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Théâtre des Deux Vierges

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Théâtre des Deux Vierges

MensagemFranca [#146482] por Guardião Francês » 04 Abr 2015, 12:25

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                Uma das casas de espetáculo mais antigas do mundo bruxo. O Teatro das Duas Virgens foi fundado por volta de 1600, durante a batalha que deu a vitória ao povo nômade das colinas francesas, futuramente conhecidos como a civilização de Brandwen, divindade celta. Após a colonização das tribos mais distantes da região, o teatro fora utilizado como abrigo para os bruxos fugitivos, que temiam a morte rápida e desarrazoada. A guerra foi sanguinolenta e não apenas abalou os humanos – bruxos e trouxas, mas também o próprio edifício. Deux Vierges ficou séculos em ruínas, servindo como atração turística da área, entrementes se dera inicio a uma restauração prestigiosa após o ano de 2016, ano em que os bruxos intervieram na arquitetura histórica, intentando eternizar seus bens culturais para as sociedades futuras.

                Seu nome deriva de uma antiga lenda celta, que tem como principal e exclusiva presença espiritual a deusa das artes, do amor e da beleza, conhecida como Brandwen. A onipotência representava a música, a dança e as manifestações artísticas em geral. Geralmente era cultuada no mês em que Libra pairava sobre a terra, já que acreditavam que sob tal astro seus poderes eram mais abundantes. “Reverenciar Branwen e seus princípios femininos o colocará em contato direto com a magia da natureza e de todas as criaturas.” Disse o restaurador do teatro, o bruxo centenário Aquiles Tennager. “Jamais associaram a imagem de duas virgens para representar a fundação do edifício”, dizia Arlette Godhoi, famosa historiadora especialista nos fenômenos celtas, “Leigos, obviamente. A mulher pura, intacta é como uma santa perante os celtas. Eles utilizavam uma dessas para realizar seus festivais e cerimônias, e geralmente eram duas que cumpriam o procedimento para Brandwen”

                O novo teatro foi ornamentado num profundo tom áureo e bronze, categorizando as cores representantes da deusa. Seu teto fora constituído por pinturas reparadas do período original, que antes enfeitavam as paredes do antigo recinto. Sua capacidade fora triplicada graças a intervenção do Ministério da Magia, que fizera de tudo para restabelecer a grandiosidade original. Os tons de vermelho estão presentes nos cortinados e nas poltronas, assim como nos detalhes mais ínfimos. Deux Vierges fora reconstruído por cima do seu antigo entablamento, para assegurar que ainda houvesse visitas às dependências da pretérita arquitetura. Acredita-se que ainda se podem ver pinturas rupestres e janelas arquitetônicas em seu subsolo..
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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemDinamarca [#149730] por Lilith Ambrew » 20 Jun 2015, 20:22

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    Data: XX/XX/2015
    Local: Algum teatro na França.
    Período: Noite - fria - 23h da noite.
    Tema: Transcendentes.


                    - Elfo, entregue isto para o meu ex-noivo e seja furtivo, o máximo que puder. – A carta era formal, pedia uma reunião de todos aqueles que ajudaram na investigação contra Anthony, o pedido era de mostrarem os levantamentos do que foram feitos até o momento, pois se tivessem conseguido muitas provas, poderia abrir uma denúncia no ministério contra o bruxo que tentou a minha morte. Ele apodreceria na prisão... A reunião dava a localização de um teatro na França, dizia ser reservado e exclusivo.

                    Sim. A reunião era falsa, porém seria uma situação em que o alvo principal compareceria sem hesitar, sem duvidar ou desconfiar de minhas verdadeiras intensões. Esta era minha tentativa de reconciliar com Andrew tudo aquilo que nos foi roubado, separado, perdido. De alguma maneira, desde antes das férias, meu coração já endurecia contra Leon devido a suas atitudes e a algo maior que até hoje não sei explicar. O evento das férias e o seu desaparecimento, foi o fim. Não importava o quanto ele me deixara como herança, quantos vampiros ele me deixara como uma “rainha” ou quantos bens móveis ele poderia ter colocado em meu nome, pois tudo aquilo parecia ser sujo... Em nada tocaria e se necessário, devolveria para o Ministério caso fosse comprovado alguma traição vinda do vampiro.

                    Aquela superproteção cansou-me a alma de tal forma que mais nada me alegrava a não ser as lembranças de um amor do passado e que ao consultar com a Nuala, por algum momento, suas palavras distantes e forçadamente amadurecida, fizera algum sentido. Ainda há esperança para o amor. O meu ódio pelo Andrew no passado tinha sido consumido em amor e depois transformado novamente em ódio quando criei o pensamento que ele poderia ter tentado me matar também, porém, ao ter minhas análises sobre a situação e ter descoberto que Andrew era inocente, meu ódio foi embora.

                    Sabia que tudo o que passei enfurecera o meu Lord, mas como uma boa mulher e dona de seu coração, sabia bem o que poderia amolecê-lo e trazer de volta para próximo, sabia que não seria fácil, mas as barreiras não me impediriam. Para tudo na vida, tem um momento certo.

