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Artigos para Quadribol

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Artigos para Quadribol

MensagemReino Unido [#99457] por Duque de Paus » 17 Abr 2012, 00:37

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O esporte mais famoso de toda a comunidade tem seus artigos vendidos na melhor loja que existe no ramo. Para os mais apaixonados pelo esporte, a loja vira o centro das atenções sempre que há uma novidade a ser vendida. Com suas paredes reluzentes e suas vitrines sempre cheias de novidades, é quase impossível caminhar até sua porta quando há um novo modelo de vassoura, ou quando há novas vestes oficiais de times de quadribol. Ou quem sabe quando há um lançamento especial de protetores para apanhadores, ou até mesmo bastões que não quebram nem mesmo com o mais pesado balaço errante, também são alvos de grande euforia.
Os atendentes, entre eles o mais conhecido chamado Jhonny, são eficientes em seu trabalho, e como todo bom amante de artigos de quadribol, sempre estão aptos a auxiliar todos os mais descontroláveis compradores, ou os curiosíssimos, com perguntas macabras. Sempre possuem uma resposta na pontinha da língua, em especial quando se trata de negociar o preço da mercadoria, o qual nem sempre é tão acessível como as perguntas.


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Re: Artigos para Quadribol

MensagemFinlandia [#126977] por Pyotr Haugen » 16 Out 2013, 20:15

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                O dia encoberto marcava a temperatura amena de um dia de chuva, muito típico da bipolaridade londrina, algo que era difícil se achar num lugar como Utsjoki. As temperaturas não estavam tão altas, mas mantinham-se entre a casa dos 15 graus, relativamente quente para quem está acostumado com o deserto gelado do norte da Europa, tal como Pyotr estava submetido a ficar. Estar ali era diferente de tudo aquilo que já havia acontecido em sua vida, portanto, a estranheza impregnada em cada coisa era mais intensa do que qualquer outra coisa. “Por quê tão quente?!”, pensava ele conforme suas mãos abanavam o ar fresco que adentrava as janelas do quarto do Caldeirão Furado.

                Tudo era diferente, mesmo que sua mãe insistisse que tudo era igual. Não estavam num campo aberto, num lugar onde pudesse de fato respirar o ar das altas montanhas que verdejavam no verão, então era sim diferente. Mesmo que visse em cada esquina do beco diagonal uma similaridade crescente no que dizia respeito a costumes e pessoas, elas não agiam de forma coerente para com o que ele estava habituado. Sentia receio das pessoas presentes ali, justificando a teimosia de permanecer no seu quarto, lendo seu bom livro e sofrendo com o ar abafado que circulava lentamente por aquela fresta. “Desnecessário... Realmente desnecessário.

                Seus olhos saíram da imensidão cinza e das cortinas de seda, com fios de verde cosidos para aparentar uma erva daninha subindo das tábuas do chão, para voltarem-se as linhas escritas nas páginas amareladas de um grosso enumerado. Ali estavam revelados os nomes dos mais diversos feitiços, separados por capacidade mágica e com uma breve descrição sobre cada um dos diversos. Era realmente interessante que soubesse grande parte daqueles escritos, mesmo que sua capacidade de fazê-los, compô-los, fosse, de longe, das melhores. Naquele momento seus lábios se contraíram e seus pequenos membros se remexeram por cima do colchão de penas que o sustentava, renegando a inveja que crescia em seu pâncreas – ou alguma área por ali. “Eu só tenho que entrar na escola e me esforçar. Aí sim serei melhor que Shura.” Seus pensamentos estavam voltados para o irmão mais velho, de aparência semelhante a dele, mas que o superava naquilo que sua família mais prezava: magia.

                Desde seus poucos anos era subestimado por seus pais e irmão por ter de se esforçar um pouco mais para fazer magia. Era bom, contudo, em história da magia, lendo bem mais as coisas referentes ao mundo mágico do que se focando em feitiços e voo. Mesmo que não deixasse para trás da memória os nomes e utilidades, ele mesmo ainda não possuía uma varinha, então conjurar algum tipo de coisa era bem mais complexo e intenso. Compreendia que não tinha o que era necessário para ser alguém a altura de Shura, só que não conseguia retirar aquele sentimento de injustiça de seu peito e garganta. Por muitas vezes quis brigar com os pais por causa daquele assunto, mas nunca ousou erguer sua voz um decibel a mais que ele. Não era seu direito.

                Fechou o volume e pousou-o ao lado, saltando da cama no instante que ouviu passos no corredor do lado de fora do quarto do hotel. Deviam ser seus pais com o irmão, já que os quatro integrantes da família haviam ido para o Beco Diagonal, de forma a adquirir o material necessário para o início do novo ano letivo. Estava na hora de saírem para comprar o seu material, já que haviam ido com o primogênito muito antes de Pyotr acordar naquela manhã e já havia passado mais de dois quartos do dia desde que o deixaram para trás. “Mesmo que eu tivesse a liberdade para sair, não teria a mínima vontade de vê-los chegando com Shura contente... Não mesmo!”, reforçou em pensamentos quando seu punho se fechou. Observou a maçaneta virar e vozes conhecidas conversando pelo lado de fora.

