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O Expresso de Hogwarts 2019

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Re: O Expresso de Hogwarts 2019

MensagemAlemanha [#193237] por Zoe Dernach » 17 Jul 2019, 08:15

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    Esticou os braços no ar antes mesmo que o despertador trouxa apontasse o horário de acordar. Pulou da cama, fez um breve alongamento ensinado pela mãe e sentou-se no chão para tentar meditar, mesmo sabendo que não teria paciência ou cabeça para praticar seu ioga santo de todo dia. Aquele era primeiro de setembro, o dia em que embarcaria em uma viagem rumo à Hogwarts, e bem sabia que a emoção a tiraria a concentração necessária para realizar as posições complicadas as quais estava ligeiramente habituada. Bufou, erguendo-se rapidamente, pulando na direção do relógio no instante em que esse tocasse, fazendo Emma remexer-se em sua cama. Era comum ver rixas entre irmãos, mas as filhas de Rebekka tinham aprendido desde pequenas a cuidar uma da outra, posto que sua mãe sempre afirmou o quanto as duas eram as únicas que podiam cuidar de si mesmas acaso algo acontecesse com ela – é claro que Emma ainda tinha o pai para dar algum apoio a ela, ao contrário de Zoe, cujo paradeiro de seu progenitor lhe era desconhecido. Portanto, fez questão de tentar silenciar o barulho antes que a caçula despertasse de seu sono. A noite anterior já tinha sido deveras complicada, principalmente porque a mais nova não queria ficar longe da mais velha. Se ela acordasse e se recordasse de que dia era aquele, as coisas poderiam ficar mais complicadas ainda.

    Saiu do quarto de pijamas e rumou para a cozinha após realizar a higiene matinal, preparando o café para a família, algo extremamente habitual. Como a mãe trabalhava muito, Zoe, por ser a mais velha, era a responsável por cuidar das tarefas de casa. Elas não gostavam da ideia de contratar alguém de fora para lidar com esses pequenos problemas, ainda mais tendo quando a filha mais velha podia dar conta de lavar a louça, fazer a comida e arrumar a casa – para além do fato de que Rebekka gostava de desafiar a filha a tentar alguns feitiços e truques, embora ela mesma não tivesse permissão para ter uma varinha ou realizar encantamentos fora da idade proposta pelo parlamento mágico alemão. Naquele dia cozinhou os ovos, cortou algumas fatias de pão, deixou a geleia em cima da mesa ao lado dos cortes de fiambre, e passou um café forte o suficiente para exalar um cheio maravilhoso, capaz de acordar a mãe e fazê-la ir até a cozinha. Zoe sorriu.

    Escova os dentes, pessoa, porque o café já está quase pronto... – Comentou para a mulher, revelando a relação amistosa que tinha com a figura.

    Jogou um beijo no ar, observando a ruiva mais velha se afastar com os cabelos assanhados e os olhos semicerrados de sono. Sentiria falta da amizade que tinha com a mãe, embora estivesse animada com a ideia de ter novos amigos. Zoe sempre foi uma menina extremamente carismática e amigável. O único problema era conseguir vínculos duradouros, posto que era uma garota de personalidade forte, gênio indomável e que raramente abaixava a cabeça para as opiniões das crianças alemãs para as quais a mãe a apresentava. Portanto é de se imaginar que eram poucos os colegas, o que fez com que ela tivesse muito mais vínculo com a irmã de sete anos do que com alguém da sua idade. Deixou a jarra em cima da mesa e se sentou, esfregando os olhos de animação. Começou a se servir quando ouviu o arrastar de pantufas de Emma pelo corredor que separava a cozinha dos outros cômodos.

    Não começa a reclamar, menina, que o dia mal começou… Olha esse Sol!

    Agora que estavam morando em vilarejo bruxo em Londres, Zoe procurava afastar lembranças que a remetiam a saudosa Alemanha, seu país natal. Sabia que a irmã não gostava muito da nova residência, dos novos vizinhos bruxos, então procurava semear pensamentos positivos. Apontou para o clarão que vinha da janela da cozinha, segurando uma fatia de pão inglês (o único que encontravam por ali), enquanto a outra mão segurava a faca com geleira de framboesa.

    Aaaah, isso não quer dizer nada, droga... – Reclamou a mais nova com sua voz fina e infantil. – Você vai embora e vai me deixar aqui sozinha! E daí a mamãe vai contratar uma babá, e eu não vou ter ninguém pra conversar, e essas crianças vizinhas são todas estúpidas com essa história de sangue ruim, blá blá blá...

    Mas você não é “sangue-ruim”. Eu sou “sangue-ruim” porque sou mestiça. Talvez eles te tratem melhor quando eu estiver em Hogwarts. – E mordeu um pão, realmente não dando a mínima para o fato de seu pai ser um trouxa. Literalmente.

    Ah, cala boca, menina burra. – Reclamou Emma, fazendo menção de pegar um pão.

    NA-HA-HA! – Zoe exclamou, enquanto seu olhar era duro na direção da menina mais nova. – Escovando os dentes, mocinha, vamos.

    Mas eu tô com fome! Eu não comi nada ontem...

    É, e não vai comer nada a não ser sopa quando seus dentes caírem de tão podres que vão ficar. Você nem escovou os dentes ontem! Vamos… Escovando os dentes. A mamãe está lá e te ajuda a pegar a escova no armário.

    Emma saiu resmungando e Zoe se sentiu satisfeita. Sentiria falta de cuidar da pequena ruivinha, mesmo que ela odiasse quando a irmã mais velha lhe direcionava instruções duras, tal como aquela. De todo modo, sabia que se não fosse mais severa, a irmã simplesmente não daria a mínima para mais nada a não ser os brinquedos e os doces – que, aliás, ela tinha que esconder para que não encontrasse e acabasse com o estoque de açúcar em um dia. De fato, não haveria alguém que no mundo que dissesse que as duas tinham nada de suas mães. Ainda que os traços dos rostos fossem divergentes (e a cor dos olhos de nossa protagonista), a personalidade e jeitinho de Rebekka residia dentro de cada uma delas de um jeito completamente próprio: Emma era louca por doces, resmungona e adorava animais; Zoe tinha uma personalidade forte, gostava de esportes e sabia certamente seria a mãezona do grupo – quando tivesse um grupo.

