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Chimes Gaststatte & Pub Blau

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Re: Chimes Gaststatte & Pub Blau

MensagemInglaterra [#188954] por Marcella N. Nalie » 25 Jan 2019, 21:26

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A garota tinha de controlar os gastos. Já estava ficando apertado se manter na Rússia longe dos pais sem um emprego fixo. Sabia que tinha uma vaga no ministério esperando ela, mas definitivamente não era o que ela queria. Tentaria qualquer coisa, desde que não fosse no ministério inglês. E também não voltaria para casa. Não daria esse gostinho de vitória aos pais. Mas... Suas economias estavam acabando, não? Precisava beber alguma coisa. Sair. Distrair a cabeça. Ainda tinha algo guardado então não esquentaria com isso por hora. O fósforo acaba queimando o corpo todo quando sua cabeça acende. Ela não queria virar cinzas. Estava frio e ela trajava um casaco pesado. Sempre fazia frio na Rússia. Levou alguns currículos em uma pasta discreta. Quem sabe o dono do estabelecimento onde ia beber alguns drinks não estaria precisando de uma garçonete ou coisa do tipo?

Esperar que a noite transcorresse tranquila e sem aparições indesejadas era pedir demais, não era? Suspirou de forma cansada ao ver uma mulher que aparentava ter uma idade próxima a dela se aproximar. Pediu uma vodka em um russo não muito fluente. Inglesa talvez? Marcella era da Inglaterra, mas estudara tempo demais em Durmstrang para que traços de seu sotaque continuassem em sua fala. Não conseguiu deixar de sorrir com a gafe que a outra cometera na fala ao tentar mais uma vez se aventurar pelo idioma russo.— Acho que prefiro continuar sentada onde estou. — Respondeu em inglês para ela, ainda entre risos. Inglês britânico. Enquanto brincava com o canudo de seu drink.— Mas não tenho nada contra que sente aí caso tenha vontade.

— Eu nasci em Bolton, no interior da Inglaterra... Meu russo só é ok porque estudei em Durmstrang do terceiro ano em diante. Mas sei como a língua pode ser confusa pra quem está aprendendo agora. — Levou o canudo da bebida até os lábios, sugando o líquido sem retirar os olhos dos dela. Ela parecia engraçada e, no fim, se sentia bem em encontrar alguém de seu país natal tão longe de casa.— Você só disse que gostaria de me colocar sentada em algum lugar... — Deixou um novo sorriso escapar dos lábios colocando o copo sob a bancada onde estavam paradas.— Mas eu prefiro que você se sente ao meu lado. É mais divertido. O que faz tão longe de casa?

— Ah... Eu estudei em Durmstrang desde o terceiro ano... Com o tempo a gente perde o pouco sotaque que carrega. —Sorriu para a nova companheira de bebida e ergueu o copo do drink que bebia quando ela propôs o drink com a vodka que havia chegado. Levava o líquido aos lábios quando a colega pronunciou a última palavra que Marcella gostaria de ouvir naquele instante. Ministério? Então era uma funcionária do Ministério? O corpo da morena foi atingido por um arrepio incômodo. Era um sinal dos céus para ela desistir de procurar um emprego por conta própria e aceitar seu enfadonho destino aceitando o karma da família e indo trabalhar em algum departamento do ministério inglês? Não. Ela não acreditava nessas coisas e não iria passar a acreditar agora. Era coincidência. pura e simples.— Super secreto, é? — Repetiu as últimas palavras ditas pela garota achando graça de seu jeito um tanto quanto... Desajeitado. — E se eu fosse uma espiã da Bulgária querendo roubar informações suas e estragar sua missão, senhorita... —Fez um sinal com a mão para encorajar ela a se apresentar, coisa que nenhuma das duas havia feito ainda.

