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ZeroSum NightClub - Moscou

Re: ZeroSum NightClub - Moscou

MensagemEstados Unidos [#194664] por Damien Morris » 29 Set 2019, 20:38

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The Bartender


Trabalhar em uma casa de show noturna era uma coisa, no mínimo, esquisita. Sim, esquisita. Existiam vários postos, várias profissões exercidas dentro da boate, mas... Por algum motivo estranho, todas as pessoas achavam que os funcionários estavam ali única e exclusivamente para atender seus prazeres e fetiches esquisitos. Muito esquisitos, diga-se de passagem. Após atender um home que estava claramente o cantando, Damien começou a tremer um pouco. Ele era desajeitado e não sabia bem como lidar com situações como aquela. Nunca soubera. Sem contar que era desastrado. Nervoso como estava deveria quebrar metade dos copos os quais deveria limpar se não prestasse atenção.

Atenção. Atenção era uma coisa que lhe rareava nos últimos meses. Estava na reta final da faculdade e já trabalhava ali desde os dezenove anos. Agora ele tinha vinte e três. Era medibruxo residente do Instituto de Durmstrang durante a semana e continuava com seu emprego de sexta até domingo e segunda ele estava na chaminé da diretora para começar tudo outra vez. De dia ele cuidava dos alunos, de noite ele voltava para a chaminé para ir até as duas faculdades que fazia para estudar. Dormir? Dormir pra quê? Ele cochilava entre um atendimento e outro e na própria casa de festas quando ela fechava após sair o último cliente ao amanhecer.

Fato era que seu pequeno apartamento alugado em Moscou não via uma vassoura havia muito tempo. Na verdade, o local não via sua cara havia muito tempo. Darien sempre lhe dizia que precisava de férias. Que parecia pálido e acabado nas ligações via espelho de duas faces, mas Damien não queria descansar. Ele tinha um objetivo e só iria descansar depois de o alcançar. Ele seria um excelente medibruxo e um médico trouxa ainda melhor. As duas especialidades eram complementares. Damien nunca iria conseguir entender por que raios as especialidades eram ensinadas de modo separado se eram tão complementares?

Era nisso que ele pensava enquanto bocejava e limpava um dos copos de cristal mais caros que tinha dentre os que precisavam ser limpos. A flanelinha azul estava enrolada em sua mão quando ela entrou e caminhou em sua direção. Ele a reconheceu na hora e sentiu que havia levado um soco no estômago. O ar estava escapando de seus pulmões como se os dois órgãos tivessem sido furados com uma agulha especialmente afiadas e longas. Era um balão de gás. E estava vazando. Colocou o copo em cima do balcão antes que o quebrasse ou algo do tipo. Seu salário estava perfeitamente contado aquele mês, não teria como arcar com os gastos se tivesse de pagar por algo que tivesse quebrado. De novo.

Kelsey Hayes era de sua turma em Ilvermorny. Era da Horned Serpent, assim como ele. E havia passado pelo seu primeiro sétimo ano. Por aquela vergonha indescritível pela qual Matthew o fizera passar. Espalhara aquelas... Aquelas coisas sobre ele e ainda fingira que o amava... Quanta humilhação! Damien tinha uma crise nervosa todas as vezes em que encontrava com ex colegas de escola. O que diabos ela estava fazendo ali na Rússia? Mas ela estava em uma conversa bastante animada com o rapaz que entrara com ela. Talvez, se ele apenas os servisse quietinho, ela não o reconhecesse. Já tinha se passado alguns anos, certo? Ele se virou de costas para organizar algumas garrafas, mas sentiu que alguém o cutucava. Ok. Ele tinha de se virar e começar seu atendimento silencioso para que ela não o reconhecesse. Mas...

Mas ele estava perfeitamente paralisado e nervoso. Ela o reconheceu assim que ele se virou e tudo o que ele queria era que o chão se abrisse e a terra o engolisse. As coisas começaram a rodar e ele precisou se apoiar no balcão. Sorriu amarelo para ela. — K-k-kelsey! Há quanto tempo! — Ele tentou de verdade parecer animado, mas estava realmente mal naquele segundo. E se... E se ela tocasse no assunto? — Está perdida pela Rússia? — Talvez se ele conduzisse o assunto ele não chegasse naquele âmbito que ele tanto temia.


Damien veste isto.
Em resposta a: Kelsey Hayes.

