Dados Básicos do Fórum:

Na Zonko's não citamos nenhum dos personagens dos livros ou filmes. Vivemos no mundo mágico, mas nem Harry Potter, Voldemort, Dumbledore, Comensais da Morte e etc. existiram em nosso mundo, com isso você não pode usar nenhum sobrenome dos personagens dos filmes ou livros. O fórum encontra-se nos dias atuais, no ano de 2013 d.c. e as condições climáticas variam de dia para dia e de tópico para tópico, conforme você poderá observar. O nosso período letivo dura oito meses contando com as férias. Nossos adultos recebem por dia de presença e seus tópicos em ON lhe renderão pontos e goldens (nossa moeda). Você nunca poderá interpretar a ação de outro personagem (salvo com autorização), mas poderá interpretar livremente o seu personagem (seja sempre coerente), lembrando que toda ação possui uma reação. A capital do Mundo mágico está localizada em Vaduz, Liechtenstein.

Últimas publicações do Livro Vermelho:

Título Autor Visitas Data
22/02/2020 Duncan Cullen 76 22/02/2020 às 15:27:50
Diário do Josh - Últimos dias antes da escola. Joshua P. A. Nolan 4239 17/01/2019 às 11:12:01
Chegada à Durmstrang Mihail Weylin 3677 22/11/2018 às 18:19:24
É LUFA - LUFA!! Oh Ha Na 4771 08/09/2018 às 18:24:13
Indo para Hogwarts! Oh Ha Na 3869 08/09/2018 às 18:20:17

Central de Ajuda Zonko's:



Entre em contato por: [email protected]

Kremmlin Platz

Moderadores: Conselho Internacional, Special Confederação Internacional dos Bruxos, Confederação Internacional dos Bruxos

Re: Kremmlin Platz

MensagemFranca [#179465] por Iikka Kirkkomäki » 11 Set 2017, 19:04

  • 13 Pts.
  • 13 Pts.
  • 24 Pts.
‒ E o que exatamente faz você pensar que eu me importo..? ‒ A linguagem corporal de Daphne era clara o suficiente para que sua amiga, uma das que a acompanhavam naquela manhã, não questionasse sua escolha. De fato, não era a primeira vez que estavam ali, naquele vilarejo de comum visita aos estudantes de Durmstrang, contudo era a primeira vez que encontrava-se no local com algo em mente que não determinados itens para compra. O problema é que ela nunca diria para os amigos quais eram suas intenções: pra quê? Eles não precisavam saber! E, assim, não poderiam atrapalhar seus planos… nem desacelerá-los. Revirou os olhos. Algumas pessoas podiam ser muito lenta, como a mesma menina que agora a encarava com um suspiro guardado. ‒ Exatamente. Nada. Agora vamos. ‒ Puxou-a pela mão, voltando a caminhar. Ok, até gostava dela, só não estava com o melhor humor do mundo naquele dia. Acontece, não?

No geral, era bom que estivesse ‘caminhando’ para mais um ano letivo em Durmstrang. Amava sua escola, divertia-se lá, até mesmo com os pesados treinamentos, e mantinha uma boa carga de orgulho com tudo que fazia dentre os oferecimentos. Considerando que ainda precisava reunir parte do material, sua cabeça também estava focada naquilo, só não muito por enquanto. ‒ Onde você vai…? Ali? Ok. A gente se encontra em três horas. ‒ Não tinha conversa, como sempre, três horas estava bom para si e se não estivesse para o resto, paciência. Só não tinha tempo para discutir. Assim que a menina foi embora, começou a caminhar em direção a uma das laterais da praça, os olhos sempre alertas, buscando uma pessoa em específico. Sua busca era facilitada por uma condição simples: a pessoa em especial tinha os cabelos mais diferentes da vida. Tanto é que não demorou para reconhecê-la, no meio do mar de gente. Mas não se aproximou. Ao invés disso, caminhou para um espaço próximo, recostando-se numa parede, esperando até que ela a percebesse.

Sorriu logo no instante que ela a viu, nem reclamando quando a puxou. Kristin era uma amiga da Islândia que havia conhecido da forma mais louca possível ‒ leia-se: até hoje ela não entendeu como, exatamente ‒, contudo, apesar do jeito por vezes irritante da menor, aproximaram-se o suficiente. Era bom poder vê-la, dado a distância de onde moravam. ‒ E aí? Bom te ver, bonita. Faz tempo. ‒ Piscou, apropriando-se de um tom um pouco mais casual. Dessa forma, facilitaria a vida da outra e a sua. ‒ Tá, tá… Mas eu não posso passar o dia todo contigo. Tenho que voltar em pouco tempo. ‒ Deu de ombros, como se a dizer que não se importava em sair com ela, mesmo que quisesse. Por alguns instantes, deixou os olhos recaírem sobre o lance de… chocolate formato corações? ‒ Não sei. Ainda. ‒ E puxou uma boa quantia, mesmo que fosse necessário dividir, já mordendo um. Ao final, mostrou um sorriso simples, antes de colocar a mão na frente da boca como se lembrasse que podia estar sujo.

‒ Mas então, o que você veio fazer aqui…? E a Islândia?


Spoiler: Mostrar
Me aproveitando do "Aberto a interações" hehe
Iikka Kirkkomäki
Mundo Mágico
Avatar do usuário
 
Reg.: 12 de Aug de 2016
Últ.: 04 de Nov de 2019
  • Mensagens: 16
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 13 Pts.
  • 13 Pts.
  • 24 Pts.

Postado Por: Mah.


Re: Kremmlin Platz

MensagemIslandia [#180070] por Kristín Árnadóttir » 25 Set 2017, 11:36

  • 13 Pts.
  • 20 Pts.
  • 14 Pts.
Kissy gostava de Daphne, mesmo que a maior parte do tempo as duas ficassem brigando por coisas bobas. De alguma maneira, que nem eu e nem a menina sabia, elas eram ótimas amigas o que facilitava bem as coisas. Por ser tímida, quando criava um laço com alguém, era mais grudenta do que chiclete e olha que não estou exagerando sobre esse fato. Quanto se é adolescente, milhares de preocupações podem surgir nas cabecinhas, mas para uma garota de quinze anos, tudo isso é deixado de lado quando encontra uma quantidade imensa de chocolates. Tudo triplica se forem em formatos diferentes e com recheios maravilhosos, o que acontecia exatamente naquele dia, onde Kissy simplesmente ignorava as boas maneiras e enchia a boca com todos os bombons que podia enfiar na boca. Claro que Daphne ter imitado o gesto não facilitou em nada a situação, afinal de contas, alguém ali tinha que ser o cérebro e não outro pink. Elaia.

- Eovinoaks... - Por que a loirinha tentou falar se sua boca estava lotada? É o que me pergunto até hoje! Mas pelo menos quando notou que não ia funcionar falar de boca cheia, ergueu um indicador, pedindo um segundo para engolir todo o doce que mastigava. Respirou fundo e limpou a boca com a mão, deixando uma pequena marca escura devido aos lábios sujos. - Nada em especial, eu vim passear e aproveitar o tempo livre. Coisas de meus pais, mas até que tá legal. - Respondeu com um dar de ombros, já que preferia estar em outros lugares, mas como já aprendera, nem tudo era possível. - Devo voltar para lá semana que vem, ou é o plano inicial. Ainda não fui para casa e acho que terá alguma coisa diferente, por isso tão me fazendo passear por ai. - Sabe aquele tom de criança que tá querendo aprontar? Então, foi esse tom que carregou as ultimas palavras pronunciadas pela mais nova, enquanto olhava em volta em busca de mais guloseimas para seu estomago.

