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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemEnviado: 07 Mai 2020, 16:08
por Dragos Grigore
Um pouco de magia e sorveteria para animar o dia!
A rima não é meu forte, mas adoro frases de efeito.




Com o fim de toda a correria que foram os eventos de férias, consegui tirar três merecidos dias de folga da rádio, deixando os programas gravados com as previsões astrológicas, as respostas das perguntas que recebi via cartas dos ouvintes, as reflexões e, principalmente, a chamada para mais um curso de astrocartografia – que estava bombando – no próximo fim de semana. Aproveitei o primeiro dia para dar uma geral em alguns arquivos, organizar a bagunça da minha casa e ficar cem por cento disponível para a quinta-feira: levar Anna para comprar os materiais escolares. Por Saturno! Eu estava extremamente ansioso para encontrar a pequena outra vez, tendo em vista que ela foi obrigada a passar parte da “turnê de férias” com a bruxa má em vez de ao meu lado por conta da cobertura das atividades. Levá-la um dia para conhecer a rádio bruxa também estava nos meus planos, só que para isto eu precisava de um dia calmo.

Não é novidade que eu adore crianças e faça bastante sucesso entre elas. Meu jeito alegre, espalhafatoso, brincalhão e bem humorado de sempre me tornavam o “tiozão” da família e era muito frustrante não poder usar magia com meus sobrinhos, já que eles eram trouxas. E como eu ainda não tinha uma mulher para me dar crianças, a ideia de apadrinhar um jovem nascido trouxa – assim como fizeram comigo – aqueceu meu coração. Como eu ainda não tinha experiência e licença liberada para me tornar um tutor oficial, eu tinha que dividir essa tarefa com um outro bruxo. Anna era “minha primeira criança”, estava indo para o segundo ano, e para sorte de nós dois, sua tutora oficial não gostava muito de crianças e era excelente apenas nas questões burocráticas. Jade era extremamente séria e objetiva, o que é péssimo para uma criança que acabou de descobrir as inúmeras maravilhas do mundo mágico e não pode simplesmente deleitar aqueles encantos com o entusiasmo merecido por medo de ser transformada em um sapo verruguento. Por conta disso, decidimos que eu levaria a menina para comprar o material escolar naquele ano e Anna carregaria consigo um espelho de dois lados para caso eu fizesse alguma coisa de errado e ela precisasse de ajuda – o que não aconteceria certamente.

A fim de facilitar a vida de todos, havíamos combinado que eu buscaria a jovem na casa dos pais dela, na Noruega, e viajaríamos para Londres através da rede flu para não corrermos riscos de uma aparatação em conjunto dar errado devida a significativa distância entre os pontos. Era meu dever garantir a integridade física de Anna, além de ser a regra nº 1 do departamento de patrinhos, era a minha prioridade moral. As 9h em ponto eu estava de pé na frente da casa dos Sundstrøm vestindo o meu melhor e amigável sorriso e também roupas casuais, porém arrumadas, para manter a boa impressão daquele simpático casal. Antes de tocar a campainha, agite discretamente a minha varinha e arrumei as flores murchas do jardim da Sra. Britta, rindo ao lembrar da história de como “tudo parece ficar louco” quando Anna está por perto. Ah! A juventude. Quantas vezes eu já tinha ouvido aquela frase, mas com meu nome ao final.

Bom dia, Sra. Britta! – Cumprimentei a moça fazendo um buquê se formar nas minhas mãos após conjurar baixinho um Orchideous e entreguei ela aquelas belas flores lilás. – E bom dia, Sr. Eigil. Sei que está muito cedo para isto, mas é uma injustiça um homem não experimentar uma dose de whisky de fogo, uma bebida muito comum entre os bruxos, ao menos uma vez na vida. Tome uma dose pequena porque é realmente forte. – Entreguei-lhe uma caixa da bebida, embrulhada cuidadosamente (pela moça da loja, claro, porque não tenho essas habilidades manuais) com um papel de presente verde esmeralda. – A pequena Anna está pronta para mais um ano letivo? Creio que a lista tenha sido um pouco maior neste ano, tendo em vista que ela vai para Beauxbatons e não para Hogwarts! A Srta. Jade já deixou comigo. – Mantive um tom simpático. – Aí está ela! – Abri as duas mãos indicando a “estrela” daquela manhã assim que a vi se aproximar.

Anna era uma criança mais calma do que eu imaginava e eu ainda não tinha decifrado se era por conta do meu excesso, se era ainda a estranheza com toda a situação (eu, pelo menos, levei uns três anos para me acostumar com a magia), ou se era realmente sua forma de ser. Expliquei à ela toda a dinâmica da nossa viagem, respondi algumas perguntas sobre aparatação, contei alguns casos bobos e em menos de meia hora já estávamos na frente da entrada do Beco, quando lembrei à ela como fazia para acionar a entrada mágica e a deixei tentar.

Beauxbatons, hein? – Disse já com sua lista nas mãos. – Lá é incrível. Eu tenho um apego especial por Hogwarts, mas devo dizer que os jardins franceses, assim como as pessoas de lá são muito belos. – Esta parte falei mordendo um pouco o lábio para não parecer grosseiro, mas o meu sorriso impossível de conter logo me denunciou. Anna tinha 12 anos, é claro que ela já reparava em meninos e meninas, embora eu não fosse a pessoa adequada para ter aquele tipo de conversa. – Lá o clima é bem mais agradável e você vai poder aproveitar a piscina, a caverna e também a praia! A parte chata são as aulas de etiqueta, mas os clubes vão compensar o tédio.


Compramos todos os livros, os materiais para poções e os itens essenciais daquela extensa lista e então eu parei na frente da loja de sorvetes mais famosa do Mundo Mágico e a olhei com um sorriso convidativo. – Que tal? Tenho certeza que não vai fazer mal a gente comer a sobremesa antes do almoço uma vez na vida. Assim você pode me contar um pouco mais sobre como foi seu primeiro ano e as expectativas para este segundo.



