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Cabeça de Javali

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Re: Cabeça de Javali

MensagemIrlanda [#188590] por Rachel D'Alterre Florenzza » 05 Jan 2019, 11:40

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ENCONTRO ÀS CEGAS DO TINDER ZONKO'S
CASAL 4: RACHEL FLORENZZA E DAEMON JONES
CABEÇA DE JAVALI
POST II


Quantos anos ele tinha? Ela se perguntava. Não devia ser tão jovem, ou não estaria ali, naquele tipo de estabelecimento. Se bem que, era um apontamento bem falho quando a própria Rachel bebia desde os onze anos. Uma baronesa irlandesa precisava manter uma boa fama entre os seus e não havia qualquer um do país cor de esmeralda que não fosse imbatível com um copo de chopp nas mãos. É certo que o loiro tinha quase nada de barba, como se tivesse recém-feito, mas seu corpo era um caos de músculos bem definidos e pele bronzeada. Ela mesmo ficava pálida em seus tempos de Hogwarts, não que fizesse muito tempo, mas, o castelo sugava a alegria da cútis de qualquer pessoa.

Aceitando que ele não era um aluno e nem uma criança, sorriu mais abertamente quando se aproximou de sua mesa com o copo em mãos. Homens nunca traziam a própria bebida até outra garota quando não tinham interesse de passar mais do que cinco minutos com ela.
– Rachel... Rachel Florenzza. – Apertar aquela mão fez a dela própria sumir entre os dedos do loiro. De perto, os olhos dele eram ainda mais bonitos, um misto de azul e cinza que chamavam a atenção para o etéreo, às coisas misteriosas que a ruiva desconhecia. – É um prazer desfrutar de sua presença, senhor Jones. – Tinha um quê de sarcasmo, mas sem deboche naquela frase. Era mais uma provocação boba enquanto soltava a mão da dele e a levava diretamente até os cabelos bagunçados do rapaz. Sempre fora atrevida, isso não mudaria.

- A noite foi boa? – Perguntou, indicando com um aceno de cabeça a forma como os fios dourados desconexos caíam para todos os lados na cabeça dele. – Ou não estaria aqui bebendo tão cedo. – Retomando o espaço pessoal de ambos, Rachel bebeu mais do chopp gelado, limpando com a língua a espuma que sempre ficava nos lábios superiores enquanto o encarava curiosa. – A minha certamente não foi, o que é uma pena. – Virando o copo de uma vez na garganta, a mulher se ergueu da cadeira, procurando a garçonete gentil que a atendeu antes. Os shorts haviam subido consideravelmente por conta da posição anterior e ela não se importava. Aliás, adorava ser observada. Sua beleza efêmera tinha causado problemas desde o primeiro ano em Hogwarts: brigas entre rapazes, beijos roubados, fugas noturnas, inúmeras camas de dormitórios que não eram dela, escapadas para o banheiro da sonserina, ah, tinha era histórias para contar.

Assim que teve a atenção da mulher, pediu mais uma rodada de chopp aos dois. Não o deixaria escapar agora que tinha sua atenção. Sentando-se novamente, mergulhou suas orbes de safira nas dele, sorrindo pelo canto dos lábios.
– O que te trouxe aqui? Certamente não foi a comida magnífica. - Quanto mais atentava aos detalhes daquela face apolonesca, mais algo parecia errado. Ou escondia um segredo hediondo, ou simplesmente tinha qualquer traço suspeito naquele rapaz. Suas mãos de alabastro cruzaram os dedos uns nos outros enquanto apoiava as mesmas abaixo do queixo, para não perder nem um segundo daquele espetáculo de cores que era o rosto do tal Daemon.


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Re: Cabeça de Javali

MensagemInglaterra [#188717] por Thomas Wade Watson » 11 Jan 2019, 21:53

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ENCONTRO ÀS CEGAS DO TINDER ZONKO'S
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POST II
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Era uma daquelas situações inusitadas que geralmente não aconteciam na vida real. Uma daquelas em que a sorte aparecia como que apaixonada pela gente e as coisas começassem a caminha tão bem e tão naturalmente que, por um ou dois momentos, Daemon se perguntou se não estava ficando bêbado e imaginando coisas ou se ele estava sonhando. Mas o fato era que havia uma deslumbrante ruiva à sua frente e ela o havia convidado para se sentar com ela enquanto bebiam (pelo menos ele, ilicitamente) naquela taverna.

Era algo bem surreal pois Daemon não estava acostumado a se relacionar com moças mais velhas que ele. Muito menos em bares e numa situação tão … adulta. Não era um problema pro rapaz encontrar um ou outro flerte de vez em quando mas, geralmente, eram meninas da sua idade e em lugares onde era comum estarem juntos. Por isso, estava decidido a continuar fingindo ser mais velho do que era realmente, não queria ser pego duas vezes nessa traquinagem deliciosa onde se permitia vivenciar algumas experiências que normalmente pertenciam aos adultos.

Observou com interesse a moça se apresentar. Ainda que perdido nos movimentos dos lábios da moça que pronunciava as palavras num sotaque levemente diferente do nativo inglês, se policiou para não apertar demais a pequena mão que lhe era estendida em cumprimento. Era pequena e suave, como as feições da mulher diante de si e ele temia que a machucasse com seu tamanho e força normalmente desenfreados.
- O prazer é todo meu, senhorita Florenzza. -respondeu num sotaque carregado que nem de leve o deixava pronunciar o nome com a mesma graciosidade que ela.

Se esquivou um pouco sacudindo a cabeça para realinhar o caos de seus fios desfeitos por ela, mas logo percebeu que era uma provocação da moça que acabara de lhe proporcionar algum contato físico.

Em seguida, ela sorveu sua bebida de maneira tão sensual que inevitavelmente o deixou alerta para quaisquer outros sinais que ela pudesse lhe enviar dali em diante. Ele podia jurar que ela estava flertando com ele e o jovem gostava daquele jogo que ela fazia. Ainda mais quando ela se ergueu para pedir mais bebida à garçonete deixando a mostra mais do que normalmente seria possível se ela se importasse que ele não olhasse.

Daemon sentiu o rosto queimar e ele já não sabia dizer se era por causa da bebida ou da moça diante de si que esbanjava sensualidade e o fazia querer viver aquela experiência ainda mais, nem que fosse por apenas mais alguns minutos de conversa. Afinal, não era todo dia que era cantado por uma mulher como ela.

