Dados Básicos do Fórum:

Na Zonko's não citamos nenhum dos personagens dos livros ou filmes. Vivemos no mundo mágico, mas nem Harry Potter, Voldemort, Dumbledore, Comensais da Morte e etc. existiram em nosso mundo, com isso você não pode usar nenhum sobrenome dos personagens dos filmes ou livros. O fórum encontra-se nos dias atuais, no ano de 2013 d.c. e as condições climáticas variam de dia para dia e de tópico para tópico, conforme você poderá observar. O nosso período letivo dura oito meses contando com as férias. Nossos adultos recebem por dia de presença e seus tópicos em ON lhe renderão pontos e goldens (nossa moeda). Você nunca poderá interpretar a ação de outro personagem (salvo com autorização), mas poderá interpretar livremente o seu personagem (seja sempre coerente), lembrando que toda ação possui uma reação. A capital do Mundo mágico está localizada em Vaduz, Liechtenstein.

Últimas publicações do Livro Vermelho:

Título Autor Visitas Data
Diário do Josh - Últimos dias antes da escola. Joshua P. A. Nolan 3255 17/01/2019 às 11:12:01
Chegada à Durmstrang Mihail Weylin 2724 22/11/2018 às 18:19:24
É LUFA - LUFA!! Oh Ha Na 3814 08/09/2018 às 18:24:13
Indo para Hogwarts! Oh Ha Na 2916 08/09/2018 às 18:20:17
A súcubo do Apocalipse Lilith Ambrew 2846 08/09/2018 às 09:11:11

Central de Ajuda Zonko's:



Entre em contato por: [email protected]

Caldeirão Furado

Moderadores: Chefes de Departamento, Confederação Internacional dos Bruxos, Ministério da Magia, Special Ministério da Magia

Caldeirão Furado

MensagemReino Unido [#99452] por Duque de Paus » 17 Abr 2012, 00:32

  • 5 Pts.
  • 8 Pts.
  • 54 Pts.
Imagem


Precisa de um local para se hospedar enquanto faz compras no Beco Diagonal? Um local para se alimentar e ficar entre bruxos descobrindo as últimas novidades? O Caldeirão Furado é o local de preferência de bruxos e bruxas, onde podem se hospedar e ter um local para conversar durante as noites no bar.
Tom, o proprietário do local, é uma figura simpática, desdentada e de fisionomia não muito agradável, porém tão atencioso, quem nem realmente reparam em suas mãos sujas. Cuida do ambiente de forma simples, onde as pessoas farão a diferença, já que é um local de passagem para ir ao Beco Diagonal, que fica nos fundos da instalação. A hospedaria é um ambiente agradável, perfumado, e sempre está limpo, e desde que não perturbe os hóspedes, pode fazer tudo o que deseja, mesmo.
Duque de Paus
Mundo Mágico
Avatar do usuário
 
Reg.: 23 de Oct de 2013
Últ.: 04 de Apr de 2015
  • Mensagens: 21
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 5 Pts.
  • 8 Pts.
  • 54 Pts.

Postado Por: Ministério da Magia.


Re: Caldeirão Furado

MensagemInglaterra [#101938] por Maria de Mello » 17 Mai 2012, 19:40

  • 4 Pts.
  • 17 Pts.
  • 38 Pts.
Maria demorou-se a levantar, mas logo que retirou a tampa de seu descanso, notou o relógio onde o ponteiro menor indicava o numero oito e o grande rondava o 3. Um jeans preto surrado e uma blusa branca por baixo da jaqueta preta de couro vestia a mulher que não tinha vontade nenhuma de sair de seu apartamento aquela noite. Seu visual não era repleto de detalhes e nem de variedades, mas a moça esbanjava beleza em sua pele branca e sua longa cabeleira. Ela mantinha alguns costumes que adquiriu com o passar do tempo, como tomar uma bela taça de sangue ao anoitecer enquanto assistia televisão (um aparelho de comunicação em massa utilizado pelos trouxas), ler o profeta diário e folhar um velho álbum de recortes e fotos. Não chamaria de perca de tempo estas atividades que ela realizava toda noite, pois era o melhor jeito de ficar a par dos acontecimentos que ocorreram durante o dia em ambos os mundos e não se esquecer de quem era.

A vampira estava se engajando novamente na sociedade bruxa, e ela estava convicta que dessa vez nada a tiraria de seu caminho. Seus padrões estavam mais requintados, ela não ficava mais a trás do sangue dos mendigos e marginais. Maria que antigamente fugia do ministério da magia, agora se encontrava trabalhando em prol dele. Ironia que seu amigo tinha feito o mesmo. Bom, mas a moça em passos largos encontrava-se andando totalmente despercebida entre os trouxas. Logo ela se depara com uma porta velha de madeira a esquina. Caldeirão Furado era seu destino e sua bebida servida rapidamente ao sentar ao balcão.

Não tinha muita explicação pelo qual motivo à chupadora de sangue sempre se sentava no mesmo lugar e na mesma hora de todas as noites. Boatos de que ela está à espera de uma pessoa, um amor ou uma caça. Maria não tinha muita conversa com qualquer estranho que se sentasse ao lado dela, mas sempre estava em alerta. Vivia sozinha, mas estava começando a se engajar na sociedade, pois sustentava o cargo de Inominável no ministério. Tinha que trabalhar com mais pessoas, ou seres. Não poderia fazer tudo sozinha ou esperar que ele venha apareça do nada para ajudá-la. Maria ainda lembra-se do rapaz moreno que surgiu do nada a salvando de alguns seres provavelmente mortos. Ela sempre se metia em encrencas com gravidades surpreendentes.

