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Lava Nightclub - (Cardiff/País de Gales)

Lava Nightclub - (Cardiff/País de Gales)

MensagemReino Unido [#190876] por Vance Lewis » 05 Mai 2019, 16:21

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Re: Lava Nightclub - (Vale of Glamorgan/País de Gales)

MensagemReino Unido [#190914] por Vance Lewis » 06 Mai 2019, 19:41

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        A boate estava praticamente vazia aquela hora, exceto pelos dois rapazes em um dos “camarins” do fundo, onde os dançarinos costumavam se arrumar antes de seus shows.

        Kieran estava sentado em um pequeno sofá vermelho, observando o primo que se ajeitava na frente de um espelho. Ele o olhou calado durante vários minutos – por quantos pode aguentar – antes de puxar o assunto, simplesmente porque ele nunca fora bom em controlar a si mesmo.

        — Então... Ty... Sobre aquele garoto que você anda vendo... — Começou, do modo mais casual e desinteressado que pode, evitando o olhar do primo quando este se virou para encará-lo.

        — Lucas. O nome dele é Lucas. Você sabe disso, porque eu já te disse mil vezes. O que tem ele? — Era óbvio para qualquer um que o conhecesse tão bem quando Kieran conhecia que Tiberius já estava na defensiva. Sábio da parte dele, considerando quem perguntava.

        — Nada, eu só... Eu estava me perguntando se você tem mesmo certeza que é isso... Ele... O que você quer pra sua vida. Ele foi o primeiro garoto que você efetivamente conheceu na escola e de repente você já estava todo ao redor dele, e levando em consideração as suas... Tendências... Eu me preocupo que você possa estar só se iludindo com a primeira pessoa que te deu atenção.

        Tudo isso foi dito de modo muito blasé, como quem discutisse o tempo lá fora, mas o olhar que o rapaz mais novo lhe dirigiu em resposta era totalmente frio e mortal.

        — Eu agradeço a sua preocupação, e agradeço também a sua baixíssima consideração da minha pessoa, mas eu acho que estou mais qualificado pra saber dos meus próprios sentimentos do que você, além disso, achei que fosse ficar feliz. Não era você quem vivia dizendo que estava cansado de me ver por aí com qualquer um que pedisse? Que eu devia me valorizar mais e ficar com alguma pessoa que realmente tivesse um significado?

        — É, mas isso foi quando- — Quando eu achei que essa pessoa seria eu. Não o disse, no entanto, deixou a última parte apenas em seus pensamentos, enquanto levava uma das mãos aos cabelos para puxá-los de forma nervosa, suspirando profundamente. — Olha, Ty, é só...

        — É só o que?

        Bem, foda-se essa merda. Ele sabia que Ty sabia. É claro que sabia, como não saberia? Qualquer um com um mínimo de bom senso poderia perceber, e ele tinha a plena certeza de que o primo ignorava aquele conhecimento de propósito, se fazendo de cego para evitarem maiores constrangimentos, mas as coisas haviam chegado em um ponto onde parecia não haver nada mais a perder.

        — É só que você sabe como eu me sinto, sobre você.

        A mudança no pequeno camarim foi instantânea. Era como se de repente ele houvesse se levantado e acertado o primo com um cruciatus a julgar por sua expressão completamente perturbada. O tempo pareceu parar, e Tiberius parecia estar em profunda dor quando deu um passo pra trás, como se quisesse se afastar do mais velho apesar de este ainda estar sentado no mesmo lugar no sofá.

        — Não. —Ele disse, ou melhor, pediu, implorou, em um tom de quase desespero, tão baixo que mal passou de um sussurro. — Kieran, por favor, não.

        O mais velho suspirou, exasperado, passando as mãos pelo cabelo mais uma vez antes de se levantar, aproximando-se devagar de onde o outro rapaz estava.

        — Eu sempre pensei, que um dia, quando você finalmente entendesse que podia ser melhor do que aquilo, que você valia mais que um milhão de casinhos aleatórios e deixar os outros se aproveitarem de você, que quando esse dia chegasse, você veria que fui sempre eu quem esteve do seu lado, protegendo você, cuidando de você, fazendo tudo por você, e ai você finalmente entenderia... Mas ai esse... Lucas – Ele falou o nome como se fosse um veneno que estivesse sendo obrigado a ingerir contra sua vontade – Chegou, e ele só... Simplesmente cortou o caminho, e roubou você de mim.

        — Kieran, não... Ele não me roubou-

        — Não importa. — Interrompeu, antes que qualquer coisa dita pudesse o machucar ainda mais, se aproximando totalmente e tomando as mãos do primo nas suas, olhando em seus olhos. — Você vai ao menos me dar um beijo, se eu nunca vou ter nada mais?

        — Kieran, eu tenho um namorado... — O olhar do mais novo parecia uma tempestade. Um conflito entre várias emoções diferentes lutando pra se sobreporem umas as outras. O seu próprio não deveria estar muito diferente.

        — Você tem, mesmo? Porque até onde eu sei você foi embora e o deixou sozinho naquele orfanato, com nada mais que uma vaga promessa, e então nunca mais o viu e atualmente nem deve saber onde ele está. Será que ele considera que tem um namorado?

        Suas palavras eram cruéis, e ele nunca jamais iria querer machucar Tiberius. Não de propósito. Ele se mataria antes de fazer isso, mas naquele momento as palavras o deixaram como que por vontade própria, antes que ele pudesse contê-las. Ele não queria contê-las.

        A expressão no rosto do primo se tornou dura, irritada, e quando ele achou que fosse receber um murro, ao invés sentiu os lábios do outro se pressionarem levemente contra os seus, e foi como se ele tivesse recebido um murro, pela força das emoções que o tomaram naquele breve contato que não deve ter durado mais do que alguns segundos.