      Notas: Faladeiro toda vida, meu deus! Fica à vontade para qualquer reação dele e para falar sobre as compras da lista, se quiser. || Interagindo com Anna Sundstrøm.
Feitiço: Orchideous[dificuldade: 2];
Descrição: Encantamento usado para conjurar um ramo de flores.

Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemEnviado: 13 Mai 2020, 01:01
por Anna Sundstrøm
    Depois de tudo o que tinha vivido e descoberto naquele intervalo pouco maior que um ano, não foi nenhuma surpresa quando os pais da garota se depararam com uma jovem inquieta dentro de casa. Ela queria mais. Queria se aventurar mais, conhecer lugares novos, aprender mais informações sobre o mundo bruxo que ainda parecia um tanto surreal aos seus olhos. Estava acontecendo o fenômeno contrário de quando estudava em uma simples escola trouxa. Lá, com todo o bullying e estranheza que causava, tudo o que desejava era ficar de férias, agora, queria o retorno do ano letivo, ainda mais agora que teria que ir para uma escola diferente por conta de um intercâmbio forçado. Inclusive, ainda não estava completamente livre da ideia de que sua ida à Hogwarts não tinha sido um fator para a piora da névoa, a causadora de tudo aqui. Muito menos seus pais, que sabiam muito menos do que ela sobre os mistérios da magia. De qualquer forma, graças a Jade e a Dragos, tinha argumentos o suficiente para mostrar que estava se adaptando muito bem a tudo e que não deveriam se preocupar, ela estava muito mais segura no mundo mágico do que com os trouxas.

    – Ele já deve estar chegando né? – perguntou para a mãe, embora fosse uma pergunta retórica, já que o próprio relógio já era capaz de responder aquilo. Tinha marcado com Dragos de irem comprar os materiais escolares aquele dia e por mais que ele tivesse aquele jeito mais descontraído, não deixava de ser pontual e responsável. Na visão da menina, ele era muito mais divertido do que Jade, então estava ainda mais ansiosa para o passeio, mesmo que se tratasse de uma coisa simples como passar em algumas lojas para comprar os itens de uma lista. De qualquer forma, acabou se distraindo tanto com os pensamentos que no momento em que escutou a campainha, percebeu que ainda não tinha terminado de tomar o café da manhã. Devia pensar menos e comer mais, então, depois de arregalar os olhos e ser tranquilizada pelos pais, dispôs-se a enfiar o pedaço de pão quase inteiro na boca, usando o suco de laranja para ajudar a engolir. Então, pouco tempo depois, já tinha acabado com tudo, jogando as louças na pia com pressa, embora com certo cuidado, afinal, se fosse fazer a contabilidade, provavelmente já tinha quebrado metade das coisas de vidro e daquela casa.

    – Eu estou pronta. – afirmou, aparecendo na sala, referindo-se não só ao fato de estar preparada para sair, mas também para o ano letivo, o que Dragos tinha perguntado pouco antes. E ao ver a reação do tutor a sua aproximação, teve que abrir um sorriso, afinal, se fosse Jade, era certo que a mulher apenas faria um sinal para que se apressasse, quase sem demonstrar emoções, como um robô super pontual e rígido. Pegando a bolsa, apenas deu um braço de despedida nos progenitores antes de seguir com Grigore para o Beco Diagonal, aproveitando aquela oportunidade para enchê-lo de perguntas, assim como fazia com Khali. Por algum motivo, também tinha a impressão que o homem aparentava mais disposto a sanar sua infinita curiosidade do que a ministerial, ou seja, não via motivo para economizar nas indagações. Por sorte, naquele momento já tinha um conhecimento mínimo das coisas, então não parecia uma completa tapada enquanto as informações sobre aparatação eram ditas, ou quando usava a rede de flu para sair da Noruega e sair em um canto da Inglaterra, o que ainda parecia um tanto surpreendente para ela.

    – Isso é tão incrível! – falou assim que viu a entrada do beco aparecer após as batidinhas nos tijolos. Não era sua primeira vez ali, mas isso não diminuía a empolgação pelo retorno, até porque aquilo precederia uma aventura completamente nova como Dragos acabara de lembrar. – Sim. Entre Beauxbatons e Durmstrang, a ideia de não ir pra uma escola militar pareceu muito melhor. – respondeu, abrindo um sorriso. Preferiu ocultar que seus pais quase tiveram um ataque enquanto liam as informações sobre o instituto russo que vieram com a carta de Hogwarts. Já pensou, Anna, uma menina desastrada e propensa a criar situações inusitadas em um colégio militar mágico? Seria um desastre e uma ameaça a vida de todos. Já pelo que leu sobre a academia francesa, as coisas eram muito mais tranquilas, o que por si só era satisfatório, mas ao escutar as palavras do mais velho, se viu ainda mais ansiosa. Tudo relacionado à França parecia muito mais elegante, bonito, assim como o francês que estava tendo que aprender durante as férias. Mal podia esperar para ver as pessoas, aproveitar o clima e tudo mais o que era dito.

    – Nós poderemos usar a piscina sempre? Mal posso esperar! – afirmou, já prevendo que passaria um bom tempo da sua estadia lá. Talvez dessa uma passada pela caverna e pela praia também, mas, ainda assim, a piscina continuaria sendo sua favorita. Nadar era algo que realmente apreciava, mas não era algo tão possível assim em Hogwarts, que contava apenas com um lago, ao qual a menina provavelmente não retornaria depois daquela experiência levemente traumática da aula de esportes. – Etiqueta não parece algo muito legal, realmente, mas aposto que meus pais vão adorar que eu faça essas aulas. – comentou, conhecendo Britta e Eigel o suficiente para saber que aquele detalhe provavelmente facilitou ainda mais a escolha de Beauxbatons. Considerando que aquela era uma das poucas matérias cujos conhecimentos também eram aplicados no mundo trouxa, era até compreensível esse entusiasmo com Etiqueta. Focando nessa parte de aulas, aproveitaram para começar pela compra dos livros, seguindo depois por outros itens, até que passaram em frente a sorveteria e Dragos apenas deu mais uma prova de ser uma das pessoas mais legais do mundo.