                    Preparei o teatro por completo, o ambiente estava mais escurecido com iluminação de velas flutuantes espalhadas pelo local. O palco estava bem iluminado e todo o resto, mais escurecido. O ambiente era familiar. Familiar à nossas fugas e ao nosso passado, principalmente a maneira que Andrew gostava do lugar. Retornei aos camarins e certifiquei-me de estar perfeita, tal como sempre fui, a bela e soberana Princesa.

                    Aguardei a chegada do Príncipe estando na parte mais alta do teatro, esperei o mesmo acomodar-se em uma das mesas que estavam de frente ao palco, acenei para que os subordinados pudessem servir Andrew à vontade e a notificar que já iria começar a reunião, porém ocorreram alguns atrasos. Sua expressão parecia serena, talvez o lugar lhe trouxesse lembranças ou talvez fosse sua máscara cordial.

                    - Espero que o vinho esteja bom.– Sentei-me silenciosamente ao lado do rapaz. Sabia que minha presença muito próxima poderia ser-lhe indigesta, por isto, antecipei-me e cheguei sutilmente. Andrew comentou que ninguém mais iria comparecer ali. Encarei-o fixamente e um pouco distante, - Não. Somente nós dois.– Aquele teatro era marcante. Era marcante porque a nossa vida inteira foi um teatro e finalmente quando percebemos que realmente nos amávamos fora em um teatro, aliás, foi naquele teatro em que nos declaramos verdadeiramente.

                    Respirei profundo acalmando minha ansiedade e controlando meus batimentos cardíacos para não demonstrar muito que sentia. Infelizmente, ele muito me conhecia, mal precisava piscar os olhos e ele já era capaz de ver a minha alma.– Se fosse em outro lugar, você não viria... Ainda mais sabendo da fúria que você sente por mim... – Escolhi cada palavra e ainda sim, abaixei toda a minha guarda. Para aquele homem não precisava ser onipotente, precisava ser uma sobrevivente e que estava lutando por mais uma joia rara.

                    - Eu sei que você tem ódio de mim, e não tiro sua razão.– Encarei-o de canto de olho. – Mas... Preciso que saiba que sua intuição nunca esteve errada quanto ao que verdadeiramente sentia por você. Sei que posso não ser merecedora do seu amor de novo, aliás, fiz muito... Mas passei por muito...– Andrew pareceu incomodar-se de alguma maneira. – Apenas me escute. Por favor. – Pedi educadamente igual quando pedia por seus beijos nas manhãs em que acordávamos juntos e descabelados na cama. – Eu não fiz o que fiz por sentimentalismo, fiz por poder e hoje o tenho. Agora posso arquitetar minha vingança com diplomacia e provas através do ministério ou com sangue. – Fui incisiva. – Mas... Nunca me senti completa... Por... Não estar com você. – Respirei profundo novamente e encarei o palco deixando-me levar pelas lembranças.

                    - Talvez já seja tarde... Mas preciso tentar. Não posso apagar o que fiz, e acredite, estou pagando pelo o que fiz... Mas posso reparar. – Encarei-o fixamente. – Não sinto estar completa, pois me falta algo e talvez, o mais importante... Porém, não depende de mim...– Naquela hora, era como se estivesse nua com vim ao mundo. – Me perdoa. – Meu coração saltitou mais forte. Meu peito apertou de forma mais dolorida. Sabia que ali, poderia levar o maior golpe, o golpe da morte. Mas, era preciso arriscar. A vida não é longa e muito que espionei Andrew – espero que ele não tenha descoberto sobre isto – sei que nem mesmo ele teve lá seus momentos iguais quando estávamos juntos. Sinto que de alguma forma ele sente o vazio. Preciso tentar por uma ultima vez.– Permita-me servir-lhe mais uma vez. – Sim... Serva no amor.

                    Estávamos mudados, mais maduros, mas algo permanecia o mesmo. E quem sabe até mesmo o Leon não já suspeitasse dos meus sentimentos? Antes de morrer, desejo ser feliz e trazer felicidade ao Andrew. É meu ultimo pedido em vida.

                    - Lembra-se daquele dia? Quando nos despedimos? – As luzes do teatro escureceram mais até deixar apenas o palco iluminado. Como em um filme, algumas imagens começaram a ser reproduzidas. Tais imagens eram cenas de minha mente. – Em nossa despedida? – Como um estímulo e talvez o mais grave de todos e imperdoável, as cenas se reproduziram caminho por caminho.

                    Repentinamente, estávamos à sós no teatro inteiro e enquanto toda a minha mente era reproduzida diante de nós, meu corpo revivenciava todos os medos como se aquilo estivesse acontecendo no presente. Engoli a seco ao sentir a dor aguda de cabeça, a magia por ter usado para fazer aquilo ser revivido tornara-se perigosa e dolorosa. – Andrew...– Sussurrei observando minha própria possível morte. Meu corpo correspondeu faltando o ar e o clima pareceu pesar.

