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Café des Sorcières

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Re: Café des Sorcières

MensagemFranca [#191311] por Guillaume Vandeboncoeur » 18 Mai 2019, 21:32

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Guillaume não estava ali para celebrar.

O mais velho Vandeboncoeur preferia estar com seu irmão mais novo, Louie, em vez de em meio a diversos alunos antigos de Beauxbatons. Seus diversos assuntos e tópicos sobre filhos e famílias não lhe era costumeiro, para um espião que passara grande parte de seu tempo em missões, mortes e combates para informações vitais para o mundo. Esquivou-se com maestria de que alguém tocasse em seu lado esquerdo, que estava cicatrizando de um Sectumsempra, atingido na noite anterior. O tratamento, feitiços e poções poderiam ser avançados, mas nada supria a necessidade do próprio corpo de se recuperar dos choques e ataques que sofria. Ainda com um breve sorriso, manteve a compostura de agora o Professor de Etiqueta e Diretor de Brigit, sua mansão e deusa-mãe.

Para alguns ali era uma interessante surpresa. Poucos sequer se lembravam do rapaz que havia sido treinado a vida toda para viver entre eles, mas ser apartado. Era uma coroa pesada que ele carregava e sequer entenderiam, ainda mais por estarem ocupados demais com suas vidas mortais. Ao longe, pode encontrar Magnus. Primeiro, sabia que o Chefe dos Professores não havia estudado na escola pois o próprio Vandeboncoeur havia feito seu trabalho de casa de estudar cada um dos funcionários da escola com exímio cuidado. Provavelmente era por sua esposa, que ecoava sua voz pelos quatro cantos do café. Mas não era isso que chamava a atenção do Francês. A mulher, ao lado de Magnus era muito mais interessante. Natalie.

Ergueu a sobrancelha, tentando utilizar-se de sua memória para se recordar um pouco mais da mulher além dos eventos negros que a envolveram em um determinado ano escolar. Eventos fatídicos como aquele aconteciam a de vez em quando em Beauxbatons e era necessário reparar os danos da mente dos alunos, ainda mais daqueles que sofriam ou eram alvo dos inimigos. Antes que pudesse prestar qualquer atenção no que mais acontecia ou se aproximar para ouvir a conversa, usando um de seus botões do terno, se viu distraído. Fontaine, um dos antigos competidores de Esgrima da escola parecia ter lhe encontrado e tocado exatamente na ferida no ombro direito, queimado e protegido com uma manta esverdeada que precisava auxiliar o espião a respirar fundo e não sair rugindo de dor.

A conversa nem sequer durara mais que dois minutos, ainda mais sendo uma temática clichê de como as competições eram mais divertidas quando ambos pareciam ter mais motivos para se divertir. - Creio que anda sendo nostálgico, Fontaine. Os alunos ainda estudam esgrima e estão melhores do que podem imaginar. - O homem parecia inconvicto de que houveram melhores do que ele, e Guillaume jamais iria impedi-lo de acreditar em uma falsa definição da realidade. Era criado para fazer com que as pessoas lhe trouxessem a verdade, mas se entretia de vez em quando em ver o que os outros tinham a dizer. - Se não se importa, vou encontrar um velho amigo. - A voz grave conversou, seguindo em direção à porta que Magnus tinha seguido com Natalie para fora terem uma conversa privada.

Seguiu ao bar do café, podendo ter uma vista privilegiada da porta, mas não das saídas laterais do local. Demorou mais que o comum para que o homem retornasse, caminhando carregando o copo que tinha consigo e parecia que algo o perturbava. Com cuidado, se aproximou. Algo o alertava de que talvez a mulher o havia dito temas que talvez o fizessem sentir que carregava uma sina mais pesada que podia ou talvez uma missão que não era dele. O que mais também chamava a atenção era que ela não havia retornado - A Sra. Virchaux está bem, Sr. Casiraghi? - A resposta não viera de imediato. Os que ali estavam sabiam bem que a mulher perdera o marido misteriosamente há alguns meses e os aurores trabalharam arduamente para descobrir a causa e nada parecia ser conclusivo. No fim, mesmo que pedissem os serviços dos Vandeboncoeurs, não seria suficiente já que as provas haviam sido encobertas e, com isso, estavam lidando com algo muito maior do que o esperado.

Na verdade, era como se o homem pensasse mais que comum para organizar seus pensamentos e para um espião como Vandeboncoeur, isso era algo a se observar. A resposta, de que ela havia ido embora e que havia sido uma conversa qualquer parecia não soar correto, mas o francês não podia nem mesmo duvidar. O homem ao lado não havia estabelecido muitas conexões ao longo do último ano na escola com os professores, fazendo seu trabalho e mantendo os limites. Por isso, a fala não lhe era distante do que normalmente fazia. Mas algo o atiçava, e o fez virar os olhos e acompanhar o que o outro observava e a conversa a frente poderia ser caótica para aqueles que nunca se envolveram. Era uma batalha de egos, uma conversa entre antigos e um jogo a elite. - Compreendo. Espero que ela esteja bem. O irmão dela creio que irá conosco para Beauxbatons este ano, correto?