    – Desde que você não conte aos meus pais que a gente tomou sorvete antes do almoço, não vejo problemas. – disse, abrindo um largo sorriso enquanto entrava na loja e pedia um famoso sorvete voador. – Sobre o meu primeiro ano, vejamos… Tudo pareceu absurdamente mágico, mesmo que não tenha realmente sido, literalmente. Tivemos aquele problema com a névoa que eu ainda acho que tem alguma coisa a ver comigo, mas falaram que já estava lá desde o ano anterior, o que é menos pior. Ou não. – contou, pensando um pouco sobre aquele final. – Tirando esse detalhe, muita coisa legal aconteceu. Aprendi tanta coisa! Mas certeza que você já sabe tudo. Acho que nesse momento, Esportes e Transportes Mágicos e Trato das Criaturas Mágicas são minhas matérias preferidas. Ainda não peguei muito o jeito com Feitiços e similares e Poções é algo que me apavora. Não nego que causei umas duas pequenas explosões. – falou, abrindo um sorriso mais tímido dessa vez. Enquanto pensava nas matérias, mentalizou também os professores, certa de que deveria falar desses também. – Apesar disso, devo dizer que gosto do professor Addington, ele se esforça. Na verdade, eu gosto de praticamente todos os funcionários, só a diretora da Sonserina que me dá arrepios. Ainda bem que eu não pego aula com ela. Ainda. – verbalizou, tendo sentindo um calafrio só de imaginar a cara de Andrômeda.

    – Também conheci alguns alunos, a maior parte da Corvinal mesmo, mas, ainda assim, tenho alguns amigos na Lufa-Lufa. Da Grifinória vou tentar conhecer mais gente, por você. E por falar nisso, teve um jogo de quadribol entre as nossas casas. Pena que a magia falhou e todo mundo quase caiu! Foi apavorante! Sorte que no final deu tudo certo. – comentou, pegando o sorvete que lhe foi entregue naquele momento, dando a primeira lambida. – AAAAAAAH! Eu realmente estou flutuando! Isso é demais! – falou, um tanto chocada com o fato de ter sido elevada alguns centímetros do chão. – Mas voltando, acho que o evento do quadribol serviu pra deixar bem claro que a situação de Hogwarts estava feia, então realmente parece melhor que a gente não fique lá esse ano. – concluiu, dedicando um pouco a atenção ao sorvete antes de continuar a falar, até porque não queria que ele derretesse em suas mãos. – O que nos leva para a segunda pergunta. Para o meu segundo ano, só espero que as coisas sejam tão legais quanto no primeiro! Quero que os alunos de Beauxbatons sejam legais, assim como os professores. Ah, e que meus amigos tenham escolhido ir pra França também. Seria melhor chegar lá já conhecendo alguém do que ser completamente novata e desconhecida mais uma vez. – confessou, não conseguindo deixar de rir pela excitação. – Na sua época de aluno você também fez algum intercâmbio? Ou aconteceu alguma coisa tão louca quanto a névoa? – questionou, curiosa para escutar mais do passado de Dragos ao mesmo tempo em que idealizava sobre o próprio futuro.

Off: Não revisado e eita que a menina desatou a falar .fofo
Vestindo: isso com um sobretudo preto
Com: Dragos Grigore

Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemEnviado: 21 Jul 2020, 19:23
por Zoe Dernach
    Depois do episódio na Floreios e Borrões, foi necessário andar em algumas outras lojas logo depois que voltaram para o Caldeirão Furado para o almoço, para que o assunto fosse deixado de lado. Zoe não sabia muito bem como estava com a irmã, então se distanciou, buscando conversas aleatórias com os amigos para que não passasse muito mais vergonha do que até o momento. Almoçaram uma carne de caça, regada a um molho de cogumelos, salada de couve kale e arroz apimentado, um prato que nenhum dos meninos pareceu apreciar tanto quanto a própria ruiva. Beberam um jarro inteiro de suco de abóbora e depois partilharam uma barra de chocolate que a elfa Lavanda fez aparecer diante deles, algo que trouxe um pouco mais de bom humor.

    Foi apenas no final das compras que finalmente a dívida do sorvete foi paga. Apesar de a grifinória achar que não tinham se comportado tão bem a ponto de merecerem a recompensa, algo em si dizia que era melhor simplesmente assentir quando a elfa sugeriu passarem na sorveteria – principalmente porque o Sol parecia cada vez mais intenso no topo de seus cocurutos. Acabaram por se acomodar em uma grandiosa mesa redonda, as compras a salva com a pequena criatura trajada de lilás cintilante, enquanto todos esperavam ansiosamente os cones recheados de bolas de sorvetes.

    Ninguém me perguntou, mas vou falar mesmo assim: eu acho que uma pessoa me deve um pedido de desculpas. – Emma recitou, nariz empinado, enquanto Lavanda se ocupava em pegar os sorvetes.

    Ah, é?! Espero que não esteja falando de mim, dona moça, ou quebro sua fuça de verdade. – Ally lançou um olhar fulminante na direção da Dernach mais nova, pronta para saltar pela mesa e cumprir com sua palavra.

    Emma, por favor, cale a boca.

    Ninguém esperava aquela fala. Nem mesmo a ruiva, cuja voz saltou os lábios antes mesmo que notasse tal ato. Tinha mandado a irmã se calar diante dos amigos. Logo ela, uma menina muito teimosa, cheia de manias e dona de um orgulho que pertencia a uma mulher de setenta anos, não a uma criança de dez. Arregalou os olhos para Theo, impressionada consigo mesmo, enquanto automaticamente se arrependia por aquela fala. Ally, no entanto, deu um sorriso debochado, cruzou os braços e se acomodou mais ainda na cadeira, como se tivesse a razão suprema no fim das contas. Nem uma alma resolveu se pronunciar por longos cinco minutos, nos quais Emma parecia extremamente ofendida, uma ofensa nada digna de uma crise de manha, mas grandiosa o suficiente para causar problemas mais tarde.

