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Na Zonko's não citamos nenhum dos personagens dos livros ou filmes. Vivemos no mundo mágico, mas nem Harry Potter, Voldemort, Dumbledore, Comensais da Morte e etc. existiram em nosso mundo, com isso você não pode usar nenhum sobrenome dos personagens dos filmes ou livros. O fórum encontra-se nos dias atuais, no ano de 2013 d.c. e as condições climáticas variam de dia para dia e de tópico para tópico, conforme você poderá observar. O nosso período letivo dura oito meses contando com as férias. Nossos adultos recebem por dia de presença e seus tópicos em ON lhe renderão pontos e goldens (nossa moeda). Você nunca poderá interpretar a ação de outro personagem (salvo com autorização), mas poderá interpretar livremente o seu personagem (seja sempre coerente), lembrando que toda ação possui uma reação. A capital do Mundo mágico está localizada em Vaduz, Liechtenstein.

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Der magische Geschmack [Restaurante Sabor Mágico]

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Der magische Geschmack [Restaurante Sabor Mágico]

MensagemLiechtenstein [#182659] por Mestre da CIB » 18 Jan 2018, 01:23

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    A sensação de ter a comida dançando na sua boca não é simplesmente magnífica? Desde a culinária trouxa até as maravilhas da culinária mágica como o prato francês Bouillabaisse, o menu do restaurante Sabor Mágico surpreende mesmo aos paladares mais refinados e críticos. Se vier a Rheintal, não vá embora antes de encantar seu paladar com as melhores especialidades da casa!
Editado pela última vez por Eiríkr Glücksburg em 02 Ago 2019, 19:55, em um total de 3 vezes.
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Re: Der magische Geschmack [Restaurante Sabor Mágico]

MensagemAlemanha [#200018] por Katherina Ayesha Friedrich » 22 Abr 2020, 01:45

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Cause I'd get a thousand hugs from ten thousand lightning bugs.
As they try to teach me how to dance


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Desde o teste dando positivo, a jovem alemã entrou num estado de nervosismo que fariam muitas pessoas se preocuparem, afinal, ela era uma jovem que dali a pouco meses estaria casada, então, uma gravidez não seria um problema. Realmente, não seria. Se não fosse todos os outros fatores que implicavam em sua situação de futura mãe em estado de pânico em vez de alegre e cheio de graça, coisas que não eram de conhecimento das pessoas no geral, mesmo que fossem suas amigas. No caso, ela poderia conversar com Ivan, que obviamente era o pai da criança que ela esperava, assim como estava inserido em toda aquela confusão que era a vida da morena. No entanto, havia um outro porém naquilo tudo, o qual envolvia o próprio russo. Por isso, apesar de confiar no amigo e em meio a sua paranóia, a jovem decidiu não falar diretamente com ele, muito menos com seu irmão que dado ao que parece ser uma desavença, que ela não sabia porque existia, entre ele e o cunhado, acabaria que Ivan seria caçado por um alemão de quase dois metros armado com arco e flecha.

Até agora a ex-romanov tem conseguido disfarçar seu nervosismo, seu medo e acima de tudo os “sintomas” comuns da gravidez. Ela tentava ao máximo manter tudo sobre controle, não apenas para que Ivan não notasse, como também sua avó, que tinha certeza poderia acabar fazer algo. Contudo, manter aquele segredo a deixava ainda mais paranoica, tensa e não era bobeira, era algo completamente notável, até mesmo seus companheiros de trabalho haviam notado. O que fez a morena perceber que precisava realmente conversar com alguém antes que acabasse surtando completamente, mas quem, ela se questionava sempre que a ideia lhe passava pela mente, contudo, logo veio a luz. Havia alguém que conhecia tanto ela quanto Ivan. O problema era encontrar um momento em que pudesse se encontrar com a amiga, afinal, ela ainda estava estudando em Durmstrang, por isso havia um pequeno problema de se encontrarem, talvez por isso que ela já não tinha falado com ela antes. Após muito ponderar, Ayesha decidiu enviar uma carta para Annika, perguntando se havia como conversarem, pois, antes de se formar, a alemã sabia que a francesa fazia estágio no ministério, se ela ainda fizesse poderia marcar em um dia que ela tivesse licença para sair da escola.

Não houve qualquer demora da jovem setimanista, a qual a princesa de Luxemburgo sentia muita falta, em responder a carta e já marcando um encontro entre as duas. O que nos leva até o Der magische Geschmack, um restaurante no distrito mágico, o qual a alemã conhecera em sua viagem para lá nas férias do ano anterior. Havia marcado naquele local, pois a amiga usaria seu horário de almoço do estágio para conversar com ela e matar a saudade que ambas tinham, não havia problema algum da morena almoçar com a mais nova, mesmo que fosse um pouco arriscado dada o enjôo que vinha sentido e que agora sabia o motivo ter. Pensar nisso fez com que a jovem tocasse a barriga levemente.
— Você precisa deixar eu comer para que você possa crescer. — comentou a morena, logo ficando vermelha ao notar o que fazia, estava muito cedo para aquilo! Contudo, antes que ela pudesse entrar em pânico ou morrer de vergonha achando que as pessoas que estavam por perto a encarava, a chegada de Annika fez ela respirar fundo, se erguendo para abraçar a mais nova com carinho. — Estava com saudades e você cresceu, estou em sentindo um pouco velha. — falou divertida, logo indicando para que a amiga se sentasse, logo voltando a ficar nervosa com o comentário dela. — Vamos pedir primeiro, deve estar com fome.