        Aquilo não era um romance clichê. Ele não diria que fora como ele sempre sonhara – e ah, o quanto ele sonhara – nem que um arrepio percorreu todo o seu corpo, mas seu coração estava acelerado, como se quisesse saltar pela boca, e ele tinha certeza de que tremia levemente, quando Tiberius se afastou, ainda o olhando com a mesma expressão irritada de antes.

        — Aí está, exatamente o que você queria. E você sempre consegue o que quer, não consegue, Vance Lewis. — Disse em tom amargo, utilizando-se do nome real do primo ao invés do nome com o qual haviam crescido, de forma a acrescentar uma punição a mais em suas palavras. — Não importa o que tenha que fazer pra isso. Bem, espero que esteja satisfeito. Essa conversa acabou por aqui.

        E deu-lhe as costas, retirando-se rapidamente do camarim e batendo a porta com toda força ao passar, sem sequer uma vez olhar pra trás, como se não fosse capaz de suportar nem mais um segundo em sua presença.
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Re: Lava Nightclub - (Vale of Glamorgan/País de Gales)

MensagemReino Unido [#190973] por Agatha Schreave » 08 Mai 2019, 11:57

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        Era terrível ter que assistir Kieran chorar. Não somente porque ele nunca chorava – sempre absurdamente contido e no controle de si mesmo e suas emoções, sendo forte pelo restante do grupo – mas principalmente porque ela não podia fazer absolutamente nada sobre isso. Era ainda pior considerando-se que a causa era o irmão, ainda que ela não pudesse exatamente culpá-lo por isso. Tiberius não estava fazendo nada errado, mas ver Kieran sofrer por causa dele era como ter o seu coração atacado por um milhão de micro agulhas.

        — Eu o amei a minha vida inteira! — Ele ia dizendo, com uma voz completamente embargada que soava absurdamente estranha e simplesmente errada vinda dele. — O que eu fiz de errado?! Eu não sou uma pessoa que mereça ser amada?! Eu não valho isso?!

        — Kieran, não! — Implorou, as lágrimas se formando agora em seus próprios olhos, enquanto se atirava em direção ao primo, tomando-o nos braços no abraço mais forte que conseguiu. — Não diga isso! Você sabe que não é verdade, você sabe! Ty ama você, ele te ama tanto, tanto, talvez não da forma como você gostaria que ele amasse, mas ele morreria por você! Em um piscar de olhos! Eu morreria por você, Kit morreria por você! Você é a única razão de essa família ainda estar unida depois de tantos anos naquele orfanato, você cuidou de todos nós, e nós não seriamos nada sem você!

        Isso não pareceu melhorar as coisas, e o mais velho deixou escapar um soluço, enquanto ambos se deixavam levar até o chão, ele sentando-se de maneira cansada e ela se segurando a ele desesperadamente, como se sua vida dependesse daquilo. Naquele momento, parecia depender.

        — Eu... Eu não vou mentir pra você, Kieran, eu nunca mentiria... Eu gosto do Lucas. Ty é diferente perto dele, e eu gosto da pessoa que ele se torna, mas se eu pudesse escolher... Eu escolheria você. Eu sempre escolheria você, acima de qualquer outra pessoa. Me faria extremamente feliz ver você e o meu irmão, mas... Mas não é possível. Ty realmente o ama. Mas ele precisa de você, também. Ele vai sempre precisar de você.

        — Livvy, eu só... Eu não sei como não amar ele. Eu sequer me lembro de ter existido um tempo onde eu não amei. — Ele a olhou com os olhos azuis cheios de desespero, implorando, e ela teria trocado tudo, qualquer coisa, pra poder dar-lhe a resposta que ele tão ardentemente necessitava naquele momento, mas ela não podia. Ela não podia porque, mais uma vez, ela nunca mentiria pra ele.

        — Eu sinto muito, meu amor, mas eu acho que você vai ter que aprender. — Disse, o mais gentilmente que pode, deixando as próprias lágrimas escorrerem pelo rosto como quisessem, enquanto acariciava delicadamente os cabelos do primo.

        — Como eu ao menos começo a fazer isso? — Ele perguntou, sua voz soando completamente sem esperança, e ela o apertou ainda mais forte, como que por extinto, deixando que sua cabeça descansasse contra os cabelos brancos do rapaz, e fechando os olhos por um momento.

        — Eu não sei, Kier. Mas nós vamos descobrir. Juntos. Eu vou ajudar você, eu prometo. — E ela iria. Ela iria ver Kieran feliz, nem que fosse a última coisa que ela fizesse. Nem que lhe custasse a vida.
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Re: Lava Nightclub - (Vale of Glamorgan/País de Gales)

MensagemBrasil [#191080] por Carol Jacobs » 12 Mai 2019, 00:16

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CAROL JACOBS - 16 ANOS - MELUSINE - BRIDGET STTERLEE


      [- Meio ingênuo de sua parte acreditar que não viria atrás de você -Dispara na direção do irmão, cuja aparência, para olhos desatentos simplesmente estonteante, revelava o quão abalado o mexicano de fato se encontrava. Raul Jacobs, embora fosse capaz de atrair olhares em qualquer visual, vinha deixando o cabelo crescer há alguns anos, não deixando nem mesmo seus pais se aproximarem dos cachos cuidadosamente cultivados e, percebam, ele era filho de Mark Jacobs, um dos maiores estilistas da atualidade. Hoje, contudo, ele se encontrava com o cabelo cuidadosamente cortado acima do ombro.