Aberto a interações.
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Damien Morris
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Re: ZeroSum NightClub - Moscou

MensagemTailandia [#195060] por Malai J. YaoYun » 11 Nov 2019, 17:53

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I want to watch you bleed. You're the crime but I'm the scene
Back against the wall so Its kill or be killed, no other choice then bloods gonna spill.


:::::::::::::::::::::::::::::


A jovem tailandesa havia se acostumado com aquela pequena rotina. Uma nova, e melhor, rotina. Trabalhos, a casa, a convivência com David, tudo isso era bom para ela. A cada dia aprendia coisas novas, como a se defender melhor, o idioma que não tinha tanta familiaridade. O homem, que agora era seu amigo, a ajudava, até mesmo com seu vício. Não importava para onde iriam na próxima semana ou meses, ele sempre encontrava um modo ir no encontros que ajudavam dependentes químicos. O americano também a havia ajudado e ensinado sobre o que eram e como evitar problemas, afinal, nenhum dos dois era registrado. Parando para pensar, a jovem nem mesmo tinha qualquer documento se não os falsos que ganhou a cada missão. Ela não existia, provável que sua mãe achasse que ela havia morrido a anos. E não era essa a verdade?

Contudo, aquilo foi deixado de lado pela jovem, que agora detinha os cabelos pintados de um tom castanho tão claro que, dependendo da luz, parecia loiro quando chegaram próximo ao local da nova missão. Como havia planejado ao lado de Stewart, ela seria a isca para atrair o alvo. A jovem sabia que o amigo não gostava muito quando ela se usava daquele modo como chamariz, para falar a verdade, muitas vezes ela tivera a impressão que, apesar de ter a aceitado como sua parceira, ele não gostava da ideia de tê-la ali, naquelas tarefas. YaoYun não se importava, o sangue em suas mãos? Ser condenada a algum inferno existente? Ela alguma vez acreditou em algum Deus ou Deuses? Eram coisas que ela havia abandonado a tanto tempo que nem sabia responder qualquer coisa sobre isso. Do mesmo modo, a morena não achava que estava fazendo algo ruim trabalhando ao lado de David. Pelo contrário, lhe dava um propósito. Uma forma de pagar aquela dívida que havia arranjado.

Assim, sendo, continuando, não houve discussão desse assunto, eles apenas adentraram o estabelecimento, música chegando aos ouvidos de ambos, assim como vozes e risadas. A missão dessa vez fez com que eles chegassem na Rússia, era uma língua que ela tinha nenhum entendimento, mas ao que parecia, havia muitas vozes falando em inglês, algo que a aliviou um pouco. Ao menos poderia tentar se misturar.
— Irei para o bar, não se preocupe, vou ficar bem, qualquer coisa eu dou o sinal. — falou de modo simples, suas voz cheia de sotaque, antes que ele pudesse responder ela se virou e caminhou para o bar, sentando-se ali. Ela não pediu bebidas, preferia evitar, mas talvez devesse apenas para disfarçar. Aquilo a preocupa, no entanto, acabou por deixar de lado, apenas se distraindo e observando o local. Sua aparência não a denunciava, parecia apenas uma jovem que havia saído para se divertir.

No entanto, um cheiro diferente a fez ficar alerta, a, então loira, conhecia o cheiro dos lobisomens e por passar tanto tempo com David havia se acostumado ao dele, mas aquele que sentia era diferente. Aquilo a fez imaginar se o amigo notara isso, que havia um deles naquele lugar. Ela decidiu não procurar a origem, não poderia, tinha que continuar sua atuação. Tinha que ser a jovem esperando alguém para um encontro, quando para sua surpresa, o barman ruivo se aproximar lhe entregando uma bebida.
— Eu não pedi nenhuma. — a jovem disse, o seu sotaque transbordando em cada sílaba proferida. Para sua surpresa, o rapaz, que não parecia muito mais velho que ela, explicou que haviam mandando para ela, fazendo com que ela se virasse na direção que o ruivo apontou, o cheiro a atingindo.

Malai observou atentamente o homem sentado não muito distante dela, era ele que tinha aquele cheiro. O cheiro de um lobisomem, será que por isso que ele havia feito aquilo? Ela não sabia o que responder, pensar ou agir, apenas o olhando, notando-o sorrir ao desviar o olhar. Sua vontade era de se virar para David, porém não podia, não poderia chamar atenção do alvo para o americano, por isso decidiu lidar por si mesma, pegando o copo em uma de suas mãos e o erguendo a encarar o homem misterioso com um sorriso de canto.