Foi o que fizeram e enquanto esperavam começaram a conversar, colocando o papo em dia como a menina havia dito, contando como estavam a vida, Annika em Durmstrang e Ayesha falando sobre a faculdade, o país até que chegaram ao ponto do casamento que se daria a pouco meses. Foi com a bronca da francesa que a jovem ex-romanov notou o quanto ela e Ivan não haviam decidido nada em relação a aquele evento. Padrinhos e madrinhas? Não tinham pensado nisso. Votos? Muito menos. Havia tanta coisa sem ser o casamento acontecendo na vida dos dois, as responsabilidades que haviam esquecido aquele detalhe, afinal, com a mãe dele organizando juntos com Adrika e a mãe de Jessamine, que ela mesma nem se preocupou, talvez nem tenha caído a ficha em sua mente que aquilo iria acontecer de verdade. Ainda havia sua residência. Eram tantas coisas! E agora uma criança? Foi nesse momento que o pânico voltou a mente da alemã, nem havia se casado e já esperava um filho, não havia organizado coisas tão simples do casamento e já estava grávida. Seu nervosismo não passou despercebido por sua amiga, que logo segurou sua mão, conversando com ela, tentando acalmá-la, tentando mesmo, pois achou que a novidade que a princesa tinha para contar a tiraria daquele estado de nervosismo. Só que não foi bem assim. — Minha novidade… Bem, acho que...ela me deixa mais ansiosa — comentou a jovem de modo sincero, o que fez Aingremont ficasse ainda mais curiosa, ou pelo menos pareceu aos olhos da alemã.

— Acho que pulei algumas etapas do casamento, Nika. — comentou a morena, respirando fundo, tentando se acalmar, algo que naquelas circunstâncias era quase impossível, sua mente não parava por um segundo de criar paranoias em cima de paranoias. Quase lhe arrancando todo o fôlego que possuia em seus pulmões. — Eu não sei como dizer isso sem ser direta, mas... — Ayesha mordeu o lábio levemente sentindo os olhos arderem, ela não era de chorar facilmente, pelo menos não em público, seria os hormônios? Provável, mas ela não se importava com isso, estava envergonhada por ficar daquele jeito e ainda estava assustando a amiga. — Eu… estou grávida, Nika… Eu realmente pulei muitas etapas… e tem o casamento.. eu não pensei em nada… E agora estou grávida. — falou a ex-romanov, agora não conseguindo aguentar e chorando, deixando a francesa confusa e talvez as pessoas em volta, o que a apenas deixava mais envergonhada e frustrada, mas mesmo assim havia uma alegria no fundo de si com aquilo. Ela seria mãe, não sabia nem por onde começar, no entanto, seria mãe!


WEARING Algo assim;| MUSIC • Fireflies — Owl City
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TAGGED • Alphonse Derek Friedrich; Adrika Harriet Friedrich (NPC); Ivan Shuisky;| WITH • Annika Aingremont;| NOTES • Isso se passa antes do aniversário do Ivan, um mês antes. Ayesha estava com um mês de gravidez. Apenas arrumando as coisas e interagindo com a Nika;
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Re: Der magische Geschmack [Restaurante Sabor Mágico]

MensagemFranca [#200630] por Annika Aingremont » 30 Abr 2020, 20:36

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      Eu estou ficando velha. EU ESTOU FICANDO VELHA! SOCORRO.


Todos os dias eu me perguntava, logo pela manhã, como foi que a minha vida perfeita se tornou um terrível pesadelo? Eu tinha tudo até um tempo atrás e agora estou sozinha em Durmstrang, sem minha melhor amiga, sem meu gato, sem meu namorado e até mesmo sem o meu melhor amigo mais implicante da história. A única coisa que ainda me fazia ter um pouco de alegria era o meu bem polido broche de monitora chefe que reluzia em minhas vestes impecáveis e o meu rabo de cavalo – que voltei a adotar – imponente que faz com que aquele pivetes enjoados sentiam arrepios só de ver através das sombras dos archotes nos corredores. É por isso que eu estava me dedicando também no meu cargo de assistente no Ministério conseguido com muito carinho pelo meu pai.

Todos sabem que Robert é um grande exemplo na minha vida, ainda que tenha me dado dois meios-irmãos remelentos, e que eu sempre demonstrei que seguiria seus passos na advocacia. Isto é, seguiria em partes, tendo em vista que eu jamais tinha qualquer pretensão de trabalhar com trouxas. Eu queria ser juíza da suprema corte e decerto levaria um tempo até isso acontecer. O fato é que com esse emprego eu conseguia juntar algum trocado para poder ir morar na Irlanda assim que me formasse, pagando meu próprio aluguel e tendo uma vida independente, e de brinde, eu ainda tinha algumas horas longe do instituto russo.

A minha semana ganhou um significado todo especial quando Ayesha me enviou uma carta dizendo que estaria no Distrito Mágico na próxima semana e se haveria possibilidade de nos encontrarmos em minha hora de almoço. Eu jamais pestanejaria! É claro que eu tenho tempo. Ayesha é a melhor amiga que eu tenho nessa vida e não estar ao seu lado vendo todos os preparativos de seu casamento, ajudando no que fosse preciso acabava comigo. Mais ainda, a ajudando a lidar com todas as tensões desse momento fazendo noites de garotas em que eu costumava falar bem mais besteiras que ela, mas a fazia rir. Somos duas pessoas muito diferentes, isso é inegável, só que a sintonia que há entre nós é capaz de vencer qualquer barreira e basta que ela me olhe para eu me acalmar ou ver que o mundo é repleto de possibilidades.



