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Na Zonko's não citamos nenhum dos personagens dos livros ou filmes. Vivemos no mundo mágico, mas nem Harry Potter, Voldemort, Dumbledore, Comensais da Morte e etc. existiram em nosso mundo, com isso você não pode usar nenhum sobrenome dos personagens dos filmes ou livros. O fórum encontra-se nos dias atuais, no ano de 2013 d.c. e as condições climáticas variam de dia para dia e de tópico para tópico, conforme você poderá observar. O nosso período letivo dura oito meses contando com as férias. Nossos adultos recebem por dia de presença e seus tópicos em ON lhe renderão pontos e goldens (nossa moeda). Você nunca poderá interpretar a ação de outro personagem (salvo com autorização), mas poderá interpretar livremente o seu personagem (seja sempre coerente), lembrando que toda ação possui uma reação. A capital do Mundo mágico está localizada em Vaduz, Liechtenstein.

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Théâtre des Deux Vierges

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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemJapao [#201051] por Nagato Kurosaki » 05 Mai 2020, 11:30

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[REENCONTROS!]


      A música de abertura de Dragon Ball Z dizia uma coisa que: "Liberdade é correr pelo céu!" e não podia estar mais certos. Ele se sentia completamente assim enquanto beijava Haruno, no meio das nuvens, dando piruetas, cambalhotas, estrelinhas... estava eufórico enquanto executava aquele gesto. Era com doçura que ele pressionava ainda mais as mãos na cintura de Haruno contra o seu corpo. Não queria soltá-lo e por isso, o prendia com firmeza e só aquilo fazia Nagato se arrepiar. Estava sendo uma sensação indescritível para o Kurosaki sentir a maciez daqueles lábios tão macios junto aos seus.

      O Kobayashi havia cedido aquele contato que não tinha outra opção a não ser aceitar. Bom, ele podia correr também, mas, pelo tempo que estavam ali, ficou nítido que estavam se entendendo muito bem. Ele conduziria o beijo para um final gracioso em que ambos ainda mantivessem o rosto próximo do outro, roçando os narizes carinhosamente. Com as respirações tão próximas, seria possível reiniciar o que haviam acabado de terminar, se Haruno não tivesse lhe empurrado com tanta força que o derrubou na poltrona novamente. Ai! Resmungou ao sentir que o braço tinha batido na divisória do assento.

      Mesmo caindo, ele pôde notar como o rapaz estava nervoso e por pouco, iria chorar. Ver os olhos dele marejados fizeram com que Nagato sentisse um aperto em seu coração. Tão logo, vieram os gritos de Haruno que não deixou Nagato se explicar, até porque, o Kobayashi havia saído correndo. — Haruno, espera! — O chamou em vão. Mesmo com uma quantidade considerável de gente dentro do local, o outro escapava com facilidade por entre eles. O que ele não queria porque se tivesse dificuldade, seria mais fácil de alcançá-lo. Mas, mesmo assim, ele tentou. Com a mesma educação que havia tentado alcançar os assentos quando chegou ao teatro, ele tentava sair. No entanto, isso lhe custou tempo demais. Tanto tempo que já havia perdido Haruno de vista quando conseguiu alcançar a saída.

      — Merda. — Rosnou, acertando um murro contra a parede. Havia sido sua culpa. Ele foi afobado demais... podia ter esperado mais um pouco. Em sua cabeça, depois da apresentação, faria com que Haruno jantasse com ele em algum lugar e depois podiam se despedir com um beijo. Era um ótimo plano, mas, uma pena foi jogado por água abaixo graças a genialidade de Nagato em querer beijá-lo ali mesmo. Foi com um suspiro que ele seguiu para o lado externo do teatro. Não adiantaria de nada ficar ali, Haruno provavelmente já estava em sua casa. Graças à magia, ele podia muito bem aparatar.

      Ele soltou um gemido triste enquanto encarava a rua. Não podia fazer mais nada a não ser ir embora. Quando encontraria Haruno de novo? Provável que nunca. Se nem Inari, que era seu amigo de escola, via com frequência, por que ele veria seu irmão mais velho que acabara de conhecer? Ele precisava aceitar o fato de que havia arruinado tudo. E se o destino lhe desse uma chance de encontrar Haruno uma vez mais, Nagato trataria de cuidar muito bem dessa oportunidade para não falhar novamente.

With: Haru Kobayashi
Wearing: This!


[7]



Arco Encerrado.
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Nagato Kurosaki
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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemRussia [#210127] por Ryan Volkov » 05 Jan 2021, 11:18

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|| I feel so much better
Parte I ||


Tinha dias que Ryan simplesmente não tinha a menor vontade de ir para qualquer lugar. Ele era um garoto aventureiro e corajoso, mas tinha dias em que acordava deprimido e tudo o que ele mais queria na vida era se enfiar debaixo da cama e fingir que não existia. Mas tinha algum tempo que havia ganhado um concurso cultural na rádio e recebido um par de ingressos para uma peça de teatro. Ryan não ia a teatros desde que Anya era viva e não queria perder essa oportunidade de passar mais um tempinho ao lado de Nate. Era óbvio que o chamaria para acompanhá-lo naquela empreitada.

O teatro ficava na França e Alek iria aparatá-los para o país e depois voltaria lá para pegá-los. Ela estava de folga por alguns dias, o que era raro, então Ryan não se importou em pedir a “carona”. Então, por mais desanimado que estivesse para continuar vivo, ele se arrastou para fora da cama, calçando suas pantufas com tromba de elefante e seguindo para o banheiro para tomar um banho e escovar os dentes para despertar de uma vez. Porque ele sentia que ia cair de cara no chão se fosse dar mais um passo que fosse, tamanho era seu sono.

E Nate não merecia um zumbi ao lado dele enquanto iam assistir aquela peça. Tomou o banho de forma rápida e, depois, penteou os cabelos para trás, seguindo para o quarto para escolher suas roupas. Era um lugar chique, daqueles que exigiam terno e gravata. Ryan pegou um casaco vermelho e colocou junto com umas calças jeans porque ninguém jamais iria obrigá-lo a usar o que ele não queria. Principalmente porque sua roupa social era antiga e nem dava nele mais. Quando a hora se aproximou, encontrou com Nate no corredor, constatando que ele estava infinitamente mais bem arrumado do que ele.

— Wow! Você ta um gato, sabia? O Atlas sentiria inveja de você... — Elogiou com toda a sinceridade que possuía em seu ser, oferecendo-lhe o braço para que caminhassem para a fora de casa. Alek estaria esperando eles lá. Nate perguntou se ele estava com os ingressos, então Ryan colocou a mão no bolso e retirou os dois tickets de lá. — Bem aqui... Hoje vamos assistir cats... Aposto que deve ser uma peça sobre gatos... — Comentou levando agora a mão livre ao queixo como se ponderasse sobre o que havia dito.

— Mas, enfim... Eu devo dormir mesmo, então... Não tem muita importância. — Recebeu uma cotovelada de Nate em seguida o que o fez rir daquilo tudo. — Tô brincando, cara... Relaxa... Assim... Eu quero muito ver essa peça com você. Eu estava ansioso pra cacete! Até me levantei mais cedo... — Se explicou ao que Nate pareceu aceitar suas desculpas. Alek já estava pronta para levá-los e, com poucas palavras, segurou a ambos pelas mãos e os aparatou para a frente do teatro de nome francês difícil o qual Ryan não sabia pronunciar nem mentalmente. Se despediram de Alek e, agora, era a hora de irem para a portaria para entregar os ingressos.


|| Interagindo: Nathaniel Volkov e Aleksandra Volkova ||
|| Citando Anya Nikiforova ||
|| Ouvindo: Gone forever – Three days grace ||
|| Anotando: De feliz ♥ ||
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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemRussia [#212336] por Dmitri Volkov » 10 Mar 2021, 00:44

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I wanna call out your name, I wanna tell you how beautiful you are.
From where I'm standing, you got me thinking what we could because I keep craving.



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O russo sempre foi um amante das artes, isso vinha desde de tenra idade, talvez por pura influência de sua mãe, Anya Nikiforova, ex-bailarina do bolshoi, que se ainda viva, no mínimo estaria dando aulas para os novos talentos que surgiam todos os anos, mas Dmitri ainda imaginava que ela estaria nos palcos e ele como o filho orgulhoso que era sempre estaria na primeira fileira aplaudindo o espetáculo que sua mãe fazia diante dos seus olhos. Contudo, isso era apenas um desejo infantil que ainda se mantinha no coração do Volkov, afinal, a jovem bailarina já há muito havia partido, assim como a esposa e o filho do homem que, mesmo com tudo dizendo ao contrário, se mantinha um apaixonado pelas artes e isso se mantinha até mesmo em seu trabalho seja na revista quanto no Palazzo, nesse segundo era complicado, mas no fundo tinha aquela imagem do espetáculo artístico.