Guillaume podia esperar. Estava interessado em um Magnus sem palavras pomposas. Ou fosse por estar ao lado da esposa e as crianças que voavam por todos os lados do café? A curiosidade podia ter atiçado o veterano espião e ele até poderia investigar sozinho om tudo o que tinha consigo. Entretanto, preferia manter a cabeça no lugar. Se precisasse entrar em combate não estaria 100%. Deixaria passar hoje.

Ele podia esperar. Magnus retornaria a escola de qualquer forma.


ele nem queria tá aqui, mas né.... :)
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Re: Café des Sorcières

MensagemEstados Unidos [#191606] por Pierre Jacobs » 24 Mai 2019, 12:22

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    O que é necessário para se destruir o amor?

    Quando criança, Adele sonhava com o príncipe encantado que viria em seu belo cavalo branco e vestes da realeza, ele lhe estenderia a mão, os seus olhares se encontrariam e ela teria a certeza de que não precisaria de mais nada pelo resto de sua vida, até mesmo porque, ela -sua vida-, havia acabado de encontrá-la. Os dois compartilharam um sorriso com a certeza de que jamais precisariam passar por nada sozinhos, pois teriam um ao outro. E, no meio daquele momento cumplice, preferencialmente diante de alguma paisagem paradisíaca, eles selariam o seu amor com um beijo.

    Já na adolescência, o príncipe não mais encontrava-se montado em um cavalo branco, embora ainda utilizasse vestes ímpares. Ela já não acreditava na magia do encontro dos olhares, ou do beijo e a única forma de selar algo era bem menos romântica que aquela acreditada anteriormente. A magia já não se encontrava presente nos devaneios da jovem francesa, em verdade, estes eram reservados a momentos muito mais carnais e pouquíssimos românticos, embora, talvez, inconscientemente, ela ainda buscasse a perfeição dos contos de fadas e, em não as encontrando, dedicava-se ao que tinha por real.

    Ainda durante a adolescência, mais precisamente aos dezessete anos, ela encontrou-o... Ele não estava em um cavalo brando, ou com vestes de realeza, mas no momento em que os olhares se encontraram, ela teve certeza. O primeiro beijo não ocorreu em uma clareira, tampouco floresta, ele foi roubado em meio ao estábulo da casa de campo de sua família, o odor delicioso do luar foi substituído por um nada agradável de feno, pelos molhados e estrume. Mas Adele jamais diria que não foi magico, muito pelo contrário, mesmo nos dias atuais, ela ainda diria que foi o melhor momento de sua vida.

    O primeiro beijo, foi seguido da primeira vez, não haviam flores, ou champanhes, também não foi em uma cama macia de um hotel luxuoso, muito pelo contrário, foi no meio do feno do estábulo da família Helstrong. Certamente não foi glorioso, mas isso não impediu o coração da francesa de saltar de seu peito, ou sua alma de se desnudar perante o outro, ou sua decisão em entregar sua vida nas mãos do jovem trabalhador.

    Quando pequena, não havia um único dia que a francesinha não sonhasse com o seu casamento, onde o noivo estaria a esperando no altar em um terno branco com detalhes azuis, o seu vestido seria tão deslumbrante que faria com que todos desejassem ser ela. Fogos de artifício coroariam a noite e o amor do casal seria tão puro e genuíno que inundaria os corações de todos os presentes.

    Em algum ponto incerto da adolescência os sonhos de casamento se dissiparam, assim como aqueles relacionados ao desejo em encontrar o príncipe encantado, naquele momento, ela apenas ansiava por vivenciar sua juventude com várias doses de excitação líquida e conexões vazias. Adele não foi uma adolescente calma, muito menos contida, como desejava os tão duros ensinamentos de sua família, em verdade, estes, só duravam até ela acenar adeus e perder-se nas belezas nada naturais oferecidas por Beauxbatons.

    A formatura, portanto, veio com a urgência da responsabilidade doentia exigida por sua família. Então, ele apareceu com toda a sua elegância simples, com o seu sorriso descompromissado, cheio de sinceridade, fazendo o coração há muito adormecido voltar a bombear cargas de felicidade. A simplicidade, diga-se de passagem, foi o que conquistou a jovem, fazendo-a abandonar tudo para viver o seu amor verdadeiro. Não houve um vestido branco, ou um paletó, sequer houve casamento, mas amor não chegou a faltar na humilde Residência Neveu.