Dado o dia, era impossível conter minha ansiedade. Não sei ao certo dizer se as horas estavam passando devagar ou se eu quem estava realizando as tarefas de forma mais ágil que o normal. Já havia terminado todo o serviço solicitado pela manhã, conferido as reuniões da minha chefe e até mesmo retomado alguns processos antigos para verificar a situação. Quando finalmente o relógio cuco de parede indicou doze horas e o maldito passarinho cor de rosa gritou “almoço, almoço, vamos embora!” eu cogitei até agradece-lo, ainda que o odiasse. Coloquei meu sobretudo mocha por cima dos ombros, passei as mãos por cima do meu vestido branco para arrumá-lo e tomei a minha carteira de mãos, pronta para encontrar Aye no restaurante a dois quarteirões do escritório.

Assim que cheguei ao local não foi difícil encontrar a minha morena favorita. Caminhei até exibindo meu melhor sorriso e já abrindo os braços para envolve-la com carinho em um abraço apertado. – Quanta saudade que eu sinto de você, rainha do mundo todo! – Dei uma risada ao ouvir seu comentário. – Deixa de ser boba, você é só duas primaveras mais velha que eu e sempre pareceu mais jovem! Agora me conta tudo porque estou an-si-o-sís-si-ma para tooodos os detalhes!

Pedi uma breve salada para saborear enquanto Aye me falava sobre vários acontecimentos, alguns que eu estava por dentro, outras sobre os preparativos. Eu nunca me conformaria com o fato dela nunca ter pensado em nada sobre casamentos antes! Não é só pelo fato dela ser uma princesa de verdade e poder ter a festa de casamento dos sonhos, mas por tudo que envolve isso. Antes mesmo de namorar o Fred eu já sabia exatamente tudo o que queria. Tenho o meu vestido já desenhado – pelo menos um rascunho, já que pretendo ter dinheiro para pagar um estilista renomado para fazê-lo -, quais arranjos de flores eu quero, a paleta de cores das mesas dos convidados e da principal, a trilha sonora de cada entrada... São detalhes que fazem toda a diferença. A despreocupação de Aye não me surpreendida, só que me deixava ainda mais aflita. Ainda sim, eu sorria com delicadeza para ela e peguei em sua mão dizendo que daria tudo certo. Confiava no bom gosto de Adrika e sabia que não teria noiva mais linda em toda a realeza.

Contei um pouco sobre meus planos futuros já que a formatura se aproximava a cada dia e a minha briga com meu pai e a madrasta por conta dos gêmeos. Sabia que aquilo era um grande egoísmo da minha parte, a decisão de ser filha única não era mim e sim de Robert, agora casado com Nix, e de Elizabeth, embora esta tenha deixado bem claro que não queira mais se relacionar com ninguém na vida. Aye, sempre doce, me fazia enxergar as coisas através de outras perspectivas, tentando me mostrar o lado bom nisso tudo. Foi então que percebi que havia um nervosismo a mais na sua fala. – Ok, agora vamos ao que interessa... Qual a novidade que você tem para me contar?

- Algumas etapas? Bom, você pulou várias! Aliás, por você, tenho certeza que trocaria alianças de coco na beira de um lago, com poucas pessoas e um vestido casual e pronto. Felizes para sempre! Para quê pensar em qualquer outra coisa? – Tentei falar brincando, mas percebi que não era esse o tom da conversa. O “pular etapas” não era nada sobre festa ou procedimentos. Inclinei um pouco minha cabeça e olhei para ela com o canto dos olhos. – Você está me deixando nervosa, fala logo, Ayesha. – Eu nunca falava seu nome completo, só que a situação estava exigindo isso. Ela sabia como eu era nervosa e toda aquela enrolação não era muito minha praia.

E então ela pronunciou a frase que eu não esperava ouvir nem tão cedo nessa vida. “Eu estou grávida.” O ar simplesmente escapuliu dos meus pulmões como um gritinho e eu levei a mão à boca com o guardanapo muito discretamente, fingindo apenas que eu havia me engasgado. A tosse que veio a seguir não foi fingimento e eu precisei de alguns goles de água para me recompor. – Espera – movimentei a mão para ela aguardar e terminei de virar a taça de água. Em seguida, limpei meus lábios outra vez e pisquei os olhos outras várias para que conseguisse processar aquilo tudo. – Como? – Essa era a pergunta mais estúpida do mundo. – Desculpa, eu sei como, mas eu quero dizer como de outra forma. – Eu tinha pavor de bebês. Embora tivesse toda a certeza que há no universo que Ayesha seria a mãe mais doce, sábia, gentil, incrível, presente, companheira, amiga e perfeita de todas, não imaginava que seria tão cedo. E tendo em vista o pavor estampado em seus olhos, ela também não estava planejando. As lágrimas dela me apavoraram e eu logo tratei de pegar em suas mãos e mudar de lugar, para sentar ao seu lado e não deixar que aquele aguaceiro estragasse sua maquiagem. – Opa, opa. Respira fundo... Devagar. Não há motivo para lágrimas. A não ser que sejam de alegria. Você não está sozinha, eu estou aqui.