Sem mais entendimentos sobre a garota que terminava seu terceiro copo de tequila. Mary, como Maria se auto intitulava, colocou a mão dentro de sua jaqueta e retirou algumas moedas. Sem contar as depositou sobre o balcão e se retirou do estabelecimento. Ela tinha que se deslocar ao local de seu novo trabalho.
Imagem
Maria de Mello
Mundo Mágico
Avatar do usuário
 
Reg.: 04 de Aug de 2011
Últ.: 09 de May de 2013
  • Mensagens: 3
  • Nível:
  • Raça: Vampiro
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 4 Pts.
  • 17 Pts.
  • 38 Pts.

Postado Por: Danilo Augusto.


Re: Caldeirão Furado

MensagemCroacia [#103025] por Leonel Croker » 04 Jun 2012, 21:59

  • 4 Pts.
  • 15 Pts.
  • 150 Pts.
Outros || Narração || Falas || "Pensamentos"


Leonel sempre encontrava um tempo para se aparatar no patamar superior de um estabelecimento de aparência velha e precária. Simplesmente se encostava no velho corrimão e ficava apreciando uma moça no balcão. Não Havia uma noite que Leonel deixasse de contemplar tal ser em sua solidão. Era um modo que o rapaz utilizava para pensar e refletir em seu passado e suas decisões futuras. Ele se permanecia tão estático quanto a moça a ser observada. Se mantinha imóvel e com um sorriso na face, era o único momento em que o jovem se encontrava em paz.

” Não sei o que se passa pela minha cabeça. Já tenho um plano traçado e tudo está se encaminhando perfeitamente, mais alguma coisa me impede de prosseguir com ele. Uma velha amiga seria uma ótima aliada, pois é exatamente isto que estou fazendo, recrutando aliados que me convenha. Posso deixar as coisas acontecerem, ver onde isso vai dar, pois pelo caminho que as coisas estão se encaminhando, Maria logo vai se dar conta que ela sozinha não tem salvação, que não vai conseguir ter o controle e ira procurar-me. Quando isso acontecer eu estarei esperando ela como sempre esperei e tenho certeza que Leon vai se machucar com isso.

Não sei como Anna se submete a estar ao lado dele, uma menina linda que tem a proteção se sua avó. Amélia, mulher perdida que está em minhas mãos, mas se tudo correr como planejado, logo estará ao meu lado e terei que encontrar outra finalidade para Anna. Seria um belo divertimento acabar com os únicos amigos de Leon, ver os incompetentes perecerem um a um. Anna, Amélia, Leon e até mesmo Maria, tudo isso pode esperar. Paige não estava à frente de meu plano, mas agora que a garota estava de volta tudo poderia ser diferente. A bela Paige importa-me, adoraria que ela entrasse em meu plano, que ela pudesse ajudar-me. O momento oportuno ira chegar e quando isso ocorrer irei me revelar à menina de coração partido. Ela parece ser diferente de qualquer outra pessoa da sua idade, tem potencial e está testando toda sua capacidade de manipular as pessoas em Leon. Talvés ela não saiba disso, mais quando ela descobrir o que tem em mãos, ela saberá exatamente o que fazer e com quem fazer. Ela se tornará um simples rascunho da bela Maria.”


Seus pensamentos são interferidos pela movimentação de Maria. A moça mal se retirou do local e Leonel se colocou a descer a escadaria e se colocou ao lugar ma mesma.
Leonel Croker
Special Mundo Mágico
Avatar do usuário
Johnny Knoxville
The blood does not mind.
 
Reg.: 21 de May de 2010
Últ.: 07 de Dec de 2019
  • Mensagens: 261
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 4 Pts.
  • 15 Pts.
  • 150 Pts.

Postado Por: Dado.


Re: Caldeirão Furado

MensagemReino Unido [#103943] por Malcolm Reed » 23 Jun 2012, 07:09

  • 15 Pts.
  • 19 Pts.
  • 86 Pts.
Reed entrou no caldeirão furado, que estava ligeiramente vazio, com apenas algumas pessoas sentadas.
Tom seguia sua rotina limpando copos com um pano sujo atrás do balcão, lendo um exemplar do Lummus Journal distraidamente com os olhos apertados. Malcolm deu um sorriso de canto de olho ao olhar aquela cena, ele gostava do dono do Caldeirão Furado, sempre rendia bons assuntos os papos com ele, de modo que não resistiu e foi se sentar no balcão, ignorando o cansaço físico e mental que queriam arrastá-lo para a cama:


-Ei Tom... –Disse Malcolm forçando um sorriso no rosto enquanto tom desviava o olhar e retribuía o sorriso– Tudo certinho?

-Malcolm! Achei que não ia voltar da França hoje... Como foram as coisas em Beauxbatons?

-Há... Minha candidatura foi negada –o sorriso de Tom se transformou em um olhar de pena – Disseram que o quadro de professores já esta cheio... O anuncio já era meio antigo mesmo...

-Puxa vida Malcolm... Realmente uma pena... Mas tenho certeza que logo vai aparecer algo pra você...

-Não sei Tom... A única coisa com que sei trabalhar é Historia da Magia... Anos de estudo, anos de produção acadêmica para quando necessito de novas fronteiras... Caio novamente no que sempre me disseram... “Historia da magia não rende futuro! Vá para o ministério”- Essa ultima frase Malcolm fez com uma voz grossa impondo autoridade de maneira sarcástica -Droga... Não nasci para ser um burocrata...

-Relaxa Malcolm –Tom colocou a mão no ombro de Reed consolando-lo– Olha... Tome alguma coisa, é por conta da casa.

-Vou aceitar só um copo de suco de abobora Tom – Malcolm se sentiu um pouco melhor pela simpatia de Tom – Já bebi um pouco alem da conta na primeira rodada de lamurias em um restaurante na frança...

