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Empório das Corujas

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Re: Empório das Corujas

MensagemItalia [#177886] por Vicenzo de'Lavezzo » 18 Jul 2017, 18:32

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    Vicenzo realmente não era um rapaz falador, muito pelo contrário, silêncio é o mais comum vindo dele. Preferia observar e, por vezes, mantinha alguns diálogos, mas nunca duravam muito. Recordou-se de uma das garotas com quem “ficou” em Hogwarts, ele realmente gostara dela, mas em sua vida não havia espaço para amores ou tramas relativas a esse sentimento tão complexo. Balançou a cabeça, saindo dessa viagem pseudofilosófica louca, apenas assentiu concordando em seguir o amigo para o Empório das Corujas. Lenz era um dos melhores, senão o melhor, amor que o corvino possuía, não por isso, o garoto resolveu levá-lo ao beco diagonal durante as férias de natal, afinal, os preços havia caído e o garoto romano nunca tinha estado no local inglês, desta forma lá estava a dupla, acompanhada de outra dupla: os pais de Vicenzo.

    O moreno não via problemas em seguir o amigo que estudava em outra escola, apesar de toda sua personalidade e história de vida ele sabia que no final de tudo, ficar só é muito chato, embora ele cresse fielmente que seria esse seu destino. As lojas eram bem próximas devido ao que comerciavam, no caso, coisas relacionadas à animais, o empório com seu nome autoexplicativo, já informava que aquele estabelecimento era voltado para corujas e enfim, aves. Ele havia tido uma coruja das neves chamada Morgana, antes de Morgana ele tinha uma coruja Mocho-galego chamada Atena, mas estas morreram, aparentemente Roma não era um lugar ideial para corujas. O garoto resolveu então não alimentar suas memórias e mágoas, não ali em público. Ao passar pela porta o sininho comum em quase todas as lojas soou anunciando a chegada dos quatros, logo uma moça veio atende-los

    Pacientemente Vicenzo aguardou Lenz ser atendido primeiro enquanto seus olhos observavam a variedade de aves que se encontrava ali, em sua maioria corujas, mas havia outros pássaros e coisas do tipo. Vicenzo conhecia uma menina que usava um corvo como animal correio, assim digamos, e não uma coruja como o de costume, achou inteligente da parte dela, afinal corvos também eram seres muito inteligentes, talvez até mais que as corujas, é que, se ele não estivesse enganado, as corujas eram associadas como símbolo de Atena a deusa da sabedoria, estratégia em batalha e tantas outras coisas mais, além disso, o animal supracitado era símbolo de sua casa, daí a ideia lhe agradava cada vez mais.

    Após observar ao redor o menino percebeu que uma criatura de pelagem negra piou chamando-lhe sua atenção. A mãe do garoto, incomodada pela tristeza que havia abatido o jovem após a última perda do pet, aconselhou-o a comprar outra, ou pelo menos que ele observasse os animais, vai que algum lhe agradasse. O italianinho revirou os olhos e seguiu pela loja observando. Imediatamente eliminou o sapo. Não que odiasse o anfíbio, mas ele era nojento. E quando se imaginava com um animal, não era algo enrugado, úmido e gelado que imaginava segurar. Então pensou em adotar um gato. Felinos eram lindos, independentes e fofos. Com certeza adoraria cuidar de um. Acontece que corujas eram igualmente belas, com seus olhos grandes e suas penas que formavam desenhos bonitos aos olhos. Novamente a paixão pelas aves falou mais alto e Vicenzo saiu dali com sua nova companheira.
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Vicenzo de'Lavezzo
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Re: Empório das Corujas

MensagemWales [#180597] por Solomon Kane » 09 Out 2017, 20:49

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Nino não se lembrava de ter andado num recinto mágico na vida. Não na vida real pelo menos. Ele se imaginava um velho freguês de lojas mágicas em videogames. Ali ele se sentia a vontade, sabia que os itens a venda eram apenas pixels e pulsos elétricos coordenados por uma unidade de processamento. Mas o que ele estava vivenciando era completamente surreal. Uma loja que vendia animais de estimação para bruxos. Uma petshop arcana. Imaginava o que poderia encontrar dentro das gaiolas. Dragões em miniatura? Os irmãos de Camazotz? Um macaco brincando com bastão como o Rei Macaco do Oriente? Quimeras? Talvez uma fênix? Uma ursa druida com tranças? Um avatar da deusa Artio não seria má companhia, definitivamente.

Estava acompanhado da mãe. Sentia que apesar de não estar à vontade, ela tinha uma coragem resoluta. Havia escutado conversas de seus pais preocupados com essa fase de sua vida. Sair de uma escola trouxa de qualidade para embarcar numa escola de bruxaria não estava nos planos. Mas se ele possuía o dom, era o mais adequado a se fazer. Muito embora houvesse a distância física entre eles, existia algo que poderia quebrar um pouco da solidão, ensinar um mínimo de responsabilidade e trazer lembranças de seus pais: um animal de estimação. Não tinha como criar animais nos arredores do resort. A neve virtualmente proibia atividades ao ar livre durante metade do ano. Além disso, ele nunca havia realmente se interessado por um bicho de estimação. O máximo que sabia era que seu tio Peppi criava uma dezena de dachsunds perto das vinícolas. E mesmo assim era para evitar que roedores se aproximassem demais das parreiras. Um animal de estimação era algo inédito.

Pararam em frente ao Empório das Corujas. Ursula observou a fachada um tanto cética. Não havia, entretanto, margem para recuar. Estava decidido e assim seria feito. Compraria um bicho de estimação para seu filho e ele teria de aprender a cuidar da criatura. Desde que ela não quisesse devorá-lo, afinal não fazia a menor ideia do que quais tipos de animais eram vendidos a bruxos, principalmente bruxos inexperientes como Nino.

