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Florean Fortescue's Sorveteria

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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemHolanda [#160735] por Sophie Hartzler » 06 Abr 2016, 09:43

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Era gostosa a sensação de ser responsável pela priminha mais fofa desse mundo! Embora um pouco preocupante também. Arya havia perdido os pais ainda muito pequena e, vivendo com minha família, criamos um laço de amizade muito grande. Inclusive, costumávamos brincar: ela me chamava de mamãe, eu a chamava de minha filhinha. (Vai entender a cabeça de duas Hartzler…) E agora era viera morar - em partes - comigo, já que queria ir para Hogwarts em vez da escola francesa que eu havia passado sete anos.

Finalmente havia chegado a semana em que a garota iria para a escola de magia e decidimos parar de assistir TV e comer pipoca para comprar os seus materiais. Lá estava eu novamente, no apaixonante e movimentado (lotado, na verdade) Beco Diagonal. O mês de agosto era agradável, o sol daquele fim de verão brilhava reconfortante no céu azul, mas eu esperava ansiosa pelo início do lindo outono. Assim como esperava para o início da temporada de Quadribol, que logo chegaria. Eu caminhava naquela muvuca tranquilamente segurando a mão de Arya enquanto ela tentava observar cada detalhe do local. Ao chegarmos em frente à loja de varinhas, o melhor sorvete do mundo bruxo, que eu costumava tomar por ali, me veio em mente.
- Ei, entre e peça ao velhote sua varinha, ele vai saber como te ajudar! - A garota pareceu hesitar, mas sorri confiante. - Pode ir! Não vai ter problema algum… vou buscar sorvete pra gente, não demoro!

Enquanto caminhava para a Florean Fortescue’s, fiquei imaginando o quão interessante devia ser o castelo e que minha prima teria bastante sorte em estudar lá. Quando mais nova, eu morria de vontade de conhecer tanto Hogwarts, a escola de magia mais “de boa”, como Durmstrang, que passava uma imagem bastante rígida, do tipo militar. Eu amava Beauxbatons, mas confesso que achava que exageravam na mimice em alguns momentos. Enfim, ao alcançar a sorveteria, assustei-me com a quantidade de pessoas que invadiam o local loucas por um sorvete - pediam sabores de todo tipo, sério! - mas, em instantes, pude pedir para um rapaz baixinho o que desejava. - Dois de morango com pedaços de chocolate, por favor!



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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemRussia [#160846] por Andrew C. Ubarkov » 08 Abr 2016, 10:00

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- Calor e Sorvete -
( Parte I)




    Pensando bem, talvez fosse melhor comprar mais um daqueles picolés ou quem sabe eles tivessem algum copinho de plástico onde pudesse colocar algumas bolas de sorvete ao invés de uma casquinha e assim quando eu fosse embora poderia levar um pouco de sorvete para comer no meio do caminho e mesmo que o doce derretesse evitaria uma lambança e ainda tomaria um suquinho de sorvete quem sabe. Claro que isso seria quando eu criasse coragem para ir embora daquele lugar agradável e geladinho, o que não estava nos meus planos tão cedo.

    O silêncio que prevalecia naquela mesa me dando a oportunidade de mirabolar como levar sorvete para casa fora quebrado pela outra garota sentada ali. Pisquei algumas vezes encarando a morena tentando lembrar-me se conhecia ela, porque aparentemente ela já tinha me visto, sabia até mesmo onde eu estudava.– É... estudo sim.- franzi o cenho encarando a menina que sabia até qual casa eu pertencia, aquela conversa estava ficando um pouco sinistra. – Isso, sonserina... Rebecca, prazer. – Estendi a mão cumprimentando a morena ainda um pouco desconfiada, mas por fim as coisas haviam ficado clara. A menina também era aluna de Hogwarts e claro da corvinal. Não que tivesse algo contra a casa corvina, mas aparentemente havia uma pequena guerra de egos sendo travada a alguns anos entre nossas duas casas e no ano que havia passado tinha aprendido uma dura lição do que era essa rivalidade.

    Voltei minha atenção para meu picolé que ainda se mantinha geladinho sem pingar uma gota sobre a mesa. – A escola...- Dei de ombros com um ar cansado, lá vamos ao discurso de ter reprovado de novo? – Não é tão mal assim, o ultimo ano foi um pouco tenso né?- Levantei as orbes de safira para encarar o par de olhos amendoados da garota a minha frente esperando que ela entendesse aquilo como quisesse sendo no geral da escola ou na briga entre nossas casas. – Esse ano vai ser melhor, assim espero.- Olhei para a porta do estabelecimento que abrirá fazendo soar aquele som do sininho acima dela anunciando que mais alguém buscava fugir do sol lá fora. – Hoje todo mundo esta procurando um lugar fresquinho.- Ri agora um pouco mais descontraída, olhando pela janela de vidro as pessoas andarem nas calçadas do lado de fora. – Esse sorvete é de que? Acho que vou pedir um sorvete, esse picolé foi tão pouquinho.- Balancei o picolé que já estava pela metade no palitinho, tentando continuar aquela conversa, afinal de conta eramos da mesma escola deveríamos ter assuntos em comum e aquela garota parecia bem educada e gentil e é claro que seria interessante começar fazer algumas amizades fora da casa esmeralda.
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Andrew C. Ubarkov
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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemInglaterra [#163518] por Gwen Hughes-C. » 18 Jun 2016, 01:13

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Sorvete! A solução de todos os problemas.
Capítulo segundo.