- De qualquer forma, espero voltar para França, porque lá as coisas são mais fáceis de encontrar. - Com uma risadinha, terminou a frase, segundos antes de se abaixar e procurar outros doces diferenciados. Com poucos de busca, viu algumas embalagens de pirulitos azuis, o que despertou sua atenção e a fez encher as mãos sem pensar duas vezes. O dentista que tratava dessa menina, ficaria rico rapidamente com o tanto de coisa que ela precisaria fazer. Credo! - Pega uma sacola ai! - Com a pouca educação equina dessa loirinha, pediu para sua companheira, enquanto derrubava alguns dos pirulitos já que não conseguia segurar tudo. - Mas me diz, tá perdida por aqui ou tá fazendo passeando com alguém? - Questionou assim que Daphne se aproximou com a sacola, jogando de qualquer jeito as doçuras que carregava. - Vai fazer alguma coisa nessa semana? Porque estou pensando em ir num karaokê! O que acha da ideia?
Imagem
Imagem
Kristín Árnadóttir
Mundo Mágico
Avatar do usuário
 
Reg.: 24 de Jul de 2013
Últ.: 14 de Apr de 2018
  • Mensagens: 71
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 13 Pts.
  • 20 Pts.
  • 14 Pts.

Postado Por: .


Re: Kremmlin Platz

MensagemFranca [#181475] por Iikka Kirkkomäki » 25 Nov 2017, 11:13

  • 15 Pts.
  • 19 Pts.
  • 10 Pts.
Amizade era um conceito esquisito para Daphne. No geral, a menina não se aproximava de muitas pessoas: considerava-as traiçoeiras, desleais, dotadas de pensamentos e vontades comprometedoras. Isso não passava, é claro, de um reflexo da forma como Daphne via o mundo. Poucos daqueles que interagia com no dia a dia eram realmente seus amigos, muitos na verdade o faziam por status, para aparecer, simplesmente porque ela detinha parte do controle. Isso não a importava ‒ desde que tivesse alguém para carregar suas coisas, outra pessoa para anotar todas as baboseiras ditas em aula e um cara ‒ infelizmente nem sempre na prática ‒ capaz de levá-la ao orgasmo nas noites de insônia, não via porque se aproximar de muitos colegas. Kristin, contudo, era uma exceção: talvez por conta de suas maneiras ingênuas, o jeito bobo com a qual via o mundo, ou simplesmente a forma como ela podia manipulá-la quanto quisesse, de algum jeito veio a se aproximar da menina. Depois, não era ruim ensinar uma coisa ou duas sobre seu mundo, impedi-la de crescer sem ter alguns do conhecimentos essenciais para mais tarde estar no topo.

Arrogante? Talvez. Importava-se em demasia com a imagem, e por isso não comeu os chocolates tão loucamente, apesar de ser a vontade: de qualquer jeito, aproveitou, e logo limpou a boca com um lencinho que trazia consigo na bolsa. Até ofereceu para a companheira, mas ela parecia um tanto ocupada demais tentando falar sem cuspir comida para tudo quanto era lugar. ‒ Você parece uma mosca morta falando dessa forma, Kissy. Pode até passar a impressão de que está feliz, mas não me engana. ‒ Revirou os olhos, pensando no saco que deveria ser estar presa ali; preferia estar viajando, num lugar onde houvesse sol, calor, praias de nudismo e caras legais para passar o tempo. Além de, é claro, sorvete. Como tomar sorvete no frio? Quase impossível sem congelar o cérebro! ‒ É pra já. Doce de graça. ‒ Sorriu, antes de pegar alguns pirulitos, já provando. Chegou à conclusão que Kristin até parecia um pouco mais maliciosa com aquele doce em mãos mas, senhor, nada no mundo parecia intenso o bastante para tirar aquele jeito chato e ingênuo.

‒ Eu vim buscar algumas coisas. ‒ Sorriu, sem dar maiores informações. Tinha bastante tempo para fazer isso, ainda, e na verdade o caminho para onde estavam essas coisas era complicado: uma lojinha um tanto obscura que se mantinha relativamente escondida, para não incomodar visitantes mais ‘alegres’, ou seja, chatos, nem perturbar moradores. Nada demais. ‒ Nessa semana só? Vamos hoje! Agora, para esse tal karaokê. Não tem nada nos impedindo mesmo. ‒ Sorriu, divertida, sem dar chance dela falar qualquer coisa contra ou a favor, e fez um gesto com a mão. Jogou o pirulito numa lixeira próxima ‒ porque podia ser muitas coisas, mas mal-educada em público, não ‒, antes de analisar cada uma das pessoas presentes. Quem lhe chamou a atenção? Uma senhora com cara de perdida. Então, apalpando os bolsos detrás da calça e retirando um mapa, seguiu até ela. Tossiu. ‒ Oi. Tudo bom? Me perdoe, eu notei que a senhora estava perdida… ‒ Começou, com a cara mais inocente que conseguia, parecendo desolada. Ah, ela era tão boa nisso! Quase riu da cara da velha. ‒ Talvez possa precisar desse mapa.

Sorriu, confiante, simpática. O que ninguém notou era sua mão esquerda, que habilmente seguiu até a parte da frente da bolsa da mesma. Infelizmente, não encontrou nenhuma carteira, mas isso era até bom; quanto menos dinheiro pegasse, menos desconfiariam. Sendo assim, puxou uma quantia que pensou ser suficiente, além de um bônus apenas para ela, é claro, que teve todo o trabalho duro de conseguir dinheiro, e voltou-se para a amiga assim que a interação estava terminada. Mapa entregue, dinheiro guardada, bolsa da velha estranha fechada: nada que pudessem reclamar! ‒ Agora sim, gata. Podemos ir! Mas saiba que eu tive o trabalho duro para conseguir nossa entrada, e eu serei a primeira a cantar.


Spoiler: Mostrar
Mano, que louca O.O

Desculpa a demora!
Iikka Kirkkomäki
Mundo Mágico
Avatar do usuário
 
Reg.: 12 de Aug de 2016
Últ.: 04 de Nov de 2019
  • Mensagens: 16
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 15 Pts.
  • 19 Pts.
  • 10 Pts.

Postado Por: Mah.


Re: Kremmlin Platz

MensagemHolanda [#184683] por Jade Rooijakkers » 01 Jul 2018, 23:30

  • 3 Pts.
  • 10 Pts.
  • 68 Pts.
    - O que você acha? –Inquiri ao meu pai Jeff enquanto movimentava meus dedos pela superfície áspera das cordas metálicas da guitarra em minhas mãos, sentindo um sorriso sincero despontar de meus lábios quando o mesmo comentou que estava começando a o ultrapassar nos acordes, eu sabia, obviamente, que ele só falava aquilo para me agradar, mas, o pior é que funcionava. Todas as vezes! O pai Jeff, além de médico, era aspirante a músico, na verdade, ele tinha uma banda que mixava country e indie, inclusive, ele já havia recebido algumas propostas para sair em turnês, mas ele dizia que o prazer da música era residia justamente no fato de ser um hobbie, logo, se viesse a se tornar um emprego, deixaria de ser preciosa. O fato é que um elogio dele valia muito e eu sempre acabava sorrindo igual um idiota quando acontecia.

    - Vamos, meninos -A voz suave de minha mãe Ana acabou me tirando do momento de timidez extrema, o que eu agradeci, já que não queria que ninguém soubesse o quanto apreciava meu pai Jeff, nem mesmo ele. Quero dizer, uma das desvantagens de se ter a quantidade de pais e mães que temos é justamente o fato de não podermos demonstrar ‘favoritismos’ por assim dizer, além dos demais se sentirem magoados, os próprios envolvidos se sentem um pouco estranhos e culpados, mas, é um fato, não totalmente declarado, que eu tenho uma afinidade mais com o pai Jeff, assim como a Jude tem uma com o pai John. Encarei minha mãe Ana no exato momento em que a minha mãe Jane a abraçava por trás, depositando um beijo em sua testa, o que me fez sorrir amplamente, crescendo em uma família tão distinta – ou disfuncional, como alguns diziam -, alguns poderiam dizer que não sabíamos identificar o amor, mas, ao observar as interações dos nossos pais, em especial nossas mães, não havia a menor dúvida, nunca foi falta de amor, este sempre sobrou.

    Suspirei longamente deixando que meu corpo se erguesse ao mesmo tempo em que meu pai Jeff terminava de guardar nossas guitarras. Hoje nós teríamos mais um programa familiar, dessa vez, felizmente, não iríamos para o circo, sim, para um dos jogos da Copa Mundial de Futebol que estava acontecendo na Rússia. Como o pai Jeff era trouxa, e, levemente apaixonado pelo esporte, todos decidimos comparecer, em especial levando em conta que o pai John morava na Rússia, de modo que não seria exatamente um ponto fora da curva, já que sempre visitamos todas as casas de nossos pais durante as férias. Dei a mão a minhas mães, juntando-me ao seu abraço, recebendo o carinho que emanava delas, eu sei, meio ridículo que aos dezesseis anos ainda me sinta confortável em receber tanta atenção das minhas mães, mas quem se importa? Elas eram mulheres incríveis, fortes e lindas.