Apesar disso, ele quase vacilou, quando ela voltou a fixar os olhos sedutores nos dele o questionando sobre o que o havia levado até aquele lugar. Ela exalava sensualidade extrema e o menino tinha medo de não lhe responder à altura, Porém, ele nunca foi dado a se entregar à timidez. Era um homem nórdico, oras bolas. Um verdadeiro urso polar! Mesmo que estivesse intimidado, não daria chance de ser humilhado pela inexperiência.
- Minha noite foi solitária e tediosa. - Ele ergueu o caneco de chopp e tomou mais um gole generoso da bebida pois achava que isso era o que um homem experiente faria: agir com naturalidade. Depois o colocou sobre a mesa e se curvou mantendo o olhar dela.
- Então decidi me permitir um momento de prazer vindo tomar esse chopp para ver se a vida se tornava um pouco menos cinzenta nessas terras tão chuvosas…e eu estava certo. Agora, estou curioso pra saber os motivos de uma mulher tão interessante estar aqui também, a essa hora. - E se inclinou um pouco pra frente, ajeitando a cadeira onde estava sentado para mais próximo, como se quisesse indicar que ela tinha a sua total atenção.

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Re: Cabeça de Javali

MensagemIrlanda [#188811] por Rachel D'Alterre Florenzza » 16 Jan 2019, 16:43

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POST III


- E existe hora para ser feliz? - Brincou, erguendo o copo num brinde fictício. O sorriso dele era contagiante e precioso, feito o brilho de uma joia rara, feito a luz da aurora boreal que tira o fôlego, algo juvenil e quase inalcansável para a ruiva. Isso atiçava sua curiosidade, inebriava os sentidos e a fazia ficar ainda mais curiosa com tudo. Um cheiro forte de chopp misturado a algum perfume amadeirado emanava do corpo do tal Daemon, mais ainda quando se inclinou para frente, até ela. Próximo demais, perigoso o bastante para causar danos irreparáveis, pensou.

Rachel virou o que restava de sua bebida numa única golada e aproveitou a deixa de uma canção trouxa e contagiante que soou pela máquina musical, dando vida ao recinto, para, então, erguer o corpo e se dirigir a algumas pessoas que se juntavam num espaço sem mesas, balançando os quadris em ritmo country. Era animado, contagiante, todos agiam como se estivessem num set de filmagem dos musicais dos anos setenta. Seus olhos verdes focaram nos azuis dele, por cima do ombro, convidando-o a se aproximar. Não sabia bem o porque, afinal, desde Vincent, a menina não teve qualquer relação física com outra pessoa, principalmente quando com o grifo, as coisas eram tão puras e inocentes. Ainda assim, a expectativa em torno da aproximação do loiro a tirava do chão.

Era animal.


- E então, loiro, o quanto você está disposto a se divertir hoje? - Suas mãos o chamaram divertidamente, sacudindo no ar. Havia um sorriso maroto dançando nos lábios de rosa, o mesmo que estivera ali em momentos nos quais a maldição não a assombrava, o sangue de ninfa não era assim tão forte e a dor não a corrompia total e desesperadamente. Já foi uma menina leve, lembrava. Uma que corria pelos vales de Cashel tal qual cavalo selvagem que galopa junto ao vento, deixando-se levar pela corrente. As criaturas mágicas a amavam, mesmo as fadas a tinham como amiga querida, independente da distância que a própria Rachel mantinha delas hoje. As pequeninas ainda povoavam seus sonhos e pesadelos mais densos.

Podia se sentir um pouco como uma naquela breve linha que separava o real do etéreo. Enquanto os braços balançavam no alto ao som da batida e sua cintura traçava curvas perfeitas em contraste às demais. Como se uma onda tomasse conta de todos, a ruiva esperou que Daemon se aproximasse, puxando-o para perto assim que ele e toda a sua altura colossal invadiram o campo de visão dela. Assim, tão próximos, o cheiro amadeirado era ainda mais forte e tentador, mas, a jovem Florenzza ainda era uma mulher que gostava de aventuras e desafios, não importasse o quão perigosos fossem, certo? Pois bem... Nada mudou e nada mudaria enquanto ela ainda fosse a baronesa de Cashel e soubese exatamente o que queria. Rachel, de fato, gostava de ser um rio tão doce feito mel, mas de mazelas fez seu dote, totalmente preso dentro daqueles lábios de fél, a perfeita goiabada no pote.



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Re: Cabeça de Javali

MensagemInglaterra [#188856] por Thomas Wade Watson » 19 Jan 2019, 10:31

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Daemon não conseguia deixar de sorrir, hipnotizado pela bela garota ruiva que parecia curtir a vida com tanta propriedade. Normalmente, as pessoas que faziam parte de seu círculo de convivência eram pessoas totalmente tomadas por seus deveres e afazeres de uma forma sufocante e totalmente desestimulante. Começando pelo irmão Edmond, sempre cobrando dele ser um gentleman… para um [email protected]#$!%, Daemon não gostava de fingimentos. Era o que era e não tinha que ficar fingindo ser outra coisa.
Já pai lhe impunha ainda mais coisas: sempre lhe cobrava a postura de um Jones, os deveres de um Jones… Dameon estava farto daquilo. Entendia que nascer numa família importante lhe trazia muitos deveres, mas ele definitivamente estava disposto a quebrar amarras e não cumprir com nada das tradições bestas que lhe impunham…

Casar com uma prima… puff…


Este pensamento era um dos que mais lhe incomodava pois todas as suas primas eram patricinhas afetadas e chatas como madames cheias de poodles ao redor. Ao menos era assim que ele as via… Ao menos uma não era tanto assim como as outras, Mell, mas essa era novinha demais pra casar e ele duvidava que algum dia eles desenvolvessem algo mais do que a bela amizade e a paixão pelos animais mágicos.

Já a garota à sua frente, Rachel… Ah, ela era um tipo diferente de mulher. Uma daquelas que parece respirar e buscar sua liberdade de um jeito tão completo e apaixonante que o menino se encantou completamente no breve instante em que tiveram contato. Ela tinha razão: Existia mesmo hora para ser feliz?

Uma música desconhecida para o jovem Daemon começou a tocar alto no estabelecimento contagiando todos ao redor (Ou era a moça ruiva quem contagiava a todos com sua energia de puro calor?)

O rapaz a observou beber um pouco mais de sua caneca e se levantar da mesa balançando o corpo no ritmo que passava e que fazia Daemon se sentir parte daquela fantasia. A música era como a moça, contagiante e lhe fazia ter vontade de se unir a ela. Ela também parecia querer o mesmo pois o olhou por cima dos ombros, os olhos verdes faiscando numa energia que deixava Daemon totalmente voltado para ela em todos os sentidos.

“Você não sabe dançar, Daemon”

A voz de Edmond soou em seus ouvidos, lembrando ao garoto de sua própria escolha de não aprender a dançar quando o pai insistiu para que o fizesse. Sempre que tinha esses arroubos de consciência, era a voz do irmão que Daemon ouvia na sua cabeça, como se a parte racional e chata de seu ser fosse personificada por ele, sempre tão chato e formal.

Então, veio o convite verbalizado pelos lábios suaves e avermelhados daquela mulher que mais parecia uma flor de puro fogo. Era mais que um convite para uma dança? Ao que parecia, poderia ser, mas iria depender dele, do quanto iria se permitir se encantar por ela. As mãozinhas o chamando divertidamente para se juntar a ela, junto ao sorriso sapeca que ela dava eram irresistíveis à curiosidade e empolgação crescente no garoto.