Sua surpresa ao descobrir o que de fato se comercializava numa petshop para bruxos foi enorme. Gatos, cachorros, peixes de aquário. Nada extraordinário. Claro, haviam cobras e morcegos e mesmo sapos, porém eram criaturas das quais sabia da existência. Não eram os monstros que Nino lhe falou que poderia haver. O alívio foi imediato. Agora era apenas uma questão de escolher.

Nino observava as gaiolas e casinhas, curioso sobre os animais. A decepção inicial por não encontrar as criaturas mágicas que imaginou foi superada pela vontade de possuir algum daqueles bichinhos bonitinhos que ele via. Eram bem mais bonitos que as ovelhas e os suínos que criava nas suas fazendas virtuais em Minecraft. A princípio viu alguns gatos. Os felinos tiravam um cochilo preguiçoso na casinha. Num momento, achou que tinha ouvido um grito agudo, deixando bem claro que haviam morcegos disponíveis também.

- E então filho, vai levar qual? Já viu os cachorros? - Perguntou Ursula, com um sorriso honesto.

- Ah mãe, eu não sei cuidar de cachorros. Eles gostam de correr e pular e latir. Mas acho que tem um que vai dar certo.

- Mas todos os bichinhos precisam de cuidados. - Ela arqueou as sobrancelhas ao ouvir seu Nino – E qual seria?

Eles andaram mais um pouco, até o fim de um corredor. Um pequeno coelho branco angorá dormia, estirado dentro num forro de palha e estopa. O pelo branco do animal era soberbo e abundante.

- É esse daqui mãe, é esse aqui que eu quero! - Afirmou sorridente o garoto.

- AH MEU FILHO, QUE LINDO! Que coelho bonito! - Ursula poderia dizer que estava muito mais que satisfeita. Comparando com o espírito com o qual entrara na loja, sair com um coelho era bastante lucro. Um animal dócil, bonito e pequeno. Saiu bem melhor que a encomenda.

Ursula chamou um atendente e mostrou a gaiola. Era um coelho jovem. Cresceria um pouco ainda, mas nada demais. Além disso, gostava de vegetais, cenoura, couve, algumas folhas verdes, nada de extraordinário. Um bichinho perfeito. Foram até o caixa, pagaram e com todo cuidado que podia, Nino carregava a gaiola com o coelho, que agora estava acordado, mas ainda recolhido confortavelmente.

- Já pensou em um nome para ele Nino? - Perguntou a mãe, curiosa.

- Ah mãe, eu ia chamar de Siegfried, mas eu já uso esse nick. Vou chamar ele de Gaston. Isso, você é Gaston. - O menino sorriu para si mesmo, afagando o dorso do animal. Nisto, já voltavam para casa, de onde partiria para Beauxbatons em breve.
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Re: Empório das Corujas

MensagemInglaterra [#182707] por Zaico Harrison » 21 Jan 2018, 01:07

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Uma tarde fria, com poucas nuvens e um sol brilhante iluminando as tortuosas ruas do Beco Diagonal. Zaico estava acompanhado de sua mãe, hoje com um objetivo especial e muito esperado pelo jovem bruxo, a compra de um animal de estimação. Zaico sentia muita falta de seu gato (Spok) que ficou em Dover com seus pais, pois além de serem muito próximos e fazerem companhia um pro outro, seu dom natural estava em seu auge, o garoto estava conseguindo compreender algumas espécies a mais de pássaros após praticar algumas vezes no corujal de Hogwarts.

-Por aqui Zaico!Disse sua mãe lhe puxando pelo braço em direção a uma loja cinza, estilo antiga, com muitas gaiolas de corujas para fora do estabelecimento. Não era a primeira vez que Zaico ia ao Beco, mas nunca entrara no Empório das Corujas. -Uau! Olha isso, mãe! Exclamou encantado com a diversidade de pássaros pendurados nas paredes da loja. -Zaico, preste atenção nas suas escolhas, pense bem, é uma responsabilidade muito grande. Use seu dom a seu favor, isso pode te ajudar. Alertou Evelyn preocupada. -Ta bom, vou dar uma volta, já volto. [Zaico adentrou a loja e entre uma sinfonia de pios, ronronados e barulho de sapo, o jovem conseguia interpretar alguns sons em algo que ele ainda não sabia como funcionava, mas compreendia.

Zaico ainda não estava 100% com suas habilidades recém devolvidas, conseguia apenas identificar e decodificar os sons emitidos pelos animais, mas não conseguia dar uma devolutiva aos mesmos, esse é um aperfeiçoamento que ele vem trabalhando a semanas, sem sucesso. -Olá garoto, se está procurando um gato para ser um gato, espero que me ignore, não nasci para ser seu. Garoto Harrison olhou assustado para o lado onde havia um gato preto e um rabo branco destoando completamente de seu corpo. -Não me espanta estar aqui até essa idade, ranzinza assim, vai morrer sem um dono. Retrucou em linguagem humana, sem se preocupar se o gato entendera ou não. O gato fingiu não entender lambendo a pata em sinal de desdém ao garoto.

Com uma má primeira impressão de gatos, decidiu então ir até ao fundo da loja onde havia alguns animais exóticos e logo se interessou por um animal que não reconheceu de imediato, mas parecia com uma espécie de furão com gato, se aproximou da gaiola e o animalzinho aparentemente recém-nascido estava dormindo em sono profundo, Zaico esticou os dedos para dentro da gaiola e acariciou a cabeça do animal que ao sentir um leve cafoné arrastou-se mais para perto da extremidade da gaiola a fim de receber mais carinho. Foi instantâneo, um fluxo de energia quente e que transmitia um turbilhão de sentimentos e emoções como se ali em um segundo de contato um acordo para a vida estivesse sendo selado, o pequeno Harrison teve a certeza de que já havia escolhido seu mais novo amigo.