    - Eu amo vocês -Sussurrei baixinho, deixando que apenas as duas escutassem, antes de me encaminhar até a sala, onde a Jude já se encontrava agarrada ao pescoço do pai John. O pai Henri não poderia vir dessa vez, pois ele se encontrava em meio a uma missão ou algo assim, ele trabalhava para o Ministério Mágico Francês. Observei, pelo canto dos olhos, quando a Jude saiu do ‘colo’ do pai John, pulando para o do pai Jeff, fazendo-me revirar os olhos lentamente, não que não compreendesse o fato, mas também não precisa ser tão descarada, certo? Aproximei-me do pai John, apertando sua mão lentamente, apesar dele ter evoluído bastante no quesito contato físico, ele ainda era um homem criado para o exército e suas batalhas, logo, ele não considerava ‘necessário’ o contato afetuoso entre homens, o que sempre acabava nos colocando em uma situação meio estranha, pois meus outros pais eram extremamente carinhosos e, quando mais novo, não conseguia entender porque não podia abraça-lo como fazia com os demais.

    - Coronel -Brinquei batendo uma leve continência para ele, bom, na verdade, só era uma brincadeira na minha cabeça, já que desde que foi decidido sobre o fato de irmos para Durmstrang no próximo ano que ele vinha nos obrigando a agir dessa forma. “ Eles precisam se acostumar”, ele explicou quando minhas mães o questionaram, muito irritadas, sobre o motivo de seus bebês estarem prestando continência pela casa. Desde então, o nosso contato era basicamente esse, ou quando tomávamos algumas doses de whisky escondidos de minhas mães, eu desconfiava que, na verdade, elas sabiam, mas, na cabeça do pai John, isso era uma coisa de pai para filho, então, elas não se envolviam. Observei quando minhas mães finalmente puxaram o ‘bonde’, nos guiando para o carro, quebrando, graças aos Deuses, aquele clima estranho.

    Eu queria conseguir me relacionar com o pai John, de verdade, quero dizer, tinha uma boa relação com todos, menos com ele, não que não gostasse dele, era só estranho. Uma vez, alguns meses atrás, a Jude tinha me confessado que ele me achava muito afeminado, o que o fazia acreditar que era gay, o que, para ele, não era uma boa qualidade, por mais que na nossa família não houvesse espaços para preconceitos abertos, sentia que essa era uma das razões do nosso estranhamento. Não que eu seja gay, por sinal, não que considere isso um ‘problema’ também, na verdade, a única ‘coisa’ pela qual já senti atração foi a música, muitos adolescentes usam imagens e coisas assim para ‘atingir’ sua libido, eu uso vozes, a Amy Winehouse e a Lana del Rey mesmo já haviam me rendido ótimos momentos, mas, igualmente, já havia usado o Alex Tuner, ou o Vance Joy, em suma, não faço ideia da minha sexualidade e também não estou tentando entende-la, realmente gostaria que ele conseguisse respeitar isso.

    Enfim, finalmente deixamos a casa do pai John, adentrando o carro que o mesmo guiaria até um tipo de praça, de onde seguiríamos para o jogo. Não me importava. Quero dizer, não onde íamos, na verdade, pela primeira vez eu estava um pouco ansioso para que chegássemos logo e pudesse me separar dos meus pais, a Ninette havia me escrito informando que também estaria no local e estava morrendo de vontade de reencontrá-la, especialmente após descobrir que ela também estudava em Durmstrang, pela primeira vez teria uma amiga que não fosse a Jude e isso seria realmente legal.
    - Mães e Pais, eu posso dar uma saída quando chegarmos lá? -Perguntei, sim, sei que foi de última hora, mas, com o tempo, eu e Jude aprendemos que é melhor pegá-los de surpresa, do contrário, terão tempo de conversar e se unir, aí, não conseguimos absolutamente nada.

    - O que vai fazer, Alex? -Minha mãe Jane foi a primeira a se pronunciar, o que foi bom, porque se fosse um dos meus pais, provavelmente daria problemas depois.- Eu vou encontrar uma amiga, aquela menina do circo, mãe -Informei rapidamente, nunca era bom enrolar, ou mentir, meus pais farejavam mentiras mais rápido do que um cão especializado farejava drogas.- Pode ir -Foi o pai John que se pronunciou dessa vez, o que me espantou um pouco, mas, logo entendi, Ninette era uma menina, logo, na cabeça louca dele, isso era um progresso, o que me fez olhar para o lado meio irritado. “Pelo menos ele deixou eu ir”, pensei meio contrariado, recebendo um abraço carinhoso de minha mãe Jane, o que acabou me arrancando um sorriso sincero.

    Pulei do carro correndo assim que o mesmo estacionou, parando apenas para abrir a porta para minha mãe Jane, ajudando-a sair, antes de disparar na direção do local onde havia combinado de encontrar a menina. Quando finalmente avistei a loira um sorriso imenso rasgou meus lábios, impulsionando-me em sua direção, agora, devido as nossas cartas, sabia sobre a rigidez de sua família, então, simplesmente parei em sua frente esperando que ela me desse algum sinal sobre o que poderia fazer, ainda que minha vontade fosse simplesmente me jogar em seus braços e a abraça-la forte. Ela era muito fofa! Tipo, parecia uma bonequinha, sabe? Aposto como alguém já disse isso para ela.
    - Oi -Falei meio desconcertado, disfarçando meu nervosismo colocando as mãos por dentro de meu casaco, p*** lugar frio, viu? Sinceramente! Mas, honestamente? Nem me importo! EU TENHO UMA AMIGA!
Imagem
Jade Rooijakkers
6° Ano Romanov
Avatar do usuário
I'm Jade Bloem, a.k.a Jade Bombshell which means I need no reason
 
Localização: Recife-PE
Reg.: 08 de Jun de 2010
Últ.: 12 de Feb de 2020
  • Mensagens: 426
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 3 Pts.
  • 10 Pts.
  • 68 Pts.

Postado Por: Rach.


Re: Kremmlin Platz

MensagemFranca [#184873] por Dave Maison » 12 Jul 2018, 17:52

  • 10 Pts.
  • 20 Pts.
  • 98 Pts.
✳ Um passeio com um amigo e uns guarda-costas improvisados ✳
Trama particular - Post 01




Um evento trouxa de grande apelo midiático é um aviso para arrumar as malas para partir. Embora os Eremenko - em sua maioria - detestam os trouxas e se sobreponham a eles com fervor, são "ócios do ofício" estar em eventos grandes como a Copa do Mundo de Futebol. Isso significa que ficaremos à sombra do meu pai, sem poder esboçar expressão alguma, durante quase vinte dias e todos os meus planos para as férias se esvairiam na submissão. "A obediência é melhor que o sacrifício, e a submissão é melhor que a gordura de carneiros", está escrito em 1 Samuel, versículos 22 e 23. Tenho certeza que O Senhor sabe o que fala.

Como nem tudo é trevas, há uma remota chance de fazer com que mais uma temporada na Rússia tivesse um ponto positivo. Desde que fomos liberados para aproveitar o circo em Hogsmead, eu ganhei um novo correspondente de cartas e um novo amigo que faria seu próximo ano letivo em Durmstrang. Trocamos diversas corujas até semana passada, quando descobri que ele também viria para a Copa do Mundo com sua enorme família. A grande questão seria encontrar uma forma de encontrar Alex pessoalmente e conseguir conversar com ele, sobretudo porque além de Kaspar, Markov (meu irmão mais velho) e Rahel (filho dos meus tios) me colocaram sob vigilância.

Estávamos em um hotel próximo ao Kremlin, em Moscou, próximo a Catedral de São Basílio - onde aconteceriam as reuniões eclesiásticas que os homens frequentam. O calor do verão russo fazia com que meu coração batesse animado após um inverno rigorosíssimo e também permitia que os russos e turistas (eram muitos!) aproveitassem em clima de festa. Tinha gente de toda a parte em nosso hotel, as línguas eram inúmeras e as confusões à espera do elevador também.