— Sangue puro ele? — Sugeriu com um meio sorriso presunçoso. — Essas criaturinhas de sangue puro são péssimas pra entender as referências dos nascidos trouxas e mestiços. — Ela sorriu largo achando o rumo da conversa bastante divertido. Era uma garota leve, no fim das contas. Uma companhia da qual ela realmente precisava, tão pesada estava sua noite.— Você estudou em Hogwarts, devo presumir... Era de qual casa lá? —Levou o canudo de seu drink até os lábios puxando a bebida sem retirar os olhos dos dela.— Estudei em Hogwarts por um ano. Depois fui pra Beauxbatons... E, só então, Durmstrang. Eu era um tanto... Indecisa. —Riu de si mesma e depois do comentário da garota sobre o teor alcoólico da própria bebida.— Eu sou Marcella. E, bem... Não tenho nada a ver com a Bulgária... E nem com nenhum ministério. Graças a Deus...— Brincou.— Está a muito tempo na Rússia?

— Eu sabia! —Ela sorriu depositando o copo que antes segurava próximo aos lábios na mesa. — Esse tipo de gente na maioria das vezes nunca sabe aproveitar o que há de melhor na vida. E o pior... sempre tem orgulho disso! — Suspirou ainda com ar de riso nos lábios.— Melhor casa é? —Ela ergueu uma das sobrancelhas sua risada cada vez mais leve.— Que eu saiba a melhor casa é a Sonserina e não a Lufa Lufa... —Se lembrou da rixa que havia entre todas as casas na época em que ela estudava. O único ano que passou em Hogwarts. Toda aquela futilidade a incomodava. Mas era engraçado brincar com isso anos depois, quando já não estava no meio daquilo tudo.— Digamos que legal foi a palavra exata que se passou pela minha cabeça quando eu soube que poderia ficar trocando de escola. Eu nunca estava satisfeita com nenhuma. Mas Beauxbatons de loooooonge é a mais viajada. Não tem muitos ensinos práticos, sabe? Só querem saber de ficar cultuando deuses e aprendendo etiqueta. Não é pra mim. — Mais uma vez deu uma golada em seu drink, desta sem se preocupar de puxar pelo canudo, bebendo direto da taça. Beauxbatons ainda lhe dava nos nervos.— Em Durmstrang já tiveram um sistema de casas similar ao de Hogwarts, mas houve uma espécie de reforma que, quando eu entrei, já estava em vigor. Hoje em dia são duas dinastias. Ruikovich e Romanov. Uma abriga os de senso de valor forte e a outra os de mente aguçada. Eu sou da Romanov. Em Beauxbatons fui da Melusine que é a casa dos espíritos livres. Bem... Isso resume muito a minha personalidade, né? Já que pode me estudar por cada casa onde eu caí. Em cada lugar por onde passei. Aberlaim! —Estendeu a mão chamando o homem que servia as bebidas e parecia até muito íntimo dela.— Escutei alguém chamando ele pelo nome agorinha mesmo e achei que seria uma boa ideia fazer isso também. —Admitiu em um sussurro para Charlie. — Eu gostaria de mais um desses. —Sacudiu o copo no ar e ele anotou se retirando para trás do balcão.— Então me fala um pouco dessa sua missão. Qual seu departamento? Você é do ministério inglês?


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Re: Chimes Gaststatte & Pub Blau

MensagemEscocia [#188972] por Charlotte Lovelace » 26 Jan 2019, 09:44

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Quem um dia disse a Charlie que o trabalho no Departamento de Criaturas Mágicas podia ser meramente burocrático e, por isso, monótono, não sabia de nada. Fazia pouco menos de um mês que havia sido empregada e já estava na Rússia a trabalho. A missão dos seminvisos acabou rendendo mais do que imaginava. Ao tentar interceptar o tráfico desses animais e prender os criminosos, um deles havia fugido graças a incompetência de um de seus colegas do Ministério levando um dos animais consigo, causando uma boa dor de cabeça ao seu departamento. Agora, o traficante fugitivo havia sido rastreado na Rússia e era responsabilidade do Ministério inglês ir até o país tentar resolver isso com as autoridades locais. Sem sucesso até então. Afinal, a última vez que alguém se escondeu em território russo o final de seus perseguidores não foi muito feliz. Claramente um bruxo habilidoso o suficiente para capturar seminvisos é igualmente habilidoso para se esconder. Pensar que estivera com o criminoso nas mãos, era realmente revoltante para a jovem bruxa.