    O café da manhã foi agradável como sempre, com uma conversa longa sobre aspectos de Hogwarts que Zoe levaria consigo para a viagem, seleção, recepção e convivência quando fosse a sua hora. Rebekka estudou no colégio, foi da casa Lufa-lufa e esperava que a filha fosse destinada para qualquer uma das quatro casas, embora ela mesma ficasse contente se ela quebrasse os padrões da linhagem Dernach de grifinórios e corvinos, do mesmo modo que ela o fez. A menina, no entanto, não se importava tanto. Conhecia razoalvemente bem das outras casas para saber que a Sonserina era conhecida por bruxos metidos; Corvinal pelos nerds; Grifinória pelos mandões e Lufa-lufa pelos comilões. Dessas características, Zoe parecia se relacionar mais com a última casa, mas não se convenceu de que seria destinada para lá. Descobriu, também, que o castelo tinha seus segredos e que, embora existissem livros que falassem a respeito, ainda havia muito a se desvendar nos corredores da escola. Houve um momento em que Rebekka pareceu extremamente orgulhosa, principalmente porque descrevia aventuras com o time de quadribol dos amarelos, e Zoe animou-se ante a perspectiva de integrar a equipe de qualquer uma das casas.

    Todos aqueles comentários no café da manhã serviram para deixá-la mais animada, de modo que arrumar suas malas não foi algo particularmente difícil ou demorado. Enfiava as vestes padrões no malão junto dos livros comprados no Beco Diagonal alguns dias antes; deixava a varinha no cós de sua calça, convencida de que talvez precisasse usá-la em algum momento para lidar com valentões; separou muitas meias pois, segundo a mãe, os salões comunais da Sonserina e Corvinal eram ligeiramente frios; jogou os demais itens dentro de seu caldeirão e puxou a bagagem com extremo esforço. Levaria consigo um sapo, um dos animais que eram permitidos em Hogwarts, e ela e a irmã o apelidaram de Gosminha.

    Não se esquece de alimentar o Gosminha, hein, ou ele vai morrer de fome. – Comentou Emma, quando a família das mulheres já estava posicionava em frente ao Expresso de Hogwarts na famosa Plataforma Nove Três Quartos. Emma cruzou os braços, os olhos grandes e amendoados cheios de lágrimas contidas.

    Eu cuidarei dele por você, não se preocupe. – Disse à irmão, oferecendo um sorriso antes de beijar-lhe a testa. – E você não come muito doce! Eu já escondi todo nosso estoque.

    O quê?! – Emma respondeu indignada. – Não tem problema! Eu encontro mesmo assim. – E mexeu o nariz. Se ela um dia se transformasse em um animago, certamente seu animal seria ou um rato ou um cão farejador. Zoe riu.

    Olha, me manda sempre carta, tá? Lá eles tem um corujal que vocês podem usar… E também tem os Correios em Hogsmeade, caso as corujas estejam muito cansadas. Não é uma viagem longa, mas elas costumam se recusar a sair no inverno severo. – Rebekka comentou, abraçando a filha calorosamente.

    Sim, pode ter certeza que vou escrever um pergaminho de 1 metro com todos os detalhes da minha chegada, falando também pra qual casa eu fui parar. – Assentiu, dando um beijo no rosto da mãe.

    A despedida fez com que a ruiva deixasse escapar algumas lágrimas. Sentia que o coração estava na boca e a garganta atada em um nó muito apertado. A plataforma tinha uma estética antiga e gasta, mas exalava um charme todo particular. Ao olhá-la pela janela, após subir no trem que rumava para Hogsmeade e se acomodar em um vagão pequeno e vazio, Zoe acenou para a mãe e irmã, sua única família, e sentiu o âmago pesado. Borboletas voavam por seu estômago e sentiu vontade de colocar o pão com geleia para fora, embora soubesse que tinha que se controlar para não passar vergonha. Tinha que arrumar alguma amizade nesse meio tempo, e foi exatamente isso o que conseguiu quando uma menina baixinha e loira entrou em seu vagão, parecendo cansada de procurar lugar em outras acomodações.

    Ai, se importa se eu…? Ah…! – Mal esperou uma resposta de Zoe e jogou-se na poltrona, extremamente exausta. Carregava consigo uma mala pesada de madeira e tinha o rosto ligeiramente pálido.

    Ahm, acho que tudo bem... – Balbuciou Dernach, meio surpreendida. – Você não parece muito bem...

    É… Estou meio cansada. Não tinha espaço pro meu malão lá embaixo, então me mandaram subir com ele. Só que quem disse que os sonserinos mais velhos me ajudaram? Não! Pra quê!? Sou só uma novata estúpida mesmo. E nem tive tempo de tomar café da manhã também… Ah, que saco.

    Zoe observou a menina com interesse, piscando algumas vezes ante as reclamações da outra, pensando que se estivesse em sua situação certamente teria passado com o mão nos pés dos folgados. Entretanto, tudo o que ela podia fazer era ouvi-la e, talvez, oferecer um pouco do lanche que ela mesma preparou para a viagem. Abriu sua mochila, dispondo Gosminha no assento ao seu lado, tomando todo o cuidado para que o sapo não resolvesse fugir pela janela ou pelo vagão tal como um sapo de chocolate. De dentro da bolsa retirou um embrulho delicado de papel-manteiga envelhecido, oferecendo na direção da loirinha com extremo cuidado.

    Não sei se você gosta de sanduíche de mostarda com presunto e chucrute, mas aí está. Pelo menos vai aliviar sua fome e te trazer mais cor. – Assentiu com uma voz pontual, pensando na irmã mais nova.

    Aquele pequeno ato, ainda que para alguns fosse insignificante, foi positivo o suficiente para que ela fizesse uma amizade que duraria por muito tempo. Allison era seu nome, mas gostava que a chamassem de Ally. Era uma bruxa de sangue-puro e que desde já declarava desgostar da casa Sonserina só por causa da avó, uma sonserina fervorosa que parecia não se importar tanto com a neta. Zoe sentiu o incomodo naquela história, mas preferiu não se intrometer em assuntos de família – ao menos por enquanto –, afinal ela mesma não gostaria que julgassem sua mãe ou irmã por problemas entre elas e que só elas entenderiam, mesmo que ela estivesse desabafando.

