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Florean Fortescue's Sorveteria

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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemRussia [#189558] por Sasha Yuriev » 04 Mar 2019, 22:45

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A gêmea me fazia falta, é obvio. Alias, as duas... muito embora a minha conexão com Anya fosse mais intensa do que com a outra. Repassava na mente o discurso que usaria com o Senhor meu pai quando voltasse, sobre como isso tudo era ridículo, como isso não era algo que se fazia com a família. Como um elo fraco deixado contra as intempéries do tempo se romperia mais fácil. Em suma, queria convence-lo de traze-la de volta, tal como tinha feito o ano inteiro por meio de cartas e, diga-se por passagem, uma postura exemplar. Queria mostrar a ele que éramos capazes de mudar.

O que, claramente, não seria algo difícil de ela fazer, afinal de contas eu era o caso perdido da família, não é? Ajeitei minhas vestes uma ultima vez na frente do espelho, alisando as dobras da camiseta, enfiando a carteira no bolso e me afastando, seguindo meu caminho para a porta. Permiti que meus pensamentos vagassem, viajando em meio a mil teorias sobre o que teria acontecido naquele um ano de distancia forçada, o qual eu realmente detestara ter de aceitar. Repassei, uma vez mais, as ideias que me iluminavam a mente e que adornariam meu discurso com o rei quando voltasse.

O caminho entre a casa e o ponto de encontro fora exatamente mediado por essa espécie de pensamento. O quão ela teria crescido? Estaria bem, saudável, feliz? Quem estaria tomando conta da pequena? Quem estaria se assegurando de sua segurança? Quem... quem quem... Eram tantas perguntas que me despertavam a ansiedade que mal me dei conta do breve enjoo da aparatação ou qualquer outra reação causada pelo evento que, segundo os trouxas, não deveria ocorrer e era inteiramente antinatural. – Eu ligo quando terminar aqui, Andrej. Não precisa se preocupar comigo... Aliás, acho que Uri precisa de algumas coisas. – Entreguei a lista a ele, me afastando em seguida.

Meus pés se moviam com uma velocidade maior do que eu gostaria de admitir na direção da sorveteria, meus olhos buscando instintivamente buscando pela cabeleira loira da garota. Ela, no entanto, me encontrou antes que eu o fizesse e antes que eu pudesse reagir, meia tonelada de fofura me atingiu em cheio. Firmei os pés no chão, envolvendo a garota nos braços com um abraço, sorrindo um pouco, mesmo que meu rosto estivesse parcialmente oculto pela cabeleira dourada. – Sasha... ou o que sobrou dele, depois desse mata-leão.

Sorri, - Saudades não é desculpa pra você tentar me matar na primeira oportunidade, minha cara. – Provoquei, colocando-a no chão com cuidado, me soltando do abraço delicadamente. – Também senti saudades. – Admiti, permitindo que meu corpo se movesse diante de sua tentativa de me arrastar por aí. – É, parece que eu fui o agraciado do trio. Você e Dasha são mesinhas de canto. – Provoquei, abrindo um sorriso razoavelmente idiota. Era obvio que eu sentira saudade de provoca-la assim, de embarcar nas piadas pueris, sem senso ou nexo que habitavam nossas mentes ainda inocentes... ou quase isso. Sabemos como garotos são.

- Bem, me conte... como estão as coisas pra você? Como você tem se virado? – Indaguei, pegando um sorvete básico de chocolate para mim antes de acompanha-la para a mesa que ela tinha selecionado. Meneei a cabeça, assentindo lentamente para sua breve história. De modo geral, parecia que ela estava indo bem. A garota parecia normal, tinha de admitir e, por um momento, aquilo me incomodara um pouco. Ela estava vivendo bem sem nós, isso não ajudaria no meu discurso de convencimento para o senhor nosso pai. Aliás, era bem o contrário. Ele usaria aquilo como um motivo a mais.