    Mikaélle, a primogênita, pelo menos aquela que o jovem casal teve conhecimento sobre, alegrou ainda mais a rotina já agraciada. Assim como qualquer outro casal recém-casado, as lutas eram constantes, eles precisavam equilibrar as contas cada vez mais apertadas, as necessidades cada vez mais extensas da pequena integrante, chegando inclusive a abrir mão da própria formação em nome da de Mika. O esforço, felizmente, foi mais do que recompensado e os Neveu chegaram ao que deveria ser o topo de sua felicidade, descobrindo que suas filhas, as reais primogênitas, que haviam sido dadas como mortas, na verdade, não estavam.

    Nesse tempo, eles já não lutavam com a sobrevivência, em verdade, Alexander se encontrava no auge de sua carreira, em um cargo respeitadíssimo, enquanto a própria Adele lecionava na escola onde um dia estudou, podendo ficar mais próxima de suas filhas, cuidando-as até mesmo quando elas consideravam que não mais o precisavam. Então, de alguma forma que a francesa não conseguia compreender, tudo começou a dar errado, quando deveriam estar vivenciando os melhores momentos de sua vida, ela não se via vivendo de forma alguma.

    Alexander trabalhava por longas horas, quase não podendo ficar em casa, ela entendia, obviamente, ele lutou por aquele emprego e precisava mantê-lo. A própria Adele, contudo, já não ficava em casa e até mesmo a relação que mais apreciava vinha sendo depreciada. Ela não sabia lidar com as filhas, talvez, a verdade inevitável é que ela não soubesse existir longe do marido, talvez, no fundo, ela fosse tão louca e corrompida quanto sua mãe a era e, agora, longe daquele que lhe trazia pureza, finalmente se entregava as trevas.

    Traições, discussões, decepções.... Tudo isso se juntou em uma imensa carga de emoções com as quais a francesa não sabia lidar, a levando a separação. Então, respondendo à pergunta inicial: O que é necessário para se destruir o amor? Várias doses de insegurança, decisões precipitadas e muita ambição. Essa última, ela se orgulhava em dizer que havia deixado para trás desde que havia encontrado a paz na simplicidade e na entrega absoluta, aliás, era justamente por isso que ela se encontrava ali. Com o tempo, ela havia sido incentivada a procurar aqueles a quem causou, especialmente aqueles cujo mal ainda se encontrava em andamento.

    Inegavelmente, o coração da mulher se encontrava em euforia, contudo, sabia que precisava ser rápida e objetiva, não pretendia passar mais tempo do que o necessário longe de sua comunidade, afinal, havia sido ali que finalmente havia encontrado alguma paz de espirito ante todas as atrocidades cometidas. Adele não mais desejava fazer parte da vida na sociedade comum, onde poderia ser tomada pelo desejo em se corromper novamente, melhor que vivesse isolada, entre pessoas que desconheciam a maldade, ou a tinham renunciado.


    - Olá, Alexander –A voz saiu levemente tremula, insegura, assim como a mulher se sentia no momento, contudo, sabia que precisava vencer aquela etapa, se não por si, por Sophie, sua pequena bolinha de felicidade não merecia crescer desconhecendo o homem maravilhoso que era seu pai.- Eu sei que não deseja encontrar-se em minha presença por muito tempo, por isso serei o mais objetiva possível. -A voz grave e decidida, contudo, em nada havia mudado, mesmo que sua personalidade o tivesse.

    - Próximo ao final de nosso relacionamento, eu tive uma noite com o Richard, como você, infelizmente, já sabe, o que você desconhece, contudo, é que pouco tempo depois eu descobri estar grávida, não sabia quem era o pai e, por isso, preferi levar o bebê para longe, voltando para tentar salvar um casamento já devastado. Eu nunca vou poder dizer o quanto lamento por todo o mal que causei, por isso, estou aqui, para tentar reparar pelo menos um de meus erros. Sophie, a pequena bebê nascida, é sua filha, eu fiz o exame recentemente, você, no entanto, está livre para repeti-lo quantas vezes desejar -A mulher tenta respirar normalmente novamente.- Eu não espero absolutamente nada de você sobre a Sophie, apenas considero que merece saber. Eu não consigo definir meu arrependimento, de verdade. -Insiste, encarando o chão por alguns segundos.- Então, eu acho que é isso, não precisamos mais prolongar esse contato, eu vou deixar aqui o local onde me encontro, caso precise.
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Re: Café des Sorcières

MensagemFranca [#191732] por Alexander Neveu » 27 Mai 2019, 17:13

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    O homem parado entre duas prateleiras da loja Artigos Mágicos nem imaginava que sua vida mudaria tanto em, apenas, quatro anos. Alexander Neveu angariou muitos cargos cobiçados no mundo bruxo. Diretor do Theophrastus von Hohenheim, diretor de Hogwarts, Cacique da Suprema Corte e, agora, um simples lojista. Tudo mudou após o acidente com Lana e nascimento de seus filhos. Ele sabia que a falta de mobilidade da companheira não era empecilho para cuidar dos filhos. Contudo, ele era o pai e também responsável por sua educação e cuidado. Ao menos daquela vez seria diferente. Apesar de já ter outros filhos, o patriarca Neveu só teve a oportunidade de criar uma única filha: Mikaélle - que ele nem tinha conhecimento que a menina nunca foi sua filha de fato. Por este motivo, resolveu investir em uma empresa onde ele, como dono, possuía a liberdade de aparecer sempre que necessário, mas não com tanta frequência. A maioria de seu tempo era voltado para Lana e seus bebês. Estes que não eram mais tão pequenos assim.

