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MensagemRussia [#146495] por Guardião Russo » 04 Abr 2015, 13:06

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Diante de tal monumento arquitetônico, deslizando pela estrada escorregadia, pouco se nota o magnífico jardim de inverno que circunda tal local. As árvores sem folhas, o branco cobrindo a grama, o tronco das árvores e os arbustos fixos aos pés da construção. Em alusão ao país russo, esta catedral trouxa é gigantesca, com abobadas coloridas e crucifixos no topo de cada uma delas. Suas janelas, assim como todo o resto, datam do inicio do século XX, quando a revolução russa mudou os parâmetros da economia e sociedade. Para o mundo bruxo esta localidade não apenas chama atenção por sua beleza magistral, mas também pelo seu difícil acesso aos não-bruxos, sede de conspirações e segredos.
Guardião Russo
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Postado Por: Guardião Russo.


Re: Hagia Sophia Begraden

MensagemJapao [#211520] por Ren Kazuo » 08 Fev 2021, 16:20

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Ren suspirou fundo fazendo com que uma pequena nuvem de vapor deixasse seus lábios enquanto ele comprimia as mãos protegidas por uma grossa luva de couro forrado com lã e tremia um pouco. Apesar da neve que caía deixando toda a paisagem coberta de um branco imaculado, e do clima severo da Rússia, não era por causa do frio que Ren tremia. Antes fosse, mas após anos vivendo e trabalhando em Durmstrang, seu corpo já estava acostumado às temperaturas sempre muito abaixo de zero.

No entanto, o jovem medibruxo tremia debaixo de seu grosso casaco negro, muito elegante e confortável e os motivos que o levavam a tremera tanto, naquele momento, apesar de não ter em nada a ver com o frio, eram suficientes para deixá-lo suando frio. E o motivo para aquela sensação tão única era o simples fato de que, a qualquer momento, se encontraria novamente com a única pessoa no mundo que era capaz de desequilibrar a sua paz interior. A única por quem ele seria capaz de abandonar todas as suas ideologias e até mesmo utilizar da arte que trazia a morte. A única por quem ele entregaria a própria alma: Mizuki Miyamoto.

Se conheceram ainda crianças, quando o pai de Mizuki o resgatara das ruas de Kyoto. Desde então, Ren vivera como protegido de Katakuri Miyamoto, onde recebeu educação e amor. Por isso, por sua gratidão eterna com Katakuri, ainda que amasse de corpo e alma a bela Mizuki, Ren jamais lhe dissera nenhuma palavra sobre seus sentimentos. Entendia que muito provavelmente Mizu-chan se casaria com alguém à sua altura e, por isso, achara até melhor quando a oportunidade de ir para tão longe da família apareceu. Pensou que longe dos olhos que cintilavam como estrelas e dos lábios que lhe lembravam as flores da ameixa a desabrochar, poderia dar paz ao coração. No entanto, não lhe passava nem um único dia sem lembrar-se e, nesses momentos, o coração doía com a falta dela em seus dias.

Agora, Mizuki lhe intimara a se encontrarem. Havia deixado o Japão e ido àquele confim de mundo apenas para encontrá-lo. Muito provavelmente ela viria tratar com ele algo de sua família. Por muito tempo, Katakuri lhe dera a permissão de não servir à família como arma, mas ele sabia muito bem que se os Miyamoto exigissem dele, ele teria de fazer o que lhe era dever. Deveria ser o samurai e tirar vidas em nome da família e esquecer totalmente o medibruxo que salvava vidas.

Mas, a despeito de tudo o que ela poderia vir tratar com ele naquela noite, Ren ansiava principalmente por vê-la. Ansiava por sentir, ao menos de longe o perfume de Mizuki. Já haviam se passado dois anos desde que ele deixara o Japão para ir para Durmstrang Dois anos que se falavam apenas por cartas. A desculpa de trabalhar num Instituto tão rígido lhe poupara de algumas reuniões familiares, mas depois dos protestos de Mizuki, não havia como negar-lhe aquele encontro.