                ... E ele ainda pode se tornar monitor, Boris, não podemos esquecer disso. – A voz da mulher encerrou quando pousou o primeiro passo para o quarto. – Seria o orgulho da família, isso sim!

                Retirava as luvas quando seus olhos encontraram o menino parado a sua frente, próximo a porta, e então o sorriso se esvaneceu de seus lábios rosados, bem como o riso que parecia preso em sua garganta. Pyotr estava acostumado com aquele tipo de olhar; ele acontecia, geralmente, quando estava incomodando de alguma forma e, aparentemente, ele estava agora. Ouviu sua mãe pigarrear e murmurar algo, mas isso não conseguiu decifrar corretamente. Atrás dela estava seu pai, pendurando a capa em um lugar específico para isso. Não conseguia entender como conseguiam vestir roupas tão pesadas em um dia tão caloroso como aquele estava sendo. Sentiu os pelos se eriçarem conforme um vento um pouco mais gelado confortava seu corpo pela porta que havia sido aberta para a passagem de ambos.

                – Temos que comprar seu material também, não é? Se bem que acho que pode usar os do seu irmão. Estão bem bons, para ser sincero.

                – Mas... – Engoliu em seco, respirando fundo quando viu que já havia começado o inicio de seu protesto. Havia ido longe para simplesmente não falar nada. – Por que?

                – Não temos dinheiro para financiar todo o material de ambos... E ao que me parece terão aulas com katanas?! – Dessa vez foi sua mãe quem falou, enquanto os olhos claros analisavam a lista de materiais que estava em cima do móvel ao lado da porta. – Bem, de qualquer forma Durmstrang é uma ótima escola. Temos o exemplo de Aleksandr que está num nível muito bom de entendimento sobre, certo?

                Aquele comentário havia sido uma maneira de receber apoio sobre a decisão de escolher Durmstrang ao invés de Hogwarts ou Beauxbatons, e seu tom de voz tinha deixado certo de que uma katana não era bem o tipo de objeto que ela esperava ler em uma lista de material. Entretanto, mesmo que tivesse visto a incerteza nos olhos da mãe e notado a falta de interesse sobre a pergunta que Pyotr fez, ele não conseguia simplesmente aceitar a mudança de assunto que começou a existir entre os pais. Deu passagem para que passassem para o outro lado do quarto, enquanto que a indignação pulsasse por suas veias e inchasse uma em particular na altura de sua têmpora.

                – Isso não é justo! Ele tem um quarto separado e material novo... Eu ganho os usados e tenho que dormir com vocês?!

                Um silencio súbito se ergueu no quarto após o excesso raro da parte do caçula, visto que era mais comum que ele aceitasse aquele tipo de comportamento que há tanto o assombrava. Por algum motivo não conseguiu controlar sua língua e isso seria, provavelmente, retribuído com algum tipo de castigo que não gostaria de receber. Assim como não conseguiu controlar sua língua, não conseguiu controlar suas pernas. Correu para fora do quarto no instante que percebeu que sua estadia ali não era bem vinda, sendo assim, sair era a melhor opção. Mordeu o lábio inferior com força conforme ganha distância do quarto onde os pais estavam, descendo os degraus com rapidez e esquiva, visto que algumas tábuas estavam úmidas e podres.

                Não passou muito tempo depois que suas pernas cansaram da corrida e quando parou para reparar que estava no beco diagonal, não mais no caldeirão furado como deveria estar. Os céus adquiriram um tom mais escuro, quase que sombrio, e ele soube que logo choveria. Choveria, mas nem isso o faria voltar para a companhia dos pais e irmão. Nada faria, na verdade. Respirou fundo quando parou a porta de uma espécie de restaurante, sentando no meio fio da calçada que daria para a rua de calçamento. Deixou que os cotovelos pousassem sobre os joelhos e ali ficassem, sustentando a sua cabeça abaixada sobre os braços.

                Permaneceu assim por alguns longos minutos, permitindo-se saborear o vento fresco e a agitação quase que inexistente das pessoas que andavam de uma loja para a outra. Mesmo ali, na calçada, sentia o calor proveniente das pedras aquecidas pelo mormaço do dia. “Por quê tanto calor?!”, relembrou a pergunta em pensamentos, cogitando, também, que era aquele calor que o havia feito zarpar da parte superior da hotelaria e seguir caminho para aquele lugar, perdendo o cuidado de estar acompanhado por alguém mais adulto. Nem dinheiro havia trazido consigo... Até porque não tinha a condição de tê-lo em bolso. Deixou que o queixo, agora, fosse responsável pela sustentação de seu peso nos braços estendidos nos joelhos.

                Os pingos começaram quando ele notou que ao fim do beco vinha uma pequena sombrinha, algo similar com um animal, e, pela curiosidade que teve, mal notou que a água tocava as maçãs de seu rosto e umedecia sua roupa de lã fina. Era negro, mas também branco e azul; mais assemelhava-se com algo feroz do que algo fofo, como ele achava que era. Algumas pessoas afastavam-se talvez por puro medo, mas Pyotr erguer o rosto para olhar melhor. Um pequeno pedaço de cachorro perdido no meio de tanta gente. E este parecia entretido com algum tipo de bola de pelo.