Eu deveria dividir o quarto apenas com Yuliya, minha irmã, pois é indecoroso dividir aposentos com um rapaz que não seja meu marido. Entretanto, como meu pai acredita que minha irmã vai "me levar para o mundo", Adrik foi o escolhido, em nome de Jesus, para ficar conosco. Adrik era o meu irmão favorito ao lado de Yuliya, embora ele fosse bem mais recatado que ela. Quando estamos juntos, sem Markov ou meus pais por perto, a serenidade se faz presente e criamos memórias lindas. É possível se divertir na presença do Senhor, sem quebrar as regras ou receber castigos. Talvez esse seja o significado de amor.

Contei para eles sobre Alex, afinal, eles o conheciam de vista. Yu estava disposta a me levar para o outro lado da cidade, se preciso fosse, para eu "viver um pouco a minha vida", mas respeitava todas as minhas decisões quanto a seguir uma vida dentro de uma breve obediência. Já Adrik, torceu o nariz quando soube, mas foi convencido por Yu que não havia mal algum em me deixar tomar um sorvete com um amigo e que eles ficariam por perto para me vigiar - do quê? Não sei. Mas ficariam.



Foi no café da manhã que conseguimos um "passe livre". Meu pai havia ganhado ingressos para assistirmos o jogo de futebol entre Polônia e Senegal que aconteceria naquela tarde, entretanto, ele não poderia ir por conta da reunião marcada. Markov e Roderyc (meu primo), como herdeiros legítimos a sucessão dos Eremenko, teriam que acompanhar meu pai e o tio Piotr. Minha mãe não estava nem um pouco animada para ver uma partida de futebol, ela acha esportes de contato uma barbariedade e passaria a tarde com a tia Urzula. Já meus outros primos iriam assistir uma outra partida de um time que tem um jogador conhecido internacionalmente e eu não faço ideia de quem seja. Resumindo toda a história: eu, Adrik e Yuliya teríamos uma tarde livre!

Eu coloquei uma bermudinha até os joelhos vermelha e a camisa oficial de futebol da polônia vermelha e branca e pintei o meu rosto com duas listrinhas de cada lado também nas cores da "seleção". Era engraçado ver todo mundo se fantasiando à caráter, assim como os bruxos fazem durante a Copa de Quadribol. A diferença é que os trouxas distribuiam vários bibelôs no entorno do estádio.

- Onde foi que você marcou com o seu colega? - Adrik olhava para o relógio de pulso e para os lados, como se estivesse procurando alguma coisa. Ele também estava com a camisa da Polônia e era o único de nós três que sabia a escalação completa do time que devemos torcer, além das regras do futebol.

- Aqui mesmo na praça. Ele já deve estar chegando - eu não sabia dizer o motivo, mas o meu sorriso não queria parar de se exibir. Eu mexia nas minhas mãos e olhava para Yu, que dava um sorriso de canto para mim, mas não esboçava reações mais agitadas.

- Vamos para cima deles, Polônia! - Um grupo grande se aproximou de nós fazendo muito barulho e trazendo um monte de apetrechos. Eu dei uma risada ao ver tudo aquilo e me encolhi ao perceber que seríamos "engolidos" por nossos conterrâneos.

- Pegue isto aqui, minha querida! - Uma moça mais alta que eu colocou uma coroa de flores artificiais vermelhas e brancas na minha cabeça e saiu andando junto com o bonde. Não tive sequer tempo de agradecer aquilo, apenas dar risada da avalanche que seguia em direção ao que eu acreditava ser o estádio.

- Olhe! É ele. - Dei alguns pulinhos de excitação. Era engraçado como eu conhecia Alex há pouquíssimo tempo e quase que exclusivamente por cartas, mas a sensação é de que sempre estivemos juntos. Ele tem uma história muito louca e que meus pais surtariam se soubessem, foi criado completamente diferente de mim, mas entre nós há uma sintonia... Eu não sei explicar bem.

Eu queria correr e abraçá-lo, mas obviamente que eu não ia poder fazer isso de novo na frente de Adrik e dizer que tinha sido um acidente como na primeira vez. Então eu caminhei em sua direção e acenei para ele animada. - Olá, Alex! Que bom que você veio! Eu achei que a gente não fosse conseguir se encontrar. Onde estão seus pais e a sua irmã?

Adrik e Yuliya se aproximaram de nós calmamente e meu irmão encarou Alex de uma forma completamente desnecessária.

- Onde eu possa vê-los - esse foi o cumprimento. Nem mesmo um "olá, rapaz." Gostaria de saber qual é o problema dos homens da minha família, isso me envergonha. - Vocês tem quarenta minutos para conversarem antes de irmos ao estádio. Eu e Yuliya seguiremos vocês...

- Certo, você já fez a sua parte - Yuliya interrompeu e olhou para Alex com um sorriso normal. - Prometemos aos nossos pais que não deixaríamos Ninette sozinha, Alex, por isso temos que acompanhá-los. Não ficaremos colados em vocês, pois tenho total confiança em Ninette e sei que ela não fará nada que possa envergonhar nossa família - Yu resmungou alguma coisa contrariada, o que me fez dar uma risadinha - e espero que você se comporte como um cavalheiro à altura.

- Ótimo, eu já quase não tenho amigos e o que eu tenho vocês querem assustar - revirei os olhos e dei um "tchau" breve para Yuliya e Adrik enquanto sugeria a Al que me acompanhasse a passos mais largos. - Perdoe-me por favor por te fazer passar por isso. Eu já te contei um pouco de como são as coisas, mas às vezes eles exageram. É por isso que eu não tenho amigos, por isso as pessoas não frequentam minha casa. - Bufei um pouco estressada com aquilo tudo. - Mas vamos falar de coisas boas, pois eu estou feliz que esteja aqui. Você tem algum lugar especial para ir? Conheci uma cafeteria aqui pertinho que é incrível. Lá eles servem vareniki com smetana! É divino! Já comeu?!

Eu podia sentir o olhar de Adrik queimar em minhas costas, mesmo eles estando a mais de cem metros de nós. É claro que era injusto reclamar do meu irmão, afinal, apesar de todos os pesares ele aceitou o plano de Yuliya e está desrespeitando o meu pai ao me deixar passear com outro rapaz que não um Eremenko.

- É aqui! - Apontei e esperei uns segundos para mostrar aos meus "guarda-costas" onde eu estava indo. Com certeza eles ficariam sentados do lado de fora. - Como estão os preparativos para vir para a Rússia? Você vai achar Durmstrang um dos lugares mais loucos que você já conheceu, pode apostar. E eu prometo que vou fazer você aproveitar cada minuto. - Eu estava tão agitada que um suspiro escapou por entre meus lábios quando nos sentamos à uma mesa próxima a janela.




✳ Informações adicionais: ✳
NOTAS: Demorei, mas postei :: #001 :: INTERAÇÕES: Alex Hayes :: MÚSICA: Meu Abrigo @Melim :: CITADOS: Quase toda a família Eremenko
Imagem
Dave Maison
Monitor Chefe Beauxbatons
Avatar do usuário
Let's go!
 
Reg.: 19 de Oct de 2013
Últ.: 11 de Feb de 2020
  • Mensagens: 379
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 10 Pts.
  • 20 Pts.
  • 98 Pts.

Postado Por: Marj.