Charlie duvidava que o bruxo ainda estivesse com o animal em mãos. Poderia apostar que a essa altura, o pobre seminviso já havia sido traficado e seu pêlo já havia sido removido da forma mais cruel possível para a confecção de capas de invisibilidade. Eram raros e valiosos demais para o bruxo arriscar ser pego ainda com o bicho em sua posse, sem lucrar em nada com isso. Esperava que ao menos conseguissem rastrear o paradeiro do pobre animal e pudessem resgatá-lo. Era esse o único motivo que ainda motivava Charlie a permanecer em territorio russo naquela missão, mas a companhia de um colega rabugento mais a baixa expectativa de sucesso obrigavam a jovem bruxa a procurar por um pouco de alívio nas ruas e nos bares da cidade. Por isso, preferiu sair a noite sozinha, conhecer a vida local e talvez quem sabe colher uma informação aqui ou ali. Sua caminhada acabou por levar-lhe a porta de um restaurante simpático e charmoso. Em qualquer outro dia, seria o ambiente ideal de Charlie, mas não aquela noite. Aquela noite, o estabelecimento azul ao lado com cara de problema parecia combinar melhor com seu humor.

Ao entrar, aproximou-se do balcão do bar e com um sorriso forçado pediu um copo de vodka ao atendente. Quase todos os lugares ao balcão estavam ocupados, exceto por aquele ao lado de uma mulher morena e bonita, de aproximadamente mesma idade que a sua. - Boa noite. - Cumprimentou em um russo arranhado. Ficou um tempo encarando a morena enquanto tentava se lembrar das palavras corretas - Posso... te sentar aqui? - Perguntou apontando para o banco vazio, sorrindo fino apenas por educação, sem perceber a pequena gafe. Charlie não entendeu nada da resposta da mulher, embora estivesse na mesma língua que a sua natal. Encarou-a um pouco confusa, porém aliviada com a resposta em inglês. - Você fala inglês? Graças a Deus. - Sentou-se com o corpo um pouco mais relaxado. - Nunca pensei que russo seria tão difícil. - Desabafou. Olhava para a estranha com um sorriso simpático no rosto enquanto escutava brevemente sobre sua história. Era reconfortante poder encontrar alguém com quem poderia jogar conversa fora tão longe de casa e que entendia bem a língua local. Seria útil. - Eu não te fiz nenhum convite indecente, fiz? - Riu de si mesma, mas por dentro realmente preocupada. Soltou o ar aliviada ao ouvir que não. Então era uma gafe contornável, sem grandes danos. - Ok? - Exclamou impressionada. - Eu podia jurar que era nativa. Você fala muito bem, sem sotaque nenhum - Havia escutado a mulher fazer seu pedido. Não que soubesse diferenciar um russo puro do russo com sotaque, mas ela não tinha.

Finalmente o garçom chegou com seu pedido. Pegou seu copo e ofereceu a nova companheira em um brinde. - A pessoas que podem sentar onde quiserem. - Riu um pouco da própria piada e deu um gole em sua vodka, sem conseguir disfarçar a careta. Já havia bebido vodka muitas vezes antes, mas nunca na Rússia, não estava preparada para a sua força. - Estou a trabalho. Vim em uma missão do Ministério da Magia. - Respondeu como se nada tivesse acontecido e aquela bebida não tivesse subido rápido. No segundo seguinte, já não sabia se deveria ter dito isso. - Mas shhhhhh…. missão super secreta. - Disse levando o dedo a boca em sinal de silêncio, mas sem nem mesmo ela conseguir se levar a sério.