    Ally também comentou de um garoto trouxa chamado Theo, cujo irmão mais velho estava envolvido no quadribol. Comentou que o menino ingressaria em Hogwarts naquele ano mesmo e que esperava que ambos fossem para a mesma casa. Mal sabiam as meninas o que o futuro as reservava. Meadows também confessou que tinha vindo com ele, do contrário a avó a teria levado para a plataforma, e isso não era a melhor ideia. Havia embarcado com Theo no expresso, mas tinha perdido o amigo de vista quando a chamaram para que pegasse aquela bendita bagagem. Ally desconfiava que pregaram uma peça nela e por isso preferia deixar para abrir o malão quando estivesse em seu dormitório, o que fez com que Zoe concordasse veementemente.

    Talvez ele esteja procurando por você. Não é melhor a gente procurar por ele, não? – Zoe comentou.

    FOA IDEIA! – Respondeu a menina a sua frente, fazendo alguns farelos saltarem de seus lábios.

    Zoe ergueu-se da poltrona, abrindo a porta de arrastar do vagão apenas para ouvir risos e um grito amedrontado no corredor. Colocou o rosto para fora, curiosa com o que estava acontecendo e pronta para sacar sua varinha para enfrentar os valentões da Sonserina (se esse fosse o caso), mesmo que ela só cutucasse o olho de alguém – afinal ela mesma não sabia produzir feitiços, ainda que tentasse no instante em que adquiriu seu foco mágico. A figura de um menino de cabelos castanhos vinha lá do fundo. Parecia fugir de alguma coisa e isso fez com que Dernach chamasse a nova amiga para conferir.

    O que será que ele está fazendo? Será que são os mesmos meninos que te maltrataram? – Arqueou a sobrancelha, confusa.

    AI, AQUELE É O THEO!!!! – Exclamou a outra, metendo a cabeça entre o braço de Zoe e a porta que segurava. – ‘pera’í!

    A loira meteu a mão para fora do vagão no instante em que o menino passou correndo, segurando sua camisa e puxando-o para dentro da cabine. Aquele movimento fez com que Zoe lembrasse das histórias da mãe sobre quadribol e, portanto, imaginou que a menina seria uma boa goleira – ao menos era isso o que Rebekka afirmaria se a visse entrando em ação mais uma vez. Se a ruiva não tivesse afastado seu corpo no instante em que o rapazinho foi puxado para dentro, por centro o bolo composto por Aitken muito certamente teria um quê de Dernach no meio. Em vez de estar no chão com o colega, ela apenas se surpreendeu, indo de encontro ao colega para se certificar de que estava tudo bem.

    Olha, essa cabeça dura aí precisa de muito mais pra quebrar... – Ally respondeu, no entanto, mordendo mais um pedaço do farto sanduíche. – Theo, o que você estava fazendo?!

    E enquanto as duas esperavam uma resposta plausível, Zoe retirava Gosminha do assento do menino, abrindo espaço para que ele se sentasse ao seu lado justamente porque o malão de Ally ocupava todo o assento do seu lado - e convenhamos que o vagão não era lá tão grande assim.

- OFF -
Interagindo com Theo Aitken e Ally Meadows [NPC].
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Zoe Dernach
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Re: O Expresso de Hogwarts 2019

MensagemAngola [#193255] por Jacob Hans von Bückler » 18 Jul 2019, 10:50

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A New Beginning...
Ato #001

    Tem certeza que você quer ir comigo até o tal “expresso”? — Jacob questionou pela enésima vez o loiro a sua frente. Seth trazia consigo uma grande xícara de chocolate quente, oferecendo ao angolano que até então não tinha comido nada naquele dia. O grande relógio dourado, localizado na sala de estar da residência dos Beckhan’s marcava exatamente 10h30min, ou seja, faltava apenas trinta minutos para a partida do grande trem vermelho que levaria o quartanista para uma nova aventura mágica em Hogwarts. Na verdade, Jacob não estava muito feliz com aquele acontecimento. Gostaria de continuar seu ensinamento mágico na escola africana de magia. — Mas é claro! Você acha que vou perder a oportunidade de “zoar” os lufanos mais uma vez? — Beckhan sibilou em um tom divertido enquanto o menor bebericava o conteúdo fumegante da xícara. — Eles são a pior raça de Hogwarts, não aceitarei se você for para lá! — Concluiu o mais velho.

    Uma expressão sarcástica brotou na face de Von Bückler. — Você já me disse isso mil vezes! — Tomou o último gole do chocolate, depositou a xícara na mesinha a sua frente e vidrou seu olhar em uma pequena pena no centro de onde estava. — Então vamos de chave de portal? — Questionou. Apenas um assentimento de Rosier foi a resposta dada. — Prepare-se, está chegando a hora. — A voz rouca de Seth fez-se presente. Tão logo, o afrodescendente segurou a mala de roupas – encantada pelo feitiço peso-de-pena – com uma das mãos e tocou com o dedo indicador na chave de portal. Observou o mais velho fazer o mesmo e segundos depois uma luz azulada emanar daquela pena. Um forte puxavão seguido de um giro entontecedor foi sentido pelo rapaz. Se tivesse com a barriga entupida de comida, certamente, poderia vomitar. Já tinha se precavido disto. Foram alguns segundos de giro até seu corpo bater no chão provocando uma pequena tontura no rapaz. Fechou os olhos por alguns minutos, até ouvir o mais velho chamar seu nome. — Ei Jacob, vai vomitar novamente? — Disse em um tom de deboche. O quartanista abriu os olhos erguendo seu corpo e ficando de pé, pronunciando alguns insultos em um tom inaudível pelo loiro.

    Seus olhos negros depararam-se ao grande trem naquele local, que lhe chamou a atenção pela grande quantidade de fumaça que saía de suas chaminés. Então, após apreciar o grande veículo, olhou ao seu redor e deparou-se com uma quantidade generosa de estudantes que adentrava no expresso. — Já está quase na hora, é bom você já procurar uma cabine! — A voz de Seth fez-se presente de novo. — Eu sei disso! Entro em contato com você assim que possível e não serei colocado na casa dos gorduchos. — O tédio estampava sua face. Repetira aquilo mil vezes para o mais velho. Já tinha entendido o recado do ex-sonserino de diversas formas. Para Jacob aquilo era bobagem, mas se realmente os representantes de Helga fossem tapados como Seth havia dito inúmeras vezes, achava melhor ficar longe deles. Uma coisa que Hans não suportava era demência.