- F&%$#-se Edmond!!!


Ele apagou a imagem do irmão de sua consciência que era cada vez mais envolvida pela mulher que o chamava para a doce armadilha de suas curvas. Ele realmente não sabia dançar, mas podia bem sentir o ritmo da musica e balançar seu corpo grande e musculoso em harmonia com aquilo, não era tão difícil. Poderia não ser o melhor dançarino, mas era o suficiente para se divertir com ela naquele momento.

A viu diminuir diante de si por causa de sua estatura enorme, enquanto se aproximava. Ela era tão pequenina e delicada e, ao mesmo tempo, com uma presença tão avassaladora que ele praticamente se deixou guiar pela vontade dela. Então, a envolveu pela cintura quando ela o puxou pra mais perto de si. Sentia a tensão crescendo dentro de si num misto de desejo e encanto e ofegou levemente enquanto se perdia nos olhos esmeraldas.

Sentia-se desafiado pela vontade daquela mulher que mal acabara de conhecer. Mas ele adorava desafios, não era mesmo? E ele não se importava se iria se “Quebrar inteiro” como daquela vez em que tentou cavalgar um Hipogrifo. Não fosse o pai, estaria morto. Mas ele não se amedrontara naquela época e também não se amedrontaria agora. Desejava tanto voar que apenas se lançou dentro do enleio que ela lhe proporcionava.

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Re: Cabeça de Javali

MensagemIrlanda [#188909] por Rachel D'Alterre Florenzza » 24 Jan 2019, 15:06

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POST IV


Sabe qual é o problema da humanidade? Todo mundo pensa demais, age demais, briga demais, quer demais e não faz nada certo para próximo. Por isso Rachel gostava das festas, nelas não parecia impróprio ou egoísta pensar apenas nos próprios prazeres e aproveitar a corrente elétrica que a guiava em impulsos cósmicos pela pista de dança. O corpo de Daemon se encaixava ao seu não como se fosse perfeito para ela, mas de um jeito divertido que a fazia pensar que devia ser. Aquelas lindas orbes pálidas lhe encaravam e devoravam de tal forma que o corpo dela esquentou, fazendo com que os bracinhas alvos, sardentos e macios envolvessem o pescoço do loiro, puxando-o para mais perto. - Ainda nem é hora do almoço e nós já temos uma boa história para contar.

Nesse momento, o corpo ferveu, principalmente quando o hálito dele brincou com a pele do rosto de porcelana e fez cócegas no nariz arrebitado daquela ruiva tão sapeca. Sentia falta dessa excitação jovial que lhe fora roubada nos últimos dois anos em que esteve reclusa na floresta. Viver enclausurada não era uma estimativa verossímil à personalidade de Rachel Florenzza. Ela queria mais do que noites escuras sob as estrelas que lhe caíam à testa alva sem pudor, mais do que os demônios que lhe sussurravam nomes horríveis e coisas hediondas que causariam pânico ao maior dos ocultistas... Ansiava por liberdade, a mesma que Daemon lhe oferecia naquele instante.

Foi por isso que ergueu os calcanhares e o puxou para si, enlaçando os lábios do rapaz num beijo doce de chope assim que a distância se anulou. Ele tinha gosto de aventura, neve e um horizonte azul que se crispava ao tremer dos lábios inseguros da irlandesa, temerosa pela reação do homem. Estava permitido beijá-lo? Será que ele sairia correndo e nunca mais pisaria no Cabeça de Javali? Teria o traumatizado para todo sempre? Não sabia. E não sabendo, Rachel desfrutou daqueles segundos arrastados entre as notas das músicas para sorver a seiva de sua carne, a saliva doce que se misturava à dela quando as línguas se encontravam. Vermelho sangue, era a única cor existente sob as pálpebras que mantinha firmemente cerradas. Também ruborescidas estavam as bochechas quando a mulher se permitiu encarar o estranho, pousando as orbes de safira sobre as dele, confusa e admirada.

As mãozinhas delicadas desceram ao longo daquele pescoço largo e dedilharam a pele até o peito de alabastro de Daemon, por cima da camisa. Um carinho longo e lente, profundo como a intensidade com a qual ela o olhava.
- Quer sair daqui? - Perguntou sem realmente saber o que estaria propondo com aquela sentença. Havia uma chave de portal em seu pescoço, algo que sempre carregava para quando estava em situações extremas e necessitava de uma saída rápida até um local seguro. Seu apartamento, sagrado e imaculado. - Talvez eu queira repetir isso sem tanta gente perto. - Buscou a mão dele com a sua que estava livre e entrelaçou os dedos de ambos como se fossem um único mecanismo. Era de sua intenção desbravá-lo até o fim se a maldição não resolvesse manifestar as garrinhas poderosas e detonar cada milímetro da carne dele, devorar o coração e os fios loiros como se fossem poeira do universo. Ah, e ela o faria, querendo ou não. Uma vez que a escuridão lhe tomava conta, não tinha como resistir. Iríamos rogar apenas que isso não acontecesse aos dois.



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Re: Cabeça de Javali

MensagemInglaterra [#189018] por Thomas Wade Watson » 29 Jan 2019, 11:23

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Aquilo estava realmente acontecendo?

Nem mesmo em seus ousados sonhos de adolescente as coisas aconteciam de forma tão harmônica e mágica! Daemon tinha diante de si uma mulher completamente apaixonante e totalmente voltada a ele, como se o desejasse ao seu lado e ele jamais supos que isso seria algo a ser possível no mundo real.

De início, pensou que ela poderia estar bêbada e isso era um problema. Ele não poderia seguir adiante se ela estivesse sem controle de suas faculdades mentais, não era essa o tipo de atitude que um homem da família Jones deveria ter ou, pelo menos, não era algo que Daemon achasse como honrado e, para ele, a honra falava alto sempre. Por isso, ficou maior parte do tempo daquela conversa observando a moça.

Desta forma, notou que ela poderia até estar um pouco mais animada por causa do álcool, mas estava longe de estar bêbada ou incapaz de controlar suas ações. Por isso, o menino deixou-se levar por ela. Ainda que quisesse, não poderia resistir às vontades tão explícitas daquela mulher. Ele era só um garoto e estava visivelmente encantado com toda a situação que ela conduzia. Para ele, era impossível não desejá-la.

Sentiu o perfume dela invadir suas narinas e, logo, a sua razão quando ela o envolveu com os bracinhos delicados e o puxou para mais perto de si. Em resposta, se inclinou um pouco para ela roçando de leve o rosto da moça com a ponta do nariz, sorvendo mais daquele delicioso perfume proibido que ela lhe oferecia e envolveu sua pequena cintura com as mãos fortes e maciças trazendo a menina para mais próximo de si. Ela tinha razão, aquela era uma história da qual ele jamais se esqueceria. Nem mesmo em mil anos, mesmo que ela acabasse naquele momento!