    E então, Theo! O que achou do Beco Diagonal, agora que está longe da supervisão de seus pais e está na sua segunda visita? – Zoe sorriu na direção do colega, tentando, enfim, quebrar o gelo.
    Parte disso vinha da preocupação para com a elfa doméstica, Lavanda, afinal não queria que a mãe soubesse do problema pelos lábios de ninguém menos que ela própria (e Emma, é claro). Recebeu seu cone de sorvete com entusiasmo, só então notando que ninguém mais havia se pronunciado sobre o sabor que desejavam. Um erro, aliás, que teriam de lidar. Ao encarar as bolas de sorvete roxas, todos ficaram meio confusos se perguntando que tipo de sabor era aquele. Uva? Goma de mascar? Zoe arriscou uma lambida, fazendo uma careta de reprovação quando percebeu do que se tratava…

    Lavanda.

    Um sorvete de lavanda.

    Existia um detalhe sobre a nova integrante da família Dernach: Lavanda, tal como sua raça sugere, era capaz de fazer atos mágicos com um estalar de dedos. O porém de tudo isso era que toda vez que realizava alguma façanha, um forte aroma de lavanda se proliferava pelo ar. Inicialmente esse “pequeno problema” que a fez ser dispensada de algumas famílias não seria nada disfuncional. A grande questão era que o aroma acabava se tornando enjoativo ao longo do tempo, além de impregnar na comida e em qualquer outra coisa. Além disso, a elfa adorava esse detalhe em si, optando por fazer da cor da flor a sua cor favorita, usando-a nas vestes, acessórios e em todas as coisas que pudesse. Isso sem falar na mania de enfiar a todos, goela abaixo, a ideia.

    E foi exatamente isso o que aconteceu. Enquanto o grupo passava por um momento constrangedor, que definiria o nível da relação entre as duas filhas de Rebekka, a pequena elfa Lavanda debatia com o vendedor de sorvetes quais sabores seriam interessantes para um grupo de crianças mal humoradas. Sem sequer ouvir a resposta, achou que o sabor “lavanda” seria formidável para todos, afinal quem não gosta de lavanda? Assim, quando pediu 4 sorvetes do mesmo sabor, Lavanda oferecia aos meninos um sorvete de lavanda enquanto estava vestida de lavanda e expelindo lavanda porque fazia a comida flutuar.

    Ahm… Diferente... – Disse Zoe, enfim, oferecendo um sorriso sem graça.

    Depois desse aqui, podemos tomar um de chocolate mesmo? – Sugeriu Ally, comendo do sorvete com cara de poucos amigos.

    Tudo o que Zoe quis, naquele instante, era voltar para casa mesmo.

OFF
Fazendo compras com Theo Aitken, Ally Meadows [NPC], Emma Dernach [NPC] e a elfa Lavanda.

Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemEnviado: 24 Jul 2020, 16:14
por Theo Aitken
    Eu poderia estar feliz por ter um prato de comida na minha frente, horas depois de ter tomado café da manhã e depois de andar até que meus pés gritassem, mas não estava. Olhei feio para onde Lavanda estava, porque ela tinha trazido aquela comida estranha pra gente e eu pensei onde estava meu sanduíche com fritas? Apesar disso, confesso que fiquei feliz em ter um pedaço de chocolate como sobremesa, só aquilo para aliviar o paladar depois daquele negócio estranho de cogumelos. De todo modo, apesar de toda a confusão, de ter dores nos pés, de estar suado e fedido, tinha gostado da experiência. Tinha certeza que se tivesse vindo com meus pais, eles perderiam mais tempo perguntando sobre coisas de trouxas do que comprando meu material. E, se fosse o Billy, ele mais buscaria coisas para si mesmo do que para mim, e as minhas coisas seriam as que ele escolhesse, porque aquele idiota gostava de palpitar em tudo o que eu fazia, mesmo que não fosse convidado para tal.

    Bem, tudo parecia bem enquanto aguardávamos nossos esperados sorvetes, porém, tinha certeza que não duraria. Segundos depois, eis que a voz de Emma se fez presente novamente e eu pensei, naquele instante, que devia ter ficado um pouco mais em frente a loja de artigos esportivos, sonhando com a firebolt galaxy. Ela queria que Ally pedisse desculpas. Sério? Ally não pedia nem quando estava errada, imagina só se estivesse certa…? Então, aquilo não acabaria bem. E foi dito e feito quando a loira retrucou, mas, não contive um arregalar de olhos quando Zoe mandou a irmã calar a boca. Sim, isso mesmo. Repito: Zoe, a fofa, moderada, tranquila menina, mandou a irmã se calar. Por certo, ela estava, aparentemente, irritada ao falar daquela forma. E eu não a culpava, aquela menina era muito, mas muito chata. Devia levar ela lá pra casa e a deixar assistindo o desenha da Peppa Pig, porque elas eram muito semelhantes. Mas enfim! Engoli em seco, quando a ruiva tentou puxar algum papo. Acho que era melhor assim, não?

    Ah, eu gostei. É meio cansativo, estressante, a gente deixa de ser criança quando tem que escolher os próprios materiais, mas melhor eu que o Billy.

    Mas a conversa meio que foi perdida porque, finalmente, recebemos nossos sorvetes. Um sorriso se alargou em minha face ao perceber que era de uva. Com empolgação, comi com gosto, engolfando grande parte da bola de sorvete para, em seguida, fazer uma horrenda careta de nojo.

    Que diabos é isso? Tem gosto de perfume…

    Então, a elfa Lavanda falou o óbvio: o sorvete era de lavanda, é claro. Afastei o negócio um pouco, olhando para minhas amigas que pareciam, tal como eu, não muito satisfeitas com aquele sabor peculiar. Acenei com a cabeça na direção de Ally, pois concordava com ela sobre a questão de tomarmos algo de chocolate em seguida. Na verdade, eu tomaria sorvete até de café se servisse para tirar o gosto daquela porcaria. O que a Lavanda tinha na cabeça, afinal de contas?