                    Vivi uma morte e renasci. No presente, parecia que estava passando por tudo novamente, até sentir o estado de Andrew. – Andrew você.– Meus olhos voltaram-se atentos para o príncipe que estava ao meu lado. O mesmo parecia estar transtornado. Relembrar o passado lhe fizera ser algo muito eficaz, contudo, forçava-o a despertar o seu outro Andrew. Levantei-me em um pulo da cadeira aproximando-me de seu rosto.– Tudo bem... Andrew...– Era tarde. O seu olhar já não parecia o mesmo, sua expressão já não era a mesma de segundos atrás... Parecia um outro homem, um outro Andrew.

                    Bruscamente minha nuca foi fortemente agarrada, alguns fios do meu cabelo brutalmente arrancados e repentinamente minhas costas impactavam em nossa mesa.– AHHh!– Procurei erguer-me rapidamente para evitar mais um ataque do príncipe das trevas. – Andrew... – Não conseguia dizer mais nada porque as mãos daquele homem já tocava minha garganta e por alguns segundos meu corpo procurou revidar segurando seus braços e impedindo-o. Contudo, todo o esforço que fizera foi em vão. Minha mente estava muito cansada devido ao ‘filme’ que fizera passar no palco e jamais iria revidar algo contra aquele homem. – Morta? Você realmente deseja isto?– Indaguei entre algumas arfadas.

                    Tossi. A dor era semelhante a primeira vez que encontrei a morte. Então seria assim? Então Nuala estaria certa sobre o meu fim? Tudo encerraria nas mãos do meu verdadeiro amor? Soltei os braços de Andrew, sentia meu coração bater lentamente, sentia meu corpo entrar em um estado de formigamento... Sentia meu falecimento.

                    Meus lábios entreabriram involuntariamente, meu coração parecia dar suas ultimas batidas e meus pulmões já não conseguiam mais puxar sequer um pouco de ar... A visão ficou turva, meus braços não respondiam mais meus comandos e caíam ao lado do meu corpo e, meus olhos já não abriam mais.

FECHADO.
arco fechado.
Ta aí mana.
No proximo faço ela tendo a conversa com a nuala -q;


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T E S T A M E N T O

Eu, Lilith Ambrew chleswig Holstein Sonderburg Glücksburg, Heroina dos povos, Duquesa da Dinamarca, princesa Lilith, princesa da Dinamarca, Duquesa Glücksburg, deixo aqui toda a minha herança de bens móveis, imóveis, títulos, honrarias, e todo o resto para Nuala Ajiha Hemsworth Haus von Hannover. Aindo autentico e legitimo a emancipação da mesma, estando possível de exercer direitos e garantias do Mundo Bruxo destinado aos maiores de idade.



Lilith Ambrew chleswig Holstein Sonderburg Glücksburg, França, 2015.
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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemInglaterra [#149969] por Conrad Addington » 23 Jun 2015, 21:09

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Último ano de Dominik Lengyel em Beauxbatons — A poucos dias do fim do ano letivo
01:29 am


    Quanto tempo havia se passado? Ele não conseguia dizer ao certo. Sua noção das coisas ao seu redor haviam se dissipado quase que em um suspiro depois que conheceu aquela garota. Tudo por causa de um sábado de verão nas piscinas da escola, local muito freqüentado nos dias quentes, e depois passaram uma noite quase inteira observando as estrelas do céu francês, falando sobre suas diferentes visões de mundo e fazendo algo que ele nunca imaginaria que lhe fizesse tão bem. Já havia beijado inúmeras garotas e até feito coisas que os pais delas não aprovariam, mas com Olivia tudo tinha sido diferente. Parecia que ele sentia algo mais além do toque dos lábios dela, como se entre aquela troca de saliva existisse a troca de ‘algo mais’.

    ‘Algo mais’, era isso que a jovem Bankoff usou para prendê-lo nela, e aparentemente havia dado certo. Eles passaram algumas semanas ‘juntos’, entre aspas mesmo por que passar um tempo junto de alguém era algo complexo demais para ambos. Ela tão cheia de si e determinada a fazer o que pudesse para provar ser mais do que a irmã do grande prodígio Thomas Bankoff, ele sempre querendo mais e mais meninas saciando sua sede de típico jovem garoto adolescente. E então aconteceu diferente, ambos comportando-se de maneira totalmente contrária ao que qualquer um esperaria, e Dominik gostou tanto daquilo, daquele curso estranho que seu primeiro ‘relacionamento’ tomava. Não chegaram a namorar, mas se beijavam e fazia coisas que Thomas odiaria ficar sabendo sempre que se viam (e acabavam dando um jeito para que isso acontecesse).


    I met this girl late last year
    She said don't you worry if I disappear


    E quando ele pensou que tudo estava caminhando bem, que tudo em sua vida parecia, uma única vez, ter se acertado e entrado nos eixos da normalidade, veio o fim do ano letivo. As provas se aproximavam e com elas o dia em que ele teria que dar adeus para Beuaxbatons para todo o sempre. Logo notou que também precisaria se despedir de Olivia, e isso pareceu ferir mais ele do que ela. Sempre um pouco fria e mascarando bem seus sentimentos mais profundos, a garota agiu com uma certa naturalidade que incomodou bastante o jovem húngaro. Tudo aquilo que ele sentira por ela e com ela não levaria a nada, então? Só mais um garoto para ela, quando deveria ser o contrário? Ele é quem normalmente a trataria como só mais uma, mas quando ele fizera o contrário o destino faria com que bebesse do seu próprio veneno?