- Tarefa de elfo doméstico. – Repeti depois de um tempo, dando de ombros. –Quer dizer, tarefas de uma pessoa normal que não tem um elfo. Sabe, a nobreza nos deixou um pouco moles nesse quesito. – Admiti, suspirando. –Pra falar a verdade, Durmstrang é quase como ser ensinado em casa. As regras são as mesmas, o treino é o mesmo. Até o país é o mesmo. – Relatei, dando de ombros em seguida. –Ele me mandou pra lá porque eu merecia, essa a verdade. Mas a escola tem seu charme, por assim dizer. – Tomei outra colherada de sorvete, permitindo-me um instante de apreciação do sabor doce do mesmo.

- Alguém... eh, não. Me fale de você, Anya... você quer voltar pra casa? Eu... estou disposto a falar com o pai. Eu inclusive sei exatamente o que dizer, mas eu preciso saber o que você quer. Se você tem vontade de voltar para aquele pedacinho de céu. – O sarcasmo, nessa ultima frase, era evidente em cada letra que me abandonava os lábios, nunca fui de mentir e esse não seria o momento para começar. Revirei os olhos, sacudindo a cabeça. – Se você quiser eu te juro que farei o possível, e o impossível, para te ajudar a voltar. – Prometi.

-Morrer, morrer não morri, maninha. Mas... senti um pouquinho só, sabe? – Pisquei. – Faltam pessoas com um pouco mais de senso naquela casa, sem você o nível de insanidade subiu um pouco mais do que eu considerava aturável, mas... bem. Não se pode ter tudo, não é? – Suspirei, cutucando o sorvete. –E como anda Beauxbatons? – Indaguei, fugindo levemente do assunto família também. Qualquer coisa era mais valida do que aquilo. – Você está comendo direito em casa? Precisa de qualquer coisa? Aproveite que estou aqui, posso comprar o que você precisar.
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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemRussia [#189821] por Yekaterina Yuriev » 30 Mar 2019, 22:11

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Um agradável reencontro
Capítulo segundo.


Riu de leve com o comentário dele. - Ta, você pode esconder, mas sei que morreu de saudades sim. Um pouquinho, aham. - A verdade era que tinha morrido de saudades dele. Então ele devia ter morrido também. Era lógico (?). Deixou o sorvete derreter lentamente em sua língua enquanto aproveitava a sensação de olhos fechados. - O pessoal tem brigado muito? - Anya perguntou diante da afirmação do irmão sobre a saúde mental da casa. Sentia falta dos outros irmãos também, apesar de ser sempre mais ligada ao Sasha. - Não gosto quando eles brigam… - Murmurou. Percebia que o garoto preferia fugir do assunto de casa. Talvez ele estivesse cansado. Talvez chateado, não tinha como saber ao certo. -Está indo bem. Eu diria que criei certa disciplina fora de casa, sabe? Eu tenho uma boa amiga lá, a Pinky. Na verdade, é com a família dela que eu tenho morado. Ela se preocupa comigo. Você devia conhecê-la. O cabelo dela muda de cor, acho isso tão legal. Como chama mesmo… Metamorfo… alguma coisa.- Olhava para ele agora enquanto falava. - Isso, metamorfomago. Eles são boas pessoas, sabe? - Sorriu. - Ah, e eu tenho ido bem nas aulas, eu acho. Melhor que antes. Eu não dava muito valor a estudar antes, mas… Isso tinha de mudar, né? Papai nunca me aceitaria de volta se eu não mudasse e… Nem tenho certeza se… Ele vai me aceitar de qualquer modo. - Suspirou profundamente. - Mas chega desse assunto, estou ficando um pouco melancólica, eu acho. Mas chega. Hoje tem de ser um dia feliz, porque vamos passear o dia todo e nos divertir.- Piscou para ele.