-Mãe, vem aqui, eu já escolhi! Gritou Zaico entusiasmado chamando sua mãe que estava entretida com os ratos. -Um suricate, filho? Você tem certeza, não quer dar uma olhada nos outr.. -Não! Eu quero ele! Interrompeu rispidamente a mãe e em seguida esboçou um sorriso para não parecer grosseiro. -Eu gostei dele, vamos nos dar bem, vou cuidar bem dele, pode confiar em mim. Completou. -Muito bem, então pegue a gaiola dele, com cuidado, e traga ao caixa, vamos pagar e ir para a estação, o seu trem sai em meia hora. Zaico concordou fazendo um sim com a cabeça e pegou a gaiola quadrada de ferro com cuidado para não acordar o filhote que dormia profundamente.

Evelyn foi ao caixa e Zaico se manteve atrás de sua mãe entretido com os outros animais da loja, esperando o animal ser pago à senhora do de cabelos brancos e chapéu velho que contava os galeões. -Vamos...Você já escolheu um nome? Perguntou a mãe segurando a mão livre do filho para fora da loja. -O que você acha de Strudel?Indagou o garoto. -Me parece bom, gostei. Quando chegar em casa vou contar pro seu pai do mais novo integrante da família. Evelyn sorriu para Zaico e os dois seguiram pela rua movimentada do Beco.


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Postado Por: Felipe Chessa Barbero.


Re: Empório das Corujas

MensagemInglaterra [#184526] por Freddy Addington » 24 Jun 2018, 19:10

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      Se um bar trouxa e as partes íntimas do meu tio Gordon tivessem um filho ele certamente seria o Caldeirão Furado. Aquela taverna mal iluminada cheirava a suor, cerveja e bruxos velhos, o que fazia os pêlos na minha nuca se arrepiarem em agonia. Sempre que precisava entrar ali para acessar o Beco Diagonal o fazia o mais rápido possível, cada segundo a mais ali dentro era um grande risco para a minha homossexualidade. Minha capa cor de ameixa até combinava com o cenário meio ‘dark’, mas o cheiro e o senso de moda dos frequentadores da taverna eram os principais motivos pelo qual eu cruzava o recinto quase correndo. Sentia alívio quando finalmente alcançava a salinha dos fundos, tocava os tijolos corretos da parede e me dava de cara com as ruelas do Beco Diagonal. Ok, o Beco também não era o mais charmoso dos lugares do Mundo Mágico britânico, mas ali pelo menos ninguém cheirava como um calção usado.

      ― Pra onde mesmo? ― Me manifestei em voz alta. A distribuição das lojas no Beco Diagonal era quase tão confusa quanto a carreira da Christina Aguilera, mas com certeza o local era bem mais lotado que a Lotus Tour. Só cabia a mim tirar vantagem da superlotação. ― Com licença, madame. Sabe me falar onde fica o Empório das Corujas? ― O poder aquisitivo da minha família paterna sempre influenciou minha vida em muitos aspectos, e um deles era eu nunca precisar ir até o Beco Diagonal para fazer compras. Todos os anos meu pai pedia a algum dos criados que saísse de Oxford e comprasse os itens da minha lista de materiais em Londres, por esse motivo eu nunca me lembrava onde ficavam as lojas no Beco Diagonal. A mulher de meia idade me deu algumas instruções e lá fui eu me meter no meio da multidão, andando pelas ruas até encontrar os pontos de referência que minha ajudante havia indicado.

      Era difícil enxergar o letreiro quando-se estava rodeado de tantas crianças e adultos andando por todos os lados, mas não demorou para que eu enxergasse um monte de gaiolas e algumas letras tortas indicando o Empório das Corujas. Tomei nota mental de pedir a Conrad para trocar aquela coisa horrorosa o mais rápido possível, mas logo me arrependi por pensar daquela forma. O menino estava surtando como uma fãgirl desesperada, mas não era um bom motivo. Dava-me nos nervos a forma como os mais velhos dos Addington achavam que dar obrigações em cima de mais obrigações era a melhor forma de alguém adquirir responsabilidade. Era claro que o jovem Conrad tinha feito por merecer um bom castigo, mas ao julgar pela quantidade de pessoas dentro da loja era fácil concluir que tocar o Empório das Corujas estava longe de ser fácil.

      ― Oi florzinha, eu sei que você está ocupada mas só preciso saber onde está o dono. ― Perguntei para a jovem atrás do balcão. Pela sua expressão e a forma desajeitada que ela intercalava pegar o pagamento dos clientes com escrever algumas coisas em um pergaminho sobre a bancada era óbvio que não estava para conversas, mas visto que não encontrei o rostinho bonito de Conrad em lugar nenhum minha única opção era perguntando por ele. Ela mal tirou os olhos de seus afazeres, apenas apontou o polegar para uma pequena escada aos fundos, e lá fui entrar em mais um buraco escuro e fedorento.

      ― Ok, as gaiolas desorganizadas do lado de fora e o letreiro ridículo pintado há dois séculos atrás eu aceitei, mas isso aqui é desesperador, menino. ― A escada terminava em uma espécie de sótao apertado e tão iluminado quanto uma caverna pré-histórica. Não era possível ver as paredes, visto que cada centímetro estava coberto por gaiolas, caixas de feno ou enormes rolos de pergaminhos. Eu não fazia ideia do que era tudo aquilo, mas só de pensar na complexidade da logística de uma loja como o Empório das Corujas eu sentia minhas olheiras voltarem a se formar. Tirei aquilo da minha mente na hora, peeling era caro e professor de Hogwarts não recebe bem. Conrad, por sua vez, era a própria encarnação do cansaço e desespero. Seus olhos estavam caídos, como se ele não tivesse uma noite de sono há semanas, e suas roupas, geralmente bem alinhadas e realçando as belas curvas de seu corpo, davam a ele a aparência de um elfo doméstico supergrande. ― Ah, suas roupas… vamos precisar conversar sobre isso também.