Mas não era hora de pensar no fim. Eles estavam juntos, fosse um devaneio de adolescente ou não. Daemon sentia o calor do corpo da moça sardenta que o provocava a todo instante. Ele, por sua vez, queria envolvê-la por completo! Queria tomá-la para si num momento que seria eterno. Sentir cada pedaço da pele macia em contato com a dele. Desfrutar dos lábios avermelhados que pareciam pedir por um ninho onde sorver o néctar dos deuses.

O rapaz sentiu seu corpo responder fortemente ao contato daquele encontro e cerrou os olhos, quando ela se ergueu nas pontas dos pés o puxando para si e selando os lábios de ambos. Custava a acreditar que aquilo estava acontecendo mas, para o inferno, ele não se importava se era sonho ou se era real, ele a queria e isso era suficiente para ele. A tomou com a fúria e a intensidade de seus desejos num beijo que o fez se esquecer tudo ao redor deixando a língua desbravadora ir pelos caminhos que ela lhe permitia ir, mas sempre demonstrando querer ainda mais daquele contato único e inigualável.

Estava vermelho como um pimentão quando ela se descolou daquele beijo tão lascivo quanto ele mesmo nem notara. Não ousou dizer nada, pois provavelmente diria alguma besteira e estragaria o momento. Ele não precisava de muita coisa naquele momento. Ela também estava corada e isso era, para Daemon, um indicativo de que ela queria tanto quanto ele o que seus corpos gritavam naquele momento.

Ela acariciou seu peito de uma forma que o fez se arrepiar antevendo a pergunta que veio logo a seguir e a constatação de que ela realmente queria tanto quanto ele.

Era uma loucura, um menor sair com uma mulher desconhecida para um lugar que ele não imaginava onde fosse? Era…. Mas ele era dado a loucuras e isso não era nenhuma novidade. Talvez o pai se zangasse se soubesse. Talvez Edmond o esfolasse vivo quando descobrisse o quão imprudente ele era por causa de um “rabo de saia”. Talvez ele mesmo se arrependesse… ou se enrascasse numa armadilha… talvez ele morresse por isso…

A questão é que, naquele momento, Daemon não ligava. Morreria feliz, desde que pudesse viver aquele momento com ela um pouco mais. Sentia emanar da moça uma energia muito parecida com a que ele mesmo tinha dentro de si. Algo irracional, intenso e arrebatador. Talvez fossem almas iguais… Quantas oportunidades teria de encontrar alguém assim ao longo da vida?

Daemon balançou a cabeça afirmativamente entrelaçando os dedos enormes com os dedinhos delicados da moça enquanto balbuciava em seu ouvido:

- Onde você quiser…


E cerrou os olhos, mais uma vez perdido no perfume que emanava do corpo daquela tal senhorita misteriosa que o ganhara apenas com o modo de ser...

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Re: Cabeça de Javali

MensagemEstados Unidos [#189274] por Damien Morris » 10 Fev 2019, 14:20

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Running away - Post I


Dias de paz e tranquilidade. O vento soprava nas árvores, fazendo suas folhas dançarem sua melodia própria. Os pássaros cantavam ritmados, em conjunto com aquela sinfonia. As pessoas sorriam umas para as outras como que apreciando aquela orquestra natural que parecia ensaiada de tão bela. E Damien se sentia totalmente errado no meio daquilo tudo. Tinha dias que era difícil se erguer da cama. Dias como aquele em que ele estava vivendo. Olhava para o chão enquanto caminhava como que dificultoso em se lembrar a maneira correta de caminhar. Um passo. Depois outro. Um passo depois outro. Erguer o olhar e dar de cara com aquelas muitas pessoas vivendo suas vidas o destruía mais do que ele poderia aguentar. Ele queria sumir. Por vezes pensou em subir em alguma ponte e se jogar de lá de cima. Um serviço a sociedade! Um extermínio de pragas! Ele não podia ser útil para o meio social. Não sabia o que poderia fazer para isso. Não sabia o que queria fazer para isso. Mas ele não podia simplesmente sumir, podia? Seria ingratidão com a família que o acolhera após a morte precoce de sua mãe. Seria covardia com seus irmãos que dependiam dele como figura paterna. Seria covardia até mesmo com seu pai que continuava vivo, mas em estado quase vegetativo em cima de uma cama dependendo exclusivamente dos outros. Ganhara aquela viagem pelo mundo dos benfeitores que sustentavam sua casa como algo para que pudesse se encontrar e desenvolver um propósito após sua primeira tentativa de suicídio. Mas... Por mais lugares que passava, ele só conseguia sentir ainda mais o peso sobre seus ombros. A bigorna gigante que apoiava nas costas e jogava ao chão como se ele fosse um ímã. Era sufocante viver.

Ergueu o olhar apenas para ler os dizeres da placa do estabelecimento onde ele havia parado aleatoriamente. Cabeça de Javali. Era uma espécie de pub, certo? Talvez beber um pouco não fosse má ideia. A tonteira da bebida sempre deixava seus pensamentos mais leves e seus olhos mais molhados. Chorar era difícil sóbrio. E só Deus sabe o quanto ele precisava chorar agora. Enfiou as mãos no bolso do sobretudo preto que usava sentindo o dinheiro que carregava ali, contando-o mentalmente. Sim, daria para algumas boas doses. Ele entrou e se sentou no primeiro banco vazio que encontrou. Era desconfortável um lugar fechado com tanta gente frequentando, mas nenhuma dessas pessoas estava falando com ele ou dirigindo sua atenção a ele, por mais que sua cabeça insistisse em lhe dizer o contrário. Ele não era ninguém. Não era importante ao ponto de atrair olhares. Ele tinha de repetir isso a si mesmo até que acreditasse. Quando o atendente se aproximou do lugar onde ele havia se sentado, pediu uma garrafa de whisky. Sim, uma garrafa inteira. Ele iria precisar. Sentia que, mais do que nunca, ele iria precisar daquela garrafa inteira. Até a última gota.

Quando o homem lhe trouxe seu pedido não demorou para que enchesse o pequeno copo dosador a sua frente, virando-o em um só gole. Era infantil ao ponto de ainda fazer uma leve careta quando o álcool desceu por sua garganta, queimando como fogo. Era estranho e incômodo, mas a tontura que começaria a sentir a partir da quarta dose lhe era muito bem vinda. Era absurdamente confortável perder a noção exata dos sentidos com a ajuda da bebida. Sabia que era um alívio temporário, mas temporário era melhor do que alívio nenhum. Bebia sem fazer pausa, as vezes sentindo as lágrimas chegando até os olhos, mas nunca sendo derramadas da forma como ele queria. Ele queria colocar aquilo tudo para fora. Mas... O que ele exatamente queria colocar para fora? Estava vazio. Sua vida estava vazia. Era por isso que não conseguia chorar apesar da vontade quase cortante que crescia em seu peito? Bebeu mais uma dose, deixando o fogo descer pela sexta vez por sua garganta. Ah, a tonteira! Começava a senti-la, mas ainda não era suficiente. Ele ainda estava consciente. Sentia vontade de agarrar a garrafa pelo casco e virar de uma vez pelo gargalo, jogando o líquido direto na boca. Mas seria deselegante, não? Ele atrairia os olhares de todos. Os olhares que ele tanto queria evitar. Os olhares que ele tanto já sentia sobre si.