Pelo visto a menina não parecia chata ou desprezível como sua meio irmã. Ao menos a primeira vista. De qualquer modo poderia avaliar isso durante a conversa, que não sabia se seria longa ou curta. Suspirou de leve, balançando a cabeça em concordância com o que a menina disse sobre o ano anterior ter sido meio tenso. Para a jovem italiana tinha sido muito. Bem ruim. Era incrível como uma única pessoa podia simplesmente acabar com o ano de alguém, né? Queria tanto que ela morresse... Afastou o pensamento por enquanto. Não era hora de se aborrecer com isso. Graziella não estava ali, não apareceria ali naquele dia. Podia esquecer de sua existência, ao menos momentaneamente. - Vai ser melhor, sim. Acredito nisso. - Sorriu de modo gentil, passando uma confiança que nem ela mesma sabia de onde estava vindo. - Está muito calor lá fora, eu estou aqui dentro faz um tempo já. - Riu um pouco. -Esse é meu... Terceiro? Acho que é isso... Sorvete. Terceiro sorvete. - repetiu para garantir que não tivesse ficado dúvidas. -É de chocolate com calda de chocolate. Gosto bastante de chocolate. É algo que eu não costumava comer muito quando era menor. - Deu de ombros, tomando mais um pouco daquela delícia gelada. Não tinha acesso a quase nenhum doce quando menor, na verdade. Observou a menina se afastar para pegar um sorvete e ficou por ali em silêncio, apenas aproveitando enquanto podia tomar aquilo. Era tão incomum pensar que realmente tinha dinheiro em seus bolsos, isso nunca aconteceu antes. Raramente seu criador tinha dinheiro e sempre ficava com ele. Ele nunca deu nem uma moeda sequer a menina. "O que você diria se soubesse que sou uma bruxa?" A questão lhe veio de repente em sua mente enquanto pensava nele. Pensava que era possível ele fazer ela usar a magia para facilitar os furtos. Quem sabe até passar para furtos maiores como ele pensava em fazer, mas não sabia como. Preferia não ficar pensando muito nele agora. Quando era menor, até que sentiu falta dele, mas agora percebia que o homem não era exatamente bom. Claro que deveria a ele sua sobrevivência enquanto ele cuidou dela, se ele não tivesse morrido, ia ter de recompensá-lo. Respirou fundo. Ficar refletindo sobre isso causava certo desconforto no estômago. Um pouco de raiva? Raiva do seu pai por ter lhe abandonado para morrer na rua. É, não o tinha perdoado completamente ainda. E ficava pior com o fato dele ter decidido voltar com a ex esposa megera com quem tinha dois filhos pentelhos e imbecis.

A fala da loira fez com que ela voltasse a si. Nem tinha percebido que ela tinha voltado. Nossa. - Desculpe... O que você disse? Me perdi por um momento... - Assentiu mostrando que agora tinha entendido. - Boa escolha de sabor, é tão gostoso.- O sorriso tinha voltado. Era fácil ser agradável com as pessoas que não odiava. - Por que não me conta algo de interessante sobre você? - Sugeriu, mas a garota não pareceu tão confortável com isso. - Certo, certo. Deixa para lá. Eu digo algo interessante primeiro, depois você diz. Qualquer coisa que considere legal dividir serve. - Pensou um pouquinho no que diria a ela, quais informações pareciam interessantes. - Sabe... Eu tenho um gatinho preto. O nome dele é Tom. Ele é meio temperamental... Na festa de fim de ano outra vez fiz ele vestir gravata, ele ficou tão bravo...- Sorriu mais se lembrando da cena. Tom tinha reclamado um monte depois, mas isso foi antes dela subornar ele com petiscos que ele amava. - Sua vez, Rebecca. Pode contar qualquer coisa.- Observava ela agora em silêncio, esperando sua resposta. Que tipo de coisa a garota consideraria interessante para contar? A que Nina contou não foi das melhores, mas era um começo. Podiam continuar com isso talvez por mais algumas rodadas, como um jogo. Quem sabe? Não sabia nem se a sonserina ia querer dividir algo com ela mesmo.
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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemRussia [#164136] por Uri Yuriev » 03 Jul 2016, 08:58

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Parte II


Cada palavra de explicação que saia da boca do outro garoto me dava uma sensação engraçada de levitar, aquecia-me o coração de o fazia bater mais forte. Eu queria ir pra Hogwarts, isso não é segredo nenhum, mas não sabia que queria ir tanto assim a ponto de não pensar sobre mais nada e querer passar horas sem fim na companhia do inglês para saber o máximo possível sobre tudo. – Ravenclaw para os bonitos também? – Ri, incapaz de conter o som de me escapar os lábios. Fazer o que se era engraçado? “O que tem nas outras casas então? Pessoas feiosas? “ Sabe que era, de fato, algo curioso de se pensar? Não que me fizesse muita diferença, afinal de contas eu não me apegava a esses tipos de coisas.

Claro que eu poderia vê-las, com algum esforço e ajuda da minha imaginação e habilidade de ‘leitura’ de mentes, mas não era algo que eu poderia usar vinte e quatro horas por dia (afinal de contas eu saia bem as consequências que isso trazia e odiava ter dor de cabeças por causa daquilo) e, além disso, aprendera com meu Pequeno Príncipe que só se vê bem com o coração, o que é importante é invisível aos olhos e, para mim, tudo era importante. Não poderia me apegar então a algo tão trivial como a aparência de alguém. Achava que as pessoas perdiam muito tempo pensando na capa do livro e pouco em, de fato, tentando entender seu conteúdo, e o que eram pessoas se não livros? Cada uma um depósito de conhecimento e histórias e personagens completamente diferentes e Kit, quer ele quisesse ou não, seria parte de um novo capitulo do meu próprio livro.

- Perfeito. – Sorri, curvando ligeiramente a cabeça em um sinal de agradecimento ao meu breve pedido, embora não esperasse outra resposta. Eu era um garoto educado, de fato, mas também não estava exatamente acostumado a receber um não (exceto pelo os que vinham de Anton, é claro. O famoso ‘Senhor Não’), logo agia com uma astucia digna de uma raposa, e que criança não gostaria de um sorvete em um dia de verão quente como esse? Aguardei, junto do rapazinho, até que as compras estivessem devidamente embaladas e tudo estivesse pronto para então poder me virar e me preparar para seguir para o exterior da loja...

Quando, em um novo susto, o senti tomar meu braço e me puxar pra fora. – Cuidado, vocês dois. Vão devagar e...– Também não ouvi o que mais o Cavaleiro tinha a dizer, afinal de contas ou me concentrava em andar ou em ouvir, e tenho certeza de que se minha atenção fosse para o ultimo eu teria um encontro amoroso forçado com o chão, e não estava nem um pouco a fim de beija-lo antes. – Hum... v-você pode andar um pouquinho mais devagar, Kit? Por favor?– Pedi, franzindo levemente o cenho. O beco me era um lugar estranho com ruas feitas de pedrinhas (isso eu sabia porque tinha tropeçado mil vezes só hoje) cujo os meus pés ainda não haviam se habituado. –‘Tá tudo bem, não precisa se preocupar tanto assim não...– Assegurei, oferecendo um sorriso amigável diante da torrente de desculpas que se seguiram.