Certo. Como acalmar a minha melhor amiga que, às vésperas de um casamento real, estava grávida? Se o vestido era uma preocupação, já tinha evaporado da minha mente. – Agora olha pra mim... – eu sabia falar de forma muito sutil quando necessário. Todas as minhas aulas de teatro ajudaram a aprender a canalizar as energias. – Primeiro de tudo. Eu posso ao menos te dizer um “parabéns”? – Fiz uma careta, mas a abracei com carinho assim que consentiu. – Ok. Agora a segunda parte. Pela sua reação, não foi planejado, certo? Isso quer dizer que as coisas estão mais do que bem com Ivan, quem diria. – Não era o momento para zoar o meu melhor amigo, mas era mais forte que eu. E tentar fazê-la rir um pouco também podia ajudar. – Alguém mais sabe disso? Como você está? Assim, de saúde? Está bem? Precisa de alguma ajuda, tem algo que eu possa fazer? E o Ivan? Como reagiu? Não estou te ajudando com tantas perguntas, né? Você me pegou de surpresa! É uma surpresa boa, mas uma surpresona! – Agora o sorriso que eu abri era cem por cento feliz. Não sendo uma criança dos meus pais, é claro que tinha que ser algo bom. “Tia Annika” é melhor que “irmã Annika”.



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      • Citados: Ayesha maravilhosa, Ivan mala, Fearadhach amorzinho, Liz Osborn e Robert Aingremont. •
      • Considerações: Annika metralhadora de palavras. Nota zero em acalmar as pessoas. Pelo menos ela não gritou alto no meio do restaurante. •
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Re: Der magische Geschmack [Restaurante Sabor Mágico]

MensagemInglaterra [#206064] por Élise Park » 02 Ago 2020, 19:26

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01. I'll Promise You

Élise não se considerava alguém romântica ou extremamente incrível quando o assunto era sentimentos. Na verdade, a maioria das pessoas que a conhecia a primeira vista ou de longe a achava uma não tão pequena pedra de gelo. Mais especificamente, quase um metro e oitenta de indiferença, de sorrisos de lado como um breve deboche das pessoas que falavam alguma grande besteira e que parecia incorporar perfeitamente uma postura que variava entre profissional e sarcástica, ou como a de irmã responsável e rígida com a educação. Mesmo assim, existia uma pequena pessoinha em sua vida que sempre a fazia abrir um pequeno e divertido sorriso e tornar-se um pouco melhor.

Uma garota que irradiava luz e calor, tão quente quanto o Sol, e que possuía uma personalidade muito — completamente — mais espontânea que a jovem calculista Park. Uma mulher inteligente, mesmo que desastrada e com piadas de gosto ainda mais questionável que as suas. Charlotte Lovelace, uma adorável escocesa conhecida pelo mesmo sobrenome de uma das mais brilhantes mulheres que já caminhara pela terra, era a primeira pessoa a quem Élise realmente se apegara. No começo, o que parecia como uma brincadeira divertida para noitadas regadas em bebida e em festinhas com outras mulheres e com homens, repentinamente se tornava algo mais sério.

Lembrava-se como se fosse ontem de seu primeiro reencontro com a ex lufana. Como não reconheceria um belo sorriso de uma garota tão novinha e que agora se tornara um belo de um mulherão? Élise abriu ela mesma um pequeno sorriso ao ver sua namorada sentada na mesa reservada para elas naquela noite. Élise, é claro, estava atrasada após se prender em mais alguns compromissos de seu trabalho antes de entrar de férias, aproveitando a mesma data que marcava o recesso escolar. Sabia que os pais de Lilly buscariam Nathan em seu lugar, porque aquela primeira noite seria especial para reencontrar a mais nova.

Obrigada por esperar. — comentou baixinho ao depositar um beijo sobre os lábios da mais nova, demorando-se um pouco a mais para encaixar a mão no rosto dela, num carinho rápido. — Como foi o retorno? As crianças deram muito trabalho? — olhou-a com maior tranquilidade e atenção, indicando com a mão para chamar o garçom. Colocou sua bolsa na cadeira ao lado da sua. Élise deixo que Charlie escolhesse o que queria, sem se importar em quanto tempo aquilo demoraria, pedindo um vinho que combinasse perfeitamente com o prato escolhido, ela própria também escolhendo um pedido que combinasse.

Parecia com um jantar comum de reencontro. Inicialmente, era bem menos caloroso do que a viagem ao mundo que o casal aproveitara como comemoração pela contratação de medibruxa em Beauxbatons. Mesmo assim, talvez fosse pela dificuldade de Élise de demonstrar o quanto aquele momento era importante sem ser pelo leve brilho em seu olhar ou a maneira discreta com a qual deixava as unhas batucarem contra a mesa com maior constância do que o de costume.

Ao menos até o garçom trazer um estranho prato que parecia estar fora do solicitado para as duas mulheres, colocando-o a frente de Charlotte. Seria aquilo alguma piada sem graça? Por que um omelete com o desenho de algo que parecia ser um Pikachu estava na frente de Charlotte? Élise olhou para o prato e então para o garçom, como se estranhasse aquilo, levantando-se com mais tranquilidade.