                Ergueu-se quase que de imediato quando notou que o animal não ligava para a chuva e de como estava abandonado naquele labirinto de lojas, casas e pessoas. Aproximou-se a passos largos, notando o corpo do animal rolando de um lado para o outro, como se brincasse com algo. Aproximou-se mais, ficando ao lado de uma vitrine com vassouras e artigos esportivos, a fim de verificar corretamente o que se passava ali. Deu-se espiando um cãozinho brincando com um gato preto, ambos alegres, e agora protegidos por uma marquise existente acima da vitrine da loja. Sorriu brevemente, sendo interrompido por gritos de uma garotinha que vinha ao encontro dos dois, curiosamente desesperada demais para se preocupar com as pessoas a sua volta.

                Pyotr deu um passo para trás, de forma a dar espaço para a menina quando ela passou por ele e ouviu o miado do gato, parando logo em seguida para ver a cena mais adorável de todos os tempos. Ficou ali, observando, conforme ela se desesperada – talvez julgando que cachorro e gato brigavam e não brincavam. Permaneceu imóvel até que ela voltou-se para ele, irritada por permitir tal carnificina da parte do cão que ela achava ser dele.

                – Mas ele não é meu, não.

                Foi a única coisa que conseguiu dizer antes que pudesse olhá-la com mais atenção. Existia alguma semelhança em seu rosto, algo muito familiar. Tomou alguns segundos de sua mente para vasculhar o lugar de onde havia visto seu rosto. Quem sabe era alguém famosa? Ou talvez parecesse-se com algum familiar. Não... “Ela é minha vizinha?” Pareceu corar quando Pyotr lhe deu uma resposta negativa e quis andar, mas o menino contornou-a e olhou para suas costas.

                – Eu te conheço, não? De Utsjoki! Você mora do lado da minha casa, de frente para aquela estrada. Certo?

                Por um momento achou que estava louco, fazendo algum tipo de vergonha que se arrependeria momentos depois. Só que ela era tão parecida com a menina... A chuva continuava caindo em seu corpo, bem como no dela, e a água escorria por seus cabelos, rosto e braços. Um trovão soou pelas nuvens enegrecidas acima de suas cabeças e pareceu que ela iria embora se dar qualquer resposta. Não a amaldiçoaria se ela o fizesse... Ele faria o mesmo se estivesse no lugar dela. Fora que estava acostumado com rejeições. Eram sempre os desfechos de suas indagações.
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Re: Artigos para Quadribol

MensagemFinlandia [#126984] por Terhi J. Hagebak » 16 Out 2013, 22:27

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Floquinho? Floquinho? Onde se meteu?

A pergunta era retórica, já que não havia escutado os gemidos característicos de sua pequena companheira em resposta. Mas, o que mais preocupava aquela garotinha animada era o fato de estarem em um lugar desconhecido, tanto para si, como para sua querida Floquinho. Sim, aquele era um dia especial para Terhi Hagebak. Era a primeira vez que a jovem estava no tão famoso beco diagonal e, claro, tinha um motivo bastante especial para estar ali: sua entrada em Durmstrang.

Era de se notar a diferença entre a pequena Terhi e seu irmão Martin, já que o garoto estava indo para seu quarto ano na instituição, enquanto que ela ainda iniciaria seu primeiro ano na academia. A empolgação da mais nova era algo simplesmente claro. Além de Martin, estavam consigo seus pais, Isaak e Katerina. O pai era aquele tipo de pai que todos tem: o superprotetor, rígido e ao mesmo tempo amoroso. Terhi por ser a caçula, consequentemente era a mais paparicada, mas que não deixava de receber alguns puxões de orelha de sua mãe, que pegava muito no pé da garota quanto a sua postura e comportamento.

Terhi não gostava daquelas baboseiras, como costumava dizer. Mas, na maioria das vezes tinha que fazer. Sua mãe tinha grande poder de persuasão, ou seja, ela tinha um olhar bem convincente. Claro que nada disso vinha ao caso naquele instante, e, a contragosto de sua querida mãe, a morena havia saído de seu encalço para procurar sua amiga, a pequena e fofa Floquinho. A gata de pelagem espessa e de aparência rechonchuda era a sua melhor amiga e também confidente. Sim, era para Floquinho que Terhi lia todas as páginas de seu diário e quem ouvia seus suspiros a noite.

Mas, não precisava entrar naquele assunto ainda. O fato era que caía uma fina chuva naquele dia e Terhi não ligava. Seu intuito era procurar e achar sua querida Floquinho inteira. Foi por uma enorme sorte que a avistou, e quando conseguiu entender o que acontecia, seus olhos se esbugalharam em desespero.

FLOQUINHO!

Sem pensar duas vezes, correu em disparada na direção em que havia visto sua gata ser atacada ferozmente por um cão maluco. As pessoas naquele instante se tornavam invisíveis e a preocupação da menina era apenas salvar sua querida amiga.

Estou chegando, Floquinho! Aguente firme!