Por causa dessa ligação com a mãe e seu amor por tudo que lembrava uma das melhores partes de sua vida, ele ainda recebia convites de apresentações, desde os simples ensaios até aos mais elaborados espetáculos. No entanto, desde a morte de Aisha, ele evitava qualquer evento do tipo, a não ser que estes estejam ligados ao trabalho, tanto que na maioria das vezes, o homem dava para uma das jovens mulheres que trabalhavam em sua “casa”, o convite, não foi diferente desta vez. Três convites para uma apresentação de balé, que iria ocorrer no Théâtre des Deux Vierges, que ele havia repassado para Felipa, uma apaixonada pela dança. Ele poderia até ir, contudo, o repertório lhe trouxe mais lembranças do que gostaria, “Le Corsaire” sempre foi o sonho de apresentação de Anya. O loiro tinha perdido as contas de quantas vezes ele viu a mãe ensaiando ao lado de Hiyatsu Shin, um dos poucos bailarinos homens que ele e Alek conheceram, para buscar uma chance naquela dança, afinal, a variação russa daquela apresentação foi feita especialmente para a bailarina Ekaterina Friedbürg e apresentado em 1858 no Teatro Imperial Bolshoi Kamenny, que se chamava assim na época. Seria a maior honra para a vida da bailarina e o auge da carreira dela.

Mas isso não aconteceu, pensou o russo, outra pessoa havia conseguido, além disso estava se apresentando em outros países numa turnê de dar inveja a qualquer um. Ele não aguentaria ver aquilo, era quase como destruir aquela imagem da mãe. Algo que explicou a amiga e conselheira que entendeu, porém não aceitou, ainda mais após a carta que veio da bailarina emocionada por saber que o filho de uma bailarina que a inspirou tanto iria prestigiar o espetáculo, com Felipa que aquilo era negar a memória de Anya, de ver alguém que seguiu os passos da sua mãe e ignorar, era desrespeitoso. Assim sendo, depois de uma bronca que fazia algum tempo que ele não recebia da mais velha, ele aceitou a acompanhar e a amiga que ela italiana havia convidado. Porém, no último segundo, as coisas saíram um pouco do programado. Giovanardi, que era conhecida por todos do Palazzo por não se negar a nada, muito menos adoecer facilmente, estava sentindo-se mal, algo que surpreendeu o russo e que se propôs, completamente preocupado, em seguir com ela para o hospital, algo que ela negou, dizendo que sua amiga iria ficar sozinha, mas que sim, iria para a emergência acompanhada do marido e de sua filha, recém formada, algo que deveria deixar o homem mais tranquilo, porém não foi desse modo.

Entretanto, diante da preocupação de Felipa para com a amiga que ficaria sozinha, como pelo próprio russo que, diante dos pedidos e do compromisso marcado com a dama em questão, seguiu para apresentação e encontrar a jovem. Ele não podia negar, estava nervoso, não com a ideia em si de passar um tempo com uma jovem que tinha um amor pelas artes, como a mais velha havia deixado claro enquanto a “apresentava” ao loiro da melhor forma que podia para que não ficassem em silêncio antes da apresentação e nos intervalos, mas sim com a ideia de ver aquele repertório em específico e as memórias que lhe vinham à mente com aquilo. Um suspiro resignado escapou dos lábios de Dmitri enquanto aguardava a chegada da jovem na frente do teatro, se ele soubesse de onde ela vinha, teria ido buscá-la, porém, Lipa não havia dito nada sobre o assunto. Não demorou muito para a jovem inglesa, algo que ele notou pelo sotaque, chegasse, fazendo que ele a reconhecesse por causa da descrição infalível da italiana. — Não demorou nenhum pouco, signorina. Eu teria lhe buscado se soubesse onde está hospedada. — diz de modo leve, sorrindo com simpatia característica, logo tomando a mão da jovem e beijando em cumprimento. — É um prazer, Sarah, sou Dmitri, mas devo lhe dizer que Felipa não irá nos acompanhar, quando estava para sair, ela me avisou que não estava se sentindo bem, mas me intimou para que a acompanhasse e a fizesse desfrutar da apresentação.

— Não se preocupe, o marido dela e a filha a acompanharam a um médico para ver o que está acontecendo.
— diz, contudo dava para notar que ele estava preocupado com a mais velha, mas o russo logo sorriu para tranquilizar a mais nova. — Deveríamos entrar, não gostaria que se resfriasse. — comenta oferecendo o braço para que ela apoiasse a mão, vendo-a em seguida aceitar, com ele caminhando para dentro do teatro, entregando os convites de ambos, mas ouvindo de forma atenta as palavras da jovem. — Sim, trabalho. Parece que Lipa falou muito de mim, mas tudo que sei sobre a signorita, digo, você, foi que atualmente está em uma banda e que trabalha na CIB, apesar de não ter me dito em qual área.. — comenta de modo sincero, indo com ela para o segundo andar. — Oh, Lipa não falou? Ficaremos num dos mezaninos. — explica para a ruiva sorrindo de modo delicado. — O convite veio por parte do Bolshoi, ainda recebo por causa de minha mãe, ela foi bailarina. — diz o russo, sentindo um nó se formar em sua garganta com aquilo, porém, ele decidiu se focar em sua acompanhante. — Inclusive, nossa cara amiga em comum me convenceu a vir para prestigiar a bailarina principal que, de certo modo, é uma pupila de minha mãe. — o comentário orgulhoso da jovem sobre estar terminando seu curso de magizoologista, assim como sobre a suposta insanidade dela por estar em uma banda, contudo, a resposta do rapaz ficou presa em sua garganta diante da compreensão e compaixão no sorriso da inglesa quando falou da mãe, talvez por isso ele tenha sorrido de volta e, por mais bobo pudesse ser, sentiu-se relaxar. — Faina Osipenko é o nome da bailarina, ela é neta de Alla Osipenko, também bailarina, não a conheço, mas dizem que vai seguir os passos de sua avó e se tornar, futuramente prima ballerina, o maior título honroso que podem receber.

— Sobre a apresentação...
— o russo acaba pausando por um momento, abrindo a cortina e dando espaço para que a jovem entrasse no mezanino, logo a ajudando a se sentar, antes de fazer o mesmo e continuar. “Le Corsaire” é baseado no poema de Lord Byron, com música de Adolphe Adam e coreografias de Marius Petipa, e depois de Joseph Mazilier e Jules Perrot, nos veremos é a de Marius Petipa, variação russa do repertório que foi feita especificamente para uma bailarina, Ekaterina Friedbürg, em 1858 e… — e o loiro para se sentindo um pouco constrangido. — Desculpe, estou falando demais, não é? — Um sorriso completamente espontâneo surgiu nos lábios do russo diante das palavras de Sarah, apesar do aperto no peito, estar ao lado da inglesa o fez sentir-se confortável para falar sobre aquilo, algo que só havia acontecido com Aisha e Felipa. — Sim, desde muito jovem acompanhei minha mãe nas apresentações e ensaios que ela fazia, inclusive, conheci esse por ela, era o sonho de minha mãe apresentar essa peça. — comenta, mas logo suspirou levemente — Mas estou falando demais de mim e de meus gostos, gostaria de saber mais de você, Sarah. —comentou divertido, esperando que a jovem não se sentisse pressionada, mas ele gostaria realmente de conhecer mais a inglesa, além disso tinham tempo antes da apresentação começar.


WEARING • Algo assim.| MUSIC • Imagination — Shawn Mendes

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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemInglaterra [#212340] por Sarah Scarlett Maison » 10 Mar 2021, 09:38

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    Ready or no, whether you know just where you're headed to.
    Give it a while I promise I'll reveal my plans for you

    TRAMA PARTICULAR - 01



    Assim que terminou de passar o batom num tom levemente mais rosado que o natural de sua boca, Sarah Maison ficou alguns instantes olhando para seu reflexo no espelho da penteadeira de seu quarto. Os brincos discretos, em formato de cinco gotas douradas preenchidas com swarovskis de cada lado, o colar delicado de ponto de luz rente ao chakra laríngeo, e o belo vestido longo de chiffon, num tom esverdeado, com lírios roseados estampados por toda sua extensão. Ela não conseguia recordar a última vez que havia se vestido para uma ocasião formal sem ser nas confraternizações do trabalho. Deslizou a destra pelo colo aparente e fez uma expressão curiosa para o espelho. Esperava não errar no tom.

    Filipa não deu muitos detalhes sobre aquele evento, pediu apenas para que ela vestisse seu melhor e mais confortável vestido e se preparasse para um espetáculo de fazer os olhos duvidassem o que viam. Desde que assumiu local na banda a ruiva mergulhava cada vez mais profundo no mundo das artes, mas era a primeira vez que estaria em uma apresentação de ballet. No geral, eram apenas peças teatrais, com preferência para musicais, os mais diversos shows e exposições de arte contemporânea a convite de seus amigos de escola. Sentia um quê de ansiedade percorrer suas veias. Confiava na italiana e já esperava que de lá pudessem sentar em algum local francês para beber um bom vinho e varar a madrugada com conversa a fora.