    I told her I'm not really looking for another mistake
    I called an old friend thinking that the trouble would wait


    Marcaram, então, em um lugar qualquer de Paris. No meio da noite, quando as visitas estariam fechadas e o lugar estaria vazio, então eles poderiam conversar e ele, o típico sofredor apaixonado que nunca pensou que seria, contar para ela todos os seus sentimentos e implorar por uma ‘chance’, seja lá o que isso significasse para ambos.
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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemFranca [#149983] por Olivia Bankoff » 23 Jun 2015, 23:36

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F l a s h b a c k
0 2 : 0 3 a. m. / F r a n ç a


Desde que Olivia observou as estrelas com Dominik, o húngaro não saía de sua cabeça. Disfarçava muito bem, é claro. Ser a irmã problema de Thomas tomava quase todo o seu tempo e ela não poderia arriscar sua reputação por uma coisinha qualquer como essa. Já tinha tido algumas aventuras com outros alunos e alunas de Beuaxbatons, mas nenhum deles tinha conseguido fazer com que sentisse o mesmo que Dom, quando a tocava. O clichê das borboletas no estômago finalmente tinha se mostrado real para a garota. Thomas, seu bem-sucedido irmão, não tinha tomado uma posição clara sobre a situação, entretanto não se preocupava em fingir que estava contente quando esbarrava com o casal trocando beijos pelos corredores da escola, afinal a moça era sua irmãzinha.

O verdadeiro medo de Olivia, com todos esses novos sentimentos, era perder sua essência novamente. Tinha conseguido se livrar da sombra do irmão, não deixaria que Dominik a tampasse agora que tinha luz própria. A caçula dos Bankoff tampouco esperava que ele nutrisse fortes sentimentos por ela. Sabia da fama do garoto, por isso não se preocupou em ser fria quando Dominik falou sobre o fim do ano letivo e, consequentemente, a separação dos dois. Olivia gostava da companhia do rapaz, gostava de como estar com ele trazia uma mistura esquisita de sensações, porém não estava disposta a ficar de luto por sua partida ou bancar a viúva.

Como não queriam deixar nada mal resolvido, os jovens marcaram de se encontrar em Paris. Olivia esperou ansiosa pela madrugada, onde teriam liberdade para discutir tudo o que precisavam e, provavelmente, colocar um fim nessa história toda. Avistou Dominik de longe e apressou os passos até ele, encontrando calor assim foi envolvida por seus braços.
— Me atrasei muito? — Perguntou sorrindo de leve. Desviou o olhar assim que lhe ocorreu que essa poderia ser a última vez que eles iriam se tocar com a intimidade proporcionada por essa espécie de relacionamento, apesar de não terem rotulado. — Nós precisamos conversar, eu sei. — Olivia deu alguns passos para trás, aumentando a distância entre seus corpos. — Você fala primeiro e eu vou ser uma boa ouvinte. Promessa. — Esticou o dedo mindinho de maneira infantil para manter o combinado, rindo com o olhar de Dom.
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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemInglaterra [#150674] por Conrad Addington » 08 Jul 2015, 01:34

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    Quando ela apareceu na entrada do teatro, ele a aguardava em cima do palco. Não que fosse sua intenção, mas aquela cena com certeza havia se tornado algo bastante teatral. A mocinha sofredora, o rapaz que parte em uma aventura sem nem olhar para trás. Seria um drama tão perfeito que alcançaria o topo das vendas no mundo trouxa e bruxo, se não fosse o contrário. Ele era o mocinho sofredor, ela era a garota disposta a esquecê-lo sem nem se perguntar o porquê , e isso estava massacrando seu coração de uma tal forma que a frieza dela talvez nem a deixasse imaginar. Assim que a viu, o rapaz abriu os braços instintivamente, quase como se não quisesse fazer aquilo. Encontrou o corpo da menina e o envolveu em seus braços musculosos graças à sua posição no time de quadribol. — Já estou acostumado. — Respondeu de maneira carinhosa, ignorando que o atraso dela havia sido de mais que trinta minutos daquela vez. Se eles saíssem dali resolvidos aquilo não teria importância nenhuma.