    Naquela sexta-feira, resolveu conferir o carregamento de um material muito frágil e caro. Por este motivo, se encontrava na loja naquele instante. Contudo, foi com surpresa na face que recebeu a carta que seu funcionário, Izak, lhe entregava. Segundo ele, a entrega ocorreu minutos antes. O loiro observou a letra com certa incerteza. Lembrava daquela caligrafia de algum lugar, mas não tinha certeza de exatamente onde. Pediu licença para o jovem e rumou para o escritório a fim de obter maior privacidade. Contudo, ao se acomodar em sua cadeira, a imagem da letra se apresentou em sua mente como um flash rápido: Adele. Lembrava da letra da ex-esposa nos votos de casamento, quando os dois se declararam mutuamente. Abriu a carta com as mãos levemente trêmulas. Depois de tantos anos, o que Adele queria consigo? Pior, o que seria desenterrado naquela carta?

    ******


    Muitos sentimentos se misturavam em sua mente. Não via Adele há mais de quatro anos. A ex-mulher simplesmente sumiu de sua vida após a traição. Não soube para onde a mesma foi, nem sequer teve conhecimento se a mesma manteve contato com as filhas. Acreditava que não. A última coisa que soube dela foi que renegou a herança da mãe, fazendo com que Alexia tivesse que administrar o montante até que Ashley conseguisse a maioridade. Desde então não teve mais notícias suas. É claro que ainda guardava mágoas e pensava que era melhor assim. Mas, depois de tanto tempo e com sua vida bem diferente de antes, Alexander podia cogitar, talvez, um diálogo normal com a primogênita Helstrong. Contudo, ao adentrar o local escolhido para o encontro, sentiu seu coração bater mais rapidamente em seu peito.

    Ela não mudou nada, podia concluir. Continuava com aquele porte altivo, o belo corpo delineado, os olhos tão azuis quanto o mar. Porém, eram menos brilhantes de quando lembrou. Se aproximou de sua mesa, sem saber exatamente como agir. Arrumou a camisa de botão, desabotoando o último, por sentir o ar ficar mais difícil de sugar a cada momento em que dava uma passada ao seu encontro.

    - Olá, Adele.

    Ela parecia nervosa. Percebeu que havia algo de errado quando ouviu sua voz. Na verdade fazia tanto tempo que não a via que não saberia dizer se tinha ou não vontade de ter aquele diálogo. Por isso, ignorou suas palavras iniciais, mas cedeu espaço para que a mesma continuasse falando. No entanto, a cada palavra proferida pela mulher era uma punhalada no peito do francês. Uma filha? Como assim? Fazia mais de cinco anos que não via a Adele, quase o dobro disso desde sua separação e tudo o que ela tinha para dizer é que lhe comunicava tal fato? O que achava que ele era? Várias recordações passaram por sua mente. Sua ex-esposa em sua casa, a briga, posteriormente, a separação. Adele sumindo de sua vida carregando sua filha. Por fim, a aparição de Lana em seu mundo, a morte de Margareth e, ainda, o nascimento de seus gêmeos mais novos. Como ela era capaz de lhe jogar aquela verdade em sua cara e simplesmente querer sumir como se nada tivesse acontecido? Em um movimento rápido, agarrou seu braço, fazendo com que a mulher virasse e ele pudesse olhar em seus olhos. Seria uma aproximação perigosa anos atrás. Contudo, seu coração não pertencia mais a mãe de suas gêmeas mais velhas.

    - Não pense que esta conversa terminou. Que direito você acha que tem para me procurar depois de anos, sem sequer buscar informações de suas filhas, sem dar a mínima atenção a elas e, de repente, resolver aparecer afirmando que eu tenho outra filha. Que espécie de pessoa pensa que sou, Adele? Por que não me procurou antes? É de minha filha que você fala. Uma criança que nunca vi, que não tinha conhecimento da existência. Pior… Depois de tudo que sua mãe nos causou, você ainda teve a coragem de fazer pior?

    Talvez a raiva tivesse se apossado de seu coração. Talvez a machucasse com aquelas palavras. Contudo, não parecia se importar de imediato…
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