Só que ao chegar mais próximo da calçada onde os dois animais estavam engalfinhados, só conseguiu levar as mãos a boca surpresa e ao mesmo tempo assustada demais para fazer algo. Os pingos de chuva escorriam por sua pele pálida e seu cabelo já estava úmido, mas não estava ligando. Foi então que percebeu um garoto ali parado e seus olhos se estreitaram ao mesmo tempo que falava.

Tire já o seu pulguento de cima da minha Floquinho! Não está vendo que está machucando?

Percebeu então – ainda que tardiamente – que a aquele que estava ali parado tratava-se dele: o seu vizinho. Sentiu imediatamente sua face corar e sua vontade era de sumir em um buraco negro, tamanha era a vergonha que sentia. Afastou-se. Sua intenção era pegar Floquinho e sumir dali da mesma forma que havia chegado.

Acho que você se confundiu, não sei do que está falando, muito menos que tal lugar é esse e... Eu tenho que ir! – A menina rapidamente agarrou a bola de pelos negra e já ia partir para fugir, sem ter ideia de que... Havia pego o animal errado.
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Re: Artigos para Quadribol

MensagemFinlandia [#126993] por Pyotr Haugen » 17 Out 2013, 00:48

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                Naquele momento conseguia sentir o vento soprar com mais frieza que antes, talvez pelo fato de já se encontrar encharcado aquela altura. As gotas escorriam por seu rosto, seu cabelo já estava grudado em sua pele alva e jovial, e o calor, aquele maldito calor, havia por fim abandonado-o por completo. Sentiu e observou a gota que percorria seu nariz esguio cair a sua frente, enquanto notava que já não estava mais debaixo da marquise. Seus olhos iam da gota a menina, vendo que havia se embaraçado novamente quando a confundiu com alguém que via algumas vezes a olhar a estrada através o vidro da janela que ele julgava ser de seu quarto. Não tinha intimidade com ela, muito menos houve troca de palavras nas poucas vezes que a viu na casa ao lado. A única coisa que ele sabia é que ela possuía uma gata, uma gata que insistia em pular sua janela e roubar o que quer que estivesse em cima a pia de sua casa, e que, coincidência ou não, era muito parecida com aquela que brincava com o cãozinho.

                – Desculpe, então. – Limitou-se a dizer enquanto permitia que ela se afastasse com o animal de estimação em mãos.

                Levou as mãos aos bolsos e olhou para baixo conforme ensaiava sua volta para o caldeirão furado, para junto de seus familiares e castigo. As pontas dos pés, vestidos com um sapato de couro, chutavam as poças d'água formadas pelo chão, enquanto seus ouvidos captavam o chiado da tempestade, o rufar de algum trovão ao longe, e, posteriormente, o tamborilar da água em alguma superfície dura e oca. Respirou fundo e ergueu a cabeça, pausando os passos e procurando coragem para enfrentar o que quer que tivesse que enfrentar referente ao castigo. De qualquer forma teria que arcar com as consequências de seus atos, e enquanto estivesse usufruindo do dinheiro de seus pais, tinha que obedecer suas regras.

                Girou os calcanhares de vez, observando o caminho deserto da loja de artigos de esporte até o hotel, e relaxou os músculos quando viu que estava praticamente deserto. Eram poucas as pessoas que se arriscavam a tomar chuva, que se permitiam sentir a gostosa sensação de ter água liquida acertando seu rosto em vez de água congelada como geralmente acontecia em Utsjoki – e como, ironicamente, aconteceria em Durmstrang, segundo Shura dizia. Tomou ar com a boca e rapidamente soltou-a com força, fechando os olhos a procura de algum tipo de fonte de paciência interna. Seria interessante se tivesse alguma.

                Quando deu seu primeiro passo para deixar o local ouviu um miado fazendo-o voltar-se para aquilo que não era o filhote que estava brincando com o gato, e sim o gato. Seus olhos se abriram demais, numa representação de susto. Aquilo estava errado. Rapidamente seu rosto virou-se para a direção onde a menina havia ido com uma protuberância peluda, e, notou, por fim, que aquele era o cachorro, não o gato. Engoliu em seco, apanhou o gato com ambas as mãos, colocando-o no colo para sustentar o peso – que, aliás, era muito extraordinário para um simples gato. Tomou folego e correu.

                – HEY! SEU GATO!

                Seus gritos ecoavam pelo beco diagonal, enquanto que corria na direção oposta aquela que deveria ir. O bichano remexia-se em seu colo, procurando uma forma de desvencilhar-se de seu predador, porém Pyotr o segurava com bastante segurança, procurando ignorar os arranhões que ultrapassavam sua camisa de lã fina. Os passos eram rápidos e a água respingava para todo o lado conforme corria. Cada vez via a menina mais próxima, muito embora o local onde devia se dirigir se afastava mais. Mordeu o lábio, respirou fundo e desacelerou os passos quando alcançou-a.

                – Hey! Oi! – Disse enquanto esticava seus dedos e tocava-os em seus ombros molhados e vestidos com algodão. – Seu. Gato. Você. Esqueceu. Seu. Gato.