    Com sua mala em mãos, o quartanista adentrou no trem e percorreu um pequeno trajeto entre vários estudantes que pareciam comemorar o reencontro com os amigos. Jacob não se sentiu excluído. Na verdade, estava aliviado, pois uma coisa que não gostava era de expressar seus sentimentos assim tão facilmente. Achou uma cabine vazia e ocupou-a rapidamente, jogando suas coisas em um dos bancos e se estirou em outro. Sentiu a varinha no bolso, deixando-a fácil para qualquer advento.Espreguiçou-se e tentou relaxar um pouco. Particularmente, estava ansioso para aquele novo recomeço. Entretanto era algo que não demonstraria tão facilmente.

    With: Seth R. Beckhan;
    Notes: Então, saiu nos trancos e barrancos. Re-acostumando a escrever e um novo personagem, ai já viu .q
    Music: Hino Nacional Brasileiro.

    ............................................................

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  • Mochila de Passeio

    Usou um Mochila de Passeio.

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Postado Por: CABRAL, CHS.


Re: O Expresso de Hogwarts 2019

MensagemAlemanha [#193480] por Henrich Lehmann » 28 Jul 2019, 19:20

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Próxima parada Hogwarts


Não consegui acreditar que finalmente aquele dia tinha chego. Estava tão ansioso que nem tinha dormido direito, a ficha só caiu de verdade quando vi a passagem para a plataforma 9 ¾. Estava lá eu, com minha camiseta do Skyrim e uma jaqueta de moletom preta por cima, bermuda azul escura, meu bom e velho tênis. Como já era tradição para todos aqueles que pegavam o expresso meus pais me acompanharam no primeiro embarque. Atravessamos a parede e caminhamos para o trem. Eu carregava minha mochila e o restante das malas seriam postas no trem.
Ainda tínhamos tempo até a partida então fui até um banco de madeira e me sentei. Peguei uma barra de chocolate da mochila e fiquei comendo, perdido em pensamentos sobre tudo o que poderia acontecer.
- Tudo bem, querido? – Perguntou mamis com uma cara de preocupação.
- Sim, só estou pensando em como vai ser estudar em Hogwarts.
- Ah, vai ser fantástico, tenho certeza. – Disse meu pai com um enorme sorriso no rosto.
Vendo-os ali comigo me tranquilizava um pouco.
Houve então um apito alto, e eu sabia que era hora de ir. Deu um abraço apertado nos dois e fui entrando no vagão, junto com vários outros alunos. Fui seguindo o fluxo até encontrar algum lugar para eu ficar. Por sorte achei uma cabine vazia, sentei-me no banco acolchoado e olhei pela janela, encontrei meus pais e acenei. Em seguida o trem partiu fazendo muita fumaça e balançando bastante até pegar no tranco.
A viagem tinha começado, a primeira de muitas, uma grande aventura pela frente. Voltei a realidade quando a senhora dos doces passou e bateu na porta da cabine:
- Quer uns doces querido?
Como eu já tinha devotado todas as minhas barras de chocolate, decidi comprar mais algumas guloseimas.
- Vou querer sim. – Disse pegando algumas coisas. – Muito obrigado.
- Disponha querido, boa viagem para você!
Voltei a me sentar e observar a paisagem. Achei estranho não ter dividido a cabine com outros alunos, o trem parecia bem cheio. O que será que meus pais estariam fazendo a essa hora?
Quando vi, no horizonte o grande castelo surgindo, um arrepio de animação percorreu meu corpo. De repente uma garota baixinha adentrou a cabine e se sentou do meu lado, a expressão dela mostrava que ela estava pistola.
- Hummm... Oi, você está bem? – Perguntei meio sem jeito
- Não! Não estou, é um saco ser baixinha, sempre me confundem com uma novata. – Disse ela parecendo mais calma.
- A propósito, prazer Rachel Steel. Foi mal ter entrado sem me apresentar.
- Henrich Lehmann, sem problemas. Pelo menos agora vou ter companhia no restante do caminho, já estava me sentindo solitário.
A garota não parecia muito a fim de conversa, mas quando tirei minha jaqueta e ela viu minha camiseta isso mudou.
- Você curte Skyrim também?! – Ela disse, passando de uma expressão pistola, para uma mais tranquila e divertida.
- Sim eu gosto bastante, é um dos meus games favoritos. Ótimo, o clima na cabine estava melhorando.
A conversa seguiu bem mais tranquila e animada, falamos um pouso sobre nossos gostos e desgostos. Pela minha surpresa ela era do sétimo ano, mas como ela mesma falou, a altura engana.
Aos poucos o trem foi parando e vários alunos passavam pela porta da cabine, decidi esperar o fluxo passar um pouco. A Rachel já se aprontava para sair:
- Bom foi um prazer passar o tempo da viagem com vc... err, como é seu nome mesmo?
Dei uma risada, era normal as pessoas perguntarem meu nome mais de uma vez. – Henrich, Henrich Lehmann.
- Nos vemos por aí então Henrich. Até logo!
E assim ela se foi. Meio doida, mas gente boa. O corredor já estava bem vazio, então peguei minha mochila e segui meu caminho. Pelo que lembro que meus pais haviam dito, para os novatos chegarem no castelo, é preciso ir de barco. Só espero que as águas estejam calmas.


Quem quiser interagir, seja bem vindx!
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Henrich Lehmann
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Postado Por: Rainninho.


Re: O Expresso de Hogwarts 2019

MensagemAustralia [#193889] por Ruddy Krueger » 11 Ago 2019, 01:13

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#01


    Vejamos... Por onde eu começo? Vamos começar pelo começo... Sim, afinal, por onde mais teríamos de começar? Pelo fim? Falemos um pouco sobre o magnânimo planeta terra! Ela tem quinhentos milhões de metros quadrados. Se eu percorrer a terra em uma velocidade de duzentos e sessenta quilômetros por hora, durante todas as horas, o resto da minha vida, só conseguiria percorrer metade dela! E mesmo com todo esse tamanho, preciso dividir o quarto com um irmão cujo o nariz reproduz o mesmo barulho que uma corneta enquanto ele dorme, e um outro que parece que manteve os pés dentro da geladeira o dia inteiro, só pra roça-los em mim quando vamos dormir. Sabe qual é a melhor parte de ser criança? É que, pode demorar, mas uma hora, ela acaba! E, sabe a melhor parte de ir para Hogwarts? Sair de casa... Porém, há um pequeno dilema, como com o gato de Erwin Schrödinger... Sabe qual é a pior parte de ir para Hogwarts? Sair de casa...Vivíamos em um casebre; com um jardim, igualmente pequeno... Mal dá para ver as onda do mar. Mas, quando o vento é muito forte, pode-se ouvir as boias no porto. Era quase poético...

