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Florean Fortescue's Sorveteria

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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemReino Unido [#180231] por Cecily Y. Owen » 30 Set 2017, 02:02

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You ain't never had a Friend like me.




                O pedido para mudar de escola viera da própria Cecily, fora uma surpresa para os pais, assim como para o senhor Azarov, aquele desejo da loirinha, ela mesma ainda estava surpresa com a própria ideia, mesmo que não tivesse nenhuma vontade de voltar atrás em sua decisão. Sim, ela poderia continuar em Hogwarts mesmo com a formatura dos melhores amigos, ela mesma poderia acabar conseguindo novos companheiros para suas aventuras na escola inglesa. Contudo, depois da descoberta sobre sua real origem, a nova família que tentava se adaptar naquelas semanas que passava na Rússia, a mistura de curiosidade e um sentimento de querer se aproximar daqueles que ela deveria ver, também, como família, fizeram com que a galesa questionasse sobre Durmstrang, tanto para o progenitor e irmão como também para seu mais novo amigo Auriel.

Esses detalhes todos misturados fizeram com que a menina fizesse aquele pedido, havia também o desejo de Cecily de ajudar o amigo, que após a formatura da prima mais velha se sentia um pouco preocupado em relação a escola e a própria interação com os dois primos restantes, ambos a loirinha conhecera no período do Tribruxo. Sim, ela sentiria falta de Hogwarts e dos amigos que deixaria para trás, mas ela achou que deveria se aventurar naquela nova empreitada de conhecimento escolar, familiar e, claro, de si própria. Com seu pedido de transferência sendo enviado e aceito, depois de conversar com a diretora juntamente com o pai, enfim com tudo resolvido. Cecily decidiu que iria se encontrar com o Suliver e contar as novidades, aproveitando aquelas semanas que ela voltaria para Gales, pois depois daquilo iria para a casa do pai biológico e ficar com ele até sua partida para escola.

Não fora tão difícil pedir a permissão para visitar o beco diagonal sozinha, sabendo que o irmão, que estava vivendo em Londres desde que entrara para universidade, estaria por perto caso ela precisasse de qualquer coisa. Um pequeno sorriso se formou nos lábios da galesa ao imaginar a expressão dos amigos, não apenas de Auriel, sobre sua mudança de escola. Talvez eles não entendessem, mas a menina achava que aquilo era o certo a ser feito. No entanto, ela não queria mais pensar naquilo, não era o momento, não quando ia encontrar com um amigo para se divertir. Era nisso que estava pensando enquanto andava até onde ficara de encontrar o ex-corvino, sorrindo ao vê-lo já ali.
– Desculpe o atraso... O trem demorou mais que o esperado. – disse assim que chegou perto do loiro o abraçando levemente para logo solta-lo. – Parece que você cresceu mais, Auriel... – falou a menina comparando a altura dos dois algo engraçado diante daquela grande diferença de altura. – Ah... Desculpe a falta de educação... – disse assim que viu um homem se erguer, sorrindo diante da apresentação. – Cecily Owen, é um prazer conhece-lo, senhor.

Um sorriso tímido se abriu nos lábios da galesa diante do elogio do mais velho, que era pai do seu amigo, este que ela logo se virou entregando a câmera fotográfica, a mesma que emprestara no baile do Tribruxo. – Trouxe para que pudéssemos tirar fotos de novo, foi divertido no baile, não foi? – questionou sorrindo para o amigo, ainda mais diante das palavras dele. – Vamos comprar um sorvete e depois vamos dar uma volta. Tenho uma novidade para te contar. – comentou com o inglês, segurando o braço dele enquanto iam na sorveteria, enquanto o pai deste ficava mais atrás das duas crianças enquanto compravam suas coisas e caminhavam, hora parando para tirar fotos ou conversar sobre qualquer coisa. – Bem... – começou a menina diante do questionamento do mais velho, andando de costas para que pudesse encara-lo. – Eu consegui convencer meus pais de ir para Durmstrang, então... parece que estudaremos juntos, Auriel. – disse sorrindo animadamente, parando de andar e esperando uma reação do amigo. Esperava que ele ficasse feliz com a notícia.


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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemCanada [#180391] por Raegan Baldwin » 02 Out 2017, 20:49

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– Mais um! – Gritei, deixando meu olhar pairar sobre toda a extensão do bar, um sorriso leve brincando em meus lábios enquanto o elfo doméstico corria para pegar um copo do líquido desejado. Sim, eu estava com sede, e não, não era de água. Ultimamente, whisky de fogo era uma de minhas melhores companhias – me ajudava a trazer coragem, agora que me mudei para a Europa com a intenção de jogar em um time muito mais internacional que o qual estava acostumada. Era uma mudança complicada, visto que só minha família conhecia minha condição de aborto, e muitas vezes me agarrava a inteligência e ousadia para sair de situações em que essa mesma condição seria reconhecida. – Valeu. – Fiz um gesto de ‘joinha’ antes de trazer o copo aos lábios, aliviada quando senti a garganta queimar, sabendo que o álcool fazia efeito com certa velocidade.

Quase nunca bebia, gostava de me manter sóbria principalmente em alta temporada, mas hoje era o dia de andar pelo Beco Diagonal. Tinha uma varinha funcional comigo, apesar de minha incapacidade, e alguns truques na manga… então, que mal faria conseguir algo mais para dar sorte? – Toma, uma gorjeta. Compra alguma coisa legal. – Pisquei, sem ter a menor noção se aquele elfo podia comprar alguma coisa ou, mesmo que pudesse, se iria. O dinheiro extra provavelmente pararia nas mãos de seu dono, mas o que eu podia fazer? Era assim que a vida funcionava. Elfos praticamente se escravizavam, segundo as próprias vontades, e viviam uma vida de servidão, enquanto eu, que nasci com todas as melhores possibilidades, precisava me esconder em plena luz do dia, correndo o risco de perder tudo a qualquer instante. Vida que segue. Não estava a fim de reclamar. “Melhor assim.” Pensei, virando todo o resto do líquido, passando a mão sobre os lábios para tirar quaisquer resquícios.

Quando saí de Hogsmead, Raegan não demorei muito para encontra ro caminho até o Beco. De fato, as complicações ali eram maiores em comparação ao que estava acostumada, uma vez que no Canadá não apenas tinha a ajuda dos meus pais, como também conhecia o local desde a infância. Mas sempre fui uma menina orgulhosa, querendo fazer tudo sozinha e provar que era capaz de me virar com ou sem magia, e isso ajudava bastante em situações como aquela: em meio a perguntas e direções erradas, fui capaz de descobrir a entrada para o local das lojas. Impressionei-me, como qualquer pessoa teria, precisando parar por alguns segundos apenas para perceber o que era aquilo. Aquela rua, enorme, cheia de coisas e opções distintas. “Loja de esportes, loja de roupas, móveis bruxos, o que mais…? Ah, alguns bares.”Os lábios curvaram-se para cima enquanto apontava com a varinha para cada local do mapa. Se tivesse magia, a marcação seria concretizada com o toque; como não tinha, aquele mapa já apresentava as marcações, mas poderia fingir. Caso algum bruxo me visse, pensaria que elas se criaram naquela hora.

“Tudo bem, é só seguir por aqui…” Como era de se esperar, não demorou muito para um acidente. Uma criancinha tropeçou em mim, e lá vamos nós colocar um sorriso, desculpar a pessoa, para então os pais perceberem que hey, era eu, Raegan Baldwin, e então dar autógrafo, tirar foto. Olha, eu até gostava da atenção, mas enchia o saco quando queria fazer uma coisa normal tipo… comprar móveis para minha casa! Tudo bem, era só respirar fundo, ver se encontrava mais whisky – será que meu corpo começou a se acostumar? Isso sim seria uma chatice. Depois disso, pelo menos, meu humor melhorou. Isso porque achei uma fileira de chapéus à venda, e foi divertido prová-los, mais ainda quando a dona da barraquinha me permitiu levar um de graça (comprei outro de cortesia, é claro). Também achei alguns óculos escuros, e a combinação dos dois ajudava. Bastante. Ou seja, podia sair na rua com um pouco mais de confiança que ninguém me perceberia ali nem me tomaria como Raegan.