      - Que se foda você, Raul, eu faço o que merda eu quiser, se você quer encher a cara e sair com algum cara aleatório, tudo bem por mim, eu continuarei sentada neste c****** de banco, assistindo ao show completo -As palavras voaram dos lábios bem marcados da mais nova, enquanto ela se colocava sentada na cadeira, recebendo um aceno de tanto faz por parte do irmão, ao que ela simplesmente ignorou. Não era que a pequena não se importasse, apenas o conhecia bem o suficiente para saber que não adiantaria argumentar agora, o melhor que poderia fazer era observar.

      Carol, contudo, ao contrário dos irmãos mais velhos, não era nem de longe a mais ‘baladeira’ da família, o que não a fazia menos elétrica. Por isso, não surpreendentemente, ao perceber o distanciamento do mexicano, ela encarou a atendente mais próxima, já se colocando de pé, sentindo a energia da música fluir por suas veias de forma intensa.
      Uma cerveja, por favor -Pediu, já começando a acompanhar a música com alguns passinhos animados. Ela não conseguia evitar! Era de sua natureza ser extremamente animada, assim como, também, não conseguiu evitar todos os comentários que vieram a seguir.

      - Às vezes, ter irmãos é um saco, não é? -Perguntou, sem, no entanto, esperar a resposta, já continuando o comentário.- Não é que eu não ame ele, eu amo... Mas, ****, eu poderia tá assistindo o lindo do Prass fazer defesas mais do que incríveis, ao invés disso, tô aqui, sem nem saber muito bem o que fazer -OK, essa parte não era exatamente verdade, embora ela de fato não fosse a mais festeira da família Jacobs, obviamente já havia frequentado algumas festas, tanto com o próprio Raul, quanto com as gêmeas e, uma única vez, com o Pierre.

      - Não é que aqui não seja legal, nem nada assim, só... -Deixou no ar as palavras para tomar um longo gole da cerveja que agora se encontrava em sua frente, nem ao menos se dando conta se a menina realmente a havia escutado, ou simplesmente saído de perto enquanto desabafava.- Sabe de uma coisa? -Perguntou, mais uma vez, não esperando a resposta.- Eu vou é curtir -Informou para Deus sabe quem, finalmente se levantando, pegando a garrafa de cerveja em suas mãos, tomando um gole um tanto quanto exagerado, precisando disfarçar um pequeno arroto com um gritinho empolgado.

      - Ótimo, Carol, agora você tem que fingir que essa é a melhor música da vida -Comentou mais para si mesma, começando a movimentar o corpo no ritmo da música, agradecendo aos céus pelas aulas que os pais a fizeram frequentar quando mais nova, pelo menos assim não ficaria tão desengonçada, ainda que a única coisa que a brasileira realmente dançasse fosse funk e outras músicas de seu próprio país, ou pelo menos aquelas que ela conseguia achar na internet.

Off: Não saiu tão bom quanto imaginei, mas está aí <3
Editado pela última vez por Carol Jacobs em 13 Mai 2019, 16:27, em um total de 1 vez.
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Re: Lava Nightclub - (Vale of Glamorgan/País de Gales)

MensagemReino Unido [#191102] por Rhys Ainsworth » 13 Mai 2019, 10:47

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        O garoto se encostou no balcão de modo muito casual e ao mesmo tempo friamente calculado, como se ele tivesse todo o direito de estar em um bar aos seus míseros quinze anos de idade, e usou a voz mais “adulta” que possuía pra pedir:

        — Kieran, me vê uma bebida aí.

        E esse era o problema do bartender ser também seu primo não era? Ele podia simplesmente rir da sua cara.

        — Vai sonhando, Kit. Pede de novo daqui uns anos e eu penso no seu caso. — Ele falava de um jeito carinhoso, o mesmo jeito que Kieran sempre usara pra falar com ele e somente com ele, mas aquilo não tornara a situação menos irritante.

        — Mas eu quero uma bebida agora.

        — E eu queria que o Ty fizesse um strip-tease só pra mim. Nós não podemos ter tudo o que queremos não é mesmo? — Ele devia estar de bom humor aquela noite, se estava fazendo piadas com seu amor não correspondido daquela forma. — Além disso, nem é só a questão da idade. Você está doente, não se esqueça disso.

        — O que então pessoas com câncer não podem beber? — Perguntou, franzindo o cenho em irritação. Kieran simplesmente deu de ombros.

        — Pra falar a verdade eu não sei, mas não vamos nos arriscar não é mesmo?

        — E sobre a minha idade, quer dizer então que eu tenho idade suficiente pra ir ali e assistir aos dançarinos tirando as roupas, mas não pra tomar uma bebida?

        — Exatamente. — Kieran sorriu um sorriso extremamente malicioso, enquanto colocava um copo d’agua sobre o balcão e empurrava em sua direção. — Se for transar use camisinha.

        A algum tempo atrás, aquela frase o teria feito corar loucamente ao ponto de ele se levantar e ir pra qualquer lugar onde o primo não estivesse, mas dadas as circunstancias atuais tudo que ele conseguiu dizer foi um amargo:

        — Você deveria dizer isso pro Max. É ele quem está transando com um dos garotos que eu gosto.

        Com isso, Kieran o considerou de alto a baixo por um momento, antes de suspirar e recolher a água, indo preparar o que possivelmente seria um drink de verdade ao invés.

        — Tudo bem eu vou te dar uma bebida. Por que nós cornos devemos ficar unidos.

        — Eu não sou corno, não é como se eu tivesse alguma coisa com ele...

        — E exatamente esses são os piores casos. — Afirmou o mais velho, colocando um copo de... Alguma coisa, na frente do rapaz mais novo, que o pegou de pronto, tomando um gole. — E porque é que nós não assassinamos o seu irmão ainda?