De certo modo, a preocupação dele com o estado dela, era reconfortante. A sensação de que alguém em casa ainda gostava dela era ótima. - Estou comendo bem. Na verdade, acho que seria interessante eu ir na madame malkin’s ver uniforme. O meu está ficando apertado já. E não me venha chamar de gorda. Eu só cresci. - Mostrou a língua para ele. Meninos costumavam ser idiotas. Ainda mais na idade deles. Era evidente que Anya tinha mais maturidade que ele. (Apesar de não ser nem um pouco maduro mostrar a lingua). Mas tanto faz. A história era dela, ela interpretava do jeito que queria. - Só porque estou mais baixa que você não quer dizer que não cresci também. Nem todo mundo come fermento, sabe? Você fica ai tomando poção de gigante…- Brincou. Nem sabia se de fato existia alguma poção que fazia as pessoas crescerem. Ou um feitiço. Mas de que importava? Não queria ser mais alta do que deveria. Só era estranho ter o irmão gêmeo muito mais alto que ela. - Você precisa comprar alguma coisa também? De repente podemos ir depois de terminar o sorvete. Falando nisso… Quer experimentar? A sensação de flutuar acima da cadeira é muito divertida.- Sorriu, aguardando a resposta dele. Aproveitou para roubar uma colherada do dele enquanto ele decidia. Fazia parte de se ter irmãos, ter os sorvetes atacados sem convite prévio. Sasha deveria ter previsto esse movimento. Falando em movimento, deixou ele pegar um pouco do seu sorvete logo que ele aceitou. Era justo né. Sorvete por sorvete. Que vai deixar todo mundo lambuzado. Pera… Que? Já estava viajando um pouco no olho por olho. -É idiota, mas é divertido. - Riu junto com ele, aproveitando aquele momento leve. Queria passar mais que só aquela tarde assim, eis a verdade. Quais as chances de que ele aceitasse não voltar para casa se ela pedisse que ele ficasse? Bem pequenas… Tinha certeza disso.


Interacting with: Sasha Yuriev
Notes: não revisado, bla bla bla. Tentando passar de ano. .corre
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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemRussia [#189862] por Sasha Yuriev » 31 Mar 2019, 20:14

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-Eu não diria ‘brigado muito’... Mais como brigado o mesmo tanto, mas sem uma pessoa a mais para ajudar a acalmar os ânimos. – Comentei, franzindo levemente o nariz. Para falar a verdade, os ânimos em casa realmente estavam relativamente exaltados a partir do momento que Uri começara a arrumar confusões com Alik sobre qualquer assunto existente na face da terra, algo que eu realmente não concordava, no entanto compreendia. Uri era o mais novo, era natural que tivesse demorado mais um pouco para nos alcançar em quesitos hormonais. Veja bem, ele estava sofrendo o que todos nós já tínhamos sofrido.

-Ninguém gosta quando as pessoas brigam. – Concordei, especialmente quando eu era um dos lados da briga, embora admito que melhorei bastante depois dos treinos com Andrew. Era alguém com quem eu era obrigado a controlar as forças, exatamente porque sabia que nem mesmo com a minha ajuda, ele me aguentaria despejando golpes com força exagerada como meus irmãos aguentavam, afinal de contas eram anos acompanhando aqueles surtos repentinos que eu mesmo falhava em entender. Foquei brevemente a atenção no gosto do sorvete, mandando algumas colheradas do doce gelado para dentro enquanto ouvia os relatos da garota, a cabeça levemente inclinada para o lado.

-É engraçado dizer que você... descobriu disciplina fora de casa, sabe? – Comentei, de maneira distraída. Era de sabedoria comum que pegavam mais leve com as meninas, mas Anya... bem, devo admitir que até mesmo eu achava toda aquela situação estranha. Me perguntava, inclusive, se ela realmente não havia feito algum esforço para ir tão mal, porque né... a realidade era que éramos inteligentes, logo bastava só um pouco de esforço para que, bem, chegássemos ao topo da classe ou qualquer coisa do gênero. –Mas é bom que você se dê valor agora, eu suponho. – Dei de ombros.

- Ela é... uma metamorfomago? – Sugeri, observando o breve ‘engasgo’ com a palavra. De novo, me pegava pensando se Anya não era diferente de nós em algum quesito mental. Talvez ela... simplesmente fosse alguém com menos preocupações, mesmo considerando tudo. Odeio seguir pelo discurso machista, mas não eram as garotas que meu pai preparava para o comando, mesmo que eu imaginasse que se ele não começasse a fazer isso, não teria exatamente alguém para ocupar o seu lugar. Admito que era com pesar que eu imaginava que toda a sua luta seria deixada de lado quando nós envelhecêssemos. Eu não tinha interesse no trono.