    Em cima do palco tudo parecia bem diferente. Era como se eles estivessem fazendo um show, mas a platéia não existia. Não daquela vez, porque o ‘romance’ deles sempre tivera muitos expectadores, visto a popularidade de ambos na escola; tudo o que acontecia naquele relacionamento logo virava uma noticio fervorosa, e os parceiros de casa de Olivia, os morriganos, ficavam responsáveis por espalhar as fofocas. As palavras seguintes dela o atingiram como uma maldição imperdoável; será que se ela não fosse tão fria frente ao amor de Dom por ela eles ‘precisariam conversar’? Quantos casais haviam se despedido e mesmo assim continuado a se amar? Tudo bem que eles não era um casal, mas se não fossem tão complicados podiam esperar um ano e tudo voltaria ao normal.
    “Mas não.” Pensou o rapaz. “Ela tem que ser tão difícil...” Mas se ela não fosse ela será que teriam chegado até ali? Com certeza não, aquela indiferença e superioridade de Olivia era o que conquistava o coração valente de Dominik. Era quase como um Romeu e Julieta modernista, quebrando totalmente o estilo romântico clássico e tudo como belo por muitos. Eles eram o novo ‘belo’, e por isso não podiam acabar sua epopéia anti-romântica ali.

    Ficou feliz em saber que falaria primeiro, tinha muito para falar e seria melhor mesmo se não fosse interrompido. Esperou alguns segundos enquanto organizava os pensamentos em sua cabeça à milhão e decidiu apenas falar o que seu coração mandava.
    — Nunca gostei de alguém como passei a gostar de você. Sei que já te falei isso diversas vezes durante esse ano, que por sinal foi o melhor ano da minha vida, e sei que vindo de alguém como eu essas palavras amorosas podem não fazer muito sentido, mas quero que me ouça com o seu coração. — Pediu à Mélusine, à Brigit e até Morrigan para que aquele seu discursinho não soasse infantil e precoce para a garota, que às vezes parecia ser bem mais madura que ele. — Você foi a primeira garota que me fez ter vontade de passar o resto dos meus dias ao seu lado, foi a primeira garota com quem fiquei por vários meses, só tenho olhos para você, Olivia Bankoff, e não mais para todas as alunas de Beauxbatons. Você sabe que já peguei quase todas as garotas dessa maldita escola, e sabe que não tenho fama de me apegar a uma só, mas com você foi diferente. Você estudou em escola trouxa antes dos onze anos? Existe uma coisa chamada ‘teoria da chave-fechadura’ que envolve enzimas e substratos. Sei lá, é meio nerd mas foi a coisa mais fácil pra exemplificar como me sinto ao seu lado que eu achei. Não me abandone, por favor. Ficaremos distantes, mas ainda podemos ficar juntos.

    A história acabaria ali?
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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemFranca [#150794] por Olivia Bankoff » 11 Jul 2015, 16:21

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HERE WE ARE


O corpo de Olivia estava paralisado, enquanto sua mente girava. Dominik tinha dito todas aquelas coisas ou a menina estava delirando? Inconscientemente, deu um passo para trás, afastando-se um pouco mais do garoto. Não conseguia organizar os pensamentos, tamanho o choque. Aquilo estava errado, aquele não era Domink falando. Era uma versão esquisita e insana do rapaz que Olivia jurou conhecer. Ela sabia que os próprios sentimentos estavam confusos, mas não a ponto de fazer com que cedesse. Iria terminar a escola e depois iria embora com o irmão. Dominik Lengyel não tinha uma passagem para essa viagem.

Seu corpo se encolheu, não sabia o que falar e o silêncio machucava seus ouvidos. Respirou fundo e passou a mão nos cabelos, o que indicava o quão tensa Olivia estava.
— Eu vou ser sincera com você. Meus sentimentos estão um pouco embaralhados, porém eu ainda sei quem eu sou e o que eu quero. Você pode dizer o mesmo, Domink? — A jovem Bankoff não queria ser muito rude, entretanto não pode evitar o tom ácido em suas palavras. Precisava fazer com que Dom caísse na real. Não havia futuro com ela, ele já deveria saber. — Quando nós começamos a sair, eu sabia quem você era, sabia da sua fama e foi por isso que eu quis. Eu achei que se eu estivesse com alguém igual a mim, ninguém se machucaria quando tudo acabasse. Ambos sabíamos que essa coisa entre nós tinha um prazo de validade. Na verdade, todo mundo sabia. Você não pode simplesmente chegar assim e despejar todas essas palavras em cima de mim. — Olivia começou a se sentir tonta.

Deu uma pausa em seu discurso. Não teve coragem de olhar para Domink enquanto estava em silêncio, tinha medo de si mesma, medo de ser fraca e acabar voltando atrás. Olivia não era familiarizada com esse tipo de sentimento e jamais queria ser. Ela tinha apenas um plano para sua vida e não iria parar por ninguém, nem mesmo por alguém que anunciou estar apaixonado por ela. Sendo assim, continuou no mesmo tom que antes.
— Eu não quero voltar para a escola e ter que ficar me preocupando com você e como minhas atitudes poderiam te machucar. Você é um cara muito gentil e eu não quero que você fique com alguém que nunca vai poder te dar o que você quer ou te amar como você merece. Nós não fomos feitos para ficar juntos porque eu sou uma peça que não se encaixa com outra. — Olivia se calou ao perceber a verdade em sua última colocação. Era uma peça feita para ficar sozinha, afinal.