Ren tirou do bolso um elegante e antiquado relógio, olhando as horas. Poucos minutos se passaram desde que ele chegara, adiantado, ao ponto de encontro. Mas inquieto como estava, parecia que já era muito, muito mais... Praguejou contra si mesmo por não ter escutado os conselhos de Damien e comprado algumas flores para espera-la.



“Maldito.... agora isso vai me atormentar para sempre.”


Praguejou mentalmente enquanto se afastou um pouco do templo, indo em direção à rua, à procura de alguma floricultura ou carrinho de flores e, ainda que fosse quase impossível encontrá-los, acabou achando uma doceria, onde comprou uma pequena, porém delicada caixinha de bombons. Depois, Voltou apressado para a catedral, torcendo para que não tivesse se atrasado e não a tivesse feito esperar.


With: Mizuki Miyamoto
Citei: Katakuri Miyamomto e Damien Morris
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Re: Hagia Sophia Begraden

MensagemJapao [#211525] por Mizuki Miyamoto » 09 Fev 2021, 01:54

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Eles se conheciam uma vida inteira. Eram amigos à mesma quantidade de anos que se conheciam, estudaram, treinaram e cresceram juntos e foi nesses anos que a jovem japonesa havia se apaixonado por Ren Kazuo. Não que ela fosse admitir isso em voz alta, afinal, a morena tinha vergonha e medo de dizer o que sentia, já que ambos foram criados como irmãos. Além disso, era uma assassina para os Miyamotos, pensou muitas vezes a jovem, ela fizera questão disso e não se arrependia, ainda mais que com isso pode deixar seu irmão e Ren seguirem o caminho que sempre desejaram: o da cura, mas duvidava que Kazuo fosse gostar dela sabendo disso. Na mente da auror era improvável que o sentimento fosse mútuo.

Pensar nisso fazia com que o coração da jovem japonesa se apertasse dolorosamente, ao mesmo tempo que borboletas voavam em seu estômago com a ideia de encontrar o rapaz alguns dias mais novos que ela. Afinal, a última vez que a morena viu Ren foi à dois anos atrás no Baile da família onde Kyoshi Miyamoto, primo de algum grau dela, se tornou o líder do clã, o mais novo dentre a linhagem de chefes. Faziam-se dois anos isso e que o homem havia se tornado medibruxo na escola russa. Longe demais da família, longe demais dela, tudo que tinham eram cartas para apaziguar a saudade, contudo, após tanto tempo, Mizuki não aguentou mais viver apenas lendo as missivas do rapaz, sentia falta dos abraços, do jeito e do cheiro do nipônico. De novo, algumas partes ela não admitiria para ninguém, muito menos para ele, tirando a parte de sentir a falta dele, afinal, eram amigos. Por isso, sua carta marcando um encontro não foi de todo uma surpresa, nem estranha, apesar do nervosismo que ela sentiu assim que a coruja saiu por sua janela.

E agora, ali estava ela, caminhando em direção a Hagia Sophia Begraden, um ponto turístico na Rússia que seria o ponto de encontro da jovem com o rapaz que ela gostava depois de muito tempo sem se verem. Mizuki se sentia nervosa que nem mesmo o frio que fazia era tão importante assim, apesar dela estar completamente arrepiada apesar de estar usando um casaco grosso. Quando chegou ao templo, um museu, ela não sabia dizer, a morena não viu sinal algum do rapaz, o que a deixou ansiosa. “Ainda é cedo”, pensou ela ao olhar para o relógio e suspirar, a fumaça de sua respiração se formando em frente ao seu rosto Não demorou muito tempo com ela perdida em pensamentos, quando ela ouviu passos se aproximando dela, fazendo com que ela se virasse e encontrasse Kazuo, um sorriso radiante se abrindo na face de boneca. — Ren! — falou a Miyamoto, logo seguindo para o rapaz e o abraçando de modo apertado, ou pelo menos ela imaginava que fosse. — Você realmente veio. — diz sorrindo sem soltar o japonês, seu olhar se erguendo para encarar o rosto dele. No fundo, ela ficou com medo que ele não viesse, mesmo sabendo que Ren não era assim. O coração dela estava acelerado de felicidade e ela esperava que o rapaz sentisse o mesmo de vê-la e que não pensasse que fosse uma obrigação.
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Re: Hagia Sophia Begraden