-Hehehe –Tom riu colocando o suco em um copo e servindo a Malcolm – Eu nunca entendi esses franceses, cheios de pompa e frescuras... Acho que no final foi bom você não ir trabalhar lá!

-É... – Malcolm achou graça da tentativa de Tom de tentar animá-lo – Pode ser...

-É isso ai! Tenho certeza que dia-a-dia tudo irá se arrumar meu amigo!

-Assim espero... – Malcolm tomou todo o suco em uma só golada e se levantou. Tom entendeu o gesto que indicava que ele iria para o quarto– Assim espero Tom... Boa noite!

-Boa noite Malcolm! Sonhe com Veelas!

Malcolm não resistiu uma ultima risada em direção a Tom enquanto subia as escadas em direção ao seu quarto.
Malcolm Reed
Mundo Mágico
Avatar do usuário
 
Reg.: 18 de Jun de 2012
Últ.: 02 de Jul de 2013
  • Mensagens: 7
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 15 Pts.
  • 19 Pts.
  • 86 Pts.

Postado Por: João Misael Brossa.


Re: Caldeirão Furado

MensagemFranca [#106491] por Alexander Neveu » 27 Jul 2012, 10:22

  • 14 Pts.
  • 17 Pts.
  • 128 Pts.
O que devo fazer?


❝... Há males que vem para o bem...❞
... Pensamentos Alexander



Bebericava seu Whisky de Fogo em uma das mesas do Caldeirão Furado. Fazia apenas dois dias que estava ali e logo mais, quando o ano letivo tivesse início, se mudaria definitivamente para Hogwarts, seu novo local de trabalho, onde enfrentaria o desafio de ser o novo diretor do lugar. Como se ele realmente estivesse se importando com aquilo. Sua vida havia virado de pernas para o ar dois dias atrás e o que ele mais queria era tempo... Tempo para pensar como seria dali em diante, para decidir o que devia fazer, que decisões tomar, como reagir, como proceder...

A imagem vinha e voltava em sua mente. Richard e Adele na mesma cama, compartilhando momentos tão íntimos que ele pensava que pertencia só a si. Imaginar que havia conseguido conquistar a mulher de sua vida ainda na adolescência, a tirando dos braços daquele mesmo homem anos atrás. Como o destino era cruel, como ele gostava de pregar peças nas pessoas e ele era mais uma das vitimas. Traição. Aquela palavra talvez nunca mais sairia de sua cabeça e mesmo que, tivesse saído de casa, abandonado seu lar, suas filhas e tudo que acreditava, nunca iria esquecer-se do quanto aquela palavra machucava. Não estava apenas com o orgulho ferido, não. Seu coração estava dilacerado, machucado, partido...

A bebida descia queimando sua garganta, mas fazia bem. Precisava nublar sua mente, deixar que aqueles pensamentos tristes desaparecessem de sua cabeça. Quem sabe um porre não lhe fizesse bem? Nunca foi de encher a cara, de beber daquela forma, mas naquele instante, nada lhe importava, só queria esquecer... O pior de se estar naquela situação era não saber o que seria de suas meninas dali em diante. Mika era apenas uma criança, nunca que ela iria entender que seus pais iriam se separar, ela não ia aceitar, não tão facilmente. Já Alexia, sim. Ela era uma menina muito centrada, tranquila, alguém que Alexander não tinha conseguido decifrar e não sabia se conseguiria. Sua filha era tão próxima de si e ao mesmo tempo tão distante que ele tinha medo de não saber nem agir quando estava do seu lado. E agora? Como seria? Elas iriam querer saber dele ainda? Iriam entender seus motivos ou ficariam revoltadas demais para pensar com clareza?

O medo se fazia presente. Medo de ficar sozinho, de não ter mais o amor de suas meninas. Porque era apenas o amor delas que ele queria, seria através delas que conseguiria viver depois de tanta dor. Meneou a cabeça confuso, estava ficando muito deprimido e aquilo não poderia ser bom para sua vida profissional. Infelizmente o que poderia fazer? A ferida teimava em doer, em queimar, em sangrar e ele não conseguia fazer parar, a dor era mais forte do que tudo...

Sorveu mais um gole da bebida, só então percebendo que ao seu lado no balcão, estava sentada uma bela moca. Cabelos castanhos, olhos claros, pele alva. Em sua mente tentava buscar aquele rosto, como se a conhecesse de algum lugar. Custaria alguma coisa perguntar? Daquela forma poderia tirar um pouco aquela nuvem negra que pairava sobre sua cabeça. A bela moça fez menção de pedir uma bebida e Neveu aproveitou a deixa:
– Não precisa cobrar a moça Tom, deixe a bebida por minha conta. – Seus olhos se encontraram por alguns instantes e Alexander esticou o braço. – – Sou Alexander Neveu, e é um prazer conhecê-la.




• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •



~ Interação: Lana Shuisky. ~ Notas: Postado Meriuzita. Sem pressa nenhuma, ok?
Imagem
Alexander Neveu
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Ryan Gosling
 
Reg.: 29 de Dec de 2010
Últ.: 01 de Dec de 2019
  • Mensagens: 2143
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 14 Pts.
  • 17 Pts.
  • 128 Pts.

Postado Por: Denise Fernandes.


Re: Caldeirão Furado

MensagemRussia [#106959] por Lana Shuisky » 02 Ago 2012, 00:56

  • 6 Pts.
  • 18 Pts.
  • 156 Pts.