    O dia que a minha carta chegou não era um dia comum! Não senhor! Era o aniversário de casamento dos meus pais. E, nessa grande época do ano (data da qual nem eu nem os meus irmãos dávamos a minima) eramos obrigados a presentear os nossos pais. Mas, dessa vez, seria diferente! Eu já tinha mandado uma coruja para o meu irmão mais velho, que estava perdido em alguma selva na América do Sul, informando que a parte que condizia a ele, custava vinte euros. A principio ele questionou onde conseguimos oitenta euros, mas depois cedeu. Mas, a pergunta é essa mesma: Como três crianças conseguiram comprar um presente de oitenta euros? Matemática simples: Nossa mãe nos deu. E porque uma mãe faria isso? Pelo simples fato de que ela não queria mais os videos imbecis de lutas de trouxa que demos nos anos seguintes. Mas, no entanto, não era tão ruim... A única coisa que ela não precisava era de métodos diversos para bater na gente.

    Depois de uma ferrenha discussão (sim, meu irmão queria comprar uma serie de filmes de luta) decidimos que o presente ideal seria um porta retrato com uma foto de bruxo que tiramos no ano passado, antes do meu irmão mais velho sumir pela America do Sul. Era um bom presente, significativo, e ainda sobrava algum trocado para gastarmos em doces. Isso sem contar os vinte, extra, que seriam enviados pelo correio pelo meu irmão mais velho. Eu me lembro que estávamos embrulhando o presente, eu pedia mais papel e o mais novo vociferava que ele deveria por o laço. Insistentemente... Como quase tudo que ele fazia. Mamãe estava se arrumando para jantar fora e tinha alguma coisa no fogão, porque eu me lembro do cheiro de queimado. Enquanto estávamos todos envolvidos em nossas coisas, chegou uma funcionária do ministério querendo falar com o papai. Me lembro que a mamãe esbravejou quando ninguém foi atender a porta, e que era só ela para fazer tudo. O que ela queria que fizéssemos? Precisávamos terminar de embrulhar o maldito presente, não é?

    Então, como a vergonha nunca foi o forte da nossa família (sério, meu pai tinha uma pele sensível e os próprios pelos dele o incomodavam quando ele usava roupa; ela, a minha mãe, o depilava na sala de jantar) ela foi atender a porta como estava: De toalha! Quando terminamos o presente, o meu outro irmão, o segundo, colocou o laço no presente; o que provocou o furor (até então desconhecido) do meu irmão mais novo. Ele pulou enfurecido nas costas do outro e a puxar a sua narina com dois dos seus dedos. A funcionária tinha ido levar a minha carta que tinha sido extraviada... Então ela presenciou essa cena... Meu irmão mais novo com um bastão de Quidditch (de espuma, não de verdade) espancando o mais velho e dizendo 'Quem é o bebê agora?', e o cheiro da comida que se queimava enquanto minha mãe conversava com ela. E, se bem me lembro, foi quando aconteceu o incidente do vestido vermelho... Então ela também viu minha mãe com o vestido vermelho queimado e ensopado ao mesmo tempo, cuspindo moscas africanas. Então, sim, meus amigos, foi uma dia memorável para mim em muitos sentidos. Sobre o vestido? Falaremos sobre ele em uma outra ocasião. É uma pequena história que eu e meus irmãos chamamos de o 'Incidente do vestido vermelho'.

    Mas, por mais que isso tudo acontecesse, era a minha casa, e, obviamente, eu sentiria falta dela. Sentiria falta de toda aquela balburdia que me fazia tão bem. Sem contar que, ou nós estávamos ficando mais espertos, ou a mamãe estava ficando menos ligeira. No dia anterior amarramos o mais novo com uma corda, amordaçamos, e o penduramos a atrás da porta do nosso quarto. Juro que ela passou pela porta umas quinze vezes para ver o que estávamos fazendo, esbravenjando 'Vocês estão aprontando alguma coisa. Da pra sentir isso!' Mas, eu e o meu outro irmão, apenas estávamos sentados, lendo. Eu disse a ele que se ele fosse ler, ia dar na pinta... 'Foi por pouco.' disse o mais novo quando a gente tirou a mordaça dele, mas deixou que ele ficasse pendurado ali, atrás da porta. Como da outra vez, que eu coloquei ele embaixo da lata de lixo e só deixei que ele saisse de lá quando o inseto entrou no nariz dele. Essa foi a terceira vez que fomos ao hospital na mesma semana; mas, fica para uma outra história. O quê? Nosso recorde? Sete vezes na mesma semana. (isso porque dois se machucaram ao mesmo tempo, então rendeu apenas uma visita).

    Será que lá tem panquecas? — Ademais, eu estava na banheira, antes de ir para a estação e pegar o locomotiva para o castelo, quando eu fiz a essa pergunta que, obviamente, não teve resposta. Mas, em suma, eu adorava panquecas! Honestamente, a pior parte de morar com meus parentes era esse. Quase nunca tinhamos panqueca, quase sempre comiamos cereal. A mamãe estava chateada (ela sempre estava chateada; mas, dessa vez, ao menos, não era comigo e com meus irmãos) A parte do encanamento que estava próximo ao quarto dela estourou, e fez com que o cubículo ficasse encharcado; estragando quase todas as suas roupas... Bem, ao menos, essa tinha sido uma boa hora para não se ter roupas boas. Ela estava intrigada porque o encanamento tinha estourado. Eu expliquei que as casas tinham no encanamento uma combinação de cobre e aço galvanizado, que são suscetíveis a furo e corrosão por causa da mobilidade dos íons da água... Meus irmãos mais velhos enfiaram muito a minha cabeça dentro de uma privada; isso facilitou muito o meu conhecimento mundano sobre encanamentos. Eu estava um pouco nervoso com a ideia de sair de casa por muito tempo; era uma grande mudança, e verdadeiramente, eu nunca me dei bem com mudanças (ainda mais quando eram longas) Ela me perguntou como eu estava, e respondi: Empolgado, preocupado, com um pouco de medo... Essencialmente era tudo o que eu sentia enquanto estava na fila de uma montanha russa. Mas, ela me acalmou um pouco enquanto eu estava socado dentro daquela banheira e ela depilava as pernas no mesmo banheiro. Ela disse que eu deveria imaginar como se eu fosse a Enterprise, de Star Trek, na serie original, ela saiu em expedição de cinco anos para explorar novos mundos. Então, eu deveria me espelhar nisso para a minha própria expedição. Sair, coletar novos dados, e voltar. Sim, isso me aliviava (e até me animava, de uma certa forma; afinal, nunca era bom, para ninguém, fazer uma expedição longa sozinho).