- É só ir um pouco mais devagar, porque eu nunca vim aqui, daí eu não sei o que esperar. – Expliquei, relaxando mais o corpo quando a velocidade do ‘comboio’ ali diminuiu um pouco. Deslizei ainda a mão livre para o bolso do casaco (sim, tá quente mas eu tô de casaco mesmo. É um maldito habito.) tirando dali a bengala dobrada em todos aquelas dobrinhas e, com um simples aceno, a tinha ‘reconstituída’ e pronta para o uso. –Pronto... Assim ninguém esbarra na gente também. – Comentei, mantendo sempre aquele tom de voz alegre que tinha mais haver comigo. – E pode me chamar de Uri. Se eu vou te chamar pelo seu apelido – Claro que eu tinha sacado que era um, - você deveria me chamar pelo meu também. – Era o certo, não é?

Mais alguns dois ou três minuto e estávamos dentro da sorveteria, cercados por aquele cheiro doce de sorvete e das caldas maravilhosas e... tudo tão doce e gostoso que, provavelmente, me deixaria elétrico por boa parte do dia. Deixei que me guiasse até o balcão da sorveteria, já com o meu pedido na ponta da língua. –Eu quero um sundae de chocolate, com cobertura de chocolate, castanha e aqueles biscoitinhos esticadinhos...- Parei um instante para pensar, -De canudinho.– Conclui, me virando para o garoto em minha companhia. – Você quer de que? Pode pedir o que quiser, não tem problema não. – O assegurei, me soltando do braço do menino a fim de pescar algumas moedas do bolso e coloca-las no balcão quando foi necessário pagar.

-Então... você disse que o castelo é enorme... – Comentei, uma vez que estava devidamente acomodado em uma cadeira e com o sorvete na mesa. –Eu acho que eu li num livro que as...– Como era mesmo a palavra? Era stupen'ka na minha língua... Era algo simples... – Ah, as escadas. Isso. Que as escadas ficavam mudando de lugar... elas... elas fazem isso mesmo?– Por mais que achasse simplesmente fantástico saber que elas tinham vontade própria, também imaginava que seriam as culpadas pelas minhas futuras perdas de horários e de localização. Digo, imagino que os calouros, como eu, se perdem muito em meio ao labirinto que elas causavam, imagine um calouro cego então? “Espero que elas tenham compaixão da minha pobre alma.” Refleti, comendo uma colherada do sorvete doce, mantendo a atenção no que o outro dizia.

-E.... E a floresta proibida? – Okay, era engraçado que na menção das mesmas um brilho aventureiro se acendeu nos meus olhos. Não que eu planejasse explora-la (planejava sim), mas tinha pra mim que tudo que possuía ‘Proibida’ no nome era como se apresentasse um convite expresso para que fosse investigado. Fazer o que se tinha uma curiosidade cruel dessas que fazem qualquer um se meter em confusão? –Eu ouvi as pessoas dizendo que se encontra de tudo lá dentro... – Abaixei a voz então, como se o que dissesse a seguir fosse um assunto confidencial. – Soube que tem centauros... e até lobisomens. Você já viu um? – Era fascinado pelas criaturas mágicas, de como estranhas e singulares eram todas essas que pareciam criações do próprio Viktor Frankenstein, cujo a obra estava entre uma das minhas favoritas.


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    [off]Parte I[/off][/centro]

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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemUzbequistao [#164143] por Haneul Hyun » 03 Jul 2016, 14:49

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        Não interpretem isso de forma errônea, mas o fato é que era bem verdade que Kit estava praticamente saltitando de empolgação enquanto arrastava Uriah pela rua em direção aquela onde se encontrava a sorveteria vista mais cedo. Mas não era que ele estivesse só desesperado demais por um doce e teria aceitado-o de qualquer estranho.

        Não, não era isso, ele poderia jurar pelos primos mortinhos – ok, talvez não pelos primos mortinhos, mas por todas suas revistinhas raras? – que realmente havia gostado daquele menino e estava feliz pela ideia de passar mais um tempinho com seu novo amigo falando sobre trivialidades antes de voltar pra casa. O sorvete era apenas um... Bônus, digamos assim. Uma forma de melhorar consideravelmente algo que já estava bom de qualquer jeito.

        O único porém era que, talvez devido a sua animação desmedida, ele houvesse se esquecido momentaneamente de alguns fatores muito importantes como, hã não sei, deixa eu ver, talvez o fato do seu companheiro ser cego! E ele estar puxando-o descuidadamente pelo braço a uma velocidade um tanto acelerada demais para um menino que não podia ver em uma rua feita de pedras. Ele estava praticamente pedindo para fazer o ruivo tropeçar e dar com a cara no chão.

        Devido a todas essas coisas, não deveria ter sido uma surpresa para ele quando o outro rapaz pediu educadamente que ele diminuísse o ritmo, mas foi. Dando-se conta de repente do quanto ele estava perto de causar um acidente fatal (?) em menos de dez minutos de amizade sincera e sem interesses de sorvete envolvidos, o rapazinho sentiu a culpa terrível assolá-lo mais uma vez.

        — Claro, claro! Ai, Uriah, me desculpa, por favor. Não foi por querer, eu juro, é que eu sou tão distraído que... — Começou, tomado pelo nervosismo, já imaginando que o menino iria retirar seu convite a qualquer momento e ir correndo para os braços de seu guarda costas.

        Felizmente, Uriah não parecia tão perturbado a esse ponto, e até sorriu pra ele, o que produziu instantaneamente um alivio indescritível.

        — É claro, você está absolutamente certo. — Disse então, talvez deixando um pouco de seu embaraço transparecer na voz, além daquele que já cobria suas bochechas de vermelho. Estava quase feliz pelo outro não poder ver aquilo.

        Conforme solicitado, diminuiu a velocidade, observando com curiosidade enquanto o menino desdobrava uma bengala. Estava ainda mais parecido com o Demolidor agora, e ele precisou morder ligeiramente os lábios pra impedir-se de deixar o comentário escapar. Kieran havia explicado que alguns bruxos não entendiam absolutamente nada de “cultura trouxa”, e ele não sabia o quanto aquilo poderia ou não se aplicar ao novo amigo, de modo que achou melhor não acabar ofendendo-o por acidente.