                A cada palavra retomava o folego, afinal estava cansado da pouca corrida feita. O sedentarismo o irritava em momentos como aquele, mas, infelizmente, era uma condição que ainda não podia mudar. Esperou que ela se virasse e visse que o gato estava em suas mãos, mesmo que cismasse fugir para, quem sabe, um lugar mais seco e longe das chuvas. Só que se o soltasse, talvez nunca mais o visse por ali.
Editado pela última vez por Pyotr Haugen em 17 Out 2013, 02:29, em um total de 1 vez.
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Re: Artigos para Quadribol

MensagemFinlandia [#127003] por Terhi J. Hagebak » 17 Out 2013, 02:21

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Sua respiração estava entrecortada. Não se lembrava de Floquinho ser tão pesada. Ou será que ela havia engordado demais e não percebera? Seus cabelos estavam colados em sua face e aumentavam ainda mais sua falta de visibilidade. Era fato que Terhi não tinha ideia de para onde estava indo e apenas fugia sem rumo. O motivo daquilo tudo? A imagem do garoto que não saia de sua mente e que, para o azar da menina, havia falado consigo pouco tempo atrás. Acaso? Destino? Ou apenas distração. A verdade era que Terhi não queria tê-lo visto daquela forma, nem ter tido aquele “primeiro” contato em circunstâncias tão inimagináveis.

Infelizmente, não podia voltar atrás no tempo e sua única esperança era que ele nunca descobrisse que ela era realmente sua vizinha, aquela que ele nem ao menos o nome sabia, porque a menina era praticamente invisível a seus olhos. ”E que olhos.” Já se pegava novamente suspirando de amores pelo rapazinho de olhos esverdeados. Terhi sabia que lá no fundo, aquela admiração pelo seu vizinho podia ser algo passageiro, mas queria realmente acreditar que um dia ele iria notar sua presença.

Parou um pouco para respirar sentindo o ar escapar rapidamente de seus pulmões. Foi então que começou a ouvir. Inicialmente parecia um murmúrio vindo de longe, mas a menina percebeu que o som estava aumentando gradativamente... E para piorar chamava pelo seu nome. E, para que a jovem se sobressaltasse - o mesmo que quase gritar de susto e jogar o gato para cima - sentiu um toque leve em seu ombro e a voz que saiu entrecortada em seguida.

Foram movimentos automáticos os que se seguiram. Primeiro, Terhi olhou para a “bola de pelos” que carregava em seus braços, percebendo que não era, nem nunca seria, Floquinho. Depois virou-se assustada dando de cara com o seu vizinho e consequentemente sua gata, que estava com ele. Instantaneamente sentiu sua face ruborizar e pela primeira vez em sua vida, estava a centímetros do garoto com quem sonhava toda noite no aconchego de seu travesseiro.

- Eu... Eu... Eu sinto muito.

Foi o que conseguiu murmurar diante daquele acontecimento tão bizarro e tão típico. Deixou com que o pobre cachorro se libertasse de seus braços enquanto olhava desolada para a sua, não tão pequena assim, gata. Não queria encarar o garoto, então tratou de fingir que observava a paisagem a sua volta. E, para compensar, acabara de vislumbrar um belo final de tarde, com direito a pôr-do-sol e arco-íris. As ruas estavam cada vez mais desertas e Terhi sabia que não poderia ficar ali muito mais tempo.

- Então, obrigada por trazê-la, nunca me perdoaria se algo acontecesse com Floquinho. – Criou coragem para receber a gata dos braços do ruivo e indagar em seguida. – Acho que vou indo agora, obrigada mais uma vez. - Ainda sem encará-lo, virou-se. Era hora de encarar alguém bem pior e bem mais irritante: sua mãe.
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Terhi J. Hagebak
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Re: Artigos para Quadribol

MensagemFinlandia [#127082] por Pyotr Haugen » 17 Out 2013, 21:53

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                Todo o resto era acinzentado e um pouco escuro devido as nuvens carregadas que eram levadas, agora, por uma forte rajada de vente, indo para a direção oeste de onde se encontravam. Tudo era sem graça, salvo o azul que encarava; uma cor vívida, que o lembrava a coloração das lagoas ao norte da Noruega, país vizinho ao seu e onde seus avós maternos viviam. Sorriu levemente, entregando-a o felino que se remexia vez ou outra em seu colo – e também procurava acertá-lo com as garras afiadas. Era muito semelhante aquele que entrava em sua cozinha e que flagrou roubando o peixe do jantar. Imaginava que haviam somente duas possibilidades: ou estava realmente louco e acreditava piamente que aquele gato era o de sua vizinha, ou era uma semelhança tão notável quanto relativamente difícil de acontecer. Optou pela segunda, afinal, ele não estava louco.

                – Tudo bem.

                Outro fator que o remetia a vizinha era o sotaque marcante do inglês que ela pronunciava. Não era de se imaginar que não conseguisse notar visto que ele mesmo usufruía daquela linguagem rústica e bastante relevante. De qualquer forma, inglesa ela não podia ser. Deixou que tomasse o caminho para trás, exatamente de onde ele havia vindo, conforme as gotas de água da chuva iam parando e dando lugar para os raios de Sol e um fino arco-íris no céu. Virou seu rosto levemente para trás, junto com parte de seus ombros, vendo-a seguir a trilha que levaria – segundo suas contas – ao caldeirão furado. Bem, se fosse mesmo sua vizinha, era óbvio que não queria sua companhia.