Informações OFF:
Interação: Ally Meadows (NPC anão), Zoe e Emma (NPC) Denarch.
Citados: Billy Aitken.

Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemEnviado: 10 Nov 2020, 16:51
por Kuroichi Miyamoto
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☺ Yoroshiku onegai shimasu!! ☻


      Kuro-chan não podia sair de casa com muita frequencia. Não que Kuro-chan se importasse muito com isso uma vez que Haya-nii sempre deixava ele brincar com Jin-chan até cansar e dar soninho, mas às vezes Kuro-chan queria ir lá fora. Kuro-chan queria muito ir lá fora sozinho. Já tinha quase onze anos completos e, ainda assim, não podia ir lá fora sozinho. Era provável que fosse pego pelos nii-chan malvados se não estivesse sempre com Haya-nii. Haya-nii protegia Kuro-chan desde que os moços malvados o levaram pela primeira vez. Desde que o levaram para longe de otou-san e okaa-sama que dormiam tão bonitinhos por dias naquela banheira.

      Mas Kuro-chan não podia reclamar muito dos nii-chans malvados terem o tirado de lá daquela casa. Kuro-chan já estava ficando com fome e otou-san e okaa-sama não acordavam! Mesmo quando Kuro-chan os balançava... Ficou naquela situação por três dias inteiros. Mesmo dormindo na banheira, otou-san e okaa-san começaram a cheirar muito muito muito mal, dando a entender que não servia de nada o fato de estarem tomando banho dormindo havia tantos dias. Talvez por isso que se deve estar acordado quando se toma banho. Se tomar banho dormindo o banho não funciona direito. Era isso.

      Os nii-chans malvados fizeram muitas perguntas para Kuro-chan e quando Kuro-chan as respondeu, começaram a tratá-lo de um jeito muito feio. Bem... Pelo menos lhe deram comida, banho e roupas branquinhas. Foi difícil esperar Haya-nii chegar e tirar Kuro-chan daquele lugar. Kuro-chan era muito grato a Haya-nii. Então Kuro-chan deveria obedecê-lo sempre, não importava o que ele lhe dissesse. Não era nenhum sacrifício o fazer. Haya-nii era muito legal e sempre levava Kuro-chan para se divertir. Para compensar as vezes em que ele dizia que Kuro-chan não podia fazer algo que julgava que seria legal, dando alguns motivos para que aquilo não pudesse ser feito. Motivos que Kuro-chan nunca entendia bem, mas não questionava. Sabia que poderia brincar com Jin-chan depois ou então com algumas outras pessoas que Haya-nii apresentava para ele. E aí sim Kuro-chan se divertiria de verdade.

      O caso era que Haya-nii havia o levado para um passeio depois de muita, muita, muita insistência Kuro-chan estava bastante animado. Havia vestido seu macacão jeans favorito com uma camiseta rosa com unicórnios brancos desenhados. Nos pés um par de tênis brancos e meias cor de rosa com detalhes em tons pastéis de azul. Os óculos redondos pareciam grandes demais para o rostinho tão redondo quanto as lentes. Kuro-chan gostava do que via no espelho antes de saírem de casa, ele, Haya-nii e Jin-chan muito bonitinho preso na colerinha de sempre. Quando Haya-nii precisou ir a uma loja chata com Jin-chan, Kuro-chan ia com eles, mas acabou por ver um letreiro chamativo com vitrines que fizeram seus olhinhos brilharem como os de um desenho fofinho daqueles que via de tarde depois das aulas particulares com o Kazuma-nii.

      — Nee, Haya-nii! Kuro-chan pode ir ali rapidinho enquanto Jin-chan e Haya-nii estão aqui? Kuro-chan jura juradinho que não demora! — Pediu, puxando a manga da camisa de Haya-nii que lhe deu algumas moedas e disse para que ele se comportasse e não demorasse mesmo. — Hai! Kuro-chan promete! — Sorriu de orelha à orelha e tratou de sair correndo na direção do lugar bonitinho, empurrando a porta da entrada que, uma vez aberta, fez um barulhinho kawaii de sininho anunciando sua chegada. Era a primeira vez que Kuro-chan ia sozinho em uma loja. Era a primeira vez que Kuro-chan ia sozinho em qualquer lugar e, mesmo que Haya-nii o estivesse observando do outro lado da rua, ainda assim aquilo lhe causava uma sensação estranha. Olhava o ambiente com evidente curiosidade. Tudo era absurdamente lindo e tudo lhe roubava a atenção. O que ele tinha de fazer agora que estava dentro da loja?

Interação para: Os guri de Todd, Jaque e Lay ♥
Menção a: Haya-nii ♥
Off: Perdão pela brisa louca desse menino. Eu não sei lidar com ele .UA

Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemEnviado: 12 Nov 2020, 19:48
por Flynn Holf Falkenberg
:: An chéad dáta ::




    - O inimigo está próximo, sinto seu poder maligno se aproximando!-
    O garoto espreita a sobre um dos bancos da sorveteria onde se apoiava ajoelhado segurando um bonequinho em cada mão, cada bonequinho possuía suas varinhas e capas longas embora essas não parecessem fazer parte do conjunto inicial e sim costuradas a mão e de tecido, diferente do restante do brinquedo.
    - Capitão, precisamos capturá-lo!-
    Engrossava a voz como conseguia sempre que mudava de um personagem ao outro, completamente alheio a conversa que acontecia naquela mesma mesa atrás de si entre sua irmã e o namorado que aparentemente haviam o levado até aquele lugar mais para que eles próprios pudessem ficar juntos do que divertir Flynn.