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Re: Empório das Corujas

MensagemInglaterra [#184957] por Conrad Addington » 16 Jul 2018, 20:18

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    Eu era um adolescente diferente dos outros, sobre isso não havia dúvidas. Enquanto a maioria dos estudantes recém-formados em Hogwarts passavam a maior parte de seu tempo livre amaldiçoando e criticando os ensinamentos adquiridos na escola, fugindo de uma obrigação mais duradoura e inventando desculpas para seus pais conservadores do porquê não serem ainda alguém de seriedade na vida, eu fugia totalmente destes itens. Eu não tinha pais vivos, então não era para meus progenitores que eu precisava dar satisfações; eu não criticava os ensinamentos da Escola de Magia e Bruxaria, até porque cada linha estudada ao longo dos meus sete anos tinha sido de grande proveito e eu acreditava fielmente que todo aquele conhecimento me levaria a algum lugar. Por fim, eu não fugia de obrigações: elas vieram até mim dias depois de minha formatura, então não tive muito tempo ocioso ao terminar os estudos. Meu tio Freddy até tentava aliviar um pouco minha pele, mas cuidar do Empório das Corujas era mais difícil do que qualquer outra coisa que eu já fizera ao longo dos meus 18 anos.

    Os conceitos “responsabilidade” e “amadurecimento” eram um tanto deturpados na linhagem Addington. Desde muito cedo todos eram treinados para serem capazes de dar continuidade ao grande negócio da família: os perfumes Addington. O problema era que nem todos de fato QUERIAM passar o resto de suas vidas tocando o império de sucesso da família, e era o que acontecia, na verdade, com a grande maioria de nós. O meu azar era meu destaque. Desde pequeno a inteligência e a facilidade com a qual eu lido com as coisas sempre me colocou em grande destaque em qualquer que fosse meu meio (sem contar, segundo meu tio Freddy e todas as mulheres da família, a minha beleza de outro mundo, mas eu não gosto muito de falar sobre isso), e isso me transformou em um dos preferidos dos mais velhos. Não consegui me livrar das aulas de administração, economia, história e gestão de negócios durante as férias escolares, e da mesma forma não me livrei de virar o dono do Empório das Corujas assim que me formei.

    Felizmente, a família Addington não era feita somente de bruxos e bruxas de negócios, eu sempre soube disso. Minha prima Scarlet, monitora lufana nos meus dois primeiros anos em Hogwarts, era uma das pessoas mais doces que eu conhecia. O mesmo se aplicava ao meu tio Kurt, e também ao tio Freddy. Eu sabia que o atual diretor da Lufa-Lufa (o primeiro a causar enorme impacto na família ao não ser selecionado para Corvinal ou Sonserina) tinha um coração bom, e meu ponto era cada vez mais provado conforme eu passava mais e mais tempo junto do homem. Claro que Frederick tinha um humor ácido e uma forma única de demonstrar afeto, mas eram suas pequenas ações que me faziam ter enorme admiração.

    ― O que foi? ― Virei-me para encará-lo frente a frente e abri os braços fingindo desentendimento. Eu sabia que ele estava falando da bagunça que estava o andar superior da loja, e mais tarde da minha aparência nada agradável. Não tinha certeza do quão cansado eu aparentava estar, mas apostava que os poucos minutos que dormi em cima de uma gaiola não tinham me deixado com uma cara boa. No fundo eu nem me importava com a minha aparência ou a organização do andar superior, planejamento nunca tinha sido mesmo a minha praia. O que me tocava era a forma como Freddy olhava para tudo com um mix de desespero e desgosto no olhar. Eu era tão grato ao mais velho que era quase ingratidão da minha parte apresentar aquilo para ele. ― M-Me desculpe… Você viu como está lá embaixo? Eu não pensei que fosse tão difícil tocar uma loja do Beco Diagonal nas férias!

    O comentário dele provavelmente corou meu rosto, mas eu sabia que aquela era a forma de Freddy fazer um elogio. Sorri de forma discreta (estava cansado demais para rir com entusiasmo) e desfiz a postura rígida, colocando uma caixa no topo da pilha e deixando meus ombros caírem em descanso. O mais desanimador era que eu sabia porque ele estava ali, e dessa vez não era para jogar conversa fora como os muitos encontros no Cabeça de Javali. ― Já está na hora de ir? ― Rezava silenciosamente para que a resposta fosse não, mas no fundo eu sabia que devia ter me programado melhor em vez de deixar tudo para a última hora. Os últimos ajustes na loja não estava prontos (por mais que eu confiasse na capacidade de Mia, a funcionária, ninguém parecia capaz de tocar sozinho algo como o Empório das Corujas), e a minha mala também não. Freddy provavelmente me mataria ao saber que levaria apenas algumas camisetas e duas calças jeans, mas eu não pretendia fazer nada na Alemanha que exigisse uma aparência mais sofisticada.
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Re: Empório das Corujas

MensagemInglaterra [#184963] por Freddy Addington » 16 Jul 2018, 20:50

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      Era difícil entender como aquela coisinha cansada, atrasada, mal vestida e provavelmente um pouco suja ainda assim era muito bonita. Conrad tinha pegado apenas os genes bons (se é que eles existiam!) dos Addington, era essa a única explicação para aquele garoto pertencer a mesma família podre que eu. Até na escolha de suas palavra o jovem era extremamente fofo e cuidadoso, o que tornava sua aparência ainda mais charmosa. ― Não seja tão modesto, bebê. Não combina com sua aparência. ― Meus olhos não estavam mais nele (e isso era extremamente difícil!), mas sim no ambiente ao meu redor. Era quase como jogar ácido em meus olhos, mas precisava analisar de novo o caos que estava até andar superior da loja. Provavelmente algumas dicas rápidas que eu desse para ele resolveriam muitos dos problemas de organização e facilitariam muitos processos de liderança da loja, mas eu não podia colocar a culpa toda no pequeno rapaz: suas especialidades eram pensamento lógico, números e charme. Organização e bons costumes eram a minha área.