                Respirou fundo quando decidiu que prosseguiria ali mesmo. Dos cabelos castanhos, passou a encarar o chão cinza e duro, percebendo que tinha ali um cachorro perdido. Era um filhote e ela o havia deixado, e ele, de coração mole como o era, não permitiria que ficasse perdido no meio de tanta gente como agora estava. Olhou-o com cuidado, percebendo que estava sujo, porém não maltratado como geralmente eram os cachorros de rua do vilarejo onde vivia. Tinha mais oito cachorros em sua casa, então acreditava que mais um não faria diferença para a família. Abaixou-se e colocou a mão por cima do dorso do pequeno aventureiro, de forma que o impedisse de seguir mais adiante. Sinto que vão reclamar se o levar pra casa.

                De qualquer forma tinha de fazê-lo. Apanhou o pequeno cachorro no colo e tentou desviar das lambidas proporcionadas pelo filhotinho conforme voltava para o caldeirão furado. Apertou o passo conforme seguia, a fim de aproximar-se da menina e puxar algum assunto. Tinha certeza que era a sua vizinha, então faria com que ela confessasse de alguma forma. Fora que se ela estava no beco diagonal na mesma época que ele, era provável que havia sido escolhida por alguma escola, para fazer parte do grupo de discentes. Talvez seja de Durmstrang também. Espero que sim.

                – Ei... Você é mesmo minha vizinha. Sua gata rouba minha comida há muito tempo, e é a única coisa viva que meus cachorros temem mais que tudo. Não tem como não esquecê-la e não reconhece-la. De qualquer forma, meu nome é Pyotr, mas pode me chamar de Py ou Ty. Como preferir.

                Afagou as orelhas do bichinho, deliciando-se com a sensação conforme esperava alguma resposta da menina. O silencio parecia saudável entre eles, como se fosse algo comum e que há muito já acontecia. Sentia que ela era uma amizade de anos que já tinha, mas que não a viu há algum tempo desde que algum acontecimento os separou. Era engraçada, aquela sensação. Tanto era que teve que sorrir levemente quando viu que ela não responderia.

                – Eu compreendo se não quiser falar, até porque você não me conhece, mas... Eu te conheço. Só acho improvável que esteja no beco justamente no dia que estou. Digo, nunca tivemos oportunidade para conversarmos e aqui estamos! – soltou um riso pela ironia da situação. – Vai para Hogwarts ou Durmstrang?

                Coçou atrás da orelha do bichinho, enquanto via a gata da menina ronronar meigamente. Procurou no fundo de sua mente seu nome, para ver se surtia efeito caso ela não retribuísse a conversa. Sabia que era ela e teria essa certeza. Terhi? Acho que é Terhi..
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Re: Artigos para Quadribol

MensagemReino Unido [#135997] por Noah Hargreeves » 14 Jul 2014, 18:18

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    -Mas o que diabos você veio caçar nessa loja? Não foi você mesma quem disse que não queria um conjunto de manutenção de vassouras por que não ia jogar quadribol? E ainda acrescentou um eca ao final da frase?– Reyes questionou, enquanto seguiam Ambre até a loja de artigos para quadribol. A menininha deu de ombros. –Sim, você tem razão. Eu detesto quadribol. Mas queria ver se encontrava alguma vassoura legal pra comprar e simplesmente fazer inveja nos pobres que não são tão providos de dinheiro quanto eu.– Ela dizia isso com um ar tão extremamente esnobe, que chegava a dar vontade de vomitar. –Isso não é fazer inveja, isso é simplesmente ser ridícula. Gastar dinheiro com coisas que você não precisa, especialmente quando existem tantos bruxinhos passando fome na África.– Henrique comentou, e a menina olhou-o de modo curioso. –Bruxinhos passando fome? Por que eles simplesmente não fazem comida magicamente?– Perguntou, e Dean, nerd como sempre, não pode resistir ao impulso de revirar seus olhos. –E ainda diz que vai ir pra uma casa melhor que a dos “inúteis lufanos”. Comida é uma das cinco exceções da Lei de Gamp sobre magia. Você pode convocá-la se souber onde encontrar, pode aumentar a quantidade se já tiver alguma, ou até mesmo transfigurá-la em outra coisa, mas não pode convocá-la do nada.– Explicou, e foi a vez da menina revirar seus olhos em impaciência. –Tanto faz.– Disse simplesmente, e voltou a olhar as vassouras.


    -Acho que vou levar essa.– Disse por fim, apontando para uma das mais caras. –Mas vou mandar entregar em casa, acho que será melhor do que alguém acabar a roubando ou até mesmo quebrando. Você pode embrulhar pra mim?– Perguntou ao vendedor, que foi com ela tratar de atender ao pedido. –Essa menina deve ter um complexo com roubos, não é possível.– Reyes comentou. –É, mas é mesmo uma bela vassoura. Por mais que eu deteste quadribol.– Henrique acrescentou, e Dean precisou concordar com ambos. Felizmente a vassoura não acabou virando um pacote extra na bagagem, já que o vendedor se prontificou a mandar entregá-la. Por algum motivo desconhecido, os três acabaram fazendo uma vaquinha e comprando um pomo de ouro para eles, antes de retirarem-se da loja.


