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O Expresso de Hogwarts 2019

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Re: O Expresso de Hogwarts 2019

MensagemInglaterra [#192711] por Karen Dernach » 27 Jun 2019, 23:09

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Noreen McAffe | 6º Ano | Grifinória | Monitora


A chegada do 6º ano trouxe consigo uma tensão que Noreen de certo modo previra, mas não com tamanha intensidade. Era curioso à irlandesa como antes das férias do ano letivo anterior todo o caminho parecia tão certo e tão simples: estudar, formar com excelentes N.I.E.M.s, conseguir um emprego legal no mundo mágico mesmo, apenas para levantar uma boa grana, converter tudo para a moeda trouxa, abrir seu próprio bar com o melhor amigo, constituir família com algum cara ou moça que fosse companheiro e, então, penar para conseguir balancear a mulher de negócios e a boa mãe que tinha certeza que seria. Nada muito absurdo ou altamente ambicioso, mas... Mesmo assim, depois daquelas férias, parecia tão difícil ver claramente o caminho; saber até que ponto estava ousando demais em seus planejamentos e até que ponto era plausível, onde deveria focar e onde deveria prosseguir ou mesmo se deveria. Odiava aquela sensação de não ter certeza e de estar perdida com a própria vida – afinal, era sua vida. Um incômodo que a chegada do momento de retornar a Hogwarts não diminuiu, mas ao menos serviu para distraí-la, ainda mais considerando as inúmeras obrigações que viriam.

Naquele ano, tal como no anterior, mais uma vez ostentava o broche de monitora da Grifinória, sua amada casa que nos últimos anos – na verdade, custava a admitir, mas desde que entrara – vinha tendo um desempenho terrível em comparação com as demais. Era frustrante para a irlandesa, afinal, sabia que os rubros tinham um potencial infindável e que não era por falta de capacidade, mas tampouco conseguia ao certo determinar o motivo de tanto. Assim sendo, ainda que tudo houvesse melhorado consideravelmente no ano anterior com a soma de diretor com origens grifinórias, mais um monitor-chefe para evitar perdas de pontos e mais dois monitores aplicados, não havia sido sequer perto do suficiente, deste modo, aquele ano tentaria de novo e, sendo seu penúltimo, concluía que tinha a liberdade de utilizar-se de métodos mais extremos, caso fosse necessário, considerando como base o que observara no ano anterior.

Deste modo, jogando de canto os sentimentos incômodos que com frequência surgiam durante as férias, focou-se no que precisava conquistar e como faria aquilo. Motivo pelo qual, percorrendo os vagões do expresso com um olhar de caçadora e anotando no inconsciente as transgressões que via pelo caminho, buscava a imagem de Yatogami Huang, o qual, tinha certeza absoluta, naquele ano também seria seu companheiro de monitoria. Para a sua sorte o fofo chinês, assim como o cabelo deste, haviam crescido mais alguns centímetros durante os últimos dois meses, de modo que não foi de todo impossível avistar o grifinório em meio à multidão. Desviou dos alunos que tinha no caminho e, considerando que ele parecia olhar para tudo e nada, de modo que não tinha certeza se a ouviria, com um movimento rápido pegou o braço do moreno, vendo-o virar com um olhar momentaneamente diferente – um pouco intimidante, um pouco alarmado –, o qual a irlandesa ignorou, focando-se em conferir se estava certa quanto a sua suspeita.

Bom dia, Yato! Andou crescendo nessas férias, hein! — exclamou, abrindo um sorriso simpático — Posso assumir que seremos uma dupla este ano também? — questionou, satisfeita com a resposta — Ótimo. Nada de quebra de dinâmicas. — observou com uma piscadela cúmplice, começando a caminhar junto deste — Estava indo para a reunião? Parecia um pouco distraído. — comentou com um quê analítico, afinal, gostava do chinês, dentre outros motivos, justamente pela capacidade de concentração que este tinha — Ótimo! — sentenciou, tirando a desconfiança da face e abrindo o sorriso típico — Quero o máximo de foco esse ano! O desempenho da Grifinória ainda anda lastimável e não me perdoarei se ano que vem, no meu último ano, ficarmos em último novamente. — alegou, determinada, vendo-o não apenas concordar, mas dar indícios de estar tão comprometido quanto ela própria — Perfeitamente dito. — e sorriu, satisfeita, voltando o olhar para a porta a qual chegavam.

Quando atravessaram a entrada do vagão dos monitores, avistou uma adulta loira, mas não exatamente aquela que esperava. Reconhecia Blair Helstrong das vezes em que visitara a biblioteca, visto que lembrava de ela ser uma ajudante lá ou algo assim, mas nunca sequer chegara próxima, visto que alguma coisa no modo que aquela mulher se portava, como se fosse melhor que alguém naquele mundo, incomodava profundamente a grifinória. Apesar disso, ciente de que havia um papel a cumprir e não seria um pequeno desgosto que interferiria em seus planos, acomodou-se, atentando-se aos monitores com os quais compartilharia as obrigações de ficar de olho nos alunos, em busca de algum que lhe trouxesse a impressão de ser potencialmente um problema – afinal, tinha ciência de que nem todos eram justos o suficiente e que, por vezes, poderiam ser tendenciosos em suas denúncias, o que poderia vir a ser um grande problema.

Qualquer análise foi esquecida, tão logo os lábios da, aparentemente, nova inspetora se abriram, ganhando a atenção de McAffe. Por um lado, Noreen não pode deixar de admirar a firmeza da bruxa, mas odiou aquela prepotência, que muito dava a entender que as cobranças cairiam puramente sobre os dez alunos ali presentes, enquanto ela poderia muito bem ficar tranquila e incontestável, só olhando o trabalho alheio. Odiava pessoas assim, soberbas, mas que eram porcaria nenhuma. Deste modo, assim que houve a permissão de iniciar as rondas, antes mesmo que Helstrong houvesse terminado sua fala, Noreen se ergueu, avançando para fora do recinto, a fim de ali aguardar Yato, encostada contra a parede e de braços cruzados. Respirou fundo, avançando alguns passos a frente do mais novo quando este deixou o local, mas sem nada dizer, afinal, não queria soar irritada e gerar questões do motivo daquilo – parecia-lhe estúpido incomodar-se com a inspetorazinha.

Ok. Foco, Noreen! — sentenciou, voltando-se com um sorriso para o colega de monitoria, que se encontrava visivelmente pensativo — Ei, Ya...? — no momento em que se preparava para questionar o que se passava pela mente do, visivelmente, pensativo chinês, notou a porta de uma cabine ser aberta e ele, então, ser abduzido para o interior da mesma — Ói! — exclamou em surpresa, avançando para a cabine na qual o garoto sumira, avistando ali já duas pessoas presentes, nenhuma delas a que usualmente via junto ao chinês — Mas que...?! — e sua voz morreu ante a confusão que era avistar a figura da colega de ano e monitora lufana que estava na reunião até pouco tempo antes e uma aluna da sonserina, ambas com olhares que a irlandesa conhecia muito bem e que, por conta disso, a fizeram apenas encarar, avaliativa, aguardando alguma explicação ante aquilo tudo ou a reação de Huang e, em um canto de sua mente, maquinando e pesando pequenas possibilidades.


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Re: O Expresso de Hogwarts 2019

MensagemEstados Unidos [#192726] por Kawonin James » 28 Jun 2019, 15:47

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James não conseguia entender o motivo de ter que ficar naquela pequena cabine, trancafiado como um animal selvagem. Não tinha feito nada demais para o garoto do lado de fora. Todos deveriam saber que o outro provocou aquilo para si mesmo e James foi apenas um executor da lei. Os monitores não faziam a mesma coisa? Não puniam aqueles que, de alguma forma ou de outra, causavam o caos? Então, por que o loiro tinha que ficar na cabine, preso, e os monitores rondando os corredores?... Kawonin, furioso com todo o acontecimento, desferiu um intenso golpe no estofado do banco onde estava e urrou irritadiço. MERDA! O sonserino precisava liberar toda aquela irá que sentia, não apenas pelo fato de ter que tomar detenção, mas também de todo o ocorrido nas férias. No entanto, quando iria berrar mais uma vez, a porta da cabine abriu-se subitamente, revelando, por mais incrível que pareça, Nate e Travis.

O-O-O q-que vocês estão f-fazendo a-aqui? James questionou ambos. Será que eles já sabiam o que o loiro havia feito e vieram caçoar dele? Balançou a cabeça de um lado para o outro na tentativa de retirar essa ideia. Os amigos que possuía nunca fariam isso com ele, principalmente Travis. Quero dizer. Que bom vê-los por aqui! Não queria dizer para os dois que tomara uma detenção dos monitores e que ficara de "castigo" naquela cabine. Por isso, esboçou um leve sorriso respondendo a pergunta do corvino sobre o fato do maior estar ali sozinho. Estava cansado de andar de cabine em cabine procurando alguma vaga. Por isso, quando encontrei essa, já fui me alojando! Analisava as expressões dos amigos. James esperava que acreditassem naquela mentira. Contar toda história do porque agira de uma forma tão severa seria um pouco constrangedor, especialmente se falasse que a saída de Gales fizera isso com ele.

O sonserino atentou-se nas desculpas do amigo. James também queria que Travis ficasse com ele durante toda a viagem, explorando o novo distrito inaugurado. Talvez até seria mais fácil aceitar o fato de Gales não voltar para Hogwarts com o melhor amigo do lado. No entanto, sabia que houve uma emergência e que deveria lidar com tudo o que aconteceu sozinho. Sem problemas. Nas próximas férias posso passar lá na sua casa. Assim podemos curtir ela por inteiro! Exclamou James com um tom jovial. E espero que seu tio Mason fique bem, sei como é quando caldeirões dão problemas! O loiro nunca iria esquecer do incidente que sofrera em uma das aulas de poções junto ao pai, quando o caldeirão ficou louco e esparramou todo o conteúdo em cima de si. As bolhas que formaram na superfície da pele eram difíceis de esquecer.

Levantou-se do assento quando percebeu que o melhor amigo não alcançava o suporte de bagagens. Comece a rezar para quem quer que seja para conseguirem fazer uma poção de crescimento, pois ficar nessa altura para sempre seria bem complicado! Esboçou um leve sorriso, pegando a mala do menor e colocando-a sobre o suporte. No momento em que terminou, voltou ao lugar ainda rindo pelo comentário de Travis. Em comparação com o loiro, o corvino era realmente muito pequeno, mas não podia negar que ele cresceu desde quando o conhecera. Mas não se preocupe não, tenho certeza que um dia será maior que eu! James pousou a mão na cabeça do melhor amigo e começou a afagar seus cabelos. Até que sentiu a barriga roncar. Fazia tempo que não comia e não podia sair da cabine por causa da detenção.

