior aliada, Sr. Hale, uma febre de 38°C, Sr. Hale, não é algo preocupante.– Foquei os olhos no homem, cruzando os braços em seguida. –Uma febre de 38°C é tudo que precisamos neste momento, enquanto os nossos medicamentos não agem e não funcionam.– Inclinei a cabeça para o lado, -Sabe o que a sua toalha molhada faria nesse caso?

- Ela serviria apenas para das as bactérias que ajudaram a fazer essas pústulas a ganhar ainda mais território. Você criaria uma belíssima incubadora, úmida e quentinha... além de escura e com um corpo inteiro como substrato.– Esbocei um sorriso, os olhos faiscando. –Somos um hospital, não uma guerra nas trincheiras. Temos cobertores termorreguladores e, mais importante do que isso, para febres nós temos remédios para usar enquanto ela ainda está baixa.– Não me virei quando a voz de Daniel alcançou as minhas orelhas, anunciando que a poção chegara. – Pode fazer a solução por via IV, lentamente. – Relaxei o corpo.

-Como o senhor gosta de improvisar, Sr. Hale, pode continuar bombeando o oxigênio manualmente até ela acordar. Felizmente hoje é seu dia de sorte, não deve demorar mais do que dez minutos.– Me virei, caminhando em direção a porta, -Me chame no segundo que ela acordar.– Instruí, deixando-o sozinho com uma série de ordens e alguma coisa com o que pensar.



Narrador, -Falas- e doces "Pensamentos" .
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Interagindo com: Liesel Alexis Hesselgren, Henry Hale, Daniel McGuire (NPC).
Notas: Hehe.
Feitiço: Anapneo[dificuldade: 3]; [efeito: +2];
Descrição: Feitiço capaz de desobstruir as vias respiratórias do alvo, sendo ideal contra engasgos.

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Nikolai Weylin
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Re: Quarto 401 - Liesel Alexis Hesselgren

MensagemFinlandia [#191919] por Liesel Alexis Hesselgren » 01 Jun 2019, 23:46

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I wish I could be part of, part of something bigger
rather than pursue this self-obsessive plan


                O levantar dos cílios era um gesto mínimo, mas destacava-se na inércia. O cenário, estático, parecia como retirado de um filme antigo; não havia vento para mover a cortina, copo d’água recém colocado que os pingos produzissem pequenas ondas, ou luzes piscantes. A visão de sono profundo poderia ser exagerada por qualquer dramaturgo, mas produzia efeitos de tensão para todos. Apenas a princesa não estava ciente de seu estado, serena em aparência, num retomar de bela adormecida, ainda que sua condição não fosse das mais confortáveis - ao menos não adentrava o grupo das mais complexas. Sentia, na verdade, o começar de uma dor de cabeça, porque sua consciência era aos poucos restaurada; as ações dos bruxos traziam-na de volta como em um chamado que doía mais do que qualquer outra coisa, e mesmo que seu corpo estivesse fraco demais para fazer qualquer coisa, a parte que acordava sentia a necessidade de pedir por silêncio. Silêncio, descanso, escuro.

                Não se lembrava de desmaiar. Mas é claro que não, oras! Nem ao menos se lembrava das bolhas surgirem, ou de ouvir sua irmã se aproximar. Tivesse acordada, com energia, teria revirado os olhos e pedido a todos os espíritos e a Morrigan para livrá-la de maiores consequências; amava a irmã, como amava poucas pessoas no mundo, mas sabia que Thyra deixaria sua vida um pouco mais difícil no castelo, em relação a saídas para ajudar criaturas mágicas (que eram por si só demasiadamente importantes). Enfim. Não eram essas suas preocupações no momento - agora precisava lidar com algo que a lembrava de sono, enquanto lutava para abrir os olhos. A luz dificultava aquele processo, mas por sorte passou menos tempo desacordada do que poderia ter acontecido caso não a tivessem trazido para um hospital tão competente.

                “Ei…” Murmurou qualquer coisa. Testava a voz, sentindo a garganta doer apenas um pouco. A mágica correndo por suas veias, decorrente de feitiços e poções, traziam-na à normalidade. Sua melhora não exibia a velocidade esperada, talvez por erros passados, ou por uma resistência própria a poções; como princesa da Finlândia, precisou desenvolver certo grau de resistência a envenenamentos, o que tinha suas consequências para o bem e para o mal (inclusive, com substâncias muito utilizadas em remédios). Respirou fundo, mesmo que a cabeça doesse mais com o ‘acordar’ dos médicos, que dividiam-se entre correr por aí para avisar sabe-se lá quem, e demonstrar ainda mais interesse em sua condição a ponto de fazerem perguntas e iniciar pequenos exames. “Quem são vocês e por que eu estou presa numa cama de hospital? E- PERAE, quem me trouxe aqui?” Era… sufoco? Cair de pequenas pedras sobre seus pulmões? Era isso que trazia o aperto no peito, a incapacidade de respirar?

                Tentou. Uma, duas vezes. Inspirar, exalar, inspirar, exalar. “Cadê os medibruxos do palácio? Por que não são eles me tratando? E por que essa dor de cabeça horrível não passa? Não sei qual gororoba terrível vocês me fizeram tomar, mas se tiver qualquer efeito colateral que não seja me deixar melhor…” Sentiu a pele ao redor das narinas repuxar, numa expressão rápida de raiva, mas também medo. Dependendo do que aconteceu, então sua avó sabia do que houve e… bom, ela não podia fazer. Seria seu fim. Pelo menos, o fim da liberdade que tinha no castelo. Ah, não! E se Thyra tivesse chegado tarde demais? Não conseguia se lembrar. Desmaiou antes de chegar no interior do palácio. “Chamem minha irmã! Ela vai sab- Digo, preciso dela aqui, nesse minuto. E preciso saber o que aconteceu comigo. O que fizeram, o que mais precisam fazer e meu deus, por que ninguém tem um maldito espelho? Não tem um objeto com reflexo nessa sala, argh.” Só faltava essa - não se perdoaria nunca se os doxys a tivessem deixado com marcas para sempre, como sabia que poderia acontecer e… certo, ela estava ferrada, não é mesmo?

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Liesel Alexis Hesselgren
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