Re: Kremmlin Platz

MensagemInglaterra [#192552] por Gwenog Lauren Chadwick » 22 Jun 2019, 19:21

  • 20 Pts.
  • 9 Pts.
  • 153 Pts.
Meados de Setembro de 2020
with Anastasia de Bourbon-Parma


Desde o contrato que conquistara com muito suor com a Editora Mágica, Anna buscava inspirações em locais improváveis. Muitos dos leitores atuais gostavam de ler sobre a Cultura Trouxa e o impacto dela na sociedade. Às vezes, em meio a fantasiosas situações, gostavam de imaginar o que aconteceria se o mundo bruxo fosse completamente desvendado, e invadidos em Hogwarts pelas armas e suas diversas tecnologias. Outros gostavam do proibido, conhecendo bem as regras de MACUSA e imaginar relações amorosas entre bruxos e não bruxos e até mesmo como iriam esconder isso do ministério. Mas a jovem não tinha interesse em coisas pífias como essa. Por ela própria ser uma sobrevivente de mãos terroristas trouxas, achava que estas fantasias somente criavam ideias das quais eram impossíveis de se realizar. Nada do que leu em livros imaginativos a ajudaram a ver exatamente o quanto o outro lado poderia ser cruel como as Maldições Imperdoáveis, ou a intenção de matar. Qualquer uma das ideias trouxas poderia ser louvável se, por trás, não existissem pessoas extremamente ruins e que não merecessem nenhum pingo de seu afeto por eles.

Andar entre eles não era um problema já que, em meio a tantas idas e vindas, ela também se apresentava a eles de alguma forma. Precisava lembra-los de que havia sobrevivido ao que criaram contra a sua família e aos seus amigos. Caminhava pelas ruas próximas ao Kremmlin Platz, tendo os seguranças de seus pais a postos para qualquer mudança ou possível ataque. Não pelas figuras parentais que tinha, é claro. Eles a fariam ir sozinha e, se deixasse, que morresse por escolher não os apoiar mais uma vez em sua carreira política. Ela, a imperfeita, preferia seguir caminhos desconhecidos e buscar inspiração em meio a uma visão opressora de um mundo completamente livre. Os seguranças ficavam por causa dela. Cresceram com ela e com seu terno amor pelas pessoas de seu povo. Sabiam muito bem que ela se viraria bem, mas poderiam se utilizar das técnicas que aprendiam e nunca usavam já que tudo parecia atingi-la. Ela os amava, sabia que faziam um ótimo trabalho e, por isso, não se importava que se aproximassem com tanto desejo de servir. Preferia, claro, que cuidasse dos irmãos, mas jamais reclamaria de boa companhia.

Caminhava pela praça à procura de inspiração, uma situação comum que pudesse se transformar em uma belíssima história mágica que pudesse cativar crianças. O dia estava belíssimo, cheio de pessoas carregadas de coisas de um lado para o outro, à procura de objetos ou produtos mais baratos. Os comerciantes conversavam com uma sorridente Anna, mas nada a cativava. Nada parecia lhe trazer o mesmo amor que tinha pelo mundo não mágico que aprendera a desenvolver antes. Seus olhos mantiveram a árdua tarefa, enquanto buscava não esbarrar nas pessoas até que o som da voz de uma pessoa conhecia se fez ouvir. Virou-se para encarar uma jovem um pouco mais velha do que ela e a reverenciou com respeito - Senhorita Bourbon-Parma. Como está? - Os cabelos castanhos se aproximaram e a mesma sorriu, também lhe prestando uma breve reverência que Anna não achava necessária. Poderia estar na linhagem de poder, mas não era como a Princesa que, depois de tantas experiências ruins, ainda se mantinha firme cuidando dos Paises-Baixos. – Estou bem. Normalmente venho sozinha para esta região e nunca encontro ninguém. Fico feliz que esteja aqui. Está também sozinha?

A loira sorriu, voltando a caminhar e a explicar sobre os seguranças que a seguiam fazendo com que Anastasia se impressionasse com o motivo da escolha de vir a um lugar público com eles. - Eu estou a procura de inspiração, para alguns capítulos do meu livro. Tem sido um desafio encontrar algo que seja diferente ao que vemos nas livrarias ultimamente. - Pode ver que a holandesa se aproximou a andar em passos lentos ao seu lado, admirando as coisas ao seu redor. Anna parou para ver as flores que estavam tão belas naquele dia e se lembrou de alguém que as amaria tirar foto das mesmas. Mas, desde que ela terminasse os livros, ela não pretendia ver mais ninguém além de si mesma no espelho. A Princesa era uma surpresa, e não esperado. - Já pensei em escrever sobre os impactos do mundo bruxo em nascidos sem a magia, mas não vejo isso como algo que me interessasse a desenvolver. Não são como as plantas ou a natureza de um lugar que se ergue e imponentes brilham trazendo um ar novo.

- Compreendo. – A outra respondera, seguindo em direção a próxima barraca que vendia diversas bugigangas coloridas que faziam as duas sorrirem diante da similaridade que trazia sobre o mundo mágico. – Quando estudei artes, buscava encontrar algo que me inspirasse a sentir mais o amor que as pessoas tinham por coisas simples. Coisas que talvez passem pela nossa visão por vermos os detalhes, mas que ao olhar de alguém que busque um consolo, conforto, ali busque o que precise. – Era o que Anna também pensava e, por esse motivo talvez ainda não se sentisse tão confortável com as ideias que teve e veio ao meio de um caminho que não se sentia tão apaixonada mais e lhe trazia repulsa. Se pudesse ver beleza em meio ao povo, talvez encontrasse de volta sua inspiração. Caminhavam novamente a uma pequenina loja de alguns bonecos russos que fizeram a loira sorrir e se lembrar de quantas vezes tinha pedido algumas aos pais e eles recusaram por acharem que uma futura donzela não deveria brincar com possibilidades. E parecia que Anastasia havia percebido alguma coisa que Anna ainda não tinha visto em si mesma – E eu também, quando me inspiro, busco histórias do passado. Meus pais gostavam de me trazer bonecas do mundo, para me ajudar a ver a diversidade que existia entre nosso próprio povo. Isso me ajudou a amá-los mais do que qualquer coisa.

O olhar de Anna se assombrou. As palavras dela, tão realistas, tão cheias de carinho e sabedoria a lembravam de Kaarina sua melhor amiga. Lembrou-se das histórias simples de fuga e que a ajudavam a ver o mundo que estava completamente apaixonada a compreender. Eram crianças, amantes do que viam pela frente e que podiam tatear. Claro, sofriam as consequências como todos os que nasciam em berços elitizados tinham de lidar. Mas escolhiam amar além de adoecerem com as jogatinas que poderiam ocorrer. Encarou Anastasia que ainda sorria e parecia ter compreendido o mesmo que ela que agora abria os cadernos e, com uma pena transformada em caneta escrevia algumas ideias enquanto caminhavam mais uma vez. - Sim. - Respondeu depois de alguns minutos presa em sua própria ideia e imaginação. - O passado pode ser sim uma visão. Ainda mais que cada coisa aqui busca trazer uma história. De amor, de ódio ou quem sabe de tristeza. Quem sabe eu não consiga extrair dessa ideia páginas completamente fora de sua esfera? - Virou-se agradecida para a mulher, sentindo-se uma pequena criança sendo amada por alguém pela primeira vez. Não era observada como alguém que fora sequestrada, dilacerada e perdida. Mas com um genuíno amor de alguém que via as pessoas além de sua esfera inicial. - O que posso fazer para lhe agradecer, Anastasia?

A holandesa olhou para o céu, deixando que o sol tocasse de leve seu chapéu e passasse para o seu rosto. Respirou fundo, e logo encarou a outra com um sorriso entretido. Anna devia um dia transformar Anastasia em uma personagem de seus livros. As crianças amariam uma pessoa tão próxima do povo e amável como aquela mulher. - Espero que me acompanhe para um chá. Se há algo que muito me apetece são boas companhias e poderia me contar como estão as coisas na Finlândia. Faz quanto tempo que não nos vemos? – Como resistir a ideia? Confirmou com a cabeça enquanto se afastavam da praça e comentavam sobre as coisas que aconteceram que estavam distantes dos tabloides, onde normalmente sabiam notícias. De alguma forma, alguém além do círculo de amizade que Anna estava acostumada havia acalentado o coração e a lembrado sobre muito mais que a busca por inspiração. Não estava fora. Estava dentro. – E eu gostei do seu corte de cabelo. Combina com os seus olhos. Mas vamos antes que meu estômago ronque... Andrew anda querendo sair para lugares muito refinados para comer e normalmente preciso comer o dobro em casa. Quer docinhos?
Imagem
Gwenog Lauren Chadwick
Mundo Mágico
Avatar do usuário
 
Reg.: 18 de May de 2019
Últ.: 04 de Jan de 2020
  • Mensagens: 9
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 20 Pts.
  • 9 Pts.
  • 153 Pts.