Também estou morrendo de fome! Não como desde que sai de casa! Complementou o comentário de Travis. Parecia que os dois tinham uma sintonia como nunca visto antes. Olhou para Nate quando ele se pronunciou a comprar as guloseimas com a tia dos doces e James ofereceu um pouco dos galeões que o pai havia dado antes de saírem de casa. Assim que Travis e Kawonin ficaram sozinhos na cabine, o loiro respirou fundo antes de contar toda a verdade. Então, eu tenho um segredo para te contar... Eu... hum...levei... detenção! Esperou a reação do menor mediante ao exposto e, antes de um mar de perguntas ocorrerem, James continuou a falar. Um garoto lá fora começou a me empurrar e eu soltei uma avaração nele. Mas isso foi porque estou passando por um momento um pouco complicado... As férias não fizeram bem para mim. Revelou para o amigo. Mas, antes mesmo de comentar o real motivo de toda aquela conversa, foram impedido pela figura de Himitsu e companhia, sendo uma delas Gales Miyamoto.

Aquilo não era possível. Não podia ser. O japonês reuniu todos os amigos que tinha em Hogwarts para dar a notícia de sua saída e, de repente, estava ali, parado na frente do loiro. Será que era uma miragem? Ou o colega havia feito uma brincadeira de mau gosto naquele dia? A resposta não viria tão fácil. A face de James começara a mudar de uma cor pálida para um rubro. Não sabia no início se era de raiva, alegria, vergonha ou qualquer outra emoção. Não conseguia controlar o que acontecia no interior do pequeno corpo. No momento em que iria abrir a boca para questionar a presença do amigo no vagão, Himitsu começara a falar e não parara mais.

O-O-O que está acontecendo? Kawonin mal tinha piscado e já estava coberto de diversos e variados doces, além de Travis estar sentado em seu colo. As coisas aconteceram de forma tão rápida que a mente não conseguira acompanhar. Mas o que não saia da mente era a presença do japonês no mesmo vagão que o loiro. Tentava a todo o momento não olhar para os olhos dele, porém, uma vez ou outra se pegava com os olhos fixos nele. Por que o sonserino estava ali? Por que? Esse pensamento não saia da cabeça de Kawonin que só parou de pensar no assunto quando ouviu a pergunta de Travis se era a varinha que tinha no meu bolso.

É-É s-s-sim! O-O que m-mais seria? O rosto voltou a tomar uma coloração vermelha. Que pergunta mais indiscreta vinda por parte do melhor amigo. Retirou o objeto de madeira do bolso, provando para todos que tinham dado uma conotação completamente errônea dos fatos. Assim que o tempo foi se passando e o destino de Hogwarts foi ficando cada vez mais perto, o americano ficava incomodado com a presença dos amigos no mesmo vagão que ele. Deveria dizer a todos que eram para sair porque se algum monitor pegasse o garoto com os amigos em plena detenção iriam tomar detenção? Deveria culpar Gales por ter mentido sobre o fato da saída dele de Hogwarts e ter posto James no castigo? Antes mesmo de poder abrir a boca para expulsar todos dali, Darien apareceu subitamente no vagão, colocando todos que estavam nele em detenção junto com o loiro. E assim que começou o terrível ano de Kawonin James em Hogwarts.


With: Gales Miyamoto; Himitsu Miyamoto; Hinami Miyamoto; Oh Ha Na; Darien Morris (NPC Nick); Nathan Park; Maya Matsuda; Travis Brunworn.
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Re: O Expresso de Hogwarts 2019

MensagemGrecia [#192731] por Nyx Hatzimichalis » 28 Jun 2019, 18:33

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Irmãos são assim: se você quer que eles fiquem longe jamais deve dizer isto. Pois, eles grudarão que nem chiclete. Mandá-los sair é a mesma coisa de pedir para ficar. Eles não conhecem os limites entre você e eles. Ainda mais quando estão curiosos, querendo saber de algo o qual você obviamente está escondendo. Eu, inocente na época, pensava que mandá-los me deixar em paz ajudaria em algo. Eles me respeitariam. Vil inocência. Talvez também, dizer o nome do meu mais novo mascote tenha corroborado para o fato. Vai saber. Fato é: eu estava ferrada, embora ignorasse este fato deliberadamente.

Quando se é criança, a ideia de proteção não lhe vem com bons olhos. Achamo-nos adultos o suficiente para poder cuidar de nós mesmos. Claro... minha família tinha um apreço para tragédias. Éramos gregos, não podia esperar coisas diferentes: dramas, comédias, teatro, mortes, carnificina, deuses zangados, um Olimpo turbulento e um submundo atrativo. Tinha um irmão que se chamava Hades, outro Ares... o que se esperar de uma família assim? Olha só o meu nome também.

Athena tentava ser gentil, mostrava-se realmente preocupada; não só na questão do dragão mas também em minha reação sobre suas premonições reveladas. Eu, em contrapartida, oferecia-lhe gratuitamente mais um problema a resolver além de seus sonhos mórbidos. Senti sua mão tocar a minha, todavia, assustada com a possibilidade de perder quem eu amava, tirei-a, enfiando-me num clima de criança emburrada e mimada. A caçula de uma ninhada de coelhos gregos. Ela sabia que a ideia de perder alguém ainda me era muito dolorosa (sempre foi e ainda é). Até hoje deus Hades e suas brincadeiras não me atraem e tento, a todo custo, afastar meus entes queridos de suas paredes sombrias. Athena sempre me pareceu meio conformista quando o assunto era a vontade dos deuses. Eu os cultuava, todavia, não aceitava seus mandos e desmandos com a facilidade que minha irmã parecia fazer. E não sei se eu a invejo por isto. Até mesmo hoje, apesar dela ser quem é. Também, há de convir que minha relação com os deuses não é a mesma de antes.


- Vocês jamais deixariam eu o trazer. A mãe dele morreu. Ele estava sozinho. Foi o único sobrevivente. - dizia, com a voz embargada, exagerando no "único sobrevivente", num choro latente. - Não é que nem a Polar frágil e indefesa, além de ser um animal trouxa. Eu sei o que um dragão é. Não sou burra. - dizia um tom nervoso, em resposta as repreenda de olhares deles. - Porém, ele é um bebê e até ele não conseguir se virar sozinho, ele terá a mim para protegê-lo - disse peremptória. Aquilo já era uma decisão tomada e acertada. Por mim, é claro. E esperava deles a compreensão, o silêncio e principalmente a cumplicidade. Sim... pedir muito. Eu sei. Mas, era a ideia de família. Família é para proteger os outros. Proteger quem ama.

- Eu sei disto. - respondi ao meu irmão. - e já está tudo acertado. - bom, não estava assim tão acertado, mas, a ideia era tranquilizá-los, então menti. - Ele ficará no dormitório comigo e quando não estiver lá, Polar e Orion estarão ou eu o levarei, dependendo da onde eu tiver que ir. -simples e fácil. Como somar dois mais dois. - E não se preocupem. Temos coisas mais sérias a lidar este ano do que um filhote de dragão. -referenciava ao ritual e a premissa de uma morte talvez inevitável aproximando. - E eu vou treiná-lo, Thé. Faço estágio num centro de proteção animal, sei como domesticar um dragão. - soava ligeiramente arrogante. E bem, não sabia. Mas, não deveria ser difícil. Eu imaginava. Angelopolos fazia isto direto. Eu via ele fazer isto direto. Então, achava que sabia "por cima" como fazer.

- Mas, já que querem ajudar... - fitei a todos, delegando ordens aos meus irmãos mais velhos como se fosse a Rainha da Sabedoria. - Você podia fazer outro amuleto. - fitava Athena, com ligeira clemência. - E você, Ares podia fazer uma poção para deixá-lo mais calmo e sem ficar soltando fumacinha por ai. Ele ainda não sabe soltar fogo. Mas, fica todo todo quando solta fumacinha. - disse, soltando risadinhas travessas, imaginando-me domesticá-lo e até mesmo montá-lo em passeios agradáveis pelo mundo mágico. Ares assentiu, dizendo que preferia proteger um dragão a uma cabrita. Fechei o cenho para ele, mas, não mais que isto, vai que ele, para me pirraçar não me ajudasse, não é? Irmãos adoram fazer isto. Hefesto foi o mais contra a ideia. Apolo e Arthemis já tinham me ajudado anteriormente, portanto, esperava deles a continuidade de suas ações.

E não tardou para sentirmos o solavanco do trem parando. Não muito distante, silhuetas de funcionários de Hogwarts despontavam. Meu coração começou a tamborilar, senti minhas mãos suarem frio quando avistei Hogwarts pela janela. Em abrupto levantei. Coloquei minha mochila em meu peito, peguei Polar e Orion. Dei umas batidinhas na bolsa, tentando acalmar Ladon.
- Estamos quase lá. - disse para eles, ignorando meus irmãos. - Tchau pra vocês. - levantei-me, receosa de ouvir algo de desagrado e repreenda. Todavia, não tardaria em estar próximo de muitos deles tão logo Hogwarts estivesse sobre meus pés.


With: Manos
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Re: O Expresso de Hogwarts 2019

MensagemInglaterra [#192737] por Karen Dernach » 28 Jun 2019, 23:32

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Aquelas férias haviam sido uma grande monta-russa de emoções. Houvera excitamento, alegria, surpresa, tristeza, medo, preocupação e mais uma infinidade de sentimentos que, enfim eu de fato descobria, em parte tinham sido meus mesmo e em parte, não. Uma coisa completamente confusa para a minha cabeça e que, somando-se aos meus sonhos eventuais, por vezes, considerando que até onde sabia ou parecia nem Kammy, nem Aleck tinham qualquer coisa do tipo e, com certeza, tinham uma mente muito melhor para lidar ou absorver o que fosse daquilo tudo, fazia com que eu questionasse ‘por que eu?’. Uma questão que, talvez, era a única que mantinha apenas para mim, porque minha irmã mais velha não podia saber – ainda que tivesse certeza que ela desconfiava – e ver meus pais pedindo perdão ou simplesmente sentindo culpa, sendo que não era exatamente algo que eles tinham como controlar ou que eles próprios tivessem pedido, não era legal.