        E aquela era uma excelente pergunta, não era? Porque realmente?

        — Além disso Kit. — Kieran continuou, agora em um tom mais afetuoso, levando uma das mãos até o seu rosto e lhe dando uma cutucada de leve no nariz. — Se esse garoto está transando com o seu irmão gêmeo ao invés de transar com você, ele não te merece em primeiro lugar.

        — Esse é um excelente conselho Kieran. — Livvy disse, em um tom bastante sarcástico, enquanto se encostava no balcão e sorria pro mais novo, que apenas franziu o cenho pra ela enquanto tomava um novo gole de sua bebida.

        — Sai fora, Lívia. Essa é uma conversa de garotos. — Afirmou o mais velho, mas não havia nenhuma irritação real por trás de sua voz, apenas uma provocação inocente.

        — Na verdade, essa conversa já acabou. — Disse, se levantando e levando o seu copo consigo, começando a se afastar quando ouviu a voz de Kieran chamá-lo.

        — Espera, você disse um dos garotos que eu gosto? Quer dizer que você gosta de mais de um?

        Ele ainda pode ouvir a risadinha de Lívia, e Kieran comentando com ela.

        — Quando crescer, esse garoto vai ser pior que o Ty.

        Suspirando e revirando os olhos, o mais novo se afastou, terminando de tomar sua bebida e procurando por entre as dançarinas por uma que parecia sempre lhe dar piscadelas indecentes ainda que ela fosse três anos mais velha que ele.

        Quando a achou, se aproximou e retirou algo do bolso que torceu pra que Kieran não pudesse ver ou ele estaria muito, muito encrencado.

        — Ei. Quer ir pra um lugar mais reservado e tomar um desses comigo? — Convidou, sorrindo de um jeito nada característico quando ela aceitou de pronto.

        Ele só estava tão, mas tão cansado de ser Christopher, o garoto bonzinho que estava morrendo de câncer, e, pelo menos por uma noite, ele queria esquecer de tudo aquilo e fingir que ele também era como Max. Por uma noite, ele deixaria o garotinho criado pelos primos amorosos em um orfanato trouxa sumir, e dar lugar a quem ele teria sido se houvesse sido criado por seus pais bruxos em sua rica mansão: Rhysand.
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Re: Lava Nightclub - (Vale of Glamorgan/País de Gales)

MensagemReino Unido [#191105] por Agatha Schreave » 13 Mai 2019, 12:00

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        Lívia não havia percebido o quanto estava estressada até vir trabalhar aquela noite, e quase explodir com três clientes diferentes.

        Haviam fases da vida em que tudo parecia dar errado de uma vez só, e aquela era definitivamente uma delas. Kieran estava sofrendo por Ty, que por sua vez estava sofrendo por Lucas, e ambos estavam se ignorando de maneira não muito discreta desde o incidente do beijo, o qual ela só ficava sabendo depois de muito pressionar de ambos os lados, e como se isso já não fosse o suficiente, Kit entrara em uma espécie de revolta a qual ela não entendia completamente, desde que saíra do hospital pela última vez.

        Ela tinha uma leve suspeita de que parte da culpa fosse de Max, que não perdia uma oportunidade de enlouquecer o recém descoberto irmão gêmeo. Ela imaginou ter uma relação como aquela com Ty, e lhe pareceu a coisa mais absurda de todo o mundo. Por mais que o irmão a enervasse constantemente, ele também era a coisa que ela mais amava em todo o mundo, e não podia se enxergar vivendo como gato e rato com ele.

        E, justamente porque o amava imensamente, ela precisava ter certeza de empurrá-lo pro caminho certo.

        — Olha, o que o Kieran fez não foi certo. Coagindo você a beijá-lo e tudo o mais, e eu entendo que isso possa te fazer sentir como se ele o houvesse forçado a trair o seu namorado, e eu entendo como você pode estar com raiva disso, mas o que você não pode fazer é ignorar o Kieran pra sempre. Ele ainda é o cara que cuidou de você desde criança e fez absolutamente de tudo por essa família. Eu gosto do Lucas e você sabe que eu apoio essa relação, mas se você e Kieran deixarem de se falar por causa disso, eu mesma vou pessoalmente acabar com essa história. Entendeu? — Ameaçou o irmão, a um canto afastado e mais silencioso da boate, quando já estava de saco cheio do rapaz evitando o bar como se ele fosse a praga.

        Ty suspirou, bagunçando os cabelos com as mãos.

        — Lívia, é claro que eu não pretendo deixar de falar com o Kieran pra sempre. Eu não poderia nem se eu quisesse, e eu não quero. Eu amo o Kieran, e eu sei tudo que ele já fez por mim, não preciso de você pra me lembrar. Mas eu tenho o direito de ficar irritado por um tempo, ao menos até que ele perceba que o que ele fez foi absurdamente errado. E agora se você me dá licença, eu preciso trabalhar. — E se afastou sem deixar que ela falasse mais uma única palavra.

        Lívia suspirou em frustração, atirando as mãos ao alto de maneira nervosa, antes de direcionar seu olhar para a multidão de pessoas ali, procurando por uma distração. Dane-se o trabalho, não era mais disso que ela precisava agora, e sim de algo que tirasse a sua cabeça de todos os problemas familiares.

        E aquele “algo” não tardou a ser encontrado, na forma de uma bela garota que dançava no meio da pista com uma garrafa de cerveja em mãos. Perfeito.

        Aquilo provavelmente teria um efeito melhor se ela não estivesse usando o ridículo uniforme da casa, mas ela sabia que era bonita o suficiente pra fazer qualquer coisa parecer boa em si mesma. Sem falsa modéstia por aqui. Então colocou o seu melhor sorriso no rosto e se encaminhou até onde a garota se encontrava, se aproximando mais do que o realmente necessário pra ser ouvida por cima do som da música alta.