    Colocou os pufosos para fora de casa antes que fizessem a rotineira algazarra em sua sala, agarrou-se à pequena carteira de mão e respirou fundo antes de desaparecer. Poucas coisas causavam desapreço de Sarah e, infelizmente, aparatar é uma dessas. Por isso, sempre que teria que participar de eventos sociais, ela fazia questão de desaparatar em um local com poucas pessoas para ter tempo de andar e se recompor, sobretudo quando estava de salto alto. A brisa francesa, tão familiar e acolhedora, ajudava a inglesa a se recompor enquanto caminhava. Não demorou mais que alguns minutos para chegar na porta do teatro, mantendo intacta a pontualidade britânica. Olhou o teatro enorme e sorriu com delicadeza. Ansiava por aquilo, tamanha expectativa que Lipa havia criado.

    Procurava a italiana por cima dos ombros e foi surpreendida por uma voz forte, porém extremamente gentil, de um rapaz bem vestido e com olhos de um cinza intenso. Antes que pudesse questionar mentalmente quem era, ele se apresentou e o seu sorriso desabrochou. Filipa havia falado bastante sobre ele, assim como Ryan, que nunca acreditaria se ela contasse que estava conhecendo seu irmão. A notícia de que sua amiga não os acompanharia soou como um baque, principalmente por ela estar se sentindo mal. No entanto, o beijo delicado em sua mão fez com que ela entrasse em um transe provisório e as inseguranças se dissolveram. — Olá, Dmitri. Encantada. — Cumprimentou com as maçãs do rosto levemente rubras. Desde que saiu de Beauxbatons não era mais abordada de forma tão honrosa. — Você sabe o que ela tem? Eu... Posso chamar de você? — Apressou-se em corrigir. — Ah, fico um pouco mais tranquila. Ao final da apresentação eu tentarei falar com ela. Ela estava tão animada! — Lamentou, mas não quis parecer rude. — Obrigada por estar aqui. Nunca estive em um evento como este. — Ela aceitou gentilmente o convite silencioso e repousou sua mão sob seu braço.

    Ela me contou que você aprecia espetáculos artísticos, e que inclusive trabalham em uma casa de artes. Deve ser incrível. — Olhava para ele com admiração ao iniciar a conversa. Havia acabado de entrar em uma banda e sabia o quanto era difícil viver de arte, não à toa fazia apenas por hobby, e era obrigada a enfrentar os preconceitos de seu irmão.

    Caminhavam lado a lado e os olhos de Sarah ganharam um brilho especial com a iluminação do local e pela beleza da ornamentação. Ela tornou a fitar Dmitri com um sorriso pouco mais aberto ao vê-lo corrigir o tratamento antes que ela falasse “você”. Não tinha motivo para tamanha formalidade entre eles, ele era amigo de sua amiga. — Ora, então ela também falou muito de mim para você. — Segurou uma risada baixa para não pesar o clima e manteve as feições amistosas. — É, estou em uma banda e isso ainda soa como uma grande insanidade para mim e para alguns dos meus familiares mais... tradicionais. — Não queria ofender seu irmão e nem demonstrar insegurança ao seu acompanhante. — Sou magizoologista o resto do tempo. Ainda em aprendizado, haja vista que falta um ano para concluir oficialmente meu curso. — Isso a deixava particularmente orgulhosa ao proferir em voz alta. Seguia os passos de sua mãe e cuidar de cada criatura, pregando o respeito por todas as formas de vida, era como cumprir sua missão de alma. Exercia com todo seu coração.

    Decerto ela fez uma expressão confusa ao subirem as escadas, mas Dmitri era tão observador quanto cavalheiro e tratou de explicar tudo sem a necessidade de uma pergunta. — Isso é... Incrível. — Sua voz chegou a falhar tamanha exclamação. — Tanto o convite, quanto a parte de sua mãe. Ela certamente era uma pessoa incrível. — Acrescentou. — Minha mãe também era. — Um sorriso não de pesar, mas de compaixão, formou-se nos lábios da ruiva indicando que não precisavam falar daquilo hoje. Ela continuava guiada por Dmitri, fazendo preces à Brigit para não tropeçar nos degraus. — Quem é a bailarina principal? Não que eu vá conhecer pelo nome, infelizmente, mas gostaria de saber. E como é a dinâmica da apresentação que veremos hoje?

    Ela insistia em dissolver aquele ar de mistério e a cada palavra do rapaz a fazia sorrir. Perder a mãe foi, sem dúvida, a maior dor de sua vida, principalmente da forma que tudo aconteceu. Pelo jeito que ele falava, sua mãe também havia partido de forma precoce, mas ela respeitou a última mudança de assunto. Ajeitou-se em seu assento e colocou os cabelos atrás da orelha, virando seu corpo um pouco mais de fronte para o rapaz. — Bom, como quiser. — Iniciou com um sorriso lateral. — Não tenho uma história brilhante, pois até os onze anos eu não pude ter contato com outras pessoas. Hoje eu me vejo aqui... Com você, que até então só conhecia de nome — Sorriu para ser simpática e delicada. Aquela reflexão vinha à tona com outras memórias. — e eu fico feliz. — Prontamente acrescentou. — Demorei para conseguir falar com as pessoas e agora eu acho que me atiro demais para novas amizades. Por enquanto, tem sido apenas bom. Descobri em Beauxbatons que cantar me faz sentir viva, como se conversasse com minha alma, e foi lá que decidi largar a medibruxaria pra seguir na carreira de magizoo. — Tinham muitos detalhes entre aquelas decisões, mas queria ser breve em seu resumo. Não por vergonha, apenas para não acabar falando demais e entediando seu acompanhante. — E agora minha vida virou de cabeça pra baixo em pouco tempo, acho que positivamente. Moro sozinha com meus pufosos, trabalho na CIB, estou em uma banda... E frequento meus lugares favoritos sempre que posso. — Ajeitou novamente seu cabelo, pensando que teria sido mais simples se ela apenas tivesse feito uma trança embutida em vez de deixar seus cachos livres.



    INFORMAÇÕES ADICIONAIS:

    Interação: Dmitri Volkov • Citados: Filipa Giovanardi (Lay) e Ryan Volkov (Nick) • Música: Ready or not - Drakeford
    Sarah veste isso e uma maquiagem muito sutil como nesta foto dela
    Notas: Uau! Obrigada por isto, Dandy.
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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemBrasil [#213178] por Lia Guimarães » 04 Abr 2021, 21:53

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    Uma chuva fria encontrou o rosto de Lia quando a mulher atravessou a rua. Aquela parte do vilarejo já se encontrava bastante silenciosa, não fosse o som alto que atravessava as paredes do Théâtre des Deux Vierges. A brasileira se espreitou pelas sombras, aproveitando qualquer coisa que pudesse usar de esconderijo na rua escura e, deslocando-se com cautela, alcançou um beco que se ligava ao grande teatro. Consultou o relógio de pulso, descobrindo que ainda faltava um bom tempo até a hora marcada. Ela voltou os olhos para o chão, pensando nos dias que vinham a seguir: o retorno para Beauxbatons na manhã seguinte, o início dos preparativos para o novo ano letivo e, finalmente, o começo deste. Ainda tinha muito a fazer junto de Celeste, mas sabia que o assunto atual precisava ser resolvido o quanto antes. Aproveitou-se da escala e marcou aquele encontro no teatro, não esperando que fosse receber respostas. Mas agora estava ali, escondida nas sombras de um beco esperando ver Clarisse La Fontaine.

    A música parou de forma repentina, para então o ar se preencher com palmas e gritos de ovação. Lia parou por um instante, sobressaltaDA com a ideia de que o horário combinado estava cada vez mais próximo agora que o espetáculo se encerrara. Ainda esperou pelo lado de fora, acompanhando com olhos atentos a aglomeração que se dirigia para a rua, espalhando-se pelas calçadas e formando pequenos grupos. Aquela era sua deixa. Deu passos apressados em direção à porta principal, saindo do beco escuro da forma mais cautelosa possível e infiltrando-se em pequenos grupos que se deslocavam enquanto comentavam o espetáculo. Não foi tão difícil, já que graças à chuva, a maioria vestia grandes capas exatamente como a dela. Logo encontrou um bom esconderijo do lado de dentro, acompanhando com olhos atentos enquanto finas cordas de tecido avermelhado eram colocadas na entrada principal. Contudo, Lia teve certeza que viu um vulto escorregar para dentro do teatro segundos antes das cordas bloquearem completamente a porta.