      ― Eu não culpo quem te deu essa obrigação… com um rosto e um cérebro tão lindos é de se imaginar que você consiga fazer qualquer coisa! ― Falava sobre a decisão de dar a ele o Empório das Corujas, o que ao meu ver era um ato de pura crueldade. Claro que os Addington não entendiam daquela forma, mas sim como uma escola de responsabilidade e gerenciamento. O fato era que com tanta pressão nas suas costas o jovem Conrad podia acabar surtando, e aquilo definitivamente arruinaria sua beleza. E era exatamente para isso que eu estava ali: para colocar um fim (ou pelo menos uma pausa) naquele sofrimento todo. Não existe no mundo alguém que não precise de férias (talvez a Lady Gaga, que está de férias do pop há tempo demais), e a sua proposta era ótima: férias na Alemanha, seu país preferido depois da Tailândia (massagem tailandesa é simplesmente incomparável!). ― A minha cara diz tudo, certo? ― Exibia um sorriso malicioso e divertido, indicando que ele estava certo em perguntar se já era hora de partir.

      ― Espero que a mala esteja pronta… ― Mas nem precisei terminar. A cara de descuido do rapaz já entregava que havia falhado também em aprontar com antecedência os pertences que levaria para a Alemanha, e se ia fazer isso com pouco tempo era óbvio que suas escolhas de peças de roupa não seriam das melhores. Pelo menos o estilo despojado acentuava sua aparência masculina, o que era bastante sexy. A resposta de que as roupas estavam no cômodo ao lado e só precisavam ser colocadas na mala não me assustou tanto quanto se ele tivesse dito que estava tudo no Caldeirão Furado (levariam mais algumas horas antes de partir e eu teria que voltar para aquele buraco que exalava família tradicional bruxa, duas péssimas notícias), e felizmente eu tinha ideias rápidas. Obrigado pela inteligência, linhagem Addington. ― Então se apresse, garoto! Me mostre qual caixa vai em cada pilha e eu termino isso aqui enquanto você faz as malas. ― Ele me olhou com um ar curioso. ― Sim, eu disse aS malaS. Eu não vou andar por ai com você se estiver vestido como um heterossexual de Durmstrang no auge da puberdade. Você ganha bem aqui, não tem desculpa pra se vestir mal.


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Re: Empório das Corujas

MensagemPortugal [#188038] por Lisa Cecile F. Romena » 22 Nov 2018, 11:17

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Quando Lisa era bem pequena, o que poderia ser simplificado para “um ano atrás”, ela acompanhou o irmão a um passeio pelo Beco Diagonal pouco antes do início do sexto ano do rapaz e anteriormente, também, às férias letivas que levaram aos acontecimentos trágicos que agora ela enfrentava sozinha. Naquela época, a caçula dos Romena não era a principal herdeira, nem a única filha, era apenas uma criança mimada que gostava de ter toda a atenção para si e não conhecia a dor da perda, por isso, seria bom não estranhar qualquer reação adversa à Lisa que conhecem agora.

Ela adora comprar, mas só quando os itens eram para ela própria. Então, passar horas caminhando com Jorge, entrando e saindo de lojas chatas, mais parecia um martírio. Infinitamente calmo, como sempre, o grifinório a confortava e dizia que no ano seguinte, a pequena saberia exatamente o quão gostosa era a sensação de poder regressar à Hogwarts e quanta saudade ele sentia dos amigos. Como estava frio, o castanho cobria a cabeça com um gorro de lã cheio de padrões étnicos, mantendo orgulhosamente as cores de sua casa. Assim, a mancha horrenda que lhe cobria metade da face, ficava escondida atrás dos cachos compridos, apertados contra as bochechas.


- Tenho certeza que você vai gostar dessa aqui... – Colocando a mão sobre o ombro de alabastro dela, o primogênito deu um singelo empurrãozinho na menina para que ela atravessasse a porta do Empório de Corujas. Ele mesmo nunca tinha estado ali por muito tempo, visto que não era o mais adepto dos animais. Jorge era um rapaz que gostava do contato humano até demais, a julgar por seu gigantesco número de amigos, sucesso no quadribol e namoradinhas aleatórias. Mas, conhecendo a irmã como conhecia, sabia que ela podia se sentir solitária em seu primeiro ano de escola bruxa e ter um amigo por perto, ainda que peludo e de quatro patas, com certeza iria ajudar.

- Esse lugar tem cheiro de titica de coruja. – Não era bem uma mentira, porém, o menino prendeu a risada quando a frase saiu de lábios tão delicados como os dela. Era engraçado que uma mocinha tão pequena conseguisse ser tão mais insuportável do que seu tamanho lhe permitia. A única coisa que o confortava, era saber que ele estaria lá para protegê-la e teria mais um ano de Hogwarts para fazer com que ela ficasse menos sozinha e ranzinza. Então, abaixando para ficar rente ao rosto dela, Jorge exibiu seu mais sincero sorriso maroto e deixou que dançasse na boca descontraidamente.

- Lisa... A escola não será terrível pra você, eu prometo. E... Se for, eu estarei lá para ajudar, eu prometo. – Ouvindo isso, os olhos bicolores dela se iluminaram. Não sorriu, pois era muito difícil arrancar esse gesto da irmã, mas, no fundo, ele conseguia mergulhar em suas orbes e saber que havia uma pequena chama se acendendo no jovem peito de alabastro: esperança.

- Você só tem mais um ano em Hogwarts... – A vozinha infantil quase se perdeu quando Lisa encarou o chão de forma triste.
Jorge manteve o sorriso e, com toda sua atitude positiva, caminho até o balcão, falou com o dono da loja e lhe deu algumas moedas. A pequena ficou observando de lado, tentando não parecer interessada quando ele puxou para as costas uma bola de pelos escura e confusa.