[ JUST... ACCIDENTALLY ]

O céu escuro, as luzes esparsas, as vozes que ecoavam pela noite inglesa, provenientes das pessoas que iam, vinham e eventualmente cruzavam meu caminho. Um belo cenário, contudo, por mais que aquilo me enchesse os olhos, o único pensamento que eu conseguia sustentar junto à minha atípica expressão incomodada era que: o dia em que eu reencontrasse minha irmã, eu a azaria de tal forma que as pernas dela só terminariam de dançar quando eu não aguentasse mais rir da cena ridícula que é alguém sob o feitiço Tarantallegra. E acreditem, eu era capaz de rir por muito tempo.

Suspirei, soltando meus cabelos do coque no qual eles se encontravam presos, jogando-os para trás em um ato costumeiro. Mais um pouco e faria uma década desde que eu descobrira que An estava viva... e ainda assim não havia encontrado nenhuma pista de seu possível paradeiro. Por anos eu cruzara os países a fim de conhecê-los e obter informações até, por fim, retornar a Durmstrang, o local onde minha irmã tivera sua mente mudada a ponto de causar sua fuga de casa e a quebra de todos os grilhões que nossa tradicionalista e chata família possuía. Uma vez na escola russa como bibliotecária e, depois, vice-diretora, ganhei acesso a documentos antigos, encontrei nomes de velhos colegas e funcionários da época de minha irmã. Pesquisei as origens e busquei os paradeiros de cada um deles, estivessem ou não citados no diário que An deixou para trás.

Eu já havia perdido a conta de quantas pessoas eu visitara pelo mundo e quantas frustrações eu tivera. As que eu encontrara ao longo daquele dia eram apenas mais alguns. O Sr. Gusman, a Sra. Bonyn, o Sr. Delitzsch e, por fim, a Sra. Haynes, que antes de se casar e mudar para a Inglaterra se chamava Srta. Dovlatov, tinham a mesma idade de minha irmã, estudaram em Durmstrang na mesma época... mas não se lembravam de nenhuma Anastasiya Shuisky. Por Merlin! O pior era que eles não eram os primeiros a me dar aquela resposta. Parecia que na mente de TODOS, o nome de minha irmã e sua existência fora apagada. Certo, eu tinha ciência de que An era uma bruxa excepcional mesmo tendo apenas 17 anos na época, mas dai a ser capaz de mudar a memória das centenas de alunos que estudaram com ela... isso era demais. Ela devia ter deixado alguma brecha. Eu só não encontrara qual... Ainda.

Respirei fundo, sentindo o ar noturno penetrar meus pulmões. Com aquele dia perdido e cansada demais para aparatar, decidi me distrair um pouco no mais movimentado bar-hospedaria bruxo de Londres: o Caldeirão Furado. Meus passos pararam frente àquele local que aos trouxas parecia cair aos pedaços e entrei, sendo consumida pelos sons e vozes que vinham daquele lugar. Corri meus olhos pelos bruxos variados ali presentes, vendo alguns que se encaminhavam para o Beco Diagonal e tantos outros que riam e conversavam, fazendo-me esquecer daquele dia de pesquisas infrutíferas e sorrir levemente, contagiada pelo clima descontraído. Busquei algum lugar mais tranquilo, encontrando-o próximo de um homem loiro.

O curioso contraste entre o rosto de menino e o porte de um adulto responsável eram notáveis, mas o que me veio a fazer elevar uma sobrancelha, sem dúvidas era o aspecto cabisbaixo e o copo de uísque de fogo que ele mantinha distraidamente em mãos, somado a aura de 'tensão' e 'tristeza' que aquele loiro parecia carregar por motivos que eu desconhecia. Sem dúvidas, naquela noite eu bem preferia ficar longe de pessoas com ares deprimentes, mas... era o único lugar, assim sendo, dei de ombros e me sentei, ajeitando minha capa de viagem e minhas roupas antes de me esticar, chamando a atenção do dono do bar que atendia às pessoas no balcão e, enfim, se voltava para mim.


“'Noite.” – disse em um inglês com um pouco do sotaque russo da qual, não importava quantos anos passasse, eu não conseguia me livrar – “Uma vodka com bastante gelo, por favor.” – pedi sorrindo-lhe. Curiosamente ouvi uma voz grave se elevar próxima, dizendo ao 'Tom' que pagaria minha bebida. Arqueei as sobrancelhas ante a gentileza inesperada e me voltei na direção da voz que pertencia ao loirinho, o qual saíra de seu mundo depressivo e me fitava com aqueles olhos intensamente azuis. Encarei-o, tentando perscrutar suas intenções, afinal, por experiência eu sabia que um homem que paga a bebida para uma mulher ou quer sexo ou é cavalheiro em demasia ou... é um bêbado simpático. Decidi bancar a inocente e ficar entre os dois últimos caminhos, ouvindo-o se apresentar com a mão voltada para mim – “O prazer é meu.” – respondi, abrindo meu largo sorriso descontraído enquanto o cumprimentava – “Sou Svetlana Shuisky, mas me chame de Lana. Svetlana me faz sentir como uma tiazinha.” – afirmei, dando uma piscadela casual enquanto soltávamos as mãos.

Deixei meu olhar correr pelas feições do Neveu que, apesar da seriedade, sem dúvidas não era nada mau, ainda mais com aquele porte todo europeu. Contudo, apesar de ser um homem interessante, o que realmente me chamava a atenção e intrigava era o fato de eu reconhecer aqueles traços. Eu tinha certeza de já ter visto aquele rosto em algum lugar, apenas não conseguia recordar onde exatamente. Franzi levemente o cenho, tentando me lembrar. Teria sido nos jornais, na rua ou em alguma reunião relacionada a Durmstrang...? Era tanta gente com a qual eu tivera contato que tornava complicado saber com certeza, assim sendo, optei por sanar a dúvida de uma vez.