Isso é ridículo. Vou perguntar o que houve e já volto. — avisou ao se levantar, sabendo exatamente o que se seguiria. Assim que a mão da menor tocou seu braço, Élise virou-se na direção de Charlie, erguendo a pequena caixinha escondida em sua mão ao abaixar seu corpo para ajoelhar-se diante da namorada, com um pequeno sorriso de cumplicidade ao exibir a embalagem que muito parecia uma pokébola, muito mais pela piada em si do que pelo gosto pelo desenho. Pressionou o botão à frente da caixinha para que ela se abrisse e revelasse uma delicada aliança de ouro rosé

Não havia nenhuma decisão que Élise tomava que não fosse extremamente bem pensada e calculada. Sabia que Charlotte a amava e também sabia que sentia o mesmo, desejando passar o máximo de tempo perto da jovem que possuía o mais belo sorriso conhecido pela Park. Se não sabia ser romântica, podia muito bem utilizar um pouco de graça do nível que sabia que Charlie gostaria para tornar o momento um pouco mais especial. E o que podia ser mais hilário do que cantadas com cultura popular trouxa? Independente do quão constrangedor e ridículo aquilo fosse, Élise era mesmo ótima em manter a expressão séria. Esperava ao menos conseguir surpreender positivamente sua namorada com aquela cantada horrível antes do pedido.

Já tentei Potion e até Full Restore, mas minha vida só fica completa com você, Charlie. Quer casar comigo?

Off: Post bem merda, mas não vou mais enrolar. u_u
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Re: Der magische Geschmack [Restaurante Sabor Mágico]

MensagemEscocia [#206202] por Charlotte Lovelace » 06 Ago 2020, 01:28

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xxx i do
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parte um


Poder ocupar cargo de medibruxa em uma das principais e mais prestigiadas instituições de ensino bruxo do mundo, com tão pouca idade ainda, era uma oportunidade e um privilegio único. Por isso mesmo, quando surgiu a oportunidade, Charlie não podia simplesmente negar. Ainda bem sua namorada era a mais incrível de todas, sempre torcendo e dando apoio para que a escocesa crescesse. Ás vezes Charlie tinha a sensação de que El acreditava mais nela do que ela mesma. Talvez o casal apenas não esperava que um relacionamento a distancia fosse tão difícil.

Essa já deve ser a quarta ou quinta forma que o relacionamento das duas tomava. Desde uma relação casual de veterana e caloura ainda nos tempos de Hogwarts – a veterana favorita de Charlie, devo dizer – até mesmo simples ficantes para depois evoluírem a um namoro aberto e, por fim, monogâmico. Definitivamente, o relacionamento a distancia era o mais difícil deles. Mesmo que ainda se encontrassem em alguns fins de semana em Paris, não era sempre que a namorada podia viajar para lhe ver ou que a medibruxa podia deixar a escola. Por isso, aquele recesso de fim de ano lhe era tão esperado.

Charlie não tinha muitos dias até precisar voltar para a escola. Ainda assim, havia conseguido combinar suas férias com a da namorada e estava ansiosa para encontra-la. Quando não a encontrou na plataforma, porém, estranhou. Já de volta ao mundo trouxa, podia agora ligar para Élise enquanto passava em casa para deixar sua bagagem. - Por que será que não estou surpresa? – Perguntou rindo ao escutar a mais velha lhe dizer que ainda estava no trabalho. Conhecia muito bem a namorada que tinha e sabia de seu perfil workholic. Era adorável. Admirava tanto a mulher focada e empoderada que era. - Nós encontramos lá – Concordou antes de desligar.

No restaurante, foi a primeira a chegar. Aparentemente, Elise havia feito uma reserva em seu nome e já havia uma mesa perfeita esperando por elas. Élise era sempre quem pensava em todos os detalhes tão perfeitamente. Até mesmo um simples jantar, como acreditava, parecia uma data especial com todo o capricho da namorada. Já Charlie seria cabeça avoada demais para pensar nisso. Acomodou-se e, não muito tempo depois, abriu um sorriso ao ver sua Élise chegar. Sorriu mais uma vez ao receber o selinho da namorada, sentindo suas bochechas coradas mesmo com aquele gesto rotineiro. - Um pouco – Respondeu quanto as crianças - Acredita que alguém perdeu o sapo em uma das carruagens? – Contou rindo da situação. - Foi muito engraçado. – Era tão bom fofocar sobre os casos que aconteciam na escola com Elise e rir com mais liberdade. Charlie descobria naquele ano que adorava trabalhar com jovens e adolescentes. Era muito mais animado do que no Ministério. Apenas lhe dava mais certeza ainda que seu lugar era em uma escola, ensinando aquelas crianças. Mal podia esperar para poder ser professora. - E você, amor? Como tem sido no trabalho? – Perguntou um pouco preocupada. Sabia como a mais velha se estressava particularmente nos dias anteriores a suas férias.

Élise, porém, parecia um pouco ansiosa. Ainda bem Charlie era desligada demais para perceber que alguma coisa de especial estava para acontecer. Porém, mesmo a escocesa estranharia se, no lugar de seu pedido, o garçom lhe servisse uma omelete com o formato de Pikachu. Uma interrogação se formou no rosto da medibruxa, sem entender nada. - Ué... não foi isso que eu pedi. – Comentou baixinho, mais para si mesma do que para Elise. Nem mesmo sabia que aquele restaurante servia esse tipo de prato. Mordeu o lábio imaginando que talvez fosse melhor não reclamar. Gostava de omeletes. Analisava o prato a procura de qualquer sinal sobre se havia ou não carne ali, mas antes que pudesse dizer alguma coisa, percebeu a namorada bastante irritada. - Deixa pra lá. Eu gosto de omeletes. E esse parece o Pikachu, sabe? Até que é fofi... – Antes mesmo que pudesse completar sua frase, Élise levantou-se tranquilamente atrás do garçom. - Él – Chamou. Não tinha necessidade daquilo. Não queria criar caso, muito menos queria ver a namorada envolvida em alguma discussão exagerada só por causa de um prato errado. Levantou-se da mesa e foi atrás da maior, segurando-a pelo pulso.