        Ao invés, experimentou chamá-lo pelo novo apelido oferecido, sequer tentando manter distante do rosto a expressão de desgosto pelo fato de o outro saber que Kit era o apelido para algo pior. Mas não era como se ele pudesse ver de qualquer forma.

        — Uri. — Repetiu, apenas para testar como soava. Tinha um “gosto” agradável em sua boca ao pronunciá-lo. Aquilo o fez deixar de lado a careta, e retomar o habitual sorriso.

        Caminharam durante mais alguns minutos, até finalmente o loiro conseguir avistar o paraíso na Terra que era a sorveteria. Ele tinha certeza de que se pudesse olhar em um espelho, veria seus olhos brilhando de excitação. Também não teria ficado surpreso caso estivesse babando um pouco.

        Esperou calmamente o amigo – por que, em sua cabeça, era assim que já o considerava – fazer seu pedido, antes de analisar suas próprias opções em busca das mais baratas possíveis. Sim, ele era uma criança louca por um sorvete, mas ele não iria abusar da situação, por mais que parecesse que Uriah não se importaria muito com isso. O garoto até dissera aquilo, mas ainda assim...

        — Só uma bola normal de chocolate, por favor. — Pediu, sorrindo amavelmente para o ruivo a fim de assegurá-lo que estava tudo bem e ele só queria aquilo mesmo, antes de se lembrar que ele não podia ver, se dar um tapa mental, e apertar levemente a mão do companheiro ao invés em um gesto que ele esperava transmitir a mensagem, antes de se soltarem pra que o outro pudesse pagar.

        Kit não pode evitar um suspiro baixinho, ao observar a forma descuidada com que o outro simplesmente tirava moedas e punha-as no balcão. Ah, se ele pudesse...

        Caminharam por fim até uma das mesas, onde sentaram-se um de frente para o outro e logo Uriah havia retornado a falar sobre Hogwarts, e parecia tão empolgado que era quase palpável no ar, e acaba fazendo com que o próprio Kit sentisse-se assim também.

        — Ah sim. — Confirmou em vista da pergunta do rapaz. — Elas tem vida própria ou coisa parecida. É como se simplesmente se deslocassem quando dá na telha. Ai você acha que vai ir parar em um corredor determinado, e, quando se dá conta, está do outro lado do castelo. Dependendo da sua pressa por ser realmente irritante, ou, no meu caso, realmente divertido por que amo explorar os lugares novos onde vou parar.

        Então, como que em uma súbita inspiração, apressou-se em acrescentar:

        — Mas você não precisa se preocupar muito com isso. — Por que deveria ser uma preocupação, não deveria? Pra ele era sempre como “ah, as escadas estão mudando de novo, acho que vai dar no corredor norte”, mas, para alguém cego, deveria parecer apavorante. Simplesmente sentir a estrutura tremendo abaixo de seus pés, sem fazer ideia da direção onde iria acabar. — Quer dizer, eu posso te ajudar se você quiser.

        Isso era uma garantia que ele não tinha como cumprir exatamente. Não havia como ter certeza que eles fossem mesmo se encontrar de novo em Hogwarts, pois o castelo era tão grande e tinha tantos alunos que você poderia facilmente passar os sete anos letivos inteiros sem conhecer sequer metade das pessoas ali, e não havia como saber em que casa Uriah iria parar, mas... Ainda assim, ele esperava que suas palavras se provassem verdadeiras com o tempo.

        — A floresta proibida é... Proibida. — Não, Kit, você jura?! Eu achava que o “proibida” no nome estivesse ali apenas de enfeite. Parabéns por esse ensinamento tão sábio. — Quer dizer, isso é óbvio, mas a questão é que ela é proibida por causa de todas as criaturas perigosas que há por lá. Como, realmente perigosas, de verdade. Do tipo que poderia matar você.

        Mas aparentemente Uriah já sabia disso, ou, pelo menos em parte a julgar por suas palavras seguintes.

        — Se eu já tivesse visto um lobisomem, acho que não estaria aqui pra te contar essa história, então... Não vi, e, sinceramente, espero nunca ver. A não ser que tenha sido em sua forma humana, mas ai eu não sabia que estava vendo um e provavelmente nunca vou saber. — Ponderou. — Quantos aos Centauros, eles passeiam próximos ao castelo às vezes e dependendo do humor até vão conversar com algum dos professores, eu acho. Mas você pode sempre ouvir toda sorte de barulhos estranhos vindo de lá.

        Silenciou-se por um momento, encarando o rapazinho ruivo de modo pensativo, depois soltando um suspiro desanimado sem que soubesse exatamente o por que.

        — Me desculpe, eu... Ainda sou muito novo em toda essa coisa de mágica. Queria ser de mais ajuda, mas... Mesmo depois de um ano em Hogwarts, ainda não conheci tantas coisas sobre esse mundo, eu cresci no meio dos Trouxas, sabe? — Abaixou a cabeça ligeiramente, sentindo um abatimento anormal tomar conta de seu corpo. — Eu acho que você poderia ter arranjado uma companhia melhor e mais útil em questões bruxas pra um sorvete do que eu.

        Estava começando a sentir-se realmente inútil e pra baixo, mas felizmente o outro rapaz não parecia concordar muito com aquela opinião em particular. Acabou sorrindo novamente, em vista de sua resposta, e especialmente devido à confirmação de que o rapaz – assim como ele – também já o considerava um amigo.

        — É verdade que tudo parece maravilhoso e surpreendente em vista ao que estou acostumado. — Concordou, ouvindo Uri falar por um segundo e então antes que pudesse impedir-se, sua curiosidade acabou levando a melhor sobre ele. — Se não se importa que eu pergunte... De onde você é? Percebi que não é daqui, você tem um sotaque engraçado.

        E então arregalou seus olhos de repente, tomado pelo pânico, percebendo o que dissera e temendo ser mal interpretado.

        — N-não no mau sentido de engraçado, quer dizer, não estou fazendo piada dele nem nada, é um bom engraçado, quer dizer, na verdade, é realmente fofo.