    Eu já estava com o meu KPBE. Que era um kit que eu possuía para conseguir realizar todas as minhas necessidades fisiológicas em lugares estranhos. Eu não considero falta de bom senso abastecer uma mochila com papel higiênico, lenços umedecidos, sabonete liquido, purificador de ar, fones canceladores de ruido, apito de perigo, spray de pimenta, uma placa de ocupado em diversas línguas, assim atenderia todas as demandas de estudantes e professores do castelo, protetores de assento, plásticos para os sapatos e último, porém não menos importante, um prendedor de roupa para colocar no nariz. Era uma mochila extra, mas valia a pena. E, para todos os efeitos, um pequeno cronograma da minha rotina matinal do banheiro, ou RMB, como chamava. Assim, todos estariam completamente cientes do meu horário no banheiro e não estaria lá para perturbar. Antes de ir embora eu fiz questão de salientar que os filtros de ar deveriam ser trocados na terça, e que deveriam verificar o carroço de abacate nas segundas, quartas, sextas. Afinal, quando terminasse todos os meus estudos acadêmicos na instituição de Hogwarts eu queria comer guacamole om os meus irmãos. Eu levei os meus pertences mais preciosos! O meu taco, de batedor, de Quidditch e o meu pequeno gato, Kakashi, que sempre estava do meu lado.

    Lágrimas, choro e aflição inundavam toda a plataforma 9 3/4. Alunos se despediam de seus progenitores para zarparem rumo a direção do infinito conhecimento que estava armazenado no castelo. 'Será que é muito grande?' pavoneava a ideia dentro da cabeça, por baixo do gorro preto que usava. Meus pais contavam historias fascinante sobre o castelo, e agora era a hora de ir rumo a esse lugar onde eles tinham sido tão felizes. Enquanto o turbilhão de ideias passava pela cabeça, as pequenas e magrelas mãos foram de encontro à parte da frente do moletom bege. Um lindo sorriso malicioso se formou no rosto pálido e com um arredondado e desnecessariamente grande para o seu rosto. Ajeitei o óculos com uma das mãos. A outra levei até a boca e imitei frequências de rádio enquanto dizia — Solicitando permissão para o embarque. — Meus pés acompanhavam as minhas falas. Adorava fazer vozes era um dos meus pontos fortes. Estava demasiadamente animado para chegar ao castelo e abrir a maldita carta que tinha recebido. Eu não era curioso, mas aquilo já estava começando a me dar nos nervos. Procurei uma cabine que estivesse vazia para dormir enquanto não chegávamos no castelo.
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Re: O Expresso de Hogwarts 2019

MensagemJapao [#194125] por Akira Miyamoto » 22 Ago 2019, 17:26

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Que diabos, estava tão ansioso para o famoso dia que quando este finalmente chegou, perdeu a graça. Era uma pessoa teimosa, Akira batia no peito toda vez para afirmar isso com muito orgulho, a teimosia era tanta que odiava tudo que vinha com facilidade, isso incluia o dia que finalmente iria começar os estudos em Hogwarts, mesmo não fazendo sentido algum. Acordou com um tapa do seu pai em uma das pernas. — Levanta, garoto. Sua mãe já saiu e deixou tudo arrumado para que fizesse uma boa viagem. Se quiser comer vai ter que fazer isso no caminho. — Ah, seu pai era um anjo logo cedo pela manhã. Resmungou cansado, se erguendo da cama e coçando os olhos.

— O Chase vai me levar sozinho? — Não que duvidasse do motorista, sabia que sua família insuportável havia feito o coitado passar por uma série de testes desnecessários para provar sua destreza e capacidade de lidar com gente complicada. Ouviu o pai suspirar e ajeitar a gravata que usava.

— Você sabe que sim, tenho coisas a fazer. Boa aula…? — Boa aula o car*lho. Odiava e adorava ao mesmo tempo lidar com alguém tão mentiroso. Sorriu de canto, ainda morto de preguiça e assentiu com a cabeça, o dispensando com um gesto de mãos. Era um acordo não verbalizado entre ambos, era o único jeito da relação dar certo sem brigas, falavam a verdade por gestos e entrelinhas, o resto era uma farsa engraçada, servia para deixar Akira atento as mentiras ao seu redor que existiam para o mal.

A rotina do primeiro dia foi chata e lenta, a ansiedade do que viria a seguir se dissipando e restando apenas a falta de paciência. Agradeceu, porém, a inteligência e rapidez da mãe em pensar no seu bem estar, as malas enormes já dentro do carro. Tomou um banho demorado, se ajeitou colocando o moletom mais quentinho possível que achou jogado na gaveta, uma calça e os coturnos. Estava mais do que pronto e por enquanto, sem fome.

Bagunçou as mechas pretas de qualquer jeito e foi andando pela casa, um último passeio antes de ficar ausente por meses. Ok! Estava pronto. — Tchau, casa vazia número nove. — Seria cômico se não fosse trágico. Andou em direção ao carro, não perdendo tempo e tratando de retirar o gato preto minúsculo da caixa de transporte. — Bom dia, Mordred. Bom dia, Chase. — Em resposta teve um miado e um “bom dia, jovem mestre”, antes de iniciar a viagem.

