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Théâtre des Deux Vierges

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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemJapao [#201051] por Nagato Kurosaki » 05 Mai 2020, 11:30

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[REENCONTROS!]


      A música de abertura de Dragon Ball Z dizia uma coisa que: "Liberdade é correr pelo céu!" e não podia estar mais certos. Ele se sentia completamente assim enquanto beijava Haruno, no meio das nuvens, dando piruetas, cambalhotas, estrelinhas... estava eufórico enquanto executava aquele gesto. Era com doçura que ele pressionava ainda mais as mãos na cintura de Haruno contra o seu corpo. Não queria soltá-lo e por isso, o prendia com firmeza e só aquilo fazia Nagato se arrepiar. Estava sendo uma sensação indescritível para o Kurosaki sentir a maciez daqueles lábios tão macios junto aos seus.

      O Kobayashi havia cedido aquele contato que não tinha outra opção a não ser aceitar. Bom, ele podia correr também, mas, pelo tempo que estavam ali, ficou nítido que estavam se entendendo muito bem. Ele conduziria o beijo para um final gracioso em que ambos ainda mantivessem o rosto próximo do outro, roçando os narizes carinhosamente. Com as respirações tão próximas, seria possível reiniciar o que haviam acabado de terminar, se Haruno não tivesse lhe empurrado com tanta força que o derrubou na poltrona novamente. Ai! Resmungou ao sentir que o braço tinha batido na divisória do assento.

      Mesmo caindo, ele pôde notar como o rapaz estava nervoso e por pouco, iria chorar. Ver os olhos dele marejados fizeram com que Nagato sentisse um aperto em seu coração. Tão logo, vieram os gritos de Haruno que não deixou Nagato se explicar, até porque, o Kobayashi havia saído correndo. — Haruno, espera! — O chamou em vão. Mesmo com uma quantidade considerável de gente dentro do local, o outro escapava com facilidade por entre eles. O que ele não queria porque se tivesse dificuldade, seria mais fácil de alcançá-lo. Mas, mesmo assim, ele tentou. Com a mesma educação que havia tentado alcançar os assentos quando chegou ao teatro, ele tentava sair. No entanto, isso lhe custou tempo demais. Tanto tempo que já havia perdido Haruno de vista quando conseguiu alcançar a saída.

      — Merda. — Rosnou, acertando um murro contra a parede. Havia sido sua culpa. Ele foi afobado demais... podia ter esperado mais um pouco. Em sua cabeça, depois da apresentação, faria com que Haruno jantasse com ele em algum lugar e depois podiam se despedir com um beijo. Era um ótimo plano, mas, uma pena foi jogado por água abaixo graças a genialidade de Nagato em querer beijá-lo ali mesmo. Foi com um suspiro que ele seguiu para o lado externo do teatro. Não adiantaria de nada ficar ali, Haruno provavelmente já estava em sua casa. Graças à magia, ele podia muito bem aparatar.

      Ele soltou um gemido triste enquanto encarava a rua. Não podia fazer mais nada a não ser ir embora. Quando encontraria Haruno de novo? Provável que nunca. Se nem Inari, que era seu amigo de escola, via com frequência, por que ele veria seu irmão mais velho que acabara de conhecer? Ele precisava aceitar o fato de que havia arruinado tudo. E se o destino lhe desse uma chance de encontrar Haruno uma vez mais, Nagato trataria de cuidar muito bem dessa oportunidade para não falhar novamente.

With: Haru Kobayashi
Wearing: This!


[7]



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Nagato Kurosaki
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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemRussia [#210127] por Ryan Volkov » 05 Jan 2021, 11:18

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|| I feel so much better
Parte I ||


Tinha dias que Ryan simplesmente não tinha a menor vontade de ir para qualquer lugar. Ele era um garoto aventureiro e corajoso, mas tinha dias em que acordava deprimido e tudo o que ele mais queria na vida era se enfiar debaixo da cama e fingir que não existia. Mas tinha algum tempo que havia ganhado um concurso cultural na rádio e recebido um par de ingressos para uma peça de teatro. Ryan não ia a teatros desde que Anya era viva e não queria perder essa oportunidade de passar mais um tempinho ao lado de Nate. Era óbvio que o chamaria para acompanhá-lo naquela empreitada.