    A professora deslocou-se para a direita, atingindo um grande camarote com vista privilegiada e, debruçada sobre o balaústre, olhou para baixo e para os lados na esperança de ver onde o vulto tinha se escondido. Não encontrou nada, então desceu alguns degraus até camarotes mais próximos do chão, tendo uma vista mais clara do palco principal. Ficou ali por alguns segundos até que viu uma movimentação no nível mais baixo do chão. A figura da ex-professora de Etiqueta caminhou pelo corredor principal de assentos até a frente do palco, onde parou. Lia se apressou. Deu meia volta e desceu mais degraus, apressando-se num claro sinal de ansiedade e nervosismo, mas decidida a pôr logo um fim em todo tipo de pendência. A mensagem seria clara, rápida e simples, por isso não tinha porquê perder tempo. Controlou a respiração, tal qual uma boa atleta, e manteve a atenção no subir e descer de seu peito enquanto chegava cada vez mais rápido ao fim da escadaria lateral. Quando alcançou o térreo, caminhou decidida na direção de Clarisse, dando passos firmes enquanto encarava o semblante cínico da mais velha. La Fontaine retribuía num olhar desdenhoso e exibiu um sorriso falso, erguendo as sobrancelhas como quem pedia para Lia dizer logo o motivo do encontro.

    ― Todas as suas instruções são bem claras, não precisamos nos ver mais do que uma vez a cada três anos. ― Mas a brasileira não ouviu nenhuma das palavras, apenas parou diante da mulher e verbalizou o mais claro que conseguiu no francês cheio de sotaque. ― Eu tô fora. Não conta mais comigo, tô fora. Não tô te ajudando mais. ― O silêncio pairou pelo teatro vazio por alguns segundos, cortado pela risada seca de Clarisse enquanto seus dedos puxavam um cigarro da bolsa. O riso logo se transformou num tom ameaçador, mas a brasileira não esperou pelo que saiu quando Clarisse abriu a boca. Ela desaparatou dali com um craque alto, perguntando-se eternamente o que a mais velha teria dito.

OFF: desfazendo pendências comigo mesmo q
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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemRussia [#214478] por Dmitri Volkov » 28 Mai 2021, 00:36

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From where I'm standing, you got me thinking what we could because I keep craving.



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Poderia parecer que ele estava evitando conversar e dando uma desculpa para a jovem falar sozinha enquanto o russo fingia ouvir, mas a verdade era que ele estava realmente interessado em cada palavra dita pela ruiva, deleitava-se ao ouvir a voz dela e saber, um pouco, de sua história. Surpreso ao descobrir que ela viveu sem contato com o mundo até os onze anos, fazendo ele perceber que foi apenas a ida a escola que abriu sua visão do que o exterior poderia oferecer tanto de bom quanto de ruim. A mudança de desejos para o futuro também o assombrou, mas fez com que ele se admirasse na mesma proporção ou mais. Afinal, ela estava seguindo seus sonhos não importava o quanto sua vida se modificasse. — Isso é realmente maravilhoso, Sarah. Digo, é difícil ser tirado da sua zona de conforto, mas quando é por algo que queremos muito, eu penso, que vale cada sacrifício. — diz sorrindo para ela, notando que a mecha que a mais nova havia posto atrás da orelha se soltava com ele automaticamente a colocando no lugar. Logo notando o que havia feito e ficando um pouco sem graça. — Desculpe.

Um pequeno sorriso se abriu nos lábios do loiro diante da resposta da inglesa, realmente, não havia motivo para um pedido desculpas, mas de certo modo, ele sentiu que havia invadido o espaço dela com aquele ato, apesar de gentil. — Eu gostei de ver seu cabelo solto, digo, nunca te vi de cabelo preso, mas ele tem uma cor muito bonita, para ser sincero me lembra as folhas das árvores quando outono chega no interior da Itália. É quase como estar em casa. — comenta pensativo, logo ouvindo o questionamento da jovem sobre sua casa na Rússia. — Oymyakon é a cidade onde a residência da minha família está, é um lugar extremamente frio, mas não é por isso que não o considero meu lar. Nunca senti isso lá, nem mesmo com minha mãe, meu lar sempre foi dentro de viagens, nos palcos e então… na Itália. O Palazzo é meu lar e as pessoas que estão lá são parte da minha família que consiste nos meus irmãos mais novos. — o comentário da jovem fez com que o russo sorrisse levemente. — É muito mais que isso, pelo menos para mim é mais que apresentações e trabalho, acho que além dali apenas o interior da Itália me causa essa intensidade que diz. — fala o homem de modo sincero e até mesmo apaixonado. — Não sou um perito em animais, mas, gostaria de viver no interior, numa fazenda, até mesmo montar uma vinícola.

A fala da inglesa fez com que o Volkov risse de forma leve como a muito não se sentia, uma simples risada verdadeira. — Realmente, estranho imaginar isso, logo eu que vivi na maior parte da minha vida nas cidades, vestindo ternos, mas, a ideia me é atraente, penso nisso desde que fui a primeira vez a Toscana, principalmente cuidar de uma vinícola, passar por cada passo da produção de vinhos, talvez criar animais para sustentar a alimentação junto de algumas hortas. Acho que seria uma boa vida. — diz sorrindo para ela, completamente apaixonado por aquela imagem mental do futuro que ele duvidava que se realizasse. Ele tinha essa imagem de vida com sua falecida esposa, nem sabia porque havia falado disso na verdade, contudo se sentiu tentado a falar sobre aquele sonho esquecido no fundo de sua mente. No entanto, antes que pudessem continuar a conversa, as luzes dos mezaninos diminuíram com a do palco aumentou. — Podemos continuar depois se quiser. — diz sorrindo levemente para a ruiva, ainda mais com a concordância dela, com ele voltando seu olhar para o palco, apesar de que pensava onde poderia levar a jovem para jantar.

Nem mesmo a música conhecida deixou o russo focado tanto assim na peça, não quando as expressões de Sarah eram maravilhosas de se observar, cada um dos sentimentos diante do que via surgindo em sua face delicada. Notar aquelas nuances fez com que o coração de Dmitri acelerar, desviando seus olhos prateados para a bailarina no palco, surpreendendo-se ao não sentir a dor que imaginou que teria ao ver outra pessoa além da mãe dançando em cada cena. Não quando a emoção passada pela jovem no palco se refletia na ruiva ao seu lado, fazendo com que ele sorrisse feliz por poder notar aquilo. Ser agraciado com aquela bela imagem de emoções. Um sorriso compreensivo surgiu na face do loiro ao ver as lágrimas percorrendo a face delicada, com ele logo erguendo a mão para secá-las de modo leve, não conseguindo se conter naquele leve afago, antes de descer a mão e entregar a inglesa um lenço que retirou do bolso do paletó, deixando as mãos entrelaçadas por um momento, ambos segurando por um momento o pedaço de pano que uniam suas mãos e dedos.

Contudo, aquilo era demais, pensou o russo, afastando a mão da de Sarah, voltando seu olhar para o palco, seu rosto quente e coração acelerado. Parecia um tolo adolescente sem saber lidar com alguém tão bela quanto a ruiva ao seu lado. E ele sabia que não estava falando apenas do que via eu seu exterior, mas nas poucas horas que passou com ela naquela espera, era além da aparência, era todo o jeito doce e simples. Das palavras trocadas e dos sonhos que ela compartilhou. Eles mal haviam se conhecido, mas Dmitri sentiu seu coração quente por uma felicidade que a muito ele não sentia, acelerado de um modo que ele pensava que o a jovem pudesse escutar. Ele tentou manter-se atento a peça, a toda a dança elaborada que ocorria a alguns metros de distância de sua visão. Mesmo assim, com a visão periférica podia notar cada movimento da inglesa. Ele desejava ter segurado o lenço e secado seu rosto, queria ter mantido seus dedos entrelaçados por mais tempo, pela peça inteira, por todo passeio, pois já fazia uma lista mental de restaurantes que poderia levá-la após a apresentação.

Apesar do sentimento bom que lhe surgia ao observar a jovem Maison, havia uma pontada de culpa por se sentir isso, apesar de ainda não compreender exatamente qual era aquele sentimento que lhe surgia, melhor dizendo como havia surgido tão rápido, do mesmo modo que compreendia, afinal, Sarah era bela, gentil e inteligente, coisas que sempre o atraíram numa mulher, que o fazia se apaixonar. O Volkov piscou surpreso com aquele pensamento que lhe surgiu. Não podia ser aquilo, não era, forçou-se a dizer mentalmente a si mesmo. Contudo, não isso que parecia, só de estar perto da jovem fazia seu coração se acelerar, seus pensamentos longe de qualquer coisa envolvendo a performance e focados nela, por sorte, ele conhecia aquela apresentação de tantas vezes ver a mãe treinar. — Gostaria de jantar depois daqui? — perguntou levemente, assim que o primeiro intervalo foi dado, ele havia se segurado por muito tempo. Um sorriso se abriu nos lábios do russo diante da resposta de Sarah, rápida como se apenas tivesse registrado a pergunta e ido apenas pela vontade de continuar junto, do mesmo modo que ele se sentia. Não queria que aquela noite se findasse. Dmitri ouviu atentamente cada fala dela, observando cada trejeito, seus olhar prendendo o dele enquanto falava e ele como um tolo a contemplava, cada linha, cada movimento de lábios, cada palavra dita. — Entendo o que quer dizer. — diz de modo sincero e sem pensar muito segurou a mão dela, apenas um pouco de contato, pensou, uma forma de se manter ali.