“Desculpe, mas eu tenho a impressão de que te conheço...”
– observei, girando a cabeça levemente para o lado, enquanto bebericava do copo recém pousado a minha frente – “Alexander Neveu...” – e uma luz surgiu – “Você é daquele famoso hospital bruxo, não? Lembro que seu nome saiu há um tempo em algum jornal sobre algum incidente bizarro da qual, sinceramente, não me recordo a...” – interrompi minha fala, fitando-o em silêncio ao me lembrar que o incidente em questão era nada menos que o sequestro do Ministro da Magia. Aquele, sem dúvidas, não era o melhor modo de se lembrar de alguém, algo que o bruxo logo evidenciou antes de me informar seu cargo antigo – “Algumas vezes penso que 'inconveniente' deveria ser meu segundo nome, peço desculpas pela péssima lembrança e... calma. Você é o novo diretor de Hogwarts?” – disse, assombrada, fitando-o enquanto girava o copo de vodka que tinha em mãos – “Nossa. Quando soube da mudança imaginei que o tal de 'novo diretor' seria algum velhinho caquético. Fico surpresa em saber que na verdade ele é um senhor tão jovem e gato.” – comentei, sem nem pensar, novamente me utilizando da minha sinceridade despropositada que geralmente acabava assustando as pessoas – “Ah, então... A burocracia das escolas e as reclamações sem fim dos pais, tutores, conselheiros e governo.” – disse, em uma tentativa de desviar a atenção do meu gracejo espontâneo – “Sim, convivo com elas.” – informei, divertida – “Sou professora em Durmstrang... mas alguns gostam de me chamar de 'vice-diretora', que é meu cargo primário.” – comentei, meneando a mão de modo leviano.

Se ele se impressionou ou não, não sei, mas não acharia estranho se o fizesse, afinal, nunca me achei com cara de vice-diretora – vide que, para começo de conversa, minhas vestimentas eram compostas por uma calça jeans, um casaco de couro sobre uma blusa vermelha, capa de viagem e botas de salto – ou mesmo de alguém responsável. Na verdade, mesmo sendo cria de Durmstrang e de todo o esquema militar que ali predominava; apesar de ter aprendido sobre disciplina, educação e nobreza, eu sempre fui um pouco desregrada e preferi viver do modo que me sentia melhor, sem me importar muito em seguir linhas definidas; de desbravar lugares e conceitos com as minhas próprias mãos, não pela dos outros. Suspirei, girando o copo para tomar um gole da bebida forte, sentindo o líquido destilado cortar minha garganta, queimando-a de uma forma prazerosa.

“Mas não falemos disso, por favor... afinal, em breve as aulas retornam e conviveremos bastante com esses assuntos. Você então, nem se fala.” – afirmei, sorrindo-lhe enquanto dava um tapinha amigável no ombro e repousava o copo por um instante sobre o balcão – “Vamos esquecer as escolas e nossos cargos. Sejamos dois desconhecidos que estão dividindo uma boa bebida. Sejamos apenas Lana Shuisky, uma recém-chegada viajante cujos pés doem após praticamente cruzar este país utilizando estes saltos nada confortáveis, e Alexander Neveu...” – e por acaso, bem por acaso, meus olhos captaram um curioso brilho no anelar esquerdo daquele homem, quando este elevou a mão para o balcão, o que me fez arquear uma sobrancelha, intrigada – “...um senhor casado que, além de pagar uma bebida para uma jovem desconhecida, não parecia muito bem até uns minutos atrás, o que, sem dúvidas, atiça certa curiosidade na jovem em questão.” – comentei, de modo impulsivo, enfatizando o estado civil do loiro com certa censura enquanto o fitava como se aguardasse alguma explicação. Afinal, eu podia ser meio tresloucada, mas se havia algo que dentro do possível eu tinha era certos conceitos bem definidos... e para mim era estranho um homem de família surgir ali naquele bar e pagar bebida para mulheres.

Alguma coisa havia de errado com aquele loiro. Eu apenas bem gostaria de entender o que.



[ Interaction: Alexander Neveu ]
[ Off: Apesar da zona e da falta de revisão... espero que goste, Niza. Ah, e perdoe a Lana. Ela é meio espevitada. >_< ]

Imagem
Lana Shuisky
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Karina Gubanova
 
Reg.: 20 de Feb de 2011
Últ.: 23 de Nov de 2019
  • Mensagens: 849
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 6 Pts.
  • 18 Pts.
  • 156 Pts.

Postado Por: Meriu.


Re: Caldeirão Furado

MensagemFranca [#107561] por Alexander Neveu » 11 Ago 2012, 00:34

  • 19 Pts.
  • 10 Pts.
  • 59 Pts.
Nossa...


❝... Sinto-me tão abobado de repente...❞
... Pensamentos Alexander



O olhar da jovem Shuisky era encantador. Deixei que a mesma fitasse meu rosto, mesmo tendo quase a certeza de conhecê-la de algum lugar, mas minha memória estava péssima aquele dia. Logo, minhas feições mudaram com a pergunta que me foi feita, era meio constrangedor ser lembrado por um acontecimento tão prejudicial ao mundo bruxo: – Nossa, que forma mais inconveniente de ser lembrado. Eu trabalhava lá sim, era vice-diretor, mas agora sou o novo diretor de Hogwarts. E você? Também tem que lutar com a burocracia de escolas? – Mas, um sorriso involuntário se formou em meus lábios com as palavras sinceras e soltas da jovem, ela era muito espontânea.