O teatro ficava na França e Alek iria aparatá-los para o país e depois voltaria lá para pegá-los. Ela estava de folga por alguns dias, o que era raro, então Ryan não se importou em pedir a “carona”. Então, por mais desanimado que estivesse para continuar vivo, ele se arrastou para fora da cama, calçando suas pantufas com tromba de elefante e seguindo para o banheiro para tomar um banho e escovar os dentes para despertar de uma vez. Porque ele sentia que ia cair de cara no chão se fosse dar mais um passo que fosse, tamanho era seu sono.

E Nate não merecia um zumbi ao lado dele enquanto iam assistir aquela peça. Tomou o banho de forma rápida e, depois, penteou os cabelos para trás, seguindo para o quarto para escolher suas roupas. Era um lugar chique, daqueles que exigiam terno e gravata. Ryan pegou um casaco vermelho e colocou junto com umas calças jeans porque ninguém jamais iria obrigá-lo a usar o que ele não queria. Principalmente porque sua roupa social era antiga e nem dava nele mais. Quando a hora se aproximou, encontrou com Nate no corredor, constatando que ele estava infinitamente mais bem arrumado do que ele.

— Wow! Você ta um gato, sabia? O Atlas sentiria inveja de você... — Elogiou com toda a sinceridade que possuía em seu ser, oferecendo-lhe o braço para que caminhassem para a fora de casa. Alek estaria esperando eles lá. Nate perguntou se ele estava com os ingressos, então Ryan colocou a mão no bolso e retirou os dois tickets de lá. — Bem aqui... Hoje vamos assistir cats... Aposto que deve ser uma peça sobre gatos... — Comentou levando agora a mão livre ao queixo como se ponderasse sobre o que havia dito.

— Mas, enfim... Eu devo dormir mesmo, então... Não tem muita importância. — Recebeu uma cotovelada de Nate em seguida o que o fez rir daquilo tudo. — Tô brincando, cara... Relaxa... Assim... Eu quero muito ver essa peça com você. Eu estava ansioso pra cacete! Até me levantei mais cedo... — Se explicou ao que Nate pareceu aceitar suas desculpas. Alek já estava pronta para levá-los e, com poucas palavras, segurou a ambos pelas mãos e os aparatou para a frente do teatro de nome francês difícil o qual Ryan não sabia pronunciar nem mentalmente. Se despediram de Alek e, agora, era a hora de irem para a portaria para entregar os ingressos.


|| Interagindo: Nathaniel Volkov e Aleksandra Volkova ||
|| Citando Anya Nikiforova ||
|| Ouvindo: Gone forever – Three days grace ||
|| Anotando: De feliz ♥ ||
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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemRussia [#212336] por Dmitri Volkov » 10 Mar 2021, 00:44

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I wanna call out your name, I wanna tell you how beautiful you are.
From where I'm standing, you got me thinking what we could because I keep craving.



:::::::::::::::::::::::::::::


O russo sempre foi um amante das artes, isso vinha desde de tenra idade, talvez por pura influência de sua mãe, Anya Nikiforova, ex-bailarina do bolshoi, que se ainda viva, no mínimo estaria dando aulas para os novos talentos que surgiam todos os anos, mas Dmitri ainda imaginava que ela estaria nos palcos e ele como o filho orgulhoso que era sempre estaria na primeira fileira aplaudindo o espetáculo que sua mãe fazia diante dos seus olhos. Contudo, isso era apenas um desejo infantil que ainda se mantinha no coração do Volkov, afinal, a jovem bailarina já há muito havia partido, assim como a esposa e o filho do homem que, mesmo com tudo dizendo ao contrário, se mantinha um apaixonado pelas artes e isso se mantinha até mesmo em seu trabalho seja na revista quanto no Palazzo, nesse segundo era complicado, mas no fundo tinha aquela imagem do espetáculo artístico.