Apesar de toda aquela baguncinha, eu estava bem ou, pelo menos, era o que dizia a mim mesma e aparentava. Havia momentos em que me via pensativa ou distraída – um pouquinho mais do que era o normal – e em parte era bom que estivesse acontecendo tanta coisa ao meu redor. Primeiro porque arranjar um motivo mais palpável para aqueles momentos se tornava fácil, segundo porque quando parava para pensar, o que eu tinha que lidar era nada, mas nada, comparado com o que Chelsie e Quinn, meus agora vizinhos, estavam vivendo com as mudanças ocorridas e os acontecimentos envolvendo os pais deles, então eu acabava por deixar meus problemas não tão problemáticos de lado e seguia com a vida. Vida esta, por sinal, que estava prestes a voltar à rotina de aulas, atividades e magia sendo usada a torto e a direito, uma vez que o expresso de Hogwarts se encontrava a nossa espera naquele primeiro de setembro.

“...Kae?”
– a voz de Hilda, que estava quase ao lado da entrada da locomotiva do Expresso, fez com que eu me virasse, notando o olhar analítico de minha prima sobre mim, fazendo-me sorrir e avançar para cobrir a distância que se abrira entre nós – “Você está bem? Geralmente você é a primeira a entrar, não a última...” – comentou, tendo uma leve preocupação desconfiada nas íris esverdeadas.

“Aham!”
– garanti, divertida – “Apenas estava vendo se encontrava Yato... E checando se nossos pais não estão se matando.” – expliquei com um quê de preocupação, indicando por sobre o ombro as altas figuras dos irmãos Dernach: Herr Thomas todo calmo e moreno ouvindo Onkel Karl todo sisudo e loiro, enquanto Tante Kath, linda e elegante, parecia divertir-se com os dois. Tudo porque papai tinha comentado que fazia algum tempo que não recebia a visita dos irmãos, mas naquele tom que, todo mundo sabia, incluindo eu, era justamente para provocar o irmão mais novo que, como era comum, fizera jus às expectativas e começara a redarguir, apontando a ausência de visitas por parte do mais velho também.

“Oh, não se preocupe.”
– sentenciou Hildz, fitando aos alemães, entretida – “Se fosse papa e Tante Mizumi, talvez devêssemos nos preocupar, mas sendo os dois, ainda mais com Tante Kath por perto... Estão seguros.” – garantiu, fazendo-me rir, afinal, de fato, mamãe e meu tio tinham o costume de, quando entravam em uma discussão, era A discussão, já que nenhum dos dois era bom em perder ou deixar para lá.

“Ei!”
– exclamou Elysia, cuja cabeça surgiu na porta com uma careta impaciente – “Até quando vocês vão ficar conversando aí fora? Eu já até achei uma cabine!” – afirmou indignada, fazendo com que eu e Hildz nos olhássemos e, antes que Lys nos puxasse pelas orelhas, a seguimos vagão a dentro, arrastando nossos pesados malões – “Francamente. Vamos começar a tornar um hábito pegar uma cabine e depooois procurar pessoas, nos despedir e conversar com quem seja. Sempre é horrível encontrar alguma que esteja vazia para que possamos viajar em paz com quem queremos.” – comentou, lançando um olhar por sobre o ombro – “O que me lembra: onde estão Chels, Quinn e Yato?” – questionou, logo entrando em uma das portas, que continha apenas um malão dentro.

“Yato deve ter ido para o vagão dos monitores, mas na plataforma em si... Não o vi. Na verdade, nenhum deles.”
– observou Hildz, pensativa.

“Chelsie e Quinn iam vir com a Sra. Sawyer e o Len, mas... não sei se chegaram muito cedo ou estão atrasados mesmo.”
– considerei, crispando os lábios ao, por um momento, lembrar da conversa que tivera com Chels um tempo antes, onde ela me contara tudo o que acontecera e que a deixara em um estado de ânimo bem longe do usual cheio de energia – “Qualquer coisa” – e balancei a cabeça para afastar a preocupação – “a gente encontra com eles em Hogwarts.” – aleguei com um sorriso, colocando os malões nos compartimentos com a ajuda de minhas primas, uma vez que sempre ficava incerta quando era o momento que podia começar a usar a varinha – “Saudades do Fritz nessas horas, especialmente.” – observei em um suspiro, o que foi concordado efusivamente por Lys – “Aliás, achei que ia vê-lo hoje.” – comentei com Hildz, vendo-a me encarar, surpresa.

“Ele estava aqui. Veio se despedir da Jill.”
– sentenciou de um modo que não pude deixar de franzir o cenho, pensando se estava tão distraída que nem mesmo ouvi ou vi meu primo – “Apesar que, pensando bem, ele sumiu antes de vocês chegarem, então... Deve ter perdido a noção do tempo. Vocês sabem como meu bruder é.” – comentou, pensativa, e ri, parte aliviada, parte porque era bem a cara de Fritz, de fato – “Só espero que ele não esteja dentro do expresso ou fique até ele começar a se mover. Papai não ficaria nada feliz se isso acontecesse.” – e não pude deixar de rir, imaginando meu primo procurando meios de retornar ao chegar em Hogsmead ou, pior, tentando escapar da locomotiva em movimento.

“Jill o expulsará em breve.”
– alegou Lys, entretida com a movimentação que indicava que estávamos prestes a partir – “Certo que ele consegue distraí-la como ninguém, mas...” – garantiu com um sorriso malicioso que me fez piscar algumas vezes, torcendo para que ela não estivesse insinuando o que eu achava que ela estava – “...Ela não perde o foco quando é para colocar o Fritz no lugar e, considerando que ele tem que voltar lá pra Alemanha ainda, acredito que ela vá tirá-lo do trem, nem que seja a força.” – disse, convicta – “Aliás, ele está bem depois da formatura? Acabei não o vendo as férias inteiras.” – observou, curiosa, talvez lembrando tanto quanto eu da expressão triste e perdida que ele carregava ao final do ano letivo.

“Ah, está.”
– alegou Hilda, naquela tranquilidade típica – “Depois que voltamos ele ficou um tempo trancado no quarto, aí quando saiu, falou para os adultos de casa se poderia ajudar na empresa ‘porque não sabia o que queria, mas também não aguentava mais ficar parado’. Papa, por motivos compreensíveis, ficou um pouco em dúvida, mas mama disse que ele poderia ajudar com os projetos de marketing – e como ela é a consultora sênior dessa área, pelo menos seria ela a ser incomodada caso Fritz entrasse no modo hiperativo.” – acrescentou, de modo que eu ri ao imaginar com perfeição Tante Liese fazendo aquela observação tão precisa e ignorando a indignação do filho – “No fim ele está se saindo bem.” – concluiu, satisfeita – “Apesar de às vezes ser de um modo absurdo, Fritz sempre teve uma criatividade incrível e alguma habilidade para contornar problemas quando se depara com eles, então com o direcionamento certo, tem tido bons resultados. Ele parece estar bem empolgado – ainda que não seja difícil vindo dele.” – observou, carregando um sorriso carinhoso, comum quando se referia ao ‘irmaozão superprotetor’ dela.

“Aaaaaawn...”
– murmurou Lys com o rosto apoiado na mão, em uma expressão contemplativa e de quem vê um bichinho fofo que, de certo modo, era o que Hildz parecia naquele instante – “Sabe que às vezes invejo vocês?” – comentou com a sinceridade típica, ainda que não se mostrasse nem um pouquinho chateada – “Tem momentos em que eu queria ter tido um irmão ou uma irmã.” – e suspirou – “Não sempre, mesmo porque, gosto das vantagens de ser filha única, mas acho tão legal essa cumplicidade que os irmãos da nossa família parecem sempre ter.” – disse com um leve bico, fazendo-me sorrir e pular, abraçando bem apertado nossa caçula.

“A gente pode não ter exaaaatamente o mesmo sangue, mas ainda assim somos família e, pra gente, você sempre foi e sempre será nossa irmãzinha precoce.”
– garanti, ouvindo um riso e um ‘ei’, soltando-a de leve para encará-la – “Então não importa o que aconteça, você pode contar com a gente e sempre estamos olhando por você, seja para dar bronca, parabenizar, atormentar ou proteger.” – observei com um sorriso largo, enquanto Hildz concordava, o que fez Lys ficar um pouquinho rosada e rir.

“Você é tão sentimental, Kae.”
– replicou com uma careta, a qual sabia que era pura interpretação por tê-la deixado sem graça – “Mas obrigada.” – acrescentou, sorrindo com sinceridade – “Sabe que...” – o que eu sabia ou não, nunca fiquei sabendo, porque em meio à frase de Elysia, a porta da cabine se abriu e, instantes depois, um embolado de pernas e braços e cabelos cacheados invadiu o interior do local, com tal força que de algum modo empurrou a porta de volta, fechando-a em um baque – “Marvill DiCristi...?” – ouvi minha prima murmurar, aparentemente reconhecendo a dupla ou parte dela. Meu olhar pousou sobre a bonita garota que ria, confusa com aquela situação toda.

“Ah... Oi.”
– sentenciei, vendo-a rolar e questionar sobre algum ‘Theo’, o que não era exatamente o apelido menos comum naquele castelo – “Nop. Apenas nós três mesmo.” – garanti, apenas para o caso de, sei lá, ela achar que quem ela procurava estivesse escondido em algum malão. Nunca se sabe os efeitos que uma queda daquela poderia ter nas pessoas, ainda mais considerando que nenhuma das frases da menina me fazia sentindo algum – um sentimento que, ao fitar minhas primas, estas pareciam compartilhar. Ouvi a questão da ‘invasora’ e não pude deixar de rir de leve com a expressão desta – “Ah, o de sempre: procurar pessoas nesse mar de gente, lidar com esses malões enormes, atualizar os assuntos, ver duas pessoas desconhecidas entrarem rolando na nossa cabine... O bom e velho início de ano de Hogwarts.” – aleguei com bom humor – “Aliás, sou Karen Dernach e estas são minhas primas, Hilda Dernach e Elysia Maynard, que aparentemente conhece um de vocês.” – comentou, observando a loira que saiu da confusão, assentindo.

“Bruce Wayne Marvill DiCristi.”
– sentenciou, apontando para o garoto, enquanto me olhava – “Ele é do meu ano e também é da Corvinal.” – explicou a inglesa, divertida – “Um fofo, como pode ver.” – acrescentou, com aquela cara de pau tão típica – “E imagino que ela seja Selina Kyle – adorei seu cabelo, por sinal –, a irmã gêmea dele” – disse, sem qualquer esforço, fazendo-me em um primeiro instante ficar realmente admirada com a capacidade de Lys de saber quem era quem naquele castelo gigante e em um segundo, ponderar sobre os nomes que ela dizia.

“Pera... Bruce Wayne? Selina Kyle?”
– questionei, fitando aos dois segundanistas com um vinco entre as sobrancelhas – “Que nem em batman e catwoman?” – acrescentei, entre a confusão e surpresa, afinal, recordava-me daqueles nomes nos desenhos que havia visto da coleção da mamãe – “Não sei se acho isso muito legal ou muito complexo ou os dois – não estou acostumada a encontrar tanta referência muggle no mundo bruxo de uma vez só.” – sentenciei com um sorriso divertido – “Seus pais devem gostar muito dessa parte heroica... E vocês devem ter puxado, o que talvez explique o resgate que você citou...?” – arrisquei, imaginando se toda aquela entrada triunfal fora obra de alguma performance ou simplesmente outra coisa que eu não fazia a menor ideia do que podia ser.