MensagemJapao [#211570] por Ren Kazuo » 11 Fev 2021, 09:59

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Ren andava a passos largos tentando vencer rapidamente a distância que percorrera atrás daquele mimo. Ao que lhe parecia, caminhara para longe demais e, com certeza, estava mais do que atrasado.

Mas, em verdade, não era bem assim. Ele havia se afastado apenas uns dois ou três quarteirões e era a sua ansiedade que fazia parecer que o caminho de volta era longo e eterno. Mas logo ao virar uma esquina, já conseguiu ver completamente o enorme templo e não apenas isso. Sem dificuldades, conseguia ver a figura pequena e delicada, evidenciada pela paisagem quase predominantemente branca.

Nesta hora, o coração, que momentos antes já parecia querer sair pela boca, deu um solavanco dentro do peito, como quem, por alguns instantes, simplesmente parasse de bater, para recomeçar a bombear com ainda mais força e descompasso que antes. Ele não precisava sequer dos seus óculos para saber que ali estava Mizuki.

Ainda que se lembrasse com perfeição de cada detalhe do rosto da amada, vê-la de perto, sua imagem crescendo e ganhando mais definição a cada passo, lhe trazia a certeza de que era ainda mais bela, ainda mais perfeita do que seu coração lhe permitia se lembrar.

Mas ele não precisou dizer nada. Apenas o som de seus passos foram o suficiente para denunciar a aproximação fazendo com que Mizuki se virasse e logo sorrisse, ao constatar a presença do medibruxo e se lançasse aos seus braços num abraço apertado.



- Mizu-chan... – sussurrou aninhando a moça em seu peito num abraço forte, porém carinhoso e cuidadoso. – É claro que vim! Não poderia jamais recusar ao seu chamado.


A respiração ia, aos poucos voltando ao seu compasso, agora mais quente e menos desesperada e um raro sorriso brotou nos lábios de Ren. Sorriso que só era possível ver em ocasiões como aquela e que, geralmente, eram provocados pela presença graciosa da moça.

Era tudo tão surreal que ele sentiu que precisava ter certeza de que não era um sonho e que ela realmente estava ali. Então, afastou-se um pouco, mas sem soltá-la do abraço e a olhou nos olhos. Novamente aquele brilho no olhar de Mizuki fez com que sentisse como se seu rosto queimando. Mas, ao mesmo tempo, sentiu-se em casa, aconchegado e totalmente entregue ao sorriso dela.



- Estou realmente feliz em vê-la, Mizu-chan.


Disse sincero, mas sem saber como agir ou o que dizer. Queria apenas ficar ali, enlaçado a ela num abraço cujo nem mesmo o frio da Rússia conseguia penetrar. Um momento de alento e felicidade depois de dois longos anos longe dela.

Mas o prudente e protetor Ren estava atento. O frio, ainda que fosse nulo dentro daquele abraço, poderia fazer muito mal a ela. Mizuki parecia ainda menor e mais frágil que antes, assim, tomada por seus braços e isso despertava nele aquele desejo sempre presente de acolhe-la e protege-la.

Por isso, e fazendo um esforço enorme para sair daquele estado de enleio, ele olhou ao redor a neve caindo. Então afastou-se um pouco dela com um olhar grave fazendo com que suas sobrancelhas se arqueassem enquanto retirava seu próprio cachecol e o enrolasse em volta da garota num gesto de carinho e proteção:



- Melhor irmos para um lugar fechado. Esse clima maldito é capaz de congelar até mesmo os pulmões de um urso polar. Sei de um restaurante aqui perto. Lá podemos conversar sem que viremos dois picolés ambulantes.