- É por isso, maninha, que quando eu não estiver mais por perto, esse carinha aqui vai te fazer companhia e te proteger quando eu não estiver mais lá. – Naquela época, a ainda-não-sonserina olhou para o gatinho de olhos idênticos aos dela e pensou que não passava de um bichinho como outro qualquer. Jorge disse que o felino se chamaria Koi, como o menino-pantera da história que ele sempre lhe contava. Hoje, a pequena sabia que aquele gesto salvaria sua vida para sempre, afinal, Jorge e seu sorriso encantador já não existiam e seu primeiro ano em Hogwarts estava sendo um tormento um pouco mais leve com os carinhos do gatinho preto e suas orbes bicolores.

Itens Utilizados:

  • Animal: Gato Preto

    Usou um Animal: Gato Preto.

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Re: Empório das Corujas

MensagemIlhas de Faroe [#188838] por Guinevere Mortimer » 17 Jan 2019, 19:22

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Se tinha uma coisa que a faroesa amava era os animais. Desde muito nova fora inserida no meio das mais diversas espécies de animais existentes, tanto no mundo mágico, quanto no mundo trouxa. Assim que adentrou na loja Empório das Corujas, não imaginou que estaria tão...

— Ah, não, Guinevere! De novo não!— começou Gallagher. — Além de cheia, essa loja cheira mal.— sussurrou Gellert.

A menina riu da frescura dos irmãos. — Ah, fala sério! Até parece que não estão acostumados. Saem com o papai o tempo todo e nunca sentiram um cheirinho de caquinhas de coruja? Nem de gato? Esqueceram da Nyme ou é o quê?— Retaliou rapidamente.

— Já senti, mas...— Gel não conseguiu terminar sua frase e disfarçando muito mal, colocou a mão no nariz. — Nunca senti tantas cacas diferentes num único lugar.— Complementou Gal num sussurro. Claro que ele ia completar.

— Me esperem do lado de fora, então. Está bem?— Eles se entreolharam e consentiram. — Não— disse Gal. — fuja!— finalizou Gel.

— Por que eu faria isso?— Com uma expressão confusa respondeu aos irmãos. Antes de sair, Gallagher deixou os galeões com a irmã e saiu disparado da loja. Gellert já estava do lado de fora.

Bom, ainda tinha muitos lugares para ir. Queria passar mais tempo ali escolhendo algum animal fofinho com calma, mas, não dava. A loja estava abarrotada de gente e não era um local muito grande, isso a deixava sem condições de mexer com todos os bichos. Passava o olho pelas imensas gaiolas e via um gato mais lindo do que o outro, depois viu uma parte em que haviam suricatos e ficou desacreditada. Caminhou rapidamente para perto de onde o animal estava, não sabia que esse bicho era permitido em escola. Eram absurdamente lindos e fofinhos. Pensou em levar, mas... qual seria a utilidade de um suricato em Beauxbatons? Onde ele ficaria? Logo baniu a ideia de sua mente. Havia cobras. Essas estavam presas em vidros e individualmente. Algumas até que eram bem bonitinhas, principalmente as filhotes, mas, também ignorou. Mais uns passos e pode chegar na parte em que tinha salamandras. Elas se mexiam rapidamente em seus vidros. “Deve ser o calor… ou a quantidade de gente que está aqui dentro.” — pensou.

Andou mais um pouquinho se espremendo pelas pessoas ao seu redor até chegar na parte do animal que era o nome da loja. Corujas. Uma mais lindinha que a outra, diversas cores e diferentes olhares. Analisou atentamente cada uma das aves à sua frente. Uma era marrom com um par de olhos amarelos, a outra na cor branca com uns detalhes dourados, tinha um par de olhos pretos e parecia sorrir toda vez que abria o pequeno bico. Um sorriso surgiu nos lábios de Guinevere, havia gostado muito dessa. Mas, não parou por aí... Havia uma coruja que conseguiu captar toda a sua atenção. Já tinha visto muitas espécies de corujas, mas, nunca uma ruiva e com um par de olhos azuis. Pulou animadamente quando a menina tentou contato físico. Era ela. Não poderia ter surgido um animal mais útil, pois com uma coruja poderia enviar cartas ou algum aviso da escola para seus pais.

Nem se deu ao trabalho de demorar mais na loja. Começou a procurar alguém que trabalhasse ali para pegar a ave para ela. Continuou se espremendo pelas pessoas do local até se aproximar de um homem que estava com um crachá com o nome da loja. — Com licença. — Chamou o atendente. — Tem como me ajudar? Eu quero uma coruja. — Ele deu um sorrisinho para a menina e a acompanhou.

— Qual você quer? — falou com uma voz firme.

— Essa aqui. — Respondeu rapidamente, apontando para a coruja vermelha, enquanto mexia com a coruja.

— Parece que ela gostou de você. — Comentou o homem observando como a coruja respondia ao toque da garota através dos pequenos espaços da enorme gaiola. — Essa coruja é um tanto rara. Está fazendo uma ótima aquisição. — Completou pegando a ave. — Ela é bem mansa. — Falou alisando a cabeça do bicho. — Vai comprar uma gaiola também? Temos uma excelente e não está tão cara.

— Sim, eu vou querer uma, por favor. — Respondeu gentilmente. O homem saiu para buscar o item e a pequena o seguiu. Assim que deu o primeiro passo, sentiu uma mão em seu ombro. Seus olhos se arregalaram devido o susto que levou.

— Aonde você pensa que vai? — Era a voz de Gallagher, mas, a mão em seu ombro era a de Gellert. — Hein, mocinha? — Agora sim foi a voz de Gellert.

— Vocês querem me matar de susto?— comentou a garota olhando para ambos. — O moço foi pegar a gaiola para eu levar a coruja. Não posso perdê-lo de vista. Viram como a loja ainda está cheia? — Tirou a mão do irmão do ombro e foi atrás do moço.