[ Interaction: Hilda L. Dernach (NPC); Elysia K. D. Maynard (NPC); Selina Kyle Marvill DiCristi; Bruce Wayne Marvill DiCristi (NPC da Carol) ]
[ Off: Enquanto pessoal não termina de surgir... Nóis adianta. .oba Não revisado, então mal os erros e as repetições loucas... apesar que tem sido comum pra carai. .D: ]

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Karen Dernach
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Re: O Expresso de Hogwarts 2019

MensagemChina [#192740] por Yatogami Huang » 29 Jun 2019, 02:15

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Yes, in millions of years or for eternity, nothing will change. What makes up the man is fascinating, I will burn everything.
Going out, dancing and creating sparks is my job. Petrol and steroids will give you a beautiful vision

[ Expresso de Hogwarts | Back to School #002]


:::::::::::::::::::::::::::::


Ele realmente estava certo, não parecia realmente algo que era agradável, pelo menos para o chinês. Havia confusão na fisionomia do rapaz, mas sua intuição dizia que não era algo que ele realmente gostaria, ainda mais com as expressões da lufana e da sonserina, aquela que ele reparava muito em Shorter quando ele estava no templo, que significava claramente que o rapaz de moicano roxo iria aprontar alguma que faria os monges se irritarem. Como, por exemplo, a aposta que o mais velho e o jovem grifinório fizeram nas férias. O importante era que, ele podia ver claramente isso no olhar das duas e isso o deixava nervoso. Muito. Ainda mais por elas não largarem seus braços. — Precisam de algo Nǚhái? — perguntou, o tom ainda um tanto baixo, mas dava para notar uma mínima diferença na voz dele, mas que não era importante, não quando havia outras coisas para serem notadas, como por exemplo, uma bolsinha, que provavelmente caberia sem problemas mesmo em um malão cheio, ao lado de Serena. — Cuidado para não esquecerem a bolsa na cabine quando saírem. Talvez fosse melhor guardá-la no malão. — disse com ligeira preocupação.

A resposta de Serena o deixou um tanto aliviado, mas o restante o fez erguer uma das sobrancelhas confuso, mas desconfiado com o comentário. Sim, já tinha ouviu isso, até mesmo da jovem Maya no show de talentos. O que o fez se lembrar, subitamente, das palavras da menina sobre a jovem sonserina em questão, o que o deixou um pouco nervoso, ainda mais com o alisar em seu cabelo.
— Bem, sim… Xiaojie Maya falou algo assim alguma vez… — respondeu um pouco tenso com aquilo tudo. — Até mesmo comentou sobre Xiaojie Serena ser boa com penteados ou algo assim... — comentou observando a mais nova ainda com certa desconfiança e isso piorou diante das palavras dela, seu olhar indo dela, para Nina e então para Noreen, que acabou por o seguir para dentro da cabine quando foi puxado. — Desculpe, mas como assim minha vez? — perguntou notando o pente que a jovem pegava Xiaojie Serena, estou em ronda, não posso fazer isso. — falou já se preparando para se erguer, pedindo apoio da sua veterana, não gostando definitivamente das palavras da sonserina em resposta, antes mesmo que Noreen pudesse responder.Mesmo assim, Yato fez questão de se erguer. — Não posso realmente, certo, Xiaojie Noreen?

A resposta da mais velha deixou o moreno um pouco aliviado, afinal, poderia se negar e seguir com a sua colega de monitoria, contudo antes mesmo que ele pudesse abrir a boca para responder, Serena se pronunciou. — Viu, tá tudo liberado! Senta e fica quietinho, Yato. Daqui a pouco ele te alcança, Noreen. Não iremos demorar — as palavras dela seguiram de um sorriso doce para Noreen, com o rapaz não entendo como as coisas poderiam estar liberadas. — Mas eu não... — ele começou a protestar até que viu a mais nova colocar o dedo na frente de seus lábios fazendo-o se calar, logo repetindo as palavras ditas a grifinória para ele, dizendo que não demoraria. A resposta de McAffe não foi recebido pelo chinês que não teve nem como falar algo com ela fechando a porta da cabine e saindo. Os olhos do rapaz foram para a dupla ao seu lado, sentindo quando elas soltaram seu cabelo, com Serena já começando a trabalhar. — Espere isso não é necessário, ele já estava preso… — ele tentou, mas a resposta da sonserina foi plausível, pelo menos na parte que se ficasse quieto aquilo acabaria logo de uma vez. Tinham um ponto, mesmo assim ele não conseguia se sentir confortável.

Huang ainda reclamou algumas vezes, dizendo que não era necessário, que se tivessem deixado do jeito que estava preso não teriam tantos problemas. Ele realmente não se sentia confortável naquela situação, do mesmo modo não conseguia dizer isso, por estar sem graça demais. Até mesmo tentou argumentar mais uma vez, pedindo ajuda as companheiras de cabine de Serena e Nina, sendo cortado pela primeira
— Mas, as tranças vão dar um toque diferenciado. Relaxa que já já eu acabo. — e ele tentou de novo, enquanto ela tentava fazer uma trança na mecha que ela havia separado, com ele tentando se afastar, depois do comentário da lufana para ela não demorar porque ali estava cheio demais. — Sim, está cheio, só pode 4 pessoas por cabine, Serena, e como eu sou o intruso, irei me retirar e deixar você aproveitarem a viagem. — o chinês falou, desta vez mais convicto que iria conseguir sair e não sofrer com aquela ideia da sonserina, porém viu seus planos frustrados pelas duas meninas que acompanhavam a dupla sequestradora, dizendo que iriam dar uma volta e ver se encontravam alguns amigos, além de comprar doces.

Aquilo definitivamente não poderia estar acontecendo, mas estava. O rapaz até mesmo pensou em sair com as garotas, mas logo ouviu a fala de Serena sobre eles serem amigos, amizade e coisas assim, o que o fez se sentir um pouco culpado com aquilo. Não era tão ruim assim, era? Contudo, ele então estava acostumado aquilo, mesmo assim…
— 15 minutos e nenhum mais, preciso fazer as rondas. E nada chamativo! — Ele fez questão de frisar essa última parte, vendo a jovem sorrir animada, com ele voltando a se sentar, notando Nina voltar a sentar ao seu lado e Serena se aproximar. — Precisa ficar tão próxima…? — questionou um pouco vermelho, com ela respondendo que precisava para poder separar as mechas ou algo assim. O que fez ele assentir de leve, um tanto desconfortável, completamente parado, contando os minutos que acabaram por passar de forma lenta. Sabia que as duas estavam conversando, contudo não conseguia prestar a atenção. Às vezes, apenas escutando a sonserina reclamar sobre seu cabelo ser muito liso, do mesmo modo que o elogiava.

Os quinze minutos estipulados passaram e Yato começava a ficar nervoso com aquela demora, pronto para perguntar se poderia sair, quando viu a porta da cabine se aberta e a imagem de um dos monitores surgir. Ele tinha visto Morris na reunião e as palavras dele, fez com que o moreno ficasse vermelho. E, sem perceber, fazer um pedido de socorro com o olhar enquanto via Serena reclamar e então Nina tentar comprar o monitor sonserino. O que deixou o rapaz alarmado, imaginando que ele realmente tivesse ficado ofendido, até o ver aceitar o suborno em forma de pirulito. Contudo, logo ficou preocupado diante do aviso passado do monitor chefe, fazendo com que ele ficasse mais inquieto. Será que ele estaria encrencado? Darien contaria o que estava acontecendo ali, bem, não sabia e nem teve tempo ou senso de pedir para que ele não falasse nada, pois do mesmo modo que apareceu ele se foi, deixando apenas uma caixa e aquelas ordens do Monitor chefe.
— Eu preciso ir. É sério... — ouvindo o protesto das duas meninas, ainda mais de Serena, dizendo que estava quase no fim e que se não terminasse ficaria estranho.

Foi em meio a uma discussão, onde o chinês tentava argumentar que precisava sair e que o tempo já havia acabado, com as duas dizendo faltava pouco, que Claire Zlatarov, monitora da sonserina, surgiu na cabine. O que deixou o moreno ainda mais nervoso com a ideia de estar fazendo algo errado, por estar atrapalhando as rondas. Sua boca se abriu para pedir desculpas, dizendo que já sairia quando, sentiu as mãos da loira em sua face, aquilo não seria nada demais, se não fosse a aproximação do rosto dela próximo ao seu, o que fez todas as palavras morrerem em sua garganta e nem mesmo negar ou afirmar qualquer coisa devidamente. Com isso, ela disse que se juntaria, ou foi uma pergunta, ele nem mais lembrava, se arrumando no assento desconfortável. Definitivamente iria morrer de tanta vergonha ou de nervoso, ele não saberia o que viria primeiro, mas sabia que algo iria acontecer.

Por fim, houve um aviso de término do penteado, um espirrar de algo nos cabelos do rapaz, algo que ele nem mesmo ouviu ou prestou atenção, e então uma proposta de maquiagem, o que o fez se erguer completamente vermelho.
— Não! Isso não… Por favor, é sério preciso fazer as rondas... — disse, a voz completamente exasperada, soando um pouco mais alta que o normal, pode observar Claire pegar a bolsa oferecida por Serena, e isso o agitou ainda mais, com ele negando veemente, mas logo se calando ao ouvir a porta da cabine se abrir uma terceira ou quarta vez? Ele tinha perdido as contas já! Contudo, desta vez não foi um monitor e a voz que ouviu foi um alivio para o chinês. — Karen! Não… Estava de saida... — falou completamente agitado e nervoso, pegando a caixa que Darien havia deixado ali e pegando a mão da amiga, ouvindo o agradecimento, vindo por parte de Adams, da confiança por deixá-la fazer o penteado. — Obrigado por… bem… é… não esqueçam de por o uniforme… — avisou saindo e puxando Karen, seguindo pelos corredores e apenas parando quando se viu distante daquela cabine em especifico. — Desculpe…

Foi com certa surpresa que Huang ouviu o questionamento da amiga, a encarando, ainda um tanto vermelho, mas um pouco mais calmo que antes. — Bem… Você parecia irritada… Quando olhei para você na cabine, fora que sai te puxando sem falar nada… — respondeu a observando um pouco. — Está irritada…? — perguntou, ficando um tanto boquiaberto com o que lhe foi respondido, se sentindo um tanto culpado. Não era que estava bem com aquela situação toda, mas o ponto “amizade” jogado por Serena tinha o pego de surpresa. — Acho que as desculpas contam… E também… Não consegui negar ou sair… Isso me faz um péssimo monitor. — suspirou de modo pesado com aquilo, não havia conseguido se impor e ainda fora visto naquela situação por 3 monitores, o que o também lembrou. — Vou te compensar, ficarei com você, apenas vou dar uma olhada pelo vagão e entregar isso a inspetora, assim você pode brigar comigo o quanto quiser. — propõe sorrindo de leve, esperando o que a amiga tinha a dizer, ainda mais diante da expressão séria dela.
Foi então que acabou recebendo um chute na canela que o fez chiar e se abaixar tocando o lugar. Contudo, acabou suspirando um pouco aliviado com aquilo, afinal, se ela aceitou não deveria estar tão irritada com ele, pelo menos era o que o moreno imaginava. Foi então que o comentário dela sobre as tranças, fez com que ele tocasse a cabeça sentindo como havia ficado e suspirando.
— Bem, isso é... — comentou seguindo com a Dernach até a cabine dela, para logo ele fazer suas tarefas, pelo jeito o ano letivo estava começando de jeitos inusitados.