Bom, foi isso que eu pensei. Estava claro que errei… só não pelos motivos esperados. “Masoquê?” Mais ou menos esse meu pensamento, em inglês, num sotaque canadense, no segundo em que uma pessoa parou a minha frente, começando a falar algo sobre estar me seguindo ou…? Arqueei uma das sobrancelhas na mesma hora, adotando uma postura um pouco mais defensiva, mas prestei atenção. Era uma gata, a mulher. Alta, negra, maior corpão, e tinha um dos cabelos mais legais daquele lugar, apostava. Foi então que eu percebi. “p*** que pariu!” Meus olhos quase saltaram, mas tentei me acalmar e puxei o óculos para frente, adotando uma pose de ‘que é?’. É claro que meus pensamentos eram bem diferentes. Aquela era Raizel! Raizel! Jogadora de quadribol, alguém que eu sabia por questões de conhecer possíveis futuras adversárias, mas não só isso… minha irmã a odiava! A odiava demais. Melhor ainda, elas tinham se beijado. Caramba, eu podia me divertir à vontade. O fato dela ser uma gata também era um belo de incentivo. Será que poderia considerar assédio? Bom, tanto faz.

Ok, vamos ser bem claros, eu pensei. Sou uma pessoa sensata, beleza? Tenho que ser, com o lance de esconder que sou um aborto, etc. Mas eu gostava de me divertir, oras! Já sofria com as milhares de mentiras e segredinhos, podia aproveitar as situações que a vida me dava para rir um pouco de tudo. Então, meus pensamentos foram para os ares quando eu percebi que A) tinha uma mulher muito gata que pensava me odiar e B) Eu adorava surpreender pessoas, nem sempre do jeito mais divertido ou honesto. Por isso, reuni meu senso de diversão e coragem, bastante impelidos pelo whisky, e fiz meu corpo ir para frente. Naquela altura, meu chapéu já estava para trás e havia retirado os óculos escuros… ou seja, dava para me divertir sem acidentes como bater o nariz. Isso mesmo, produção. Eu, Raegan Baldwin, aborto, gêmea de Aileen e uma pessoa meio bêbada que queria me divertir, terminei por beijar a arqui-inimiga de Al. A vida era mesmo divertida.

– Bom, agora eu entendo por que minha irmã te pegou. – Sorri, meio torto, porque conhecia minhas chances de levar um tapa. Não era só a aparência que explicava, também tinha a questão da postura extremamente altiva, dos lábios dela serem extremamente macios – será que ela cuidava de um jeito natural? – e… ok, não era o momento de pegar crush em ninguém. Por isso respirei fundo, mas com discrição, e fiz minha melhor imitação de uma pose completamente simples e relaxada, apesar da adrenalina correndo em minhas veias. – E aí, tudo bem? Sou a Rae. – Apresentei-me, ou semi me apresentei, não resistindo a uma piscadela básica. Ainda bem que não estava mais com o óculos, ou teria perdido metade da graça. Se bem que, talvez não, levando em consideração a expressão de surpresa, choque, frustração, raiva, tudo isso no rosto dela; olha só, eu beijo bem, beleza? Prefiro pensar que uma parte dela gostou, talvez até quisesse mais. E eu realmente preciso parar de pensar, nada de conseguir um crush super aleatório. Mas tadinha, ela ficou tão perdida! Até deu pena.

– Irmã. I - R - M - Ã. – Soletrei, levando em conta sua confusão. Poxa, Al nunca contou de mim? Eu era uma pessoa tão sensacional… e isso nem é brincadeira. Pensei que a arqui-inimiga dela a conhecesse o bastante para saber que Al tinha uma irmã tão maravilhosa quanto ela, também no campo de esportes. – Gêmea. Fraterna, na verdade, mas quando estou vestida assim eu pareço demais com a Al. – Expliquei, divertindo-me. Eu tinha um defeito num dos olhos, apesar de não atrapalhar a visão, e isso também servia como distinção; mas preferia que ela percebesse o detalhe por si só, talvez se prestasse atenção em minha aparência? Claro que eu preferia que ela prestasse atenção em minha aparência quando estivesse sem roupas, mas… ok, isso aqui tá caminhando pra um caminho perigoso. Parando, de novo. Pelo menos, podia focar nas reações dela: Com as bochechas coradas, ficada ainda mais fofa, o que significava ficar ainda mais gata. Stop. O lado bom da coisa toda é que estava à beira de um ataque de risos. Quem não estaria?

Contudo, como a adulta experiente e incrível que eu era, além de extremamente gostosa e atlética, fiz questão de puxá-la, com delicadeza, para longe daquele monte de gente. Queria mais privacidade pra falar com a jogadora de quadribol super gata que eu acabei de beijar… quem pode me culpar? – Desculpa, gata, é que falar no meio daquela gente toda não dá. – Falei, enquanto refletia sobre o que ela disse. Sim, poderia ser considerado assédio, e talvez não tenha sido a atitude mais racional da minha parte, mas o whisky realmente me afetava e, bom, eu queria me divertir! Droga, já era um saco não poder sair por aí fazendo magia como todo mundo… enfim, não vou ficar reclamando, muito mimimi pro meu gosto e da minha parte não quero não. – Gosto de pensar que sou mais legal que ela, sim. – Pisquei, ainda risonha. – Resumindo, eu sou a irmã da Al. Você a beijou, então eu a beijei, e não temos uma relação, só... um pequeno contato. Claro que, se você quiser, super topo uma noite ou duas, até relação a três, desde que não envolva minha gêmea, porque isso seria nojento. – Saiu, ok? Eu não conseguia me parar! Falava a verdade, oras. Super toparia algo com ela, na cama, na parede, na bancada de alguma cozinha de hotel, num campo de quadribol… ok, esse último não, a grama deveria doer. E duas ou três, quem se importa?

Ok, talvez ela se importasse. Eu sei, eu sei, minha irmã era a egoísta das duas (te amo, Al), mas eu roubava. Ou será que eu era a egoísta e pensava o contrário? – E eu sei que você gostou do beijo. – Completei, piscando, só para afastar os pensamentos de, você sabe, coisas que afetam a moral e os bons costumes. – Você correspondeu. – Então mostrei meu sorriso mais maroto, ainda bem tranquila. Não queria assustá-la, nem forçá-la a nada, por isso meu tom era relaxado; apesar das frases não serem das melhores, sabe como é, caso ela estivesse muito assustada.

Pausa aqui para pensar: Ela não beijou minha irmãzinha? Foi um mal entendido? Sério? Ah, que droga. Mas preferia não prestar tanta atenção assim. Quer dizer, já foi aquele beijo, né? Agora já era. – Espera… Você beijou, mas não beijou minha irmã? E agora que te beijei, isso pode ser considerado assédio? – Levantei uma das sobrancelhas, tentando fazer sentido de tudo. – Ok, beleza, com o último eu até concordo, e peço desculpas, mas… Sabe que eu adoraria te beijar outra vez? – Soltei. Era a mais pura verdade, oras. E todo o mais que já narrei anteriormente. Ok, vai ver eu estava mesmo ‘into’ ela, mas o que posso fazer? A gente não controla quem sente atração. – Olha, beijo é beijo. Selinho não conta, claro, a não ser que você goste da pessoa. Mas se houve correspondência… – Deixei no ar, também. Al não me contou muito dos detalhes do beijo, nem tinha perguntado, por causa da raiva dela e todo o resto. Sorri, então, com seu lado defensivo. Caramba, ela era gata demais, até assim (“Esse é o momento que eu paro de pensar”, fiz questão de me lembrar). Melhor partir para uma abordagem menos agressiva.