Whith Mizuki Miyamoto
Off: Pois é... apesar do frio, tá todo derretido kkkkkkk
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Re: Hagia Sophia Begraden

MensagemJapao [#211650] por Mizuki Miyamoto » 14 Fev 2021, 23:43

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Por um longo momento, pelo menos para a jovem japonesa, ela se perdeu naquele abraço apertado, com ela sorrindo toda feliz com aquilo e com as palavras do homem que a abraçava. Mizuki sentia que podia ficar naquele abraço para sempre, afinal já se sentia assim, mal notando a neve ou o frio, apenas concentrada na respiração de Ren e nas batidas do coração dele que acalmavam o seu próprio. Quantas vezes se sentiu assim? Diria que todas as vezes que o rapaz a abraçou, sim, ela se sentia segura nos braços de Izumi, seu irmão mais velho, mas com Kazuo era um tanto diferente, o mesmo sentimento de proteção, só que de algum modo havia algo mais, claramente se devia aos sentimentos da jovem pelo medibruxo, não que ele soubesse.

Contudo, aquele abraço não durou tanto quanto a nipônica gostaria, com o rapaz se afastando do abraço e olhando ao redor, logo retirando o próprio cachecol e colocando na auror que sentiu suas bochechas esquentarem com aquela atenção dedicada de Ren. Sim, não era a primeira vez que ele fazia algo do tipo com ela, ele já havia colocado casacos por cima de seus ombros, feito aquele mesmo ato quando esfriava demais e agitada como Mizuki era sempre esquecia de carregar/usar o próprio cachecol. Era romântico na visão da menina apaixonada que ela era, mas a japonesa sabia que era apenas o senso de cuidado e proteção que ele sempre tivera com ela. Imaginava que ele a visse do mesmo modo que Izumi o fazia: a irmã mais jovem, apesar dela ser poucos dias mais velha que o japonês, pequena e delicada, que sempre precisava ser cuidada.

— Obrigada, Ren. — diz a Miyamoto, sorrindo levemente diante do cuidado oferecido pelo medibruxo. — Ah, claro, se acha melhor, mas tinha pensado de dar uma volta pelo lugar, queria que me apresentasse um pouco do país que está trabalhando, já que me mostrar a escola é impossível. Mas tem razão, está bastante frio e para ser sincera, estou com um pouco de fome também. — diz a jovem pensativa e um tanto sem graça com aquilo, afinal, havia saído de forma apressada de tão ansiosa que estava desde que recebeu a carta de resposta dele dizendo que se encontrariam. — Onde é esse lugar? — pergunta de forma toda fofa e sorridente agarrando o braço de Kazuo. — Você está quentinho, e você mesmo disse que o clima daqui é capaz de congelar os pulmões de um urso polar. — explica sorrindo logo, se encolhendo dentro do casaco que vestia — Ren-kun está quentinho, um quetinho bom. — diz seguindo com o moreno para onde ele a queria levar, aproveitando que ele havia se distraído ao explicar aonde iriam para ela sentir o perfume dele no cachecol, sorrindo toda boba.


Quero que eles se beijem e se declarem, socorro, tão fofos... .snif .*-*
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Re: Hagia Sophia Begraden

MensagemJapao [#212165] por Ren Kazuo » 02 Mar 2021, 16:14

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Era sempre muito diferente estar com Mizuki e lembra-se de Mizuki. Desde crianças, Ren convivia com a garota intrépida e exímia em armas. Sabia do potencial que ela tinha em batalha melhor do que ninguém, pois foram treinados juntos. Ela era mortal e impiedosa, com uma espada em mãos, mas diante dele, era tão delicada e doce que fazia o medibruxo corar com um simples agradecimento enquanto ele a envolvia com seu cachecol.

Ainda que estivesse sereno e até mesmo frio, por fora. Dentro de si Ren estava em completa agitação. As mãos suavam dentro das luvas grossas e as pernas pareciam tremer tanto que ele tinha que tomar cuidado para não tropeçar e parecer um completo tolo diante de Mizuki que, totalmente contrária a ele, parecia bem confortável com a proximidade de ambos ao agarrar o braço de rapaz e afirmar de forma fofa que ele era quentinho de um jeito bom.