YaoYun tinha que agir como uma jovem procurando se divertir. E era isso que iria demonstrar, apenas esperava que aquele lobisomem fosse o alvo ou muito menos atrapalhasse.


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Re: ZeroSum NightClub - Moscou

MensagemCoreia do Sul [#198808] por Jinhwan Hyong » 06 Abr 2020, 16:44

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Quando recebeu o convite de Dianne Voughan para conhecer o estabelecimento por ela inaugurado, Jin-Hwan se sentira reticente, afinal, sua visita a bares e afins se restringia a momentos sociais com colegas de trabalho ou reuniões familiares, nada mais. Apesar disso, considerando tratar-se de uma antiga companheira de dinastia, sentia haver certa obrigação moral em prestigiar a ex-romanov ao menos uma vez. Deste modo, aproveitando a odiosa frustração e culpa que ainda carregava após o encontro com Yoon-Seo, escolheu um dia em sua agenda e planejou ficar ali por minutos suficientes para parabenizar a russa de modo mais consistente, calculando um certo acréscimo, visto a possibilidade não pequena de encontrar algum conhecido de seus tempos de Durmstrang – o que, mesmo sem querer admitir, em parte era o exato motivo de sua reticência.

Apesar de seus planos, não contara, contudo, que em meio a sua visita se viria engajado em uma conversa com um desconhecido, o qual logo se mostrou não de todo desconhecido de fato. Recordava-se bem de Ayesha Friedrich, a jovem romanov que em seu terceiro ano fora jogada em meio ao Torneio Tribruxo e a qual Hwan, estando no sétimo e sendo veterano de dinastia desta, sentira-se na obrigação de ajudar na preparação para as provas que viriam – nem tanto pela vitória ou o nome da casa, mas pelo bem-estar da garota. Não havia sido um longo período, apenas algumas horas em alguns dias, mas que renderam não apenas o aprendizado de alguns feitiços e conhecimentos adicionais, como também conversas entre os dois romanovs. Isso, somado às pesquisas que o coreano fizera, a fim de melhor dialogar com a mais nova, o tornaram ciente da família real Luxemburguesa e, por consequência, do mais velho dos Friedrich, Alphonse, o exato rapaz com o qual se via conversando.

Era curioso o quanto, apesar de vidas distintas, sentia haver certa dinâmica em seu diálogo com o ex-lufano, o qual começara como algo aleatório, sem que sequer possuísse conhecimento de quem se tratava, apenas um desconhecido que compartilhava consigo as mazelas de ser irmão mais velho – ou, no caso de Hwan, um péssimo irmão mais velho. Dali a apresentarem-se como ditava a educação fora natural, assim como a breve surpresa e o desenrolar da conversa para o assunto comum que era a irmã do Friedrich e o que sabia do alemão. Todavia… Não tinha exata certeza de como chegaram a uma conversa tão séria quanto relacionamentos e, mais que isso, com o príncipe luxemburguês lhe confessando – ou confiando – algo cujas entrelinhas fizeram, por um momento, o coreano franzir o cenho, curioso com a incógnita que se apresentava. Afinal, com quem, exatamente, um príncipe não poderia ficar com? Pelo o que ouvira falar, Friedrich deixara de lado seu direito como sucessor do trono luxemburguês, logo, não havia muito o que o impedia de relacionar-se a um ‘comum’ até onde recordava-se das leis do distante país.

– Ah... –
e arqueou as sobrancelhas, assim que a resposta lhe veio, talvez um palpite contaminado por suas próprias experiências, mas que, ainda assim, encaixava com perfeição como um motivo plausível e fora dos ‘moldes tradicionais’ – Você... – murmurou, visivelmente surpreso, crispando os lábios para conter-se, sentindo que, provável, transparecia o incômodo que sentia naquele instante, ainda que não tivesse certeza se o sentia por receio de estar fazendo suposições indevidas acerca do príncipe ou pelo assunto em si e aonde prosseguir nele o levaria – Compreendo, acho. – observou, incerto se devia ou não estimular aquele tópico ou mesmo tirar a dúvida do real significado da frase de Alphonse, notando o outro ficar sem jeito ante sua reação reticente e pronto para alterar o rumo da conversa. Não parecia, contudo, a real vontade deste, de modo que o medibruxo suspirou, concluindo que não deveria negar a alguém a oportunidade de falar sobre o que quer que fosse, apenas por uma suposição e devido a seus medos internos.