Por causa dessa ligação com a mãe e seu amor por tudo que lembrava uma das melhores partes de sua vida, ele ainda recebia convites de apresentações, desde os simples ensaios até aos mais elaborados espetáculos. No entanto, desde a morte de Aisha, ele evitava qualquer evento do tipo, a não ser que estes estejam ligados ao trabalho, tanto que na maioria das vezes, o homem dava para uma das jovens mulheres que trabalhavam em sua “casa”, o convite, não foi diferente desta vez. Três convites para uma apresentação de balé, que iria ocorrer no Théâtre des Deux Vierges, que ele havia repassado para Felipa, uma apaixonada pela dança. Ele poderia até ir, contudo, o repertório lhe trouxe mais lembranças do que gostaria, “Le Corsaire” sempre foi o sonho de apresentação de Anya. O loiro tinha perdido as contas de quantas vezes ele viu a mãe ensaiando ao lado de Hiyatsu Shin, um dos poucos bailarinos homens que ele e Alek conheceram, para buscar uma chance naquela dança, afinal, a variação russa daquela apresentação foi feita especialmente para a bailarina Ekaterina Friedbürg e apresentado em 1858 no Teatro Imperial Bolshoi Kamenny, que se chamava assim na época. Seria a maior honra para a vida da bailarina e o auge da carreira dela.

Mas isso não aconteceu, pensou o russo, outra pessoa havia conseguido, além disso estava se apresentando em outros países numa turnê de dar inveja a qualquer um. Ele não aguentaria ver aquilo, era quase como destruir aquela imagem da mãe. Algo que explicou a amiga e conselheira que entendeu, porém não aceitou, ainda mais após a carta que veio da bailarina emocionada por saber que o filho de uma bailarina que a inspirou tanto iria prestigiar o espetáculo, com Felipa que aquilo era negar a memória de Anya, de ver alguém que seguiu os passos da sua mãe e ignorar, era desrespeitoso. Assim sendo, depois de uma bronca que fazia algum tempo que ele não recebia da mais velha, ele aceitou a acompanhar e a amiga que ela italiana havia convidado. Porém, no último segundo, as coisas saíram um pouco do programado. Giovanardi, que era conhecida por todos do Palazzo por não se negar a nada, muito menos adoecer facilmente, estava sentindo-se mal, algo que surpreendeu o russo e que se propôs, completamente preocupado, em seguir com ela para o hospital, algo que ela negou, dizendo que sua amiga iria ficar sozinha, mas que sim, iria para a emergência acompanhada do marido e de sua filha, recém formada, algo que deveria deixar o homem mais tranquilo, porém não foi desse modo.

Entretanto, diante da preocupação de Felipa para com a amiga que ficaria sozinha, como pelo próprio russo que, diante dos pedidos e do compromisso marcado com a dama em questão, seguiu para apresentação e encontrar a jovem. Ele não podia negar, estava nervoso, não com a ideia em si de passar um tempo com uma jovem que tinha um amor pelas artes, como a mais velha havia deixado claro enquanto a “apresentava” ao loiro da melhor forma que podia para que não ficassem em silêncio antes da apresentação e nos intervalos, mas sim com a ideia de ver aquele repertório em específico e as memórias que lhe vinham à mente com aquilo. Um suspiro resignado escapou dos lábios de Dmitri enquanto aguardava a chegada da jovem na frente do teatro, se ele soubesse de onde ela vinha, teria ido buscá-la, porém, Lipa não havia dito nada sobre o assunto. Não demorou muito para a jovem inglesa, algo que ele notou pelo sotaque, chegasse, fazendo que ele a reconhecesse por causa da descrição infalível da italiana. — Não demorou nenhum pouco, signorina. Eu teria lhe buscado se soubesse onde está hospedada. — diz de modo leve, sorrindo com simpatia característica, logo tomando a mão da jovem e beijando em cumprimento. — É um prazer, Sarah, sou Dmitri, mas devo lhe dizer que Felipa não irá nos acompanhar, quando estava para sair, ela me avisou que não estava se sentindo bem, mas me intimou para que a acompanhasse e a fizesse desfrutar da apresentação.