Temeu que Domink gritasse ou se revoltasse contra ela. Abraçou seu próprio corpo, tentando se proteger de qualquer coisa que pudesse passar pela armadura de gelo que tinha construído para se manter afastada do resto das pessoas, com suas ideias malucas e sentimentos confusos. Não conseguia ler a expressão de Dom, então ficou parada em silêncio, no meio do palco, esperando pelo ato final daquela tragédia que parecia entristecer uma plateia inexistente.
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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemInglaterra [#154138] por Sarah Scarlett Maison » 05 Jan 2016, 23:12

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    I'ts a love that lasts forever
    It's a love that has no past

    × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × ×
    DESAFIO DO LUFANO

    O tempo trazia o conformismo e, a passos lentos, aquele pequeno grupo familiar começava a buscar quebras de rotina para que a saudade não os consumisse. Após uma reunião breve durante um jantar no chalé onde moravam, os Maison’s decidiram quebrar os tabus que os cercavam para transformar a dor em momentos alegres e, assim, eternizar as memórias que todos tinham de Kate. A mais jovem tinha certeza de que sua mãe ficaria orgulhosa em vê-los unidos, tentando afastar o marasmo e a depressão, sobretudo do patriarca.

    Seus anos criada em uma grande bolha de proteção fizeram com que Sarah sonhasse com o mundo. Devido a uma infância bastante conturbada, esse mundo era apenas uma grande fantasia em seu interior. Olhava as fotos em movimento no Lumus que seu pai trazia todas as manhãs, recortava as imagens de lugares que lhe chamava a atenção e assim conseguia imaginar o que faria em cada um deles. Mas, de todos os lugares que já tinha visto nas manchetes, um em especial lhe chamava a atenção. Por coincidência, era lá que Kate foi pedida em noivado por Paul. Como aquelas férias estavam sendo utilizadas para relembrar de modo alegre a falecida matriarca, o homem achou interessante levar seus filhos lá.

    A viagem não foi longa, entretanto, a rede Flu, a aparatação conjunta com seu irmão e toda aquela “muvuca” incomum do mundo trouxa fizeram que Sarah vivesse um misto de emoções que provocaram grandes náuseas. Jamais imaginaria que estaria ali de verdade antes de completar 21 anos e poder ter alguma independência. Suas pernas tremiam e suas mãos, encobertas por luvas de pelica, transpiravam um suor frio. Seu estômago, já castigado pela viagem, parecia ser moradia de cem borboletas tropicais e sua mente abrigava um milhão de ideias.

    - Você tem certeza que deseja entrar aí, pai? – foi o filho mais velho quem deu início as falas.

    -Não vejo ocasião melhor para fazer isso – os olhos verdes de Paul observavam, vidrados, toda aquela imensa estrutura. Era possível imaginar tudo o que passava por aquela cabeça. Com certeza os flashes do grande dia repassavam ali como um filme. Um sorriso brotou no canto dos lábios do homem e ele colocou sua destra no ombro de sua garotinha. – Eu gostaria de ter trazido sua mãe aqui mais uma vez.

    Aquele silêncio constrangedor por não saber o que falar foi quebrado imediatamente quando adentraram o teatro francês. Era a primeira vez que Sarah mudava de país. Era a primeira vez que ela entrava em um teatro. Seu coração palpitava e seus olhos cintilavam um brilho especial somado ao reflexo da grande quantidade de bronze na ornamentação. Projetava dançarinos saltitando pelo palco em um ballet esplendoroso enquanto pensava em sua mãe, pouco mais velha que sua idade atual, com coração em chamas e os olhos marejados pela felicidade de estar com seu amado em um lugar tão lindo, vivendo um dos melhores momentos de sua vida.

    -Você tem bom gosto, papai– ela virou para o homem com aquele sorriso jovial. Tão sincera. – Tenho certeza de que minha mãe jamais esqueceu esse dia.

    Paul explicou cada detalhe daquele pedido, respondendo as inúmeras perguntas de Sarah que aproveitava o bom humor do homem para lhe alugar. John ria tentando imaginar aquele poço de frieza expressando seus sentimentos no auge de seus hormônios e os três não conseguiam controlar suas risadas. Até que um deles teve a brilhante ideia de perguntar a um funcionário quando teria alguma apresentação ali.

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Sarah Scarlett Maison
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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemFranca [#184745] por Cody Jacques D. Perrault » 04 Jul 2018, 11:14

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{ I am a lost boy from Neverland, Usually hanging out with Peter Pan.
And when we're bored we play in the Woods, Always on the run from Captain Hook...

RUN, RUN, LOST BOY! }


– Não, eu não quero assistir a uma peça idiota! – Murmurei. Era ridículo o quanto minha mãe se esforçava para que ficássemos um pouco mais adestrados ao mundo dela. Não é que eu não gostasse das artes, eu as amava. E perder tempo com uma obra qualquer sobre um homem narigudo que ajuda o melhor amigo a conquistar a mulher que, na verdade, era a que ele mesmo amava, não me parecia algo construtivo. Sim, um clássico! Eu sei! Mas, de velharias a vida está repleta e eu tinha cinco irmãs mais velhas... Era um clássico em forma de rotina, com os dramas e tudo!