– Perdão. –
pediu, erguendo a mão para coloca-la sobre o ombro do ex-lufano ao seu lado, a fim de transmitir segurança – Ao mesmo tempo em que há a curiosidade, estou pouco habituado a conversas de cunho tão pessoal. Motivo pelo qual não sei ao certo até onde me expressar. – explicou com sinceridade, mas tendo o cuidado de não sugerir o que quer que fosse em demasia, dando o tempo para que o próprio alemão ditasse o que desejava ou não compartilhar, tal como preferiria se estivesse no lugar do mais novo. Ouviu-o com atenção e, ante a revelação que tornava seu palpite mental o caso que ali existia e não apenas um reflexo tolo de sua mente, Jin-Hwan se surpreendeu, ficando momentaneamente sem palavras antes de, disfarçando, abrir um sorriso tranquilizador – Seu segredo está seguro. Não teria porque conta-lo a quem fosse. – garantiu, em parte sentindo-se repetir palavras que, um dia, haviam sido ditas a ele – Compreendo o que quer dizer. – acrescentou, abrindo a boca por um momento, a fim de dizer algo, mas contendo aquela linha de confissão, visto que não achava a coragem necessária para tanto.

– Imagino que o peso da expectativa vinda da realeza seja imensuravelmente maior, mas... –
e suspirou, convicto de que fazia a melhor escolha, de que nada mudaria trazer à tona algo há tanto tempo oculto – ...venho de uma família extremamente tradicional e que segue o sangue-purismo, logo, não existe um dia em que meus pais não me questionem quando casarei ou que não tentem apresentar-me à dama de alguma família nobre. – disse, recordando-se do último jantar que tivera, revirando os olhos e meneando a cabeça para afastar a lembrança – E foram as donzelas que quebraram seu coração ou foram as ‘opções proibidas’? – questionou, retornando ao assunto inicial, quase arrependendo-se de tê-lo feito ao ouvir a resposta do mais novo. Escutou com seriedade, quase podendo sentir a dor do rapaz de olhos verdes enquanto este relatava suas experiências de uma forma que Hwan, em seu âmago, não pode deixar de admirar e invejar.

Porque se inicialmente o coreano julgara que ‘o irmão da Srta. Ayesha’ fosse apenas um rapaz bem-apessoado, de personalidade simpática, com força de espírito e com o qual compartilhava o fato de ser irmão mais velho, alguns conhecidos e nada além, então via que era bem mais complexo; que o jovem príncipe utilizava tantas máscaras quando o próprio Hyong e, o que mais atingiu a este, algumas que eram similares em demasia com suas próprias. A diferença, que era o que realmente chamava a atenção do ex-romanov, era que Alphonse, mesmo com suas máscaras, visivelmente não mentia para si mesmo como Jin-Hwan, em um canto oculto e esquecido de si, sabia que fazia. Além disso, ao ouvir o que o Friedrich achava ter encontrado – e que, assim sendo, significava que ele ansiara por isso, provavelmente –, mas perdeu, o medibruxo viu ali a pureza sincera e certa fragilidade que existia no alemão e que, como medibruxo, aprendera a reconhecer nas pessoas.

– É perceptível o quanto você sofreu. –
observou, sincero, sentindo o punho ao seu lado fechado em tensão – Lamento por você ter passado por isso, mas... O que quer dizer com ‘voltar a o que era antes’? – questionou, fitando aos olhos claros com um quê de dúvida, vendo um sorriso irônico se abrir, seguido de palavras que fizeram Hwan ponderar, considerando o que observara até então. Não conseguia, mesmo tentando, afastar a impressão de que, apesar da sugestão de Friedrich, ‘voltar’ não era o que ele desejava, mas sim ‘achar aquilo que procurava’. Sorveu um gole da própria bebida. Seria um desperdício ver alguém como aquele rapaz, tão ciente de quem era, esconder-se devido a algumas falhas – Eu sinceramente compreendo seus motivos, – alegou, voltando o olhar para as íris verdes do alemão – mas não acredito que devido a algumas desilusões, devesse desistir assim. A não ser que essa escolha seja o que você julga ser sua felicidade ou então... que você seja algum tipo de covarde. – observou com um quê de desgosto, ciente de que ali, descrevia a si mesmo. A resposta simplista fez com que os olhos escuros encarassem de soslaio a face do mais novo e reconhecesse ali os sintomas de raízes que rumam para o interior da alma, sentindo uma parte de si dizer “você não é um covarde, não faça isso”.