        — Olá, meu nome é Lívia, e eu sou uma das atendentes da casa. Me desculpe interromper a sua noite, mas sabe como é, os meus patrões insistem que eu pergunte as pessoas o que eles estão achando da casa e tudo o mais, então... Como é o seu nome? Você está se divertindo? Há algo que eu possa fazer por você? — E a última parte soou apenas levemente sugestiva, de modo que a garota poderia entender que ela não se referia apenas aquilo que estava em seu contrato, mas também dando-lhe a oportunidade de fingir não ter percebido caso não fosse de seu interesse.
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Re: Lava Nightclub - (Vale of Glamorgan/País de Gales)

MensagemBrasil [#191111] por Carol Jacobs » 13 Mai 2019, 16:36

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CAROL JACOBS


      Sabe qual o problema de se ter irmãos inseparáveis?

      Uma hora eles brigam!
      Então, você fica responsável por colher os pedaços espalhados pelo chão imundo e repleto de substâncias de procedência duvidosa, pelo menos era assim que vinha sendo a experiência de ver Raul e Pierre discutindo todos os dias.

      Pierre fingia que estava tudo bem e que ele era super maduro e responsável, mas bastava a noite se apresentar que seus lábios conseguiam encontrar a primeira substância autodestrutiva em seu caminho e o primeiro “par de pernas gostosas” para lhe consolar. O problema é que nenhuma das duas terapias supracitadas o impedia de bater na MINHA porta de madrugada, completamente vulnerável, implorando para que não deixasse o Raul ficar mal.

      Raul agora adquirira o péssimo hábito de procurar por boates de público cada vez mais duvidoso, visto que provavelmente evitava ir aos locais que o Pierre costuma frequentar, beber tequila até o amanhecer e acordar em lençóis estranhos com um perfume barato de Motel.

      Entre essa briga ridícula, o sumiço das gêmeas e as fugas do novato, ninguém realmente vinha tendo uma rotina normal. Mas, ****, qual o fucking problem em ficar em casa assistindo os jogos do meu verdão enquanto babo pelo gostoso do Prass?

      Eu mesma respondo: NENHUM!

      Ah, não, pera.... Sendo que alguém tem que ir atrás do cabeça de vento do meu irmão, porque do jeito que esse doido anda ousado, não duvidaria de ele terminar em algum lugar do qual não conseguisse sair, até porque ele tinha o PÉSSIMO hábito de pensar com a cabeça errada em basicamente todas as situações. Não que eu culpe por isso, pelo menos não totalmente, quero dizer, eu também adoraria estar em um lugar qualquer dando para o Prass.

      E, agora, nesse exato momento, o Raul pularia em meu pescoço por dizer isso, o que é, no mínimo, irônico, já que era basicamente o que ele fazia o tempo todo. “Mas eu sou mais velho, ” ele diria, mas o que ele queria dizer na real é que ele era homem, ou algo assim.

      A ideia de escutá-lo fazendo tais comentários fez com que gargalhasse levemente, lembrando-me do que, na vera, me levava até ali: Eu amava aquele puto barato!

      Ele era um idiota na maior parte do tempo? SIM! Mas, ****, era ele que estava do meu lado no meu primeiro beijo, mesmo tentando bater na menina depois, também foi ele que não pregou olhos por semanas quando contraí aquela bosta de virose, ele também ficou do meu lado quando quase desmaiava durante a final do campeonato nacional no ano passado e ainda tentou enfeitiçar um rádio para conseguir fazer eu escutar a copa do mundo de 2016, mesmo dizendo que aquilo era um tédio.


      OK, Carol, acho que todo mundo já entendeu que você ama o idiota do seu irmão, já pode voltar ao que interessa.

      Suspirei baixinho, deixando que meus olhos percorressem o local momentaneamente. Até que dessa vez o Raul não tinha escolhido mal, a boate, embora ficasse bem distante, parecia ser muito bem frequentada. E, talvez, SÓ TALVEZ, eu esteja falando isso porque tinha uma menina linda pra caramba caminhando na minha direção.

      Pera! A MERDA! Foquei meu olhar melhor, tentando disfarçar a forma como meu coração acelerou ao constatar que TINHA MESMO UMA MENINA LINDA ANDANDO NA MINHA DIREÇÃO.

      E, agora?
      O que eu faço?
      Ela tá falando comigo!
      FUCK!

      - Oi - Suspirei, sentindo um sorriso que, infelizmente, tenho certeza era extremamente idiota, surgindo em meus lábios.

      Boa, Carol!
      Agora ela acha que você é uma idiota!
      Não que ela esteja errada, mas, poxa, precisava mostrar logo assim de cara?
      Aliás, o que que ela estava falando mesmo?
      ****!

      - Você poderia convencer o idiota do meu irmão a perdoar o outro idiota do nosso irmão - Sorrio, meio sem graça, sentindo minhas bochechas ficarem vermelhas quase que imediatamente.- Não, né? -Pergunto, fingindo um bico de tristeza, sentindo meu corpo inteiro esquentar em uma vergonha tremenda.

      EU ODEIO ESSA ****!

      Quero dizer, sendo criada junto com tantas pessoas de hormônios à flor da pele e sexualmente desenvolvidas, por que carambolas eu não podia simplesmente seguir os exemplos?