Na verdade eu só estava tendo surpresa atrás de surpresa. Primeiro, a moça me conhecia, não era uma boa lembrança, mas já era algo e acabara de afirmar que era simplesmente a vice-diretora de Durmstrang, por aquilo eu não esperava, não mesmo. Ela aparentava ser tão jovem, no mínimo eu imaginava que a mesma trabalhava no ministério da magia, em um de seus milhares de departamentos. Mais um gole da bebida amarga desceu pela minha garganta enquanto ouvia atentamente as palavras seguintes da bela moça. Meu sorriso desapareceu tão rapidamente quanto os momentos de paz que tive por alguns minutos... Tudo voltava, a traição de Adele, suas palavras duras, a separação de nossas famílias e por conseqüência a distância de minhas filhas. Era como se eu tivesse acabado de levar um soco, acho talvez que se ele tivesse sido verdadeiro teria doído menos.

Olhei para a aliança em meu dedo e minha única reação foi tirá-la, colocando sobre o balcão:
– Ex-casado. Estou oficialmente separado desde... Hoje. – Respirei fundo tentando eu mesmo digerir aquela informação. Não era um sonho, não estava louco, tudo tinha sido verdade e a minha opção era única. Olhei para a jovem, claro que ela não tinha idéia de nada que aconteceu e de como minha cabeça estava diante de toda a situação; mas, mesmo assim, precisava ao menos de uma explicação: – Tive alguns problemas familiares, não é bom comentar o que foi exatamente, porque eu não pretendo entrar em detalhes. Só quero que saiba que esta aliança não representa mais nada para mim. – A olhei nos olhos, belos olhos azulados e percebi que eu não precisava fingir, mentir ou até mesmo enganá-la. Não sei explicar, só sei que me sentia bem em sua presença.

Não havia muito sentido no que eu estava fazendo. Por qual motivo havia vindo para aquele lugar e oferecido uma bebida aquela jovem? Não sei. Às vezes nossas mentes tomam o lugar de nossos corpos e nos propiciavam certas atitudes antes adormecidas, nos tornam pessoas menos pensantes, ou menos sensatas, não sei bem ao certo. Olhei para Lana novamente, ela parecia realmente ser uma boa pessoa, eu só não saberia se realmente estaria interessada em me ouvir. Sorvi totalmente o liquido do meu corpo e me virei para a mesma:
– Sabe quando você tem um sonho de ter uma família feliz? Ter uma esposa, filhos, uma casa, boas condições de vida. Eu acreditava muito que o casamento era para toda a vida, que eu ia estar velhinho e teria minha esposa ao meu lado. Mas, sabe qual a realidade? Não existem pessoas que realmente queiram fazer isso, então elas te enganam, te machucam e acham melhor acabar com tudo o que você acreditou.

Não sei se era efeito da bebida, ou se eu realmente estava desabafando com uma jovem que havia acabado de conhecer, o fato era que se ela já havia entrado no barco, seria para se molhar...




• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •



~ Interação: Lana Shuisky. ~ Notas: Post pequeno e estranho, mas espero que goste Japinha *-*
Imagem
Alexander Neveu
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Ryan Gosling
 
Reg.: 29 de Dec de 2010
Últ.: 01 de Dec de 2019
  • Mensagens: 2143
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 19 Pts.
  • 10 Pts.
  • 59 Pts.

Postado Por: Denise Fernandes.


Re: Caldeirão Furado

MensagemRussia [#108087] por Lana Shuisky » 30 Ago 2012, 00:54

  • 15 Pts.
  • 9 Pts.
  • 118 Pts.

[ JUST... ACCIDENTALLY ]

Durante a infância, ao longo de meus anos em Durmstrang e, depois, viajando pelo mundo, eu acabei por ganhar consciência da minha falta de noção e tato. Dizer o que me vinha à mente, antes mesmo de refletir sobre, era uma das qualidades que eu possuía – afinal, com isso muitos me julgavam de uma sinceridade ímpar ou, ao menos, uma pessoa engraçada –, assim como, ao mesmo tempo, era um dos defeitos que, muitas vezes, me fazia ter vontade de dar com a cabeça em uma pilastra de pedra para ver se um pouco de bom senso em meu cérebro pegava no tranco.

Certo que, naquela noite, não pensei ao questionar o Neveu sobre a presença da aliança tão logo a notei, mas quando o fiz, eu esperava uma reação mais parecida com “ops, fui pego dando uma escapadinha”. Nunca imaginei que o sorriso que ele me apresentava, o qual, com certeza, o fazia ficar muito mais charmoso, fosse sumir e dar lugar à melancolia na qual eu o encontrara antes. Além disso, vê-lo retirar a aliança e colocá-la sobre o balcão, deixou-me pasma a ponto de arquear as sobrancelhas, sem acreditar naquilo, afinal, em bares e pubs bruxos eu já vira duendes travestis, bruxos tirando pufosos gigantes do chapéu e muitas outras situações bizarras, mas era a primeira vez que via alguém que acabava de se separar.

Sério, aquilo era tão... humano, que me espantou. Assim sendo, fitei à face do educado loiro, o qual parecia realmente mal diante do próprio ‘status’, ouvindo o tom cadenciado dele exprimir com sinceridade os problemas pela qual passara e o fato daquele ‘compromisso’ nada mais significar. Ele nem precisava me dizer nada... pela cara e o modo de falar, era fácil concluir que a ex-Sra. Neveu havia feito algo que magoara profundamente o jovem diretor, o que era uma pena, porque ele parecia ser uma pessoa legal demais para acabar naquele estado deprimente.

Suspirei e, com os olhos fixos nas feições do Neveu, balancei o copo em minhas mãos, fazendo o gelo tilintar antes de dar um gole para que a bebida forte rasgasse minha garganta mais um pouco, distraindo-me momentaneamente do silêncio incômodo que pairava e do ar pensativo que o loiro adquirira, a fim de dar um tempo e espaço para ele pensar. Não foi necessário, contudo, mais do que um instante para que ele saísse do transe e se voltasse para mim, elevando a voz com questões e desabafos que refletiam toda a desilusão que aquela alma, aos meus olhos tão inocente, parecia carregar, fazendo-me sorrir, involuntariamente.