— Não se preocupe, o marido dela e a filha a acompanharam a um médico para ver o que está acontecendo.
— diz, contudo dava para notar que ele estava preocupado com a mais velha, mas o russo logo sorriu para tranquilizar a mais nova. — Deveríamos entrar, não gostaria que se resfriasse. — comenta oferecendo o braço para que ela apoiasse a mão, vendo-a em seguida aceitar, com ele caminhando para dentro do teatro, entregando os convites de ambos, mas ouvindo de forma atenta as palavras da jovem. — Sim, trabalho. Parece que Lipa falou muito de mim, mas tudo que sei sobre a signorita, digo, você, foi que atualmente está em uma banda e que trabalha na CIB, apesar de não ter me dito em qual área.. — comenta de modo sincero, indo com ela para o segundo andar. — Oh, Lipa não falou? Ficaremos num dos mezaninos. — explica para a ruiva sorrindo de modo delicado. — O convite veio por parte do Bolshoi, ainda recebo por causa de minha mãe, ela foi bailarina. — diz o russo, sentindo um nó se formar em sua garganta com aquilo, porém, ele decidiu se focar em sua acompanhante. — Inclusive, nossa cara amiga em comum me convenceu a vir para prestigiar a bailarina principal que, de certo modo, é uma pupila de minha mãe. — o comentário orgulhoso da jovem sobre estar terminando seu curso de magizoologista, assim como sobre a suposta insanidade dela por estar em uma banda, contudo, a resposta do rapaz ficou presa em sua garganta diante da compreensão e compaixão no sorriso da inglesa quando falou da mãe, talvez por isso ele tenha sorrido de volta e, por mais bobo pudesse ser, sentiu-se relaxar. — Faina Osipenko é o nome da bailarina, ela é neta de Alla Osipenko, também bailarina, não a conheço, mas dizem que vai seguir os passos de sua avó e se tornar, futuramente prima ballerina, o maior título honroso que podem receber.

— Sobre a apresentação...
— o russo acaba pausando por um momento, abrindo a cortina e dando espaço para que a jovem entrasse no mezanino, logo a ajudando a se sentar, antes de fazer o mesmo e continuar. “Le Corsaire” é baseado no poema de Lord Byron, com música de Adolphe Adam e coreografias de Marius Petipa, e depois de Joseph Mazilier e Jules Perrot, nos veremos é a de Marius Petipa, variação russa do repertório que foi feita especificamente para uma bailarina, Ekaterina Friedbürg, em 1858 e… — e o loiro para se sentindo um pouco constrangido. — Desculpe, estou falando demais, não é? — Um sorriso completamente espontâneo surgiu nos lábios do russo diante das palavras de Sarah, apesar do aperto no peito, estar ao lado da inglesa o fez sentir-se confortável para falar sobre aquilo, algo que só havia acontecido com Aisha e Felipa. — Sim, desde muito jovem acompanhei minha mãe nas apresentações e ensaios que ela fazia, inclusive, conheci esse por ela, era o sonho de minha mãe apresentar essa peça. — comenta, mas logo suspirou levemente — Mas estou falando demais de mim e de meus gostos, gostaria de saber mais de você, Sarah. —comentou divertido, esperando que a jovem não se sentisse pressionada, mas ele gostaria realmente de conhecer mais a inglesa, além disso tinham tempo antes da apresentação começar.