— Eu sinto como meu coração fosse escapar do peito, imaginei que fosse a emoção de ver a performance que há anos não via e que só tinha na mente que minha mãe poderia fazê-la com perfeição, mas a verdade é que… Eu não conseguia parar de prestar atenção em você, no seu olhar para o palco, na alegria que está irradiando por ver tudo, eu… pode ser bobagem, mas parece que fui fisgado, Sarah, a dor que eu sentia ao chegar aqui desapareceu enquanto te ouvia, enquanto te observava. É estranho, mas faz muito tempo, muito mesmo que eu não me sentia assim… Via a beleza do mesmo modo que antes, é como se tivesse aberto meus olhos e eles só conseguissem enxergar você.. — falou de modo sincero, sentindo-se um tolo. — Devo não estar fazendo qualquer sentido e nem mesmo eu entendo. Eu só não quero que acabe, mesmo que eu não entenda.

Ele se sentia quente. Cada pedaço de si parecia estar em chamas diante do leve toque da mão da inglesa em seu rosto, um pequeno tremor percorreu cada parte dele, como se aquele toque fosse uma corrente elétrica que havia o despertado do torpor no qual estava preso a muito tempo. Dmitri não conseguia respirar e ao mesmo tempo sentia seus pulmões repleto de ar graças a ela. As palavras dela sendo um bote no qual ele se agarrava, ele não pensaria, pelo menos nada que não fosse relacionado a Sarah, apenas ela tomava seus pensamentos. Sabia que deveria se preocupar com aquilo tudo, mas naquele momento estava hipnotizado, não queria saber do passado ou futuro, apenas queria aproveitar estar na presença dela e saber que ela sentia o mesmo fez com que o russo se sentisse o homem mais realizado do mundo. Como se a atenção dela fosse o maior presente que poderia receber.

O Volkov se sentia como o rio da história a qual Sarah lhe contava, apavorado com a ideia de se perder, mas ao mesmo tempo ele desejava, ansiava por aquela mudança. Desejava ser mar desde que fosse com a inglesa. Não se importaria de se afogar naquela imensidão que era a jovem. O faria feliz e era assustador o quanto era verdade. E ele se afogou, se sentiu consumido com o simples toque dos lábios da ruiva nos seus, tão leves e doces que o instigaram a retribuir, o instigaram a viver aquele momento com ela, apenas com ela. Beijando-a de forma apaixonada e sôfrega, como se fosse um momento único e estava temendo que aquilo acabasse, que nem ao menos fosse real. Ele sentiu o ar faltar e seus lábios se afastaram dos dela, mas não dela, beijando sua fronte se rosto com uma delicadeza. — Sarah, mia dolce Sarah. Mi sento perso in un sogno, per favore non lasciare che finisca. — Diz em tom sôfrego, o corpo tremendo completamente, ele sabia que estava perdido.

O russo não pode deixar de rir baixo diante do comentário da Sarah, sobre suas palavras serem algo bom, mas ele não disse mais nada, mesmo que as palavras tivessem estado em sua língua por um segundo, antes da jovem selar seus lábios nos dele. Ele queria ficar daquele jeito a noite toda. Nunca pensou se sentir daquele modo, Dmitri se sentia um tolo apaixonado, um adolescente que se apaixonou a primeira vista. Vinte oito anos, ele tinha essa idade atualmente e um monte de coisas complicadas para cuidar, estar ali com a inglesa era perigoso, mas foi como respirar novamente. — Sim, foi algo bom. De você direi apenas coisas maravilhosas. — responde, logo puxando as mãos entrelaçadas e beijando a dela com leveza. — E eu não quero que essa noite não termine, poderia ficar aqui para o resto da vida... Por isso, gostaria de te perguntar... Gostaria de jantar, digo, eu havia planejado, mas... ia questionar você e a Lipa... mas... Eu quero te convidar para jantar, após o espetáculo se... bem, quiser. — fala um pouco nervoso, dava até mesmo para ver um pouco de rubor na face do homem que naquele momento se sentia muito jovem e tolo, contudo não conseguia parar e nem queria.[/narração]


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Joris Ticheler
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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemInglaterra [#214483] por Sarah Scarlett Maison » 28 Mai 2021, 01:28

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    Ready or no, whether you know just where you're headed to.
    Give it a while I promise I'll reveal my plans for you

    TRAMA PARTICULAR - 03



    Ela sorriu com brevidade, apenas a linha sutil dos lábios ao ouvir sua exclamação. De fato foi sair de todas as zonas de conforto que a vida lhe impôs que a trouxe até experiências como aquela que estava vivendo. Há tempos não conseguia ser capaz de cogitar a continuar o passeio sem a pessoa que lhe convidou e agora sentia-se estranhamente à vontade com aquele homem de poucas palavras e de energia intensa. Sim, Sarah sentia a sua energia e quando deu por si, mão dele colocou a mecha atrás de sua orelha com uma gentileza ímpar, fazendo com que ela fitasse seus olhos cinzas como as tempestades de verão de sua chácara por mais tempo que deveria, provocando um silêncio. Ainda sim, não se retraiu, apenas deixou que aquela sensação lhe desabrochasse um sorriso, desta vez, com os dentes aparecendo. — Está se desculpando por ter sido gentil comigo? — Indagou curiosa com aquele comportamento. — Não há problema, Dmitri. Eu deveria ter prendido meus cabelos, assim ficavam no lugar. Acho que fiquei com receio de me atrasar. — Ela não sabia ao certo como continuar. — E eu tenho uma estranha sensação de já ter vindo aqui antes... — Confessou com seu interior inquieto por não reconhecer nenhum traço realmente familiar.

    Seu comentário tão específico com seu cabelo a fez ganhar um rubor a altura das maçãs do rosto, mas ela não se sentia desconfortável. Os tons de outono lhe traziam uma sensação gostosa. — Não que você tenha perguntado, mas eu sou a única ruiva da minha família — ela tocou no assunto porque gostava muito dos seus cabelos. — Minha mãe disse que eles são assim por conta da conexão que tive para sobrevivermos a gestação, eu e ela. É uma história longa, mas o final é feliz ao menos. Estou aqui. — Mudou de assunto para não deixar o clima pesado. Não tinha o hábito de contar a história da maldição familiar que quase a fez não existir, afinal, não tinha sentido algum se ela mal conhecia esses familiares. — Rússia? Eu nunca estive lá. Um pouco longe. — E então prestou atenção na carga emocional das suas palavras e a forma que seus olhos ganhavam um outro brilho quando mencionava os palcos e o Palazzo. — Deve ser um lugar incrível. O jeito que você fala do Palazzo... — ela pausou, pois procurava uma palavra em específico para tentar definir. — Lipa fala da mesma forma intensa, como se houvesse muito mais que espetáculos. Não sei definir o que sinto quando menciona É interessante. — Ela então fitou os olhos do rapaz mais uma vez e acabou desviando para o palco, mantendo as suas duas mãos unidas e pousadas sobre os joelhos. Aquela confissão a surpreende e ela volta a olhar para ele com um ar de curiosidade. — Ora! Eu não gosto de fazer pré-julgamentos ou tentar deduzir como são as pessoas sem conhecê-las. E perdoe-me por isso, afinal, estamos juntos há apenas algumas horas, estou perdida no tempo — movimentou seu lábio pressionando um no outro por puro reflexo — mas eu não consigo imaginar você um rapaz de campo! — Tentou esconder um sorriso, mas não foi capaz. Tinha se divertido com aquilo, não em tom de deboche, mas de surpresa mesmo. Ela amava quando as pessoas falavam algo do coração. — Lidar com animais é muito intuitivo, eles gostam quando você é de verdade, quando os respeitam. E eles sentem a sua energia, não há nada que possa esconder da natureza. Eu acho que é isso o que chamam de instinto. — A última palavra saiu com um suspiro inspirador e não demorou para ela tornar a se ajeitar e perceber sua "viagem". — Pareço uma maluca falando disso, mas não vou me desculpar. Gosto desses devaneios.

    A risada de Volkov fez com que alguma coisa no interior de Sarah acelerasse, como se uma de suas células simplesmente perdesse o curso e não soubesse mais como executar as simples tarefas. O riso contrastava com suas feições duras e extremamente formais; era como o gelo que se rompe no lago mostrando suas águas cristalinas ao fim do inverno. Ela sustentou uma feição alegre enquanto o via narrar com um brilho nos olhos a vida simples que ela vivia desde pequena. O paradoxo da vida. Ela nunca almejou nada além de sua vida no campo e ser feliz dando boas risadas. As luzes do teatro diminuíram e o palco se sobressaiu. Ela olhou para ele de relance, sentindo o sangue correr nas veias com a ansiedade do que estava por vir diante de seu primeiro espetáculo e assentiu educadamente com a cabeça. Ela queria continuar depois. Havia muito o que surpreender naquelas águas geladas. E então a música fez com que ela esquecesse absolutamente tudo ao seu redor e apenas desfrutasse o momento. Ela havia lembrado que lugar era aquele.