      Aliás, essa não era má ideia, não é mesmo? Eu poderia tentar pensar no que um dos meus não tão amados irmãos (NO MOMENTO) fariam nessa situação:

      O Raul provavelmente sairia correndo, então, não serve!
      Thank you, next...
      O Pierre não estaria nessa situação, PORQUE ELE QUE TERIA CHEGADO NELA! E, isso, infelizmente, não era algo que me via fazendo.
      Thank you, next....
      A Candy certamente faria alguma piada extremamente sexual e daria uma risada contagiante enquanto se aproximaria tocando em alguma parte do corpo dela.
      É, essa não me parece uma opção tão ruim assim.


      - Mas você pode me acompanhar -Sorri, da forma mais sexy que consegui, embora tenha a ligeira impressão que fiquei parecendo Eddie a hiena de O Rei Leão. Mais um mico para o meu extenso acervo. Um a mais, um a menos? Who’s counting, really?

      - Quem sabe me ajuda a ter uma impressão melhor sobre a boate? -Perguntei, mordendo levemente meu lábio, ou pelo menos essa era a intenção! A real é que eu tive que enfiar a droga da garrafa de cerveja na boca para não soltar um gritinho extremamente gay pela dor que tinha sentido. Pelo menos o geladinho ajudou a passar a dor. E eu achei melhor ficar calada, antes que passasse ainda mais vergonha.

      Ou, pelo menos, eu TINHA decidido isso!
      Então, eu lembrei da parte de tocar a pessoa!
      Qualquer pessoa normal, após tantas tentativas fracassadas, teria feito o que? DESISTIDO! Mas não eu, porque brasileiro não desiste nunca, né? Daí eu dei um passo para frente, deslizando a ponta de meus dedos pelo braço parcialmente desnudo de Lívia.

      Suspirei baixinho, concentrando-me ao máximo para não ficar parecendo uma idiota. DE NOVO! Já que um fucking tomate eu já deveria estar!

      Concentra, Carol!

      Ok! Tem uma coisa que meus irmãos fazem que eu também sei fazer.... Dançar!
      - Let’s dance! -Convidei, já trazendo sua cintura um pouco mais para perto da minha, começando a movimentar meu corpo de forma precisa, deixando-me guiar pelas batidas da música.

Off: Se tá bom, eu não sei, mas que foi divertido, foi<3
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Re: Lava Nightclub - (Vale of Glamorgan/País de Gales)

MensagemReino Unido [#191133] por Agatha Schreave » 14 Mai 2019, 13:26

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        Não precisaram se passar muitos minutos pra que Lívia percebesse que seu alvo escolhido – embora parecesse definitivamente interessado – era obviamente péssimo naquele negocio de flertar.

        — Claro, se você convencer o idiota do meu irmão a perdoar o idiota do nosso primo. — Ofereceu com um sorriso, observando como a outra garota ficava adoravelmente vermelha. Era óbvio que estava envergonhada e era também muito atrapalhada, mas Livvy era uma pessoa paciente, e francamente estava até achando aquilo tudo um tanto quanto adorável.

        Observou o que parecia ser uma tentativa da outra menina em parecer provocativa e sexy, e precisou apertar firmemente os lábios para conter uma risadinha de escapar contra sua vontade, afinal, por mais desastrosa que a tentativa fosse Lívia não queria desencorajá-la completamente.

        — Eu adoraria te ajudar a ter uma impressão melhor sobre a boate, afinal, é importante pra nós que todos os clientes saiam satisfeitos. — Afirmou, embora não fosse exatamente verdade. Quer dizer, não era da politica dos atendentes ficarem “mimando” clientes em especifico, mas exceções sempre podiam ser abertas não é mesmo?

        Ela mal havia acabado de falar e a garota se aproximou mais, tocando o seu braço no que ela supunha que devesse ser o auge de sua tentativa em flertar, e agora ao invés de ter que conter uma risada a mais velha conteve um sorrisinho porque honestamente aquilo era simplesmente tão fofo! A outra se parecia com um gatinho assustado, ou, pelo menos, até que a chamasse pra dançar em um súbito movimento mais ousado, e agora sim ela parecia saber exatamente o que estava fazendo.

        Sorrindo, Lívia também se deixou levar pela música, dançando com os olhos grudados na garota pela maior parte do tempo, apenas se desviando por um momento para encarar seu irmão que lhe olhava com um sorrisinho de canto de lábio de onde se encontrava do outro lado do salão. Livvy lhe sorriu em resposta, antes de voltar sua atenção para a menina mais uma vez, falando bem próximo a ela com a desculpa de ser ouvida por cima do barulho alto da música.

        — Sabe, eu tenho que ser sincera, você não parece ter muita experiencia nesse negocio de flertar. — Afirmou em um tom agradável, a olhando nos olhos e sorrindo. — Mas pra nossa sorte eu sou boa o suficiente por nós duas.

        E então se aproximou ainda mais, desviando seus olhos para os lábios da moça, deixando claras suas intenções e agindo devagar, dando-lhe tempo pra caso quisesse protestar contra aquilo, o que não aconteceu. Surpreendentemente, a outra garota pareceu perceber o que estava acontecendo após um primeiro momento de choque, e, tendo obviamente se enchido de coragem, tomou a iniciativa em fechar aquele beijo.