Sentamos aproximadamente na fileira do meio. Dava para ter uma visão boa dali e as conversas de Mérope e Valery entre cenas não atrapalhariam a atenção dos outros. Essas eram as mais novas, depois de mim. Adoravam fazer comentários inúteis sobre qualquer coisa. Não era estranho que papai preferisse ficar em casa a nos acompanhar.


– Pare com isso, Mayana! – Disse, quando a primogênita fez menção de questioná-los sobre o teto do teatro. A acidez era eminente. Desde quando havia se tornado tão amargo? Eu não tinha bem prestado atenção, entretanto, tinha medo de que a situação piorasse. Conclui que era melhor esquecer as farpas por hora quando mamãe apertou minha mão de alabastro. – Vamos prestar atenção, afinal, já estamos aqui. – As luzes apagaram na plateia e acenderam sobre o palco. Havia tanta cor e brilho que precisei apertar as orbes azuis para conseguir ver algo de início, até que se acostumassem. Não era tão ruim quanto eu pensava, no fim. Alguns sorrisos me escaparam em cada cena grotesca, criando uma sensação engraçada no estômago.



“No começo eu me apaixonei por seu rosto, mas depois eu caí de amor pela sua alma”.




Tinha razão... O danado do Cyrano tinha razão. Talvez, Cyrano de Bergerac não fosse tão tolo assim, só muito desafortunadamente feio. Como eu era também. Gostaria que vovô estivesse vivo, não o último, mas aquele que escrevia histórias para crianças e as advertia sobre o mundo. Precisava encontrá-lo na nossa árvore na volta, ele saberia o que dizer, ou ao menos, eu saberia compreender seus sinais no vento. Estaria ficando louco? Que seja! Eu era só um menino e estavam me tratando como um homem feito. Era ridículo! E onde estava papai? Trancado no quarto, deixando-me preso aos cuidados de uma mãe relapsa e cinco irmãs mais velhas. Muito obrigado, pai!

De que adiantava carregar o sobrenome de Perrault se estávamos falidos e cheios de dívidas até o pescoço? Pra variar, nem podíamos pagar aqueles lugares no teatro. De certo, ou sairíamos de fininho antes do fim, ou ficaríamos algum tempo sem carne à mesa. É, de um jeito ou de outro, era humilhante. Como se algo em minha vida fosse diferente. Será que, algum dia, eu teria amigos que conseguiriam passar pela camada de pobreza e humilhação que meu nome carregava e veria algo além de tudo isso? Seria a beleza de minha alma superior à feiura de minha existência?



Listening To: Lost Boy – Ruth B. // Talking To: - Family.// Wearing: THIS!
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Cody Jacques D. Perrault
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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemItalia [#188433] por Enloya Di Stefano Rinaldi » 25 Dez 2018, 21:37

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{ Are you out there? 'Cause you're all I've got!
ENCONTRO ÀS CEGAS DO TINDER ZONKOS
CASAL 1 – LUCIAN E ENLOYA
THÉÂTRE DES DEUX VIERGES
POST I
}


Quem domina o jogo? Bom, se você tem as cartas certas, não importa quantas rodadas perdeu até ali, aquela é a única da qual precisa. Ela vinha usando a mesma tática para lidar com aqueles esquisitões pomposos da França nos últimos cinco anos. Um tempo longo o suficiente para estragar o humor de alguém por completo. Com as mãos postas uma sobre a outra, em cima das pernas dobradas, ela suspirava ao som dos próprios dedos tamborilando nas juntas. Desta forma, os Rinaldi haviam permanecido quase que intactos no quinteto de primaveras que passaram tão rápido quanto ela jamais poderia perceber.

A dor existia, mas não incomodava como antes. Estava apenas ali, existindo, latente, fazendo-se presente, só que não o bastante para que a Condessa chorasse suas lágrimas cristalinas. Aquela época do ano sempre parecia nostálgica, quando os grandes artistas se juntavam pela Europa e promoviam espetáculos belíssimos em homenagem ao início do outono, a melhor das estações. Mesmo morta por dentro, sentia-se viva enquanto esperava, paciente, que as cortinas se abrissem e qualquer obra que fosse encantasse seu olhar crítico refinado. Tudo bem, era só uma apresentação aleatória anunciada em cima da hora para os passantes do vilarejo, todavia, carregava um gostinho único do qual somente o teatro era portador digno.

Um par de olheiras arroxeadas pintava a pele abaixo dos cílios longos da mulher, marcas de uma noite mal dormida, como todas as outras. Estava na França para acompanhar o marido numa viagem insuportável de negócios. Ele a queria por perto para descarregar sua raiva em desejos sexuais grotescos que não duravam mais do que dez minutos na cama. Marescotti havia permitido que a esposa prestasse trabalhos voluntários nas escolas públicas do país nos últimos anos, porém, só isso não se fazia suficiente para estar longe dele para sempre. Distância nunca era o bastante quando se tratava daquele porco imundo.