    O ballé era apaixonante. A precisão, o sentimento, a sensação de estar à beira de hipérboles a cada nota. Ela sentia com o coração o espetáculo e se questionava os motivos de nunca ter estado antes em uma apresentação. É claro que não teria condições de viver tamanho prestígio de um mezanino privet, mas podia ser muito feliz também em qualquer lugar. É claro que Sarah Maison estaria deslumbrada, tal quanto sua mãe, décadas antes, quando levada para ali com Paul Maison em encontros antes e depois de namorarem. A ruiva tinha certeza que estava vivendo memórias que sequer eram delas e o seu peito abrigava um sentimento único. Deveria agradecer à Fillipa por isso. E claro, ao próprio Dmitri que aceitou manter aquela noite de pé e fazê-la inesquecível mesmo sem ter obrigação alguma com ela. Não era uma pessoa emotiva, ainda que vivesse intensamente a vida. No entanto, não impediu que as lágrimas emocionadas caíssem lentamente pelo seu rosto.

    O transe contemplativo de Sarah mudou de estágio no instante que sentiu os dedos quentes e suaves de Dmitri percorrerem a linha feita por sua lágrima. Aquele toque inesperado fez com que seus olhos se fechassem e o rosto suavemente encostasse ansiando um pouco mais do gesto. A sintonia que havia parecia dizer silenciosamente para o rapaz, que de um modo tão fluido e espontâneo colocou um lenço em suas mãos e ali ficou tempo suficiente para mudar tudo. Sarah esticou lentamente os dedos para que se encaixassem apenas com o movimento. Não conseguiu perceber o quanto aquilo durou, mas seu interior estranhamente lamentou quando ele se afastou e olhou para o palco praticamente fechando uma cortina entre o espetáculo particular que haviam encenado. Ela se pegou num dilema. Não sentia aquelas faíscas há muito tempo, ainda que... Sua mente praticamente apagou as imagens que tinha e ela virou seu rosto intuitivamente para olhar para Dmitri. Ele estava sério, mas não havia rigor em suas marcas de expressão. Ela achou prudente não o encarar, então simplesmente voltou a tomar controle de si e inclinou a cabeça para baixo limpando as suas lágrimas. O que tinha acabado de acontecer e por qual motivo ela se sentia assim?


    Seus olhos permaneciam fixos no palco e seus músculos não ousavam se mexer. As mãos estavam agarradas de modo firme ao lenço, pousadas em seus joelhos e sua respiração estava fraca. Era como se seu corpo estivesse com receio de estragar algo que o cérebro não processava, mas o coração sabia que era agradável. Não conseguia retornar ao estado contemplativo de antes, não com sua mente projetando-lhe um turbilhão de imagens que ela tentava esquecer. Seus olhos ansiavam encontrar os de Dmitri, mas os resquícios de sua racionalidade a impediam. A sensação da mão afagando sutilmente seu rosto continuava vívida ali como um rastro de fogo durante todo o espetáculo até que as luzes, enfim, se acenderam. Sabia que era uma questão de tempo para encarar as novas verdades. Sua tagarelice de antes deu lugar a um silêncio, pela primeira vez, desconfortável.

    A voz dele adentrou seus ouvidos obrigando seu corpo a sair do estado de torpor. — Eu quero. — A resposta saiu mais rápido que seu próprio pensamento e ela reuniu suas forças para fita-lo. Não queria que o que estava sentindo findasse, não quando há tanto tempo não conseguia se sentir tão viva. — Quero dizer, não precisa se incomodar, caso tenha algo para fazer. A Lipa tinha dito que poderíamos dar uma volta depois da apresentação, mas quero que fique à vontade, Dmitri... — Sarah pronunciou o nome dele com um suspiro que não deveria.

    Olhou para suas próprias mãos que carregavam o lenço. Queria encontrar alguma desculpa que justificasse um novo contato. Ela então sorriu pela bobeira que vagueava em seu interior. Limpou o rosto com delicadeza mais uma vez por puro pretexto. Nunca tinha agido daquela forma. — Você tinha razão quanto ser um espetáculo incrível. Está sendo maravilhoso... — Uma ponderação para saber se expressava ou não o que estava em seu âmago e então decidiu não temer o que quer que pudesse acontecer a partir de agora. — A noite toda, inclusive. Eu não me sentia deste modo, à flor da pele, há tanto... Para ser sincera — a inglesa colocou as suas mexas de cabelo atrás das orelhas ao sentir um calor lhe subir pelo pescoço — eu não sei dizer se já me senti assim. — E então sorriu com toda a verdade que podia. Sarah tinha noção que essa euforia se dava sim por conta de Dmitri, ainda que o espetáculo a tivesse despertado uma grande emoção, mas tinha certeza de que se Fillipa estivesse ali, não estaria tão alterada.

    Desde que teve contato com o mundo, apenas uma pessoa conseguiu despertar uma sensação parecida com aquela. Sarah tentava reprimir todos os pensamentos que levavam à Sartori, pois sabia o quão errado era aquilo para todas as partes envolvidas. Havia esperado muito tempo para viver com ele todos os seus sonhos de vida, mas agora que o momento tinha chegado e estavam enfim namorando, era como se continuasse com uma grande sensação de vazio em seu peito. Será que era por conta de toda ausência? Havia se acostumado com aquilo? Ela não queria pensar nisso e muito menos se culpar por qualquer coisa. Não havia mais passado e futuro, pela primeira vez ansiava viver o atual momento sem ponderar as consequências. O espetáculo abriu seus olhos e fez com que suas emoções escondidas simplesmente jorrassem da fonte do seu coração.

    A mão de Dmitri tomou a sua e a energia daquele ato intencional fez com que ela não conseguisse mais desviar sua atenção. E então suas palavras. O Volkov descrevia o que a própria Maison conseguia vislumbrar, dando-lhe ainda mais certeza e coragem de que estava no curso perfeito do destino. Nem mesmo se o elo entre eles tivesse propositalmente faltado a apresentação, aquilo teria tantas chances de se desenrolar. Seus olhos castanhos estavam mareados e o sorriso não cabia no rosto com tamanha reciprocidade. Não tinha necessidade de tentar entender o que estava acontecendo, o sentir bastava.

    Foi a vez dela erguer a mão e levar ao rosto dele, onde deslizou sentindo não apenas sua pele, como também seu calor e a verdade em tudo o que tinha dito. — Eu nunca ouvi algo assim antes e você nem precisava dizer isso tudo para despertar em mim o que despertou. Não sei em qual parte da noite nos deixamos levar e eu só peço que... – Faltavam palavras e ela não queria soar tão polida. Não agora que havia se tornado tão transparente. – Não precisamos pensar em nada, por favor. Só... Vamos... – Ela sorriu e fez carinho também em sua mão. — Gibran, um autor que gosto muito, certa vez falou que antes de um rio entrar no mar, ele treme de medo. É assim que me sinto agora — precisava ser sincera com ele ainda que omitisse outras questões as quais resolveria somente quando a vida lhe chamasse outra vez. — Ele olha todo o caminho que percorreu e tem medo de desaparecer para sempre quando se torna oceano. Mas não há outra maneira. Ele precisa se arriscar e entrar... para descobrir que é imensidão. — Ela confessou olhando em seus olhos, sabia que entenderia. Sorriu uma última vez e se aproximou o suficiente para inebriar-se em sua respiração. Seus olhos se fecharam antes mesmo de seus lábios se tocarem. O rio virou oceano em um beijo delicado.

    Sarah conhecia o amor, mas não a paixão. Sabia o que diziam sobre o primeiro ser paciente e em tudo esperar. Ali não era assim, ela desejava ser a imensidão, mesmo que com toda a sutileza em cada toque, palavra e ação de Dmitri. Sentia seu corpo se encher de energia, a ponto do calor que emanava de sua nuca se espalhar pelos seus braços, pernas, por cada célula. Não tinha tantas experiências de beijos, ainda que tivesse tentado algumas vezes ao longo do seu período na França para saber se eles provocariam algo dentro de si, como todos os seus amigos insistiam que uma hora aconteceria, mas o momento jamais chegou. Até ali. Somente quando precisou do ar para se manter viva que lembrou onde estavam. Sentia a mão trêmula de Dmitri e uma necessidade ímpar de não permitir que nada lhe afligisse. Seu sotaque italiano e todas aquelas palavras confusas saíam doce de seus lábios, assim como seu beijo, e levemente envergonhada, porém muito feliz ela sussurrou. — Dmitri... Eu sei que estou atordoada com o que estamos fazendo... — seu tom de voz era suave e divertido, com uma leveza que vinha do coração, enquanto mantinha seus lábios roçando nos dele. — Mas ainda que tivesse plenamente capaz, eu não entenderia o que disse. Espero que tenha sido algo bom — ela foi obrigada a abrir seus olhos para demonstrar seu sorriso como uma tentativa de dizer que estava tudo bem. Beijou apenas selando o momento uma última vez, se certificando que era verdade, e se ajeitou, mantendo seus dedos entrelaçados. Deu uma risada breve, sem jeito, com seu comentário gentil. — Eu estou um pouquinho nervosa e sentindo emoções que não sou capaz de descrever. Não quero que a noite acabe com o espetáculo. — E então ele tomou sua mão e a beijou em um gesto tão terno que nem se fosse o metal mais sólido do mundo teria resistido.