-Talvez ele reconheça que você vale a pena de novo, se você está se dedicando. – Sugeri, dando de ombros brevemente. – Certo, certo então. – Sorri, rindo baixinho. Melancólica, é? Parecia que alguém também estava aprendendo palavras novas. Isso fazia ela parecer o que? Uma senhorinha de oitenta anos? Não eram eles que diziam que se sentiam melancólicos com as memórias e virtudes do passado? –Engordou, é? – A brincadeira me saiu pelos lábios antes que eu tivesse tempo de processar efetivamente a palavra, rindo logo em seguida. – Poção de gigante? Quantos anos você tem, Anya? Quatro? – Eu não prestava.

Aliás, nenhum de nós. –Mas admito que preciso de algumas roupas novas, alguma coisa a mais para treinar com mais liberdade... e que o tecido seja melhor e não se desfaça tão rápido quando eu cair. – Listei, encarando o sorvete dela por um momento enquanto decidia. Admito, não queria experimentar... mas algo lá dentro, no fundo do meu coração dizia que, talvez, ela ficasse chateada com as minhas motivações para não, então cedi aquele sentimento, roubando uma colherada. –É... bem... – Dei de ombros, - É... estranhamente... estranho. Digo, é meio idiota, não é? – Franzia a testa, -Não sei se tinha idade pra... ficar pedindo isso. – Ergui os olhos pra ela. –Mas é, idiota... porém divertido. – Voltei para o meu sorvete. –Hum... quanto tempo isso faz efeito mesmo?
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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemIrlanda [#191994] por Sage Kavanagh » 03 Jun 2019, 23:29

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    "Sim, mãe, nós vamos ficar bem. Mas é claro. Não, não precisa se preocupar, estarei com ela em todos os moment- por que eu faria isso?! Mãããããe!" O olhar desinteressado de outrora foi tomado por um de horror, mas Sage pouco se importava; não prestou mais do que dez segundos de atenção à conversa de seu irmão com a mãe, preferindo observar as pessoas na rua. Nunca antes tinha visto tantos bruxos. Pessoas, sim, mas não que vestissem capas tão longas, e andassem com varinhas, até mesmo com chapéus pontudos e sussurrando feitiços. Era um cenário surreal para a pouca vivência da pequena corvina - ainda que não houvesse sido escolhida para uma casa de Hogwarts, pois seriam semanas até o início do ano letivo. Mesmo assim, Sage pegara-se imaginando as mais diversas situações com aqueles bruxos; imaginou que o pai com seus dois filhos podia trabalhar dia e noite, então voltar no tempo e ficar com as crianças. Viu uma senhora com vários quilos extras e conjurou a imagem dela criando iguarias com um toque de varinha. Um gatinho, e talvez o dono pudesse conversar consigo.

    Sage não era das mais imaginativas, mas havia algo naquele mundo que a atiçava; talvez fosse o mistério, ou o fato de que poderia perder-se nele tal como perdia-se em livros e filmes. Pensar que logo seria ela vivenciando a magia ainda soava ridículo, o tipo de coisa que não se imaginava fazendo, mas algo corria nas veias, sim, um desejo pelo que só podia ser fruto de suas imaginações mais loucas (afinal, era trabalho de Bran sonhar por si, enquanto ela mantinha os dois pés no chão, bem presinhos). "Consegui, meio metro! Vêm por aqui, mamãe nos deixou sozinhos pelo resto do dia… aparentemente eu preciso mandar notícia a cada meia hora, mas é só isso." Sage não entendeu por que aquilo o fizera rir. Apenas deu de ombros, despreocupada; não duvidava que, se ficasse perdida, poderia encontrar o caminho de volta para casa. Não que o soubesse, mas havia mágicos ali, oras! De certo alguém podia… adivinhar a localização dos pais, conjurar um meio de transporte ou algo parecido.

    Podia não saber os limites da magia, mas não duvidava em nada que existia feitiços o suficiente para ajudar uma criança perdida. A única coisa estranha naquilo tudo era que ela própria não se imaginava como feiticeira; não tinha aquele desejo louco por Hogwarts. Queria ficar em seu quartinho, lendo os livros para primeiranistas, e talvez os mais avançados, fazendo mágica e aprendendo sobre histórias, poções, feitiços… estar num lugar cheio de outras pessoas - outras crianças e adolescentes - a entediava. Por que perderia seu tempo com outros, quando podia dar-se bem por si?