— Você estava demorando muito. Por isso entramos.— Falou Gal. — É! Está quente lá fora e queremos ir para um local mais fresco.— Comentou Gel. — Eles não ficaram parados e a seguiram até acharem o tal atendente. Este já estava com a coruja na gaiola, enquanto a mais nova ia entregando o dinheiro.

— Ótima aquisição. Que ela tenha uma vida longa e próspera. — Comentou o homem satisfeito e entregando a gaiola com a ave.

— Muito obrigada. — Respondeu com um enorme sorriso. — Tenha ótima vendas, sr… — Leu o nome que estava numa plaquinha no balcão. — Glasgow. — Respondeu antes dele. Os irmãos também se despediram do vendedor e logo os três estavam do lado de fora de novo.

Fingindo uma enorme falta de ar, Gal levantou as mãos para o alto. — Obrigado, deusas! Eu não aguentava mais.— Se encostou na parede e começou a buscar ar para os pulmões desesperado. — Muito, muito obrigado, deusas! Nossas narinas estão livres, irmão.— Gel também encostou na parede, estufando o peito, a procura de ar. Guinevere revirou os olhos.

— Deixem de frescura e andem logo! Ainda temos mais locais para ir.— Falou um pouco impaciente. Agora estava com um item que queria carregar. — Não podemos demorar porque a coruja também tem fome e sede.

Os irmãos se desencostaram da parede e se aproximaram da mais nova. — Está bem…— Falaram juntos e num tom que indicava um grande sacrifício ter que continuar a jornada pelo Beco Diagonal.


Interação com: Gallagher e Gellert Mortimer (NPC's)
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Guinevere Mortimer
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Re: Empório das Corujas

MensagemJapao [#190635] por Hideki Osamu » 25 Abr 2019, 21:53

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    - Eu quero um kushikatsu!- A mão da pequena praticamente sumia por entre meus dedos pela diferença de tamanho embora a mesma tivesse força suficiente para me fazer quase perder o equilíbrio diante do puxão repentino em meio a caminhada. – Pai, pai, paaaai!!! Ali! Ali!- A figura eufórica de Nessie acenava para uma barraca vendendo espetos de frutas no palito e banhadas em calda de chocolate que muito pareciam com o mesmo tipo de comida que a pequena ficara encantada em uma de nossas viagens ao Japão nas férias anteriores, embora aqueles espetinhos fossem de peixe, empanados e fritos. Lógico que aquela versão a nossa frente agradava bem mais uma criança. – Não é a mesma coisa Nessie, isso é chocolate, você quer mesmo assim?- Voltei os olhos na direção da menina apenas para observá-la balançar euforicamente a cabeça fazendo sacodir ambas as trancinhas que lhe caiam sobre os ombros.

    - Todo mundo vai querer?- Girei levemente o corpo para observar sobre o ombro a figura dos três garotos logo atrás e Nikolai carregando algumas sacolas que acumulara com poucas horas de passeio. Não o culpava, aquele tipo de viajem se tornava cada vez mais raro uma vez que os trigêmeos entraram finalmente para a escola e no atual momento Wanessa frequentava uma escola particular parte do dia, não sendo também novidade que as férias do hospital onde o loiro ainda trabalhava depois de tantos anos continuava sendo imprevisível e para que o mesmo conseguisse enfim tirar suas férias tivera que remarcar mais de duas vezes sendo reagendada por “força maior”.

    - Cinco, por favor. Quanto é?- Voltei-me em direção ao homem da barraquinha, retirando da carteira o valor aproximado do informado e repassando ao mesmo antes de deixar que Nessie escolhesse o seu espetinho, logo em seguida Gavril, Mihail e meio a contra gosto Anghel. – Não vai escolher?- Arqueei ambas sobrancelhas na direção de Nik tomando das mãos deste as sacolas para que tivesse pelo menos uma de suas mãos livres e pudesse escolher seu doce, claro que sem soltar também a mão de Nessie que continuava agarrada a minha outra mão. – Sabe que não sou fã de chocolate.- Pelo menos não tanto quanto o resto da tropa presente. – Sentamos em algum lugar ou dá para vocês comerem e continuarmos andando?- Voltei-me em direção a Nik novamente, sorrindo discretamente com a feição de satisfação do loiro comendo o que parecia serem morangos. Soltei brevemente a mão de Nessie deixando que a pequena fosse até os irmãos oferecendo um doce do seu palito para cada e pegando um de cada para sí. – Se preferir voltamos ao hotel para as crianças descansarem e aproveitamos aquela piscina nós dois depois que eles dormirem.- Concluí voltando-me mais especificamente a Nik mordendo o mínimo possível do morango oferecido pelo mesmo apenas para não causar discórdia. Bem, era o Nik oferecendo comida, doce para ser exato. Se negasse seria como negar um agrado dos deuses, uma desfeita de algo tão sagrado, uma ofensa.

    Me aproximei para repousar um breve beijo nos lábios do romeno, coisa que durou poucos segundos antes que Nessie simplesmente se enfiasse entre nós literalmente me empurrando para puxar a camisa de Nik, agarrando-se a este e pular em seu braço para fazê-lo abaixar o palito que tinha em mãos e tirar dali uma dentada de um dos morangos do loiro, oferecendo em seguida uma das últimas uvas do seu palito para este. – Papai ganhou porque dele foi o mais gostoso!- A pequena de cabelos escuros e olhos grandes agarrara-se na cintura de Nik apertando-o e lambuzando a camisa do mesmo com chocolate conforme esfregava seu rosto contra este.

    - Terminamos, podemos ir na loja de animais?-A voz de Gav se manifestou e com um sinal positivo os três garotos seguiram juntos para dentro da loja a qual estávamos próximos. – Precisamos comprar uma gaiola nova para a coruja deles não é? Uma de aço talvez, aquela coruja não é normal... Comeu a porta da gaiola outra vez. Eles devem ter algo mais resistente.- Montava uma lista mentalmente de outro itens que precisaríamos levar daquele lugar, analisando que talvez acabaria sendo realmente nossa última parada naquele dia ou acabaria ficando complicado carregar tanta coisa.