“É uma gracinha ver que um homem tão sério e altivo como você tenha como sonho algo tão... singelo.” – comentei, distraidamente, antes de sorver um gole da bebida em minhas mãos e pousar o copo para fitá-lo – “Contudo, devo dizer que você está bem errado nesta sua ‘realidade’.” – comentei, voltando-me por completo para o diretor – “De verdade, não faço ideia do que aconteceu e tampouco me importa... mesmo porque, como fui com a sua cara, é capaz que alguém acabasse sentindo sabor de sangue.” – comentei com um sorriso casual, ocultando o sadismo de meus pensamentos – “Mas, não acho que seja certo você desistir das pessoas, de acreditar, de tentar, enfim, de tudo, só porque não deu certo uma vez ou porque algum idiota pisou naquilo que você tentava construir.” – comentei, dando de ombros.

Deixei que minhas palavras penetrassem na mente do loiro enquanto eu virava mais um gole da bebida originária de meu país natal, voltando-me para frente, pensativa. Friamente analisando, eu não tinha autoridade para falar sobre o sonho do Neveu, afinal, eu não sabia o que era o ‘sonho de ter uma família feliz’. Claro que no passado, quando eu ouvia minhas colegas falando das respectivas famílias, talvez eu pensasse em formar minha própria, ter um marido gato, umas crianças bonitinhas para cuidar... mas isso sempre me fora um segundo plano. Porque mais do que uma família do futuro, eu queria reviver a minha do presente... ou melhor dizendo, recuperar o único membro que eu considerava realmente como um familiar.

“Sabe, gato...” – suspirei, virando todo o resto do líquido incolor goela a baixo, voltando meu corpo para frente, fitando ao copo em minhas mãos, distraída – “Seu sonho, sinceramente, talvez eu não o entenda por completo, mas, atrevo-me a dizer que ele parece bem mais palpável do que o meu, visto que você só precisa encontrar a pessoa certa...” – comentei, ponderando internamente sobre o que eu dizia, sem muito sucesso – “Tudo bem que isso pode levar um tempo e uma sequência de tentativas e erros - e caso haja crianças envolvidas, pode acabar por afetá-las também -, mas o que importa é você não desistir, porque, na minha humilde opinião, ‘sonhos’ serão sempre somente ‘sonhos’... a não ser que o transformemos em ambições e, então, corramos atrás destas... sem parar.” – enunciei, firmando meus olhos na direção dele, fitando àqueles tristes olhos azuis com a certeza que carregava em mim.

Ainda que em uma proporção diferente, eu sabia o quão desconcertante era ter um ‘mundo’ destruído e o quão difícil poderia ser tentar remontá-lo; deparar com as crenças, as verdades, as traições e todo o resto. Era um caminho chato, mas que, sem dúvidas, estava longe de ser impossível... algo que eu me sentia obrigada a mostrar ao Neveu.

Por quê?

Talvez tudo aquilo fosse obra da bebida, já que minha mente não parecia fazer muito sentido naquele momento, mas, levando em conta minha natural resistência ao álcool, talvez não, talvez fosse apenas minha vontade arredia que ia além de minha própria compreensão.

É... era bem provável.

[ Interaction: Alexander Neveu ]
[ Off: Perdão o post não revisado e o final meio que totalmente nonsense... são coisas de Lana que eu há tempos desisti de entender. x_x ]

Imagem
Lana Shuisky
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Karina Gubanova
 
Reg.: 20 de Feb de 2011
Últ.: 23 de Nov de 2019
  • Mensagens: 849
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 15 Pts.
  • 9 Pts.
  • 118 Pts.

Postado Por: Meriu.


Re: Caldeirão Furado

MensagemFranca [#108378] por Alexander Neveu » 13 Set 2012, 14:54

  • 14 Pts.
  • 12 Pts.
  • 19 Pts.
❝... E não é que consegui descobrir algo que menos imaginava...❞
... Pensamentos Alexander



É incrível como em um único dia seu mundo pode virar de cabeça para baixo. Pois é, eu não acreditava que os dias “péssimos” existiam, mas ele havia se feito presente para mim. Quando eu menos esperava aconteceu: O mundo caiu sobre a minha cabeça com tal força, que eu ainda estava tonto tentando entender ou ao menos digerir toda a situação. Por sorte, ali, naquele lugar, havia encontrado alguém que como eu, sem compromisso algum, conversava sobre a vida. Lana ainda era uma incógnita para mim e cada vez que ouvia sua voz e suas palavras, sabia o quanto ela era uma pessoa misteriosa e cheia de surpresas.

Esperei que a mesma terminasse sua bebida enquanto pensava em suas palavras. É verdade, ela estava certa em dizer que eu não deveria desistir. Só porque Adele havia sido um erro, não queria dizer que eu não poderia tentar novamente, quem sabe um dia encontrasse alguém que realmente valesse a pena... Sim, eu não ia desistir tão facilmente de meus sonhos, aliás, sonhos não, era mais uma meta. Se eu colocasse em minha mente que eu tinha metas ao invés de sonhos, provavelmente conseguiria as coisas muito mais facilmente. Será?

Foi então que algo me veio a memória ali, naquele instante. Se Lana era vice-diretora do Instituto Durmstrang, ela deveria conhecê-la. Retirei do bolso interno de meu palito a foto de dois adolescentes sorridentes. A esquerda estava um rapazinho de óculos, rosto franzino e sorriso fácil, e a direita estava à loirinha que era a imagem de minha filha mais velha, Alexia:
– Você está certa Lana. Não vou deixar de acreditar nas pessoas por causa de uma desilusão amorosa, vou acreditar que nem todo mundo é igual à Adele. Mas, gostaria de mudar um pouco de assunto e te perguntar uma coisa.