“Mizu-chan também é quentinha...de um jeito bom...”


O coração do jovem samurai batia no peito com tanta força que se assemelhava ao som do wadaiko. Caminha com a menina assim, tão próximos, trazia a Ren uma sensação de calor gostosa e reconfortante. Mesmo no frio da Rússia, era como se estivessem no meio de um haru matsuri. Quantas vezes ele e Mizuki andaram assim, colados, nos festivais de primavera de sua terra natal. Ele sempre tenso e cheio de sensações pela menina e ela... leve e bela, sorrindo com a segurança e familiaridade de estar em companhia a um irmão...
Sim, Ren não tinha outra ideia sobre os sentimentos de Mizuki. Em seu pensamento, com certeza ela apenas o via como um irmão, pois foram criados juntos, ainda que não como irmãos. Foram treinados juntos e compartilharam o mesmo sensei. Era ousadia demais pensar nela como a mulher de sua vida. Por isso ele afogou em seu peito o que tanto queria dizer sobre o quanto gostava de sentir o calor dela tão perto de si.



- É um restaurante bastante popular por aqui. Não tem muito das nossas comidas de casa, mas espero que você goste de provar coisas novas.- Desculpou-se acenando adiante já mostrando o lugar que visitariam, já que ele não ficava muito longe de onde estavam e, com a caminhada, já conseguiam ver.


Não foi difícil conseguir uma cadeira no local escolhido para jantarem. O restaurante estava relativamente vazio e ele puderam escolher um lugar aconchegante no segundo andar, em umas mesinhas que imitavam pequenas saletas, onde o aquecimento era mais forte e, portanto, mais confortável do que se sentar em meio ao salão. Tratavam-se de mesas com pequenos sofás, ao invés de cadeiras, onde caberiam facilmente 4 pessoas para jantar, mas também era o preferido de casais e outros que preferiam estar à sós ou conversar com mais privacidade. Era quase como estar à sós e isso era bom, pois, assim, poderiam conversar tranquilamente em sua língua natal, sem que atraíssem olhares curiosos.


- Espero que goste... – Ren indicou o lugar para Mizuki sentar-se para só então se acomodar também.



With: Mizuki Miyamoto (Dan)
Off: Aff Ren....
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Re: Hagia Sophia Begraden

MensagemJapao [#213197] por Mizuki Miyamoto » 05 Abr 2021, 01:33

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Parecia que a jovem estava calma e composta ao segurar o braço de Ren, mas a verdade era que seu coração estava acelerado ao extremo, ela nem mesmo sabia como mantinha a expressão tão calma e composta. Sorrindo, claro, mas do seu jeito de sempre, de como o rapaz sabia que ela sorria. Andar daquele modo com Kazuo, a fazia lembrar da infância, de quando andava, principalmente, após os treinos ou em festivais com o rapaz. Aquecia seu coração, ao mesmo tempo que parecia despedaçá-lo, afinal, ele nunca a veria como nada além da menina da família que o havia salvado das ruas. A irmãzinha que tinha ganhado ao ser cuidado pelos Miyamotos.

Mizuki afastou aquilo de seus pensamentos, seguindo com o rapaz, sorrindo ao vê-lo mostrar que o restaurante não estava longe, com eles entrando pouco tempo depois dele ter indicado o local. Era um lugar aconchegante, apesar de ser um pouco diferente do que ela havia se acostumado a frequentar em seu país natal. Diferente, mas não ruim, pensou ela, enquanto iam para onde o garçom os havia indicado para sentar, uma mesa que poderia comportar um grupo facilmente. — É bom experimentar coisas novas, você deve fazer muito isso por estar trabalhando longe de casa, né? — pergunta sorrindo para o moreno, notando o atendente voltar com cardápios para os dois.