    Não podia reclamar, na verdade, gostava de Roan, sabia o quanto sua irmã ficava bem quando podia vê-lo, mesmo com tenra idade tinha plena consciência de que não era o único que vinha tendo dificuldades para se adaptar a nova cidade e a distância dos pais que também era difícil para Riley fazendo com que se esforçasse para fazer exatamente as mesmas coisas que sua mãe como costurar as roupas para seus bonecos ou levá-lo a sorveteria todo final de semana. E por mais que muitas coisas feitas pela irmã mais velha fossem exatamente iguais ou até mesmo com mais dedicação do que Flynn recordava da mãe – apesar de suas memórias serem escassas- evitar pensar nos dois sumidos era inevitável assim como a saudável, claro que naquele momento, ali rodeado de gente e mil gostosuras não seria um desses momentos deprimentes.

    Voltou-se aos dois na mesa apenas para pegar uma das jujubas que havia sobrado no copo de sorvete de Roan.
    - Vai comer isso?-
    Já havia simplesmente enfiado a mão no doce quando perguntou, retribuindo com um sorriso largo e meio torto pela diferença de tamanho dos dentes trocados que ainda cresciam assim que a resposta positiva viera, voltando por fim a sua posição anterior apoiado sobre o banco.
    – Vamos fazer uma emboscada quando o trol chegar, iremos atacar com toda a força que temos!-
    Levantou um dos braços do boneco de capa e cabelos brancos.
    – Não deixaremos ele passar, senhor capitão!-
    O garoto espetou a jujuba na ponta da varinha do segundo boneco, sacudindo no ar freneticamente imitando sons de ‘tiro’ que segundo ele seria o som dos disparos dos feitiços das varinhas em direção a porta próxima toda vez que a mesma abria fazendo ecoar o som do sino pelo ambiente até que em determinado momento a jujuba vermelha voou pelos ares acertando o menino que entrava ali e literalmente ficando grudada na cara deste devido ao melado da própria bala ou da cobertura que encobria a bala.

    Com os olhos arregalados e as bochechas extremamente vermelhas, recolheu os bonecos e afundou no banco se escondendo atrás do encosto como podia.




Narração; Fala; Fala outros; Pensamentos.
Interagindo: Kuro, Pan e Yumi. <3
Off: Pelo sorteio de números, alvo atingido: Pan .xD

Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemEnviado: 05 Jan 2021, 11:17
por Ryan Volkov
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|| Red ice
Parte I ||


Quando eu era muito pequenininho vi numa revista umas pessoas tomando sorvete e achei que aquilo deveria ser delicioso. Tipo... Mano! Uma massa gelada cremosa doce com vários sabores? Era óbvio que eu tava dentro, mas ao mesmo tempo não tinha muitas condições de matar essa vontade. Porque, assim, eu vivia em um orfanato absurdamente rígido e, depois que me descobri bruxo, mesmo que não fizesse ideia do que exatamente era ser um bruxo à época, tudo ficou absurdamente pior. Tipo, me tiravam comida e me prendiam no porão dizendo que eu era filho do diabo e outras mil e uma coisas. Se eu fosse filho do diabo tava bom. Pelo menos eu teria um pai e não seria obrigado a estar ali. Mas, enfim... O caso é que, mesmo que eu achasse linda a ideia de tomar um sorvete, sabia que aquilo não iria acontecer a menos que eu desse o fora dali.

Depois que fui adotado pela Anya uma das primeiras coisas que pedi a ela foi que fôssemos tomar um sorvete no shopping pra eu ver como era. Na época eu ainda não tinha muita intimidade com Nathaniel, mas estava determinado a mudar aquilo. Foi uma tarde muito divertida a que passamos nós três tomando sorvete. Eu sempre quis repetir a dose, mas Anya não viveu o suficiente para que fizéssemos o programinha novamente. Dava muita dor pensar sobre esse assunto, mas volta e meia ele retornava aos meus pensamentos. Principalmente quando o Nate e eu saíamos pra fazer alguma coisa no shopping e, não por acaso, parávamos para tomar sorvete.

Naquele dia, enquanto andávamos pelas ruas britânicas para comprar os novos itens de nossa lista de materiais para o início de mais um ano letivo, meus olhos capturaram a fachada de um lugar que me parecia perfeito para se entrar e passar o tempo. Era uma sorveteria. Abri um sorriso largo segurando meu irmão pela mão e, sem nenhuma explicação prévia, o arrastei para dentro do estabelecimento. Eu tinha uns trocados no bolso além do que iríamos usar para as compras, logo, julguei que não haveria nenhum problema darmos uma pausa para nos refrescarmos um pouco. Sem contar que doces sempre eram bem vindos. Sempre fui uma formiguinha e não era agora que eu iria mudar de opinião e nem de paladar. E, mesmo que de forma indireta, seria uma forma legal de lembrarmos de Anya e fazer nossa singela homenagem a ela.

— Você vai querer de quê? Eu tô querendo ver se tem alguma coisa de abacate. Tomei um treco de abacate quando a gente foi no Rio de Janeiro e, mano do universo! Que treco divino! — Porque eu não queria saber se Nate queria ou não um sorvete. Até por que quem diabos iria se recusar a tomar um sorvete? Só se a pessoa fosse maluca ou tivesse algum problema muito sério! O que, bem... Em partes era o nosso caso, mas vamos abafar a situação e seguir felizes com a narração dessa ceninha feliz. — Ainda bem que não tem muita fila, né? Eu iria odiar ficar aqui horas e horas esperando...


|| Interagindo: Nathaniel Volkov ||
|| Citando Anya Nikiforova ||
|| Ouvindo: Lollipop – Big Bang ft 2NE1 ||
|| Anotando: Nothing ||

Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemEnviado: 15 Jan 2021, 15:36
por Pan Daemon
I'm just a kid
And life is a nightmare
I'm just a kid
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I know that it's not fair
Nobody cares
'Cause I'm alone and the world is having more fun than me

Parte I


Apesar de todos os esforços de seu padrinho, existiam diferenças óbvias e tristemente claras entre ele e os pais. Primeiro que apesar de toda a loucura, alguém sempre estava com Pan. Fosse a mãe, a vizinha, a tia da vizinha, o padeiro... gostava especialmente dos dias em que ele ficava com o padeiro, apesar de o padeiro claramente não concordar 100% das vezes que amava ficar com o garoto também. Talvez, se seus pais lhe perguntassem e pagassem os pães e doces deliberadamente roubados pelo garoto, sua opinião fosse levemente diferente. A verdade era que na verdade os pais de Pan...