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TAGGED • Octávio Munhoz (NPC monitor); Blair A. Helstrong; Yusla Malik; Serena B.;| WITH • Karen Dernach; Noreen McAffe (NPC da Meriu); Nina Giovanardi; Serena Addams; Darien Morris (NPC da Nick); Claire Zlatarva (NPC da Carol];NOTES • Esse é o penteado, só que no Yato foi feito no cabelo todo. e post bosta, sorry aos envolvidos que terão que ler.
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Yatogami Huang
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Re: O Expresso de Hogwarts 2019

MensagemJapao [#192768] por Maya Matsuda » 29 Jun 2019, 22:19

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Nina Giovanardi 16 anos Itália Lufa Lufa 6° ano


“It's so easy to laugh, It's so easy to hate. It takes guts to be gentle and kind!”



Assim que o trem saiu, a italiana saiu para a reunião marcada com a inspetora e os demais alunos que seriam monitores esse ano. Seguiu na companhia de Ohana que estava, como sempre, vomitando arco-íris de animação. O desdém estampado no rosto da Srta. Helstrong não a incomodou, muito pelo contrário, Nina estava satisfeita, ainda estava desacreditada da conversa que havia tido com sua mãe e deu um pequeno sorriso com os lábios para ela. Estava pronta para sair, mas, Claire estava em seu caminho e isso a fez falar com ela. — Hey, morning! Parabéns pela monitoria para você, mia cara!¹ — A sonserina estava numa empolgação nitidamente falsa, o que fez Nina com um doloroso esforço prender o riso, mas, respondeu do mesmo modo. Colocou uma das mãos em seu rosto e lhe devolveu o cumprimento com beijinhos no rosto. Assim que a loira deu as costas, limpou as bochechas e limpou os ombros. Era algo que Serena havia lhe ensinado e sorriu ao se lembrar da inglesa, ficando ainda mais ansiosa para rever os amigos.

Ao lado de Ohana e Cath, ela começou a circular pelos vagões, iniciando a bendita ronda. Era necessário ver se os alunos estavam acomodados ou se havia algo fora do comum. A primeira parada foi porque a coreana avistou conhecidos numa cabine, Nina teria que se acostumar com isso, porque a mais nova conhecia muita gente. Depois passaram por outra cabine e nessa Nina precisava comentar. Estava lotada.
— Só porque esse ano estou de monitora que vocês se reúnem. Ridículo, isso. — Falou, com total indignação, mas, logo sorriu. — Tudo bem, tudo bem… eu perdoo vocês. Mas, está cheio demais por aqui. Não seria melhor vocês se dispersarem um pouco? — Sugeriu ao olhar para Maya, que estava muito enrubescida, sentada no colo de Gales. Deu de ombros ao perceber que não lhe deram muita atenção e antes de tornar a andar, falou com Yamato. — Ragazzo, diminua o seu tom de voz ou eu diminuo o seu tamanho. Okay? — O lufano não falava alto, berrava, sua risada era divertida, mas, escandalosa demais e poderia ter reclamações quando chegassem na escola.

As lufanas caminharam pelo trem por um bom tempo, pois a cada conhecido de Ohana, ela parava para conversar um pouquinho. Nina já estava de saco cheio, não das amigas, mas, de averiguar cada cabine e desejava muito algum lugar para sentar. Quando Ohana disse que estava com fome, a italiana agradeceu pois também estava com fome. No momento certo, a senhorinha com o carrinho de doces surgiu, fazendo com que a sextanista comprasse sapos de chocolates, pirulitos de maçã verde e varinhas de alcaçuz. Com os doces nas mãos, ela seguiu até o vagão dos monitores para poder descansar.

Após um tempo, Nina resolveu sair de novo, mas, dessa vez, sem Cath e Ohana.
— Vou tentar achar a Serena. — As duas concordaram e logo a menina saiu. Sabe-se lá onde poderia encontrar a sonserina, mas, ainda assim, resolveu tentar. Andou por uns minutos quando, de repente, ouviu a voz de quem procurava. — E o coelho saiu da toca. — Comentou, dando um sorriso para a sonserina que também lhe cumprimentou e lhe deu um abraço no corredor. Seguiu a morena até a cabine dela e se acomodou. — Finalmente, Brutus! — Falou para Yusla que não falava desde o final do ano letivo anterior. Após algumas atualizações de férias, principalmente de Yusla, Serena se levantou para olhar os corredores, querendo saber se veria Maya ou Himitsu. — Eles estão longe daqui, os vi mais cedo. — A italiana avisou, mas, a morena disse que não tinha problema, que havia achado outra pessoa. Com as sobrancelhas franzidas, a mais velha pode ver quem ela encontrou. — Ah, oi Yato… — Cumprimentou o grifinório que estava parado na porta.

Serena, com um olhar de criança que havia acabado de ganhar um doce, puxou o garoto para dentro. Ele perguntou se precisavam de algo e a sonserina disse que sim, o colocando sentado na cadeira.
— O que vai fazer, sua doida? — Respondendo que não seria nada demais, a inglesa tirou de sua bolsinha um pente e avisou ao grifinório que o cabelo dele era muito bonito, que merecia um belo penteado. — Essa eu quero ver. — Falou, com um ar sorridente. Yato estava nervoso e doido para sair dali, mas, a mais nova não iria deixar. Noreen apareceu na porta e o quartanista logo lhe pediu ajuda para sair, sendo que não aconteceu. Serena conseguiu fazê-lo ficar e disse que em quinze minutos o largaria.

Com muita agilidade, a morena começou a dividir o cabelo dele e trançar. Yusla e a outra Serena saíram para ir ao banheiro.
— Vou ficar aqui vigiando para ver se vem alguém. Relaxa, Yato… seu cabelo vai ficar irado. — Passados dez minutos, Darien surge, avisando que os monitores deveriam estar fazendo ronda. — Yato está ganhando um penteado. — E antes que o monitor da sonserina dissesse algo, Nina lhe estendeu alguns pirulitos de maçã verde. — São seus favoritos, não são? — Sorriu ao ver os olhos do rapaz brilhando e fingindo indignação com o suborno. Morris pegou os pirulitos e saiu, avisando para Yato se divertir e o grifinório não esquecer da caixa que era para ser entregue ao monitor chefe. — Serena, precisa ser mais rápida mesmo. Ele tem que fazer ronda. — Alertou a garota que respondeu que a pressa é inimiga da perfeição, mas, que ela tentaria ser mais rápida.

Mal saiu Darien, chegou outra monitora.
— Mas, está chovendo monitor hoje… — Murmurou para si. Claire vê Nina, depois Yato e logo entrou para falar com o menino, também lhe alertando sobre as rondas. — Ele já vai… cinco minutos. — A loira era perigosa e a lufana sabia disso. Se ela conseguisse alguma vantagem para ela, ferrando alguém, estava tudo ótimo. Os olhos da italiana estavam semicerrados ao ouvir a sugestão de queixa oficial oferecida por ela, mas, a ignorou. Como o grifinório não respondeu nada, ela entendeu que estava tudo bem e resolveu ajudar Serena, mas, não fez nada de útil. A morena terminou de fazer as tranças sozinha e logo recebeu alguns aplausos da lufana. — Uau! Você é demais. — Fazendo uma reverência, Serena agradeceu e sugeriu fazer maquiagem. Isso fez Yato dar um pulo do banco, dizendo que isso ele se recusava. O garoto saiu, todo sem jeito, indo ao encontro de sua amiga de casa e se despediu das que ficaram, pedindo para não esquecerem de pôr o uniforme. — Isso é óbvio, Yato. — Ela riu do garoto que saiu apressado, com medo de ser capturado de novo. Em seguida, quem saiu foi Claire, o que fez Nina levantar as mãos para o céu.

— Thank you, Merlin! — Comemorou ao vê-la sair dali e sentou-se de novo. — Mas, não posso demorar também. Preciso voltar para o vagão dos monitores. — Assim que Yusla e Serena B. voltaram, Nina se despediu delas e disse que se veriam de novo na escola. Fechou a porta da cabine, deixando o grupo inicial reunido mais uma vez. Enquanto caminhava, avistou a ponta de um cabelo alaranjado se escondendo e logo ela reconheceu. Caminhou, fingindo não tê-lo visto, mas, quando ele menos percebeu, ela voltou a passos silenciosos e o flagrou escondendo algo na bolsa. O sorriso divertido que havia no rosto dele desapareceu por completo. Nina queria rir, mas, se segurou.

— Eu posso saber o que está fazendo, Yamato? — O nipônico pareceu engolir seco ao ouvir a voz e fechou a mochila rapidamente, dizendo que não estava fazendo nada. — É mesmo? Então… por que fechou a mochila com tanta pressa? Tem algo que eu não posso ver? — Sua voz saiu docemente irônica e o garoto insistia em dizer que não tinha nada demais em sua bolsa. — Hm… se não tem nada, eu posso olhar, não é? — Ela se agachou e ficou de frente para ele com um largo sorriso no rosto, mas, logo o desfez. — Abre a bolsa. — Apreensivo, o lufano abriu devagar a mochila e olhando para os lados, para ver se teria uma brecha para fugir da mais velha. — Não ouse se levantar ou você vai passar o resto da viagem de cabeça para baixo. — Sussurrou, tornando a sorrir. — Nada demais, né? — Olhou para dentro da bolsa e viu uma grande quantidade de bombas de bosta. Tornou a encarar Yamato que tentou se explicar, mas, sem muito sucesso. — Passa ela para cá, o Munhoz vai adorar ver sua bolsa. Já sabe o que te espera quando chegarmos na escola, não sabe? — Comentou já se levantando e com o lufano fazendo uma carinha de piedade sobre a futura detenção. — Anda, levanta logo! Vou te deixar numa cabine e eu espero não te ver do lado de fora enquanto esse trem estiver em movimento. Estamos entendidos? — Com um aceno de cabeça, o garoto concordou e a seguiu.