– Acredita mesmo que sua sina é viver sob a máscara de rapaz perfeito, o qual segue todas as regras, fazendo o que ama por trás dos panos e longe dos olhos alheios? Acredita que não existe outra alternativa, que não há fuga? –
questionou, sentindo a voz vacilar, ainda que tentasse manter a casualidade firme. Uma pergunta a qual Hwan, em seu âmago, não sabia ao certo a quem direcionava – se ao alemão ou a si mesmo –, mas cuja resposta foi ao coreano como um tapa na cara. Não que houvesse sido a intenção do mais novo e, mesmo que houvesse sido, não tirava a razão deste. Ele era um príncipe e, naturalmente, as dificuldades eram maiores e mais abrangentes do que de “um cara que tem uma família purista e regrada” como era o caso do ex-romanov, no entanto, mesmo com esse empecilho significativamente maior, ainda assim, Friedrich tentara. Duas vezes.

“Você é um covarde, Hwan.”

Os lábios do coreano se crisparam ante aquela voz, encarando o perfil de Friedrich. O medibruxo, de fato, era um covarde, mas o rapaz ao seu lado não o era e, ainda assim, parecia pronto a desistir de quem de fato era. Se uma pessoa como aquela não era capaz de encontrar a felicidade, então… Significava que não havia maneira de escapar da sina, de fato ou momentaneamente? Mesmo escondido, mesmo de modo vago, não havia outra forma de existir alguma felicidade na vida de pessoas como ele? O Hyong piscou, sentindo a vista nublada e a mente em um crescente frenesi familiar e incômodo, o qual não conseguia colocar em ordem. Não podia ficar quieto, contudo. Não sabia ao certo o porquê – ou talvez soubesse no fundo de si –, mas não podia deixar aquele rapaz daquele modo, a ponto de perder-se.

– Creio… Espero... –
disse, sentindo uma incerteza que a voz, para sua sorte, não exatamente transparecia – que apesar de tudo, ao mesmo tempo... Se os sentimentos forem reais, aparências, sigilos não importam, contanto que os minutos juntos, os momentos ocultos, sejam reais e preciosos. – as palavras lhe escapavam em desordem e, na mente do coreano, flashs se erguiam, memórias as quais por muito tempo havia mantido esquecidas. Sorrisos, toques, sensações e decepções nos olhos de outrem – Deve existir alguém que permita que a máscara possa cair e, então, voltar, sem se importar, porque realmente ama aquilo que você é, com e sem os poréns… – observou, sentindo o coração acelerar, a respiração pesar e aquelas palavras ecoarem difusas como um disco, velho e desgastado pelo uso, ou como, talvez mais preciso no caso de Hyong, uma assombração.

Jin-Hwan sentiu seus lábios se abrirem, buscando ar. O ex-romanov tentou focar a mente, sem sucesso, fechando os punhos com mais força. Em sua cabeça era como se diante daquela conversa, daquelas palavras vindas de Friedrich e que, sentia, não era o real desejo do moreno, a caixa de pandora existente no interior do coreano houvesse aberto e tudo aquilo que a sete chaves ele guardara e ocultara, estivesse escapando. Cada frase um dia dita. Cada desejo um dia ansiado. Cada esperança um dia cultivada. Cada dúvida que um dia a resposta ele descobrira e, então, ignorara, tornando-se o covarde que era. O covarde que não podia deixar outro tornar-se.

– Se for realmente importante...Terá valido a pena. –
disse entredentes, mal ouvindo a indagação de Alphonse, apenas prosseguindo com a lógica que escapava de seu âmago em um ato quase desesperado de convencê-lo – A dor será apenas um reflexo do quão importante foi. – as feições se torceram por um instante, sentindo o flash da lembrança de momentos passados torcerem seu interior – Não será fácil, mas... nada o é. E mesmo que algumas coisas sejam ainda mais difíceis que outras... Pelo menos haverá os remanescentes daquilo que fizeram parte de si, uma esperança de algo que um dia foi real e pode voltar a ser, independentemente do preço. Uma lembrança do que você é, mesmo possuindo sua máscara... – os olhos castanhos voltaram para as próprias, encarando os longos dedos que, diferente de seus colegas de profissão, carregavam calos inúmeros dos treinos.