Postado Por: Dih.


Re: Kremmlin Platz

MensagemRussia [#196503] por Ivan Shuisky » 04 Fev 2020, 00:26

  • 1 Pts.
  • 15 Pts.
  • 130 Pts.

Existe uma história que me acompanha há muito tempo. Algo que não tem nada a ver com esse mundo de dados, magia e filha da p*tice alheia e que, por isso, nunca foi contada. Não é relevante e possivelmente nunca será, mas para mim é e, por isso, como o pivete da qual eu tô de babá dormiu, a outra pivete foi descansar um pouco e a “voz do além” tá zoadaça, vou aproveitar para me intrometer aqui e que se dane. Vou me f*der depois por ‘tá ocupando o tempo e os dedos dessa sacana que digita? Com certeza. Só que não me importo. Que me f*da sem KY, já que já estou, em partes, me ferrando dia após dia nesse universo maluco na qual estou jogado.

Enfim, a história, que pode ou não conter uns triggers ou sei lá que c*ralho, então fica atento.

Em Moscou, na Rússia, havia um homem e uma mulher cujos nomes não importam. O homem, cabelos escuros e olhos azuis, cara de poucos amigos, mas só a cara, porque por dentro era pura zoeira descontraída e uma baita bondade molenga; a mulher, loira de olhos cinzentos um pouco puxados para o verde, olhar amigável, personalidade forte, coragem infinita e coração gigante. O homem, tenente das forças armas russas; a mulher, investigadora da polícia. Posições de alto respeito que serviam, mais que qualquer coisa, para ocultar muito da adolescência podre e bagunçada que haviam tido e que às vezes ainda curtiam levar. Um dia, em um bar do subúrbio, a vida dos dois se cruzou e, ainda que eu desconheça detalhes, sei que foi como aqueles filmes de romance piegas em que à primeira vista já rola aquela química, o mundo parece parar e etc, apenas acrescentando aí umas garrafas voando ao redor, uns gritos e coisas do tipo, porque isso rolou em meio a uma briga de terceiros.

Depois daquele encontro do destino, não demorou para que os dois juntassem as trouxas, montassem um apartamento simples e confortável e se tornassem aqueles casais de impor respeito só com o olhar. Uma vida boa e pacata – ou nem tão pacata, porque os dois eram bem b*stas em relação a não se meter em riscos –, repleta de cumplicidade, bebidas, risos, passeios de moto, encontros com amigos, brigas de bares e mais uma c*ralhada de coisa que, por conta de um caso da qual ela tinha ficado responsável somado ao coração gigante dela e da bondade molenga dele, ganhou um terceiro elemento na forma de uma garota adolescente magrela, inteligente pra p*rra e de cabelos e olhos tão escuros quanto a situação da qual tinha sido tirada.

A garota, por mais que houvesse se ajustado bem à nova realidade, ainda tinha muita m*rda consigo. O homem, preocupado, pensou se não seria bom ficar mais tempo com a adolescente, apenas para garantir, e comentou com a mulher que, também preocupada e já de saco cheio da p*taria policial, decidiu que seria ela a largar aquela vida de oficial e, aproveitando uns bicos de quando era mais nova, fez uns cursos e abriu um salão, de modo a poder ficar de olho na garota, acompanhar nas sessões de terapia e ensinar o que podia, até que esta tivesse cabeça e força para frequentar uma escola ou algo do tipo. A garota, por sua vez, aprendeu a ler, escrever e toda a p*rra, ao mesmo tempo em que ajudava no salão para aprender o ofício e, aos poucos, ia restaurando a saúde mental e física dentro do possível.

Depois de uns três anos da garota ter chegado, um dia a mulher passou mal e, como não podia deixar de ser, veio todo aquele desespero filho do c*ralho que, no fim, tornou-se a notícia da chegada de um calorzinho humano na primavera do ano seguinte. Não é preciso dizer que a pequena família ficou radiante. O homem quase teve um troço de tamanha alegria, afinal, adorava pirralhos, mesmo que a cara feia assustasse a maioria; a mulher ficou ansiosa, animada e querendo comer e comprar a vida; a garota, por sua vez, sorriu com satisfação, observando a alegria do casal babão e achando ótimo a oportunidade de poder ajudar, nem que fosse apenas um pouco, aqueles dois a quem ela tanto devia e aprendera a amar.

Então o frio começou a dar as caras para valer e com ele veio um pedido da mulher relativamente simples: ir visitar a irmã dela na cidade ao lado antes que o inverno chegasse com tudo. De moto.

Na cabeça dela não era nada de mais, afinal, eles já haviam viajado bastante, incluindo em épocas com neve, e nunca haviam tido qualquer problema, assim como ela própria vivia pegando a moto, mesmo grávida como estava; na cabeça dele não era tão simples, porque... porque não era. Ainda que motivos não faltassem, nada era concreto ou real o suficiente ou nada diferente, de fato, do que já haviam feito juntos ou separados. Era mais uma impressão. Um pressentimento. Uma intuição. Um sexto sentido. O setor de ‘vai dar m*rda’ soando o alarme tão loucamente quanto uma criança pentelha presa a uma campainha.

O homem ficou quieto; a mulher insistiu.

O homem, talvez em uma das poucas vezes desde que haviam se conhecido, disse “não”; a mulher insistiu de novo.

O homem disse não de novo; a mulher insistiu outra vez.

O homem disse não outra vez; a mulher insistiu em definitivo, dizendo que iria sozinha então, nem que tivesse que roubar uma m*rda de moto.

Então o homem disse sim.

O sim vindo do lugar mais amoroso e companheiro do mundo, mas que foi o sim da qual ele mais se arrependeu na vida.

Sabe o que é pior, fazendo um parêntese intrometido?

Não dá para falar que teria sido diferente. Não dá para falar que ‘se o homem não tivesse aceitado' ou que ‘se a mulher não tivesse insistido’ o resultado teria sido outro. Não dá para falar qualquer coisa, porque é impossível prever a c*ralha do futuro, até que ele esteja com o pé na sua fuça, te derrubando e pisoteando como se você fosse uma pista de sapateado. Simplesmente, nesse caso, não dá pra falar m*rda nenhuma, mesmo porque não faz diferença.

O futuro, como se deu a entender, uma hora veio, mais especificamente quase no final de uma ponte, na forma de uma fina camada de gelo sobre a pista, a qual era tão invisível que ninguém teria visto, independentemente do veículo na qual estivesse. A moto derrapou, os dois voaram e tudo ficou escuro, como aquele gelo sobre a pista. O homem acordou depois de um mês inconsciente. A mulher nunca mais abriu os olhos. O calorzinho virou apenas uma lembrança em meio ao inverno.

Em meio àquela p*taria sem tamanho do universo e uma família destruída, foi a garota quem se ergueu para segurar as pontas. Mesmo dilacerada e perdida mais uma vez, buscou ser pilar, tomou para si o salão e tudo o que precisava ser feito, tendo ajuda dos amigos de velha data do casal. Depois, quando enfim o homem acordou, foi ela quem manteve os últimos pedaços daquele ser destroçado ainda grudados, impedindo-o de destruir-se por completo. E, p*ta que pariu, como houve tentativas. Nenhuma foi direta, mas indiretas... Buscar fotos do acidente, as quais serviram para deixar tudo mais real, mas também remoer aquilo que ele via como culpa dele; exagerar na dose de tudo quanto era porcaria que poderia existir; arranjar problemas como se fosse um moleque encrenqueiro; dentre outras m*rdas inúmeras, as quais por muito pouco não o fizeram perder a vida, mas com certeza fizeram com que ele perdesse o título que possuía – não que ele estivesse se importando.

A garota, mesmo que lidasse com um peso absurdo na alma ao ver aquela b*sta toda, também procurou não se importar com nada daquilo e prosseguiu lutando para cuidar das contas e da casa sem reclamar. No entanto, certo dia, ouvir o homem falar que era um inútil e que deveria morrer e deixar de ser um peso foi a gota d’água. Se a garota era sempre ponderada, gentil e paciente, naquele dia ela foi tudo, menos ponderada, gentil ou paciente. Falou um monte, jogou todas as verdades que ela tentava não tocar para não o machucar ainda mais e tentou colocar algum senso naquele imbecil. Afinal, nada traria a mulher de volta e a garota entendia isso melhor do que ninguém, assim como ela entendia que nunca poderia sequer imaginar a dor que o homem sentia, mas, garantia, entenderia com certeza se ele se fosse, porque, para a garota, ele era tudo o que ela ainda tinha de significativo naquela vida de m*rda.