    A ruiva concordou com a cabeça, fazendo carinho em uma das mãos dele com o polegar e deslizando os dedos com suavidade pela lateral do rosto dele, como se fosse um gesto tão simples de ser feito, porque agora era assim que ela sentia. — Eu quero. — Disse baixo e ficando igualmente vermelha como ele. Não conseguia tirar o sorriso dos lábios. — Eu já queria antes... Agora só peço para ter um pouco mais disso — referiu-se à sensação de acolhimento e de nervosismo que sentia — com você. E... Não sei se devo me desculpar por estar parecendo uma boba, — sustentou um novo sorriso, ainda acariciando as costas de sua mão — mas a sensação que tenho é de estar esperando seu convite há mais tempo que alguns instantes. Isso me deixa sem graça — confessou com uma risada mais divertida. — Então que bom que não vamos precisar ficar aqui até o resto da vida, vamos estar juntos em um outro lugar — brincou com a frase do rapaz.



    INFORMAÇÕES ADICIONAIS:

    Interação: Dmitri Volkov • Citados: Filipa Giovanardi (Lay) • Música: Ready or not - Drakeford
    Sarah veste isso e uma maquiagem muito sutil como nesta foto dela
    Notas: EU NÃO TENHO MA-TU-RI-DA-DE PARA ESTES DOIS. .DD: DANDY NÃO ME ILUDE!
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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemRussia [#216273] por Dmitri Volkov » 02 Ago 2021, 23:44

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I wanna be a good boy I wanna be a gangster 'Cause you can be the beauty And I could be the monster.


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O Volkov não sabia como chegaram a aquilo, não fora isso que ele havia planejado em nenhum momento. Mas ele definitivamente não conseguiria parar, deveria, só que ele não conseguia. Estava deslumbrado, se podia existir paixão à primeira vista, bem, ali estava ele. Como um tolo apaixonado, um adolescente, não um homem feito. Dmitri seu viu, muitas vezes, durante a apresentação, não fintando a peça e sim a bela jovem sentada ao seu lado, a qual ele não conseguiu soltar a mão em nenhum momento. Nem mesmo quando a apresentação finalizou, seu olhar focando no rosto dela, na felicidade, na admiração dela com tudo que via e ele por ela. — Onde gostaria de jantar? — perguntou levemente, beijando a mão que segurava entre as suas. — Pensei em alguns lugares, mas gostaria de saber o que gostaria de comer, do que gosta de comer. — questionou de forma leve, mas sem soltar por um momento a mão dela, ou de traçar cada detalhe.

— Conheço um lugar que além de ótima comida, tem uma vista maravilhosa. — comenta sem conseguir parar de sorrir ao encarar a jovem. — Eles tem pratos com carnes, mas o menu deles é bem variado, mas posso pensar em outros lugares específicos. — diz, novamente passando os dedos pelo cabelo dela, aproveitando-se um pouco para tocar a face dela. — Você gostaria de conhecê-los? Os bailarinos. — Ele havia se esquecido que teria que falar com a prima ballerina, na verdade ele havia se esquecido de muitas coisas estando com Sarah ao seu lado. Era como se tivesse entrado em um mundo novo onde tudo parecia melhor e tudo estava girando em torno da inglesa. E quando ela o beijou de modo leve, Dmitri sentiu todo seu corpo estremecer, como se cada célula que o fazia ele precisava e sentisse aquele leve toque dos lábios da jovem. — E não iremos demorar. — reafirmou as palavras dela, a beijando novamente com delicadeza nos lábios, antes de fazer o mesmo por seu rosto. — Vamos?

Ele não conseguia parar de admira-la até mesmo no simples gesto de arrumar o vestido, um sorriso surgindo nos lábios do russo quando ela segurou seu braço. Dmitri a guiou para fora do mezanino, caminhando para onde sabia era os bastidores. — Mesmo? E o que achou antes e agora ao ver o espetáculo? — questionou, não apenas por querer ouvir a voz da jovem, mas por interesse na conversa tão fácil que tinha com ela. O russo quase perdeu o sorriso por um momento ao ouvi-la falar sobre a mãe, quase pedindo desculpas por fazê-la lembrar disso quando a viu sorrir. Não conseguindo retribuir feliz ao vê-la com aquele sorriso, a alegria nele. — Não há necessidade de agradecer... Quero trazê-la sempre aqui, mas devo dizer... Adoraria leva-la nos teatros na Itália. — diz um pouco sem graça, o rosto levemente vermelho enquanto andava com ela ao seu lado, esperando uma resposta um tanto nervoso, mas logo não podendo deixar de sorrir com a resposta da inglesa. — Pensei que estivesse um tanto obvio que eu gostaria de vê-la novamente. — comentou de modo simples. — E sim, você pode criar seu roteiros, vou adorar acompanha-la, seja para que conheça a Itália ou para qualquer lugar que deseja ir, eu irei com você.

O russo não sorria tanto fazia um bom tempo, na verdade era difícil vê-lo dar um que fosse complemente verdadeiro como agora, e quando ocorria era de modo exclusivamente seleto e nunca por muito tempo. Conforme Dmitri crescia ele foi perdendo o verdadeiro sorriso, aquele que exibia quando ainda era uma criança, apesar de que por um bom tempo durante a adolescência e o início da vida adulta foi possível notar. Contudo, ali com Sarah era como se voltasse aquela época, onde tudo era mais simples. Quando ainda podia ser cegado pela mãe e ver o mundo com beleza. Era assim que ele se sentia ao lado da inglesa. A conversa transcorrendo de forma simples, mas o olhar prateado do homem se mantinha em cada gesto dela, mesmo quando chegaram aos bastidores, e ele com toda sua eloquência e habilidade com publico moveu a conversa com todos os bailarinos, apresentando todos a jovem e ela a eles. Em nenhum momento ele perdeu cada movimento e detalhe, as vezes claros se pegava pensando o que estava fazendo, aquela parte sã que sabia que sua vida não era aquela beleza. Então vinha aquela única frase que o fazia ficar preocupado ao mesmo tempo que completamente rendido e concordar: “Tinha como se apaixonar a primeira vista?”

Esse questionamento ficou em uma parte de sua mente naqueles minutos com os bailarinos, suas respostas curtas, mas educadas enquanto seu foco permanecia na figura de sua acompanhante, mesmo quando seguiram, por fim, a onde queria leva-la para jantar, o Volkov se via pego por um gesto da inglesa, uma fala, um mover de lábios. Talvez ele fosse capaz de morrer de felicidade, pensou. Afinal, quando se vive numa tragédia, onde ou você é comido pelo monstro ou se torna um, ter aquela alegria era capaz de matar pela simples beleza daquele momento. Porém, o loiro fastou aquele pensamento enquanto seguia com Sarah pelas ruas de Paris, em dado momento, notou que a jovem parecia encolher, talvez pela frio que começava a fazer, com ele, sem pensar muito tirando seu paletó e colocando sobre os ombros dela. — Eu deveria ter pensado em vir de carro, assim ficaria mais confortável, vou pedir o aluguel de um... — a resposta de Sarah acabou fazendo o homem rir baixo. — Concordo, apesar do frio que está começando a fazer, o céu está belíssimo, mas não tanto quanto minha acompanhante. — responde, soando um pouco piegas com aquilo, mas ele não se importava.

— Não, não é muito longe, apenas sugeri para que não se resfrie. — comenta sorrindo um pouco diante da resposta dela. — Como a signorita ordenar, pedirei para ao menos deixa-la em seu hotel. — fala oferecendo um acordo, o qual foi aceito, notou ele, com um pouco de hesitação. A conversa voltou a transcorrer como antes, com eles falando de tudo e nada ao mesmo tempo, onde faltava algo, o silencio retornava, mas não aquele que era constrangedor, mas um em que ficavam na mesma sintonia um do outro, os passos um ao lado do outro, os braços se tocando enquanto andavam e a situação não se modificou tanto quando chegaram ao restaurante. Podia ser bobo, mas a cada palavra, cada descoberta sobre a jovem, fazia com que o coração do russo palpitasse, ele queria tocá-la novamente, queria beijá-la, contudo não queria passar dos limites, se restringindo ao toque das mãos dela, com ele algumas vezes ficando um tanto sem graça ao constatar as marcas que as suas tinham. Cortes antigos, calos, as mãos de um membro da máfia. De um homem que havia aprendido a matar e torturar. — Que eu sou muito egoísta. — respondeu o loiro, após suspirar diante do questionamento da ruiva. — Mas não consigo soltar suas mãos, mesmo que as minhas sejam maculadas, não consigo parar de pensar que... gostaria de te beijar novamente. Egoísta, não? — questiona um tanto nervoso, talvez constrangido, apesar de não ser notável.