Foi quando seu queixo caiu. No momento em que segurou o pulso da namorada, Élise se colocou de joelhos e tirou uma caixinha. Não uma caixinha qualquer, uma pokebola. Não, não havia um pokemon ali dentro. Se tivesse um talvez Charlie não ficaria tão impressionada ou surpresa. Elise estava lhe pedindo em casamento! Charlie na mesma hora levou as mãos ao rosto e ficou ali olhando pasma. Foram alguns segundos travada antes de finalmente...

- AAAAAAAAAAAAH CLARO CLARO – Os berros de felicidade chamavam a atenção do restaurante inteiro para o que estava acontecendo. Charlie havia conseguido recobrar suas palavras, porém ainda tinha dificuldade para fazer sentido. Pulava algumas vezes no mesmo lugar e continuava a expressar-se em alguns gritinhos finos. - É claro que eu caso! – Charlie se jogou no chão e caiu em cima da namorada, abraçando-a ali mesmo - Eu caso hoje, amanhã, todo dia contigo – Charlie tinha lagrimas no olhos e a voz chorosa de alegria. Não conseguia acreditar no que estava acontecendo ali. Élise Park estava lhe pedindo em casamento? Serio? Ela mesma? Estava tão eufórica que nem lembrou-se da aliança, embora estivesse toda derretida com a forma que o pedido foi feito - Eu não entendi nada do que você falou, mas eu também escolho você. Eu também não vivo sem você, meu amor – Não era sempre que Elise fazia demonstrações publicas como aquela, mas Charlie não se importava nenhum um pouco em tomar os lábios da namorada, agora noiva, ali mesmo ajoelhadas no chão onde estavam. Elise agora seria sua esposa. Charlie seria esposa de alguém. Não qualquer alguém, mas de Elise Park; a mulher mais deslumbrante que já havia pisado naquele mundo. Era a mulher mais sortuda.


x Com: Elise Park
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x Look: Prontinha pra jantar com a morena x
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Re: Der magische Geschmack [Restaurante Sabor Mágico]

MensagemRomenia [#209766] por William Fenris » 27 Dez 2020, 17:15

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Here is that rainbow I've been praying for.
Parte I


A verdade era que poucas vezes tinha pensado na possibilidade de o mundo ser algo diferente do que era, digo, como poderia aceitar que fiquei sozinho todo esse tempo enquanto tinha uma família inteira esperando por mim? Deveria sentir raiva, o contexto geral pedia isso, que me contrariasse e buscasse um motivo para odia-los e jogar na cara de todos os momentos de solidão que vivi, mas esse não seria eu. Jamais seria. Guardar esse tipo de rancor não era algo que eu faria, na verdade via isso tudo com esperança de que mais alguém pudesse me ajudar a entender esse mundo de onde eu tinha vindo.

Por isso aguardava ansiosamente fora da sala do meu ex-colega de time, os olhos acompanhando o subir e descer do corredor, até que por fim o visse caminhando em direção à sala. Se eu havia me situado bem, ele deveria estar saindo para o almoço agora, não o iria atrapalhar. - Osamu? - Me levantei assim que ele me viu, - Eu... faz tempo que não te vejo e... eu realmente preciso falar com você, Hideki. - Pedi, quase implorando na realidade. - Eu... te pago o almoço, se quiser. Eu só... você sabe porquê eu vim, não é?

Aceitei a mão ofertada, mesmo com toda ansiedade. Uma das coisas que não parava de passar pela minha cabeça era justamente essa, tinham de ser médicos não é? Entre tudo na vida, eles tinham de ser médicos. O acompanhei para dentro, assentindo um pouco em silêncio. -Eu... queria me desculpar já, devia ter avisado mas... eu realmente tive medo de você não... - Responder? Não culparia o japonês, em mais de uma ocasião eu tinha enfiado a mão na cara dele. - Então, alguma sugestão de onde...? - A pergunta me veio mais quieta, ansiedade borbulhando em meu peito. Talvez isso fosse um erro, não é? O que eu estava realmente fazendo aqui?

Sacudi a cabeça negativamente em resposta, - Não profissionalmente. Não negaria um convite pra jogar também, mas... não. Estou lecionando mesmo. - Respondi, mentalmente o agradecendo por me tirar um pouco daquela inquietante ansiedade, deixando que meus olhos se demorassem na paisagem que se desenrolava além do hospital. Aquela cidade era bonita e não nego que o bairro também, apesar do hospital e tudo minimamente relacionado a medicina.

- Não... sigo na Romênia. Essa história de cidades grandes não combinam perfeitamente bem com meu estilo de vida. - Ou pelo menos não com o estilo do lobo, digo, pense no estrago que poderia ser feito se simplesmente perdesse o controle durante a lua? Não. Estava feliz com a Villa no meio do mato, escondida de olhos curiosos. Me acomodei em um banco assim que possível, agradecendo o menu ao garçom.