    Talvez por isso tenha soado como uma bênção quando Bran virou para si, duas horas depois, parecendo afobado demais depois de ter visto uma menina. "Ei, você pode ficar por aqui, né? Só… toma esse sorvete, entra na fila e pega outro pra mim? Eu preciso, ãh- eu já volto, maninha. Fica aí!" Coisa que fez Sage olhar para a porta por onde ele saiu por três ou quatro segundos antes de decidir que não valia à pena seguí-lo. Era melhor mesmo ficar na fila, em que podia pensar, espiar as pessoas e…. bom, esperar pelo sorvete. Porque o número de bruxos estava mesmo imensa. Aparentemente, um criador famoso de diversos tipos de sorvetes mágicos estava fazendo uma de suas últimas aparições e, é claro, todos queriam provar de seus encantamentos (além dos sabores diversos). Sage só queria uma sobremesa legal para passar o tempo, porque Bran a tinha feito encher o estômago com uma gororoba esquisita que nela deu dor de cabeça.

    Pensava justamente na comida estranh- "OLHA PRO LADO, P*RRA!" …… quê? Olhou em volta, confusa. Não era comum ouvir adultos gritando, ainda mais uma palavra tão feia (como sua mãe dizia, que ela nunca compreendeu porque palavras, por si só, não pareciam feias ou bonitas). Era uma moça alta, mal-educada e de bochechas vermelhas, mas quem parecia atônita era uma menina, cujo sorvete acabou de cair no chão. Sage mal pode ver o resto, porque já era sua vez de pegar um novo sabor e a menina estava do outro lado da loja, provavelmente acabara de pegar o seu.

    "Eu vou pegar…. o que a última cliente acabou de pedir? Aquela ali." Sorriu, qualquer traço de timidez esvaindo-se por conta do plano que se formava em sua cabeça. Nada mais do que uma ajuda a alguém da sua idade, alguém este que soava aflito, e que parecia ser muito mais legal de conversar com do que seu irmão que a abandonara. Bran podia ficar na fila ele mesmo e pegar um sorvete pra si. "É, isso! Muito obrigada. Aqui." Parou para analisar as moedas, cinco segundos no total, antes de se decidir por duas e receber um olhar feio. Então se desculpou, adicionando outras três. Só então viu-se com outros dois sorvetes (era mesmo bom, e queria um segundo, porque seu irmão comeu quase todo do outro).

    Partiu direto em direção a menina. "Ei! Eu vi o que aconteceu, aquela senhora é muito mal educada, não acha? Mas pode ficar com o meu." Deu de ombros, de início não compreendendo qualquer sinal de surpresa da parte dela. Não sentiu necessidade de explicar. Na sua cabeça, era claro: melhor fazer um favor para outra pessoa do que se tornar capacho do corvino (que amava, e por isso a implicância era só ressaltada).

    Interagindo c/ June. Espero que goste, Nanda :3
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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemRussia [#192333] por June Krovopuskov » 16 Jun 2019, 13:09

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    - Então você quer mesmo ir tomar sorvete hoje? – Meu tio dizia com sua voz maravilhosa e com enorme sorriso nos lábios lhe respondia: - Sim! Amo! E graças ao clima de lá que é mais quente que aqui, vou poder tomar tranquilamente. – Coçara o nariz animada. Mais uma vez sairia com meu tio para tomar sorvete na Inglaterra e em questão de segundos, já estava em Hogsmead caminhando pelo beco diagonal. As compras escolares foram calmas e tranquilas com a presença do meu tio ao meu lado. – Ainda dói? – Olhava para meu braço com uma expressão de curioso.– Não mais, está bem melhor que da ultima vez. – Comentava despreocupada.– E sua mãe? – Olhara as vitrines das lojas. – Está bem. – Respondera automaticamente. – Me desculpe pequena. – Respirara profundo tentando ignorar a situação e as lembranças. – Não foi você. – Encarava-o seriamente.