Como ele, um monstro criado, poderia se julgar digno de todo aquele carinho, muito mais que isso como ele ousava dizer tais palavras? Era egoísmo, mas que se fosse permitido, ele tomaria e se condenaria por isso depois. Mas ele não poderia negar, ele deseja aquela beleza para si, aquela doçura e compreensão. Sarah era seu anjo e mesmo que fosse tolo, estranho que se sentisse assim em tão pouco tempo, se ela se sentisse daquele modo, ele moveria mundo, mataria para que ela nunca fosse maculada, não por lhe dar a redenção.


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Joris Ticheler
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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemInglaterra [#216906] por Sarah Scarlett Maison » 01 Set 2021, 20:11

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    Ready or no, whether you know just where you're headed to.
    Give it a while I promise I'll reveal my plans for you

    TRAMA PARTICULAR - 04



    A noite seguia com o tempo fluindo sem pressa, ao menos era isso que Sarah sentia. Continuaram a conversar sobre algumas histórias casuais e a jovem supunha que perderia o ar todas as vezes que o sorriso do russo rompia suas expressões sérias, iluminando seu rosto e fazendo os olhos cintilarem. Ela poderia falar besteiras a noite inteira apenas para vê-lo fazer isso mais vezes. Nem mesmo o silêncio eventual lhe causava incômodo.

    A inglesa o fitou por alguns instantes tentando decifrar o que ele estava sentindo no momento e o indagou. – Eu gostaria de saber o que você está pensando, se não for invadir muito o seu espaço... – Suas sobrancelhas acobreadas preguearam levemente ao mesmo tempo em que seu polegar deslizava sobre a mão dele com carinho. Sentia os relevos e sulcos das cicatrizes e calos ali e por mais que sua mente tentasse formular teorias a respeito – que variavam desde ele ser um desportista até um músico –, não era isso que ela de fato ansiava saber no momento. Para sua imensa surpresa, ele respondeu sobre ser egoísta por querer beijá-la e aquilo a fez rir de forma gostosa. Uma risada sinfônica e baixa, vindo com uma negativa de cabeça e um olhar intenso. – Você não acha que eu já roubei beijos demais esta noite? – Seus trejeitos eram brincalhões e ela virou-se de frente para ele quase dançando, inclinou-se sobre seus saltos e levou ambas as mãos para as laterais do rosto do rapaz com suavidade, ignorando qualquer coisa que pudesse estar ao redor.

    Por mais que seus impulsos naquela noite demonstrassem completamente o contrário, Sarah não tinha o hábito de beijar pessoas, sobretudo por estar em um relacionamento - ainda que este seja confuso. Contava nos dedos de uma mão a quantidade de beijos que havia tentado dar e até mesmo o que ela mais esperou por anos não tinha o mesmo impacto do que havia dado em Dmitri nesta noite. Ela simplesmente poderia passar mais anos sem beijos se não fossem como os dele. Se não fossem os dele. Já não havia mais certo ou errado, tampouco alternativas. – Você não faz ideia do quanto eu estou sendo egoísta nesta noite... – confessou sobre sussurros algo que somente ela entenderia. – Só que eu simplesmente não consigo, ou melhor, eu não quero resistir. – Ela sorria enquanto falava próxima à ele, olhando em seus olhos acinzentados, acariciando sua pele, sua barba por fazer. – Mas eu não tenho problema em beijá-lo de novo se esta for sua vontade... – Seus olhos se fecharam assim que o hálito quente do rapaz encostou-se em sua pele e provocando um sutil arrepio. Sarah aproveitou para deixar os lábios roçarem devagar. – ...E de novo... – Um sorriso travesso e perigoso se formou entre o beijo e ela se aninhava nele. Pelo frio, pela necessidade de senti-lo junto a si, pela vontade de nunca mais soltá-lo.

    Como saber se deve seguir o que se sente? Como distinguir a razão do coração? E se eles já estiverem misturados, teria nisso algum problema? Seria ruim se ambos estivessem tão conectados que não é mais possível distingui-los? Seria ruim se deixar levar? Um amontoado de perguntas e sensações despertavam um frenesim na mente da inglesa e só cessavam quando sentia que havia reciprocidade – na ânsia, no toque, na confusão. Os dois sentiam que havia uma breve tensão de inexplicados e tinham ciência que uma hesitação poderia ser o suficiente para criar um abismo, por isso ainda que receosos, se mantinham flutuando nas águas turvas.

    Suas mãos inábeis buscavam abrigo nos cabelos do russo enquanto o mesmo desvendava a curva de seu pescoço com suavidade. Aquele toque lhe aquecia bem mais que o corpo... Num movimento reativo devido ao arrepio que lhe subiu a espinha, Sarah arfou ao ouvir o sussurro indecifrável de Dmitri e fechou seus olhos com mais firmeza. A destra envolta de sua nuca contraiu-se levemente por breves instantes e em seguida deslizou a mão livre pelos ombros e tórax do rapaz. Não havia fôlego sequer para formular uma frase. – Eu não compreendo o que diz... – Suas palavras saíam quase em um sussurro e ela já não lembrava sequer onde estavam. – Só não me diga que precisa ir embora agora... – Ao expor seu medo em voz alta, ela sentiu uma dor lhe alcançar o peito e não ousou abrir os olhos para que não fosse obrigada a encarar uma realidade. Suas mãos tremelicaram e ela se permitiu acariciar a nuca do Volkov quase em uma súplica.

    O riso baixo fez com que Sarah tiritasse e somente quanto ele tocou-lhe o queixo, como se fosse um pequeno encantamento, teve coragem de encarar seus olhos acinzentados. Demorou alguns segundos para que retornasse à órbita. Se via no reflexo deles como um espelho d’agua e gostava da sensação egoísta de ser a pessoa a estar neles. Ouviu a explicação dos seus dizeres e não sabia explicar como, mas sentia que eram verdadeiros. Então sorriu com uma fina linha de lábios em timidez, contendo no uma estranha vontade de cair em lágrimas e envolveu Dmitri em um abraço forte, repousando sua face sob o peito dele e sentindo ao longe o ritmo cardíaco do rapaz. Já que ele não partiria por agora, guardaria a lembrança de seu calor e do perfume junto a si para quando fosse inevitável se despedir.

    Nem em metáforas vão causar-lhe mal. — Sarah se permitiu afastar um pouquinho para tornar a perder-se em seus olhos e deslizou as mãos de novo para as dele como se já fosse natural o entrelaçar de seus dedos. — Eu confesso... Que este momento é uma das mais insanas situações que já vivi... — Agora mais leve outra vez devido ao esclarecimento, ela tornava a abrir sorrisos e sentir a face ruborizar. — Não pretendo que faça interpretações erradas sobre mim, eu só... Me sinto segura na sua intensidade e o fato de pensar que a noite já tinha acabado, por um instante, me deixou completamente no escuro. Isso soa estranho demais em voz alta? — Suas sobrancelhas franziram com a indagação enquanto seus pensamentos seguiam desconcertados.


    Estavam quase de fronte para o restaurante quando ela segurou a mão dele com mais firmeza, fazendo com que parasse de caminhar. — Eu não quero estragar os seus planos e não tenho dúvidas que o jantar neste lugar deve ser incrível, no entanto... — Olhou para os lados como se estivesse fugindo de algo e conferindo se mais ninguém os via e não conteve a excitação, rindo baixinho de nervoso e sentindo o frio preencher seu interior. — Posso te fazer uma contraproposta? A noite está linda... As estrelas... E eu conheço um lugar não muito distante que podemos ir. Caso deseje, podemos levar algo para beber ou comer. — Sua voz estava mais agitada agora assim como o ritmo cardíaco. — Por favor... — estendeu novamente a mão para ele com um novo sorriso e faíscas cintilando em suas orbes. Aparataria até o beco se ele topasse aquela loucura. Nem de longe era um décimo do local que ele havia proposto jantar, não havia nenhum requinte naquilo, mas ela sentia que devia apresenta-lo ao seu mundo.



    INFORMAÇÕES ADICIONAIS:

    Interação: Dmitri Volkov • Citados: Filipa Giovanardi (Lay) e Ryan Volkov (Nick) • Música: Ready or not - Drakeford
    Sarah veste isso e uma maquiagem muito sutil como nesta foto dela
    Notas: .saf2 .saf1 Eu nem vou comentar isso.
Editado pela última vez por Sarah Scarlett Maison em 01 Set 2021, 20:11, em um total de 1 vez.
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