— Se Ren escolheu é claro que vou gostar, apesar de não saber o que pedir, o que quer comer? — questionou toda fofa, logo ouvindo as palavras do rapaz, olhando para o que ele indicava serem bons pratos, os quais ela pensou muito antes de pedir, juntamente com uma bebida com álcool e um copo de água. — Aqui está mais quentinho, acho que vou tirar o casaco ao menos. — comenta, talvez buscando alguma reação do rapaz, mas não notando nada além da serenidade característica de Ren. Com ela suspirando baixinho, retirando o casaco e deixando-o ao seu lado no banco. Logo uma pontada de surpresa se estampou nas feições da morena, logo olhando para onde Kazuo apontava e vendo as marcas roxas e alguns arranhões que estavam cicatrizados. — Ah, devem ser resquícios da missão que tive, eu mencionei na carta para você sobre isso, que me irritei bastante, o que não é nenhuma novidade se tratando de Hayato.

A expressão que se abriu no rosto do moreno fez com que a jovem se surpreendesse, afinal, nunca havia visto aquilo antes, pelo menos não se lembrava de ter visto aquela irritação em Ren. — Não, não foi ele, foram os homens com quem lutei e por eu ter pulado no carro que nos perseguia… Ren, o que foi? Isso não é nada demais nem dói e... — a resposta fez com que a Miyamoto se sobressaltou de surpresa e choque. — Eu não sou tão frágil assim… E... novamente foi cortada e as palavras apressadas do rapaz fez com que ela se calasse em choque, algo que logo surgiu nas feições dele também. — O qu… que disse? — perguntou sentindo seu coração completamente acelerado. Ela havia ouvido certo?
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Re: Hagia Sophia Begraden

MensagemJapao [#213222] por Ren Kazuo » 05 Abr 2021, 18:25

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A noite estava fluindo bem, com tranquilidade e até mesmo certo encanto. Ao menos era essa a sensação que Ren tinha ao olhar Mizuki, sentada à sua frente sob a luz aconchegante do restaurante que ele escolhera para jantarem juntos. Era ainda mais bela, vista assim, com calma e sem ter de se preocupar com o frio intenso de momentos antes. Era mais bela, por que, agora, ele podia se deixar perder em cada detalhe de seu rosto como um apaixonado que fitasse as estrelas.

Ela parecia feliz em estar ali, mesmo que não estivessem em casa. Será que ela poderia ser feliz longe do Japão e da influência dos Miyamoto? Ele estava sendo, não era mesmo? A única coisa que lhe faltava era a presença de Mizu-chan... agora, não faltava nada. Não lhe importava que ela nunca o veria como homem, não naquele momento. Ainda que para ela, ele fosse apenas o pobre menino agregado que se tornara quase como um irmão, bastava a ele que ela estivesse presente. Sim, ele era plenamente feliz, ao menos por algumas horas, enquanto ela estivesse perto de si.

O garçon surgiu do nada, fazendo com que o jovem medibruxo se desconcertasse por completo com a presença certa do desconhecido. Por um instante, se esquecera de onde estava, totalmente absorto em desfrutar da presença da garota ao seu lado. Mas tentou não deixar transparecer. Logo pegou um dos cardápios e passando os olhos indicou um prato que lhe agradava bastante, o qual indicou logo à garota:



- Este, geralmente me agrada bastante. Não é muito forte, mas não é sem graça, tampouco. Se quiser uma opinião, acredito que é um prato acertado, para começar.


A resposta dada por ela de maneira tão meiga quase o fez sorrir como um bobo. Mizu-chan era sempre tão encantadora...


- Vão querer mais alguma coisa?


A pergunta veio do atendente que o olhava com um ar de confidente e um meio sorriso que novamente desconcertava o médico japonês. Estaria muito óbvia a devoção que ele tinha por Mizuki, ao ponto de mesmo um desconhecido notar? Era melhor ser cuidadoso daí por diante, não queria que ela se chateasse descobrindo os sentimentos que ele há tanto tempo escondia.