– Tudo bem… Sendo assim, eu sou a Raegan, mas pode chamar de Rae. – Sorri, cumprimentando-a com um aceno leve. – Eu também não costumo sair me oferecendo assim pra todo mundo, mas você é gata e está num time importante de quadribol. Só eu acho excitante beijar a inimiga? – Pisquei, outra vez prestando atenção nela, então na atração e… ai, droga. E se ela fosse daquelas que precisavam de um relacionamento pra ir pra cama? Putz, estaria totalmente ferrada. E tinha a leve certeza de que sim, pra ela odiar minha irmã. Eram sempre as puritanas que odiavam a Al (sem juízo de valor a elas, ok?, só dizendo). – Falando sério agora. – E falaria mais ou menos sério, porque sério era chato. – Não precisa ficar com raiva. A não ser que você converta essa raiva me jogando na parede, aí tudo bem… – Ok, eu precisava, não precisava? Suspirei, discretamente. Era meu jeito, honesto, sincero, direto até demais; ela era gata, gostosa, etc, etc, não preciso encher vocês disso, e eu era uma pessoa que me ligava muito a necessidades físicas. O que posso fazer? Mas também estava disposta a tê-la como amiga. Também, adoraria a cara da Al diante disso (aposto que ela sentia o mesmo).

– Tá bom, tá bom. – Suspirei, eu tinha razão do porquê ela odiava Al. Tudo bem, talvez ela fosse legal por razões distintas as quais estava acostumada com meus amigos. Quer dizer, ela não me estapeou até aquele momento, nem me expulsou, nem me xingou nem nada parecido, então ganhou vários créditos. Até então, eu não estava merecendo um abraço nem muito afeto. – Eu te assustei, não foi? Ok, me desculpa, parei com os comentários sexuais. De agora em diante, só na base da amizade. Posso te pagar um café como prova da minha mudança? – Ofereci, com um sorriso mais tranquilo. Ela podia odiar minha irmã e ser uma possível futura adversária em campo, mas a sério, eu era uma pessoa que tinha amizade com todos. Até porque, quem era eu a julgar? Escondia de todo mundo minha condição de aborto. Seria uma baita de uma hipocrisia não sair com alguém, ou não ser legal, por questões de julgamento. E eu estava interessada em Raizel. Oook, prometo não entrar num monólogo. – Então você fica comigo! – Sorri, abertamente, meu peito se revirando em felicidade com o positivo. Talvez fosse só o whisky.

– Muito prazer, gata. – E me afastei um pouquinho, só para o caso da proximidade estar sendo demais e, por algum acaso, um pouco agressiva. – Então podemos deixar o café para outro dia, shall we? – De verdade? Eu adoraria levá-la para um café, então um hotél (isso se não pagasse o café para ficar sem clientes e nos deixar sozinha). Mas eu estava semi bêbada, devia focar em minhas compras para acabar logo de ajeitar meu novo imóvel e, bom, eu sinceramente não queria ser agressiva com ela. Raizel parecia ser legal, eu era uma pessoa meio fodida… não achava justo sair com ela assim. Mas, pelo visto, ela talvez estivesse interessada, porque já saiu pedindo coisa minha de tecnologia trouxa… Eita! Será que eu errei? Será que ela gostou de mim? Será que podia surgir um crush também? Vou dizer, pela esperança nem farei qualquer comentário sobre camas ou hotéis. – Telefone, rede social, e-mail, você nomeia, eu tenho. Sinceramente, sempre preferi Skype pra ligações.... mais divertido. – Beleza, eu realmente precisava parar com os pensamentos de conteúdo sexual. Especialmente aqueles que envolviam web cams. Mas fato era, ela podia manter tanto contato quanto quisesse, até de um jeito inocente e fofo.

E foi aí que a coisa toda ficou muito estranha. Ela… me abraçou?! Eita. É claro que eu fiquei surpresa. Eita. Eita. Eita. Como assim? Caramba, será que eu fiz uma impressão tão boa? Para ela me dar um abraço? Eeeeita. Mas olha, isso nem era ruim. O mais impressionante? Eu aproveitei o abraço! Correspondi! De um jeito simples! Sem tentar nada demais nem pensar em coisa alguma. Caramba, será que ela estava tendo algum efeito anormal em mim também? – Você, er, costuma abraçar as pessoas que dão em cima de você? – Perguntei, sem perceber que tinha corado um pouco, vai saber o motivo. – Porque posso acabar quebrando a promessa para conseguir outro. – Adicionei, mais calma, afinal o susto passou, recuperando meu sorriso malicioso de sempre. Preferia assim. – Cidade do Cabo.. Eu disse, conta cara. Mas não tem problema. – Mostrei um sorriso mais relaxado, bem animado. Ela era tudo que já narrei e interessante. Morava na África? Caramba, e eu aqui me sentindo por ir do Canadá pra Europa. – Te vejo por aí, então? Ou você vai me dar uma deixa para que eu te acompanhe? Mas já deixo avisado que não conheço nada daqui. – Agora sim. Não queria forçá-la a me acompanhar, preferi uma abordagem leve.

E funcionou, olha só! Já tinha descoberto que ela gostava de mim, vide o abraço e a ‘confissão’ de que ela abraçava quem gostava (fica no ar a interpretação), e parecia mesmo ser uma pessoa legal. Não o legal com que estava acostumada, como já narrei, mais alguém interessante, bacana, etc. – Eu digo que sim. Sem beijo dessa vez. – Pisquei, prometendo, mas tinha toda intenção de quebrar. Pelo menos quando fosse me despedir. Clássico, não? Mas tinha a impressão que Raizel não era uma mulher para sair agarrando. Agora que sabia estar tudo certo, contornei-a, já pensando em onde poderia ir. Mas sua fala seguinte me chamou a atenção, fazendo-me soltar um sorriso confiante. Ahá! Eu sabia. Eu era gata e deliciosa demais pros outros e outras não gostarem… e um pouco confiante em excesso, mas tudo bem. – Eu disse que você gostou! – Apontei, rindo, completamente tranquila, os ombros relaxados e etc. – Vou dizer, sou muito boa de beijo, e de cama… acho que o quadribol ajuda. – Era algo natural de se falar, não era? Eu achava que sim. – Não sei, treino desde a infância, então nunca pude notar a diferença. – Será que ela também? Talvez. Ou talvez tivesse começado na adolescência, como a maioria dos profissionais por aí.

– Eu sou a modéstia em pessoa! – Reclamei, claro que não de verdade, ainda sorrindo. Aquilo era progresso! Ela fazendo piada, brincando, sendo sarcástica de um jeito amigável. Começamos a caminhar, e outra vez me vi rindo de algo que ela disse; bom, eu não poderia negar que ela beijava bem, muito menos que tinha atrativos que ficariam na mente de qualquer mulher… qualquer mulher inteligente, digo. – Raegan Baldwin, artilheira do Ballycastle Bats, eu espero, salvadora de dois outros times, excelente em magia e muito boa de cama. Viu? Sou a pessoa mais simples que existe. – Complementei, expondo meus ‘títulos’, claro que agora só zoando. Eu me amava e tudo o mais, mas sabia não ser a perfeição em pessoa; sério, metade do tempo eu falo as coisas brincando. – Seu beijo é ótimo, gata… Eu seria bem estúpida se negasse. Pena que não dá para perceber muito quando dura pouco. – Suspirei, como se fosse a maior tristeza do mundo, e era mesmo. Adoraria beijá-la outra vez. Joguei o cabelo para o lado, vai que isso me tornava mais seduzente também (adicionem risadas aqui)?

Sorri, então, de leve. Estávamos numa sorveteria. Bom. Não o que pensei, claro, pelo visto Raizel era bem mais inocente que a maior parte da população do sexo feminino, mas tudo bem. – Fruta. Morango, se tiver.. é meu sabor predileto. E você? – Inclinei-me, curiosa. Não me importava com o sorvete, mas queria saber do que ela gostava. Pessoas eram interessantes, aquela em especial? Muito. Até demais além da conta. E foi nesse instante que ela explicou um pouco mais de si e, caramba, eu tinha razão, a mulher fazia de tudo, mas de um jeito sensacional, pelo visto. Nem me importei em deixar claro o quanto estava impressionada. “Cajá, essa é nova!” Foi o que disse, no meio, mas ao final já estava muito surpresa. – Uau, isso sim é intimidador. Como você tem tempo pra tudo isso? Eu mal me organizo estando em um só time. – Observei-a, curiosa de verdade com a vida dessa mulher que estava a minha frente. Ela ia além de gata e excelente jogadora de quadribol, pelo visto. Era uma humanitária. E fazia de tudo.