        Satisfeita, Lívia levou uma de suas mãos a cintura da garota pra mantê-la perto, e a outra se apoiou em sua nuca, conduzindo o beijo da maneira que ela queria, permitindo-se esquecer todo o estresse daquela noite e das noites anteriores e todas as preocupações que vinham lhe enchendo a cabeça, e por um momento concentrar-se apenas naquilo, desfrutando-o ao máximo que podia, até que – inevitavelmente – o ar lhe faltasse e ela fosse ser forçada a se afastar.
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Re: Lava Nightclub - (Vale of Glamorgan/País de Gales)

MensagemBrasil [#191161] por Carol Jacobs » 15 Mai 2019, 11:21

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CAROL JACOBS


      Sabe aquele momento em que tudo parece perfeito? Pois é, nem eu! (Agora é a hora que vocês fingem uma risada, tá? Só pra esclarecer)
      Os meus lábios encontraram os da menina em minha frente -
      SIM! EUZINHA BEIJEI ELA!- e, sinceramente, nem ao menos sei muito bem o que aconteceu depois, porque eu só sentia como se estivesse em um sonho bom demais e se por acaso ‘abrisse os olhos’ poderia perceber que tudo não passou de uma ilusão pregada pelos meus neurônios meio viciados em fantasias. Até porque, na realidade mesmo, uma menina linda daquelas não me daria bola, né?

      Suspirei baixinho, entreabrindo meus lábios para dar espaço para que ela pudesse explorar minha boca em sua totalidade... E, olha, cá entre nós, ela sabia o que estava fazendo, viu? A forma como ela pegou em minha cintura quase me fez derreter, não vou dizer exatamente por onde! Então, não satisfeita com aquela perfeição de pegada, a filha de uma mãe ainda teve a audácia de me segurar pela nuca, fazendo com que um leve gemido escapasse sem minha permissão. Este que, só para registro, eu negaria até a morte.

      Não é como se fosse orgulhosa, ou essas coisas, mas, ****, mais uma vez, vocês conhecem meus irmãos? Imagina a cara que o Pierre faria se soubesse que gemi só porque uma menina me ‘pegou de jeito’, ele diria que não deveria mais me referir a ele como irmão, no mínimo... E a Candy, então, passaria ANOS falando sobre eu ser a vergonha da família... Aliás, isso me lembra que não contei exatamente como chegamos nesse momento lindo do beijo, então...

      Primeiro, obviamente, eu fiz muito papel de idiota, até porque não seria eu se não pagasse um mico grandioso, né? Estamos falando da mesma pessoa que quase caía na piscina no meio de um evento imenso, simplesmente porque a crush acenou do outro lado! ÓBVIO que paguei mico. Felizmente, nós conseguimos superar isso!

      Pensando agora, até que teve umas coisas legais... Tipo, acabei descobrindo que o irmão dela também estava brigado com o primo, ou seja, nós totalmente temos coisas em comum, não é mesmo? Lembro que uma vez alguém me disse que conexões eram a primeira forma de flerte, acho que fui bem, né? Já tinha encontrado a tal da conexão.

      E aí a coisa deu meio errado e ela me falou que não era bom com flertes!

      E, por acaso, ela tá errada Carol?
      Não, ela não está, mas, poxa, não precisava falar assim, sabe.... Na minha face! Magoa, cara, até porque eu realmente me esforcei, até pensei em como meus irmãos agiriam e gostaria de lembrar que eu estou bem irada com eles. OU SEJA, eu me esforcei, tá?

      Então, nossos rostos começaram a se aproximar de uma forma muito gostosa que fazia com que eu sentisse aquelas coisas meio gays de filmes românticos da Netflix, sabe? Como se tivessem várias borboletinhas em meu estomago tentando encontrar o caminho para a luz, mas na verdade tudo o que fazem é acelerar o meu coração de forma tão absurda que tenho certeza que até mesmo o DJ estava conseguindo escutar.


      Aí meu paizinho, ela tá se aproximando de mim!
      Tipo, real oficial, ela realmente tá aproximando o rosto do meu.
      FAZ ALGUMA COISA ****!


      Meu cérebro gritava desesperado, quase fazendo um caminho de luzes neon para sinalizar o que meu corpo deveria fazer! E, olha, vou te contar, acho que ele não era dos mais inteligentes, porque consegui contar umas mil batidas de meu coração entre o momento em que decidi que precisava fazer algo e aquele que realmente consegui realizar.

      Aconteceu! Finalmente! Em um ato de coragem que nem sabia que possuía, avancei os poucos centímetros que restava, preenchendo o espaço entre nós para que nossos lábios finalmente se encontrassem!

Off: Espero que curta <3
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Re: Lava Nightclub - (Vale of Glamorgan/País de Gales)

MensagemEstados Unidos [#191177] por Elle Hobbs DeMiller » 15 Mai 2019, 21:06

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    Sentia a ponta dos dedos esquentarem levemente conforme o fogo do cigarro de menta se aproximava do filtro encerrando por fim seu último trago deixando uma marca de batom vermelho entorno deste, observando a fumaça dispersar-se lentamente pelo ar do lado de fora da boate, mais precisamente na esquina do outro lado da rua enquanto observava o movimento na porta do lugar, analisando por alguns minutos se os seguranças ali solicitavam de fato algum documento que comprovasse a maioridade para adentrar o lugar e para ser sincera duvidava um pouco se todos eram de fato verificados uma vez que tinha plena certeza de ter visto um ou outro passar sem cerimônia pela porta de entrada mesmo estando estampado na cara não ter nem mesmo 17 anos. Praticamente cheirando a leite.

    Isso não seria nenhuma novidade, sabia sobre aquele bar a um bom tempo para falar a verdade, embora nunca tenha pisado no local até então. Também sabia sobre os funcionários que trabalhavam ali, na verdade havia escutado alguns comentários na escola francesa no ano letivo anterior e isso se dava ao fato do casal de gêmeos mais cobiçados da Melu trabalharem no local. É talvez Tiberius tivesse deixado mais admiradores naquela escola do que o pobre Lucas.

    Havia prometido levar aquela bendita carta tão longe justamente porque Lucas pedira e em seu estado atual me faltava frieza -por incrível que pareça- em dizer-lhe não mesmo sabendo que ele não se atreveria de fato a morrer, caso contrário daria um jeito de trazê-lo dos mortos para tornar a mata-lo por tamanha audácia. Enfim, como dizer não a ele?