Com Oh Ha Na | Catherine Winlet | Blair A. Helstrong | Maya Matsuda | Gales Miyamoto | Serena Adams (minha NPC) | Yusla Malik (NPC da Cissa) | Claire Zlatarov (npc da Carol) | Yatogami Huang | Noreen McAfee (npc da Meriu) | Yamato Kurosaki (npc da Nick) Citando Octávio Munhoz (npc do Lippe) | Traduzindo ¹ Minha querida. Note: Post #2

Detenção para Yamato Kurosaki.



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Re: O Expresso de Hogwarts 2019

MensagemInglaterra [#192774] por Karen Dernach » 30 Jun 2019, 03:03

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Noreen McAffe | 6º Ano | Grifinória | Monitora


Nos segundos que se estenderam, Noreen tentou compreender o que acontecia ali. Seu olhar captou no rosto das duas a expressão de um predador que encontrava uma presa e pares de olhos que se encontravam voltados a Yato; avistou a pequena bolsa, que tinha aspectos de um nécessaire, logo, não deveria conter substâncias de caráter duvidoso – ou, ao menos, era o que esperava visto que uma das ocupantes era monitora e lufana – e percebeu que varinhas não apresentavam perigo ali. Não se tratava de um acerto de contas ou uma retaliação, aparentemente, e com os dizeres de Adams, foi impossível não apenas sair do modo alerta, como abrir um leve sorriso de diversão genuína ante a aparente intenção da dupla para com os cabelos sedosos e longos do chinês. Algo que já vira as mais novas de sua casa fazendo em menor escala ou quase casualmente, mas que vindo das mais velhas tinha certeza que boa coisa não sairia. Não para Huang, ao menos.

Fitou a face um pouco desconcertada – ou seria em início de desespero? – de Yato, considerando que, talvez, devesse interferir, afinal, quer quisesse, quer não, era um aluno de sua casa, intimidado por duas alunas mais velhas – e Noreen detestava covardias. No entanto... Por um instante pensou na lista mental que tinha de deveres naquele ano, nos objetivos que precisava cumprir e em um dos tópicos que, definitivamente, tinha de trabalhar e que incluía, justamente, sua dupla de monitoria. As íris claras fixaram nas escuras do mais novo, cuja voz se erguera, naquele tom ponderado e educado, tão típico do rapaz e tão fácil de ser ignorado. Não que Huang fosse fraco, pelo contrário, tinha ciência de que o modo como ele se portava e movia eram indícios de alguém que tinha cada músculo do corpo muito sob controle, assim como não era como se ele não soubesse se impor, mas também não era como se ele soubesse se impor o suficiente ou sempre, o que o tornava alvo fácil de ações que seriam mais que motivo para uma boa detenção se ocorressem contra outras pessoas.

Olha... — sentenciou após ponderar, olhando uma última vez para as bruxas que seguravam o moreno e dando de ombros de leve — Eu posso fazer a ronda por enquanto, depois você se junta. — garantiu com calma — Só não demorarem muito ou... — e o olhar da morena recaiu sobre o companheiro de casa, mais uma vez — se você não quiser, Yato. — observou, curvando os lábios em um pequeno ato de diversão contemplativa, deixando a escolha por conta do quartanista. Bastava um não da parte dele que ela entraria no modo ‘full prefect’ e o tiraria dali, fosse por bem ou por mal. Huang tentou, dava este crédito, mas as vozes que se ergueram de maneira significativa não incluíam a do grifinório de fato, o que fez a irlandesa suspirar, parte conformada, parte decepcionada — Tudo bem, então. — sentenciou, movendo-se em direção à saída da cabine — Não demorem muito. — pediu com um ar severo, lançando um último olhar para o colega, meio que em um pedido de desculpas, meio divertida, e fechando a porta com um baque.

É para o bem dele... — murmurou para si mesma, ajeitando o uniforme, a fim de começar a caminhar pelos vagões — EI, VOCÊS! SEM CORRER! — exclamou para dois alunos do segundo ano que passavam por si — Depois o trem para por algum motivo e eles caem e batem a cabeça, quero só ver. — murmurou, indignada — Depois falam que grifinórios são inconsequentes. — e meneou a cabeça, prosseguindo seu caminho. Passou por algumas cabines, a fim de dar os avisos usuais de início de ano, confiscou alguns logros não dos mais seguros de se estar na escola, quiçá em uma locomotiva, ouviu a denúncia de um roubo – o qual não compreendeu muito bem – e, por mais que se distraísse naquele processo, uma parte de sua mente não conseguia deixar de voltar à face de Yato. Sabia que não estava enganada quanto a necessidade de o mais novo aprender a se impor como monitor, mas ao mesmo tempo não era como se o quartanista tivesse culpa ou fosse um defeito ele ser um tanto quanto inocente em aspectos e, definitivamente, bonzinho.

Talvez aquela não tenha sido exatamente a melhor forma... — ponderou com um olhar por sobre o ombro, mordendo de leve o canto do lábio inferior. Suspirou, vencida por si mesma, voltando por parte do caminho antes de parar novamente, pensativa — Não. — sentenciou firme — É o melhor para ele, Noreen. A gente só aprende do jeito difícil. — disse para si, retornando ao caminho que seguia anteriormente até parar mais uma vez e voltar-se para trás de novo, então para frente; deu sete passos, voltou cinco, mais um passo — Mas... Quem sou eu para falar o que é melhor para os outros ou não? — considerou, imaginando o colega de monitoria ficando irritado com ela e não por falta de razão — Acho que... — e ao girar, notou uma figura diminuta parada, encarando-a com expressivos olhos claros, os quais contrastavam de uma maneira altamente bonitinha com os cabelos muito escuros e as bochechas altamente apertáveis

Karen! — e se tinha alguma dúvida de que talvez tivesse cometido um equívoco impulsivo, esta sumiu ao ver a pequena companheira de casa e boa amiga de Yato, a olhando, curiosa — Feck. — murmurou em um tom inaudível e uma leve careta de criança que é pega aprontando.


With: Yatogami Huang; Serena Adams (NPC da Lay); Nina Giovanardi (NPC da Lay); Karen Dernach.
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Re: O Expresso de Hogwarts 2019

MensagemFranca [#192783] por Selina Kyle Marvill DiCristi » 30 Jun 2019, 15:51

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    Rotas de fuga e estratégias de defesa são uma arte desenvolvida durante muitas horas bem gastas em Call of Duty, Assassin’s Creed, Far Cry etc. O pequeno problema é: Eu não tenho um mapa da planta baixa do Expresso de Hogwarts! Tudo bem, não precisamos surtar ainda, talvez essas pessoas nem sejam tão más assim, não é mesmo? A japinha bonitinha até estava sorrindo! E não parecia ser um daqueles sorrisos falsos do tipo: Olha, estou pronta para chamar os monitores aqui, na verdade, parecia mais como se ela estivesse compartilhando um segredo, algo meio misterioso, o que me fez pensar o que seria escondido pelos olhos cor de água, aliás, isso era uma coisa bem diferente, eu acho.

    ”Foco”, pensei comigo mesma, voltando a deslizar meu olhar pelas paredes, especialmente a porta, ainda esperando que um monitor saltasse gritando que eu e o Bruce seríamos expulsos antes mesmo de começarmos nosso segundo ano de estudos. No geral, não acho que ficaria muito triste por não precisar estudar pelo resto da minha vida, pelo menos não essas coisas chatas, mas magia não é uma dessas coisas, é incrível! Eu sinto como se finalmente pudesse ser a protagonista das histórias em quadrinho ou livros de heróis que passei a vida inteira lendo! Quem sabe um dia não lancem a história de Selina Kyle Marvill DiCristi? Isso seria muito legal! Além do mais, eu seria uma história bem legal de ser ler, assim como Robin Hood.

    Olhei para a japinha que parecia ser a mais receptiva e, agora, se apresentava como sendo Karen alguma coisa que muito me lembrou um espirro, aliás, esse negócio de sobrenome era meio chato, eu tinha uma teoria que isso afasta as pessoas, sabe? Porque você se torna dispensável.... Enfim, isso realmente não vem ao caso, até mesmo porque ela repetiu o sobrenome quando foi falar de uma das outras meninas que acreditava serem suas primas e, dessa vez, consegui pegar o tal sobrenome: Dernach.
    - Pera esse não... -Tapei minha própria boca porque estava falando comigo mesma em voz alta novamente, infelizmente, isso acontecia com frequência.

    - É isso aí - Virei na direção de meu gêmeo, vendo-o fechar a cara, o que me fez gargalhar, voltando para cima dele, apertando suas bochechas com um pouco de força.- Uma coisa linda, não concordam? -Aperta mais um pouco, percebendo que o irmão estava começando a se enfezar.- Opa -Desviei de seu golpe, indo parar no chão novamente, gargalhando um pouco do Bruce, era engraçado como ele sempre parecia sério e levemente irritado quando se encontrava com outras pessoas, mas, no fundo, era a melhor pessoa do mundo todinho, afinal, ele era meu melhor amigo, mesmo tentando me dizer que algumas coisas que fazia eram erradas, eu acho que ele ainda não conheceu o lado cinza da vida.

    - Catwoman ao seu dispor -Levantei, em um único pulo, apenas para poder fazer uma leve reverência, na verdade, não sei se tinha tanto amor assim pela personagem que me representava, preferia mil vezes ser Robin Hood, mas era melhor do que ser a Diana, não que minha irmã fosse chata, mas a mulher maravilha era muito certinha para o meu gosto.- Ah, sim, meu pai e meu tio são completamente alucinados por quadrinhos, mas você deve conhecer nossa irmã, Diana Prince, ela é vermelhinha que nem você -Sorrio, sentindo meu olhar ser novamente atraído na direção da porta, pior do que ser pega por um monitor, seria ser pega pela Diana, pelo menos o monitor talvez tivesse dó da nossa pele linda e lisinha, minha irmã... Bom, basta dizer que ela não seria tão caridosa, isso sem contar que era capaz de ela mesma nos levar até os monitores.