– Na verdade não… Mas não precisa se preocupar, não é em cajá que estou interessada agora. – Sorri outra vez, eu continuaria deixando claro meu interesse, e aí? Ri um pouco, então, do lance da colherada. Ok, talvez eu estivesse, entre aspas, ajudando ela a se tornar alguém mais relaxada. Ou não. Vai ver era só um lado de sua personalidade, um lado bem legal, que minha irmã não conhecia e nunca foi capaz de contar sobre. Que bom que eu estava conhecendo. – Outra frase dessas e vou achar que você tá mesmo dando em cima de mim. – Tranquila, como sempre, e então tentei uma abordagem mais normal(?), por assim dizer. – Claro que tem, gata. Se não tem, devia começar a ter. Olha, não vou dar de terapeuta, mas até eu acho tempo pra me divertir. Agora, por exemplo.... aprendendo sobre cajás e dando em cima de uma mulher bem gostosa. Viu? – Dei de ombros. Era a mais pura verdade. Grandes momentos compunham a vida, sim, e eram maravilhosos, mas aqueles pequenos? Aqueles que poderiam, ou não, ficar para sempre? Esses sim eram imperdíveis. Quem diria que terminaríamos assim, juntas numa loja de sorvete? Mas lá estávamos, graças a ousadia de ambas.. eu gostava disso.

– Eu posso. Isso aqui tá mesmo gostoso, então vou comprar pra mim também. – Ri, relaxada. Ela parecia quase uma criança, com a ingenuidade, apesar do corpo e tudo o mais. Ok, estava começando a achar que, de verdade, Raizel era uma pessoa divertida, que me sentia bem estando por perto. Talvez, se eu me tornasse alguém que me controlasse com alguma facilidade, pudéssemos ser amigas também. Vai saber, né? – Certeza? Não quero atrapalhar sua felicidade fazendo com que tenha menos sorvete. – Pisquei, soltando outra risada. Já tinha acabado com o meu, mas não ligava. – Eu nunca pensei muito nessas coisas, de ONG, lugares que precisam de ajuda, etc... nunca tive tempo, sabe? Sempre amei quadribol. Assim que consegui permissão para entrar num time, eu fiz um teste e passei. Ainda estou meio maravilhada que ninguém percebeu que sou eu, apesar de quase achar isso insultante. – Mudei o assunto, pensativa. Brinquei no final, sim, mas todo o resto era verdade. Com as pressões de meu pai e minhas preocupações com as incapacidades mágicas, minha vida sempre foi corrida treinando, lutando, sangrando, tentando ser a melhor. Nunca tive tempo para o mundo trouxa, a não ser que estivesse escondida.

– Mas isso é incrível, gata… de verdade. Acho que você é uma das pessoas mais, você sabe, “íntegras e bondosas” que eu já conheci. Claro que ajuda que você é extremamente gata e eu ainda quero te levar pra cama – pisquei, não dava parar parar, mas agora meu tom era muito mais amigável, muito mais leve, deixando claro que apesar da vontade e apesar de não estar mentindo, nunca seria algo forçado –, mas, de verdade, não esperava que fosse assim. E olha que eu não sou nenhum exemplo de pessoa… O máximo que já contribuí com a sociedade foi criando algumas jogadas legais para o quadribol. – Reclinei-me na cadeira, pensativa, ainda a observando com certo cuidado. Estávamos nós duas ali, nos divertindo, da maneira mais incrível e estranha possível, e eu nem ligava mais em perder meu tempo. Tudo bem.


Spoiler: Mostrar
Espero que goste, gata <3 Sorry pelo jeito da Rae, um pouco direta demais, né?
Raegan Baldwin
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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemIrlanda [#180404] por Elise Marie Bertrand » 03 Out 2017, 09:17