    - Posso ser uma criança de onze anos, mas sei o que é ser justo ou injusta; sei o que são minha culpa e não... Tenho plena ciência disso então acredita quando falo que não é para se preocupar, ta? – Esboçara o melhor dos meus sorrisos agarrando a cintura do meu tio. – Mat, vou trazer um sorvete enorme para você e vamos comer juntos com doces, então... Me dá as moedas que sobraram e fica sentado ali ó. – Apontava para a cadeira em frente à loja de comidas.– Voltarei rapidin. –Meu tio soltava as moedas em minhas mãos e concordava com meus comandos seguindo para a mesa aguardar meu retorno.

    - Moço, moço! – Dissera ofegante em cima do balcão.– Aqueles sorvetes ali, por favor, quero bem caprichado e recheado para mim e meu tio! – Buscava respirar entre as palavras enquanto lhe entregava as moedas. O homem pegava o dinheiro, contava e devolvia uma moedinha, logo começava a colocar o sorvete na taça. – E muita calda de chocolate nos dois, okay? – O homem sorria. – Obrigada! – Podia sentir a baba escorrendo pela lateral dos meus lábios. – Obrigada! – Soltara um enorme sorriso enquanto pegava as taças com as duas mãos tentando manter o equilíbrio perfeito e seguia em direção ao meu tio.

    Ele era fã de sorvete e eu também. E sabia que ele ficaria mais feliz e menos preocupado com sua comida predileta junto com a sua sobrinha preferida! E mal saíra da sorveteria e PUFFF! – EI MOÇA! – Gritara enquanto a mesma vociferava com suas vestes sujas. – Meus sorvetes! – Choramingava ignorando-a por alguns minutos. – Meus... – Encolhia-me. – Desculpa, mas você tem que olhar por onde anda, sabe? – Choramingava enquanto ouvia a mesma se afastar sobre resmungos e maus agouros contra minha pessoinha. Okay, o plano de alegrar meu tio com seu sorvete preferido, fora para o ralo! E agora? O que tinha não iria dar mais e... – Aff... – Resmungara levantando-me e conferindo se não estava suja pelo acidente. Pela sorte ou azar, apenas a mulher troglodita que ficara suja e melecada.

    - Ah... Oi? – Franzira o cenho encarando a menina falando comigo. – Obrigada, mas o do meu tio... – Sentira as bochechas avermelharem por alguns segundos, observara em direção à mesa do outro lado onde meu tio poderia estar e... – “Onde diabos ele foi parar?” – É. Se ele não estava ali, poderia me perder caso procurasse por ele, então ficaria onde estou e ele quando terminar o que foi fazer ou voltar, viesse para cá. – Obrigada. – Dissera com um enorme sorriso nos lábios. – Desculpa, não tenho moedas para te dar pelo sorvete, mas quando meu tio aparecer, lhe dou direitinho, ta? – Agradecera de coração para a garota que me ajudava.

    - Então como se chama? – Caminhava para a mesa tomar um delicioso e calmante sorvete! – Eu Sou June Krovopuscov e você? – Me apresentava educadamente tentando não falar em Russo como minha mãe ensinara e meus pais também.





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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemRussia [#192775] por Natasha Novoselova » 30 Jun 2019, 03:49

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Crianças e sorvetes.
Capítulo primeiro.


Natasha mexia a comida que estava cozinhando no fogo enquanto deixava a mente vagar. Estava num daqueles dias em que os gêmeos estavam quietos e não porque estavam aprontando, mas porque o marido estava lá e tinha inventado algum jogo para eles. Gostava tanto dos momentos que ele ficava em casa, ele era tão bom com as crianças. Já sobre si, não podia dizer o mesmo, no geral tinha de se esforçar muito para entreter aqueles pequenos que dependiam dela. Durante sua infância, não tivera muito tempo de brincar, nem teve muitos brinquedos. Tudo era sempre focado em lições que ela deveria aprender para ser uma garota perfeita. Não funcionou tão bem esse plano deles, mas isso não era o foco do momento. O tratamento extremamente rígido que recebeu somados a visão de algumas coisas que crianças não deveriam ver, contribuíram para os diversos problemas da russa na área da saúde mental. As cicatrizes que tinha estavam ali para contar aquela história.