- Não... Não é uma consulta. - Afirmei, achando batat-frita no menu e parando por aí. Fritas e frango, era perfeito e não precisava de mais nada. - Eu vi a inauguração do hospital no jornal, sabe? Vi você e Nikolai e... eu não estou louco, estou Hideki? Eu... Não cheguei nesse fundo do poço ainda, certo? Esse cara realmente existe, não é? - Não conseguia me conter, tinha ido ali para aquilo. -Eu preciso conhecê-lo, Hideki... por favor... – E apesar de tudo, conseguia entender perfeitamente bem onde estávamos chegando ali. – Eu... sei. Por isso eu preciso que você me ajude a fazer isso acontecer. Seria estranho demais se eu... simplesmente aparecesse assim na frente dele – Me inclinei um pouco mais pra frente, expectativa obvia no olhar, - Além disso, aparentemente isso seria muito estranho...

-Muito estranho mesmo se eu continuasse no hospital. – Fora que simplesmente pensar nos médicos me fazia... enfim, tomei um gole do suco assim que o mesmo chegou. Assenti um pouco, relaxando levemente contra a cadeira. – Eu não tenho nenhum lugar pra ir nos próximos dias. Vim atualizar o registro e... – Bem, o hospital era perto, era quase que parte do destino isso, não era? Ou algo próximo. –Eu posso ficar alguns dias, eu realmente... preciso falar com ele... – Pausei, observando o japonês durante alguns segundos. – Você... sabia então? Ou soube depois? Na verdade isso explica muito as coisas que... aconteceram no Montrose. Céus, eu tenho... alguns socos que preciso me desculpar por ter dado, Osamu eu realmente...


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William Fenris
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Re: Der magische Geschmack [Restaurante Sabor Mágico]

MensagemJapao [#209772] por Hideki Osamu » 27 Dez 2020, 20:26

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- Parte I -



    Nik me aguardava, foi justamente assim que havia recebido o "recado" de uma das enfermeiras enquanto terminava as visitas daquela manhã ha alguns pacientes que tinham dado entrada na urgência na noite anterior, mas fora aquelas poucas palavras nenhuma outra explicação sobre os motivos dele estar ali aquela hora fazia algum sentido.

    Confesso que nos minutos seguintes, finalizando as fichas e alterando algumas dosagens de medicações para aquela tarde, havia imaginado se alguma de nossos filhos teria se machucado ou algo parecido e por isso ele me "aguardava" em minha sala, ou quem sabe ele mesmo tivesse passando mal.
    Nada tão bom me vinha a mente, nem mesmo um simples aguardar para almoçar juntos, afinal de contas era sua folga e se fosse o caso de um almoço ele teria ligado e não simplesmente aparecido.
    Porém toda a preocupação de antes desapareceu no segundo em que meus olhos pousaram sobre a figura sentada próxima ao consultório, não era ele!
    Podia enganar as enfermeiras e outras pessoas que conviviam com Nik apenas o mínimo necessário da rotina de trabalho, mas aquele corte de cabelo, aquelas roupas, o jeito de sentar, os olhos assustados. Definitivamente nada daquilo fazia parte da pessoa com a qual convivia a tantos anos, mesmo que ambos se parecessem tanto fisicamente.

    A angústia de que uma das crianças estivesse passando mal deu lugar a outro tipo de sentimento muito mais complexo que por breves segundos fez meu estômago revirar conforme me aproximava da figura tão idêntica a Nik. - Fenris! Quanto tempo.- Estendi a mão para cumprimentá-lo. - Bem... Acho que podemos almoçar é melhor. Me deixe só pegar algumas coisas.- Abri a porta acenando para que ele entrasse no consultório e logo em seguida fechando a porta para então retirar o jaleco de forma apressada e deixar as pastas que trazia em mãos sobre a mesa. - Vamos, acho melhor essa conversa não ser aqui no hospital.- Pretendia levá-lo para longe, até porque se uma enfermeira do próprio hospital poderia confundi-los, quem mais não poderia? E o que mais poderia acontecer caso alguém escutasse que aquela pessoa não era realmente Nikolai? Além do mais não sabia ao certo se sabia o porquê ele estava ali, embora todos esses anos sem nenhum tipo de contato não me sobrava muitos motivos em mente.

    - Tem um restaurante a algumas quadras, na verdade tem muitos por aqui. - Respondi sem manter contato visual com o outro, precisava pensar em como conduzir aquela conversa e teria alguns minutos até chegarmos a um local adequado para isso.
    - Então... Ainda joga?- Abri novamente a porta dando passagem pro outro, esboçando um meio sorriso o mais calmo que conseguia deixando que passasse e enfim pudéssemos sair dali em direção a qualquer restaurante mais próximo.

    Por ser uma área hospitalar e bem movimentada havia muitos bates, lanchonetes, restaurantes entre outros comércios nas ruas próximas e em uma curta caminhada estávamos em um desses restaurantes locais. - Bom, você não está morando por aqui, está?- Enfim, tentava alcançar agora o motivo daquele encontro e principalmente o assunto a ser tratado, observando o ex colega por cima do cardápio que tinha em minhas próprias mãos já sabendo o que pediria.- Não me procurou pra uma consulta, não é? Se não creio que não teria oferecido almoçar e sim dado entrada no hospital normalmente.- Fechei o cardápio sobre a mesa aguardando que Will terminasse de ler o seu para então poder chamar um dos garçons.

    Romênia, não havia mudado tanto desde a época em que havíamos jogado juntos afinal, pelo visto Will parecia ter um estilo de vida pacato sem grandes mudanças, até mesmo continuava lecionando, bem diferente do que eu mesmo havia vivido desde nosso último encontro em uma daquelas festas ou no treino em que comuniquei meu desligamento do time. - Para morar, também não é minha primeira escolha, não mais. Porém não posso ficar tão longe assim.- Afinal precisava trabalhar e bem, tinha as crianças, ter acesso rápido a cidade grande e bons hospitais são preocupações básicas quando se torna pai não é?