Décima dose. Sentia o corpo um pouco mais pesado. As pálpebras um pouco difíceis de continuarem abertas. Mas ele ainda estava consciente. Diabos! Era tão difícil assim ficar bêbado? Talvez fosse o copo. Aquele copinho miúdo de m*rda não era suficiente para o que ele queria. Ah! Que se f*dam os olhares! Agarrou a garrafa e bebeu direto dela sentindo vontade de rir de seus pensamentos embaralhados. Ele queria chorar! Por que raios estava rindo? A garrafa tinha acabado, mas ele iria pedir outra. A cabeça começava a ficar leve. Era disso que ele estava falando! Era disso que ele estava precisando! — Moooooço! Traaaaaaaaz maissss uma. — Sua voz saiu mais alta e arrastada do que ele pretendia. Os olhares. Os malditos olhares naquele bar se voltando para ele. De verdade agora. Damien sentiu um sorriso sarcástico no canto de sua boca. — Que foi? Nunca viram um derrotado na vida de vocês, não? Tá divertido o essssspetáculo? — Ele se ergueu da cadeira. Foi só quando se pôs de pé que sentiu o verdadeiro efeito daquela garrafa toda que havia tomado. Até suas veias pareciam pesadas. Sua cabeça girou de uma forma que ele não conseguiu firma a visão. Piscou algumas vezes para estabilizar a vista. Ia dar um passo para interceptar o atendente no meio do caminho que ele fazia para lhe trazer a garrafa que solicitara, mas tropeçou nos próprios pés. Ou em algo que ele não tinha visto. Era difícil precisar com a percepção tão comprometida. Só sabia que agora estava no chão. Isso, o chão! Aquele era o seu lugar, não era? O chão! Ele riu. Riu copiosamente. Era lá que ele tinha de ficar. E era de lá que ele não deveria sair. Era isso. Perder a consciência de vez foi a consequência seguinte. Ele tinha um sorriso idiota estampado na cara quando apagou e seu corpo começou a regurgitar todo o líquido que sorvera. Talvez tivesse sorte e deixassem ele ali, sufocando no próprio vômito. O mundo não precisava dele. E ele não precisava do mundo.


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Off: Post sem nenhuma relação com os acima. Letty e Cléo, tô lendo isso aí **insira o meme da lua do wpp aqui** Continuem!
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Re: Cabeça de Javali

MensagemJapao [#189925] por Izumi Miyamoto » 01 Abr 2019, 23:44

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Até que era um dia bastante comum para o rapaz que costumava viajar para onde queria, independente de época do ano favorita. Em muita das vezes, gostava de sair sem rumo. Sem rumo entre muitas aspas porque não deixava de avisar a seus irmãos sua real localização, apenas e somente eles sabiam caso quisessem contatá-lo. Havia deixado sua imouto bem, na companhia de seu onii-chan. Dessa vez, seu destino foi um tanto inusitado. Não gostava muito de estar no meio de gaijins e menos ainda do contato físico que eles gostavam de manter ao conversar com alguém. Não tinha álcool em gel o suficiente para isso. O único contato que fazia, caso precisasse mesmo, era o médico. Se alguém passasse mal ou não estivesse bem perto dele, lá ia fazer jus ao juramento que havia feito ao se formar em medicina bruxa. Sabia bastante da medicina trouxa também só que ainda não era licenciado. Mas, faltava pouco.

Bom, depois de passar muito tempo andando pelas ruas de Londres à procura de livros e ervas das mais variadas de tratamento medicinal, estava com sede. Queria beber. Mas, não queria água. Estava afim de provar a famosa cerveja amanteigada do famoso bar Cabeça de Javali. O letreiro do bar não era um dos melhores, mas, dava para ver que era um local muito movimentado. Acabara de sair um casal aos beijos e ele se perguntava qual era a necessidade disso. Não tinham um quarto? Suspirou e logo entrou no local. Sentou-se numa cadeira de frente para o balcão e logo foi atendido. O que o fez sorrir pela agilidade do funcionário do local. — Cerveja amanteigada, a maior caneca que você tiver. — Antes de lhe entregarem sua bebida, os olhos de Izumi varreram todo o local. Estava cheio para um dia de semana. Havia grupos de amigos juntos, rindo alto, os casais, mas também, havia aqueles solitários. Inclusive avistara um homem, de aparência um pouco triste e com uma garrafa inteira de whisky. Quando colocaram a caneca a sua frente, de imediato deu um gole. Gelada. De olhos fechados, bebeu metade da caneca e deu um longo suspiro. Uma bebida boa e sem álcool.

Bebeu o primeiro copo e logo pediu o segundo. Até que estava um clima agradável. A tv estava ligada e o clipe de uma banda de rock do mundo bruxo, mas o som não estava tão alto, o que era bom. Pegou a segunda caneca e dessa vez, iria beber mais devagar ou pelo menos tentaria. Lambia os lábios para limpar o bigode de espumas que sentiu que havia se formado em seu rosto e enquanto isso, tornou a encarar o local. Era tudo muito limpo. Sem falar do cheiro delicioso dos petiscos que estava tomando conta daquela parte e considerava pedir uma porção de alguma coisa. Viu também uma placa muito discreta na direção da escadaria de madeira, ao lado direito do balcão, que ali alugava quartos. Nada mal. Tomou mais um gole e tirou do bolso do casaco uma fotografia dele com seus irmãos. Adorava admirar aquela foto, era linda e amava ainda mais de ser uma fotografia mágica, que fazia o momento se repetir infinitamente. Ele pendurado nas costas do irmão mais velho e a caçula pendurada em suas costas. Sorriu timidamente, enquanto pegava sua cerveja, bebendo o líquido todo.

Pediria mais uma se sua atenção não tivesse sido capturada pela voz de uma pessoa que estava nitidamente alterada. Procurou de quem era a voz e encontrou, era a do homem solitário com a garrafa de whisky. "Gaijins..." Suspirou com pesar em ver o estado lamentável do rapaz e se perguntou pelo que ele havia passado para estar bebendo daquele jeito. A garrafa estava vazia e em alto e bom som pedia a segunda. Isso fez o nipônico ter uma sensação que se recusava a sentir, a compaixão. Isso atrapalhava demais quando se era médico. Olhando sorrateiramente, Izumi pode ver que o ruivo havia colocado de pé e tentava entender o porquê. Estava óbvio que ele não aguentaria chegar nem no meio do bar.