    -Então, pra onde vamos agora?– Dean questionou a menina. –Pra a loja de livros, comprar alguns.– Disse ela, tomando a frente. Pela primeira vez em todo aquele dia, o loiro acabou se animando. Livros eram sempre uma coisa boa de se ver, independentemente de quão ruim fosse a companhia na qual estivesse. Com o animo renovado com aquela perspectiva, pôs-se então a seguir alegremente a menina junto de seus dois outros companheiros.
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Noah Hargreeves
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Re: Artigos para Quadribol

MensagemHolanda [#136045] por Lizzie von Wangüuk » 14 Jul 2014, 20:56

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Quando dizem que eu não sou uma garota normal, eu realmente não acreditava, mas agora preciso discordar. Estou indo para meu terceiro ano em Hogwarts e até hoje tenho no máximo três amigas meninas, sendo que o restante são homens. Sério, isso não é comum! Eu precisava de amigas meninas, para conversar sobre roupas, moda, meninos e também poemas. Essa seria uma coisa legal de se fazer com as amigas, mas como sempre as coisas acontecem ao contrário para minha pessoa. Veja agora, estava indo para o Beco Diagonal com Mikahil, alguns anos mais velho que eu, mas que pelo menos era da mesma casa que a ruivinha aqui. Gostava do capitão, ele era bem simpático e educado, nunca me dizia sobre as besteiras que fazia nas atividades ou em qualquer outra coisa. Ele era um amigo realmente legal, e provavelmente sentiria falta dele quando partisse para Durmstrang. Mas o que poderia fazer? As coisas nem sempre aconteciam como eu gostaria.

- Bom, não sei se você ainda estará aqui, mas no meu aniversário provavelmente farei uma festinha, apenas para alguns amigos... E bem... Gostaria que você fosse, se possível! Também chamei o Saw, Dean e Alphonse, então você terá os meninos como companhia e se quiser, pode levar alguém! - Minhas palavras saíram um pouco mais baixas do que eu gostaria, mas para ser sincera, já estava acostumada. Quando ficava perto de alguns dos meninos, meu tom de voz quase sumia, tudo por causa da timidez. E nem precisava imaginar como minhas bochechas estariam, pois sem dúvidas estavam vermelhas. Mas havia uma grande diferença entre o gostar com os meus amigos e o gostar do Auriel. O corvino era meu namorado e não trocaria o inglês por mais ninguém nesse mundo! Só por ele que meu coração batia de forma desesperada.

- Seria legal comprar uma vassoura nova, acho que a minha já está ruinzinha! E ganhei dinheiro dos meus pais... Você poderia me ajudar, o que acha? - Perguntei para meu acompanhante enquanto parávamos em frente a uma loja de esportes. Quadribol não era o meu esporte favorito, porém depois dos jogos que participei e do animo que os lufanos me deram, provavelmente continuaria no Elite Dourada por alguns anos. Quando ele concordou tive que me controlar para não pular nos braços dele por conta da felicidade, então rapidamente entrei na loja. Melhor continuar normal pelo menos por alguns dias. - Sabe, não tenho certeza de qual vas... - Minha frase fora cortada quando dei um encontrão em alguém dentro da loja. Por sorte não caí no chão e rapidamente olhei para a pessoa. - Me perdoa, não estava olhando para onde ia! Ué, eu te conheço, você não é a prima do Thomas? Melissa, não... Melanie? Isso, Melanie! O que você está fazendo por aqui? - Perguntei para a loira que me era conhecida graças ao tribruxo. A garota não era muito normal, mas havia ficado surpresa ao encontrá-la. Esse mundo é realmente pequeno.
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Re: Artigos para Quadribol

MensagemFranca [#136049] por Dahlia Pettersson » 14 Jul 2014, 21:20

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“Espera, é uma loja para Quadribol? É melhor eu entrar lá, talvez tenha algo de interessante”, pensei, enquanto um sorriso se instalava em meu rosto, a medida que meus passos direcionavam-se à porta. Aquele era só mais um passeio pelo Beco Diagonal, completamente só, mas que eu estava adorando. Já tinha algumas coisas em minha bolsa, contudo o pensamento em comprar algo que valesse realmente a pena, estando eu indo para o segundo ano, fazia com que ficasse mais animada que o normal. O único “problema”, se é que pudesse chamar assim, foi que uma dupla me chamou a atenção. Alguma coisa fez meu estômago se contrair, uma sensação estranha, e me escondi o mais rápido possível, ainda dentro da loja. Era a conversa dessas pessoas que eu escutava. Podia não ouvir, mas seus pensamentos e sentimentos me davam uma ótima ideia do rumo do assunto.