Fala; Fala outros; Narração; Pensamentos.
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Re: Empório das Corujas

MensagemRomenia [#190946] por Nikolai Weylin » 07 Mai 2019, 16:04

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Familia
Claybon!
Parte I


Uma família não era exatamente algo que eu planejava ter e meu passado afirmava essa informação, eu era apelidado de Viúva Negra por um motivo. Ali, em meio as barracas de uma feira quase sem fim, levando nas mãos uma quantidade considerável de sacolas repletas de brinquedos e coisas inteiramente inúteis, mas que as crianças queriam eu era obrigado a admitir que, muito embora não desejasse nada daquilo, eu não conseguiria viver sem aquele quarteto. Assim, olhando para o passado, vejo como toda a briga com o japonês tinha sido inútil, como não valera a pena nenhum instante daquela amarga discórdia.

Mais do que isso, olhando para trás eu era capaz de enxergar quanto tempo eu havia perdido. Os meus motivos, no entanto, me traziam um pouco de paz ao coração, mesmo que não recuperassem os momentos de solidão. Eu tinha medo naquela época, não que este pavor tivesse passado – longe disso – mas aquilo... Hoje eu era capaz de ver que tudo que sentira naquela noite fora medo. Eu temia que todos pagassem o preço pela minha traição, temia perdê-los de um jeito horrendo. Hideki, Wanessa... Ah, e é claro... não bastava a presença quase onisciente do Mestre, eu tinha medo de mim.

Meus pesadelos frequentes, muito embora deveras reduzidos agora, faziam parte de uma paranoia crescente. Agora, tantos anos depois, eu olhava para trás e pensava como aquilo tudo era ridículo. Os meninos já estavam na escola, Nessie era uma princesa da Disney, Hideki e eu ainda estávamos juntos e ninguém tinha sumido ou morrido nesse meio tempo. Nada disso, no entanto, fazia com que eu abaixasse a guarda. Uma vez me disseram que a vida era uma série de filmes de desastre pontuados com propagandas felizes, isso que nós vivíamos era uma propaganda feliz, e nada me faria mudar de ideia.

A voz estridente da pequena fez com que um sorriso encontrasse seu caminho para o meu rosto. É, bem, era bom aproveitar enquanto esse comercial não acabava. Assenti brevemente em resposta, observando aquela cena por alguns instantes. Era a família dos sonhos, não era? Claro que não éramos exatamente 100% funcionais ainda, mas estávamos tentando e... vem, funcionávamos e é essa a parte que importa, não é mesmo? –Uh... claro. É que...– Ergui as sacolas, abrindo um meio sorriso no instante seguinte, passando algumas destas para o japonês. –Mhn... morango, por favor. – Pedi, tomando em mãos o palito.

-Você não pediu, Hide? – Indaguei, franzindo levemente o cenho com um breve inclinar da cabeça, dando uma mordida para provar o agrado, antes de devorar uma das frutas, a tensão nos ombros se dissipando visivelmente com aquele agrado dos Deuses... –Eu consigo fazer os dois ao mesmo tempo, acho que talvez os meninos também... mas a Nessie? Sem condições deixar uma criança desse tamanho andar com um pálido de madeira na mão. – Murmurei, oferecendo o doce no momento seguinte, -Experimenta, isso é muito bom.– Assegurei-lhe, esboçando um sorriso antes de voltar a dar uma mordida em uma das frutas.

-Gosto da ideia da piscina. – Comentei, deixando que a pequena levasse consigo um dos morangos, sacudindo brevemente a cabeça em resposta, -Obrigado, Nessie, mas pode ficar.– Pisquei pra esta, fazendo um carinho no cabelo da pequena. –Só não vão longe, okay? E não saiam da loja. – Adicionei, observando o trio se afastar quase de imediato. –Uma gaiola? Precisamos de um exorcista para aquela coruja, aquilo... ainda vai arrancar os dedos de alguém. – Bufei, jogando o palito fora assim que terminei com os últimos morangos do mesmo, limpando a boca com um guardanapo. – Nessie, vem aqui. Hide, segura rapidinho.

Entreguei ao japonês o restante das sacolas, pegando alguns guardanapos da banquinha em seguida e me abaixando para limpar o rosto da garota. –Monstrinho de chocolate. – Brinquei, apertando as bochechas da garota, atrapalhando as trancinhas da mesma só porque, bem, Ness era adorável brava. Me lembrava um Hamster... com alto poder destrutivo. Me levantei em seguida, tentando limpar um pouco do chocolate da camiseta com os guardanapos, até por fim desistir e sacar a varinha. – Limpar. – Murmurei, com um aceno breve. –Sabe... acho que deveríamos arrumar uma coruja pra Nessie. – Comecei, - Uma pequena, mansinha... pra ela se acostumar...

-E não ter medo depois.– Sugeri, pegando a mão da menina e indo em direção a loja de animais, - Vem aqui... – Peguei esta no colo, encaixando ela na cintura, era mais seguro entrar assim com crianças em lojas com objetos com alto risco de quebrar e te devorar. – Que acha?– Parei de súbito, encarando uma gaiola com uma boa quantidade de criaturinhas peludas. –Hide, eu quero... aquilo. Eu preciso de um Puff. Nesse momento. Nessie, fala pro seu pai que você quer um Puff também. – Não pergunta porque, eu só precisava de um Puff.


Narrador, -Falas- e doces "Pensamentos" .
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Interagindo com: Hideki Osamu, Wanessa Osamu (Npc), Crianças.
Notas: Q//u//Q
Feitiço: Limpar[dificuldade: 1];
Descrição: Limpa a sujeira.

Itens Utilizados:

  • Varinha de Salgueiro, 29cm, Pena de Fênix, Elástica

    Usou um Varinha de Salgueiro, 29cm, Pena de Fênix, Elástica.

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