O que mudou sua vida completamente foi a chegada de um certo homem nela. Blaike tinha mudado tanta coisa na vida dela desde a primeira vez que o viu, quando trabalhavam juntos. Todas as vezes que ela o afastou e tentou fazer ele sair da vida dela… Mas ele nunca desistiu. Natasha se sentia feliz com isso. Infelizmente (e ela nunca diria essa palavra em relação a isso ao amado), os filhos vieram muito cedo. Não tinha tido tempo o suficiente para melhorar tudo o que precisava - se é que isso seria possível mesmo -, não sabia como lidar com uma família. Era sempre um esforço enorme que ela tinha de fazer para dar o amor que os pequenos mereciam. O amor que nunca sentira na infância. Seu bloqueio tinha de ser derrubado barreira por barreira, o que não era nem um pouco fácil. Muitas vezes não entendia o que ele viu nela… Natasha tinha tantos problemas que não achava que valia a pena.

Sentiu os braços dele a envolverem de repente. Isso tinha algo que tinha custado um pouco a se acostumar. Todo aquele contato físico costumava fazer com que ela ficasse paralisada e rígida. Isso não acontecia mais. Já estavam há mais de cinco anos juntos. Se permitiu se aproximar um pouco mais dele, repousando sua cabeça suavemente em seu peito. Agora se sentia segura ali. Tinha a impressão que com ele tudo o que costumava afetar ela, não era mais um problema. A consciência do próprio coração batendo no peito se tornava mais evidente com a presença dele, ainda mais quando ele estava assim tão perto e sua voz atingia os ouvidos da russa. Às vezes não queria que ele se afastasse nunca. - Sair? Hoje? - Perguntou sobre algo que ele disse. Não saía tanto de casa desde que largou seu emprego no ministério para "se dedicar a família". Costumava sair mais quando Aimée (que era madrinha deles) a convencia de que seria uma boa ideia que os gêmeos gastassem energia ao ar livre ou quando ia a casa dela para que os meninos brincassem com as filhas dela.

Blaike precisava comprar algumas coisas que não podiam ser adiadas. E o que ele dizia fazia sentido, também não queria ficar distante dele naquele dia de folga e seria bom que Nathaniel e Stephen passeassem um pouco. Quando andavam bastante e gastavam mais energia, a hora de dormir se tornava muito mais fácil, sem aquela necessidade de ficar implorando para que fossem dormir ou contando várias histórias para ver se pegavam no sono. Eles tinham tanta energia acumulada! Não era fácil ser mãe de dois meninos. - Podemos ir depois do almoço. - Não gostava que os meninos comessem fora de casa, não parecia confiar na qualidade do que era servido fora. Se afastou dele, voltando sua atenção ao que estava fazendo. Por que às vezes sentia uma sensação estranha de que se saísse com eles algo ruim poderia acontecer? Mas o pai deles estava junto. Não tinha nada para dar errado…

***
Já tinham passado em duas lojas e um dos meninos parecia querer ir embora, insistindo constantemente com a mãe. - Não podemos ir agora, tenha um pouquinho mais de paciência. - Disse, sentando soar o mais doce possível. Sabia que muitas vezes soava de forma meio fria e impaciente por acidente. Seus olhos foram atraídos pela fachada da sorveteria que parecia tão convidativa. - Que tal um sorvete? - Sugeriu. Em dias normais, não faria isso. Não gostava de dar algo tão doce a eles, mas aquele era um dia a parte. Ainda tinham alguns lugares a ir e queria melhorar o humor de um garotinho emburrado. De qualquer forma, seria interessante ver eles em sua primeira vez de experimentação de sorvete. Sua sugestão pareceu atrair atenção de ambos que queriam saber o que era aquela coisa que nunca haviam visto. - É um doce gelado. - Não sabia como explicar melhor que isso. A palavra 'doce' bastava para que eles quisessem ir.

Escolheram um lugar para sentar dentro da sorveteria, colocou as crianças sentadas e ficou observando eles enquanto o alemão comprava as delícias geladas. Esperava que essa sua ideia tivesse sido boa, estava tudo indo bem. Mesmo que seu impulso fosse sempre esperar pelo pior.


Interacting with: Blaike Z. Velius (Todd); Nathaniel N. Velius (NPC); Stephen N. Velius (NPC Todd)
Tagged:Aimée Fontaine
Notes:feito pelo celular e não revisado. Espero que esteja bom e que você goste.
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Natasha Novoselova
Mundo Mágico
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