        Maravilhoso, Kit! Excelente escolha de como concertar uma situação tornando-a ainda pior. Fofo, sério? Naquele momento seu rosto estava tão vermelho que quase se equiparava a cor dos cabelos de sua companhia.

        — Quer dizer... Eu acho que vou só calar a boca agora. — E ocupou-se em tomar o sorvete ao invés, o que parecia uma opção muito melhor e mais aceitável do que correr o risco de continuar falando, e acabar dizendo algo ainda mais embaraçoso.



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# Notes: Quer um pouquinho, quer, quer, quer, de sorvetinho, quer quer quer, ele é gostoso, é, é, é.
E quem tá pagando ele também! ui *canta*.
Haneul Hyun
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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemRussia [#164315] por Uri Yuriev » 06 Jul 2016, 16:51

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Parte III


Parte de mim vibrou com aquela noticia e eu, com toda minha curiosidade e inocência de um garoto de quase onze anos que era, não pude evitar mas me sentir ainda mais animado para ir do que antes, embora um frio na barriga me atacasse o estomago com o simples pensamento de que aquilo de fato, como o outro narrava, poderia ser o que me levaria a incontáveis aventuras. – Não?– Indaguei, curioso, erguendo levemente os olhos de modo a mostrar que realmente prestava mais atenção nele do que no meu amado sorvete. – Sério? – Franzi levemente o cenho para o oferta do rapaz, pensando durante alguns instantes. –Na verdade... acho que seria bem legal. – Eu não era bobo e ele ia para o segundo ano, acho que pelo menos no começo faria bem em aceita-lo como ‘guia’, pelo menos quando Alik estivesse ocupado.

Voltava então parcialmente a atenção para o sorvete, tirando dali o biscoito em formado de canudinho a fim de apreciar o gosto do mesmo, comendo-o devagar. Um inicio de riso me escapou com as palavras seguintes do inglesinho, arrancando de mim a sombra do que seria um olhar divertido. Bem, claro que algo com ‘Proibido’ no nome era proibido, mas não era isso o que deixava tudo com aquele gostinho de ‘eu quero tentar’? Pelo menos para mim era. Para mim era quase como um convite, capturava minha atenção com a doce promessa de tentação e eu, como um bom mortal, acabaria cedendo a esse pecado uma hora ou outra.

-Acho que você está certo. – De fato lobisomens não eram como cãezinhos, mas mesmo assim, mesmo sabendo de sua constante sede por sangue e vontade de dilacerar pessoas pedacinhos por pedacinhos eu queria saber como era um. –Entendi... Deve ser legal falar com um centauro. Metade homem, metade cavalo. – Na minha cabeça era super-hiper-mega interessante, e na maioria das pessoas também, eu acho. Digo, beleza ser bruxo e se cansar das coisas, mas de um centauro? Cara, eles são metade de duas coisas completamente diferentes. Era bem legal mesmo.... se bem que eu era suspeito em dizer essas coisas. Me via fascinado por todas as criaturas mágicas desde que era pequeno e podia realmente ver como eram esses monstros.

- Você está bem? – Perguntei, franzindo um pouco o cenho com aquele suspiro vindo do rapazinho. Esperava não o estar aborrecendo com todas aquelas perguntas. “Que?” Não... sério que aquele era o motivo? Revirei um pouco os olhos, suspirando de modo a relaxar o corpo, comendo umas duas colheres de sorvete antes de voltar a dirigir a palavra a ele. – Eu não poderia ter companhia melhor, Kit. Sério.– O assegurei, misturando o sorvete no potinho. – Na verdade é até melhor. Digo, eu estudei em casa esse tempo todo com professores trouxas e eu nunca coloquei o pé na escola. Se você fosse alguém que estivesse acostumado com tudo isso...– Mencionei os arredores, - Duvido que me contaria a verdade sobre Hogwarts... quero dizer, você sabe o que realmente é legal lá porque tudo é fantástico, e você sabe disso. Quem já tá acostumado acha tudo tão chato... que só me diriam que é uma escola normal. – Conclui.

-Além disso... é legal ir pra Hogwarts com pelo menos um amigo.– Tinha Alik, é claro, mas isso não queria dizer que eu queria que ele fosse a única pessoa com quem eu conversaria em Hogwarts. –Hum? – Devo admitir, que entre tudo que já ouvi na vida... aquela ali era novidade. Franzi um pouco o cenho, inclinando a cabeça para o lado levemente, deixando os olhos voltados em sua direção enquanto tentava decifrar a pergunta que o outro estava custando tanto a fazer. Arregalei os olhos então em uma expressão de extrema surpresa, sendo mais uma vez atacado por aquela sensação de ter as bochechas quentes e abaixei o olhar, me ocupando com tomar mais sorvete.

- Fofo... – Repeti depois de um tempo, então me permitindo rir do comentário. –É... essa foi... hum... nova.– Deslizei a mão pelo cabelo, deixando a colher afundar no que sobrava do sorvete. – Mas eu entendi. Pra mim o seu sotaque é engraçado – Dei de ombros, - Eu sou Russo. Nascido e criado.– Respondi, por fim terminando meu sorvete e deixando meu corpo relaxar contra a cadeira. –E não se preocupe com isso... Eu não me importo mesmo. Gosto da sinceridade das pessoas. Como eu não posso vê-las – Ah, mentira. – Tenho que depender do que elas falam. Ai quanto mais sincero alguém é... melhor.– Pausei por um instante então, vasculhando a mente sobre algo mais que poderia dizer ao rapaz.

- Já que eu te enchi de um milhão e meio de perguntas... Por que você não me pergunta o que tem duvida também? Você disse que é novo pra tudo isso. Talvez eu consiga te responder qualquer coisa, mesmo que seja só alguma curiosidade qualquer.


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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemUzbequistao [#164417] por Haneul Hyun » 07 Jul 2016, 21:32

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        Infelizmente para Kit, caso ele realmente quisesse que o sorvete fosse uma desculpa para se calar, deveria ter pego um maior. Aquela singela bola de chocolate estaria acabada em questão de minutos – se tanto – e logo ele não teria mais quaisquer motivos plausíveis para continuar em silêncio. Mas, por outro lado, não era como se o menino a sua frente estivesse vendo a quantidade que ainda restava em seu copo de qualquer maneira.

        E ele não deveria estar agradecido pela falta de visão alheia.