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A estação era enorme, até mesmo deixou o jovem japonês aterrorizado com a quantidade de pessoas, choros, gritos e tudo mais. Abraçou o gato preto com mais força que deveria - recebendo um miado irritado e uma patada - mas estava nervoso. A parte boa de já participar do mundo mágico era a não necessidade de lidar com trouxas mas, ergh, que situação. Empurrou o carrinho com as malas com dificuldade, sua baixa estatura o deixava com agilidade maravilhosa, mas força? Jamais. Empurrar algo pesado e segurar um gato não era uma boa ideia, mas se negava a pedir ajuda.

— Alguém tão pequeno não precisa de uma mãozinha? — Ouviu um adulto aleatório parar ao seu lado. Ergueu a cabeça com a sua melhor expressão de enfezado. — Não. — E continuou com o seu trabalho. Sinceramente? Odiava ser menosprezado. Não precisava de ajuda!

...Mas pediu sim ajuda a um dos seguranças para colocar as malas no vagão maior por simplesmente não alcançar onde deveria e ainda continuar com força. Se inclinou agradecendo e segurou o gato mais uma vez, finalmente entrando no trem lotado e fazendo uma careta. Tinha parentes ali e tinha certeza disso, mas não significava que daria o ar de sua presença de forma proposital. Foi andando devagar, desviando dos gigantes a sua frente, fazendo cara feia para outros e até mesmo mostrando o dedo do meio ao ouvir um “que fofinho”, pro inferno todo mundo, já estava se arrependendo. Apertou o passo, afundando os dedos delicados na pelugem preta de Mordred, focando no carinho até achar uma cabine vazia - tendo apenas mais dois estudantes, tecnicamente vazia -, sequer se prestou a ter a decência de perguntar se poderia entrar, apenas forçou o corpo minúsculo para dentro e se ajeitou na poltrona macia, afundando o rosto no felino e respirando fundo. Estava orgulhoso por conseguir sozinho, só então lembrando de ser no mínimo educado.

— Bom dia. — E ergueu uma das patas do gato em um cumprimento. — Bom dia, seja lá que horas são. Esse é Mordred.

Deu de ombros, não planejava fazer uma conversa, mas quem sabe? De repente o tempo passasse mais rápido a ponto de aparecer alguém vendendo comida.
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Re: O Expresso de Hogwarts 2019

MensagemRussia [#194646] por Josevald Fydorov » 26 Set 2019, 21:10

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Trens. O irmão do papai Lavesh, tio Kabir, enlouqueceria se visse esta estação, pensou Valdinho. Podemos interromper esses devaneios por um momento para nos perguntarmos como não ocorreu ao garoto que talvez Tio Kabir já tivesse apreciado aquele lugar, uma vez que trabalhava ali e que provavelmente, só possivelmente, o tio fosse tão bruxo quanto os pais e o próprio infante? Tio Kabir gostava bastante de trenes em miniatura, tanto que tem uma coleção inteira, ainda se perdia em pensamentos prolixos. Os trens de locomovem mais em sua casa que o próprio tio Kabir, prosseguiu Valdinho. Já entendemos, Valdinho.

Valdinho, sim! Era assim que seus pais o chamavam. E claro que não estou respeitando os idiomas russo, indiano e inglês. Por minha própria vontade e porque minha voz ressoa melhor em sua mente, portanto, Valdinho será. Caso o incômodo lhe seja incutido e impossível o curso da leitura se torne, eu te convido encarecidamente a tomar...

'Um rumo diferente! O mundo bruxo está pronto para essas reformas?', um jornaleiro declamava exaltada.
'Ah, moço, pode apostar! Estou mais que pronto para essa nova aventura...', falou Josev..., pigarro, Valdinho com seus botões enquanto pegava emprestado as luvas marrons de couro, que estavam implorando para serem suas amigas, do bolso do casaco de uma senhora que passava distraída por ali.
'Valdinho! Preparado para se especializar na artes ocultas do vodu?', Fiódor quicou as sobrancelhas em sua testa alta.
'Pare com isso. O garoto precisa fazer amigos...', Lavesh repreendeu o marido, esbarrando de leve o cotovelo em Fiódor. 'Está ansioso?'
'Sim. E culpo a cafeína por isso', respondeu o garoto se sentindo um VP em seu escritório prestes a comunicar Sandra, sua secretária, para desmarcar todos os seus compromissos porque hoje era dia de mandar ver... no freefire.
'Você deixou o moleque beber café de novo?', Lavesh repreendeu Fiódor pela segunda vez. Esperemos uma terceira vez e podemos embarcar no trem.
'Estamos exatamente a um sermão da partida do trem', Fiódor bateu no rosto do relógio de pulso com o indicador.
'Você não vai se livrar dessa', Lavesh estreitou seus olhos para Fiódor.
'Quando eu consegui...?', Fiódor disse para si.
'Josevald Fydorov, se cuide. Tente não roubar... o destino de pessoas perigosas na escola', aconselhou o pai Lavesh.
'Só dos ricos. Eles não estão nem aí', Fiódor completou dando de ombros. Não encontrou conselho melhor para dar ao filho.
Lavesh resmungou alguma coisa ininteligível.
Opa! Terceira bronca. A pior. A em indiano em baixo e péssimo tom.
Hora de zarpar!
Abraços paternais apertados que se afrouxam para que nosso herói possa abraçar sua própria jornada.

Itens Utilizados:

  • Varinha de Marfim, 26cm, Garra de Quimera, Maleável

    Usou um Varinha de Marfim, 26cm, Garra de Quimera, Maleável.

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Re: O Expresso de Hogwarts 2019

MensagemNoruega [#194981] por Anna Sundstrøm » 05 Nov 2019, 16:07

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– Mal consigo acreditar nisso. – comentou assim que atravessou a famosa plataforma do expresso. Obviamente, ficou com aquele medinho de bater de cara com a parede, mas depois de ver algumas coisas que a magia era capaz de fazer, simplesmente confiou e foi de uma vez. Considerando que foi a primeira a atravessar, ainda teve que esperar mais alguns instantes até ver a imagem de seus pais tornar a aparecer, quase trombando nela, inclusive, por conta da velocidade com a qual atravessaram a parede mágica. Sendo os dois trouxas, era de se esperar que eles tivessem ainda mais receio que ela e todo esse sentimento ficou bem visível quando a menina reparou que ambos mantinham as mãos unidas e os olhos fechados. Depois deles, Jade logo apareceu, afinal, ela não era louca de deixar apenas o casal levar Anna para o seu primeiro embarque para Hogwarts, ainda mais considerando a possibilidade de imprevistos acontecerem.