Coloquei a foto sobre o balcão, de frente a Shuisky: – Acredito que essa jovem pode ser minha filha e tenho quase certeza que ela estuda na escola em que você trabalha... Eu preciso saber a verdade sobre essa história. – Como era de se esperar, Lana parecia confusa com minhas palavras, então para que ela pudesse entender melhor, retirei outra foto de meu palito e a entreguei. Na outra foto, estava uma garota agora morena, mesmo olhos da mãe, mas tinha o rosto muito parecido comigo: – Esta é minha filha mais velha, Alexia. E eu não tenho ideia de porque qual motivo essa outro jovem tem a mesma face de minha filha e, é isso que eu preciso descobrir. Provavelmente é mais uma das mentiras de minha ex-esposa, mas que está mais do que na hora de eu saber realmente o que aconteceu.

Respirei profundamente. Eu devia ter enlouquecido mesmo, em um dia separo-me de minha esposa, saio de casa, venho para um bar “encher a cara” e simplesmente conto praticamente tudo de minha vida a uma perfeita estranha. Não que tivesse sido errado, o que eu teria a perder? Lana trabalhava em Durmstrang, alguma informação eu poderia ter, ou ela poderia me ajudar... Parecia que o dia não ia acabar tão ruim como eu imaginava.




• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •



~ Interação: Lana Shuisky. ~ Notas: Desculpa a demora Japinha! O post ficou horrível e confuso, mas espero que consiga entender <3 PS: A primeira foto é a Ashley com o Mikhail e a segunda é a Alexia :B
Imagem
Alexander Neveu
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Ryan Gosling
 
Reg.: 29 de Dec de 2010
Últ.: 01 de Dec de 2019
  • Mensagens: 2143
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 14 Pts.
  • 12 Pts.
  • 19 Pts.

Postado Por: Denise Fernandes.


Re: Caldeirão Furado

MensagemFinlandia [#108873] por Jewel Hewitt » 02 Out 2012, 14:54

  • 9 Pts.
  • 18 Pts.
  • 14 Pts.
Após um dia ensolarado, o tempo resolveu fechar no fim da tarde. Jewel Hewitt deixou o Ministério da Magia algumas horas mais cedo e resolveu comemorar seu aniversário sozinha, no Caldeirão Furado, com uma taça de vinho tinto bem servida. Aquele tempo frio estava merecendo uma bebida, e como seu dia não tinha sido muito difícil, recusou o Uísque de Fogo. A bruxa completava 22 anos saudáveis e cheios de conhecimento, lá estava ela, firme e forte, no auge de sua vida.

Aquela mesa no fundo do estabelecimento estava mais quente do que as outras, assim, Jewel deixou o sobretudo de couro cair dos ombros, retirou o cachecol e colocou-o junto com a bolsa que descansava na cadeira da frente. Girava a taça com cuidado enquanto dava um olhar geral pelo local, procurava algum conhecido ou, pelo menos, alguém aparentemente interessante o suficiente para chamar a atenção.

A única coisa que ressoava no bar eram vozes distintas de alta intensidade, sem um fundo musical, fazendo-a sentir falta de seu país de origem, onde as tavernas eram locais cheios de canções e histórias. Esvaziou sua taça e repousou-a na mesa, junto com seus braços finos e pálidos. Haviam muitos bruxos ali, alguns permaneciam no balcão por um longo tempo, outros estavam apenas de passagem e cumprimentavam outros. Porém, ninguém se dirigia à jovem.

"Ingleses..."

Suspirou. Soltou seu rabo-de-cavalo característico do ambiente de trabalho e espalhou os longos cabelos lisos para trás, deixando seu visual um pouco mais atraente a fim de atrair os homems que ali afogavam sua mágoas no álcool. Fez um sinal para Tom, o barman, para trazer mais uma taça do mesmo vinho. Imaginava o que se passava na cabeça de cada um presente, já que sua própria mente estava vazia. Já tinha cumprido todas as suas obrigações e estava num momento específico para desfrutar de seu merecido descanso e conhecer bruxos.

- Muito obrigada, Tom. - A mulher abriu um sorriso atraente e pegou a bebida que acabara de chegar, levando-a até a boca e saboreando um longo gole.

Talvez assim fossem os nativos daquele país: solitários e cabisbaixos. Diferentemente dela, que continuava numa busca incessante por socialização, pronta para exibir sua simpatia. Passou a se perder em seus pensamentos, revivia momentos na Finlândia onde todos os bruxos dançavam juntos ao som de uma alegre canção sobre a fartura de um banquete.

Com o olhar distraído e sem foco, Jewel deixou de reparar nas pessoas e fechou-se em seu mundo de lembranças, passando por todos os anos de sua infância, valorizando ainda mais seu sucesso atual naquele novo país.

__________

Roupa: Calça de couro preta justa, tomara-que-caia branco com aspecto de espartilho, sobretudo de couro preto.
Música: Brictom, by Eluveitie
Imagem
Filha de Freyja
"- Que Odin e os deuses te deem a força necessária, minha querida."
Jewel Hewitt
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Glory to the brave.
 
Reg.: 29 de Sep de 2012
Últ.: 19 de Jan de 2015
  • Mensagens: 92
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 9 Pts.
  • 18 Pts.
  • 14 Pts.

Postado Por: Jul.


Próximo

Voltar para Beco Diagonal

Quem está online

Usuários navegando neste fórum: Nenhum usuário registrado e 2 visitantes