WEARING • Algo assim.| MUSIC • Imagination — Shawn Mendes

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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemInglaterra [#212340] por Sarah Scarlett Maison » 10 Mar 2021, 09:38

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    Ready or no, whether you know just where you're headed to.
    Give it a while I promise I'll reveal my plans for you

    TRAMA PARTICULAR - 01



    Assim que terminou de passar o batom num tom levemente mais rosado que o natural de sua boca, Sarah Maison ficou alguns instantes olhando para seu reflexo no espelho da penteadeira de seu quarto. Os brincos discretos, em formato de cinco gotas douradas preenchidas com swarovskis de cada lado, o colar delicado de ponto de luz rente ao chakra laríngeo, e o belo vestido longo de chiffon, num tom esverdeado, com lírios roseados estampados por toda sua extensão. Ela não conseguia recordar a última vez que havia se vestido para uma ocasião formal sem ser nas confraternizações do trabalho. Deslizou a destra pelo colo aparente e fez uma expressão curiosa para o espelho. Esperava não errar no tom.

    Filipa não deu muitos detalhes sobre aquele evento, pediu apenas para que ela vestisse seu melhor e mais confortável vestido e se preparasse para um espetáculo de fazer os olhos duvidassem o que viam. Desde que assumiu local na banda a ruiva mergulhava cada vez mais profundo no mundo das artes, mas era a primeira vez que estaria em uma apresentação de ballet. No geral, eram apenas peças teatrais, com preferência para musicais, os mais diversos shows e exposições de arte contemporânea a convite de seus amigos de escola. Sentia um quê de ansiedade percorrer suas veias. Confiava na italiana e já esperava que de lá pudessem sentar em algum local francês para beber um bom vinho e varar a madrugada com conversa a fora.

    Colocou os pufosos para fora de casa antes que fizessem a rotineira algazarra em sua sala, agarrou-se à pequena carteira de mão e respirou fundo antes de desaparecer. Poucas coisas causavam desapreço de Sarah e, infelizmente, aparatar é uma dessas. Por isso, sempre que teria que participar de eventos sociais, ela fazia questão de desaparatar em um local com poucas pessoas para ter tempo de andar e se recompor, sobretudo quando estava de salto alto. A brisa francesa, tão familiar e acolhedora, ajudava a inglesa a se recompor enquanto caminhava. Não demorou mais que alguns minutos para chegar na porta do teatro, mantendo intacta a pontualidade britânica. Olhou o teatro enorme e sorriu com delicadeza. Ansiava por aquilo, tamanha expectativa que Lipa havia criado.

    Procurava a italiana por cima dos ombros e foi surpreendida por uma voz forte, porém extremamente gentil, de um rapaz bem vestido e com olhos de um cinza intenso. Antes que pudesse questionar mentalmente quem era, ele se apresentou e o seu sorriso desabrochou. Filipa havia falado bastante sobre ele, assim como Ryan, que nunca acreditaria se ela contasse que estava conhecendo seu irmão. A notícia de que sua amiga não os acompanharia soou como um baque, principalmente por ela estar se sentindo mal. No entanto, o beijo delicado em sua mão fez com que ela entrasse em um transe provisório e as inseguranças se dissolveram. — Olá, Dmitri. Encantada. — Cumprimentou com as maçãs do rosto levemente rubras. Desde que saiu de Beauxbatons não era mais abordada de forma tão honrosa. — Você sabe o que ela tem? Eu... Posso chamar de você? — Apressou-se em corrigir. — Ah, fico um pouco mais tranquila. Ao final da apresentação eu tentarei falar com ela. Ela estava tão animada! — Lamentou, mas não quis parecer rude. — Obrigada por estar aqui. Nunca estive em um evento como este. — Ela aceitou gentilmente o convite silencioso e repousou sua mão sob seu braço.

    Ela me contou que você aprecia espetáculos artísticos, e que inclusive trabalham em uma casa de artes. Deve ser incrível. — Olhava para ele com admiração ao iniciar a conversa. Havia acabado de entrar em uma banda e sabia o quanto era difícil viver de arte, não à toa fazia apenas por hobby, e era obrigada a enfrentar os preconceitos de seu irmão.