    Um gesto com a mão e não demorou para que um dos garçons aparecesse para anotar os pedidos, porém antes mesmo que esse chegasse até a mesa a chuva de questionamentos de Will me fez congelar por breves segundos. Deveria estar ali sozinho com ele? Deveria falar sobre Nik? - Não, não está louco, não ainda.- Encarei o rapaz tão idêntico quanto Nikolai e por anos, mesmo sabendo de sua existência e convivido com ele muito antes de conhecer o próprio Nikolai, aquela semelhança era assustadora assim como a semelhança de nossos filhos e em como os três pareciam também com Will.

    Bem, seria muita coisa para contar, definitivamente não cabia a mim fazer isso, mas também não podia deixa-lo naquela agonia explícita que podia ler em seu rosto.

    Tomei fôlego novamente em meio a um suspiro cansado, pronto para começar explicar algo mesmo que não soubesse exatamente por onde começar quando a figura do garçom surgira.- Er... - Pigarreando de volta dos devaneios. - Uma porção de peixe grelhado, arroz e salada.- Tomado os dois pedidos o homem se retirou e então voltei a encarar Will estudando sua fisionomia. - Somos casados a... Alguns anos.- Tinha em mente que se falasse os anos exatos o próprio William chegaria aos cálculos que também era a mesma época em que saí do Montrose ou muito próximo a isto e de certa forma poderia ter lhe contato sobre Nik antes. - Já adianto que se quiser me perguntar o porquê, sinto que irei lhe frustrar, infelizmente não tenho direito de ter essa conversa sozinho com você, desculpa Will.- Outro suspiro me deixou os lábios, desviando por fim os olhos pra janela grande de vidro que dava uma visão aberta da rua e dos carros e pessoas que passavam do lado de fora. - Sabe, tem coisas que nunca perguntei também então mesmo que eu quisesse não saberia te responder, acho que somente ele poderia... - Sentia a frustração no ar, talvez pela expressão no rosto de William ou pela própria falta de respostas de minha parte.- Você pode ficar na cidade por uma noite? Preciso falar com ele. Bem... temos alguns dias antes da lua não é?- Nunca havia tido uma conversa com Will sobre ele ser lobisomen, MAS Nikolai era e ele mesmo havia afirmado que Will também, assim como os meninos seriam.

    De certa forma sentia que quem mais devia pedir alguma desculpa ali naquele momento era eu e não o romeno, o desespero e confusão no rosto dele fazia com que o peso sobre meus ombros aumentasse absurdamente a cada minuto. - Então, isso vai soar bem estranho.- Tentava manter o tom da conversa de forma amena enquanto partia o peixe no prato entregue pelo garçom. Como explicar que havia conhecido Will primeiro e saido com Nik e achar que eram a mesma pessoa e cogitar que Will fosse louco por agir com duas personalidades até descobrir a verdade? No mínimo insinuaria que o achava louco e pela situação ali não seria correto expor isso. - Pensei que fossem a mesma pessoa, quando descobri a verdade coincidiu com outros problemas pessoais que me fizeram afastar do Montrose na época...- Levei uma garfada na boca rindo com o comentário do outro. - Ah, quanto aos socos acho que mereci boa parte deles, tem muita coisa que meu eu de agora gostaria que meu eu passado soubesse... Sabe... De certa forma acho que ele estava te esperando todo esse tempo.- Encarei novamente o ex colega por alguns segundos antes de voltar minha atenção ao prato servindo um pouco da salada. - Ele nunca saiu do hospital, em anos. Quando aceitou a vaga que tem hoje, imaginei que fosse muito exposição e em algum momento alguém veria.-

    Havia uma entonação naquela palavra, afinal de contas não seria apenas Will vê-lo. Além de alunos, pessoas que conheciam William do próprio time de quadribol e acima de tudo as pessoas que Nikolai evitava tocar no assunto com detalhes. - Bom, pelo menos o primeiro foi você.- Um sorriso transpassou meu rosto novamente. Pelo menos, mas isso seria bom afinal? Agora tínhamos muita coisa envolvida, uma família, crianças, tudo que no começo se quer passava pela minha cabeça e agora sentia que não teria mais controle. Que uma vez aberta aquela porta não seria possível prever o que viria a seguir.

    - Will... Você... Se ele concordar com isso... Posso mesmo confiar em você?- Precisava encará-lo durante aquela resposta, precisava ver se havia alguma intensão maldosa por trás da vontade de William de conhecer Nikolai. Estreitei os olhos ainda mais, praticamente fechando-os em direção ao homem a minha frente, enrugando o centro das sobrancelhas e me debruçando levemente sobre a mesa. Afinal de contas, ele parecia depender de mim para chegar a seu alvo e se desconfiasse o mínimo que fosse de suas intenções não mediria esforços em sair do hospital, levar Nikolai e nossos filhos para o outro lado do mundo e escondê-los onde Will jamais chegaria perto novamente, ou quem quer que estivesse com ele e por mais errado que estivesse naquela situação escondendo tudo por anos e soubesse que o único a fazer perguntas ali seria William, iria jogá-lo contra a parede. Precisava pressioná-lo.

    - Eu não posso exigir nada de você, eu sei, mas preciso que jure antes que te leve até eles.-



Interagindo: William Fenris.
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Hideki Osamu
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Kim Jaejoong
 
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