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                      Elise caminhava junto de Petter com uma cara toda emburrada. Acontece que ela tinha combinado de se encontrar com Pavel quando fosse fazer suas compras escolares, por isso tinha aceitado numa boa quando falaram que quem a acompanharia seria a governanta. Para ela era a oportunidade perfeita. Mesmo sabendo da questão toda da segurança, a ideia da menina era conseguir escapar para ver Pavel. Ela não tinha sequer cogitado a possibilidade de que teria permissão de vê-lo. Claro que deixariam caso ela falasse e fosse sincera, mas a mente da garota já trabalhava sempre como se não tivesse direito a fazer nada. Levaria um bom tempo até que ela se acostumasse com a nova família e com a liberdade que lhe davam.
                      - Eu não vou desmanchar cara nenhuma. Você só vai atrapalhar e nem é como se você gostasse de fazer compras! Por que você veio comigo Petter? Podia ter deixado a Sra. Doyle me trazer. - ela dizia enquanto saíam da última loja carregando várias sacolas.
                      - Não to aprontando. É só que não queria ter você grudado em mim hoje. - ela respondeu enquanto Abria a porta sozinha. Petter não era nem um pouco cavalheiro e deixara a pequena com várias sacolas e nem abrira a porta para ela. Elise pensou que talvez as aulas de etiqueta que sabia que ele fizera tenham sido completamente e vão.
                      -Agora é minha vez de grudar. - Petter falou provocando a menina que apenas o olhou com um pouco de raiva mas nada além. A essa altura já estavam na loja da Madame Malkins e Elise experimentava um conjunto de vestes de sua mansão e ela tinha que seguir sendo "fina e educada como uma princesa".
                      - Que saco. Você não pode, sei lá, me perder de propósito? - ela falou depois que pagaram pelo uniforme. Petter ficou realmente bravo com aquilo e deu um sermão em Elise sobre segurança e sobre como ela já devia ter largado ideias idiotas como aquela há tempos. Até mesmo a atendente se sentiu acuada e quase não disse nada enquanto atendia a loirinha que ficara calada e na dela. Elie pensou que se tivesse ficado quieta não tinha levado aquela bronca atoa.
                      Caminharam mais um pouco por outras lojas do Beco. Elise não via um padrão ou motivo para irem naqueles locais já que Petter não comprou nada de fato, mas não questionou o "irmão". Estava chateada com ele por ter lhe dado bronca na frente de outras pessoas e consigo mesma por ter pensado em algo tão estúpido. Ignorou as perguntas de Petter e suas tentativas de iniciar uma conversa. O rapaz deve ter se sentido mal pois logo propôs uma trégua e prometeu levar Elise à sorveteria se ela voltasse ao normal.
                      - Ah tem uma sorveteria aqui! Verdade! Eu enchi o saco do Anthony pra me levar ano passado. Você tem que comprar aquele sorvete enoooorme pra mim, diz que sim diz que sim! Ah, a gente pode pedir também milkshake? Eu amoooo milkshake! - Elise voltou ao normal no instante em que ouviu a palavra sorvete, grudou no braço do rapaz e foi logo se animando.
                      Os dois caminharam pelo Beco cheio até a livraria pois ainda tinham que comprar os livros do segundo ano. Lá Elie avistou Ulysses antes mesmo de entrar. Ele não estava sozinho, estava com a amarelinha, aquela de cabelo preto que ele não parava de falar sobre durante as férias. Os dois estavam de frente pra uma prateleira falando animadamente enquanto olhavam pra um livro.
                      - Ah que bonitinho esses dois. Ah, nada não Petter. Vai lá comprar os livros, acabei de ver um amigo vou falar com ele. - ela disse assim que entrou na loja e correu para onde tinha visto os dois.
                      - Uly!!!! - pulou no amigo e o abraçou de lado. - Hey, conheço você de Hogwarts né? Catherine, acertei? - ela se aproximou do ouvido do amigo e cochichou um "ela ta na sua" que fez com que ele ficasse mais vermelho que um pimentão.
                      -Isso. Eu não lembro seu nome... desculpa.- Cath disse toda desconcertada, colocando uma mecha do cabelo para trás.
                      - Relaxa, menina, tem nada não. Sou a Elise, a melhor amiga do Ulysses, Ele é ótimo não é? E um gatinho, você não acha? - Elie provocou deixando os dois completamente sem graça e ia continuar mas Petter fora lhe chamar, soltando um "Como vai a gostosa da irmã?" pro ruivo o deixando com muita raiva e mais vermelho do que já estava. - Ignora ele Uly, ele só quis provocar. Eu tenho que ir. Te vejo na carruagem . Tchau amarelinha! - Elie falou para o amigo ao abraçar para se despedir e logo em seguida abraçou Catherine também. Ela e Petter logo saíram da Floreios e Borrões.
                      - Não me dê bronca, eu tava dentro da loja falando com o Ulysses e com a Catherine, você viu. - ela já se antecipou ao que o rapaz provavelmente iria lhe dizer. - Vamos logo, eu to quase atrasada pra ver o Pavel de tanto que você me fez andar e ... ah droga. - ela deixara escapar suas verdadeiras intenções e planos e teve que ouvir o irmão zoando de sua cara até quase chegarem na sorveteria.
                      - É, foi isso mesmo ta. Eu ia dar um jeito de fugir dela pra ver ele. - Elise respondeu o rapaz de forma desaforada. - Ue, como eu ia ver ele? Vocês não iam deixar e ... - foi interrompida outra vez pelo "irmão" quando esse começou a lhe dizer que eles não proibiriam ela de ver ninguém, mas que também não a podiam deixar sair sozinha da maneira como ela tinha planejado fazer, fugindo da Sra. Doyle. Elise tinha ficado emburrada outra vez com mais aquela bronca, mas foi distraída por uma voz que chamava seu nome assim que atravessaram a porta da sorveteria.
                      -Elie?- Pavel falou da mesa próxima. Elise se virou e viu o rapaz em pé,
      A seu lado seu fiel companheiro JJ, o cara mais engraçado que Elise já conhecera.
                      - Paveeeeeel! - ela correu pra abraçar o lufano se jogando nele daquela forma típicamente Elise Marie de cumprimentar os amigos, porém com Pavel a sensação era diferente, ela ficava mais alegre e até mesmo com vergonha, mas nem por isso deixava de fazer o que sempre fazia.
                      - Não consegui me livrar do Petter. Ele vai te provocar, só não liga. - Ela sussurrou em meio ao abraço.
                      Elise apresentou os dois meninos a Petter e logo se sentou ao lado do namorado. A atmosfera no lugar pesou um pouco por culpa do "irmão" da menina. Ele claramente analisava o russo ao lado de Elise e isso deixava Pavel desconfortável. Ela e JJ trocaram olhares e em um uma conversa muda decidiram deixar as coisas mais leves. Os dois logo puxaram assunto falando sobre as férias e sobre a irmã de Pavel que Elise disse sentir saudades. Ela contou animada sobre tudo que aconteceu no tempo que passou na Califórnia junto com os Miseráveis, JJ contou momentos embaraçosos de Pavel, quase sendo perfurado pelo olhar de raiva que esse lhe lançou, e, claro, Petter fez muitas perguntas ao lufano, desde como conhecera Elise até o que ele queria fazer da vida. Elie ficou admirada no começo pois aquilo era o que um irmão de verdade faria e ela se sentiu bem sabendo que Petter estava agindo assim, mesmo que percebesse um senso forte de proteção do qual não gostava muito, ainda assim era algo novo pra ela, algo que ela sonhara ter por muito tempo, mas nunca admitira, nem à si mesma. Só que logo se cansou do interrogatório e pegou uma colher de seu próprio sorvete a colocando na boca do "irmão".
      - Fala menos e come mais maninho. -
      Ela disse rindo provocativamente pro rapaz à sua frente. JJ se segurava pra não rir do lado do rapaz. Petter não ficou muito contente e já ia provocar Elise de volta, porém pareceu mudar de ideia no ultimo minuto após uma olhada pela janela. Ele olhou pra Elise e disse com um tom autoritário:
                      -Preciso sair, volto logo.
      Você fica aqui pirralha. Nada de gracinhas, nada de fugas ou você ta ferrada. Isso serve pra você também pirralho.
      - ele disse a última frase encarando Pavel com um olhar bem ameaçador.
                      -Que irmão você arrumou hein Elise.
      Ele consegue ser chato pra caramba. Você ta ferrado cara.
      JJ comentou assim que Petter saiu.
                      - Que nada. Ele fala assim mas ele é legal.
      Eu não garanto nada, mas ele é de boa.
      - Elise disse pensativa.
      Ainda não conhecia Petter o suficiente pra ter visto ele em uma situação como aquela, mas achava que estaria tudo bem, até porque já sabia mais ou menos como lidar com ele e como influenciar o rapaz, mesmo que pouco.
                      -Bom, agora que ele saiu eu não sou mais necessário para distrair seu irmão Elise.
      Vou atrás da Lissa, ela vai querer te ver. Namorem.
      - JJ falou fazendo um biquinho e soltando beijinhos enquanto batia suas mãos com os dedos fechados como se simulasse um beijo. Pavel se irritou e jogou o guardanapo nele, mas JJ escapou rindo. Elise apenas achou graça e riu e só parou quando percebeu o colar que dera de presente de aniversário para ele Pavel penduradk e escondido dentro da blusa.
                      - Você ta usando! - ela se aproximou e abriu a blusa do rapaz pela gola pra puxar o colar.
                      -Elise! - Pavel falou com vergonha e repreendendo as ações da menina.
                      - Desculpa. Olha, eu também tenho um, mas o meu é um P, de Pavel. As meninas do orfanato que disseram que tinha que ser assim.
      Eu ia te dar outra coisa, mas elas dissera. Que isso era mais legal.
      - ela falou enquanto olhava seu próprio colar pensando se realmente tinha sido uma boa ideia seguir o conselho de suas amigas e ter comprado aquilo. Pavel segurou sua mão e entrelaçou seus dedos aos dela é lhe garantiu que tinha gostado do presente.
      Elise sorriu feliz.
                      Os dois ficaram conversando mais um pouco, os sorvetes já tomados àquela altura, sempre com as mãos juntas e aproveitaram pra matar um pouco da saudade. Tinham ficado mais de seis meses sem se ver e por mais que parece estranho e impossível devido ao pouco tempo em que conviveram juntos sentiam muita falta um do outro. Elise gostava da companhia do rapaz e do bem que sentia quando estava com ele. Mesmo sempre se falando por telefone e mensagem, as vezes até por carta, ainda assim era diferente de estarem se vendo pessoalmente.
                      O tempo passou rápido e logo JJ e Lissa apareceram seguidos de Petter. Os três tinham se encontrado à caminho da sorveteria. Lissa não podia demorar, viera apenas dar um abraço na "cunhadinha" e conhecer o tal irmão que JJ falara. Petter deixou com que as meninas conversassem um pouco e depois apressou Elise para irem embora pois tinham um compromisso na Irlanda.
                      - A gente conversa por cartas, e se vê nas férias ou assim que der. Ta? - Elise disse a Pavel quando se despediram com um abraço. A menina iria dar um beijinho nele, mas o rapaz fixou intimidado pelo olhar do irmão dela. - Lissa me escreva também. Me conta tuuuudo que acontecer ta. A gente se vê, tchau gente. -
      Elise se despediu. Petter estava impaciente e começou a puxar ela pela blusa. Tinham pouco tempo para estar de volta à Irlanda e a tempo para o almoço com o noivo de Nuala.

      Com:Petter,
      Pavel(npc),JJ (npc), Lissa, Uly, Cath.
      Off: Demorei mas postei.
      Revisei por alto. Agora vou pagar os posts importantes.
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Elise Marie Bertrand
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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemIrlanda [#183641] por Ulysses Shinnō-denka » 18 Mai 2018, 20:45

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    As notícias corriam rápido, após quase vinte dias sem ter notícias claras da lufana, o mês passara sob atualizações de Anne e para quebrar o gelo, uma pequena e tímida carta de WInlet. Provavelmente a garota precisava de um tempo para conseguir recuperar a saúde e o seu bem-estar. Anne parecia ter ouvido meus conselhos e tê-la resgatado como prometido... A vontade de enchê-la de cartas ou de abraça-la eram gigantescas, tanto é que sentia o demônio ruivo inquieto e preocupado nas profundezas do ser. Uly era perturbado pelos miseráveis e desejava fugir da escola quando surgisse a primeira oportunidade para saber melhor de sua amiga. Assim era como olhava o reflexo do meu eu no espelho todas as manhãs.