Bem, a verdade que todos negamos acreditar é que os pais de Pan não eram bons pais. Claro que o amavam como pais deveriam amar, sempre deixavam algo quentinho e gostoso para comer e antes de se envolverem com pessoas estranhas da ‘Igreja’ que seguiam eles cuidavam do jovem americano de maneira decente. Sua mãe até pedia sua ajuda para plantar coisas do jardim e sequer brigava com ele quando rolava na terra em vez de apenas cavar buracos. Mesmo depois dos Cultos, eles ainda amavam o garoto. Ela lhe bordava brinquedos, seu pai trabalhava e o ajudava com barquinhos e seus tesouros.

O problema é que sempre que existia um ‘chamado’ eles precisavam ir e, as vezes, iam de noite e se esqueciam de voltar até quase de tarde e ele obviamente ficava com fome quando não queria comer a comida saudável no fogão, mas sem os pais, quem iria convence-lo de comer a couve de Bruxelas? Por isso ele saia em suas inúmeras aventuras e contava mentiras. Mentiras brancas, coisas simples e repletas de meninices, não porque era um garoto mau. Não era, Pantalaimon era um doce, mas era um garoto sozinho e as vezes a solidão...

A solidão o fazia ter ideias mirabolantes e nem sempre cem por cento éticas ou seguras. Também não ajudava que Téo concordasse com a maioria delas. Foi assim que, observando Greggor distraidamente procurar livros no terceiro andar da livraria, o garoto escapuliu com um saquinho de moedas do mais velho. Anos de prática em roubas coisas aqui e ali o transformaram em um perfeito trombadinha e o nível de distração do mais velho contribuíam com isso. OU talvez Greggor o estivesse testando, quisesse ver o que o garoto faria com aquilo se tivesse a oportunidade de pegar, fosse o que fosse, Pan não se importava.

Se esgueirou silenciosamente para longe dele, um passo de cada vez até alcançar as escadas e então correr degraus abaixo, quase derrubando uma pilha inteira de livros no chão. Em segundos estava do lado de fora, enfiando o pequeno embrulho de tecido no bolso, sorrindo para si mesmo com o tilintar tímido das moedas ali dentro. Assim seguiu em uma linha reta em direção a um dos locais mais amados pelas crianças, a sorveteria. Se Greggor fosse inteligente o procuraria ali, afinal de contas o garoto tinha pedido sorvete quando passaram por ali antes. Logo era elementar que ele estivesse ali, certo Watson?

Empurrou a porta com gosto, seus olhos se iluminando instantaneamente com o frescor e cheiro adocicado de sorvete. – Woo- EI! – Seu momento de devaneios no mundo das maravilhas fora brutalmente assassinado com um fatídico golpe de... tirou a peça da testa, - Jujuba? – Seus olhos imediatamente buscavam a fonte do ataque enquanto uma ideia desastrosamente genial se formava em sua mente. Talvez para o restante da sorveteria fosse uma ideia horrível, ou para qualquer pessoa que não ele. Ele levantou a jujuba ao ar, seus olhos caindo sobre o movimento rápido do garoto afundando no sofá.

- GUERRA DE COMIDA! – Bradou, ignorando cem por cento da convenção social e roubando uma boa mãozada do sorvete mais próximo para jogá-lo na direção do garoto.
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O que ele vê, -O que ele ouve-, -O que ele diz-, o que ele "pensa" e o que está no passado.
Tagged:-
Interagindo com: Greggor Ainsworth, Flynn, Yumi, Kuro.
Notas: Surpresa? .fofo

Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemEnviado: 18 Jan 2021, 15:16
por Louisa Ramirez
”Hasta que el mundo cambie y gire al revés
Aquí estaré”

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— Ah, mas você é muito fraca... — Louisa estava aos risos no celular com uma de suas amigas. A garota reclamava horrores de uma forte ressaca devido a noite que haviam passado juntas e aquilo divertia demais a colombiana que não podia estar mais plena. — Está na cama, é? Eu tô saindo agora. Combinei com a Naia de levar a Alê no Beco Diagonal. Algumas coisas dela acabaram e o letivo está pra começar, né? Aí já viu... — Terminou de beber um copo de suco de laranja e ouviu mais uma penca de reclamação da outra garota que estava na linha. Estava com dor de cabeça. E havia vomitado. — Nossa... Vê se da próxima pega mais leve então. — Guardou a jarra de suco na geladeira e fechou a porta com os quadris, colocando o copo na pia. — Agora vou desligar ou Naia vai arrancar minha cabeça e colocar na linha do metrô. Beijos e melhoras aí, viu?

E, com um toque, encerrou a chamada, seguindo para o banheiro apenas para dar os últimos retoques em sua maquiagem leve, passando um gloss de pêssego nos lábios. Seu cabelo já estava com os cachos soltos e modelados como ela tanto gostava. No corpo trajava uma calça jeans preta justa, uma blusa branca de manca curta com a estampa de um gato rosa na frente. Em seus pés uma sandália de salto alto preta, aberta para que dois dos dedos ficassem de fora, as unhas perfeitamente pintadas de vermelho com as pontas brancas à francesinha. Pegou a bolsa na cômoda e então desaparatou de seu apartamento na Tijuca, no Rio de Janeiro diretamente para uma das ruas do Beco Diagonal, olhando para o relógio de pulso para se certificar de que estava realmente na hora. Menos de quinze minutos para ser considerada atrasada. Não estava tão ruim assim, certo?