        — Descul- — Começou novamente, antes de notar com alivio que o menino ria e não parecia ter se importado muito com sua falta de tato, interrompendo-se então.

        Era isso que dava ser criado em um orfanato cheio de outras crianças as quais você detestava profundamente ao ponto que não fazia qualquer questão de tentar conhecê-las realmente ou manter quaisquer tipo de relacionamentos que fosse para com elas, tendo apenas os próprios primos mais velhos e várias revistinhas como companhia. Perdia-se o jeito de socializar com as pessoas. Deixava-se de aprender as habilidades necessárias para manter uma conversa decente, e ao invés acabava se envergonhando mais e mais na frente de pseudo-estranhos durante uma tentativa de diálogo, exatamente como ele estava fazendo agora.

        — Russo? Eu nunca fui pra Rússia. Eu nunca fui pra qualquer lugar fora do Reino Unido, na verdade. — Comentou, deixando de mencionar que em realidade ele nunca fora muito mais longe do que a cidade mais próxima do orfanato. Uma coisinha tão ridícula que mais parecia uma vila. Era quase um milagre que houvesse uma pequena loja de quadrinhos ali e ele agradecia todos os dias aos Deuses por isso.

        Havia Hogwarts, é claro, e obviamente o Beco onde ele agora se encontrava, e até mesmo fizera algumas visitas a Hogsmeade aqui e ali, mas sobre realmente conhecer lugares... A esquina do prédio onde morava era sua maior perspectiva de “viagem”.

        — Deve ser difícil. — Mais do que difícil, na verdade. Ele não poderia sequer começar a imaginar como deveria ser terrível não poder enxergar. Como será que o rapaz via o mundo? Como uma eterna escuridão? Será que ele já vira algum dia e então deixara de ver? Será que nunca enxergara o mundo em momento algum? A vontade de perguntar estava ali, é claro, mas nem mesmo ele seria tão idiota e insensível a esse ponto. Era óbvio que não se perguntava a uma pessoa cega que você acabara de conhecer como ela chegara nessa situação. Era óbvio que ela não quereria falar sobre isso com um quase desconhecido.

        Talvez depois, com o tempo. Se eles tivessem mais tempo, é claro.

        A pior parte daquele estado seria, ele imaginava, a pena das pessoas. Sabia como era quando lhe lançavam olhares de dó como se você fosse uma pobre existencia trágica destinada a nunca ter uma felicidade na vida. Recebia aqueles olhares constantemente no orfanato. Eles o seguiam pra toda parte, como se dissessem “olhem lá o pobre garoto abandonado, ele não tem família. Ele não tem ninguém que o queira. Coitadinho, vivendo da boa vontade alheia”.

        Kit detestava aquilo, detestava com todas as suas forças quando as pessoas ao redor controlavam o que iriam dizer em sua presença pra não ferir seus sentimentos. Detestava quando o tratavam diferente das demais pessoas por não o considerarem “normal” como elas, por causa de meros detalhes de sua vida sobre os quais ele não tinha nenhum controle.

        E, por que detestava isso pra si mesmo, decidiu naquele momento que não daria nada daquilo ao menino diante de si. Só o conhecia a algumas horas, era verdade, mas ele estava indo pra longe de casa se virar praticamente sozinho em terreno desconhecido. Ele estava se “aventurando” pelo beco e alegremente pagando sorvetes para estranhos – ainda que com o segurança firmemente postado atrás de si – e se permitindo ter um momento de diversão mesmo em vista de tudo. Ele não precisava ser um expert para saber. Era óbvio que Uriah era um garoto forte. Ele não precisava de sua pena, de seu tato exagerado, de seu cuidado com a escolha de palavras. Nem dos de ninguém mais.

        Se era sinceridade que o outro menino queria, era o que teria.

        — Então, como é a Rússia? É legal lá? Se você é russo, por que você está indo pra Hogwarts ao invés de Durmstrang? Não é mais longe de casa? — Agora que as comportas estavam abertas, as perguntas jorravam praticamente uma atrás da outra sem parar. O jovem Christopher tinha a sensação de que não tardaria muito para que o amiguinho se arrependesse amargamente de ter oferecido-lhe aquela “liberdade”. — Toda a sua família é bruxa também?

        E, falando sobre família, por mais que pudesse parecer indelicado de sua parte perguntar, o questionamento simplesmente saltou de seus lábios sem permissão, quase como se possuísse vontade própria.

        — Por que você tem um segurança fazendo compras com você? É um segurança, não é? Eu quero dizer, eu entendo por que você sendo... — O que ele tinha decidido ainda agora a pouco sobre esquecer o tato? Além disso, ele era não era? Não era como se houvesse algo de errado com a palavra, ou como se dizê-la fosse alguma espécie de taboo ou coisa parecida. —... Cego e tudo mais, poderia não ser a melhor ideia mandá-lo vir sozinho, mas... Por que seus pais ou alguém da sua família não vieram com você?

        Era óbvio que o rapaz era rico – não somente pelo segurança, como também pelas roupas que usava e a própria maneira que se portava – então era óbvio de se supor que ele, ao contrário do próprio Kit, possuísse uma.

        Mas talvez ele simplesmente realmente preferisse o segurança. Talvez tivesse mais liberdade pra fazer o que quisesse daquela forma, afinal, ele próprio não fizera todo o possível para livrar-se da sua e poder aventurar-se sozinho ao menos por uma vez?.



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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemRussia [#164560] por Uri Yuriev » 11 Jul 2016, 14:46

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Parte IV


Devo admitir que quando concedi ao rapaz a minha frente a oportunidade de fazer perguntas, eu não imaginava que fosse soterrado por elas em tão poucos segundos. Arregalei um pouco os olhos em um reflexo antigo de quando ainda enxergava, erguendo a sobrancelha direita em um ato de curiosidade incontrolado. – Bem...– Pensei um pouco, optando por interrompe-lo por um instante para conseguir responder as primeiras perguntas antes que fosse soterrado de mais indagações. –A Rússia é frio no inverno e bem quente no verão dependendo de onde você for... – E dei de ombros então, -Meu pai acha que é muito importante a gente conhecer a cultura dos outros países, então eu e meus irmãos fomos divididos entre Durmstrang, Hogwarts e Beauxbatons. – Expliquei brevemente, afinal de contas não havia necessidade de me demorar muito no assunto.