Dito e feito. No primeiro passo, o homem tombou, fazendo um grande barulho. Dando um suspiro e franzindo o cenho, o asiático olhou para o rapaz caído no chão. As pessoas olhavam com reprovação para o moribundo e ninguém se propôs em levantar para ajudá-lo. Estava claro que ele não se levantaria sozinho. O atendente que ele tentou interceptar o olhou com repreensão e antes dele alcançar o ruivo, Izumi foi mais rápido. Guardou a foto no bolso e deu um suspiro pesado. — Kusô... — Xingou bem baixinho ao se levantar e ir até o rapaz caído no chão. O japonês tentava entender a graça em que o ruivo achava em estar caído. Enquanto estava no meio do caminho, antes de tentar levantá-lo, ele vomitou. Colocou para fora um pouco do whisky que havia bebido e antes que ele pudesse se engasgar com o próprio vômito, Izumi passou o braço pelo seu pescoço, ajudando-o a se erguer e levando-o para o banheiro masculino.

Já dentro do banheiro, o japonês deu um suspiro porque não estava acreditando na situação em que se encontrava. Segurou firme o corpo do homem com uma das mãos em sua barriga. — Ainda bem que você não está por aí porque isso vai ser um pouco desconfortável. — Foi tudo muito rápido. Mirou o rosto do rapaz desmaiado na direção do sanitário e com a mão esquerda, pressionou seu abdomen, forçando-o a vomitar ainda mais para poder retirar ainda mais do álcool do seu organismo e depois ter uma recuperação melhor. E ele vomitou, vomitou tanto que estava começando a ficar pálido. Mas, pelo jeito havia saído tudo. Carregou ele até pia do banheiro e começou a molhar seu rosto e pescoço. Voltou até o balcão e perguntou para o atendente que lhe serviu a cerveja se havia quartos vagos no andar de cima. Teve uma resposta positiva e logo recebeu as chaves. Enquanto passava, pode ver que já haviam limpado o vômito.

Olhou para a escada e depois para o rapaz de cabelo afogueado. Não ia conseguir apoiando-o com os braços no ombro. Mordeu o lábio inferior com um semblante nada contente pelo que teria que fazer, mas, era necessário. Deu um suspiro e colocou-o pendurado sob seus ombros, atraindo os olhares de muitas pessoas que ainda estavam ali e isso o deixava ainda mais put* porque soaram um assobio. “Isso não é um show!” Quando terminou de subir as escadas, tirou as chaves do quarto que havia colocado no bolso de trás do jeans que usava e rapidamente abriu a porta. Sem avaliar o local, se apressou em alcançar logo a cama e pô-lo de repouso. Assim que o fez, ajeitou os travesseiros da cama, pois queria que ficasse numa posição alta para o caso do rapaz querer vomitar de novo. Daí só precisaria virar para o lado.

Sentou-se na beirada da cama recuperando o fôlego, o cara era pesado e havia subido uma quantidade considerável de degraus. Ao dar um último suspiro longo e pesado, parou para observar atentamente o desfalecido. Seu rosto era fino e com muitas sardas espalhadas por ele, aliás, havia sardas por muitas partes do corpo porque, tinha até nas mãos. Comprimiu os lábios um no outro e tornou a fazer contato com o desfalecido. Se aproximou, ainda sentado na cama, e esticou o braço para que com as mãos, pudesse medir o pulso. Tocou levemente e pode sentir que estava normal. Retirou o casaco que estava começando a pinicar em sua pele e pegou uma pequena bolsa, estava com um feitiço de extensão e pegou de dentro dela uma bolsa de soro de 250 ml, equipo macrogotas e uma agulha. Sim, ele costumava andar bem preparado e não sabia o porquê. Percebeu que o rapaz não iria acordar tão cedo e desceu rapidamente para pedir um grande copo de água com sal e açúcar. Seria necessário o recurso da medicina trouxa, já que o problema não envolvia nenhum acidente mágico. A atendente disse que levariam para o quarto e mais uma vez, Izumi subiu.

O rapaz estava na mesma posição, os braços largados na cama e o rosto virado um pouco para o lado. Dobrou as mangas da camisa que estava vestindo e foi até o desconhecido para fazer o mesmo. Suas veias estavam bem visíveis, o que era muito bom para o que viria a seguir. Logo trouxeram o copo com soro caseiro e o japonês não perdeu tempo. Primeiramente, álcool em gel. Esfregou uma grande quantidade nas próprias mãos e depois passou um pouco no braço esquerdo do ruivo. Em seguida, inseriu todo o líquido dentro da bolsa de soro, prendeu o macrogotas nela junto com a agulha e logo colocou no pulso do rapaz que nem se moveu com o gesto. Gesticulou com a varinha, fazendo com que a bolsa de soro ficasse pendurada um pouco para o alto, pois se ficasse para baixo, o sangue acabaria voltando e se misturando ao soro.

Havia uma poltrona no canto do quarto e logo o medibruxo se sentou, respirando um pouco aliviado. A cor do rapaz estava menos pálida que antes, o que era bom. Passou a mão por dentro dos cabelos e fitou o homem à sua frente. Não sabia absolutamente nada a seu respeito, mas, mesmo assim, o ajudou. O jeito era esperar ele acordar para apurar mais informações.



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Notes: ESTOU OUVINDO OS ANJOS CANTANDO ALELUIA DE HANDEL! FINALMENTE SAIU!
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Re: Cabeça de Javali

MensagemEstados Unidos [#191077] por Damien Morris » 11 Mai 2019, 22:10

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Running away - Post II


Não sabia o que estava acontecendo ou o que havia acontecido. Sua cabeça doía. Foi a única coisa que conseguiu discernir em meio a inconsistência. Aos poucos outras coisas foram se tornando perceptíveis. Os dedos. As pernas. Formigava. Tudo parecia perto demais e longe demais ao mesmo tempo. Onde ele estava? Cabeça de javali. Disso ele se lembrava. Abriu os olhos lentamente. Era como se uma bigorna tivesse caído em cima de sua cabeça. As pálpebras pesavam dois mil quilos. Sua visão estava turva e tudo ainda estava rodando. Ele se sentia enjoado.

A primeira coisa que discerniu a sua frente foi um rapaz. Não parecia muito mais velho que ele e nem muito mais novo. Oriental. Japonês. Ao contrário do que muitos ocidentais diziam, oriental era um termo extremamente genérico e era perceptível as diferenças entre todas aquelas etnias. O rapaz desconhecido o sentou na cama e ele se sentiu ainda mais tonto. Tinha gosto de vômito na boca. Bebeu a água que ele lhe ofertara lentamente. Estava com dificuldade de engolir também. O que tinha acontecido? — Obrigado. —Murmurou após a última golada. — Se importaria se eu perguntasse quem é você? — Ok. Ele se chamava Izumi. E era até bastante cordial. Perguntou se tinha alguém da família dele a quem poderia avisar qualquer coisa. Mas o que Damien responderia? — Não... Ninguém. Eu não sou daqui. —Responder a verdade parecia a melhor saída.