Que legal! - Comentou animada ao ouvir que a morena era de Durmstrang. - Eu conheci uma vez alguém de lá também. Garfield Hunt, trabalhamos juntos. Ele era tão preguiçoso quanto o gato. Tentei dar lasanha pra ele de presente mas acho que ele não entendeu a referência - Divertiu-se com a lembrança de um dos muitos lugares onde já havia trabalhado antes de chegar ao Ministério. Era realmente uma pena que ninguém tinha entendido a referência, foi uma ótima piada incompreendida. - Secreta secretissima - Confirmou. Porém, a pequena brincadeira da morena fez com que Charlie ficasse séria no ato. Por um minuto pensou que poderia estar comprometendo toda uma missão até se tocar que não fazia sentido nenhum uma espiã búlgara estar interessada em sua missão. - Então eu estaria com problemas. - Comentou pensativa. Sabia que a morena estava brincando, mas e se não estivesse? E se estivesse usando o velho truque de usar de humor com uma situação absurda que nunca seria revelada naturalmente para falar a verdade sem levantar suspeitas? Charlie virou o copo de vodka quase que por completo. - Wow, isso é realmente forte! - Riu nervosa até perceber o que a companheira estava esperando. - Ah! Charlie. Mas se você for uma espiã da Bulgária, não deveria saber disso. - Não que a Bulgária estivesse interessada em sua missão, mas Charlie gostava da ideia de roleplay.

Charlie apenas afirmou com a cabeça a suspeita da morena. - Com orgulho. - Disse com um tom de deboche sem desconfiar que talvez sua nova companheira de bar pudesse ser uma também e se ofender. Com aquele sorriso? Duvidava! Era lindo. Charlie sorriu com a menção a sua escola do coração. - A melhor casa, Lufa-lufa, é claro. - Estufou o peito com orgulho para falar. - E você? Bom, acho que se fosse lufana lembraria de você - Perguntou pensativa. Marcella não parecia ser muito mais velha do que ela, talvez tivessem estudado na mesma época durante a breve passagem da mais velha pelo castelo. Chutaria Grifinória, se pudesse, mas não esperava ouvir a dona daquele sorriso lindo defender a Sonserina. Logo Sonserina? Ninguém é perfeito, né? - Sonserina? - Torceu o nariz de brincadeira, mas nem tanto. - Acho que você está confundindo. Sonserina é aquele pessoal que não sabe aproveitar a vida e se orgulha disso. - Riu um pouco abafado, mostrando que estava apenas provocando-a pela graça da competição clássica. Mas era realmente difícil encontrar um filho de Salazar que não se enquadre nessa descrição.

- Que legal! - Exclamou ao ouvir sobre a caminhada academica de Marcella. - Digo... Não trocaria Hogwarts por nenhuma outra, mas conhecer todas as escolas deve ter sido bem legal. Vocês também tinham casas em Durmstrang? - Estava realmente interessada. Adorava conhecer pessoas novas e aquela não mais estranha parecia ser bem interessante. Havia um mistério e Charlie gostava disso. - Na verdade, não. Sonserina, Romanov e Melusine. É um desenho bem interessante de personalidade. Não que eu saiba muito sobre Romanov ou Melusine. Ah! Eu sei da Anastácia. É verdade que ela era bruxa? - Lembrou-se da lenda que havia ouvido sobre a fictícia sobrevivência da princesa Romanov. - Aberlaim - Chamou também o garçom, rindo da confissão da mais velha - O que você sugere para uma turista que quer agradar sua boa companhia local? - Perguntou com um tom doce para o homem que lhe servia e seguiu sua recomendação de um drink com vodka gelada. - É sempre bom fazer amizade com o garçom. - Piscou para Marcella - Quase uma semana, Marcella-não-da-Bulgaria-e-nenhum-outro-ministerio-graças-a-Deus - Brincou, respondendo a pergunta anterior de Marcella sobre a quanto tempo estava na Rússia - E a missão nem é tão secreta secretissima assim - Deu de ombros. - Sou de criaturas mágicas. Sou novata, na verdade. Mas sim, sou do ministério inglês. Precisava pagar as contas - Comentou com uma expressão de aceitação e conformidade. Realmente não era seu emprego dos sonhos, mas não era tão ruim assim. - E você? O que faz para pagar as contas?