-É... a minha família toda é bruxa, eu acho. Pelo menos não lembro de ninguém que não é, mas é uma família grande então... – Dei de ombros, -Talvez eu não conheça todo mundo.– Em meio a todos os meus tios absurdamente velhos e outros parentes assim, eu imaginava que talvez, em algum lugar, deveria ter um aborto ali no meio ou mesmo alguém que se casou com alguém trou- eh, alguém não mágico. Pausando então, deixei que ele continuasse suas perguntas, apenas para franzir levemente o cenho com aquela. Bem, certamente que eu esperava, na verdade, que ele viria a perguntar se eu nascera assim, ou como eu perdera a visão. Esperava até mesmo o mais comum, que era o ‘o que você enxerga?’ ‘É tudo preto?’, mas aquela ali em particular...

Estava chocado, literalmente e, muito provavelmente, deixei aquilo transparecer por um arregalar de olhos e um leve marejar dos mesmos, sacudi a cabeça. “Garotos não choram.” Me lembrei, suspirando um pouco e dando de ombros. –Ele não é meu segurança.– Comecei, um tanto pensativo, escolhendo que palavras diria a ele. Deveria manter minha linhagem em segredo, pelo menos até Hogwarts. Não por que não confiava no garoto, longe disso, mas porque o Beco era um lugar extremamente publico e... bem, todos os homens tem inimigos. –Ele é meu tutor.– Foi necessário então uma força sobre-humana para não dar de ombros novamente.

- Eu queria que meus pais viessem comigo, queria mesmo, mas meu pai é muito ocupado e a minha mãe também. Alguns deveres são mais importantes do que um capricho como vir as compras.– Pois, no fundo, era aquilo que era. Certamente dentro de mim, lá no fundo, sentia meu coração reclamar em soluços e lágrimas que eu jamais derramaria. Doía... mas deveria parar de infantilidades. Eu era príncipe do império Russo e não algum almofadinhas mimado qualquer. Mordi a língua quando pensei em retrucar a pergunta, questiona-lo da mesma forma, mas uma breve atenção a seus pensamento e eu sabia que deixar que tais palavras me abandonassem os lábios seria o mesmo do que entrar em um campo mimado... e eu não queria perder um amigo que eu, Uriah, tinha acabado de fazer e sozinho.

-Hum... falando em estar aqui sozinho...– Comentei, procurando mudar o rumo da conversa atual, antes que abandonasse toda a postura e começasse a chorar mesmo. – Anton vai demorar ainda algum tempo... – E eu, com toda minha curiosidade de moleque e intenções tão puras quanto uma estátua equestre depois de uma revoada de pombos, não planejava continuar ali durante muito tempo. – E eu nunca vim a Londres... a gente podia sair do beco pra dar uma volta, né? Eu nunca estive... ‘no mundo Trouxa’, entende? Você bem que podia me levar... seria bem rapidinho, rapidinho mesmo... eu prometo.


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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemUzbequistao [#164644] por Haneul Hyun » 12 Jul 2016, 10:48

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        Sabe quando você fala uma besteira sem pensar, e se arrepende imediatamente uma vez que ela tenha acabado de saltar da sua boca, e então deseja ter ficado calado ou que, no mínimo, um raio caísse em sua cabeça dando fim a sua pobre e completamente inútil existência mortal de quem claramente só veio ao mundo para estragar a vida alheia? Não? Pois era exatamente assim que Kit estava se sentindo naquele momento.

        O garotinho loiro nunca dantes amaldiçoara sua curiosidade desmedida e sua boca sem um filtro apropriado tanto quanto naquele momento. O que diabos ele tinha na cabeça quando resolvera perguntar algo como aquilo?! Ele só conhecia o outro rapaz por uma hora – se tanto – e já estava mergulhando em águas profundas e pessoais sem nem ao menos um tanque de oxigênio consigo. Era dolorosamente óbvio que você não deveria sair fazendo perguntas tão intimas sobre a família de alguém que você literalmente acabara de conhecer. Dolorosamente óbvio sim, para qualquer um, exceto para Christopher Lovestairs, como logo ficara terrivelmente claro.

        O outro rapaz queria chorar. Ele não precisava ser nenhum especialista em emoções humanas para conseguir determinar isso. Não levem a mal, não era que Uriah não estivesse fazendo um excelente trabalho em controlar a si mesmo, era só que... Os olhos arregalados e com um pequeno principio de lágrimas não deixavam muito a margem para interpretação.

        Escuso será dizer que a culpa assumiu o bruxinho com a força de mil caminhões carregando elefantes. De fato, tão forte, que ao invés de realmente prestar atenção na resposta do outro rapaz – o que, convenhamos, era o mínimo que ele podia fazer depois de ter cometido a indelicadeza completamente insensata de perguntar em primeiro lugar – ele só conseguia encará-lo com os olhos arregalados e repletos de pavor, enquanto sua mente trabalhava na mesma velocidade que o Barry Allen tentando voltar no tempo para salvar a sua mãe em formas de desculpar-se por aquilo.

        Nada em que ele conseguisse pensar, no entanto, parecia ser o suficiente para demonstrar adequadamente o tamanho do seu arrependimento.

        — Me desculpe, Uri. Eu não deveria ter perguntado. — Disse então, escolhendo simplesmente ir com a verdade nua e crua. Palavras do fundo do coração, ao invés de grandes gestos culpados. Desculpas não poderiam tratar-se afinal apenas de uma maneira egoísta de fazer você mesmo se sentir melhor com a própria estupidez através de uma grande e teatral demonstração, e sim de fazer pessoa ofendida entender que você realmente não gostaria de ter feito o que fez por que realmente não gostou de vê-la magoada.

        — Mas... É errado de minha parte se eu estou feliz que pelo menos isso permitiu que acabássemos nos encontrando? Toda coisa ruim tem seu lado bom, certo? — Certamente não, e sim, era provavelmente errado de sua parte pensar nisso daquela forma, e egoísta também diga-se de passagem, mas era sinceridade que o outro rapaz queria, certo? E, ao menos na cabeça infantil e de pouco conhecimento mundano de Kit, se Uriah já teria que ir ao Beco sozinho de qualquer maneira, que pelo menos pudesse tirar algum proveito disso então. Né?