    - Er.... Se puderem não comentar o episódio com ela -Sorrio, meio vacilante, sentindo uma coisa meio estranhas nas minhas bochechas, mas simplesmente ignoro, principalmente ao escutá-la falar sobre o resgate, o que me faz lembrar do pobre Théo.- Macacos me mordam -Levei a mão até a testa, dando uma leve tapinha.- Eu esqueci do Théo, mano -Volto a direcionar meu olhar à porta, começando a rever os locais por onde passamos antes de chegarmos onde estávamos. Pelas minhas contas, não tão confiáveis, admito, deveríamos estar próximos ao meio do trem, o que nos dava dois caminhos a seguir: para frente e para trás, tendo em vista que as pessoas mais bagunceiras normalmente sempre sentam atrás, acredito que a cabine onde ficavam os monitores deveria ser uma das primeiras, onde o meu amigo deveria estar.

    - Olha, eu não sei se isso é exatamente heroico, mas o Théo é meu amigo, não posso deixar ele nas mãos dos monitores, certo? -Levo minhas mãos aos cabelos, assanhando eles levemente ao encarar ela, sendo, novamente, atingida por aqueles olhos de água. Era estranho e engraçado olhar para ela, porque era como se conseguisse me ver através de um lago espelhado, mas, ao mesmo tempo, era desconcertante, não que isso venha ao caso agora, afinal, tínhamos uma missão a cumprir!- Eles são maus -Sussurro, pertinho dela, apenas para ela ouvir, não tinha certeza se gostava das outras duas, embora a loira tenha parecido ser legal, ainda assim, não as conhecia o bastante, somente Karen merecia aquela informação preciosa, pelo menos por enquanto.

    - A gente vai tentar recuperar nosso amigo -Informo, já pegando na mão de meu gêmeo, não iria a lugar nenhum sem ele, afinal. Puxo Bruce na direção da porta, preparando-me para uma nova aventura, traçando, mentalmente, a melhor rota para conseguirmos chegar até o nosso objetivo, antes de realmente sair, no entanto, me virei na direção da japinha bonitinha.- Ei, Karen, vamos sair para investigar alguma coisa qualquer dia -Sorrio, abrindo a porta em minha frente, já puxando Bruce para podermos sair o mais discretamente possível, ou pelo menos esse deveria ser o plano.

    O que realmente aconteceu foi: Ao abrirmos a porta, acabamos dando de cara com uma monitora, fazendo com que meu coração praticamente pulasse de minha boca ao mesmo tempo em que agarrava a mão de meu irmão com um pouco mais de força, olhando de um lado para o outro em uma tentativa patética de descobrir alguma rota de fuga. Felizmente, ela não se encontrava tão próxima assim de nós, de modo que simplesmente puxei meu gêmeo pela gola da camisa, arrastando-o na direção contrária aquela monitora em particular.
    - Sorria e acene -Sussurrei, caminhando, extremamente próxima as cabines, tentando me fundir com elas, o que era meio difícil, mas pelo menos tinha a sensação de que estávamos fazendo alguma coisa.

    Abri, com as mãos nas costas, ainda encarando a monitora pelo canto dos olhos, vendo que Karen parecia falar com ela.
    - Aquela... -Antes de completar os muitos xingamentos em minha mente, percebi que ela não se encontrava exatamente feliz, dificilmente estava nos denunciando, mesmo assim, não sei se queria voltar a brincar com ela.- Entra, mano -Sussurro, abrindo a porta, dando de cara, felizmente e milagrosamente, com uma cabine vazia.- Até que conseguimos nos livrar bem -Sorrio, jogando-me no banco, ignorando mentalmente as palavras de meu gêmeo.- Eles têm muito, Bruce, não é justo -Argumento, vendo-o fechar a cara, antes que pudesse contrargumentar, no entanto, vejo a porta da cabine se abrindo, revelando a monitora de quem fugíamos anteriormente.

    - Game over, mano - Suspiro, meio derrotada, colocando-me em frente ao Bruce, o que quer que fossem fazer, que o fizessem primeiro a mim, era a minha confusão, não queria que o meu irmão fosse prejudicado. Juro como ainda tentei pensar em alguma forma de fugir, mas realmente não tinha como, não quando a única saída estava sendo tapada pela giganta que deveria ter o triplo da nossa altura. Se bem que....- Hey, precisa de algo? -Pergunto, com um sorriso extremamente falso em meus lábios, afinal, eu tinha tentado tudo o que envolvia fugir, talvez pudéssemos resolver isso de outra forma. A resposta mais do que firme da monitora demonia fez com que desse um passo a mais para frente, realmente não havia conversa, pelo menos eu tentei, não é mesmo?

    - Ele não tem nada a ver com isso -Defendo o Bruce, vendo-a olhar para ele, aproveitei a deixa para tentar passar na brecha entre ela e a porta, como uma bola de destruição, já até me via balançando que nem a Miley no clipe e ganhando a liberdade sonhada. Então, senti minha orelha esquentar fortemente, sendo puxada pela giganta má.- AÍ, AÍ, TÁ DOENDO -Choraminguei, sentindo meu corpo ser carregado enquanto ela fazia um longo discurso que eu provavelmente nunca saberia, porque estava muito ocupada com A DOR NA MINHA FUCKING ORELHA. Quem iria conseguir ouvir nessa situação?

Tagged: Hilda L. Dernach (NPC da Meriu); Elysia K. D. Maynard (NPC da Meriu); Bruce Wayne Marvill DiCristi (NPC da Carol), Nooren McAffe (NPC da Meriu), Diana Prince Marvill DiCristi (NPC), Theo Aitken
Off: Não sei como saiu, prometo melhorar :(
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Re: O Expresso de Hogwarts 2019

MensagemInglaterra [#192788] por Karen Dernach » 30 Jun 2019, 17:31

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Ante as respostas da morena, não pude deixar de achar muito legal aquele monte de referências vivas. De todas as coisas que poderia encontrar no mundo mágico, nunca havia passado pela minha cabeça me deparar com uma família com nomes de personagens de quadrinhos e animações de origem muggle – mais pela origem em si do que pelo tipo de nomeação, já que não era exatamente raro de acontecer, mesmo que fosse igualmente curiosos e engraçado, dependendo do caso. Assim, não pude deixar de, por um momento, pensar nos outros Marvill DiCristi que existiam por Hogwarts ou que havia ouvido falar por aí, lembrando-me de uma das alunas da minha casa, cujo nome só associei à wonder woman ao ouvir o segundo nome desta pronunciado pela mais nova.

“Aaaah! Não sabia que o segundo nome da Diana era Prince!”
– observei, realmente divertida com aquela descoberta que, notei, estava deixando minhas primas um pouquinho confusas – “Lembra aquele filme da amazona em meio à primeira grande guerra?” – questionei, vendo as duas concordarem, já que ambas, assim como eu, haviam adorado o filme. Aquilo fez, após alguns instantes, as faces das duas se abrirem em entendimento, provavelmente recordando do nome da personagem – “Então, a família deles, pelo visto, segue mais ou menos isso de usar nomes de personagens desse tipo.” – expliquei por cima, notando o tapa que a gêmea se dava, o que a me fez olhar, surpresa, bem como as palavras destas – “Ué, qual o problema com os monitores?” – questionei, encarando Selina, afinal, Yato era monitor e isso nunca havia sido um exato problema. A resposta segredade me fez franzir o cenho levemente, ainda que, considerando a entrada da dupla, talvez fosse compreensível o porquê de não gostar de monitores.

“Entendi.”
– sentenciei com sinceridade. Entendia o que ela queria dizer, considerando alguns exemplos de monitores que já ouvira por aí. Fosse por coincidência ou não, contudo, notei a figura de Noreen passar pelo corredor, mas, diferente do usual, não era daquele modo rápido e decidido e sim mais pensativo. Não que fosse atípico, às vezes acontecia da determinada monitora passar reto, tendo na mente alguma coisa que eu não faço ideia do que era ou com uma expressão um tanto melancólica, mas em geral eram períodos de descanso, não em meio a um horário que, até onde eu sabia, normalmente os monitores eram obrigados a fazer rondas para averiguar as bagunças que os alunos aprontavam ou não e dar recados pontuais. Franzi o cenho, estranhando não apenas aquilo, mas o fato de Yato não estar com ela ou não ter passado – não era comum eles ficarem cem por cento sozinhos daquele modo – e estranhei ainda mais quando a vi passando de novo, desta vez na outra direção e, instantes depois, mais uma vez, tal como se não decidisse ao certo qual caminho tomar.

“Hã?”
– disse, notando o aviso que, de repente, Selina me dava – “Ah sim, vamos! Mas...!” – e antes que eu pudesse avisá-la, vi a morena abrir a porta, no momento em que, novamente, Noreen passava por nossa cabine – “Oh sch... Licença! Eu já volto!” – disse, lançando um rápido olhar a Hildz e Lys, antes de avançar para fora da cabine, segundos depois dos gêmeos. Corri e parei ao encontrar a irlandesa no meio do corredor, pensativa, lançando um rápido olhar para me certificar que os dois, que com certeza aprontavam alguma coisa, não estavam muito visíveis. Antes mesmo que pudesse erguer minha voz, a fim de realmente chamar a atenção da irlandesa para mim, a vi girar e encontrar-me, surpresa, fazendo uma careta que não entendi muito bem o motivo – “Ah... tá tudo bem, Noreen?” – questionei, confusa, vendo-a rir e levar a mão à cabeça.

“Então... O Yato meio que foi capturado por umas meninas.”
– explicou, pousando a outra mão na cintura enquanto eu sentia minha expressão se abrir em um misto de surpresa e terror, não sei se pelo acontecimento em si ou pela sextanista parecer tão calma – “Não é nada demais, relaxa.” – garantiu, divertida – “Aparentemente elas queriam brincar com o cabelo dele ou algo assim.” – disse e, mesmo que eu compreendesse perfeitamente o sentimento, isso não explicava raptar quem fosse – “Como ele não falou nada ou protestou, deixei quieto, mas...” – e vi uma pequena expressão incerta se fazer no rosto dela – “Não sei se foi uma boa ideia.” – sentenciou com um suspiro, fazendo com que minha expressão se fechasse quase de imediato.

“Foi uma péssima ideia, Noreen!”
– afirmei, avançando um passo na direção da mais velha, irritada e pouco me importando com o broche de monitora que ela tinha a mostra, tanto quanto esquecendo-me por completo dos dois segundanistas que inicialmente eu queria cobrir – “É o Yato! Ele não protesta dependendo de quem é ou força o que seja, porque ele sempre evita machucar as pessoas! Seja física ou algum sentimentalmente ou qualquer coisa do tipo!” – disse, indignada, imaginando meu pobre amigo encolhido contra a parede, enquanto duas figuras desconhecidas se aproximavam gigantes dele – “Onde foi isso, Noreen?” – questionei, decidida – “Eu vou ao resgate e você continua os deveres da monitoria – vai que alguém nota a ausência dos monitores da Grifinória.” – observei, vendo-a fazer uma careta, parecendo lembrar de algo incômodo.