    Elise insistia em sair da escola naquele final de semana, um dos raros em que podíamos sair de fato e de alguma maneira, a garota parecia estar aprontando algo... Bom, como ela SEMPRE aprontava algo, não tinha muito o que fazer. Naquela tarde, pós almoço fomos até o beco diagonal para comprar uns materiais e um pouco de sorvete que a menina insistira em experimentar. Caminhávamos lado à lado tendo meu braço direito como cabide de Lise e minha mão esquerda como mula de carga. Obviamente jamais a deixaria carregar sacolas ou peso. Não que fosse no estilo cavalheirisco francês ou europeu, mas aprendera tais modos e disciplinas no Japão. Assim era o demônio ruivo quando estava de bom humor. Ao chegar em frente à sorveteria pude sentir meus pés pararem imediatamente ao ponto de sentir o puxado leve de Lise no braço.

    O miocárdio pulsava loucamente como se fosse rasgar as costelas e sair peito à fora. Por longos segundos conseguia perceber tudo e ao mesmo tempo nada. Meus olhos não piscavam e piscavam muito, podia sentir um misto quente percorrer o corpo debaixo para cima e...– Uly... Não vai cumprimentar? –Elise trazia a sanidade de volta ao meu consciente. Piscava freneticamente duas, três vezes observando as madeixas da garota e reparava em sua companhia. Anne estava com seu enorme sorriso. Elise e Anne pareciam se conhecer de algum lugar.– Eu... – As bochechas ficaram rubras e tinha certeza disso por sentir a formigação na região facial. O leve toque nas costas seguido de um pequeno empurrão, que provavelmente vinha de Elise, fazia os pés darem mais um passo se aproximando das duas. As sacolas eram tomadas das minhas mãos e a cena mais estranha de Anne cumprimentando Elise acontecia.

    - Uly! – Anne quebrava o gelo saltando sobre meu pescoço forçando-me a abaixar um pouco e a recuar. Era estranho esses abraços, até hoje somente uma ou outra garota recebera tal retribuição. – Oi Anne... – Dissera baixo recompondo-me e engolindo à seco. A ruiva se afastara e... Um, dois, três. Os braços abriram-se para receber Winlet em um abraço, sobretudo recebera mais do que isso. O que estava acontecendo? O demônio ruivo estava muito surtado ou algo aconteceu que não sabia? - Oi Catherine... - Estúpido! SÓ OI? CADÊ A CORAGEM?


.agarra pq merecia ser registrado

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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemInglaterra [#184272] por Catherine Winlet » 16 Jun 2018, 13:39

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The Love Prank


Eu queria muito dizer que eu tinha total certeza de que o que Anne me contou era verdade e que eu confiava 100% em suas palavras, mas algo parecia terrivelmente estranho quando ela me dizia que o Ulysses era meu namorado. Eu lembraria de algo assim, não? Mesmo com a perda de memória depois daquele pesadelo que Athena, Vicenzo e eu vivemos em Hogwarts. Parece algo forte o suficiente para sobreviver à magia, mas não foi. Eu ainda não tinha certeza de nada. Eu lembrava dele, claro. Das cartas que trocamos, de ter conhecido ele durante o tribruxo, mas muita coisa tinha desaparecido e eu contava com a Princesinha para me ajudar a lembrar. Mas só de pensar na palavra namorados já me dava muita vergonha. Sério, Anne, Nathy e Michael usaram e abusaram disso nos últimos dias sempre trazendo o nome do aluno francês para a conversa só pra me ver com a Cath Tomato aparecer. Minhas bochechas ficavam completamente vermelhas e eles adoravam rir disso. Foi terrivelmente constrangedor. No fim das contas eu acabei aceitando o que Anne me disse como verdade. Não tinha motivos para ela mentir para mim, não tinha uma razão lógica para isso. Esse foi meu erro: pensar que ela pensaria usando a lógica. Talvez se eu tivesse levado em conta a personalidade dela não estaria naquela enrascada.

"Vocês fizeram isso na sua casa, é normal" ela disse sobre o assunto do beijo. Eu estava em dúvida mortal do que fazer e de que maneira reagir ao encontrar com Ulysses naquele primeiro fim de semana do feriado de fim de ano. Eu não estava nem um pouco a fim de sair da minha casa para nada depois do sequestro. Tinha entrado em um estado muito semelhante ao de um início de depressão quando cheguei em casa. Não por culpa dos meus pais nem nada do gênero. Eles foram uns amores comigo e o Chris conseguiu deixar meus dias mais leves. Eu estava assim por falta de notícias concretas sobre a situação, sobre o que tinha acontecido com Sipha e com Tsy e etc. Eu queria ficar a par de tudo e isso era o oposto do que os responsáveis pela escola estavam fazendo. Athena e eu mantivemos contato e compartilhamos da mesma opinião. Por isso quando Anne veio com a ideia de irmos tomar sorvete no Beco Diagonal eu fiz de tudo para recusar, mas ela jogou baixo, baixíssimo. Falou que eu não podia fazer isso com o Ulysses e com ela sabendo que eles estavam preocupados comigo por conta de tudo que aconteceu e com saudades. Ela até ameaçou um choro que eu sei que não era de todo verdadeiro, mas que me atingiu. Não tive escolha se não aceitar. O que me levava até a situação atual.

Quando nó chegamos na sorveteria eu estava realmente um poço de nervosismo e de desânimo. Não queria estar ali, não queria ter de lidar com um reencontro tão cedo, ainda mais sem saber de que forma deveria agir. Parecendo ler meus pensamentos, Anne falou em minha mente "Você pode só dar um beijinho nele Ratinha. É o normal. Vai por mim." Quanto mais eu pensava no assunto, mais nervosa ficava e também via lógica no que ela falava. Pura vítima de uma armação dela para se divertir às minhas custas e dar uma de cupido. Depois eu até viria a agradecê-la de maneira tímida por ter dado o empurrãozinho que faltava, mas não sem antes aceitar a ideia que Michael iria me sugerir nas férias enquanto comemorávamos a formatura do nosso amigo lufano: vingança. Porém, naquele momento eu não fazia ideia de nada daquilo e caí feito um patinho na armadilha. Quando Ulysses chegou eu não consegui não corar. Estava morrendo de vergonha apenas em vê-lo, como iria dar um beijo nele? Anne era louca e eu era uma louca pior ainda, mas fiz o que ela disse, incentivada por seus olhares e empurrão de leve combinado com o empurrão que também haviam dado em Ulysses. Era o cliché mais cliché possível que eu já tinha presenciado e eu era a protagonista que tinha agido por impulso e sob pressão e dado um selinho no rapaz ao vê-lo abrir os braços para me abraçar.

--O...oi.- era isso. Eu queria estar trancafiada em uma torre sem luz que não a de uma vela apenas com livros do Nicholas Sparks para ler. Até essa tortura seria melhor do que passar por aquele momento extremamente vergonhoso. Eu não sei de onde eu tirei a coragem para, depois daquele momento esquisito do beijo, me desvencilhar do abraço que ainda assim me trazia uma sensação boa e ir cumprimentar a colega francesa de Ulysses. O sorrisinho no rosto dela se assemelhava em muito ao que Anne estampava em seus lábios.

-Oi Amarelinha! Bom te ver bem! Aposto que você não me esperava ver aqui né?- ela disse, com uma animação que era inabalável e um sorriso que me tranquilizou um pouco. Aproveitei a deixa para usar a tática dela de mudar de assunto.

-Hum, na verdade, eu não me lembro muito bem de algumas coisas, mas lembro que você sempre aparece onde o Ulysses está.- e eu corei ao dizer o nome dele, sem ter coragem sequer de olhá-lo nos olhos. Elise se agarrou no meu braço e foi entrando na sorveteria, me fazendo estranhar tal proximidade, mas era melhor aquilo do que a torta de climão que eu tinha causado.