“Então se seu plano é ir se encontrar com eles lá do outro lado, beleza. Vá. Encontro com vocês logo depois.”

Foi só uma frase, dita quase como se fosse p*rra nenhuma, mas suficiente para fazer o homem, somado ao combo previamente recebido, despertar um pouco para o presente e enxergar de fato a garota. O homem viu o olhar escuro e forte em contraste com o corpo magrelo e visivelmente cansado e ainda que houvesse muita dor, uma parte dele começou a perguntar “que m*rda ele estava fazendo?”. Dali o homem começou a recuperar o próprio eu. Tinha umas recaídas bem escrot*s, sim, mas na maior parte do tempo conseguia ser uma sombra do que um dia havia sido. Uma sombra que se tornou uma imagem real em certo dia quando, em um p*ta acaso do universo, um pivete entrou na vida dele e, mais tarde, uma menina, ainda que por um curto período de tempo. Acontecimentos que foram a salvação e, quase oito anos mais tarde, o exato motivo do fim do homem, que se foi de modo nobre, com um sorriso no rosto e a sensação de missão cumprida.

O homem venceu o universo filho de um c*ralho podre, indo além do que qualquer pessoa esperava e morreu do jeito que queria, mas sem ser por escolha e sim porque era a hora dele e fazer o que.

A garota não desperdiçou a vida que, aos seus olhos, tinha sido salva duas vezes e, depois de tirar as vírgulas de debaixo dos pontos, seguiu em frente para uma vida brilhante, justamente do jeito que o casal um dia havia esperado para ela.

O pivete e a menina, esses ainda estão por aí se f*dendo e capaz que vocês cruzem com eles, ainda que de modo bem diferente do que se espera de um pivete e uma menina.

E esta foi a história.

Uma história que de tempos em tempos vem à minha cabeça para me lembrar que por mais f*dido que o mundo esteja, por mais b*sta que eu me sinta, devo tentar, mesmo que caia de exaustão, e repensar e focar nas pessoas que mais ou menos gostam de mim; que existe algum valor nesse energúmeno p*to e que ser a causa do sofrimento de outra pessoa, ainda mais para aliviar o meu, não rola – afinal, que direito eu tenho, c*ralho?

Então, todo mundo, fixa bem dessa p*rra toda:

A vida é uma m*rda. Ela te f*de, te testa, te faz querer mandar tudo pra p*ta que pariu. Eu sei. Ah como eu sei. Só que sua vida nunca é só sua, nunca será. Então só vai. É difícil? Está além do seu controle? Tenta. Junta toda a força, manda à c*ralha quem ou o que precisar e vai, nem que seja um segundo depois do outro, dependendo de quão f*dida tão as coisas. Só vai e não adianta b*ceta nenhuma de fim, pelo amor de Rurikomanov, porque uma hora as coisas vão acabar, mais cedo ou mais tarde e causando dor, sim, mas não emp*tecimento ou indignação ou ódio ou culpa, justamente de quem te considerava ou quem você considerava para c*ralho.

Tá f*da? Tamo junto.

Grita aí se precisar.

Quem sabe não tenho uma história, obviamente menos depressiva, para ajudar ou, pelo menos, fazer rir e distrair.

É para isso que eu existo...

Além de para outras coisas mais.


Imagem
Spoiler: Mostrar
Imagem
Imagem
[by Todd <3]

Ivan Shuisky
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Vladimir Ivanov
Sleduyte za mnoy, i ya pokazhu vam ray
 
Reg.: 16 de Jul de 2014
Últ.: 29 de Feb de 2020
  • Mensagens: 441
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 1 Pts.
  • 15 Pts.
  • 130 Pts.

Postado Por: Meriu.


Re: Kremmlin Platz

MensagemEstados Unidos [#197045] por Damien Morris » 21 Fev 2020, 23:09

  • 3 Pts.
  • 19 Pts.
  • 97 Pts.
Imagem


Either way I don't wanna wake up from you…


Será que ele havia mudado muito de cinco anos para cá? Damien estava muito preocupado. Izumi e ele haviam se visto apenas uma vez na vida e aquela vez em particular havia sido chave para que se perdessem de amor um pelo outro. Sim, amor. Ele não tinha mais medo de usar aquela palavra. Ela era forte, tinha de admitir, mas o sentimento que nutria por Izumi esse tempo todo também o era. Era o termo perfeito. Amor, amor, amor e amor! Ele estava apaixonado e absolutamente nada poderia mudar aquilo. A não ser que Izumi não gostasse do que iria ver depois de cinco longos anos sem nem sequer respirar o mesmo ar que ele.

Era incrível como ia da euforia extrema para a tristeza profunda e insegurança sufocante em menos de cinco minutos. Tudo isso na frente do espelho enquanto terminava de se arrumar para seguir até a praça. Haviam combinado ali, certo? Talvez seu antidepressivo estivesse começando a ficar caduco e seu corpo já estivesse se acostumando aos efeitos. Se bem que... Ele não poderia culpar o corpo. A ansiedade era maior do que qualquer dosagem de remédio que ele poderia usar em qualquer momento de sua vida. — Ok, Damien... Calma. Mantenha a calma. Você não tem doze anos de idade. Vocês dois são adultos. Vai ficar tudo bem. Vai dar tudo certo. — Falou com seu reflexo molhando o rosto e começando a ajeitar seu cabelo com gel. Iria colocá-lo para trás.

Medibruxos não tiravam folga, nem mesmo no natal. Mas ele havia conversado com a diretora de Durmstrang e anunciado que precisava cuidar de assuntos pessoais. E ele precisava mesmo. A maioria dos permanecia no instituto, mas Ren estava lá e Ren daria conta da enfermaria sozinho por apenas uma noite. Damien precisava vê-lo. Depois de cinco anos Damien finalmente iria vê-lo. Saíra mais cedo do que deveria da enfermaria para passar em seu apartamento alugado em Moscou. Lá escolhera minuciosamente a roupa e pegara a caixa muito bem embalada com o presente que comprara para Izumi quando soube de sua visita. Iria mandar-lhe um presente até que fosse por coruja, mas, com a chegada física dele, teria de ser algo ainda mais especial.

Agora que estava arrumado e com o cabelo penteado como queria, era só seguir até a praça, certo? Ajeitou o cachecol vermelho ao redor do pescoço e verificou se havia trancado a porta uma terceira vez. Em seu bolso, comprimidos de Rivotril SOS para o caso de uma crise de ansiedade. Havia algum tempo que não tinha crises como as de sua adolescência, mas estava se expondo a um estresse muito alto, ainda que positivo, logo, prevenir era sempre melhor do que remediar. No caso remediar com remédios, inclusive. Riu sozinho do quão ruim era a piada que sua mente havia acabado de fazer e se sentou em um banquinho enquanto a neve caía fresca a sua volta. Esperava que Izumi o reconhecesse. Ainda estava cedo, mas, como era ansioso, ele sempre chegava cedo aos lugares em que marcava. Não achava que seus pensamentos estivessem seguindo alguma linha lógica e nem mesmo se importava em se fazer entender. Ele iria ver Izumi. Depois de cinco longos anos. Era apenas aquela informação que lhe importava. Aquela informação era a única coisa que lhe bastava.


Interação para: Izumi Miyamoto ♥

Reencontros .what (post sem relação com os demais arcos no local)

Vestindo: This + Cachecol vermelho
Imagem


Spoiler: Mostrar
Imagem
Damien Morris
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Eddie Redmayne
 
Reg.: 30 de Jan de 2019
Últ.: 29 de Feb de 2020
  • Mensagens: 39
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 3 Pts.
  • 19 Pts.
  • 97 Pts.

Postado Por: Nick/Pinscher.