Feito o pedido de comidas e bebidas, Ren sentiu que novamente estava à sos com Mizuki. Aos poucos a paz voltava ao seu coração. Mizu-chan parecia bem à vontade e o frio de fora não lhes importunava mais, de modo que a menina se movimentou para tirar seu casaco. Enquanto ele mesmo se livrava de seu cachecol e luvas, antes de finalmente também se desfazer do casaco e coloca-los ao seu lado.

No entanto, assim que voltou sua atenção novamente para Mizuki, agora sem casaco, notou na pele pálida que se deixava à mostra em poucos pontos do corpo dela, algumas marcas de cicatrizes e hematomas e isso foi o suficiente para que se semblante mudasse do encantado e apaixonado para completamente irado.



- Está ferida? O que houve? – a pergunta era quase uma retórica, posto que ele sabia muito bem que ela era uma das armas dos Miyamoto.


Era óbvio que odiava o fato de ela ter que seguir o caminho das armas, mas odiava ainda mais relembrar dos detalhes da última missão em que ela atuou e da maneira escrota com que Hayato sempre agia em relação a ela. Não era à toa que nunca gostara do primo de Mizuki e isso ele nunca fez questão de esconder.


- Então aquele imprestável, além de não servir para sua defesa, ainda lhe causa danos? – o tom de voz era ríspido e rouco, uma tempestade prestes a desabar.


Mizuki tentava se explicar numa ingênua necessidade de livrar o outro de uma culpa que Ren sabia (ou teimava) em ser dele. Mizu-chan era sempre boa e complacente, capaz de defender até o indefensável e isso deixava Ren ainda mais colérico com o primo de sua amada ou com qualquer coisa que pudesse lhe causar mal. Os pensamentos iam e vinham enquanto Mizuki tentava se explicar. Não era culpa de Hayato? Claro que era! Era culpa de todos eles que se aproveitavam dela para realizar as tarefas imundas da família.

Pensamento e palavras se misturavam sem ordem pois a calma abandonara o espírito de Ren e ele mesmo já não conseguia medir o que era pensamento e o que se transformava em palavras. Estava transtornado com a dor de saber que ela sofreu. Era assim desde sempre não é mesmo? Qualquer coisa que viesse para cima de Mizuki para machucá-la lhe causava dor ainda maior...



- Pouco me importa que não seja frágil! Se te machuca, machuca a mim, também! Não entende que eu não posso viver sem você!?


O olhar chocado de Mizuki foi o suficiente para traze-lo de volta e fazer a tempestade parar abruptamente! Ren a olhava trêmulo e ofegante, o maior segredo de sua vida, jogado de qualquer jeito para ela, sem preparação, sem nenhum aviso.

Abriu a boca tentando articular alguma palavra, quando ela questionou sobre o que ele acabara de dizer, mas não havia uma resposta para dar, depois de tudo isso. Ela o olhava atônita e ele se decidiu no ultimo segundo. Não havia mais o que perder, havia? Já havia cuspido no nome da família que o acolhera, o que aconteceria agora era que ela iria fugir dele e isso ela faria, ainda que ele não dissesse nada. Havia sido pego. Nada mais honrado do que assumir a sua culpa:



- Kuso....


Então, Ren se levantou se curvando num evidente pedido de desculpas. A voz saiu grave e trêmula, mas já sem vestígios de raiva. Havia apenas a entrega respeitosa e solene sobre o que ele tanto queria dizer há muito tempo. Ele não faria de outra forma. Sabia que seria repreendido, mas era homem o suficiente para reparar seus erros.


- Watashi wa, anata o aishiteimasu. – a respiração ofegante fazia nublar a lente dos óculos, agora era tarde para voltar atrás – Desde sempre e para sempre, a minha existência é somente para você.


E esperou pelo castigo que viria e que ele tanto merecia. Mas dessa vez ele não sentia medo, pelo contrário, sentia como se o peso do mundo fora arrancado de suas costas...



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“Eu era uma ilha abandonada no meio do oceano, sem passado e sem futuro.”
(Memória de uma Gueixa)
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(frase do Bushido)
Ren Kazuo
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Haruma Miura
 
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