-HAHAHA pura verdade amarelinha, pura verdade. Nosso Uly aqui precisa de uma babá e eu adoro fazer esse serviço. Aliás, eu acabei de lembrar de uma coisa! Você estuda com o Pavel não é?- ela falou como se a conexão entre os dois assuntos fosse super natural. Eu não via link entre nada, mas lhe respondi.

-Sim, porquê?- lhe respondi, mas antes que ela pudesse elaborar mais sua fala e fazer as perguntas que disse ter para mim sobre o irmão da Lissa, Anne entrou na conversa nos apressando a pedir os sorvetes e estrategicamente me deixando a sós com Ulysses.

Lado a lado com ele eu não pude deixar de perceber que sue rosto ainda mostrava sinais de surpresa e aquilo me deixou intrigada. Será que eu tinha agido diferente demais do que antigamente? -Desculpa. - pedi sem nem mesmo lhe explicar o contexto, recebendo dele um olhar questionador. -Se eu agi diferente de antes. Anne me disse que era assim que as coisas eram antes. Eu não me lembro, então desculpa.- esperava que ele entendesse que estava falando dessa coisa de namorados e tal. A reação dele foi muito estranha para quem já estava acostumado com aquilo e isso me magoou um pouco mas acima de tudo me deixou questionando se eu havia feito a coisa certa.
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Catherine Winlet
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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemJapao [#184293] por Akishino Ulysses » 17 Jun 2018, 11:58

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    Catherine estava diferente também ou era apenas eu? O jeito desengonçado, sem postura e... Inadequado! O corpo estremecera como se não desejasse que a lufana se afastasse dali, Elise, Angel, aos poucos permitia tais aproximações, mas vindo da amarelinha, era algo... Diferente, bom... Constrangedor ao mesmo tempo e... Talvez algo mais próximo de desejar mais um pouco daquele beijo? Ou esteja ficando louco?

    Respirei profundo retomando a compostura mais séria para não fazer Anne ter seu gostinho, provavelmente ela tinha armado aquilo com Elise. A pior coisa que podíamos ter feito na vida, era ter juntado aquelas duas. O que diabos perdi? Como podiam essas meninas desmantelarem minha compostura? Inspirei e expirei profundo enquanto Cath cumprimentava Lise. As bochechas já não estavam formigando tanto e era sinal de que poderia ficar tranquilo, até...– Acho que você está ficando hominho! –Sibilou sobre meu tímpano direito com uma cara um tanto quanto, danada.

    – É O QUÊ? – Anne começou a gargalhar e se afastou. As pernas branquelas recuaram sabendo que de alguma maneira Anne falava do meu corpo e de alguma maneira, sabia o que poderia ser e ao mesmo tempo, achava tudo aquilo... Estranho, LOUCO! O olhar da princesinha fora fatal sobre os genitais másculos e fora o suficiente para ignorá-la por completo. Não merecia tal... Absurdo! – Comporte-se como uma princesa, não como uma vulgara. – Ofensa? Sim. Podia sentir que meu sangue esquentara imediatamente pela vergonha e por tamanha intrusão. Anne? Apenas gargalhava.

    Adentrara na sorveteria logo atrás das meninas observando-as juntas e próximas. Era divertido ver Lise com Cath, Lise era uma das minhas melhores amigas e Anne, prefiro não comentar, não quero despertar a ira do Demônio naquele momento! As madeixas de Cath recuando e ficando ao meu lado foram suficientes para relembrar o beijo que recebera minutos atrás. Suspirara tentando conter o avermelhamento das bochechas. Sua presença era como um calmante imediato em mim.

    - Tudo bem... Não precisa se desculpar. – Respondia-a calmamente. Winlet parecia constrangida com aquilo tudo e isso era compreensível porque fora notório o quanto as meninas se aproveitaram de nós. – Anne te disse isso? –Franzi o cenho virando o rosto para observar seus orbes melhor. Não precisava de uma repetição, era obvio que a princesinha estava perdendo sua compostura e que provavelmente Lise fizera parte disso. – Que coisas fazíamos antes?– Buscara o que mais chamara atenção na frase. Não compreendia o que a lufana se remetia. – Pera... –Interrompera os passos deixando as meninas mais longe, caminhara para frente de Winlet. – O que foi? – Encarei-a preocupado.– Que coisas fazíamos antes? – Desviara o olhar rapidamente para Lise e Anne evitando que as mesmas estivessem nos observando. – Pode falar!
    Então veio o segundo choque... Fora inevitável controlar o queixo caído e a mão direita sobre a testa. Namorados? Não era uma coisa ruim pelo que Grace e Summer comentaram, mas não queria força-la e pelo visto, já estava.– Desculpa... – Encarei nossos pés sentindo que dessa vez vacilara um pouco. Como poderia ser tão ingênuo? Como poderia ser forte e proteger quem gostava, quando era passado de tolo e pior, deixando Cath ser passada de tola?

    As mãos não respondiam mais pelos braços e tão logo os mesmos não respondiam pelo meu corpo. Sentia que eles a puxavam delicadamente para um abraço em que por mais desejasse não fazer, até meu coração dizia que era o movimento ideal. Suspirei profundo permanecendo em silêncio respeitando o momento de Cath.– Lembra da Kokeshi? – Referia à boneca que lhe dera de presente enquanto afagava-a.


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Akishino Ulysses
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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemAlemanha [#184592] por Aiden Dewes » 27 Jun 2018, 16:38

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GROW ME A GARDEN OF ROSES
paint me the colors of sky and rain
TEACH ME TO SPEAK WITH THEIR VOICES


    Ah, como aquelas palavras o irritavam. Não por ser considerado apenas um bom amigo, mas por Annie ser tão descrente e ainda querer voltar para casa, dada toda aquela situação que acabara de descrever. Como poderia deixar que a garota fosse embora assim, tão livremente, sem antes tentar sua última jogada? Talvez não fosse uma das coisas mais sensatas a se fazer, mas por favor, desde quando o jovem Dewes tinha algum senso? Se tinha certeza de alguma coisa na vida, era a de que não se arrependeria por ao menos tentar.

    — Não posso te deixar ir assim — alguns passos para alcança-la e inconscientemente sua mão a segurou pelo ombro. — Fica. Você pode ficar aqui em Londres, comigo, pelo resto das férias. Assim você não tem que encarar — parou por alguns segundos, a todo custo tentando liberar as palavras que o estavam incomodando naquela conversa seu pai. — Sabia que não tinha a capacidade de comparar os atos de Ferdinan com o homem que Annie morava junto, mas de alguma maneira o estava fazendo, sentindo uma raiva descomunal somente em imaginar o sofrimento que ela havia passado durante todos os anos em que não a conhecera. — Eu só te peço que confie em mim, pelo menos uma vez na sua vida. — Levou algum tempo até que a garota o encarasse, mas ainda assim esperou.

    Aiden não soube decifrar o que viu ao encontrar os olhos da outra. Tentou transparecer uma calma que não sentia, talvez forçando até um pouco demais sua expressão fria, mas precisava que Annie visse que estava falando sério, mesmo sem saber o que estava fazendo. Poderia, obviamente, se encrencar com seu pai. Ou, pior ainda, com sua madrasta, que odiaria saber da presença de uma estranha no mesmo ambiente que seus filhos. A cada milésimo de segundo que levava para processar a ideia, acostumava-se mais e mais com o simples pensamento da presença de Annie e ligava cada vez menos para o tamanho da bronca que levaria quando descobrissem.

    — Antes que me julgue por essa proposta, tem que levar em consideração que ela é muito boa para recusar — cruzou os braços, interrompendo-a antes mesmo de dizer alguma coisa. Sem demonstrar qualquer expressão, fixou seus olhos nos dela, esperançoso de que conseguiria convencê-la. — Annie — era incrível como aquele nome sempre soava com suavidade em sua voz — você não quer voltar, e eu não quero te deixar ir, então... — um pouco precipitado, talvez, e também presunçoso. — Acho que temos uma decisão.

    Ela não relutou.