“É. Inspetora idiota.”
– murmurou, fazendo-me piscar algumas vezes, não imaginando porque ela falaria assim de Neveu. A não ser que fosse outra inspetora – “Ok, foi mal, Karen.” – sentenciou com um suspiro, passando a mão pelos longos cabelos ondulados – “Não pensei por esse lado – pensei por outro, mas esse que você citou é mais palpável.” – sentenciou com uma careta incomodada, ainda que eu arriscasse dizer que era consigo mesma – “Depois falo com o Yato, mas... Isso aconteceu depois do vagão dos monitores já faz...” – e, antes mesmo que ela me desse mais detalhes, sai correndo, a fim de voltar para a minha própria cabine, notando os olhares confusos de minhas primas.

“Minha vez de ir ao resgate, desta vez de um certo monitor! Guardem a cabine, pooor favor!”
– exclamei, já puxando minha varinha, antes de sair em disparada pelo corredor. No fundo de mim, eu sabia que tinha exagerado um pouquinho com Noreen, mas fora mais forte que eu. Depois das últimas férias, de ter sentido um pouquinho do que Yato guardava sob aquele jeito gentil de ser, percebi que ele era o exato tipo de pessoa que me causava problemas. Não num mal sentido, apenas... Eram pessoas que não queria que sofressem, fosse de que modo fosse. Não mais do que já sofriam, ao menos. Algo tão forte que, quando eu via, já estava fazendo o que estava ao meu alcance para proteger – e mesmo que tenha completa ciência de que sou apenas uma adolescente boba com capacidades estranhas e que, mesmo assim, não tem nadinha de extraordinária para achar que pode fazer alguma diferença, isso não me impede de tentar, oras.

Não sei ao certo o que eu pensei quando saí ao resgate de Yato ou, melhor dizendo, o que eu imaginara – talvez garotas brutamontes segurando-o contra a vontade ou várias menininhas danadas, assim como o cabelo dele sendo colorido com um toque da varinha ou sofrendo reações que danificassem a essência linda natural ou sendo picotado de várias formas, mas essencialmente voltando ao ‘padrão masculino’ curto, já que era algo que minha prima mesmo tinha vontade. No entanto, por mais absurda ou pior que fossem minhas expectativas, esqueci todas elas ao ouvir uma nota de exasperação nunca ouvida vinda de uma voz que conhecia muito bem e que vinha de uma cabine mais à frente. Abri a porta de supetão e... Vi Yato, tão vermelho quanto o símbolo da Grifinória, com o cabelo todo trançado, em meio a três moças cuja melhor definição que eu conseguia achar era ‘estonteantes’ ou ‘maravilhosas’.

De início fiquei surpresa com a total quebra que qualquer loucura que houvesse passado por minha mente – acho que a preocupação me fazia ficar um pouquinho criativa demais –, então fiquei sem saber como reagir, porque não parecia exatamente que ele estava em perigo ou em uma má companhia, ainda que a expressão dele, ao se virar para me encarar, contivesse um quê de terror que não era só externo, e, por fim, senti uma irritação me tomar, ainda que por motivos que pareciam vir de vários cantos, fazendo-me fechar a cara, encarando as três alunas, que visivelmente não sabiam a definição de limites, já que tinham conseguido deixar alguém controlado como Yato naquele estado de nervos tão notável, e então ao meu amigo monitor, com a qual eu também estava um pouquinho irritada, creio que por não ter saído daquela situação mesmo sendo o monge habilidoso que é.

“Perdão incomodar, mas... Yato, Noreen pediu para eu te chamar.”
– sentenciei de imediato, sentindo minha voz sair quase como um sibilo – “Você ainda vai demorar muito ou...?” – disse, vendo-o logo se erguer, embaraçado, nervoso, desajeitado e meio engraçado, trocando algumas palavras com as ocupantes da cabine, antes de sair me puxando pela mão, atravessando os corredores dos vagões e, então, parando de repente, fazendo-me encará-lo, surpresa com o pedido que este fazia – “Desculpe? Por o que?” – questionei, ouvindo a resposta deste que me arrancou uma leve careta por ter sido tão transparente e, mesmo que não me importasse de fato, não pude deixar de considerar o que as raptoras do Yato teriam pensado de mim surgindo do nada – “Ah...” – murmurei, pensando no motivo de minha irritação e sentindo que a resposta em parte era meio besta e em parte era complexa e reveladora demais.

“É que quando Noreen me falou que você tinha sido capturado para servir de boneca, fiquei preocupada, porque...”
– e sorri meio sem graça, ciente de que estava prestes a mentir e mesmo não sendo boa nisso, às vezes se fazia necessário ao menos tentar – “Meninos não costumam gostar muito dessas coisas – e eu ou minhas primas fazermos é oooooutra história.” – acrescentei, cruzando os braços – “Aí quando eu chego lá, vi que, na verdade, você estava muito bem acompanhado... Fiquei meio 'para que eu me preocupei mesmo'.” – sentenciei com uma leve careta, lembrando-me da visão do Huang em meio às três extravagantes desconhecidas. Balancei a cabeça para afastar aquele pensamento, escutando as palavras do chinês e a expressão que este fazia, sem nada dizer.

Não achava que ele era um péssimo monitor, apenas que era muito, muito, muito bonzinho, o que não era bem um defeito e nem precisava ser apontado como se fosse um. Assim sendo, optei por ficar quieta, ouvindo a proposta deste que fez com que eu me sentisse genuinamente feliz. Mantive a seriedade, contudo, ainda com um pinguinho de irritação que não me abandonava. Assim sendo, estreitei os olhos e, em um impulso, movi o pé, direto na canela de Yato em um chute não muito forte ou, pelo menos, não suficiente para que ficasse alguma marca ou algo assim, sentindo aquela sensação incômoda amenizar pelo menos um pouquinho.

“Combinado.”
– concordei, sorrindo – “Só se prepare para aturar a Lys e...” – meu olhar não pode deixar de correr do rosto de meu amigo para os cabelos muito bem presos e tão bem feito que era impossível não achar bonitinho – “Só...” – e levei uma mão à boca, para suprimir o riso, erguendo a outra para apontar para a cabeça dele – “Talvez, antes de qualquer ronda você devesse fazer algo a respeito desse penteado.” – comentei, sinceramente divertida – “Está uma graça, de verdade, mas... Não sei se muito respeitável, Monitor xiānshēng.” – observei, divertida, dando um tapinha amigável no braço do moreno, antes de adiantar-me, a fim de guiar o caminho até a cabine onde, sem dúvidas, altas risadas rolariam, bem como uma grande admiração pelo belíssimo penteado de meu caro amigo.

Pensando então, acho que não o culparei se, em algum momento no futuro, Yato desenvolver alguma fobia com mulheres porque olha... Ele sofre, sem dúvidas.


[ Interaction: Selina Kyle Marvill DiCristi; Bruce Wayne Marvill DiCristi (NPC da Carol); Hilda L. Dernach (NPC); Elysia K. D. Maynard (NPC); Yatogami Huang; Serena Adams (NPC da Lay); Nina Giovanardi (NPC da Lay); Claire Zlatarov (NPC da Carol) ]
[ Off: Cheio dos erros, provável, mas existe ahuahuahua. Mal ae, galega. ]

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Re: O Expresso de Hogwarts 2019

MensagemGrecia [#193113] por Athena Hatzimichalis » 12 Jul 2019, 11:27

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Nyx estava certa que Athena jamais a deixaria trazer aquele dragão. Poseidon teria tomado conta e entregue às autoridades e, por sua vez, ela nunca mais o veria por simplesmente ser de extremo perigo. Cada país podia ter leis e regras diferenciadas para criaturas, mas Nyx era movida por suas emoções, apaixonada pelas criaturas e incapaz de lhes dizer não. Athena não precisava ver o futuro para ter certeza de que estavam em uma emboscada, ainda mais quando a diretoria escolar descobrisse sobre o novo residente das masmorras. As lamentações da pequena não afetavam Athena e Hefesto que, por sua vez, sabiam bem que a irmã estava exagerando para conquistar seu lugar com as criaturas. Poderia ter no futuro mas ali, aquilo era impossível. - Você tem ciência de que ele não controla e nem sequer é capaz de controlar o fogo. Isso afetará os materiais de outros alunos e não creio que o papai irá gastar mais dinheiro com outros estudantes por causa de um dragão que dobrará de forma em duas semanas. - Isso para não dizer as partes piores em que os irmãos com certeza iriam querer levar para passear e o ser iria tentar voar e quem sabe nunca mais voltar.

- Ir a um estágio não te fará passar por certas experiências e não adianta este tom. - Sua voz soava severa já cansada da situação. Não bastava os problemas que estavam lidando e agora, isto? Encarou Dionísio que parecia estar tendo algum momento de lucidez que não gostava da ideia mas não iria se opor por isso lhe dar uma possível preguiça. O trem parece ter se movido um pouco e Athena observou a irmã mais nova muito altiva para o perigo que estava se metendo e, por uma vez, quis jogar o dragão para fora. Entretanto, antes de ver a irmã indo embora, seus olhos se encheram de fumaça vendo novas visões sobre o ano letivo. Um dragão não era somente o problema e, com toda a certeza, quando os olhos de Athena voltaram os irmãos haviam seguido pelo seu próprio caminho ficando ao lado de Dionísio e Hefesto que pareciam preocupados. - Eu não queria assustá-los, mas acho que teremos de lembrar Nyx de seu próprio lugar. Eu avisarei Poseidon sobre o dragão. Posso amar minha irmã, protegê-la, mas isso não pode acontecer. Não quando teremos que lidar com tanta coisa nessa escola.

Os olhos da pequena pousaram sobre a porta, onde pode ver o cabelo branco de Valerion, voltando-se para Hefesto que pensou na ideia de colocar o dragão em uma gaiola e sorriu. - Em quantas horas o nosso ferro divino irá ser derretido? Poções não irão acalmá-lo. Poderão ter o efeito reverso devido ao seu corpo estar se transformando. Aliás, alguém sabe qual tipo que é? – A filha da Sabedoria sabia bem que nada poderia ser mais perigoso do que sua própria presunção. Fez cair diversos e grandes homens, destruindo e devastando milhares de homens e mulheres que, por sua vez, somente entendiam seus erros tarde demais. A jovem de cabelos brancos sabia muito bem que não conhecia bem sobre dragões e suas suposições não eram suficientes e, o maior problema eram as explosões de fogo que poderiam vir a qualquer momento. O coração da pequena estava muito preocupado.


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