Só de pensar que aquela foi apenas mais uma noite do resto da vida dela, após muitas auroras em claro, gastas apenas num assunto tão delicado, a jovem Condessa Rinaldi estava chorando seu último soluço, deixando escapar uma que jurara para si ser sua lágrima final. Precisava de uma solução expressa para o último dilema no qual se meteu. E lá estava ela, a linda Enloya, com suas ondas negras caindo em cascatas sobre os ombros, sentada em sua postura perfeita de realeza, com as pernas cruzadas debaixo de um vestido de seda perolado que a fazia parecer ainda mais um anjo. Poderia ser comparada com precisão à toda obra de imensurável valor dos séculos passados, mas seria também, uma imitação inquestionável dos rostos mais tristonhos que a humanidade vira até então.

Assim que as cortinas se abriram, ela suspirou assustada, reconcertando-se enquanto limpava a umidade das bochechas com um lenço de linho bordado. Fora presente de sua falecida mãe, é fato. A mancha de sangue do momento da morte da mesma ficara semanas antes de desaparecer por completo. Mesmo ali, invisível, Enloya era capaz de vê-la. Para não pensar em mais desgraças, levou as orbes de chocolate ao palco, assistindo, como todos, à uma bela, singela, cômica – e devo dizer: curta – peça de pantomima. Não conhecia o rapaz que se apresentava, tampouco sabia de onde vinha ou quais outros trabalhos tinha feito. Só que ele era bom...

Não, era incrível.

A forma como movia o corpo, como se todos os músculos funcionassem em outro plano cuja a gravidade independia à dela, era fascinante. Sua vontade de levantar e aplaudir de pé a cada segundo teve que ser contida por todos os de aulas de etiqueta e boas maneiras. “Uma princesa sabe usar uma colher, tem mil sapatos para escolher o que quiser, tem conduta exemplar, é discreta ao jantar e demonstra interesse para ouvir. Uma princesa nunca se esquece de sorrir”. Ela não estava no mesmo patamar de uma, nem pensava ou queria saber dos problemas que alguém de tão alto escalão passava, todavia, quando pequena, Enloya dedicou horas em seus livros de etiqueta, aprendendo como a filha de uma rainha deveria se portar e decorou tão avidamente que agora era fácil recitar em sua cabeça os versos daquela trama. E sorria, tal qual o protocolo mandava, sorria para os estranhos a volta de forma mecânica, mas imperceptível, entretanto, um manto perolado de dentes cintilantes que jaziam emoldurados como verdadeiras joias dentre aqueles lábios de rosa tão crepitantemente desejáveis por atenção. Ela estava ali, em carne, ossos e postura impecável. A jovem nada podia fazer além de prestar atenção em cada movimento e guardá-los para si com esmero absoluto.

“Pés delicados ao dançar, o protocolo respeitar, goste ou não a solução é dizer sim”. Era assim. Aprendeu que, tendo um Signore Marescotti como marido, teria de aceitar seus caprichos diante de uma necessidade. E aquela se tratava de um sinal vermelho dos mais brilhantes e ofuscantes ao olhar. “Sua postura, por favor, mais elegante que uma flor, saber curvar e sempre acenar assim”. Por mais doloroso e metódico que parecesse, a forma como recitava cada partezinha na mente ainda era menos emplumada e perfeita do que a maneira da qual o estranho artista se apropriava para conduzi-la pelo teatro metaforicamente e ensiná-la a se libertar daquelas amarras mesmo que por alguns segundos. Era inegável, Enloya precisava saber quem ele era.

Quando a obra chegou ao fim, a morena contou alguns segundos depois da primeira pessoa levantar para aplaudir e fez o mesmo, batendo as palmas das mãos uma na outra, sem quase emitir um ruído. Não era permitido fazer estardalhaço, mesmo que ela estivesse arfante por dentro e com anseios de se lançar ao chão e rolar até o proscênio. Mas, sabia o que fazer. Sentou-se novamente e aguardou que todos se retirassem de seus assentos, um a um. Quando estava com o caminho livre e sem olhos curiosos para prendê-la com julgamentos precipitados, caminhou em passos largos até o palco, subiu pela escada e cumprimentou o Diretor da Casa: Demétrio Leffout. Outro velho amigo de seu pai.


- Tenho permissão para cumprimentar a estrela da noite, monsieur? – Como se dançasse uma valsa, a voz melodiosa passou pelos ouvidos do velho, fazendo-o suspirar como um menino ao encará-la. De fato, a beleza da Condessa Rinaldi – agora Marescotti – era tremenda. Rapidamente, o homem abriu caminho, desejando um boa noite e indicando com a mão a porta que Loy já conhecia, pois, muitas vezes havia estado ali para se apresentar secretamente quando mais jovem. Era seu refúgio, um recanto para os tormentos, fantasias e desejos.

A mulher bateu na porta, contendo a energia da ansiedade.
– Signore?


Listening To: Simple Plan-Astronaut. // Talking To: - MR. Marescotti (NPC), Lucian <3// NOTES: Abrindo.
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Enloya Di Stefano Rinaldi
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