Havia combinado com as duas na frente da sorveteria. O lugar era bastante agradável pelo que Louisa se lembrava. Estivera ali poucas vezes, na verdade. Estava sempre ocupada demais para apreciar com calma suas passagens pelo Beco Diagonal e aquilo realmente a entristecia. Suas folgas, raras por sinal, passava geralmente no Brasil mesmo em alguma festa ou então voltava para a casa de vovó Paloma para que curtissem com a família toda junta. Estava sendo uma experiência curiosa andar pelas ruas inglesas sem um compromisso realmente sério. ¡Por Díos! Alê não podia inventar de fazer compras em um lugarzinho mais perto não? — Resmungou um pouco, embora não estivesse nem de longe incomodada por estar ali. Se aproximava da sorveteria de modo bem rápido e, de pronto, já observava a silhueta das duas irmãs paradas na frente da porta. ¡Hola, chicas! Lerissa e Merissa não quiseram vir com vocês também não? Estão com os materiais certinhos pro segundo ano em Durmstrang? Queria parabenizá-las por terem passado! Nossa! Por que diabos aquelas duas inventaram de ir pra um colégio militar? — Soltou uma risada baixa e abraçou tanto Naia quanto Alejandra. — Vamos tomar um sorvete antes de partir para as compras?


With: Naia Ramirez e Alejandra Ramirez (NPC da Gii)
Mencionando: Lerissa e Merissa Ramirez

Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemEnviado: 18 Jan 2021, 17:10
por Naia Sofía Ramirez
    O som de Bomba Estéreo ecoava por todo o loft no meio da mata, uma pequena cabana onde Naia vivia quando precisava estar mais perto do Distrito Mágico, em épocas de muito trabalho no Lummus. Morava sozinha, então tomava a liberdade de por o som no máximo enquanto se arrumava para sair, não se preocupando sequer com vizinhos, já que aquela era uma cabana bastante escondida. Não era proposital: gostava da companhia das pessoas e era acostumada a viver no meio de muita gente, considerando a grande família da qual viera; acabou optando por aquele lugar mais por causa da vista e da liberdade de poder fazer suas extravagâncias musicais sem incomodar outros moradores, além, é claro, de estar no meio de uma mata bastante rica, magicamente falando. Escovava os cabelos enquanto agitava a varinha, mantendo o ritmo dos utensílios domésticos que se movimentavam de forma mágica pela cozinha limpando a bagunça do dia anterior, quando a colombiana arriscou alguns pratos mais requintados para o jantar. Assim como a música, um ambiente como aquele ao seu redor era bastante inspirador, obrigando-a a cozinhar pratos mais complexos já que dispunha de um estoque interessantes de plantas e ervas. No final, sempre se dava conta de que cozinhar não era a sua praia e que a bagunça que ficava para o dia seguinte fazia o delivery bruxo valer bastante a pena. Com o cabelo impecável e a maquiagem mais do que satisfatória, caminhou em direção à porta de madeira e pegou dois embrulhos em papel marrom, até então deixados em cima da pequena cômoda do Hall, guardando-os dentro de um dos bolsos da capa de viagem antes de finalmente caminhar para fora. Do lado externo, conferiu o pequeno poleiro de coruja para saber se a ave voltara com a resposta das gêmeas, mas não havia coruja alguma ali. Respirou fundo, ajeitou as vestes no corpo e desaparatou sem perder tempo, voltando a encher os pulmões quando se viu no Beco Diagonal.

    Não fazia tanto tempo desde a última vez que colocara os pés naquela região comercial de Londres, muito provavelmente uma das últimas vezes que visitou com a família. Olhou ao redor algumas vezes para se certificar em qual rua tinha aparatado, captando a figura de muito bruxos e bruxas caminhando por entre as lojas. Nenhuma delas era a das irmãs, não vendo também a fachada da Florean Fortescue, concluindo que aquela só podia ser a rua errada. Caminhou pela calçada até virar em uma rua perpendicular, agora sim localizando a sorveteria e rumando para suas mesinhas posicionadas na frente. Tinha sido a primeira a chegar, mas uma rápida olhada no relógio de pulso fez a colombiana notar que as irmãs ainda não estavam atrasadas, ela sim que chegara um pouquinho antes do combinado. Tirou a bolsa do ombro e se sentou, dando uma rápida olhada no movimento das ruelas enquanto apreciava o som da multidão, de vez em quando precisando se concentrar para não ouvir o que pareciam ser vestígios de pensamento dos transeuntes. Era uma legitimamente, sabia por causa de suas raízes, mas Naia nunca se aprofundara no dom, limitando-se a apenas aprender como controlá-lo para se livrar daquele tipo de ruído quando estava perto de muitas pessoas e muitos pensamentos.

    ― Aí estão vocês. ― Comentou mais para si mesmo, já que as irmãs chegaram quase ao mesmo tempo mas por partes diferentes. Primeiro abraçou Alejandra, demorando-se um pouquinho mais já que vazia algum tempo que não a via. Depois chegou Louisa, que cumprimentou Naia e Alê ao mesmo tempo para então já tomar um lugar na mesa, movimento acompanhado também pelas outras duas. ― Mandei coruja já tem uns cinco dias, não obtive respostas. ― Comentou sobre as gêmeas, dando continuidade no comentário feito por Louisa. ― Imaginei que elas pudessem vir com uma de vocês, até trouxe uma lembrancinha pelo primeiro ano na escola. ― Mencionou os dois pacotinhos dentro de sua capa, que agora estava dobrada sobre o encosto de uma cadeira vazia. Ouviu o comentário da irmã com bastante curiosidade, sorrindo e se divertindo um pouco diante da surpresa. ― Já ouvi histórias terríveis sobre Durmstrang lá no trabalho, mas acho que faz o tipo delas mesmo. ― Falou entre risos, imaginando uma versão bastante exagerada de Lerissa e Merissa metidas no meio de um campo de batalhas. ― Vamos, vocês já sabem o que vão pedir? ― Perguntou, respondendo à ideia de tomarem sorvete antes de se aventurarem pelas lojas. Apontou para uma mesa ao lado e se aproximou mais das irmãs, cochichando para que só elas ouvissem. ― Não olhem agora, mas o sorvete daquele menino ali parece uma delícia... Do que será que é?

WITH: Louisa Ramirez e Alejandra Ramirez.
OFF: ainda inventando e descobrindo.