“Quem você realmente é, Hwan?”

– Você viveria assim?

Aquela voz do passado foi sobreposta pela pela do presente e a questão tão simples de Friedrich fez com que o mais velho se voltasse ao ex-lufano com uma expressão de terror. O ar lhe pareceu sumir, a mente e os batimentos aceleraram e a boca de Jin-Hwan se secou, enquanto seus olhos corriam pela face sem expressão, tentando dizer algo sem conseguir. Em sua mente a resposta era simples: sim, se ele tivesse a coragem que Alphonse tinha de, ao menos, tentar, o que não era o caso. Contudo, dizer aquilo era admitir sua covardia e tudo o que há anos escondia; era voltar a considerar o proibido, desejar o difícil, perder a mente para os desejos, jogar para o alto todos os esforços dos últimos anos e colocar em cheque tudo aquilo que ele conquistara até então.

“O que exatamente você pensa que conseguiu?”

– Eu… –
murmurou, sentindo-se ser acuado por sua própria mente. A racionalidade, tão perfeitamente erguida e aperfeiçoada pelos anos, trincada por palavras de um reflexo daquilo que poderia ser e não era – Eu… Eu se… – era difícil respirar e ainda mais difícil admitir o que precisava admitir para responder e convencer. Sentia o peito subir e descer, encarando a face de Alphonse, a tristeza e o desespero por trás das íris esverdeadas. Tão familiar, tão antiga, mas não esquecida – Eu acho que… – murmurou, sentindo a voz tremer, tanto quanto as mãos e o corpo, como se estivesse com medo. E estava. De si mesmo. Do eu que destruiria a ‘realidade’ – …Eu preciso ir… – sentenciou, tendo a vista nublada e a mente tomada por inúmeros pensamentos e ‘se’. Ouviu como um eco longínquo a voz do rapaz próximo a si, vendo-o como se ao fim de um difuso túnel, reconhecendo ali alguma preocupação.

– Não… não é culpa sua… –
disse, receando adicionar pesos desnecessários ao alto rapaz que o amparava quando, na verdade, deveria ser o oposto. Encarou os olhos verdes e claros, cristalinos, podendo ver-se ali. Seu reflexo distorcido – Sou eu o problema. – admitiu antes mesmo que percebesse em um arfar, como um naufrago que, entre ondas caóticas, alcança a superfície momentaneamente – Creio… Que estou jogando sobre você o que não deveria… Desculpe… – sentenciou, desviando o olhar, sentindo o coração acelerado e o frenesi de sua mente ininterrupto. Tentou mover-se, ouvindo a voz incisiva e sentindo algo impedir-lhe de modo que, apenas então, ao girar o rosto, notou o toque do mais novo em seu braço, os dedos calejados e firmes, o calor e pressão sutis que o fizeram erguer os olhos, encontrando a face do Friedrich, os olhos verdes que o encaravam, a gentileza e tristeza oculta, a busca de respostas, os traços chamativos e atraentes da linha do rosto, do nariz, da boca…

Então Jin-Hwan avançou, sem pensar, sem entender, sem nada; movido pelos instintos, mas, mais que isso, pela agonia e a ansiedade causada devido à resposta que queria dar e não conseguia, à esperança que ainda carregava mesmo ciente de que era inútil, ao desejo utópico e irrealizável, ao horror ante a eminencia de ver aqueles olhos esverdeados caírem no mesmo abismo que ele. Avançou voraz, como um viciado em abstinência o qual se depara com a droga preciosa e necessária. E que droga. As mãos avançaram pelos músculos firmes dos braços do alemão, enquanto a língua explorava o interior da boca do outro, sem qualquer pudor, ansiando, desejando. As restrições erguidas por anos perdidas entre toques e passos de uma dança perfeitamente sincronizada; igual em aspectos, mas totalmente diferente em outros. Era uma velha experiência com um novo formato, com algo que parecia envolvê-lo e tomá-lo, impedindo que o racional, que a máscara de ‘Dr. Hyong’, retornasse.

Uma máscara que, após tantos anos de uso, certamente retornaria, trazendo consigo o horror, a indignação, a vergonha, o arrependimento, a culpa e, acima de qualquer outra coisa, a dor. A dor da realidade contra a ilusão, do que poderia ser e do que era, do que ele “conseguira” esquecer, mas, então, temia, não mais conseguiria.