Quando a sensação passou, eles estavam conversando sobre uma tal festa. Logo seria a minha festa de aniversário, junto com Melanie, e seria divertido poder me sentir normal pela primeira vez na vida, se é que a festa teria alguma cota de “normalidade”, sendo minha gêmea quem organizara a maior parte dela. Mas isso não era algo a se pensar agora. Pretendia ir falar com eles e talvez até fazer algumas amizades, duvidando muito que pudessem estar indo para Beauxbattons. Aparentavam já terem atingido onze anos, talvez se aproximassem de minha idade. A menina, entretanto, agia como uma criança tímida ao lado de quem o acompanhava, e juro que acharia ela fofa se estivesse com paciência para achar os outros fofos. Mas não estava.

A dupla estava fora da loja, mas perto o bastante para que minha telepatia e meu Sensitismo estivessem fortes, e forcei pará-los quando entraram na loja. Não queria armar uma conversa podendo adivinhar tudo que pensavam, isso só tornava a coisa toda mais chata. Pena que, sem a telepatia, não percebi que a menina era um pouco estabanada e mal percebeu quando uma sombra, no caso eu, se postou em sua frente. Acabei me encontrando com ela, literalmente num empurrão, e tive sorte de não cair. O menino que a acompanhava parecia meio confuso naquela cena toda, e percebi um brilho nos olhos dela, como se me reconhece de algum lugar. Há, há. Tinha certeza que sabia “de que lugar” ela me conhecia. Ou melhor, quem ela achava que eu era.

Eu poderia dizer que não estava muito a fim de me divertir, mas isso seria mentira. Por isso, copiei a voz de Melanie e respondi.
‒ Prima do Thom? Aquele chato? Claro que sou. Você é a primeira pessoa a não se lembrar de mim depois de me conhecer. E estou aqui para comprar itens de Quadribol, ué! ‒ Falei, e desisti do disfarce. Só a expressão de surpresa e inquietação no rosto dela, assim como a expressão confusa no rosto do garoto já me eram suficiente. Acabei gargalhando, mais baixo, pondo a mão frente a boca e, quando tomei fôlego, me desculpei. ‒ Desculpa, desculpa. Acho que começamos mal. Eu não sou a Melanie, sou a irmã gêmea dela. Provavelmente vocês nunca ouviram falar de mim. Me chamo Isabelly, prazer! Quais seus nomes?
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Re: Artigos para Quadribol

MensagemRussia [#136061] por Mikhail Molotov » 14 Jul 2014, 21:52

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Aquele dia especifico até que o Beco Diagonal estava razoável, sem muita gente e tudo mais, ou seja, até que estava gostava do passeio, quem contar que a companhia de Wendy era um tanto agradável. Apesar de mais nova, a garota não agia com infantilidade, sem contar que era bom conversar com ela, uma vez que era bastante compreensiva. Estava um pouco distraído com as vitrines das lojas, quando a garota me convidou para sua festa aniversário, convite esse que me deixou um tanto surpreso, afinal, aquilo significava que eu era alguém ao menos minimamente importante na vida da ruiva. – Mesmo se eu não estiver mais aqui, farei questão de comparecer. E se não se importar, gostaria de levar Ashley. – Levando em conta que minha namorada costumava ser lufana, elas deveriam se conhecer, pelo menos de vista. De qualquer forma, aquela seria a oportunidade perfeita para passar mais tempo com os amigos que fiz em Hogwarts antes de passar um bom tempo sem vê-los.

Enquanto passávamos pela loja de artigos para quadribol, Darling parou, comentando que uma vassoura seria um bom presente e que eu podia auxilia-la na escolha. – Claro, não sou nenhum especialista, mas possuo ao menos um conhecimento básico de vassouras. – Não era porque era capitão e nerd que sabia informar tudo sobre aquele assunto, porém, como disse, conseguiria me virar. Um tanto animada, Wendy entrou rapidamente na loja e para não ficar para ficar para trás. Provavelmente a garota além de apressada também estava bastante distraída, já que esbarrou contra outra menina, antes mesmo que eu pudesse alerta-la sobre o encontro. – Opa, calma ai. – Segurando nos braços da lufana, me esforcei ao máximo para não deixar ela cair. Após a confusão inicial, Wendy percebeu que conhecia a menina em que tinha esbarrado, mais uma das coincidências do destino.

Como um mero espectador, fiquei apenas observando enquanto as duas conversavam, a ruiva perguntando o que “Melanie” estava fazendo ali e “Melanie” afirmando que Wendy era a primeira pessoa a não se lembrar dela. Confesso que nessa hora eu fiquei um pouco confuso, afinal, no final das contas a lufana não tinha lembrado? De qualquer forma, achei melhor não me meter, apenas cruzei os braços e continuei acompanhando tudo com as sobrancelhas arqueadas. E então a loira começou a rir, me fazendo estranhar ainda mais a situação. Ok, aquela não era Melanie, era a irmã gêmea da garota. Eu bem sabia como era confundir gêmeos, então, entendia bem o que tinha se passado na cabeça de Wendy. – Desculpe, mas realmente nunca ouvi. Até porque a tal Melanie também não me é familiar. – Tentei soar o menos indelicado possível, afinal, apenas estava sendo sincero. – Mikhail, prazer. – Como forma de cumprimento, ainda estendi a mão na direção da loira.
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