    Sentiu-se aliviado por não ter de pensar em mais algum argumento, mas ainda assim ela estava certa. Como ficaria a situação a partir dali? — Confesso que nessa parte não pensei — sorriu meio sem graça, mas sem perder a postura rígida que havia assumido. — Podemos começar voltando pro hotel para cuidar desse seu machucado aí — apontou para o corte em seu lábio, detalhe do qual não havia se esquecido. Também não se esquecera dos hematomas que vira no braço dela, e o quão pior poderia ser na parte que não se via.

    Suas atitudes poderiam ter sido impertinentes até ali, inclusive suas palavras, mas era sua maneira de demonstrar o quanto se importava e não queria que ela se machucasse de novo (ou que alguém fizesse isso com ela). Pelo menos ali, a poucos centímetros de si, sabia que nada seria capaz de atingi-la pois estaria por perto para protegê-la enquanto pudesse; mesmo sem entender – ou fingir não entender – o porquê de estar agindo assim.



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Aiden Dewes
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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemRomenia [#188084] por Gavril Weylin » 23 Nov 2018, 21:25

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    Me perguntava se seria possível caber tantas pessoas em um lugar só como naquele instante dentro da sorveteria. A fila parecia enorme apesar de andar rápido, isto porque o entra e sai em plena tarde era inevitável, gente de todas as idades, diga-se de passagem, ocupavam os bancos no interior da loja tanto quanto nas mesas ao lado de fora. – Escutaram aquele garoto? Eles falaram que a gente pode pedir qualquer sabor de sorvete que eles conseguem fazer.- Confidenciei aos dois ao meu lado em um tom extremamente baixo de voz após ouvir sorrateiramente a conversa alheia. – Será que fariam sorvete com gosto de meleca? Ou chulé? E com gosto de terra? - Franzi o nariz sacodindo a cabeça com a ideia. Na verdade, quem pediria aquilo? Não é como se desejasse comer algo do tipo ou nunca tivesse provado pelo menos terra na vida né?

    - Eu quero um sorvete, mas... Não sei, vou pedir algum sabor diferente, algo gostoso...- Continuei conforme a fila andava dando passos longos cada vez mais próximo do balcão, correndo os olhos entre Treze e Dezesseis esperando no fundo copiar quem sabe a ideia de algum dos irmãos quanto ao sabor do tal sorvete. – Nah... Tem que ser algo diferente, algo que não comemos em casa.- “Em casa”, aquilo ainda soava estranho, mas aos poucos depois de ouvir tantas vezes tais palavras estava de fato aceitando que isso havia mudado.

    Não só por estarmos em um lugar aparentemente tranquilo, fixo e com cara de lar, mas também pela própria presença da pessoa que seria nosso pai em questão. Obviamente nem tudo fora um mar de rosas, mas quase três anos depois convivendo e apresentados devidamente ao ‘lobo’ , como o japonês chamava, sentia que havíamos criado uma espécie de laço com Nik tão natural quanto a ligação que tínhamos em nosso pequeno trio, claro que não tão forte quanto, mas em um nível muito mais próximo do que qualquer outra pessoa normal.

    - Biscoito! Vou querer sorvete sabor biscoito igual aqueles que nosso pai faz com aquelas gotinhas de chocolate encima. - Ergui os olhos para fitar o homem por trás do balcão com um sorriso enorme no rosto e toda a ansiedade do mundo para receber em mãos. Se fosse verdade o que havia escutado o sorvete teria exatamente o mesmo gosto, a mesma quantidade de açúcar, o mesmo cheiro quem sabe?

    O homem dera as costas por alguns segundos, mexendo em algo que não conseguia ver ao certo o quê por causa da altura do balcão a frente. – Um sorvete sabor biscoito do papai... Aqui garoto! – Arqueei ambas sobrancelhas com o tamanho do sorvete empilhado sobre a casquinha, estendo a mão rapidamente para pegar o doce admirando cada gota de chocolate posta sobre o mesmo, sentindo a boca salivar com desejo de lamber a ponta de um dos dedos que sujara de raspão no sorvete gelado batendo o pé de forma impaciente com a lerdeza de Dezesseis em escolher os eu próprio.

    Desejava comer aquilo tudo com uma mordida só, mas também sentar e provar junto com os outros nossos sorvetes.



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Postado Por: Jack.


Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemRomenia [#188131] por Mihail Weylin » 26 Nov 2018, 15:38

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Parte II


Revirei os olhos um tanto com a sugestão de Quinze, suspirando um pouco. Sinceramente, precisávamos de um voto de Minerva para aquela situação. Sabe, acho que nunca antes eu tinha desejado tanto que algum dos ‘adultos’ estivesse conosco, assim pelo menos teríamos um guia pra saber como gastar nossas preciosas moedinhas. “Ou um mapa de preços.” Refleti, mas assenti, conhecia meus irmãos bem o suficiente pra saber que não ia ter muito que mudasse aquela ideia, ainda mais depois de Dezesseis aparentemente aceitar a ideia. Apertei levemente a mão do gêmeo entre nós, seguindo-o para evitar que Gavril simplesmente me arrastasse.

Não nego que entrar na sorveteria me animou um pouco, apaziguando os ânimos por alguns instantes com sua temperatura mais amena e, bem, o óbvio cheiro doce e convidativo. Relaxei, olhando em volta com ar curioso, até meus olhos encontrarem seus caminhos na direção do quadro com preços acima do balcão e, bem, eis que era para ali que eu olhava intensamente até então. Sabe, no fundo era disso que eu tinha medo. De entrar em uma loja aleatória, entrar na fila para comprar algo e, bem, querer gastar meu dinheiro todo em uma coisa só o que era um jeito perfeito de me arrepender depois.

Estava exatamente refletindo sobre a minha total falta de sorte e se valeria a pena assaltar algum dos meus irmãos, ou mesmo qualquer desavisado da fila, quando a voz de Gavril alcançou as minhas orelhas, me fazendo revirar os olhos em meio a um sorriso, erguendo a sobrancelha na orelha deste. –Acho que não é bem assim que funciona, Gav. – Comentei, inclinando a cabeça pro lado, -Sei lá... Digo, seria estranho pedir um sorvete de carne. Eles devem ter só todos os tipos de... sabor de sorvete que existem. - Dei de ombros.

-Gostoso tipo as trinta e duas variedades de chocolate que eles têm? – Sugeri, voltando meus olhos para uma das propagandas no mural de preços, - Ou de abacaxi com chocolate branco... – Não nego que eu sentia exatamente a mesma indecisão que Quinze, muito embora por vezes eu não soubesse se aquela indecisão era minha mesmo ou dele. –Hum... acho que, sei lá... cheesecake é uma coisa diferente ou... mamão? – Sugeri, falando as primeiras coisas que me vinham à cabeça. Não nego que a palavra ‘casa’ ainda fazia com que algo engraçado se mexesse em meu interior.

A mais pura verdade é que o sentimento que imperava era o mesmo daquele quando sonhávamos sobre os contos de fadas, como sendo algo que era real, mas difícil de se alcançar. Esbocei um sorriso, pensando naqueles anos e nossas breves conquistas. Realmente tudo parecia um conto de fadas, a bonança, a calmaria depois da tempestade. O problema é que eu era desconfiado em relação a toda aquela paz, sabe? Óbvio que nós havíamos vivido e sofrido desgraças das mais diversas ao longo de nossas curtas vidas, mas... bem, uma coisa que eu tinha aprendido era que tudo sempre poderia piorar e eu tinha medo, de que o quanto mais fosse a subida, maior seria a nossa queda de volta a miséria.

Não nego que o pedido de Gavril me fez erguer as sobrancelhas de modo curioso, tanto que pedi meu sorvete de torta de limão de maneira mais ‘mansa’ do que o quase ‘grito’ do gêmeo. Esperei que todos estivéssemos do lado de fora com nossos sorvetes para encarar o garoto, erguendo a sobrancelha. – ‘Biscoito igual aqueles que o nosso pai faz’. – Repeti, enfiando uma colher de sorvete na boca, -É a primeira vez que você chama ele de pai assim, sabia? – Comentei, não com intuito de irrita-lo, mas... bem, era... diferente.


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Mihail Weylin
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