— Damien. Damien Morris. É um prazer conhecer... Mesmo que as circunstâncias estejam meio estranhas e... Ai! —Respondeu após ele pedir para que se apresentasse, mas foi interrompido pelo incômodo no braço e só então percebeu que havia uma agulha em suas veias. — Você é medibruxo, certo? Como conseguiu essas coisas por aqui? Por acaso anda com uma maleta cheia de soro, agulhas e bisturis pra onde quer que vá?— Ergueu uma das sobrancelhas. Seu tom era sarcástico, mas estava realmente curioso. — Precaução? Você anda com uma bolsa de soro e agulhas por precaução? —Franziu o cenho tentando se sentar melhor sobre a cama, mas estava dolorido demais até para isso. — Me desculpe... Mas... Qual seu signo? —Não pode esconder o ar de riso. Balançou a cabeça negativamente quanto a pergunta dele acerca de estar ou não com fome. Gente?! Quem era o louco que andava com uma bolsa de soro nas coisas?!

Manias. Fora isso que ele lhe respondera. "Todo mundo tem manias." Damien sentiu vontade de rir. Uma vontade que ele não vinha tendo há um bom tempo. Talvez fosse algum efeito remanescente da bebida. Talvez o outro fosse só engraçado mesmo. — Não que eu acredite que absolutamente tudo seja ou deixe de ser culpa dos astros... Mas é interessante estudar o comportamento humano guiado pela lógica dos planetas e constelações. Não é tão exato quanto Aritmancia, por exemplo, mas às vezes dá para prever ou imaginar ações alheias a partir daí. Exemplo, eu poderia jurar que você era virginiano devido a sua pequena... — Ele pausou como se buscasse a palavra certa e, no fim, resolveu usar a palavra que o próprio rapaz a sua frente usara. — "mania"... Mas... Até que não estou tão errado assim já que você é de um signo de terra. — Fez um esforço para levar a destra até o queixo, como se pensasse em algo. O olhou de cima a baixo. — Se eu estiver errado, perdão... Mas deixe-me tentar... Você tem uma certa "mania" ... — Fez aspas com os dedos ao pronunciar a palavra.— Que o faz querer estabilidade. Não suporta que sejam impontuais com você e também detesta sujeita e coisas fora de seus lugares de origem. Certo? —Ele estava falando demais. Podia estar irritando seu interlocutor. Mas... Agora já tinha começado. Seria ainda mais rude não terminar. — E... Bem... Não estou com fome. —Nesse mesmo momento seu estômago fez um barulho alto o suficiente para que qualquer um no recinto escutasse. Um ronco. Um sinal que qualquer um conheceria bem. Fome. Suas bochechas esquentaram. Um gesto infantil e inocente de alguém que deixara a infância, mas que a infância não havia deixado.

Ele era um bom ouvinte. Damien nem estava acreditando que não estava incomodado com o fato dele estar tão falante naquele instante. Definitivamente ainda era efeito da bebida. Que outra explicação teria? Mordeu o lábio inferior quando ele lhe perguntou se dava aulas de astrologia. Moveu negativamente a cabeça.— Não. Na verdade eu ainda não sei bem o que fazer da minha vida. Terminei a escola há um ano e ainda não sei de nada. Isso é uma das minhas maiores frustrações. —Despejar suas dores em cima de um desconhecido não era uma atitude muito inteligente da parte dele, mas... Ele acabara de salvar sua vida, oras! Não que isso fosse grande coisa... Damien queria morrer mesmo. Seria melhor se tivesse morrido. Mas... Não tinha morrido. E estava ali, frente a seu salvador que umedeceu os lábios com a língua antes de se erguer dizendo que iria pegar algo para ambos comer. Uma atitude nobre não ter feito nenhum comentário sobre o roncar do estômago do ruivo. E o rapaz era... Bem bonito também. Ele não tinha como não reparar. Parecia um boneco de cera, tão irreal era sua beleza. Mais uma vez, talvez aquilo ainda fosse efeito da bebida então guardou aquilo em algum canto escondido de sua mente. — Café. Café é legal. Gosto de café. Café é totalmente aceitável. —Comentou um tanto seu jeito com seus pensamentos. E se ele fosse legilimente? Damien não era exatamente o melhor do mundo em oclumencia. Rezava para que ele não tivesse ouvido nenhuma parte de seus pensamentos enquanto o via seguir na direção da porta.

Ele não sabia muito bem se tinha motivos ou não para dar ouvidos àquele desconhecido a sua frente, mas era a primeira vez em meses que estabelecia um diálogo não monossílabo com outro ser humano e poderia aproveitar aquilo por mais um pouco. — Ah... Er... Eu não costumo beber com tanta frequência. Na verdade os médicos me proibiram de beber. Essa foi a primeira vez que bebi tanto na minha vida. Sério. E pela dor que tô na cabeça não pretendo fazer isso de novo. — Pelo menos não tão cedo. Foi o que pensou. As palavras que seguiram da parte do outro foram encorajadoras. Ele disse para não desistir. Procurar uma área de interesse, algo do tipo. Ou um emprego. Damien sentiu vontade de rir. Não por ter achado graça no que ele falara. Não, não era nada daquilo. Muito pelo contrário. Era um sorriso triste que sairia por seus lábios. Ele dizia a mesma coisa que os psicólogos lhe diziam. "Achar um rumo na vida". Aquilo não parecia lógico para Damien. Ele não via lógica nenhuma naquele processo mecânico de acordar, trabalhar, voltar para casa e esperar a morte dele e de seus familiares. E ele sabia muito bem que era assim que a vida funcionava. A vida não era nada além de um processo de espera pela morte. Então... O que fazer no meio tempo entre o nascimento e o fim iminente? Não, ele não via sentido. Acumular conhecimentos, acumular riquezas... Nada daquilo tinha um real sentido. Tudo se tratava da espera pela morte. Suspirou pesadamente. A pouca alegria que ainda restava em sua face esvaindo-se com o ar que expirava. — Tudo bem. Não é como se eu fosse a algum lugar de qualquer forma.— Indicou com um sinal de cabeça a cama onde estava e o estado deplorável que a ressaca lhe deixara quando o outro avisou que desceria para buscar algo para comerem. Algo saudável. Damien iria chorar quando ele bateu a porta para descer, mas engoliu o choro assim que percebeu a porta se abrindo novamente. Ele não precisava perturbar o desconhecido com mais de seu drama. Apenas lhe lançou um sorriso amarelo com os olhos já marejados.— Café sem açúcar parece legal.