__Interaction: Alphonse Derek Friedrich.
__When: Alguns muitos meses (na verdade anos .idea) antes das férias anteriores ao 3º ano da Karen.
__Off: Esse post já tava a ponto de se revoltar e se postar em pura indignação depois de tanto tempo. -q


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Jinhwan Hyong
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Re: ZeroSum NightClub - Moscou

MensagemRussia [#201722] por Mark Ryder » 14 Mai 2020, 00:58

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      - A lua me chama, eu tenho que ir pra rua... A lua me chama, eu tenho que ir pra rua... Hoje eu quero sair só -O sorriso praticamente sambava em meus lábios enquanto meus dedos se movimentavam formando os acordes no velho violão. Ah, a música, que conceito, não é mesmo? Uma ‘coisa’ capaz de emocionar, tocar, fazer sentir, talvez até mais do que o próprio toque humano, é uma coisa linda, realmente... Não tão linda quanto eu, claro, porque isso aí seria impossível, mas chega perto. Sorrio, baixinho, com meu próprio pensamento, começando a ensaiar o final da música, afinal, a rua realmente me chamava e ela tinha um nome: Emprego!

      Dançarino! Pela primeira vez era realmente isso que era, sinceramente, nunca tive grandes problemas em ser um admirador da sétima arte, vender a melhor experiência sexual de sua vida deveria sim ser considerado uma arte, uma que não só dominava, como amava, diga-se de passagem... Como diria meus velhos: A idade chega para todos e parar diante do corpo esguio e completamente desnudo do Mika certamente valia a pena cada decisão tomada. Sorrio, meio bobo, o que, acreditem, ainda era uma novidade para mim, afinal, quem diria que um puto era capaz de se apaixonar? Eu não apostaria meu dinheiro nisso! Mas o Mika apostou! E até hoje sinto meu coração acelerar um pouco quando encontro seu olhar admirado.

      Mas, por favor, vamos deixar de frescuras, até porque, embora não seja mais puto, tenho certeza de que não foi minha paixão que os trouxe aqui, então, vamos a putaria! Sorrio, agora, de modo muito mais reconhecível, de lado, meio cafajeste enquanto escolho a “melhor” roupa possível, ou, talvez, a que melhor me deixasse sem roupas. No final, acabo optando por um visual quase angelical, até mesmo porque essa ‘transformação’ costumava agradar bastante a plateia... Termino de abotoar a blusa, dando uma última olhada no corpo inerte de Mika, sim, ele havia me pedido que o acordasse para ir comigo, mas vê-lo tão pleno e claramente exausto depois de um dia de treinamentos, fazia meu coração apertar, apenas deixo um beijo em sua testa antes de aparatar na boate.

      No momento em que senti o ‘puxão’ em meu corpo, era como se voltasse para mim mesmo, pelo menos aquele que saiu da casa de seus pais para explorar o mundo. O meu coração acelerava, o sorriso vinha de forma natural, assim como o era cumprimentar as pessoas, sempre deixando toques e comentários dúbios, afinal, o segredo era seduzir, quem? Pouco importava! Todos eram presas quando se tem a ferocidade de um predador em suas veias. É isso, estou em casa... E como amo estar nela! Sinto meu corpo fluir em meio a pista de dança, movimentando-me ao ritmo da música, mantendo o contato visual com todos em minha volta sempre... Então, ele aparece... Meu amor... Minha presa preferida, por suas feições, sabia que queria ‘brincar’, de modo que simplesmente viro de costas, empinando um pouco minha bunda começando a rebolar deliciosamente.

      Ah, não tem coisa melhor do que o fogo que evapora cada gota de sangue de minhas veias quando sinto o corpo dele grudar ao meu, sua pegada firme e deliciosa que era capaz de me desarmar inteiro, mas aquilo, meus caros, era guerra e o segredo dela era nunca entregar os pontos. Sorrio, brincalhão, voltando a me virar em sua direção, passando minha mão por sua nuca de maneira insinuante... Enlaço seu pescoço, continuando com os movimentos, começando a colar ainda mais nossos corpos, deixando nossos lábios apenas a alguns centímetros de distância, exatamente como gostava, bom, na verdade, eu gostava mesmo era de distância nenhuma, bem coladinho, sabe? Quase como se fossemos parte de um.

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Postado Por: Rach.


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