Re: Kremmlin Platz

MensagemJapao [#197062] por Izumi Miyamoto » 22 Fev 2020, 16:00

  • 10 Pts.
  • 10 Pts.
  • 87 Pts.
Still I call it magic
When I'm next to you...


    Mil e oitocentos e vinte e cinco dias. Sessenta meses. Foi esse o tempo que ele esperou para ver Damien uma vez mais. A espera iria acabar em alguns minutos, mas, ele estava muito nervoso. Ele tinha direito de estar, não? Cinco anos se passaram desde a primeira e única vez que Izumi havia conhecido o americano no Cabeça de Javali, em Hogsmeade. Ambos haviam mudado, física e mentalmente, mas, o sentimento que um sentia pelo outro permanecia intacto. Izumi acreditava que até havia ficado mais forte, ainda mais com a forma que conseguiram ter contato um com o outro uma vez mais.

    As coincidências da vida traçaram o caminho e o destino havia se encarregado daquele reencontro. Ele nunca se sentiu tão agraciado pela sorte em ter atendido o irmão de Damien na enfermaria de Hogwarts e desde aquele dia, não perdeu a chance de contatá-lo. Mantiveram o contato por cartas e fora o próprio Miyamoto que dera a ideia de se encontrarem uns dias antes do Natal. Ambos passariam o feriado nas respectivas escolas em que trabalhavam já que alguns alunos sempre ficavam por lá.

    Pensar que Damien possuía o mesmo senso de responsabilidade que ele o fazia sorrir. O mais novo estava cursando medicina por sua causa e estava quase concluindo. Nunca na vida, Izumi pensou que influenciaria alguém a tal ponto e isso não podia deixá-lo mais feliz. Como ele não era o único na enfermaria, conseguira com certa facilidade a permissão com o diretor da escola para sair. Ele era obrigado a fazer isso com um pouco de frequência, vide sua irmã que constantemente precisava de seus cuidados. Sem falar que, ele não ia ficar tanto tempo longe.

    Após um longo banho, ele tratou de se arrumar. Seu nervosismo aumentava a cada peça de roupa que colocava. O medibruxo queria estar bonito o suficiente para Damien e torcia para que o americano gostasse do que ia ver. Eram cinco anos sem ver o rosto um do outro! Damien tinha todo o direito de sair correndo caso se assustasse com o trabalho que o tempo havia feito no nipônico. Ele passou desodorante, depois calçou as meias… depois o par de sapatos, calça, blusa, uma jaqueta de couro e um cachecol. Ele estava todo de preto, com exceções do cachecol que era azul escuro. Fazia muito frio do lado de fora, mas, Izumi se sentia confortável o suficiente com aquelas peças de roupa.

    No bolso de dentro de sua jaqueta, havia uma caixinha de tamanho médio com uma pequena lembrança para Damien. Foi a última coisa que o Miyamoto pegou antes de deixar seus aposentos. Ele fez o trajeto até a saída da escola se deparando com pouquíssimos alunos e uma vez do lado de fora, tomou uma certa distância do instituto e desaparatou. Uma brisa um tanto forte estapeou seu rosto no instante que chegou na cidade de Moscou, mais precisamente, na Kremlin Platz. Já havia visitado a cidade há alguns anos num seminário de medicina e por isso, Izumi sabia como chegar ali.

    O Miyamoto havia desaparatado próximo a uns bancos que ornavam a praça. Não havia uma grande movimentação de pessoas por ali e antes de dar os primeiros passos, analisou mentalmente qual seria a melhor direção para seguir e logo avistou uma pessoa que estava sozinha num dos assentos. De onde estava, não dava para ver o rosto com nitidez, mas ele quase podia afirmar que era quem ele imaginava. Até porque, a iluminação da praça era muito boa e sua visão não era ruim. Respirou fundo o ar gélido e fechou os olhos por alguns breves segundos antes de começar a andar. O nervosismo se intensificava a cada passo que dava e com a proximidade, ele estava ficando mais certo de que estava era Damien. Os cabelos ruivos… a postura dos ombros... Quando estava a menos de dois metros de aproximação, conseguia ver as sardas que agraciavam o rosto do rapaz.

    Era Damien.

    Ele não sabia exatamente o que dizer e muito menos como agir, contudo, foi inevitável seu corpo não reagir e um sorriso tímido nasceu em seu rosto. Sem falar no leve borrão vermelho que surgiu em seu rosto ao estar tão perto do americano outra vez. Izu entreabriu os lábios para falar, sem ter certeza do que diria, mas, não dava para ficar em silêncio por mais tempo. — Ainda continua lindo. — Comentou, olhando diretamente para o mar de olhos verdes que eram os olhos de Damien.


With: Damien Morris. | Wearing: This! + Cachecol
Note: AAAAAAAAAAAAAAAH!
Imagem


Spoiler: Mostrar
Imagem
Izumi Miyamoto
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Park Hyung Sik
 
Reg.: 20 de Dec de 2018
Últ.: 29 de Feb de 2020
  • Mensagens: 119
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 10 Pts.
  • 10 Pts.
  • 87 Pts.

Postado Por: Lay.


Re: Kremmlin Platz

MensagemEstados Unidos [#197064] por Damien Morris » 22 Fev 2020, 16:32

  • 9 Pts.
  • 10 Pts.
  • 19 Pts.
Imagem


Either way I don't wanna wake up from you…


Nunca os minutos demoraram tanto para passar. Damien admirava com interesse uma menina bem pequena que corria pela praça acompanhada dos pais. Tentava tirar a cabeça do motivo de sua agitação e ocupar a mente com outras coisas. Como será que Darien estava? Seu irmão mais novo parecia absurdamente doente quando falara com ele pelo espelho de duas faces. Por que eles tinham de crescer, não é mesmo? Se lembrava com nitidez da época em que ele próprio levava Darien até a praça e ficava correndo com ele por aí, exatamente como aquela menininha fazia com o pai. Darien era bem menos teimoso quando era daquela idade.

Ele suspirou e a fumaça que se formou a sua frente serviu para aquecer as mãos geladas e fechadas em punho frente a seu rosto. Ele assoprou algumas vezes e depois esfregou as mãos uma na outra. Devera ter usado luvas. Ele era burro de não ter usado luvas. O frio russo era o mais rigoroso que ele já havia enfrentado e olha que já havia viajado pelo mundo todo! Sua perna balançava em um claro sinal da ansiedade que sentia. Fechou os olhos para tentar sentir o cheiro da pipoca que estava sendo vendida do outro lado da praça, mas estava longe demais e tudo o que ele sentia era o ar gelado adentrando seus pulmões como se fosse uma chuva de adagas cortantes. Doeu e ele começou a lacrimejar. Que droga! Agora sua sinusite iria atacar e ele ficaria absolutamente péssimo quando...

Izumi chegou. Sua espinha congelou e aquilo não tinha nada em absoluta a ver com o clima do local. Ele pegou um lenço no bolso, assoando o nariz com discrição antes de guardá-lo novamente. — Lindo? Eu diria congestionado. — Riu nervoso não conseguindo olhar nos olhos dele. Seu coração estava batendo tão rápido que provavelmente saltaria da garganta diretamente para a neve que cobria o chão da praça. Bom, pelo menos isso conservaria o órgão no caso de levarem para fazer algum transplante. — Você que está lindo... Não... Não mudou absolutamente nada de cinco anos até agora. — Falou após uma olhada rápida no rosto do asiático. Como ele conseguia ser tão lindo? Tão absurdamente lindo? Deveria ser crime ser lindo daquele jeito! Izumi pegaria pena máxima. Damien chegou para o lado abrindo um espaço para que ele se sentasse ao seu lado. Olhava tão fixamente para as mãos repousadas agora em seu colo que parecia até mesmo que sua pele havia trocado de cor.


Interação com: Izumi MIyamoto
Imagem


Spoiler: Mostrar
Imagem
Damien Morris
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Eddie Redmayne
 
Reg.: 30 de Jan de 2019
Últ.: 29 de Feb de 2020
  • Mensagens: 39
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 9 Pts.
  • 10 Pts.
  • 19 Pts.

Postado Por: Nick/Pinscher.


AnteriorPróximo

Voltar para Rússia

Quem está online

Usuários navegando neste fórum: Nenhum usuário registrado e 1 visitante