— Você não precisava voltar por causa de mim... —Murmurou limpando os olhos com as costas das mãos. Ele já havia percebido de qualquer forma, pra que esconder que estava a beira das lágrimas? Respirou profundamente apenas para controlar aquela vontade súbita de chorar enquanto ele vinha em sua direção e se sentava ao seu lado. Pelo menos ele fora delicado o suficiente para não comentar nada sobre o choro de Damien. Damien apreciava isso. Não gostava da piedade alheia embora estivesse claramente deixando o outro rapaz sem jeito. Observou enquanto ele umedecia os lábios e, por um segundo, não conseguiu se lembrar de ter visto ninguém mais lindo que aquele rapaz em toda a sua vida. Era estranho estar notando a beleza de alguém quando já não percebia a beleza de mais nada na vida. Sentiu um leve arrepio quando seus dedos se tocaram por alguns segundos. Mordeu o lábio inferior, o coração batendo um pouquinho mais rápido que o normal. — A-a-ainda estou um pouco zonzo. — Aquilo, aquilo tudo devia ser efeito da bebida. Ele só conseguia pensar nisso. Era a única resposta plausível. — Tenho medo de me levantar da cama e tropeçar nos meus próprios pés... — Sorriu sem jeito desviando o olhar para um canto qualquer.

— N-n-não! Você não fez nada de errado! — Como ele havia chegado àquela conclusão? Ele havia sido absolutamente perfeito cuidando de Damien. Agora ele estava segurando a sua mão. Ok. Aquilo era estranho demais. O ruivo precisava se lembrar de como respirar e aquela sensação era extremamente esquisita. Não demorou muito para que ele a soltasse, mas Dam ainda estava com aquele sentimento de arritmia. Seria um infarto? Uma crise de ansiedade? Efeito da bebida. Puro e simples. Ele tinha de se lembrar disso. — Okay. —Murmurou ao final de um suspiro após o asiático insistir na ideia de descerem. Ele pegou sua camisa no cabideiro e o chamou para que seguissem para o andar de baixo. Damien sorriu abaixando de leve a cabeça. Como ele conseguia ser tão desconcertantemente lindo? Ficou de pé com algum custo e caminhou até ele sentindo a cabeça rodar. Pegou a camisa de suas mãos com cuidado e vestiu o tronco que estava desnudo.

Mais uma vez aquela pergunta. Ele já havia feito, não havia? Ou Damien estava ficando louco? Bom... Louco ele já era de todas as formas. Respirou fundo abotoando sua camisa até estar com o tronco vestido novamente.— Estou sozinho aqui... Minha família está toda nos Estados Unidos. Então... Não... Não tem ninguém quem eu queira contactar... —Caminhou com ele em direção a saída para que pudessem descer e comer algo. Juntos.

— Não está sendo invasivo. —Garantiu ao japonês que havia lhe pedido desculpas. Desculpas desnecessárias, não? Ele estava preocupado. Aliás, Damien era expert em fazer isso com as pessoas, não era? Deixá-las preocupadas. Respirou fundo pela milésima vez, sentindo a cabeça um tanto quanto dolorida.— Eu dei muito trabalho, não dei? Me desculpe por isso. — Murmurou desviando o olhar para os próprios pés enquanto desciam para o hall para pedir as respectivas refeições.

Era óbvio que ele lhe diria que não dera trabalho algum. Era educado. Além de lindo era educado e prestativo! Damien precisava parar de pensar no homem a sua frente daquela forma. Da última vez que se permitira admirar alguém tanto quanto começava a admirar o oriental ao seu lado havia se estrepado bonito. Não. Esse não era o caso. Era mais fácil culpar a bebida mais uma vez. Chegaram rápido ao local de consumação e Izumi logo avistou lugares vazios. Perguntou para o ruivo qual seria de seu agrado. — Esse canto parece bom. Muito bom, na verdade. — Concordou com o primeiro lugar sugerido pelo outro. Em algum lugar de seu ser sentia que concordaria com ele mesmo que ele sugerisse que comecem sentados na linha de um trem.


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Re: Cabeça de Javali

MensagemIrlanda [#191378] por Rachel D'Alterre Florenzza » 19 Mai 2019, 21:58

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Ela não sabia porque diabos estava ali, porque tinha voltado depois de toda a merda que aconteceu e , mais ainda, como teria a cara de pau de encarar todos aqueles funcionários conhecidos se eles soubessem do que ela tinha feito. - Uma criança, Rachel! Valha-me Deus! - Murmurou para si enquanto bebericava um novo gole daquela cerveja escura. Tudo o que precisava para refrescar o coração apertado. Ainda assim, apesar da culpa, a ruiva sentia um calor estranho ao se lembrar dos beijos, principalmente deles. Como um garoto de dezesseis ou dezessete anos poderia beijar assim? E ela, uma virgem de vinte e dois anos, com casa e emprego, responsável e já tão vivida... Era uma virgem, como ele mesmo tinha dito de forma tão pejorativa.

O loiro saiu do apartamento naquele começo de tarde e a jovem Florenzza não esperava vê-lo tão cedo, só... Quis revisitar o bar, lembrar de como era ser destemida e selvagem, ainda que de forma irresponsável. E droga! Não conseguia tirar da cabeça a imagem dos olhos dele sobre seu corpo, os lábios trilhando caminhos ambíguos pelo pescoço alvo, os ombros sardentos se apertando contra o peito pela excitação... Desde quando não sentia isso? Desde Vincent... Ah, aquele maldito. Por onde andaria o estranho Le Fay e seu senso de humor ácido, os olhos castanhos viciante que miravam todos os lados de uma vez... Aquele cabelo estupidamente emo que ele nunca mudava, não importava o quão velho ficasse. E o lagarto, claro. Ainda tinha aquele lagarto que não saia de seus ombros e já até a mordeu na bochecha enquanto eles se beijavam.

Se ele não tivesse sumido... Com certeza estariam juntos. Estariam sorrindo, lembrando dos velhos tempos, das viagens... Ah, Rachel, quando você ia aprender que algumas pessoas nunca voltarão?
- Acho que nunca... - Respondeu por cima do copo, os lábios frios crispando um no outro ao sorver aquela espuma cor de caramelo. Não teve muito tempo de divagar o restante daquele passado, uma vez que um grupo de garotos entrou pela porta conversando animadamente. Dentre eles, um chumaço de cabelos dourados chamou sua atenção. - Ai, não! - Como primeiro impulso, acabou levantando de supetão e batendo com o joelho em baixo da mesa, causando um barulho alto que chamou bastante atenção. Ela estava vermelha... Não teve coragem de olhar para ver se Daemon a vira, somente botou algum dinheiro no balcão, pegou a bolsa e saiu para fora do bar. Ao encostar na parede lateral que dava para um beco sujo do lado de fora, a herdeira dos antigos Florenzza de Cashel tirou um cigarro de seus pertences. Ela não fumava, não mais, mas sempre carregava um apenas por hábito.

Ficou girando o objeto nos dedos, rezando para que o loiro não a tivesse visto. Não guardava mágoas dele, mas sentia vergonha por ter falado com ela daquele jeito tão grosso. E se ele gritasse? E se a chamasse de coisas horríveis na frente de todos? Ah, mas o desgraçado era tão bonito... Rachel nãos e lembrava de Vincent ser lindo assim naquela idade.

Meu deus, no que estava pensando?



Com: Daemon Jones
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