    Caminhavam lado a lado e os olhos de Sarah ganharam um brilho especial com a iluminação do local e pela beleza da ornamentação. Ela tornou a fitar Dmitri com um sorriso pouco mais aberto ao vê-lo corrigir o tratamento antes que ela falasse “você”. Não tinha motivo para tamanha formalidade entre eles, ele era amigo de sua amiga. — Ora, então ela também falou muito de mim para você. — Segurou uma risada baixa para não pesar o clima e manteve as feições amistosas. — É, estou em uma banda e isso ainda soa como uma grande insanidade para mim e para alguns dos meus familiares mais... tradicionais. — Não queria ofender seu irmão e nem demonstrar insegurança ao seu acompanhante. — Sou magizoologista o resto do tempo. Ainda em aprendizado, haja vista que falta um ano para concluir oficialmente meu curso. — Isso a deixava particularmente orgulhosa ao proferir em voz alta. Seguia os passos de sua mãe e cuidar de cada criatura, pregando o respeito por todas as formas de vida, era como cumprir sua missão de alma. Exercia com todo seu coração.

    Decerto ela fez uma expressão confusa ao subirem as escadas, mas Dmitri era tão observador quanto cavalheiro e tratou de explicar tudo sem a necessidade de uma pergunta. — Isso é... Incrível. — Sua voz chegou a falhar tamanha exclamação. — Tanto o convite, quanto a parte de sua mãe. Ela certamente era uma pessoa incrível. — Acrescentou. — Minha mãe também era. — Um sorriso não de pesar, mas de compaixão, formou-se nos lábios da ruiva indicando que não precisavam falar daquilo hoje. Ela continuava guiada por Dmitri, fazendo preces à Brigit para não tropeçar nos degraus. — Quem é a bailarina principal? Não que eu vá conhecer pelo nome, infelizmente, mas gostaria de saber. E como é a dinâmica da apresentação que veremos hoje?

    Ela insistia em dissolver aquele ar de mistério e a cada palavra do rapaz a fazia sorrir. Perder a mãe foi, sem dúvida, a maior dor de sua vida, principalmente da forma que tudo aconteceu. Pelo jeito que ele falava, sua mãe também havia partido de forma precoce, mas ela respeitou a última mudança de assunto. Ajeitou-se em seu assento e colocou os cabelos atrás da orelha, virando seu corpo um pouco mais de fronte para o rapaz. — Bom, como quiser. — Iniciou com um sorriso lateral. — Não tenho uma história brilhante, pois até os onze anos eu não pude ter contato com outras pessoas. Hoje eu me vejo aqui... Com você, que até então só conhecia de nome — Sorriu para ser simpática e delicada. Aquela reflexão vinha à tona com outras memórias. — e eu fico feliz. — Prontamente acrescentou. — Demorei para conseguir falar com as pessoas e agora eu acho que me atiro demais para novas amizades. Por enquanto, tem sido apenas bom. Descobri em Beauxbatons que cantar me faz sentir viva, como se conversasse com minha alma, e foi lá que decidi largar a medibruxaria pra seguir na carreira de magizoo. — Tinham muitos detalhes entre aquelas decisões, mas queria ser breve em seu resumo. Não por vergonha, apenas para não acabar falando demais e entediando seu acompanhante. — E agora minha vida virou de cabeça pra baixo em pouco tempo, acho que positivamente. Moro sozinha com meus pufosos, trabalho na CIB, estou em uma banda... E frequento meus lugares favoritos sempre que posso. — Ajeitou novamente seu cabelo, pensando que teria sido mais simples se ela apenas tivesse feito uma trança embutida em vez de deixar seus cachos livres.



    INFORMAÇÕES ADICIONAIS:

    Interação: Dmitri Volkov • Citados: Filipa Giovanardi (Lay) e Ryan Volkov (Nick) • Música: Ready or not - Drakeford
    Sarah veste isso e uma maquiagem muito sutil como nesta foto dela
    Notas: Uau! Obrigada por isto, Dandy.
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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemBrasil [#213178] por Lia Guimarães » 04 Abr 2021, 21:53