– Finalmente chegou o dia de ir para Hogwarts! Eu estou tão ansiosa! Pena que é uma longa viagem, não é mesmo? – perguntou, direcionando aquela última parte para a ministerial, já que seus pais naquela situação sabiam menos do que ela própria. E por falar neles, ao escutarem aquilo, logo foram de encontro para um abraço, afinal, embora a loira não estivesse tão ciente assim, a escola implicava em um bom tempo sem ver sua família e é claro que eles sentiriam saudades. Basicamente foi aquele abraço que impediu a menina de sair correndo rumo ao expresso, algo que ela realmente queria fazer. Enquanto era apertada dos dois lados, escutou as clássicas recomendações, se cuidar e se comportar, comer direito e evitar muito doce, estudar bastante, avisar caso os colegas fossem malvados com ela ou se algo errado acontecesse, se esforçar para não quebrar a escola, sempre mandar notícias e etc.. Mesmo que não concordasse com absolutamente tudo, prometeu que faria tudo aquilo. Ou, pelo menos, se esforçaria para tal.

– E você, Jade? Alguma recomendação final? – perguntou, afinal, a mulher era praticamente sua mentora. No entanto, todo o tempo em que a ministerial tinha dedicado para a jovem até ali havia sido proveitoso, de forma com que já tinha dito praticamente tudo o que era necessário, não precisando então se prolongar naquele momento. – Podem deixar que eu vou me comportar, reportar tudo e aproveitar bastante. – afirmou então, partindo para um abraço individual em cada um deles antes de finalmente correr na direção do expresso, pelo menos até escutar sua mãe brigando por isso. E convenhamos, Britta tinha razão, Anna por si só já não era a menina mais jeitosa de todas, correndo estão com uma mala enorme e um gato na gaiola então… Teve sorte de não ter esbarrado em ninguém até aquele ponto. Mas como não poderia deixar de ser, logo balanceou as coisas com uma tropeçada nos próprios pés, quase jogando o gato na cabeça de um menino que passava. – Ops. Foi sem querer. – disse sentindo suas bochechas esquentarem, afinal, tinha certeza que ainda estava sendo observada pelo trio de adultos e, mais ainda, que aquilo não passava uma boa impressão.

A subida no expresso ocorreu então de maneira rápida e uma vez que se viu naquele longo corredor, teve que abrir um sorriso. Estava rodeada de alunos, muitos bem mais velhos e completamente enturmados. Pena que aquele tipo de cena acabava por desanimar um pouco a garota, ainda mais depois de ter escutado o quanto os bruxos de famílias mais antigas e tradicionais se achavam superiores. Nunca foi a mais sociável e depois de todo o bullying sofrido, era de se esperar que tivesse adquirido um pouco de dificuldade quando se tratava de fazer novas amizades. Então foi um sorriso bem menor que decidiu seguir em frente, procurando por ali alguma cabine que ainda não tivesse sido ocupada, o que lhe pouparia o trabalho de lidar com interações tão cedo.

Tendo aquele espaço todo para si, logo fez questão de se jogar sobre o assento, esticando as pernas o máximo possível. Seria uma longa viagem, então era importante ficar confortável. Depois disso, é claro que não poderia deixar de pegar um doce para degustar e se ocupar, ainda bem que tinha recebido recentemente aquele pacote de feijõezinhos de todos os sabores de Dragos. Até que teve sorte no primeiro que pegou, tinha um sabor doce, apesar de não ser algo que ela tenha conseguido identificar. Obviamente, não reclamou e tampouco desejou abusar da sorte, preferindo não pegar um segundo doce imediatamente, até mesmo porque teria tempo o suficiente para acabar com todos eles. Estava basicamente pensando no que poderia fazer em seguida, se dormia ou se lia alguma coisa, quando uma garota apareceu na porta da cabine perguntando se poderia ficar ali. Claro que aquilo não era bem o que esperava, mas decidiu simplesmente aceitar, afinal, vai que a outra era simpática.... Sem contar que pareciam ter idade próxima, o que poderia ser útil futuramente.

– Sem problemas. – afirmou, sorrindo, e até se ajeitou melhor no banco para passar uma impressão um pouco melhor. Naquele ponto, sua suspeita a respeito da idade da morena já tinha se mostrado verdadeira, assim como ela, era uma novata, o que poderia ser bom ou ruim. Já sobre os veteranos excludentes, preferiu não comentar nada, já que isso também só reforçava sua opinião sobre alguns dos mais velhos. – Isso é, se você não se importar com a possibilidade de um malão simplesmente cair em cima da sua cabeça ou qualquer outra coisa nesse estilo... – achou válido complementar, afinal, não fazia mal informar antes que o caos acontecesse. Assim que escutou a hipótese sobre a magia de levitação, teve que rir, afinal, quem era ela para chegar na escola já dominando feitiços desse tipo? Talvez não estivesse tão na cara assim que era apenas uma primeiranista filha de um casal de trouxas. – Não, eu só tenho esse dom de fazer as coisas acontecerem sem querer, mesmo. E geralmente não são coisas boas, então acho melhor avisar logo. – respondeu, balançando os ombros, sinal de que já estava acostumada com aquele tipo de explicação.

– Aceita? – perguntou, oferecendo os feijõezinhos após um breve momento de silêncio e com a aceitação, abriu um pequeno sorriso. Infelizmente, a menina não teve tanta sorte quanto ela mais cedo, o que por isso só já era um fato engraçado. – Cera de ouvido realmente é péssimo, mas não sei se é o pior que essa caixinha tem a oferecer. – afirmou, recordando do sabor vômito e todos os outros horríveis que já tinha provado. Como não poderia deixar de ser, até tentou segurar a risada, mas teve que deixar um pouco escapar naquela situação toda, afinal, era uma criança e a reação da morena também não ajudava, não com aquelas caretas. – Prazer, Sage. Eu sou Anna Sundstrøm e pode ter certeza que eu vou esquecer seu sobrenome em uns dois minutos, desculpa. – falou, abrindo mais um sorriso enquanto pegava mais um feijãozinho e percebia que o azar não tinha dado uma folga tão grande assim. E realmente, vômito era ainda pior e não fazer careta era impossível.


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