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Editado pela última vez por Charlotte Lovelace em 27 Jan 2019, 23:51, em um total de 2 vezes.
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Re: Chimes Gaststatte & Pub Blau

MensagemInglaterra [#192958] por Charles Badgley » 06 Jul 2019, 13:37

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~ Wherever I Go
Parte I


    Entrou no pub fazendo sinal para que a atendente lhe trouxesse sem demora uma garrafa de whisky. Sabia que não precisava agir como se esperasse constante urgência por parte das outras pessoas, mas ele próprio propagava aquela ansiedade a todo momento. Aulas para montar, criaturas para cuidar, crianças e adolescentes para educar, provas e atividades a corrigir... Um turbilhão de coisas a fazer que nunca...! Jamais! Ele imaginaria se tornar responsável.

    Sentou-se em uma cadeira tosca em frente a uma mesinha e respirou fundo, vendo se aquela sensação diluía e ia embora com a transpiração na tentativa de absorver, em contrapartida, a atmosfera que propagava dentro daquele pub. O que na verdade, se levar ao pé da letra, ele estaria mais fodido do que já estava vide a total melancolia que o local e seus empregados exalavam. Meneou a cabeça ao avistar o whisky se aproximando. Veja só! Algo a lhe salvar. O mundo não estava perdido.

    Tomou um gole sentindo o total prazer da bebida quente lhe apaziguar e, após, consultou o relógio em seu pulso, vendo que estava adiantando uns quinze minutos. Foi tempo suficiente para diminuir as suas pulsações, a preocupação e a ansiedade do ofício e apreciar metade daquela garrafa que lhe custaria uma boa parte de seu salário. Não é necessário dizer que recebeu com um ponto a mais de alegria os três amigos de longa data e por quem até então aguardava: Edric, Jordan e Allan... A nostalgia de seus anos em Hogwarts lhe veio com os abraços e os murros que davam e recebiam nas costas, extravasando de forma agressiva, mas cheia de satisfação ao conseguirem se juntar de novo.

    Edric era o mesmo, de fisionomia e de tudo, mas Charles também não diria algo diferente de si. Allan só aparecia mais esquisito e mais feio se é que isso era possível. Jordan que estava totalmente diferente. Seus olhos verdes ainda chegavam primeiro, mas parecia que o cara foi enclausurado em um sistema de formação de monstro e só agora saiu da jaula. Era visível como o seu peito se alargou e mesmo coberto por um pesado casado, a vestimenta lhe apertava nos braços talvez de forma proposital.
    – ... Mas 'tá gostoso, hein? – Riu de frente ao amigo antes de ajudá-los a pegarem mais cadeiras em volta daquela mesinha.

    Na verdade, não fazia tanto tempo assim que não se viam, talvez uns dois ou três anos? Ok, era um tempo razoável para terem muita coisa para contar. Edric, sempre o mais trouxa, passou a falar de forma tediosa de um rolo com uma garota e uma suposta gravidez. Foram salvos pela interrupção de Allan que parecia estar ali apenas para chorar um emprego. Badgley pediu mais uma garrafa de whisky, rezando para que os amigos dividissem a conta não só daquela, mas também da primeira que eles ajudaram a terminar... Foi no... Décimo...? ...Gole que ele começou a se arrepender daquele encontro. Os mesmos papos e as mesmas brincadeiras do tempo de colégio que passaram a minar a sua já curta paciência. Tomou a oitava (???) dose e por algum momento, não se sabe de onde, ouviu perguntarem de Kamille. Levantou o dedo em um movimento aleatório para sinalizar que sim, ainda namorava à morena - foi essa mesma a pergunta? –. Por mais que estivesse um tanto alterado, percebeu os risinhos irônicos e maldosos que se fizeram depois, principalmente por parte de Jordan.
    - ... E então você se tornou professor, Charles? –

    - E trabalhando que nem um corno. –
    Todos deram um riso nervoso, menos Allan que disse que preferia ser corno do que desempregado. – Há um tempo atrás ouvi muito o nome de Dernach por aí, inclusive acho que até a vi em uma capa de revista... –

    - No ''profeta''? No ''lumus''? Ou no ''Amigo da Bruxa''? Tenho todas! –
    Disse com muito orgulho como se ele mesmo tivesse ajudado um time a ganhar uma taça de quadribol. - Minha namorada é uma gostosa em tudo que faz, Jordan. – Finalizou o assunto, externando uma leve irritação. Conhecendo quem eles eram, entendeu que o deboche, principalmente de Jordan, estava no fato de Charles ser um ‘mero’ professor enquanto Kamille em seus vinte e poucos anos possuía profissionalmente uma posição de destaque. Procurou em seus pensamentos o porquê daquilo lhes incomodar. No fundo sabia os motivos, mas ali chegou à conclusão que não detinha da capacidade de refletir em nada com muita profundidade e concluiu apenas que não lhe agradava o fato de que havia um trio de macho interessado demais em sua namorada.