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    Uma chuva fria encontrou o rosto de Lia quando a mulher atravessou a rua. Aquela parte do vilarejo já se encontrava bastante silenciosa, não fosse o som alto que atravessava as paredes do Théâtre des Deux Vierges. A brasileira se espreitou pelas sombras, aproveitando qualquer coisa que pudesse usar de esconderijo na rua escura e, deslocando-se com cautela, alcançou um beco que se ligava ao grande teatro. Consultou o relógio de pulso, descobrindo que ainda faltava um bom tempo até a hora marcada. Ela voltou os olhos para o chão, pensando nos dias que vinham a seguir: o retorno para Beauxbatons na manhã seguinte, o início dos preparativos para o novo ano letivo e, finalmente, o começo deste. Ainda tinha muito a fazer junto de Celeste, mas sabia que o assunto atual precisava ser resolvido o quanto antes. Aproveitou-se da escala e marcou aquele encontro no teatro, não esperando que fosse receber respostas. Mas agora estava ali, escondida nas sombras de um beco esperando ver Clarisse La Fontaine.

    A música parou de forma repentina, para então o ar se preencher com palmas e gritos de ovação. Lia parou por um instante, sobressaltaDA com a ideia de que o horário combinado estava cada vez mais próximo agora que o espetáculo se encerrara. Ainda esperou pelo lado de fora, acompanhando com olhos atentos a aglomeração que se dirigia para a rua, espalhando-se pelas calçadas e formando pequenos grupos. Aquela era sua deixa. Deu passos apressados em direção à porta principal, saindo do beco escuro da forma mais cautelosa possível e infiltrando-se em pequenos grupos que se deslocavam enquanto comentavam o espetáculo. Não foi tão difícil, já que graças à chuva, a maioria vestia grandes capas exatamente como a dela. Logo encontrou um bom esconderijo do lado de dentro, acompanhando com olhos atentos enquanto finas cordas de tecido avermelhado eram colocadas na entrada principal. Contudo, Lia teve certeza que viu um vulto escorregar para dentro do teatro segundos antes das cordas bloquearem completamente a porta.

    A professora deslocou-se para a direita, atingindo um grande camarote com vista privilegiada e, debruçada sobre o balaústre, olhou para baixo e para os lados na esperança de ver onde o vulto tinha se escondido. Não encontrou nada, então desceu alguns degraus até camarotes mais próximos do chão, tendo uma vista mais clara do palco principal. Ficou ali por alguns segundos até que viu uma movimentação no nível mais baixo do chão. A figura da ex-professora de Etiqueta caminhou pelo corredor principal de assentos até a frente do palco, onde parou. Lia se apressou. Deu meia volta e desceu mais degraus, apressando-se num claro sinal de ansiedade e nervosismo, mas decidida a pôr logo um fim em todo tipo de pendência. A mensagem seria clara, rápida e simples, por isso não tinha porquê perder tempo. Controlou a respiração, tal qual uma boa atleta, e manteve a atenção no subir e descer de seu peito enquanto chegava cada vez mais rápido ao fim da escadaria lateral. Quando alcançou o térreo, caminhou decidida na direção de Clarisse, dando passos firmes enquanto encarava o semblante cínico da mais velha. La Fontaine retribuía num olhar desdenhoso e exibiu um sorriso falso, erguendo as sobrancelhas como quem pedia para Lia dizer logo o motivo do encontro.

    ― Todas as suas instruções são bem claras, não precisamos nos ver mais do que uma vez a cada três anos. ― Mas a brasileira não ouviu nenhuma das palavras, apenas parou diante da mulher e verbalizou o mais claro que conseguiu no francês cheio de sotaque. ― Eu tô fora. Não conta mais comigo, tô fora. Não tô te ajudando mais. ― O silêncio pairou pelo teatro vazio por alguns segundos, cortado pela risada seca de Clarisse enquanto seus dedos puxavam um cigarro da bolsa. O riso logo se transformou num tom ameaçador, mas a brasileira não esperou pelo que saiu quando Clarisse abriu a boca. Ela desaparatou dali com um craque alto, perguntando-se eternamente o que a mais velha teria dito.

OFF: desfazendo pendências comigo mesmo q
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