    Levei uma das mãos ao bolso do casaco onde continha o envelope contendo a carta escrita com uma pena repetidora já que nem forças suficiente para manter a mão trêmula parada Lucas não possuía naquele momento, embrenhando-se entre as pessoas na fila erguendo o queixo alto e puxando levemente o vestido vinho para cima, vestido que antes descia até próximo aos joelhos e agora não cobria se quer metade das coxas deixando boa parte amostra desnecessariamente ou não.

    Como dito antes, não costumava frequentar aquele locais, porém sabia que se tinha algo que uma boate não dispensava era público feminino, isto porque mulheres atraiam homens. Uma jogada de marketing perfeita e como esperado não havia qualquer tipo de impedimento principalmente para esse tipo de público.

    Uma vez dentro fora fácil localizar qualquer funcionário do estabelecimento identificando-os pelos seus uniformes. – Tiberius trabalha aqui?- Me aproximei um pouco mais para perguntar a uma atendente que passava próximo a um dos locais onde um rapaz vestido com quase nada de couro preto dançava rodando em um pole. – Quem?- A garota pareceu levemente confusa por alguns segundos. – Ty? O cara que falaram que dança aqui.- Os olhos da atendente se iluminaram como se o sol tivesse surgido no horizonte juntamente com o sorriso em sua face. – Ah sim, sim! Mais ele não está aqui agora, não sei exatamente que horas começa a vez dele mas...- A garota parecera procurar alguma direção com o olhar por entre a multidão em direção ao bar fazendo Rebecca acompanhar o gesto com os olhos. – Poxa o primo dele bonitão fica ali no bar, mas também não estou vendo ele.-

    Estreitava levemente os olhos diante de tantos elogios animados vindo da mulher. – Olha, aquela é a irmã dele, como sempre morcegando. Pergunte pra ela, eles estão sempre juntos, ela pode te informar melhor, mas já te aviso que é proibido serviços extras e você não é muito nova para ele? Creio que ele nem goste do seu tipo.- A voz da mulher transformara-se totalmente em um tom sinuoso enquanto a mesma analisava Becca dos pés a cabeça dando uma piscadinha antes de continuar seu caminho. Aqueles comentários fizeram todos os pelos do corpo da loira eriçarem mais em nojo do que por qualquer outro motivo ao imaginar a simples possibilidade de algo daquele tipo mesmo sabendo que não era este o real motivo de procurar pelo rapaz.

    - Erc.- Balançara a cabeça algumas vezes para afastar aquela imagem assombrosa antes de retornar os olhos na direção a qual a atendente antes apontara procurando por algum sinal de Liv esperando ver refletido pela luz negra as madeixas brancas da garota, porém assim que conseguira por fim localizar a figura de Lívia um misto de surpresa e outros vários sentimentos lhe tomaram conta numa avalanche de emoções.

    Rapidamente identificara a mais velha pelo seu rosto inicialmente não percebendo que seus cabelos antes da cor da neve se tornaram escuros não deixando de sobressair a bela da garota que entre tantas pessoas chamava a atenção como sempre, mas os passos de Becca cessaram no instante seguinte ao perceber com quem Lívia conversava. Coincidência?
    Não recordava de alguma vez ter visto as duas conversarem na escola mesmo sabendo que não seria de fato impossível tal coisa, porém a conversa subitamente se transformara em um beijo entre ambas.

    Rebecca permanecera exatamente no mesmo lugar em que estava, sem mover-se um passo adiante ou para trás mesmo no fundo aquela cena incomodar parte de seu ser que em conflito era completamente contido por outro que em nada se abalava. Permanecera imóvel deixando que as pessoas se desviassem de si até que as duas terminassem, para não interromper a cena ou se intrometer indevidamente.

    Precisava entregar aquela bendita carta, havia prometido!
    A contra gosto, mordendo levemente o lábio inferior, seguira adiante assim que as duas se afastaram ao menos um pouco encerrando seus amassos, aproximando-se o mais cordial possível. – Lívia? Desculpa interromper. – Seus olhos recaíam da mais velha em direção a Carol para novamente retornar a Lívia. – Preciso encontrar o Ty. Tenho algo pra entregar a ele... E ai Carol, tudo bem?- Novamente voltara os olhos em direção a mais nova esboçando um sorriso antes de voltar-se a mais velha com certa pressa. – Realmente preciso fazer isso agora.-

    Estava sendo inconveniente? Veja bem, Becca detestava multidão de gente bêbada se roçando, barulho alto e aquela cena era de certa forma desconfortável. Justamente por isso quando o convite da mais velha em entregar viera a loira se quer questionara a segurança daquilo, quer dizer, sabia a ligação dos dois e que Lívia jamais falharia em sua palavra se envolvia seu irmão e talvez fosse pela seriedade no rosto de Rebecca ou talvez por saber que a mesma não era amiguinha de Ty e sim de outra pessoa bem próxima a ele é que talvez a garota tivesse se oferecido a realizar a entrega.

    - Diga a ele que é urgente, é do Lucas.- Confidenciou sustentando o olhar com os da mais velha por alguns minutos, imparcialmente séria a fim de não deixar transparecer qualquer emoção do que acabara de ver transparecer. – Tchau... tchau. – Um breve tchau para cada fora a única coisa que conseguira falar após repassar o envelope às mãos de Liv e dar as costas as duas o mais rápido possível procurando a saída daquele lugar antes que acabasse sufocando ali dentro. Sentindo cada vez mais o ar lhe faltar lentamente mesmo sabendo não estar com reais problemas para respirar.
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