        — Eu, bem... — Começou, ponderando as palavras seguintes do rapaz, bem como seu pedido. Ele tinha uma lembrança muito solida e vivida de seu primo Kieran lhe dizendo palavras bastante especificas, que compunham algo como “daqui direto para o Beco, e do Beco direto pra cá”, o que, é claro não era um aviso infundado, mas...

        Sim, Kit tinha somente doze anos. Sim, ele estava com todo dinheiro que seus primos economizaram para os materiais depois de um verão inteiro de trabalho duro. Sim, ele era uma criança que poderia ser facilmente assaltada e perder tudo que eles não teriam como repor depois e essa era somente a melhor das hipóteses. A pior seria, é claro, que ele fosse sequestrado, estuprado, morto, e tivesse seu corpo jogado em alguma cova rasa para ser achada mais tarde pela policia trouxa.

        Fantasioso? Exagerado? Talvez, mas afinal de contas um garoto bruxo que só estava no segundo ano e não podia fazer magica fora da escola de qualquer maneira, e um bruxo cego que sequer havia começado seus estudos em primeiro lugar não eram muito de uma ameaça para maus intencionados.

        Assim sendo, por tudo isso, a resposta sensata e esperada seria algo nas linhas de “me desculpe Uri, mas já está ficando tarde e meu primo está me esperando, eu deveria ir”.

        Então por que mesmo sabendo de tudo isso, a resposta que deixou seus lábios a seguir não foi aquela? Por que é claro que, mesmo sabendo o que seria sensato e inteligente de ser dito, Kit simplesmente não era uma pessoa sensata. Nem inteligente, pelo visto. E ainda que houvesse acabado de ter um monologo interno consigo mesmo sobre a significância vazia dos grandes gestos, aquela pequena rebeldia, aquela pequena chance de arriscar-se no “mundo real” onde nada era seguro ou garantido, era o mínimo que ele devia ao garoto a sua frente depois de quase tê-lo feito chorar.

        — Eu também nunca estive no “mundo trouxa”. Pelo menos não de forma significativa. Quando vim a Londres, nunca fui além do Beco. Em casa, não vou muito além do orfanato onde vivo, mas... — E então ele levantou-se, jogando fora o copinho que outrora comportara seu sorvete, e permitiu-se colocar uma mão delicadamente sobre a do outro rapaz, em um convite mudo. —... Sim, se você quiser, podemos descobrir juntos.



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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemDinamarca [#168365] por Andrew A. Schleswig » 23 Out 2016, 21:19

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    Cecille e Anne. Nunca entendi como duas meninas tão diferentes pudessem nascer na família real e serem tão diferentes entre si. Ok que eu e Phelile também tínhamos nossas desavenças de vez em quando, mas isso se devia mais à vontade de papai e as inacaveis responsabilidades que ele me delegava como príncipe herdeiro, ou a nossa rivalidade intrínseca que ele parecia nutrir por mim, que a personalidades totalmente divergentes por si só. Coisas que não via em minhas irmãs. Quem diria afinal, uma que queria muito ser princesa, e outra que simplesmente não se importava? Uma que queria apenas fugir e se divertir, como eu desejava antes de ser forçado a amadurecer na mais tenra idade. Minha sorte? As duas pelo menos pareciam gostar de mim, mesmo que as vezes minha situação me obrigasse a agir como carrasco, como havia feito em BEauxbatons a minha irmã mais nova através das várias detenções q lhe imputava sem motivo.

    Por sorte, aquilo parecia ter sido esquecido. Ou pelo menos temporariamente com um convite para ir tomar sorvete em meio ao feriado. Um convite que a pequena adolecente de quinze anos recém completos aceitara de bom grado, afinal, Phelipe, Anne e Cárter estavam envolvidos em uma espécie de passeio ao parque de diversões do qual ela não parecia ter qualquer humor para participar. Ou talvez isso tivesse algo a ver com a maneira que ela parecia ignorar Phelipe ultimamente, o que fazia-me preocupar ainda mais com o seu estado de saúde. Ela costumava segui-lo por todos os cantos do castelo, antes que ele mudasse de escola e a ruivinha se reunisse às más influências.

    Havia pedido dois sundays de maior tamanho, com chocolate, morango e aqueles confeitos em forma de estranha que ela estranhamente sempre pareceu gostar apesar da falta de gosto. E escolhera uma mesa mais afastada, onde pudéssemos conversar sem encarar a barulheira das crianças e seus pais naquela tarde. Usava roupas simples também, apenas uma bermuda e uma camisa polo azul, o máximo que o calor infernal da primavera inglesa me permitia suportar desde que voltara a me acostumar as nevascas e frio recorrentes na Dinamarca. Não que fosse exatatamente a coisa mais confortável a se vestir, ou o melhor lugar a se ir. Mas um príncipe não pode se dar ao luxo de negligenciar sua bela e adorável irmãzinha, não é? Não quando meus compromissos ultimamente insistiam em me manter tão afastado de tudo que não fosse trabalho.

    -Então, como está Hogwarts, conseguindo se adaptar? - Peguntei com meu melhor sorriso gentil e calmo e os olhos verdes repousados sobre os dela, enquanto colocava uma colher de sorvete na boca. As perguntas deveria ser outra claro, como: você está sentindo falta de Beauxbatons? Ou está conseguindo acompanhar o curso? Ou, está mesmo longe das más influências ou recebendo mais detenções do que deveria? O que aconteceu entre você e Phelipe? Mas eu não pretendia chateia-lá, não ali. Cecille parecia distânte e certas perguntas e preocupações me pareciam descabidas demais para demonstrar, embora insistissem em me incomodar,

    Não demonstre fraquezas ou emoções que não sejam totalmente racionais. Dissera uma vez meu pai, e como seu ensinamento, eu mantinha a serenidade. Embora a preocupação aparecesse levemente evidente em meus olhos.

    Olhos hipocritas, como eu. Afinal sua transferência não havia sido culpa minha, quando queria cumprir rigidamente as ordens de meu pai? Esse não era o certo a se fazer como um príncipe? Cumprir seus deveres? Se o era, então por que agora sentia culpa?

    With: Cecille.
    Off: Post lixoso, mas tenho que me reacostumar com ele.
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