    Consultou o relógio uma segunda vez pensando em que desculpa usaria para voltar à Durmstrang. Quando saiu do instituto em direção àquele pub, imaginou que somente se sentaria ali com velhos e bons amigos para virar algumas garrafas de whisky e desestressar um pouco. A verdade é que não tinha mais paciência para as velhas histórias e os mesmos papos. Estava velho (.q) para aquelas coisas e, de qualquer modo, nunca foi dado a empatia com a maioria das pessoas.
    – Você trabalha com criaturas mágicas, né, Charles? – O moreno balançou a cabeça, percebendo o colega mudar de assunto. – Um feito e tanto para quem só tinha experiência com daquelas aulas de merda de Hogwarts. – Disse, esquecendo a formação anterior que Charles teve com uma viajante que era a sua mãe. - ... Mas que ainda não lhe rendeu algumas capas de revistas... – Finalizou, rindo, enquanto Charles apenas dava de ombros. – Achei que o artista aqui fosse você, Jordan... – Comentou Badgley lembrando do quanto o colega gostava de aparecer. – Aliás, como andam os negócios? -

    – Não estou trabalhando com o meu pai se é isso que você quer saber... – A resposta surpreendeu Badgley. Jordan era herdeiro de uma fortuna por conta do trabalho do pai junto dos duendes de Gringotes, e o colega sempre agia de forma pomposa e esnobe quando fazia questão de lembrar aos outros de seu berço abastado. – Aliás, tenho uma proposta a lhe fazer... – Pausou a fala fazendo um pequeno suspense dramático e Charles apenas resmungou para que o outro continuasse. Devia ter suspeitado que aquele encontro tinha alguma outra intenção... O que era bom, na verdade... Talvez o rolê se tornasse um pouco mais atraente e seu tempo ali fosse enfim valer a pena. – Você não sabe... Conheci uns caras fodidos da grana que estão querendo investir em... Homens como a gente! – Badgley lhe lançou um olhar de total desconfiança. – O que você acha de viajar para tudo que é canto sem gastar uma libra sequer ou... Qual o nome da moeda russa mesmo? –

    - Pensei que você fosse mais inteligente, Jordan... –
    Disse, sugerindo que o amigo estava caindo em alguma cilada. Mate, você acha que eu não fui averiguar? Que eu não conheço os caras? Eles estão precisando de gente como nós e estão dispostos a pagar. Nós só precisamos doar disposição e tempo... – E o amigo passou a discorrer sobre aquele projeto todo entusiasmado. Tratava-se de um programa universitário financiado por empresas de cosméticos, agrícola e outros químicos para trabalhos de campo. De algum modo, Jordan conseguiu entrar naquela leva sem estar matriculado em nada e propunha ali, a formação de um grupo. Lhe mostrou os anúncios em impressos de sites e as cópias dos contratos... Charles não colocou a culpa na bebida por se sentir atraído pela ideia por menos promissora que fosse. Jogar todo aquele cansaço para cima e viajar sem rumo era realmente algo tentador, principalmente com tudo na faixa. Sem falar que àquela proposta envolvia a manipulação de animais, criaturas mágicas e da flora. Não era como se ele realmente estivesse largando tudo e não pensando na sua própria formação na magizoologia e herbologia. Então, duas semanas depois já estava tudo pronto. Pediu demissão; se despediu de sua família, amigos e namorada; as malas estavam feitas e carregava uma expectativa ao ponto de fazê-lo refletir como não tinha pensando nisso antes...
Charles Badgley
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